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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA

CAMPUS V – MINISTRO ALCIDES CARNEIRO


RELAÇÕES INTERNACIONAIS
ANTROPOLOGIA CULTURAL

Flora Evangelista
Priscilla Cappelletti
Ravik Andrade

O movimento hippie:
os hippies da Ferinha de Tambaú

João Pessoa
2009
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
CAMPUS V – MINISTRO ALCIDES CARNEIRO
RELAÇÕES INTERNACIONAIS
ANTROPOLOGIA CULTURAL

Flora Evangelista
Priscilla Cappelletti
Ravik Andrade

Etnografia apresentada como parte da


Nota correspondente à II Unidade Te-
mática da disciplina de Antropologia
Cultural, lecionada por ...

João Pessoa

2
2009

Introdução

O surgimento dos hippies: um movimento de contracultura

O termo “hippie” deriva da palavra inglesa “hipster”, que indicava as pessoas


americanas envolvidas com a cultura negra, consideradas atentas às novidades e
estilosas. Como designação do movimento aqui analisado, foi cunhado pela primeira
vez no ano de 1965, em um artigo do jornalista Michael Smith, quando este se referia
aos jovens boêmios que saiam de North Beach e se encaminhavam para São Francisco.
Entretanto, o que veio a ser conhecido como movimento hippie teve origem anterior.
Duas guerras mundias, uma crise econômica de escala mundial, a então atual
Guerra Fria e seu discurso de “democracia, liberdade e anticomunismo” fizeram
despontar uma burguesia conformada, submissa e zelosa de seus valores, estarrecidas
por um otimismo provindo de um conforto material que a economia capitalista
proporcionava. Em meio a isso, emerge uma série de críticos quanto a tal sistema
vigente chamados beatnicks.
A Geração Beat, como também são conhecidos, era um grupo de jovens
americanos que, a partir de meados dos anos 50, decidem fazer sua própria revolução
cultural, uma vez que estavam entediados com a monotonia da vida regrada e suburbana
dos EUA pós-guerra. Assim, o inconformismo com a realidade os fizeram se voltar para
o jazz, o sexo livre, as poesias contestadoras de injustiças, as drogas e os colocaram na
estrada. Além disso, caracterizavam-se pelas roupas informais, pelo uso de barbas e
óculos escuros a qualquer hora do dia. Frente a isso, dá-se a eles a responsabilidade por
serem os precursores da contracultura, uma forma de contestar ideais e valores sócio-
culturais absorvidos no cotidiano, apresentando novos caminhos do modo como o
homem pode trilhar sua vida e opções. Está inscrita a base do movimento hippie.
Os hippies, assim, aparecem em início da década de 60 nos EUA. Eram contra a
exaltação do trabalho, a especialização da mão de obra, a inserção das máquinas, o
apelo ao lucro e ao apego material, a Guerra do Vietnã, o conservadorismo, as
corporações industriais, o paternalismo governmental. Queriam o amor, a paz, a
liberdade, os instintos, enfim, um novo estilo de vida.

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O estilo de vida hippie

O movimento hippie não se contenta em questionar os valores tradicionais da


sociedade. Fazem mais que isso: criam um modelo alternativo de estilo de vida.
Os hippies, em geral, eram jovens de classe média ou alta escolarizados que saiam
de suas casas para praticar uma nova forma de viver e compreender a vida. O slogan
“Turn on, Turn in, Drop out”, criado por Thimothy Leary, resume bem a contracultura
agora adotada por essa juventude: o “turn on” (ligar) se refere ao uso de drogas, que fará
a mente se ligar a uma dimensão de maior liberdade; o “turn in”(sintonizar) significa a
aderência ao estilo e filosofia de vida hippie; o “drop out” (abandonar) expressa o
abandono do seio familiar, da vida tradicional, das expectativas de carreira estável, da
rotina, da participação em guerras.
Dessa forma, participar do movimento hippie é adotar um modo de vida nômade,
o qual não se sabe onde estará amanhã nem com quem, sempre negando o
pertencimento e, dessa forma, o nacionalismo. É também ter um modo de vida
comunitário, o qual todos os moradores exercem uma função dentro da comunidade e as
decisões são tomadas em conjunto. Quando em comunas rurais, normalmente é
praticada a agricultura de subsistência e o comércio entre os moradores é realizado
através da troca. Assim, reina a harmonia entre as pessoas e a busca de igualdade, em
contraposição com a segregação racial, com a pobreza, com a hierarquização entre
gêneros, com as injustiças, com o individualismo, com o jogo econômico-militar, com o
capitalismo.
Outro slogan de fundamental importância para os hippies é “Make Love Not War”
(Faça amor, não guerra). O amor livre e a não violência estão sempre atuantes em seus
discursos. O primeiro se refere à liberdade nos relacionamentos sexuais e amorosos,
além de ser pregado no sentido “amar o próximo”. Permitem-se o sexo em grupo e em
qualquer momento e local, a homossexualidade e a partilha de tudo (desde comida,
passando pelas drogas e indo até os companheiros). O segundo é referente à luta pela
paz, sendo contra qualquer tipo de repressão e conflito, já que é o amor que levará ao
bem estar da alma e do indivíduo (“Peace and Love” – “Paz e Amor”).
Não por acaso, há uma aproximação dos hippies com as práticas religiosas
orientais. A meditação e o incenso são partes integrantes desse estilo de vida. Muitos
tomam como símbolo a mandala. Há uma cumplicidade com a doutrina de “não

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violência” de Gandhi. O vegetarianismo e a valorização da natureza também mostram
tal influência. Por sinal, uma das ações mais lembradas quanto aos hippies se deu
quando eles rodearam o Pentágono (sede do aparelho9 militar americano) e tentaram
fazê-lo levitar com apenas a “força da meditação”.
Outra característica de grande relevância é o uso de drogas, relacionado com o
“abrir da mente”. Toda e qualquer droga pode ser utilizada: maconha1, haxixe,
alucinógenos (como o LSD e cogumelos) etc. Ajudaria a intensa experimentação e
consumo de tais a inovação tecnológica, que, espelhando-se nas indústrias química e
farmacêutica, desenvolveria novos tipos de drogas, inicialmente consideradas
inofensivas (como o LSD). O próprio Thimothy Leary, já supracitado, defende: “o ácido
lisérgico é o passaporte que leva o homem além das previsíveis e limitadas fronteiras da
consciência, permitindo-lhe gratificantes viagens de autoconhecimento”.
Para completar um outro slogan (“Sexo, drogas e rock’n’roll”), tem-se que falar
sobre a influência da música no movimento, que constituía um meio de expressão e
difusão da ideologia hippie. As músicas eram escritas, tocadas e ouvidas sob o efeito de
droga, uma vez que esta conjugação levava à libertação dos pensamentos. Inicialmente,
teve grande papel o folk music, caracterizado por palavras críticas e agressivas, e som
fortemente ruidoso e ritmado. É deste estilo que se tira uma das músicas mais
representativas dessa contracultura: “Blowin’ in the wind” (“Soprando no vento”), de
Bob Dylan, tem frases marcantes como “Quantas vezes precisará balas de canhão voar
até serem para sempre abandonadas?” e “quantos anos podem algumas pessoas existir
até que sejam permitidas a serem livres?”. O pop dos Beatles também foi referência por
suas letras falarem de amor. Entretanto, foi o rock a marcar a maior presença,
exemplificado por Jimmy Hendrix, Janes Joplin, Grateful Dead e The Doors. É comum,
entre os hippies, a reunião para tocar música, além dos festivais ao ar livre, como o
Festival de Woodstock.2
O “estilo” hippies também é um importante meio de contestação, dessa vez
referente à sociedade de consumo, que compra o que está na moda e julga quem não
1
Na década de 60, a maconha era utilizada mais por sua natureza iconoclasta e ilícita do que por seus
efeitos psicodélicos.
2
O “Woodstock Music and Art Fair” foi realizado em 1969, perto da cidade de Nova York. O evento
durou quatro dias e teve como público 450mil pessoas. Apesar de festivais como esse serem freqüentes na
época, o Woodstock teve grande repercussão por ter mostrado que há grande quantidade de pessoas
dispostas a adotar uma contracultura. Foram dias regados por amor livre, uso explícito de drogas e
rock’n’roll. Uma outra curiosidade adicionada ao evento foi a necessidade de declarar estado de
emergência pelas autoridades, já que o trânsito se tornou incontrolável e era necessário acabar com
aquela proliferação de ideologias. Como disse um dos hippies entrevistados: “O movimento hippie
começou e terminou em Woodstock”.

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está. As roupas são (ou costumavam ser) coloridas e brilhantes, abusa-se das calças
boca-de-sino, das sandálias rasteiras e das camisas tingidas, há inspiração indiana e a
“flor” tornou-se um símbolo recorrente (chegou a se usar a expressão "flower power"
como referência ao movimento). As barbas e os cabelos são longos, há aplicação de
piercings e tatuagens em todas as partes do corpo. Isso serve para mostrar que a
aparência não define a essência da pessoa.
Por fim, deve-se salientar a crítica feita contra os meios de produção de massa,
como a televisão, o rádio, o jornal. Estes padronizam as pessoas, alienando-as, fazendo-
as adotar certos atitudes e valores pré-estabelecidos. Portanto, fazem crescer
preconceitos, alimentam o sentimento consumista das pessoas, direciona-as a aceitar a
ordem vigente e a se cegar frente às deficiências sociais e políticas da realidade.

Os hippies no Brasil

O movimento hippie repercutiu no mundo inteiro e não diferente ocorria com a


cultura do povo brasileiro. Aqui, no Brasil, foi impossível reproduzir a idéia de “loucos
e coloridos anos 60” que tinham os hippies, devido à repressão do governo. Até mesmo
a formação de comunidades era um processo bastante difícil, pois havia a forte
perseguição policial contra os cabeludos, os músicos e aqueles que se vestiam com
roupas coloridas e desenhadas. Entretanto, ainda é possível se dizer que os “hippies
brasileiros” mudaram costumes e revolucionaram a história militar.

O movimento cultural mais relacionado ao hippie que ocorreu no Brasil foi o


chamado Tropicalismo. Ele ocorreu no fim da década de 60 e revolucionou a música
popular brasileira ao usar o deboche, a irreverência e a improvisação, além de propor
algo fora da bossa nova. Os tropicalistas criticavam a forma de governo ditador e
buscavam a liberdade de expressão do brasileiro, a liberdade de obter informações e de
estar ligado ao mundo. Eles também transformaram os gostos da época, tanto com
relação à música e à política, como também ao comportamento, à moral, ao sexo e ao
modo de se vestir. Infelizmente, a maioria dos praticantes do tropicalismo foi
perseguida e alguns artistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso, foram exilados por
apresentarem críticas contrárias ao modo atuante de governo. A maior parte dos
verdadeiros hippies no país também foi fortemente reprimida e migrou para as desertas
praias baianas e para o interior de Goiás, onde algumas se encontram até os dias atuais.

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Os hippies brasileiros não só se (e nos) influenciaram com sua ideologia da
liberdade. Eles também introduziram o uso em larga escala de entorpecentes no país e o
sexo despreocupado em relação às doenças e à gravidez. A tríade “paz, amor e
liberdade” até hoje é presente em nossa realidade jovem.

Após anos de críticas tropicalistas e movimentos estudantis ocorridos na época da


ditadura, o movimento cessou. Não sem deixar marcas. . O movimento hippie foi
transformado em “estilo”, estando muito relacionado com o uso excessivo de drogas por
jovens que buscam certa sensação de prazer (sendo ligada ao conceito de liberdade
pregado pelos antigos hippies), porém voltados a si mesmos, querendo que sua vida
fosse somente a alegria daquele momento de ilusão proporcionado pela droga. Outros
jovens adotaram o modo de se vestir, o jeito mole e lento de se portar e até a vontade de
mudar o sistema.

As manifestações contra o capitalismo diminuíram, mas ainda são presentes. Os


hippies ou jovens que protestam contra o sistema e contra a guerra não desapareceram
da sociedade brasileira. Como exemplo, pode-se citar a resposta contra os primeiros
ataques dos EUA ao Iraque após o dia 11 de setembro de 2001: houve o crescimento de
trabalhos para ajudar aos iraquianos atacados e manifestações realizadas por pessoas
que, com o ideal de manter a paz e buscar a harmonia entre os povos, pediam em fóruns
ou em palestras a ajuda do povo para combater a guerra e o terrorismo.

Nas praias ou em ferinhas no Brasil, ainda vemos pessoas que levam a vida com
tranqüilidade, vendendo seu artesanato em busca da auto-sustentação. Vemos também
pessoas praticando yoga e meditação. Alguma delas podem nem estar ligadas ao
movimento em si, mas vivem a vida da mesma forma e passam adiante alguns dos
traços culturais hippies.

Portanto, pode-se dizer que o movimento hippie existiu no Brasil e continua a nos
influenciar. O tropicalismo é ainda tomado como um marco revolucionário, não só na
música brasileira, mas também no modo de ser e estar das pessoas.

Um movimento em declínio?

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Em nossas entrevistas, podemos perceber que muitas pessoas não acreditam que o
movimento hippie ainda exista. Ou ainda: os hippies existentes em nada influenciam no
cotidiano. Será verdade? Vejamos...
O mito popular de que o movimento não mais exista iniciou logo após Woodstock.
Os hippies, a partir desse marco, tiveram menor aparição nos meios de comunicação,
assim como procuraram menor publicidade (afinal de conta, não queriam se tornar mero
modismo). Aliado a isso, muitos jovens voltaram ao conforto de suas casas. A ideologia
hippie, de fato, perdera sua voz ativa.
Entretanto, desde 1970, o estilo hippie em muito tem sido incorporado pela cultura
principal. Um exemplo disso são os incontáveis festivais presentes em nossa cultura
musical que promovem a liberdade. Um exemplo muito forte disso é o Burning Man
Festival, que ocorre no meio de um deserto, em Nevada (EUA). Durante uma semana,
milhares de pessoas se reúnem para viver uma vida alternativa: permite-se tudo, desde
correr pelado e levar choques até promover seus próprios shows. Entretanto, durante o
evento, não é permitido transações com dinheiro, sendo tudo produto de troca (por
exemplo: se quero um isqueiro, tenho que trocá-lo por uma camisa). Além disso,
poluição ambiental é proibido. Isso invoca o sentimento de comunidade, igualdade e
valorização da natureza. Também, a frase “sexo, drogas e rock’n’roll” ainda é proferida
incessantemente por todo artista que quer se firmar como astro do rock (e até mesmo de
outros estilos).
No mundo cinematográfico também encontramos os hippies. Há vários
documentários sobre este estilo de vida. “The Doors: When you’re strange” e
“Woodstock: tragédias de paz, música e amor” são apenas uns dos exemplos.
O modo de se vestir também sofreu influência. Não é fora do comum ver alguém
usando um colar, brinco, pulseira ou qualquer outro acessório fabricado por algum
hippie. Além disso, muitas pessoas fazem sua tatuagem de rena com um. Está na moda
fazer um dread ou uma trança com uma mecha de cabelo. As sandálias baixas e as
roupas de motivo religioso-oriental também estão em volga.
Ainda: há cada vez mais jovens que podem não ser hippies, mas que almejam o
fim da guerra, a liberdade, a igualdade entre os povos e, consequentemente, uma vida
cheia de paz e amor. O Fórum Social Mundial é um exemplo de movimento em que a
maioria dos participantes são jovens, vindos de todas as partes do mundo, os quais
podem ser os novos hippies ou não, mas que se juntam com intuito de procurar soluções
para um mundo melhor e menos individualista.

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Enfim, não faltam provas de que a contracultura propiciada pelos hippies ainda
está presente entre nós. E não se trata de exemplos raros. Podemos crer, dessa forma,
que a “cultura” hippie não está morta. Sendo assim, fica fácil decifrar que os hippies
também não. Novas abordagens necessitam novas facetas.

A nova roupagem do movimento hippie

Atualmente o que se pode ver daqueles que mantém um visual hippie é uma certa falta
de
interesse em questões políticas,o que era uma das marcas do movimento original,hoje
em
dia o que se percebe é uma comunidade muito mais ligada ao trabalho com o artesanato
por exemplo,esse trabalho que antes não estava presente se tornou essencial para se
manter o estilo de vida de pessoas que se preocupam em consumir somente o básico e
tem como característica marcante o nomadismo,pessoas que falam de suas experiências
de vida como conquistas alegando que quem fica preso num só lugar não vive
intensamente,são pessoas que chegam até a criticar o movimento hippie original pois
segundo eles”eram mauricinhos que sempre que a situação apertava,voltavam pra casa.”

Conclusão

O que se vê é que o movimento hippie na verdade se transformou numa cultura cheia


de sub culturas ,desde o pessoal que segue a moda até os que colocam o pé na estrada
vendendo artesanato passando pela música e pela preocupação com o meio ambiente,e
há até quem agregue vários desses elementos .A cultura hippie se modificou sendo
inserido novas características e algumas sendo deixadas em segundo plano.

Entre as que permaneceram se pode destacar a luta pela discussão e legalização da


maconha e a preocupação ambiental,essa segunda então já foi globalizada e tomou
questões políticas e econômicas, mas o grande diferencial esta sendo a atitude para com
a sociedade,se na década de 60 havia uma tentativa do grupo para conscientizar a
população em geral para temas como pacifismo e liberdade,hoje o que se nota é a pura e
simples falta de preocupação com a opinião da sociedade,se antes se via um grupo
homogêneo,hoje já fica difícil definir que é hippie,quem só trabalha com arte ou quem

9
só segue a moda,o próprio movimento se globalizou e agora se vê camisetas com temas
de divindades da Índia e mantras de origem budista presentes nos chamados neo-
hippies.

A geração que protestava contra a guerra do Vietnã deu ligar a uma menos política,só
que mais espiritual e independente de qual sub grupo se fosse entes sempre era um dos
lados mais cultuados,o do pacifismo e o da fé na vida sem ser ligados a nenhuma
religião,tema duramente criticado pelo grupo,principalmente pelos artesão da praia que
foram o foco do trabalho,para eles a religião católica ou evangélica estão ligadas a um
tipo de escravidão mental que proíbe a pessoa de pensar por si próprio o que acaba
gerando em uma exploração econômica,e acomoda a pessoa nessa situação.

Em fim,a base do movimento dos anos 60 que era a valorização da liberdade ainda
existe mas não é tão divulgada, e como qualquer cultura de diversos segmentos os
hippies vem se atualizando sempre incorporando novas características que combinem
com o pensamento mais forte do grupo:a valorização de uma vida simples e em
harmonia com a natureza.

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