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HISTÓRICO DA

AVIAÇÃO BLUMENAUENSE

E DO

AERO CLUBE DE BLUMENAU

1924- 2001
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Introdução

A história da Aviação Blumenauense é mais antiga do que muitos


imaginam e do Aero Clube de Blumenau igualmente.

O Histórico do Aero Clube de Blumenau tem como objetivo mostrar e


resgatar a história de uma das mais antigas entidades da cidade.

A elaboração desse resgate histórico é uma antiga proposta dos


colaboradores do ACB, porém como citado nesse trabalho, devido
contingências de momento foi protelado muitas vezes contra a vontade de
todos.

As fontes e referências pesquisadas estão no fim desse trabalho.

Agradeço à todos que de uma forma direta ou indireta colaboraram na


efetiva conclusão dessa pesquisa.

Marlis Matteussi
Pesquisadora
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A AVIAÇÃO EM BLUMENAU

Enganam-se aqueles que imaginam que a história da aviação de Blumenau iniciou


em 05 de Maio de 1932 com o primeiro avião a aterrissar na cidade, na Rua Cel.
Feddersen, ou pela passagem do dirigível alemão, Graf Zeppelin, que visitou Blumenau em
1º de Julho de 1934, ou ainda com a fundação do Aero Clube de Blumenau (ACB), em
1941.
Antes de chegar a estes grandes acontecimentos, muitos blumenauenses “suaram
suas camisas e limparam economias de seus cofres”, receberam doações de empresas e
comerciantes durante um bom tempo.
Blumenau teve a feliz oportunidade de receber em 1º de Julho de 1924, o aviador
alemão Erich Laskowski que no antigo Teatro Frohsin, realizou uma conferência sobre “ A
Aviação Alemã e especialmente a Aviação Sem Motor”.
A Alemanha neste período, devido a problemas oriundos da 1º Guerra Mundial,
estava impossibilitada de construir aviões, então se pensara em uma solução, e a mesma
fora encontrada na idealização dos planadores, ou seja, aviões sem motor, que mais tarde
recebera o nome de “Volovelismo”.
Em 1926, havia, na cidade de Blumenau, entusiastas que a partir da novidade que
estava acontecendo na Alemanha, começaram a fomentar por aqui esse tipo de aviação.
Motivados por essa nova idéia, muitos blumenauenses se reuniram no bar, Bar e
Restaurante de Oscar Gross na Rua XV de Novembro e fundaram a “Fliegerbund
Blumenau”, ou seja, a “Sociedade Blumenauense de Aviação”.
Um dos mais entusiasmados dos membros era o Pastor Enders que providenciara em
determinada reunião, slides sobre a viagem do dirigível Z.R.III, o que deixou
impressionados os associados.
A “Fliegerbund Blumenau” teve com sua fundação a adesão de 35 simpatizantes,
entre esses associados estavam, desde o pastor citado, engenheiros e técnicos. Em uma de
suas primeiras reuniões a prioridade era a organização da sociedade e meios de angariar
donativos para a construção dos planadores, a pauta das primeiras reuniões era
“possibilidades e materiais para a construção de um planador”.

Início da construção de Phoenix.


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Phoenix já com a asa construída.

Entusiastas da “Fligerbund Blumenau” verificando a estrutura de Phoenix.


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Entusiasta observando sua criação.

Num tempo recorde, para as condições da época, a sociedade blumenaunse, teve uma
ótima notícia de que o primeiro planador construído no Brasil estava concluído, e já
estava pronto para exibição ao público na Sociedade dos Atiradores.
A Páscoa de 1927, além de trazer o significado religioso de fé, renascimento, e
esperança, trouxe também a intenção de mudança e novos tempos para a cidade, pois
naquele domingo de Páscoa iria ser batizado o planador “Phoenix”, (nome dado em alusão
à ave que segundo a mitologia egípcia, durava séculos e, queimada, renascia das próprias
cinzas.)
Na celebração do batismo estavam muitas pessoas ilustres da sociedade
blumenaunse, colaboradores e empresários que ajudaram na construção efetiva do
primeiro planador do Brasil, entre eles: Hilda Meyer (madrinha), Dr. Amadeu da Luz (Juíz
de Direito), o Sr. Pedro Cristiano Feddersen, o Sr. Cônsul Otto Rohkol.
Phoenix tinha as seguintes dimensões: 11 metros de envergadura (de asa a asa),
1,60m de largura, 5m e 25cm de comprimento e sua capacidade era de 8,7 quilos de peso
por m2. Porém o primeiro vôo deste planador não foi muito feliz, ignorando as condições
de tempo, pois ventava muito, o Sr. Muetze que fora aviador em 1914 a 1918 durante a 1ª
Guerra Mundial, decidiu voar talvez para prestigiar a multidão que estava presente, muitos
nem moravam na cidade, vinham de longe para prestigiar o evento.
O planador teve uma magnífica decolagem, a multidão ficou muito impressionada,
mas devido as condições do tempo, Phoenix começou a perder altura e veio à pista. Alguns
dias após esta decolagem não muito feliz, em uma oficina, o planador foi recuperado.
Entre os colaboradores desde a construção e a orientação do projeto do planador
Phoenix, estavam Franz Kreuzer, (proprietário de oficina mecânica), Sr. Steinmann (dirigiu
os trabalhos mecânicos), o Sr. Schmurr e seu filho (ajustamentos e montagens), Loehr,
Hoppe e os irmãos Gustavo e Lothar Otte. Até o próprio Sr. Muetze e padres franciscanos
deram uma contribuição para o projeto na teoria, articulando e orientando-os.
Todo esse empenho e arrojamento foi observado pelos senhores Eduardo Kessler e Alvino
Vogelsanger, da cidade de Joinville, que mais tarde no ano de 1938, começaram a
construção de um planador, inspirado no projeto da “Fliegerbund Blumenau”.
Em Blumenau, o primeiro avião a aterrissar foi o “Iguaçu”, em 05 de Maio de 1932,
pilotado por Joaquim Rubeck.
Cogitasse que a vinda desse avião para Blumenau era para verificar a possibilidade
de abrir uma linha aérea comercial, pois havia interesse de uma companhia paulista, para
exploração da atividade na cidade, porém não foi consolidada.
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1º avião a aterrissar em Blumenau, na pista da Rua Coronel Feddersen. À esquerda Otto


Rohkohl (cônsul alemão), e à direita Joaquim Rubeck (piloto), em 05/05/1932.

Blumenauenses, autoridades e pessoas de cidades vizinhas prestigiando a chegada do


Iguaçu..
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Vários pousos e decolagens o público pode observar, era muita novidade para um único
dia.

Vista aérea da 1º pista de Blumenau, sita à Rua Cel. Feddersen, bairro Itoupava Seca,
(1932).
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HISTÓRICO DO AERO CLUBE DE BLUMENAU - ACB

Antes mesmo de ter sido instituído e oficializado, conforme a legislação do


Ministério da Aeronáutica e do DAC ( Departamento de Aviação Civil), o ACB já
funcionava porém, de forma bastante restrita.
Com o espírito que todo empreendedor possui, o prefeito da época, ano de 1941,
José Ferreira da Silva (prefeito de Blumenau), convidou o instrutor Dauto Caneparo, vindo
de Florianópolis, para ministrar o Curso de Formação de Pilotos, obedecendo as ordens da
Força Aérea Brasileira (FAB), a escola de pilotos utilizava o mesmo material que os
alunos da FAB, que era o Programa de Formação de Oficiais da Força Aérea.

José Ferreira da Silva, empreendedor e idealizador do ACB, na época também prefeito da


cidade de Blumenau.

Havia nesta primeira turma quarenta alunos, inclusive duas mulheres, as Srtas. Anne
Mari Techentin e Zigried Branco.
Depois de alguns meses, a FAB baixou uma portaria que mulheres não poderiam
pilotar aeronaves, devido a Guerra que estava acontecendo e ambas saíram da escola,
também saíram da escola alguns pilotos que não passaram na inspeção médica, que era
muito rigorosa na época, feita pelos oficiais da Aeronáutica.
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Ficha de quitação médica de Carlos Erwin Schneider, brevetado


na 1º turma.(1942)

Como o ACB não possuía uma sede, o prefeito conseguiu junto ao Clube Náutico
América, uma sala para serem ministradas as aulas teóricas.
O grande dia aconteceu em 22/04/1941, finalmente o ACB é fundado, e foi matéria
do jornal “O Arauto das Aspirações do Valle do Itajahy “– Sábado 26/04/1941, Ano XVII,
nº 47, o mesmo dizia:

...“ Em reunião realisada terça-feira, foi fundado entusiasticamente o Aero Club de


Blumenau.
O Sr. Cap. Asteroide Arantes presidente do Aero Club de Santa Catarina, presente a
mesma reunião, trouxe-lhe uma contribuição valiosa, nos trabalhos de aprovação dos
estatutos.
Também o Sr. Imediato, da Base de Aviação Naval, colaborou nesses trabalhos, e
ofereceu-se a nova sociedade, toda a cooperação que se tornasse necessária da parte
daquela brilhantíssima instituição nacional.
O Conselho diretor, eleito para reger o Aero Club de Blumenau, eleita por
aclamação, ficou constituída dos seguintes senhores:
• Tta. Cel. Paranhos
• Dr. Luna Freire
• Prefeito José Ferreira da Silva
• Curt Hering
• Dr. Max Tavares do Amaral
• Acary Guimarães
No dia seguinte, quarta-feira, foi empossada o Conselho Diretor acima, em nova
reunião que decorreu dentro do melhor entusiasmo...”

Passados longos meses, chegou até mesmo ser anunciado pelo Jornal Cidade, de 21
de Janeiro de 1942, um avião destinado a instrução dos alunos, os mesmos, conforme
Carlos Erwin Schneider (piloto a se formar na 1ª turma), relata em sua empíria,
...“estávamos muito ansiosos pela chegada deste avião, era só teoria, queríamos era
voar...”
O jornal citado anteriormente com a manchete : Chegou o avião de Blumenau ! dizia
o seguinte:
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“Finalmente, depois de uma longa e ansiosa expectativa, chegou o avião
de Blumenau, que foi destinado à sua escola de aeronáutica. Estão de parabéns
Blumenau, a sua entusiasmada mocidade e, principalmente, os atuantes alunos
do Aero Club que não mediram esforços nem sacrifícios para que fosse uma
realidade e curso, que iniciaram a sete mezes atraz.
É sobretudo deve merecer os nossos melhores aplausos o Sr. Dauto
Caneparo, instrutor do Curso do Aero Club, que foi buscar na capital federal o
avião de Blumenau e que neste desideratum venceu mil dificuldades. Mas, enfim,
já brilha magestoso sobre as nossas cabeças o avião em que se ensinará aos
blumenauenses a preciosa arte de defender com eficiência o nosso território.
E, estamos certos de que a nossa mocidade saberá comprender o nobre e
patriotico gesto dos que entregaram à Blumenau o belo avião que chegou
Domingo e farão juz para que mais breve possível pilotos aviadores
blumenauenses se unam aos milhares que neste momento se estão formando em
todos os sectores do Brasil para formar a coluna aérea que na guerra coroará os
meios de defeza da nossa soberania.”

Também como relata Carlos Erwin Schneider, este primeiro avião que o Aero Clube
de Blumenau recebeu para aulas de instrução de seus alunos, foi uma doação de um grande
empresário do sudeste, o Sr. Guilherme de Oliveira.
O primeiro avião que o ACB recebeu foi um PP TJH Pipper J 3
A respeito de doações de aeronaves nesta década, Dely Lima Maciel (mecânico
responsável pela manutenção das aeronaves do ACB) afirma que neste período, o então
Ministro Assis de Chateubriand, ... “intimava” , de uma forma cortês, porém séria,
que tal empresário desse um avião, a determinado aero clube e isso acontecia muito
freqüentemente...”
Após o ACB, receber este avião, vieram, no mês seguinte, em 11/02/1942, dois
Oficiais Aviadores, Major Rubi Canabarro e o Tenente Priano Pereira Souza, que
chegaram à cidade pilotando dois aviões de Guerra de bombardeios norte-americanos com
um motor de 600 HP. Os mesmos foram homenageados pelo prefeito, o Sr. Afonso Rabe,
estes oficiais visitantes faziam o patrulhamento do litoral, para verificar a possível
presença de submarinos nazistas em nossa região.
Depois de formado, Carlos Erwim Schneider, acompanhou este tipo de
patrulhamento aéreo, chegou a ser agraciado com a medalha “Campanha do Atlântico Sul”,
medalha esta destinada a oficiais e aviadores que serviam à pátria em defesa do território
brasileiro, durante o período da 2ª Guerra Mundial.
Inclusive os aviadores de Blumenau, foram alertados, para uma possível convocação
que eles iriam receber, para irem ao Panamá, onde EUA possuía uma base e receber
treinamento específico de Guerra, daí então partir para a Itália, no front de guerra. Porém
não foram necessários tal viagem e treinamento.
Ainda a respeito da 2ª Guerra, a pista do ACB era muito utilizada pelo aviões da
FAB devido suas manobras nesta região. Muitos oficiais vinham a cidade abastecer-se de
suprimentos , pois em outras cidades andavam escassos, as colônias vizinhas do ACB eram
visitadas e o produto mais comprado era a cenoura, devido ao seu poder nutritivo que
propiciava muito a precisão da visão noturna dos aviadores da FAB, Blumenau era posto
de abastecimento. A comunidade tinha um convívio harmonioso com os oficiais da FAB, e
estes, freqüentavam os bailes de Caça e Tiro e alguns até namoravam com as moças da
cidade porém, o mesmo não acontecia com o exército que era muito rígido com pessoas
natas e descendentes de alemães e italianos.
Nesse mesmo momento, os empresários de Blumenau (de descendência alemã e
italiana), tinham sérias restrições de permanência na cidade, não podiam sair sem o “salvo
conduto”, porém só recebiam essa autorização para poder transitar em outras cidades
pessoas sem qualquer suspeita de envolvimento com os regimes nazistas e fascistas, e isso
era algo impossível para empresários, industriais e comerciantes, que necessitavam viajar a
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fim de comprar matérias-primas e mercadorias para suas fábricas e estabelecimentos
comerciais.
Muitos empresários, industriais e comerciantes puderam contar com a ajuda e
cooperação do Clube, pois a camioneta pertencente ao ACB não era parada nas barreiras
do exército, tinha trânsito livre, então os homens de negócios iam juntamente com um
aviador até o ACB, e de lá decolavam para Florianópolis, para resolver questões ligadas às
Secretarias do Governo Estadual e também iam até São Paulo, Curitiba e Porto Alegre,
para providenciar mercadorias e matérias-primas, não parando assim seus negócios e suas
produções, devido à escassez das mesmas. Somente assim muitas empresas não pararam
suas atividades definitivamente, a ajuda do ACB e de seus pilotos foi de enorme
importância.

Avião tri-motor Junggers, fazia com certa freqüência vôos comerciais com passageiros do
Vale do Itajaí. (anos de 1942 e 1943).

Voltando à escola de pilotos do ACB, em 1942 a distinta escola recebeu do DAC


(Departamento de Aviação Civil), duas aeronaves: a PP-TJH (Piper-JF3 65 HP) e a PP-
TOL (HL 1 Henrique Lage – 65 HP).
Dauto Caneparo, conseguiu formar 17 pilotos durante suas atividades no ACB, foram
eles:

• Adamastor Pereira Gomes ( 1ª turma)


• Carlos Curt Zadrozny (1ª turma)
• Fernando Kracik (1ª turma)
• Siegfried Froeschlin (1ª turma)
• Henrique Passold Filho (1ª turma)
• Carlos Erwin Schneider (1ª turma)
• Fidele Mioni (1ª turma)
• Isaias Mello (1ª turma)
• Celso Silveira (2ª turma)
• Egon Freitag (2ª turma)
• José Murilo da Costa (2 ª turma)
• João Schwuhow (2ª turma)
• Moacir Huber (2ª turma)
• Eddie Grossenbacher (3ª turma)
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• Pedro Zimmermann (3ª turma)
• Raul Laux (3ª turma)
• Wilson Melro (3ª turma)

Da esquerda para direita: Adamastor P. Gomes, Fernando Kracik, Carlos E. Schneider,


Holtz, Dauto Caneparo, Isaias Mello, Alex Hadlich, (visitante), Celso Silveira (visitante).

A primeira gestão que presidia o ACB, no período de 1941 a 1942, foi composta
pelos senhores:

• Presidente: Dr. Max Tavares do Amaral


• Secretário: Irani Guimarães
• Tesoureiro: Dr. José Ribeiro de Carvalho

E nos anos de 1943 a 1944, a diretoria do ACB foi composta pelos senhores:

• Presidente: Antônio Vitorino Ávila Filho


• Secretário: Isaias Mello
• Tesoureiro: Martinho Cardoso da Veiga

Após a morte de Dauto Caneparo em um acidente aéreo em março de 1944, ocorrido


devido a um defeito no parafuso-garfo do montante, onde uma das asas soltou-se e a
aeronave veio ao solo.
Assumiu o cargo de instrutor do ACB o Sr. José Waldemar Mendes Ferreira, o
Tupy.
O ACB teve, no dia 14/09/1943, a visita do Capitão Asteróide Arantes e do Dr.
Armando Nogueira, do DAC (Departamento de Aviação Civil), para inspecionar o Aero
Clube de Blumenau.

Em 1945, então no comando da escola o instrutor Tupy, o ACB tem brevetado sua
quarta turma de pilotos:

• Bernardo Ziebarth
• Lya Gessy Pereira
• Guilherme Froeschlin
• Horst Ingo Kilian
• Milton Volkert
• Romeu Pereira
• Otacílio Egydio de Oliveira
• Oswaldo Olinger

“Auxiliar a aviação é dar asas ao Brasil” (slogan turma formandos de 1945)


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Turma de brevetados de 1945 (detalhe este foi o primeiro avião que o ACB recebeu do
DAC, prefixo PP-TJH). Da esquerda para direita: Guilherme Froeschlin, Osvaldo Olinger,
Romeu Pereira, Milton Volkert, Jean (instrutor), visitante, Tenentes Ribeiro, Durval,
Patrono Vitor Hering, agachado Instrutor Tupy, Tenentes Ivan e Senny, Lya G. Pereira,
Octacílio Oliveira, Bernardo Ziebarth e Horst Kilian.

Até o ano de 1947 outros pilotos foram brevetados:

• Américo Stamm • Edith Eimer


• Arno Wulf • Frederico Miesner
• Astrogildo Demarchi • Hugo Schrichte
• Alvir Koehler • Hans Meinecke
• Domingos Oscar Botaro • João de Souza
• Dionísio Sauer • José de Souza
• Eduardo Eschenbach • Newton Varella
• Orla Kilian • Victor Kirsten

Em 1947, devido a motivos pessoais, Tupy retorna a sua cidade e desliga-se do ACB,
assume o cargo de instrutor o Sr. Adamastor Pereira Gomes que formou-se no referido
aero clube, em 1942 na primeira turma brevetada.
Estavam a frente da diretoria neste período os senhores:

• Presidente: Américo Stamm


• Vice Presidente: Martinho Cardoso da Veiga
• Secretário: Frederico Kilian
• Tesoureiro: Octacílio Oliveira

A diretoria de 1948 é composta somente pelo senhores: Carlos Henrique Medeiros e


Romeu Pereira.
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Foram aprovados neste ano os alunos, agora então pilotos:

• Carlos Henrique Medeiros (presidente)


• Hans Afolf Haeger
• Walfried Georg
• Hélcio Reis Fausto
• Hans Baehr
• Ronaldo R. Kretzschmar
• Hermann F. Knoblauch

As gestões do ACB sempre tiveram a característica de pequenos períodos, quase


anuais, demonstrando assim, um espírito democrático e de camaradagem onde todos
tinham a oportunidade, caso quisessem de presidir este clube.
Logo em 1949, o próprio prefeito da cidade era também o presidente do ACB e seu
vice era Raul Laux (piloto brevetado na 3ª turma).
Surge neste momento o “Regimento Interno”, de autoria de Carlos Henrique
Medeiros, o mesmo foi aprovado pela diretoria em 08/04/1949 e pela Assembléia Geral em
24/04/50, este regimento era o que regulamentava as normais gerais de ação dos alunos do
ACB. Inclusive, recorda-se Carlos Erwin Schneider, que Carlos Henrique Medeiros “...era
uma pessoa muito séria, quase não sorria e exigia o tratamento de Doutor Carlos
Henrique Medeiros.”...

Capa Regimento Interno


do ACB, autoria de
Carlos Henrique Medeiros.

A diretoria de 1950, a qual aprovou o regimento era composta pelos senhores:


• Presidente : Frederico G. Busch Júnior
• Vice Presidente: Carlos H. Medeiros
• 1º Secretário: Arnaldo M. Veiga
• 1º Tesoureiro: Alvir Koehler
• 2º Tesoureiro: Guilherme Froeschlin

Em 1950 apenas dois pilotos são brevetados:


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• Godo Bernardo Stark
• Waldir Martins Neves

Panfleto distribuído em Blumenau, em


virtude do aniversário da cidade.
(1950).

Dois anos depois, é regulamentado no Diário Oficial do Estado de Santa Catarina, de


01/08/51 os Estatutos do Aero-Clube de Blumenau, entre eles o mesmo declarava (aqui
citados parcialmente) que:

Art. 1º - O Aero-Clube de Blumenau, fundado em 22 de abril de 1941, na cidade de


Blumenau, onde tem a sua sede, é uma sociedade de estímulo a navegação aérea, sob
todas as suas formas e em tôdas as suas aplicações, visando sobretudo, cooperar para a
defesa nacional.

Art. 3º - O Aero-Clube de Blumenau realizará os seus objetivos, da seguinte forma:


a) mantendo escola de pilotagem, paraquedismo, volovelismo, aeromodelismo, e
mecânica de aviação.
b) Criando e mantendo Curso de Monitores.
c) Promovendo concursos estaduais de aeronáutica e assuntos correlatos.

Art. 5º - São proibidas, no Aero Clube, quaisquer manifestações políticas ou religiosas,


bem como vedados os jogos de azar, sob qualquer forma.

Art. 6º O Aero-Clube de Blumenau tem as seguintes, categorias de sócios:


a) Contribuintes;
b) Especiais;
c) Remidos;
d) Beneméritos;
e) Honorários;
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f) Juvenis.

Art. 15º - São poderes do Aero-Clube de Blumenau:


1- A Assembléia;
2- O Conselho;
3- A diretoria.

Quase no apogeu o ACB já contava com muitos pilotos brevetados e com um ótima
frota de aviões, no total seis aviões. Em julho de 1953 é realizada eleição para nova
diretoria e quem assume são os senhores:

• Presidente: Carlos Henrique Medeiros


• Vice Presidente: Pedro Zimmermann
• Secretário: Hélcio Reis Fausto (substituto Guilherme Froschlin)
• Tesoureiro: Alvin Kolher (substituto Milton Volkert)

A turma de alunos de 1951 a 1956 era impressionante, um total de trinta alunos foram
brevetados.

• Acary Ismar Dalfovo • Gert Schlinder


• Alex Budag (que em 1989, recebeu • Aldo Deschamps
agraciação de Sócio Benemérito) • Antônio Kaestner
• Ayrton Arival Rebello • Dieter Hering
• Carlito Klein • Friedel Schindler
• Franz Hoette • Guenther Oste
• Gerhard F.O Otte • Heinz Sievert
• Hans Kleine • Horst Luiz Schwarz
• Horst Gerhard Walter • Helmut Butzke
• Heinz Wolfgang Schrader • Ivo Koffke
• Iwan Oleg Von Hertiwig • Ingo Meyer
• Ingo Gruel • Klaus Gunther Hering
• Karl F.N. Engel • Norberto Wiederkehr
• Marcos Kluge • Walter Weidlich
• Vital Thomsen • Vitor Holtrup

Após esta ótima fase do ACB e dos alunos, o céu de brigadeiro começa a ficar
ameaçado com uma nuvem negra, devido ao clube não ter disponibilizado em tempo
prometido o início do Curso de Monitores, como previa o Estatuto do ACB, Art. 3º letra b.
O DAC recolhe uma aeronave.
E nos anos seguintes o caos se instala, devido ao DAC confiscar quase todos os
aviões. Fica somente um dos seis aviões que o ACB possuía, e um compressor de ar, no
período de 1956 à 1958, o mais terrível e crítico para o ACB. Naquele momento a diretoria
era composta pelos senhores:

• Presidente: Pedro Zimmermann


• Vice Presidente: Rolf Febrlen
• Secretário: Frederico Kilian (substituto Guilherme Froeschlin)
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• Tesoureiro: Alvin Koehler (substituto Milton Volkert)

Depois da turbulência houve novamente a eleição para nova diretoria e assumiram-na:

• Presidente: Frederico Missner


• Vice Presidente: Hugo Schrichte
• Secretário: Ivo Koffke
• Tesoureiro: Victor Holtrup

Esta mesma diretoria contratou, um novo instrutor de vôo, Aldo Deschamps, a nova
diretoria ansiava por mudanças e assim as fizeram. Também conseguiram do DAC, com
seus esforços, uma aeronave Paulistinha P-56-C, PP-GVT, com motor 9O HP, então o
ACB pôde novamente respirar e articular melhor suas ações, tanto administrativas quanto
às relacionadas com as aulas de instrução.
Um acidente em 1963 colocou essa aeronave fora de atividade, depois conseguiu-se
recuperá-la.
Esta década foi um período de difícil transição, devido alguns acidentes, e a falta de
recursos financeiros, que sempre eram escassos, para recuperação dos aviões.
Nova diretoria do ACB é empossada no ano de 1964, assumem os senhores Cel.
Newton Machado Vieira e seu vice Bernardo Ziebarth. Começa então nesta fase um
movimento para reestruturar o hangar do ACB, a diretoria recebe uma doação de 1000
sacos de cimento, e assim foi feita a obra. Então, com o hangar recuperado, decide-se fazer
uma festa, mais tarde irá dar lugar as festas chamadas “Festas Aviatórias”, muitos pilotos
recordam com nostalgia, tais como Haroldo Frech que recorda aqueles momentos, ... “
como algo fantástico, pessoas ficavam na expectativa, pois não sabiam quantos aviões de
fora viriam, vinham vários de Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre, haviam aviões que
faziam acrobacias, a comunidade prestigiava o ACB e seus pilotos...”

Avião da FAB, prestigiando evento, Festa Aviatória.

Mais do que prestígio, estas festas Aviatórias eram uma estratégia para tirar do
vermelho a contabilidade do ACB, pois como os Aero Clubes não visavam lucro e na
grande maioria das vezes, ficavam a mercê de verbas oriundas do DAC, as quais eram
quase insignificantes para todas as despesas que há em aviação, estas festas eram uma das
maneiras de angariar algum recurso para o caixa do clube e assim respirar novamente
durante certo período, pois logo vinha o desespero, das contas a pagar.
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Neste mesmo ano a escola parou suas atividades, devido as duas aeronaves estarem
avariadas, e terem que passar pela recuperação parcial.
A escola voltou a abrir somente no ano seguinte, em julho. Mas nem tudo estava
perdido pois neste momento o DAC doa ao ACB uma aeronave, que veio novamente
colocar esperança e ânimo nos colaboradores do clube. Também havia sobrado alguns
sacos de cimento, o mesmo fora vendido, e um valor significativo foi recebido, e com a
recuperação do hangar, as atividades do ACB foram retomadas.
Bernardo Ziebarth, então vice-presidente do ACB, convida Jago Horst
Lungershausen, o mesmo hesita pois era aeromodelista e não piloto, apesar de tudo aceita e
é empossado co mo novo presidente do ACB.
Muitos pilotos e colaboradores do ACB, recordam da gestão de Jago Horst
Lungerhausen, devido ser a maior de todas, pois ficou frente ao clube durante treze anos,
período este denominado “Era Jago”.

Vista aérea pista ACB, início década de 70, ainda sem cobertura de saibro.
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Vista parcial aérea do bairro Itoupava Central, mais ao centro, pista do ACB.(década de
70).
Sua gestão, como o próprio afirma, foi em uma fase difícil, porém, a primeira atitude
que fez foi a seguinte ...“ Quero todas as aeronaves no chão, quero uma vistoria
completa, o que tiver para ser recuperado, assim será, o que não conseguirmos recuperar,
não poderá voar, somente depois da recuperação completa, segurança acima de tudo...”
Antônio Carlos Herédia, um novo instrutor e mais um mecânico foram contratados.
Pode-se dizer que em maio de 1966, o ACB começou uma nova fase, a fase do
empreendimento, da seriedade e da segurança. A partir dessa data o ACB decola
literalmente, como seus aviões.
Apesar de ter outra atividade profissional, Jago que era diretor de uma loja de
departamentos em Blumenau, dedicava-se muito ao ACB, agilizava e articulava ações para
incrementar a estrutura do clube, tanto técnica quanto a social. Como mostram as fotos
foram muitas as festas realizadas, havia sempre público para prestigiar os eventos
programados pelo clube. Na Festa Aviatória de 12 de outubro de 1968, um veículo
volkswagen, zero Km, fora o prêmio da tômbola realizada. Era o início de muitos eventos.

Tômbola confeccionada em 1968. Prêmio um veículo Zero Km.


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Evento de aeromodelismo, em pé, lado direito Jago Horst Lungershausen.

Em 01/12/1967, o Boletim Oficial do Município de Blumenau cita a lei 1455.

Lei nº 1455 – Declara de Utilidade Pública o Aero Clube de Blumenau.

Carlos Curt Zadrozny , Prefeito de Blumenau.


Faço saber a todos os habitantes dêste município que a Câmara Municipal decreta e
eu
sanciono e promulgo a seguinte lei:
Art. 1º - É declarado de utilidade pública o Aero-Clube de Blumenau, sociedade civil
com sede neste Município.
Art.2º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições
em contrário.
Prefeitura Municipal de Blumenau, em 1º de Dezembro de 1967.

Carlos Curt Zadrosny


Prefeito Municipal

Renovação, talvez esta seja a palavra mais apropriada que podemos usar para
também denominar a atuação Jago Horst Lungenhshausen, pois o mesmo era de uma
desenvoltura e arrojamento admiráveis, certa ocasião, como o próprio afirma, ele foi a um
programa local da então TV Coligadas de Blumenau, era um programa feminino e muitas
pessoas ficaram curiosas para saber o que iria fazer em programa destinado às mulheres,
ele com toda sua humildade disse: ... “ Irei convidar a população para conhecer o ACB
mas, mais do que isso, irei explicar às “mamães blumenauenses”, que voar é mais seguro
do que dirigir um automóvel...”, e assim ele o fez. Após alguns dias da repercussão desse
programa, saiu em uma matéria do Jornal de Santa Catarina (02/09/1973) entitulada,
“Onde o blumenauense aprende a voar”, e nela era descrita em números, a ótima ocupação
que este aero clube, se pontuava, na época o Brasil tinha 112 aero clubes, e o ACB
ocupava a honrosa 11ª posição no ranking.
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Jago, em uma coletiva com a imprensa local em dia de evento.

Conforme afirmação do ex-presidente Fernando Alves Schlup, “O Aero Clube de


Blumenau, sempre se sobressaiu, devido ter os melhores números de produtividade, horas
de vôo e isto sempre foi observado pelo DAC, a segurança também favoreceu para termos
maior prestígio e reconhecimento, os relatórios entregues ao DAC, sempre foram
transparentes...”
No que diz respeito a produtividade, uma matéria do Jornal Cidade (abril de 1970), trazia
a seguinte matéria:

...“ O aero Clube de Blumenau, recebeu telegrama da Diretoria de Aeronáutica Civil


do Rio de Janeiro, comunicando os resultados dos exames de piloto privado,
realizados em Florianópolis no dia 19 de Março último.
Desse curso participaram 13 candidatos blumenauenses que foram instruídos pela
equipe de Blumenau.
Desses 13 candidatos 7 lograram aprovação e foram os seguintes:
Celso Lungerhshausen, Flávio Tribess, Danton Medeiros, Horst Schroeder, Mário
Júlio Kleine, Jan Zadrozny e Eduardo Eschenbach.
Esses resultados demonstram mais uma vez o trabalho eficiente da equipe técnica do
nosso Aero Club, que conta com excelentes instrutores, nas pessoas dos Srs. José
Ercy Narciso, Mário Erle Schieffer, Ronaldo Bauck e Rolf Penzin.
Recorda-se que no ano passado o Aero Clube de Blumenau, já logrou aprovar o
maior número de pilotos de todo o estado de Santa Catarina...”

Fairchild PT 19
avião acrobático,
esse modelo era
utilizado nos EUA
para aulas de
instrução dos
alunos da Força
Aérea Norte
22
Americana, porém, aqui em Blumenau e no Brasil eram apenas utilizados para treinamento
acrobático.

Batizado com óleo diesel, após alunos serem brevetados, na foto da esquerda para direita:
Jean B.Ziebarth, Álvaro Carlos Meyer, Ivo Gauche e Maurício Hermann Rutzen (início
década de 70).
Até este momento, 1970, o ACB já havia brevetado, 180 pilotos.
A década de 70, como já citado, foi a fase de mudança, arrojamento. Foi neste
período que um antigo sonho tornou-se realidade: o governo estadual disponibilizou verbas
para construção da pista de saibro e mais tarde, também em uma reivindicação mais árdua,
conseguimos o asfaltamento da pista. Este acontecimento é considerado pelo ex-presidente
do ACB Jago, “um dos fatos mais importantes para o nosso aero clube”...

Final da década de 70, reunião no ACB, em pé da esquerda para direita: Jamil(Sombra),


Mário Meineke, João C. Haegger, Rui Vasco, Uriarte, Ricardo Bauke, Ronaldo Bauke,
Renato R. Prunner, Alex Budag, Hörbi, Edgar, Ayres Espíndola, Dr. Pfiffer. Agachados da
23
esquerda para direita: Tencini, Rubens Kanzler, José E. Narcizo, Pacheco, Clotar
Schroeter, Nildo Scussel, Jago H.Lungerhshausen, Nestor Wincesky e Reginaldo Simões.

Hans Prayon assume a nova diretoria em 30/03/1980. Jago deixa a diretoria após
concluir uma das melhores gestões.
É uma gestão bastante rápida, Hans Prayon traz alguns investimentos ao clube,
inclusive o maior deles: duas aeronaves, um citabria PT-JOQ e um Tupy PT-NYQ.
As futuras diretorias seriam empossadas em 1983, e os seguintes senhores
compunham a mesma:
• Presidente: Décio Salles
• Vice Presidente: Reginaldo Simões da Costa
• Maurício Xavier Carrenho
• Jacques Resmond
• Arno Garbe
• Secretário: Otto Rolf Henirich
• Perci S. de Mello
• Manfred Takac
• Rubens Kanzler
• Tesoureiro: Fernando Alves Schlup
• Diretor de Material: Vitor Soares e Jackson Liller
• Diretores Sociais: Nildo Scussel, Esmeralda Gadotti e João Ottoni Bello Vianna
• Diretor de Paraquedismo: Geraldo Meyer
• Diretor Técnico: Maurício Xavier Carrenho

Em reuniões desta diretoria havia a ideologia de fazer mais mudanças,


principalmente quanto ao que regulamentava as normais gerais de Ação, ou seja, o
“Regimento Interno”, que havia sido alterado somente em 1986, desde a sua criação
em1950.
Cogitava-se a implantação do estatuto do Aero Clube de São Paulo, havia naquela
época também a afinidade com Dr. Ariel Ollstein, do referido aero clube, que relatava de
um forma muito amistosa suas colaborações, exemplificando como aero clubes do estado
de São Paulo administravam suas entidades e o que o ACB poderia aglutinar para sua
administração a partir das experiências daquele estado.
Porém, quando o ACB estava aspirando novamente mudanças, acontece uma
tragédia, não somente para o clube, mas para toda a região do Vale do Itajaí. A enchente de
1983 surpreendeu a todos pela sua violência e rapidez, que destruiu empresas, escolas,
residências, vidas e investimentos porque não dizer alguns sonhos.
Todo o hangar ficou debaixo das águas e todas aeronaves e os planadores estavam
dentro deste. Devido à rapidez que o nível das águas aumentaram, não houve tempo para
colocar os aviões em local seguro.
Baixando as águas, era o momento de contabilizar os prejuízos.
24

Aviões e planadores submersos nas águas da enchente de 1983.

Colaboradores do ACB, verificando danos no avião.

Início da recuperação e limpeza no hangar do ACB, após baixarem as águas.


25

Ao fundo lado direito do hangar, quase submerso nas águas das cheias.

Quase recuperado, o ACB foi surpreendido novamente como na tragédia do ano


anterior, porém, desta vez houve tempo e as aeronaves e planadores foram levados pela
Rua Dr. Pedro Zimmermann, nº 5470, para não serem atingidos pela enchente. O ACB
tinha sua sede na altura do nº 4505, onde as águas inundavam até quase a cobertura do
hangar como mostra a foto.
Baixando as águas, era novamente a hora de contabilizar os novos prejuízos e este foi
um dos períodos de maior esforço para recuperação do hangar, (1984) conforme descreve
Olaf Georgi, ... “ nos reunimos muitas vezes para refletir a real situação, inclusive,
pensamos na hipótese de fechar o ACB, devolver as aeronaves, que pertenciam ao DAC e
ficarmos somente como um clube privado, onde somente algumas pessoas poderiam voar,
mas isso significaria desligar-se do DAC (Departamento de Aviação Civil) e do SERAC,
(Serviço Regional de Aviação Civil), e isso não era bom. Também não era viável, manter
um clube privado, porque encarece, quanto menos se voa mais caro fica para a entidade,
voando mais torna-se mais acessível, o custo se torna fixo “.
Há uma unanimidade, no que diz a respeito da recuperação do ACB, entre todas as
pessoas que estavam na diretoria ou colaborando de um modo ou de outro com o clube.
Nesta fase são lembrados pela solidariedade, pelo esmero e esforço dispensados no intuito
de levantar a entidade, naqueles momentos críticos. O DAC teve também sua contribuição,
porém não tão significativa, como aqueles que se encontravam no ACB na época.
No ano anterior havia sido fundado o “Clube Planadores de Blumenau” e naquela
época era muito ativo, fazia-se em média 20 vôos de instrução por fim de semana,
podemos dizer que foi uma ótima fase para o Volovelismo, ou seja, a prática de voar com
um avião sem motor (planador) que vem do vôo à vela, tendo o vento como a energia
necessária para a manutenção e permanência do vôo.
O entusiasta deste “Clube Planadores de Blumenau” foi Jacques Resmund, inclusive
era instrutor de Volovelismo, do ACB na época.
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Planador (avião sem motor) em vôo, piloto Sérgio Probst.

Devido também às cheias de 1983 e 1984, todo o arquivo histórico e administrativo


do ACB, foi perdido, não permitindo mais a importantíssima fonte investigadora, para a
realização deste trabalho.
Não bastasse as cheias, logo viria outro transtorno para o ACB, em 03/07/1984, um
fortíssimo vendaval destrói parcialmente a cobertura do hangar. Uma nova mobilização no
sentido de recuperação é iniciada, felizmente com sucesso. O hangar é recuperado.
No ano de 1985, nova diretoria é empossada entre eles estão os senhores:
• Arno Garbe
• Ubirajara Daniel
• Olaf Georgi
• Maurício Xavier Carrenho
• Osni Josefowicz
• Jader Gross
• Noberto Mette
• Reginaldo Simões

A enchente não foi obstáculo para impedir novas aspirações e mudanças para esta
gestão, foi durante este período que paredes foram demolidas e novas foram construídas, a
rede elétrica e hidráulica também foi refeita, móveis foram comprados, o prédio ganhou
nova pintura, ferramentas e máquinas foram adquiridas, seguros foram renovados, algumas
aeronaves e planadores tiveram sua efetiva recuperação.
Inclusive o aspecto físico humano, foi levado em consideração, mais de 100 árvores
foram plantadas na sede, começava-se os primeiros projetos de uma área de lazer para
crianças filhos dos sócios.
Mas outros assuntos também eram debatidos como desapropriação de terras junto à
cabeceira norte da pista, e a experiência pioneira de plantar arroz nas laterais da pista.

Diretoria de 1986

• Presidente : Ubirajara A Daniel


• Vice Presidente: Arno Garbe
• Secretário: Gilberto Harbe
• Diretor Social: Norberto Mette
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• Diretor de Volovelismo: Olaf Georgi
• Diretor de Tesouraria: Osni Josefowicz
• Vice Tesoureiro: Fernando Alves Schlupp
• Conselho Fiscal: Moacir T. Ribeiro
• Conselho Fiscal: Dr. Otto Henrich

Ubirajara A. Daniel novo presidente empossado na primeira reunião ordinária


apresentou um projeto para o futuro hangar, pois o que havia não mais atendia a demanda
do ACB, sem falar que uma mudança seria necessária devido às cheias.
A prática e teoria ministradas para os alunos também era motivo de avaliação para
esta gestão bem como a formação de novos pilotos para planadores.
Um livro de ocorrências passou a fazer parte do cotidiano do ACB, todos que
quisessem relatar, reivindicar, ou criticar poderiam fazer registrando neste livro.
Devido motivos de trabalho, Arno Garbe vice-presidente, pede seu desligamento da
diretoria do ACB e quem assume em seu lugar é Reginaldo F. Simões.
Uma rifa, fora realizada, para angariar fundos para a cerca de segurança. Também
como medida de segurança foi programado para somente sábados à tarde a prática de
volovelismo.
Nesta gestão também era estudado formas de reduzir o valor das horas de vôo para os
alunos em instrução. O mesmo foi sucesso, pois a produtividade do ACB fora observada
inclusive pelo SERAC-5.
Recuperação de aeronaves, motores, e também transferências de aeronaves para o
ACB, como a PP-HOG, fora alguns benefícios recebidos devido a produtividade
alcançada.

Diretoria 1987

• Presidente: Olaf Georgi


• Secretário: Gilberto Harbe
• Diretor Técnico: Maurício Hermann Rutzen
• Diretor de Volovelismo: Sérgio A Schmitz
• Diretor de Material: Lindomar Ristow
• Instrutor: Edgar J. Pfiffer

Otimização de aeronaves era uma das primeiras metas da nova gestão evitar
desperdícios e oportunizar novos procedimentos era vital, para a nova diretoria.
Neste momento estava sendo organizado o I Rali Aéreo de Catarinense, o qual tivera
bastante êxito e ótima repercussão.
Um novo estatuto fora votado, apreciado e concluído, por esta gestão em 20/03/1987.
Nesta gestão também o SERAC-5 enviou o Sgt. Gilberto, para vistoriar as
instalações do ACB, e o mesmo preencheu todos os quesitos dos parâmetros
regulamentares.
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Da esquerda para direita Maurício H. Rutzen e Jânio Raubert (piloto comercial), evento 1º
Rali Aéreo Catarinense em abril de 1987.

Diretoria 1989/1990

• Presidente: Sérgio Antônio Schmitz


• Vice Presidente: Norberto Mette
• Diretor Técnico: Maurício Hermann Rutzen
• Tesoureiro: Olaf Georgi
• Conselho Fiscal: Fernando Meirelles, Geraldo Mayer, Mauro Mesquita
• Conselho Fiscal Suplentes: Jânio Lauber, Lindomar

Na gestão desta diretoria, houve uma homenagem a três Sócios Beneméritos: que
eram os senhores Alex Budag, Hans Prayon e Jago Lungerhshausen. (conforme dados
extraídos de ata da gestão vigente).

• Alex Budag, o título foi concebido em virtude dos inestimáveis serviços que tem
prestado ao ACB, ao longo dos anos.
• Hans Prayon, por ter sido o maior responsável pela aquisição das aeronaves Tupy,
prefixo PT-NYQ e Citabria prefixo PT-JOQ, tendo sido além de presidente do
ACB, e um incansável colaborador.
• Jago Horst Lungehshausen recebeu o título por ter sido durante treze anos, um
arrojado presidente do Aeroclube, época em que propiciou um grande
desenvolvimento ao ACB.

Neste período o ACB recebeu a aeronave PP-FJV e o planador PT-JOQ

Diretoria 1991

• Presidente: Rolf Ricardo Bauke


• Vice Presidente: Fernando Alves Sclup
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• Secretário: Francisco José Passerino Filho
• Tesoureiro: Zeno Richter
• Vice Tesoureiro: Celso Wruck
• Conselho Fiscal: Olaf Georgi, Edson Luiz Trierweiller, Roberto dos Santos
Zanella.
• Conselho Fiscal: Ingomar Budag, Sérgio Lobato Kander
• Comissão de Justiça: Harold Frech, Luiz Ricardo Probst, Valdemar Mazurechen
• Comissão de Justiça-suplentes: Claus F. Holzinger e Lindomar Ristow
• Diretor de Instrução: Maurício Hermann Rutzen
• Diretor de Material: Roberto da Cunha e Souza Júnior
• Diretor Social: Ronald César Kuhr
• Diretor de Volovelismo: Sérgio Roberto Probst
• Diretor de Acrobacia: João Mário de Carvalho Uriarte
• Diretor de Construção Amadora: Adilson Baher

PRÊMIO À PRODUTIVIDADE

Quando faltavam 15 dias para o ACB completar 51 anos de existência, o DAC lhe
fez uma dupla agraciação devido aos resultados positivos, como antes já citados, sempre a
produtividade do aero clube foi um expoente de referência nacional e neste momento um
simulador de vôo e um avião monomotor são doados para o ACB. Contando agora com o
simulador de vôo, esse equipamento tornaria as aulas teóricas mais dinâmicas e realistas,
sem falar na economia de 75% no custo do curso de pilotagem.
Em 1992, o que levara um dos maiores empreendedores da história do ACB, Jago
Horst Lungershausen, ao aero clube, ou seja o aeromodelismo, seria extinto devido à
proibição do 5º Serviço Regional de Aviação Civil (SERAC), inclusive muitos
blumenauenses, não sabendo dos reais motivos que levou o ACB a interromper esta prática
desportiva, mostraram-se muito indignados com a diretoria do clube. Houve a necessidade
de Fernando Alves Schlup, declarar pela imprensa, que por motivos de segurança, a partir
daquele momento estaria proibido o aeromodelismo na pista de vôo, conforme legislação
do DAC e SERAC e não por restrições do ACB.

Diretoria 1993

• Presidente: Rolf Ricardo Bauke


• Vice Presidente: Fernando Alves Schlup
• Tesoureiro: Zeno Richter
• Vice Tesoureiro: Celso Wruck
• Conselho Fiscal: Olaf Georgi, Éder S. Mantzke, Reginaldo Fusaro Simões
• Secretário: Francisco José Passareno Filho
• Conselho Fiscal Suplentes: Harold Frech, Sérgio Lobato Kander
• Comissão de Justiça: Claus Ferdinand Holzenger, Arno Viels Dei Ricardi,
Wlademar Mazurechen
• Comissão de Justiça Suplentes: Jean Bernard Ziebarth, Lindomar Ristow
• Diretor de Instrução: Maurício Hermann Rutzen
• Diretor de Material: Roberto da Cunha e Souza Júnior
• Diretor Social: Jean Jacques Voirol
• Diretor de Volovelismo: Sérgio Roberto Probst
• Diretor de Acrobacia: João Mário de Carvalho Uriarte
• Diretor de Construção Amadora: Ernani Pantasso Nunes Júnior
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A nova diretoria empossada almejava novas metas entre elas estavam:
- nova sede social e hangar, a serem construídos, através de recursos e verbas do poder
público.
- Continuidade do programa de manutenção de aeronaves e renovação de equipamentos.
- Continuidade do aprimoramento do nível de capacitação de instrução.
A nova sede social e hangar, reivindicação desta gestão, seria concretizada pela próxima
gestão.

Diretoria 1995

• Presidente: Maurício Hermann Rutzen


• Vice Presidente: Sérgio Antônio Schmitz
• Tesoureiro: José dos Passos
• Vice Tesoureiro: Zeno Richter
• Secretário: Arno Vilson Dei Ricardi
• Vice Secretário: Francisco José Passareno Filho
• Diretor de Instrução: Roy Ricardo Bauke
• Diretor de Material: Claus Ferdinand Holzinger
• Diretor de Volovelismo: Ernani Pantaso Nunes Júnior
• Diretor de Acrobacia: Reginaldo Fusaro Simões
• Diretor de Construção Amadora: Mauro Medeiros de Mesquita
• Diretor Social: João Mário de Carvalho Uriarte
• Conselho Fiscal Efetivos: Celso Wruck, Aguinaldo Patrício, Olaf Georg
• Conselho Fiscal Suplentes: Luiz R. Probst, Carlos Hoppers Júnior
• Comissão de Justiça Efetivos: Márcio Semke, Wlademar Mazurechen, Jean Jackes
Voirol
• Comissão de Justiça Suplentes: Sérgio Roberto Probst, Jean Bernardo Ziebarth

Essa gestão também fora marcada pela consolidação de antigas metas, entre elas a
efetiva construção do novo hangar, que se mudaria da Rua Dr. Pedro Zimmermann,4505
sediando-se à Rua Ernest Kaestner,1255, no mesmo bairro Itoupava Central.
Mais do que a realização de antigos sonhos, esta mudança serviu para evitar
comentários equivocados pertinentes a propriedade do ACB e Aeroporto Quer-Quero, que
quando mencionado por pessoas até mesmo pela mídia, havia conclusões não condizentes
com a veracidade.
Porém, para concretizar a nova sede e o novo hangar, como todo início não fora fácil,
o caminho já havia sido aberto pela antiga gestão na pessoa do então presidente Rolf
Ricardo Bauke, que iniciara projetos e orçamentos, levando os mesmos ao DAC e ao
SERAC-5, para análise e aprovação de recursos.
O presidente empossado Maurício Hermann Rutzen, como ele mesmo afirma, “...
Tive a feliz oportunidade de começar uma mudança...” , o mesmo tratou de imediato de
verificar o trâmite do pedido de recursos da gestão anterior, e constatou que haveria
possibilidade de consegui-la, faltavam ainda alguns detalhes tais como:
apoio político e novos orçamentos e novo projeto. Assim então fora feito, esta gestão
se empenhou em fazer novos levantamentos, projetos e orçamentos, Maurício Hermann
Rutzen, de posse dos documentos levou ao SERAC, acionou o poder público, e nas
pessoas de de Wilson Wan Dall, Vilson Kleinubing, e Esperidião Amim, o ACB conseguiu
a verba solicitada, o tesoureiro “Joy”, foi um grande articulador desta operação.
A grande notícia foi dada como cita a própria ata do ACB, em 16/12/1995.
Não parando por aí, esta gestão também se preocupou com a parte didática-
pedagógica, da escola de pilotagem, preparou um novo Manual de Facilidades Resa, e
também um Manual Padronizado do Curso Prático de Piloto Privado de Helicóptero, a
31
elaboração desses manuais, resultou em um reconhecimento por parte do DAC e do
SERAC-5, que inclusive na pessoa do Brigadeiro Carlos Barbosa, integrante da
ABRAERO, veio especialmente parabenizar a equipe elaboradora dos manuais.
As aeronaves PT-NYQ e PP-HMF, receberam uma reforma completa, e a aeronave
Corisco PT-NMZ, fora adquirida, nesta gestão.

Semana da Asa , outubro de 1996, no Shopping Neukmart Blumenau.

Diretoria 1997

• Presidente: João Mário de Carvalho Uriarte


• Vice Presidente: Fernando Alves Schlup
• Tesoureiro: Sérgio Roberto Probst
• Vice Tesoureiro: Celso Wruck
• Secretário: Zeno Richter
• Diretor de Material: Agnaldo Patrício
• Diretor Social: Carlos Mohr
• Diretor de Volovelismo: Arno Vilson Dei Ricardi
• Diretor de Acrobacia: Reginaldo Simões
• Diretor de Instrução: Ricardo Bauke
• Conselho Fiscal: Olaf Georgi, Francisco José Passareno Filho, José Maurício
Carrenho
• Conselho Fiscal Suplentes: Mauro Mesquita, José dos Passos
• Comissão de Justiça: Renato Marcarini, Claus Holzinger, Horst Kretzschmar
• Comissão de Justiça Justiça Suplentes: Maurício Hermann Rutzen, Alexandre J.
Velthuis
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Investimentos, compras, venda da propriedade do ACB, desapropriação da sede
interdição da pista, o uso de uniforme para instrutores enfim, eram os mais variados
problemas a resolver nesta gestão.
Comandante Uriarte foi o responsável pela venda da antiga sede do ACB, que
propiciou a construção da nova sede administrativa e da sede social.
A interdição da pista foi algo que trouxe conseqüências desagradáveis, como levar os
aviões para o Aeroporto de Navegantes, instalar um trailer para usá-lo como escritório.
Nesse momento, ACB tinha uma média de horas vôo de 200 horas mês, devido a mudança
para Navegantes esta média caiu para 120 horas vôo mês, o que acarretou um aumento no
custo operacional.
Apesar da intempérie foram realizadas melhorias na sede, nas aeronaves, no hangar
novo. Também fora instalado em regime de concessão, um tanque de combustível com
preço de distribuidor, o qual o ACB poderia explorar a comercialização.

Diretoria 1999

• Presidente: João Mário de Carvalho Uriarte


• Vice Presidente: Fernando Alves Schlup
• Tesoureiro: Sérgio Roberto Probst
• Vice Tesoureiro: Haderlei Passold
• Secretário: Edson Lersch
• Diretor de Material: Zeno Richter
• Diretor Social: Clóvis Renato Marcarini
• Diretor de Volovelismo: Celso Wruck
• Diretor de Acrobacia: Reginaldo Fusaro Simões
• Diretor de Instrução: Rolf Ricardo Bauke
• Diretor de Construção Amadora: Alexandre Ruschel
• Diretor de Segurança de Vôo: José Adalberto Dubiella Filho
• Conselho Fiscal: Olaf Georg, Maurício Carrenho, Roberto dos Santos Zanella
• Conselho Fiscal Suplentes: Mauro Mesquita, José dos Passos
• Comissão de Justiça: Lindomar Ristow, Jean Bernardo Ziebarth, Sandro
Hwizdaleck
• Comissão de Justiça Suplentes: Alexandre J. Velthuis, Giuliano C. Leme

Persistia nesta gestão o inconveniente da “Operação à Distância”, como era chamado


o deslocamento do ACB para Navegantes.
A diminuição da receita também era pauta das assembléias, também neste momento
o SERAC-5 começou a exigir novas normas com relação ao funcionamento e
operacionalidade em geral, inclusive fora suspenso neste período o Curso Teórico de
Helicóptero.
As autoridades públicas ainda não tinham uma definição de abertura da pista, o que
deixava ainda mais complicada as perspectivas do ACB e de seus colaboradores.
Diante deste problema, fora constituída uma comissão para representar os interesses
do ACB, junto ao poder público. A comissão era formada pelos sócios:
- Lindomar Rostow, José Roberto Zanella e Jean Bernardo Ziebarth.
Nesta gestão, dois planadores foram transferidos para o Aero Clube de Tatuí e Varginha,
para minimizar custos operacionais.
33

Sede Social do ACB inaugurada em Março de 2000.

Novo hangar, também inaugurado em Março de 2000.


34

Foto do antigo hangar.

Vista aérea do ACB, observa-se no telhado vários reparados devido vendavais (a referida
foto é do 1º Rali Aéreo de Blumenau em abril de 1987).
35
Diretoria 2001.

• Presidente : Sérgio Roberto Probst


• Vice-Presidente: Maurício Hermann Rutzen
• Tesoureiro: Celso Wruck
• Vice-Tesoureiro: Arno Wilson Dei Ricardi
• Diretor Técnico: José Adalberto Dubiella Filho
• Diretor de Instrução: Clóvis Renato Macarini
• Diretor de Material: Zeno Richter
• Diretor de Segurança de Vôo: Rafael Ivan Correia
• Diretor Social: Roberto dos Santos Zanella
• Diretor de Volovelismo: Olaf Georgi
• Diretor de Acrobacia: Reginaldo Fusaro Simões
• Diretor de Construção Amadora: Hans Ullrich Frank
• Diretor de Ultraleves: Mauro Medeiros de Mesquita
• Secretário: Odi Nazaré Caetano
• Conselho Fiscal Efetivos: Fernando Alves Schlup, Harold Frech, Lindomar Ristow
• Conselho Fiscal Suplentes: José M. Xavier Carrenho, Jean B. Ziebarth
• Conselho Desportivo Efetivos: Luiz Ricardo Probst, Wlademer Mazurechen, José dos
Passos
• Conselho Desportivo Suplentes: Ernani P Nunes, Roberto de Souza Jr.

Inovação novamente é a meta da atual diretoria do ACB.


Sabendo que também haverá mudança na aviação civil no Brasil, começando pelo
próprio DAC, que mudará sua nomenclatura para ANAC – Agência Nacional de Aviação
Civil.
O ACB e seus atuais colaboradores têm um arrojado projeto, que é o de implantar o
Curso de Ciências da Aeronáutica, em nível superior, o mesmo teria as aulas teóricas
ministradas em uma instituição de ensino superior e as aulas práticas seriam realizadas no
ACB.
O trâmite de implantação do curso já está sendo articulado pela pessoa de Maurício
Hermann Rutzen .
A parte social da entidade também está sendo revista e resgatada, através das ações
de marketing e resgate histórico do ACB.
Para dar estrutura sólida, no quesito técnico especializado que realmente é a
exigência em uma escola de pilotagem e função primordial de um Aero Clube, buscasse
cada vez mais a excelência, possuindo profissionais qualificados, capacitados, que garanta
um excelente aprendizado aos seus alunos.
O Resgate da História da Aviação e do ACB também é um antigo sonho porém,
muitas vezes tentou-se iniciá-lo, mas fora deixado de lado devido outras contingências de
momento.
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Eventos históricos do ACB

21/01/1942 - Festa de chegada do 1º Avião ao ACB


18/09/1942 - Primeiro Exercício de Defesa Passiva Anti-Aérea em Blumenau (2ª Guerra).
24/04/1950 - Aprovação do Regime Interno do ACB
1 à 10/1950- Comemorações da passagem do Centenário de Blumenau
21/04/1955 - Banquete no Restaurante Vitória – Comemoração 14º aniversário do ACB
12/10/1968 - Festa Aviatória
25/04/1971 - Jantar Confraternização Ícaros do Vale – Soc. Dramático Musical Carlos
Gomes
23/05/1971 - Show de Paraquedismo
05/11/1971 - Festa Aviatória com Esquadrilha da Fumaça
14/11/1971 - Festa Aviatória. Exposição de Aviões da FAB, EMBRAER, Helicópteros e
Esquadrilha da Fumaça, acrobacias de Alberto Bertelli.
06/08/1972 - Apresentação FAMOSC – Esquadrilha da Fumaça
05/04/1981 - Festa ACB e Ícaros do Vale – Show de Paraquedismo
18/19/20/09/1981 – Show Aéreo em Blumenau (Aniversário JSC)
23 à 26/04/1987 – 1º Rali Aéreo de Blumenau
Setembro de 1988 – 1º Baile Aero do Clube
22/04/1991 – Festa Comemoração Cinqüentenário do ACB
Setembro de 1994 – 1º Encontro de Pilotos do ACB
16/17/10/1996 – Semana da Asa no Shopping Neukmart Blumenau
12,13,14/10/2001 - Festa em Comemoração 60º aniversário do ACB
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Atualmente o ACB possui as seguintes aeronaves:

Prefixo Ano de Fabricação


PP-FKV 1975
PP-GMI 1992
PP-GLI 1992
PP-HMF 1962
PP-GDB 1948
PT-NYQ 1980
PT-NMZ 1977

Planadores:

Prefixo Ano de Fabricação


PP-FJV 1989
PT-PHO 1981
PT-PHP 1981

Aeronaves que já passaram pelo ACB:

PP-TJH Piper J 3 KAK TO 22


PP-TOL HL 1 PT JOQ Citabria
RDS CAP 4
HEF CAP 4
DTX Taylor
GHA PT 19 Farirchild
GIZ Piper Special
TME Piper J 3
GMD Niess
RIG CAP 4
TJJ P 56
GVT P 56
GUF PT 19 Fairchild
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FONTES PESQUISADAS:

Aero Clube de Blumenau - ACB


ACIB – Associação Comercial e Industrial de Blumenau
Arquivo Histórico de Blumenau

• Jornal Cidade de Blumenau – O Arauto das Aspirações do Valle do Itajahy.


• Jornal a Nação.
• Jornal Der Urwaidsbote.
• Jornal a Cidade.
• Jornal de Santa Catarina.
• Blumenau em Cadernos.
• Diário Oficial do Estado de Santa Catarina.
• Boletim Oficial de Blumenau.
• Síntese histórica da Escola de Pilotagem do ACB (autoria Carlos Henrique Medeiros)
• Revista do Sul.
• Atas da diretoria do ACB.
• Depoimentos, relatos, fotos do arquivo particular dos senhores: Alex Budag, Carlos E.
Schneider, Dely Lima Maciel, Fernando A Schlup, Hans U. Frank, Harold Frech, Jago
H. Lungehsausen, Jean Bernardo Ziebarth, Maurício H. Rutzen, Norberto Mette, Olaf
Georg e Sérgio R. Probst.