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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE


CENTRO DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA
UNIDADE ACADÊMICA DE FÍSICA
LABORATÓRIO DE ÓPTICA, ELETRICIDADE E MAGNETISMO
PROF. PEDRO LUIZ – TURMA 04
ALUNO:
MATRÍCULA:

CAMPO MAGNÉTICO DA TERRA



BOBINAS DE HELMHOLTZ

SOLENÓIDE

CAMPINA GRANDE
2011
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1.Introdução

1.1-Objetivos do experimento
 Campo magnético / Bobinas de Helmholtz / Solenóide
O objetivo principal nesta experiência é familiarizar-se com um método bastante
simples de medição da intensidade da componente horizontal do campo magnético (indução
magnética B) da Terra no nosso laboratório; como complementação, calibra-se a bobina para
ser utilizar como amperímetro. Além de estudos e análises do torque, fluxo magnético,
campo magnético uniforme, Bobinas de Helmholtz.

1.2-Procedimento Experimental
O material utilizado foi:
 Fonte de tensão DC regulável;  Multímetro digital;
 Amperímetro;  Base de suporte;
 Reostato;  Haste de suporte;
 Par de Bobinas de Helmholtz;  Braçadeira de ângulo;
 Condutores circulares montados;  Cabo de conexão 750 mm
 Fonte de tensão variável 15V AC/ vermelho;
12V DC/ 5A;

1.3-Introdução Teórica
 Campo magnético da Terra
Todos sabemos que a Terra tem se comportado durante milhões de anos como um
imã. O seu campo magnético tem exercido enorme influência não só nos caracteres naturais,
mas na própria evolução do homem. O seu campo magnético circula e atravessa toda
superfície da maneira razoavelmente parecida com o campo produzido por um dipolo. A
origem do campo magnético terrestre tem sido, durante muito tempo, motivo de
controvérsias nos meios científicos, sendo atualmente aceita a teoria do dínamo regenerativo
desenvolvido por Bullard e Elasser.

Sabemos que uma bússola se alinha segundo a direção do campo magnético ao qual a
mesma está sendo submetida. Se submetermos uma bússola qualquer ao efeito do campo
magnético criado em laboratório a mesma não irá mais se alinhar segundo a direção do
campo da Terra, mas segundo a do campo resultante.

B r = Bh + B a (1.1)
Br – Campo resultante
Bh – Componente horizontal do campo da Terra
Ba – Campo criado em laboratório

Como a direção do campo magnético resultante depende dos valores de Bh e Ba,


podemos variar a direção do ponteiro da bússola variando o valor de Ba. Sabemos ainda que,

Tg = Ba / Bh
ou
Bh = Ba / Tg (1.2)
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Se for igual a 45º


B a = Bh (1.3)

O campo produzido por um fio percorrido por uma corrente num ponto P equidistante
das extremidades, pode ser determinado pela Lei de Biot-Savart,
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Bp = o I / 4 - dx.r/r (1.4)
A integração desta equação resulta em :
2 2
Bp = 2 o Ia / 2 y.(a + y ) (1.5)
Para uma dada espira, o campo no seu centro será 4 vezes esse valor. No nosso caso
temos uma espira quadrada isto é, y = ª Assim, fazendo Ba = 4Bp e substituindo y = a, o
campo resultante Ba será dado por :
Ba = o I 2/ a (1.6)
Como temos oito voltas de fio, o campo no centro da bobina será 8 vezes esse valor:
B a = 8 o I 2/ a (1.7)

 Bobinas de Helmholtz / Solenóide

Quando ligamos as extremidades ou pontas de um fio condutor temos uma espira. De


uma forma geral, a espira é sempre representada por uma figura plana - como um retângulo,
um triângulo, uma elipse ou um círculo.
No caso da espira circular, o campo magnético associado a ela apresenta as seguintes
características no seu centro:

 Direção: perpendicular ao plano da espira.

 Sentido: é obtido utilizando-se a Lei de Ampère, regra da


mão direita. Aqui, consideramos cada trecho da espira como se
fosse um pedaço de fio reto e longo.

Intensidade: pode ser calculada pela expressão: . Aqui, é


o raio da circunferência formada pela espira.

Se considerarmos várias voltas iguais em torno da mesma circunferência,


teremos uma superposição de espiras (bobina chata ou plana) - e o valor
da intensidade do campo magnético no centro da bobina será dado

por: , onde N representa o número de espiras que formam a


bobina. Isso ocorre quando o comprimento da bobina for pequeno,
comparado com o seu raio.

Devemos notar que um observador colocado acima da espira vai enxergar as linhas de
campo saindo. E essa parte representa o pólo norte do ímã (espira circular percorrida por
corrente elétrica). Já quem estiver abaixo verá as linhas de campo entrando - e essa parte
representa o pólo sul do ímã.
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Essas regiões podem ser representadas da seguinte maneira:

Campo saindo da espira (.)


[pólo norte] Campo entrando na
espira (x) [pólo sul]

Campo magnético em um solenóide


Podemos considerar um solenóide como um enrolamento de fio condutor que acompanha
ou envolve a superfície de um cilindro. Esse condutor enrolado na forma helicoidal também é
chamado de bobina longa e, diferentemente da bobina plana, aqui o comprimento é
considerável em relação ao seu raio.

Podemos considerar que cada volta completa desse condutor é uma espira. A figura a seguir
mostra isso com a representação das linhas de força num pedaço de um solenóide, bem
como o sentido da corrente:

Quando esse condutor é percorrido por uma corrente elétrica, também terá um campo
magnético associado a ele e, praticamente, uniforme em seu interior. O solenóide tem suas
extremidades associadas aos pólos norte e sul - e um comportamento muito parecido com
um ímã natural em forma de barra.
Veja a comparação das linhas de campo de um ímã em barra e de um solenóide com espiras
enroladas muito próximas entre si na figura a seguir:

Quando olharmos atentamente para a primeira figura que mostra o solenóide percebemos
que temos vários campos associados a cada "espira" que o compõe. Notamos também que
as espiras que estão na parte de cima do desenho apresentam campos magnéticos com
sentidos contrários aos das que estão na parte de baixo, devido ao sentido da corrente, que
é invertida.
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Assim, os campos das espiras de cima anulam o efeito dos campos das espiras de baixo. E,
dessa forma, teremos um campo magnético resultante nulo na parte externa do solenóide.
Isso ocorre principalmente quando as espiras estão afastadas, mas mesmo no caso em que
elas estão mais próximas o campo magnético externo é muito pequeno, se comparado ao
campo magnético no interior do solenóide, quando este é muito grande (no chamado caso
ideal, o solenóide tem comprimento infinito).

Já no interior do solenóide temos um campo magnético (na verdade um campo resultante)


praticamente uniforme (o vetor campo magnético é o mesmo em qualquer ponto) e

podemos obter sua intensidade pela seguinte relação: , onde é o número de


espiras e é o comprimento do solenóide.

Essa expressão pode ser considerada uma aproximação, já que não temos solenóides
infinitos, mas ela permite um bom cálculo para a intensidade do campo magnético.

A direção do vetor campo magnético no interior do solenóide é a mesma de seu eixo - e o


sentido do campo magnético pode ser fornecido pela regra da mão direita, considerando-se
cada volta como uma espira (como vimos nas figuras anteriores).

Quando um pedaço de ferro é introduzido no interior do solenóide, a intensidade do campo


magnético aumentará, tornando esse ímã mais potente. Essa é a idéia utilizada na construção
de um eletroímã.

2.Desenvolvimento

2.1-Procedimento Experimental

 Campo magnético da Terra


Montamos primeiramente o circuito da Figura 1 demonstrada abaixo:

Em seguida ajustamos o sistema bobina-bússola de modo que o eixo Norte-Sul da


bússola coincida com o plano da bobina. Assim ligamos a fonte de tensão, com o reostato na
posição de resistência máxima, e ajustamos a corrente no circuito para 0,1A, anotando o
ângulo  de deflexão da agulha.
Com isso fizemos variar a corrente no circuito, aumentando em intervalos de 0,1 A, até
cerca de 1A, anotando o ângulo de deflexão correspondente ().
Ao chegarmos a 1A repetimos o procedimento descrito no parágrafo anterior, porém
diminuindo a corrente até que chegasse ao primeiro ponto que era de 0,1A.
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Por fim repetimos as medidas dos dois últimos parágrafos 2 vezes, e para cada valor da
corrente calculamos a média dos valores correspondentes do ângulo de deflexão da agulha
().
Tabela 1
I(MA) 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50
 10 17 25 35 40 45 50 55 59 63
 10 20 28 34 40 46 50 55 60 63
 11 18 26 35 40 45 50 55 58 63
 10,33 18,33 26,33 34,67 40,00 45,33 50,00 55,00 59,00 63,00

 Bobinas de Helmholtz
Monte o par de Bobinas de Helmholtz. Verifique as ligações da montagem conforme a
figura ou o diagrama de bloco do circuito.
Insira uma bobina de prova na vareta e posicione no ponto médio entre as bobinas
para a montagem. Aplique para a fonte de tensão em 14 volts. A corrente foi de I = 8A, nas
bobinas de Helmholtz, meça e note a tensão induzida na bobina de prova.
Varie a posição da bobina de prova de 1 em 1 cm, e realize a medição da tensão
induzida sobre ela. Anote os valores na tabela 1. Meça a tensão eletromotriz induzida (e)
sobre a bobina de -20 cm até +20 cm, o ponto médio entre as bobinas é considerado o de
referência. Observe que vai efetuar medidas alternadas o teslômetro (é zerado
automaticamente) quando inicia-se as medidas.
Faça medidas do campo de indução magnética B (mT), procedimentos utilizando o
teslômetro para efetuar a medida do campo magnético no CENTRO do par de bobinas de
Helmholtz. Coloque o cursor na posição de medição alternado.

Tabela 1
r (cm) -20 -19 -18 -17 -16 -15 -14 -13 -12 -11
E(rms) 7 8 9 10 11 12 12 13 13 14

r (cm) -10 -9 -8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1
E(rms) 14 14 14 14 14 15 15 15 15 15

r (cm) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
E(rms) 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15

r (cm) 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
E(rms) 15 14 14 13 13 13 12 11 10 9 8

Tabela 2
r (cm) -20 -19 -18 -17 -16 -15 -14 -13 -12 -11
B(mT) 31 33 35 37 38 39 42 43 45 47

r (cm) -10 -9 -8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1
B(mT) 49 50 51 52 53 54 54 54 54 54
7

r (cm) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
B(mT) 55 55 55 54 54 53 52 51 50 50

r (cm) 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
B(mT) 48 46 45 44 43 42 41 40 39 38 37

 Solenóide
Faça as ligações conforme a figura ou diagrama de bloco do kit. Conecte a fonte e
aplique 1ª de corrente AC.
Meça o valor do campo de indução magnética no eixo do solenóide, de 1 em 1 cm a
partir de um ponto até o seu simétrico na outra extremidade.
Inicie as medições aproximadamente 10 cm antes das extremidades. Anote os valores
na tabela 1.
Agora com a bobina de prova no centro do solenóide, varie a corrente 100 em 100 mA
até 1 A. Anote o valor da tensão induzida sobre ela. Anote os valores na tabela 2.
Repita os mesmo procedimentos utilizando o teslômetro para efetuar a medida do
campo magnético no centro do solenóide. Observe que no início, não precisa zerar o
teslômetro em medidas de campo alternado ele zera automaticamente quando iniciamos a
medida.
Colocando a ponta de prova axial no centro do solenóide efetue as medidas variando a
corrente de 0,1 em 0,1 A, medindo o valor do campo B (mT). Anote os valores de B (mT) na
tabela 3.

Tabela 1
r (cm) -20 -19 -18 -17 -16 -15 -14 -13 -12 -11
B(mT) 0,08 0,14 0,21 0,43 0,82 1,47 1,98 2,27 2,42 2,56

r (cm) -10 -9 -8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1
B(mT) 2,54 2,57 2,60 2,6 2,63 2,62 2,62 2,61 2,61 2,61

r (cm) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
B(mT) 2,67 2,66 2,65 2,64 2,63 2,62 2,61 2,60 2,59 2,57

r (cm) 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
B(mT) 2,53 2,49 2,38 2,17 1,74 1,20 0,77 0,44 0,25 0,16 0,10

Tabela 2
I(A) 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0
E(rms) 10 18 29 39 48 56 66 76 85 96

Tabela 3
I(A) 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0
B(mT) 0,4 0,6 0,85 1,09 1,37 1,64 1,87 2,13 2,38 2,66
8

Todos os dados e cálculos encontram-se nos anexos.

3.Conclusão

No decorrer da experiência verificou-se a existência de um campo magnético


permanente gerado pela Terra, utilizando uma bússola que fica orientada sempre na posição
Norte-Sul.
Pelos resultados dos valores medidos, pode-se utilizar uma bússola para medir
corrente. Calibrou-se inicialmente uma bobina, logo após a bússola foi submetida ao efeito
de um campo magnético criado em laboratório, a bússola não se alinhou devido ao campo
magnético da Terra, e sim, segundo ao campo resultante. Comparando a deflexão obtida
devido as mudanças na intensidade da corrente que gera o campo criado no laboratório,
pode-se criar uma relação entre os dois ( x I ) e determinar para uma deflexão  um valor de
corrente correspondente. que a corrente não varia linearmente com a deflexão da bússola.Os
desvios percentuais das medidas obtidas ocorreram por causa dos erros de paralaxe, nas
leituras da deflexão do ponteiro da bússola.