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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO

CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS


DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DAS CONSTRUÇÕES E ESTRUTURAS – DECE
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

AULA 01
ESTRUTURAS DE MADEIRA
Prof. Fabiano P. S. Ferreira, Eng. Civil
Fabiano Petruci de Sousa Ferreira

• Profissão: Engenheiro Civil e Arquiteto


• Atividade: Profissional liberal, atuação na área de projetos de
engenharia civil e arquitetura, e consultoria
• Pós-Graduação em Projetos, Execução e Desempenho de
Estruturas de Concreto e Fundações – IPOG
• Mestrando em Construções Civis – Instituto Politécnico da Guarda

• Contato: fabianopetruci@gmail.com

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Apresentação dos alunos

• Nome
• Experiência profissional:
 Estágios;
 Empregos;
• Expectativa profissional;
 Qual área pretende atuar?
• Qual a importância que essa disciplina pode ter sobre sua carreira
profissional?

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Avisos

Horário da aula:

Segundas e Quintas
10:50 – 12:30

Datas previstas no cronograma deverão ser cumpridas

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Avaliações

Avaliação 1 – 26/09;
Avaliação 2 – 09/11;
Avaliação 3 – 23/12;

Avaliação complementar – Prova


Data a combinar.
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Critérios de Avaliação

• Assiduidade;
• Participação em aula;
• Produção das atividades previstas.

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Critérios de Avaliação

• Aprovado aluno com média final (MF) ≥ 7,0 e


frequência ≥ 75% BOAS FÉRIAS!

MF = (A1+A2+A3/3)

• Avaliação complementar (AC), para MF > 5,0 e < 7,0 e


frequência ≥ 75% Prova com todo o conteúdo

NF = (MF+AC)/2 ≥ 5,0 (aprovado)

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DISCIPLINA:
Estruturas de Madeira

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ESTRUTURAS DE MADEIRA

EMENTA:

• Propriedades da madeira.
• Dimensionamento dos elementos estruturais lineares.
• Dimensionamento de ligações.
• Projeto completo de uma treliça.

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ESTRUTURAS DE MADEIRA

OBJETIVOS:

• Fornecer aos alunos os conhecimentos básicos sobre o


dimensionamento de elementos de estrutura de madeira e suas
ligações e a aplicação em projetos estruturais de madeira.

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ESTRUTURAS DE MADEIRA

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

• 1. INTRODUÇÃO – O material madeira, fisiologia, crescimento,


aspectos químicos e anatômicos. Propriedades físicas e mecânicas.
Preservação da madeira.
• 2. CONSIDERAÇÕES PARA PROJETO – Ações e segurança nas
estruturas de madeira estados limites. Classes de carregamento e
combinações de ações nos estados limites. Caracterização da madeira
serrada. Classe de resistência: valores representativos e valores de
cálculo.

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ESTRUTURAS DE MADEIRA

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

• 3. DIMENSIONAMENTO DAS ESTRUTURAS DE MADEIRA –


Compressão paralela às fibras. Compressão normal às fibras.
Compressão inclinada às fibras. Trações paralelas às fibras.
Cisalhamento. Flexão simples, composta e oblíqua. Peças compostas.
• 4. DIMENSIONAMENTO DE LIGAÇÕES EM ESTRUTURAS DE
MADEIRA – Ligações por entalhes. Ligações por pinos metálicos.
Disposições construtivas.

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NORMAS APLICÁVEIS
• NBR 7190:1997 – Projeto de estruturas de madeira
• NBR 6120:2003 – Cargas para o cálculo de estruturas de edificações
• NBR 8681:2003 – Ações e segurança nas estruturas – Procedimento
• NBR 6123:1988 – Forças devidas ao vento em edificações –
Procedimento

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1.1 Introdução

Madeira
• Material estrutural mais antigo empregado pelo homem;
• Material orgânico de origem vegetal;

Obtenção
• Florestas naturais: custo elevado; fator ambiental;
• Florestas artificias: reaproveitamento de áreas degradadas;

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1.1 Introdução
Preconceitos em Relação ao uso da Madeira como Material
Estrutural – causas

• Pouca ênfase dada ao material na maioria dos cursos de


graduação em engenharia e arquitetura;

• Desconhecimento do material;

• Falta de projetos específicos e bem elaborados;

• Investimento em pesquisas encomendadas pelas indústrias do


concreto e do aço;

• Disseminação de conceitos equivocados de conservação do meio


ambiente;

• Material utilizado de forma desordenada e sem acompanhamento


técnico adequado.

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1.2 Vantagens e Desvantagens
Vantagens:

• Resistência mecânica à esforços de tração, compressão além de


tração na compressão;

• Tem resistência mecânica elevada em relação ao seu peso próprio,


quando comparado a outros materiais.

• Segurança – madeira não oxida, já desempenha função estrutural


na natureza, em uma construção funciona com pré-moldado

• Resistente à choques e cargas dinâmicas absorvendo impactos que


dificilmente seriam com outros materiais;

• Fácil de trabalhar - permitindo ligações simples;


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1.2 Vantagens e Desvantagens
Vantagens:

• Excelente isolante – Boa absorção acústica e bom isolante


térmico;

• Produto natural – o processo produtivo exige baixo consumo


energético e respeita a natureza;

• Renovável – desde que conveniente preservada;

• Versatilidade – Apresenta diversos padrões de qualidade e


estéticos;

• Reutilizável – capacidade de utilizado várias vezes;

• Baixa densidade;

• Alta resistência ao fogo.

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1.2 Vantagens e Desvantagens

Desvantagens:

• Variabilidade – é um material fundamentalmente heterogéneo e


anisotrópico. Mesmo depois de transformada, quando já empregue
na construção, a madeira é muito sensível ao ambiente, aumentando
ou diminuindo de dimensões com as variações de umidade;

• Vulnerabilidade – é bastante vulnerável aos agentes externos, e a


sua durabilidade é limitada, quando não são tomadas medidas
preventivas.

• Combustível;

• Dimensões limitadas;

• Meio ambiente – o uso de madeiras nativas contribui para a


degradação ambiental;

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1.3 Outros exemplos de construções em madeira

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1.3 Outros exemplos de construções em madeira

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1.3 Outros exemplos de construções em madeira

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1.3 Outros exemplos de construções em madeira

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1.3 Outros exemplos de construções em madeira

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1.3 Outros exemplos de construções em madeira

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2.1 Classificação das espécies

Classificação da madeira na construção civil

• Madeiras Duras (Hard Woods);

• Madeiras Moles (Soft Woods);

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2.1 Classificação das espécies
Madeiras Duras (Hard Woods) – Classe Dicotiledôneas
• Possuem maior densidade e maior resistência;

• Provenientes de árvores frondosas e de desenvolvimento lento;

• Típicas de regiões de clima quente.

• Exemplos: Pau-brasil, Jatobá, Massaranduba, Sucupira, Angico,


Ipê, Mogno, etc.

Madeiras Moles (Soft Woods) – Filo Coníferas


• Possuem menor densidade e resistência;

• Provenientes de árvores de desenvolvimento mais rápido e mais


claras;

• Típicas de regiões de clima frio.

• Exemplos: Pinus, pinho do Paraná.


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2.2 Macroestrutura da madeira

As árvores produtores de madeiras de construção (tipo exógenas)


crescem pela adição de camadas externas, sob a casca:

• Casca: Proteção externa das árvores formada por células mortas;

• Cambio: Região onde ocorre o crescimento da árvore por divisão


celular;

• Alburno: Região formada por células vivas que servem de


sustentação e condução da seiva bruta;

• Cerne: Região formada por células inativas que servem de


sustentação do tronco;

• Medula: Tecido macio em torno do qual ocorre o primeiro


crescimento da árvore.

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2.2 Macroestrutura da madeira

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2.2 Macroestrutura da madeira

• A madeira apresenta diferentes propriedades em função da época


em que foi produzida. Basicamente pode-se diferenciar a madeira
em função da idade da árvore como madeira juvenil, madeira de
transição e madeira adulta.

• Em função da estação da estação do ano, pode-se diferenciar


lenho inicial e lenho tardio, que formam os chamados anéis de
crescimento.

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2.3 Microestrutura da madeira

• As células da madeira denominadas fibras são como tubos de


paredes finas alinhados na direção axial do tronco e colados entre si;

• A excelente relação resistência/peso da madeira pode ser explicada


pela eficiência estrutural das células fibrosas ocas, com seção
arredondada ou retangular

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2.4 Estrutura molecular das madeiras
• Os principais elementos apresentam as seguintes propriedades:
 Carbono – 50%;

 Oxigênio – 44%;

 Hidrogênio – 6%;

• A madeira é constituída principalmente por substâncias orgânicas;

• Celulose (polímero de glicose) representa 50% da madeira formando


filamentos que reforçam as paredes das fibras longitudinais;

• A lignina (macromolécula tridimensional) provê rigidez e resistência à


compressão às paredes das fibras;

• A madeira é um material compósito natural em que as fibras de celulose


flexíveis e resistentes são envolvidas lignina que tem por função manter
unidos os filamentos e prover rigidez à compressão das fibras.

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As propriedades físicas da madeira exercem grande influência no
desempenho e resistência do material.

Características físicas mais importantes:

• Teor de umidade; • Durabilidade natural;

• Densidade; • Resistência química;

• Retratibilidade; • Condutividade térmica;

• Resistência ao fogo; • Condutividade sonora;

Valores numéricos

• Obtidos em ensaios laboratoriais ou tabelas;

• Grande dispersão dos valores obtidos mesmo se tratando de uma


mesma espécie;

• Tratamento estatístico;

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Fatores que influenciam as características físicas da madeira
• Classificação botânica; • Anatomia do tecido lenhoso;

• Solo e clima da região; • Variação da composição química;

• Fisiologia da árvore; • Variação da composição química

• Material anisotrópico;

Devido a orientação das fibras e à


sua forma de crescimento, as
propriedades variam de acordo
com três eixos ortogonais (material
ortotrópico).
As diferenças nas propriedades
segundo a direção radial e
tangencial são menores quando
comparadas à direção longitudinal.

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3.1 Teor de umidade
• A madeira é um material Higroscópico, ou seja, que atrai umidade.

• O teor de umidade é representado pelo peso de água contido na


madeira expresso como uma porcentagem do peso da madeira seca
em estufa P2 (peso seco).
𝑃1 − 𝑃2
Onde: 𝑈 % =
𝑃2
U(%) – Teor de umidade

P1 – peso da madeira úmida

P2 – peso seco da madeira

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• A água está presente de duas formas:

 No interior da cavidade das células ocas (fibras) - livre;

 Água absorvida nas paredes das fibras - impregnada.

 Com o processo de secagem e a redução da umidade, as


propriedades da madeira são melhoradas, como a resistência
mecânica.

 Madeira verde (recém-cortada) = umidade entre 30 a 130%

 Madeira meio seca = ponto de saturação das fibras que é o


mínimo de água livre e as paredes celulares saturadas
(máximo de água de impregnação). Maioria das espécies
brasileiras: PSF varia entre 20% e 35%.

 Madeira seca ao ar = ponto de equilíbrio com a umidade


atmosférica (Ueq).

 Madeira padrão:12% (valor de resistência para ensaios)


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3.2 Densidade
• A densidade da madeira pode variar entre 0,3 a 1,2 g /cm³, depende
da espécie, do local de cultivo, da idade, entre outros.

• Madeiras mais densas são teoricamente mais resistentes a esforços


mecânicos. A NBR 7190 classifica em dois tipos de densidade:
𝑚𝑠
• Densidade básica 𝜌 =
𝑉𝑠𝑎𝑡
𝑚𝑠
• Densidade aparente 𝜌 = onde V é o volume da
𝑉
madeira à 12% de umidade

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3.3 Retratibilidade
• Modificação das dimensões em uma peça de madeira por meio da
entrada (inchamento) ou saída (retração) de água na peça.

• Capacidade de retração ou inchamento da madeira com a variação


da umidade entre 0% a 30%;

• Como a madeira é anisotrópica, esse fenômeno apresenta


intensidades diferentes conforme a direção estudada.

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3.4 Resistência ao fogo
• Se bem dimensionada, a madeira tem resistência ao fogo superior à
de outros materiais.

• A madeira exposta algum tempo ao fogo se carboniza tornando-se


um isolante térmico, que retém o calor, auxiliando, assim, na
contenção do incêndio, evitando que toda a peça seja destruída.

• Outra característica importante da madeira com relação ao fogo é o


fato de não apresentar distorção quando submetida a altas
temperaturas, tal como ocorre com o aço, dificultando assim a ruína
da estrutura.

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3.5 Durabilidade natural
• A durabilidade da madeira, com relação a biodeterioração, depende
da espécie e das características anatômicas.

• A diferença na durabilidade da madeira varia de acordo com a parte


da tora da qual a peça de madeira foi extraída, pois, como visto
anteriormente, o cerne e o alburno apresentam características
diferentes, incluindo-se aqui a durabilidade natural, com o alburno
(parte viva da madeira) sendo muito mais vulnerável ao ataque
biológico.

• A baixa durabilidade natural de algumas espécies pode ser


compensada por um tratamento preservativo adequado às peças,
alcançando-se assim melhores níveis de durabilidade, próximos dos
apresentados pelas espécies naturalmente resistentes.

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3.6 Resistência química
• Resiste bem a alguns agentes químicos;

• Por ser um material orgânico, a madeira não suporta a exposição de


ácidos e bases fortes, alterando assim suas características;

• Não enferruja !

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3.7 Condutividade térmica
• Organização estrutural do tecido: retenção de pequenos volumes de ar;

• Impedimento da transmissão de ondas de ar.

• Exemplos aplicação madeira devido a sua capacidade de baixa


condutividade térmica: espeto para churrasco, palito de fósforo, colher
de pau, projetos arquitetônicos que exijam conforto térmico;

3.8 Condutividade sonora


• Choque de ondas sonoras com superfícies de madeira: redução da
propagação de ondas.

• Madeira empregada como revestimento: enfraquecimento da


reverberação sonora, melhor distribuição de ondas pelo ambiente.

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4.1 O processo de secagem e seus efeitos

• O início da secagem começa com a evaporação da água localizada no


lúmen das células, denominada de água livre ou água de capilaridade.
A madeira perde a água de capilaridade sem sofrer contrações
volumétricas significativas ou alterações na sua resistência
• Após a perda de água de
capilaridade, permanece na
madeira a água contida nas
paredes celulares, denominada de
água de adesão. O teor de
umidade relativo a este estágio é
denominado de ponto de saturação
das fibras (PSF), estando este
valor em torno de 20% do peso
seco. Alterações na umidade
abaixo do PSF acarretam o
aumento da resistência e
contrações volumétricas

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4.2 Defeitos nas madeiras

Os defeitos prejudicam a resistência, o aspecto ou a durabilidade.


Podem ser devido a constituição do tronco ou do processo de
preparação (corte e secagem) das peças.

Defeitos naturais ou anatômicos

• Nós - Imperfeição da madeira nos pontos onde existem galhos. Nos


nós, as fibras longitudinais sofrem desvio de direção, ocasionando
redução na resistência à tração.

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4.2 Defeitos nas madeiras

Defeitos naturais ou anatômicos

• Gretas ou ventas - Separação entre os anéis anuais, provoca por


tensões internas devidas ao crescimento lateral da árvore, ou por
ações externas, como flexão devida ao vento.

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4.2 Defeitos nas madeiras
Defeitos de secagem

• Empenamento é a distorção da peça de madeira em relação aos


planos originais das superfícies. Ocorre durante a secagem devido a
suas propriedades de contração, por mal empilhamento com falta de
restrição na pilha ou pela própria propensão da madeira, mas é
possível manter estas deformações dentro de certos limites. Existem
4 tipos de empenamento:

 Encanoamento – ocorre quando as arestas ou bordas


longitudinais não se encontram no mesmo nível que a zona
central.

 Arqueamento – ocorre quando aparece uma luz ou separação


entre as faces (largura da tábua) da peça e a superfície de
apoio.

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4.2 Defeitos nas madeiras

 Encurvamento - é um tipo de empenamento no comprimento


da peça. É perceptível quando se observa uma luz ou
separação entre o canto (espessura) da peça de madeira e a
superfície de apoio.

 Torcimento - ocorre tanto no comprimento como na largura


da peça. Percebe-se um levantamento de uma das arestas
em diferentes direções.

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4.2 Defeitos nas madeiras
Defeitos de secagem

• Colapso - surge quando os esforços da tensão capilar excedem a


resistência da compressão perpendicular na grã da parede celular, a
qual ocorre normalmente quando os meniscos se movem através
das pontuações da parede celular.
• Rachaduras ou fendas – aparecem quando as tensões que excedem
a resistência da madeira, com tração perpendicular às fibras,
desenvolvem-se na superfície.

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5. Propriedades mecânicas
• Responsáveis pelo comportamento da madeira quando solicitada por
forças externas;

• Métodos de ensaio para a determinação das propriedades


mecânicas - NBR 7190/97;

• Material anisotrópico;

• Propriedades analisadas segundo duas direções: paralela e normal


às fibras.

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5. Propriedades mecânicas
5.1. Compressão

• Compressão paralela as fibras;

• Compressão normal as fibras;

• Compressão inclinada as fibras.

5.1.1. Compressão paralela

• Tendência de encurtar as células da


madeira ao longo do seu eixo longitudinal;

• Reação das células em conjunto conferem


grande resistência à compressão.

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5. Propriedades mecânicas
5.1.2. Compressão normal as fibras
• Força aplicada na direção normal ao comprimento
das células;

• Madeira apresenta baixa resistência ( da ordem de ¼


dos valores de resistência à compressão paralela);

5.1.3. Compressão inclinada as fibras


• Age tanto paralela quanto perpendicular às
fibras;
• Resistência da madeira dada de forma empírica:
Modelo de Hankinson.

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5. Propriedades mecânicas
5.2. Tração
• Tração paralela as fibras;

• Tração normal as fibras;


5.2.1. Tração paralela
• Ruptura ocorre por alongamentos e deslizamentos
das células ou por ruptura das paredes das células;

• Ruptura ocorre com baixos valores de deformação e


elevado valor de resistência (material frágil).

5.2.2. Tração normal


• Age na direção normal às fibras tendendo a separá-las;

• Baixos valores de deformação e baixa resistência;

• Deve ser evitada;

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5. Propriedades mecânicas
5.3. Cisalhamento
• Cisalhamento vertical;

• Cisalhamento horizontal;

• Cisalhamento perpendicular;

5.3.1. Cisalhamento vertical


• Deforma as células perpendicularmente
ao eixo longitudinal;

• Ocorrência de outra falhas ( esmagamento


por compressão normal);

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5. Propriedades mecânicas
5.3.2. Cisalhamento Horizontal

• Tendência de separação das células da


madeira;

• Rompimento por escorregamento


longitudinal entre as células da
madeira;

• Caso mais crítico;

5.3.3. Cisalhamento Perpendicular

• Tendência das células de madeira de


rolarem umas sobre as outras de forma
transversal em relação ao eixo
longitudinal;

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5. Propriedades mecânicas
5.4. Flexão simples
• Ocorrência de 4 tipos de esforços:

 Compressão paralela as fibras;

 Cisalhamento horizontal;

 Tração paralela as fibras;

 Compressão normal as fibras, na região dos apoios;

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5. Propriedades mecânicas
5.5. Torção
• Fenômeno pouco investigado em estruturas de madeira;

• Evitar este tipo de esforço em peças estruturais de madeira –


Recomendação NBR 7190 /97.

5.6. Resistência ao choque


• Capacidade do material em absorver rapidamente energia de
impacto;

5.7. Módulo de Elasticidade


• São definidos diversos módulos de elasticidade em função do tipo e
da direção do esforço solicitante;

5.7.1. Módulo de Elasticidade Longitudinal na Compressão


Paralela às Fibras (E0)
• Obtido através de ensaio de compressão paralelo as fibras;

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5. Propriedades mecânicas
5.7.2. Módulo de Elasticidade Longitudinal Normal às Fibras (E90)
• Obtido através de ensaio específicos ou como parte do valor de E0
dada pela relação E90°= E0 /20

5.7.3. Módulo de Elasticidade Longitudinal na Tração Paralela às


Fibras (E0)
• A NBR 7190/97 considera que o valor de E é igual para solicitações
de compressão e tração, ou seja ET = EC;

5.7.4. Módulo de Elasticidade Longitudinal na Flexão (EM)


• Obtido através de ensaios específicos ou como parte do valor de E0
dado pela relação:

EM= 0,85.E0 para coníferas


EM= 0,90.E0 para dicotiledôneas
5.7.5. Módulo de Elasticidade Transversal (G)
• Calculado a partir do valor de E0 através da expressão G = E0 /20.

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REFERÊNCIAS e BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

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