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REGULAMENTO DO TRABALHO
1. Justificativa
Na justificativa, o autor do projeto apresenta argumentos convincentes que possam auxiliá-lo na
consecução do seu projeto. É o momento em que se apresentam as razões pelas quais se deve aceitar o
projeto, respondendo à questão elaborada (Por quê?). Pois três elementos são necessários na justificativa:
importância, oportunidade e viabilidade.
Na justificativa, que deve ser elaborada de acordo com as expectativas do acadêmico, este explicita
as razões de seu trabalho, devendo apontar sua importância pessoal (geralmente ligada à necessidade de
verificar na prática aquilo que se aprendeu na sala de aula e nos livros) e social (baseada nas contingências
político – econômico – sociais das organizações e da sociedade). É o momento de convencer o outro de que
“seu produto é bom e necessário”. De que é um sujeito consciente e comprometido com o que faz.
Uma vez que o sistema é dinâmico, cabe ao acadêmico perceber a importância da realização de seu
trabalho naquele momento e apresentá-lo, escolhendo temas e problemas adequados.
É preciso que na justificativa fique clara a viabilidade da realização do projeto que se propõe
desenvolver, incluindo-se aí as questões econômicas e políticas, bem como o tempo disponível, ou outro
elemento que se fizer necessário. Em um mundo em que “tempo é dinheiro”, a clareza na justificativa pode
significar a aprovação ou não de um projeto. Sobretudo os argumentos nela apresentados devem ser
convincentes e claros, demonstrando ao avaliador a capacidade e o conhecimento do estagiário.

2. Introdução
Um TCC significa Trabalho de Conclusão de Curso e refere-se a uma dissertação científica, do cunho
monográfico iniciático, que os alunos concluintes devem elaborar.
O TCC para ser considerado a monografia, deverá, então, abordar tema teórico ou teórico-prático,
elaborando-se um texto com lógica de exposição, sobre a pesquisa.
Este deverá incluir, obrigatoriamente, introdução, problematização, justificativa, objetivos, metodologia
e instrumentos, fundamentação teórica, os capítulos – abrangendo todo o desenvolvimento do trabalho, com
os resultados e as discussões – as considerações finais e as referências.
Caso sejam necessários para a consistência e a clareza do entendimento do texto, deverão também
ser colocados os apêndices e/ou anexos. Por o TCC ser um trabalho científico, este deve conter
obrigatoriamente pesquisa. No Anexo I, é apresentado o que é pesquisa e as suas classificações.

3. Princípios e Diretrizes
O desenvolvimento do Trabalho de conclusão de curso (TCC) tem por objetivo preparar o aluno, ao
exercício da atividade. O TCC constitui-se em uma exigência para a obtenção de conhecimento, devendo ser
cumprido na disciplina de Elaboração e Análise de Projetos.

4. Objetivos Gerais e Específicos


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A definição dos objetivos responde à pergunta: o quê? O que eu pretendo com esse trabalho?
Qual a finalidade de sua realização?
Ao estabelecer os objetivos do trabalho, o estudante prevê aonde quer chegar e ao mesmo tempo
quais as etapas que o levarão a isto.
É por meio dos objetivos alcançados, ou não, que se pode avaliar o estágio, ou qualquer trabalho.
Eles podem ser, genericamente, divididos em dois grupos: Gerais e Específicos.
Os objetivos gerais são mais amplo e estão ligados diretamente ao conhecimento que se
pretende alcançar, desenvolver ou ampliar. São expressos pelas idéias como: ampliar, implantar, analisar ou
propor algo.
Já os objetivos específicos referem-se às ações que serão desenvolvidas pelos estagiários a fim
de que possam atingir os objetivos gerais, demonstrando, assim, como o trabalho de conclusão de curso será
desenvolvido. Por exemplo: identificar elementos constitutivos dos fenômenos, verificar documentação,
classificar, levantar dados sobre algo, comparar etc. Observe-se que os objetivos específicos determinam a
ação do pesquisador e seu processo de aprendizagem. Os objetivos devem ser iniciados sempre com verbos
no infinitivo.

5. Estrutura do TCC
O TCC deverá conter pesquisa, independentemente de ser um tema teórico ou teórico-prático, e esta
deve ser feita de acordo com as classificações apresentadas no Anexo I.
Para uma pesquisa teórica o TCC deve conter no mínimo os seguintes itens:
• Introdução
• Problematização
• Justificativa
• Objetivos
• Metodologia e instrumentos
• Fundamentação teórica
• Desenvolvimento do trabalho (segue em apêndice a estrutura do desenvolvimento do trabalho)
Resultados e as discussões, que deve ser feito em uma ou mais das seguintes formas:
• Estudo de Casos;
• Análise Comparativa;
• Análise de exemplos
• Aplicação ou Criação de Questionários
Para uma pesquisa teórico-prática o TCC deve conter no mínimo os seguintes itens:
• Introdução
• Problematização
• Justificativa
• Objetivos
• Metodologia e instrumentos
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• Fundamentação teórica
• Desenvolvimento do trabalho
• Resultados e as discussões
• Documentação de acordo com a linha de pesquisa proposta, seguindo os métodos e metodologias
propostas e aceitas pela literatura.
Cada um dos itens acima é descrito no Anexo II – Orientações Metodológicas para a Construção
Lógica do TCC.

6. Critérios e Metodologia de Avaliação


O trabalho científico, propriamente dito, é avaliado, segundo Demo (1991), pela sua qualidade
política e pela sua qualidade formal. Qualidade política refere-se fundamentalmente aos conteúdos, aos
fins e à substância do trabalho científico. Qualidade formal diz respeito aos meios e formas usados na
produção do trabalho. Refere-se ao domínio de técnicas de coleta e interpretação de dados, manipulação de
fontes de informação, conhecimento demonstrado na apresentação do referencial teórico e apresentação
escrita ou oral em conformidade com os ritos acadêmicos.

6.1 AVALIAÇÃO DO TCC


I. O plano de TCC deverá ser entregue na data pré definida pela Professora. O aluno que não
entregar o plano de TCC em tempo hábil terá nota final zero de apresentação do TCC.
II. A entrega do plano de TCC à Professora está condicionada à aprovação prévia.
III. A avaliação será feita apenas com base no trabalho escrito, sendo necessária a apresentação de
seminário.
IV. A nota final do plano de TCC será dada de acordo com a qualidade política e formal do plano de
TCC, e será analisada de acordo com as Tabelas 1 e 2.
V. A nota final do plano de TCC será analisada pela qualidade política e qualidade formal.
VI. As notas atribuídas serão individuais e pela apresentação do grupo.
O plano de TCC terá a qualidade política analisada pelos seguintes itens:
• Delimitação do tema
• Formulação do problema de pesquisa
• Definição dos objetivos
• Justificativa/relevância do estudo
• Revisão bibliográfica/fundamentação teórica
• Metodologia
• Desenvolvimento do Projeto: deverá seguir as respectivas informações solicitadas no plano de negócio.
• Cronograma
• Apresentação, análise, interpretação e discussão dos dados coletados
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E a qualidade formal será analisada de acordo com a estrutura proposta no Apêndice I - Estrutura do
Projeto, além das regras e normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) corrente e
estipulada pela professora para monografias e TCC.
As tabelas abaixo mostram os critérios de avaliação da qualidade política e formal respectivamente:

Critérios de Avaliação
Delimitação do Tema
Formulação do Problema de Pesquisa
Definição dos Objetivos
Revisão Bibliográfica / Fundamentação Teórica
Metodologia
Desenvolvimento
Resultado e Discussão
Conclusão ou Considerações Finais
Tabela 1. Critérios de Avaliação da Qualidade Política do Plano de TCC

Critérios de Avaliação
Uso de Normas
Apresentação Oral (Clareza)
Apresentação Oral (Domínio)
Emprego de Recursos Audiovisuais
Capacidade de distribuição do Tempo (15 min. e 20 max.)

Tabela 2. Critérios de Avaliação da Qualidade do Plano de TCC

ANEXO I – Classificação das Pesquisas

Mas o que é Pesquisa? Esta pergunta pode ser respondida de muitas formas, mas aqui é
apresentada a definição dada por Gil (1999, p.42), a pesquisa tem um caráter pragmático, é um “processo
formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. O objetivo fundamental da pesquisa é
descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos”.
Pesquisa é um conjunto de ações, propostas para encontrar a solução para um problema, que têm
por base procedimentos racionais e sistemáticos. A pesquisa é realizada quando se tem um problema e não
se tem informações para solucioná-lo. Existem várias formas de classificar as pesquisas. As formas cássicas
de classificação serão apresentadas a seguir:
Do ponto de vista da sua natureza, pode ser:
• Pesquisa Básica: objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o avanço da ciência sem
aplicação prática prevista. Envolve verdades e interesses universais.
• Pesquisa Aplicada: objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigidos à solução de
problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais.
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Do ponto de vista da forma de abordagem do problema pode ser:


• Pesquisa Quantitativa: considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em
números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las. Requer o uso de recursos e de técnicas
estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, coeficiente de correlação, análise de
regressão, etc.).
• Pesquisa Qualitativa: considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto
é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido
em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de
pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos e técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta
para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento-chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a
analisar seus dados indutivamente. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem.
Do ponto de vista de seus objetivos (Gil, 1991) pode ser:
• Pesquisa Exploratória: visa proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a torná-
lo explícito ou a construir hipóteses. Envolve levantamento bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram
experiências práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que estimulem a compreensão.
Assume, em geral, as formas de Pesquisas Bibliográficas e Estudos de Caso.
• Pesquisa Descritiva: visa descrever as características de determinada população ou fenômeno
ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de
dados: questionário e observação sistemática. Assume, em geral, a forma de Levantamento.
• Pesquisa Explicativa: visa identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência
dos fenômenos. Aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o “porquê” das coisas.
Quando realizada nas ciências naturais, requer o uso do método experimental, e nas ciências sociais requer o
uso do método observacional. Assume, em geral, a formas de Pesquisa Experimental e Pesquisa Expost-
facto.
Do ponto de vista dos procedimentos técnicos (Gil, 1991), pode ser:
• Pesquisa Bibliográfica: quando elaborada a partir de material já publicado, constituído
principalmente de livros, artigos de periódicos e atualmente com material disponibilizado na Internet.
• Pesquisa Documental: quando elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento
analítico.
• Pesquisa Experimental: quando se determina um objeto de estudo, selecionam-se as variáveis
que seriam capazes de influenciá-lo, definem-se as formas de controle e de observação dos efeitos que a
variável produz no objeto.
• Levantamento: quando a pesquisa envolve a interrogação direta das pessoas cujo
comportamento se deseja conhecer.
• Estudo de caso: quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de
maneira que se permita o seu amplo e detalhado conhecimento.
• Pesquisa Expost-Facto: quando o “experimento” se realiza depois dos fatos.
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• Pesquisa-Ação: quando concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a
resolução de um problema coletivo. Os pesquisadores e participantes representativos da situação ou do
problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo.
• Pesquisa Participante: quando se desenvolve a partir da interação entre pesquisadores e
membros das situações investigadas.

Anexo II – Orientações Metodológicas para a Construção Lógica do TCC


Se, em termos de descrição da estrutura lógica da monografia ou dissertação a ABNT contempla
as partes fundamentais desse tipo de trabalho (introdução, desenvolvimento e conclusão), a caracterização
do conteúdo próprio de cada uma dessas subdivisões é insuficiente sobretudo para aqueles cujo curso se
constitui em iniciação ao processo de produção do conhecimento.
A materialização da monografia também não se revela tarefa fácil para os alunos com insuficiente
preparo metodológico seja do ponto de vista da lógica da exposição, seja da apresentação gráfica do
trabalho.
A partir desses pressupostos julga-se por bem extrapolar a condição de mera enumeração dos
conteúdos integrantes da introdução, desenvolvimento e conclusão do trabalho como aparece no documento
da ABNT e oferecer maiores subsídios para a elaboração de cada um deles.
A ABNT enuncia que a Introdução se constitui na parte inicial do texto, da qual devem constar a
delimitação do tema, os objetivos da pesquisa e outros elementos necessários para situar o tema do
trabalho; considera o Desenvolvimento como a parte principal do texto e que contém a exposição
pormenorizada do assunto dividindo-se em seções e subseções (na prática: capítulos, ou partes) que variam
em função da abordagem do tema e do método e a Conclusão (ou Considerações Finais) como a parte final
do texto, na qual se apresentam conclusões correspondentes aos objetivos ou hipóteses.

1. Subsídios para a Elaboração da Introdução


A Introdução deve ser produzida obedecendo-se a uma lógica de exposição, assim, como todo o
restante do trabalho. Ela se constitui na apresentação dos tópicos básicos do trabalho, portanto deve conter:
caracterização do problema, justificativa, objetivos, hipótese(s), metodologia, e os tópicos-chave abordados
em cada capítulo (ou parte).
É a penúltima parte que se escreve num TCC, artigo e/ou dissertação, pois engloba vários itens do
corpo do trabalho. A última parte que se redige é o resumo.
A introdução deve conter, então, uma visão do todo, ou seja, os antecedentes, um breve histórico
de sua trajetória e:
a) indicação sobre o modo pelo qual você se encontrou com seu problema [delimitação,
justificativa, relevância do assunto etc. e tal];
b) como você trabalhou para produzir a solução para o seu problema [metodologia, materiais etc.];
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c) como se organizou a lógica da exposição do trabalho [um pouco da fundamentação teórica, que
pode estar ao longo de seu discurso, ou separadamente, em alguns parágrafos; divisão em capítulos: falar
um pouco sobre a ideia chave de cada capítulo etc.].
A introdução deve representar a essência do seu pensamento em relação ao assunto que
pretende estudar. Na medida do possível, deve ser abrangente sem ser prolongada. Constitui-se, em
verdade, num discurso de abertura em que o pesquisador:
a) oferece ao leitor uma síntese dos conceitos da literatura [fundamentação teórica parafraseada];
b) expressa sua própria opinião;
c) estabelece a relevância e as razões de ser de seu trabalho.
Sumariando, apropriadamente, deve apresentar: começo, meio e fim de sua proposta de
estudo. Portanto, a introdução é a parte do texto onde devem constar:
a) a formulação e a delimitação do assunto tratado;
b) objetivos da pesquisa;
c) finalidade: fornecer ao leitor os antecedentes que justificam o trabalho, assim como enfocar o
assunto a ser abordado, colocando as idéias-chave de cada capítulo.
A introdução pode incluir:
a) informações sobre a natureza e importância do problema;
b) sua relação com outros estudos sobre o mesmo assunto;
c) suas limitações e objetivos.
Como a introdução se compõe da integração de vários conteúdos, a seguir serão oferecidas
orientações para a sistematização de cada um deles:

1.1 Delimitação do tema


A seleção/delimitação do conteúdo do trabalho de pesquisa consiste em decidir a extensão ou
profundidade dos aspectos do tema que foram problematizados.
Na prática, delimitar o tema significa escolher, entre os vários aspectos anteriormente levantados,
aquele que merecerá estudo e investigação, abandonando-se os demais, mesmo que sejam interessantes.
Isto é uma imposição metódica para que a pesquisa não se perca em generalidades e superficialidades.
Delimitar um tema significa, então, apurar, dentro de um assunto, os limites dentro dos quais ele
será desenvolvido, ou seja, identificar os aspectos(s) que particularmente, interessa(m) ao trabalho, uma vez
que este processo garante:
a) o caráter monográfico do trabalho;
b) a contextualização do tema;
c) uma análise em profundidade que, seria impossível de ser realizada, com assuntos
abrangentes.
A condição para que o processo de apuração do tema ocorra requer sua contextualização no
âmbito do assunto que o encerra. Este exercício não pode se resumir ao título do trabalho, mas a um
processo de raciocínio que o contextualiza resultando então, num texto e não apenas num título.
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Em síntese, delimitar significa:


a) fixar a extensão do tema;
b) indicar as circunstâncias de tempo e local (estado, cidade, bairro, escola pública ou particular
etc.) onde o trabalho será realizado;
c) sugerir a área de conhecimento a que pertence o assunto;
d) contextualizar o tema no âmbito do assunto que o encerra.
É requisito imprescindível para contextualizar um tema além das recomendações anteriores:
a) ter definido o assunto de interesse;
b) ter feito a pesquisa bibliográfica - neste momento deve-se entrar em contato com a literatura
disponível sobre o assunto eleito, analisando-se o “estado da arte”, isto é, o que já se escreveu a respeito do
assunto que se pretende investigar. Não se trata, ainda, de se proceder a uma análise profunda da teoria
existente, mas, minimamente de, localizar os fundamentos que possibilitem a contextualização macro e micro
do tema;
c) é importante nesta fase realizar o registro das fontes pesquisadas, uma vez que, sustentado na
sua leitura e interpretação bem como de outras processualmente localizadas, se realizará a revisão
bibliográfica, a fundamentação teórica do trabalho.
Pelo fato de a formulação do problema da pesquisa ter sido entendida como um dos elementos
que a ABNT indica (sem explicitar) que também deve integrar a introdução, por ser necessário para situar o
tema do trabalho, mas, sobretudo, por determinar os objetivos será abordada na seqüência.

1.2 Formulação/Caracterização do problema de pesquisa


Formular o problema de pesquisa significa:
a) identificar dificuldades, deficiências, problemas, situações etc. que o tema envolve;
b) fazer perguntas que o estudo pretende resolver, propor soluções, sugerir, alterar, inovar etc.
Vantagens decorrentes da formulação do problema:
a) formulando-se uma pergunta torna-se mais fácil buscar o tipo de resposta/solução pretendida e
necessária;
b) um problema ou uma pergunta, freqüentemente, fornece roteiros para o início da coleta de
dados. Por fim, o último passo é ter uma ou mais hipóteses em torno da qual (ou das quais) vai-se
desenvolver a pesquisa. Então, a partir das perguntas, constroem-se afirmações iniciais: respostas
provisórias às perguntas formuladas, que poderão, ao final do trabalho, ser corroboradas (= confirmadas) ou
refutadas (= negadas).

1.3 Definições dos objetivos


O objetivo é definido como alvo ou desígnio que se pretende atingir. Os objetivos orientam a
fundamentação teórica/revisão da literatura e a metodologia do estudo. Um dos critérios mais importantes na
avaliação do trabalho final é a medida segundo a qual os objetivos propostos foram alcançados. Para garantir
esta compatibilidade é importante que:
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a) sejam formulados objetivos realistas, considerando tempo e recursos para atingi-los;


b) sejam negociados os interesses com os da organização ou instituição alvo. Sem a cooperação
da organização ou instituição é impossível realizar o trabalho. É, pois preciso antes de tudo, negociar o
interesse da organização ou instituição em relação ao estudo e o acesso aos dados.
Uma pesquisa deve ter objetivo(s) geral (is) e específicos. Os objetivos são visões norteadoras do
que está por acontecer: fins, finalidades, propósitos, formas de visualizar o futuro. Os objetivos colocam
intenções sobre o propósito do trabalho, dão voz aos ideais de vida, procuram o que têm de melhor a oferecer
ao fluxo das gerações que se sucedem. É como se exprimissem o desejo de colocar marcos, referências em
seu caminho para guiá-los em determinadas direções.
Formulados de modo abstrato, às vezes teórico, devem transformar-se em ação e prática para que
tenham validade junto a Instituições e Pessoas.
Objetivo Geral: define o propósito do estudo. Numa investigação, não é suficiente definir apenas
o objetivo geral, visto que este é amplo e dificilmente pode ser avaliado. É a espinha dorsal do trabalho; deve
ser enunciado com um verbo no infinitivo que indique uma ação intelectual.
Verbos que indicam CONCEITOS, PRINCÍPIOS, FATOS: mapear, descrever, conhecer,
explicar, relacionar, lembrar, analisar, inferir, interpretar, concluir, resumir, identificar etc. Objetivos
Específicos: qualificam, quantificam, operacionalizam, especificam o modo como se pretende atingir os
objetivos gerais. Um problema intelectual expresso em um objetivo geral pode ser subdividido em tantas
partes quantas sejam necessárias para poder ser resolvido. Assim, o objetivo geral poderá ser subdividido em
tantos objetivos específicos quantos sejam necessários para que se possa atingi-lo.
Cada um dos objetivos específicos dará origem a uma parte distinta da redação do TCC. Na prática, é
bom levantar os objetivos específicos tendo em vista o seguinte:
a) levantamento dos aspectos componentes importantes do problema (exame do objetivo geral
procurando divisões possíveis);
b) transformação de cada um dos aspectos escolhidos em um objetivo (antepor um verbo que
indique ação intelectual a cada enunciado);
c) verificação da suficiência dos objetivos específicos propostos (os objetivos específicos devem
ser suficientes para que o objetivo geral possa ser alcançado e, por outro lado, o conjunto dos objetivos
específicos não deve extrapolar o objetivo geral);
d) decisão quanto à melhor seqüência lógica dos objetivos/capítulos do trabalho, pensando bem
qual conteúdo deve preceder outro.

1.4 Justificativa/relevância do estudo


Partindo-se da perspectiva de que a Ciência deve ser tecnicamente útil e socialmente
responsável, é adequado, ainda em nível da introdução do trabalho, destacar-se a importância do estudo.
A justificativa, como o próprio nome indica, é o convencimento de que o trabalho de pesquisa é
fundamental de ser efetivado. O tema escolhido pelo pesquisador e a hipótese levantada são de suma
importância, para a sociedade ou para alguns indivíduos.
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Deve-se tomar o cuidado, na elaboração da justificativa, de não se tentar justificar a hipótese


levantada, ou seja: tentar responder ou concluir o que vai ser buscado no trabalho de pesquisa. A justificativa
exalta a importância do tema a ser estudado, ou justifica a necessidade imperiosa de se levar a efeito tal
empreendimento.
É um enfoque subjetivo, além da razão (= elementos objetivos); envolve o porquê da escolha do
assunto, aquilo que despertou o seu interesse: importância, dimensão. Coloca-se a Delimitação do assunto
(conceito, caracterização) e a análise (visão das partes constitutivas do assunto a ser pesquisado).
Justificar é apresentar razões para a própria proposta do estudo através da sua importância,
oportunidade e viabilidade. Essas dimensões muitas vezes estão interligadas, entretanto, são possíveis
algumas distinções, quanto à contribuição/importância do projeto: é sempre importante melhorar uma prática
ou política, ou processos de trabalho. Nesse sentido, um caminho para justificar a contribuição/ importância
do projeto é recorrer aos seus objetivos.
Definir se um projeto é importante desperta a questão: importante para quem? As razões podem
estar relacionadas:
a) com os objetivos da instituição, ou escola;
b) com o bem-estar dos alunos, funcionários;
c) com a sociedade;
d) com o ambiente etc.
2. Subsídios para a Elaboração do Desenvolvimento
As orientações metodológicas abaixo especificadas visam oferecer subsídios para a construção da
parte do trabalho que genericamente é reconhecida como desenvolvimento, uma vez que os documentos
“oficiais” não apresentam o detalhamento suficiente para essa elaboração.
De modo geral integram esse item: a revisão bibliográfica/fundamentação teórica do estudo, a
metodologia, a apresentação, análise e interpretação (discussão) dos dados coletados, os resultados da
pesquisa e as considerações finais.
Para se manter a lógica de exposição, ao final de cada capítulo deve ser colocado um parágrafo-
link com o capítulo subseqüente, garantindo-se, então, a coerência interna do discurso.

2.1 Revisão Bibliográfica/ Fundamentação Teórica


No processo de revisão da bibliografia devem ser levantados tanto os aspectos referentes ao tema
em pauta como também sobre a metodologia, os instrumentos a se utilizar, enfim, tudo o que:
a) for relevante e necessário para esclarecer o tema/problema em estudo: [textos, artigos, livros,
excertos relacionados aos aspectos teóricos];
b) servir para orientar o método do trabalho, os instrumentos de pesquisa e os procedimentos de
coleta e análise dos dados: [quais métodos e técnicas de pesquisa que mais se adaptam ao tema e objetivos
propostos].
A revisão da literatura não é uma etapa com início e fim. O que geralmente acontece é que de
início se levanta e se relata uma série de textos com relação ao tema da pesquisa, mas dificilmente todos
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eles serão úteis para o estudo final. Assim, à medida que novas idéias vão surgindo e o projeto vai sendo
redirecionado, novos textos são acrescentados. Na prática, a revisão bibliográfica implica seleção, leitura e
análise de textos relevantes ao tema/problema de estudo.
Considerando-se que é através do processo de revisão bibliográfica que se dá a identificação da
teoria que irá fundamentar o estudo, e portanto subsidiar a construção da fundamentação teórica, a simples
leitura das fontes selecionadas é insuficiente, é necessário proceder-se ao fechamento do conteúdo de
interesse da pesquisa.
É importante organizar-se, então um fichário pessoal: constituído de fichas com dados
considerados importantes pela pessoa que faz a pesquisa. Esses dados também podem ser armazenados
num computador. As fichas mais freqüentes são as bibliográficas, que trazem o nome do autor, título do livro
ou do artigo de jornal ou de revista com indicação do nome da editora, ano e local em que foi publicado.
Esses dados serão necessários na abordagem das citações no corpo do trabalho e deverão
ser relacionados, ao final, nas Referências Bibliográficas ou Bibliografia.
Pode-se fazer um pequeno resumo do conteúdo do artigo ou do excerto de que você se valerá no seu
texto, ou do livro, além de acrescentar citações temáticas, ou seja, frases chamativas de autores transcritas
em uma epígrafe temática.
Torna-se necessário organizar esse fichário durante a realização da pesquisa, pois facilitará o
trabalho na hora de redigi-la. Por favor, veja esquemas das fichas no livro: ANDRADE, M. M. Introdução à
Metodologia Científica. São Paulo: Atlas, 1993.
A fundamentação teórica trata, então, da teorização do tema em termos de conceitos, modelos,
classificações, abordagens etc. Em função das necessidades didáticas e, principalmente, de raciocínio, este
item poderá estar diluído nos capítulos e, se necessário, sub-capítulos.
A titulação, nomeação deles (capítulos), deverá apresentar coerência com o seu conteúdo. A
quantidade de capítulos é decorrente da abrangência e da profundidade da pesquisa bibliográfica e dos
objetivos específicos previamente determinados.
A expressão “Fundamentação Teórica” apresenta-se como designativo geral do conjunto de
capítulos e sub-capítulos, logo sob esse nome ela aparece apenas na estrutura formal do projeto, mas no
relatório final da pesquisa ela se nos apresenta próprios capítulos do trabalho.

2.2 Metodologia
A Metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exata de toda a ação desenvolvida
no método (caminhos) do trabalho de pesquisa.
É a explicação do tipo de pesquisa, do instrumental utilizado (questionário, entrevista etc.), do
tempo previsto, da divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados, enfim, de tudo
aquilo que se utiliza no trabalho de pesquisa.
Justifique e descreva a abordagem metodológica que você adotou – métodos de abordagem e de
procedimentos e as técnicas de pesquisa empregadas. Nesta seção você deverá explicar como fez, conduziu
a sua pesquisa.
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Conforme a natureza: mista, descritiva, explicativa, etc. da investigação, caracterize a população


objeto do estudo, bem como o plano piloto que foi desenvolvido. Também, conforme o caso descreva os
instrumentos de coleta de dados. Se a pesquisa que se desenvolveu foi experimental, nesta seção é
detalhada a relação de equipamentos necessários.
São, enfim, as atividades práticas necessárias para a aquisição dos dados com o quais foram
desenvolvidos os raciocínios (já previstos nos objetivos específicos), que resultaram em cada parte do
trabalho final. A pergunta que norteia a montagem de procedimentos é: “Quais as atividades concretas que
desenvolvi para obter informações necessárias para o desenvolvimento de cada objetivo específico?”
Na prática, a identificação dos procedimentos é feita indicando-se as atividades de coleta que
foram desenvolvidas (pesquisa bibliográfica, experimento, levantamento, entrevistas, estudo de caso,
pesquisa documental etc.), tendo-se de manter a identificação alfa-numérica com o objetivo específico a que
se vinculam.
Num mesmo estudo podem “conviver” técnicas quantitativas (questionário, entrevista estruturada
etc.) e qualitativas (entrevista não estruturada, observação- participante etc.), coleta e análise de dados
(quantitativa: estatística; qualitativa: análise de discurso, de conteúdo etc.). Os dados coletados e a análise
resultante, deverão atender aos objetivos do projeto. Considerando a amplitude do universo a ser investigado
faz-se necessário recorrer ao processo de amostragem.

2.3 Apresentação, Análise e Interpretação (discussão) dos Dados Coletados


Neste item deverão ser apresentados os dados e informações coletados na forma de textos,
gráficos, tabelas, quadros etc. A partir da apresentação dos dados e informações procede-se à sua análise e
interpretação. Para a análise dos dados quantitativos, pode-se, por exemplo, usar a Teoria Elementar de
Amostragem e Estatística de Estimação (BARBETTA).
A interpretação, nos casos de pesquisas que lidam com dados quantitativos, deverá desmembrar-
se em:
a) interpretação dos dados de pesquisa prática;
b) relação dos resultados da pesquisa prática com a teoria;
c) as que não lidam com dados mensuráveis devem fazer a análise qualitativa das informações
coletadas bem como a sua interpretação na interface com a teoria. Aqui, pode-se usar, por exemplo, a
Fenomenologia (HUSSERL), a Técnica de Análise de Conteúdo (BARDIN), dentre outras.

3. Considerações finais
Neste item são colocados comentários e reflexões, abordando os pontos-chave do que se
escreveu em cada capítulo (= conforme cada objetivo), fazendo articulação com o que se redigiu na
Introdução. Não devem aparecer citações de autores.
Sua conclusão deve ser baseada no que você propôs, ficando evidente uma consistência entre
o objetivo proposto e a conclusão alcançada. Sendo resultado do seu trabalho, é justo que traga sua marca
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pessoal, chegando a uma conclusão original, a um conhecimento novo, ou simplesmente a uma


reformulação de conhecimentos existentes.
Em linhas gerais este item apresenta, em síntese, os resultados alcançados pelo estudo, mas
pode incluir também sugestões práticas para o problema estudado, sugestões para continuidade do estudo
por outros, depoimentos pessoais sobre limitações e dificuldades enfrentadas, recomendações de melhorias
etc.

Apêndice I – Estrutura do TCC

Os itens Introdução, Desenvolvimento e Considerações Finais devem abordar os seguintes


aspectos:

I. Delimitação do tema
II. Formulação do problema de pesquisa
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III. Definição dos objetivos


IV. Justificativa/relevância do estudo
V. Revisão bibliográfica/fundamentação teórica
VI. Metodologia
VII. Desenvolvimento do Projeto
VIII. Apresentação, análise, interpretação e discussão dos dados coletados
Formato Gráfico
Fonte (NBR 14724:2005)
• Arial ou Times New Roman
• Tamanho 12 para o texto
• Tamanho 10 para citações diretas com mais de 3 linhas, notas de rodapé, paginação, legenda de ilustração
e legenda de tabelas
Margens (NBR 14724:2005)
• Esquerda e superior – 3 cm
• Direita e inferior – 2 cm

Espacejamento (NBR 14724:2005)


• Texto – espaço entre linhas 1,5
• Espaço simples para:
- citações longas
- notas de rodapé
- referências
- legendas de ilustrações e tabelas
- nota explicativa
Paginação
• Capa não conta
• Folhas contadas a partir da folha de rosto
• Numeração a partir da introdução
• Algarismos arábicos (1,2,3,4,5...)
• Canto superior direito – 2 cm da borda superior e 2 cm da borda direita
• Começo de capítulo em nova página

Títulos sem indicativo numérico


• Errata, agradecimentos, lista de ilustrações, lista de abreviaturas e siglas, lista de símbolos, resumos
sumário, referências, glossário, apêndices, anexos e índices
Tipos de citações aceitas
Utiliza-se literalmente no texto a ideia, conceito ou informação, quando é impossível transcrevê-la com
suas próprias palavras.
15

- as citações de até três linhas devem ser apresentadas no corpo do texto, assinaladas por aspas duplas e
seguidas da identificação (sobrenome do autor, data, número da página); o sobrenome do autor, quando em
parênteses deve ser escrito em caixa alta, quando citado no texto, só a primeira letra em maiúscula.
Ex: “Do ponto de vista antropológico, podemos dizer que sempre existiu preocupação do homo sapiens com o
conhecimento da realidade”. (MINAYO, 1993, p.1)
ou
Segundo Minayo (1993, p.1), “do ponto de vista antropológico, podemos dizer que sempre existiu
preocupação do homo sapiens com o conhecimento da realidade”.
- as citações com mais de três linhas devem ser apresentadas isoladamente (a uma linha em branco do
corpo do texto), em fonte Times New Roman ou Arial (considerar a opção já utilizada no texto) tamanho 10 ou
11, com entrelinhamento simples, justificadas, sem parágrafo, com recuo de 4 cm a partir da margem
esquerda, seguidas de identificação (sobrenome do autor, data, número da página). Não é necessário colocar
aspas nas citações com mais de três linhas. Deve-se deixar um espaço antes e depois da citação, para os
textos anteriores e posteriores. Sugere-se não utilizar mais de 10 linhas nas citações longas.

Ex:
Um quarto dos pacientes com hepatopatia alcoólica avançada apresenta anticorpos contra
HCV, embora os índices variem em diferentes áreas geográficas, o álcool pode agravar a
evolução da Hepatite C crônica, está relação não está explicada, e a possibilidade de HCV ser
responsável pelos casos chamados de cirrose alcoólica é intrigante, sendo um fator de risco
importante para o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular (RUBIN, 2006, p. 781).
Ou:
Rubin (2006, p. 781), afirma que,

4 CM Um quarto dos pacientes com hepatopatia alcoólica avançada apresenta anticorpos contra
HCV, embora os índices variem em diferentes áreas geográficas, o álcool pode agravar a
Sem Parágrafo, evolução da Hepatite C crônica, está relação não está explicada, e a possibilidade de HCV ser
entrelinhamento responsável pelos casos chamados de cirrose alcoólica é intrigante, sendo um fator de risco
simples, fonte importante para o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular.
10 ou 11

2. Paráfrase ou citação indireta


Denomina-se Paráfrase ou citação indireta quando se faz uso da idéia de um autor transcrevendo-a
com suas próprias palavras, mas mantendo-se a idéia original. Neste caso, não se utiliza aspas, mas deve-se
também citar o sobrenome do autor, ano e número da página, caso a paráfrase seja de uma pagina
específica.
Ex: Para Stites (2004, p. 550), além de considerar a transmissão por via cutânea mais predominante, devido
ao uso de drogas ilícitas, picadas de agulhas entre profissionais da área da saúde, transplante de órgãos
infectados, cita que ocorrem também infecções adquiridas na comunidade; sendo neste contexto a via de
transmissão menos clara. A transmissão materno-fetal não constitui um importante fator de risco,
possivelmente devido ao fato que portadores crônicos apresentam níveis bastante baixos de viremia. A
transmissão sexual, ainda é um assunto controverso.
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3. Citação de citação
As citações das citações devem ser evitadas. As citações devem ser, de preferência, feitas através da
fonte principal. Quando não é possível deve-se deixar a responsabilidade de sua exatidão ao autor de quem
se toma, antepondo--a ao trecho citado a expressão “citado por” ou “apud” (preferível quando entre
parênteses).
a) Indiretas (paráfrase)
Do ponto de vista antropológico, podemos dizer que sempre existiu preocupação do homo sapiens
com o conhecimento da realidade. (MINAYO apud1 SILVA, 1993, p.67)
Ou
De acordo com Minayo citado por Silva (1993, p.67), do ponto de vista antropológico, podemos dizer
que sempre existiu preocupação do homo sapiens com o conhecimento da realidade.

b) Diretas com menos de três linhas


Precisamos avaliar que “Em alguns casos - como o da impermeabilização dos solos - são problemas
ambientais muito graves, com impactos diretos sobre a vida da população (enchentes).” (SOUZA apud SILVA,
2002:50)
Ou
Segundo Souza (apud SILVA, 2002:50), “Em alguns casos - como o da impermeabilização dos solos - são
problemas ambientais muito graves, com impactos diretos sobre a vida da população (enchentes).”
c) Diretas com mais de três linhas
Precisamos avaliar que,
Impermeabilização de solos, edifícios doentes, emissão de gases do efeito estufa, produtos
nocivos à camada de ozônio, intoxicação por inseticidas domésticos, contaminação por
amianto, ilhas de calor são apenas algumas das expressões agora inseridas na rotina diária
das grandes cidades. Em alguns casos - como o da impermeabilização dos solos - são
problemas ambientais muito graves, com impactos diretos sobre a vida da população
(enchentes). (SOUZA apud SILVA, 2002, p.50).

As citações de sites da internet devem seguir os mesmo critérios, se tiver autor, coloca-se o sobrenome do
autor, ano e número da página. Caso não tenha autor, coloque uma nota de rodapé e insira o site, precedido
da expressão in.
Ex: In: www.ibge.gov.br

Expressões latinas
Expressões em língua estrangeira devem ser digitadas em itálico.
Expressões latinas comuns em trabalhos acadêmicos:
apud – citador por, conforme, segundo. Usada no caso de citações indiretas
Ibidem ou ibid – na mesma obra. Indica que a obra citada é a mesma da citação imediatamente anterior
Idem ou Id – mesmo autor. Indica que autor citado é o mesmo da citação imediatamente anterior.
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Et all ou et alli – E outros. Usada em citações ou paráfrases que possui mais de um autor e queira citar só um
deles.
Opus citatum, oper citato ou op cit – obra citada. Indica que a citação referente a obra do autor já citado na
monografia, sem ser imediatamente anterior. Após o sobrenome do autor, coloca-se essa expressão, seguida
das páginas.
Passim – aqui e ali, em diversas passagens. Indica referências genéricas e várias passagens no texto, sem
identificação de páginas determinadas. Em vez de designar o número de páginas correspondentes, usa-se
essa expressão.
Loco citato ou loc.cit – no lugar citado

Elementos Pré-textuais

Capa
As páginas que antecedem o texto propriamente dito servem tanto para apresentar informações de
identificação da obra, como também para facilitar a consulta e utilização do trabalho acadêmico.
Deve conter o nome da instituição de ensino para qual está sendo apresentado o trabalho acadêmico, o titulo
e subtítulo do trabalho se houver; local e data em letras negritas:
 Ao alto da página centralizado, colocar o nome da instituição de ensino, com letras maiúsculas,
negritadas. Fonte 14.
 No centro da folha, colocar o título, em letras maiúsculas, seguido do subtítulo se houver, negritado.
Fonte 14.
 O local e a data aparecem centralizados na penúltima e ultima linha. Letra maiúscula, negritada. Fonte
14.

Folha de Rosto
Deve conter:
 Nome(s) do(s) autor(es), em letra maiúscula, centralizado, negritada. Fonte 14.
 Titulo letra maiúscula, negritada, centralizado. Fonte 14.
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 Nota indicando a natureza do trabalho. Esta nova deve ser apresentada com margem esquerda, a
partir da metade da folha, e margem direita normal, com espaçamento simples. Fonte 10.
 Incluir o nome do orientador / professor, bem como sua titulação. Fonte 10. (Dica: utilize caixa de
texto, e pule uma linha antes de incluir o nome do orientador).
 Local e data centralizados, na penúltima e ultima linha, negritada. Fonte 14.

Resumo
É apresentação sintetizada dos principais itens trabalhados no texto, destacando os aspectos de maior
interesse e importância. Na apresentação do resumo deve ser levados em consideração os seguintes
aspectos:
 Escrever em português, sendo aconselhável a versão em uma ou mais línguas de difusão
internacional, na página seguinte;
 Redigir um único parágrafo em espaçamento simples, folha distinta. Fonte 10;
 Redigir com frases completas e não com sequências de títulos;
 Expressar na primeira frase do resumo o assunto tratado, caso o titulo do trabalho não seja suficiente
explícito;
 Indicar, se for o caso, as novas diretrizes da teoria, processos e técnicas;
 Ressaltar os objetivos, métodos, os resultados e a conclusão do trabalho;
 Elaborar o resumo de teses e dissertações com no máximo 500 (quinhentos) palavras;
 Outros trabalhos até 250 (duzentos e cinquenta) palavras mais ou menos 18 (dezoito) linhas;

Sumário

Deve conter os títulos das partes do trabalho na rigorosa ordem em que elas são representadas no
texto, incluindo os elementos pré e pós-textuais, recebendo as respectivas indicações da página onde se
localiza no interior do trabalho.
Apresenta para cada capítulo ou seção os seguintes dados:
 Indicativo numérico do titulo da parte, quando houver alinhado a esquerda.
 Título do capitulo ou seção, com o mesmo fraseado, tamanho de letra utilizados no texto.
 Número da página inicial do capitulo ou seção, ligado ao titulo por linha pontilhada, sendo a página
alinhada à margem direita.
O sumário não deve ser confundido com o índice, que apresenta em ordem alfabética a relação dos
assuntos/palavras tratadas no trabalho, ou relação de nomes de pessoas, nomes geográficos e outros que
aparecem no interior do texto.
Apresentação gráfica dos itens e subitens deve seguir o seguinte formato:
 Seções primárias (1, 2, 3,...), caixa alta, com negrito.
 Seções secundárias (1.1, 1.2, 1.3,...), caixa alta, sem negrito
19

 Seções terciárias (1.1.1, 1.1.2, 1.1.3,...), todas as palavras são escritas com as primeiras letras em
maiúsculas.
 Seções quaternárias (1.1.1.1, 1.1.1.2, 1.1.1.3,...), somente a primeira letra da palavra em maiúscula.

Dedicatória (opcional)
Os autores podem dedicar seu trabalho a uma ou mais pessoas, como uma homenagem de gratidão
especial. O teor do texto é livre.

Agradecimentos (opcional)
Os autores podem dedicar seu trabalho a uma ou mais pessoas, como uma homenagem especial. O
teor do texto é livre.

Epígrafe (opcional)
A inclusão ou não de uma página com epígrafe é facultativa. Esta página usualmente apresenta um
pensamento ou citação que se relaciona ao tema tratado no trabalho.

Apêndice II – Modelos de Referências


Nas referências devem estar relacionados os livros, artigos e outras publicações citadas durante a
apresentação do projeto. As referências deverão estar de acordo com as normas da ABNT.
Constitui-se de uma lista ordenada dos documentos citados pelo autor no texto. Devem-se observar as
seguintes recomendações:
 A primeira linha da referência é iniciada na margem esquerda.
 Não é necessário alinhar a referência à margem direita.
 Entre as linhas de uma mesma referência, adota-se um espaço simples.
 Entre as duas ou mais referências, deixa-se uma linha em branco.
 É apresentada em folha distinta, no final do trabalho, em ordem alfabética.
 Em obras avulsas são usadas as seguintes abreviaturas: org. ou orgs. – organizador(es); ed. ou eds. -
editor(es); coord. ou coords. – coordenador(es).
 A referência de mês é reduzida a apenas três letras e um ponto. A exceção é o mês de maio que se
escreve com todas as letras (maio) e sem o ponto.
a) Referências de livros no todo.
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 Autor (ou coordenador, organizador, ou editor) – Escreve-se primeiro o sobrenome paterno do autor,
em caixa alta, e, a seguir, o restante do nome, após uma separação por vírgulas;
 Título e subtítulo – O título é realçado por negrito, itálico ou sublinhado;
 Número da edição (a partir da segunda edição) – Não se usa o decimal (*);
 Local da publicação – É o nome da cidade onde a obra foi editada e, após a referência de local deve,
ser grafado dois pontos (:). Não se coloca estado ou país;
 Editora – Só se coloca o nome da editora. Não se coloca a palavra Editora, Ltda, ou S.A. etc. Por
exemplo: da Editora Ática Ltda, colocar-se-ia apenas Ática;
 Ano da publicação – É o ano em que a obra foi editada;
 Número de volumes (se houver);
 Paginação – Quantidade de páginas da obra;
 Nome da série ou coleção, número da publicação na série ou coleção ( o conjunto é colocado entre
parênteses).
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