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Dimensionamento de Estruturas de Aço - parte 2 - Avançado

Sobre o curso:

Este curso corresponde a segunda parte do estudo iniciado com o curso Dimensionamento de Estruturas de Aço - parte 1 - Básico, e pré-requisito para este que se
inicia.

É constituído por 7 módulos, disponibilizados um a cada semana.


Após a disponibilização de todos os módulos, seu conteúdo permanecerá aberto aos alunos por mais 45 dias, para a finalização dos estudos.

Aos que tiverem aproveitamento de 80% do curso será emitido um certificado de participação, a ser enviado por Email. Estimamos a carga horária deste curso em
torno de 60 horas aula.

No curso iremos abordar os seguintes tópicos:

Módulo 1: CRITÉRIOS PARA LANÇAMENTO DE ESTRUTURAS DE AÇO

Módulo 2: DIMENSIONAMENTO DE PERFIS DE CHAPA DOBRADA

Módulo 3: DIMENSIONAMENTO DE VIGAS MISTAS

Módulo 4: DIMENSIONAMENTO DE PILARES MISTOS

Módulo 5: LIGAÇÕES EM ESTRUTURAS DE AÇO


Módulo 6: DIMENSIONAMENTO DE APOIOS

Módulo 7: ESTUDO DE CASO – DIMENSIONAMENTO DE UM PRÉDIO COMERCIAL DE 2 PAVIMENTOS

Módulo 5 - Tópicos deste módulo

MÓDULO 5 - LIGAÇÕES EM ESTRUTURAS DE AÇO


Tópicos deste módulo
5. LIGAÇÕES EM ESTRUTURAS DE AÇO

Vídeo 6 - Dimensionamento de Ligações

5.1. Generalidades de ligações parafusadas

Vídeo 7 - Ligações Parafusadas

 5.1.1. Parafusos comuns


 5.1.2. Parafusos de alta resistência.

5.2. Generalidades de ligações soldadas

Vídeo 8 - Ligações Soldadas


 5.2.1. Controle de qualidade da solda.
 5.2.2. Tipos de soldagem.
 5.2.3. Representação gráfica das soldas
 5.2.4. Observações gerais:

5.3. Rigidez das ligações


5.4. Dimensionamento de ligações parafusadas

 5.4.1. Dimensionamento de ligações parafusadas


 5.4.2. Força resistente de Tração
 5.4.3. Cisalhamento
 5.4.4. Pressão de contato
 5.4.5. Ocorrência simultânea de tração e cisalhamento
 5.4.6. Efeito alavanca
 5.4.7. Espaçamento mínimo entre furos
 5.4.8. Espaçamento máximo entre furos
 5.4.9. Distância mínima de um furo às bordas (qualquer borda)
 5.4.10. Distância máxima de um furo às bordas

5.5. Dimensionamento de ligações soldadas

 5.5.1. Determinação da área resistente da solda de penetração total ou parcial


 5.5.2. Determinação da área resistente da solda de filete
 5.5.3. Determinação da força resistente de cálculo da solda
 5.5.4. Solda de Penetração total
 5.5.5. Solda de Penetração parcial
 5.5.6. Solda de Filete
 5.5.7. Dimensões mínimas das soldas – gargantas mínimas

5.6. Dimensionamento de chapas de ligação

Vídeo 9 - Chapas de Ligação

 5.6.1. Chapas submetidas à tração


 5.6.2. Chapas submetidas à compressão
 5.6.3. Chapas submetidas a cisalhamento
 5.6.4. Verificação da possibilidade de colapso por rasgamento da chapa

MÓDULO 5 - LIGAÇÕES EM ESTRUTURAS DE AÇO - Parte 1


5. Ligações em Estruturas de Aço

Dimensionamento de Ligações

Os principais elementos de ligação entre peças de aço são:

 parafuso
 e solda

5.1. Generalidades de ligações parafusadas


Ligações Parafusadas

Os parafusos são barras cilíndricas rosqueadas numa extremidade e com cabeça em outra, de forma a permitir o aperto entre as peças através de
ferramenta adequada. Os parafusos mais empregados nas construções metálicas são os de cabeça quadrada e hexagonal.

Para fixação do parafuso são necessárias duas ferramentas: uma para girar a porca, outra para impedir o giro da cabeça. Portanto para execução de uma
ligação parafusada são necessários apenas dois operários.

Em ligações submetidas à vibração são acrescentadas arruelas de pressão.

Para uma escolha prévia do diâmetro do parafuso, aplica-se a seguinte relação:

onde:

t = espessura da chapa mais grossa.

= espessura da chapa mais fina.

5.1.1. Parafusos comuns

Os parafusos comuns são fabricados com aço carbono, menos resistentes e são reconhecidos pela sigla ASTM A307.

Por serem pouco resistentes, os parafusos comuns são usados em ligações secundárias e em estruturas de pequeno porte.

5.1.2. Parafusos de alta resistência.

São parafusos executados com aço de médio e baixo carbono, portanto mais resistentes São parafusos com alta tensão de ruptura a tração e a
cisalhamento. Chegam a resistir a tensões de tração iguais a 11.950 kgf/cm².
Esses parafusos podem fazer a ligação entre as peças de duas maneiras:

a) Por atrito entre as peças ligadas.

Solução utilizada quando a estrutura não permite qualquer deslocamento (escorregamento) da ligação.

b) Por resistência ao cisalhamento do corpo do parafuso.

Neste caso, há sempre a possibilidade de acomodação entre as peças ligadas.

Os parafusos de alta resistência são bem mais caros que os parafusos comuns e, portanto, recomendáveis para obras de médio e grande portes, onde sua
resistência propicia a diminuição no número de parafusos se comparados com os parafusos comuns.

São fabricados dois tipos de parafusos de alta resistência: o ASTM A325 com limite de escoamento entre 5600 e 6500 kgf/cm² e o ASTM A490 com limite de
escoamento entre 8000 e 9600 kgf/cm². Esses valores demonstram como os parafusos de alta resistência são muito mais resistentes que os comuns, que
possuem o limite de escoamento em 2400 kgf/cm².

5.2. Generalidades de ligações soldadas

Ligações Soldadas

As ligações soldadas começaram a ser utilizadas com grande sucesso a partir da década de 40, e hoje são tão difundidas e de qualidade tão boa que
existem obras inteiramente soldadas.

As ligações soldadas são as que apresentam a maior rigidez.

A soldagem se faz pelo aquecimento do material-base (elementos a serem ligados) a uma temperatura de aproximadamente 4.000 °C. Essa temperatura é
obtida pela criação de um arco voltaico entre o material-base e o eletrodo. O material-base ao atingir a temperatura indicada, funde-se propiciando a união
entre as peças; o eletrodo, além de provocar o arco voltaico, também se funde preenchendo os vazios entre a ligação. Ver figura 12.
Figura 33 – Soldagem com eletrodo revestido

O material-base durante a soldagem sofre modificações físico-químicas, o que pode influenciar na resistência da junta soldada sendo, portanto, muito
importante o tipo e qualidade do material-base.

Caso o metal base não seja soldável (por exemplo: aço com grande quantidade de manganês) a solda não se realiza adequadamente, tornando a ligação
frágil.

5.2.1. Controle de qualidade da solda


O principal defeito da solda é sua descontinuidade ou falha. As falhas enfraquecem drasticamente a ligação. Para garantir a qualidade da ligação, as soldas
devem sofrer rigoroso controle e aprovadas após exames especiais, tais como:

a. Controle magnetoscópico

Este ensaio serve para a observação de falhas superficiais. Consiste na magnetização da peça a ser verificada; através da medição do campo magnético as
descontinuidades podem ser percebidas e as falhas reveladas.

b. Controle com líquidos penetrantes

Também utilizada para observação de defeitos superficiais. A superfície a ser verificada é banhada com líquido penetrante colorido. As falhas absorvem o
líquido, após a limpeza do excesso e aplicação do revelador (à base de talco ou gesso), ficam à mostra as descontinuidades.

c. Controle Radiográfico

Destina-se à verificação dos defeitos internos. Emprega-se o Raio-X. Ao atravessar o material os raios são absorvidos progressivamente. Quanto maior a
espessura atravessada, menor a intensidade de radiação emergente. Ao atravessarem as falhas os raios emergem com maior intensidade impressionando o
filme com tonalidade mais escura. Após revelação da chapa de filme, podem-se observar as falhas através da ocorrência de manchas mais escuras.

d. Controle por Ultra-som

Destina-se também à verificação dos defeitos internos. O princípio baseia-se na reflexão das ondas acústicas ao atingirem meios de diferentes densidades.
Se no percurso da onda houver uma falha (vazio com densidade baixa), haverá uma reflexão antes da onda atravessar todo o material. Esse retorno
antecipado será captado pelo receptor, denunciando a existência da falha.
MÓDULO 5 - LIGAÇÕES EM ESTRUTURAS DE AÇO - Parte 2
5.2.2. Tipos de soldagem.

Conforme as chapas a serem soldadas sejam posicionadas, podem ocorrer dois tipos de soldagem.

a) Solda de topo.

Neste caso as chapas são posicionadas uma contra a outra e em um mesmo plano. Ver figura 34a.
Figura 34a

Conforme aumentem as espessuras das chapas a serem unidas, devem ser previstos detalhes que garantam a penetração total ou parcial da solda. Para
isso as extremidades das chapas devem ser convenientemente preparadas. Ver figura 34b.
Figura 34b
Figura 35 – Outros tipos de entalhe de solda
b) Solda em ângulo

Quando as chapas são posicionadas em planos ortogonais. Quando não houver chanfro na chapa, a solda é denominada "solda de filete". Para chapas mais
grossas as extremidades devem ser preparadas com algum tipo de chanfro, e a solda é denominada de "solda de penetração total ou parcial". Ver fig. 36.

Figura 36

5.2.3. Representação gráfica das soldas


As soldas são indicadas com setas, sobre as quais são especificados o tipo e espessura da solda. A solda de topo é representada por dois traços paralelos
sobre a seta. A solda em ângulo é representada por um triângulo. Caso o triangulo esteja voltado para baixo, a solda ocorre do lado onde está a ponta da
seta e se ao contrário, o triângulo estiver para cima, a solda ocorre exatamente do lado oposto ao que se encontra a extremidade da seta. Esta
representação que a princípio pode parecer descabida é interessante para evitar concentração de informações. Quando a solda ocorre nas duas faces, ela é
indicada pela seta com triângulo duplo.

A seguir, nas figuras 37a, b, c e d, são apresentadas as formas mais comuns de representação de solda.
Figura 37a – Tipos de solda
Figura 37b – Tipos de solda (cont.)
Figura 37c – Tipos de solda (cont.)
Figura 37d – Tipos de solda (cont.)
Figura 37e – Tipos de solda (final)
Figura 38a e 38b – Quadro Resumo – simbologia de solda

(Fonte: MARGARIDO, 2007 – cap.4, p.8)


5.2.4. Observações gerais:

a. As ligações soldadas devem ser preferencialmente executadas em fábrica. Sua execução no canteiro pode acontecer em condições adversas
e com menor controle de qualidade, resultando em ligações deficientes;

b. As ligações soldadas são mais vantajosas em relação às parafusadas por não necessitarem de furos. Os furos diminuem a seção resistente da
peça. Essas ligações não exigem a mesma precisão das ligações parafusadas;

c. As ligações com parafusos são executadas no canteiro, o que garante mais qualidade e rapidez à execução;

d. Quando o edifício tem um uso não permanente, as ligações parafusadas são necessárias, já que permitem fácil desmontagem da estrutura.

Exemplos de Ligações em Estruturas de Aço

O quadro abaixo contém exemplos fotográficos de ligações típicas.


O menu da esquerda é onde é feita a navegação.
Basta alinhar o cursor com as setas para avançar, ou recuar, e clicar na foto para ampliar.
Clicando na seta azul retorna-se para a primeira fotografia da apresentação.
Módulo 5 - Leitura Adicional do módulo 5

Leitura Adicional do Módulo 5

Para complementar o conteúdo deste módulo, aos que quiserem se aprofundar no tema, recomendamos a leitura dos textos adicionais, cujos links
apresentamos a seguir.
Para abrir ou baixar estes textos, clique nos links abaixo:

1. Coleção Manual de Construção em Aço : Ligações em Estruturas de Aço Vol. 1 -

Rio de Janeiro: Instituto Aço Brasil - Centro Brasileiro da Construção em Aço, 4ª edição, revisada e atualizada, 2011.

O Primeiro volume sobre Ligações em Estruturas Metálicas trata de:

- Dispositivos de ligação
- Classificação das ligações
- Resistência de parafusos
- Resistência de soldas

Autor: Engº Alexandre Luiz Vasconcellos (rev.)

2. Coleção Manual de Construção em Aço : Ligações em Estruturas de Aço Vol. 2 -

Rio de Janeiro: Instituto Aço Brasil - Centro Brasileiro da Construção em Aço, 4ª edição, revisada e atualizada, 2011.

O Segundo volume sobre Ligações em Estruturas Metálicas trata de:


- Modelos e exemplos de cálculo

Autor: Engº Alexandre Luiz Vasconcellos (rev.)

3. Ligações para Estruturas de Aço - Guia Prática para Estruturas com Perfis Laminados - *

São Paulo: Gerdau Açominas, 3ª edição, 2007.

Autores:
Osvaldo Teixeira Baião Filho
Antonio Carlos Viana Silva

* Obs: Este guia ainda não foi atualizado conforme a NBR 8800: 2008.

Módulo 5 - Leitura Adicional do módulo 5

Leitura Adicional do Módulo 5

Para complementar o conteúdo deste módulo, aos que quiserem se aprofundar no tema, recomendamos a leitura dos textos adicionais, cujos links
apresentamos a seguir.
Para abrir ou baixar estes textos, clique nos links abaixo:

1. Coleção Manual de Construção em Aço : Ligações em Estruturas de Aço Vol. 1 -

Rio de Janeiro: Instituto Aço Brasil - Centro Brasileiro da Construção em Aço, 4ª edição, revisada e atualizada, 2011.
O Primeiro volume sobre Ligações em Estruturas Metálicas trata de:

- Dispositivos de ligação
- Classificação das ligações
- Resistência de parafusos
- Resistência de soldas

Autor: Engº Alexandre Luiz Vasconcellos (rev.)

2. Coleção Manual de Construção em Aço : Ligações em Estruturas de Aço Vol. 2 -

Rio de Janeiro: Instituto Aço Brasil - Centro Brasileiro da Construção em Aço, 4ª edição, revisada e atualizada, 2011.

O Segundo volume sobre Ligações em Estruturas Metálicas trata de:

- Modelos e exemplos de cálculo

Autor: Engº Alexandre Luiz Vasconcellos (rev.)

3. Ligações para Estruturas de Aço - Guia Prática para Estruturas com Perfis Laminados - *

São Paulo: Gerdau Açominas, 3ª edição, 2007.

Autores:
Osvaldo Teixeira Baião Filho
Antonio Carlos Viana Silva
* Obs: Este guia ainda não foi atualizado conforme a NBR 8800: 2008.