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A IMIGRAÇÃO ITALIANA NO BRASIL

Os primeiros imigrantes italianos começaram a chegar ao Brasil na década de 1870, quando o governo brasileiro

estava incentivando a imigração dos europeus. Se por um lado a Itália tinha muitas pessoas querendo buscar

trabalho em outros países, o Brasil necessitava de mão-de-obra.

Uma lei conhecida como do Ventre Livre (1871, que considerava livres todos os filhos de escravos nascidos a

partir da sua data, e pretendia estabelecer um estágio evolutivo entre o trabalho escravo e o regime de trabalho

livre, sem, contudo, causar mudanças abruptas na economia ou na sociedade) aplanou o caminho da emigração

para o Brasil; ela marcou o início do fim da escravidão. Após a Abolição da Escravatura (A Lei Áurea (Lei

Imperial n.º 3.353), sancionada em 13 de maio de 1888), os agricultores optaram pela mão-de-obra de origem

europeia, ao invés de integrarem os ex-escravos ao mercado de trabalho. O próprio governo brasileiro fez

campanha na Itália para atrair esses italianos para o trabalho na lavoura brasileira.

A mentalidade escalavagistas de muitos proprietários de terras levou o Governo italiano a proibir a emigração

para o Brasil com o Decreto Prinetti de 1902 que suspendeu a licença especial das companhias de navegação para

o transporte livre de imigrantes italianos no Brasil, deixando los nas mãos de fazenderos sem escrúpulos .

O período imediatamente pós da guerra viu uma nova onda de migração mais forte. Muitas pessoas que

venderam o pouco que tinham para pagar a viagem, alguns deram o burro da carroça ou mesmo a própria casa, e

outros ainda receberam o dinheiro pelos ricos do lugarejo.

O maior fluxo de italianos para o território brasileiro registrou-se entre as décadas de 1880 e 1910,

principalmente, para as regiões sul e sudeste do país.

Grande parte dos italianos que migrou para o Brasil eram de origem humilde, principalmente de regiões rurais

mais pobres da Itália. Por isso o Brasil era visto como uma terra nova, cheia de oportunidades.

Situação Europeia e Italiana

Na Europa em geral, a metade do século XIX, tinha sido submetida a transição do feudalismo para o capitalismo;

as terras estavam nas mãos de poucos proprietários.

Assim, milhões de camponeses, que antes eram pequenos proprietários rurais, mudaram à sua condição de

trabalhadores braçais nas grandes propriedades rurais. Mesmo aqueles que continuaram na condição de

pequenos proprietários não poderam se sustentar só com o seu trabalho pouco rentável.

Os agricultores europeus eram muito afeiçoados à sua terra e concentraram todas as forças deles; estes nunca

teria pensado em se afastar de suas terras, pois aqueles eram seu mundo e sua auto-suficiência.
Como aconteceu en Europa, também as mudanças sócio-econômicas da península italiana afeitaram a maneira

em que os agricultores poderiam gerir as suas terras.

Portanto o Continente Americano aparece, nesse contexto, como um destino sonhado por milhões de europeus,

que imigravam com a promessa de se tornarem grandes proprietários agrícolas.

Este foi o período imediatamente sucesivo a Unificação da Itália (1861), assim que a situação nacional foi crítica

do ponto de vista do desemprego e da alta taxa de crescimento populacional, razão pela qual uma identidade

nacional desses imigrantes se forjou, em grande medida, no Brasil.

Os Estados Unidos, no entanto, ter sido sempre o principal ponto de chegada de imigrantes europeus, começaram

a colocar barreiras para restringir a entrada de estrangeiros. Portanto isso concedeu com o período em que os

italianos começaram a chegar no Brasil.

Motivações do goberno brasileiro por a aceitação dos italianos

Entre o século XIX e início do século XX foram se espalhando as doutrinas do Darwinismo Social e da Eugênia.

Este último em particular encontramos-lo no Brasil. É a ideologia que acredita que a solução da saúde política,

social ou econômica pode ser alcançada através da adoção de soluções de origem eugênicas. Estudo de métodos

que querem melhorar a espécie humana através da seleção artificial feita por meio da promoção de caracteres

físicos e mentais consideradas positivas, ou eugênico(eugênia positiva), e a remoção dos negativos, ou

disgênico(eugênia negativa), pela seleção ou modificação de germinativas.

Na medida em estas ideias eram aceitas e divulgadas pela comunidade científica nacional, o imaginário social e

político brasileiro passou a considerar que os brasileiros eram incapazes de desenvolver o país por serem, em sua

grande maioria, negro e mestiços.

A política de imigração passou, então, a ser planejada também para "branquear" a população brasileira. Neste

projeto social, negros e mestiços iriam paulatinamente desaparecer da população brasileira por meio da

miscingenação com as populações de imigrantes europeus.

O imigrante italiano era considerado um dos melhores, pois além de ser branco, também era católico: deste

modo, sua assimilação seria fácil na sociedade brasileira.

Devemos ressaltar que não só o Brasil actuou esta política; muitos países do mundo preferiram, de fato, os

imigrantes do norte da Europa, em vez de os do sul.

As grandes áreas de atração de imigrantes italianos para o Brasil foram os estados de São Paulo, Rio Grande do

Sul e Minas Gerais. Verificamos que quase 70% dos italianos ingressaram no País pelo estado de São Paulo (entre

1884-1972).

No houve uma unidade de condições de establecimiento dos italianos no Brasil.


A imigração no Sul não foi subsidiada e os recém-chegados instalaram-se como proprietários rurais ou urbanos.

Em São Paulo, foram a princípio atraídos para trabalhar nas fazendas de café, através do esquema da imigração

subsidiada. Nas cidades paulistas, trabalharam em uma série de atividades, em especial como operários da

construção e da indústria têxtil.

De facto, os italianos começaram a expandir-se por Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. A maioria

absoluta teve como destino inicial o campo e o trabalho agrícola.

Muitos imigrantes italianos, depois trabalhar anos colhendo café, conseguiram juntar dinheiro suficiente para

comprar suas próprias terras e tornaram-se fazendeiros, outros partiram para os grandes centros urbanos (como

São Paulo ou Rio de Janeiro), visto que as condições de trabalho no campo eram péssimas.

Os italianos no Brasil

O Brasil tem hoje a maior população italiana fora da Itália. Segundo a Embaixada da Itália em Brasília no país

vivem cerca de 25 milhões de italianos ou descendentes de imigrantes. Outras fontes falam de 28 ou mesmo de 32

milhões de pessoas, incluindo o número de filhos ilegítimos e referentes à emigração (especialmente por

marinheiros e comerciantes da Liguria ) durante o Império Português (1600-1700).

Ao contrário da Argentina e dos Estados Unidos, onde a maioria dos imigrantes eram do sul de Italia, no Brasil,

entre 1870 e 1950 o 53,3 % dos imigrantes vieram do norte da Itália, o 14,6% das regiões centrais e o 32,1 % do

Sul.

No Brasil, o maior afluxo de imigrantes veio do Veneto, com 26,6% do total, seguido de Campania e Calabria 12,1

%, com 8,2 %.

A primeira colônia italiana organizada no Brasil ocorreu em Porto Real , onde chegaram no verão de 1874 um

grupo de famílias italianas.

No fim do 1800 , como parte da " imigração programado " pelo governo brasileiro após a abolição da escravatura,

foram os grandes " fazendas ", onde trabalhava todo o grupo familiar, o objetivo dos agricultores e trabalhadores

italianos. A fabricação da cana-de-açúcar, mas especialmente o café foram as atividades mais . Era uma situação

de sofrimento devido a um ambiente bastante estranho e diferente.

Os primeiros imigrantes italianos chegaram em massa no Brasil , em 1875. Camponeses venezianos foram

retirados de trabalho como os pequenos agricultores no sul do país.

Navios dos emigrantes


Nestes anos em que a emigração era um fenômeno de freqüência crescente, a indústria naval italiana deveu

atender a uma demanda considerável de novos navios que estavam no auge da competição europeia do Norte. Em

1904, o estaleiro Riva Trigoso, encomendado pelo Lloyd Italiano (companhía naval), depois participou a um

grande projecto de investimento que incluía á construção de dois navios gêmeos para as lucrativas rotas

transatlânticas para as Américas: Principessa Mafalda e a sua irmã, a princesa Jolanda.

Os dois navios, caracterizados pelo equipamento de grande luxo, eles definitivamente ajudaram a aumentar o

prestígio da frota nacional, tornando-se os maiores navios construídos até então por uma empresa italiana.

No día 22 setembro de 1907 a princesa Jolanda, que foi concluída em primeiro lugar, afundou poucos minutos

após o lançamento em frente á multidão das pessoas e das autoridades reunidas para o evento festivo.

A partir de 1909 em diante, a princesa Mafalda foi usada pela primeira vez para fazer a travessia do Oceano

Atlântico a partir de Génova para Buenos Aires, com escala no Rio de Janeiro e no Santos, tornando-se por

muitos anos o melhor navio nessa rota e hospedagem de convidados famosos como Luigi Pirandello.

Durante a última viagem tomada no outubro de 1927 o navio já estava muito velho e gasto e iria ser desmantelado

no seu retorno. Infelizmente, durante a primeira etapa houve vários problemas devido à má manutenção e depois

que ele parou mais de dez vezes, o navio começou a embarcar água a poucos quilômetros da costa entre Salvador

de Bahia e Rio de Janeiro.17

A influenza italiana sobre o Brasil

São Paulo

São Paulo é a maior cidade do Brasil com mais de 11 milhões de habitantes, metade dos quais são de origem

italiana. A influência cultural italiana é mais visível nas proximidades do Bixiga (Bela Vista) e Brás Mooca.

Considera-se, fora da Itália , a maior cidade do "italiano" , depois de Roma .

Criciúma

Criciúma é uma cidade localizada no estado de Santa Catarina, com uma população de 170 mil habitantes. Ela foi

fundada no 06 de janeiro de 1880 por um grupo de famílias de Belluno, Udine, Vicenza e Treviso.

Caxias do Sul

Caxias do Sul é a segunda maior cidade do estado do Rio Grande do Sul, foi fundada no día 20 de junho de 1890

por imigrantes do Veneto. A língua Talian ( derivada da língua veneziana com contribuições de Português) ainda

é falada por muitos habitantes.


Nova Veneza

Nova Veneza , no estado de Santa Catarina. Foi fundada por imigrantes do Veneto, onde hoje o

97 % da população de 15.000 habitantes é de origem italiana.

Bento Gonçalves

Bento Gonçalves é uma cidade no Rio Grande do Sul, com 100.000 habitantes, dos quais 90% é de origem

italiana.

Nova Trento

A bandeira de Nova Trento tem as cores similares à bandeira italiana.

Nova Trento é uma pequena cidade de 10.000 habitantes no estado de Santa Catarina. Foi fundada por

imigrantes de Trentino , em 1875 , e é o lar do segundo maior centro religioso no Brasil. Depois de 1.876

imigrantes vieram da Lombardia , Veneto e Toscana.

Garibaldi

Garibaldi é a capital do espumante brasileiro.

Garibaldi é uma cidade de 30.000 habitantes no estado do Rio Grande do Sul . Em 1875 , os imigrantes italianos

de Veneto começaram algumas plantações de uvas na região hoje produz os melhores vinhos do Brasil e 80% de

vinho espumante brasileiro é produzido lá. Seu nome é uma homenagem ao revolucionário italiano Giuseppe

Garibaldi e a esposa brasileira, Anita. Garibaldi está geminada com a cidade de Conegliano (Treviso).

Belo Horizonte

Belo Horizonte é a capital do estado de Minas Gerais, com 2,5 milhões de habitantes , dos quais 1 milhão de

origem italiana.

Nova Bassano

Nova Bassano é uma pequena cidade localizada no estado do Rio Grande do Sul, com uma população de 10.000

habitantes . Foi fundada em 1895 por um grupo de famílias de Bassano del Grappa.

Nova Venécia

Nova Venécia e uma cidade de 40.000 habitantes no estado do Espírito Santo, onde o 80% da população é de

origem italiana.

Cristina Corinaldesi