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CONDICIONAMENTO DE AR

TREINAMENTO GERAL

Módulo 3

Ciclo de Refrigeração

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INTRODUÇÃO

O Programa GTAC Neste Módulo

1 O programa GTAC divide-se em duas partes. Os 2 Este módulo permite familiarizar-se com o ciclo
dez módulos da Parte 1 fornecem as informações e de refrigeração mecânica — sua finalidade, função,
fundamentos necessários para o entendimento do componentes e condições. Com este estudo, será in-
condicionamento do ar. Os nove módulos da Parte II crementada a capacidade de operar com todos os ti-
contêm um material mais avançado sobre os sistemas pos de sistema de refrigeração. Com base nos dia-
mecânicos de condicionamento de ar. gramas de temperatura–entalpia aprendidos no módu-
lo anterior, abordaremos os diagramas de pressão–
Para garantir o correto entendimento do material, entalpia, os quais ajudarão na solução de problemas
responda as perguntas do TESTE DE de um sistema de refrigeração mecânica, independen-
CONHECIMENTOS apresentadas ao longo de cada temente de seu uso.
módulo. Se precisar de ajuda, é só consultar seu ins-
trutor.

Repassando o INVENTÁRIO apresentado no fim de


cada módulo, dominando o material e conferindo
seus conhecimentos através dos TESTES DE
CONHECIMENTOS, você estará aproveitando de
maneira efetiva o processo de aprendizado baseado
em “blocos de construção”. É importante entender o
material de cada um desses blocos antes de passar pa-
ra o seguinte.

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INTRODUÇÃO

Vamos facilitar

4 Aqui está um diagrama esquematizado de um


sistema de refrigeração mecânica. Lembre-se de que
são quatro os componentes. Um fluido (líquido ou
3 gás), chamado refrigerante, é circulado em cada
São muitos os tipos de sistemas de refrigeração componente com a finalidade de transferir o calor.
mecânica. Vêm numa grande diversidade de formas, Flui entre os componentes através da linha de refrige-
tamanhos, arranjos dos componentes, e usos. Se você rante, na direção indicada pelas setas. A ordem com
quiser começar o seu entendimento da refrigeração que flui nos componentes é sempre a mesma para as
procurando aprender sobre cada um deles, tem uma aplicações de resfriamento.
longa e árdua tarefa à sua frente. Se, por outro lado, fi-
zer um esforço para aprender os fundamentos da refri-
geração apresentados nos três primeiros módulos deste
programa, seu trabalho será muito mais fácil. Os prin-
cípios da refrigeração mecânica e os componentes es-
senciais de um sistema são os mesmos, quer o sistema
seja grande ou pequeno e independentemente da com-
posição do sistema.
Vamos começar então com as coisas que todos os sis-
temas de refrigeração têm em comum. Assim, ficará
mais fácil olhar para aqueles detalhes que diferenciam
um sistema de outro.

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CICLO BÁSICO DE REFRIGERAÇÃO

5 Refrigeração é definida em seus termos mais 7 A maior parte da transferência de calor num sis-
simples como resfriamento pela remoção do calor. tema de refrigeração mecânica ocorre porque o esta-
Em termos de transferência de calor, refrigeração é a do do refrigerante se altera. O refrigerante líquido
transferência de calor de um local onde não é deseja- passa por um evaporador que absorve seu calor laten-
do para um local onde não há objeção. te de vaporização e, nesse processo, passa do estado
líquido para o vapor. Ao passar no condensador, o re-
frigerante gasoso rejeita seu calor latente de vapori-
zação e passa portanto do estado gasoso ao líquido.
Essa alteração cíclica no estado do refrigerante de lí-
quido para gás, e a seguir de gás para líquido, é que
move o calor até o local desejado.

6 A estratégia normal na refrigeração mecânica é


primeiro fazer o calor ser absorvido pelo refrigerante.
A seguir, o refrigerante é bombeado até um local on-
de o calor pode ser removido dele. O refrigerante tor-
na possível essa transferência de calor. Para fins prá-
ticos, um refrigerante é um fluido que absorve calor
evaporando-se a uma temperatura e pressão baixa e
rejeita o calor condensando-se a uma temperatura e
pressão mais alta.

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CICLO BÁSICO DA REFRIGERAÇÃO

Ciclo aberto versus Ciclo fechado

8 Os sistemas de refrigeração mecânica utilizam


sempre um ciclo fechado de refrigeração. Em ou-
tras palavras, o refrigerante está isolado do ambiente.
Num ciclo aberto de refrigeração, a substância que
executa o resfriamento está exposta ao seu ambiente.

9 Um cantil com um forro externo molhado é ou-


tro exemplo de um ciclo aberto de refrigeração. A
água na cobertura do cantil evapora, absorvendo seu
calor latente de vaporização desde as paredes exter-
nas do cantil e do ar ambiente. A água dentro do can-
til, por sua vez, perde calor para as paredes do cantil
e é resfriada. Isso funciona particularmente bem nos
climas secos e quentes, onde a evaporação se faz ra-
pidamente.

Assim como para o refrigerador, o cantil é um ciclo


aberto e a substância que executa o resfriamento está
em contato direto com o ambiente que a rodeia. Uma
O refrigerador de antigamente utilizava um ciclo a- vez a operação executada, a água do forro do cantil é
berto de refrigeração. O gelo que fazia o resfriamento perdida para o ciclo e não pode ser facilmente reutili-
estava exposto ao ambiente em seu redor. O refrige- zada por estar misturada com ar. Mais água deve ser
rador não era mecanicamente refrigerado. colocada sobre o forro do cantil para manter o ciclo
em operação.
Um bloco de gelo era colocado no topo e os alimen-
tos eram armazenados no fundo do gabinete. O calor Se a água fosse menos abundante do que é, seu
era levado por convecção do ar dos alimentos até o uso em sistemas de refrigeração em ciclo aberto de-
gelo, resfriando os alimentos e derretendo o gelo à sapareceria. Em vez disso, seria encontrado um meio
medida de sua absorção do calor latente de fusão. para conter e reciclar a água para não perder esta úl-
Com o derretimento do gelo, a água produzida levava tima para o ambiente.
o calor absorvido pelo gelo para fora do gabinete até
uma bandeja situada abaixo da mesma.

Num ciclo aberto, é difícil reaproveitar a substância


que executa o resfriamento. O gelo tinha que ser pe-
riodicamente trocado e a bandeja tinha que ser esva-
ziada para manter o refrigerador em operação.

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10 Teoricamente, poder-se-ia utilizar um refrigeran-
te num sistema de refrigeração de ciclo aberto. Aqui,
ele é lançado desde um cilindro de refrigerante para
uma serpentina. À medida que o refrigerante líquido
absorve seu calor latente de vaporização do ar fora
dos tubos da serpentina, o ar é resfriado e o refrige-
rante evapora, alterando seu estado de líquido para
gasoso. Assim como em outros sistemas de ciclo a-
berto, o elemento que executa o resfriamento está a-
berto ao seu ambiente e não é reutilizado. Diferente-
mente da água ou do gelo, entretanto, os refrigerantes
são raros e caros, bem como prejudiciais para o nosso
meio ambiente. Na maior parte do mundo, é ilegal li-
berá-los diretamente na atmosfera.

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SISTEMAS DE CICLO FECHADO

11 O “sistema” aqui mostrado ilustra por que siste- 12 Adicionar um compressor e um dispositivo me-
mas de refrigeração fechados devem ter dispositivos didor resolve o problema ao torná-lo um sistema de
mecânicos para remover o calor. Não tem nem com- refrigeração mecânica. Esses dois componentes per-
pressor, nem dispositivo medidor. mitirão fazer duas coisas que, sem eles, eram impos-
síveis. Primeiro, o compressor permite adicionar e-
Conforme aprendemos no Módulo 1, o calor flui na- nergia mecânica ao refrigerante, de maneira a forçar
turalmente de uma temperatura mais quente para uma o calor a fluir “para cima”. Segundo, nos permitem
mais fria. Nesse arranjo, porém, o refrigerante ganha criar duas zonas de pressão no mesmo sistema.
calor desde o ar externo e rejeita esse mesmo calor
para o ar interno’. O espaço chegará logo à mesma
temperatura do que o ar externo. O que é realmente
necessário é uma maneira de mover o calor de uma
área de temperatura menor (o ar interno) até uma área
de temperatura maior (o ar externo). Da mesma ma-
neira que para mover-se água para cima, isso é con-
trário às leis da natureza e, conseqüentemente, requer
uma energia mecânica.

Observe também que a serpentina externa desse “sis-


tema” de refrigeração de ciclo fechado transforma o
refrigerante líquido em vapor, enquanto a serpentina
interna condensa o vapor refrigerante em líquido.
Devemos rearranjar as temperaturas e pressões dentro
do sistema para que ocorra exatamente o contrário. A
13 Nosso sistema precisa absorver calor do ar inter-
serpentina interna deve evaporar o líquido refrigeran-
te com a absorção do calor do ar interno. A serpenti- no para manter esse ar mais frio dentro do que fora.
na externa deve condensar o gás refrigerante com a O refrigerante num sistema absorve calor ao evapo-
transferência do calor desde o refrigerante até o ar ex- rar-se. Precisamos um sistema que evaporará o refri-
terno. gerante numa temperatura suficiente baixa para que o
calor flua desde o ar interno até o refrigerante dentro
do evaporador. Num sistema de ar condicionado de
conforto, 4,4ºC é a temperatura de saturação normal
para o refrigerante no evaporador. O calor fluirá para
baixo desde o ar a 24ºC circulando na serpentina até
o refrigerante a 4,4ºC dentro do evaporador. Como a
pressão e as temperaturas de saturação estão direta-
mente relacionadas para todos os fluidos, pode-se fa-
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zer com que o refrigerante evapore na temperatura LADO DE ALTA / LADO DE BAIXA
desejada; para isso basta ajustar a pressão no nível
apropriado. No caso do R-22, uma temperatura de
saturação de 4,4ºC ocorre com uma pressão de 69
PSIG.

15 O compressor e o dispositivo medidor operam


juntos para criar uma zona de pressão alta e uma zo-
na de pressão baixa no mesmo sistema. Permitem
14 Nosso sistema precisa também rejeitar calor que o mesmo refrigerante que evapora a 4,4ºC con-
desde o refrigerante até o ar externo de maneira a dense a 49ºC. Esses dois dispositivos marcam os
remover o calor para fora do prédio e para permitir o pontos divisores entre o lado de alta pressão e o lado
reaproveitamento do refrigerante no evaporador na de baixa pressão, ou, simplesmente, o lado de alta e
próxima vez em que circular pelo sistema. O refrige- o lado de baixa do sistema de refrigeração.
rante rejeita o calor quando se condensa mudando de
gás para líquido. Precisamos de um sistema que con-
densará o refrigerante a uma temperatura o suficien-
temente alta para que o calor flua do refrigerante
dentro da serpentina do condensador até o ar externo
que circula por cima dessa mesma serpentina. Com
uma temperatura externa de 35ºC, a temperatura de
saturação normal para o refrigerante presente num
condensador resfriado a ar é de aproximativamente
49ºC. Assim como no evaporador, a pressão adequa-
da fará com que o refrigerante mude de estado à
temperatura desejada. No caso do R-22, uma tempe-
ratura de saturação de 49ºC ocorre com uma pressão
de 263 PSIG. 16 O diagrama acima nos mostra os componentes
dos lados de alta e baixa do sistema. Situe cada item
mencionado no diagrama quando for abordado.

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SISTEMAS DE CICLO FECHADO

O compressor recebe o gás refrigerante numa pressão


e temperatura baixas (cerca de 4,4ºC) e o comprime.
A descarga do compressor está no lado de alta do sis-
tema. O compressor elevou a pressão até cerca de
263 PSIG e temperatura até 77ºC. Também do lado
de alta está localizada a tubulação de interconexão
que leva o gás quente do compressor até a serpentina
do condensador. Essa tubulação é chamada de linha
de gás quente. A serpentina do condensador está lo-
calizada no lado de alta, assim como a linha de lí-
quido que conecta o condensador ao dispositivo me-
didor. O refrigerante entra no dispositivo medidor 18 Em resumo, os componentes básicos, essenciais,
numa pressão e temperatura altas, porém sai do de um sistema de refrigeração mecânica são:
mesmo numa pressão e temperatura baixas.
1) Um evaporador para absorver o calor no sis-
tema de refrigeração.

2) Um condensador para rejeitar o calor do sis-


tema de refrigeração.

3) Um compressor para estabelecer as pressões


necessárias para forçar o calor a fluir “para
cima”.

4) Um dispositivo medidor de líquido para re-


gular o fluxo do refrigerante e, no processo,
estabelecer dois níveis de pressão.

17 A entrada do dispositivo medidor está no lado de É utilizada uma tubulação para interligar esses com-
ponentes e manter o refrigerante protegido contra a
alta, enquanto a saída fica no lado de baixa do siste-
contaminação do ambiente externo ao sistema. Estão
ma. A serpentina do evaporador também está locali-
disponíveis muito acessórios para o sistema de refri-
zada no lado de baixa do sistema, bem como a linha
geração, mas não são realmente essenciais para sua
de sucção que conecta o evaporador à entrada do
operação. Os abordaremos em outro módulo. Por ora,
compressor. O lado de sucção, ou entrada, do com-
vejamos mais de perto cada um desses quatro com-
pressor é o último item no lado de baixa do sistema.
ponentes básicos.

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19 Os quatro componentes básicos podem ser divi-
didos em dois grupos, cada um com dois itens. O
primeiro grupo são os trocadores de calor, os quais
transferem o calor. O evaporador e o condensador
formam esse grupo. O segundo são os dispositivos
mecânicos que regulam a pressão e o fluxo do refri-
gerante dentro do sistema. O compressor e o disposi-
tivo medidor pertencem a esse grupo.
20 PARE! Complete o Teste de
Conhecimentos. Faça um círculo
nos conhecimentos que exijam
mais estudo. Volte e revise essas
seções mais uma vez.

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TESTE DE CONHECIMENTOS 1
CICLO DE REFRIGERAÇÃO
1. Certo ou Errado? A maneira mais fácil de entender os muitos tipos de sistemas de refrigeração mecâni-
ca comercializados hoje é memorizar os detalhes de cada um deles: __________.
2. A finalidade deste módulo é a familiarização com o _________________________________________

___________________________________________________________________________ mecânica.

3. Defina refrigeração:___________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

4. Para poder ser utilizado como refrigerante, um fluido deve ser:

a. Capaz de absorver o calor evaporando-se à baixa temperatura.


b. Inodoro.
c. Capaz de destruir o calor.
d. Capaz de rejeitar o calor condensando-se à alta temperatura.

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SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO DE CICLO FECHADO

1. Os termos “aberto” e “fechado”, quando utilizados em referência a um sistema de refrigeração mecâ-


nica indicam se:

a. O condicionador de ar está aberto ou fechado ao ar do espaço de ar condicionado.


b. O sistema está ligado (aberto) ou desligado (fechado).
c. O ciclo utiliza um compressor aberto ou hermético.
d. O refrigerante utilizado pelo ciclo está aberto ou fechado ao ambiente que o rodeia.

2. Nosso corpo é resfriado quando a transpiração evapora da nossa pele. Esse é um exemplo de um ciclo
_______________________ de refrigeração.

3. Certo ou Errado? Todos os sistemas de refrigeração mecânica são sistemas de ciclo fechado: ______
4. Qual do seguinte não é razão para utilizar um ciclo fechado de refrigeração?
a. É o mais simples de ser projetado.
b. O refrigerante custa caro.
c. O refrigerante pode ser prejudicial para o meio ambiente.
d. É desejável reutilizar o refrigerante.

5. Liste os quatro componentes básicos que formam qualquer sistema de refrigeração mecânica:
a. _________________________________ c. _________________________________
b. _________________________________ d. _________________________________

6. Liste os componentes que separam o lado de alta do lado de baixa do sistema:


___________________________________________ ______________________________________

7. Liste um componente no lado de alta e um componente no lado de baixa do sistema:

___________________________________________ ______________________________________

8. Liste a (s) linha (s) de refrigerante no lado de alta e no lado de baixa do sistema:
a. Lado de alta ______________________________ b. Lado de baixa ________________________

9. Com a memória, trace um diagrama esquemático do ciclo de refrigeração e indique cada um dos
componentes básicos, bem como as linhas de refrigerante. Coloque setas no diagrama para indicar a
direção do fluxo do refrigerante.

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COMPONENTES DA REFRIGERAÇÃO MECÂNICA

O EVAPORADOR

21 O evaporador é um trocador de calor que transfe- 22 Um evaporador que resfria líquidos é chamado
re o calor desde o ar ou água que circula sobre ele até cooler e é parte de um sistema de refrigeração cha-
o refrigerante presente em seus tubos. O resultado é mado chiller que é projetado para resfriar líquidos,
que o conteúdo de calor do ar ou água que circula so- normalmente a água. O resfriamento de líquidos atra-
bre o evaporador é reduzido enquanto o do refrige- vés de chillers torna-se particularmente interessante
rante aumenta. O evaporador absorve o calor para quando a capacidade do sistema é superior a 100 to-
dentro do sistema de refrigeração. neladas. Sendo utilizado um cooler, o líquido resfria-
do é levado até as áreas necessárias, onde é circulado
Evaporadores podem ser utilizados para resfriar o ar a seguir por serpentinas de água gelada equipadas
ou líquidos. Para trabalhos com capacidade de resfri- com um ventilador (fan coil) e enviado de volta para
amento inferior a 20 toneladas, utiliza-se na maioria o cooler.
das vezes um evaporador resfriado a ar. O ar resfria-
do pelo evaporador é enviado diretamente para o es-
paço condicionado. Um evaporador resfriado a ar é
chamado de serpentina de expansão direta, fre-
qüentemente abreviado serpentina D-X, ou sim-
plesmente evaporador.

23 O evaporador de expansão direta aqui mostrado


é um tipo com tubos aletados comumente utilizado
no condicionamento de ar e na refrigeração comerci-
al. As aletas são finas folhas planas de alumínio afi-
xadas aos tubos de cobre da serpentina. Elas propor-
cionam uma área adicional de transferência de calor
para absorver o calor do ar à medida de sua passagem
sobre a serpentina. Nestes diagrama, algumas foram
retiradas para permitir a visão dos três tubos dentro
da serpentina.

Ar quente (cerca de 27ºC) é puxado para cima da


serpentina pelo ventilador. Ao circular sobre a área
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fria da serpentina (cerca de 12ºC), o calor do ar flui
desde as aletas e tubos da serpentina até o refrigeran-
te. O ar que sai da serpentina é consideravelmente
mais frio do que quando entrou; uma redução de 8 a
14ºC é normal para os sistemas de ar condicionado
de conforto. Esse ar frio pode ser circulado agora de
volta no espaço para absorver mais calor e trazê-lo de
volta até a serpentina.

25 A temperatura e a condição do refrigerante en-


quanto passa no evaporador podem ser traçadas num
diagrama de temperatura–entalpia (T-H). Para o e-
xemplo acima, a linha grossa mostra a condição atual
do refrigerante, enquanto a linha tracejada indica vá-
rias situações possíveis do refrigerante na pressão de
trabalho do evaporador.

24 O refrigerante é fornecido à serpentina por pe-


quenas linhas que conectam o dispositivo medidor ao
evaporador. O diagrama acima mostra uma dessas li-
nhas, ou circuitos. Existem tantos circuitos na ser-
pentinas quantas conexões de líquido houver com a
serpentina.

26 Vemos aqui que o refrigerante entra saturado na


serpentina. Como está à direita do ponto de líquido
saturado, é uma mistura de líquido e gás. Está evapo-
rando (fervendo) a uma temperatura constante en-
quanto atravessa a serpentina. Sua entalpia cresce
num modo constante à medida que mais refrigerante
se transforma em gás. Quando alcança o ponto de va-
por saturado, uma absorção adicional de calor eleva a
temperatura, tornando-o superaquecido.

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COMPONENTES DA REFRIGERAÇÃO ME- O Condensador
CÂNICA
29

O condensador é um trocador de calor que trans-


fere o calor desde o refrigerante que flui em seus tu-
27 Mesmo que a mudança de temperatura desde o bos até o fluido que circula em torno dele. O resulta-
começo até o fim seja pequena (somente 5,5ºC [ou do é que o conteúdo de calor do fluido aumenta, en-
10ºF]), é significativa a mudança da entalpia. Entra a quanto o refrigerante condensa. Esse processo nos
cerca de 42 Btu/lb e sai a cerca de 110 Btu/lb. A mu- permite reutilizar o refrigerante para resfriar o ar ou
dança na entalpia por libra de refrigerante circulado é fluido no evaporador. O condensador rejeita o calor
110 Btu/lb – 42 Btu/lb = 68 Btu/lb. Essa mudança de do sistema de refrigeração.
entalpia é que, em grande parte, determina a capaci-
dade de resfriamento do sistema.

30 Condensadores podem utilizar ar ou água para


28 Para resumir: o refrigerante entra no evaporador
remover o calor do refrigerante. Os condensadores
desde o dispositivo medidor como mistura de líquido que rejeitam o calor para o ar são chamados de con-
e vapor saturado, com pressão baixa, temperatura densadores resfriados a ar, enquanto os que rejei-
baixa, em sua maior parte como líquido. Sai do eva- tam calor para a água são os condensadores resfria-
porador como um gás superaquecido, de baixa tem- dos à água.
peratura e pressão. O refrigerante que sai do evapora-
dor vai até a entrada do compressor. Para os trabalhos com capacidade de resfriamento in-
feriores a 100 toneladas, os condensadores mais fre-
qüentemente utilizados são os resfriados a ar. Quanto
maior a capacidade de trabalho, mais provável será o
uso de condensadores à água. Os sistemas com capa-
cidade de resfriamento superior a 100 toneladas e que
utilizam coolers para resfriar a água costumam utili-
zar condensadores resfriados à água. A grande maio-

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ria dos equipamentos residenciais e comerciais leves O refrigerante é levado até a serpentina do condensa-
utiliza, condensadores de ar. dor por uma linha de gás quente que vem da descarga
do compressor. Dependendo do tamanho da serpenti-
na, pode haver uma conexão única ou múltipla desde
um coletor de gás, conforme mostrado aqui. O trajeto
do refrigerante na serpentina é mostrado aqui para
um circuito único, embora possa haver tantos circui-
tos quantas conexões de gás quente houver com a
serpentina.

31 O condensador a ar mostrado acima é do tipo de


tubo e aletas comumente utilizado no condiciona-
mento de ar e na refrigeração comercial. Observe
como seus tubos, aletas e construção em geral são
semelhantes aos da serpentina (de evaporador) D-X
mostrada antes. As serpentinas do condensador são
fabricadas em tamanhos e formas variadas. Em ter-
mos de estilo, as aletas normalmente são finas e pla- 33 A temperatura e condição do refrigerante durante
nas, como as mostradas. Algumas das aletas foram sua passagem pelo condensador podem ser traçadas
retiradas no desenho para permitir a visão dos três num gráfico de temperatura–entalpia (T-H). A linha
tubos na serpentina. grossa mostra a condição real do refrigerante R-22
com uma pressão do condensador de 263 PSIG. Du-
rante a condensação, o conteúdo de calor diminui de
cerca de 125 Btu/lb para 42 Btu/lb; isso gera uma di-
ferença de entalpia de cerca de 83 Btu/lb. Essa perda
de calor do refrigerante é cerca de 22% mais alta do
que a entalpia ganha no evaporador. A razão dessa
diferença é que calor é adicionado ao refrigerante a-
pós sua saída do evaporador. O compressor adiciona
esse calor ao comprimir o gás vindo do evaporador.
O condensador deve remover o calor adicionado pelo
compressor, bem como o calor ganho no evaporador,
de maneira a devolver ao refrigerante sua condição
apropriada para voltar a entrar no evaporador como
mistura de líquido e vapor.
32 À medida que o ar externo (cerca de 35ºC) é pu-
xado sobre a serpentina pelo ventilador do condensa-
dor, o calor flui desde o refrigerante quente até o ar.
Embora o ar externo esteja a uma temperatura relati-
vamente alta, a alta pressão gerada pelo compressor
torna o refrigerante levemente mais quente (tempera-
tura de saturação de 49ºC ou temperatura efetiva de
77ºC com o superaquecimento) do que o ar, de ma-
neira que o calor é transferido do refrigerante para o
ar.

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COMPONENTES DA REFRIGERAÇÃO ME-
CÂNICA

36 Essa bomba manual mostra de maneira simples o


que o compressor faz ao gás refrigerante. Na parte
superior, o pistão está aberto e o cilindro contém um
34 O refrigerante é submetido a um processo de grande volume de gás R-22 de baixa temperatura
transferência de calor inicialmente sensível, a seguir (10ºC) e pressão (69 PSIG). O gás está superaquecido
latente, e, em último, sensível, à medida de sua pas- porque a temperatura de saturação, para uma pressão
sagem no condensador. Em outras palavras, o con- de 69 PSIG, é 4,4ºC. Para encontrar o superaqueci-
densador de-superaquece, condensa, e subresfria o re- mento, subtraia a temperatura de saturação das tem-
frigerante. Um subresfriamento é adicionado no con- peraturas efetivas (S.H. = AT – ST). Essas condições
densador, em nosso caso 9ºC (15ºF). são as típicas do gás num sistema de condicionamen-
to de ar de conforto quando entra no compressor após
O refrigerante entra no condensador desde a saída do ter saído do evaporador.
compressor. Ao sair do condensador, flui até um dis-
positivo medidor. A entalpia do refrigerante ao sair Na parte inferior do desenho, o pistão foi empurrado;
do condensador é a mesma do que a da entrada no comprimindo assim o gás num espaço muito peque-
evaporador (42 Btu/lb). Voltaremos a essa questão no. A pressão subiu até 263 PSIG, e a temperatura se
mais tarde. elevou a 74ºC. Agora, o refrigerante é um gás supe-
raquecido de alta temperatura e pressão. O gás conti-
O Compressor nua superaquecido, pois a temperatura de saturação,
para uma pressão de 263 PSIG, é 49ºC. Essa condi-
ção é típica do gás que sai do compressor para entrar
no condensador em sistemas com condensação a ar.

35 O compressor é um dispositivo mecânico que


aumenta a pressão entre o lado de baixa e o lado de
alta do sistema de refrigeração. Recebe do evapora-
dor o gás superaquecido, de baixa temperatura e
pressão, e comprime e o descarrega como gás supe-
raquecido, de alta temperatura e pressão.

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Às vezes, a queda de pressão do lado de alta para o
lado de baixa é totalmente realizada pelo dispositivo
medidor; outras vezes, é o resultado combinado do
dispositivo medidor e do distribuidor. Para maiores
detalhes sobre dispositivos medidores, veja o módulo
8 - Medidores.

Quando o líquido subresfriado e de alta temperatura e


pressão vindo do condensador passa pelo dispositivo
medidor, torna-se uma mistura, de baixa pressão e
temperatura, de 80% de líquido saturado e 20% de
vapor saturado.
37 A compressão de um gás refrigerante requer o
fornecimento constante de energia por um motor elé-
trico ou por outra fonte de força que gera o calor que Resumo dos componentes
será adicionado ao gás. Este calor é chamado calor
de compressão. Conforme já mencionamos na dis-
cussão sobre o condensador, esse calor, mais o calor
absorvido no evaporador, deve ser removido do refri-
gerante no condensador. Usualmente, o calor de
compressão adiciona cerca de 22 a 30% ao calor ab-
sorvido no evaporador.

O dispositivo medidor de líquido

39 Resumamos as funções dos quatro principais


componentes do ciclo de refrigeração olhando para as
condições do refrigerante em torno do sistema. Essas
condições são típicas de um sistema de ar condicio-
nado de conforto que usa o R-22 como refrigerante.
Elas valem para a carga e a capacidade de pico.

O evaporador absorve o calor do espaço condiciona-


do através do refrigerante. O calor gera a evaporação
38 O dispositivo medidor é um dispositivo mecâni- do refrigerante, que passa de uma mistura de líquido
co que gera uma queda de pressão. No processo, esse e vapor saturado, de temperatura baixa (4,4ºC) e
dispositivo regula o fluxo do refrigerante. Separa o pressão baixa (69 PSIG) a um gás superaquecido de
lado de alta e o lado de baixa do sistema de refrigera- baixa temperatura (10ºC) e baixa pressão (69 PSIG).
ção.

O líquido subresfriado e de alta temperatura e pressão


vindo do condensador entra no dispositivo medidor e
por uma pequena abertura penetra numa área maior.
À medida da entrada nessa área maior, a pressão e
temperatura do refrigerante caem rapidamente ao ní-
vel com que entrará no evaporador.

São variados os tipos de dispositivos medidores utili-


zados nos atuais sistemas de refrigeração mecânica.
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COMPONENTES DA REFRIGERAÇÃO ME-
CÂNICA

42 O dispositivo medidor recebe esse líquido e, para


regular seu fluxo até o evaporador, o submete a uma
queda de pressão. No processo, o refrigerante se
40 Ao entrar no compressor, esse gás é reduzido em transforma em uma mistura de líquido e vapor satu-
volume antes de ser comprimido, para sair do com- rado de baixa temperatura (4,4ºC) e pressão (69
pressor como gás superaquecido, de alta temperatura PSIG).
(77ºC) e alta pressão (263 PSIG).
43 PARE! Complete o Teste de
Conhecimentos. Faça um círculo
nos conhecimentos que exijam
mais estudo. Volte e revise essas
seções mais uma vez

41 Enquanto esse gás atravessa o condensador, o ca-


lor é rejeitado do refrigerante, de maneira que este úl-
timo se transforma em líquido subresfriado de alta
temperatura (40,5ºC) e pressão (263 PSIG).

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TESTE DE CONHECIMENTOS 2
COMPONENTES DA REFRIGERAÇÃO MECÂNICA
1. Qual é a finalidade de um evaporador? __________________________________________________
_________________________________________________________________________________
2. Para um evaporador resfriado a ar, o calor flui “montanha abaixo” desde o
__________________________ até o ________________________________.
3. A diferença entre uma serpentina D-X e um cooler é:
a. Não há nenhuma diferença.
b. Um contém refrigerante, o outro, não.
c. Um resfria o ar, o outro resfria líquidos.
d. Um evapora um refrigerante, o outro evapora água.
4. Descreva as condições do refrigerante quanto entra e deixa o evaporador:
Entrada: b. Saída:
temperatura ____________________ temperatura ____________________
pressão ____________________ pressão ________________________
mistura de vapor / líquido ____________________ gás ___________________________
5. Para o R-22 num sistema de resfriamento a ar com o ar externo a 35ºC, uma pressão típica no evapo-
rador é de aproximativamente ______________ PSIG. A temperatura de entrada do refrigerante no
evaporador é aproximativamente ___________ ºC; a de saída é cerca de ____________ ºC.
6. Em que aspectos o condensador é semelhante ao evaporador?
a. Ambos absorvem calor para o sistema.
b. Ambos transferem calor.
c. Ambos rejeitam calor do sistema.
d. Ambos contém refrigerante.
e. O calor flui “para baixo” para ambos.
f. Ambos operam com a mesma pressão e temperatura.
7. Os dois tipos mais comuns de condensador são o _______________________________________ e o
_____________________________________________________.
8. Um mecânico trabalhando sobre um sistema com menos de 100 toneladas de capacidade de resfria-
mento trabalha mais provavelmente em condensadores resfriados a _______________________.
9. Ao circular por um condensador, o refrigerante passa por um processo de transferência de calor inici-
almente sensível, a seguir latente, e novamente sensível chamado:
a. Subresfriamento, condensação e desuperaquecimento.
b. Condensação, desuperaquecimento e subresfriamento.
c. Desuperaquecimento, condensação, e subresfriamento.
d. Desuperaquecimento, subresfriamento, e condensação.

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10. Para um condensador resfriado a ar, o calor flui do ______________ até o _____________.
11. Descreva as condições do refrigerante na entrada e saída do condensador
a. Entrada: b. Saída:
temperatura ____________________ temperatura ____________________
pressão ____________________ pressão ____________________
gás ____________________ líquido ____________________
12. Para o R-22 num sistema de resfriamento a ar com o ar externo a 35ºC, uma pressão típica no conden-
sador é de aproximativamente ______________ PSIG. A temperatura de entrada do refrigerante deve
ser aproximativamente ___________ ºC; a de saída cerca de ____________ ºC.
13. Quais as duas coisas que elevam a temperatura do refrigerante no compressor?
a. O movimento de suas partes internas.
b. O aumento na pressão eleva a temperatura de saturação.
c. Reações químicas no refrigerante.
d. O trabalho feito pelo compressor sobre o gás.
14. Certo ou Errado? O compressor mais o dispositivo medidor permitem que o sistema force o calor a
fluir “para cima”. ____________________.
15. Qual é a finalidade do compressor? _____________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
16. Qual é a finalidade do dispositivo medidor? ______________________________________________
______________________________________________________________________________________
17. Descreva as condições do refrigerante ao entrar e sair do compressor:
a. Entrada: b. Saída:
temperatura ____________________ temperatura ____________________
pressão ____________________ pressão ____________________
gás ____________________ líquido ____________________
18. Descreva as condições do refrigerante ao entrar e sair do dispositivo medidor:
a. Entrada: b. Saída:
temperatura ____________________ temperatura ____________________
pressão ____________________ pressão ____________________
gás ____________________ mistura líquido/vapor __________________

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COMO LER GRÁFICOS P-H
Diagrama T-H
Para quê preocupar-se? Diagrama T-H

44 Pode-se fazer a pergunta de “Por que deveria 45 Vejamos agora um exemplo conhecido de tem-
preocupar-me em aprender a ler gráficos de pressão- peratura contra entalpia e partindo dali entenderemos
entalpia?” Pergunta boa, considerando-se o tempo a relação entre pressão e entalpia mostrada num dia-
limitado e precioso. O uso de gráficos P-H é uma ha- grama P-H.
bilidade importante, cuja introdução foi dada no pro-
grama GTAC I, Módulo 1 (Introdução à Refrigera- Aqui está um diagrama T-H para o R-22 a 69 PSIG,
ção) e Módulo 2 (Temperatura e Pressão). Ali, fize- que é o normal para o evaporador de um sistema
mos gráficos do calor através de gráficos de tempera- condicionador de ar de conforto. A temperatura de
tura-entalpia (T-H). Nesse módulo utilizamos os dia- saturação, ou ponto de ebulição, é 40º F (ou 4,4ºC) a
gramas T-H também para mostrar a transferência de 69 PSIG.
calor para o evaporador e o condensador. Agora, re-
passaremos esse entendimento do diagrama T-H para
o diagrama P-H pelas seguintes razões:

1) Ajudar na resolução de problemas num sis-


tema de refrigeração mecânica.

2) Ajudar a ver as funções para cada parte do


sistema de refrigeração mecânica e como as
mesmas trabalham juntas para alterar a pres-
são e mover o calor.

3) Ajudar a prever as pressões e temperaturas


esperadas em diversos pontos do sistema.

4) Propiciar uma ferramenta importante para


aprender outros princípios sobre o sistema de
refrigeração que serão apresentados nos pró-
ximos módulos.

Pode-se trabalhar sem entender um diagrama P-H,


porém dominar essa técnica e utilizá-la facilita nossa
tarefa, assegura o sucesso e a vantagem da mesma.

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COMO LER DIAGRAMAS P-H

48 Neste diagrama, mostramos as pressões em PSIA


46 Alterando-se a pressão, a curva T-H será diferen- em vez de PSIG. PSIA sempre é utilizado nos dia-
te pois o ponto de ebulição de qualquer fluido é de- gramas P-H, conforme aprendemos no Módulo 2.
terminado pela pressão. Ai está, por exemplo, um di-
agrama T-H que na verdade é três diagramas T-H em
um. Representamos apenas a parte de saturação.
Mostra a relação T-H para um refrigerante R-22 satu-
rado a 102 PSIG, 69 PSIG, e 43 PSIG. Quanto maior
a pressão, maior a temperatura de saturação; quanto
menor a pressão, menor a temperatura de saturação.
A 102 PSIG, a temperatura de saturação é 15,5º C; a
69 PSIG, é 4,4º C, e, a 43 PSIG, é -6,6º C.

49 Quando todos os pontos do líquido saturado estão


conectados, eles formam uma linha de líquido satura-
do. O mesmo vale para os pontos do vapor saturado. O
espaço entre essas linhas é uma mistura de líquido e
vapor.

Ao fazermos este diagrama, traçamos muitos diagra-


mas em um único diagrama, assim como fizemos pa-
ra as pressões do diagrama anterior. Isso não é errado
47 Poderíamos continuar acrescentando linhas para e não é para esse uso que um diagrama T-H foi pre-
o R-22 em diversas pressões, como fizemos aqui. Na visto.
verdade, se quiséssemos, poderíamos traçar uma li-
nha de saturação separada para cada libra de pressão.
Isso torna mais fácil e mais rápido associar a pressão
com a temperatura de saturação.

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Diagramas P-H

52 Neste diagrama P-H, as linhas de temperatura de


saturação foram plotadas com incrementos de cinco
50 Em vez de tornar nosso diagrama T-H cada vez graus. A temperatura de 40ºF (4,4ºC) foi estendida
mais complicado, podemos traçar facilmente a pres- além dos pontos de saturação para mostrar a forma
são absoluta (PSIA) em vez da temperatura para fazer normal de todas as linhas de temperatura.
um único diagrama P-H. A pressão é traçada na esca-
la vertical do gráfico e as temperaturas de saturação Como vemos neste diagrama, o refrigerante a 40ºF
estão inscritas nas linhas horizontais. Esses são os (4,4ºC) pode existir em quase qualquer condição. Po-
mesmos pontos e linhas de saturação do diagrama T- de ser um líquido subresfriado quando na área su-
H que acabamos de ver. bresfriada do diagrama P-H. O ponto A é um exem-
plo disso. Pode também ser um líquido puro, satura-
do (ponto B), um vapor puro saturado (ponto D), ou
uma mistura de ambos (ponto C). Pode também ser
um gás superaquecido, conforme ilustrado no ponto
E. Saber apenas a temperatura do refrigerante não é o
bastante para determinar sua condição.

Vendo o invisível

51 A área entre as linhas de líquido saturado e do


vapor saturado mostra misturas de líquido e vapor sa-
turado. Nessa área de misturas, quanto mais próxima
da linha do líquido saturado a condição do refrigeran-
te estiver, maior a quantidade de líquido presente. In-
versamente, quanto mais próxima da linha de vapor
saturado a condição do refrigerante estiver, maior a
presença de vapor. À esquerda da linha do líquido sa-
53 O diagrama P-H permite “ver o invisível”. A
turado, podemos ver a linha do líquido subresfriado.
À direita da linha do vapor saturado, são representa- maior parte dos serviços no lado do refrigerante de
das as condições do gás superaquecido. um sistema requer que se saiba quais as condições do
refrigerante em diversos pontos. Deve-se conhecer
sua temperatura, sua pressão e seu estado físico.

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COMO LER DIAGRAMAS P-H

56 Até agora, vimos que o diagrama P-H pode ser


utilizado para encontrar rapidamente a pressão que
54 Com um medidor eletrônico de temperatura, combina com qualquer temperatura de saturação para
pode-se ler a temperatura do refrigerante em muitos um refrigerante. Também permite encontrar as con-
pontos do sistema. Com apenas a temperatura, po- dições de todos os refrigerantes quando a temperatura
rém, não se sabe se o refrigerante está sob alta ou e a pressão são sabidas. Uma terceira finalidade de
baixa pressão, ou se está subresfriado, saturado, ou um diagrama P-H é traçar, em um diagrama, o de-
superaquecido. Estando saturado, não se saberá se é sempenho de todos os componentes do sistema de re-
um líquido saturado, um vapor saturado, ou uma mis- frigeração. Plotar o sistema nos permite visualizar o
tura de ambos. Como não se pode ver realmente den- que cada parte do sistema está fazendo em termos de
tro do sistema, o diagrama P-H fornece os “olhos” de pressão, conteúdo de calor, e temperatura do refrige-
que precisamos para “ver” outras condições do rante enquanto circula no sistema. Nos ajuda também
refrigerante além da temperatura. a obter o retrato fiel de como cada componente opera
com os outros componentes do sistema, e como os
afeta.

55 A leitura de uma temperatura de 40ºF (4,4ºC)


para o refrigerante não nos dirá, por si só, as outras
condições do refrigerante. Mas, se soubermos tam-
bém que sua pressão é 55,3 PSIG, isto é, 70 PSIA
(55,3 PSIG + 14,7 PSI = 70 PSIA) e se usarmos o di-
agrama P-H associado, sabemos que o refrigerante
está no ponto “E”, ou seja, um gás superaquecido.
Podemos ver também com esse diagrama P-H que o
refrigerante está superaquecido de aproximadamente
0ºF (5,5ºC), pois a temperatura de saturação a 70
PSIA é em torno de 30ºF (–1,10ºC). Nossa amostra
está a 40ºF (4,4ºC), isto é, 10ºF (5,5ºC) maior.

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Ciclo simples mos o refrigerante dentro do sistema no diagrama P-
H.

57 Aqui está uma visão de como será a representa-


ção do refrigerante num diagrama P-H para a totali- 59 Começando na entrada no evaporador (ponto 1),
dade do sistema. Este diagrama mostra o traçado do o refrigerante está à temperatura de saturação. Isso
sistema da maneira mais simples, com um lado do concorda com uma leitura manométrica de cerca de
traçado combinando com cada um dos quatro com- 69 PSIG, que eqüivale a 83,7 PSIA (69 PSIG + 14,7
ponentes básicos de um ciclo de refrigeração. PSI). No diagrama P-H, pode-se ver que, neste e-
xemplo, o refrigerante que entra no evaporador é
A discussão passo-a-passo que segue mostra os
80% líquido saturado e 20% vapor saturado; isso é
mesmo princípio com maiores detalhes. Estão em
típico de um sistema condicionador de ar de conforto.
destaque as condições do refrigerante na entrada e na
saída de cada componente.

Tanto este traçado como o mais detalhado a seguir


são um pouco mais simples do que na realidade, pois Evaporador
ignoram as perdas de pressão do refrigerante na tubu-
lação do refrigerante, bem como no evaporador e no
condensador. Também ignoram o ganho e perda de
calor na tubulação do refrigerante. Mesmo sem esses
ajustes, nossos traçados são razoavelmente precisos.

60 À medida que circula no evaporador, o refrige-


58 Isso mostra como os quatro componentes bási- rante absorve calor, aumentando pois sua entalpia
cos do ciclo de refrigeração combinam com a repre- (conteúdo de calor). Podemos ver isso no diagrama
sentação do ciclo que acabamos de ver no diagrama P-H através da linha traçada à direita do ponto 1. O
P-H. Os mesmos valores serão utilizados no diagra- refrigerante sai do evaporador no ponto 2. Sua ental-
ma P-H detalhado a seguir. Utilize esses valores jun- pia muda de 42 Btu/lb para 110 Btu/lb, um total de
to com essa imagem simples enquanto acompanha-
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COMO LER DIAGRAMAS P-H Condensador
68 Btu/lb. Em outras palavras, cerca de 68 Btu/lb se-
rão absorvidos pelo evaporador no refrigerante para
cada libra de refrigerante circulando no sistema. Isso
é que permite que o sistema realize seu trabalho de
resfriamento. A quantidade de calor absorvida pelo
evaporador por libra de refrigerante circulando cha-
ma-se o efeito de refrigeração do sistema.

Ao sair do evaporador, o refrigerante já começou a


superaquecer. É um gás superaquecido, de baixa
temperatura, baixa pressão, à temperatura efetiva de
cerca de 10 ºC ( 50ºF).

Compressor 62 Após sair do compressor no ponto 3, o gás supe-


raquecido, de alta temperatura e pressão, entra com
basicamente essas mesmas condições no condensa-
dor. Sua temperatura de saturação é de 49ºC (120ºF).
Isso combina com uma leitura manométrica de apro-
ximadamente 263 PSIG, que é o mesmo que 277,7
PSIA, conforme mostrado em nosso diagrama.

À medida que o condensador remove calor do refri-


gerante, a entalpia deste diminui. Movendo até a es-
querda do ponto 3 em nosso diagrama P-H, primeiro
o refrigerante perde seu superaquecimento para tor-
nar-se um vapor saturado. À medida que continua
perdendo calor, sua condição se move para a esquer-
61 Ao sair do evaporador no ponto 2, o gás entra no da da linha de vapor saturado para tornar-se uma mis-
compressor e passa a ser um gás superaquecido de altas tura de líquido e vapor saturado saturado. O vapor re-
temperatura e pressão. Sai do compressor no ponto 3. frigerante está mudando de estado; isto é, condensa-
O compressor elevou a pressão do refrigerante de 83,4 se de vapor em líquido. Ao ser alcançada a linha de
PSIA (69 PSIG + 14,7 PSI) para 277,7 PSIA (263 PSIG líquido saturado, todo o vapor se tornou líquido satu-
+ 14,7 PSI). Junto com essa mudança na pressão ocorre rado. À medida que mais calor é rejeitado, o refrige-
uma alteração na temperatura de saturação, que sobe rante se torna subresfriado. Sai do condensador (pon-
de 4,4ºC (40ºF) para 49ºC (120ºF). Agora, o gás está to 4) como um líquido subresfriado, de alta pressão e
superaquecido em aproximadamente 74ºC (165ºF). As- alta temperatura (40,5ºC ou 105ºF).
sim sendo, ele contém aproximadamente 25ºC (74ºC –
49ºC = 25ºC) ou 45ºF (165ºF – 120ºF) de superaque- A mudança total no conteúdo de calor do refrigerante
cimento. causada pelo condensador é de aproximadamente 83
Btu/lb. Entra com 125 Btu/lb para sair com aproxi-
A entalpia do refrigerante aumentou de aproximada-
madamente 42 Btu/lb (125 – 42 = 83). O condensa-
mente 110 Btu/lb na entrada do compressor (ponto 2)
dor rejeita do refrigerante o calor absorvido pelo eva-
para aproximadamente 125 Btu/lb n saída do com-
porador (o “Efeito Refrigerante”) mais (+) o calor a-
pressor (ponto 3). Calor foi agregado ao refrigerante,
gregado pelo compressor (o “calor de compressão”).
porque o compressor trabalhou sobre o gás para au-
Deve lidar com o calor do compressor, enquanto o
mentar sua pressão. Esse calor adicional é chamado
evaporador não precisa fazer isso. O resultado é que
de calor de compressão. Neste exemplo, eqüivale a
os condensadores costumam trocar aproximadamente
aproximadamente 15 Btu/lb (125 Btu/lb – 110
20 a 30% mais calor do que os evaporadores.
Btu/lb), ou aproximadamente 22% de calor adicional
em relação ao calor absorvido no evaporador.

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Dispositivo Medidor O QUE VEM A SEGUIR

63 O líquido que sai do condensador entra no dis- 64 O próximo módulo, Sistemas de Refrigeração,
nos familiarizará com os tipos de sistemas que utili-
positivo medidor com basicamente as mesmas condi-
zam o ciclo da refrigeração. Esses sistemas têm con-
ções (ponto 4). Agora passa por uma abertura restrita.
figurações, dimensões e conjuntos variados. Assim,
Que faz com que a pressão baixe até o nível do eva-
você poderá reconhecer rapidamente com que tipo de
porador. A pressão cai de aproximadamente 277,7
sistema estará lidando.
PSIA na entrada do dispositivo medidor para apro-
ximadamente 83,4 PSIA na entrada do evaporador
(ponto 1). Junto com essa mudança da pressão ocorre
uma mudança na temperatura de saturação, que cai
de 49ºC a 4,4ºC (120ºF para 40ºF).

Não há mudança de entalpia no refrigerante enquanto


passa no dispositivo medidor. A distância percorrida
é curta e a passagem é rápida.

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GANHANDO CONFIANÇA

65 Este é um bom momento para verificar o que


aprendeu no estudo deste material. Revise os conhe-
cimentos mostrados no INVENTÁRIO DE
CONHECIMENTOS no fim deste módulo. Deve in-
centivar você saber que o seu conhecimento do as-
sunto é maior do que quando começou este módulo.
Existem provavelmente algumas áreas nas quais você
precisa de mais revisão. A repetição é uma parte
normal de qualquer processo de aprendizado. Por que
não marcar essas áreas que exigem uma maior revi-
são? Volte e revise mais uma vez essas seções; a se-
guir, responda às perguntas do TESTE DE
CONHECIMENTOS pertinentes.

Neste módulo foram-lhe apresentados muitos concei-


tos novos sobre o ciclo de refrigeração. Mantenha-o
ao seu alcance para poder consultá-lo sempre que ne-
cessário.

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TESTE DE CONHECIMENTOS 3
COMO LER DIAGRAMAS P-H
1. Temperatura de saturação é:
a. Outra palavra para ponto de ebulição.
b. A temperatura de um fluido onde qualquer calor extra adicionado gera uma alteração de estado físico.
c. O ponto em que um fluido é metade líquido, metade vapor.
d. A temperatura em que um refrigerante pode absorver uma quantidade maior de óleo.
2. O que a pressão tem a ver com a temperatura de saturação?
a. Não tem nada a ver.
b. A temperatura determina a pressão.
c. A pressão determina a temperatura de saturação.
d. À medida que a pressão se eleva, a temperatura de saturação diminui.
e. À medida que a pressão diminui, a temperatura de saturação diminui.
3. A diferença entre um refrigerante líquido subresfriado e saturado é que:
a. O líquido saturado tem uma temperatura mais alta.
b. A temperatura do líquido subresfriado está acima da temperatura saturada.
c. Quando aquecido, o líquido subresfriado mudará de estado, mas não o líquido saturado.
d. Quando aquecido, o líquido saturado mudará de estado, mas não o líquido subresfriado.
4. Um refrigerante em condição de mistura é composto por um ______________ saturado e por um
_____________ saturado.
5. Seu medidor eletrônico de temperatura mostra que a temperatura do refrigerante num evaporador é de
4,4ºC. Sua condição é:
a. Líquido saturado.
b. Líquido superaquecido.
c. Mistura de líquido e vapor saturado saturado.
d. Para ter certeza, é necessário saber a pressão.
6. 70 PSIG = _________________ PSIA.
7. Num sistema com R-22, onde pode-se esperar encontrar uma pressão de 70 PSIG?
8. Trace um diagrama P-H mostrando um ciclo simples de refrigeração. Dê um título à linha que represen-
ta cada um dos quatro componentes básicos.

9. Utilizando o diagrama P-H da figura 55 deste Módulo, encontre a condição do refrigerante quando seu
manômetro indica 70 PSIG e a temperatura do refrigerante é de aproximadamente 15,5ºC.

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RESPOSTAS DOS TESTES DE CONHECIMENTOS

TESTE 1
CICLO DE REFRIGERAÇÃO
1. Errado. A maneira mais fácil é aprender os conceitos
básicos da refrigeração mecânica, os quais são (Parágrafo 3)
os mesmos para cada sistema.
2. Ciclo de refrigeração (Parágrafo 2)
3. Refrigeração é resfriamento por remoção do calor.
Mais especificamente, é a transferência do calor desde (Parágrafo 5)
um local onde não é desejado para outro onde não há
objeção
4. a, d (Parágrafo 6)

SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO DE CICLO FECHADO


1. d (Parágrafo 8)
2. Aberto (Parágrafo 9)
3. Certo (Parágrafo 11)
4. a (Parágrafo 10)
5. Compressor, condensador, dispositivo medidor, (Parágrafo 18)
evaporador (em qualquer ordem)
6. a. Compressor
b. Dispositivo Medidor (Parágrafo 15)
7. a. Condensador
b. Evaporador (Parágrafos 16, 17))
8. a. Linha de gás quente / linha de líquido (Parágrafos 16, 17)
b. Linha de sucção
9. (Parágrafo 19)

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TESTE 2
COMPONENTES DE REFRIGERAÇÃO MECÂNICA
1. A função do evaporador é absorver calor para
dentro do sistema de refrigeração (Parágrafo 21)
2. ar; refrigerante (Parágrafo 23)
3. c (Parágrafos 21, 22)
4. a. baixa; baixa; saturado (Parágrafo 28)
b. baixa; baixa; superaquecido
5. 20; 4,4; 10 (Parágrafo 39)
6. a, c, f (Parágrafos 21, 29)
7. resfriado a ar; resfriado à água (Parágrafo 30)
8. ar (Parágrafo 30)
9. c (Parágrafo 34)
10. refrigerante; ar (Parágrafo 29)
11. a. alta; alta; superaquecido (Parágrafos 40, 41)
b. não tão alta; alta; subresfriado
12. 263 PSIG; 76ºC; 40ºC (Parágrafos 32, 33)
13. b, d (Parágrafo 37)
14. Certo (Parágrafos 35, 38)
15. A função do compressor é elevar a pressão do refri-
gerante desde o lado de baixa para o lado de alta (Parágrafo 35)
16. A função do dispositivo medidor é regular o fluxo (Parágrafo 38)
de refrigerante até o evaporador
17. a. baixa; baixa; superaquecido (Parágrafos 39, 40)
b. alta; alta; superaquecido
18. a. alta; alta; subresfriado (Parágrafos 41, 42)
b. baixa; baixa; saturado

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TESTE 3
1. a, b (Parágrafo 46)
2. c, e (Parágrafo 46)
3. a, d (Parágrafo 52)
4. líquido; vapor (Parágrafo 49)
5. d (Parágrafo 54)
6. 84,7 PSIA (70 + 14,7) (Parágrafos 55, 59)
7. evaporador (Parágrafos 59)
8. (Parágrafo 57)
CONDENSADOR

DISPOSITIVO
MEDIDOR COMPRESSOR

EVAPORADOR

H
9. gás superaquecido (Parágrafo 55)

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INVENTÁRIO DOS CONHECIMENTOS
TEMPERATURA E PRESSÃO

No fim do estudo do material deste módulo, você deve poder:


1. Definir a refrigeração em seus termos mais simples
2. Identificar as características que distinguem um refrigerante de qualquer outro fluido.
3. Explicar como a transferência do calor latente executa a maior parte do trabalho feito no evapora-
dor e no condensador.
4. Dar um exemplo de um ciclo de refrigeração aberto.
5. Dar um exemplo de um ciclo de refrigeração fechado.
6. Dar duas razões pelas quais ciclos fechados de refrigeração devem também ser mecânicos para po-
der funcionar corretamente.
7. Traçar, de memória, o diagrama de um ciclo de refrigeração; designar seus componentes e linhas de
refrigerante; indicar o fluxo do refrigerante através de setas.
8. No diagrama do ciclo, designar os itens no lado de alta e no lado de baixa do sistema.
9. Dar a lista, de memória, dos quatro componentes básicos de um sistema de refrigeração mecânica e
a função de cada um.
10. Explicar como o calor é transferido até o refrigerante no evaporador.
11. Dizer a diferença entre uma serpentina D-X e um cooler.
12. Expressar, em graus centígrados, o superaquecimento fornecido pela maioria dos evaporadores.
13. Dar a lista das temperaturas de entrada e saída do ar típicas num evaporador à plena capacidade.
14. Explicar como o calor é transferido do refrigerante no condensador.
15. Descrever a diferença entre condensadores a ar e à água.
16. Expressar, em graus centígrados, o subresfriamento fornecido pela maioria dos condensadores.
17. Mencionar duas coisas que fazem com que aumente a temperatura do refrigerante no compressor.
18. Dizer como o compressor mais o dispositivo medidor permitem que um sistema de refrigeração
mecânica movam o calor “para cima”.
19. Definir a saturação.
20. Relacionar a pressão com a temperatura de saturação.
21. Dizer a diferença entre líquido subresfriado e um líquido saturado.
22. Dizer a diferença entre um gás superaquecido e um vapor saturado.
23. Traçar um diagrama P-H simples mostrando um ciclo simples de refrigeração. Designar suas áreas
subresfriadas, saturadas, e superaquecidas.
24. No diagrama P-H, designar as linhas que representam cada componente.
25. Determinar a condição do refrigerante através do diagrama P-H.

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