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Todos somos Mestres

Bob and Donna Sellers - White Bird In A Golden Cage Com


certa frequência paro de seguir pessoas que só postam
dramas e negatividades e escolho ler artigos que elevem
minha consciência e vibração, buscando assim exercer meu
livre arbítrio e escolher conscientemente o universo onde
quero estar. Porém dentre outros assuntos que vi esta
semana, assisti também um relato de uma menina Alemã de
16 anos assustadíssima com a onda de abusos e preconceito
às mulheres alemãs por parte dos refugiados islâmicos.
Resolvi então escrever algo para organizar melhor meus
sentimentos e tentar amenizar meu mal estar sobre o
assunto, segue minha conclusão: Todos somos Mestres...
Seres incríveis que escolheram as mais criativas formas de se
iludirem e criarem os desafios mais mirabolantes apenas
para se conhecerem e enfim se reencontrarem. As
dificuldades como doenças, miséria, cataclismos e tragédias
que nos submetemos são distorções tão grandes do amor
Divino com o qual fomos Criados que só mesmo seres muito
poderosos poderiam conseguir manifestar isso. Tudo isso
para gerarmos os contrastes necessários para nos
percebermos, como a tinta impressa deixa sua marca neste
papel tornando possível sua leitura. Todos somos fragmentos
do mesmo Criador, partículas do Todo, consciências
individualizadas que retêm em si as mesmas características
do próprio Criador. Enquanto na Unidade e sem uma Criação
que nos refletisse, não sabíamos quem éramos. Éramos o
Todo, o puro amor mas não nos conhecíamos, não
percebíamos nossos diferentes aspectos, características e
capacidades que possuíamos. Não tínhamos forma ou nada
que pudesse nos contrastar para nós mesmos. Foi necessário
então esta experiência onde criamos a ilusão da separação,
onde pela primeira vez nos vimos como indivíduos, cada um
com inclinações e características diferentes, destinados a
criarmos cada um seu próprio caminho de autodescoberta.
Por isso a diversidade é tão necessária para esta experiência,
pois cada um representa um aspecto do Todo e do próprio
Criador que precisa conhecerse. Se existisse um só caminho
correto, apenas uma pessoa no mundo já seria necessária
para concluir esta experiência conhecendo-se
completamente. Assim cada um de nós caminhou
encarnação após encarnação para o limite desta ilusão de
separação do Todo, impulsionados por nossa essência
criativa a buscar a realização na matéria através dos
limitados recursos do plano mental, que utiliza toda a energia
que consegue reunir para simular uma falsificação de quem
verdadeiramente somos com nossas características eternas,
o Todo, o Uno, a Perfeição Original. Desta forma inventamos
medos, vazios, carências, limitações e proibições para
através de sua superação sermos capazes de reconhecer e
vivenciar pelos sentidos materiais o nosso amor, a plenitude,
a abundância e a liberdade. Toda esta trajetória teve um
preço alto que foi o esquecimento, esquecemos de nossa
origem Divina e de quem verdadeiramente somos. Nos
aprisionamos em personagens tão limitados e sofridos que
nos tornamos capazes de matar, roubar, torturar e até
escravizar nossos irmãos Divinos para conseguir algo que
acreditávamos que nos traria alívio, amor, dinheiro ou
alguma outra forma de satisfação para uma dor ou carência
que em Verdade nunca existiu. O mundo caótico de hoje é
um grande cenário, palco onde Criadores esquecidos e
iludidos lutam pela sobrevivência, sucesso, poder,
aparências, relacionamentos, filhos ou seja lá qual for o ideal
da moda nesta época. Somos tão criativos que até “Deus”
inventamos nesta história para atuar conosco, Deuses
implacáveis, condenadores e vingativos que punem
severamente com o sofrimento eterno no inferno aquele que
não obedecer à sua lei. É óbvio que esta lei não é do Criador
mas unicamente nossa, afinal quem mais além de humanos
sem consciência de sua origem Divina inventaria religiões tão
limitantes, sádicas, machistas e preconceituosas? Quem mais
imaginaria que o Criador precisasse que alguém aqui na Terra
castigasse e até matasse seus semelhantes, partes dele
mesmo em Seu nome? Claro que os autores e posteriores
editores e manipuladores dos nossos livros ditos “santos”
tinham o foco na Divindade e possivelmente boas intenções,
porém o perfil psicológico da ilusão que viviam pode ser
facilmente traçado a partir de seu conteúdo: pertencem ao
sexo masculino mas não estão seguros quanto a própria
masculinidade; não se aceitam como são e por isso
comparam-se constantemente com os outros necessitando
passar uma imagem “moralmente elevada” de si para a
sociedade; duvidam tanto da própria fé e temem tanto a
liberdade própria e alheia que precisam acabar com os ateus
e com os seguidores de outras religiões para sentirem-se
mais certos e seguros a respeito de si mesmos; são
extremamente rígidos consigo mesmos e carregam muita
culpa e autocondenação inconscientes, por isso são
acusadores e condenadores implacáveis daqueles que não se
torturam na busca de uma perfeição ilusória assim como eles
próprios; sofrem de uma autorrejeição avassaladora e
sentem-se tão mal consigo mesmos que acreditam-se
desmerecedores, impuros e incapazes de serem amados
como realmente são; tratam tão mal suas esposas e outras
mulheres que precisam criar leis e costumes extremamente
rígidos, humilhantes e violentos para punir a mulher que
sequer cogitar viver uma história de verdadeiro amor e
liberdade em suas vidas, aprisionando-as em papéis
secundários e puramente de servidão obrigatória ao
masculino em sua sociedade; de tamanha sensação de
inferioridade apoiam-se no conhecimento da "palavra de
Deus" e "bons costumes" para acreditarem-se superiores a
seus semelhantes; pertencem às classes detentoras do poder
que usam as igrejas e religiões para enriquecerem e controlar
o povo e suas revoltas; não têm o menor escrúpulo ou peso
na consciência que os impeçam de acusar, maltratar ou
explorar outros seres humanos em benefício próprio. Tudo
isso em “nome de Deus”, é claro. E as pessoas inconscientes
que são de sua verdadeira grandeza, rezam como vítimas
para que este Deus apiede-se de suas falhas e carências,
fornecendo só mais uma migalhinha do amor e abundância
que elas são e não sabem. Tudo parte do mesmo jogo de
espelhos; sem saber, tanto manipulados quanto
manipuladores estão jogando no mesmo time. Realmente só
existe uma palavra para definir a realidade que criamos e
vivemos atualmente, que é “insanidade”. Não importa o
quanto o conhecimento seja libertador, a mente sempre
arruma uma forma de usá-lo dentro de sua matriz,
distorcendo as informações para adequaremse à
necessidade do personagem. Vou dar um exemplo: já
cansamos de ler em artigos sobre a lei da atração e física
quântica que somos os criadores da nossa realidade. Porém
ao invés de entendermos que a realidade é uma ilusão, que
a inventamos a partir de nossas crenças e programações mais
profundas e que somos muito mais do que isso pois somos
puramente consciências, nós focamos a partir desta
informação apenas em criar uma realidade melhor para
nosso personagem que ainda sofre inconscientemente na
ilusão de estar separado do Todo, sofre suas carências e
inferioridades, seus medos, culpas e limitações. O que
poderia ser a luz que abriria as portas da mente para a
libertação desta prisão formada por grades e paredes de
ideias e esquecimento, torna-se mais uma forma de se
conseguir o que quer ainda dentro da ilusão, mantendo-se na
mesma matriz e agora ainda tentando a partir de outra
técnica manipular o mundo externo para suprir nossas
ilusões de carências e limitações que acreditamos cegamente
ter. Esses dias participei de um workshop com uma
empresária americana ensinando sobre estratégias de
negócios. Concluí que não há diferença alguma em seguir
seus ensinamentos ou seguir uma religião. Em ambos os
casos estaremos fazendo o que acreditamos ser correto, o
que nos promete mais segurança, conforto e o que nos
salvará. Não importa se somos religiosos, divulgadores de
frases prontas da lei da atração ou empresários, estando
ainda iludidos com a fórmula mágica que nos trará uma
fantástica recompensa e presos aos personagens limitados
desta experiência terrena, não fazemos nada além de
criarmos mais e mais maneiras para permanecermos iludidos
na busca do sucesso que nos libertará da falsa miséria e
separação que tão perfeita e magistralmente inventamos. Já
que ilusão por ilusão é melhor se iludir rico no céu do que
pobre no inferno, vá lá, tudo é válido e faz parte do caminho
de criação de contrastes com nossa Verdade que cada um
está escolhendo para si. De qualquer forma todos terão o
mesmo fim, quando nenhuma centelha Divina poderá mais
se dar ao luxo de chamar-se de vítima ou de acreditarse
executor da Verdade e a impiedosa desilusão será sempre a
prova do Amor Maior que finalmente nos Despertará. A
verdade não está escrita pois só pode ser sentida e somente
quando ela surgir no coração de cada um é que seremos
livres e retornaremos à perfeição original. O Despertar é a
única maneira de curar este estado de loucura em si assim
como qualquer mal que observemos no mundo e isso não
acontecerá pelas mãos ou palavras de ninguém, mas apenas
pela frustração e humildade daqueles que reconheceram a
ilusão em seus caminhos. Namastê! Rodrigo Durante
www.rodrigodurante.com.br Postado por Rodrigo Durante
às 6:16 PM Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no
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