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Diário da Justiça Eletrônico

Poder Judiciário de Pernambuco

Ano VIII Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016


Disponibilização: 14/04/2016 Publicação: 15/04/2016

Presidente:
Des. Leopoldo de Arruda Raposo

Primeiro Vice-Presidente:
Des. Adalberto de Oliveira Melo

Segundo Vice-Presidente:
Des. Antônio Fernando Araújo Martins

Corregedor Geral da Justiça:


Des. Roberto Ferreira Lins

Composição do TJPE
Des. Jones Figueirêdo Alves Des. Cláudio Jean Nogueira Virgínio
Des. José Fernandes de Lemos Des. Antônio Carlos Alves da Silva
Des. Bartolomeu Bueno de Freitas Morais Des. Francisco Eduardo Gonçalves Sertório Canto
Des. Jovaldo Nunes Gomes Des. José Ivo de Paula Guimarães
Des. Fernando Eduardo de Miranda Ferreira Des. Josué Antônio Fonseca de Sena
Des. Frederico Ricardo de Almeida Neves Des. Agenor Ferreira de Lima Filho
Des. Eduardo Augusto Paurá Peres Des. Itabira de Brito Filho
Des. Leopoldo de Arruda Raposo Des. Alfredo Sérgio Magalhães Jambo
Des. Marco Antônio Cabral Maggi Des. Roberto da Silva Maia
Des. Roberto Ferreira Lins Des. Jorge Américo Pereira de Lira
Des. Adalberto de Oliveira Melo Des. Erik de Sousa Dantas Simões
Des. Fernando Cerqueira Norberto dos Santos Des. Stênio José de Sousa Neiva Coêlho
Des. Luiz Carlos de Barros Figueiredo Des. André Oliveira da Silva Guimarães
Des. Alberto Nogueira Virgínio Des. Odilon de Oliveira Neto
Des. Antônio Fernando Araújo Martins Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
Des. Ricardo de Oliveira Paes Barreto Des. Itamar Pereira da Silva Júnior
Des. Cândido José da Fonte Saraiva de Moraes Des. Evandro Sérgio Netto de Magalhães Melo
Des. Antônio de Melo e Lima Desa. Daisy Maria de Andrade Costa Pereira
Des. Francisco José dos Anjos Bandeira de Mello Des. Eudes dos Prazeres França
Des. Antenor Cardoso Soares Júnior Des. Carlos Frederico Gonçalves de Moraes
Des. José Carlos Patriota Malta Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima
Des. Alexandre Guedes Alcoforado Assunção Des. Márcio Fernando de Aguiar Silva
Des. Eurico de Barros Correia Filho Des. Humberto Costa Vasconcelos Júnior
Des. Mauro Alencar de Barros Des. Waldemir Tavares de Albuquerque Filho
Des. Fausto de Castro Campos Des. José Viana Ulisses Filho
Des. Francisco Manoel Tenório dos Santos Des. Sílvio Neves Baptista Filho
Coordenação e Gerenciamento:
Ângela Carolina Porto Camarotti
Palácio da Justiça - Praça da República, s/n Carlos Gonçalves da Silva
Santo Antônio - Recife - PE
CEP: 50010-040 Diretoria de Documentação Judiciária:
Telefones: (81) 3182-0100 / 3182-0234 André Fabiano Oliveira Santos
Site: www.tjpe.jus.br Maria José Alves

Gerência de Jurisprudência e Publicações:


Dúvidas / Sugestões: diario.eletronico@tjpe.jus.br Rogério Martins dos Santos
Telefones: (81) 3182.0487
Chefia da Unidade de Diário de Justiça Eletrônico:
Cláudia Simone Barros de Queiroz

Produção e Editoração:
Ana Paula Santos da Silva Vasconcelos
Marcia Maria Ramalho da Silva

Diário da Justiça Eletrônico - Poder Judiciário de Pernambuco.


Documento assinado digitalmente conforme MP n. 2.200-2/2001 de 24.8.2001, que institui a Infra-estrutura de
Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, podendo ser acessado através do endereço eletrônico http://www.tjpe.jus.br
SUMÁRIO

PRESIDÊNCIA ....................................................................................................................................................................................... 7
Núcleo de Precatórios ......................................................................................................................................................................43
1ª VICE-PRESIDÊNCIA ....................................................................................................................................................................... 45
2ª VICE-PRESIDÊNCIA ....................................................................................................................................................................... 81
CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA ............................................................................................................................................. 94
Corregedoria Auxiliar para os Serviços Extrajudiciais ..................................................................................................................... 96
DIRETORIA GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA ............................................................................................................................. 97
CONSELHO DA MAGISTRATURA ...................................................................................................................................................... 99
SECRETARIA JUDICIÁRIA ................................................................................................................................................................ 108
SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO ................................................................................................................................................ 109
SECRETARIA DE GESTÃO DE PESSOAS ...................................................................................................................................... 110
Diretoria de Gestão Funcional ....................................................................................................................................................... 111
DIRETORIA DE DOCUMENTAÇÃO JUDICIÁRIA ............................................................................................................................. 113
1ª Turma - 1ª Câmara Regional - Sede Caruaru ........................................................................................................................... 120
CARTRIS ............................................................................................................................................................................................ 150
DIRETORIA CÍVEL .............................................................................................................................................................................174
Grupo de Câmaras de Direito Público ........................................................................................................................................... 174
1ª Câmara Cível ............................................................................................................................................................................. 179
2ª Câmara Cível ............................................................................................................................................................................. 236
3ª Câmara Cível ............................................................................................................................................................................. 269
5ª Câmara Cível ............................................................................................................................................................................. 290
6ª Câmara Cível ............................................................................................................................................................................. 318
1ª Câmara de Direito Público .........................................................................................................................................................343
2ª Câmara de Direito Público .........................................................................................................................................................348
3ª Câmara de Direito Público .........................................................................................................................................................357
4ª Câmara de Direito Público .........................................................................................................................................................397
DIRETORIA CÍVEL DO 1º GRAU .................................................................................................................................................. 445
DIRETORIA CRIMINAL ...................................................................................................................................................................... 449
2ª Câmara Criminal ........................................................................................................................................................................ 449
3ª Câmara Criminal ........................................................................................................................................................................ 474
4ª Câmara Criminal ........................................................................................................................................................................ 503
Seção Criminal ...............................................................................................................................................................................533
COORDENADORIA DOS JUIZADOS ESPECIAIS ............................................................................................................................537
Colégio Recursal Cível - Capital .................................................................................................................................................... 537
COORDENADORIA GERAL DO SISTEMA DE RESOLUÇÃO CONSENSUAL E ARBITRAL DE CONFLITOS .............................. 592
Capital - Central de Conciliação, Mediação e Arbitragem ............................................................................................................. 592
Garanhuns - Central de Conciliação, Mediação e Arbitragem ...................................................................................................... 598
Olinda - Central de Conciliação, Mediação e Arbitragem .............................................................................................................. 601
DIRETORIA DO FORO DA CAPITAL ................................................................................................................................................ 602
JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS - CAPITAL ....................................................................................................................................... 603
Capital - I Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher ........................................................................................ 603
JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS - CAPITAL ................................................................................................................................ 604
4º Juizado Especial Criminal da Capital - Fórum Universitário - UNICAP ..................................................................................... 604
CAPITAL ............................................................................................................................................................................................. 606
Capital - 1ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 606
Capital - 2ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 615
Capital - 2ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 617
Capital - 3ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 628
Capital - 4ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 632
Capital - 4ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 634
Capital - 5ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 668
Capital - 6ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 672
Capital - 7ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 679
Capital - 7ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................... 689
Capital - 8ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................... 698
Capital - 11ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 702
Capital - 11ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 707
Capital - 12ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 714
Capital - 13ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 721
Capital - 13ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 726
Capital - 15ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 729
Capital - 16ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 735
Capital - 18ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 742
Capital - 19ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 743
Capital - 19ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 746
Capital - 20ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 749
Capital - 20ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 755
Capital - 21ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 786
Capital - 21ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 787
Capital - 22ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 795
Capital - 25ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 797
Capital - 26ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 806
Capital - 27ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 815
Capital - 28ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 818
Capital - 30ª Vara Cível - Seção A ................................................................................................................................................. 819
Capital - 30ª Vara Cível - Seção B ................................................................................................................................................. 828
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Capital - 31ª Vara Cível - Seção A .................................................................................................................................................................... 833


Capital - 31ª Vara Cível - Seção B .................................................................................................................................................................... 841
Capital - 32ª Vara Cível - Seção A .................................................................................................................................................................... 853
Capital - 32ª Vara Cível - Seção B .................................................................................................................................................................... 858
Capital - 33ª Vara Cível - Seção A .................................................................................................................................................................... 861
Capital - 33ª Vara Cível - Seção B .................................................................................................................................................................... 868
Capital - 34ª Vara Cível - Seção A .................................................................................................................................................................... 872
Capital - 1ª Vara Criminal .................................................................................................................................................................................. 874
Capital - 2ª Vara Criminal .................................................................................................................................................................................. 876
Capital - 3ª Vara Criminal .................................................................................................................................................................................. 877
Capital - 4ª Vara Criminal .................................................................................................................................................................................. 879
Capital - 6ª Vara Criminal .................................................................................................................................................................................. 881
Capital - 7ª Vara Criminal .................................................................................................................................................................................. 882
Capital - 9ª Vara Criminal .................................................................................................................................................................................. 888
Capital - 10ª Vara Criminal ................................................................................................................................................................................ 889
Capital - 11ª Vara Criminal ................................................................................................................................................................................ 895
Capital - 12ª Vara Criminal ................................................................................................................................................................................ 897
Capital - 1ª Vara da Fazenda Pública ............................................................................................................................................................... 898
Capital - 3ª Vara da Fazenda Pública ............................................................................................................................................................... 903
Capital - 6ª Vara da Fazenda Pública ............................................................................................................................................................... 905
Capital - 7ª Vara da Fazenda Pública ............................................................................................................................................................... 908
Capital - 2ª Vara dos Executivos Fiscais Estaduais .......................................................................................................................................... 911
Capital - Vara de Execuções Fiscais Municipais .............................................................................................................................................. 913
Capital - 1ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais - Seção B .................................................................................................................. 917
Capital - 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais - Seção A .................................................................................................................. 920
Capital - 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais - Seção B .................................................................................................................. 923
Capital - 1ª Vara da Infância e da Juventude .................................................................................................................................................... 930
Capital - 1ª Vara de Sucessões e Registros Públicos .......................................................................................................................................931
Capital - 2ª Vara de Sucessões e Registros Públicos .......................................................................................................................................957
Capital - 3ª Vara de Sucessões e Registros Públicos .......................................................................................................................................959
Capital - 5ª Vara de Sucessões e Registros Públicos .......................................................................................................................................965
Capital - 2ª Vara de Família e Registro Civil ..................................................................................................................................................... 969
Capital - 5ª Vara de Família e Registro Civil ..................................................................................................................................................... 975
Capital - 6ª Vara de Família e Registro Civil ..................................................................................................................................................... 980
Capital - 7ª Vara de Família e Registro Civil ..................................................................................................................................................... 983
Capital - 8ª Vara de Família e Registro Civil ..................................................................................................................................................... 990
Capital - 10ª Vara de Família e Registro Civil ................................................................................................................................................. 1007
Capital - 1ª Vara do Tribunal do Júri ............................................................................................................................................................... 1017
Capital - 2ª Vara do Tribunal do Júri ............................................................................................................................................................... 1019
Capital - 3ª Vara do Tribunal do Júri ............................................................................................................................................................... 1048
Capital - 4ª Vara do Tribunal do Júri ............................................................................................................................................................... 1051
Capital - 1ª Vara de Execução Penal do Estado ............................................................................................................................................. 1054
Capital - 1ª Vara dos Crimes Contra Criança e Adolescente .......................................................................................................................... 1055
Capital - 2ª Vara dos Crimes Contra Criança e Adolescente .......................................................................................................................... 1056
Capital - 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher .............................................................................................................1057
Capital - 1ª Vara de Entorpecentes ................................................................................................................................................................. 1058
Capital - 4ª Vara de Entorpecentes ................................................................................................................................................................. 1060
Capital - 1ª Vara de Acidentes do Trabalho .................................................................................................................................................... 1067
Capital - 2ª Vara de Acidentes do Trabalho .................................................................................................................................................... 1072
Capital - Vara da Justiça Militar .......................................................................................................................................................................1077
Capital - Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária ......................................................................................... 1081
INTERIOR ........................................................................................................................................................................................................... 1086
Abreu e Lima - 1ª Vara .................................................................................................................................................................................... 1086
Afogados da Ingazeira - 1ª Vara Cível ............................................................................................................................................................ 1110
Afogados da Ingazeira - 2ª Vara Cível ............................................................................................................................................................ 1112
Afogados da Ingazeira - Vara Criminal ........................................................................................................................................................... 1119
Afrânio - Vara Única ........................................................................................................................................................................................ 1120
Agrestina - Vara Única .................................................................................................................................................................................... 1121
Água Preta - 2ª Vara ....................................................................................................................................................................................... 1122
Águas Belas - Vara Única ............................................................................................................................................................................... 1131
Alagoinha - Vara Única ................................................................................................................................................................................... 1140
Aliança - Vara Única ........................................................................................................................................................................................1142
Altinho - Vara Única ........................................................................................................................................................................................ 1146
Angelim - Vara Única ...................................................................................................................................................................................... 1170
Araripina - 1ª Vara ........................................................................................................................................................................................... 1171
Arcoverde - 1ª Vara ......................................................................................................................................................................................... 1172
Arcoverde - 2ª Vara ......................................................................................................................................................................................... 1179
Arcoverde - Vara Criminal ............................................................................................................................................................................... 1205
Belém do São Francisco - Vara Única ............................................................................................................................................................ 1207
Belo Jardim - 1ª Vara ...................................................................................................................................................................................... 1209
Belo Jardim - 2ª Vara ...................................................................................................................................................................................... 1219
Bezerros - 1ª Vara ........................................................................................................................................................................................... 1230
Bezerros - 2ª Vara ........................................................................................................................................................................................... 1236
Bom Conselho - Vara Única ............................................................................................................................................................................ 1238
Bom Jardim - Vara Única ................................................................................................................................................................................ 1244
Bonito - Vara Única ......................................................................................................................................................................................... 1245
Brejão - Vara Única ......................................................................................................................................................................................... 1247

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Brejo da Madre de Deus - Vara Única ............................................................................................................................................................ 1249


Buíque - Vara Única ........................................................................................................................................................................................ 1250
Cabo de Santo Agostinho - 1ª Vara Cível ....................................................................................................................................................... 1254
Cabo de Santo Agostinho - 2ª Vara Cível ....................................................................................................................................................... 1257
Cabo de Santo Agostinho - 3ª Vara Cível ....................................................................................................................................................... 1267
Cabo de Santo Agostinho - 4ª Vara Cível ....................................................................................................................................................... 1269
Cabo de Santo Agostinho - 5ª Vara Cível ....................................................................................................................................................... 1286
Cabo de Santo Agostinho - 2ª Vara Criminal .................................................................................................................................................. 1288
Cabo de Santo Agostinho - Vara Privativa da Infância e da Juventude ......................................................................................................... 1293
Caetés - Vara Única ........................................................................................................................................................................................ 1294
Calçado - Vara Única ...................................................................................................................................................................................... 1296
Camaragibe - 1ª Vara Cível ............................................................................................................................................................................ 1297
Camaragibe - 2ª Vara Cível ............................................................................................................................................................................ 1301
Camaragibe - 1ª Vara Criminal ....................................................................................................................................................................... 1302
Camaragibe - 2ª Vara Criminal ....................................................................................................................................................................... 1303
Camaragibe - Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra Mulher ........................................................................................................... 1305
Camocim de São Félix - Vara Única ............................................................................................................................................................... 1310
Carnaíba - Vara Única .....................................................................................................................................................................................1316
Carpina - 2ª Vara ............................................................................................................................................................................................. 1323
Caruaru - Diretoria do Foro ............................................................................................................................................................................. 1329
Caruaru - 1ª Vara de Família e Registro Civil ................................................................................................................................................. 1332
Caruaru - 2ª Vara de Família e Registro Civil ................................................................................................................................................. 1333
Caruaru - Vara Privativa do Tribunal do Júri ................................................................................................................................................... 1358
Caruaru - 1ª Vara Cível ................................................................................................................................................................................... 1360
Caruaru - 2ª Vara Cível ................................................................................................................................................................................... 1362
Caruaru - 3ª Vara Cível ................................................................................................................................................................................... 1364
Caruaru - 4ª Vara Cível ................................................................................................................................................................................... 1366
Caruaru - 1ª Vara Criminal .............................................................................................................................................................................. 1376
Caruaru - 2ª Vara Criminal .............................................................................................................................................................................. 1377
Caruaru - 3ª Vara Criminal .............................................................................................................................................................................. 1378
Caruaru - 4ª Vara Criminal .............................................................................................................................................................................. 1380
Caruaru - Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher .............................................................................................................. 1384
Caruaru - 1ª Vara da Fazenda Pública ........................................................................................................................................................... 1390
Caruaru - 2ª Vara da Fazenda Pública ........................................................................................................................................................... 1398
Catende - Vara Única ...................................................................................................................................................................................... 1402
Chã Grande - Vara Única ................................................................................................................................................................................ 1404
Cortês - Vara Única ......................................................................................................................................................................................... 1405
Cupira - Vara Única ......................................................................................................................................................................................... 1411
Custódia - Vara Única ..................................................................................................................................................................................... 1413
Escada - Vara Única ....................................................................................................................................................................................... 1414
Escada - Vara Criminal ................................................................................................................................................................................... 1415
Garanhuns -1ª Vara Cível ............................................................................................................................................................................... 1419
Garanhuns - 2ª Vara Cível .............................................................................................................................................................................. 1423
Garanhuns - 3ª Vara Cível .............................................................................................................................................................................. 1425
Garanhuns - 1ª Vara Criminal ......................................................................................................................................................................... 1430
Garanhuns - 2ª Vara Criminal ......................................................................................................................................................................... 1431
Garanhuns - 1ª Vara de Família e Registro Civil ............................................................................................................................................ 1435
Garanhuns - 2ª Vara de Família e Registro Civil ............................................................................................................................................ 1438
Garanhuns - Vara da Fazenda Pública ........................................................................................................................................................... 1446
Glória do Goitá - Vara Única ........................................................................................................................................................................... 1453
Goiana - 1ª Vara .............................................................................................................................................................................................. 1456
Goiana - 2ª Vara .............................................................................................................................................................................................. 1463
Goiana - Vara Criminal .................................................................................................................................................................................... 1465
Gravatá - 2ª Vara ............................................................................................................................................................................................ 1469
Iati - Vara Única ............................................................................................................................................................................................... 1470
Ibimirim - Vara Única ....................................................................................................................................................................................... 1473
Ibirajuba - Vara Única ......................................................................................................................................................................................1474
Inajá - Vara Única ............................................................................................................................................................................................1475
Ipojuca - Vara Criminal .................................................................................................................................................................................... 1477
Ipojuca - Vara da Fazenda .............................................................................................................................................................................. 1478
Itaíba - Vara Única .......................................................................................................................................................................................... 1480
Itamaracá - Vara Única ................................................................................................................................................................................... 1483
Itambé - Vara Única ........................................................................................................................................................................................ 1485
Itapissuma - Vara Única .................................................................................................................................................................................. 1486
Jaboatão dos Guararapes - 1ª Vara Cível ...................................................................................................................................................... 1487
Jaboatão dos Guararapes - 4ª Vara Cível ...................................................................................................................................................... 1497
Jaboatão dos Guararapes - 6ª Vara Cível ...................................................................................................................................................... 1515
Jaboatão dos Guararapes - 1ª Vara Criminal ................................................................................................................................................. 1519
Jaboatão dos Guararapes - Vara Privativa do Tribunal do Júri ...................................................................................................................... 1522
Jaboatão dos Guararapes - II Vara Privativa do Tribunal do Júri ................................................................................................................... 1524
Jaboatão dos Guararapes - Vara da Infância e Juventude ............................................................................................................................. 1528
Jaboatão dos Guararapes - Vara de Sucessões e Registros Públicos .......................................................................................................... 1532
Jaboatão dos Guararapes - 1ª Vara da Fazenda Pública ............................................................................................................................... 1538
Jaboatão dos Guararapes - 2ª Vara da Fazenda Pública ............................................................................................................................... 1543
Jaboatão dos Guararapes - 3ª Vara da Fazenda Pública ............................................................................................................................... 1544
Jaboatão dos Guararapes - 1ª Vara de Família e Registro Civil .................................................................................................................... 1546
Jaboatão dos Guararapes - 2ª Vara de Família e Registro Civil .................................................................................................................... 1547

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Jaboatão dos Guararapes - 4ª Vara de Família e Registro Civil .................................................................................................................... 1549


Joaquim Nabuco - Vara Única ........................................................................................................................................................................ 1552
Lagoa de Itaenga - Vara Única ....................................................................................................................................................................... 1556
Lagoa do Ouro - Vara Única ........................................................................................................................................................................... 1560
Lagoa dos Gatos - Vara Única ........................................................................................................................................................................ 1562
Limoeiro -1ª Vara ............................................................................................................................................................................................ 1564
Limoeiro - 2ª Vara ........................................................................................................................................................................................... 1568
Macaparana - Vara Única ............................................................................................................................................................................... 1574
Mirandiba - Vara Única ....................................................................................................................................................................................1576
Moreno - 1ª Vara Cível .................................................................................................................................................................................... 1585
Moreno - Vara Criminal ................................................................................................................................................................................... 1589
Nazaré da Mata - Vara Única .......................................................................................................................................................................... 1595
Olinda - 4ª Vara Cível ...................................................................................................................................................................................... 1596
Olinda - 1ª Vara Criminal ................................................................................................................................................................................. 1600
Olinda - 2ª Vara Criminal ................................................................................................................................................................................. 1611
Olinda - 3ª Vara Criminal ................................................................................................................................................................................. 1612
Olinda - 1ª Vara da Fazenda Pública .............................................................................................................................................................. 1614
Olinda - 1ª Vara de Família e Registro Civil .................................................................................................................................................... 1620
Olinda - Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher .................................................................................................................. 1622
Olinda - Vara do Tribunal do Júri .................................................................................................................................................................... 1623
Orobó - Vara Única ......................................................................................................................................................................................... 1624
Orocó - Vara Única ..........................................................................................................................................................................................1630
Ouricuri - 1ª Vara ............................................................................................................................................................................................. 1679
Ouricuri - 2ª Vara ............................................................................................................................................................................................. 1682
Palmares - 1ª Vara Cível ................................................................................................................................................................................. 1684
Palmares - 2ª Vara Cível ................................................................................................................................................................................. 1686
Palmares - 3ª Vara Cível ................................................................................................................................................................................. 1688
Palmares - Vara Criminal ................................................................................................................................................................................ 1691
Palmeirina - Vara Única .................................................................................................................................................................................. 1693
Parnamirim - Vara Única ................................................................................................................................................................................. 1695
Passira - Vara Única ....................................................................................................................................................................................... 1696
Paudalho - 1ª Vara .......................................................................................................................................................................................... 1700
Paudalho - 2ª Vara .......................................................................................................................................................................................... 1704
Paulista - 2ª Vara Cível ................................................................................................................................................................................... 1705
Paulista - 3ª Vara Cível ................................................................................................................................................................................... 1706
Paulista - 1ª Vara Criminal .............................................................................................................................................................................. 1726
Paulista - 2ª Vara Criminal .............................................................................................................................................................................. 1727
Paulista - 1ª Vara de Família e Registro Civil ................................................................................................................................................. 1735
Paulista - 2ª Vara de Família e Registro Civil ................................................................................................................................................. 1736
Paulista - Vara da Fazenda Pública ................................................................................................................................................................ 1748
Pedra - Vara Única .......................................................................................................................................................................................... 1761
Pesqueira - 1ª Vara ......................................................................................................................................................................................... 1766
Pesqueira - 2ª Vara ......................................................................................................................................................................................... 1776
Pesqueira - Vara Criminal ............................................................................................................................................................................... 1779
Petrolândia - 1ª Vara ....................................................................................................................................................................................... 1783
Petrolândia - 2ª Vara ....................................................................................................................................................................................... 1789
Petrolina - 1ª Vara Cível .................................................................................................................................................................................. 1792
Petrolina - 2ª Vara Cível .................................................................................................................................................................................. 1795
Petrolina - 3ª Vara Cível .................................................................................................................................................................................. 1807
Petrolina - 4ª Vara Cível .................................................................................................................................................................................. 1808
Petrolina - 5ª Vara Cível .................................................................................................................................................................................. 1813
Petrolina - 1ª Vara Criminal ............................................................................................................................................................................. 1814
Petrolina - 2ª Vara Criminal ............................................................................................................................................................................. 1817
Petrolina - 1ª Vara de Família e Registro Civil ................................................................................................................................................ 1820
Petrolina - 2ª Vara de Família e Registro Civil ................................................................................................................................................ 1822
Petrolina - Vara do Tribunal do Juri ................................................................................................................................................................. 1825
Petrolina - 4ª Vara Regional de Execução Penal ............................................................................................................................................ 1828
Petrolina - I Juizado Especial Cível ................................................................................................................................................................ 1844
Petrolina - I Juizado Especial Criminal ........................................................................................................................................................... 1845
Poção - Vara Única ......................................................................................................................................................................................... 1846
Pombos - Vara Única ...................................................................................................................................................................................... 1849
Riacho das Almas - Vara Única ...................................................................................................................................................................... 1851
Ribeirão - Vara Única ...................................................................................................................................................................................... 1854
Rio Formoso - Vara Única ............................................................................................................................................................................... 1861
Sairé - Vara Única ........................................................................................................................................................................................... 1867
Salgueiro - 1ª Vara .......................................................................................................................................................................................... 1871
Saloá - Vara Única .......................................................................................................................................................................................... 1874
Sanharó - Vara Única ...................................................................................................................................................................................... 1875
Santa Cruz do Capibaribe - 1ª Vara ................................................................................................................................................................ 1877
Santa Cruz do Capibaribe - 2ª Vara ................................................................................................................................................................ 1883
Santa Cruz do Capibaribe - 3ª Vara ................................................................................................................................................................ 1886
Santa Cruz do Capibaribe - Vara Criminal ...................................................................................................................................................... 1888
Santa Maria do Cambucá - Vara Única ...........................................................................................................................................................1889
São Joaquim do Monte - Vara Única .............................................................................................................................................................. 1890
São José da Coroa Grande - Vara Única ........................................................................................................................................................1895
São José do Belmonte - Vara Única ............................................................................................................................................................... 1900
São José do Egito - 2ª Vara ............................................................................................................................................................................ 1902

5
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

São Lourenço da Mata - 1ª Vara Cível ............................................................................................................................................................1904


São Lourenço da Mata - 2ª Vara Cível ............................................................................................................................................................1906
São Lourenço da Mata - Vara Criminal ........................................................................................................................................................... 1911
Serra Talhada - 2ª Vara Cível .......................................................................................................................................................................... 1912
Serra Talhada - Vara Criminal ......................................................................................................................................................................... 1915
Serrita - Vara Única ......................................................................................................................................................................................... 1918
Sertânia - 1ª Vara ............................................................................................................................................................................................ 1919
Surubim - 1ª Vara ............................................................................................................................................................................................ 1921
Tabira - Vara Única ..........................................................................................................................................................................................1924
Tacaratu - Vara Única ......................................................................................................................................................................................1927
Taquaritinga do Norte - Vara Única ................................................................................................................................................................. 1929
Timbaúba - 2ª Vara ......................................................................................................................................................................................... 1932
Tracunhaém - Vara Única ............................................................................................................................................................................... 1934
Verdejante - Vara Única .................................................................................................................................................................................. 1937
Vertentes - Vara Única .................................................................................................................................................................................... 1938
Vitória de Santo Antão - 1ª Vara Cível ............................................................................................................................................................ 1942
Vitória de Santo Antão - 2ª Vara Cível ............................................................................................................................................................ 1944
Vitória de Santo Antão - 1ª Vara Criminal ....................................................................................................................................................... 1948

6
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

PRESIDÊNCIA
PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA - UGE 070001
BALANÇO PATRIMONIAL
EXERCICIO: 2015

ATIVO Nota Exercício Atual Exercício Anterior


Ativo Circulante
Caixa e Equivalentes de Caixa 1 56.660.127,00 62.640.688,90
Demais Créditos e Valores a Curto Prazo 2 6.507.035,11 1.905.294,69
Estoques 3 8.349.029,43 7.855.518,29
VPD Pagas Antecipadamente 4 - 65.607,48
Total do Ativo Circulante 71.516.191,54 72.467.109,36
Ativo Não Circulante
Realizável a Longo Prazo 6.497.302,42 561.819,15
Créditos a Longo Prazo 5 56.207,31 561.819,15
Estoques 6 6.441.095,11 -
Imobilizado 7 683.794.948,32 442.851.956,86
Intangível 8 8.938.855,92 13.682.942,98
Total do Ativo Não Circulante 699.231.106,66 457.096.718,99
TOTAL DO ATIVO 770.747.298,20 529.563.828,35

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO


Passivo Circulante
Obrigações Trabalhistas, Previdenciárias e Assistenciais a Pagar a 9 58.469.124,94 1.309.924,95
Curto Prazo
Fornecedores e Contas a Pagar a Curto Prazo 2.800.667,52 1.818.768,43
Provisões a Curto Prazo 10 118.267.987,17 157.751.305,28
Demais Obrigações a Curto Prazo 11 41.564.217,96 34.378.277,22
Total do Passivo Circulante 221.101.997,59 195.258.275,88
Passivo Não Circulante - -
Total do Passivo Não Circulante - -
Patrimônio Líquido
Resultados Acumulados 12 549.645.300,61 334.305.552,47
Total do Patrimônio Líquido 549.645.300,61 334.305.552,47
TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 770.747.298,20 529.563.828,35

Recife, 18 de março de 2016.

Carleide Maria Bezerra Des. Leopoldo de Arruda Raposo


Contadora - CRC/PE-019946/O Presidente

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


TRIBUNAL DE JUSTIÇA - UG E 070001
QUADRO DOS ATIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS E PERMANENTES - LEI Nº 4.320/64
EXERCICIO:2015

ATIVO (I) Nota Exercício Atual Exercício Anterior


Ativo Financeiro 13 56.660.365,30 62.645.774,50
Ativo Permanente 714.086.932,90 466.918.053,85
Total do Ativo 770.747.298,20 529.563.828,35
PASSIVO (II)
Passivo Financeiro 13 45.303.878,99 37.112.756,98
Passivo Permanente 175.798.118,60 158.145.518,90
Total do Passivo 221.101.997,59 195.258.275,88
Saldo Patrimonial (I-II) 549.645.300,61 334.305.552,47

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


TRIBUNAL DE JUSTIÇA - UGE 070001
QUADRO DAS CONTAS DE COMPENSAÇÃO - LEI Nº 4.320/64

EXERCICIO: 2015

Nota Exercício Atual Exercício Anterior


ATOS POTENCIAIS ATIVOS 14
Garantias e Contragarantias Recebidas - -
Direitos Conveniados e Outros Instrumentos Congêneres - -
Direitos Contratuais - -
Outros atos potenciais ativos - -
Total dos Atos Potenciais Ativos - -

7
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

ATOS POTENCIAIS PASSIVOS 14


Garantias e Contragarantias Concedidas - -
Obrigações Conveniados e Outros Instrumentos Congêneres - -
Obrigações Contratuais - -
Outros atos potenciais passivos - -
Total dos Atos Potenciais Passivos - -

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


TRIBUNAL DE JUSTIÇA - UG E 070001
QUADRO DO SUPERÁVIT/DÉFICIT FINANCEIRO - LEI Nº 4.320/64

EXERCICIO: 2015

Nota Exercício Atual Exercício Anterior


FONTES DE RECURSOS 15
010100000-Recursos Ordinários - Administração Direta 11.127.882,89 23.631.641,80
012100000-Recursos Provenientes da Alienação de Outros Ativos 228.603,42 1.901.375,72
Total das Fontes de Recursos 11.356.486,31 25.533.017,52

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


TRIBUNAL DE JUSTIÇA - UGE 070001
DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS

EXERCÍCIO: 2015

Nota Exercício Atual Exercício Anterior


VARIAÇÕES PATRIMONIAIS AUMENTATIVAS

Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria - -


Taxas - -
Exploração e Venda de Bens, Serviços e Direitos - -
Exploração de Bens, Direitos e Prestação de Serviços - -
Variações Patrimoniais Aumentativas Financeiras 9.145.175,48 4.781.076,85
Juros e Encargos de Mora - 894,23
Variações Monetárias e Cambiais 70.973,39 42.485,92
Remuneração de Depósitos Bancários e Aplicações Financeiras 9.074.202,09 4.737.696,70
Transferências e Delegações Recebidas 1.190.703.706,21 1.032.703.033,89
Transferências Intragover namentais 1 1.186.361.151,05 1.030.947.129,89
Transferências Intergover namentais 2 4.342.555,16 1.755.904,00
Transferências das Instituições Privadas - -
Transferências de Pessoas Físicas - -
Valorização e Ganhos com Ativos e Desincorporação de Passivos 473.534,32 68.343,65
Ganhos com Incorporação de Ativos 3 269.965,56 68.343,65
Desincorporação de Passivos 4 203.568,76 -
Outras Variações Patrimoniais Aumentativas 2.471.222,28 3.265.436,17
Diversas Variações Patrimoniais Aumentativas 5 2.471.222,28 3.265.436,17
Total das Variações Patrimon iais Aumentativas (I) 1.202.793.638,29 1.040.817.890,56

VARIAÇÕES PATRIMONIAIS DIMINUTIVAS


Pessoal e Encargos 1.155.032.023,87 1.019.125.515,12
Remuneração a Pessoal 853.654.279,43 765.791.401,17
Encargos Patronais 184.919.476,31 165.220.783,50
Benefícios a Pessoal 105.826.004,23 79.005.436,84
Outras Variações Patrimon iais Diminutivas - Pessoal e Encargos 10.632.263,90 9.107.893,61
Uso de Bens, Serviços e Consumo de Capital Fixo 28.777.774,50 70.096.579,85
Uso de Material de Consumo 4.379.221,42 7.224.906,92
Serviços 6 20.027.600,34 59.007.206,59
Depreciação, Amortização e Exaustão 4.370.952,74 3.864.466,34
Variações Patrimoniais Diminutivas Financeiras - 10.063,08
Juros e Encargos de Mora - 10.063,08
Transferências e Delegações Concedidas 6.111.248,88 32.906.809,86
Transferências Intragovernamentais 7 4.117.170,33 30.660.108,48
Transferências Intergovernamentais 8 500.919,53 843.795,73
Transferências a Instituições Privadas 9 1.493.159,02 1.402.905,65
Desvalorização e Perdas de Ativos e Incorporação de Passivos 6.145.461,32 93.149,80
Redução a Valor Recuperável e Ajuste para Perdas 10 2.846.002,50 -
Perdas Involuntárias 30.145,20 3.975,00
Desincorporação de Ativos 11 3.269.313,62 89.174,80
Tributárias - 293.752,43
Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria - 255.205,14
Contribuições - 38.547,29
Outras Variações Patrimon iais Diminutivas 101.794,00 1.721.782,66
Premiações - 4.734,49
Diversas Variações Patrimoniais Diminutivas 12 101.794,00 1.717.048,17
Total das Variações Patrimoniais Diminutivas (II) 1.196.168.302,57 1.124.247.652,80

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

RESULTADO PATRIMONIAL DO PERÍODO (III) = (I-II) 6.625.335,72 (83.429.762,24)

Recife, 18 de março de 2016 .

Carleide Maria Bezerra Des. Leopoldo de Arruda Raposo


Contadora - CRC/PE-019946/O Presidente

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


TRIBUNAL DE JUSTIÇA - UG 07000 1
BALANÇO ORÇAMENTÁRIO
ORÇAMENTO FISCAL E DA SEGURIDADE SOCIAL

EXERCÍCIO: 2015

RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS Notas PREVISÃO INICIAL PREVISÃO ATUALIZADA RECEITAS REALIZADAS SALDO
(a) (b) (c) (d) = (c-b)

RECEITAS CORRENTES (I) 558.100,00 558.100,00 10.666.955,09 10.108.855,09


Receita Patrimonial - - 9.074.202,09 9.074.202,09
Transferências Correntes 558.100,00 558.100,00 - (558.100,00)
Outras Receitas Correntes - - 1.592.753,00 1.592.753,00
RECEITAS DE CAPITAL (II) 146.800,00 146.800,00 - (146.800,00)
Transferência de Capital 146.800,00 146.800,00 - (146.800,00)
Recursos Arrecadados em - - - -
Exercícios Anteriores (III)
SUBTOTAL DAS RECEITAS (IV) = 704.900,00 704.900,00 10.666.955,09 9.962.055,09
(I + II + III)
Operações de Crédito/ - - - -
Refinanciamento (V)
SUBTOTAL COM 704.900,00 704.900,00 10.666.955,09 9.962.055,09
REFINANCIAMENTO (VI) = (IV + V)
Déficit (VII) 1 - - 1.151.288.327,21 -
TOTAL (VIII) = (VI + VII) 704.900,00 704.900,00 1.161.955.282,30 9.962.055,09
Saldos de Exercícios Anteriores 2 25.533.017,52 25.533.017,52
(Utilizados Para Créditos Adicionais)
Superávit Financeiro 25.533.017,52 25.533.017,52

DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS Notas DOTAÇÃO DOTAÇÃO DESPESAS DESPESAS DESPESAS SALDO DA


INICIAL ATUALIZADA EMPENHADAS LIQUIDADAS PAGAS DOTAÇÃO

(e) (f) (g) (h) (i) (j) = (f - g)

DESPESAS CORRENTES (IX) 1.097.669.900,001.161.301.541,801.160.055.327,10


1.160.055.327,101.156.213.872,07 1.246.214,70
Pessoal e Encargos Sociais 979.034.100,001.026.572.401,801.026.366.606,64
1.026.366.606,641.024.542.564,54 205.795,16
Outras Despesas Correntes 118.635.800,00 134.729.140,00 133.688.720,46 133.688.720,46 131.671.307,53 1.040.419,54
DESPESAS DE CAPITAL (X) 103.146.800,00 2.048.175,72 1.899.955,20 1.899.955,20 1.899.955,20 148.220,52
Investimentos 103.146.800,00 2.048.175,72 1.899.955,20 1.899.955,20 1.899.955,20 148.220,52
Reserva de Contingência (XI) - - - - - -
Reserva do RPPS (XII) - - - - - -
SUBTOTAL DAS DESPESAS (XIII) 3;41.200.816.700,001.163.349.717,521.161.955.282,30
1.161.955.282,301.158.113.827,27 1.394.435,22
= (IX+X+XI+XII)
Amortização da Dívida/ - - - - - -
Refinanciamento (XIV)
SUBTOTAL COM 1.200.816.700,001.163.349.717,521.161.955.282,30
1.161.955.282,301.158.113.827,27 1.394.435,22
REFINANCIAMENTO (XV) = (XIII +
XIV)
Superávit (XVI) - - - - - -
TOTAL (XVII) = (XV + XVI) 1.200.816.700,001.163.349.717,521.161.955.282,30
1.161.955.282,301.158.113.827,27 1.394.435,22

Recife, 18 de março de 2016 .

Carleide Maria Bezerra Des. Leopoldo de Arruda Raposo


Contadora - CRC/PE-019946/O Presidente

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


TRIBUNAL DE JUSTIÇA - UG 07000 1
QUADRO DA EXECUÇÃO DOS RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS
EXERCÍCIO: 2015
INSCRITOS

9
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Notas EM EXERCÍCIOS EM 31 DE LIQUIDADOS PAGOS CANCELADOS SALDO


ANTERIORES DEZEMBRO (c) (d) (e) (f) = (a+b-c-e)
(a) DO EXERCÍCIO
ANTERIOR
(b)

DESPESAS CORRENTES - - - - - -
DESPESAS DE CAPITAL - - - - - -
TOTAL - - - - - -

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


TRIBUNAL DE JUSTIÇA - UG 07000 1
QUADRO DA EXECUÇÃO DOS RESTOS A PAGAR PROCESSADOS E NÃO PROCESSADOS LIQUIDADOS

EXERCÍCIO: 2015

INSCRITOS
Notas EM EM 31 DE DEZEMBRO PAGOS CANCELADOS SALDO
EXERCÍCIOS DO EXERCÍCIO (c) (d) (e) = (a+b-c-d)
ANTERIORES ANTERIOR
(a) (b)

DESPESAS CORRENTES - 2.863.876,95 2.863.876,95 - -


Pessoal e Encargos Sociais - 1.215.982,45 1.215.982,45 - -
Outras Despesas Correntes 1.647.894,50 1.647.894,50
DESPESAS DE CAPITAL - - - - -
TOTAL - 2.863.876,95 2.863.876,95 - -

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


TRIBUNAL DE JUSTIÇA - UGE 070001
BALANÇO FINANCEIRO
EXERCICIO: 2015
INGRESSOS
Nota Exercício Atual Exercício Anterior
RECEITA ORÇAMENTÁRIA (I) 1 10.666.955,09 6.642.944,17
Ordinária 10.666.955,09 6.642.944,17
Recursos Ordinários – Administração Direta 10.439.772,19 6.457.684,23
Recursos Provenientes da Alienação de Outros Ativos 227.182,90 185.259,94
Transferências Financeiras Recebidas (II) 1.137.111.796,00 989.992.299,96
Transferências Recebidas para a Execução Orçamentária 1.137.111.796,00 989.992.299,96
Recebimentos Extraorçamentários (III) 720.696.581,04 712.417.875,40
Inscrição de Restos a Pagar Processados 3.841.455,03 2.863.876,95
Depósitos Restituíveis e Valores Vinculados 637.478.781,14 653.412.510,90
Outros Recebimentos Extraorçamentários 79.376.344,87 56.141.487,55
Saldo em Espécie do Exercício Anterior (IV) 62.640.688,90 84.432.734,20
Caixa e Equivalentes de Caixa 62.640.688,90 84.432.734,20
TOTAL (V) = (I + II + III + IV) 1.931.116.021,03 1.793.485.853,73
DISPÊNDIOS
Nota Exercício Atual Exercício Anterior
Despesa Orçamentária (VI) 1.161.955.282,30 983.895.588,37
Ordinária 1.161.955.282,30 983.190.528,85
Recursos Ordinários – Administração Direta 1.161.055.327,10 983.190.528,85
Recursos Provenientes da Alienação de Outros Ativos 1.899.955,20 -
Vinculada - 705.059,52
Recursos de Convênios a Fundo Perdidos – Adm. Direta - 705.059,52
Transferências Financeiras Concedidas (VII) - 30.536.484,91
Transferências Concedidas para a Execução Orçamentária 2 - 30.536.484,91
Pagamentos Extraorçamentários (VIII) 712.500.611,73 716.413.091,55
Pagamentos de Restos a Pagar Processados 2.863.876,95 10.578.946,73
Depósitos Restituíveis e Valores Vinculados 630.265.237,21 649.687.601,03
Outros Pagamentos Extraorçamentários 79.371.497,57 56.146.543,79
Saldo em Espécie para o Exercício Seguinte (IX) 3 56.660.127,00 62.640.688,90
Caixa e Equivalentes de Caixa 56.660.127,00 62.640.688,90
TOTAL (X) = (VI + VII + VIII + IX) 1.931.116.021,03 1.793.485.853,73

Recife, 18 de março de 2016

Carleide Maria Bezerra Des. Leopoldo de Arruda Raposo


Contadora - CRC/PE-019946/O Presidente

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


TRIBUNAL DE JUSTIÇA - UG E 070001

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA


EXERCICIO : 2015

FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Nota


Exercício Atual
Ingressos 1.147.778.751,09
Receitas derivadas e originárias 10.666.955,09
Transferências correntes recebidas 1 1.137.111.796,00
Outros ingressos operacionais -
Desembolsos 1.159.077.749,02
Pessoal e demais despesas 1.157.455.278,15
Juros e encargos da dívida -
Transferências concedidas 2 1.622.470,87
Outros desembolsos operacionais -
Fluxo de caixa líquido das atividades operacionais (I) (11.298.997,93)

FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO


Ingressos
Alienação de Bens -
Desembolsos
Aquisição de Ativo Não Circulante 1.899.955,20
Fluxo de caixa líquido das atividades de investimento (II) (1.899.955,20)

FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO


Ingressos
Operações de Crédito -
Desembolsos
Amortização/Refinanciamento da Dívida -
Fluxo de caixa líquido das atividades de financiamento (III) -

GERAÇÃO LÍQUIDA DE CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA (IV) = (I+II+III) (13.198.953,13)


GERAÇÃO LÍQUIDA EXTRAORÇAMENTÁRIA (V) 3 7.218.391,23
GERAÇÃO LÍQUIDA DO FLUXO (VI) = (IV) + (V) (5.980.561,90)
Caixa e equivalente de caixa inicial 62.640.688,90
Caixa e equivalente de caixa final 56.660.127,00

Recife, 18 de março de 2016.

Carleide Maria Bezerra Des. Leopoldo de Arruda Raposo


Contadora - CRC/PE-019946/O Presidente

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


TRIBUNAL DE JUSTIÇA - UGE 070001
QUADRO DE RECEITAS DERIVADAS E ORIGINÁRIAS
EXERCICIO : 2015
Exercício Atual
RECEITAS DERIVADAS E ORIGINÁRIAS
Receita Tributária -
Receita Patrimonial -
Receita de Serviços -
Remuneração das Disponibilidades 9.074.202,09
Outras Receitas Derivadas e Originárias 1.592.753,00
Total das Receitas Derivadas e Originárias 10.666.955,09

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


TRIBUNAL DE JUSTIÇA - UG E 070001
QUADRO DE TRANSFERÊNCIAS RECEBIDAS E CONCEDIDAS

EXERCICIO: 2015

Exercício Atual
TRANSFERÊNCIAS RECEBIDAS
Intergovernamentais -
da União -
de Estados e Distrito Federal -
de Municípios -
Intragovernamentais 1.137.111.796,00
Outras transferências recebidas -
Total das Transferências Recebidas 1.137.111.796,00

TRANSFERÊNCIAS CONCEDIDAS
Intergovernamentais -
a União -
a Estados e Distrito Federal -
a Municípios -

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Intragovernamentais -
Outras transferências concedidas 1.622.470,87
Total das Transferências Concedidas 1.622.470,87

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


TRIBUNAL DE JUSTIÇA - UG E 070001
QUADRO DE DESEMBOLSOS DE PESSOAL E DEMAIS DESPESAS POR FUNÇ ÃO

EXERCICIO: 2015

Exercício Atual
Judiciária 1.148.696.327,77
Encargos Especiais 8.758.950,38
Total dos Desembolsos de Pessoal e Demais Despesas por Função 1.157.455.278,15

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


TRIBUNAL DE JUSTIÇA - UG E 070001
QUADRO DE JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA

EXERCICIO: 2015

Exercício Atual
Juros e Correção Monetária da Dívida Interna -
Juros e Correção Monetária da Dívida Externa -
Outros Encargos da Dívida -
Total dos Juros e Encargos da Dívida -

ESTADO DE PERNAMBUCO
PODER JUDICIÁRIO

Unidade Gestora Executora – 070001 –Tribunal de Justiça de Pernambuco - TJPE

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS – 2015

1. Apresentação do Poder Judiciário e das Demonstrações Contábeis

1.1.Do Poder Judiciário

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), órgão integrante do Poder Judiciário estadual, nos termos do art. 92 da Constituição Federal de
1988, detentor de autonomia administrativa e financeira, tem como atividade precípua a prestação jurisdicional buscando solucionar os conflitos
da sociedade de forma mais célere e acessível, contribuindo, assim, com a paz social.

Compromissado na implementação de várias ações necessárias ao atingimento de sua missão, este Poder vem implantando vários projetos em
prol da celeridade processual, melhoria de sua estrutura física e tecnológica, política de valorização funcional dos servidores, dentre outros.

Nesse contexto, merece destaque o Processo Judicial Eletrônico (PJe), capitaneado e desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
em parceria com os tribunais e a participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), objetivando a automação de todo o Judiciário Nacional.

Considerado um marco na história do Judiciário brasileiro, vem sendo desenvolvido sobre uma base tecnológica sólida, poderosa e segura em
relação à operacionalização por todos os usuários envolvidos nesse processo, interligado diretamente com a Receita Federal do Brasil, para
assegurar a identificação adequada das partes, e com o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, para garantir a regularidade de
atuação dos advogados.

As vantagens advindas do uso dessa ferramenta são muitas, como por exemplo: aumento da celeridade processual, responsabilidade com meio
ambiente ante redução da utilização de papel, redução das construções ou aquisições de imóveis, custeio e pessoal, melhoria de acessibilidade
do cidadão ao Judiciário Nacional, entre outros.

No âmbito do TJPE, o uso dessa ferramenta alcançou 35,5% de sua estrutura total, motivo pelo qual em agosto de 2015, o CNJ reconheceu este
Tribunal como a corte de justiça estadual com maior número de processos tramitando via Processo Judicial Eletrônico (PJe).

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Va le mencionar que o Poder apresentou resultados positivos na prestação jurisdicional a sociedade, o exemplo foi o cumprimento da Meta 1
do CNJ que é julgar mais processos que a quantidade dos que são distribuídos no mesmo exercício, cujo indicador correspondeu a 103,45%
em 2015. Outro exemplo, elogiado nacionalmente, pela estrutura montada, foi o Mutirão para diminuição de pendências nas Varas de Executivos
Fiscais de Recife, realizado em julho de 2015, fruto de parceria firmada entre o TJPE, Governo do Estado e Prefeitura da Cidade do Recife.

No aspecto econômico, o exercício de 2015 foi marcado por uma crise nacional, que impôs a adoção de contingências orçamentárias e financeiras.
Impactado com esse cenário, o TJPE implementou um conjunto de ações visando o equilíbrio orçamentário e financeiro do Poder. Para tanto,
reduziu despesas com gratificações, diárias, passagens, extinguiu alguns cargos comissionados e diminuiu o número de terceirizados e os gastos
com investimentos.

Em relação à gestão dos recursos públicos consignados na Lei Orçamentária Anual (LOA), o Poder opera com duas Unidades Gestoras
Executoras (UGE), a 070001–Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e a 070002–Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização do
Poder Judiciário (FERM-PJ), este criado por meio da Lei 14.989/2013, iniciando suas operações em setembro/2013.

1.2.Apresentação das Demonstrações Contábeis

Diante do cenário brasileiro de convergência aos padrões internacionais de contabilidade, continuamos envidando esforços para reconhecer,
mensurar e evidenciar o patrimônio público da melhor forma, com o objetivo de refletir a realidade patrimonial da instituição, conforme normatizado
pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), por meio das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCT SP
16), regulamentadas pelo Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP), editado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Essas mudanças vêm ocorrendo de forma gradual, em observância aos normativos vigentes, considerando a dimensão que esse processo de
construção requer, dentre outros, mudança de cultura e adaptações nos sistemas informatizados.

Um dos marcos nesse processo foi a adoção do novo Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP), em 2014, de uso obrigatório pelos
entes da federação, que visa possibilitar a consolidação das contas nacionais, exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Além do PCASP, desde o exercício de 2014, as demonstrações contábeis – Balanços Orçamentário, Financeiro, Patrimonial e Demonstração
das Variações Patrimoniais – vem sendo elaboradas em novos modelos, com base nas orientações contidas no MCASP e nas Instruções de
Procedimentos Contábeis (IPC), publicadas pela STN. Em relação à Demonstração dos Fluxos de Caixa, esta não foi elaborada em 2014, em
virtude da faculdade conferida pelo art. 1º da Portaria STN nº 733/2014, razão pela qual a de 2015 não apresenta os dados relativos ao exercício
anterior.
As Notas Explicativas foram elaboradas na seguinte ordem:

2) Sumário das Principais Práticas Contábeis;


3) Balanço Patrimonial;
4) Demonstração das Variações Patrimoniais;
5) Balanço Orçamentário;
6) Balanço Financeiro;
7) Demonstração de Fluxo de Caixa;
8) Detalhamento da Movimentação das Fontes de Recursos.

2. Sumário das Principais Práticas Contábeis

2.1 Disponibilidades

As disponibilidades são mensuradas ou avaliadas pelo valor original. As aplicações financeiras de liquidez imediata são mensuradas ou avaliadas
pelo valor original, atualizadas até a data do Balanço Patrimonial. As atualizações apuradas são contabilizadas em contas de resultado.

2.2 Créditos e Dívidas

Os direitos e as obrigações são mensurados ou avaliados pelo valor original, feita a conversão, quando em moeda estrangeira, à taxa de câmbio
vigente na data do Balanço Patrimonial.

Os direitos inscritos a título de dívida ativa são atualizados mensalmente e este acréscimo é levado para conta de resultado. As obrigações
relativas a cauções em pecúnia são atualizadas mensalmente, aumentando a respectiva obrigação.

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A 6º edição do MCASP prevê que “os riscos de recebimento de direitos são reconhecidos em conta de ajuste, a qual será reduzida ou anulada
quando deixarem de existir os motivos que a originaram”.

Sendo assim, instituir mecanismos que previnam a incerteza dos recebimentos futuros registrados no Ativo, revestindo o demonstrativo contábil
de um maior grau de precisão, é necessário. O intuito deve ser demonstrar o real valor dos créditos tributários ou não tributários, contribuindo para
o fortalecimento da visão patrimonial e proporcionando maior qualidade e transparência na informação contábil, em atendimento aos princípios
de contabilidade, em especial ao Princípio da Prudência, o qual determina a adoção do menor valor para os componentes do ativo e do maior
para os do passivo, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas.

Para tanto, em 2015, o TJPE realizou registro em conta contábil redutora do Ativo, denominada ajuste para perdas, que corresponde a estimativa
da parcela de créditos a receber cuja realização provavelmente não ocorrerá.

A 6º edição do MCASP não traz metodologias de forma exemplificativa que possam ser adotadas pelos entes. Por essa razão, o registro foi
realizado com base nas orientações contidas no MCASP - 5º edição – Parte III. A metodologia é baseada no histórico de recebimentos passados,
a qual considera duas variáveis:

a) média percentual de recebimentos passados;


b) saldo atualizado da conta de créditos inscritos em Dívida Ativa e em créditos a receber.

A média percentual de recebimentos passados utiliza uma média ponderada dos recebimentos com relação aos montantes inscritos dos três
últimos exercícios.

Conforme MCASP, essa média ponderada de recebimentos é calculada em cada um dos 03 (três) últimos exercícios pela divisão da média mensal
de recebimentos em cada exercício pela média anual dos saldos mensais. Entretanto, após análise crítica desse indicador, entendemos que a
evidenciação fica prejudicada se adotarmos a média mensal de recebimentos comparada ao saldo anual. Para uma comparabilidade adequada,
os valores adotados devem utilizar a mesma base, ou seja, base anual. Dessa forma, ajustamos o modelo nesse ponto específico, a fim de garantir
uma melhor evidenciação.

A partir da média ponderada dos recebimentos dos três últimos exercícios, calcula-se a média percentual de recebimentos pela divisão da soma
desses percentuais dividida pelo número de exercícios correspondentes.

O valor do ajuste é calculado pela multiplicação do saldo da conta de valores inscritos em créditos a receber/dívida ativa pela média percentual
de não recebimentos nos três últimos exercícios, ou seja, de 100% do potencial a receber deduzido da média percentual de recebimentos.

Demonstrativo do Cálculo do Percentual de Recebimentos do Ajuste para Perdas


Descrição 2014 2013 2012
Créditos recebidos no exercício a1 a2 a3
Soma dos saldos mensais dos créditos a receber b1 b2 b3
Média anual de saldos mensais c1=b1/12 c2=b2/12 c3=b3/12
Média Ponderada de Recebimentos d1=a1/c1*100 d2=a2/c2*100 d3=a3/c3*100
Média Percentual de Recebimentos dos três últimos e= (d1+ e= (d1+ e= (d1+
exercícios d2+ d3)/3 d2+ d3)/3 d2+ d3)/3
Ajuste para perdas f=100-e f=100-e f=100-e

2.3 Estoques

Os bens são registrados com base no valor de aquisição/produção. Por sua vez, o método para mensuração e avaliação das saídas dos estoques
é o custo médio ponderado, conforme o inciso III, art. 106 da Lei 4.320/64.

2.4 Imobilizado

O ativo imobilizado, incluindo os gastos adicionais ou complementares, é mensurado com base no valor de aquisição, produção ou construção,
e, em se tratando de ativos imobilizados obtidos a título gratuito, o valor patrimonial é o definido nos termos da doação ou o valor resultante da
avaliação obtida com base em procedimento técnico.

Sistematicamente, os bens adquiridos pelo FERM são transferidos para a unidade TJPE, conforme o art. 6º da lei nº 14.989/2013, que prevê
a incorporação de todos bens adquiridos ao patrimônio do Poder Judiciário do Estado, possibilitando assim o adequado controle patrimonial
unificado.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Considerando o contexto de convergência às normas internacionais, descrito no item 1.2, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) exigiu de seus
jurisdicionados um cronograma de implantação dos novos procedimentos contábeis patrimoniais, tendo este Poder enviado a última versão
quando da prestação de contas do exercício de 2014. Esses procedimentos iniciais seguem orientações específicas contidas no MCASP, dentre
as quais, destaca-se que a entidade “deve reconhecer os efeitos do reconhecimento inicial dos ativos como ajuste de exercícios anteriores no
período em que é reconhecido pela primeira vez de acordo com as novas normas contábeis (...)”. Tal fato impacta na evidenciação do balanço
patrimonial, reflexo das diversas ações realizadas, conforme detalhado abaixo.

Bens Móveis

O inventário inicial dos bens móveis, realizado pela Diretoria de Infraestrutura com apoio da Secretaria de Tecnologia da Informação e
Comunicação, foi concluído nesse exercício. O levantamento físico dos bens foi realizado ainda em 2014 e a análise dos trabalhos foi finalizada
em meados de 2015, cumprindo assim o prazo de conclusão previsto no referido cronograma para dezembro/2015. I mportante ressaltar que
os registros relativos ao referido inventário compreendem esse processo de adoção inicial das normas e, por essa razão, estão contemplados
como ajustes de exercícios anteriores.

Bens Imóveis

A Diretoria de Contabilidade envidou esforços no sentido de realizar um mapeamento dos imóveis administrados pela área de patrimônio do
Poder versus documentação existente no setor e na referida diretoria, em razão da ausência de um sistema de gestão patrimonial, para fins de
melhor instrumentalizá-la na análise dos dados registrados, possibilitando maior segurança na continuidade dos registros dos imóveis, inclusive
os decorrentes das avaliações que vem sendo realizadas pela Diretoria de Engenharia e Arquitetura (DEA).

As referidas avaliações , cujo limite de conclusão informado no cronograma ao TCE é dezembro/2016, vem impulsionando diversos registros de
ajuste e reconhecimento de bens imóveis, com impacto na conta de ajuste de exercícios anteriores por estarem contempladas no contexto de
adoção inicial das normas. Além disso, consideram na sua estrutura o valor do terreno segregado da edificação, motivo pelo qual as instalações,
quando existentes na contabilidade, terem sido incorporadas às respectivas edificações, com exceção da instalação de um imóvel.

Em observância ao conceito de ativo imobilizado contido no MCASP, os bens até então avaliados pelo setor de engenharia, cuja propriedade não
é do TJPE, os quais os riscos, benefícios e controle foram identificados como sendo do Poder, foram também incorporados ao patrimônio deste.

Em relação ao sistema informatizado de gestão patrimonial, este Poder encontra-se ainda nas tratativas para formalização de convênio com a
Secretaria de Administração do Estado – SAD – PE, objetivando o uso da ferramenta de gestão nominada PE-Integrado, composta pelos módulos
de Compras, Licitações, Contratos, Patrimônio e Almoxarifado, interligada ao sistema e-Fisco Financeiro, para atender ao disposto no MCASP e
consequentemente ao cronograma assumido perante o TCE, limitado a prazos estabelecidos na Portaria nº 548/2015 da STN.

2.5 Intangível

Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da atividade pública ou exercidos com essa
finalidade, compreendendo o registro de softwares. É mensurado ou avaliado com base no valor de aquisição ou de produção, e em se tratando de
ativos intangíveis obtidos a título gratuito, o valor resultante da avaliação obtida com base em procedimento técnico ou o valor patrimonial definido
nos termos da doação. Em 2012, havia sido definido o método da reavaliação para essa classe de bens. Entretanto, em 2013, foi realizada uma
mudança de política contábil, adotando-se a partir de então, o método do custo para os intangíveis.

2.6 Depreciação e amortização

A depreciação representa a redução do valor dos bens pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. No
entanto, ainda não existe o reconhecimento deste fenômeno nas demonstrações do TJPE, em virtude da limitação do atual sistema de controle
patrimonial, fato que será sanado com a implantação uma nova ferramenta, em discussão na instituição.

A amortização, por sua vez, é realizada para bens incorpóreos registrados como ativo intangível. A causa que influencia a redução do valor do
ativo é a existência ou exercício de duração limitada, prazo legal ou contratualmente limitado. No TJPE, o registro de amortização foi iniciado
em 2012, com base no prazo contratual para alguns softwares ativados, aliado ao método da reavaliação. Contudo, em 2013, esse critério foi
revisto, adotando-se o método do custo, com mudança na estimativa de vida útil desses bens, baseada em critérios técnicos, elaborados pela
Secretaria de Tecnologia e Comunicação - SETIC. Em 2015, houve uma revisão do tempo de vida útil pela SETIC, conforme determina o MCASP,
com a finalidade de manter a adequada evidenciação desses bens.

2.7. Receitas e Despesas Orçamentárias

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

As receitas são reconhecidas quando arrecadadas e as despesas quando empenhadas, ambas pelo seu valor nominal, classificadas em
conformidade com a Parte I e com o anexo do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP), editado pela STN, que trata dos
aspectos orçamentários.

3. Balanço Patrimonial

Evidencia, qualitativa e quantitativamente, a situação patrimonial da entidade pública, por meio de contas representativas do patrimônio público,
bem como os atos potenciais registrados em contas de compensação, conforme definição contida no MCASP.

Em atenção ao disposto no MCASP e na IPC 04, Metodologia para Elaboração do Balanço Patrimonial, os seguintes quadros foram elaborados:

- Quadro do Balanço Patrimonial – MCASP


- Quadro dos Ativos e Passivos Financeiros e Permanentes – Lei nº 4.320/64
- Quadro das Contas de Compensação – Lei nº 4.320/64
- Quadro do Superávit /Déficit Financeiro – Lei nº 4.320/64

3.1.Quadro do Balanço Patrimonial - MCASP

Nota 1 – Caixa e Equivalente de Caixa – Compreende os valores disponíveis, em moeda nacional, conforme detalhamento abaixo:

Descrição 2015 2014


Conta Única 39.937,37 120.546,74
Contas Movimento 36.830,07 348.523,20
CDB/RDB 56.583.359,55 62.171.618,95
Fundos de Aplicação Financeira 0,01 0,01
TOTAL 56.660.127,00 62.640.688,90
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 2 – Créditos a Curto Prazo – Compreende os valores a receber por transações realizáveis no curto prazo, relacionados a adiantamento
concedidos a servidores relativo ao abono constitucional de férias recebido em dezembro para gozo em janeiro/16, bem como relativo a
suprimentos de fundos institucional para futura prestação de contas; créditos de apropriação indébita e encontro de contas ex-servidores ( créditos
por danos ao patrimônio) ; créditos gerados por multas aplicadas a fornecedores (créditos por outros contratos), além de outros créditos a receber.

Esses créditos constam evidenciados no quadro a seguir.

Descrição 2015 2014


Abono Constitucional de Férias 6.028.147,29 -
Créditos por Danos ao Patrimônio 2.352.478,86 1.510.568,05
Créditos por Outros Contratos 232.021,84 361.213,07
Suprimento de Fundos Institucional - 28.427,97
Outros Créditos a receber 238,30 5.085,60
( - ) Ajuste para Perdas de Créditos por Danos ao Patrimônio (1.916.799,78) -
( - ) Ajuste para Perdas de Créditos de Demais Créditos e Valores a Curto Prazo (189.051,40) -
TOTAL 6.507.035,11 1.905.294,69
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Sendo assim, de acordo com as definições do cálculo para ajuste para perdas, citado no item 2.2, o quadro a seguir apresenta o percentual relativo
aos créditos a receber obtido para as contas de créditos por outras responsabilidades / danos ao patrimônio e de créditos por outros contratos.

Demonstrativo do Cálculo do Percentual de Recebimentos do Ajuste para Perdas de Créditos a Receber


Descrição 2014 2013 2012
Créditos recebidos no Créditos por outros (a) 77.244,88 99.886,48 178.486,06
exercício contratos
Créditos recebidos no Créditos por outras (a) 9.657,32 - -
exercício responsabilidades
Créditos recebidos no Créditos a encaminhar (a) - 8.871,03 10.513,74
exercício p/inscr. Dívida ativa
Créditos recebidos no Créditos (a) - 2.631,50 5.352,17
exercício Encaminhados p/
inscrição dívida ativa
Créditos recebidos no Soma (a) 86.902,20 111.389,01 194.351,97
exercício

16
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Soma dos saldos Créditos por outros (b) 2.677.307,10 3.377.905,03 3.087.146,44
mensais dos créditos a contratos
receber
Soma dos saldos Créditos por outras (b) 6.911.887,09 - -
mensais dos créditos a responsabilidades
receber
Soma dos saldos Créditos a encaminhar (b) - 672.251,51 567.089,87
mensais dos créditos a p/inscr. Dívida ativa
receber
Soma dos saldos Créditos (b) - 3.990.252,09 4.656.846,84
mensais dos créditos a Encaminhados p/
receber inscrição dívida ativa
Soma dos saldos SOMA (b) 9.589.194,19 8.040.408,63 8.311.083,15
mensais dos créditos a
receber
Média anual de saldos mensais (c = b/12) 799.099,52 670.034,05 692.590,26
Média Ponderada de Recebimentos (d = a/c*100) 10,88% 16,62% 28,06%
Média Percentual de Recebimentos dos três (e = 18,52%
últimos exercícios Soma(d)/3)
Ajuste para perdas (f = 100-e) 81,48%

O percentual de 81,48% foi aplicado nos saldos contábeis das contas de créditos por outras responsabilidades / danos ao patrimônio e de créditos
por outros contratos, em 31/12/2015, resultando nos valores de R$ 1.916.799,78 e R$ 189.051,40, respectivamente, registrados a título de ajuste
para perdas.

Nota 3 – Estoques – Uma parte dos estoques, R$ 7.980.077,47, é formada por materiais de consumo adquiridos e armazenados em almoxarifado
gerenciado pela Diretoria de infraestrutura, para uso do Tribunal. O montante de R$ 368.951,96 refere-se a materiais médicos e odontológicos
armazenados em almoxarifado administrado pelo Centro de Saúde do PJPE. Assim, os estoques totalizam R$ 8.349.029,43.

Nota 4 – VPD Pagas Antecipadamente – Em 2015, não existiu saldo referente a pagamentos de variações patrimoniais diminutivas (VPD)
antecipadas. Apenas em 2014 houve saldo conforme detalhado abaixo, cujos benefícios ou prestação de serviço à entidade ocorreram até o
término do exercício 2015. Ressalta-se que as despesas pagas antecipadamente deste Poder com saldo em 31/12/15 ocorreram por meio da
UG 070002 – FERM.

Descrição Exercício 2015 Exercício 2014


Prêmios de Seguros a Apropriar - 34.333,35
Assinaturas e Anuidades a Apropriar - 31.274,13
TOTAL - 65.607,48
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 5 – Créditos a Longo Prazo – O montante de R$ 56.207,31 refere-se a expectativa de recebimento de créditos inscritos na Dívida Ativa
não Tributária, realizáveis no longo prazo, relativos a multa contratual e valores recebidos indevidamente por ex-servidores.

Considerando que a Dívida Ativa inscrita apresenta certo grau de incerteza quanto à recuperabilidade dos respectivos créditos, em observância
aos princípios de contabilidade, foi adotada a metodologia definida para o ajuste para perdas, baseada na média percentual de recebimentos
passados, explicada no item 2.2, cujo cálculo encontra-se evidenciado no quadro a seguir.

Demonstrativo do Cálculo do Percentual de Recebimentos da Dívida Ativa Não Tributária


Descrição 2014 2013 2012
Créditos recebidos no exercício (a) 32.009,86 58.293,07 13.681,37
Soma dos saldos mensais dos créditos a (b) 6.325.640,76 5.840.519,27 4.589.147,84
receber
Média anual de saldos mensais (c = b/12) 527.136,73 486.709,94 382.428,99
Média Ponderada de Recebimentos (d = a/c*100) 6,07% 11,98% 3,58%
Média Percentual de Recebimentos dos (e = Soma(d)/3) 7,21%
três últimos exercícios
Percentual do Ajuste para perdas (f = 100-e) 92,79%

O percentual de 92,79% foi aplicado no saldo contábil de dívida ativa de 31/12/2015, resultando no valor de R$ 723.367,05, registrado a título
de ajuste para perdas, conforme demonstrado abaixo.

Descrição 2015 2014


Créditos Inscritos em Dívida Ativa Não Tributária 779.574,36 561.819,15
( - ) Ajuste para Perdas em Dívida Ativa Não Tributária (723.367,05) -
TOTAL 56.207,31 561.819,15
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

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Nota 6 – Estoques – O saldo de R$ 6.441.095,11 refere-se a bens classificados como inservíveis no Relatório de Inventário de Bens Móveis
do exercício de 2014, finalizado em 2015, elaborado pela Diretoria de Infraestrutura. Considerando que esses bens perderam as características
de imobilizado e em razão de não haver expectativa para destinação desses no curto prazo, foram reclassificados para a conta de estoque no
realizável a longo prazo.

Nota 7 – Imobilizado – Composto por Bens Móveis e Imóveis, consoante detalhamento abaixo, todos os bens do Poder estão centralizados
na unidade TJPE, em razão do FERM-PJ não possuir ativos dessa natureza. Conforme exposto no item 2.6, ainda não há o reconhecimento da
depreciação nas demonstrações do TJPE.

Descrição 2015 2014 Crescimento R$


(a) (b) (c) = (a – b)
Bens Móveis 200.951.138,43 185.962.894,75 14.988.243,68
Bens Imóveis 482.843.809,89 256.889.062,11 225.954.747,78
TOTAL 683.794.948,32 442.851.956,86 240.942.991.46
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Comparando o saldo total de 2014 para 2015, verifica-se um acréscimo de R$ 240.942.991,46, dos quais R$ 225.954.747,78 refere-se aos bens
imóveis e os R$ 14.988.243,68 restantes a bens móveis.

Devido à relevância desse grupo, optou-se pela divisão da nota em 7.1 e 7.2, Bens Móveis e Imóveis, respectivamente, evidenciados abaixo.

Nota 7.1. Imobilizado- Bens Móveis – O inventário inicial desses bens, realizado pela Diretoria de Infraestrutura com apoio da área de Tecnologia
da Informação e Comunicação, teve seu levantamento físico realizado ainda em 2014 e a conclusão da análise dos trabalhos em meados de
2015. O saldo contábil de 2015, no montante de R$ 200.951.138,43, compõe os ajustes do referido inventário, assim como a movimentação de
entradas e saídas do exercício.

Devido a mudança na estrutura do novo plano de contas do e-Fisco, os valores registrados nas contas detalhadas até o exercício de 2013 foram
transportados para 2014 agrupados em conta contábil sintética, “Bens Móveis a Classificar até 2013”, no montante de R$ 178.632.623,86. No
entanto, a reclassificação para as novas contas contábeis só veio a ocorrer em 2015 ante perspectiva de entrada em operação em 2014 do
sistema PE-Integrado, o qual impactaria nos registros contábeis no e-Fisco. Dessa forma, optou-se por demonstrar no quadro abaixo qual seria
o detalhamento para fins de melhorar a evidenciação dos dados quando comparados com 2015.

Descrição dos Bens 2015 2014


Máquinas, Aparelhos, Equipamentos e Ferramentas 40.877.299,43 42.089.862,04
Bens de Informática 86.492.493,99 69.387.232,21
Móveis e Utensílios 56.273.059,50 57.712.093,02
Materiais Culturais, Educacionais e de Comunicação 17.794,90 10.284,90
Obras de Arte e Peças para Exposição 78.378,80 103.393,86
Coleções e Materiais Bibliográficos 1.481.161,81 1.323.935,32
Veículos 15.730.950,00 15.336.093,40
Total 200.951.138,43 185.962.894,75
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 7.2. Imobilizado - Bens Imóveis – Os bens encontram-se estruturados nos grupos abaixo, identificados individualmente.

Descrição dos Bens 2015 2014


Edificações em Geral 324.815.390,56 167.057.005,34
Terrenos sem Edificações 12.609.758,54 869.002,40
Terrenos com Edificações 65.112.268,02 5.524.636,52
Bens Imóveis - Obras em Andamento 76.950.160,57 72.199.399,73
Estudos e Projetos 212.073,95 176.006,27
Instalações 3.144.158,25 11.002.904,09
Bens Imóveis Até 2013 1 - 60.107,76
Total 482.843.809,89 256.889.062,11
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro
1 Saldo remanescente a classificar, decorrente da implantação no novo plano de contas em 2014.

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Dos dados acima, observa-se um acréscimo nos bens imóveis no montante de R$ 225.954.747,78, resultante de diversos fatos aumentativos e
diminutivos ocorridos no período, dentre os quais, destaca-se R$ 203.599.850,16, relativo aos registros dos pareceres técnicos avaliatórios do
setor de engenharia, evidenciado no quadro abaixo. Ressalta-se ainda o montante de R$ 24.680.579,98 que diz respeito a obras em andamento.

Variação do Imobilizado decorrentes de avaliações técnicas


Edificações em Geral 134.070.961,66
Terrenos sem Edificações 11.251.851,98
Terrenos com Edificações 59.527.524,74
Instalações 1 (1.250.488,22)
TOTAL 203.599.850,16
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro
1 Corresponde a diferença do valor contábil para o valor avaliado pelo setor de engenharia, quando da avaliação das instalações dos Chlliers
do Fórum do Recife.

Contudo, em que pese os avanços e os esforços despendidos, em especial diante do novo conceito do ativo imobilizado, as informações registradas
na contabilidade do Poder ainda não refletem todo acervo imobiliário, inclusive, alguns bens registrados demandam ainda análise mais detalhada
da situação.

Os bens estão sendo avaliados pela área de engenharia, com cronograma de conclusão até final de 2016, tendo sido iniciadas a partir do final de
2013. Quanto aos aspectos econômicos, os efeitos dessas avaliações foram registrados apenas em 2015 , em função da revisão do detalhamento
das contas patrimoniais no e-Fisco versus as discussões de integração com o sistema PE-Integrado.

Outro ponto importante a mencionar diz respeito ao mapeamento realizado dos imóveis, o qual ratificou a necessidade de medidas urgentes com
o intuito de prover os meios em prol do registro cartorário e da atualização das cessões ou doações realizadas pela União, Estado e Municípios.
Providências essas, de tamanha relevância para a geração do devido cadastro patrimonial de cada bem no sistema PE - Integrado ou outro que
venha a ser implantado no Poder, haja vista, a existência das seguintes situações exemplificadas abaixo:

a) Terrenos e/ou edificações cedidos ou doados, não possuindo a área de patrimônio os respectivos termos
de cessão ou de doação, ou quando existentes, em sua grande maioria, desatualizados
b) Edificações realizadas pelo TJ em terrenos cedidos ou doados, igualmente sem os documentos acima ou
pendente de registro em nome do Poder.

As medidas acima também são necessárias para subsidiarem o devido registro contábil, tanto no cedente como no cessionário, haja vista o novo
conceito de ativo, definido pelas Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público, de uso obrigatório pelos entes federados.

O quadro abaixo resume a realidade patrimonial do Poder.

Classificação dos imóveis Quantidade Quantidade % dos imóveis Avaliações


(Terreno e/ou Edificação) de Imóveis de Imóveis Registrados na Registradas na
Registrados na Controlados Contabilidade em Contabilidade
Contabilidade pelo Setor de relação ao total
(a) Patrimônio (c=a/b*100)
(b)
Próprio com registro cartorário 109 122 89,34% 57
Documentação cartorária não identifica a 15 54 27,78% 13
propriedade
C edido por Município 9 31 30,00% 9
C edido pelo Estado 29 80 35,80% 24
Sub Judice 1 2 50,00% 1
C edido pela União - 5 - -
Total de Imóveis 163 294 55,44% 104

Nota 8 – Intangível – Especificamente relacionado a software, encontra-se evidenciado pelo valor líquido, deduzido da respectiva amortização
acumulada para aqueles com vida útil atribuída como definida, detalhado no quadro abaixo.

Detalhamento 2015 2014


Softwares em Uso (a) 19.320.138,83 21.574.635,87
Softwares em Desenvolvimento (b) - 102.629,35
Amortização (c) 10.381.282,91 7.994.322,24
TOTAL (d) = (a + b - c) 8.938.855,92 13.682.942,98
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

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Nota 9 – Obrigações Trabalhistas, Previdenciárias e Assistenciais a Pagar a Curto Prazo – Compreendem as obrigações referentes a
salários ou remunerações, bem como benefícios aos quais o servidor tenha direito, e encargos a pagar, entre outros, com vencimento no curto
prazo, evidenciados no quadro.

Descrição 2015 2014


Pessoal a Pagar do Exercício 48.979.211,19 19.816,89
Contribuição ao SASSEPE a Pagar 496.543,99 455.476,88
RPPS a pagar 8.175.050,60 -
INSS - Contribuição Sobre Salários e Remunerações 792.121,44 440.417,56
Pessoal de Exercícios Anteriores 1 26.197,72 394.213,62
TOTAL 58.469.124,94 1.309.924,95
1 Obrigação a pagar referente a Parcela Autônoma de Equivalência – PAE e auxílio alimentação atrasado devidos a magistrados.
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 10 – Provisões Sobre Folha de Pagamento a Curto Prazo – Reconhecimento de obrigação para com seus agentes públicos, oriundo de
direitos legais relacionados a férias, incluindo os respectivos encargos, proporcionalmente ao período a que faz jus cada magistrado e servidor
público.

O montante provisionado encontra-se detalhado no quadro abaixo.

Descrição 2015 2014


Pessoal 101.750.951,28 135.129.522,58
Provisão de Férias Folha Pessoal da UG 72.471.789,44 95.932.926,82
Provisão de Férias - Abono Constitucional Folha Pessoal da UG 24.157.569,41 31.977.616,20
Provisão do Auxílio Alimentação s/Férias 5.121.592,43 7.218.979,56
Encargos Sociais a Pagar 16.517.035,89 22.621.782,70
Provisão de Encargo Patronal ao RPPS – Ativo Civil 16.239.238,02 22.100.215,33
Provisão de Encargo Patronal ao INSS – Ativo Civil 277.797,87 521.567,37
TOTAL 118.267.987,17 157.751.305,28
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 11 – Demais Obrigações a Curto Prazo – Compreende outras obrigações da entidade junto a terceiros, destacando-se as obrigações com
FUNAFIN e impostos retidos, a recolher na época própria, conforme quadro.

Descrição 2015 2014


Contribuições F UNAFIN a Recolher 21.716.213,66 18.488.697,84
Impostos Retidos 18.618.707,71 14.739.627,31
Demais Obrigações 1.229.296,59 1.149.952,07
TOTAL 41.564.217,96 34.378.277,22
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 12 – Resultados Acumulados – Compõe o Patrimônio Líquido - PL da entidade e encontra-se detalhado no quadro a seguir.

Descrição 2015 2014


Resultado do Exercício 1 6.625.335,72 (83.429.762,24)
Ajustes de Exercícios Anteriores 208.714.412,42 (55.209.787,33)
Subtotal 215.339.748,14 (138.639.549,57)
Resultado de Exercícios Anteriores 334.305.552,47 472.945.102,04
TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 549.645.300,61 334.305.552,47
1 Detalhado na Demonstração das Variações Patrimoniais
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Quanto aos a justes de exercícios anteriores, o quadro a seguir elenca os fatos que determinaram tais registros.

Descrição 2015 2014


Avaliação de Imóveis 204.790.769,70 -
Provisões sobre folhas de pagamento 4.926.098,38 (55.155.127,56)
Inventário 2014 (670.460,26) -
Despesas de Exercício Anterior (234.871,49) -
Demais Ajustes de Exercícios Anteriores (97.123,91) (54.659,77)
TOTAL 208.714.412,42 (55.209.787,33)

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

O montante de R$ 204.790.769,70, relativo aos procedimentos de avaliação dos bens imóveis deste Poder, decorre do trabalho realizado pela
Diretoria de Engenharia e Arquitetura – DEA, conforme detalhado na NE 6.2, bem como de outras duas avaliações realizadas pela Caixa Econômica
Federal e pela Prefeitura de Toritama para fins de doação e permuta. Destaca-se que os imóveis constantes na contabilidade estavam registrados
pelo custo histórico e não refletiam sua realidade patrimonial, fato que persiste para alguns bens, em razão da quantidade de imóveis que este
Tribunal possui. Já o valor de R$ 670.460,26 refere-se ao ajuste decorrente de divergência entre o inventário realizado pela Gerência de Patrimônio
e os registros contábeis, conforme citado na NE 6.1. Tal fato também é considerado procedimento de adoção inicial, razão pela qual foi lançada
como ajuste de exercício anterior.

O valor de R$ 4.926.098,38 corresponde a ajuste do registro de provisões realizado em 2014 e o montante de R$ 234.871,49 reflete o valor
das despesas de exercício anteriores que foram empenhadas em 2015, cujo fato gerador ocorreu em 2014 ou antes desse exercício, sem o
correspondente registro da obrigação patrimonial.

Por fim, dos demais ajustes de exercício anterior, evidenciado pelo valor negativo de R$ 97.123,91, R$ 53.079,56, correspondente a 54,65%,
refere-se à contrapartida de amortização acumulada, registrada em função da revisão do tempo de vida útil dos intangíveis, ocorrida em 2015,
cujos períodos de competência são anteriores a 2014. O restante no valor de R$ 44.044,35 refere-se à retificação de erro relativo a registro
indevido de amortização em 2014, além de baixa de ativo por suprimento concedido em 2014, cuja prestação de contas ocorreu naquele exercício,
sem o devido registro de baixa do adiantamento.

3.2. Quadro dos Ativos e Passivos Financeiros e Permanentes – Lei nº 4.320/64

Nota 13 – Evidencia a composição patrimonial, conforme estrutura determinada na Lei Federal nº 4.320/64. O patrimônio é dividido em
ativo, passivo e patrimônio líquido. O ativo e passivo são segregados em financeiro e permanente, os quais representam, respectivamente, a
independência ou não de autorização orçamentária/legislativa.

É por meio desse quadro que pode ser calculado o superávit financeiro do exercício, ao comparar o ativo e passivo financeiros, correspondendo
em 2015 ao montante R$ 11.356.486,31, evidenciado ainda em quadro próprio, conforme Nota 15.

3.3. Quadro das Contas de Compensação – Lei nº 4.320/64

Nota 14 - Evidencia as contas representativas dos atos que possam vir a afetar o patrimônio, denominados atos potenciais do ativo e do passivo.
Entretanto, ainda não há informações a esse título, especialmente daquelas relacionadas a garantias e contragarantias recebidas e direitos
contratuais. No entanto, esforços estão sendo despendidos objetivando a efetiva evidenciação.

Em que pese a IPC 04 versar apenas a respeito de atos que possam vir a afetar o patrimônio, informa-se que há registros a partir de 2012 em
outras contas de compensação associadas ao controle financeiro das contas bancárias vinculadas a pagamentos de precatórios subordinados
ao regime especial que não afetam o patrimônio do Tribunal, conforme estabelecido na Emenda Constitucional nº 62/2009. As contas são de
titularidade dos entes, administradas pelo Tribunal de Justiça.

Ente Devedor Saldo Bancário em


31/12/15 31/12/14
Estado de Pernambuco 7.912.680,01 30.497.350,35
Municípios 12.701.394,70 11.702.454,26
Total 20.614.074,71 42.199.804,61
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

3.4. Quadro do Superávit Financeiro – Lei nº 4.320/64

Nota 15 - O superávit financeiro representa a diferença positiva entre o Ativo Financeiro e o Passivo Financeiro, sendo apresentado nesse
quadro por destinação de recursos. Esse montante, quando positivo, representa fonte de recursos para abertura de crédito adicional no exercício
seguinte, pois em sua essência, é sobra de recurso que pode ser utilizada futuramente, observadas as vinculações legais.

Descrição 2015 2014


Recursos Ordinários - Administração Direta 11.127.882,89 23.631.641,80
Recursos Provenientes da Alienação de Outros Ativos 228.603,42 1.901.375,72
TOTAL 11.356.486,31 25.533.017,52
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

4. Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP)

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Evidencia as alterações ocorridas no patrimônio da entidade, resultantes ou independentes da execução orçamentária, indicando o resultado
patrimonial do exercício, apurado através do confronto entre as variações patrimoniais quantitativas aumentativas e diminutivas, conforme definição
do MCASP.

A DVP foi elaborada no modelo analítico, detalhando os subgrupos das variações patrimoniais em um único quadro, conforme previsão da IPC
05 – Metodologia para Elaboração da Demonstração das Variações Patrimoniais e do MCASP.

Conforme facultado pelo MCASP e IPC 05, a DVP não apresenta o Quadro de Variações Patrimoniais Qualitativas. As variações patrimoniais
qualitativas são aquelas decorrentes da execução orçamentária, que consistem em incorporação e desincorporação de ativos e/ou passivos,
os quais não representam alteração quantitativa patrimonial. Destaca-se em 2015, a incorporação de ativos mediante despesa orçamentária de
capital no valor de R$ 1.899.955,20, relativo à aquisição de equipamentos de informática.

Nota 1 – Transferências Intragovernamentais Recebidas - Compreendem os duodécimos recebidos do Poder Executivo, bem como as
transferências de almoxarifado, bens móveis, bens imóveis e softwares recebidas do FERM-PJ, em virtude de o controle patrimonial do Poder
Judiciário ocorrer de forma centralizada na UG 070001 – TJPE, conforme apresentados no quadro a seguir. Destaca-se que as referidas
transferências recebidas pelo TJPE aparecem como concedidas no FERM-PJ, anulando-se numa demonstração consolidada do Poder.

Descrição 2015 2014


Duodécimos Recebidos 1.137.111.796,00 989.992.299,96
Bens Móveis - transferências recebidas no mesmo órgão 16.516.813,04 5.574.366,89
Almoxarifado - transferências recebidas no mesmo órgão 4.598.729,41 3.320.593,56
Bens Imóveis - transferências recebidas no mesmo órgão 25.144.926,78 31.267.801,47
Softwares – transferências recebidas no mesmo órgão 2.988.885,82 792.068,01
TOTAL 1.186.361.151,05 1.030.947.129,89
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 2 – Transferências Intergovernamentais Recebidas – O montante de R$ 4.342.555,16, compreende a doações de computadores e


scanners realizadas pelo Conselho Nacional de Justiça no valor de R$ 3.843.652,00, além de R$ 498.903,16 referente ao registro de um imóvel
permutado por outro de valor semelhante com município de Toritama.

Nota 3 – Ganhos com Incorporação de Ativos – No total de R$ 269.965,56, referem-se principalmente às incorporações das devoluções de
materiais de consumo requisitados pelos diversos setores do Tribunal para o almoxarifado.

Nota 4 – Desincorporação de Passivos – Montante relativo a baixa de obrigações com pessoal de exercícios anteriores, especificamente com
parcela autônoma de equivalência PAE, pago a Magistrados, consoante informações da Secretaria de Gestão de Pessoas – SGP.

Nota 5 – Diversas Variações Patrimoniais Aumentativas – Destacam-se as variações patrimoniais aumentativas relativas a outras restituições,
no valor de R$ 1.275.452,47, decorrentes de encontros de contas de servidores e ex-servidores, bem como do registro de créditos a receber
por apropriação indébita.

Descrição 2015 2014


Outras Restituições 1.275.452,47 1.809.487,63
Ressarcimento de despesa com pessoal à disposição - União 751.666,04 906.828,26
Ressarcimento de despesa com pessoal à disposição – Estado 220.351,21 167.740,38
Ressarcimento de despesa com pessoal à disposição - Município 162.198,52 226.356,42
Demais Variações Patrimoniais Aumentativas Diversas 61.554,04 155.023,48
TOTAL 2.471.222,28 3.265.436,17
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 6 – Serviços – A redução dessa variação em 2015, comparada ao valor de 2014, não significa uma redução de despesa, uma vez que
as variações patrimoniais apresentadas nesta demonstração não representam todas as variações do Poder Judiciário, pelo fato da UG 070002
FERM executar parte do orçamento. Por essa razão, a execução desse item em 2015 reduziu expressivamente em relação à 2014, enquanto que
na UG do FERM houve um aumento. Inclusive, em valores globais, houve uma diminuição, reflexo da política de redução de gastos, bem como
pelo registro de despesas orçamentárias de exercícios anteriores como ajuste de exercício anterior, tendo alcançado em 2015 o montante de R
$ 117.408.120,84, menor que o valor realizado em 2014 de R$ 118.987.533,02.

Nota 7 – Transferências Intragovernamentais Concedidas – Correspondem a transações realizadas entre unidades gestoras do Estado de PE,
pertencentes ao orçamento fiscal e da seguridade social, relativas a transferências de valores, bens móveis, imóveis, almoxarifado e/ou softwares.
Do montante total de R$ 4.117.170,33, destaca-se a doação para o Estado de Pernambuco, lei nº 15.243 de 19/03/2014, antigo prédio do Jornal
do Comércio (Rua do Imperador D. Pedro II, nº 346 e Rua Marquês do Recife, s/nº, bairro de Santo Antônio), no valor de R$ 4.000.000,00, em
conformidade com a documentação disponibilizada pela área de patrimônio em 28/04/15. Já o valor de R$ 109.408,31 refere-se a equipamentos

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de informática doados à Secretaria Executiva de Ressocialização do Estado de Pernambuco, conforme termo de doação nº 001/2015. Por sua
vez, a quantia de R$ 7.762,02 compreende créditos a receber transferidos para o FERM, relativos à dívida ativa arrecadada em 2015, cujos
recursos orçamentários pertencem aquela UGE.

Descrição 2015 2014


Créditos - Transferências Concedidas No Mesmo Órgão 7.762,02 106.464,29
Bens Móveis - Doações Concedidas Para Outro Órgão 109.408,31 17.159,28
Bens Imóveis - Transferências Concedidas Para Órgão 4.000.000,00 -
Repasse Financeiro Concedido - 30.536.484,91
TOTAL 4.117.170,33 30.660.108,48
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 8 – Transferências Intergovernamentais Concedidas - O montante de R$ 500.919,53 compreende imóvel permutado por outro de valor
semelhante com município de Toritama.

Nota 9 – Transferências a Instituições Privadas – Correspondem à despesa executada a título de subvenção social em favor da Caixa de
Assistência de Magistrados de Pernambuco (CAMPE), no montante de R$ 1.493.159,02, visando à prestação de serviços médicos e odontológicos
aos magistrados deste Poder e seus dependentes, conforme o Convênio nº 08/2012.

Nota 10 – Redução a Valor Recuperável e Ajuste para Perdas – Refere-se ao registro de ajuste para perdas realizado na conta de créditos a
receber, bem como na de dívida ativa não tributária, calculado com base na metodologia prevista no MCASP - 5º edição – Parte III, que considera
o histórico de recebimentos passados, detalhada no item 2.2.

O quadro a seguir apresenta os valores registrados a título de ajuste para perdas dos créditos a receber e dívida ativa, cujos cálculos estão
detalhados nas Nota 2 e 5 do balanço patrimonial. Além disso, a tabela abaixo evidencia o montante lançado pela desincorporação de outros
créditos não tributários, em razão de processos prescritos e não passíveis de inscrição em dívida ativa.

Descrição 2015 2014


Ajuste para perdas em créditos não tributários 2.105.851,18 -
Ajuste para perdas em dívida ativa não tributária 723.367,05 -
Desincorporação de outros créditos não tributários 16.784,27 -
TOTAL 2.846.002,50 -
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 11 – Desincorporação de Ativos – O montante de R$ 3.269.313,62 refere-se a baixa de softwares, conforme definição da área técnica
responsável, quando da revisão da vida útil dos intangíveis.

Nota 12 – Diversas Variações Patrimoniais Diminutivas – O valor de R$ 101.794,00 refere-se a outras indenizações e restituições. A redução
do montante em 2015, comparado a 2014, justifica-se pelo fato d as variações patrimoniais apresentadas nesta demonstração não representarem
todas as variações do Poder Judiciário, pelo fato da UG 070002 FERM executar parte do orçamento.

5. Balanço Orçamentário

Evidencia as receitas e as despesas previstas em confronto com as realizadas, conforme art. 102 da Lei nº 4.320/64.

Apresenta as receitas detalhadas por categoria econômica e origem, especificando a previsão inicial, a previsão atualizada para o exercício, a
receita realizada e o saldo, que corresponde ao excesso ou déficit de arrecadação. Demonstra também as despesas por categoria econômica e
grupo de natureza da despesa, discriminando a dotação inicial, a dotação atualizada para o exercício (dotação inicial mais os créditos adicionais
abertos), as despesas empenhadas, as despesas liquidadas, as despesas pagas e o saldo da dotação.

De acordo com o disposto no MCASP e IPC 07 - Metodologia para Elaboração do Balanço Orçamentário, é composto pelos quadros:

- Quadro principal do Balanço Orçamentário – MCASP


- Quadro da Execução dos Restos a Pagar Não Processados
- Quadro da Execução dos Restos a Pagar Processados e Restos a Pagar Não Processados Liquidados

Ressalta-se que por não ter ocorrido inscrição de Restos a Pagar Não Processados, tanto no exercício de 2015, assim como em 2014, não há
informações a serem apresentadas a esse título.

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Cabe esclarecer que o Balanço Orçamentário elaborado não contempla as transferências financeiras recebidas e concedidas, destacando-se
aquelas recebidas a título de duodécimos do Poder Executivo, em virtude do disposto nas orientações do MCASP, Parte V – Demonstrações
Contábeis Aplicadas ao Setor Público, conforme trecho abaixo:

"Os Balanços Orçamentários não consolidados (de órgãos e entidades, por exemplo),
poderão apresentar desequilíbrio e déficit orçamentário, pois muitos deles não são
agentes arrecadadores e executam despesas orçamentárias para prestação de
serviços públicos e realização de investimentos, sendo deficitários e dependentes
de recursos do Tesouro. Esse fato não representa irregularidade, devendo ser
evidenciado complementarmente por nota explicativa que demonstre o montante
da movimentação financeira (transferências financeiras recebidas e concedidas)
relacionadas à execução do orçamento do exercício.”

Como consequência desse dispositivo, o Balanço do TJPE apresenta um déficit justificado na Nota 1.

Nota 1 – Déficit – É obtido pela diferença entre as receitas realizadas e as despesas empenhadas. O resultado deficitário, conforme evidenciado no
quadro abaixo, decorre essencialmente das transferências financeiras advindas do Estado a titulo de duodécimos, as quais não são consideradas
receitas orçamentárias neste Poder, vez que já foram computadas pela Secretaria da Fazenda na origem quando da arrecadação.

As transferências importaram em R$ 1.137.111.796,00, compondo este montante o valor de R$ 40.000.000,00 resultante da suplementação
ocorrida através do Decreto nº 41.953/2015. Também compõe o referido déficit, parte dos créditos adicionais suplementares abertos no exercício,
no valor de R$ 25.533.017,52, advindo da fonte de recurso do superávit financeiro apurado no Balanço Patrimonial do exercício anterior.

Receitas Realizadas Despesas empenhadas Déficit


(a) (b) (c) = ( a – b )
10.666.955,09 1.161.955.282,30 (1.151.288.327,21)
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Ressalta-se que as receitas realizadas foram em sua maioria advindas dos rendimentos de aplicação financeira das fontes 101-Recursos
Ordinários – Recursos do Tesouro e 121-Alienação de Ativos.

Caso o modelo da demonstração, elaborado pela STN, considerasse as transferências recebidas e concedidas, o resultado apresentado seria
de R$ (14.176.531,21) .

Receitas Realizadas Transferências Transferências Despesas Déficit


Recebidas Concedidas empenhadas
(Duodécimos)
(a) (b) (c) (d) (e) = (a + b - c - d)
10.666.955,09 1.137.111.796,00 - 1.161.955.282,30 (14.176.531,21)
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Cabe esclarecer que o resultado persiste como deficitário, em razão de parte das despesas empenhadas terem sido custeadas por meio de
suplementação realizada com fonte de recursos do superávit financeiro no montante de R$ 25.533.017,52. Esta fonte de recursos representa a
utilização de sobra de caixa do exercício anterior, respeitando as vinculações legais.

Nota 2 – Saldos de Exercícios Anteriores (Utilizados para Créditos Adicionais) – O montante de R$ 25.533.017,52 representa o superávit
financeiro apurado no balanço patrimonial do exercício de 2014, utilizado em sua totalidade como fonte para abertura de créditos adicionais
(suplementares) no exercício de 2015, detalhado no quadro abaixo.

Recursos Ordinários - Administração Direta 23.631.641,80


Recursos de Alienação de Bens 1.901.375,72
TOTAL 25.533.017,52
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

NE 3 – Dotação Atualizada – A dotação inicial contemplava a liberação de recursos no montante de R$ 103.000.000,00, exclusivamente para
aplicação em investimentos do Poder, quantia que seria advinda de parte de operação de crédito a ser contraída pelo Poder Executivo. No entanto,
devido à crise econômica despontada no país, a liberação não se concretizou. Como consequência, o Estado reverteu o orçamento a seu favor,
anulando o correspondente das disponibilidades orçamentárias do Poder, conforme Decreto nº 42.464/2015. Diante de novas negociações, o
Governo do Estado concedeu uma suplementação de R$ 40.000.000,00, por meio do Decreto nº 41.953/2015 . Além disso, o Poder se valeu do
superávit financeiro do exercício anterior para também reforçar seu orçamento.

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Dotação Inicial Suplementação Suplementação Anulação Dotação Dotação Atualizada


da Despesa Recursos do Estado Recursos do TJ (Op.de Credito) da Despesa
(a) (b) (c) (d) (e) = (a + b + c - d)
1.200.816.700,00 40.000.000,00 25.533.017,52 103.000.000,00 1.163.349.717,52
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 4 – Despesas Empenhadas e Liquidadas – Atingiram o montante de R$ 1.161.955.282,30, correspondendo a 99,88% das autorizações,
representando uma economia na execução, saldo orçamentário não utilizado, da ordem de R$ 1.394.435,22, ou ainda, 0,22% das autorizações.

Dotação Atualizada da Despesa Despesas Empenhadas Saldo da Dotação


(a) (b) (c) = (a-b)
1.163.349.717,52 1.161.955.282,30 1.394.435,22
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

6. Balanço Financeiro

Evidencia as receitas e as despesas orçamentárias, bem como os ingressos e os dispêndios extraorçamentários, conjugados com os saldos de
caixa do exercício anterior e os que se transferem para o início do exercício seguinte.

Os ingressos de natureza orçamentária e extraorçamentária especificam, respectivamente, as receitas do ente, as transferências financeiras
recebidas, dentre estas, o duodécimo repassado pelo Estado, e os valores recebidos pertencentes a terceiros, como, por exemplo, consignações,
depósitos de diversas origens e os restos a pagar inscritos no exercício.

Os dispêndios orçamentários representam as despesas orçamentárias empenhadas. Já os dispêndios extraorçamentários são saídas de caixa
relativas a devoluções de cauções, pagamento de consignações e restos a pagar, entre outros.

Nota 1 – Receita Orçamentária – Em conformidade com a orientação da IPC 06 – Metodologia para elaboração do Balanço Financeiro, a receita
deve ser apresentada líquida das deduções. Entretanto, não ocorreu restituição por parte do TJPE, motivo pelo qual a coluna de deduções não
apresenta valores, conforme quadro abaixo .

ESPECIFICAÇÃO Receita Deduções da Receita Saldo (c) = (a - b)


Orçamentária (a) Orçamentária (b)
Ordinária 10.666.955,09 - 10.666.955,09
Recursos Ordinários - Administração Direta 10.439.772,19 - 10.439.772,19
Recursos Provenientes da Alienação de Outros 227.182,90 - 227.182,90
Ativos
Vinculada - - -
Recursos de Convênios - - -
TOTAL 10.666.955,09 - 10.666.955,09
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Os recursos provenientes da alienação de outros ativos, no valor de R$ 227.182,90, referem-se a rendimentos de aplicação financeira, decorrente
de recursos disponíveis em Caixa ou Equivalentes de Caixa, originados de alienação de ativos.

Nota 2 –Transferências Financeiras Concedidas – Em 2015 não foram concedidos repasses financeiros. O valor de R$ 30.536.484,91 em
2014 corresponde a recurso transferido ao FERM-PJ relativo a saldo remanescente do superávit financeiro do exercício 2013, na fonte de recursos
diretamente arrecadados, conforme previsto no parágrafo único do art. 5º da Instrução de Serviço nº 07 / 2013, respaldada na Lei nº 14.989/2013.
Por não haver mais saldo a transferir, não há registro em 2015.

Nota 3 – Saldo em Espécie para o Exercício Seguinte – Através da análise comparativa, verifica-se a diminuição do resultado financeiro do
exercício, no montante de R$ 5.980.561,90, em relação ao saldo das disponibilidades existentes em 31/12/2014, reflexo do resultado orçamentário
deficitário, conforme quadro abaixo.

Saldo Final 31/12/2015 Saldo Final 31/12/2014 Resultado Financeiro 2015


(a) (b) (c) = (a - b)
56.660.127,00 62.640.688,90 (5.980.561,90)
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

7. Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)

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Apresenta as entradas e as saídas de caixa classificadas em fluxo operacional, de investimento e de financiamento, permitindo avaliar a
capacidade da entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, além da análise da utilização de recursos próprios e de terceiros em suas atividades.
Elaborada pelo método direto, evidencia as movimentações ocorridas no exercício na conta Caixa e Equivalentes de Caixa.

A DFC é composta por: a) Quadro Principal; b) Quadro de Receitas Derivadas e Originárias; c) Quadro de Transferências Recebidas e Concedidas;
d) Quadro de Desembolsos de Pessoal e Demais Despesas por Função; e) Quadro de Juros e Encargos da Dívida.

Por estar no primeiro exercício de apresentação, a DFC não evidencia os valores da coluna referente ao exercício anterior, conforme previsto no
MCASP e na IPC 00 – Plano de Transição para Implantação da Nova Contabilidade.

Destaca-se que o fluxo de caixa positivo das operações custeia o fluxo negativo de investimento, representando que recursos operacionais foram
aplicados na aquisição de ativos não circulantes. Tal movimentação considera as despesas empenhadas e pagas no exercício, além daquelas
pagas a título de restos a pagar.

Nota 01 – Transferências Recebidas – Representam as transferências financeiras recebidas, no montante de R$ 1.137.111.796,00, advindo
do Poder Executivo a título de duodécimos, composto por R$ 1.097.111.796,00, previsto na Lei Orçamentária Anual – LOA, somado a R$
40.000.000,00, resultante do Decreto nº 41.953/2015 ambos para cobertura dos gastos classificados na fonte de recurso 010100000-Recursos
Ordinários - Administração Direta (Fonte Tesouro).

Nota 02 – Transferências Concedidas – Correspondem à despesa paga a título de subvenção social em favor da Caixa de Assistência
de Magistrados de Pernambuco (CAMPE), no montante de R$ 1.622.470,87, visando à prestação de serviços médicos e odontológicos aos
magistrados deste Poder e seus dependentes, conforme o Convênio nº 08/2012.

Nota 03 – Geração Líquida Extraorçamentária – Corresponde à movimentação de recursos extraorçamentários no montante de R


$ 7.218.391,23, representados principalmente por retenções e depósitos diversos, que afetaram positivamente o saldo da conta Caixa e
Equivalentes de Caixa.

Tal sistemática está em conformidade com o disposto no MCASP, Parte V – Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público, item 6.5, que
orienta ajustar o saldo da conta caixa e equivalentes de caixa quando há valores vinculados em sua composição. Tal situação decorre do fato
da despesa orçamentária paga está evidenciada pelo seu valor bruto, quando em sua execução o pagamento é realizado pelo valor líquido aos
credores e o recolhimento das respectivas retenções ocorrerem em data diversa. Além disso, os valores de terceiros, a exemplo de cauções,
compõem o saldo de caixa e equivalentes de caixa e constam nessa movimentação extraorçamentária por não representar ingressos e dispêndios
operacionais, de investimentos, tampouco financiamento.

8. Demonstrativo da movimentação das Fontes de Recursos

Em atenção ao item 11 do Anexo VI da Resolução TCE nº 23/2015, que trata da elaboração das Notas Explicativas, foi elaborado o quadro abaixo
referente a movimentação das fontes de recursos, contendo o saldo inicial, entradas, saídas e saldo final.

Fonte Fonte
Discriminação 101000000 121000000 TOTAL
Recurso do Alienação de Ativos
Tesouro Estadual
Saldo inicial 2015 (I) 23.631.641,80 1.901.375,72 25.533.017,52
Entradas (II) 1.147.551.568,19 227.182,90 1.147.778.751,09
Duodécimos Recebidos 1.137.111.796,00 - 1.137.111.796,00
Receitas Orçamentárias 10.439.772,19 227.182,90 10.666.955,09
Saídas (III) 1.160.055.327,10 1.899.955,20 1.161.955.282,30
Despesas Liquidadas 1.160.055.327,10 1.899.955,20 1.161.955.282,30
Saldo Final 2015 (IV) = (I + II - III) 11.127.882,89 228.603,42 11.356.486,31
Fonte: e-Fisco Financeiro

Recife, 18/03/2016

Carleide Maria Bezerra


Contadora – CRC/PE-019946 /O

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Des. Leopoldo de Arruda Raposo


Presidente

Nota 1: Em razão do sistema DJe não reconhecer gráficos e alguns caracteres especiais, um gráfico foi excluído e a formatação das
demonstrações contábeis e notas explicativas podem diferir das encaminhadas ao TCE.

Nota 2: A prestação de contas anual do Poder encontra-se publicada no portal da transparência do TJPE e no site do TCE/PE.

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


FUNDO ESPECIAL DE REAPARELHAMENTO E MODERNIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO - UGE 070002
BALANÇO PATRIMONIAL
EXERCICIO: 2015

ATIVO Nota Exercício Atual Exercício Anterior


Ativo Circulante
Caixa e Equivalentes de Caixa 1 262.195.236,78 241.176.695,08
Demais Créditos e Valores a Curto Prazo 2 27.351,94 35.422,46
Estoques 3 - -
VPD Pagas Antecipadamente 4 196.091,81 66.023,69
Total do Ativo Circulante 262.418.680,53 241.278.141,23
Ativo Não Circulante
Imobilizado 3 - -
Intangível 3 - -
Total do Ativo Não Circulante - -
TOTAL DO ATIVO 262.418.680,53 241.278.141,23

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO


Passivo Circulante
Fornecedores e Contas a Pagar a Curto Prazo 5.723.809,61 3.522.494,76
Obrigações Fiscais a Curto Prazo 14.487,40 49.722,56
Demais Obrigações a Curto Prazo 5 3.808.238,14 3.201.203,63
Total do Passivo Circulante 9.546.535,15 6.773.420,95
Passivo Não Circulante - -
Total do Passivo Não Circulante - -
Patrimônio Líquido
Resultados Acumulados 6 252.872.145,38 234.504.720,28
Total do Patrimônio Líquido 252.872.145,38 234.504.720,28
TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 262.418.680,53 241.278.141,23

Recife, 18 de março de 2016.

Carleide Maria Bezerra Des. Leopoldo de Arruda Raposo


Contadora - CRC/PE-019946/O Presidente

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


FUNDO ESPECIAL DE REAPARELHAMENTO E MODERNIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO - UGE 070002
QUADRO DOS ATIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS E PERMANENTES - LEI Nº 4.320/64
EXERCICIO:2015

ATIVO (I) Nota Exercício Atual Exercício Anterior


Ativo Financeiro 7 262.195.397,28 241.185.143,82
Ativo Permanente 223.283,25 92.997,41
Total do Ativo 262.418.680,53 241.278.141,23
PASSIVO (II)
Passivo Financeiro 7 9.164.050,85 6.558.603,41
Passivo Permanente 382.484,30 214.817,54
Total do Passivo 9.546.535,15 6.773.420,95
Saldo Patrimonial (I-II) 252.872.145,38 234.504.720,28

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


FUNDO ESPECIAL DE REAPARELHAMENTO E MODERNIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO - UGE 070002
QUADRO DAS CONTAS DE COMPENSAÇÃO - LEI Nº 4.320/64

EXERCICIO: 2015

Nota Exercício Atual Exercício Anterior


ATOS POTENCIAIS ATIVOS 8
Garantias e Contragarantias Recebidas - -

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Direitos Conveniados e Outros Instrumentos Congêneres - -


Direitos Contratuais - -
Outros atos potenciais ativos - -
Total dos Atos Potenciais Ativos - -
ATOS POTENCIAIS PASSIVOS 8
Garantias e Contragarantias Concedidas - -
Obrigações Conveniados e Outros Instrumentos Congêneres - -
Obrigações Contratuais - -
Outros atos potenciais passivos - -
Total dos Atos Potenciais Passivos - -

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


FUNDO ESPECIAL DE REAPARELHAMENTO E MODERNIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO - UGE 070002
QUADRO DO SUPERÁVIT/DÉFICIT FINANCEIRO - LEI Nº 4.320/64

EXERCICIO: 2015

Nota Exercício Atual Exercício Anterior


FONTES DE RECURSOS 9
0124070001-FERM-Custas e Taxa Judiciais, Taxa 192.255.551,99 204.230.538,80
Sobre Serviços Notariais ou Registrais (TSNR)
0124070002-FERM-Depósitos Judiciais 47.174.774,08 22.095.407,63
0124070003-FERM-PEConsig 282.955,22 150.406,21
0124070004-FERM-Biblioteca 25.547,27 25.547,27
0124070005-FERM-Outras Arrecadações 13.292.517,87 8.124.640,50
Total das Fontes de Recursos 253.031.346,43 234.626.540,41

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


FUNDO ESPECIAL DE REAPARELHAMENTO E MODERNIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO - UGE 070002
DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS
EXERCÍCIO : 2015
Nota Exercício Atual Exercício Anterior
VARIAÇÕES PATRIMONIAIS AUMENTATIVAS

Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria 150.282.751,90 131.412.047,38


Taxas 150.282.751,90 131.412.047,38
Exploração e Venda de Bens, Serviços e Direitos 3.724.919,08 2.604.276,03
Exploração de Bens, Direitos e Prestação de Serviços 3.724.919,08 2.604.276,03
Variações Patrimoniais Aumentativas Financeiras 33.134.300,71 27.221.691,56
Juros e Encargos de Mora 30.170,00 34.701,50
Variações Monetárias e Cambiais - -
Remuneração de Depósitos Bancários e Aplicações Financeiras 33.104.130,71 27.186.990,06
Transferências e Delegações Recebidas 7.881,40 30.900.914,93
Transferências Intragover namentais 1 7.762,02 30.874.376,36
Transferências Intergover namentais - -
Transferências das Instituições Privadas - 26.538,57
Transferências de Pessoas Físicas 119,38 -
Valorização e Ganhos com Ativos e Desincorporação de 245,30 2.030,31
Passivos
Ganhos com Incorporação de Ativos 245,30 2.030,31
Outras Variações Patrimoniais Aumentativas 31.823.311,59 25.907.779,83
Diversas Variações Patrimoniais Aumentativas 2 31.823.311,59 25.907.779,83
Total das Variações Patrimon iais Aumentativas (I) 218.973.409,98 218.048.740,04

VARIAÇÕES PATRIMONIAIS DIMINUTIVAS


Pessoal e Encargos 3.293.842,59 59.640.679,33
Remuneração a Pessoal 2.623.079,79 43.304.000,00
Encargos Patronais 589.043,11 7.436.679,33
Benefícios a Pessoal 81.719,69 8.900.000,00
Outras Variações Patrimon iais Diminutivas - Pessoal e Encargos - -
Uso de Bens, Serviços e Consumo de Capital Fixo 103.100.893,45 63.376.777,59
Uso de Material de Consumo 5.720.372,95 3.396.451,16
Serviços 3 97.380.520,50 59.980.326,43
Depreciação, Amortização e Exaustão - -
Variações Patrimoniais Diminutivas Financeiras 3.087,27 -
Juros e Encargos de Mora 3.087,27 -
Transferências e Delegações Concedidas 90.113.391,55 41.943.686,22
Transferências Intragovernamentais 4 90.113.391,55 41.943.686,22
Transferências Intergovernamentais - -
Transferências a Instituições Privadas - -
Desvalorização e Perdas de Ativos e Incorporação de Passivos - -
Redução a Valor Recuperável e Ajuste para Perdas - -
Perdas Involuntárias - -
Desincorporação de Ativos
Tributárias 448.424,63 168.605,25

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Impostos, Taxas e Contribuições de Melhoria 296.626,63 38.027,29


Contribuições 151.798,00 130.577,96
Outras Variações Patrimon iais Diminutivas 2.185.571,27 1.767.129,09
Premiações 35.622,00 18.929,00
Diversas Variações Patrimoniais Diminutivas 5 2.149.949,27 1.748.200,09
Total das Variações Patrimoniais Diminutivas (II) 199.145.210,76 166.896.877,48
RESULTADO PATRIMONIAL DO PERÍODO (III) = (I-II) 19.828.199,22 51.151.862,56

Recife, 18 de março de 2016 .

Carleide Maria Bezerra Des. Leopoldo de Arruda Raposo


Contadora - CRC/PE-019946/O Presidente

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


FUNDO ESPECIAL DE REAPARELHAMENTO E MODERNIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO - UG 070002
BALANÇO ORÇAMENTÁRIO
ORÇAMENTO FISCAL E DA SEGURIDADE SOCIAL

EXERCÍCIO: 2015

RECEITAS ORÇAMENTÁRIAS Notas PREVISÃO INICIAL PREVISÃO ATUALIZADA RECEITAS REALIZADAS SALDO
(a) (b) (c) (d) = (c-b)

RECEITAS CORRENTES (I) 1 189.211.100,00 189.211.100,00 218.973.045,30 29.761.945,30


Receita Tributária 2 129.848.500,00 129.848.500,00 150.282.751,90 20.434.251,90
Receita Patrimonial 58.826.200,00 58.826.200,00 35.584.686,86 (23.241.513,14)
Receita de Serviços 42.400,00 42.400,00 1.244.362,93 1.201.962,93
Outras Receitas Correntes 3 494.000,00 494.000,00 31.861.243,61 31.367.243,61
RECEITAS DE CAPITAL (II) - - - -
Recursos Arrecadados em - - - -
Exercícios Anteriores (III)
SUBTOTAL DAS RECEITAS (IV) = 189.211.100,00 189.211.100,00 218.973.045,30 29.761.945,30
(I + II + III)
Operações de Crédito/ - - - -
Refinanciamento (V)
SUBTOTAL COM 189.211.100,00 189.211.100,00 218.973.045,30 29.761.945,30
REFINANCIAMENTO (VI) = (IV + V)
Déficit (VII) - - - -
TOTAL (VIII) = (VI + VII) 189.211.100,00 199.211.100,00 218.973.045,30 29.761.945,30
Saldos de Exercícios Anteriores 4 50.000.000,00 50.000.000,00
(Utilizados Para Créditos Adicionais)
Superávit Financeiro 50.000.000,00 50.000.000,00

DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS Notas DOTAÇÃO DOTAÇÃO DESPESAS DESPESAS DESPESAS SALDO DA


INICIAL ATUALIZADA EMPENHADAS LIQUIDADAS PAGAS DOTAÇÃO

(e) (f) (g) (h) (i) (j) = (f - g)

DESPESAS CORRENTES (IX) 168.990.100,00 142.619.402,15 114.800.080,97 114.800.080,97 111.297.290,81 27.819.321,18


Pessoal e Encargos Sociais 56.763.300,00 13.200.000,00 3.212.122,90 3.212.122,90 3.212.122,90 9.987.877,10
Outras Despesas Correntes 112.226.800,00 129.419.402,15 111.587.958,07 111.587.958,07 108.085.167,91 17.831.444,08
DESPESAS DE CAPITAL (X) 20.221.000,00 56.591.697,85 44.903.393,67 44.903.393,67 42.819.513,27 11.688.304,18
Investimentos 20.221.000,00 56.591.697,85 44.903.393,67 44.903.393,67 42.819.513,27 11.688.304,18
Reserva de Contingência (XI) - - - - - -
Reserva do RPPS (XII) - - - - - -
SUBTOTAL DAS DESPESAS (XIII) 5;6 189.211.100,00 199.211.100,00 159.703.474,64 159.703.474,64 154.116.804,08 39.507.625,36
= (IX+X+XI+XII)
Amortização da Dívida/ - - - - - -
Refinanciamento (XIV)
SUBTOTAL COM
REFINANCIAMENTO (XV) = (XIII + 189.211.100,00 199.211.100,00 159.703.474,64 159.703.474,64 154.116.804,08 39.507.625,36
XIV)
Superávit (XVI) 7 59.269.570,66
TOTAL (XVII) = (XV + XVI) 189.211.100,00 199.211.100,00 218.973.045,30 159.703.474,64 154.116.804,08 39.507.625,36

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Carleide Maria Bezerra Des. Leopoldo de Arruda Raposo


Contadora - CRC/PE-019946/O Presidente

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


FUNDO ESPECIAL DE REAPARELHAMENTO E MODERNIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO - UG 070002
QUADRO DA EXECUÇÃO DOS RESTOS A PAGAR NÃO PROCESSADOS

29
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

EXERCÍCIO: 2015
INSCRITOS
Notas EM EXERCÍCIOS EM 31 DE LIQUIDADOS PAGOS CANCELADOS SALDO
ANTERIORES DEZEMBRO (c) (d) (e) (f) = (a+b-c-e)
(a) DO EXERCÍCIO
ANTERIOR
(b)

DESPESAS CORRENTES - - - - - -
DESPESAS DE CAPITAL - - - - - -
TOTAL - - - - - -

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


FUNDO ESPECIAL DE REAPARELHAMENTO E MODERNIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO - UG 070002
QUADRO DA EXECUÇÃO DOS RESTOS A PAGAR PROCESSADOS E NÃO PROCESSADOS LIQUIDADOS

EXERCÍCIO: 2015

INSCRITOS
Notas EM EM 31 DE DEZEMBRO PAGOS CANCELADOS SALDO
EXERCÍCIOS DO EXERCÍCIO (c) (d) (e) = (a+b-c-d)
ANTERIORES ANTERIOR
(a) (b)

DESPESAS CORRENTES - 2.166.482,75 2.166.482,75 - -


Outras Despesas Correntes - 2.166.482,75 2.166.482,75 - -
DESPESAS DE CAPITAL - 1.446.983,75 1.446.983,75 - -
Investimentos - 1.446.983,75 1.446.983,75 - -
Inversões Financeiras - - - - -
TOTAL - 3.613.466,50 3.613.466,50 - -

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


FUNDO ESPECIAL DE REAPARELHAMENTO E MODERNIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO - UGE 070002
BALANÇO FINANCEIRO
EXERCICIO: 2015
INGRESSOS
Nota Exercício Atual Exercício Anterior
RECEITA ORÇAMENTÁRIA (I) 1 218.973.045,30 187.278.797,66
Vinculada 218.973.045,30 187.278.797,66
Recursos do Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização 218.973.045,30 187.278.797,66
Transferências Financeiras Recebidas (II) 2 - 30.536.484,91
Transferências Recebidas para a Execução Orçamentária - 30.536.484,91
Recebimentos Extraorçamentários (III) 27.236.689,38 42.028.891,05
Inscrição de Restos a Pagar Processados 5.586.670,56 3.613.466,50
Depósitos Restituíveis e Valores Vinculados 20.002.839,03 28.447.647,84
Outros Recebimentos Extraorçamentários 1.647.179,79 9.967.776,71
Saldo em Espécie do Exercício Anterior (IV) 241.176.695,08 205.441.834,00
Caixa e Equivalentes de Caixa 241.176.695,08 205.441.834,00
TOTAL (V) = (I + II + III + IV) 487.386.429,76 465.286.007,62
DISPÊNDIOS
Nota Exercício Atual Exercício Anterior
Despesa Orçamentária (VI) 159.703.474,64 165.784.170,75
Vinculada 159.703.474,64 165.784.170,75
Recursos do Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização 159.703.474,64 165.784.170,75
Transferências Financeiras Concedidas (VII) 3 40.864.036,50 757.429,13
Transferências Concedidas para a Execução Orçamentária 40.864.036,50 757.429,13
Pagamentos Extraorçamentários (VIII) 24.623.681,84 57.567.712,66
Pagamentos de Restos a Pagar Processados 3.613.466,50 6.244.799,47
Depósitos Restituíveis e Valores Vinculados 19.370.595,65 42.344.734,95
Outros Pagamentos Extraorçamentários 1.639.619,69 8.978.178,24
Saldo em Espécie para o Exercício Seguinte (IX) 4 262.195.236,78 241.176.695,08
Caixa e Equivalentes de Caixa 262.195.236,78 241.176.695,08
TOTAL (X) = (VI + VII + VIII + IX) 487.386.429,76 465.286.007,62

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Carleide Maria Bezerra Des. Leopoldo de Arruda Raposo


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FUNDO ESPECIAL DE REAPARELHAMENTO E MODERNIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO - UGE 070002
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

30
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EXERCICIO : 2015

FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Nota


Exercício Atual
Ingressos 218.973.045,30
Receitas derivadas e originárias 218.973.045,30
Transferências correntes recebidas -
Outros ingressos operacionais -
Desembolsos 154.327.810,06
Pessoal e demais despesas 113.463.773,56
Juros e encargos da dívida -
Transferências concedidas 1 40.864.036,50
Outros desembolsos operacionais -
Fluxo de caixa líquido das atividades operacionais (I) 64.645.235,24

FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO


Ingressos
Alienação de Bens -
Desembolsos
Aquisição de Ativo Não Circulante 44.266.497,02
Fluxo de caixa líquido das atividades de investimento (II) (44.266.497,02)

FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO


Ingressos
Operações de Crédito -
Desembolsos
Amortização/Refinanciamento da Dívida -
Fluxo de caixa líquido das atividades de financiamento (III) -

GERAÇÃO LÍQUIDA DE CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA (IV) = (I+II+III) 20.378.738,22


GERAÇÃO LÍQUIDA EXTRAORÇAMENTÁRIA (V) 2 639.803,48
GERAÇÃO LÍQUIDA DO FLUXO (VI) = (IV) + (V) 21.018.541,70
Caixa e equivalente de caixa inicial 241.176.695,08
Caixa e equivalente de caixa final 262.195.236,78

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FUNDO ESPECIAL DE REAPARELHAMENTO E MODERNIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO - UGE 070002
QUADRO DE RECEITAS DERIVADAS E ORIGINÁRIAS
EXERCICIO 2015
Exercício Atual
RECEITAS DERIVADAS E ORIGINÁRIAS
Receita Tributária 150.282.751,90
Receita Patrimonial 2.480.556,15
Receita de Serviços 1.244.362,93
Remuneração das Disponibilidades 33.104.130,71
Outras Receitas Derivadas e Originárias 31.861.243,61
Total das Receitas Derivadas e Originárias 218.973.045,30

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


FUNDO ESPECIAL DE REAPARELHAMENTO E MODERNIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO - UGE 070002
QUADRO DE TRANSFERÊNCIAS RECEBIDAS E CONCEDIDAS

EXERCICIO 2015

Exercício Atual
TRANSFERÊNCIAS RECEBIDAS
Intergovernamentais -
da União -
de Estados e Distrito Federal -
de Municípios -
Intragovernamentais -
Outras transferências recebidas -
Total das Transferências Recebidas -

TRANSFERÊNCIAS CONCEDIDAS
Intergovernamentais -
a União -
a Estados e Distrito Federal -
a Municípios -
Intragovernamentais 40.864.036,50
Outras transferências concedidas -

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Total das Transferências Concedidas 40.864.036,50

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


FUNDO ESPECIAL DE REAPARELHAMENTO E MODERNIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO - UGE 070002
QUADRO DE DESEMBOLSOS DE PESSOAL E DEMAIS DESPESAS POR FUNÇÃO

EXERCICIO 2015

Exercício Atual
Judiciária 113.463.773,56
Encargos Especiais -
Total dos Desembolsos de Pessoal e Demais Despesas por Função 113.463.773,56

PODER JUDICIÁRIO DE PERNAMBUCO


FUNDO ESPECIAL DE REAPARELHAMENTO E MODERNIZAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO - UGE 070002
QUADRO DE JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA

EXERCICIO 2015

Exercício Atual
Juros e Correção Monetária da Dívida Interna -
Juros e Correção Monetária da Dívida Externa -
Outros Encargos da Dívida -
Total dos Juros e Encargos da Dívida -

ESTADO DE PERNAMBUCO
PODER JUDICIÁRIO

Unidade Gestora Executora – 070002-Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização do Poder Judiciário de Pernambuco – FERM-PJ

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS – 2015

1. Apresentação do Poder Judiciário e das Demonstrações Contábeis

1.1 Do Poder Judiciário

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), órgão integrante do Poder Judiciário estadual, nos termos do art. 92 da Constituição Federal de
1988, detentor de autonomia administrativa e financeira, tem como atividade precípua a prestação jurisdicional buscando solucionar os conflitos
da sociedade de forma mais célere e acessível, contribuindo, assim, com a paz social.

Compromissado na implementação de várias ações necessárias ao atingimento de sua missão, este Poder vem implantando vários projetos em
prol da celeridade processual, melhoria de sua estrutura física e tecnológica, política de valorização funcional dos servidores, dentre outros.

Nesse contexto, merece destaque o Processo Judicial Eletrônico (PJe), capitaneado e desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
em parceria com os tribunais e a participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), objetivando a automação de todo o Judiciário Nacional.

Considerado um marco na história do Judiciário brasileiro, vem sendo desenvolvido sobre uma base tecnológica sólida, poderosa e segura em
relação à operacionalização por todos os usuários envolvidos nesse processo, interligado diretamente com a Receita Federal do Brasil, para
assegurar a identificação adequada das partes, e com o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, para garantir a regularidade de
atuação dos advogados.

As vantagens advindas do uso dessa ferramenta são muitas, como por exemplo: aumento da celeridade processual, responsabilidade com meio
ambiente ante redução da utilização de papel, redução das construções ou aquisições de imóveis, custeio e pessoal, melhoria de acessibilidade
do cidadão ao Judiciário Nacional, entre outros.

No âmbito do TJPE, o uso dessa ferramenta alcançou 35,5% de sua estrutura total, motivo pelo qual em agosto de 2015, o CNJ reconheceu este
Tribunal como a corte de justiça estadual com maior número de processos tramitando via Processo Judicial Eletrônico (PJe).

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Va le mencionar que o Poder apresentou resultados positivos na prestação jurisdicional a sociedade, o exemplo foi o cumprimento da Meta 1 do
CNJ que é julgar mais processos que a quantidade dos que são distribuídos no mesmo exercício, cujo indicador correspondeu a 103,45% em
2015. Outro exemplo, elogiado nacionalmente, pela estrutura montada, foi o Mutirão para diminuição de pendências nas Varas de Executivos
Fiscais de Recife, realizado em julho de 2015, fruto de parceria firmada entre o TJPE, Governo do Estado e Prefeitura da Cidade do Recife.

No aspecto econômico, o exercício de 2015 foi marcado por uma crise nacional, que impôs a adoção de contingências orçamentárias e financeiras.
Impactado com esse cenário, o TJPE implementou um conjunto de ações visando o equilíbrio orçamentário e financeiro do Poder. Para tanto,
reduziu despesas com gratificações, diárias, passagens, extinguiu alguns cargos comissionados e diminuiu o número de terceirizados e os gastos
com investimentos.

Em relação à gestão dos recursos públicos consignados na Lei Orçamentária Anual (LOA), o Poder opera com duas Unidades Gestoras
Executoras (UGE), a 070001–Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e a 070002–Fundo Especial de Reaparelhamento e Modernização do
Poder Judiciário (FERM-PJ), este criado por meio da Lei 14.989/2013, iniciando suas operações em setembro/2013.

1.2 Apresentação das Demonstrações Contábeis

Diante do cenário brasileiro de convergência aos padrões internacionais de contabilidade, continuamos envidando esforços para reconhecer,
mensurar e evidenciar o patrimônio público da melhor forma, com o objetivo de refletir a realidade patrimonial da instituição, conforme normatizado
pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), por meio das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público ( NBCT SP
16), regulamentadas pelo Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público ( MCASP), editado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Essas mudanças vêm ocorrendo de forma gradual, em observância aos normativos vigentes, considerando a dimensão que esse processo de
construção requer, dentre outros, mudança de cultura e adaptações nos sistemas informatizados.

Um dos marcos nesse processo foi a adoção do novo Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP), em 2014, de uso obrigatório pelos
entes da federação, que visa possibilitar a consolidação das contas nacionais, exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Além do PCASP, desde o exercício de 2014, as demonstrações contábeis – Balanços Orçamentário, Financeiro, Patrimonial e Demonstração
das Variações Patrimoniais – vem sendo elaboradas em novos modelos, com base nas orientações contidas no MCASP e nas Instruções de
Procedimentos Contábeis – IPC, publicadas pela STN. Em relação à Demonstração dos Fluxos de Caixa, esta não foi elaborada em 2014, em
virtude da faculdade conferida pelo art. 1º da Portaria STN nº 733/2014, razão pela qual a de 2015 não apresenta os dados relativos ao exercício
anterior.
As Notas Explicativas foram elaboradas na seguinte ordem:

2) Sumário das Principais Práticas Contábeis;


3) Balanço Patrimonial;
4) Demonstração das Variações Patrimoniais;
5) Balanço Orçamentário;
6) Balanço Financeiro;
7) Demonstração de Fluxo de Caixa;
8) Detalhamento da Movimentação das Fontes de Recursos.

2. Sumário das Principais Práticas Contábeis

2.1 Disponibilidades

As disponibilidades são mensuradas ou avaliadas pelo valor original. As aplicações financeiras de liquidez imediata são mensuradas ou avaliadas
pelo valor original, atualizadas até a data do Balanço Patrimonial. As atualizações apuradas são contabilizadas em contas de resultado.

2.2 Créditos e Dívidas

Os direitos e as obrigações são mensurados ou avaliados pelo valor original, feita a conversão, quando em moeda estrangeira, à taxa de câmbio
vigente na data do Balanço Patrimonial.

2.3 Estoques

33
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Os bens adquiridos com recursos orçamentários do fundo são registrados com base no valor de aquisição/produção e sistematicamente
transferidos para UGE 070001-TJPE, possibilitando assim o adequado controle patrimonial unificado, tanto das entradas como das saídas de
estoques. Por sua vez, o método para mensuração e avaliação das saídas dos estoques ocorridas no TJPE é o custo médio ponderado, conforme
o inciso III, art. 106 da Lei 4.320/64.

2.4 Imobilizado

O ativo imobilizado adquirido com recursos orçamentários do fundo, incluindo os gastos adicionais ou complementares, é mensurado com base
no valor de aquisição, produção ou construção e sistematicamente transferido para a unidade TJPE, conforme o art. 6º da lei nº 14.989/2013,
o qual prevê a incorporação de todos bens adquiridos ao patrimônio do Poder Judiciário do Estado, possibilitando assim o adequado controle
patrimonial unificado.
2.5 Intangível

Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da atividade pública ou exercidos com essa
finalidade, compreendendo o registro de softwares. É mensurado ou avaliado com base no valor de aquisição ou de produção. Dessa forma, os
softwares adquiridos com recursos orçamentários do fundo, assim como ocorre com os itens 2.3 e 2.4, são sistematicamente transferidos para a
unidade TJPE, possibilitando assim o adequado controle patrimonial unificado, das entradas e baixas patrimoniais.

2.6 Depreciação e amortização

A depreciação representa a redução do valor dos bens pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. No
entanto, ainda não há o reconhecimento deste fenômeno nas demonstrações do Poder, em virtude da limitação do atual sistema de controle
patrimonial, fato que será sanado com a implantação de uma nova ferramenta em discussão na instituição. De qualquer forma, quando ocorrer
o fato, será evidenciado na unidade gestora TJPE devido o controle patrimonial ser centralizado na referida unidade.

A amortização, por sua vez, é realizada para bens incorpóreos registrados como ativo intangível. A causa que influencia a redução do valor do
ativo é a existência ou exercício de duração limitada, prazo legal ou contratualmente limitado. Esse fenômeno ocorre apenas na unidade gestora
TJPE, pelos mesmos motivos da centralização do controle patrimonial.

2.7 Receitas e Despesas Orçamentárias

As receitas são reconhecidas quando arrecadadas e as despesas quando empenhadas, ambas pelo seu valor nominal, classificadas em
conformidade com a Parte I e Anexo do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP), editado pela STN, que trata dos aspectos
orçamentários.

3. Balanço Patrimonial

Evidencia, qualitativa e quantitativamente, a situação patrimonial da entidade pública, por meio de contas representativas do patrimônio público,
bem como os atos potenciais, registrados em contas de compensação, conforme definição contida no MCASP.

Em atenção ao disposto no MCASP e na IPC 04, Metodologia para Elaboração do Balanço Patrimonial, foram elaborados os seguintes quadros:

Quadro do Balanço Patrimonial – MCASP


Quadro dos Ativos e Passivos Financeiros e Permanentes – Lei nº 4.320/64
Quadro das Contas de Compensação – Lei nº 4.320/64
Quadro do Superávit /Déficit Financeiro – Lei nº 4.320/64.

3.1.Quadro do Balanço Patrimonial – MCASP

Nota 1 – Caixa e Equivalente de Caixa – Compreende os valores disponíveis em moeda nacional, conforme detalhamento abaixo:

Descrição 2015 2014


Conta Única 117.158,75 75.754,90
Contas Movimento 2.315.920,37 2.029.248,47
CDB/RDB 189.999.593,36 238.743.228,31
Fundos de Aplicação Financeira 69.762.564,30 328.463,40

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TOTAL 262.195.236,78 241.176.695,08


Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 2 – Créditos a Curto Prazo – Compreende os valores a receber por transações realizáveis no curto prazo, relacionadas a adiantamentos
concedidos a servidores para futura prestação de contas (s uprimentos de fundos institucional) e créditos relativos a transações entre a UGE TJPE
e a UGE FERM-PJ, conforme evidenciados no quadro a seguir.

Descrição 2015 2014


Suprimento de Fundos Institucional 27.191,44 30.473,72
Outros Créditos a Receber 160,50 4.948,74
TOTAL 27.351,94 35.422,46
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 3 – Estoque, Imobilizado e Intangível - Não apresentam saldo, uma vez que as aquisições de materiais para estoque, bens móveis e
imóveis, assim como de intangíveis relacionados a softwares, adquiridas com recursos orçamentários do Fundo são sistematicamente transferidas
para a UG 070001 – TJPE, que detém o controle patrimonial centralizado.

Nota 4 – VPD Pagas Antecipadamente – Pagamentos de variações patrimoniais diminutivas (VPD) antecipadas, detalhadas no quadro abaixo,
cujos benefícios ou prestação de serviço à entidade ocorrerão até o termino do exercício seguinte.

Descrição 2015 2014


Prêmios de Seguros a Apropriar 168.747,44 42.813,35
Assinaturas e Anuidades a Apropriar 27.344,37 19.710,34
Despesas Pagas a Regularizar - 3.500,00
TOTAL 196.091,81 66.023,69
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 5 – Demais Obrigações a Curto Prazo – Compreende outras obrigações da entidade junto a terceiros, destacando-se as obrigações com
depósitos de terceiros e FUNAFIN a recolher na época própria, conforme quadro.

Descrição 2015 2014


Depósito de Terceiros 2.071.430,01 1.813.198,61
Contribuições Funafin a Recolher 589.043,11 -
Impostos Retidos 916.907,17 1.131.437,67
Demais Obrigações 230.857,85 256.567,35
TOTAL 3.808.238,14 3.201.203,63
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 6 – Resultados Acumulados – Compõe o Patrimônio Líquido - PL da entidade e encontra-se detalhado no quadro a seguir. Quando
comparado com o resultado de exercícios anteriores no montante de R$ 234.504.720,28, evidencia um acréscimo de R$ 18.367.425,10.

Descrição 2015 2014


Resultado do Exercício 19.828.199,22 51.151.862,56
Ajustes de Exercícios Anteriores (1.460.774,12) 5.084,12
SUBTOTAL 18.367.425,10 51.156.946,68
Resultado de Exercícios Anteriores 234.504.720,28 183.347.773,60
TOTAL DO PATRIMONIO LÍQUIDO 252.872.145,38 234.504.720,28
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Quanto aos ajustes de exercícios anteriores registrados em 2015, correspondem a lançamentos realizados em decorrência dos fatos contábeis
do exercício 2014 e anteriores, conforme detalhado a seguir.

Descrição 2015 2014


Ajuste patrimonial de despesas de exercícios anteriores cujo fato gerador (1.456.752,73) -
ocorreu em exercício diverso
Baixa de suprimentos institucional cuja prestação de contas ocorreu em 2014 (4.690,75) -
Cancelamento de obrigação a pagar com fornecedor registrada em 2014 1.397,50 -
Ajustes de Exercícios Anteriores – Desincorporação do Disponível (728,14) -
Desincorporação de consignação de folha de pagamento retida em 2013 - 5.000,00
Cancelamento de restos a pagar inscrito em 2013 - 84,12

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TOTAL ( 1.460.774,12 ) 5.084,12


Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Ressalta-se que o aumento no valor de ajustes registrado em 2015 é reflexo da observância dos princípios de contabilidade, em especial o da
competência, bem como da orientação do MCASP, parte II - Procedimentos Contábeis Patrimoniais, capítulo 10, que trata do Reflexo Patrimonial
das Despesas de Exercícios Anteriores (DEA), definindo as situações em que as DEA devem ser consideradas como variação patrimonial do
exercício ou como ajuste de exercícios anteriores.

O fato evidenciado como Ajustes de Exercícios Anteriores – Desincorporação do Disponível, no montante de R$ 728,14, compreende a
desincorporação de disponível em virtude de divergências na conciliação bancária da conta relativa a suprimento institucional, estando o
registro contábil no e-Fisco maior que o saldo de banco. Em 2015, foram identificados os lançamentos equivocados de prestação de contas
que ocasionaram tal diferença, os quais foram regularizados através de registros a contrapartida da referida conta de ajustes. Tal situação
foi excepcional e decorreu do grande volume de suprimentos institucionais concedidos naquele exercício somado à ausência de um sistema
informatizado que possibilitasse otimizar as conciliações que até hoje são realizadas manualmente.

3.2. Quadro dos Ativos e Passivos Financeiros e Permanentes – Lei nº 4.320/64

Nota 7 – Evidencia a composição patrimonial, conforme estrutura determinada na Lei Federal nº 4.320/64. O patrimônio é dividido em ativo, passivo
e patrimônio líquido. O ativo e passivo são segregados em financeiro e permanente, os quais representam, respectivamente, a independência ou
não de autorização orçamentária / legislativa. É por meio desse quadro que pode ser calculado o superávit financeiro do exercício, ao comparar
o ativo e o passivo financeiros, correspondendo em 2015 ao montante de R$ 253.031.346,43, detalhado em quadro próprio, conforme Nota 9.

3.3. Quadro das Contas de Compensação – Lei nº 4.320/64

Nota 8 – Evidencia as contas representativas dos atos que possam vir a afetar o patrimônio, denominados atos potenciais do ativo e do passivo.
Entretanto, ainda não há informações a esse título, especialmente daquelas relacionadas a garantias e contragarantias recebidas e direitos
contratuais. No entanto, esforços estão sendo despendidos objetivando a efetiva evidenciação.

3.4. Quadro do Superávit Financeiro – Lei nº 4.320/64

Nota 9 – O superávit financeiro representa a diferença positiva entre o Ativo Financeiro e o Passivo Financeiro, sendo apresentado nesse
quadro por destinação de recursos. Esse montante, quando positivo, representa fonte de recursos para abertura de crédito adicional no exercício
seguinte, pois em sua essência, é sobra de recurso que pode ser utilizada futuramente, observadas as vinculações legais.

Superávit Financeiro - Fontes detalhadas 2015 2014 % Variação


2015/2014
(a) (b) (c=a/b*100-100)
FERM-PJ-Custas e Taxa Judiciais, Taxa Sobre Serviços 192.255.551,99 204.230.538,80 -5,86%
Notariais ou Registrais- TSNR
FERM -PJ-Depósitos Judiciais 47.174.774,08 22.095.407,63 113,50%
FERM-PJ-PEConsig 282.955,22 150.406,21 88,13%
FERM-PJ-Biblioteca 25.547,27 25.547,27 0,00%
FERM-PJ-Outras Arrecadações 13.292.517,87 8.124.640,50 63,61%
TOTAL 253.031.346,43 234.626.540,41 7,84%
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

4. Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP)

Evidencia as alterações ocorridas no patrimônio da entidade, resultantes ou independentes da execução orçamentária, indicando o resultado
patrimonial do exercício, apurado através do confronto entre as variações patrimoniais quantitativas aumentativas e diminutivas, conforme definição
do MCASP.

A DVP foi elaborada no modelo analítico, detalhando os subgrupos das variações patrimoniais em um único quadro, conforme previsão da IPC
05 – Metodologia para Elaboração da Demonstração das Variações Patrimoniais e do MCASP.

Conforme facultado pelo MCASP e pela IPC 05, a DVP não apresenta o Quadro de Variações Patrimoniais Qualitativas. As variações patrimoniais
qualitativas são aquelas decorrentes da execução orçamentária, que consistem em incorporação e desincorporação de ativos e/ou passivos,
os quais não representam alteração quantitativa patrimonial. Destaca-se em 2015, a incorporação de ativos mediante despesa orçamentária de
capital no valor de R$ 44.837.560,67, relativo à aquisição de equipamentos e material permanente, de softwares, bem como realização de obras
e instalações e outros.

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Nota 1 – Transferências Intragovernamentais – Em 2015, compreendem somente os créditos a receber transferidos da UGE 070001 – TJPE,
relativos à dívida ativa arrecadada em 2015, cujos recursos orçamentários pertencem à UGE 070002 – FERM. Destaca-se, do montante de R
$ 30.900.914,92, em 2014, o repasse financeiro recebido da UGE 070001 – TJPE, de R$ 30.536.484,91, relativo ao saldo remanescente do
superávit financeiro do exercício 2013 na fonte de recursos diretamente arrecadados, conforme previsto no parágrafo único do art. 5º da Instrução
de Serviço nº 07/2013, respaldada na Lei nº 14.989/2013 .

Nota 2 – Diversas Variações Patrimoniais Aumentativas – Compreendem principalmente a receita pela administração dos depósitos judiciais
em bancos oficiais, no montante arrecadado de R$ 31.388.586,92, conforme detalhado no quadro abaixo.

Descrição 2015 2014


Receita pela administração dos depósitos judiciais em bancos oficiais 31.388.586,92 25.326.733,85
Multas administrativas 219.356,38 49.576,69
Restituições 182.727,06 471.301,93
Demais variações patrimoniais aumentativas 32.641,23 60.167,36
TOTAL 31.823.311,59 25.907.779,83
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 3 – Serviços – O aumento dessa variação em 2015, comparada ao valor de 2014, não significa um acréscimo de despesa do Poder, uma
vez que as variações patrimoniais apresentadas nesta demonstração não representam a totalidade das variações da instituição, pelo fato da UG
070001 - TJPE executar parte do orçamento. Inclusive, em valores globais, houve uma diminuição, reflexo da política de redução de gastos, bem
como pelo registro de despesas orçamentárias de exercícios anteriores como ajuste de exercício anterior, tendo alcançado em 2015 o montante
de R$ 117.408.120,84, menor que o valor realizado em 2014 de R$ 118.987.533,02.

Nota 4 –Transferências Intragovernamentais Concedidas – Correspondem a transações realizadas entre unidades gestoras do Estado de
PE, pertencentes ao orçamento fiscal e da seguridade social, relativas a transferências de valores, bens móveis, imóveis, almoxarifado e/ou
softwares. Em sua maioria, trata-se de bens transferidos para a UGE 070001-TJPE, em virtude do controle patrimonial ser centralizado nesta
unidade. Esses valores aparecem como recebidos no TJPE, anulando-se numa demonstração consolidada do Poder.

Descrição 2015 2014


Repasses financeiros concedidos 40.864.036,50 757.429,13
Bens móveis - transferências concedidas no mesmo órgão 16.516.813,04 5.574.366,89
Almoxarifado - - transferências concedidas no mesmo órgão 4.598.729,41 3.320.593,56
Bens imóveis - - transferências concedidas no mesmo órgão 25.144.926,78 31.499.228,63
Softwares - transferências concedidas no mesmo órgão 2.988.885,82 792.068,01
TOTAL 90.113.391,55 41.943.686,22
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Os repasses financeiros concedidos, evidenciados acima no valor de R$ 40.864.036,50, compreendem o repasse ao Poder Executivo Estadual
de R$ 40.000.000,00, conforme Lei nº 15.648/2015, para aplicação em ações de ressocialização, repressão à criminalidade e combate à violência,
bem como o montante de R$ 864.036,50 transferido para a Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, para aplicação na Assistência Judiciária
do Estado, conforme previsto na Lei n 11.404/96.

Nota 5 – Diversas Variações Patrimoniais Diminutivas – Destaca-se a despesa com auxílio alimentação e auxílio transporte para ajuda de
custo aos voluntários do Poder Judiciário, conforme regulamentado na Resolução nº 191/2006, cujos valores estão detalhados no quadro abaixo.

Descrição 2015 2014


Auxílio alimentação para voluntários 1.428.490,00 994.595,00
Auxílio transporte para voluntários 612.210,00 426.585,00
Demais variações patrimoniais diminutivas 211.043,27 327.020,09
TOTAL 2.149.949,27 1.748.200,09
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro
5. Balanço Orçamentário

Demonstra as receitas e as despesas previstas em confronto com as realizadas, conforme art. 102 da Lei nº 4.320/64.

Apresenta as receitas detalhadas por categoria econômica e origem, especificando a previsão inicial, a previsão atualizada para o exercício, a
receita realizada e o saldo, que corresponde ao excesso ou déficit de arrecadação. Demonstra também as despesas por categoria econômica e
grupo de natureza da despesa, discriminando a dotação inicial, a dotação atualizada para o exercício (dotação inicial mais os créditos adicionais
abertos), as despesas empenhadas, as despesas liquidadas, as despesas pagas e o saldo da dotação.

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De acordo com o disposto no MCASP e na IPC 07 - Metodologia para Elaboração do Balanço Orçamentário, é composto pelos quadros:

- Quadro principal do Balanço Orçamentário – MCASP


- Quadro da Execução dos Restos a Pagar Não Processados
- Quadro da Execução dos Restos a Pagar Processados e Restos a Pagar Não Processados Liquidados.

Ressalta-se que por não ter ocorrido inscrição de Restos a Pagar Não Processados, tanto no exercício de 2015, assim como em 2014, não há
informações a serem apresentadas a esse título.

Cabe esclarecer que o modelo do Balanço Orçamentário não contempla as transferências financeiras recebidas e concedidas, em virtude do
disposto nas orientações do MCASP, Parte V – Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público, conforme trecho abaixo:

"Os Balanços Orçamentários não consolidados (de órgãos e entidades, por exemplo),
poderão apresentar desequilíbrio e déficit orçamentário, pois muitos deles não são
agentes arrecadadores e executam despesas orçamentárias para prestação de
serviços públicos e realização de investimentos, sendo deficitários e dependentes
de recursos do Tesouro. Esse fato não representa irregularidade, devendo ser
evidenciado complementarmente por nota explicativa que demonstre o montante
da movimentação financeira (transferências financeiras recebidas e concedidas)
relacionadas à execução do orçamento do exercício.”

No decorrer do exercício de 2015, o FERM não recebeu transferências financeiras de recursos. Quanto às concedidas, compreendem o repasse
financeiro ao Poder Executivo Estadual no valor de R$ 40.000.000,00, conforme Lei nº 15.648/2015, para aplicação em ações de ressocialização,
repressão à criminalidade e combate à violência, além dos repasses financeiros à Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, para aplicação
na Assistência Judiciária do Estado, no valor total de R$ 864.036,50 conforme previsto na Lei n 11.404/96.

De acordo com a declaração da Coordenadoria de Orçamento e Planejamento deste Tribunal, em cumprimento ao § 4º, art. 6º da Resolução
TJPE nº 378/2015, a referida transferência financeira e orçamentária ao Poder Executivo, no montante de R$ 40.000.000,00, em que pese não
estar relacionada às metas prioritárias do citado fundo, não comprometeu, nem prejudicou, a implementação e/ou o andamento de quaisquer das
atividades ou metas prioritárias definidas na Lei nº 14.989/2013, e regulamentas na resolução acima mencionada.

Nota 1 – Receitas Arrecadadas – Superaram em 15,73% o montante das receitas inicialmente previstas, representando um excesso de
arrecadação no valor R$ 29.761.945,30, conforme evidenciado no quadro abaixo.

Previsão Atualizada Receitas Arrecadadas Saldo %


(Excesso de Arrecadação) Variação
(a) (b) (c) = (a - b)
189.211.100,00 218.973.045,30 29.761.945,30 15,73%
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 2 – Receita Tributária – A receita tributária compreende as receitas diretamente arrecadadas, relativas a Custas, Taxas Judiciais e Taxas
Extrajudiciais (Taxa de Serviços Notariais ou de Registro – TSNR), sendo apresentada pelo seu valor líquido, conforme orientação da IPC 07. A
receita tributária bruta arrecadada foi de R$ 151.148.589,51, sendo deduzido o montante de R$ 865.837,61, resultando numa receita tributária
líquida de R$ 150.282.751,90, correspondente ao crescimento de 14,36% em relação ao exercício de 2014. As deduções da receita correspondem
a restituições de recursos recebidos a maior ou indevidamente.

Descrição da Arrecadação por Exercício


Receita Tributária
2015 2014 % (2015/2014)
Custas Judiciais 43.661.215,56 39.016.503,60 11,90%
Taxas Judiciais 19.705.350,39 15.847.751,51 24,34%
Taxa de Serviços Notariais ou de Registro – TSNR 86.916.185,95 76.547.792,27 13,54%
T OTAL 150.282.751,90 131.412.047,38 14,36%
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 3 – Outras Receitas Correntes – É impactada principalmente pela arrecadação da receita advinda da remuneração pela administração
dos depósitos judiciais em bancos oficiais, cuja previsão orçamentária encontra-se no grupo de receita patrimonial. A divergência na classificação
foi ocasionada por mudança no entendimento ainda no exercício 2014, ao considerar que os depósitos judiciais não constituem patrimônio deste
Poder, não podendo ser classificada como receita patrimonial. Dessa forma, o montante arrecadado foi registrado no grupo de outras receitas
correntes. Por esse motivo, os valores realizados em outras receitas correntes são bastante superiores ao previsto, enquanto no grupo de receitas
patrimoniais ocorre o inverso.

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Nota 4 – Saldo de Exercícios Anteriores (Utilizado para Créditos Adicionais) – O valor de R$ 50.000.000,00 representa parte do superávit
financeiro dos recursos diretamente arrecadados, apurado no balanço patrimonial do exercício de 2014, utilizado como fonte para abertura de
créditos adicionais suplementares no exercício de 2015, conforme Decretos nºs 42.454/2015 e 42.406/2015, nos montantes de R$ 10.000.000,00
e R$ 40.000.000,00, respectivamente.

Nota 5 – Dotação Atualizada – Em relação à dotação inicial, apresenta um acréscimo no montante de R$ 10.000.000,00. Tal fato decorre do
aumento de R$50.000.000,00 por suplementação, que teve por fonte o superávit financeiro do exercício anterior, evidenciado na nota 4 acima,
além da diminuição de R$40.000.000,00, por meio de anulação de dotação do FERM em favor da Secretaria de Defesa Social, conforme Decreto
nº 42.407/2015, no cumprimento do disposto na Lei nº 15.648/2015.

Dotação Inicial da Despesa Suplementação por Cessão de Orçamento Dotação Atualizada


Superávit Financeiro da Despesa
(a) (b) (c) (d) = (a + b - c)
189.211.100,00 50.000.000,00 40.000.000,00 199.211.100,00
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 6 – Despesas Empenhadas e Liquidadas – Atingiram o montante de R$ 159.703.474,64, correspondendo a 80,17% da dotação atualizada,
representando uma economia na execução de R$ 39.507.625,36, ou, ainda, 19,83% das autorizações.

Dotação Atualizada da Despesa Despesas Empenhadas Saldo da Dotação


(a) (b) (c) = (a-b)
199.211.100,00 159.703.474,64 39.507.625,36

Nota 7 – Superávit Orçamentário – Obtido pela diferença entre as receitas realizadas e as despesas empenhadas, apresenta-se superavitário
conforme evidenciado abaixo.

Receitas Realizadas Despesas Empenhadas Resultado da Execução


(a) (b) c = (a-b)
218.973.045,30 159.703.474,64 59.269.570,66
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

6. Balanço Financeiro

Evidencia as receitas e as despesas orçamentárias, bem como os ingressos e os dispêndios extraorçamentários, conjugados com os saldos de
caixa do exercício anterior e os que se transferem para o início do exercício seguinte.

Os ingressos de natureza orçamentária e extraorçamentária especificam, respectivamente, as receitas do ente, as transferências financeiras
recebidas e os valores recebidos pertencentes a terceiros, a exemplo de consignações, depósitos de diversas origens e os restos a pagar inscritos
no exercício.

Os dispêndios orçamentários representam as despesas orçamentárias empenhadas. Já os dispêndios extraorçamentários são saídas de caixa,
relativas a devoluções de cauções, pagamento de consignações e restos a pagar, entre outros.

Nota 1 – Receita Orçamentária – Em conformidade com a orientação do MCASP e da IPC 06 – Metodologia para elaboração do Balanço
Financeiro, a receita deve ser apresentada líquida de deduções . São tratadas como deduções da receita do FERM-PJ especificamente as
restituições de Custas, Taxas Judiciais, bem como de Taxas Extrajudiciais (Taxa de Serviços Notariais ou de Registro – TSNR) recebidas a maior
ou indevidamente evidenciadas abaixo.

Descrição Receita Deduções da Receita Saldo


Orçamentária Total Orçamentária
(a) (b) (c)=(a-b)
Ordinária - - -
Vinculada 219.838.882,91 865.837,61 218.973.045,30
Recursos do Fundo Especial de 219.838.882,91 865.837,61 218.973.045,30
Reaparelhamento e Modernização
TOTAL 219.838.882,91 865.837,61 218.973.045,30
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

Nota 2 – Transferências Financeiras Recebidas – Não houve recebimento de transferências no exercício de 2015. Entretanto, o valor de R
$ 30.536.484,91 em 2014 corresponde a recurso transferido pela UGE 070001 – TJPE relativo ao saldo remanescente do superávit financeiro

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do exercício 2013 na fonte de recursos diretamente arrecadados, conforme previsto no parágrafo único do art. 5º da Instrução de Serviço nº
07/2013, respaldada na Lei nº 14.989/2013 .

Nota 3 – Transferências Financeiras Concedidas – Compreendem o repasse financeiro ao Poder Executivo Estadual no valor de R$
40.000.000,00, conforme Lei nº 15.648/2015, para aplicação em ações de ressocialização, repressão à criminalidade e combate à violência, bem
como os repasses financeiros à Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, para aplicação na Assistência Judiciária do Estado, no valor total
de R$ 864.036,50 conforme previsto na Lei n 11.404/96
.

Nota 4 – Saldo em Espécie para o Exercício Seguinte - Através da análise comparativa verifica-se o aumento do resultado financeiro do
exercício, no montante de R$ 21.018.541,70, em relação ao saldo das disponibilidades existentes em 31/12/2014, evidenciando assim a variação
positiva ocorrida nas disponibilidades financeiras da unidade gestora, no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2015, conforme quadro.
O resultado positivo provém do resultado superavitário da execução orçamentária.

Saldo Final em 31/12/2015 Saldo Final em 31/12/2014 Resultado Financeiro de 2015


(a) (b) (c) = (a - b)
262.195.236,78 241.176.695,08 21.018.541,70
Fonte: Sistema e-Fisco Financeiro

7. Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)

Apresenta as entradas e as saídas de caixa classificadas em fluxo operacional, de investimento e de financiamento, permitindo avaliar a
capacidade da entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, além da análise da utilização de recursos próprios e de terceiros em suas atividades.
Elaborada pelo método direto, evidencia as movimentações ocorridas no exercício na conta Caixa e Equivalentes de Caixa.

A DFC é composta por: a) Quadro Principal; b) Quadro de Receitas Derivadas e Originárias; c) Quadro de Transferências Recebidas e Concedidas;
d) Quadro de Desembolsos de Pessoal e Demais Despesas por Função; e) Quadro de Juros e Encargos da Dívida.

Por estar no primeiro exercício de apresentação, a DFC não evidencia os valores referente ao exercício anterior, conforme previsto no MCASP
e na IPC 00 – Plano de Transição para Implantação da Nova Contabilidade.

Destaca-se que o fluxo de caixa positivo das operações custeia o fluxo negativo de investimento, representando que recursos operacionais foram
aplicados na aquisição de ativos não circulantes. Tal movimentação considera as despesas empenhadas e pagas no exercício, além daquelas
pagas a título de restos a pagar.

Nota 1 – Transferências Concedidas – Representam o repasse financeiro ao Poder Executivo Estadual no valor de R$ 40.000.000,00, conforme
Lei nº 15.648/2015, para aplicação em ações de ressocialização, repressão à criminalidade e combate à violência, bem como o montante de R
$ 864.036,50 transferido para a Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, para aplicação na Assistência Judiciária do Estado, conforme
previsto na Lei n 11.404/96.

Nota 2 – Geração Líquida Extraorçamentária – Corresponde à movimentação de recursos extraorçamentários no montante de R$ 639.803,48,
representados principalmente por retenções e depósitos diversos, que afetaram positivamente o saldo da conta Caixa e Equivalentes de Caixa.

Tal sistemática está em conformidade com o disposto no MCASP, Parte V – Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público, item 6.5,
que orienta ajustar o saldo da conta caixa e equivalentes de caixa quando há valores vinculados em sua composição. Tal situação decorre do
fato da despesa orçamentária paga estar evidenciada pelo seu valor bruto, quando em sua execução o pagamento é realizado pelo valor líquido
aos credores e o recolhimento das respectivas retenções ocorrem em data diversa. Além disso, os valores de terceiros, a exemplo de cauções,
compõem o saldo de caixa e equivalentes de caixa e constam nessa movimentação extraorçamentária por não representar ingressos e dispêndios
operacionais, de investimentos, tampouco financiamento.

8. Demonstrativo da movimentação das Fontes de Recursos

Em atenção ao item 11 do Anexo VI da Resolução TCE nº 23/2015, que trata da elaboração das Notas Explicativas, foi elaborado o quadro abaixo
referente a movimentação das fontes de recursos, contendo o saldo inicial, entradas, saídas e saldo final.

Discriminação Fontes TOTAL


124070001 124070002 124070003 124070004 124070004
Saldo inicial 2015 (I) 204.230.538,80 22.095.407,63 150.406,21 25.547,27 8.124.640,50 234.626.540,41
Entradas (II) 177.441.320,73 37.059.675,50 170.009,31 - 5.167.877,37 219.838.882,91
Receitas 177.441.320,73 37.059.675,50 170.009,31 - 5.167.877,37 219.838.882,91
Saídas (III) (189.416.307,54) (11.980.309,05) (37.460,30) - - (201.434.076,89)

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Restituição de Receita (865.837,61) - - - - (865.837,61)


Ajuste de Exercício (728,14) - - - - (728,14)
Anterior
Repasses Concedidos (40.864.036,50) - - - - (40.864.036,50)
Despesas Liquidadas (147.685.705,29) (11.980.309,05) (37.460,30) - - (159.703.474,64)
Saldo Final 2015 192.255.551,99 47.174.774,08 282.955,22 25.547,27 13.292.517,87 253.031.346,43
(IV) = (I + II - III)
Fonte: e-Fisco Financeiro
012470001-FERM-Custas e Taxa Judiciais, Taxa sobre Serviços Notariais ou Registrais (TSNR)
012470002-FERM-Depósitos Judiciais
012470003-FERM-PECONSIG
012470004-FERM-Biblioteca
012470005-FERM-Outras Arrecadações

Recife, 18/03/2016

Carleide Maria Bezerra


Contadora – CRC/PE-019946/O

Des. Leopoldo de Arruda Raposo


Presidente

Nota 1: Em razão do sistema DJe não reconhecer gráficos e alguns caracteres especiais, um gráfico foi excluído e a formatação das
demonstrações contábeis e notas explicativas podem diferir das encaminhadas ao TCE.

Nota 2: A prestação de contas anual do Poder encontra-se publicada no portal da transparência do TJPE e no site do TCE/PE.

ATOS DO DIA 14 DE ABRIL DE 2016.

O PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO, no uso de suas atribuições, RESOLVE:


Nº 1456/16-SGP – nomear THIAGO CARVALHO MARTINS, matrícula 183347-2, para exercer o cargo, em comissão, de Chefe de Gabinete,
Símbolo PJC-IV, no Gabinete do Desembargador Sílvio Neves Baptista Filho.
Nº 1457/16-SGP – nomear MIRNA FERREIRA DE LIMA, para exercer o cargo, em comissão, de Secretário de Desembargador, Símbolo PJC-
IV, no Gabinete do Desembargador Sílvio Neves Baptista Filho.

ADALBERTO DE OLIVEIRA LIMA


Desembargador Presidente em exercício

O EXMO. DES. ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
PERNAMBUCO, EXAROU EM DATA DE 13.04.2016, O SEGUINTE DESPACHO:

E-mail (Datado de 12.04.2016 – RP 34795/2016) – Exma. Dra. Nahiane Ramos Mattos – ref. férias: “Defiro o pedido, ante a anuência do
Presidente do TRE.”

Recife, 14 de abril de 2016.

CARLOS GONÇALVES DA SILVA


Secretário Judiciário

O EXMO. DESEMBARGADOR ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DE PERNAMBUCO, EXAROU, NA DATA DE 14/04/2016, OS SEGUINTES DESPACHOS:

Ofício datado de 07/04/2016 – Requerente: Exmo. Dr. Carlos Magno Cysneiros Sampaio, Juiz de Direito da 2ª Vara de Família e Registro
Civil da Comarca da Capital – DESPACHO: “À SEJU. Considerando a informação acima e com fundamento no art. 1º da Resolução nº 372,
de 30 de setembro de 2014, autorizo a compensação requerida pelo Exmo. Dr. Carlos Magno Cysneiros Sampaio, Juiz de Direito da 2ª

41
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Vara de Família e Registro Civil da Comarca da Capital , ficando o plantão judiciário de 27/02/2016 compensado com o expediente forense
do dia 22/04/2016 ”.

E-mail datado de 26/02/2016 – Requerente: Exmo. Dr. Uraquitan José dos Santos, Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de
Vitória de Santo Antão – DESPACHO: “À SEJU. Considerando a informação acima e com fundamento no art. 1º da Resolução nº 372, de 30
de setembro de 2014, autorizo a compensação requerida pelo Exmo. Dr. Uraquitan José dos Santos, Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da
Comarca de Vitória de Santo Antão , ficando os plantões judiciários de 14/12/2014 e 25/12/2014 compensados com os expedientes forenses
dos dias 15 e 29/04/2016 ".

Eu, Carlos Gonçalves da Silva, Secretário Judiciário, fiz publicar.

O EXMO. DESEMBARGADOR ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DE PERNAMBUCO, EXAROU EM DATA DE 13.04.2016, O SEGUINTE DESPACHO:

E-mail – (Datado de 12.04.2016 – RP nº 34611/2016) – Exma. Dra. Nahiane Ramalho de Mattos – ref. pagamento de verba indenizatória: “Ante
a informação supra, defiro o pedido de pagamento da verba de diferença de entrância “pro rata tempore” formulado pela Exma. Dra. Nahiane
Ramalho de Mattos, referente ao exercício junto à 2ª Vara da Comarca de Surubim (2ª Entrância), no período de 10 a 18.03.2016; 21 e 22.03.2016,
durante o afastamento do Exmo. Dr. Joaquim Francisco Barbosa, pelos seguintes motivos: licença para acompanhar pessoa doente da família,
licença nojo e Compensação de Plantão, atentando-se para o limite legal”.

Recife, 14 de abril de 2016.

Bel. CARLOS GONÇALVES DA SILVA


Secretário Judiciário

O EXMO. DESEMBARGADOR ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO, PRESIDENTE EM EXERCÍCIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO
DE PERNAMBUCO, EXAROU, NA DATA DE 13/04/2016, OS SEGUINTES DESPACHOS:

Requerimento datado de 11/04/2016 – Requerente: Exma. Dra. Maria do Carmo da Costa Soares, Juíza de Direito Substituta de 2ª
Entrância – DESPACHO: “À SEJU. Considerando a informação acima e com fundamento no art. 1º da Resolução nº 372, de 30 de setembro
de 2014, autorizo a compensação requerida pela Exma. Dra. Maria do Carmo da Costa Soares, Juíza de Direito Substituta de 2ª Entrância
, ficando o plantão judiciário de 17 /10/2015 compensado com o expediente forense do dia 20/04/2016 ”.

E-mail datado de 07/04/2016 – Requerente: Exmo. Dr. Waldemiro de Araújo Lima Neto, Juiz de Direito do Juizado Especial Cível e das
Relações de Consumo da Comarca de Vitória de Santo Antão – DESPACHO: "À SEJU. Considerando a informação acima e com fundamento
no art. 1º da Resolução nº 372, de 30 de setembro de 2014, autorizo a compensação requerida pelo Exmo. Dr. Waldemiro de Araújo Lima
Neto, Juiz de Direito do Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo da Comarca de Vitória de Santo Antão , ficando o plantão
judiciário de 13/02/2015 compensado com o expediente forense do dia 22/04/2016 ".

Eu, Carlos Gonçalves da Silva, Secretário Judiciário, fiz publicar.

Gabinete da Presidência

REF: Requerimento de mudança de lotação entre Polos diversos, na modalidade de permuta.

Interessados: Emanuela de Souza Siqueira Carneiro (2ª Vara Cível da Comarca de Pesqueira) e Josivagno Santos da Silva (4ª Vara Criminal
da Comarca de Caruaru).

DESPACHO

Acolho os argumentos esboçados no opinativo exarado pela Secretaria de Gestão de Pessoas, em 01/04/2016, e, por via de consequência,
defiro o pleito .

Adotem-se as providências necessárias para a expedição das respectivas portarias de lotação, fazendo nelas constar o interesse da
Administração.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Dê-se ciência aos interessados e arquive-se.

Recife, 14 de abril de 2016.

Des. Leopoldo de Arruda Raposo


Presidente

Gabinete da Presidência

REF.: Requerimento em tramitação no Sistema SGP Digit@l, registrado sob o nº 6827/2014, da servidora Rayana Almeida Arruda, solicitando
mudança de lotação entre Polos diversos, da Comarca de Escada para a Comarca de Itambé, Condado, Itaquitinga ou Macaparana.

DESPACHO

Acolho os argumentos esboçados no opinativo exarado pela Secretaria de Gestão de Pessoas, em 01/04/2016, e, por via de consequência,
defiro o pleito .

Adotem-se as providências necessárias para a expedição da respectiva portaria de lotação, fazendo nela constar o interesse da Administração.

Dê-se ciência aos interessados e arquive-se.

Recife, 12 de abril de 2016.

Des. Leopoldo de Arruda Raposo


Presidente

Núcleo de Precatórios
O Excelentíssimo Juiz Ailton Alfredo de Souza, Assessor Especial da Presidência, no uso dos poderes conferidos por delegação da
Presidência, exarou os seguintes despachos:

9909947-1 Precatório Ref. a Indenização


Protocolo : 2007.00106216
Comarca : Igarassu
Vara : 2ª Vara
Ação Originária : 94/0000063-2 - Indenização
Órgão Julgador : Precatório
Relator : Des. Presidente
Autor : Maria Neli Dias dos Santos
Advog : Adriana Porto Ataíde - PE011997
Advog : Antônio Ataíde - PE016393
Advog : Jaime Porto De Ataide - PE012826
Advog : Adélia Ataíde - PE019252
Advog : Nelson Araújo Quaiotti
Advog : Charles Roger Araujo Vieira - PE012872
Réu : Município de Abreu e Lima
Advog : Paulo Roberto Leite Dias - PE012321
Advog : Aguinaldo Tavares de Melo - PE000705

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

DESPACHO
Cuida-se de precatório inscrito em regime especial de pagamento, classificado em 1º (primeiro) lugar na ordem cronológica do Município devedor.
Certifique-se a disponibilidade financeira nos presentes autos.
Após, remetam-se ao Setor de Cálculos para atualizar a dívida, com dedução dos encargos legais, se houver.
Por fim, expeçam-se os respectivos alvarás, intimando-se as partes beneficiárias para o recebimento.
Publique-se e cumpra-se.
Recife, 05 de abril de 2016
Dr. Ailton Alfredo de Souza
Juiz Assessor Especial da Presidência
Coordenador do Núcleo de Precatórios em exercício

44
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

1ª VICE-PRESIDÊNCIA
CARTRIS - DECISÕES / DESPACHOS

Emitida em 14/04/2016
CARTRIS

Relação No. 2016.07407 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

ALYSON VASCONCELOS DE PAULA 004 0010248-55.2015.8.17.0000(0396982-4)


GOMES(PE034309)
Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983) 004 0010248-55.2015.8.17.0000(0396982-4)
Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412) 002 0012922-06.2015.8.17.0000(0406272-8)
CLÓVIS CAVALCANTI A. R. NETO(PE028219) 004 0010248-55.2015.8.17.0000(0396982-4)
Catarina Araújo de Magalhães(PE022108) 002 0012922-06.2015.8.17.0000(0406272-8)
Danielle Torres Silva(PE018393) 002 0012922-06.2015.8.17.0000(0406272-8)
JULIANA COSTA E SILVA(PE029480) 001 0009160-79.2015.8.17.0000(0393499-2)
LEONARDO LIMA CLERIER(PE001408A) 003 0000329-73.2014.8.17.0001(0394394-6)
Luiz Correia Sales(PE012622) 001 0009160-79.2015.8.17.0000(0393499-2)
Mariana Queiroz de Souza Lima(PE028395) 002 0012922-06.2015.8.17.0000(0406272-8)
Thaís Andréia Bader da Silva(PE001055B) 003 0000329-73.2014.8.17.0001(0394394-6)
Yoná Alencar Ferreira Sena(PE029047) 003 0000329-73.2014.8.17.0001(0394394-6)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0012922-06.2015.8.17.0000(0406272-8)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0000329-73.2014.8.17.0001(0394394-6)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 004 0010248-55.2015.8.17.0000(0396982-4)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0009160-79.2015.8.17.0000 Agravo de Instrumento


(0393499-2)
Comarca : Cabo de Sto. Agostinho
Vara : 3ª Vara Cível
Agravte : CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CAIXA
Advog : Luiz Correia Sales(PE012622)
Agravdo : Ana Laura Lopes Gomes
Agravdo : ELIEZER SERGIO ALVES
Agravdo : Francisca Rodrigues da Silva
Agravdo : Joselma de Abreu Azevedo
Agravdo : Marcelo Luiz Araujo de Souza
Agravdo : Maria da Conceição Araújo de Souza
Agravdo : JOSENITA MENDES RATIS DA LUZ
Advog : JULIANA COSTA E SILVA(PE029480)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Cível
Relator : Des. Roberto da Silva Maia
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:44 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 393499-2


Recorrente: Caixa Econômica Federal- CAIXA
Recorridos: Ana Laura Lopes Gomes e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, a e c da Constituição Federal contra acórdão em sede de Agravo de
Instrumento.

A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto nos arts. 1º-A da Lei nº 13.000/14 e 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88. Outrossim,
alega violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, além da Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça e ao art. 109, I da Constituição
Federal.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 173/224.

45
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.

Conquanto o assunto tratado no art. 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88 tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo que a insurgência especial
deve ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.

Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.
(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.

Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco de exaurimento
da reserva técnica do FESA.

Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação - SFH, à míngua de comprovação
do comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando a
decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.

No tocante à contrariedade ao art. 1º-A, da Lei nº 13.000/14, não há como admitir o seguimento da insurgência, eis que inexiste o dispositivo
indicado, devendo ser utilizado o enunciado da Súmula nº 284 do STF, plenamente aplicável por analogia ao presente caso.

Já quanto à alegada violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, a parte não indica especificamente o dispositivo que teria sido violado
pela decisão recorrida, não havendo como admitir o prosseguimento do feito, incidindo novamente os termos da Súmula nº 284 do STF.

Outrossim, não há como permitir o seguimento da pretensão com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal. Na via
especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105, III da
Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.

Corroborando esse entendimento, o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça:

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO
GENÉRICA. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. RECURSO ESPECIAL. OFENSA A NORMA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 343/
STF. PRECEDENTES. 1. É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa ao art. 535 do CPC se faz de forma
genérica. Incide, na hipótese, a Súmula 284/STF. 2. Não se admite a invocação, em recurso especial, de violação a norma constitucional, sob
pena de usurpação da competência do STF. 3. A jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de ser inaplicável a Súmula 343/STF
aos casos em que a matéria versada na ação rescisória possuir natureza constitucional. Neste sentido: REsp 1277080/MG, Rel. Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe 17/10/2011 e REsp 1208008/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 14/12/2010. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no AREsp: 160718 DF 2012/0075992-9, Relator: Ministro SÉRGIO KUKINA, Data de Julgamento: 16/05/2013, T1 - PRIMEIRA
TURMA, Data de Publicação: DJe 22/05/2013). Grifei.

Vale registrar, por oportuno, a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de
violação à Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Afim, quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, a parte não aponta com clareza e precisão os dispositivos violados pela decisão recorrida, de
forma a restar obstado o prosseguimento do feito. Nessa esteira:

PROCESSUAL CIVIL. ALÍNEA "C". AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL VIOLADO. SÚMULA 284/STF. EXECUÇÃO
DE SENTENÇA. PAGAMENTO DE HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA MEDIANTE RPV. FRACIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE.
1. É deficientemente fundamento o Recurso Especial interposto pela alínea "c", quando a parte não indica o dispositivo de lei federal considerado
infringido. Aplicação da Súmula 284/STF.
(...)"
(STJ - 2ª T., REsp 1343695/DF, rel. Min. Herman Benajmin, DJe de 31.10.2012). Grifei.

Além disso, a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que identificam ou assemelham os casos
confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de trechos dos acórdãos recorrido e
paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos, o que não ocorreu na presente
hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.

Diante de tais considerações, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 11 de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

002. 0012922-06.2015.8.17.0000 Agravo de Instrumento


(0406272-8)
Comarca : Recife
Vara : Décima Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Agravte : CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CAIXA
Advog : Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412)
Agravdo : OLMIRO SARAIVA ALMEIDA
Agravdo : MARILEIDE BARBOZA DE ALMEIDA
Agravdo : ROGERIO ATANASIO PIRES DE LIMA
Agravdo : HELENA LIRA DE CAMPOS
Agravdo : VALDEREZ MELO DE ANDRADE
Agravdo : MARGARIDA SINESIO PONTES
Agravdo : Cristina Elizabete da Silva Bezerra Albuquerque
Agravdo : ROBERTO DE MEDEIROS VILA NOVA
Agravdo : GRALCE MARIA PEIXOTO
Agravdo : MARIA DE LOURDES COSTA SANTOS
Agravdo : JOAO BATISTA ALVES
Agravdo : NEIDE MARIA DE LIMA TORRES
Agravdo : Lailza Maria da Cunha Oliveira
Agravdo : Ladjane Ferreira Guimarães
Agravdo : MIRIAM ELIZABETE DE ARAUJO ALEIXO DA SILVA
Agravdo : JOAQUIM PORFIRIO DE CARVALHO JUNIOR
Agravdo : CARLOS FERNANDO RODRIGUES GUARANA
Agravdo : MARIA DO SOCORRO DA SILVA ARAÚJO
Agravdo : LUIZ HENRIQUE LEAO E SILVA
Agravdo : VITALINA ROSA DE JESUS
Agravdo : Marcelo Fábio Lima
Agravdo : Ana Célia Feitosa Guimarães
Agravdo : MARIA TERESA BELO DE BARROS
Agravdo : Fernando Amâncio Alves
Agravdo : LUCIA HELENA DIAS SILVA RODRIGUES
Agravdo : THIAGO JOSE PEREIRA DA SILVA MONTEIRO
Advog : Danielle Torres Silva(PE018393)
Advog : Catarina Araújo de Magalhães(PE022108)
Advog : Mariana Queiroz de Souza Lima(PE028395)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 5ª Câmara Cível
Relator : Des. Agenor Ferreira de Lima Filho
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:44 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 406272-8


Recorrente: Caixa Econômica Federal- CAIXA

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Recorridos: Olmiro Saraiva Almeida e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, a e c da Constituição Federal contra acórdão em sede de Agravo de
Instrumento.

A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto nos arts. 1º-A da Lei nº 13.000/14 e 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88. Outrossim,
alega violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, além da Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça e ao art. 109, I da Constituição
Federal.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 191/202.

Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.

Conquanto o assunto tratado no art. 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88 tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo que a insurgência especial
deve ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.

Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.
(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.

Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco de exaurimento
da reserva técnica do FESA.

Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação - SFH, à míngua de comprovação
do comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando a
decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.

No tocante à contrariedade ao art. 1º-A, da Lei nº 13.000/14, não há como admitir o seguimento da insurgência, eis que inexiste o dispositivo
indicado, devendo ser utilizado o enunciado da Súmula nº 284 do STF, plenamente aplicável por analogia ao presente caso.

Já quanto à alegada violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, a parte não indica especificamente o dispositivo que teria sido violado
pela decisão recorrida, não havendo como admitir o prosseguimento do feito, incidindo novamente os termos da Súmula nº 284 do STF.

Outrossim, não há como permitir o seguimento da pretensão com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal. Na via
especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105, III da
Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.

Corroborando esse entendimento, o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça:

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO
GENÉRICA. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. RECURSO ESPECIAL. OFENSA A NORMA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 343/
STF. PRECEDENTES. 1. É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa ao art. 535 do CPC se faz de forma

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

genérica. Incide, na hipótese, a Súmula 284/STF. 2. Não se admite a invocação, em recurso especial, de violação a norma constitucional, sob
pena de usurpação da competência do STF. 3. A jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de ser inaplicável a Súmula 343/STF
aos casos em que a matéria versada na ação rescisória possuir natureza constitucional. Neste sentido: REsp 1277080/MG, Rel. Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe 17/10/2011 e REsp 1208008/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 14/12/2010. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no AREsp: 160718 DF 2012/0075992-9, Relator: Ministro SÉRGIO KUKINA, Data de Julgamento: 16/05/2013, T1 - PRIMEIRA
TURMA, Data de Publicação: DJe 22/05/2013). Grifei.

Vale registrar, por oportuno, a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de
violação à Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.

Afim, quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, a parte não aponta com clareza e precisão os dispositivos violados pela decisão recorrida, de
forma a restar obstado o prosseguimento do feito. Nessa esteira:

PROCESSUAL CIVIL. ALÍNEA "C". AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL VIOLADO. SÚMULA 284/STF. EXECUÇÃO
DE SENTENÇA. PAGAMENTO DE HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA MEDIANTE RPV. FRACIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE.
1. É deficientemente fundamentado o Recurso Especial interposto pela alínea "c", quando a parte não indica o dispositivo de lei federal considerado
infringido. Aplicação da Súmula 284/STF.
(...)"
(STJ - 2ª T., REsp 1343695/DF, rel. Min. Herman Benajmin, DJe de 31.10.2012). Grifei.

Além disso, a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que identificam ou assemelham os casos
confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de trechos dos acórdãos recorrido e
paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos, o que não ocorreu na presente
hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.

Diante de tais considerações, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 11de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

003. 0000329-73.2014.8.17.0001 Embargos de Declaração no Agravo na Apelação


(0394394-6)
Protocolo : 2015/124313
Comarca : Recife
Vara : Vigésima Nona Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Agravte : AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S/A
Advog : LEONARDO LIMA CLERIER(PE001408A)
Advog : Thaís Andréia Bader da Silva(PE001055B)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : ANA PAULA OCHOA SANTOS
Advog : Yoná Alencar Ferreira Sena(PE029047)
Embargante : AMIL ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL S/A
Advog : LEONARDO LIMA CLERIER(PE001408A)
Advog : Thaís Andréia Bader da Silva(PE001055B)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : ANA PAULA OCHOA SANTOS
Advog : Yoná Alencar Ferreira Sena(PE029047)
Órgão Julgador : 3ª Câmara Cível
Relator : Des. Itabira de Brito Filho
Proc. Orig. : 0000329-73.2014.8.17.0001 (394394-6)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:47 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 0394394-6


Recorrentes: AMIL - Assistência Médica Internacional LTDA
Recorrido: Ana Paula Ochoa Santos

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Recurso especial interposto contra acórdão proferido em embargos de declaração, opostos em sede de recurso de agravo, interposto, por sua
vez, em sede de apelação.

Preliminarmente cumpre asseverar que o acórdão recorrido foi publicado anteriormente à entrada em vigor do Novo Código de Processo Civil.
Assim, seguindo o entendimento manifestado pelo Superior Tribunal de Justiça no enunciado administrativo nº 2, aprovado pelo Plenário da Corte
na sessão do último dia 9 de março, devem ser observados os requisitos de admissibilidade previstos no Código de Processo Civil em vigor
quando da publicação da decisão.

"Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os
requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça."

Ato contínuo, verifico que, por irregularidade insanável na representação processual dos recorrentes, o presente recurso especial não pode ser
conhecido.

É que o substabelecimento (fl.160/162) ofertado no processo concedendo poderes ao signatário da peça de interposição do Recurso Especial
(fl. 412) foi assinado pelo próprio substabelecido, Leonardo Lima Clerier OAB/PE 1.408-A que não detêm poderes para representar o recorrente,
uma vez que inexiste nos autos procuração válida habilitando-o.

Inexiste também nos autos procuração concedendo poderes a João Paulo Moreira Tavares OAB/PE 23.592-D, outro signatário do Recurso
Especial em análise.

Em tais casos, o Supremo Tribunal Federal tem afirmado que, "em face do disposto no artigo 37 do CPC, aplicável ao caso em conformidade
com a jurisprudência desta Corte, o recurso extraordinário é inexistente. Recurso extraordinário não conhecido" (RE 264262/RS, rel. Min. Moreira
Alves, DJ de 29.06.2001, parte final da ementa).

O E. STJ já se manifestou há bastante tempo sobre o tema na Súmula 115.

De acordo com a jurisprudência atual, aquela Corte "considera inexistente o recurso endereçado à instância especial, no qual o advogado
subscritor não possui procuração ou substabelecimento nos autos, conforme pacífica jurisprudência (Súmula 115/STJ), devendo a regularidade
da representação processual ser comprovada no ato da interposição do recurso. Inaplicabilidade dos arts. 13 e 37 do CPC na instância especial".
(EDcl no AgRg no AREsp 275.203/CE, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, julgado em 20/03/2014, DJe 03/04/2014).

Corroborando a impossibilidade de regularização posterior da representação processual neste momento, veja-se:

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PEÇA RECURSAL SUBSCRITA POR ADVOGADO SEM INSTRUMENTO
DE PROCURAÇÃO NOS AUTOS. SÚMULA 115/STJ. NÃO SE APLICA O ART. 13 DO CPC. MANDATO TÁCITO. INADMISSIBILIDADE. MULTA
DO ART. 557, § 2º, DO CPC.
1. O agravo regimental apresentado por advogado sem poderes de representar a parte recorrente é inexistente (Súmula 115/STJ).
2. A regularidade de representação processual deve ser aferida no instante da interposição do recurso, sendo incabível, após esse momento,
qualquer diligência para suprir a falta de instrumento de procuração. Isso porque não se aplica o art. 13 do CPC, nesta instância especial.
3. A atuação do advogado nas instâncias ordinárias não supre o defeito na representação processual, porquanto esta Corte não admite mandato
tácito. Precedentes.
4. Agravo regimental não conhecido, com aplicação de multa. (STJ, AgRg no AREsp 569.253/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, julgado em 06/11/2014, DJe 18/11/2014)

Desse modo, por ser inexistente, não conheço do presente recurso.

Publique-se.

Recife, 06 de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

004. 0010248-55.2015.8.17.0000 Agravo no Agravo de Instrumento


(0396982-4)
Protocolo : 2015/126193

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Comarca : Cabo de Sto. Agostinho


Vara : 3ª Vara Cível
Agravte : SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983)
Advog : CLÓVIS CAVALCANTI ALBUQUERQUE RAMOS NETO(PE028219)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : Maria das Virgens de Albuquerque Gomes e outros e outros
Advog : ALYSON VASCONCELOS DE PAULA GOMES(PE034309)
Agravte : SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983)
Advog : CLÓVIS CAVALCANTI ALBUQUERQUE RAMOS NETO(PE028219)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : Maria das Virgens de Albuquerque Gomes
Agravdo : José Ferreira de Lima Filho
Agravdo : Izaias Faustino Pereira
Agravdo : DÉLIA DOS SANTOS ALMEIDA
Agravdo : Zilda Oliveira de Arruda
Agravdo : Maria José Lira de Macedo
Agravdo : Klebia Suely Medeiros de Oliviera Lima
Agravdo : NIESDRA GORETE DE OLIVEIRA LIMA
Agravdo : Agenor Torres de Araújo
Agravdo : Lúcia Cristina Buarque da Silva Feitosa
Agravdo : JOSÉ EDUARDO CARLOS DA SILVEIRA
Advog : ALYSON VASCONCELOS DE PAULA GOMES(PE034309)
Órgão Julgador : 3ª Câmara Cível
Relator : Des. Itabira de Brito Filho
Proc. Orig. : 0010248-55.2015.8.17.0000 (396982-4)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:44 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 396982-4


Recorrente: Sul América Companhia Nacional de Seguros
Recorridos: Maria das Virgens de Albuquerque Gomes e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, "a" e "c" da Constituição Federal contra acórdão em sede de Agravo
Legal no Agravo de Instrumento.

A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto no art. 1º, da Lei nº 12.409/11. Alternativamente, pugna pela pronúncia da
prescrição do direito de ação dos recorridos.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 506/526.

Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.

Conquanto o assunto tratado no art. 1º, da Lei nº 12.409/11 tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo que a insurgência especial deve
ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.

Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.

51
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.

Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco de exaurimento
da reserva técnica do FESA.

Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação-SFH, à míngua de comprovação
do comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando a
decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Frise-se que a edição da Lei nº 13.000/2014 não retirou a exigência de demonstrar a afetação das reservas do FCVS/FESA, pois somente assim
restaria evidenciado o risco ou impacto jurídico ou econômico, nos termos da novel redação do art. 1º-A, § 1º da Lei nº 12.409/11.

Ademais, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica no sentido de ser despiciendo o trânsito em julgado do recurso apreciado
sob o rito do art. 543-C do CPC para que se possa aplicar o entendimento nele firmado.

Corroborando esse entendimento, a seguinte ementa de decisão judicial:

TRIBUTÁRIO E PROCESSO CIVIL. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ART. 1º- F DA LEI 9.494/97.
INAPLICABILIDADE ÀS DEMANDAS QUE OSTENTAM NATUREZA TRIBUTÁRIA. RESP 1.270.439/PR, JULGADO SOB O RITO DO ART. 543-C
DO CPC. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. APLICAÇÃO DA TESE. AUSÊNCIA DE TRÂNSITO EM JULGADO.
POSSIBILIDADE. ADI PENDENTE DE JULGAMENTO. RECURSO ESPECIAL. SOBRESTAMENTO. DESNECESSIDADE.
1. A Primeira Seção desta Corte, ao julgar o REsp 1.270.439/PR, submetido ao regime previsto no art. 543-C do CPC, considerando o julgamento
da ADI 4.357/DF pelo Supremo Tribunal Federal, firmou a compreensão no sentido de que não se aplica o art. 1º-F da Lei 9.494/97, com redação
conferida pela Lei 11.960/2009, às demandas de natureza tributária.
2. Esta Corte Superior já se manifestou no sentido de que não é necessário o trânsito em julgado do recurso apreciado sob o rito do art. 543-
C do CPC para que se possa aplicar o entendimento nele firmado. Nesse sentido: AgRg nos EDcl no REsp 1.345.538/ES, 2ª Turma, Rel. Min.
CASTRO MEIRA, DJe de 14/3/2013 e AgRg no REsp 1.327.009/RS, 4ª Turma, Rel. Min. Luís Felipe Salomão, DJe de 19/11/2012.
3. A pendência de publicação do acórdão proferido na ADI 4.357/DF não determina a necessidade de sobrestamento do presente feito.
Precedentes do STF.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no REsp 1396926/MG, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13/05/2014, DJe 19/05/2014). Grifei.

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.

A recorrente, por sua vez, ainda relaciona uma série de documentos que demonstrariam a natureza pública da apólice e o comprometimento das
reservas do FCVS. Entretanto, é vedada a análise de tais documentos em sede de recurso especial, vez que ensejaria o reexame de provas,
incidindo na espécie a Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça.

Lado outro, registre-se que o recurso especial possui natureza técnica, exigindo que a petição contenha a exposição do fato e do direito, a
demonstração do cabimento do recurso e as razões do pedido de reforma da decisão recorrida.

Em sendo assim, faz-se necessária não só a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente violados pela decisão recorrida,
como também a menção precisa aos parágrafos e/ou alíneas, a fim de que se possa identificar clara e fundamentadamente as razões da
irresignação e de que modo consistiram tais ofensas, sob pena de ser incabível a admissibilidade do recurso, em decorrência da deficiência
de fundamentação.

No tocante ao pedido de prescrição, a recorrente não apontou o artigo de lei supostamente violado pela decisão colegiada, incidindo a censura
da Súmula nº 284 do STF, aplicável analogicamente à sistemática do recurso especial.

Sobre o tema, o posicionamento do STJ:

AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE OFENSA A


DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL. SÚMULA 284/STF. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA. DANO MORAL. NÃO CONFIGURADO.
REEXAME DO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ.
1. Ausência de indicação, nas razões do recurso especial, do artigo de lei que teria sido violado ou a respeito de cuja interpretação divergiu o
acórdão recorrido, de modo que incide o óbice da Súmula n° 284 do STF.
2. Inviável o recurso especial cuja análise das razões impõe reexame do contexto fático-probatório da lide, nos termos da vedação imposta pela
Súmula 7 do STJ.
3. O inadimplemento motivado pela discussão razoável acerca do descumprimento de obrigação contratual, em regra, não causa, por si só, dano
moral, que pressupõe ofensa anormal à personalidade.
Precedentes.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg nos EDcl no REsp 1252552/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 17/11/2015, DJe 23/11/2015).
Grifei.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, entende-se que a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que
identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de
trechos dos acórdãos recorrido e paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos,
o que não ocorreu na presente hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.

Diante de tais considerações, nego seguimento ao recurso.

Por oportuno, determino que a recorrente seja intimada em nome da advogada constante às fl. 433, Dra. Claudia Virgínia Carvalho Pereira de
Melo, OAB/PE n 20.670.

Publique-se.

Recife, 11 de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

CARTRIS - DECISÕES / DESPACHOS

Emitida em 14/04/2016
CARTRIS

Relação No. 2016.07400 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983) 001 0008079-95.2015.8.17.0000(0391450-7)


Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412) 003 0014613-55.2015.8.17.0000(0413643-8)
CLÓVIS CAVALCANTI A. R. NETO(PE028219) 001 0008079-95.2015.8.17.0000(0391450-7)
Carlos Henrique Laurindo da Silva(PE027718) 003 0014613-55.2015.8.17.0000(0413643-8)
Cláudia Virgínia Carvalho Pereira(PE020670) 001 0008079-95.2015.8.17.0000(0391450-7)
Cláudia Virgínia Carvalho Pereira(PE020670) 003 0014613-55.2015.8.17.0000(0413643-8)
Cláudio Gil Rodrigues Filho(PE024069) 001 0008079-95.2015.8.17.0000(0391450-7)
Daise Moraes Cavalcanti(PE009728) 002 0011776-61.2014.8.17.0000(0356913-7)
Diogo da Cruz Brandão Font(RJ157266) 001 0008079-95.2015.8.17.0000(0391450-7)
ILZA REGINA DEFILIPPI DIAS(SP027215) 003 0014613-55.2015.8.17.0000(0413643-8)
Jacques Nunes Attié(RJ072403) 003 0014613-55.2015.8.17.0000(0413643-8)
Luciana Pereira Gomes Browne(PE000786B) 002 0011776-61.2014.8.17.0000(0356913-7)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0008079-95.2015.8.17.0000(0391450-7)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0011776-61.2014.8.17.0000(0356913-7)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0014613-55.2015.8.17.0000(0413643-8)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0008079-95.2015.8.17.0000 Agravo de Instrumento


(0391450-7)
Comarca : Belém do São Francisco
Vara : Vara Única
Agravte : SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Cláudia Virgínia Carvalho Pereira(PE020670)
Advog : Diogo da Cruz Brandão Font(RJ157266)
Advog : Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983)
Advog : CLÓVIS CAVALCANTI ALBUQUERQUE RAMOS NETO(PE028219)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : ABILIO CESÁRIO SOBRINHO
Agravdo : ADERLINA FAUSTA DA PENHA
Agravdo : ANTONIA ZENAIDE DA SILVA

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Agravdo : BERNARDINA ALVES FERREIRA


Agravdo : DULCE ALVES DA SILVA
Agravdo : JOSÉ ANTÔNIIO DOS ANJOS
Agravdo : JOSÉ BATISTA DE ANDRADE
Agravdo : JOSÉ PEDRO DE BARROS
Agravdo : LUIZA MARIA DE SÁ
Agravdo : MANOEL DOS SANTOS LIMA
Agravdo : MARIA APARECIDA DOS SANTOS SILVA
Agravdo : MARIA DE FATIMA BARROS
Agravdo : MARIA DE FÁTIMA NOGUEIRA
Agravdo : MARIA DE SOUZA
Agravdo : VALDIR MODESTO DO NASCIMENTO
Agravdo : MAGDA ILDA ACIOLINA DE SOUZA
Agravdo : MARIA DE FÁTIMA DO NASCIMENTO
Advog : Cláudio Gil Rodrigues Filho(PE024069)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 6ª Câmara Cível
Relator : Des. José Carlos Patriota Malta
Despacho : Despacho
Última Devolução : 12/04/2016 16:47 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 391450-7


Recorrente: Sul América Cia Nacional de Seguros S/A
Recorrido: Abilio Cesário Sobrinho e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, alínea "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em
sede agravo de instrumento.

De início, importante ressaltar que a análise dos requisitos de admissibilidade do presente recurso será realizada com base no CPC/73, em
observância ao Enunciado Administrativo nº 2 do STJ, aprovado no dia 09 de março de 2016, o qual dispõe, in verbis, da seguinte forma:

Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os
requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.

Deste modo, tendo a decisão recorrida sido publicada no Diário de Justiça Eletrônico em 21/01/2016 conforme fls. 302, necessário de faz a
observância das regras estipuladas no CPC vigente à época da decisão, bem como à orientação jurisprudencial até então adotada.

Pois bem. No caso em apreço, embora tenha efetuado o pagamento das custas do STJ (fls. 341/342), o recorrente, referente às custas do TJPE,
não comprovou o recolhimento da quantia devida, encontrando-se, portanto, em desacordo com a Resolução nº 3, de 05 de fevereiro de 2015,
do Superior Tribunal de Justiça.

A jurisprudência dos tribunais superiores é pacífica no sentido de que, para comprovar o recolhimento do preparo, devem constar dos autos a
guia de recolhimento das custas e o respectivo comprovante de pagamento - essenciais à aferição da regularidade formal do apelo especial.

Na hipótese dos autos, porém, verifica-se - relativamente às custas devidas a este Tribunal de Justiça - a divergência entre o código de barras
constante do DARJ e o inserto no comprovante de pagamento bancário (fl. 339/340).

Contudo, para viabilizar a prestação jurisdicional e com o intuito de garantir o acesso à justiça, o STJ, em decisão recente, permitiu a
complementação de custas não pagas nos casos de preparos insuficientes.

Nesse sentido:

PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. PRELIMINAR DE DESERÇÃO. RECOLHIMENTO DO PORTE DE REMESSA E RETORNO
E AUSÊNCIA DE PAGAMENTO DAS CUSTAS LOCAIS. COMPLEMENTAÇÃO DE PREPARO EFETUADA. EXECUÇÃO POR TÍTULO
EXTRAJUDICIAL. SISTEMÁTICA ANTERIOR À LEI N. 11.382/2006. CONVERSÃO DA EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA EM
EXECUÇÃO DE QUANTIA CERTA. EXECUÇÃO DA OBRIGAÇÃO SUBSTITUTIVA. NECESSIDADE DE NOVA CITAÇÃO DO EXECUTADO,
SENDO-LHE FACULTADA, APÓS A GARANTIA DO JUÍZO, O OFERECIMENTO DE EMBARGOS, OS QUAIS PODEM DISCUTIR INCLUSIVE A
ORIGEM DA DÍVIDA (ART. 745 DO CPC, NA REDAÇÃO ANTERIOR). RECURSO ESPECIAL PROVIDO. PRECEDENTES. 1. O preparo recursal
compreende o recolhimento de todas as verbas previstas em norma legal, indispensáveis ao processamento do recurso (custas, taxas, porte de
remessa e retorno etc.). Nesse contexto, admite-se a "complementação do preparo", mesmo em período anterior à edição da Lei n. 9.756/1998
- que acrescentou o § 2º ao art. 511 do CPC -, quando recolhida, ainda que parcialmente, alguma das verbas que compõem o preparo e não
recolhidas integralmente as demais. 2. No caso concreto, recolhido integralmente o "porte de remessa e retorno" e ausente o pagamento das
"custas judiciais" devidas na origem para o processamento do recurso especial, tem-se como correto o posterior recolhimento das referidas custas
a título de complementação de preparo, na forma do art. 511, § 2º, do CPC, o qual se aplica, também, aos recursos dirigidos ao Superior Tribunal
de Justiça. Precedentes do STJ e do STF. 3. Anteriormente à Lei n. 11.382/2006, que alterou o art. 736 e revogou o art. 737, II, do CPC, os
embargos à execução de entrega de coisa certa ou incerta eram cabíveis apenas depois de efetuado o depósito da coisa pelo executado. 4. Na
execução por título extrajudicial para a entrega de coisa, uma vez frustrada a entrega ou o depósito do bem, podia o exequente requerer sua
conversão em execução por quantia certa, caracterizando o que a doutrina denomina de "execução de obrigação substitutiva", na forma do art.
627, caput, do CPC. 5. Após garantido o juízo na execução por quantia certa (execução de obrigação substitutiva), permite-se o oferecimento de
embargos de devedor, nos quais é possível discutir qualquer matéria que seria lícito ao executado deduzir como defesa, inclusive a origem do

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

débito do qual decorreu a frustrada execução para a entrega de coisa. Inteligência do art. 745 do CPC, na redação anterior à Lei n. 11.382/2006. 6.
O Tribunal a quo, ao limitar a amplitude dos embargos apenas ao excesso de execução, cerceou o exercício do contraditório e da ampla defesa.
7. Preliminar de deserção afastada e recurso especial provido.
(REsp 844440/MS, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira)

Bem por isso, determino que o recorrente, no prazo de 05 (cinco) dias, comprove o recolhimento das custas do TJPE, sob pena de deserção.

Publique-se.

Recife, 11 de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

002. 0011776-61.2014.8.17.0000 Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento


(0356913-7)
Protocolo : 2015/120101
Comarca : Nazaré da Mata
Vara : Vara Única
Agravte : N. M. O. A.
Advog : Luciana Pereira Gomes Browne(PE000786B)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : A. A. A. M. F.
Advog : Daise Moraes Cavalcanti(PE009728)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : N. M. O. A.
Advog : Luciana Pereira Gomes Browne(PE000786B)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : A. A. A. M. F.
Advog : Daise Moraes Cavalcanti(PE009728)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível
Relator : Des. Francisco Manoel Tenorio dos Santos
Proc. Orig. : 0011776-61.2014.8.17.0000 (356913-7)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:45 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 0356913-7


Recorrente: N.M.O.A.
Recorridos: A.A.A.M.F.

Cuida-se de recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, alínea "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão em Embargos
de Declaração, em sede de Agravo de Instrumento, que manteve o recebimento do Apelo somente no efeito devolutivo, diante da sentença que
reduziu valor de pensão alimentícia.
Segundo a recorrente, a decisão em testilha violou o artigo 520 do CPC, ampliando indevidamente a aplicação do seu inciso segundo para a
presente hipótese, quando deveria ter seu efeito restrito à situação de manutenção ou majoração da prestação alimentícia, prejudicando seu
direito de subsistência.
Recurso bem processado, sem preparo diante da condição de beneficiário da gratuidade da justiça e com as devidas contrarrazões.
De início, cumpre ressaltar que, embora este apelo excepcional tenha sido interposto contra acórdão em recurso de agravo, não se impõe, na
espécie, a sua retenção, uma vez que a decisão de primeira instância, guerreada no agravo de instrumento, não se enquadra em qualquer das
hipóteses previstas no artigo 542, § 3º, do CPC.
O acórdão, nos aclaratórios, restou assim ementado:
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INTERPOSTOS EM FACE DE ACÓRDÃO PROFERIDO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO.AÇÃO
DE EXONERAÇÃO DE ALIMENTOS. APELAÇÃO. EFEITO DEVOLUTIVO. PREQUESTIONAMENTO. 1. A apelação deve ser recebida apenas
no efeito devolutivo, quer tenha sido interposta contra sentença que determinou a majoração, redução ou exoneração de obrigação alimentícia.
2. Embargos de Declaração improvidos. (fs. 733)
Constato que a controvérsia que subsidia a pretensão recursal tem fundamento em questão de direito largamente discutida no Superior Tribunal
de justiça, o qual detém a seguinte posição:
PROCESSUAL CIVIL. DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. FAMÍLIA. AÇÃO REVISIONAL DE ALIMENTOS.
SENTENÇA. APELAÇÃO. EFEITO DEVOLUTIVO. ART. 520, II, DO CPC. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL.
DECISÃO MANTIDA. 1. A apelação interposta de sentença que condena à prestação de alimentos será recebida apenas no efeito devolutivo (art.
520, II, do CPC). 2. "A jurisprudência da Seção de Direito Privado pacificou-se no sentido de atribuir efeito devolutivo à apelação não importando
se houve redução ou majoração dos alimentos" (AgRg nos EREsp n. 1.138.898/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, Segunda
Seção, julgado em 25/05/2011, DJe 02/06/2011). 3. No caso, o Tribunal de origem entendeu que não foram comprovados os requisitos previstos

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

no art. 558 do CPC a justificar a atribuição de efeito suspensivo em caráter excepcional. 4. O conhecimento do recurso especial interposto com
fundamento na alínea "c" do permissivo constitucional exige a demonstração da similitude fática entre os acórdãos confrontados. 5. Agravo
regimental a que se nega provimento. (STJ- 4ª T., AgRg no REsp 1236324 / SP, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, j. 11.11.14, DJe 14.11.14)
Verifica-se que o entendimento da 4ª Câmara Cível deste Tribunal sobre o tema foi emitido em consonância com a hodierna orientação do STJ,
fazendo-se incidir, inclusive, o teor do disposto na Súmula 83 do STJ, que dispõe: "Não se conhece do Recurso Especial pela divergência, quando
a orientação do tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida."
Ressalto, por fim, a inviabilidade de conhecimento do recurso especial por dissidência jurisprudencial, mediante a simples transcrição de ementas
ou votos, não tendo sido realizada a demonstração do dissenso entre as teses tidas como divergentes, e ausente o imprescindível cotejo analítico,
nos termos do art. 255 do RISTJ. Neste sentido:
PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ARGUMENTOS INSUFICIENTES
PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. INOCORRÊNCIA. DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE
PÚBLICA. INDENIZAÇÃO POR PERDAS, DANOS E LUCROS CESSANTES. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 07/STJ. INCIDÊNCIA.
DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. AUSÊNCIA DE COTEJO ANALÍTICO. I (...) III - É entendimento pacífico dessa Corte que a parte deve proceder ao
cotejo analítico entre os arestos confrontados e transcrever os trechos dos acórdãos que configurem o dissídio jurisprudencial, sendo insuficiente,
para tanto, a mera transcrição de ementas. (...) V - Agravo Regimental improvido. (AgRg no AREsp 353.591/RS, Rel. Ministra REGINA HELENA
COSTA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 01/09/2015, DJe 14/09/2015) (destaquei)
À luz de tais fundamentos, nego seguimento ao recurso.
Publique-se.
Recife, 06 de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da Vice-Presidência

003. 0014613-55.2015.8.17.0000 Agravo Regimental no Agravo de Instrumento


(0413643-8)
Protocolo : 2015/128973
Comarca : Cabo de Sto. Agostinho
Vara : 5ª Vara Cível
Agravte : CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CAIXA
Advog : Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : Mirian Silva de Lima Costa e outros e outros
Advog : Carlos Henrique Laurindo da Silva(PE027718)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Jacques Nunes Attié(RJ072403)
Advog : ILZA REGINA DEFILIPPI DIAS(SP027215)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravte : CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CAIXA
Advog : Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : Mirian Silva de Lima Costa
Agravdo : Mário Francisco Pessoa
Agravdo : Roberta Luzia dos Santos Charamba
Agravdo : Maria Clara Soares da Silva
Agravdo : Joaquim Cândido da Costa Neto
Agravdo : DANIEL HILÁRIO DA SILVA
Agravdo : Abílio Cezar de Albuquerque
Agravdo : Maria de Lourdes Carneiro
Agravdo : Paulo Lino da Silva
Agravdo : Maria do Carmo da Costa
Agravdo : Edilma dos Santos Pinto Barbosa
Agravdo : Sandra Helena da Silva
Agravdo : Pedro Vieira Maranhão
Agravdo : Reginaldo Soares Brandão
Agravdo : PAULO BENJAMIM CUNHA
Agravdo : José dos Prazeres de Freitas
Agravdo : Elza Ferreira Correia
Agravdo : Amara Antônia dos Santos
Agravdo : Andreia Cristina Brandão
Agravdo : Lucy Andrade de Souza
Agravdo : Amara Miraneide dos Santos
Agravdo : Luiza Anunciada Ferreira
Agravdo : Severino Ramos de Araújo

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Agravdo : Severina Ramos de Albuquerque


Agravdo : Severino Pedro de LIma
Agravdo : Samuel Joaquim da Silva
Agravdo : Sebastião de Melo Filho
Agravdo : Sara Andrade Santos
Agravdo : Silvaneide Ferreira da Cunha
Agravdo : Severino Miguel da Silva
Agravdo : Samuel Amaral de Souza
Agravdo : Terezinha Nascimento de Lima
Agravdo : Wellington Romão
Agravdo : Zuleide Ferreira da Silva
Agravdo : Walkiria Marinho Lúcio Ribeiro
Agravdo : Katia Rejane Omena de Farias
Advog : Carlos Henrique Laurindo da Silva(PE027718)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Jacques Nunes Attié(RJ072403)
Advog : ILZA REGINA DEFILIPPI DIAS(SP027215)
Advog : Cláudia Virgínia Carvalho Pereira(PE020670)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 1ª Câmara Cível
Relator : Des. Stênio José de Sousa Neiva Coêlho
Proc. Orig. : 0014613-55.2015.8.17.0000 (413643-8)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:45 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 413643-8


Recorrente: Sul América Companhia Nacional de Seguros
Recorridos: Mirian Silva de Lima Costa e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, "a" e "c" da Constituição Federal contra acórdão em sede de Agravo
Legal no Agravo de Instrumento.

A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto no art. 1º, da Lei nº 12.409/11. Alternativamente, pugna pela pronúncia da
prescrição do direito de ação dos recorridos.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 340/356 .

Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.

Conquanto o assunto tratado no art. 1º, da Lei nº 12.409/11 tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo que a insurgência especial deve
ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.

Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.
(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.

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Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco de exaurimento
da reserva técnica do FESA.

Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação-SFH, à míngua de comprovação
do comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando a
decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Frise-se que a edição da Lei nº 13.000/2014 não retirou a exigência de demonstrar a afetação das reservas do FCVS/FESA, pois somente assim
restaria evidenciado o risco ou impacto jurídico ou econômico, nos termos da novel redação do art. 1º-A, § 1º da Lei nº 12.409/11.

Ademais, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica no sentido de ser despiciendo o trânsito em julgado do recurso apreciado
sob o rito do art. 543-C do CPC para que se possa aplicar o entendimento nele firmado.

Corroborando esse entendimento, a seguinte ementa de decisão judicial:

TRIBUTÁRIO E PROCESSO CIVIL. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ART. 1º- F DA LEI 9.494/97.
INAPLICABILIDADE ÀS DEMANDAS QUE OSTENTAM NATUREZA TRIBUTÁRIA. RESP 1.270.439/PR, JULGADO SOB O RITO DO ART. 543-C
DO CPC. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. APLICAÇÃO DA TESE. AUSÊNCIA DE TRÂNSITO EM JULGADO.
POSSIBILIDADE. ADI PENDENTE DE JULGAMENTO. RECURSO ESPECIAL. SOBRESTAMENTO. DESNECESSIDADE.
1. A Primeira Seção desta Corte, ao julgar o REsp 1.270.439/PR, submetido ao regime previsto no art. 543-C do CPC, considerando o julgamento
da ADI 4.357/DF pelo Supremo Tribunal Federal, firmou a compreensão no sentido de que não se aplica o art. 1º-F da Lei 9.494/97, com redação
conferida pela Lei 11.960/2009, às demandas de natureza tributária.
2. Esta Corte Superior já se manifestou no sentido de que não é necessário o trânsito em julgado do recurso apreciado sob o rito do art. 543-
C do CPC para que se possa aplicar o entendimento nele firmado. Nesse sentido: AgRg nos EDcl no REsp 1.345.538/ES, 2ª Turma, Rel. Min.
CASTRO MEIRA, DJe de 14/3/2013 e AgRg no REsp 1.327.009/RS, 4ª Turma, Rel. Min. Luís Felipe Salomão, DJe de 19/11/2012.
3. A pendência de publicação do acórdão proferido na ADI 4.357/DF não determina a necessidade de sobrestamento do presente feito.
Precedentes do STF.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no REsp 1396926/MG, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13/05/2014, DJe 19/05/2014). Grifei.

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.

A recorrente, por sua vez, ainda relaciona uma série de documentos que demonstrariam a natureza pública da apólice e o comprometimento das
reservas do FCVS. Entretanto, é vedada a análise de tais documentos em sede de recurso especial, vez que ensejaria o reexame de provas,
incidindo na espécie a Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça.

Lado outro, registre-se que o recurso especial possui natureza técnica, exigindo que a petição contenha a exposição do fato e do direito, a
demonstração do cabimento do recurso e as razões do pedido de reforma da decisão recorrida.

Em sendo assim, faz-se necessária não só a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente violados pela decisão recorrida,
como também a menção precisa aos parágrafos e/ou alíneas, a fim de que se possa identificar clara e fundamentadamente as razões da
irresignação e de que modo consistiram tais ofensas, sob pena de ser incabível a admissibilidade do recurso, em decorrência da deficiência
de fundamentação.

No tocante ao pedido de prescrição, a recorrente não apontou o artigo de lei supostamente violado pela decisão colegiada, incidindo a censura
da Súmula nº 284 do STF, aplicável analogicamente à sistemática do recurso especial.

Sobre o tema, o posicionamento do STJ:

AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE OFENSA A


DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL. SÚMULA 284/STF. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA. DANO MORAL. NÃO CONFIGURADO.
REEXAME DO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ.
1. Ausência de indicação, nas razões do recurso especial, do artigo de lei que teria sido violado ou a respeito de cuja interpretação divergiu o
acórdão recorrido, de modo que incide o óbice da Súmula n° 284 do STF.
2. Inviável o recurso especial cuja análise das razões impõe reexame do contexto fático-probatório da lide, nos termos da vedação imposta pela
Súmula 7 do STJ.
3. O inadimplemento motivado pela discussão razoável acerca do descumprimento de obrigação contratual, em regra, não causa, por si só, dano
moral, que pressupõe ofensa anormal à personalidade.
Precedentes.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg nos EDcl no REsp 1252552/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 17/11/2015, DJe 23/11/2015).
Grifei.

Quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, entende-se que a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que
identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de

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trechos dos acórdãos recorrido e paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos,
o que não ocorreu na presente hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.

Diante de tais considerações, nego seguimento ao recurso.

Por oportuno, determino que a recorrente seja intimada em nome da advogada constante às fl. 226, Dra. Claudia Virgínia Carvalho Pereira de
Melo, OAB/PE n 20.670.

Publique-se.

Recife, de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Recurso Especial no Processo nº 413643-8


Recorrente: Caixa Econômica Federal- CAIXA
Recorridos: Mirian Silva de Lima Costa e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, a e c da Constituição Federal contra acórdão em sede de Agravo Legal
no Agravo de Instrumento.

A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto nos arts. 1º-A da Lei nº 13.000/14 e 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88. Outrossim,
alega violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, além da Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça e ao art. 109, I da Constituição
Federal.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 340/356 (Mirian Silva de Lima Costa e Outros) e fls.
291/315 (Sul América Companhia Nacional de Seguros).

Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.

Conquanto o assunto tratado no art. 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88 tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo que a insurgência especial
deve ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.

Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.
(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.

Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco de exaurimento
da reserva técnica do FESA.

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Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação - SFH, à míngua de comprovação
do comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando a
decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.

No tocante à contrariedade ao art. 1º-A, da Lei nº 13.000/14, não há como admitir o seguimento da insurgência, eis que inexiste o dispositivo
indicado, devendo ser utilizado o enunciado da Súmula nº 284 do STF, plenamente aplicável por analogia ao presente caso.

Já quanto à alegada violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, a parte não indica especificamente o dispositivo que teria sido violado
pela decisão recorrida, não havendo como admitir o prosseguimento do feito, incidindo novamente os termos da Súmula nº 284 do STF.

Outrossim, não há como permitir o seguimento da pretensão com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal. Na via
especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105, III da
Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.

Corroborando esse entendimento, o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça:

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO
GENÉRICA. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. RECURSO ESPECIAL. OFENSA A NORMA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 343/
STF. PRECEDENTES. 1. É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa ao art. 535 do CPC se faz de forma
genérica. Incide, na hipótese, a Súmula 284/STF. 2. Não se admite a invocação, em recurso especial, de violação a norma constitucional, sob
pena de usurpação da competência do STF. 3. A jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de ser inaplicável a Súmula 343/STF
aos casos em que a matéria versada na ação rescisória possuir natureza constitucional. Neste sentido: REsp 1277080/MG, Rel. Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe 17/10/2011 e REsp 1208008/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 14/12/2010. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no AREsp: 160718 DF 2012/0075992-9, Relator: Ministro SÉRGIO KUKINA, Data de Julgamento: 16/05/2013, T1 - PRIMEIRA
TURMA, Data de Publicação: DJe 22/05/2013). Grifei.

Vale registrar, por oportuno, a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de
violação à Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.

Afim, quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, a parte não aponta com clareza e precisão os dispositivos violados pela decisão recorrida, de
forma a restar obstado o prosseguimento do feito. Nessa esteira:

PROCESSUAL CIVIL. ALÍNEA "C". AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL VIOLADO. SÚMULA 284/STF. EXECUÇÃO
DE SENTENÇA. PAGAMENTO DE HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA MEDIANTE RPV. FRACIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE.
1. É deficientemente fundamentado o Recurso Especial interposto pela alínea "c", quando a parte não indica o dispositivo de lei federal considerado
infringido. Aplicação da Súmula 284/STF.
(...)"
(STJ - 2ª T., REsp 1343695/DF, rel. Min. Herman Benajmin, DJe de 31.10.2012). Grifei.

Além disso, a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que identificam ou assemelham os casos
confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de trechos dos acórdãos recorrido e
paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos, o que não ocorreu na presente
hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.

Diante de tais considerações, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente
CARTRIS - DECISÕES / DESPACHOS

Emitida em 14/04/2016
CARTRIS

Relação No. 2016.07397 de Publicação (Analítica)

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412) 001 0005061-03.2014.8.17.0000(0335081-0)


Danielle Torres Silva(PE018393) 001 0005061-03.2014.8.17.0000(0335081-0)
Eduardo José de Souza Lima Fornellos(PE028240) 001 0005061-03.2014.8.17.0000(0335081-0)
Elisângela Prudencio dos Santos(PE026764) 003 0000399-67.2013.8.17.0990(0410017-6)
Erik Limongi Sial(PE015178) 003 0000399-67.2013.8.17.0990(0410017-6)
Hugo Jordão Ulisses(PE025770) 003 0000399-67.2013.8.17.0990(0410017-6)
José Eduardo Vuolo(SP130580) 002 0013387-56.2008.8.17.0001(0361471-7)
Júlio Alcino de Oliveira Neto(PE011673) 002 0013387-56.2008.8.17.0001(0361471-7)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0005061-03.2014.8.17.0000(0335081-0)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0013387-56.2008.8.17.0001(0361471-7)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0000399-67.2013.8.17.0990(0410017-6)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0005061-03.2014.8.17.0000 Agravo Regimental no Agravo de Instrumento


(0335081-0)
Protocolo : 2015/121455
Comarca : Abreu e Lima
Vara : Terceira Vara da Comarca de Abreu e Lima
Agravte : SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Eduardo José de Souza Lima Fornellos(PE028240)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : João Pereira de Paiva e outros e outros
Advog : Danielle Torres Silva(PE018393)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Interes. : A CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CAIXA
Advog : Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412)
Agravte : CAIXA ECONOMICA FEDERAL
Advog : Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : João Pereira de Paiva
Agravdo : Adeilda Laurentina de Queiroz
Agravdo : Jandira Eunice Lima de Amorim
Agravdo : Erenilda Maria da Silva
Agravdo : Adalgisa da Conceição Nascimento Carvalho
Agravdo : Maria do Socorro dos Santos
Agravdo : Marluce de Freitas Cordeiro
Agravdo : Natanael Vicente da Silva
Agravdo : José Vicente Gomes
Agravdo : Ilma Amaral de Sena
Agravdo : Geraldo Vicente da Silva
Agravdo : Roberto Tenório de Miranda
Agravdo : Severino Antônio dos Santos
Agravdo : Luzinete Maria Barbosa
Agravdo : Clidesia Lúcia Ferreira da Silva
Agravdo : Maria das Graças de Santana Silva
Agravdo : Gilda Maria da Silva
Agravdo : Maria Florentina da Silva
Agravdo : José Guilhermino Guimarães
Agravdo : Semiramis da Cunha Braga
Agravdo : Romildo Campelo de Souza
Agravdo : José Paes de Lira
Agravdo : Maria das Neves Gomes da Rocha Faustino
Advog : Danielle Torres Silva(PE018393)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Interes. : SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS S/A
Advog : Eduardo José de Souza Lima Fornellos(PE028240)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Cível
Relator : Des. Roberto da Silva Maia
Proc. Orig. : 0005061-03.2014.8.17.0000 (335081-0)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:48 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 335081-0


Recorrente: Caixa Econômica Federal- CAIXA
Recorridos: João Pereira de Paiva e Outros

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, a e c da Constituição Federal contra acórdão em sede de Agravo
Regimental no Agravo de Instrumento.

A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto nos arts. 1º-A da Lei nº 13.000/14 e 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88. Outrossim,
alega violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, além da Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça e ao art. 109, I da Constituição
Federal.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 728/752 (João Pereira de Paiva e Outros) e fls. 756/774
(Sul América Companhia Nacional de Seguros).

Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.

Conquanto o assunto tratado no art. 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88 tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo que a insurgência especial
deve ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.

Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.
(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.

Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco de exaurimento
da reserva técnica do FESA.

Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação - SFH, à míngua de comprovação
do comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando a
decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.

No tocante à contrariedade ao art. 1º-A, da Lei nº 13.000/14, não há como admitir o seguimento da insurgência, eis que inexiste o dispositivo
indicado, devendo ser utilizado o enunciado da Súmula nº 284 do STF, plenamente aplicável por analogia ao presente caso.

Já quanto à alegada violação às Leis nº 7.682/88, 12.409/11 e 13.000/14, a parte não indica especificamente o dispositivo que teria sido violado
pela decisão recorrida, não havendo como admitir o prosseguimento do feito, incidindo novamente os termos da Súmula nº 284 do STF.

Outrossim, não há como permitir o seguimento da pretensão com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal. Na via
especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105, III da
Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.

Corroborando esse entendimento, o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça:

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO
GENÉRICA. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. RECURSO ESPECIAL. OFENSA A NORMA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 343/
STF. PRECEDENTES. 1. É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa ao art. 535 do CPC se faz de forma
genérica. Incide, na hipótese, a Súmula 284/STF. 2. Não se admite a invocação, em recurso especial, de violação a norma constitucional, sob
pena de usurpação da competência do STF. 3. A jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de ser inaplicável a Súmula 343/STF

62
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

aos casos em que a matéria versada na ação rescisória possuir natureza constitucional. Neste sentido: REsp 1277080/MG, Rel. Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe 17/10/2011 e REsp 1208008/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 14/12/2010. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no AREsp: 160718 DF 2012/0075992-9, Relator: Ministro SÉRGIO KUKINA, Data de Julgamento: 16/05/2013, T1 - PRIMEIRA
TURMA, Data de Publicação: DJe 22/05/2013). Grifei.

Vale registrar, por oportuno, a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de
violação à Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.

Afim, quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, a parte não aponta com clareza e precisão os dispositivos violados pela decisão recorrida, de
forma a restar obstado o prosseguimento do feito. Nessa esteira:

PROCESSUAL CIVIL. ALÍNEA "C". AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL VIOLADO. SÚMULA 284/STF. EXECUÇÃO
DE SENTENÇA. PAGAMENTO DE HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA MEDIANTE RPV. FRACIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE.
1. É deficientemente fundamentado o Recurso Especial interposto pela alínea "c", quando a parte não indica o dispositivo de lei federal considerado
infringido. Aplicação da Súmula 284/STF.
(...)"
(STJ - 2ª T., REsp 1343695/DF, rel. Min. Herman Benajmin, DJe de 31.10.2012). Grifei.

Além disso, a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que identificam ou assemelham os casos
confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de trechos dos acórdãos recorrido e
paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos, o que não ocorreu na presente
hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.

Diante de tais considerações, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 11 de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

002. 0013387-56.2008.8.17.0001 Embargos de Declaração nos Embargos de Declaração


(0361471-7)
Protocolo : 2015/126573
Comarca : Recife
Vara : Sétima Vara Cível da Capital - SEÇÃO A
Embargante : Marine Maricultura do Nordeste S/A
Advog : Júlio Alcino de Oliveira Neto(PE011673)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : PROFACTORING FOMENTO MERCANTIL LTDA
Advog : José Eduardo Vuolo(SP130580)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : Marine Maricultura do Nordeste S/A
Advog : Júlio Alcino de Oliveira Neto(PE011673)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : PROFACTORING FOMENTO MERCANTIL LTDA
Advog : José Eduardo Vuolo(SP130580)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível
Relator : Des. Jones Figueirêdo
Proc. Orig. : 0013387-56.2008.8.17.0001 (361471-7)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:48 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 361471-1


Recorrente: Marine Maricultura do Nordeste S/A
Recorrido: Profactoring Fomento Mercantil LTDA

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em
sede de embargos de declaração, opostos em embargos de declaração, em sede de apelação.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Preliminarmente cumpre asseverar que o acórdão recorrido foi publicado anteriormente à entrada em vigor do Novo Código de Processo Civil.
Assim, seguindo o entendimento manifestado pelo Superior Tribunal de Justiça no enunciado administrativo nº 2, aprovado pelo Plenário da Corte
na sessão do último dia 9 de março, devem ser observados os requisitos de admissibilidade previstos no Código de Processo Civil em vigor
quando da publicação da decisão.

"Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os
requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça."

Alegam os recorrentes, em síntese, que a decisão recorrida violou o disposto nos artigos 283, 396, 1.102-A e 1.102-B do CPC de 1973.

O recurso é tempestivo e está devidamente preparado.

Com relação à alegada violação dispositivos infraconstitucionais, a pretensão dos recorrentes esbarra na súmula n.º 07/STJ. Apesar de apontar
ofensa aos dispositivos supracitados, percebe-se, claramente, da leitura das razões recursais, que a pretensão da parte recorrente é rediscutir,
por via transversa, a matéria de fato já analisada na sentença e no julgamento dos recursos, de modo a ocasionar um novo juízo de convicção,
embora o órgão colegiado deste TJPE já tenha decidido que "o requisito da prova escrita de existência da dívida restou devidamente atendido
para efeito da propositura da ação. Embora não exista a planilha de evolução de débito, verifica-se que na inicial apontou o valor nominal dos
cheques, o valor total da dívida cobrada, bem como a forma de atualização (correção monetária e juros de mora)." (fl. 126)

Nesse sentido já decidiu o STJ. Vejamos:

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO (ART. 544 DO CPC) - AÇÃO MONITÓRIA - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO
AGRAVO. IRRESIGNAÇÃO DO RÉU.
1. A prova hábil a instruir a ação monitória, a que alude o artigo 1.102-A do Código de Processo Civil, não precisa, necessariamente, ser robusta,
podendo ser aparelhada por documento idôneo, ainda que emitido pelo próprio credor, contanto que, por meio do prudente exame do magistrado,
exsurja o juízo de probabilidade acerca do direito afirmado pelo autor.
2. A nota fiscal, acompanhada da prova do recebimento da mercadoria ou prestação do serviço, pode servir como lastro à ação monitória.
Precedentes.
3. Para o acolhimento do apelo extremo, no sentido de afirmar serem insuficientes ou ilegíveis os documentos que instruíram a ação monitória,
seria imprescindível derruir a afirmação contida no decisum atacado, o que, forçosamente, ensejaria em rediscussão da matéria fática, incidindo,
na espécie, o óbice da Súmula 7 deste Superior Tribunal de Justiça, sendo manifesto o descabimento do recurso especial.
4. Agravo regimental desprovido.
(STJ - 4ª T., AgRg no AREsp 559231/PE, Rel. Ministro Marco Buzzi, DJe 17/03/2015)

PROCESSUAL CIVIL. MONITÓRIA. MEMÓRIA DE CÁLCULO. INEXISTÊNCIA. INÉPCIA. NÃO OCORRÊNCIA. PRODUÇÃO DE PROVAS.
AUDIÊNCIA. NÃO REALIZAÇÃO. AFERIÇÃO. SÚMULA 7 - STJ. CAUÇÃO. PESSOA JURÍDICA ESTRANGEIRA. ART. 835 DO CPC.
INTERPRETAÇÃO. DÍVIDA DE JOGO. CARACTERIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS.
1 - Em nenhum dos dispositivos que regem a monitória há a exigência de ser a inicial da ação guarnecida com planilha de cálculos ou memória
discriminada do montante da dívida em cobrança, o que fica relegado aos embargos.
2 - A necessidade ou não de produzir prova em audiência é da exclusiva e soberana discricionariedade das instâncias ordinárias, com apoio no
acervo probatório, esbarrando, portanto, a questão federal (arts. 330, I e 332, ambos do CPC), neste particular, no óbice da súmula 7 - STJ.
3 - Eventual retardo no implemento da caução do art. 835 do CPC não rende ensejo à nulidade do processo, notadamente se, como na espécie,
somente foi suscitada a falta em sede de embargos declaratórios ao acórdão de apelação.
4 - Vinculada a questão federal à existência ou não de dívida de jogo e as implicações disso resultantes, a irresignação encontra obstáculo
intransponível no verbete sumular nº 7 - STJ, máxime porque o acórdão além de reportar-se a ampla interpretação probatória, menciona e se
fundamenta em aspectos subjetivos da conduta do próprio recorrente.
5 - Recurso especial não conhecido.
(REsp 307.104/DF, Rel. Ministro FERNANDO GONÇALVES, QUARTA TURMA, julgado em 03/06/2004, DJ 23/08/2004, p. 239)

Incide, in casu, o teor do disposto na Súmula 83 do STJ, que dispõe: "Não se conhece do Recurso Especial pela divergência, quando a orientação
do tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida."

Por fim, ante o reconhecimento da aplicabilidade da Súmula 07 do STJ e a consequente não admissão do presente recurso especial, com base
no artigo 105, III, "a", fica prejudicado o exame do dissídio jurisprudencial invocado com fundamento na alínea "c" do mesmo dispositivo. Veja-
se a jurisprudência:

"DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. VIOLAÇÃO AO ART.
535, II, DO CPC. NÃO-OCORRÊNCIA. PRECATÓRIO. ATRASO NO PAGAMENTO. MULTA COMINATÓRIA. IMPOSIÇÃO PELO JUIZ
DA EXECUÇÃO. POSSIBILIDADE. PRESSUPOSTOS. EXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL
PREJUDICADO. COBRANÇA. EXECUÇÃO POR PRECATÓRIO OU REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. RECURSOS ESPECIAIS
CONHECIDOS E IMPROVIDOS. [...] 4. O não-conhecimento do recurso especial pela alínea "a" do permissivo constitucional, em face da
incidência da Súmula 7/STJ, prejudica o exame do dissídio jurisprudencial. Precedente do STJ. [...] 7. Recursos especiais conhecidos e
improvidos". (REsp 1011849/RS, Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, Quinta Turma, julgado em 23/06/2009, DJe 03/08/2009)

Diante de tais considerações, nego seguimento ao recurso especial.

64
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Publique-se.

Recife, 08 de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

003. 0000399-67.2013.8.17.0990 Agravo na Apelação


(0410017-6)
Protocolo : 2015/126760
Comarca : Olinda
Vara : 2ª Vara Cível
Apelante : TELEMAR NORTE LESTE S.A / OI
Advog : Erik Limongi Sial(PE015178)
Advog : Hugo Jordão Ulisses(PE025770)
Apelado : ALBERTO JOSÉ DE MENEZES COSTA
Advog : Elisângela Prudencio dos Santos(PE026764)
Agravte : TELEMAR NORTE E LESTE S/A
Advog : Erik Limongi Sial(PE015178)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : ALBERTO JOSÉ DE MENEZES COSTA
Advog : Elisângela Prudencio dos Santos(PE026764)
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível
Relator : Des. Jones Figueirêdo
Proc. Orig. : 0000399-67.2013.8.17.0990 (410017-6)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:48 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 0410017-6


Recorrente: TELEMAR NORTE LESTE S/A
Recorrido: Alberto José de Menezes Costa

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede
de agravo em apelação.

Preliminarmente cumpre asseverar que o acórdão recorrido foi publicado anteriormente à entrada em vigor do Novo Código de Processo Civil.
Assim, seguindo o entendimento manifestado pelo Superior Tribunal de Justiça no enunciado administrativo nº 2, aprovado pelo Plenário da Corte
na sessão do último dia 9 de março, devem ser observados os requisitos de admissibilidade previstos no Código de Processo Civil em vigor
quando da publicação da decisão.

"Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os
requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça."

Alega o recorrente, em preliminar, ilegitimidade passiva, sem, contudo, apontar dispositivo violado quanto a este ponto. Aduz, ainda, que a decisão
recorrida violou o disposto nos artigos 5º incisos II, XXXV, LIV e LV, 37, caput, e 93, IX, da Constituição Federal, arts. 2º, 131, 333, I e II, 355, 165,
283, 396, 458, do CPC de 1973, arts. 160, 177, 188, I, 206, §3º IV e V, do CC, art. 100, §1º da Lei nº 6.404/76 e art. 27 do CDC.

O recurso é tempestivo e está devidamente preparado.

De início ressalte-se que no tocante à afronta aos dispositivos constitucionais ventilados, é impossível a interposição de recurso especial, tendo
em vista que a análise de tais dispositivos é reservada ao Supremo Tribunal Federal.

Neste sentido:

"2. A violação de preceitos, de dispositivos ou de princípios constitucionais revela-se quaestio afeta à competência do Supremo Tribunal Federal,
provocado pela via do extraordinário; motivo pelo qual não se pode conhecer do recurso especial nesse aspecto, em função do disposto no art.
105, III, da Constituição Federal" - 6ª T., REsp 1329484 / SP, rel. Min. Sebastião Reis Júnior, DJe 25/04/2013, trecho da ementa).

Quanto à alegação de ilegitimidade passiva, não houve prequestionamento, pois a controvérsia não foi examinada em sede de decisão colegiada,
mas tão só em decisão monocrática que julgou a apelação. Outrossim, quanto a esse ponto a parte não indicou especificamente o dispositivo legal
que teria sido violado pela decisão recorrida, não havendo como admitir o prosseguimento do feito, incidindo, assim, a Súmula nº 284 do STF.

Nesse sentido:

PROCESSUAL CIVIL E CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PLANO DE SAÚDE. ATENDIMENTO
EM CARÁTER DE URGÊNCIA.HOSPITAL VINCULADO AO PLANO DE COBERTURA NACIONAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

PROBATÓRIA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 5 E 7 DO STJ.REVISÃO DO DANO MORAL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DOS ARTIGOS
LEGAIS SUPOSTAMENTE VIOLADOS. SÚMULA N. 284 DO STF. DECISÃO MANTIDA.
1. O conhecimento do recurso especial exige a indicação dos dispositivos legais supostamente violados. Ausente tal requisito, incide a Súmula n.
284/STF.2. O recurso especial não comporta o exame de questões que impliquem revolvimento do contexto fático-probatório dos autos (Súmulas
n. 5 e 7 do STJ).3. No caso concreto, o exame da pretensão recursal quanto à alegada inexistência de obrigação contratual da recorrente em
custear o atendimento médico da consumidora demandaria o reexame dos elementos fáticos dos autos, além da revisão dos termos contratuais.
Alterar esse entendimento é inviável em recurso especial ante o óbice das referidas súmulas.4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg no AREsp 391.250/MG, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 24/02/2015, DJe 03/03/2015)

Lado outro, a violação aos arts. 2º, 131, 355, 165, 283, 396, 458, do CPC de 1973, arts. 160, 177, 188, I, 206, §3º IV e V, do CC e art. 27 do
CDC, não foi devidamente prequestionada.

No Superior Tribunal de Justiça é pacífico o entendimento de que "a configuração do prequestionamento pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno
veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a análise sobre a violação do preceito evocado pelo recorrente." (STJ - 2ª T., AgRg no AREsp
218932/RJ, rel. Min. Humberto Martins, DJe 10/10/2012).

In casu, conforme se depreende da leitura do acórdão recorrido, os artigos citados apontados como violados pelo recorrente não foram objeto
de debate e deliberação pelo órgão colegiado deste Tribunal.

Logo, não havendo que se falar em prequestionamento dos dispositivos acima referidos, resta configurado o impedimento à admissibilidade deste
recurso, em face da incidência do enunciado da Súmula 211, do STJ.

Por oportuno trago à colação o seguinte julgado:

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CIVIL. PROCESSO CIVIL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. 1. VIOLAÇÃO
AO ART. 557 DO CPC. INEXISTÊNCIA. DECISÃO MONOCRÁTICA. POSSIBILIDADE. COLEGIADO. RATIFICAÇÃO. PRECEDENTES DO STJ.
2. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 211/STJ. 3. TERMO INICIAL DA CORREÇÃO MONETÁRIA ESTABELECIDO NO TÍTULO
EXEQUENDO. IMPOSSIBILIDADE DE MODIFICAÇÃO POSTERIOR. FUNDAMENTO NÃO ATACADO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283 DO STF.
4. ENTENDIMENTO DO ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. APLICAÇÃO DA SÚMULA 83/
STJ. 5. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. (...) 2. A indicação de violação de dispositivos legais que nem sequer foram debatidos pelo
Tribunal de origem obsta o conhecimento do recurso especial pela ausência de prequestionamento. Aplicação dos enunciados 282 da Súmula do
STF e 211 da Súmula do STJ. 3. (...) 6. Agravo regimental improvido. (AgRg no AREsp 708.755/MS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, julgado em 01/09/2015, DJe 16/09/2015) (destaquei)

Quanto à alegada ofensa ao art. 333, I e II, do CPC, aduz o recorrente que não seria possível, in casu, a inversão do ônus da prova. Nesse ponto
a tese sustentada pela recorrente encontra óbice no enunciado da Súmula nº 7 do STJ, eis que sua pretensão, em verdade, é rediscutir, por via
transversa, a matéria de fato já analisada na sentença e no julgamento do recurso.

AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. CONTRATO BANCÁRIO. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. INCIDÊNCIA. INVERSÃO
DO ÔNUS DA PROVA. VEROSSIMILHANÇA DAS ALEGAÇÕES. HIPOSSUFICIÊNCIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ.
1. "O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras" (Súmula 297/STJ).
2. "Em se tratando de produção de provas, a inversão, em caso de relação de consumo, não é automática, cabendo ao magistrado a apreciação
dos aspectos de verossimilhança da alegação do consumidor ou de sua hipossuficiência, conforme estabelece o art. 6, VIII, do referido diploma
legal. Configurados tais requisitos, rever tal apreciação é inviável em face da Súmula 07" (AgRg no Ag 1263401/RS, Rel. Min. VASCO DELLA
GIUSTINA (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS), TERCEIRA TURMA, julgado em 15/04/2010, DJe 23/04/2010).
3. Agravo regimental desprovido.
(AgRg no REsp 728.303/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 21/10/2010, DJe 28/10/2010)

Quanto à alegada ofensa ao art. 100, §1º da Lei nº 6.404/76, a tese sustentada pela recorrente também encontra óbice no enunciado da Súmula
nº 7 do STJ.

A decisão colegiada guerreada considerou que: "A propósito, dispõe o §1º do referido art. 100: '§ 1º A qualquer pessoa, desde que se destinem
a defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal ou dos acionistas ou do mercado de valores mobiliários, serão dadas
certidões dos assentamentos constantes dos livros mencionados nos incisos I a III, e por elas a companhia poderá cobrar o custo do serviço,
cabendo, do indeferimento do pedido por parte da companhia, recurso à Comissão de Valores Mobiliários.' Porém na hipótese em apreço, a
empresa, ora agravante, embora alegue falta de pagamento, em nenhum momento demonstrou a exigência de qualquer custo pelo serviço, com
respaldo no referido dispositivo legal." (fls. 254/255)

Busca o recorrente que seja acolhida a sua tese de que o recorrido deveria ter efetuado o pagamento para que fossem disponibilizados os
documentos exigidos na exordial.

Percebe-se, claramente, da leitura das razões recursais, que a pretensão da parte recorrente é rediscutir, por via transversa, a matéria de fato já
analisada no acórdão recorrido, de modo a ocasionar um novo juízo de convicção embora o órgão colegiado deste TJPE já tenha decidido, por
meio da análise dos fatos e das provas produzidas nos autos, que a empresa, ora agravante, embora alegue falta de pagamento, em nenhum
momento demonstrou a exigência de qualquer custo pelo serviço, com respaldo no referido dispositivo legal.

Como se sabe, a instância especial recebe a situação fática da causa tal como a retrata a decisão recorrida. No presente caso, não há que se
falar em revaloração (questão de direito), mas sim em reexame (questão de fato), pois o debate pretendido demanda análise dos fatos da causa

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

e de sua prova, de forma tal que supera o contexto fático-probatório delineado por este Tribunal no acórdão recorrido, obstando a apreciação,
pelo STJ, da alegada contrariedade e/ou negativa de vigência ao Direito federal infraconstitucional.

Diante de tais considerações, nego seguimento ao recurso especial.

Publique-se.

Recife, 06 de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

CARTRIS - DECISÕES / DESPACHOS

Emitida em 14/04/2016
CARTRIS

Relação No. 2016.07417 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Alexandre Henrique Queiroz Pacheco(PE031518) 001 0005116-29.2006.8.17.0001(0345027-9)


Ana Lucia Almeida M. Tigre(PE011343) 001 0005116-29.2006.8.17.0001(0345027-9)
Carlos Antônio Harten Filho(PE019357) 002 0033599-69.2006.8.17.0001(0226893-9)
Evaldo Nogueira de Souza(PE011538) 001 0005116-29.2006.8.17.0001(0345027-9)
Neide Maria Ramos E Silva(PE009868) 002 0033599-69.2006.8.17.0001(0226893-9)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0005116-29.2006.8.17.0001(0345027-9)
e Outros 002 0033599-69.2006.8.17.0001(0226893-9)
Úrsula Ouriques de Araújo Lacerda(PE023721) 001 0005116-29.2006.8.17.0001(0345027-9)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0005116-29.2006.8.17.0001 Apelação


(0345027-9)
Comarca : Recife
Vara : 2ª Vara Cível
Apelante : ALISON JOSE ALMEIDA DE ARAUJO
Advog : Alexandre Henrique Queiroz Pacheco(PE031518)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Apelado : ESPÓLIO DE PAULO ANDRADE DE MORAIS FERREIRA, REPRESENTADO
POR SUA INVENTARIANTE YOLANDA CAVALCANTI DE MORAIS FERREIRA
Advog : Ana Lucia Almeida M. Tigre(PE011343)
Advog : Evaldo Nogueira de Souza(PE011538)
Apelado : PERNAMBUCO PARTICIPAÇÕES E INVESTIMENTOS S.A. PERPART
Advog : Úrsula Ouriques de Araújo Lacerda(PE023721)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Procurador : Itamar Dias Noronha
Órgão Julgador : 6ª Câmara Cível
Relator : Des. José Carlos Patriota Malta
Revisor : Des. Evandro Sérgio Netto de Magalhães Melo
Despacho : Despacho
Última Devolução : 12/04/2016 16:49 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 345027-9


Recorrente: Pernambuco Participações e Investimentos S.A
Recorrido: Alison José Almeida de Araújo

Cuida-se de recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em
embargos de declaração interposto em sede de apelação.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Quanto à admissibilidade do presente recurso, constatou-se erro material no que concerne à guia de recolhimento das custas do STJ
( Superior Tribunal de Justiça), onde o número do processo de origem aparece como 0025116-29.2006.8.17.0001, onde deveria ser
0005116-29.2006.8.17.0001.

Isto posto, deverá o Recorrente, no prazo 5 (cinco) dias, juntar a guia de recolhimento das custas destinadas ao STJ ( Superior Tribunal de
Justiça), indicando corretamente o número do processo de origem, sob pena de deserção.

Publique-se.

Recife, 08 de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

002. 0033599-69.2006.8.17.0001 Embargos de Declaração nos Embargos Infringentes n


(0226893-9)
Protocolo : 2015/123087
Comarca : Recife
Vara : 22º Vara Cível
Embargante : Caixa Seguradora S/A
Advog : Carlos Antônio Harten Filho(PE019357)
Advog : e Outros
Embargado : Teresinha Câmara Rodrigues de Lima (Idoso) (Idoso)
Advog : Neide Maria Ramos E Silva(PE009868)
Advog : e Outros
Embargante : Caixa Seguradora S/A
Advog : Carlos Antônio Harten Filho(PE019357)
Advog : e Outros
Embargado : Teresinha Câmara Rodrigues de Lima (Idoso) (Idoso)
Advog : Neide Maria Ramos E Silva(PE009868)
Advog : e Outros
Órgão Julgador : 2º Grupo de Câmaras Cíveis
Relator : Des. José Carlos Patriota Malta
Proc. Orig. : 0033599-69.2006.8.17.0001 (226893-9)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:44 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 0226893-9


Recorrente: Caixa Seguradora S/A
Recorridos: Terezinha Câmara Rodrigues de Lima

Cuida-se de recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, alínea "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão em Embargos
Infringentes, em sede de Apelação Cível, que, condenou a recorrente a pagar indenização moral por rescindir de forma abusiva contrato de
seguro de vida vigente há décadas, quebrando a boa-fé objetiva e o equilíbrio contratual.
Recurso bem processado, com as custas satisfeitas e as devidas contrarrazões.
A seguradora apresentou extensivas razões recursais, reiterando a argumentação despendida no apelo, embargos infringentes e aclaratórios,
arguindo violação ao disposto no artigo 206, § 1°, II, b, do CC/02 e à súmula 101, do STJ, que preveem prescrição anual, e ao artigo 781 do CC/02.
O acórdão restou assim ementado:
EMENTA: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL- EMBARGOS INFRINGENTES - AÇÃO ORDINÁRIA DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E
MORAIS - PREJUDICIAL DE MÉRITO DE PRESCRIÇÃO - REJEITADA - DECISÃO UNÂNIME - MÉRITO - CANCELAMENTO UNILATERAL
DE CONTRATO DE SEGURO DE VIDA - DESEQUÍLIBRIO ATUARIAL - NÃO OPORTUNIZAÇÃO DE NOVO CONTRATO - ABUSIVIDADE
CONTRATUAL - RELAÇÃO CONTRATUAL DURADOURA - DANOS MORAIS CONFIRMADOS - EMBARGOS NÃO PROVIDOS - DECISÃO
POR MAIORIA.
No caso concreto, não vislumbro afronta ao artigo 535 do Código de Processo Civil, eis que o colegiado expressamente analisou e afastou
a incidência da prescrição anual ao caso sub judice, além de ter confirmado a configuração de ato ilícito, por abuso de direito, mantendo a
condenação e, portanto, enfrentando as questões relevantes para o deslinde da controvérsia agitada nos aclaratórios.
Com efeito, especificamente quanto à omissão como defeito do julgado suprível na via dos embargos de declaração, doutrina e jurisprudência
o vislumbram configurado quando houver, na sentença ou no acórdão, sonegação de enfrentamento de ponto, tese ou argumento que, (i) tendo
sido a tempo e modo arguido pela parte e (ii) sendo efetivamente relevante para o desate da vexata quaestio com segurança jurídica, sobre
ele o julgador devia se pronunciar. Não configura o pressuposto, então, a pretensão da parte em fazer prevalecer qualquer daqueles elementos
do processo.
Por isso que está sedimentado o entendimento de não haver omissão no acórdão que, com fundamentação suficiente, ainda que não exatamente
a invocada pela parte, decide de modo integral a controvérsia posta (v.g.: AgRg no REsp 1340652/SC, Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva,
3ª Turma, DJe 13/11/2015).

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Acontece que a competência dos tribunais superiores restringe-se à análise de violação a norma constitucional ou infra-constitucional, um juízo
estritamente de direito que afasta a possibilidade de avaliação de qualquer matéria fático-probatória, na qual se inclui a hipótese de prescrição
da pretensão jurisdicional.
Destarte, a modificação do julgado para verificação da ocorrência (ou não) da prescrição, depende da reanálise dos documentos processuais
que provariam a suposta a extinção do prazo prescricional, o que, ressalte-se, já fora reiteradamente apreciado pela Câmara deste Tribunal, a
qual, à unanimidade, reconheceu a incidência do prazo quinquenal, tendo em vista a pretensão indenizatória.
O reexame do acervo fático-probatório dos autos, o que é inadmissível, em sede de Recurso Especial, ante a incidência do enunciado da Súmula
7 do STJ. Como se sabe, a instância especial recebe a situação fática da causa tal como a retrata a decisão recorrida. Não cabe, em recurso
especial, fazer juízo sobre os fatos da causa ou sobre a sua prova. Concluir contrariamente aos fatos consignados no acórdão recorrido, como
pretende o recorrente, demandaria reexame de todo o conjunto probatório.
Observe-se o seguinte precedente:
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO DE VIZINHANÇA. MURO DANIFICADO. TERMO INICIAL
DO PRAZO PRESCRICIONAL NÃO VERIFICADO. MODIFICAÇÃO DE PREMISSA FÁTICA. DESCABIMENTO. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO
REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. Sem a fixação, pelas instâncias ordinárias, do "termo inicial para a contagem do prazo prescricional não é possível,
em sede de recurso especial, reconhecer o advento da prescrição", sob pena de esbarrar no óbice do enunciado sumular n. 7 do Superior Tribunal
de Justiça (AgRg no REsp n. 1.505.087/RS, Rel. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 18/6/2015, DJe 3/8/2015). 2.
Agravo regimental a que se nega provimento. (STJ- 3ª T., AgRg no AREsp 771114 / SP, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, j. 15.12.15, DJe 03.02.16)
Tal entendimento deve ser aplicado ao presente caso, na medida em que o termo final prescricional fixado fora diverso do apontado no Recurso
Especial. Como dito, a alteração das conclusões adotadas pelo Tribunal de origem acerca do do prazo prescricional demandaria necessariamente,
novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos.
Na espécie, destarte, o que se percebe é o inconformismo do recorrente quanto ao afastamento de sua tese pelo acórdão recorrido, não sendo
possível utilizar-se do recurso excepcional para rediscutir a matéria probatória. Assim, não merece seguimento o presente recurso especial, pois
pretende a parte recorrente, em verdade, o reexame da matéria fático-probatória e a obtenção de um novo julgamento da demanda.
No mais, inadmissível interposição deste recurso excepcional com indicação de violação a súmula de Tribunal Superior (Súmula 101 do STJ).
O recurso especial não constitui via adequada para análise de eventual contrariedade a atos normativos e enunciado sumular, por não estar
compreendido na expressão lei federal, constante do art. 105, III, a, da CF, fazendo incidir, portanto, a inteligência da Súmula 518/STJ.
No que pertine à violação ao artigo 781, do CC, importa destacar que a pretensão da recorrente esbarra no óbice da súmula nº 211 do STJ, uma
vez que da leitura do acórdão recorrido e dos votos que o acompanham, o artigo apontado pela parte não foi objeto de debate e deliberação pelo
órgão colegiado deste Tribunal, não tendo sido sequer mencionado nos embargos de declaração.
No Superior Tribunal de Justiça é pacífico o entendimento de que "a configuração do prequestionamento pressupõe debate e decisão prévios
pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno
veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a análise sobre a violação do preceito evocado pelo recorrente." (STJ - 2ª T., AgRg no AREsp
218932/RJ, rel. Min. Humberto Martins, DJe 10/10/2012).
Logo, não havendo que se falar em prequestionamento de dispositivos federais, resta configurado o impedimento à admissibilidade deste
recurso, consoante teor da referida súmula, in verbis: Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos
declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal a quo.
A constatação do ato ilícito pela segunda instância foi assentada com base na incidência das prescrições protetivas do Código de Defesa do
Consumidor, tendo os julgadores assentado a abusividade de cláusula contratual que permitiria a rescisão unilateral do contrato de seguro vigente
por décadas, sem demonstração de qualquer situação de desequilíbrio ou indicação de opção aos segurados, violando a boa-fé objetiva contratual
e gerando o dano.
Entendo que a pretensão recursal encontra óbice na Súmula 05 do Superior Tribunal de Justiça, que trás em sua redação que "a simples
interpretação de cláusula contratual não enseja recurso especial", conquanto nos remete à analise do contrato firmado entre as partes e a
consequente interpretação de cláusula contratual.
Insurgiu-se, ainda, contra ao valor fixado na indenização, mas pela simples leitura da ementa vergastada, observa-se que a indenização moral foi
fixada com base nas circunstancias fáticas, as quais foram devidamente analisadas pela Câmara, inclusive tendo em consideração os princípios
da razoabilidade e proporcionalidade.
É cediço que o Superior Tribunal de Justiça somente admite a discussão acerca do valor arbitrado a título de danos morais, quando tal montante
se mostra irrisório ou exorbitante, o que não se verifica, in casu. E, novamente, a revisão dos parâmetros manejados pela instância ordinária para
lastrear a imposição do aludido gravame, não há negar, encontra óbice na súmula 7/STJ.
E, ante o reconhecimento da aplicabilidade da Súmula 07 do STJ e a consequente não admissão do presente recurso especial, com base no
artigo 105, III, "a", fica prejudicado o exame do dissídio jurisprudencial invocado com fundamento na alínea "c" do mesmo dispositivo. Veja-se
a jurisprudência:
DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. VIOLAÇÃO AO ART.
535, II, DO CPC. NÃO-OCORRÊNCIA. PRECATÓRIO. ATRASO NO PAGAMENTO. MULTA COMINATÓRIA. IMPOSIÇÃO PELO JUIZ
DA EXECUÇÃO. POSSIBILIDADE. PRESSUPOSTOS. EXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL
PREJUDICADO. COBRANÇA. EXECUÇÃO POR PRECATÓRIO OU REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. RECURSOS ESPECIAIS
CONHECIDOS E IMPROVIDOS. [...] 4. O não-conhecimento do recurso especial pela alínea "a" do permissivo constitucional, em face da
incidência da Súmula 7/STJ, prejudica o exame do dissídio jurisprudencial. Precedente do STJ. [...] 7. Recursos especiais conhecidos e
improvidos". (REsp 1011849/RS, Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, Quinta Turma, julgado em 23/06/2009, DJe 03/08/2009)
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso especial.
Recife, 08 de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

1º Vice-Presidente

CARTRIS - DECISÕES / DESPACHOS

Emitida em 14/04/2016
CARTRIS

Relação No. 2016.07391 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

André Frutuoso de Paula(PE029250) 002 9999999-28.9999.9.99.9999(0408599-2)


Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983) 003 0013497-14.2015.8.17.0000(0409079-9)
CLÓVIS CAVALCANTI A. R. NETO(PE028219) 003 0013497-14.2015.8.17.0000(0409079-9)
Cláudia Virgínia Carvalho Pereira(PE020670) 003 0013497-14.2015.8.17.0000(0409079-9)
Danielle Torres Silva(PE018393) 003 0013497-14.2015.8.17.0000(0409079-9)
José Aluízio Lira Cordeiro(PE021419) 001 0006712-36.2015.8.17.0000(0388123-0)
Manoel Antônio Bruno Neto(PE000676A) 003 0013497-14.2015.8.17.0000(0409079-9)
Márcio Alexandre Valença Belchior(PE017610) 001 0006712-36.2015.8.17.0000(0388123-0)
RICARDO JORGE RABELO P. B. O. -. P. 17.879 002 9999999-28.9999.9.99.9999(0408599-2)
RICHARD LEIGNEL CARNEIRO(RN009555) 001 0006712-36.2015.8.17.0000(0388123-0)
Ricardo Jorge Rabelo Pimentel Beleza(PE017879) 002 9999999-28.9999.9.99.9999(0408599-2)
THIAGO MAHFU VEZZI(SP228213) 001 0006712-36.2015.8.17.0000(0388123-0)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0006712-36.2015.8.17.0000(0388123-0)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 9999999-28.9999.9.99.9999(0408599-2)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0013497-14.2015.8.17.0000(0409079-9)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0006712-36.2015.8.17.0000 Embargos de Declaração no Agravo Regimental no Agr


(0388123-0)
Protocolo : 2015/128444
Comarca : Paulista
Vara : 1ª Vara Cível
Agravte : GILBERTO DE ALMEIDA GUERRA
Advog : Márcio Alexandre Valença Belchior(PE017610)
Advog : José Aluízio Lira Cordeiro(PE021419)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : INPAR PROJETO 71 SPE LTDA e outro e outro
Advog : RICHARD LEIGNEL CARNEIRO(RN009555)
Advog : THIAGO MAHFU VEZZI(SP228213)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : INPAR PROJETO 71 SPE LTDA
Embargante : VIVER INCORPORADORA E CONSTRUTORA S.A
Advog : RICHARD LEIGNEL CARNEIRO(RN009555)
Advog : THIAGO MAHFU VEZZI(SP228213)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : GILBERTO DE ALMEIDA GUERRA
Advog : Márcio Alexandre Valença Belchior(PE017610)
Advog : José Aluízio Lira Cordeiro(PE021419)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 2ª Câmara Cível
Relator : Des. Cândido José da Fonte Saraiva de Moraes
Proc. Orig. : 0006712-36.2015.8.17.0000 (388123-0)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:45 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 388123-0


Recorrentes: Inpar Projeto 71 Spe Ltda. e outro
Recorrido: Gilberto de Almeida Guerra

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, em face de acórdão proferido
em sede de embargos de declaração, opostos em sede de agravo de instrumento.

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Inicialmente, cumpre registrar que em razão de o acórdão fustigado haver sido publicado em 27/01/2016 (fl. 594), deve o exame de admissibilidade
deste especial se orientar pelo que dispõe o Enunciado Administrativo nº 2, do STJ, segundo o qual, "Aos recursos interpostos com fundamento
no CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele
prevista, com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça".

Ato contínuo, verifico que a presente insurgência não merece ser conhecida em face de irregularidade insanável na representação processual
da parte recorrente.

Compulsando os autos, constata-se que a peça recursal detém a assinatura original do advogado Richard Leignel Carneiro - OAB/RN nº 9.555.
Todavia, o procurador recebeu poderes de representação por meio de substabelecimento com assinatura digitalizada do advogado Thiago Mahfuz
Vezzi - OAB/SP nº 228.213, conforme se pode verificar por meio da análise do documento de fl. 627.

Com efeito, é vedada a prática de qualquer ato processual, seja a interposição de um recurso ou a juntada de um instrumento de substabelecimento
- como no caso dos autos - com assinatura digitalizada, obtida através de escaneamento. Nessas hipóteses, como a assinatura não foi aposta de
próprio punho, inexiste a necessária segurança jurídica apta a demonstrar que o substabelecente realmente teria concedido poderes ao advogado
subscritor das razões recursais.

Corroborando esse entendimento, o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça:

AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL SEM ASSINATURA. CÓPIA
DIGITALIZADA. IRREGULARIDADE INSANÁVEL.
1. Recurso dirigido ao Superior Tribunal de Justiça sem assinatura dos procuradores é considerado inexistente, não sendo passível de
regularização, haja vista que o disposto no art. 13 do CPC não é aplicável nas instâncias extraordinárias.
2. Agravo regimental não provido.
(STJ - AgRg no AREsp 330.466/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 05/09/2013, DJe
11/09/2013).

Caso semelhante foi apreciado por esta Corte de Justiça, a qual firmou entendimento nos seguintes termos:

58138098 - PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO APÓCRIFO. INADMISSIBILIDADE. A CÓPIA DIGITALIZADA
DE ASSINATURA FIRMADA EM UM DOCUMENTO NÃO SE CONFUNDE COM O INSTITUTO DA ASSINATURA DIGITAL, AUTORIZADO PELA
MEDIDA PROVISÓRIA Nº 2.200-2/2001, DE 24/08/2001. AUSÊNCIA DE CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. REDISCUSSÃO. ACLARATÓRIOS
UNANIMEMENTE IMPROVIDOS. 1. Não é possível identificar na decisão embargada nenhum dos vícios ensejadores dos embargos
declaratórios, a teor do art. 535 do CPC. A decisão impugnada enfrentou a matéria posta em debate, com fundamentação suficiente, na medida
necessária para o deslinde da controvérsia. 2. Com efeito, ao contrário do que sustenta o embargante, verificou-se ter o acórdão objurgado
abordado de forma bastante clara a matéria discutida, tendo deixado devidamente consignado que: na hipótese dos autos, não se trata de
certificado digital ou de versão impressa de documento digital protegido por certificado digital, mas sim de uma simples imagem digitalizada
de assinatura firmada em algum outro documento (fls. 07 do ed 162633-7/01), vício que se repete na petição de substabelecimento de fls.
199/200, apresentada logo após a prolação da decisão terminativa objeto dos primeiros embargos, bem como que tendo em vista ser a
assinatura verdadeira condição de existência do ato processual, dúvida não há de que documentos com imagens digitalizadas de assinatura
serão considerados apócrifos, não devendo ser admitidos, ante a ausência de regulamentação. 3. Como visto, a matéria posta em debate restou
absolutamente enfrentada no aresto embargado, contudo de maneira contrária à parte ora embargante, que trouxe questões alheias às hipóteses
elencadas no art. 535 do CPC, com o nítido propósito de rediscutir assunto já decidido. 4. No mais, cumpre destacar que o órgão julgador não
está obrigado a se pronunciar acerca de todo e qualquer ponto suscitado pelas partes, mas a julgar a questão posta em exame de acordo
com as provas produzidas nos autos, enfocando os aspectos pertinentes que entender necessários ao deslinde da causa, e a dizer o direito
conforme a legislação que considerar aplicável ao caso concreto, de acordo com seu livre convencimento, como foi feito na presente hipótese.
5. Aclaratórios conhecidos tão somente para fins de prequestionamento da matéria ventilada, mas improvidos de forma unânime. (TJ-PE; Proc
0000124-81.2013.8.17.0000; Segunda Câmara de Direito Público; Rel. Des. José Ivo de Paula Guimarães; Julg. 21/02/2013; DJEPE 27/02/2013;
Pág. 242). Grifei.

No mesmo sentido, a seguinte ementa de decisão judicial da lavra do Supremo Tribunal Federal:

Ato processual: recurso: chancela eletrônica: exigência de regulamentação do seu uso para resguardo da segurança jurídica. 1. Assente o
entendimento do Supremo Tribunal de que apenas a petição em que o advogado tenha firmado originalmente sua assinatura tem validade
reconhecida. Precedentes. 2. No caso dos autos, não se trata de certificado digital ou versão impressa de documento digital protegido por
certificado digital; trata-se de mera chancela eletrônica sem qualquer regulamentação e cuja originalidade não é possível afirmar sem o auxílio
de perícia técnica. 3. A necessidade de regulamentação para a utilização da assinatura digitalizada não é mero formalismo processual, mas,
exigência razoável que visa impedir a prática de atos cuja responsabilização não seria possível.
(STF - AI 564765, Relator(a): Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, julgado em 14/02/2006, DJ 17-03-2006 PP-00015 EMENT
VOL-02225-07 PP-01362 RTJ VOL-00201-01 PP-00384 RDECTRAB v. 13, n. 142, 2006, p. 102-106 REVJMG v. 57, n. 176/177, 2006, p. 469-472).
Grifei.

Vale destacar que não se cuida de cópia de substabelecimento com assinatura de próprio punho, mas sim de cópia do instrumento contendo
assinatura digitalizada. Por esse motivo, não há como assegurar a participação do substabelecente na aposição da referida assinatura.

Nesse sentido, considerando a inexistência de substabelecimento com assinatura original de patrono habilitado conferindo poderes de
representação ao advogado Richard Leignel Carneiro - OAB/RN nº 9.555 - e que a assinatura digitalizada do advogado Thiago Mahfuz Vezzi -
OAB/SP nº 228.213 não possui validade, o apelo especial encontra-se apócrifo.

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Assim, entendo não ser possível o conhecimento do presente recurso especial, uma vez que, "2. Recurso apócrifo dirigido ao Superior Tribunal
de Justiça é considerado inexistente, não sendo passível de regularização, já que o disposto no art. 13 do CPC não é aplicável nas instâncias
extraordinárias" (STJ - 1ª T., AgRg no Ag 1395500 / PR, rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, DJe 22/08/2012).

Diante de tais considerações, não conheço do recurso.

Publique-se.

Recife, 06 de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 1ª Vice-Presidência

002. 9999999-28.9999.9.99.9999 Agravo Regimental na Apelação


(0408599-2)
Protocolo : 2015/129706
Apelante : JULIA MATIAS DE BRITO
Advog : André Frutuoso de Paula(PE029250)
Apelado : SANTANDER LEASING S.A ARRENDAMENTO MERCANTIL
Advog : RICARDO JORGE RABELO PIMENTEL BELEZA OAB - PE: 17.879
Advog : Ricardo Jorge Rabelo Pimentel Beleza(PE017879)
Agravte : JULIA MATIAS DE BRITO
Advog : André Frutuoso de Paula(PE029250)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : SANTANDER LEASING S.A ARRENDAMENTO MERCANTIL
Advog : RICARDO JORGE RABELO PIMENTEL BELEZA OAB - PE: 17.879
Advog : Ricardo Jorge Rabelo Pimentel Beleza(PE017879)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Cível
Relator : Des. Stênio José de Sousa Neiva Coêlho
Proc. Orig. : 9999999-28.9999.9.99.9999 (408599-2)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:44 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 408599-2


Recorrente: Julia Matias de Brito
Recorrido(a): Santander Leasing S.A Arrendamento Mercantil

Recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, alíneas "a" e "c" da Constituição Federal, contra acórdão em sede de agravo
interno tirado de apelação.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e contrarrazões apresentadas às fls. 253/258.

Inicialmente, cumpre anotar que em razão de o acórdão fustigado haver sido publicado em 25/01/2016 (fl. 206), deve o exame de admissibilidade
deste especial se orientar pelo que dispõe o Enunciado Administrativo nº 2, do STJ, segundo o qual, "Aos recursos interpostos com fundamento no
CPC/1973 (relativos a decisões publicadas até 17 de março d 2016) devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele prevista,
com as interpretações dadas, até então, pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.".

Constato, ao revés, que a parte recorrente não embasou o recurso excepcional como devido, porquanto não indicara expressamente o artigo
infraconstitucional supostamente violado ou inobservado. Na verdade entre os pedidos enumerados no recurso estão a o de conexão entre o
processo em comento e ação de busca e apreensão que tramita em outra vara, a juntada de substabelecimento e o requerimento de intimação
em nome de causídico específico.

Ora, como é consabido, o recurso especial tem natureza técnica, devendo observar, além do seu dispositivo constitucional, o disposto no art.
541 e seguintes do CPC, o qual exige que a petição contenha a exposição do fato e do direito, a demonstração do cabimento do recurso e as
razões do pedido de reforma da decisão recorrida.

Verifico insofismável ausência de fundamento recursal que demonstre a forma pela qual a legislação infraconstitucional tenha sido violada ou
não observada.

Não fosse por isso, faz-se necessária não só a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente afrontados pela decisão
recorrida, como também a indicação precisa dos parágrafos e/ou alíneas, a fim de que se possa identificar clara e fundamentadamente as razões

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da irresignação, e de que modo consistiram as tais ofensas, sob pena de ser incabível a admissibilidade do recurso, em decorrência da deficiência
na sua fundamentação.

Nesse exato sentido se posiciona a mais pacífica e recente jurisprudência do STJ:

"AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ACIDENTE DE TRÂNSITO. ART. 535 DO CPC.
VIOLAÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. DEVER DE INDENIZAR. REEXAME DE MATÉRIA DE FATO. DANOS MORAIS. SÚMULA 284 DO STF.
REVISÃO DO VALOR. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PATAMAR LEGAL.(...)
2. A tese defendida no recurso especial demanda o reexame do conjunto fático e probatório dos autos, vedado pelo enunciado 7 da Súmula do STJ.
3. A falta de indicação pelo recorrente de qual dispositivo legal teria sido violado implica deficiência na fundamentação do recurso especial,
incidindo o teor da Súmula 284/STF.".
(AgRg no AREsp 473.092/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 08/05/2014, DJe 19/05/2014)

Vejo incidir o enunciado nº 284 da súmula do STF, plenamente aplicável, por analogia, em sede de recurso especial.

Ademais, o recurso especial encontrar-se-ia impedido de prosseguir dado o óbice representado pelo enunciado nº 07 da Súmula do STJ. Na
realidade, qualquer análise relativa ao pedido, importa em adentrar tal conteúdo a fim de exarar-se novo juízo meritório, o que se encontra vedado,
em sede excepcional, conforme prescreve a súmula nº 07/STJ. Portanto, impreterível incursão pelo conjunto fático-probatório dos autos, o que
se encontra vedado em sede excepcional, pela incidência da referida súmula.

Por derradeiro, quanto ao suposto dissídio jurisprudencial apontado pelo agravante, tenho que para a configuração de divergência jurisprudencial
faz-se mister que sejam apresentados julgados com entendimentos diversos daquele esposado no acórdão recorrido, com demonstração do cotejo
analítico. Ademais, imprescindível ainda a comprovação da similitude fático-jurídica entre as decisões, não sendo suficiente a mera transcrição
de ementas ou a breve menção sobre apenas um aspecto do acórdão indicado como paradigma e a decisão guerreada, sem qualquer referência
aos respectivos relatórios, a fim de que se possa identificar a existência de similitude dos casos confrontados.

In casu, contudo, consoante destacado na decisão que negou segmento ao Recurso Especial do recorrente, este não demonstrou com a devida
exatidão que o acórdão recorrido e o paradigma possui as mesmas bases fáticas, o que inviabiliza a admissão deste recurso. Com efeito, a
divergência jurisprudencial deve obrigatoriamente ser comprovada, cabendo a quem recorre demonstrar as circunstâncias que identificam ou
assemelhamos casos confrontados, com indicação da similitude fática e jurídica entre eles.

Não é outro o entendimento mais pacífico e recente do Colendo STJ: "O dissídio jurisprudencial deve ser demonstrado conforme preceituado nos
arts. 266, § 1º, e 255, § 2º, c/c o art. 546, parágrafo único, do CPC, mediante o cotejo analítico dos arestos, demonstrando-se as circunstâncias
que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados.". (v.g: AgRg nos EREsp 1432214/SC, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 24/02/2016, DJe 26/02/2016).

Forte nessas considerações, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 11 de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

003. 0013497-14.2015.8.17.0000 Agravo no Agravo de Instrumento


(0409079-9)
Protocolo : 2015/127536
Comarca : Paulista
Vara : 3ª Vara Cível
Agravte : SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983)
Advog : CLÓVIS CAVALCANTI ALBUQUERQUE RAMOS NETO(PE028219)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : CÉLIA MARIA SILVA DE OLIVEIRA e outros e outros
Advog : Danielle Torres Silva(PE018393)
Advog : Manoel Antônio Bruno Neto(PE000676A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravte : SUL AMERICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Cláudia Virgínia Carvalho Pereira(PE020670)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : CÉLIA MARIA SILVA DE OLIVEIRA
Agravdo : GERCINA MARIA BARBOSA DE OLIVEIRA
Agravdo : SUELY VERBENA BARBOSA DE OLIVEIRA

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Advog : Danielle Torres Silva(PE018393)


Advog : Manoel Antônio Bruno Neto(PE000676A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 3ª Câmara Cível
Relator : Des. Itabira de Brito Filho
Proc. Orig. : 0013497-14.2015.8.17.0000 (409079-9)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:44 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 409079-9


Recorrente: Sul América Companhia Nacional de Seguros
Recorridos: Célia Maria Silva de Oliveira e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, "a" e "c" da Constituição Federal contra acórdão em sede de Agravo
no Agravo de Instrumento.

A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto no art. 1º, da Lei nº 12.409/11. Alternativamente, pugna pela pronúncia da
prescrição do direito de ação dos recorridos.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 340/366.

Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.

Conquanto o assunto tratado no art. 1º, da Lei nº 12.409/11 tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo que a insurgência especial deve
ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.

Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.
(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.

Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário, não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco de exaurimento
da reserva técnica do FESA.

Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação-SFH, à míngua de comprovação
do comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando a
decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Frise-se que a edição da Lei nº 13.000/2014 não retirou a exigência de demonstrar a afetação das reservas do FCVS/FESA, pois somente assim
restaria evidenciado o risco ou impacto jurídico ou econômico, nos termos da novel redação do art. 1º-A, § 1º da Lei nº 12.409/11.

Ademais, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica no sentido de ser despiciendo o trânsito em julgado do recurso apreciado
sob o rito do art. 543-C do CPC para que se possa aplicar o entendimento nele firmado.

Corroborando esse entendimento, a seguinte ementa de decisão judicial:

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

TRIBUTÁRIO E PROCESSO CIVIL. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ART. 1º- F DA LEI 9.494/97.
INAPLICABILIDADE ÀS DEMANDAS QUE OSTENTAM NATUREZA TRIBUTÁRIA. RESP 1.270.439/PR, JULGADO SOB O RITO DO ART. 543-C
DO CPC. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. APLICAÇÃO DA TESE. AUSÊNCIA DE TRÂNSITO EM JULGADO.
POSSIBILIDADE. ADI PENDENTE DE JULGAMENTO. RECURSO ESPECIAL. SOBRESTAMENTO. DESNECESSIDADE.
1. A Primeira Seção desta Corte, ao julgar o REsp 1.270.439/PR, submetido ao regime previsto no art. 543-C do CPC, considerando o julgamento
da ADI 4.357/DF pelo Supremo Tribunal Federal, firmou a compreensão no sentido de que não se aplica o art. 1º-F da Lei 9.494/97, com redação
conferida pela Lei 11.960/2009, às demandas de natureza tributária.
2. Esta Corte Superior já se manifestou no sentido de que não é necessário o trânsito em julgado do recurso apreciado sob o rito do art. 543-
C do CPC para que se possa aplicar o entendimento nele firmado. Nesse sentido: AgRg nos EDcl no REsp 1.345.538/ES, 2ª Turma, Rel. Min.
CASTRO MEIRA, DJe de 14/3/2013 e AgRg no REsp 1.327.009/RS, 4ª Turma, Rel. Min. Luís Felipe Salomão, DJe de 19/11/2012.
3. A pendência de publicação do acórdão proferido na ADI 4.357/DF não determina a necessidade de sobrestamento do presente feito.
Precedentes do STF.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no REsp 1396926/MG, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13/05/2014, DJe 19/05/2014). Grifei.

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.

A recorrente, por sua vez, ainda relaciona uma série de documentos que demonstrariam a natureza pública da apólice e o comprometimento das
reservas do FCVS. Entretanto, é vedada a análise de tais documentos em sede de recurso especial, vez que ensejaria o reexame de provas,
incidindo na espécie a Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça.

Lado outro, registre-se que o recurso especial possui natureza técnica, exigindo que a petição contenha a exposição do fato e do direito, a
demonstração do cabimento do recurso e as razões do pedido de reforma da decisão recorrida.

Em sendo assim, faz-se necessária não só a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente violados pela decisão recorrida,
como também a menção precisa aos parágrafos e/ou alíneas, a fim de que se possa identificar clara e fundamentadamente as razões da
irresignação e de que modo consistiram tais ofensas, sob pena de ser incabível a admissibilidade do recurso, em decorrência da deficiência
de fundamentação.

No tocante ao pedido de prescrição, a recorrente não apontou o artigo de lei supostamente violado pela decisão colegiada, incidindo a censura
da Súmula nº 284 do STF, aplicável analogicamente à sistemática do recurso especial.

Sobre o tema, o posicionamento do STJ:

AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE OFENSA A


DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL. SÚMULA 284/STF. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA. DANO MORAL. NÃO CONFIGURADO.
REEXAME DO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ.
1. Ausência de indicação, nas razões do recurso especial, do artigo de lei que teria sido violado ou a respeito de cuja interpretação divergiu o
acórdão recorrido, de modo que incide o óbice da Súmula n° 284 do STF.
2. Inviável o recurso especial cuja análise das razões impõe reexame do contexto fático-probatório da lide, nos termos da vedação imposta pela
Súmula 7 do STJ.
3. O inadimplemento motivado pela discussão razoável acerca do descumprimento de obrigação contratual, em regra, não causa, por si só, dano
moral, que pressupõe ofensa anormal à personalidade.
Precedentes.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg nos EDcl no REsp 1252552/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 17/11/2015, DJe 23/11/2015).
Grifei.

Quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, entende-se que a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que
identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de
trechos dos acórdãos recorrido e paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos,
o que não ocorreu na presente hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.

Diante de tais considerações, nego seguimento ao recurso.

Por oportuno, determino que a recorrente seja intimada em nome da advogada constante às fl. 270, Dra. Claudia Virgínia Carvalho Pereira de
Melo, OAB/PE n 20.670.

Publique-se.

Recife, 11 de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

CARTRIS - DECISÕES / DESPACHOS

Emitida em 14/04/2016
CARTRIS

Relação No. 2016.07378 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983) 001 0010407-32.2014.8.17.0000(0352538-8)


Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412) 001 0010407-32.2014.8.17.0000(0352538-8)
Carlos Henrique Laurindo da Silva(PE027718) 001 0010407-32.2014.8.17.0000(0352538-8)
Cláudia Virgínia Carvalho Pereira(PE020670) 001 0010407-32.2014.8.17.0000(0352538-8)
ILZA REGINA DEFILIPPI DIAS(RJ155170) 001 0010407-32.2014.8.17.0000(0352538-8)
Nelson Luiz Nouvel Alessio(SP061713) 001 0010407-32.2014.8.17.0000(0352538-8)
ROBSON ALVES FREITAS(PE029613) 001 0010407-32.2014.8.17.0000(0352538-8)
Ricardo José Parmera Selva(PE031286) 001 0010407-32.2014.8.17.0000(0352538-8)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0010407-32.2014.8.17.0000(0352538-8)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0010407-32.2014.8.17.0000 Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento


(0352538-8)
Protocolo : 2015/125980
Comarca : Cabo de Sto. Agostinho
Vara : 1ª Vara Cível
Agravte : Zinaldo da Cunha Braga e outros e outros
Advog : Carlos Henrique Laurindo da Silva(PE027718)
Advog : ROBSON ALVES FREITAS(PE029613)
Advog : Ricardo José Parmera Selva(PE031286)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : SUL AMÉRICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : ILZA REGINA DEFILIPPI DIAS(RJ155170)
Advog : Nelson Luiz Nouvel Alessio(SP061713)
Advog : Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : SUL AMÉRICA COMPANHIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Cláudia Virgínia Carvalho Pereira(PE020670)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : Zinaldo da Cunha Braga
Embargado : Fábio Ribeiro da Silva
Embargado : Alba Alves de Almeida
Embargado : José Mariano Ferreira
Embargado : Natividade Gomes de Lima
Embargado : EMANUEL MARCOS DIAS DA SILVA
Embargado : Darci Maria Alves Lins
Embargado : Maria das Neves Nobrega de Albuquerque
Embargado : Maria José Tavares de Lima
Embargado : Florentina Silva de Lima
Embargado : Francisco de Assis Brasileiro
Embargado : Adriano Gomes dos Santos
Embargado : Antônia Barbosa do Nascimento
Embargado : Laurinete Lacerda da Silva
Embargado : Wilton Pereira de Souza
Embargado : Edson José da Silva
Embargado : Severino Pereira da Silva
Embargado : JOSEFA ALVES DE ATAÍDE
Embargado : Josefa Severina da Silva Souza
Embargado : Aristides José Joaquim
Embargado : Manoel Monteiro de Lima
Embargado : José Francisco dos Santos
Embargado : Josúe Romualdo dos Santos
Embargado : Vera Lúcia Ana da Silva
Embargado : Ivalda Maria de Lima
Embargado : Luis Antônio Barbosa
Embargado : Antônio Carlos de Souza

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Embargado : Josefa Maria Pedrosa Santiago


Embargado : Iraide Vieira da Silva
Advog : Carlos Henrique Laurindo da Silva(PE027718)
Advog : ROBSON ALVES FREITAS(PE029613)
Advog : Ricardo José Parmera Selva(PE031286)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Interes. : .CAIXA ECONOMICA FEDERAL
Advog : Antônio Xavier de Moraes Primo(PE023412)
Órgão Julgador : 5ª Câmara Cível
Relator : Des. Agenor Ferreira de Lima Filho
Proc. Orig. : 0010407-32.2014.8.17.0000 (352538-8)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:45 Local: CARTRIS

Recurso Especial no Processo nº 352538-8


Recorrente: Caixa Econômica Federal - CAIXA
Recorridos: Zinaldo da Cunha Braga e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, "a" e "c" da Constituição Federal contra acórdão proferido em sede
de agravo de instrumento.

A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto no art. 1º- A da Lei nº 12.409/11, Lei nº 13.000/2014 e art. 2º do Decreto-Lei
nº 2.406/88. Outrossim, alega violação à Lei nº 7.682/88, além da Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça e ao art. 109, I da Constituição
Federal.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação de contrarrazões pela Sul América Companhia Nacional de Seguros às fls.
1360/1384, bem como pelos autores, ora recorridos, às fls. 1409/1425.

Conquanto o assunto tratado no art. 1º-A da Lei nº 12.409/11 - incluído pela Lei nº 13.000/2014 - tenha sido abordado na decisão recorrida, entendo
que a insurgência especial deve ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.

Nesses casos, vem o STJ decidindo com base no Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC, nos
seguintes termos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC. 1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo
habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal - CEF - detém interesse jurídico para ingressar na
lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 - período compreendido entre as edições da Lei nº
7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo de Compensação de Variações Salariais - FCVS
(apólices públicas, ramo 66). 2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices
privadas, ramo 68), a CEF carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide. 3. O ingresso da CEF na lide somente será possível
a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse jurídico, mediante demonstração não apenas da
existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de exaurimento da reserva técnica do Fundo de
Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se encontrar no instante em que houver a efetiva
comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior. 4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu
interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC. 5. Na hipótese
específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse jurídico da CEF para
integrar a lide. 6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes. (STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº
1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012). Grifei.

Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário (fls. 1178/1184), não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco
de exaurimento da reserva técnica do FESA. Senão vejamos:

"(...) Ocorre que não restou demonstrado que as apólices sejam do Ramo 66 ou que haveria o comprometimento efetivo do FCVS, inexistindo,
desse modo, interesse da União ou da Caixa Econômica Federal a justificar sua participação como litisconsorte ou terceiro interveniente na lide,
bem como necessidade de deslocamento da competência para a Justiça Federal, ainda que tenha entendido o juiz de primeiro grau acerca da
existência de supostos indícios para de concluir pelo deslocamento da competência, tais argumentos não devem prosperar." (Acórdão - fl. 1180)

Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação-SFH, à míngua de comprovação
da natureza pública da apólice e do risco de comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda
é da Justiça Estadual, estando a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.

Frise-se que a edição da Lei nº 13.000/2014, suscitada como fato jurídico novo, não retirou a exigência de demonstrar a afetação das reservas
do FCVS/FESA, pois somente assim restaria evidenciado o risco ou impacto jurídico ou econômico, nos termos da novel redação do art. 1º-A,
§ 1º da Lei nº 12.409/11.

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.

77
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

De outra parte, verifico que a suposta violação ao art. 2º do Decreto-Lei nº 2.406/88 não foi objeto de debate no acórdão recorrido, o que atrai
a aplicação da súmula nº 211 do STJ, in verbis: Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos
declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal "a quo".

Já quanto à alegada contrariedade à Lei nº 7.682/88, a parte não indica especificamente o dispositivo que teria sido violado pela decisão recorrida,
não havendo como admitir o prosseguimento do feito, nos termos da Súmula nº 284 do STF, plenamente aplicável por analogia ao presente caso.

No mesmo sentido, não há como admitir o seguimento da insurgência com base na suposta desobediência ao art. 109, I da Constituição Federal.
Na via especial, cabe ao Superior Tribunal de Justiça uniformizar a interpretação das leis federais infraconstitucionais, conforme prevê o art. 105,
III da Carta Magna, sendo defeso analisar violações a normas constitucionais.

Corroborando esse entendimento, o posicionamento do Superior Tribunal de Justiça:

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÃO
GENÉRICA. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. RECURSO ESPECIAL. OFENSA A NORMA CONSTITUCIONAL.
IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE. AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA DE NATUREZA CONSTITUCIONAL. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA 343/
STF. PRECEDENTES. 1. É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa ao art. 535 do CPC se faz de forma
genérica. Incide, na hipótese, a Súmula 284/STF. 2. Não se admite a invocação, em recurso especial, de violação a norma constitucional, sob
pena de usurpação da competência do STF. 3. A jurisprudência desta Corte Superior firmou-se no sentido de ser inaplicável a Súmula 343/STF
aos casos em que a matéria versada na ação rescisória possuir natureza constitucional. Neste sentido: REsp 1277080/MG, Rel. Ministro Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe 17/10/2011 e REsp 1208008/RJ, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 14/12/2010. 4.
Agravo regimental a que se nega provimento. (STJ - AgRg no AREsp: 160718 DF 2012/0075992-9, Relator: Ministro SÉRGIO KUKINA, Data de
Julgamento: 16/05/2013, T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 22/05/2013). Grifei.

Vale registrar, por oportuno, a impossibilidade de interpor recurso especial por afronta a verbete sumular, sendo inadequada a assertiva de
violação à Súmula nº 150 do Superior Tribunal de Justiça para fundamentar a presente insurgência.

Por fim, quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, a parte não aponta com clareza e precisão os dispositivos violados pela decisão recorrida,
de forma a restar obstado o prosseguimento do feito. Nessa esteira:

PROCESSUAL CIVIL. ALÍNEA "C". AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL VIOLADO. SÚMULA 284/STF. EXECUÇÃO
DE SENTENÇA. PAGAMENTO DE HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA MEDIANTE RPV. FRACIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. 1. É
deficientemente fundamento o Recurso Especial interposto pela alínea "c", quando a parte não indica o dispositivo de lei federal considerado
infringido. Aplicação da Súmula 284/STF. (...)"(STJ - 2ª T., REsp 1343695/DF, rel. Min. Herman Benajmin, DJe de 31.10.2012). Grifei.

Além disso, a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que identificam ou assemelham os casos
confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de trechos dos acórdãos recorrido e
paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos, o que não ocorreu na presente
hipótese. Desta forma, não há como caracterizar a interpretação legal divergente.

Diante de tais considerações, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 08 de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

Recurso Especial no Processo nº 352538-8


Recorrente: Sul América Companhia Nacional de Seguros
Recorridos: Zinaldo da Cunha Braga e Outros

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, "a" e "c", da Constituição Federal contra acórdão proferido em sede
de Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento.

A recorrente alega que a decisão vergastada contrariou o disposto nos arts. 1º e 1º-A da Lei nº 12.409/11 e a Lei 13.000/14. Alternativamente,
pugna pela pronúncia da prescrição do direito de ação dos recorridos.

Recurso bem processado, com preparo satisfeito e apresentação das contrarrazões às fls. 1451/1470.

Não obstante a regra posta no art. 542, § 3º do Código de Processo Civil, constato que a controvérsia dos autos evidencia situação de
excepcionalidade a exigir processamento imediato do recurso interposto, sob pena de esvaziamento de sua utilidade, mormente por se tratar
de tema alusivo à competência jurisdicional.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Conquanto os assuntos tratados nos arts. 1º e 1º-A da Lei nº 12.409/11 tenham sido abordados na decisão recorrida, entendo que a insurgência
especial deve ser obstada por contrariar julgamento do Superior Tribunal de Justiça proferido sob o rito dos recursos repetitivos.

Nesses casos, vem o STJ decidindo com base nos Resp nº 1.091.363/SC e nº 1.091.393/SC, afetados à sistemática do art. 543-C do CPC,
nos seguintes termos:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. SFH. SEGURO. AÇÃO INDENIZATÓRIA. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. INTERESSE. INTERVENÇÃO.
LIMITES E CONDIÇÕES. INCIDENTE DE PROCESSO REPETITIVO. ART. 543-C DO CPC.
1. Nas ações envolvendo seguros de mútuo habitacional no âmbito do Sistema Financeiro Habitacional - SFH, a Caixa Econômica Federal -
CEF - detém interesse jurídico para ingressar na lide como assistente simples somente nos contratos celebrados de 02.12.1988 a 29.12.2009 -
período compreendido entre as edições da Lei nº 7.682/88 e da MP nº 478/09 - e nas hipóteses em que o instrumento estiver vinculado ao Fundo
de Compensação de Variações Salariais - FCVS (apólices públicas, ramo 66).
2. Ainda que compreendido no mencionado lapso temporal, ausente a vinculação do contrato ao FCVS (apólices privadas, ramo 68), a CEF
carece de interesse jurídico a justificar sua intervenção na lide.
3. O ingresso da CEF na lide somente será possível a partir do momento em que a instituição financeira provar documentalmente o seu interesse
jurídico, mediante demonstração não apenas da existência de apólice pública, mas também do comprometimento do FCVS, com risco efetivo de
exaurimento da reserva técnica do Fundo de Equalização de Sinistralidade da Apólice - FESA, colhendo o processo no estado em que este se
encontrar no instante em que houver a efetiva comprovação desse interesse, sem anulação de nenhum ato anterior.
4. Evidenciada desídia ou conveniência na demonstração tardia do seu interesse jurídico de intervir na lide como assistente, não poderá a CEF
se beneficiar da faculdade prevista no art. 55, I, do CPC.
5. Na hipótese específica dos autos, tendo sido reconhecida a ausência de vinculação dos contratos de seguro ao FCVS, inexiste interesse
jurídico da CEF para integrar a lide.
6. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos infringentes.
(STJ - EDcl nos EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 1.091.363 - SC. Rel. p/ acórdão: MINISTRA NANCY ANDRIGHI, Segunda Seção, 14/12/2012).
Grifei.

Na presente hipótese, durante o julgamento do Órgão Fracionário (fls. 1178/1184), não restou assentado o comprometimento do FCVS, com risco
de exaurimento da reserva técnica do FESA. Senão vejamos:

"(...) Ocorre que não restou demonstrado que as apólices sejam do Ramo 66 ou que haveria o comprometimento efetivo do FCVS, inexistindo,
desse modo, interesse da União ou da Caixa Econômica Federal a justificar sua participação como litisconsorte ou terceiro interveniente na lide,
bem como necessidade de deslocamento da competência para a Justiça Federal, ainda que tenha entendido o juiz de primeiro grau acerca da
existência de supostos indícios para de concluir pelo deslocamento da competência, tais argumentos não devem prosperar." (Acórdão - fl. 1180)

Com efeito, tratando-se de hipótese relativa a seguro habitacional no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação-SFH, à míngua de demonstração
do risco de comprometimento do FCVS, não há dúvida de que a competência para processar a presente demanda é da Justiça Estadual, estando
a decisão em harmonia com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça.
Frise-se que a edição da Lei nº 13.000/2014 não retirou a exigência de demonstrar a afetação das reservas do FCVS/FESA, pois somente assim
restaria evidenciado o risco ou impacto jurídico ou econômico, nos termos da novel redação do art. 1º-A, § 1º da Lei nº 12.409/11.

Corroborando esse entendimento, a seguinte ementa de decisão judicial:

TRIBUTÁRIO E PROCESSO CIVIL. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ART. 1º- F DA LEI 9.494/97.
INAPLICABILIDADE ÀS DEMANDAS QUE OSTENTAM NATUREZA TRIBUTÁRIA. RESP 1.270.439/PR, JULGADO SOB O RITO DO ART. 543-C
DO CPC. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. APLICAÇÃO DA TESE. AUSÊNCIA DE TRÂNSITO EM JULGADO.
POSSIBILIDADE. ADI PENDENTE DE JULGAMENTO. RECURSO ESPECIAL. SOBRESTAMENTO. DESNECESSIDADE.
1. A Primeira Seção desta Corte, ao julgar o REsp 1.270.439/PR, submetido ao regime previsto no art. 543-C do CPC, considerando o julgamento
da ADI 4.357/DF pelo Supremo Tribunal Federal, firmou a compreensão no sentido de que não se aplica o art. 1º-F da Lei 9.494/97, com redação
conferida pela Lei 11.960/2009, às demandas de natureza tributária.
2. Esta Corte Superior já se manifestou no sentido de que não é necessário o trânsito em julgado do recurso apreciado sob o rito do art. 543-
C do CPC para que se possa aplicar o entendimento nele firmado. Nesse sentido: AgRg nos EDcl no REsp 1.345.538/ES, 2ª Turma, Rel. Min.
CASTRO MEIRA, DJe de 14/3/2013 e AgRg no REsp 1.327.009/RS, 4ª Turma, Rel. Min. Luís Felipe Salomão, DJe de 19/11/2012.
3. A pendência de publicação do acórdão proferido na ADI 4.357/DF não determina a necessidade de sobrestamento do presente feito.
Precedentes do STF.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(STJ - AgRg no REsp 1396926/MG, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 13/05/2014, DJe 19/05/2014). Grifei.

Seguindo o procedimento estabelecido para os recursos repetitivos, como a decisão recorrida coincide com o julgamento de mérito do paradigma,
o recurso especial deve, neste ponto, ter seu seguimento negado com base no art. 543-C, § 7º, I do CPC.

A recorrente, por sua vez, ainda relaciona uma série de documentos que demonstrariam a natureza pública da apólice e o comprometimento das
reservas do FCVS. Entretanto, é vedada a análise de tais documentos em sede de recurso especial, vez que ensejaria o reexame de provas,
incidindo na espécie a Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Lado outro, registre-se que o recurso especial possui natureza técnica, exigindo que a petição contenha a exposição do fato e do direito, a
demonstração do cabimento do recurso e as razões do pedido de reforma da decisão recorrida.

Em sendo assim, faz-se necessária não só a expressa e correta indicação dos dispositivos legais eventualmente violados pela decisão recorrida,
como também a menção precisa aos parágrafos e/ou alíneas, a fim de que se possa identificar clara e fundamentadamente as razões da
irresignação e de que modo consistiram tais ofensas, sob pena de ser incabível a admissibilidade do recurso, em decorrência da deficiência
de fundamentação.

No tocante ao pedido de prescrição, a recorrente não apontou o artigo de lei supostamente violado pela decisão colegiada, incidindo a censura
da Súmula nº 284 do STF, aplicável analogicamente à sistemática do recurso especial.

Sobre o tema, o posicionamento do STJ:

AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE OFENSA A


DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL. SÚMULA 284/STF. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA. DANO MORAL. NÃO CONFIGURADO.
REEXAME DO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ.
1. Ausência de indicação, nas razões do recurso especial, do artigo de lei que teria sido violado ou a respeito de cuja interpretação divergiu o
acórdão recorrido, de modo que incide o óbice da Súmula n° 284 do STF.
2. Inviável o recurso especial cuja análise das razões impõe reexame do contexto fático-probatório da lide, nos termos da vedação imposta pela
Súmula 7 do STJ.
3. O inadimplemento motivado pela discussão razoável acerca do descumprimento de obrigação contratual, em regra, não causa, por si só, dano
moral, que pressupõe ofensa anormal à personalidade.
Precedentes.
4. Agravo regimental a que se nega provimento.
(AgRg nos EDcl no REsp 1252552/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 17/11/2015, DJe 23/11/2015).
Grifei.

Quanto ao suposto dissídio jurisprudencial, entende-se que a divergência deve ser comprovada mediante a demonstração das circunstâncias que
identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fático-jurídica entre eles, sendo indispensável a transcrição de
trechos dos acórdãos recorrido e paradigma, inclusive dos respectivos relatórios, de modo a viabilizar o necessário cotejo analítico entre ambos,
o que não ocorreu na presente hipótese. Desta forma, impossível caracterizar a interpretação legal divergente.

Diante de tais considerações, nego seguimento ao recurso.

Por oportuno, determino que a recorrente seja intimada em nome da advogada constante à fl. 1306, Dra. Claudia Virgínia Carvalho Pereira de
Melo, OAB/PE n 20.670.

Publique-se.

Recife, 08 de abril de 2016.

Des. Adalberto de Oliveira Melo


1º Vice-Presidente

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

2ª VICE-PRESIDÊNCIA
CARTRIS - DECISÕES / DESPACHOS

Emitida em 14/04/2016
CARTRIS

Relação No. 2016.07379 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

AIRTON TEODULO DA SILVA JUNIOR(PE024005) 004 0000621-96.2013.8.17.1390(0349647-7)


Caio César Vieira Cabral(PE020331) 005 0000492-97.2013.8.17.1000(0402005-1)
DAVI CARNEIRO DUQUE DE GODOY(PE037139) 003 0001727-90.2012.8.17.1370(0349204-2)
JOSÉ SOTHER E SILVA NETO(PE024281) 001 0001173-05.2010.8.17.0990(0333779-7)
Josefa Renê Patriota(PE028318) 002 0013773-18.2010.8.17.0001(0337611-6)
Juliana de Albuquerque Magalhães(PE022820) 001 0001173-05.2010.8.17.0990(0333779-7)
Leopoldo Wagner Andrade da Silveira(PE001556A) 005 0000492-97.2013.8.17.1000(0402005-1)
Lilian Meira Fialho Fonseca(PE001209B) 001 0001173-05.2010.8.17.0990(0333779-7)
Marcos Antônio Inácio da Silva(PE000573A) 003 0001727-90.2012.8.17.1370(0349204-2)
Marcos Antônio Inácio da Silva(PE000573A) 004 0000621-96.2013.8.17.1390(0349647-7)
Pedro Melchior de Melo Barros(PE021802) 004 0000621-96.2013.8.17.1390(0349647-7)
THIAGO GABRIEL BRANDÃO DE 003 0001727-90.2012.8.17.1370(0349204-2)
SIQUEIRA(PE029648)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0001173-05.2010.8.17.0990(0333779-7)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0013773-18.2010.8.17.0001(0337611-6)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 003 0001727-90.2012.8.17.1370(0349204-2)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 004 0000621-96.2013.8.17.1390(0349647-7)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0001173-05.2010.8.17.0990 Embargos de Declaração no Agravo na Apelação / Ree


(0333779-7)
Protocolo : 2015/125703
Comarca : Olinda
Vara : 1ªVara da Fazenda Pública de Olinda
Agravte : MUNICÍPIO DE OLINDA
Advog : JOSÉ SOTHER E SILVA NETO(PE024281)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : CONCEIÇÃO ANTONIO BARROS (Idoso) (Idoso)
Advog : Juliana de Albuquerque Magalhães(PE022820)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : MUNICÍPIO DE OLINDA
Advog : Lilian Meira Fialho Fonseca(PE001209B)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : CONCEIÇÃO ANTONIO BARROS (Idoso) (Idoso)
Advog : Juliana de Albuquerque Magalhães(PE022820)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Itamar Pereira Da Silva Junior
Proc. Orig. : 0001173-05.2010.8.17.0990 (333779-7)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 13/04/2016 10:28 Local: CARTRIS

RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 0333779-7


RECORRENTE: MUNICÍPIO DE OLINDA
RECORRIDO: CONCEIÇÃO ANTONIO BARROS

Recurso Especial interposto com fundamento no art. 105, III, "a", da CF, tirado contra acórdão em sede de apelação/reexame necessário.
Constato que a controvérsia que subsidia a pretensão recursal tem fundamento em questão de direito idêntica à que informam o REsp nº
1.492.221/PR, o REsp n° 1.495.144/RS e o REsp n° 1.495.146/MG (Tema 905), submetidos à sistemática peculiar ao instituto dos recursos
repetitivos, versada no art. 543-C do Código de Processo Civil.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Daí, e na medida em que dita controvérsia ainda não foi solucionada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, impõe-se na espécie a observância
da inteligência que deflui do disposto no art. 543-C, cabeça e § 1º, parte final, do CPC.
Bem por isso, determino a suspensão deste apelo excepcional até o pronunciamento definitivo do STJ na matéria.
Ao CARTRIS, para adoção das medidas cabíveis, mormente quanto à custódia dos autos.

Publique-se.

Recife, 06 de abril de 2016.

DES. FERNANDO MARTINS


2º VICE-PRESIDENTE

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

002. 0013773-18.2010.8.17.0001 Embargos de Declaração no Agravo na Apelação / Ree


(0337611-6)
Protocolo : 2015/124441
Comarca : Recife
Vara : 5ª Vara da Fazenda Pública
Agravte : Estado de Pernambuco
Procdor : Diana de Melo Costa Lima
Agravdo : EDUARDO CORDEIRO DE CARVALHO SILVA
Advog : Josefa Renê Patriota(PE028318)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Reprte : Luzinete Maria Silva
Embargante : Estado de Pernambuco
Procdor : Amanda R. Morais Emery Costa
Procdor : Diana de Melo Costa Lima
Procdor : Rosana Cláudia Lowenstein de Araújo Feitosa
Embargado : EDUARDO CORDEIRO DE CARVALHO SILVA
Advog : Josefa Renê Patriota(PE028318)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Reprte : Luzinete Maria Silva
Órgão Julgador : 4ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Itamar Pereira Da Silva Junior
Proc. Orig. : 0013773-18.2010.8.17.0001 (337611-6)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 13/04/2016 10:26 Local: CARTRIS

RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 337611-6


RECORRENTE: EDUARDO CORDEIRO DE CARVALHO SILVA
RECORRIDO: ESTADO DE PERNAMBUCO

Recurso Especial com fundamento no artigo 105, III, alínea "a", da Constituição Federal.
O recurso não merece ser admitido. Observa-se que o trânsito do recurso especial afigura-se impossível, isso porque, tal recurso destina-se a
atacar decisão terminativa proferida no bojo do apelo, ignorando, por completo, a existência do recurso de agravo que foi interposto em 29/04/15 e
que veio a ser julgado pelo desembargador relator, em data de 02/10/15, ou seja, após o ingresso do recurso especial, que se deu em 18/08/2015
(fl.165).
Enfim, não se admite recurso especial interposto contra decisão monocrática, ante a incidência da Súmula 281/STF.
Com efeito, verifica-se que no caso em liça não ocorreu o exaurimento das instâncias ordinárias, posto que está atacando decisão monocrática,
antes do julgamento do recurso de agravo.
Ademais, sabido que o esgotamento das instâncias comuns é exigência da CF/88 (art. 105, III) e da Súmula 281 do STF (v. STJ, RE no Resp.nº
220-SP, DJU de 28.9.90, p.10.241 e Resp. nº 11.412-Go, 1ª T., DJU de 4.11.91, p. 16.659), diz-se que as instâncias ordinárias ou locais se
exauriram quando o tribunal local de 2º grau prolata a última decisão ou a única de sua competência, originando um acórdão que, consoante a
lei processual vigente à época, não mais comporte recurso perante as cortes locais.
Do exposto, em não havendo o recorrente esgotado as instâncias ordinárias, porquanto está a atacar decisão monocrática, impõe-se o não
conhecimento do recurso.
Publique-se.
Recife, 30 de março de 2016.

82
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

DES. FERNANDO MARTINS


2º VICE-PRESIDENTE

RECURSO EXTRAORDINÁRIO NO PROCESSO Nº 337611-6


RECORRENTE: EDUARDO CORDEIRO DE CARVALHO SILVA
RECORRIDO: ESTADO DE PERNAMBUCO

Recurso Extraordinário com fundamento no artigo 102, III, alínea "a", da Constituição Federal.
O recurso não merece ser admitido. Observa-se que o trânsito do recurso especial afigura-se impossível, isso porque, tal recurso destina-se a
atacar decisão terminativa proferida no bojo do apelo, ignorando, por completo, a existência do recurso de agravo que foi interposto em 29/04/15
e que veio a ser julgado pelo desembargador relator, em data de 02/10/15, ou seja, após o ingresso do recurso extraordinário, que se deu em
18/08/2015 (fl.165).
Enfim, não se admite recurso extraordinário interposto contra decisão monocrática, ante a incidência da Súmula 281/STF.
Com efeito, verifica-se que no caso em liça não ocorreu o exaurimento das instâncias ordinárias, posto que está atacando decisão monocrática,
antes do julgamento do recurso de agravo.
Ademais, sabido que o esgotamento das instâncias comuns é exigência da CF/88 (art. 105, III) e da Súmula 281 do STF (v. STJ, RE no Resp.nº
220-SP, DJU de 28.9.90, p.10.241 e Resp. nº 11.412-Go, 1ª T., DJU de 4.11.91, p. 16.659 e STF - Ag.Reg.No Agravo de Instrumento AI 767657
DF - Data da Publicação: 30/09/2010), diz-se que as instâncias ordinárias ou locais se exauriram quando o tribunal local de 2º grau prolata a
última decisão ou a única de sua competência, originando um acórdão que, consoante a lei processual vigente à época, não mais comporte
recurso perante as cortes locais.
Do exposto, em não havendo o recorrente esgotado as instâncias ordinárias, porquanto está a atacar decisão monocrática, impõe-se o não
conhecimento do recurso.
Publique-se.

Recife, 30 de março de 2016.

DES. FERNANDO MARTINS


2º VICE-PRESIDENTE

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

Recurso Especial no Processo nº 337611-6


Recorrente: Estado de Pernambuco
Recorrida: Eduardo Cordeiro de Carvalho Silva

Recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão em sede de apelação.
Alega o recorrente que o acórdão vergastado violou o disposto no artigos 21 e 20, §§ 3 e 4 ambos do Código de Processo Civil e a súmula
nº 306 do STJ.
Ocorre que, para se apurar se a fixação dos honorários sucumbenciais atendeu ou não ao critério da equidade eleito no texto normativo do Código
de Processo Civil, deve-se proceder a uma nova análise dos autos, o que esbarra invariavelmente no enunciado da Súmula nº 07 do Superior
Tribunal de Justiça. Sobre o tema, colho o seguinte julgado: "Ressalvadas as hipóteses de notória exorbitância ou insignificância, o valor dos
honorários advocatícios sujeitos a fixação por critério de equidade (CPC, art. 20, § 4º), não se submetem a controle por via de recurso especial,
já que demanda reexame de matéria fática." (STJ - 1ª T., AgRg no AREsp 109.986/DF, rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 23/03/2012 - trecho
da ementa). Incide, portanto, a Súmula nº 7 do STJ.
Por fim, no tocante à existência ou não de sucumbência recíproca, observo que, para o acolhimento da pretensão do recorrente faz-se necessário
adentrar, novamente, na seara fático-probatória dos autos, não sendo possível nesta via recursal diante do já citado óbice criado pela súmula
n.º 07/STJ. Sobre a questão, inclusive, "A jurisprudência do STJ é firme no sentido de que, em Recurso Especial, é vedada a apreciação do
quantitativo em que autor e réu saíram vencedores ou vencidos na demanda, bem como da existência de sucumbência mínima ou recíproca, por
ensejar revolvimento de matéria fático-probatória, o que esbarra, mais uma vez, no óbice da Súmula 7/STJ" (STJ - 2ª T., EDcl nos EDcl no REsp
1224934/PR, rel. Min. Herman Benjamin, DJe 06/03/2014 - trecho de ementa)
Bem por isso, nego seguimento ao recurso.
Publique-se.
Recife, 23 de março de 2016.

83
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

003. 0001727-90.2012.8.17.1370 Embargos de Declaração no Agravo na Apelação


(0349204-2)
Protocolo : 2015/124202
Comarca : Serra Talhada
Vara : 2ª Vara Cível
Agravte : MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA PE
Advog : THIAGO GABRIEL BRANDÃO DE SIQUEIRA(PE029648)
Advog : DAVI CARNEIRO DUQUE DE GODOY(PE037139)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : JOSEANE GOMES DA SILVA
Advog : Marcos Antônio Inácio da Silva(PE000573A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : JOSEANE GOMES DA SILVA
Advog : Marcos Antônio Inácio da Silva(PE000573A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : MUNICÍPIO DE SERRA TALHADA PE
Advog : THIAGO GABRIEL BRANDÃO DE SIQUEIRA(PE029648)
Advog : DAVI CARNEIRO DUQUE DE GODOY(PE037139)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Itamar Pereira Da Silva Junior
Proc. Orig. : 0001727-90.2012.8.17.1370 (349204-2)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:51 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

Recurso Especial no Processo nº 349204-2


Recorrente: Joseane Gomes da Silva
Recorrido: Município de Serra Talhada

Recurso especial, com fundamento no artigo 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de apelação.
Alega a parte recorrente, além de divergência jurisprudencial, que o acórdão recorrido contrariou o disposto nos artigos 4º e 5º, ambos do Decreto-
Lei nº 4.657/42 - Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, bem como nos artigos 126 e 127, ambos do Código de Processo Civil de 1973.
Aduz possuir direito ao recebimento do adicional de insalubridade. Ressalta que o município recorrido editou lei específica concedendo tal adicional
aos agentes comunitários de saúde, sem discriminar, porém, os percentuais a serem aplicados.
De início, observo que a parte recorrente requer, mediante predicação hospedada no próprio recurso, os benefícios da justiça gratuita. Todavia,
trata-se, em verdade, de reiteração de requerimento alhures deferido à fl. 135 dos autos.
Ademais, cumpre registrar que caberia ao recorrente, nas razões do presente recurso, no que se refere à exigência do prequestionamento,
apontar negativa de vigência ao art. 535, II do CPC, tendo em vista que o órgão colegiado julgador rejeitou os embargos declaratórios por não
preencher o recurso os requisitos próprios.
Com efeito, conforme a jurisprudência pacífica do STJ, se o tribunal local rejeitar os embargos de declaração, a parte recorrente deverá nas
razões do recurso especial alegar negativa de vigência aos artigos que tratam dos aclaratórios (STJ - 6ª T., EDcl no AgRg no REsp 1170673/RS,
rel. Min. Ericson Maranho (Desembargador convocado do TJSP), DJe 11/09/2015; STJ - 1ª T., AgRg no REsp 1407811/DF, rel. Min. Napoleão
Nunes Maia Filho, DJe 20/06/2014; STJ - 2ª T., AgRg no AREsp 247.140/PR, rel. Min. Humberto Martins, DJe 13/12/2012).
Assim, sendo o caso de interposição de embargos de declaração, não basta para o Superior Tribunal de Justiça a interposição dos aclaratórios,
ainda que rejeitados, no juízo de admissibilidade ou mérito. Este deveria ter sido, portanto, o primeiro dos fundamentos do recurso especial:
não foram admitidos ou foram tidos como improcedentes aclaratórios que eram admissíveis e aos quais deveria necessariamente ter dado esta
Corte de Justiça o devido provimento.
Por isso, no caso, incide o enunciado da súmula nº 211 do STJ, pelo que, inexistente o prequestionamento, resta obstaculizada a via de acesso
ao apelo excepcional.
Lado outro, constato que, tendo a Câmara julgadora consignado a inexistência de previsão legal municipal específica quanto às atividades
contempladas com o adicional de insalubridade, resta impossibilitada a revisão desse entendimento em sede excepcional, uma vez incidente in
casu a Súmula nº 280/STF, aplicável analogicamente em sede de recurso especial. Nesse sentido, o STJ:
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. PREQUESTIONAMENTO.
AUSÊNCIA. SÚMULA 282/STF. DIREITO LOCAL. SÚMULA 280/STF. ALÍNEA "C" DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL.NECESSIDADE DE
COTEJO ANALÍTICO ENTRE PARADIGMAS E DECISÃO IMPUGNADA.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

1. A leitura atenta do acórdão combatido revela que o art. 58, § 4º da Lei n. 8.213/91, bem como a tese a ele vinculada não foi objeto de debate
pela instância ordinária e não houve oposição de embargos de declaração, o que atrai a aplicação da Súmula n. 282 desta Corte Superior,
inviabilizando o conhecimento do especial no ponto por ausência de prequestionamento.
2. Não é possível a análise, nesta Corte, da pretensão deduzida pelo recorrente, no que se refere à alegada possibilidade de concessão do
adicional de insalubridade, sem que haja revolvimento de direito local, o que é vedado na via recursal eleita a teor da Súmula 280/STF, por
aplicação analógica.
3. O recurso não merece passagem pela alínea "c" do permissivo constitucional, uma vez que a simples transcrição de trechos de votos e de
ementas considerados paradigmas não é suficiente para dar cumprimento ao que exigem os arts. 541 do CPC e 255 do RISTJ.Precedentes.
4. Agravo regimental não provido.
(STJ - 2ª T., AgRg no AREsp 407.283/MS, rel. Min. Mauro Campbell Marques, DJe 04/12/2013).
Por derradeiro, tenho que, ante o reconhecimento da aplicabilidade das súmulas obstativas de seguimento supramencionadas e a
decorrente negativa de seguimento a este recurso, resta prejudicado o exame de sua viabilidade à luz do disposto na alínea "c" do nº III do art. 105
da CF. É firme nesse ponto a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, para a qual "fica prejudicada a análise da divergência jurisprudencial
quando a tese sustentada já foi afastada no exame do Recurso Especial pela alínea "a" do permissivo constitucional." (STJ - 2ª T., AgRg no
AREsp 615053/RJ, rel. Min. Herman Benjamin, DJe 06/04/2015 - trecho da ementa)
A propósito, todavia, não custa lembrar que, para comprovação e apreciação da divergência jurisprudencial, devem ser mencionadas e
confrontadas as circunstâncias fáticas e jurídicas que identificam ou assemelham os casos confrontados, bem como juntadas cópias integrais de
tais julgados ou, ainda, citado o repositório oficial de jurisprudência. Não ocorrendo isso, torna-se impossível conhecer da divergência aventada.
Assim é que o Tribunal da Cidadania "tem entendido, reiteradamente, que, a teor do art. 255 e parágrafos, do RISTJ, para comprovação e
apreciação da divergência jurisprudencial, devem ser mencionadas e expostas as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos
confrontados, bem como juntadas cópias integrais de tais julgados ou, ainda, citado repositório oficial de jurisprudência. Inocorrendo isto na
espécie, impossível conhecer da divergência aventada" (STJ - 5ª, REsp 305835/RJ, rel. Min. Jorge Scartezzini, j. em 03/10/2002 - trecho da
ementa).
Contudo, no caso dos autos, a parte recorrente limitou-se a indicar o permissivo constitucional do artigo 105, III, alínea "c", sem sequer juntar
inteiro de teor de julgado, sem o devido detalhamento ou confronto do acórdão recorrido com o referido texto eleito paradigma, deixando, assim,
de compor o conflito de teses e de mostrar a dissidência. De modo que não houve o contraste analítico entre o acórdão recorrido e qualquer
acórdão padrão.
Bem por isso, nego seguimento ao recurso.
Publique-se.

Recife, 04 de abril de 2016.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

Recurso Extraordinário no Processo nº 349204-2


Recorrente: Joseane Gomes da Silva
Recorrido: Município de Serra Talhada

Recurso extraordinário, com fundamento no artigo 102, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de apelação.
Alega a parte recorrente que o aresto vergastado contrariou o disposto nos artigos 7º, XXIII e 37, caput da Constituição Federal, pois, no seu
sentir, foi-lhe tolhido o legítimo direito à percepção do adicional de insalubridade.
De início, observo que a parte recorrente requer, mediante predicação hospedada no próprio recurso, os benefícios da justiça gratuita. Todavia,
trata-se, em verdade, de reiteração de requerimento alhures deferido à fl. 135 dos autos.
Ademais, é importante frisar que "inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o
recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto,
da existência de repercussão geral" (STF - Pleno, AI 664.567 QO/RS, rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJe de 06/09/2007). Portanto, deve a parte
recorrente demonstrar que a controvérsia discutida nos autos possui repercussão geral.
No caso presente, em que pese constar da peça recursal preliminar de repercussão geral, a recorrente não demonstrou, com a devida
fundamentação, a razão de a matéria discutida nos autos extrapolar os interesses subjetivos da causa, possuindo relevância do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico.
Consequentemente, inexistente a devida fundamentação relacionada com a repercussão geral, a inadmissão do recurso extraordinário
se impõe, nos termos da jurisprudência do STF (RE 615.990 DF, rel. Min. Luiz Fux, DJe de 06/04/2011).

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Lado outro, a suposta afronta aos citados dispositivos indicados nas razões do recurso, se porventura ocorrente, revelou-se por via oblíqua ou
reflexa. Sucede que a orientação do STF é iterativa em não admitir o recurso extraordinário sob alegação de ofensa indireta à Carta da República.
Frise-se que o manejo do recurso extraordinário, sob o fundamento da alínea "a", do permissivo constitucional, só é liberado a partir de um
histórico de afronta direta e frontal à Constituição, e não de maneira indireta, reflexa ou oblíqua, como ocorre no caso em apreço. Caracteriza-
se o caso, portanto, como ofensa reflexa à Constituição Federal.
Por fim, o presente recurso extraordinário não merece seguimento pelo fato de a pretensão da recorrente, no tocante à pretendida percepção do
adicional de insalubridade, ensejar a análise de legislação local, o que é vedado pela Súmula n.º 280/STF. Tal óbice ao seguimento do recurso
excepcional resta claro ao verificar-se os seguintes termos consignados no acórdão recorrido: "4. In casu, embora a Lei Orgânica do Município,
em seu art. 99, XIII, disponha sobre o adicional ora perseguido, não definiu as atividades contempladas nem os percentuais a incidir sobre o
valor da remuneração paga." (fl. 326).
No mesmo sentido, o STF:
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PAGAMENTO DE ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EVENTUAL
OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL.
APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.11.2012. 1. As razões do agravo regimental não se mostram
aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar
o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser
constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar
o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
(STF - 1ª T., ARE 898473 AgR, rel. Min.Rosa Weber, DJe de 10.09.2015) .
Bem por isso, nego seguimento ao recurso.
Publique-se.

Recife, 04 de abril de 2016.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

004. 0000621-96.2013.8.17.1390 Embargos de Declaração no Agravo na Apelação


(0349647-7)
Protocolo : 2015/122609
Comarca : Sertânia
Vara : Vara Única
Agravte : JOSEILDA PAULINO NOGUEIRA
Advog : Marcos Antônio Inácio da Silva(PE000573A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : MUNICIPIO DE SERTANIA
Advog : Pedro Melchior de Melo Barros(PE021802)
Advog : AIRTON TEODULO DA SILVA JUNIOR(PE024005)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : JOSEILDA PAULINO NOGUEIRA
Advog : Marcos Antônio Inácio da Silva(PE000573A)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargado : MUNICIPIO DE SERTANIA
Advog : Pedro Melchior de Melo Barros(PE021802)
Advog : AIRTON TEODULO DA SILVA JUNIOR(PE024005)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 3ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Antenor Cardoso Soares Junior
Proc. Orig. : 0000621-96.2013.8.17.1390 (349647-7)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:51 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

Recurso Especial no Processo nº 349647-7


Recorrente: Joseilda Paulino Nogueira
Recorrido: Município de Sertânia

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento no artigo 105, III, "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão exarado em sede
de apelação.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Alega a parte recorrente que o aresto vergastado, além de divergir de julgados de outros tribunais, violou a Lei Federal nº 7.859/89, quanto a
indenização compensatória de PIS/PASEP, além do disposto nos artigos 4º e 5º, ambos do Decreto-Lei nº 4.657/42 - Lei de Introdução às Normas
do Direito Brasileiro (LINDB), e nos artigos 126 e 127 do CPC. Pugna "receber os valores referentes ao adicional de insalubridade conforme
determinado na Lei Municipal de Sertânia/PE nº 1.160/01 ou a aplicação analógica da NR nº 15 do MTE (...)" (fl.275)
De início, verifico que o referido recurso excepcional, no que tange à alegada violação da Lei Federal nº 7.859/89, foi intentado pela parte
recorrente sem que houvesse, nas respectivas razões recursais, indicação expressa de quaisquer dispositivos legais do supracitado diploma
federal que supostamente restaram contrariados pelo acórdão recorrido. Assim, ante a deficiência na fundamentação recursal, incide, por analogia,
o enunciado nº 284 da Súmula do STF.
Nesse sentido, colho o seguinte julgado: "2. O recurso especial deve indicar, de forma expressa o dispositivo de lei federal tido por violado, com a
exposição clara e exata da tese defendida. A alegação de ofensa genérica à norma federal atrai à espécie o verbete da Súmula 284/STF." (STJ,
2ªT, REsp 1205542/SP, rel. Min. Diva Malerbi - Desembargadora convocada TRF 3ª Região), DJe 23/11/2012, trecho da ementa). Na mesma
linha de entendimento: "3. O recurso especial fundamentado na alínea "a" do permissivo constitucional deve indicar ofensa a dispositivo de lei
federal capaz, ao menos em tese, de amparar a tese recursal apresentada, sob pena de não conhecimento do recurso. Aplicação analógica da
Súmula 284/STF." (STJ, 3ª T, REsp 1339279/RJ, rel. Min. Sidnei Beneti, DJe 27/02/2013, trecho da ementa)
Outrossim, verifico que os artigos 4º e 5º do Decreto Lei 4.657/1942 e os artigos 126 e 127 do Código de Processo Civil não foram objeto de debate
e deliberação pelo órgão fracionário deste sodalício. Em que pese a recorrente ter oposto embargos, é imperioso observar que "1. O STJ não
admite o "prequestionamento ficto", que ocorre com a mera oposição de embargos declaratórios, sem que o Tribunal de origem tenha efetivamente
emitido juízo de valor sobre as teses debatidas. (Precedentes: AgRg no AREsp 516350/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, julgado em 24/02/2015, DJe 02/03/2015; AgRg no REsp 1366052/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA
TURMA, julgado em 10/02/2015, DJe 19/02/2015)." Incide, pois, o óbice da súmula 211, do Superior Tribunal de Justiça ao caso em destaque.
Ora, o presente recurso especial não merece seguimento pelo fato de a pretensão da recorrente, no tocante à pretendida percepção do adicional
de insalubridade, ensejar a análise de legislação local, qual seja, Lei Municipal de Sertânia/PE nº 1.160/01, o que é vedado pela Súmula nº 280
do STF, aplicável, por analogia, ao presente caso.
Lado outro, rever o entendimento da Corte local acerca da existência, ou não, do direito da parte recorrente à percepção ao adicional de
insalubridade esbarra na vedação ao revolvimento do conjunto fático-probatório em sede de apelo excepcional. Incide, portanto, o enunciado
da Súmula nº 07, do STJ.
Ainda que assim não fosse, quanto à divergência jurisprudencial, uma rápida leitura da peça recursal é suficiente para verificar que a recorrente
deixou de observar as exigências legais constantes do parágrafo único do art. 541 do CPC, eis que não realizou, como necessário, o confronto
analítico, de forma a conferir condições hábeis à verificação das similaridades e divergências circunstanciais entre o acórdão recorrido e os
confrontados.
Ressalto que, nos termos dos precedentes do STJ, "A divergência deve ser comprovada, cabendo a quem recorre demonstrar as circunstâncias
que identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fática e jurídica entre eles. Indispensável a transcrição de
trechos do relatório e do voto dos acórdãos recorrido e paradigma, realizando-se o cotejo analítico entre ambos, com o intuito de bem caracterizar
a interpretação legal divergente. O desrespeito a esses requisitos legais e regimentais (art. 541, parágrafo único, do CPC e art. 255 do RI/STJ)
impede o conhecimento do Recurso Especial com base na alínea "c", III, do art. 105 da Constituição Federal" (STJ - 2ª T., REsp 1.517.339/SC,
rel. Ministro Herman Benjamin, DJe 30/06/2015).
Isto posto, não seguimento ao recurso.
Publique-se.

Recife, 05 de abril de 2016.

Des. Fernando Martins


2ª Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

Recurso Extraordinário no Processo nº 349647-7


Recorrente: Joseilda Paulino Nogueira
Recorrido: Município de Sertânia

Recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de apelação.
Alega o recorrente que a decisão colegiada violou o disposto nos artigos 7º, incisos VIII, XVII e XXIII, e 37, caput, da Constituição Federal, "para
fins de condenação do município demandado ao pagamento dos adicionais de insalubridade, bem como pagamento das férias acrescidas do
terço constitucional, 13º salários e PIS/PASEP" (fl.244-v).
De início, observo que a parte recorrente requer, mediante predicação hospedada no próprio recurso, os benefícios da justiça gratuita. Todavia,
trata-se de reiteração de pedido alhures deferido, conforme se observa da sentença, à folha 148 destes autos.
Ora, é importante frisar que "inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o
recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto,

87
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

da existência de repercussão geral" (STF, AI 664.567/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 06/09/2007). Portanto, deve a parte recorrente
demonstrar que a controvérsia discutida nos autos possui repercussão geral.
No caso presente, em que pese constar da peça recursal preliminar de repercussão geral, o recorrente não demonstrou, com a devida
fundamentação, a razão de a matéria discutida nos autos extrapolar os interesses subjetivos da causa, possuindo relevância do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico.
Consequentemente, inexistente a devida fundamentação relacionada com a repercussão geral, a inadmissão do recurso extraordinário se impõe,
nos termos da jurisprudência do STF (RE/615990, Rel. Min. Luiz Fux, DJ n. 65 do dia 06/04/2011).
Além disso, não deve prosperar o presente apelo, tendo em vista que o manejo do recurso extraordinário, sob o fundamento da alínea "a", do
permissivo constitucional, só é liberado a partir de um histórico de afronta direta e frontal à Constituição, e não de maneira indireta, reflexa ou
oblíqua, como ocorre no caso em apreço. Caracteriza-se o caso, portanto, como ofensa reflexa à Constituição Federal.
O presente recurso extraordinário não merece seguimento, outrossim, pelo fato de a pretensão do recorrente, no tocante à pretendida percepção
do adicional de insalubridade, ensejar a análise de legislação local, o que é vedado pela súmula nº 280/STF. Decidiu o órgão fracionário deste
sodalício que "(...)12. Quanto ao adicional de insalubridade, verba com previsão no inciso XXIII do art. 7º da CF/88, os servidores públicos não
fazem jus ao mesmo, dependendo para tanto de implemento específico por parte do Ente Público contratante, consoante se infere do disposto no
art. 39, § 3º, do Texto Constitucional. 13. Com efeito, sendo cediço que a Administração Pública encontra-se adstrita ao princípio da Legalidade,
pelo que somente pode fazer o que a lei determina, e inexistindo disposição legal acerca daquele adicional, notadamente quanto ao percentual
que deva ser aplicado, revela-se indevida a condenação do Município de Sertânia neste particular. (...)" (fl.214-v) (grifos nossos). Tal exame, pois,
implicaria a necessidade de análise de lei local, inviável nesta via recursal com base na citada súmula.
Por fim, a apreciação da violação aos incisos VIII e XVII do artigo 7º, bem como ao caput do artigo 37 da Carta Magna da Constituição Federal
ensejaria necessário revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos, o que é vedado em sede excepcional, fazendo incidir a Súmula nº
279/STF. O órgão julgador, quando da análise das provas constantes dos autos assim discorreu: "(...) 2. Inicialmente, com relação à condenação
ao pagamento de férias, acrescidas de 1/3, além do 13º salário, cumpre esclarecer que não se trata de discussão quanto ao regime jurídico,
se estatutário ou celetista, mas, sim, de direito mínimo garantido ao trabalhador conforme preceituado pela Carta Magna em seu art. 7º, inciso
VIII e XVII. 3. Nesta senda, comprovada a relação laboral entre o servidor ou empregado público, e o ente Municipal, faz jus o trabalhador ao
recebimento das verbas salariais não pagas como contraprestação dos serviços prestados, em consonância com o que dispõe o art. 39, § 3º,
da Constituição Federal. 4. Ocorre que, não há nos autos, qualquer documento que demonstre com precisão a data da admissão bem como da
rescisão contratual com o ente público. Desta feita, não há como comprovar que não houve pagamento das verbas pleiteadas pelo apelante. (...)13.
Com efeito, sendo cediço que a Administração Pública encontra-se adstrita ao princípio da Legalidade, pelo que somente pode fazer o que a lei
determina, e inexistindo disposição legal acerca daquele adicional, notadamente quanto ao percentual que deva ser aplicado, revela-se indevida
a condenação do Município de Sertânia neste particular. 14. Acresço a decisão que em relação ao pedido de indenização por não cadastramento
no PASEP, tenho que esse pedido se trata de inovação recursal, pois, na peça inicial, não consta este título, mas sim o de indenização referente
ao PIS. É imperioso não haver confusão entre PIS e PASEP, pois o primeiro é voltado para os trabalhadores regidos pela CLT e o segundo para
servidores públicos com vínculo estatutário. 15. Logo, não conheço do pedido de indenização pela não inscrição no PASEP, por se tratar de
inovação recursal, em respeito aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. (...)" (fl.214 e 214-v) (grifos nossos).
Com efeito, o acórdão recorrido decidiu a lide baseando-se nas conclusões retiradas da análise pormenorizada das questões trazidas pelas
partes, do que nova análise encontra-se obstada pela supracitada Súmula nº 279/STF.
Ante o exposto, nego seguimento ao recurso.
Publique-se.

Recife, 05 de abril de 2016.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

005. 0000492-97.2013.8.17.1000 Embargos de Declaração na Apelação


(0402005-1)
Protocolo : 2015/111003
Comarca : Orobó
Vara : Vara Única
Apelante : Município de Orobó/PE
Advog : Leopoldo Wagner Andrade da Silveira(PE001556A)
Apelado : Vera Lúcia de Lima
Advog : Caio César Vieira Cabral(PE020331)
Observação : CNJ 10288.
Embargante : Município de Orobó/PE
Advog : Leopoldo Wagner Andrade da Silveira(PE001556A)
Embargado : Vera Lúcia de Lima
Advog : Caio César Vieira Cabral(PE020331)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima
Proc. Orig. : 0000492-97.2013.8.17.1000 (402005-1)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 13/04/2016 10:28 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco

88
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Gabinete da 2ª Vice-Presidência

RECURSO ESPECIAL NO PROCESSO Nº 402005-1


RECORRENTE: MUNICÍPIO DE OROBÓ/PE
RECORRIDO: VERA LÚCIA DE LIMA

Cuida-se de recurso especial tirado contra decisão terminativa em recurso de apelação.


Essa terminativa, todavia, não foi desafiada na via do agravo previsto no art. 557, § 1º, do Código de Processo Civil de 1973.
Por outras palavras: na medida em que não houve a colegialidade do julgado unipessoal, não houve o indispensável esgotamento do elenco
de recursos ordinários cabíveis neste Tribunal de Justiça, pelo que inexiste acórdão exposto a recurso especial (inteligência da Súmula nº 281/
STF, aplicável por analogia).
Bem por isso, não conheço do exercício recursal.

Publique-se.

Recife, 04 de abril de 2016.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

CARTRIS - DECISÕES / DESPACHOS

Emitida em 14/04/2016
CARTRIS

Relação No. 2016.07383 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

ANGÉLICA RIBEIRO DE AQUINO(PE031562) 001 0001256-70.2014.8.17.1090(0394791-5)


Ana Lúcia de Góes Bezerra Alves(PE024231) 003 0021953-18.2013.8.17.0001(0401069-1)
Paulo Eduardo Guedes Maranhão(PE028436) 002 0061868-11.2012.8.17.0001(0362949-4)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 002 0061868-11.2012.8.17.0001(0362949-4)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0001256-70.2014.8.17.1090 Apelação / Reexame Necessário


(0394791-5)
Comarca : Paulista
Vara : Vara da Fazenda Pública
Autos Complementares : 03331348 Agravo de Instrumento Agravo de Instrumento
Autor : ESTADO DE PERNAMBUCO
Autor : Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores Públicos do Estado de
Pernambuco - FUNAPE
Procdor : Alexandre Melo
Procdor : Thiago Manuel Magalhães Ferreira
Réu : AMILSON PAULO BANDEIRA
Advog : ANGÉLICA RIBEIRO DE AQUINO(PE031562)
Órgão Julgador : 3ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Alfredo Sérgio Magalhães Jambo
Revisor : Des. Luiz Carlos Figueirêdo
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:51 Local: CARTRIS

Poder Judiciário

89
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Tribunal de Justiça de Pernambuco


Gabinete da 2ª Vice-Presidência

RECURSO EXTRAORDINÁRIO NO PROCESSO Nº 394791-5


RECORRENTE: FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE E OUTRO
RECORRIDO: AMILSON PAULO BANDEIRA

Recurso Extraordinário interposto com fundamento no artigo 102, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido em sede
de apelação.
Alegam os recorrentes que o aresto vergastado contrariou o disposto nos artigos 37, inciso X, 40, §§7º e 8º e 97, todos da Constituição Federal.
De logo, é importante frisar que "inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o
recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto,
da existência de repercussão geral" (STF, AI 664.567/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 06/09/2007). Portanto, deve o recorrente demonstrar
que a controvérsia discutida nos autos possui repercussão geral.
No caso presente, em que pese constar da peça recursal preliminar de repercussão geral, o recorrente não demonstrou, com a devida
fundamentação, a razão de a matéria discutida nos autos extrapolar os interesses subjetivos da causa, possuindo relevância do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico.

Consequentemente, inexistente a devida fundamentação relacionada com a repercussão geral, a inadmissão do recurso extraordinário se impõe,
nos termos da jurisprudência do STF (RE/615990, Rel. Min. Luiz Fux, DJ n. 65 do dia 06/04/2011).
Lado outro, conforme se depreende da leitura do acórdão, verifico que os artigos 37, inciso X, 40, §§7º e 8º e 97, todos da Constituição Federal,
apontados como violados pelos recorrentes, sequer foram objeto de debate e deliberação pelo órgão colegiado deste Tribunal.
Assim, não havendo que se falar em prequestionamento do dispositivo constitucional, resta configurado o impedimento à admissibilidade deste
recurso, em face da incidência da Súmula nº 282 do STF.
Outrossim, mesmo que ultrapassada a ausência de prequestionamento, é claramente perceptível que a parte recorrente, a despeito da alegada
vulneração a dispositivos constitucionais, pretende mesmo submeter ao STF a apreciação de matéria versada em regramento local - v.g., Lei
Complementar Estadual nº 59/2004. Ao passo em que, "a suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir
da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto,
de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF [...]" (STF - 1ª T., AI 836453 AgR / PE,
rel. Min. Rosa Weber, DJe 26/04/2013, trecho da ementa).
Por fim, verifico que o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que assentou que as vantagens
de caráter geral devem ser pagas a todos os militares, ativos e inativos (v.g.: 1ª T., ARE 676.661 AgR / PE, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de
16.05.2012; 1ª T., ARE 686.995/PE, rel. Min. Luiz Fux, DJe de 13.09.2012).

Bem por isso, nego seguimento ao recurso.


Publique-se.

Recife, 04 de abril de 2016.

DES. FERNANDO MARTINS


2º VICE-PRESIDENTE

002. 0061868-11.2012.8.17.0001 Embargos de Declaração no Agravo na Apelação


(0362949-4)
Protocolo : 2015/119705
Comarca : Recife
Vara : 4ª Vara da Fazenda Pública
Agravte : Estado de Pernambuco
Procdor : PAULO SÉRGIO CAVALCANTI ARAÚJO
Agravdo : JOSE GOMES DA SILVA
Advog : Paulo Eduardo Guedes Maranhão(PE028436)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Embargante : Estado de Pernambuco
Procdor : PAULO SÉRGIO CAVALCANTI ARAÚJO
Procdor : Djalma Alexandre Galindo
Embargado : JOSE GOMES DA SILVA
Advog : Paulo Eduardo Guedes Maranhão(PE028436)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
Proc. Orig. : 0061868-11.2012.8.17.0001 (362949-4)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:51 Local: CARTRIS

90
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

Recurso Especial no Processo nº 0362949-4


Recorrente: Estado de Pernambuco
Recorrido: José Gomes da Silva

Recurso Especial, com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de apelação.
Alega a parte recorrente que o acórdão vergastado violou o disposto no artigo 1º do Decreto Federal nº 20.910/32.
De início, verifico que o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que assentou que a hipótese
dos autos trata de relação de trato sucessivo, razão pela qual não há que se falar em prescrição.
Confirmo:
"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. POLICIAL MILITAR
INATIVO. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 165, 458, II, E 535, I E II, DO CPC. OMISSÃO
NÃO CONFIGURADA. PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO. RELAÇÃO DE TRATO SUCESSIVO. SÚMULA 85/STJ.
1. Há de ser rejeitada a alegada violação dos arts. 165, 458, II, e 535, I e II do CPC, porquanto o acórdão recorrido analisou a matéria que lhe
foi submetida de forma suficientemente fundamentada.
2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou-se no sentido de que, inexistindo manifestação expressa da Administração Pública
negando o direito reclamado, não ocorre a prescrição do fundo de direito, mas tão somente das parcelas anteriores ao quinquênio que precedeu
à propositura da ação, ficando caracterizada relação de trato sucessivo (Súmula 85 do STJ). Precedentes: AgRg no AREsp 714.128/PE, Rel.
Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe 21/08/2015; AgRg no AREsp 527.781/PE, Rel. Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe
19/08/2014.
3. Agravo regimental não provido." (STJ - 1ª T., AgRg no AgRg no AREsp 602228/PE, rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 13/10/2015)

O que incide, portanto, o enunciado 83 da Súmula do STJ.


Ademais, observo que a Corte Estadual decidiu o presente caso com fundamento nas regras da Lei Complementar Estadual nº 59/2004. Dessa
forma, qualquer exegese realizada passará, inexoravelmente, pela interpretação conferida àquela legislação local, o que atrai, necessariamente,
a incidência da Súmula nº 280 do STF, aplicável por analogia ao recurso especial. Nesse sentido:
"ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. INEXISTÊNCIA. RELAÇÃO DE TRATO SUCESSIVO. SÚMULA
N. 85/STJ. MILITAR. GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO. INATIVOS. INCIDÊNCIA DA LEI COMPLEMENTAR N.
59/2004. ÓBICE NA SÚMULA 280 DO STF.
[...] 3. Embora a recorrente alegue ter ocorrido violação de matéria infraconstitucional, verifica-se que os fundamentos proferidos pela Corte de
origem sobre o direito à gratificação de risco de policiamento ostensivo foram dirimidos no âmbito local (Lei Complementar n. 59/2004), de modo
a afastar a competência desta Corte Superior de Justiça para o deslinde da controvérsia, por aplicação da Súmula 280/STF. Agravo regimental
improvido"
(STJ - 2ª T., AgRg no AREsp 527781/PE, rel. Min. Humberto Martins, DJe 19/08/2014, trecho da ementa).

Bem por isso, nego seguimento ao recurso.

Publique-se.

Recife, 04 de Abril de 2016.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

Recurso Extraordinário no Processo nº 0362949-4


Recorrente: Estado de Pernambuco

91
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Recorrido: José Gomes da Silva

Recurso extraordinário, com fundamento no artigo 102, III, alínea "a", da Constituição Federal, tirado contra acórdão em sede de apelação.
Alega a parte recorrente que o acórdão recorrido contrariou o disposto no artigo 97 da Constituição Federal.
De início, é importante frisar que "inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o
recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto,
da existência de repercussão geral" (STF, AI 664.567/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 06/09/2007). Portanto, deve a parte recorrente
demonstrar que a controvérsia discutida nos autos possui repercussão geral.
No caso presente, em que pese constar da peça recursal preliminar de repercussão geral, a parte recorrente não demonstrou, com a devida
fundamentação, a razão de a matéria discutida nos autos extrapolar os interesses subjetivos da causa, possuindo relevância do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico.
Consequentemente, inexistente a devida fundamentação relacionada com a repercussão geral, a inadmissão do recurso extraordinário se impõe,
nos termos da jurisprudência do STF (RE/615990, Rel. Min. Luiz Fux, DJ n. 65 do dia 06/04/2011).
Quanto à alegada ofensa ao art. 97 da Constituição Federal, estou em que "Não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o
acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos
extraídos da Lei Maior." (STF - 2ª T., ARE 784179 AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 17/02/2014, trecho da ementa).
Nesse sentido:
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito administrativo. Servidor militar. Gratificação de risco de policiamento Ostensivo.
Extensão a inativos. Natureza. Discussão. Legislação local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Reserva de plenário.
Violação. Inexistência. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte é no sentido da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas das
vantagens concedidas aos servidores em atividade de forma geral. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas
dos autos e a análise da legislação local. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 3. Pacífica a jurisprudência da Corte de que não há violação
do art. 97 da Constituição Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma, nem afastá-la sob fundamento
de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 4. Agravo regimental
não provido." (STF - 2ª T., ARE 840478 AgR, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 14/04/2015)

Ainda que assim não fosse, verifico que o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que
assentou que as vantagens de caráter geral devem ser pagas a todos os militares, ativos e inativos (v.g.: 1ª T., ARE 676661 AgR / PE, rel. Min.
Cármen Lúcia, DJe 16/05/2012; 1ª T., ARE 686995/PE, rel. Min. Luiz Fux, Dje 13/09/2012).

Bem por isso, nego seguimento ao recurso.


Publique-se.

Recife, 04 de Abril de 2016.

Des. Fernando Martins


2º Vice-Presidente

003. 0021953-18.2013.8.17.0001 Agravo na Apelação / Reexame Necessário


(0401069-1)
Protocolo : 2015/126309
Comarca : Recife
Vara : 1ª Vara da Fazenda Pública
Autor : Estado de Pernambuco e outro e outro
Procdor : Dayana Navarro Nóbrega
Réu : ADETIZA BEZERRA DA SILVA e outros e outros
Advog : Ana Lúcia de Góes Bezerra Alves(PE024231)
Agravte : Estado de Pernambuco
Agravte : FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE
PERNAMBUCO
Procdor : Dayana Navarro Nóbrega
Procdor : Thiago Manuel Magalhães Ferreira
Agravdo : ADETIZA BEZERRA DA SILVA
Agravdo : ANTONIO CLAUDINO ALVES
Agravdo : ADEILSON FERREIRA DE SOUZA
Agravdo : AFRÂNIO DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA
Agravdo : ANDRE SILVA DE SOUZA
Agravdo : BERNADETE RODRIGUES DA SILVA
Agravdo : CICERA MATIAS VILELA
Agravdo : DIJUMAR GALINDO DE MEDEIROS
Agravdo : FELIX DA SILVA MOURA
Agravdo : GENIVALDO SOARES DE MELO
Agravdo : GILBERTO PEREIRA DE SOUZA
Agravdo : HELENO SIMÃO DA SILVA
Agravdo : INAJDO FERREIRA DA SILVA
Advog : Ana Lúcia de Góes Bezerra Alves(PE024231)

92
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Órgão Julgador : 4ª Câmara de Direito Público


Relator : Des. André Oliveira da Silva Guimarães
Proc. Orig. : 0021953-18.2013.8.17.0001 (401069-1)
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 16:51 Local: CARTRIS

Poder Judiciário
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete da 2ª Vice-Presidência

RECURSO EXTRAORDINÁRIO NO PROCESSO Nº 0401069-1


RECORRENTES: ESTADO DE PERNAMBUCO E OUTRO
RECORRIDOS: ADETIZA BEZERRA DA SILVA E OUTROS

Trata-se de Recurso Extraordinário, com fundamento no artigo 102, III, alínea "a", da Constituição Federal, contra acórdão exarado em sede de
apelação/reexame necessário.
Alega a parte recorrente que o acórdão recorrido contrariou o disposto nos artigos 37, inciso X, 40, §§ 7º e 8º, e 97, todos da Constituição Federal.
De início, é importante frisar que "inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o
recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto,
da existência de repercussão geral" (STF, AI 664.567/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 06/09/2007). Portanto, deve a parte recorrente
demonstrar que a controvérsia discutida nos autos possui repercussão geral.
No caso presente, em que pese constar da peça recursal preliminar de repercussão geral, a parte recorrente não demonstrou, com a devida
fundamentação, a razão de a matéria discutida nos autos extrapolar os interesses subjetivos da causa, possuindo relevância do ponto de vista
econômico, político, social ou jurídico.
Consequentemente, inexistente a devida fundamentação relacionada com a repercussão geral, a inadmissão do recurso extraordinário se impõe,
nos termos da jurisprudência do STF (RE/615990, Rel. Min. Luiz Fux, DJ n. 65 do dia 06/04/2011).
Lado outro, é claramente perceptível que a parte recorrente, a despeito da alegada vulneração a dispositivos constitucionais, pretende mesmo
submeter ao STF a apreciação de matéria versada em regramento local - v.g., Lei Complementar Estadual nº 59/2004. Ao passo em que, "a
suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada
no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário.
Incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF [...]" (STF - 1ª T., AI 836453 AgR / PE, rel. Min. Rosa Weber, DJe 26/04/2013, trecho da ementa).
Observo, ainda, que o Supremo Tribunal Federal "já pacificou sua jurisprudência no sentido de que a análise da natureza da Gratificação de
Risco de Policiamento Ostensivo, prevista na Lei Complementar 59/2004, depende de exame da legislação local, o que atrai a incidência da
Súmula 280, verbis: "Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário." Precedentes: AI 795.765-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma,
DJe de 02/09/2010; AI 831.281-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe de 31/05/2011" (1ª T., AI 797341 AgR / PE, rel. Min. Luiz Fux, DJe
14/10/2011, trecho da ementa).
Quanto à alegada ofensa ao art. 97 da Constituição Federal, estou em que "Não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o
acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos
extraídos da Lei Maior." (STF - 2ª T., ARE 784179 AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 17/02/2014, trecho da ementa).
Nesse sentido:
"Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito administrativo. Servidor militar. Gratificação de risco de policiamento Ostensivo.
Extensão a inativos. Natureza. Discussão. Legislação local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Reserva de plenário.
Violação. Inexistência. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte é no sentido da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas das
vantagens concedidas aos servidores em atividade de forma geral. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas
dos autos e a análise da legislação local. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 3. Pacífica a jurisprudência da Corte de que não há violação
do art. 97 da Constituição Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma, nem afastá-la sob fundamento
de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 4. Agravo regimental
não provido." (STF - 2ª T., ARE 840478 AgR, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 14/04/2015)

Por fim, verifico que o acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que assentou que as vantagens
de caráter geral devem ser pagas a todos os militares, ativos e inativos (v.g.: 1ª T., ARE 676661 AgR / PE, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 16/05/2012;
1ª T., ARE 686995/PE, rel. Min. Luiz Fux, Dje 13/09/2012).
Isto posto, nego seguimento ao recurso.
Publique-se.
Recife, 05 de abril de 2016.

DES. FERNANDO MARTINS


2ª VICE-PRESIDENTE

93
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA


NPU 0000117-76.2014.8.17.3000
REPRESENTAÇÃO POR EXCESSO DE PRAZO (256)
REPRESENTANTE: (...)
REPRESENTADO: (...)

DECISÃO DE ARQUIVAMENTO

O procedimento em epígrafe tem origem em reclamação promovida por (...) , em face do Juízo de Direito da (...) , por alegado excesso de prazo
na condução do processo nº (...) , atinente a Ação de Recuperação Judicial.
Aduz o reclamante ser autor no processo apontado (nº (...) ) e que, embora tenha feito acordo contra a empresa (...) , esta não vem honrando
com o avençado. Acrescenta que em 30.abril.2014 impetrou petição junto à (...) , contudo, tal expediente ainda não fora despachado. Cumpre
esclarecer que citado petitório cuida de requerimento no sentido de ‘chamar o feito a ordem’, em atenção aos acordos realizados pela empresa
em recuperação judicial, a (...) e todo o seu consórcio (ID 10766).
É o relatório, no essencial.

Decido:
“Prima-facie” , cumpre ressaltar que Corregedoria Geral da Justiça é órgão de fiscalização, controle, orientação forense e disciplina dos
magistrados da primeira instância, dos serviços auxiliares da justiça das primeiras e segundas instâncias, dos Juizados Especiais e dos serviços
públicos delegados.
Nesse diapasão, a atuação correcional deste Órgão Censor se dá em razão, entre outros, do cometimento de infração funcional ou insubordinação
administrativa por parte de magistrado. Logo, em não havendo infração funcional, descabida a intervenção da Corregedoria.

Em consulta ao sistema JudWin, restou constado que o processo ‘sub judice’ tem contado com regular pronunciamento do magistrado reclamado,
merecendo destaque os despachos em datas de 04.setembro.2015 e 30.setembro.2015, este último referindo-se as diversas petições dos autos
informando ao juízo do ‘ descumprimento do plano de recuperação judicial por parte das recuperandas ’, bem como a ‘petição do credor (...) , às
fls. 21666/21674, volume 83, requerendo intimação do administrador Judicial para prestar esclarecimentos’ . Na sequência, constam despachos
de 09.outubro.2015 e 27.outubro.2015, tratando o primeiro, de penhora no rosto dos autos de R$ (...), e o segundo, de penhoras nos valores de
R$ (...) e R$ (...), todas em desfavor da recuperanda, a empresa (...) . Em 11.janeiro.2016, registro novo despacho do magistrado reclamado,
deferindo o requerido pelo Administrador Judicial à fl. 26.226.
Cotejando o aduzido, é forçoso inferir que o objeto deste procedimento, qual seja, o pedido de pronunciamento do juízo de petitório do credor/
reclamante (...) , referente ao descumprimento de acordos realizados com a empresa (...) , restou atingido.
Vale ressaltar que o processo em questão é deveras volumoso, haja vista despacho do juízo referindo-se à fl. 26.226, considerando-se ainda a
matéria que envolve, de recuperação judicial, e os valores penhorados, cuja monta transita na órbita dos milhões.
Dentro deste cenário, percebe-se que no caso vertente não há morosidade injustificada que possa ser imputada ao órgão jurisdicional, não
podendo ser relevadas as peculiaridades do processo ‘sub judice’ , que corrobora em desfavor da celeridade, situação que, na ótica do CNJ e
do bom senso, não se confunde com a prática de qualquer infração disciplinar ou conduta discrepante com a regra do artigo 35 da LOMAN [1]
, que enseje a necessidade de instauração de processo administrativo disciplinar.
Frise-se, por pertinente, que ainda que deslinde do processo objeto desta reclamação não seja favorável aos interesses do representante, tal
fato não pode ser objeto de insurgência perante esta Corregedoria Geral de Justiça, cuja competência não engloba matéria de natureza judicial
(artigo 35, da Lei Complementar nº 100/2007) [2] . Para melhor ilustrar, destaco excerto de Recurso Administrativo do CNJ:
Recurso Administrativo. Reclamação Disciplinar. Exame de matéria judicial . Arquivamento sumário mantido .
I) A Reclamação Disciplinar não se presta ao exame de matéria judicial. Como cediço, é instrumento destinado ao exame da atividade funcional
– e não judicante - dos membros e demais órgãos integrantes do Poder Judiciário. (...)
Recurso não provido” (CNJ – RD 200810000014314 – Rel. Min. Corregedor Gilson Dipp – 85ª Sessão – j. 26.05.2009 – DJU 17.06.2009).

Por sua vez, nos termos da jurisprudência construída no âmbito do CNJ, a pronta manifestação judicial, tendente a solucionar o problema de
retardo, pode implicar a perda do objeto , reconhecendo-se por prejudicado o pedido por força de o requerido ter adotado providências efetivas
para sanar a irregularidade. Para melhor ilustrar, destaco:

RECURSO ADMINISTRATIVO. RECLAMAÇÃO POR EXCESSO DE PRAZO. NORMALIZAÇÃO DO ANDAMENTO PROCESSUAL.


INTELIGÊNCIA DO §1º DO ART. 26 DO REGULAMENTO GERAL DA CORREGEDORIA NACIONAL DE JUSTIÇA. AUSÊNCIA DE CONDUTA
DOLOSA OU GRAVEMENTE DESIDIOSA DE MAGISTRADO. RECURSO DESPROVIDO.
1. A prática do ato, a normalização do andamento ou a solução do processo enseja a perda de objeto da representação.
2. Inteligência do art. 26, § 1º do Regulamento Geral da Corregedoria Nacional de Justiça.
3. Ausência de conduta dolosa ou gravemente desidiosa por parte do recorrido.

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4. Recurso administrativo desprovido.


(CNJ - RA – Recurso Administrativo em REP - Representação por Excesso de Prazo - 0005408-45.2013.2.00.0000 - Rel. NANCY ANDRIGHI
- 203ª Sessão - j. 03/03/2015).

Repisando em outras palavras, a prolação de sentença ou de despacho que dê impulso oficial ao processo a respeito do qual há queixa de
excesso de prazo para atuação judicial, gera perda do objeto do procedimento administrativo instaurado para a apuração da demora. (CNJ-REP
548 – Min. Corregedor Nacional César Asfor Rocha – 46 a Sessão – j. 28.08.2007 – DJU 14.09.2007; CNJ – REP 900 – Rel. Min. Corregedor
Nacional César Asfor Rocha – 53 a Sessão – j. 04.12.2007 – DJU 20.12.2007).

Em consonância, o §1º, do art. 26, do Regulamento Geral da Corregedoria nacional de Justiça, estabelece “que a prática do ato, a normalização
do andamento ou a solução do processo poderão ensejar a perda de objeto da representação” [3] .

A par de todas essas considerações, forçoso concluir pelo arquivamento deste procedimento, porquanto não se vislumbra o cometimento de
infração disciplinar e ou ilícito penal, nos termos do art. 9º, § 2º, da Resolução nº 135/2011 do Conselho Nacional da Justiça – CNJ [4] .

Encaminhe-se à Corregedoria Nacional de Justiça cópia da presente, em atenção ao disposto no art. 9º, §3º, da Resolução nº 135/2011 [5] ,
do referido órgão de superposição.

Publique-se, com supressão dos nomes e Juízos de atuação dos envolvidos, dando-se conhecimento aos interessados acerca do conteúdo da
presente decisão.

Após, arquive-se.

Cópia do presente serve como ofício .

Recife, 11 de abril de 2016.

Desembargador José Fernandes de Lemos


Corregedor Geral da Justiça em exercício
cml

[1] Lei Complementar nº 35, de 14 de março de 1979 - Dispõe sobre a Lei Orgânica da Magistratura Nacional
Art. 35 - São deveres do magistrado :
I - Cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício;
II - não exceder injustificadamente os prazos para sentenciar ou despachar;
III - determinar as providências necessárias para que os atos processuais se realizem nos prazos legais;
IV - tratar com urbanidade as partes, os membros do Ministério Público, os advogados, as testemunhas, os funcionários e auxiliares da Justiça,
e atender aos que o procurarem, a qualquer momento, quanto se trate de providência que reclame e possibilite solução de urgência.
V - residir na sede da Comarca salvo autorização do órgão disciplinar a que estiver subordinado;
VI - comparecer pontualmente à hora de iniciar-se o expediente ou a sessão, e não se ausentar injustificadamente antes de seu término;
VIl - exercer assídua fiscalização sobre os subordinados, especialmente no que se refere à cobrança de custas e emolumentos, embora não
haja reclamação das partes;
VIII - manter conduta irrepreensível na vida pública e particular.

[2] Código de Organização Judiciária (Lei Complementar nº 100, de 21.novembro.2007)


Art. 35- A Corregedoria Geral da Justiça, dirigida pelo Corregedor Geral e auxiliada por Juízes Corregedores, por quadro próprio de auditores
e pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção, é órgão de fiscalização, controle, orientação forense e disciplina dos magistrados da primeira
instância, dos serviços auxiliares da justiça das primeiras e segundas instâncias, dos Juizados Especiais e dos serviços públicos delegados.

[3] Regulamento Geral da Corregedoria Nacional de Justiça

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(Aprovado pela Portaria nº 211, de 10 de agosto de 2009 e alterado pela Portaria nº 121, de 06 de setembro de 2012)
Art. 26. Se das informações e dos documentos que a instruem restar desde logo justificado o excesso de prazo ou demonstrado que não decorreu
da vontade ou de conduta desidiosa do magistrado, o Corregedor arquivará a representação.
§ 1º. A prática do ato, a normalização do andamento ou a solução do processo poderão ensejar a perda de objeto da representação.

[4] Resolução 135/2011 – CNJ - Art. 9º A notícia de irregularidade praticada por magistrados poderá ser feita por toda e qualquer pessoa,
exigindo-se formulação por escrito, com confirmação da autenticidade, a identificação e o endereço do denunciante. (omissis)
§2º - Quando o fato narrado não configurar infração disciplinar ou ilícito penal , o procedimento será arquivado de plano pelo Corregedor,
no caso de magistrados de primeiro grau, ou pelo Presidente do Tribunal, nos demais casos ou, ainda, pelo Corregedor Nacional de Justiça,
nos casos levados ao seu exame.

[5] Resolução 135/2011 – CNJ - Art. 9º (omissis)


§3º - Os Corregedores locais, nos casos de magistrado de primeiro grau, e os presidentes de Tribunais, nos casos de magistrados de segundo
grau, comunicarão à Corregedoria Nacional de Justiça, no prazo de quinze dias da decisão, o arquivamento dos procedimentos prévios de
apuração contra magistrados.

Corregedoria Auxiliar para os Serviços Extrajudiciais

EDITAL DE PROCLAMAS

Eu, Rosana Pecorelli Pimentel Magalhães Bastos - Oficial em exercício do Cartório do Registro Civil e Casamento do 3º Distrito Judiciário de São
José – Recife – Pernambuco, faço saber que estão de se habilitando para casar-se por este Cartório os seguintes contraentes:

Nº do Edital Nome dos Noivos


1 JOSEILDO OLIVEIRA DA SILVA e LUANA REGINA LOPES DE OLIVEIRA
2 LEONARDO COSTA DA SILVA e AMANDA ALVES DA SILVA
3 LEANDRO PESSOA DA SILVA e VERIDIANA DA SILVA ALMEIDA
4 ADILSON JOSÉ DE SANTANA e CESANE GLORIA DE OLIVEIRA FERREIRA
5 GIMAR FELIZARDO DOS SANTOS e MAGDALA DA SILVA SOTERO
6 EDVALDO EZEQUIEL FEITOSA e ARYADNE MARIA CAVALCANTI DA SILVA
7 ANDERSON DOS SANTOS MENDES e DAYANA COSMO DA SILVA
8 DANIEL JUSTINO BARBOSA e THAYS HELENA SANTOS DA SILVA

Se alguém souber de algum impedimento, acuse-o para fins de direito no prazo da lei, datado e passado nesta Cidade do Recife, 14/04/2016.
Eu, Rosana Pecorelli Pimentel Magalhães Bastos - Oficial em exercício.

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DIRETORIA GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA


PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO

ATOS DO DIA 14 DE ABRIL DE 2016.

O DIRETOR GERAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, RICARDO MENDES LINS, NO USO DE SUAS
ATRIBUIÇÕES LEGAIS, RESOLVE:

Nº 1454/16-SGP - designar RAQUEL MATIAS TORRES, TECNICO JUDICIARIO - TPJ, matrícula 1843613, para exercer a função gratificada de
ASSESSOR MAGISTRADO 2º/FGAM, do(a) SEÇÃO “A”, 27ª VARA CIVEL DA CAPITAL.

Nº 1455/16-SGP - dispensar MARCELO CUNHA VELOSO, TECNICO JUDICIARIO - TPJ, matrícula 1841602, da função gratificada de
ASSESSOR MAGISTRADO 2º/FGAM, do(a) SEÇÃO “A”, 27ª VARA CIVEL DA CAPITAL.

RICARDO MENDES LINS


DIRETOR GERAL

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO

O DIRETOR GERAL, DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO, BEL. RICARDO MENDES LINS, EXAROU EM DATA DE 11 A 14/04/2016
OS SEGUINTES DESPACHOS:

Solicitação s/nº – JUÍZO DE DIREITO DA COMARCA DE IPUBI - Ref. Diárias em favor de JANDERCLEISON PINHEIRO JUCÁ; JUIZ DE DIREITO;
OURICURI; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 19 E 20/03/2016; “Com base na Resolução nº 265 de 18/08/2009, em seu art. 2º § 1º, que dispõe sobra
a concessão de diárias, INDEFIRO o pedido, em razão da solicitação ter sido encaminhada fora do prazo estabelecido na normativa. Após a
publicação, arquive-se”.

Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE BOM JARDIM - Ref. Diárias em favor de LUIS VITAL DO CARMO FILHO; JUIZ DE
DIREITO; LIMOEIRO; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 27/03/2016; “Autorizo”.

Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE ALIANÇA - Ref. Diárias em favor de IARLY JOSE HOLANDA DE SOUZA; JUIZ DE
DIREITO; NAZARÉ DA MATA; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 02/04/2016; “Autorizo”.

Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE MIRANDIBA - Ref. Diárias em favor de MATHEUS DE CARVALHO MELO LOPES;
JUIZ DE DIREITO; SERRA TALHADA; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 02/04/2016; “Autorizo”.

Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE GOIANA (JUIZADO ESP. CÍVEL E CRIMINAL) - Ref. Diárias em favor de ALINE
CARDOSO DOS SANTOS; JUIZA DE DIREITO; NAZARÉ DA MATA; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 09/04/2016; “Autorizo”.

Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE GOIANA - Ref. Diárias em favor de JOSÉ GILBERTO DE SOUSA; JUIZ DE DIREITO;
NAZARÉ DA MATA; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 25/03/2016; “Autorizo”.

Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE PAUDALHO - Ref. Diárias em favor de MARIA BETÂNIA MARTINS DA HORA ROCHA;
JUIZA DE DIREITO; NAZARÉ DA MATA; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 27/03/2016; “Autorizo”.

Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE PETROLINA - Ref. Diárias em favor de CÍCERO EVERALDO FERREIRA SILVA; JUIZ
DE DIREITO; RECIFE; CONVOCAÇÃO DA PRESIDÊNCIA; 28 A 29/03/2016; “Autorizo”.

Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE JOÃO ALFREDO - Ref. Diárias em favor de HAILTON GONÇALVES DA SILVA; JUIZ
DE DIREITO; LIMOEIRO; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 26/03/2016; “Autorizo”.

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Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE GOIANA - Ref. Diárias em favor de JOSÉ GILBERTO DE SOUSA; JUIZ DE DIREITO;
NAZARÉ DA MATA; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 10/04/2016; “Autorizo”.

Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE BELÉM DE MARIA - Ref. Diárias em favor de VIVIAN GOMES PEREIRA; JUIZA DE
DIREITO; PALMARES; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 03/04/2016; “Autorizo”.

Solicitação s/nº – JUIZO DE DIREITO DA COMARCA DE PRIMAVERA - Ref. Diárias em favor de FABIANA MORAES SILVA; JUIZA DE DIREITO;
VITÓRIA DE SANTO ANTÃO; PLANTÃO JUDICIÁRIO; 24/03/2016; “Autorizo”.

Solicitação s/nº – GABINETE DESEMBARGADOR JONES FIGUEIREDO ALVES - Ref. Diárias em favor de JONES FIGUEIREDO ALVES;
DESEMBARGADOR; CARUARU; INSPEÇÃO NA DISTRIBUIÇÃO NA COMARCA; 29/03/2016; “Autorizo”.

Solicitação s/nº – CORREGEDORIA AUXILIAR DA 1ª ENTRÂNCIA - Ref. Diárias em favor de MARCUS VINICIUS NONATO RABELO TORRES;
JUIZ DE DIREITO; CANHOTINHO/CALÇADO/CUPIRA; REALIZAR AUDIÊNCIA; 29 A 30/03/2016; “Autorizo”.

Bel. Ricardo Mendes Lins


Diretor Geral

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CONSELHO DA MAGISTRATURA
CONSELHO DA MAGISTRATURA
PERNAMBUCO

SOB A PRESIDÊNCIA DO EXMº SR. DES. LEOPOLDO DE ARRUDA RAPOSO (PRESIDENTE), REALIZOU-SE NO DIA 07 (SETE) DE ABRIL
DE 2016, A SESSÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DA MAGISTRATURA, NO 3º ANDAR DO PALÁCIO DA JUSTIÇA, PRESENTES OS
EXMºS. SRS. DES. ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO (1º VICE-PRESIDENTE), ANTÔNIO FERNANDO DE ARAÚJO MARTINS (2º VICE-
PRESIDENTE), RICARDO DE OLIVEIRA PAES BARRETO, ALEXANDRE GUEDES ALCOFORADO ASSUNÇÃO, FÁBIO EUGÊNIO DANTAS
DE OLIVEIRA LIMA E ITAMAR PEREIRA DA SILVA JÚNIOR (SUPLENTE).

AUSENTES, JUSTIFICADAMENTE, OS EXMºS. SRS. DESEMBARGADORES JONES FIGUEIRÊDO ALVES (DECANO), QUE SE ENCONTRA
EM GOZO DE FÉRIAS; ROBERTO FERREIRA LINS ( CORREGEDOR GERAL DA JUSTIÇA) E JOSÉ FERNANDES DE LEMOS (SUPLENTE
DO CORREGEDOR GERAL DA JUSTIÇA).

JULGAMENTO

PROCESSO RELATADO PELO EXMº SR. DES. ADALBERTO DE OLIVEIRA MELO :

Processo nº 013/2015-0 CM. Tipo de Processo: Proposta de Alteração do Provimento nº 03/2011-CM. Parte Remetente: O Exmº Sr. Des. Luiz
Carlos de Barros Figueirêdo, Coordenador da Infância e Juventude do TJPE (Parecer nº 008/2015 da Coordenadoria da Infância e Juventude
do TJPE, acerca da Proposta de Alteração do Provimento nº 03/2011-CM). “Decidiu o Conselho, à unanimidade, acolher a alteração do
Provimento nº 003/2011-CM, nos termos do voto do Relator”.

EXPEDIENTE

ASSUNTO:
AUSÊNCIA INSTITUCIONAL

1-) E-mail de 03 de abril de 2016 (Protocolo nº 30653/2016), da Exmª Srª Drª Helena C. Madi de Medeiros , Juíza de Direito do II Juizado
Especial Cível da Comarca de Paulista. COMUNICA sua ausência do expediente forense nos dias 07 e 08.04.2016, para participar do curso
“Juizados Especiais Cíveis e da Fazenda Pública: Sistemática Atual e Repercussões”, promovido pela Escola Judicial do TJPE. “Decidiu o
Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da comunicação de ausência ao expediente forense, anotando-se no banco de dados”.

2-) E-mail , de 04 de abril de 2016 (Protocolo nº 30745/2016), da Exmª Srª Drª Maria do Rosário Arruda de Oliveira , Juíza de Direito da
Comarca de Itambé. REQUER dispensa de sua presença e autorização para participar do curso: “Atualização no NCPC”, que se realizará nos
dias 31/03 a 01/04/2016, bem como do Treinamento do PJE, nos dias 05/04 a 07/04/2016, das 8h às 12h. “Decidiu o Conselho, à unanimidade,
autorizar as ausências ao expediente forense, anotando-se no banco de dados”.

3-) Ofício nº 051/2016 , de 01 de abril de 2016 (Protocolo nº 30480/2016), do Exmº Sr. Des. Eurico de Barros Correia Filho – Diretor Geral
da Escola Judicial do TJPE. COMUNICA , para os devidos fins e anotações necessárias, que a Magistrada PATRÍCIA CAIAFFO DE FREITAS
ARROXELAS GALVÃO , estará ausente do expediente forense, no dia 06 de abril de 2016, no período das 8h às 12h , considerando que
a supracitada Juíza ministrará o Módulo: “Estrutura e Funcionamento do TJPE (Vara Única)”, no Curso de Formação Inicial de Magistrados,
na Comarca de Recife, promovido pela Escola Judicial do TJPE. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente
expediente, determinando-se o seu arquivamento”.

4-) Ofício nº 052/2016 , de 01 de abril de 2016 (Protocolo nº 39485/2016), do Exmº Sr. Des. Eurico de Barros Correia Filho – Diretor Geral da
Escola Judicial do TJPE. COMUNICA , para os devidos fins e anotações necessárias, que o Magistrado HAULER DOS SANTOS FONSECA ,
estará ausente do expediente forense, no dia 07 de abril de 2016, no período das 8h às 12h , considerando que o supracitado Juiz ministrará o
Módulo: “Estrutura e Funcionamento do TJPE (Tribunal do Júri)”, no Curso de Formação Inicial de Magistrados, na Comarca de Recife, promovido
pela Escola Judicial do TJPE. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente, determinando-se o
seu arquivamento”.

5-) Ofício nº 053/2016 , de 01 de abril de 2016 (Protocolo nº 30490/2016), do Exmº Sr. Des. Eurico de Barros Correia Filho – Diretor Geral da
Escola Judicial do TJPE. COMUNICA , para os devidos fins e anotações necessárias, que o Magistrado JOSÉ ANDRÉ MACHADO BARBOSA
PINTO , estará ausente do expediente forense, no dia 08 de abril de 2016, no período das 8h às 12h , considerando que o supracitado
Juiz ministrará o Módulo: “Deontologia da Magistratura”, no Curso de Formação Inicial de Magistrados, na Comarca do Recife, promovido pela
Escola Judicial do TJPE. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente, determinando-se o seu
arquivamento”.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

6-) Ofício nº 2016.0074.001143 , de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31528/2016), da Exmª Srª Drª Vivian Gomes Pereira , Juíza Substituta em
exercício Cumulativo na Comarca de Lagoa dos Gatos. SOLICITA autorização para participar do curso “Combate à Corrupção e à Lavagem de
Dinheiro”, que ocorrerá nos dias 12 a 14/04/2016, no Auditório da Justiça Federal/PE, na cidade do Recife, conforme inscrição anexa. “Decidiu
o Conselho, à unanimidade, remeter o presente expediente à Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado, para opinar, nos termos
da Resolução nº 375, de 03 de novembro de 2014 (DJe 05/11/2014)”.

7-) E-mail de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31517/2016), da Exmª Srª Drª Silvia Maria de Lima Oliveira , Juíza de Direito da Vara da
Fazenda Pública da Comarca do Cabo de Santo Agostinho. COMUNICA sua ausência daquela Vara da Fazenda Pública da Comarca do Cabo
de Santo Agostinho, nos dias 07 e 08 do corrente mês e ano, por ocasião de participação no Curso “Juizados Especiais e da Fazenda Pública,
Sistemática Atual e Repercussões/Impactos no novo CPC, nas Leis 9.099/95 e 12.153/2009”, através da Escola Judicial do TJPE, que será
realizado no auditório da Escola da Magistratura Federal da 5ª Região, Recife/PE. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
da comunicação de ausência ao expediente forense, anotando-se no banco de dados”.

8-) Ofício nº 091/16-1 VF-Recife , de 23 de março de 2016 (Protocolo nº 28593/2016), do Exmº Sr. Dr. Clicério Bezerra e Silva , Juiz de
Direito da 1ª Vara de Família da Comarca da Capital. SOLICITA autorização para participar do Curso de Aperfeiçoamento em Direito Eleitoral,
promovido pela Escola Nacional da Magistratura e devidamente credenciado na ENFAM, a ser realizado entre os dias 13 a 15 de abril do ano
em curso, em Brasília/DF, o que implicará na sua ausência junto à 1ª Vara de Família e Registro Civil da Comarca da Capital durante o referido
período. Com opinativo do Exmo. Sr. Des. Eurico de Barro Correia Filho, Diretor Geral da Escola Judicial do Tribunal de Justiça. “Decidiu o
Conselho, à unanimidade, autorizar a ausência ao expediente forense, sem ônus para o TJPE , anotando-se no banco de dados”.

9-) Ofício nº 054/2016 , de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31618/2016), do Exmº Sr. Des. Eurico de Barros Correia Filho – Diretor Geral da
Escola Judicial do TJPE. COMUNICA , para os devidos fins e anotações necessárias, que o Magistrado ÉLIO BRAZ MENDES , estará ausente
do expediente forense, no dia 11 de abril de 2016, no período das 8h às 12h , considerando que o supracitado Juiz ministrará o Módulo: “Técnica
de Conciliação e Psicologias Jurídicas”, no Curso de Formação Inicial de Magistrados, na Comarca do Recife, promovido pela Escola Judicial do
TJPE. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente, determinando-se o seu arquivamento”.

10-) Ofício nº 055/2016 , de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31653/2016), do Exmº Sr. Des. Eurico de Barros Correia Filho – Diretor Geral
da Escola Judicial do TJPE. COMUNICA , para os devidos fins e anotações necessárias, que a Magistrada NALVA CRISTINA BARBOSA
CAMPELLO , estará ausente do expediente forense, no dia 12 de abril de 2016, no período das 8h às 12h , considerando que a supracitada
Juíza ministrará o Módulo: “Técnica de Conciliação e Psicologias Jurídicas”, no Curso de Formação Inicial de Magistrados, na Comarca do
Recife, promovido pela Escola Judicial do TJPE. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente,
determinando-se o seu arquivamento”.

11-) Ofício nº 056/2016 , de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31662/2016), do Exmº Sr. Des. Eurico de Barros Correia Filho – Diretor Geral da
Escola Judicial do TJPE. COMUNICA , para os devidos fins e anotações necessárias, que o Magistrado RUY TREZENA PATU JÚNIOR , estará
ausente do expediente forense, no dia 14 de abril de 2016, no período das 8h às 12h , considerando que o supracitado Juiz ministrará o Módulo:
“Difusão da Cultura de Conciliação como busca da Paz Social”, no Curso de Formação Inicial de Magistrados, na Comarca do Recife, promovido
pela Escola Judicial do TJPE. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente, determinando-se o
seu arquivamento”.

12-) Ofício nº 057/2016 , de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31671/2016), do Exmº Sr. Des. Eurico de Barros Correia Filho – Diretor Geral da
Escola Judicial do TJPE. COMUNICA , para os devidos fins e anotações necessárias, que o Magistrado JOSÉ ANDRÉ MACHADO BARBOSA
PINTO , estará ausente do expediente forense, no dia 15 de abril de 2016, no período das 8h às 12h , considerando que o supracitado Juiz
ministrará o Módulo: “ÉTICA”, no Curso de Formação Inicial de Magistrados, na Comarca do Recife, promovido pela Escola Judicial do TJPE.
“Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente, determinando-se o seu arquivamento”.

13-) E-mail de 04 de abril de 2016 (Protocolo nº 30927/2016), do Exmº Sr. Dr. Rafael José de Menezes , Juiz de Direito da 8ª Vara Cível
da Comarca da Capital – Seção B. COMUNICA que se ausentará da Comarca por três dias, de 18 a 20 de abril de 2016, para participar
da reunião do Grupo Ibero-americano da União Internacional de Magistrados, do qual é presidente, que se realizará na cidade de Lima-Peru
(Cópia do convite anexo). “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da comunicação de ausência ao expediente forense,
anotando-se no banco de dados”.

ASSUNTO: AUSÊNCIAS COMUNICADAS PELOS MAGISTRADOS E APRECIADAS PELO


CONSELHO, NOS TERMOS DO PROVIMENTO Nº 04/2009-CM, DE 24 DE OUTUBRO DE 2009.

1-) Ofício nº 2016.0913.000627 , de 01 de abril de 2016 (Protocolo nº 30919/2016), do Exmº Sr. Dr. Glacidelson Antonio da Silva , Juiz de
Direito da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Garanhuns. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da comunicação
de ausência ao expediente forense, anotando-se no banco de dados”.

2-) Oficio s/nº , de 06 de abril de 2016 (Protocolo nº 31952/2016), dos Exmºs Srs. Drs. André Gomes do Nascimento e Augusto Rachid Reis
Bittencourt Silva , Juízes de Direito Substitutos de 1ª Entrância. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da comunicação
de ausência ao expediente forense e anotar no banco de dados, encaminhando-se cópia do presente expediente à Escola Judicial do
Tribunal de Justiça de Pernambuco”.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

ASSUNTO: JUSTIFICATIVAS DE AUSÊNCIAS COMUNICADAS PELOS MAGISTRADOS E APRECIADAS


PELO CONSELHO, NOS TERMOS DO PROVIMENTO Nº 04/2009-CM, DE 24 DE OUTUBRO DE 2009.

1-) Ofício nº 2016.0716.001575 , de 15 de março de 2016 (Protocolo nº 30035/2016), do Exmº Sr. Dr. Pierre Souto Maior Coutinho de Amorim
, Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente
expediente, determinando-se o seu arquivamento”.

2-) E-mail de 31 de março de 2016 (Protocolo nº 29980/2016), da Exmª Srª Drª Hydia Virgínia Christino de Landim Farias , Juíza de
Direito da Vara Criminal da Comarca de Palmares. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente,
determinando-se o seu arquivamento”.

3-) Ofício s/nº de 04 de abril de 2016 (Protocolo nº 30808/2016), do Exmº Sr. Dr. Mark Clark Santiago Andrade , Juiz de Direito Substituto
de 1ª Entrância. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente e determinar o seu arquivamento,
encaminhando-se cópia à Escola Judicial do Tribunal de Justiça de Pernambuco”.

4-) Ofícios s/nº , de 04 de abril de 2016 (Protocolo nº 31069/2016), dos Exmºs Srs. Drs. André Gomes do Nascimento e Augusto Rachid Reis
Bittencourt Silva , Juízes de Direito Substitutos de 1ª Entrância. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente
expediente e determinar o seu arquivamento, encaminhando-se cópia à Escola Judicial do Tribunal de Justiça de Pernambuco”.

5-) Ofício s/nº , de 04 de abril de 2016 (Protocolo nº 31855/2016), da Exmª Srª Drª Juliana Rodrigues Barbosa , Juíza de Direito Substituta
de 1ª Entrância. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente e anotar no banco de dados,
encaminhando-se cópia à Escola Judicial do Tribunal de Justiça de Pernambuco”.

ASSUNTO: IMPEDIMENTO

2-) Ofício nº 2016.0716.001544 , de 14 de março de 2016 (Protocolo nº 31736/2016), do Exmº Sr. Dr. Pierre Souto Maior Coutinho de Amorim
, Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. INFORMA que declarou impedimento para atuar no Processo nº ... , razão pela qual
encaminhou os autos ao substituto automático para as providências cabíveis. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
do presente expediente, determinando-se o seu arquivamento”.

2-) Ofício nº 2016.0716.001545 , de 14 de março de 2016 (Protocolo nº 31711/2016), do Exmº Sr. Dr. Pierre Souto Maior Coutinho de Amorim
, Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. INFORMA que declarou impedimento para atuar no Processo nº ... , razão pela
qual encaminhou os autos ao substituto automático para as providências cabíveis. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
do presente expediente, determinando-se o seu arquivamento”.

3-) Ofício nº 2016.0716.001553 , de 14 de março de 2016 (Protocolo nº 31726/2016), do Exmº Sr. Dr. Pierre Souto Maior Coutinho de Amorim
, Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. INFORMA que declarou impedimento para atuar no Processo nº ... , razão pela
qual encaminhou os autos ao substituto automático para as providências cabíveis. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
do presente expediente, determinando-se o seu arquivamento”.

4-) Ofício nº 2016.0716.001554 , de 14 de março de 2016 (Protocolo nº 31720/2016), do Exmº Sr. Dr. Pierre Souto Maior Coutinho de Amorim
, Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. INFORMA que declarou impedimento para atuar no Processo nº ... , razão pela
qual encaminhou os autos ao substituto automático para as providências cabíveis. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
do presente expediente, determinando-se o seu arquivamento”.

5-) Ofício nº 2016.0716.001555 , de 14 de março de 2016 (Protocolo nº 31733/2016), do Exmº Sr. Dr. Pierre Souto Maior Coutinho de Amorim
, Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. INFORMA que declarou impedimento para atuar no Processo nº ... , razão pela
qual encaminhou os autos ao substituto automático para as providências cabíveis. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
do presente expediente, determinando-se o seu arquivamento”.

ASSUNTO: SUSPEIÇÃO

1-) Ofício nº 2016.0590.000686 , de 21 de março de 2016 (Protocolos nºs 30186/2016 e 030162/2016), do Exmº Sr. Dr. José Adelmo Barbosa
da Costa Pereira , Juiz de Direito da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Caruaru. COMUNICA, declarando as razões do motivo
íntimo, nos termos da Resolução nº 82 – CNJ, de 09.07.2009, e do Provimento nº 07/2015 - CM, de 05.11.2015 , que averbou suspeição, por
motivo de foro íntimo, para funcionar no PJE nº ... . “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da comunicação, anotando-
se no banco de dados”.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

2-) Ofício nº 02/2016 , de 01 de abril de 2016 (Protocolo nº 31237/2016), da Exmª Srª Drª Luzicleide Maria Muniz Vasconcelos , Juíza de
Direito da 15ª Vara Cível da Comarca da Capital – Seção A. INFORMA , declarando as razões do motivo íntimo, nos termos da Resolução
nº 82 – CNJ, de 09.07.2009, e do Provimento nº 07/2015 - CM, de 05.11.2015 , que averbou suspeição nos autos do Processo nº ... , motivo
pelo qual deverá ser remetido ao seu substituto automático . “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da informação,
anotando-se no banco de dados”.

3-) Ofício nº 97/2016-GAB ., de 04 de abril de 2016 (Protocolo nº 31313/2016), do Exmº Sr. Dr. Waldemiro de Araújo Lima Neto , Juiz de
Direito do I Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo da Comarca de Vitória de Santo Antão. Em resposta ao Ofício nº 413/2016,
INFORMA, declarando as razões do motivo íntimo, nos termos da Resolução nº 82 – CNJ, de 09.07.2009, e do Provimento nº 07/2015 - CM,
de 05.11.2015 , os motivos da decisão proferida nos autos do Processo nº ... . “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
da informação, anotando-se no banco de dados”.

4-) Ofício nº 2016.590.00621 , de 14 de março de 2016 (Protocolo nº 31083/2016), do Exmº Sr. Dr. José Adelmo Barbosa da Costa Pereira
, Juiz de Direito da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Caruaru. COMUNICA , declarando as razões do motivo íntimo, nos termos da
Resolução nº 82 – CNJ, de 09.07.2009, e do Provimento nº 07/2015 - CM, de 05.11.2015 , que, por razões de foro íntimo, averbou suspeição
para funcionar no Processo nº ... , consoante cópia da Decisão de fls. 27/28. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
da comunicação, anotando-se no banco de dados”.

5-) Ofício nº 2016.0760.000405 , de 01 de abril de 2016 (Protocolo nº 30627/2016), da Exmª Srª Drª Ricarda Maria Guedes Alcoforado , Juíza
de Direito da 1ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais da Comarca da Capital – Seção A. ESCLARECE ao Conselho da Magistratura,
declarando as razões do motivo íntimo, nos termos da Resolução nº 82 – CNJ, de 09.07.2009, e do Provimento nº 07/2015 - CM, de 05.11.2015
, consoante artigo 145, parágrafo único do Código de Processo Civil, os seus motivos de averbação de suspeição para apreciar e julgar os
Processos nºs: ... Ação de Execução de Títulos Extrajudiciais; ... Ação de Embargos à Execução; ... Ação de Procedimento Ordinário; ... Ação
de Procedimento Ordinário; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ...
Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar; ... Ação Cautelar
e ... Ação Cautelar. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da comunicação, anotando-se no banco de dados”.

6-) Ofício s/nº , de 06 de abril de 2016 (Protocolos nºs 31956/2016 e 31960/2016), do Exmº Sr. Dr. Carlos Damião Pessoa Costa Lessa ,
Juiz de Direito da 9ª Vara Cível da Comarca da Capital – Seção A. COMUNICA que, por uma questão de foro íntimo, averbou suspeição para
apreciar e julgar o Processo Judicial Eletrônico nº ... , determinando sua remessa ao substituto legal. “Decidiu o Conselho, à unanimidade,
solicitar que o magistrado oficiante decline os motivos da averbação de suspeição, nos termos da Resolução nº 82-CNJ, de 09.07.2009,
e do Provimento nº 07/2015, de 05.11.2015”.

7-) Ofício s/nº , de 06 de abril de 2016 (Protocolo nº 32057/2016), da Exmª Srª Drª Simony de Fátima de Oliveira Emerenciano Almeida ,
Juíza de Direito da 1ª Vara Cível da Comarca de Igarassu. INFORMA, declarando as razões do motivo íntimo, nos termos da Resolução nº 82
– CNJ, de 09.07.2009, e do Provimento nº 07/2015 - CM, de 05.11.2015 , que, por motivo de foro íntimo, arguiu suspeição, para atuar na Ação
Civil Pública nº ... . “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento da informação, anotando-se no banco de dados”.

ASSUNTO: DIVERSOS

1-) Expediente nº 2016.0555.000979- 2ª VJ , de 31 de março de 2016 (Protocolo nº 30271/2016), do Exmº Sr. Dr. Otávio Ribeiro Pimentel ,
Juiz de Direito da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão dos Guararapes. COMUNICA que a Sessão de Julgamento designada
para o dia 21/03/2016, não foi realizada, em virtude da ausência do membro da Defensoria Pública , nos autos do Processo nº ... “O Conselho
da Magistratura registrou preocupação com o fato, ressaltando, entretanto, que a solução do problema extrapola o âmbito de sua
competência: Decidiu, à unanimidade, oficiar ao Defensor Público Geral do Estado , ao Coordenador Estadual do Pacto Pela Vida e
ao Governador do Estado, solicitando adoção de providências urgentes e efetivas, na esfera de suas competências, para superar a
deficiência apontada, garantindo à população o direito constitucional à jurisdição”.

2-) Ofício nº , de 31 de março de 2016 (Protocolo nº 29856/2016), da Exmª Srª Drª Larissa da Costa Barreto , Juíza Substituta em exercício
na Comarca de Flores. COMUNICA que, com o objetivo de realizar uma melhor prestação jurisdicional à população da região de Flores e
Calumbi (Sertão do Pajéu), foi realizado no dia 07/03/2016, na Comarca de Flores, um Mutirão de audiências de transação penal, totalizando a
realização de 25 (vinte e cinco) audiências, conforme relatório anexo. Durante o evento, foi destacada a função socioeducativa e pacificadora
inerente à atividade do Poder Judiciário. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento, parabenizar a iniciativa da magistrada
e determinar a anotação em sua ficha funcional o fato da realização de 25 (vinte e cinco) audiências de transação penal no dia 07 de
março do corrente ano, encaminhando-se o presente expediente à Secretaria Judiciária (SEJU) do Tribunal de Justiça de Pernambuco,
para as providências cabíveis”.

3-) Ofício nº 2016.0681.469 , de 01 de abril de 2016 (Protocolos nºs 30424/2016 e 30754/2016), do Exmº Sr. Dr. Lauro Pedro dos Santos Neto
, Juiz de Direito – Diretor do Fórum da Comarca de Jaboatão dos Guararapes. ENCAMINHA a Portaria nº 05/2016, da Diretoria do Fórum, que
disciplina o Plantão Judiciário na Comarca de Jaboatão dos Guararapes, nos feriados municipais de 04 de abril de 2016, Comemoração do Dia
de Nossa Senhora dos Prazeres (data móvel), e 04 de maio de 2016, data da fundação do Município . “Decidiu o Conselho, à unanimidade,
homologar a Portaria nº 05/2016, da Direito do Fórum da Comarca de Jaboatão dos Guararapes, encaminhando-se o presente expediente
à Secretaria Judiciária (SEJU) do Tribunal de Justiça de Pernambuco, para as providências cabíveis”.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

4-) Ofício nº 078/2016-GAB/AFLF , de 31 de março de 2016 (Protocolo nº 30099/2016), do Exmº Sr. Des. Agenor Ferreira de Lima Filho
– Desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco. ENCAMINHA a Portaria nº 01, de 31/03/2016, em anexo, baixada por aquele
Desembargador, para conhecimento e registro. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente e
determinar o seu arquivamento”.

5-) Ofício nº 2016.0125.001773 , de 01 de abril de 2016 (Protocolo nº 30748/2016), do Exmº Sr. Dr. Ernesto Bezerra Cavalcanti , Juiz
de Direito da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca da Capital. INFORMA que não foi realizada a Sessão de Julgamento do dia 01 de
abril de 2016, às 9h, ante a ausência injustificada da Defensoria Pública , conforme cópia da Ata anexa (Processo nº ... ). “O Conselho
da Magistratura registrou preocupação com o fato, ressaltando, entretanto, que a solução do problema extrapola o âmbito de sua
competência: Decidiu, à unanimidade, oficiar ao Defensor Público Geral do Estado , ao Coordenador Estadual do Pacto Pela Vida e
ao Governador do Estado, solicitando adoção de providências urgentes e efetivas, na esfera de suas competências, para superar a
deficiência apontada, garantindo à população o direito constitucional à jurisdição”.

6-) E-mail de 04 de abril de 2016 (Protocolo nº 29922/2016 e 30906/2016), da Exmª Srª Drª Priscila Torres Brandão , Juíza de Direito da
Comarca de Capoeiras. INFORMA que foi encaminhado por aquele Juízo, Ofício ao Diretor da Cadeia Pública de Capoeiras determinando que a
Portaria nº 03/2016, editada por aquele Juízo em 31/03/2016, que já encaminhada ao Conselho da Magistratura e a Corregedoria Geral da Justiça,
somente produzirá seus efeitos a partir da homologação do Conselho da Magistratura. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, determinar a
autuação e distribuição do presente expediente a um dos membros deste Colegiado”.

7-) Ofício nº 2016.0557.000960 , de 21 de março de 2016 (Protocolo nº 28873/2016), da Exmª Srª Drª Elane Brandão Ribeiro , Juíza de Direito
da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Petrolina. Visando o andamento da Ação Penal nº ... , I NFORMA que a Sessão de Julgamento
do Júri foi designada para o dia 02 de agosto de 2016, às 7h30, uma vez que na data anteriormente agendada, foi incluído processo de réu
preso, feito este que detém prioridade de julgamento. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente
e determinar o seu arquivamento”.

8-) OFÍCIO – PROVIDÊNCIAS , de 31 de março de 2016 (Protocolo nº 31417/2016), da Exmª Srª Drª Alyne Dionísio Barbosa Padilha ,
Juíza Substituta em exercício na Comarca de Calçado. REMETE , para conhecimento e adoção das medidas legais cabíveis, cópia da decisão
proferida nos autos do Processo nº ... , por infração, a priori , aos art. 121, §2º, IV, c/c art. 14, II – CPB, com as considerações da Lei Nº
11.340/2006. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento do presente expediente e determinar o seu arquivamento”.

9-) Ofício nº 134/2016.SEC , de 21 de março de 2016 (Protocolo nº 29535/2016), da Exmª Srª Drª Laura Amélia Moreira Brennand Simões
, Juíza de Direito da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Paulista. INFORMA que a Oficiala de Justiça foi a Defensoria Pública do
Estado de Pernambuco (Núcleo Paulista), por diversas vezes, não encontrado nenhum Defensor que atuasse nas Varas Cíveis e da Fazenda
Pública, conforme cópia do Mandado de Intimação nº ... de fls. 147/147v. “O Conselho da Magistratura registrou preocupação com o
fato, ressaltando, entretanto, que a solução do problema extrapola o âmbito de sua competência: Decidiu, à unanimidade, oficiar ao
Defensor Público Geral do Estado , ao Coordenador Estadual do Pacto Pela Vida e ao Governador do Estado, solicitando adoção de
providências urgentes e efetivas, na esfera de suas competências, para superar a deficiência apontada, garantindo à população o direito
constitucional à jurisdição”.

10-) Recurso de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31112/2016), da Ilmª Srª Francisca Jaciane de Sousa Lima , Oficiala de Justiça do TJPE,
lotada na Comarca de Betânia – PE. Com fulcro no artigo 30 da Resolução nº 381/2015 do TJPE , APRESENTA recurso em face do item
IV (relacionamento interpessoal), alínea “b”, da Avaliação de Desempenho por Competência, que foi realizada no dia 19/01/2016. “Decidiu o
Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento e encaminhar o presente recurso à Secretaria de Gestão de Pessoas do Tribunal de
Justiça de Pernambuco, para proferir parecer”.

11-) Processo nº 058/2016-TJPE , de 04 de janeiro de 2016 (Protocolo nº 323/2016). Interessado: Antônio Rodrigues Galvão. Assunto:
Pagamento. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, determinar a autuação e distribuição do presente expediente a um dos membros
deste Colegiado”.

12-) Processo nº 200/2016-TJPE , de 17 de fevereiro de 2016 (Protocolo nº 15103/2016). Interessado: SGP/DDH. Assunto: Orientação. “Decidiu
o Conselho, à unanimidade, determinar a autuação e distribuição do presente expediente a um dos membros deste Colegiado”.

13-) Ofício nº 97/2016-CGJ , de 05 de abril de 2016 (Protocolo 32296/2016), do Exmº Sr. Des. Roberto Ferreira Lins, Corregedor Geral da
Justiça. COMUNICA a decisão proferida no Procedimento Preliminar Prévio nº 102/2016-CGJ. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar
conhecimento do presente expediente e determinar o seu arquivamento”.

14-) Ofício nº 48/2016-GAB.JUD , de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 32511/2016), da Exmª Srª Drª Andréa Calado da Cruz , Juíza de
Direito da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Olinda. SOLICITA a instituição do Grupo de Trabalho naquela Unidade Judiciária, em
caráter excepcional e temporário, pelos motivos expostos neste expediente. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento e
encaminhar o presente expediente à Presidência do Tribunal de Justiça de Pernambuco, para a adoção das providências cabíveis”.

ASSUNTO:

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

NÃO APRESENTAÇÃO DE RÉUS PRESOS

1-) Ofício nº 2016.0715.001163 , de 30 de março de 2016 (Protocolo nº 29963/2016), do Exmº Sr. Dr. Eliziongerber de Freitas , Juiz de
Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. Informa que o réu, recolhido ao Sistema Prisional do Estado de Pernambuco, não foi
apresentado pela SERES, apesar de devidamente requisitado para Audiência de Instrução e Julgamento designada para o dia 01/03/2016,
tampouco foi justificada àquele Juízo o motivo da sua não apresentação (Processo nº ... ). “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar
conhecimento e encaminhar cópia do presente expediente ao Exmo. Sr. Governador do Estado, bem assim ao Exmo. Sr. Secretário
Executivo de Ressocialização do Estado, solicitando providências visando evitar a repetição de casos semelhantes, uma vez que, as
ausências dos réus presos devidamente intimados, causam prejuízos para a instrução criminal e a resolução definitiva do processo em
prazo razoável, com reflexo evidente no quantitativo de presos provisórios. Decidiu o Conselho, ainda à unanimidade, remeter cópia do
presente expediente ao Exmº Sr. Dr. Ailton Alfredo de Souza, Juiz Assessor, Especial da Presidência do TJPE, a fim de que, por ocasião
das reuniões do Programa Estadual Pacto pela Vida, possa cobrar providências”.

ASSUNTO
NÃO APRESENTAÇÃO DE TESTEMUNHA

1-) Ofício nº 2016.0086.000616 , de 21 de março de 2016 (Protocolo nº 30037/2016), do Exmº Sr. Dr. Valdelício Francisco da Silva , Juiz de
Direito em exercício Cumulativo na Comarca de Jataúba. INFORMA o não atendimento da requisição do Policial Militar à Audiência de Instrução
e Julgamento designada, nos autos da Ação Penal nº ... , para o dia 09/03/2016, às 9h45, naquela Comarca de Jataúba, apesar de ter sido
regularmente requisitado, o que ocasionou o cancelamento do referido ato processual, conforme termo em anexo (fl. 129). “Decidiu o Conselho,
à unanimidade, tomar conhecimento e encaminhar cópia do presente expediente ao Exmo. Sr. Governador do Estado, bem assim ao
Exmo. Sr. Secretário de Defesa Social do Estado e ao Comandante Geral da Polícia Militar do Estado, solicitando providências visando
evitar a repetição de casos semelhantes, uma vez que as ausências dos policiais civis e/ou militares devidamente intimados causam
prejuízos para a instrução criminal e a resolução definitiva do processo em prazo razoável, com reflexo evidente no quantitativo de
presos provisórios. Decidiu o Conselho, ainda à unanimidade, remeter cópia do presente expediente ao Exmº Sr. Dr. Ailton Alfredo de
Souza, Juiz Assessor Especial da Presidência do TJPE, a fim de que, por ocasião das reuniões do Programa Estadual Pacto pela Vida,
possa cobrar providências”.

2-) Ofício nº 2016.0558.000395 , de 04 de fevereiro de 2016 (Protocolo nº 30470/2016), da Exmª Srª Drª Ana Maria da Silva , Juíza de
Direito da 3ª Vara dos Feitos Relativos a Entorpecentes da Comarca da Capital. COMUNICA a ausência dos policiais militares, testemunhas
arroladas na denúncia, nos autos do Processo nº ... , em Audiência de Instrução e Julgamento designada para o dia 26/01/2016, prejudicando a
efetiva e célere prestação jurisdicional desejada, o que se informa para as providências entendidas cabíveis. Encaminha cópia da requisição dos
policiais para a Audiência e da Assentada. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento e encaminhar cópia do presente
expediente ao Exmo. Sr. Governador do Estado, bem assim ao Exmo. Sr. Secretário de Defesa Social do Estado e ao Comandante Geral
da Polícia Militar do Estado, solicitando providências visando evitar a repetição de casos semelhantes, uma vez que as ausências dos
policiais civis e/ou militares devidamente intimados causam prejuízos para a instrução criminal e a resolução definitiva do processo em
prazo razoável, com reflexo evidente no quantitativo de presos provisórios. Decidiu o Conselho, ainda à unanimidade, remeter cópia do
presente expediente ao Exmº Sr. Dr. Ailton Alfredo de Souza, Juiz Assessor Especial da Presidência do TJPE, a fim de que, por ocasião
das reuniões do Programa Estadual Pacto pela Vida, possa cobrar providências”.

3-) Ofício nº 2016.0871.000529 , de 17 de março de 2016 (Protocolo nº 31073/2016), da Exmª Srª Drª Izabela Miranda Carvalhais de Barros
Vieira , Juíza Substituta em exercício cumulativo na Comarca de São Bento do Una. COMUNICA que a Audiência que estava designada para
o dia 19.08.2015, nos autos do Processo nº ... , não foi realizada face a não apresentação, pela SERES, dos Policiais Militares, arrolados como
testemunhas na denúncia, os quais foram devidamente requisitados no prazo legal. “Decidiu o Conselho, à unanimidade, tomar conhecimento
e encaminhar cópia do presente expediente ao Exmo. Sr. Governador do Estado, bem assim ao Exmo. Sr. Secretário de Defesa Social do
Estado e ao Comandante Geral da Polícia Militar do Estado, solicitando providências visando evitar a repetição de casos semelhantes,
uma vez que as ausências dos policiais civis e/ou militares devidamente intimados causam prejuízos para a instrução criminal e a
resolução definitiva do processo em prazo razoável, com reflexo evidente no quantitativo de presos provisórios. Decidiu o Conselho,
ainda à unanimidade, remeter cópia do presente expediente ao Exmº Sr. Dr. Ailton Alfredo de Souza, Juiz Assessor Especial da
Presidência do TJPE, a fim de que, por ocasião das reuniões do Programa Estadual Pacto pela Vida, possa cobrar providências”.

4-) Ofício nº 2016.0715.001244 , de 05 de abril de 2016 (Protocolo nº 31949/2016), do Exmº Sr. Dr. Eliziongerber de Freitas , Juiz de Direito
da 1ª Vara Criminal da Comarca de Caruaru. INFORMA que os Policiais Militares, lotados BPM, não foram apresentados para a audiência
de Instrução e Julgamento designada para o dia 05/11/2015, apesar de devidamente requisitados. Informa, ainda, que o Comandante do 4º
BPM, foi oficiado para prestar informações sobre a não apresentação dos referidos Militares (Processo nº ... ). “Decidiu o Conselho, à
unanimidade, tomar conhecimento e encaminhar cópia do presente expediente ao Exmo. Sr. Governador do Estado, bem assim ao
Exmo. Sr. Secretário de Defesa Social do Estado e ao Comandante Geral da Polícia Militar do Estado, solicitando providências visando
evitar a repetição de casos semelhantes, uma vez que as ausências dos policiais civis e/ou militares devidamente intimados causam
prejuízos para a instrução criminal e a resolução definitiva do processo em prazo razoável, com reflexo evidente no quantitativo de
presos provisórios. Decidiu o Conselho, ainda à unanimidade, remeter cópia do presente expediente ao Exmº Sr. Dr. Ailton Alfredo
de Souza, Juiz Assessor Especial da Presidência do TJPE, a fim de que, por ocasião das reuniões do Programa Estadual Pacto pela
Vida, possa cobrar providências”.

Recife, 07 de abril de 2016.

Bela. Maria da Luz Almeida Miranda


Secretária

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

CONSELHO DA MAGISTRATURA
PERNAMBUCO

PROVIMENTO Nº 002/2016-CM, DE 07/04/2016.

EMENTA: Altera o Provimento nº 03/2011, de 26 de maio de 2011 do Conselho Superior da Magistratura do Tribunal Justiça
de Pernambuco, para adequá-lo ao art. 40 da Lei nº 12.594/2012, que reza ser atribuição do Poder Executivo a distribuição no
encaminhamento dos adolescentes para as unidades de internação, semiliberdade e internações provisórias.

O Conselho da Magistratura, no uso de suas atribuições legais, e,

Considerando que, nos termos do artigo 11, V, do Regimento Interno do Conselho da Magistratura, figura, entre as atribuições do órgão, dispor,
mediante Provimento, sobre as medidas que entender necessárias ao regular funcionamento da justiça, ao seu prestígio e à disciplina forense;

Considerando que, em consonância com o art. 40 da Lei nº 12.594/2012 e o Julgado STF - MS 31.902-DF, é atribuição do Poder Executivo a
distribuição no encaminhamento dos adolescentes para as unidades de internação e semiliberdade;

Considerando que o papel do Poder Judiciário é o de decretar, acompanhar e fiscalizar o processo de execução das medidas socioeducativas
privativas de liberdade, cabendo à Fundação de Atendimento Socioeducativo de Pernambuco – FUNASE/PE administrar a lotação de vagas
nos centros de atendimento;

Considerando o disposto no artigo 124, VI, do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), que exige o cumprimento da medida
de internação na mesma localidade ou naquela mais próxima do domicílio de seus pais ou responsável;

Considerando a inexistência de instalações físicas do Poder Executivo estadual para cumprimento de medidas socioeducativas de internação
e semiliberdade ou mesmo para internação provisória na maioria das sedes das Circunscrições Judiciárias;

Considerando a anterior carência de regulamentação, por parte do Poder Executivo estadual, quanto à distribuição no encaminhamento dos
adolescentes para as unidades de internação e semiliberdade, razão pela qual este Poder Judiciário editou o Provimento nº 03/2011 do Conselho
Superior da Magistratura, objetivando minimizar riscos de rebeliões nestas unidades, dentro das limitações de instalações físicas constantes em
todas as regiões do estado de Pernambuco.

Resolve alterar o Provimento nº 03/2011-CM, que passa a vigorar com a seguinte redação:

Art. 1º - DETERMINAR aos juízes do Estado de Pernambuco com competência em infância e juventude que, ao aplicarem a adolescentes autores
de atos infracionais às medidas socioeducativas de internação ou semiliberdade, ou mesmo em casos de internações provisórias, OBSERVEM ,
para definição do local de cumprimento, o que está estabelecido no normativo de competência do Poder Executivo, editado através da FUNASE/
PE, com fulcro no art. 40 da Lei Nº 12.594/2012 .

§1º - Os juízes do Estado de Pernambuco com competência em infância e juventude, ao sentenciarem, aplicando a adolescentes autores de atos
infracionais as medidas socioeducativas de internação ou semiliberdade, ou mesmo em casos de internações provisórias, deverão, no prazo
máximo de 24 (vinte e quatro) horas, encaminhar a guia de execução socioeducativa e/ou a guia de internação provisória à equipe de Gestão
de Vagas, vinculada à Diretoria Geral de Política de Atendimento da FUNASE/PE, órgão responsável pelas recepções e transferências desses
adolescentes no âmbito das Unidades de Atendimento Socioeducativo.

§2º - A equipe de Gestão de Vagas deverá pautar-se pelo Princípio da Convivencialidade, normatizado no arts. 100 e 124, inciso VI, ambos da
Lei nº 8.069/90, quando nas recepções ou transferências dos adolescentes nas Unidades de Atendimento Socioeducativo.

§3º - A equipe de Gestão de Vagas deverá comunicar, no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas, em conformidade com o §2º do art. 6º da
Resolução nº 165/12 do CNJ, preferencialmente, por meio digital, ao Juízo de conhecimento prolator da sentença e ao Juízo responsável pela
fiscalização da unidade indicada, a Unidade de Atendimento Socioeducativo para a qual foi encaminhado o adolescente.

§4º - Após definição da Unidade de Atendimento Socioeducativo, no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas, o Juízo do processo de
conhecimento deverá remeter a guia de execução, devidamente instruída, ao Juízo com competência executória, a quem competirá formar o
devido processo de execução.

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§5º - O juiz do conhecimento cientificará o Ministério Público, a Defesa e os familiares do adolescente o local destinado para cumprimento da
medida socioeducativa, no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas, iniciada a contagem a partir da informação contida no §3º deste artigo.

Art. 2º - PROLATADA a sentença e mantida a medida socioeducativa privativa de liberdade, deverá o juízo do processo de conhecimento
comunicar esta decisão, em 24 (vinte e quatro) horas, a equipe de Gestão de Vagas e ao Juízo com competência executória e remeter cópia,
para ambos, dos seguintes documentos:

I – sentença ou acórdão que decretou a medida;

II – estudos técnicos realizados durante a fase de conhecimento;

III – histórico escolar, caso existente.

Art. 3º - DETERMINAR aos juízes com competência jurisdicional em Infância e Juventude a rigorosa observação nos procedimentos de apuração
de ato infracional praticado por adolescente e de execução de medida socioeducativa, através da adoção das seguintes providências:

I - realizar visitas de inspeção bimestrais as unidades de internação, internação provisória e semiliberdade existentes na respectiva comarca,
nos termos da Resolução CNJ Nº 77/2009, alterada pela Resolução CNJ Nº 0188/2014;

II - fiscalizar o preenchimento e regular cumprimento dos planos individuais de atendimento - PIAs e dos prazos de reavaliação da medida
aplicada aos adolescentes custodiados sob sua jurisdição;

III - fiscalizar o adequado cumprimento das determinações judiciais e o respeito aos prazos legais dos atos processuais pela respectiva secretaria;

IV - manter em funcionamento uma base de dados respeitantes aos adolescentes autores de atos infracionais, mediante o preenchimento do
Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei - CNACL, do Conselho Nacional de Justiça - CNJ;

V - instaurar processos de execução de medidas em autos autônomos aos da fase de cognição;

VI - nomear defensor ao adolescente a quem foi aplicado medida socioeducativa, no respectivo processo de execução, no primeiro momento
em que oficiar nos autos executivos;

VII - intimar pessoalmente os adolescentes autores de ato infracional que já se encontrarem internados, quando a sentença for de privação de
liberdade, coletando-se sua manifestação se deseja ou não recorrer da decisão, nos termos do art. 190 do ECA;

VIII - notificar a família do internado de eventual decisão de suspensão das visitas, com a exposição clara de seus fundamentos e duração, em
vernáculo simples, a fim de facilitar a compreensão do ato;

IX - fiscalizar o preenchimento pela respectiva secretaria da guia de execução socioeducativa e guia de internação provisória instituídas pelos
Provimentos nºs 24/2009 e 03/2010, da Corregedoria Geral de Justiça do TJPE;

X - unificar medidas socioeducativas aplicadas a adolescentes autores de atos infracionais sob sua jurisdição, observando que as mais severas
absorvem as mais simples, mantendo nos autos principais desse as cópias dos relatórios psicossociais e outros documentos relevantes para o
histórico do acompanhamento socioeducativo.

Art. 4º - RECOMENDAR aos juízes com competência jurisdicional em Infância e Juventude que diligenciem junto aos dirigentes dos municípios
onde têm jurisdição a implantação de programa local de medidas socioeducativas em meio aberto.

Art. 5º - FIXAR que o juiz da execução da medida socioeducativa de privação de liberdade será sempre o da sede da vara regional da região
onde se encontra a unidade de internação ou semiliberdade ou, se não instalada a vara regional competente, do juízo competente em infância
e juventude da comarca onde se encontra a respectiva unidade.

Art. 6º - DETERMINAR que as guias socioeducativa e de internação provisória, aludidas no inciso IX do artigo segundo deste Provimento
passem a ser preenchidas eletronicamente através do Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei – CNACL.

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§1º - Ao realizarem plantão judiciário e receberem procedimentos afetos à Justiça da Infância e Juventude, em que haja a necessidade de
determinar a internação provisória de adolescentes em conflito com a lei, os magistrados deverão utilizar a Guia de Internação Provisória (Medida
Cautelar) que consta no sistema do Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei, em PDF, no menu Relatórios.

§2º - Ao receberem processos com adolescentes internados proveniente do plantão judiciário deverão os magistrados COMPETENTES :
I - cadastrar o adolescente no Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei (CNACL);
II - emitir a Guia de Internação Provisória através do CNACL;
III – encaminhar, preferencialmente, por via eletrônica, para a Unidade de Internação, a Guia de Internação Provisória acompanhada de cópia
dos documentos exigidos no art. 39 da Lei n° 12.594/2012 e pelo art. 7º, incisos I, II, III, IV da Resolução nº 165/12 do CNJ.

Art. 7º - INSTITUIR programa permanente de capacitação de servidores e magistrados em relação às atividades jurisdicionais e gerenciais
em adolescentes em conflito com a lei, em consonância com os princípios aludidos pela Lei nº 12.594/12, a ser executado conjuntamente pela
Coordenação da Infância e da Juventude- CIJ e a Escola Judicial de Pernambuco.

Art. 8º - Este Provimento entrará em vigor na data de sua publicação.

Art. 9º - Revogam-se as disposições em contrário.

Recife, 07 de abril de 2016.

Des. Leopoldo de Arruda Raposo


Presidente de Conselho da Magistratura
do Estado de Pernambuco

OBS:. Aprovado, à unanimidade, na sessão do Conselho da Magistratura realizada no dia 07 de abril de 2016 (Processo nº 13/2015-0CM).

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SECRETARIA JUDICIÁRIA
O BEL. CARLOS GONÇALVES DA SILVA, SECRETÁRIO JUDICIÁRIO DO ESTADO DE PERNAMBUCO, EXAROU EM DATAS DE 08 E
12.04.2016, OS SEGUINTES DESPACHOS:

E-mail (Datado de 08.04.2016 – RP 32869/2016) – Exmo. Dr. Carlos Antonio Alves da Silva – ref. férias: “Sim. Registre-se e providências
legais necessárias pelo NCFM.”

E-mail (Datado de 08.04.2016 – RP 33268/2016) – Exmo. Dr. José Gilmar da Silva – ref. férias: “Registre-se e demais providências legais
necessárias.”

E-mail (Datado de 11.04.2016 – RP 11.04.2016 – RP 34286/2016) – Exmo. Dr. Vallerie Maia Esmeraldo de Oliveira – ref. pagamento de verba
indenizatória: “Ante a informação supra, ao NCFM para verificar a implantação da verba indenizatória por exercício cumulativo para o Exmo.
Vallerie Maia Esmeraldo Oliveira, pela 1ª Vara da Comarca de Salgueiro, no mês de abril/16, em virtude das férias do Exmo. Dr. José Gonçalves
de Alencar, observando o limite legal.”

Recife, 13 de abril de 2016.

CARLOS GONÇALVES DA SILVA


Secretário Judiciário

O BEL. CARLOS GONÇALVES DA SILVA, SECRETÁRIO JUDICIÁRIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO,
EXAROU EM DATA DE 13 E 14 DE ABRIL DE 2016, OS SEGUINTES DESPACHOS:

E-mail – (Datado de 01.04.2016 - RP nº 30140/2016) – Exmo. Dr. Virgínio Marques Carneiro Leão – ref. férias: “R.H. Como pede, com estorno
do abono. Registre-se e arquive-se.”

Requerimento – (Datado de 12.04.2016 - RP nº 35377/2016) – Exmo. Dr. Paulo Roberto Alves da Silva – ref. férias: “Defiro o pedido com
estorno do abono. Registre-se e arquive-se.”

E-mail – (Datado de 13.04.2016 - RP nº 34895/2016) – Exma. Dra. Daniela Rocha Gomes – ref. pagamento de verba indenizatória: “Ante
a informação supra, ao NCFM para verificar a implantação da verba indenizatória por exercício cumulativo para a Exma. Dra. Daniela Rocha
Gomes, no que diz respeito à 1ª Vara Cível, no mês de abril/16, em virtude desta encontrar-se vaga, observando o limite legal, após o prazo
da designação”.

Recife, 14 de abril de 2016

Bel . CARLOS GONÇALVES DA SILVA


Secretário Judiciário

O BEL. CARLOS GONÇALVES DA SILVA, SECRETÁRIO JUDICIÁRIO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO,
EXAROU EM DATA DE 13 DE ABRIL DE 2016, O SEGUINTE DESPACHO:

E-mail – (Datado de 12.04.2016 - RP nº 35285/2016) – Exmo. Dr. Paulo Roberto de Souza Brandão – ref. férias: “Como pede. Registre-
se e arquive-se.”

Recife, 14 de abril de 2016

Bel . CARLOS GONÇALVES DA SILVA


Secretário Judiciário

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SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO
AVISO

O Secretário de Administração, no uso de suas atribuições legais, presta os seguintes esclarecimentos acerca da utilização do Suprimento
Institucional:

1. Encontra-se disponível na intranet (DIFIN>Consulta Limite de Dispensa) um relatório em que são lançadas as despesas devidamente
reclassificadas conforme os centros de custo, bem como informados os suprimentos ainda pendentes de reclassificação, com o objetivo de auxiliar
os gestores no controle dos gastos realizados e na obediência aos limites de dispensa de licitação estabelecidos no art. 24, incisos I e II, da Lei
n° 8.666/93 e em cumprimento ao disposto no art. 7°, §1° da Resolução n° 314/2011.

2. Só é permitida a aquisição de material de expediente quando devidamente comprovada a falta no estoque do almoxarifado. A consulta pode
ser feita na intranet (DIFIN>Consultar Estoque de Material) e deve ser no momento da aquisição para evitar aquisições de bens disponíveis,
conforme art. 7°, §7° da Resolução n° 314/2011.

3. A Aquisição de ‘material de copa e cozinha’ só é permitida para utilização nas Sessões de Júri ou para situações excepcionais, desde que
previamente autorizados pela Secretaria de Administração.

4. Para fins de comprovação das despesas, só é permitida a apresentação de cupom fiscal e nota fiscal modelo 2 até o limite de R$ 800,00
(oitocentos reais), desde que o fornecedor não esteja obrigado a emitir nota fiscal eletrônica.

Sendo assim, devem os beneficiários de Suprimento Institucional atentarem para essas orientações a fim de que as prestações de contas não
sejam glosadas, sem prejuízo da observância dos demais dispositivos previstos nos arts. 11 à 16, que tratam da prestação de contas, da Resolução
n° 314/2011.

Atenciosamente,

Recife, 14 de abril de 2016.

João Batista de Sousa Farias


Secretário de Administração
O SECRETÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, NO USO DE SUAS ATRIBUIÇÕES,
FAZ PUBLICAR O EXTRATO DO TERMO ADITIVO, CELEBRADO POR ESTE PODER, PARA OS FINS ESPECIFICADOS NO PARÁGRAFO
ÚNICO DO ART. 61, DA LEI Nº 8.666/93:

4º (QUARTO) TERMO ADITIVO AO CONTRATO Nº 024/2013-TJPE, CELEBRADO ENTRE O TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
PERNAMBUCO E A EMPRESA AÇÃO INFORMÁTICA BRASIL LTDA . Objetivo: Prorrogação do prazo de vigência, por 12 (doze) meses
, com feitos a partir de 28.02.2016 , do estabelecido na Cláusula Terceira do referido Contrato. Objeto : Fornecimento de licenças de uso de
software e prestação de serviços RED JAT (lote 7), para atender as necessidades deste Tribunal. Da dotação orçamentária : As despesas
decorrentes, correrão por conta do programa de trabalho nº 02.126.0992.4241.0000; natureza da despesa nº 3.3.90.39; fonte 0124070001, no
valor de R$ 291.232,77 (duzentos e noventa e um mil, duzentos e trinta e dois reais e setenta e sete centavos), conforme nota de empenho nº
2016NE000571 , emitida em 25.02.2016 . Quanto ao saldo remanescente, em momento oportuno e após o empenhamento, será devidamente
apostilado. A contratada concorda com a prorrogação da vigência contratual, a partir de 28.02.2016 , sem reajustes . Processo Administrativo
nº 0107/16-CJ (RP: 121291/2015).

Recife, 14 de abril de 2016.

JOÃO BATISTA DE SOUSA FARIAS


SECRETÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO

Republicado por ter havido incorreção em sua publicação no Dje, Edição nº 065/2016, pag. 183, em 08.04.2016.

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SECRETARIA DE GESTÃO DE PESSOAS


PORTARIA D O DIA 14 DE ABRIL DE 2016

O SECRETÁRIO DE GESTÃO DE PESSOAS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO, MARCEL DA SILVA LIMA, NO USO DE SUAS
ATRIBUIÇÕES, RESOLVE:

Nº 438/16 – lotar ALEXANDRE FERREIRA DA SILVA, Auxiliar Judiciário PJ-I, matrícula 1781570, a partir de 13/04/2016, na 2ª Vara da Comarca
de Abreu e Lima.

MARCEL DA SILVA LIMA


Secretário de Gestão de Pessoas
PORTARIA DO DIA 14 DE ABRIL DE 2016

O SECRETÁRIO DE GESTÃO DE PESSOAS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO, MARCEL DA SILVA LIMA, NO USO DE SUAS
ATRIBUIÇÕES, RESOLVE:

Nº 439/16 - lotar ALBERTO LUIZ GOMES DE MEDEIROS, Técnico Judiciário TPJ, matrícula 1675141, a partir de 01/02/2016, na Comissão
Permanente de Licitação Obras e Serviços de Engenharia e Outros Serviços CPL/OSE.

MARCEL DA SILVA LIMA


Secretário de Gestão de Pessoas
PORTARIA D O DIA 14 DE ABRIL DE 2016

O SECRETÁRIO DE GESTÃO DE PESSOAS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO, MARCEL DA SILVA LIMA, NO USO DE SUAS
ATRIBUIÇÕES, RESOLVE:

Nº 440/16 – lotar GEOMARQUES FEITOSA PEREIRA DO NASCIMENTO, Técnico Judiciário TPJ, matrícula 1859935, na 1ª Vara da Comarca
de Petrolândia.

Nº 441/16 – lotar RAFAEL PERIQUITO CARNEIRO, Técnico Judiciário TPJ, matrícula 1865110, na 1ª Vara Cível da Comarca de Pesqueira.

MARCEL DA SILVA LIMA


Secretário de Gestão de Pessoas
PORTARIA S D O DIA 14 DE ABRIL DE 2016

O SECRETÁRIO DE GESTÃO DE PESSOAS DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO, MARCEL DA SILVA LIMA, NO USO DE SUAS
ATRIBUIÇÕES, RESOLVE:

Nº 442/16 – lotar EMANUELA DE SOUZA SIQUEIRA CARNEIRO, Técnica Judiciário TJP, matrícula 1872095, na 4ª Vara Criminal da Comarca
de Caruaru, no interesse da Administração Pública.

Nº 443/16 – lotar JOSIVAGNO SANTOS DA SILVA, Técnico Judiciário TJP, matrícula 1835980, na 2ª Vara Cível da Comarca de Pesqueira, no
interesse da Administração Pública.

Nº 444/16 – lotar RAYANA ALMEIDA ARRUDA, Analista Judiciária APJ, matrícula 1862375, na Vara Única da Comarca de Macaparana, no
interesse da Administração Pública.

MARCEL DA SILVA LIMA


Secretário de Gestão de Pessoas

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PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO

O SECRETÁRIO DE GESTÃO DE PESSOAS, MARCEL DA SILVA LIMA , no uso das atribuições e competências que lhe foram conferidas pela
PORTARIA Nº 02/2016-DG , PUBLICADA NO DJE DE 18/02/2016, resolve:

PROCESSO N° 446/16 - CJ (RP N° 30818/2016). I NTERESSADO: MARIA CRISTINA CORREIA CAVALCANTI. FALECIDO: JORGE
CAVALCANTI. ASSUNTO: AUXÍLIO FUNERAL. DESPACHO: 1. Trata-se de procedimento administrativo pelo qual a requerente epigrafada,
solicita pagamento de auxílio funeral e demais vantagens, em razão do falecimento de seu companheiro, JORGE CAVALCANTI, falecido em
23.03.2016, conforme certidão de óbito e outros documentos que instruem o pedido (fls. 03/16). 2. A Diretoria de Gestão Funcional/Unidade
de Aposentadoria à fl. 17, informa que o servidor, matrícula n° 53.368-8, foi aposentado, por meio do Ato n° 497/1991. Esclareceu ainda que
não consta nos assentamentos funcionais do “ de cujos” dependentes para fins de imposto de renda. 3. Acerto de Contas de fl. 18, elaborado
pela Diretoria de Gestão Funcional/Unidade de Aposentadoria, esclarece que existe um total líquido a receber. 4. O art. 172 da Lei n° 6.123, de
20/07/68, assegura à família do funcionário falecido a concessão de auxílio funeral correspondente a um mês de vencimento ou proventos. A Lei
Estadual n° 9.423, de 30/01/84, bem como os arts. 4 o e 5 o da Resolução TJPE n° 015, de 22/10/84, resguardam o direito à Gratificação
Natalina ou 13° salário proporcional. O art. I o do Decreto Estadual n° 6.263/80, ampara o direito aos vencimentos devidos aos funcionários
públicos falecidos, com as vantagens que lhes forem inerentes, até o limite da retribuição mensal. 5. Ante o exposto, com fulcro na legislação
invocada, bem como no Parecer n° 537/2016 - CJ da Consultoria Jurídica, DEFIRO o pedido, para que seja pago em favor da requerente,
observando o valor apontado na planilha de acerto de contas à fl. 1 8, retificado pela planilha de fl. 26 , a ser creditado na conta corrente indicada
à fls. 02. Publique-se. Recife, 13 de abril de 2016. Marcel da Silva Lima. Secretário de Gestão de Pessoas.

MARCEL DA SILVA LIMA


Secretário de Gestão de Pessoas

Diretoria de Gestão Funcional


PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO

A DIRETORA DE GESTÃO FUNCIONAL, SOLANGE DE CASTRO SALES DA CUNHA , no uso das atribuições e competências que lhe foram
conferidas pela PORTARIA Nº 214/2016-SGP , PUBLICADA NO DJE DE 24/02/2016, resolve:

Requerimento RP nº 033756/2016. Interessado (a): Sibely Luiza Pereira Rêgo. Atividade: Conciliador Voluntário. Assunto: Desligamento
da Prestação do Serviço Voluntário. DESPACHO: Defiro o pedido do (a) requerente considerando o disposto no art. 29, inciso III da Resolução
360/2013 deste Tribunal, a partir de 04 de abril de 2016. Publique-se e arquive-se. Recife, 12 de abril de 2016. Solange de Castro Sales da
Cunha. Diretora de Gestão Funcional.

Requerimento RP nº 033784/2016. Interessado (a): Viviane Marques Ferreira Delgado. Atividade: Conciliador Voluntário. Assunto:
Desligamento da Prestação do Serviço Voluntário. DESPACHO: Defiro o pedido do (a) requerente considerando o disposto no art. 29, inciso
III da Resolução 360/2013 deste Tribunal, a partir de 24 de fevereiro de 2016. Publique-se e arquive-se. Recife, 12 de abril de 2016. Solange
de Castro Sales da Cunha. Diretora de Gestão Funcional.

PROCESSO N°: 441/16 - CJ (RP N° 029299/16). REQUERENTE: MARIA LUIZA BARBOZA DE MENEZES. DESPACHO: Trata-se de
procedimento administrativo pelo qual a requerente, Técnico Judiciário-TPJ, matrícula n° 1762710, pleiteia que seja anotado em sua ficha
funcional o tempo de contribuição no total de 4999 (quatro mil, novecentos e noventa e nove) dias, ou seja, 13 (treze) anos, 08 (oito) meses
e 14 (quatorze) dias, já excluído o tempo concomitante de 11 (onze) dias, prestados ao Município de Passira, no período de 02/06/1982
a 15/02/1996, constante na Certidão de fls. 03/04, expedida pelo Instituto Nacional do Seguro Social-INSS, para todos os efeitos legais. A
Consultoria Jurídica opinou pelo deferimento do pedido para que o tempo de contribuição constante na certidão mencionada seja contado para
efeitos de aposentadoria e disponibilidade, com fundamento no art. 201, § 9 o da Constituição Federal, c/c o art. art. 1 o , § 2 o , XIII, da Lei
Complementar n° 03/90 (com alteração dada pela Lei Complementar n° 16/96). Isso posto, com fundamento na legislação invocada, bem como
no Parecer n° 562/2016 da Consultoria Jurídica, defiro o pedido, para os fins e nos limites do supracitado opinativo. Recife, 13 de abril de 2016.
Solange de Castro Sales da Cunha. Diretora de Gestão Funcional.

PROCESSO Nº 422/2016 (RP nº 25069/2016). REQUERENTE: João Carlos Cardoso Bento. ASSUNTO: Anotação de Tempo de Serviço.
DESPACHO: Ao tempo em que aprovo, por seus próprios e jurídicos fundamentos, o Parecer nº 583/2016, da Consultoria Jurídica,
consubstanciado às fls. 06/09, acolho a proposição nele contida para deferir a anotação do tempo de serviço, ora pleiteada, para os fins e nos
limites do supracitado opinativo. Recife/PE, 13 de abril de 2016. Solange de Castro Sales da Cunha. Diretora de Gestão Funcional.

PROCESSO Nº 432/2016 (RP nº 14673/2016). REQUERENTE: Adalgisa Vilarim de Sá A do Nascimento. ASSUNTO: Licença Prêmio –
Interrupção. DESPACHO: Ao tempo em que aprovo, por seus próprios e jurídicos fundamentos, o Parecer nº 579/2016, da Consultoria Jurídica,

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

consubstanciado às fls. 06/06v, acolho a proposição nele contida para deferir o pedido nos limites do supracitado opinativo. Recife/PE, 14 de
abril de 2016. Solange Castro Sales Cunha. Diretoria de Gestão Funcional.

SOLANGE DE CASTRO SALES DA CUNHA


Diretora de Gestão Funcional

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

DIRETORIA DE DOCUMENTAÇÃO JUDICIÁRIA


ACÓRDÃOS

Emitida em 14/04/2016

Relação No. 2016.07460 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

LUIZ INOCENCIO FEITOSA SALES(PE028893) 002 0188672-68.2005.8.17.0001(0393233-4)


Márcio Araújo Acioli(PE000000) 001 0004001-11.2012.8.17.0470(0390864-7)

Relação No. 2016.07460 de Publicação (Analítica)

001. 0004001-11.2012.8.17.0470 Agravo na Apelação / Reexame Necessário


(0390864-7)
Comarca : Carpina
Vara : Segunda Vara Cível da Comarca de Carpina
Autor : ESTADO DE PERNAMBUCO
Procdor : MANOEL ANTONIO DOS SANTOS NETO
Réu : JOSEFA BATISTA DO NASCIMENTO DA SILVA
Advog : Márcio Araújo Acioli(PE000000)
Def. Público : Gabriel Maciel Gondim
Agravte : ESTADO DE PERNAMBUCO
Procdor : CRISTINA CÂMARA WANDERLEY QUEIROZ
Agravdo : JOSEFA BATISTA DO NASCIMENTO DA SILVA
Advog : Márcio Araújo Acioli(PE000000)
Def. Público : Gabriel Maciel Gondim
Órgão Julgador : 4ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
Relator Convocado : Des. Jorge Américo Pereira de Lira
Proc. Orig. : 0004001-11.2012.8.17.0470 (390864-7)
Julgado em : 11/03/2016

EMENTA. DIREITOS HUMANOS. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. RECURSO DE AGRAVO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA EM
APELAÇÃO/REEXAME NECESSARIO. - MEDICAMENTO FORA DA LISTAGEM PARA A PATOLOGIA. DEVER DE FORNECIMENTO PELO
ESTADO. EXORBITANCIA DE MULTA. AUSENCIA DE FUNDAMENTO. AGRAVO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME.

-Trata-se de Recurso de Agravo, interposto com amparo no § 1º do art. 557, do CPC, em face da Decisão Monocrática proferida na Apelação/
Reexame necessário que negou seguimento ao recurso obrigatório, prejudicando o apelo voluntario e mantendo a decisão vergastada.

-Alega o agravante, em apertada síntese, que em razão do medicamento pretendido não constar dentre os que são de distribuição gratuita pelo
Estado para a patologia do agravado, não está obrigado ao seu fornecimento ou custeio, máxime porque disponibiliza gratuitamente alternativa
terapêutica.

-Argumenta sobre a exorbitância da multa arbitrada.

-Consoante se infere dos autos, a agravada possui diagnostico e necessita de tratamento medicamentoso com o fármaco buscado pela presente
demanda.

-Constitui dever do Poder Público, em qualquer de suas esferas, assegurar a todas as pessoas o direito à manutenção da saúde, conseqüência
constitucional indissociável do direito à vida.

-Assim, dúvida não há de que, à luz do princípio da dignidade da pessoa humana, comprovada a necessidade do tratamento e a falta de condições
de adquiri-lo, legitimado está o direito do cidadão prejudicado em buscar a tutela jurisdicional, impondo-se ao Estado a obrigação de disponibilizar
os meios necessários ao tratamento adequado ao caso. Sobre a matéria, o Min. Celso de Melo concluiu que:" [...] a essencialidade do direito
à saúde fez com que o legislador constituinte qualificasse como prestações de relevância pública as ações e serviços de saúde (CF, art.197)",
legitimando a atuação do Poder Judiciário nas hipóteses em que a Administração Pública descumpra o mandamento constitucional em apreço.
(AgR-RE N. 271.286-8/RS, Rel. Celso de Mello, DJ 12.09.2000)."

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

-Da mesma forma, é jurisprudência pacífica e consolidada neste Tribunal de Justiça que é dever do Estado fornecer medicamento imprescindível
ao cidadão. Tanto que, acerca do tema, foi aprovado enunciado sumular, in verbis: EMENTA: CONSTITUCIONAL - FORNECIMENTO
DE MEDICAMENTOS - PRELIMINAR DE CITAÇÃO DE LITISCONSORTES PASSIVOS NECESSÁRIOS - REJEITADA - PRELIMINAR DE
INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DO JUÍZO - INACOLHIDA - PRESERVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE E À VIDA - DEVER DO ESTADO - DIREITO
LÍQUIDO E CERTO - SEGURANÇA CONCEDIDA. Preliminar de citação dos litisconsortes passivos necessários. (...) No mérito. Ausente a
capacidade financeira da pessoa, existindo a necessidade de tratamento de saúde e do fornecimento de medicamentos, tem o Estado dever
político-constitucional consagrado no art. 196 da Lei Fundamental, a obrigação de assegurar, a todos, a proteção à saúde e à vida. Ordem
Concedida. À unanimidade de votos, concedida a segurança ao writ. (grifo nosso)(Mandado de Segurança, Número do Acórdão: 128504-3,
Comarca: Recife, Relator: Leopoldo de Arruda Raposo, Relator do Acórdão: Leopoldo de Arruda Raposo, Órgão Julgador: 1º Grupo de Câmaras
Cíveis, Data de Julgamento: 15/3/2006 14:00:00, Publicação: 81) (grifo nosso) "Súmula 18: É dever do Estado-membro fornecer ao cidadão
carente, sem ônus para este, medicamento essencial ao tratamento de moléstia grave, ainda que não previsto em lista oficial".

-As alegações de ausência de prova da eficácia do farmaco e inexistência do medicamento nas listagens oficiais são argumentos que não podem
ser utilizados para que o agravante não cumpra a sua obrigação constitucional principalmente porque a saúde além de ser direito fundamental é
serviço público essencial. Nesse sentido é a Súmula 18 do TJPE: "É dever do Estado-membro fornecer ao cidadão carente, sem ônus para este,
medicamento essencial ao tratamento de moléstia grave, ainda que não previsto em lista oficial".

- No que respeita a alegação de exorbitância da multa diária arbitrada, deve ser considerado que a obrigação imposta ao Estado, na tutela
jurisdicional prestada, deve oferecer ao cidadão a garantia de seu efetivo cumprimento, pois que, se de forma diferente, torna inócua a jurisdictio.
Esta garantia se concretiza através da fixação de "astreintes", cujo objetivo não é compelir a parte ao pagamento do valor da multa, mas fazer
com que a mesma cumpra a obrigação que lhe foi imposta, ou seja, a multa não é um fim em si mesma, senão um instrumento destinado a
compelir o devedor ao cumprimento forçado da obrigação principal.Neste sentindo, entende a doutrina de Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de
Andrade Nery: Deve ser imposta a multa, de ofício ou a requerimento da parte. O valor deve ser significativamente alto, justamente porque tem
natureza inibitória. O juiz não deve ficar com receio de fixar o valor em quantia alta, pensando no pagamento. O objetivo das astreintes não é
obrigar o réu a pagar o valor da multa, mas obrigá-lo a cumprir a obrigação na forma específica. A multa é apenas inibitória. Deve ser alta para
que o devedor desista de seu intento de não cumprir a obrigação específica. Vale dizer, o devedor deve sentir ser preferível cumprir a obrigação
na forma específica a pagar o alto valor da multa fixada pelo juiz". (Código de Processo Civil Comentado e legislação extravagante. 9. ed. rev.,
atual. e ampl. São Paulo: RT, 2006, p.588). A multa serve como meio indireto de coação, a infundir psicologicamente influência sobre a sua
vontade, no sentido de convencê-lo a prestar aquilo que lhe é exigido, servindo como instrumento processual necessário para a prestação de
uma tutela inibitória efetiva e adequada. Assim, a fixação de multa com caráter inibitório é medida atualmente consagrada pelo direito processual
positivo e, ademais, decorrência lógica e natural da natureza instrumental do processo civil moderno.De igual pactua a jurisprudência desse
Egrégio Tribunal de Justiça:Ementa: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. TERMINATIVA. RECURSO DE AGRAVO. FORNECIMENTO DE
MEDICAMENTO. REDUÇÃO DAS ASTREINTES. IMPOSSIBILIDADE. ENTENDIMENTO PACIFICADO NESTE E. TRIBUNAL. RECURSO DE
AGRAVO CONHECIDO E IMPROVIDO. 1.Através do presente recurso, o agravante requer a redução do valor arbitrado a título de multa diária,
o qual foi fixado em R$ 1.000,00 (um mil reais). 2.Incabível a redução, visto que as astreintes tem o escopo de fazer cumprir a ordem judicial,
além de evitar a mora injustificada do executado. 3.Mantida a sentença de primeiro grau. 4.Recurso de Agravo IMPROVIDO por unanimidade.
Câmara de Direito Público 186 Agravo AGV 2620315 PE 0016831-61.2012.8.17.0000 (TJ-PE) Relator: Des. Erik de Sousa Dantas Simões E, na
mesma linha raciocina e julga tribunal superior:AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - ANTECIPAÇÃO DA TUTELA
- REQUISITOS AUTORIZADORES - ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICA -ÓBICE DA SÚMULA 07/STJ - IMPOSSIBILIDADE - ARTIGO 461, § 6º,
DO CPC- MULTA - CARÁTER INIBITÓRIO - VALOR EXORBITANTE - INOCORRÊNCIA.1.- A análise dos requisitos autorizadores da concessão
da tutela antecipada envolve a revisão das premissas de fato adotadas pelas instâncias ordinárias. Incidência da Súmula 07/STJ. 2.- A multa
prevista no artigo 461, § 6º, do CPC possui caráter inibitório visando impedir a violação de um direito, de modo que a sua fixação deve ser de
tal monta que não frustre os seus objetivos.3.- O agravante limitou-se a se insurgir contra o decisum, porém não apresentou nenhum argumento
capaz de infirmar os fundamentos da decisão agravada, que se mantém por seu próprios fundamentos. 4.- Agravo Regimental improvido. AgRg
no AREsp 60059 / SPAGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL2011/0168670-6 Relator Ministro SIDNEI BENETI (1137)
T3 - TERCEIRA TURMA julgamento 24/04/2012.

- Inexiste qualquer fato novo capaz de suplantar a decisão tomada por esta Relatoria

-Recurso de agravo improvido. Decisão unânime.

Recife, 11 de 03 de 2016

Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti


Relator

PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti

QUARTA CÂMARA DE DIREITO PÚBLICO


AGRAVO Nº 0004001-11.2012.8.17.0470 (0390864-7)
AGRAVANTE(S): ESTADO DE PERNAMBUCO
AGRAVADO(S): JOSEFA BATISTA DO NASCIMENTO DA SILVA

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RELATOR: DES. RAFAEL MACHADO DA CUNHA CAVALCANTI

ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos estes autos do Agravo nº 0390864-7, em que figuram como agravante o ESTADO DE PERNAMBUCO e como
agravado JOSEFA BATISTA DO NASCIMENTO DA SILVA
ACORDAM os Excelentíssimos Senhores Desembargadores integrantes da 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de
Pernambuco, unanimemente, em conhecer, e negar provimento ao recurso, que devidamente revisto e rubricado, passa a integrar este julgado.

Recife, 11 de 03 de 2016

Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti


Relator

PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti

QUARTA CÂMARA DE DIREITO PÚBLICO


AGRAVO Nº 0004001-11.2012.8.17.0470 (00390864-7)
AGRAVANTE(S): ESTADO DE PERNAMBUCO
AGRAVADO(S): JOSEFA BATISTA DO NASCIMENTO DA SILVA
RELATOR: DES. RAFAEL MACHADO DA CUNHA CAVALCANTI

RELATÓRIO

Trata-se de Recurso de Agravo, interposto com amparo no § 1º do art. 557, do CPC, em face da Decisão Monocrática proferida na Apelação/
Reexame necessário que negou seguimento ao recurso obrigatório, prejudicando o apelo voluntario e mantendo a decisão vergastada.
Alega o agravante, em apertada síntese, que em razão do medicamento pretendido não constar dentre os que são de distribuição gratuita pelo
Estado para a patologia do agravado, não está obrigado ao seu fornecimento ou custeio, máxime porque disponibiliza gratuitamente alternativa
terapêutica.
Argumenta sobre a exorbitância da multa arbitrada.
Por fim, requer que seja dado provimento ao presente agravo.
É o relatório.

Recife, 11 de 03 de 2016

Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti


Relator

PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti

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QUARTA CÂMARA DE DIREITO PÚBLICO


AGRAVO Nº 0004001-11.2012.8.17.0470 (00390864-7)
AGRAVANTE(S): ESTADO DE PERNAMBUCO
AGRAVADO(S): JOSEFA BATISTA DO NASCIMENTO DA SILVA
RELATOR: DES. RAFAEL MACHADO DA CUNHA CAVALCANTI

VOTO

Não assiste razão ao recorrente, haja vista os fundamentos esposados serem insuficientes para modificar a decisão monocrática prolatada.

A alegação de ausência de inexistência do medicamento nas listagens oficiais são argumentos que não podem ser utilizados para que o agravante
não cumpra a sua obrigação constitucional principalmente porque a saúde além de ser direito fundamental é serviço público essencial. Nesse
sentido é a Súmula 18 do TJPE: "É dever do Estado-membro fornecer ao cidadão carente, sem ônus para este, medicamento essencial ao
tratamento de moléstia grave, ainda que não previsto em lista oficial".

No que respeita a alegação de exorbitância da multa diária arbitrada, deve ser considerado que a obrigação imposta ao Estado, na tutela
jurisdicional prestada, deve oferecer ao cidadão a garantia de seu efetivo cumprimento, pois que, se de forma diferente, torna inócua a jurisdictio.

Esta garantia se concretiza através da fixação de "astreintes", cujo objetivo não é compelir a parte ao pagamento do valor da multa, mas fazer
com que a mesma cumpra a obrigação que lhe foi imposta, ou seja, a multa não é um fim em si mesma, senão um instrumento destinado a
compelir o devedor ao cumprimento forçado da obrigação principal.Neste sentindo, entende a doutrina de Nelson Nery Júnior e Rosa Maria de
Andrade Nery: Deve ser imposta a multa, de ofício ou a requerimento da parte. O valor deve ser significativamente alto, justamente porque tem
natureza inibitória. O juiz não deve ficar com receio de fixar o valor em quantia alta, pensando no pagamento. O objetivo das astreintes não é
obrigar o réu a pagar o valor da multa, mas obrigá-lo a cumprir a obrigação na forma específica. A multa é apenas inibitória. Deve ser alta para
que o devedor desista de seu intento de não cumprir a obrigação específica. Vale dizer, o devedor deve sentir ser preferível cumprir a obrigação
na forma específica a pagar o alto valor da multa fixada pelo juiz". (Código de Processo Civil Comentado e legislação extravagante. 9. ed. rev.,
atual. e ampl. São Paulo: RT, 2006, p.588).

A multa serve como meio indireto de coação, a infundir psicologicamente influência sobre a sua vontade, no sentido de convencê-lo a prestar
aquilo que lhe é exigido, servindo como instrumento processual necessário para a prestação de uma tutela inibitória efetiva e adequada. Assim, a
fixação de multa com caráter inibitório é medida atualmente consagrada pelo direito processual positivo e, ademais, decorrência lógica e natural
da natureza instrumental do processo civil moderno.

De igual pactua a jurisprudência desse Egrégio Tribunal de Justiça: Ementa: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. TERMINATIVA.
RECURSO DE AGRAVO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO. REDUÇÃO DAS ASTREINTES. IMPOSSIBILIDADE. ENTENDIMENTO
PACIFICADO NESTE E. TRIBUNAL. RECURSO DE AGRAVO CONHECIDO E IMPROVIDO. 1.Através do presente recurso, o agravante requer a
redução do valor arbitrado a título de multa diária, o qual foi fixado em R$ 1.000,00 (um mil reais). 2.Incabível a redução, visto que as astreintes tem
o escopo de fazer cumprir a ordem judicial, além de evitar a mora injustificada do executado. 3.Mantida a sentença de primeiro grau. 4.Recurso
de Agravo IMPROVIDO por unanimidade. Câmara de Direito Público 186 Agravo AGV 2620315 PE 0016831-61.2012.8.17.0000 (TJ-PE) Relator:
Des. Erik de Sousa Dantas Simões

E, na mesma linha raciocina e julga tribunal superior: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL - ANTECIPAÇÃO DA
TUTELA - REQUISITOS AUTORIZADORES - ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICA -ÓBICE DA SÚMULA 07/STJ - IMPOSSIBILIDADE - ARTIGO
461, § 6º, DO CPC- MULTA - CARÁTER INIBITÓRIO - VALOR EXORBITANTE - INOCORRÊNCIA.1.- A análise dos requisitos autorizadores da
concessão da tutela antecipada envolve a revisão das premissas de fato adotadas pelas instâncias ordinárias. Incidência da Súmula 07/STJ. 2.- A
multa prevista no artigo 461, § 6º, do CPC possui caráter inibitório visando impedir a violação de um direito, de modo que a sua fixação deve ser de
tal monta que não frustre os seus objetivos.3.- O agravante limitou-se a se insurgir contra o decisum, porém não apresentou nenhum argumento
capaz de infirmar os fundamentos da decisão agravada, que se mantém por seu próprios fundamentos. 4.- Agravo Regimental improvido. AgRg
no AREsp 60059 / SPAGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL2011/0168670-6 Relator Ministro SIDNEI BENETI (1137)
T3 - TERCEIRA TURMA julgamento 24/04/2012.

Desta feita, para evitar repetição de argumentos, mantenho a decisão terminativa proferida, por seus próprios fundamentos,
razão pela qual faço remição, para que faça parte integrante da presente decisão (fls.108/110 proferida na apelação/reexame necessário):

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Diante de todo exposto, voto pelo não provimento do presente recurso, para que seja mantida a decisão terminativa concedida no bojo da
Apelação/reexame necessário (0390864-7).

Recife, 11 de 03 de 2016

Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti


Relator

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

002. 0188672-68.2005.8.17.0001 Agravo na Apelação


(0393233-4)
Comarca : Recife
Vara : 2ª Vara dos Executivos Fiscais Municipais
Apelante : Município do Recife
Procdor : José Albuquerque Vilarinho Filho
Apelado : JOSE DE MORAIS HERACLIO
Advog : LUIZ INOCENCIO FEITOSA SALES(PE028893)
Agravte : Município do Recife
Procdor : Américo Couto Coelho Bezerra
Agravdo : JOSE DE MORAIS HERACLIO
Advog : LUIZ INOCENCIO FEITOSA SALES(PE028893)
Órgão Julgador : 4ª Câmara de Direito Público
Relator : Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti
Relator Convocado : Des. Jorge Américo Pereira de Lira
Proc. Orig. : 0188672-68.2005.8.17.0001 (393233-4)
Julgado em : 11/03/2016

EMENTA. PROCESSO CIVIL. TRIBUTÁRIO. RECURSO DE AGRAVO CONTRA DECISÃO TERMINATIVA EM APELAÇÃO. EXECUÇÃO
FISCAL PROPOSTA CONTRA FALECIDO APÓS O FALECIMENTO DO DEVEDOR. CDA NULA. SUBSTITUIÇÃO PARA SUBSTITUIÇÃO DO
EXECUTADO. IMPOSSIBILIDADE. LIMITE TEMPORAL. SUMULA 392 STJ EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. DECISÃO
UNÂNIME.

-Trata-se de Recurso de Agravo, interposto com amparo no § 1º do art. 557, do CPC, em face da Decisão Monocrática proferida na Apelação
que negou seguimento ao recurso, mantendo a sentença.

- Alega o agravante que há legitimidade dos herdeiros do falecido executado para responder pela execução; que não se aplica a situação concreta
a sumula 392 do STJ.

-Depreende-se do art.2º, §8º, da Lei 6830/80, da faculdade de emenda ou substituição da CDA até decisão de primeira instância. Quanto ao
tema, jurisprudência do SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA firmou entendimento que para haver a substituição da CDA é necessário que haja
erro formal ou material, inadmitindo a alteração a hipótese de alteração do sujeito passivo, haja vista o fato de tais situações importarem em
modificação do próprio lançamento. Nesse sentido é a exegese da Súmula 392 do STJ:A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida
ativa (CDA) até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal, vedada a modificação do sujeito
passivo da execução. Com efeito é cediço que o exercício do direito de ação pressupõe o preenchimento de determinadas condições, quais
sejam: a) a possibilidade jurídica do pedido; b) o interesse de agir; e c) a legitimidade das partes.

-No caso em análise, não foi preenchido o requisito da legitimidade passiva, uma vez que a ação executiva foi ajuizada contra parte ilegítima. A
verificação do sujeito passivo é medida imponível ao credor. Tratando-se de débito tributário, a correta identificação do devedor é essencial para
possibilitar sua defesa, condição para validade do crédito fiscal. Colho por oportuno, a lição de lição de Humberto Theodoro Júnior que: "Antes,
portanto, de ingressar em juízo, tem a Fazenda Pública de promover o acertamento de seu crédito, tanto objetiva, como subjetivamente, mediante
o procedimento da inscrição, para atribuir-lhe liquidez e certeza, ou seja, para determinar, de forma válida, a existência do crédito tributário, a
quantia dele e a responsabilidade principal e subsidiária por seu resgate. Em outros termos, há de apurar-se antes da execução a existência
da dívida, o que se deve e quem deve.
(...)"

-Para definir-se a legitimação passiva do executivo, portanto, não basta pesquisar quem, em tese, pode responder pela dívida. É indispensável
identificar quem, concretamente, se acha vinculado ao título, já que nulla executio sine titulo. Assim, o espólio, a massa, o sucessor etc. poderão
figurar como sujeitos passivos da execução fiscal apenas na medida em que existir Certidão de Dívida Ativa que se lhes possa opor, sem que
haja questões controvertidas a apurar em torno da própria identidade do devedor originário e de sua substituição posterior." (in Lei de Execução
Fiscal, págs. 9 e 36. 11ª Edição 2009 editora Saraiva)

-Destarte, o lançamento do tributo não foi notificado a quem de direito e, portanto, a formação do titulo executivo não se fez adequadamente
estando, por sua vez nulo. Ou seja, a execução fiscal pode ser proposta contra os sucessores, nos termos do art.4º, VI, da LEF, desde que figurem
eles como sujeitos passivos na CDA correspondente, o que não se verifica no caso sub examine, como bem fundamentou o Juízo primevo.

-Na hipótese, vedada a modificação do sujeito passivo nas execuções fiscais por inteligência da súmula 392 do STJ, justifica-se a extinção do
feito, nos termos do inciso VI do artigo 267 do CPC. Além do mais, no REsp 1.045.472/BA , Rel. Ministro Luiz Fux, DJe 18/12/2009, submetido ao
Colegiado pelo regime da Lei nº 11.672/08 (Lei dos Recursos Repetitivos), que introduziu o art. 543-C do CPC, reafirmou-se o posicionamento
acima exposto. A propósito calha reproduzir o teor da ementa do julgado: PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE
CONTROVÉRSIA. ARTIGO 543-C, DO CPC. PROCESSO JUDICIAL TRIBUTÁRIO. EXECUÇAO FISCAL. IPTU. CERTIDAO DE DÍVIDA ATIVA
(CDA). SUBSTITUIÇAO, ANTES DA PROLAÇAO DA SENTENÇA, PARA INCLUSAO DO NOVEL PROPRIETÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. NAO
CARACTERIZAÇAO ERRO FORMAL OU MATERIAL. SÚMULA 392/STJ. 1. A Fazenda Pública pode substituir a certidão de dívida ativa (CDA)
até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal, vedada a modificação do sujeito passivo
da execução (Súmula 392/STJ). 2. É que: "Quando haja equívocos no próprio lançamento ou na inscrição em dívida, fazendo-se necessária
alteração de fundamento legal ou do sujeito passivo, nova apuração do tributo com aferição de base de cálculo por outros critérios, imputação de
pagamento anterior à inscrição etc., será indispensável que o próprio lançamento seja revisado, se ainda viável em face do prazo decadencial,
oportunizando-se ao contribuinte o direito à impugnação, e que seja revisada a inscrição, de modo que não se viabilizará a correção do vício
apenas na certidão de dívida. A certidão é um espelho da inscrição que, por sua vez, reproduz os termos do lançamento. Não é possível corrigir,
na certidão, vícios do lançamento e/ou da inscrição. Nestes casos, será inviável simplesmente substituir-se a CDA." (Leandro Paulsen, René

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Bergmann Ávila e Ingrid Schroder Sliwka, in "Direito Processual Tributário: Processo Administrativo Fiscal e Execução Fiscal à luz da Doutrina
e da Jurisprudência" , Livraria do Advogado, 5ª ed., Porto Alegre, 2009, pág. 205). 3. Outrossim, a apontada ofensa aos artigos 165, 458 e 535,
do CPC, não restou configurada, uma vez que o acórdão recorrido pronunciou-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos.
Saliente-se, ademais, que o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos
utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão, como de fato ocorreu na hipótese dos autos. 4. Recurso especial desprovido. Acórdão
submetido ao regime do artigo 543-C, do CPC, e da Resolução STJ 08/2008. A jurisprudência, em casos análogos, é no mesmo sentido:

PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO IPTU SUBSTITUIÇAO DE CDA NAO-
OCORRÊNCIA DE ERRO FORMAL OU MATERIAL MODIFICAÇAO DO PRÓPRIO SUJEITO PASSIVO IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES.
1. A substituição da CDA até a decisão de primeira instância só é possível em se tratando de erro material ou formal. A substituição do pólo
passivo, porém, configura modificação do lançamento.
2. Agravo regimental improvido. (AgRg no Ag 1017431 / BA , Rel. Min. Eliana Calmon, Segunda Turma, DJ de 22.9.2008). EXECUÇAO FISCAL.
IPTU. ALIENAÇAO DO IMÓVEL ANTERIOR AO AJUIZAMENTO DA AÇAO. REDIRECIONAMENTO DO FEITO EXECUTÓRIO CONTRA O
ATUAL PROPRIETÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. CDA NULA. EXTINÇAO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. I - A hipótese em
questão diz respeito a execução fiscal relativa a dívida de IPTU e taxas, concernente aos exercícios de 1996 e 1997, em que a Fazenda Pública
Municipal requer a inclusão no pólo passivo de pessoa física que adquiriu imóvel da empresa executada no ano de 1995. II - A sentença a quo
julgou extinto o processo, sem julgamento de mérito, com base no art. 267, inciso VI, do CPC, em razão da ilegitimidade passiva ad causam
da executada, ora recorrida. III - E inviável a substituição do sujeito passivo no curso da lide, após a constatação da ilegitimidade passiva ad
causam, ensejadora da extinção do processo sem exame do mérito, conforme inteligência do art. 267, inciso VI, do CPC. A substituição da
Certidão de Dívida Ativa é permitida até o momento em que for proferida decisão de primeira instância, somente quando se tratar de erro formal ou
material, e não em casos que impliquem alteração do próprio lançamento. Precedentes: AgRg no Ag nº 732.402/BA , Rel. Min. JOSÉ DELGADO,
DJ de 22/05/06; REsp nº 829.455/BA, Rel. Min. CASTRO MEIRA, DJ de 07/08/06 e REsp nº 347.423/AC , Rel. Min. ELIANA CALMON, DJ de
05/08/02. IV - Recurso especial improvido (REsp 705.793/SP, Rel. Min. Francisco Falcão, Primeira Turma, DJ de 7.8.2008). ..EMEN: TRIBUTÁRIO.
AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL PROPOSTA CONTRA PESSOA FALECIDA ANTES
DO AJUIZAMENTO DA AÇÃO. ALTERAÇÃO DO PÓLO PASSIVO PARA O ESPÓLIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 392/
STJ. ACÓRDÃO EM SINTONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ. APLICAÇÃO DA SÚMULA 83/STJ. VIOLAÇÃO AO ART. 557 DO CPC.
NÃO OCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I. A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça firmou-se no sentido de que
o redirecionamento da Execução Fiscal, contra o espólio, somente pode ser levado a efeito quando o falecimento do contribuinte se der após
sua citação, nos autos da Execução Fiscal, não sendo admitido quando o óbito do devedor ocorrer em momento anterior à constituição do
crédito tributário. Precedentes do STJ: AgRg no AREsp 373.438/RS, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 26/09/2013;
AgRg no AREsp 324.015/PB, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe de 10/09/2013; REsp 1.222.561/RS, Rel. Ministro
MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, DJe de 25/05/2011. II. Nos termos da Súmula 392/STJ: "A Fazenda Pública pode substituir
a certidão de dívida ativa (CDA) até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal, vedada a
modificação do sujeito passivo da execução". III. Hipótese em que não houve o aperfeiçoamento da relação processual executiva, com a citação
do executado, que falecera antes mesmo do ajuizamento da execução fiscal. Aplicação da Súmula 392/STJ e do entendimento consubstanciado
no REsp 1.045.472/BA, julgado sob o rito do art. 543-C do CPC (Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, DJe de 18/12/2009). IV. O art. 38 da
Lei 8.038/90 c/c o art. 557, caput, do Código de Processo Civil e, ainda, o art. 34, XVIII, do Regimento Interno deste Tribunal autorizam o Relator a
negar seguimento a recurso ou a pedido manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou jurisprudência
dominante, como no caso. Ademais, o art. 544, § 4º, II, a, do CPC também autoriza o Relator a conhecer do Agravo em Recurso Especial, para
negar-lhe provimento, "se correta a decisão que não admitiu o recurso", tal como ocorreu, in casu. V. Agravo Regimental improvido. ..EMEN:
(AGARESP 201400914640, ASSUSETE MAGALHÃES, STJ - SEGUNDA TURMA, DJE DATA:30/09/2014 ..DTPB:.)..EMEN: PROCESSUAL
CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. CDA EXPEDIDA CONTRA
PESSOA FALECIDA ANTERIORMENTE À CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO. NULIDADE. REDIRECIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA
392/STJ. MATÉRIA SUBMETIDA AO RITO DO ART. 543-C DO CPC. OBRIGAÇÃO DOS SUCESSORES DE INFORMAR SOBRE O ÓBITO
DO PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL E DE REGISTRAR A PARTILHA. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. 1. O redirecionamento contra
o espólio só é admitido quando o falecimento do contribuinte ocorrer depois de ele ter sido devidamente citado nos autos da execução fiscal,
o que não é o caso dos autos, já que o devedor apontado pela Fazenda municipal faleceu antes mesmo da constituição do crédito tributário.
Precedentes: REsp 1.222.561/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 25/05/2011; AgRg no REsp 1.218.068/RS, Rel.
Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 08/04/2011; REsp 1.073.494/RJ, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 29/09/2010.
2. Não se pode fazer mera emenda do título executivo, a teor da Súmula 392/STJ, que dita: "A Fazenda Pública pode substituir a certidão de
dívida ativa (CDA) até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal, vedada a modificação
do sujeito passivo da execução". Matéria já analisada inclusive sob a sistemática do art. 543-C do CPC (REsp 1.045.472/BA, Rel. Min. Luiz
Fux, Primeira Seção, DJe de 18/12/2009). 3. O argumento sobre a obrigação dos sucessores de informar o Fisco acerca do falecimento do
proprietário do imóvel, bem como de registrar a partilha, configura indevida inovação recursal, porquanto trazido a lume somente nas razões
do presente recurso. 4. Agravo regimental parcialmente conhecido e, nesta parte, não provido. ..EMEN:(AGARESP 201300992802, BENEDITO
GONÇALVES, STJ - PRIMEIRA TURMA, DJE DATA:10/09/2013 ..DTPB:.)..EMEN: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO.
RECURSO ESPECIAL. SUPOSTA VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. INEXISTÊNCIA DE VÍCIO NO ACÓRDÃO RECORRIDO. SUPOSTA
VIOLAÇÃO AOS ARTS. 1797, II, 1784 DO CC, 985 E 986 DO CPC. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. SÚMULA
284/STF, POR ANALOGIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. TRIBUTÁRIO. IPTU. EXECUÇÃO FISCAL. CDA.
FALECIMENTO DO PROPRIETÁRIO. REDIRECIONAMENTO DO FEITO PARA OS HERDEIROS. LEGITIMIDADE. SUBSTITUIÇÃO DA CDA.
IMPOSSIBILIDADE. ESPECIAL EFICÁCIA VINCULATIVA DO ACÓRDÃO PROFERIDO NO RESP N. 1.045.472/BA. REPRESENTATIVO DE
CONTROVÉRSIA. SÚMULA N. 392/STJ. 1. Não havendo no acórdão recorrido omissão, obscuridade ou contradição, não fica caracterizada
ofensa ao art. 535 do CPC. 2. ."É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata
compreensão da controvérsia" (Súmula 284/STF). 3. "Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos
declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal a quo" (Súmula 211/STJ). 4. Ao apreciar o REsp n. 1.045.472/BA, pela sistemática do art. 543-C do
CPC e da Resolução STJ n. 8/08, a Primeira Seção desta Corte Superior pacificou entendimento no sentido de que "a Fazenda Pública pode
substituir a certidão de dívida ativa (CDA) até a prolação da sentença de embargos, quando se tratar de correção de erro material ou formal,
vedada a modificação do sujeito passivo da execução (Súmula 392/STJ)". 5. Agravo regimental não provido. ..EMEN:(AEARESP 201303219916,
MAURO CAMPBELL MARQUES, STJ - SEGUNDA TURMA, DJE DATA:20/11/2013 ..DTPB:.)

Recurso de agravo improvido. Decisão unânime.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Recife, 11 de 03 de 2016

Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti


Relator

PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti

QUARTA CÂMARA DE DIREITO PÚBLICO


AGRAVO Nº 0188672-68.2005.8.17.0001 (0393233-4)
AGRAVANTE(S): MUNICIPIO DO RECIFE
AGRAVADO(S): JOSE DE MORAIS HERACLIO
RELATOR: DES. RAFAEL MACHADO DA CUNHA CAVALCANTI

ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos estes autos do Agravo nº 0393233-4, em que figuram como agravante o MUNICIPIO DO RECIFE e como agravado
o JOSE DE MORAIS HERACLIO
ACORDAM os Excelentíssimos Senhores Desembargadores integrantes da 4ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de
Pernambuco, unanimemente, em conhecer, e negar provimento ao recurso, que devidamente revisto e rubricado, passa a integrar este julgado.

Recife, 11 de 03 de 2016

Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti


Relator

PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti

QUARTA CÂMARA DE DIREITO PÚBLICO


AGRAVO Nº 0188672-68.2005.8.17.0001 (0393233-4)
AGRAVANTE(S): MUNICIPIO DO RECIFE
AGRAVADO(S): JOSE DE MORAIS HERACLIO
RELATOR: DES. RAFAEL MACHADO DA CUNHA CAVALCANTI

RELATÓRIO

Trata-se de Recurso de Agravo, interposto com amparo no § 1º do art. 557, do CPC, em face da Decisão Monocrática proferida na Apelação
que negou seguimento ao recurso, mantendo a sentença.
Alega o agravante que há legitimidade dos herdeiros do falecido executado para responder pela execução; que não se aplica a situação concreta
a sumula 392 do STJ.
Por fim, requer que seja dado provimento ao presente agravo.

119
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

É o relatório.

Recife, 11 de 03 de 2016

Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti


Relator

PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Gabinete Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti

QUARTA CÂMARA DE DIREITO PÚBLICO


AGRAVO Nº 0188672-68.2005.8.17.0001 (0393233-4)
AGRAVANTE(S): MUNICIPIO DO RECIFE
AGRAVADO(S): JOSE DE MORAIS HERACLIO
RELATOR: DES. RAFAEL MACHADO DA CUNHA CAVALCANTI

VOTO

Não assiste razão ao recorrente, haja vista os fundamentos esposados serem insuficientes para modificar a decisão monocrática prolatada.

Desta feita, para evitar repetição de argumentos, mantenho a decisão terminativa proferida, por seus próprios fundamentos, razão pela qual faço
remição, para que faça parte integrante da presente decisão (fls. 87/90 proferida na apelação):

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Diante de todo exposto, e pela inexistência de qualquer fato novo capaz de suplantar a decisão tomada por esta Relatoria, voto pelo não provimento
do presente recurso, para que seja mantida a decisão terminativa concedida no bojo da Apelação nº 0393233-4.

Recife, 11 de 03 de 2016

Des. Rafael Machado da Cunha Cavalcanti


Relator

1ª Turma - 1ª Câmara Regional - Sede Caruaru


DESPACHOS

Emitida em 14/04/2016
Diretoria de Caruaru

Relação No. 2016.07458 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

120
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Advogado Ordem Processo

Eric Renato Brito Borba(PE035838) 006 0000636-98.2014.8.17.0430(0428420-8)


José Edgard da Cunha Bueno Filho(PE001190A) 002 0012452-72.2015.8.17.0000(0404485-7)
VICTOR DE SOUZA MOREIRA(PE027476) 002 0012452-72.2015.8.17.0000(0404485-7)
Élcio Vital de Melo(PE020567) 006 0000636-98.2014.8.17.0430(0428420-8)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0013042-06.2011.8.17.0480 Apelação / Reexame Necessário


(0399340-8)
Comarca : Caruaru
Vara : 1ª Vara da Fazenda Pública
Autor : E. P.
Procdor : Allan Carlos Silva Quintaes
Réu : M. P. E. P.
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. José Viana Ulisses Filho
Despacho : Decisão Terminativa
Última Devolução : 13/04/2016 08:26 Local: Diretoria de Caruaru

PRIMEIRA CÂMARA REGIONAL DE CARUARU - 1ª TURMA


APELAÇÃO N.º 0013042-06.2011.8.17.0480 (0399340-8)
COMARCA: Caruaru - 1ª Vara da Fazenda Pública
APELANTE: Estado de Pernambuco
APELADO: Ministério Público do Estado de Pernambuco
RELATOR: Des. José Viana Ulisses Filho

DECISÃO TERMINATIVA:

Trata-se de Recurso de Apelação interposto pelo Estado de Pernambuco fls. 178/190.

Ação: Ministério Público do Estado de Pernambuco ajuizou ação civil pública em favor de Cristiane Davi de Melo Silva com o objetivo de impor
ao Estado de Pernambuco a obrigação de fornecer 01 caixa do creme DENOSOL 0,5 mg/g, 30 mg
(fornecer uma única vez), PREDNISONA 20 mg (fornecer no 1° mês: 50 comprimidos, 2° mês em diante: 30 comprimidos, de forma contínua),
01 protetor solar sun max 60 FTP (fornecer continuamente), e mais os exames: biópsia, histopatologia de pele, FAN, FR, hemograma, sumário
de urina e VDRL, conforme relatório e receituário médico.

Sentença: julgou procedente o pedido formulado na inicial tornando definitiva a liminar concedida anteriormente, condenando a ré a fornecer os
medicamentos e exames descritos na exordial, de acordo com as solicitações e prescrições médicas apresentadas, de forma contínua e enquanto
perdurar o tratamento, sob pena de bloqueio, sem embargo da exigência de renovação semestral da prescrição médica.

Apelação: Alega o apelante: (i) ilegitimidade ativa do Ministério Público; (ii) impossibilidade do bloqueio de verbas públicas; (iii) os medicamentos
em tela não fazem parte do elenco de nenhum programa do SUS.

Contrarrazões 198/206.

É o que de importante se tem a relatar. DECIDO.

De início, cumpre afastar a ilegitimidade do Ministério Público na presente ação, uma vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) em repercussão
geral no Recurso Extraordinário nº 605.533 interposto pelo Ministério Público de Minas Gerais, reconheceu sua legitimidade para propor medidas
judiciais assecuratórias de direitos relacionados à entrega de medicamentos a portadores de patologias graves.

No mérito, emana do cotejo dos autos que a substituída processual é portadora de Câncer de Pele ou Lúpus Cutâneo, motivo pelo qual lhe foi
prescrito o uso dos medicamentos Denosol, Prednisona, conforme laudo médico anexado aos autos fls. 12/19.

O Ministério Público do Estado de Pernambuco, em razão da falta de recursos financeiros da substituída processual para adquirir medicamento
essencial para seu tratamento médico ajuizou a presente ação no escopo de obter o fármaco receitado. O juízo de primeiro grau, na sentença de
fls. 170/175v, confirmou a decisão que anteriormente antecipara a tutela e ratificou a obrigação de fazer, impondo ao recorrente o fornecimento
do medicamento solicitado, sob pena de multa diária.

121
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

É assente no texto constitucional (artigos 196 e 197 da Constituição Federal) que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante
políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros danos.

Nessa diretriz, constato que, comprovada a necessidade do fornecimento de medicamento essencial a saúde do cidadão, como no caso em tela,
cabe ao Estado, com responsabilidade solidária entre todos os entes federados, prover as condições indispensáveis ao pleno exercício da saúde.

Da mesma forma, é jurisprudência pacífica e consolidada do Superior Tribunal de Justiça ser dever do Estado fornecer medicamento
imprescindível ao cidadão carente, a saber:

"ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FORNECIMENTO DE


MEDICAMENTOS. SOLIDARIEDADE DOS ENTES FEDERADOS. MEDICAMENTO NÃO INCORPORADO AO SUS. REEXAME FÁTICO-
PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ.
1. O STJ fixou entendimento de que o funcionamento do Sistema Único de Saúde - SUS é de responsabilidade solidária dos entes federados,
de forma que qualquer deles tem legitimidade para figurar no polo passivo da demanda que objetive o acesso a meios e medicamentos para
tratamento de saúde.
2. Esta Corte admite o fornecimento de medicamentos não incorporados ao SUS mediante Protocolos Clínicos, quando as instâncias ordinárias
verificam a necessidade do tratamento prescrito.
3. No caso em comento, o Tribunal de origem, com base nos elementos probatórios dos autos, concluiu que a não utilização do medicamento
pode levar a parte a internações e atendimentos emergenciais, uma vez que a paciente já utilizou todos os fármacos disponíveis para a doença
de que padece.
4. Rever tais conclusões demandaria a análise de aspectos fático-probatórios coligidos aos autos, o que é defeso em sede de recurso especial,
conforme o disposto na Súmula 7/STJ.
5. Agravo regimental a que se nega provimento."
(AgRg no AREsp 697.696/PR, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado em 18/06/2015, DJe 26/06/2015) (grifei)

O medicamento requerido na presente ação foi prescrito por profissional idôneo, o que comprova a necessidade da substituída processual receber
o referido tratamento.

Se o médico que acompanha o tratamento assevera ser esse o medicamento indicado para restabelecer-lhe a saúde, prepondera o dever do
Estado de garantir a saúde dos seus administrados por sobre o fato de não integrar o medicamento listagem oficial da Administração Pública.

Acerca desse tema, o TJPE, através da Seção Cível, realizada no dia 03 de maio de 2007, aprovou o seguinte enunciado sumular, verbis:

"Súmula 18. É dever do Estado-membro fornecer ao cidadão carente, sem ônus para este, medicamento essencial ao tratamento de moléstia
grave, ainda que não previsto em lista oficial". (grifei)

Cumpre consignarmos que a Lei n. 13.105/2015 que instituiu o Novo Código de Processo Civil deu especial atenção à jurisprudência e determinou
em seu artigo 926 que os tribunais devem uniformizá-la e mantê-la estável, integra e coerente.

Neste cenário, as súmulas ganham importância como vetores de estabilização da jurisprudência para direcionamento da tese a ser aplicada
pelo juízo monocrático.

Note-se que a jurisprudência capaz de servir como fundamento para decisão monocrática, é aquela oriunda de precedentes qualificados, fruto
de um rito específico de produção de uma decisão seja em demanda repetitiva ou de súmula, ou seja, que derivam de procedimentos internos
específicos e que torna segura a posição do Tribunal sobre determinados temas.

De tal modo, do cotejo da presente demanda é possível perceber que se trata de hipótese que se amolda ao enunciado sumulado e seus
fundamentos determinantes, ou seja, a apelada é carente de recursos, está acometida de moléstia grave atestada por laudo médico fls. 12/19, e
o pedido é direcionado ao Estado que não pode se furtar do fornecimento do medicamento, ainda que não previsto em lista oficial.

Ante todo o exposto, com fulcro no artigo 932, IV, alínea a, do NCPC nego provimento a presente apelação cível, mantendo-se a sentença íntegra
em todos os seus termos.

Publique-se. Intime-se

Caruaru, 06 de abril de 2016

José Viana Ulisses Filho


Relator

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
Gabinete do Desembargador José Viana Ulisses Filho

122
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

03

002. 0012452-72.2015.8.17.0000 Agravo de Instrumento


(0404485-7)
Comarca : Petrolina
Vara : 4º Vara Cível
Agravte : TELEFONICA BRASIL S.A
Advog : José Edgard da Cunha Bueno Filho(PE001190A)
Agravdo : ADRIALDO WALLACE BEZERRA SOARES DA SILVA
Advog : VICTOR DE SOUZA MOREIRA(PE027476)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Sílvio Neves Baptista Filho
Despacho : Decisão Terminativa
Última Devolução : 14/04/2016 17:13 Local: Diretoria de Caruaru

1º CÂMARA REGIONAL DE CARUARU - 1º TURMA

AGRAVO DE INSTRUMENTO N.º 0404485-7

COMARCA DE ORIGEM: Petrolina/PE - 04ª Vara Cível

AGRAVANTE: TELEFONICA BRASIL S.A.

AGRAVADO: ADRIANO WALLACE BEZERRA SOARES DA SILVA

RELATOR: Des. Sílvio Neves Baptista Filho

DECISÃO TERMINATIVA

Cuida-se de agravo de instrumento interposto pela empresa Telefônica Brasil S.A., em face da decisão proferida nos autos da Ação Declaratória
de Inexistência de Débito com Pedido de Obrigação de Fazer e Indenização por Danos Morais, sob o nº 0001042-56.2014.8.17.1130, tendo como
parte Autora Adriano Wallace Bezerra Soares da Silva, ora Agravado.

Versa a ação principal sobre negativação indevida da parte Autora/Agravada, realizada pela empresa Agravante, sob o argumento de haver fatura
de consumo vencida e não adimplida.

Aduz a parte Autora, que jamais firmou qualquer contrato com a empresa Ré/Agravante, bem como não deu causa a restrição creditícia, pugnando,
liminarmente, pela suspensão dos efeitos da negativação até o julgamento da ação principal.

No mérito, pleiteia pela confirmação dos efeitos da tutela, no sentido de ter retirado seu nome dos serviços de proteção ao crédito, bem como,
busca a desconstituição do débito objeto da ação, com a consequente condenação da empresa Agravante/Ré em reparação por danos morais
e honorários sucumbenciais.

Em julgamento do mérito (fls. 168/170 - tjpe), entendeu o magistrado pela procedência do pleito autoral, declarando inexistente o débito em
relação a negativação, bem como condenou a empresa Agravante ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 11.820,00
(onze mil, oitocentos e vinte reais) e honorários sucumbenciais.

Irresignada, a empresa ingressou com recurso de Apelação (fls. 173/185 - tjpe), visando reformar a sentença do magistrado de piso. Após receber
o apelo apenas no seu efeito devolutivo (fl. 189 - tjpe), o julgador determinou a intimação da parte Autora para apresentar as contrarrazões à
apelação.

Nos fundamentos das contrarrazões (fls. 192/199 - tjpe) a parte Autora/Agravada, demonstrou ao magistrado de piso que o patrono da parte
Apelante, ora Agravante, não possuía poderes para ingressar com o sobredito recurso, pleiteando, liminarmente pela inadmissão do apelo, já
que o advogado subscritor não possuía habilitação nos autos.

Chamando o feito à ordem (fls.201 - tjpe) o magistrado singular revogou a decisão que recebeu a apelação (fl. 189 - tjpe), aduzindo que restou
comprovado vício de representação.

Afirmou o julgador singular, que a assinatura do advogado no recurso de apelação (José Edgard de Cunha Bueno Filho) se tratava de reprodução
xerográfica, sem qualquer valor jurídico, bem como, que o outro advogado que subscreveu o recurso não estava habilitado nos autos, fato que
leva a negativa de seguimento ao recurso de apelação.

Aduz a parte Agravante em suas razões, ser a decisão singular uma afronta ao contraditório e a ampla defesa, já que se trata de vício sanável, com
previsão na norma vigente, bem como não ser aceitável a supressão de direito fundamental da parte, em detrimento do formalismo exacerbado.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Pugna pela atribuição de efeito suspensivo ao agravo, suspendendo os efeitos da decisão a quo, até o julgamento final, onde pleiteia a reforma
da decisão no sentido de possibilitar a interposição do recurso de Apelação.

É o Relatório.

Vindo-me os autos conclusos, Decido.

Antes de analisar o mérito da causa, cabe ao relator apreciar se estão presentes os requisitos essenciais para a formação do instrumento,
insculpidos no Art. 1.017 do CPC/15, transcrito abaixo:

Art. 1.017. A petição de agravo de instrumento será instruída:


I - obrigatoriamente, com cópias da petição inicial, da contestação, da petição que ensejou a decisão agravada, da própria decisão agravada,
da certidão da respectiva intimação ou outro documento oficial que comprove a tempestividade e das procurações outorgadas aos advogados
do agravante e do agravado;
II - com declaração de inexistência de qualquer dos documentos referidos no inciso I, feita pelo advogado do agravante, sob pena de sua
responsabilidade pessoal;
III - facultativamente, com outras peças que o agravante reputar úteis.
§ 1o Acompanhará a petição o comprovante do pagamento das respectivas custas e do porte de retorno, quando devidos, conforme tabela
publicada pelos tribunais. (grifo nosso)

Na vigência do antigo CPC/73, a doutrina já tinha sedimentado seu entendimento no tocante a exigibilidade do recolhimento do preparo no
momento da interposição do Agravo, conforme nos ensina o jurisconsulto Nelson Nery Junior, em sua obra Código de Processo Civil - Comentado
e Legislação Extravagante, 13ª Ed., Ed. Revista dos Tribunais.

Sobre os requisitos:
É obrigatória a juntada, com a petição de interposição do agravo, as razões do inconformismo e o pedido de nova decisão (CPC 524), das
seguintes peças: a) decisão agravada, para que o tribunal saiba o teor do ato judicial impugnado, para poder julgar o recurso; b) certidão da
intimação da decisão agravada, para que o tribunal possa analisar a tempestividade do agravo; c) omissis; d) guia de recolhimento das custas
de preparo do recurso, quando devido, e do porte de remessa e de retorno (CPC 511 e 525 § 1.º). (grifo nosso)

Sobre os documentos essenciais:


Se do instrumento faltar peça essencial, o tribunal não mais poderá converter o julgamento em diligência para completa-lo. Na hipótese de não se
poder extrais perfeita compreensão do caso concreto, pela falha na documentação constante do instrumento, o tribunal deverá decidir em desfavor
do agravante. As peças obrigatórias devem ser juntadas com a petição e as razões (minuta) do recurso, ou seja, no momento da interposição
do recurso, inclusive se a interposição ocorrer por meio de fax ou internet. A juntada posterior, ainda que dentro do prazo de interposição (dez
dias), não é admissível por haver -se operado a preclusão consumativa. (grifo nosso)

Sobre o preparo:
A regra do preparo imediato (CPC511) é válida para o agravo, de modo que o agravante deverá juntar, com a petição de interposição do recurso,
a prova do pagamento das custas do preparo e do porte de retorno do instrumento, quando isto for exigível. Como a lei fixa momento único,
simultâneo, para a prática de dois atos processuais, isto é, a interposição do recurso e a prova do pagamento do preparo (CPC 511), ocorre
preclusão consumativa se o agravante interpõe o recurso sem a prova do recolhimento do preparo, ainda que haja recorrido no primeiro dia do
prazo. (grifo nosso)

Com o advento do CPC/15, a norma possibilita ao recorrente, quando o valor for recolhido a menor, ser intimado à complementar no prazo de
05 (cinco) dias, sob pena de deserção, caso a parte não supra a insuficiência.

O Prof. Freie Didier Jr., em sua obra, Curso de Direito Processual Civil - Meios de Impugnação às Decisões Judiciais e Processos nos Tribunais,
13ª Ed. Reescrita de acordo com o novo CPC, 2016 Editora JusPodivm, versa sobre o tema:

O preparo consiste no adiantamento das despesas relativas ao processamento do recurso. À sanção para a falta de preparo oportuno dá-se
o nome de deserção. Trata-se de causa objetiva de inadmissibilidade, que prescinde de qualquer indagação quanto à vontade do omisso. O
preparo há de ser comprovado no momento da interposição (Art. 1.007, CPC) - anexado-se à peça recursal a respectiva guia de recolhimento -,
se assim o exigir a legislação pertinente, inclusive quanto ao pagamento do porte de remessa e de retorno. (pag. 125)

Mais adiante, na mesma obra, versa sobre a insuficiência do preparo:

A insuficiência no valor do preparo implicará deserção apenas se o recorrente, intimado, não vier a supri-lo no prazo de cinco dias (§ 2º do
Art. 1.007, CPC). Preparo insuficiente é preparo feito; preparo que não foi feito não pode ser adjetivado. Insuficiente é o preparo feito a menor,
qualquer que seja o valor.
Isso significa que a deserção, por insuficiência do preparo, é sanção de inadmissibilidade que somente pode ser aplicada após a intimação do
recorrente para que proceda à complementação. (pag. 127)

Dito isto, observo que no presente Agravo às fls. 210 e 215, fora oportunizado a parte Agravante a complementação do valor do preparo, conforme
determinado na norma vigente, bem como à luz dos ensinamentos doutrinários. Tal fato se intensifica quando vemos nos autos certidão lavrada
pela Diretoria deste Câmara Regional, fls. 212 e 217, afirmando que o prazo transcorreu sem a manifestação da parte Agravante.

124
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Ora, resta mais que evidente a desídia da parte Agravante aos comandos legais, que possibilitaram a complementação do preparo, não havendo
mais que se falar em novo prazo, pois fora concedido duas vezes sem que houve o cumprimento.

Assim, ante a ausência da complementação do preparo recursal, entendo ser o caso de julgar o recurso deserto, já que, conforme fartamente
explanado acima, não cabe nova dilação de prazo para o recolhimento do valor devido.

Face do exposto, nos termos do Art. 932, inciso III, e do Art. 1.007, § 2º do CPC/15, não conheço do presente agravo de instrumento, por estar
prejudica ante a ausência de requisito essencial, em sendo, recolhimento do preparo de maneira insuficiente.

Publique-se.

Caruaru, de Abril de 2016.

SÍLVIO NEVES BAPTISTA FILHO


Desembargador Relator

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
Gabinete do Des. Sílvio Neves Baptista Filho

5
Cód. 02

003. 0015605-16.2015.8.17.0000 Habeas Corpus


(0417181-9)
Impetrante : ANFILOFIO WELLYNGTON ARAUJO DE SA
Paciente : APARECIDO PEREIRA DA SILVA
AutoridCoatora : JUIZO DE DIREITO DA 2ª VARA DE EXECUÇAO PENAL DE PERNAMBUCO
Procurador : Judith Pinheiro Silveira Borba
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Sílvio Neves Baptista Filho
Despacho : Decisão Terminativa
Última Devolução : 14/04/2016 17:13 Local: Diretoria de Caruaru

1º CÂMARA REGIONAL DE CARUARU - 1º TURMA

HABEAS CORPUS N.º 0417181-9

IMPETRANTE: ANFILÓFIO WELLYNGTON ARAÚJO DE SÁ

PACIENTE: APARECIDO PEREIRA DA SILVA

IMPETRADO: Juiz de Direito da Comarca de Ouricuri/PE

RELATOR: Des. Sílvio Neves Baptista Filho

PROCURADORA DE JUSTIÇA: Dra. JUDITH PINHEIRO SILVEIRA BORBA

DECISÃO TERMINATIVA

Cuida-se de habeas corpus liberatório impetrado em 1º/12/2015, pelo Bel. Anfilófio Wellyngton Araújo de Sá, Assessor Jurídico do Sistema
Prisional de Pernambuco, em favor de APARECIDO PEREIRA DA SILVA.

Segundo o impetrante, o paciente encontra-se preso desde 1º/07/2012, em razão de recaptura determinada pela 2ª Vara de Execuções Penais
de Pernambuco, e teve a prisão preventiva decretada nos autos da ação penal n.º 0001187-88.2013.8.17.1020, que apura a prática do delito de
homicídio qualificado tentado (Art. 121, § 2º, II, c/c o Art. 14, II, todos do Código Penal), e que tramita pela Vara Única da Comarca de Ouricuri/PE.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

De acordo com a inaugural, o processo não alcançou seu termo final em razão da inércia do próprio aparelho judicial, em função dos adiamentos
das Sessões do Júri designadas para os dias 02/07/2015, 14/08/2015, 24/09/2015 e 19/11/2015, sem que tenha havido contribuição do Paciente
para a não realização.

Afirma o impetrante que a infração penal atribuída ao Paciente comporta liberdade provisória, e que seria possível a aplicação de outras medidas
cautelares.

Requer a concessão da ordem de habeas corpus, com a finalidade de ver substituída a prisão preventiva por outras medidas cautelares.

O writ foi distribuído inicialmente para o Des. Antônio Carlos Alves da Silva, integrante da 2ª Câmara Criminal do TJPE, que, em 10/12/2015,
indeferiu a liminar, consoante decisão de fls. 20/21.

A autoridade apontada como coatora prestou informações às fls. 28/43.

A Procuradoria de Justiça opina pela denegação da ordem (fls. 46/48), sob o argumento de que o processo vem tramitando de forma regular, que
não se observa desídia por parte do Juízo processante, e que o paciente responde a outros processos judiciais.

Em 19/02/2016 o Des. Antônio Carlos Alves da Silva proferiu decisão declinando a competência e determinando a distribuição dos autos para
esta 1ª Câmara Regional, tendo em vista que a autoridade pertence à 17ª Circunscrição Judiciária (fls. 51).

Eis o breve relato. Passo a decidir.

Da leitura da peça inaugural, verifica-se que o argumento principal da impetração seria o atraso injustificado para a conclusão do processo n.º
0001187-88.2013.8.17.1020, que tramita perante a Vara Única da Comarca de Ouricuri/PE.

Ocorre, todavia, que após consulta ao sistema Judwin, pude verificar que em 07/04/2016 foi realizada Sessão do Tribunal do Júri e prolatada
sentença condenatória, que negou ao paciente o direito de recorrer em liberdade, de modo que a presente ação constitucional perdeu seu objeto.
Nesse sentido, colaciono os seguintes julgados:

PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ART. 121, § 2º, III E IV, C/C O ART. 29, AMBOS DO CÓDIGO PENAL. DIREITO DE AGUARDAR
O JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JURI EM LIBERDADE. EXCESSO DE PRAZO. Resta sem objeto o habeas corpus que buscava a
concessão do direito do paciente aguardar seu julgamento pelo Tribunal do Juri, se este já se realizou. Writ julgado prejudicado.
(STJ - HC: 21728 RJ 2002/0047316-2, Relator: Ministro FELIX FISCHER, Data de Julgamento: 06/04/2004, T5 - QUINTA TURMA, Data de
Publicação: DJ 31.05.2004 p. 332) destaque acrescido

HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO. TRIBUNAL DO JÚRI. ALTERAÇÃO DA DISPOSIÇÃO CÊNICA. SESSÃO PLENÁRIA REALIZADA. PERDA DE
OBJETO. Tendo em vista a informação de que já foi realizada a sessão de julgamento do Tribunal do Júri na espécie, encontra-se prejudicado
o mérito da presente ação constitucional. Restou esvaziado o exame da pretensão vertida nestes autos. Impositiva a extinção deste sem
julgamento do mérito, pois configurada a perda do objeto. HABEAS CORPUS PREJUDICADO E EXTINTO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO.
(Habeas Corpus Nº 70059802009, Terceira Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Diogenes Vicente Hassan Ribeiro, Julgado
em 04/09/2014).
(TJ-RS - HC: 70059802009 RS, Relator: Diogenes Vicente Hassan Ribeiro, Data de Julgamento: 04/09/2014, Terceira Câmara Criminal, Data de
Publicação: Diário da Justiça do dia 03/10/2014) destaque acrescido

Assim, não haverá a apreciação do mérito do pedido, sendo proferida decisão terminativa restrita à decretação da extinção do feito, conforme
prevê o Art. 74, VIII, do Regimento Interno do TJPE:

Art. 74 - Compete ao relator, além do estabelecido na legislação processual e de organização judiciária:


.........................................................................................................
VIII - decidir o pedido ou o recurso que haja perdido o objeto, bem como negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente intempestivo,
incabível ou improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, súmula do Tribunal;

Diante do exposto, JULGO PREJUDICADO o presente feito, nos termos do artigo 659 do Código de Processo Penal1.

Cientifique-se a Procuradoria de Justiça do Estado de Pernambuco quanto ao inteiro teor desta decisão.

Considerando que o impetrante é Assessor Jurídico do Sistema Prisional de Pernambuco, entendo que sua intimação deve ser pessoal, conforme
determina o art. 5º, § 5º, da Lei Federal n.º 1.060/19502.

Após o trânsito em julgado desta decisão, determino o arquivamento destes autos, observadas as cautelas de estilo.

Registre-se. Intime-se.

Caruaru, 14 de Abril de 2016.

Sílvio Neves Baptista Filho


Desembargador Relator

126
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

1 Art. 659.Se o juiz ou o tribunal verificar que já cessou a violência ou coação ilegal, julgará prejudicado o pedido.
2 Art. 5º: (omissis) § 5° Nos Estados onde a Assistência Judiciária seja organizada e por eles mantida, o Defensor Público, ou quem exerça cargo
equivalente, será intimado pessoalmente de todos os atos do processo, em ambas as Instâncias, contando-se-lhes em dobro todos os prazos.
(incluído pela Lei nº 7.871, de 1989)

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PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Sílvio Baptista Neves Filho

2
03

004. 0001834-34.2016.8.17.0000 Habeas Corpus


(0425276-8)
Comarca : Santa Maria do Cambucá
Vara : Vara Única
Impetrante : ROBERTO HENRIQUE TENÓRIO DE VASCONCELOS
Paciente : MARIA APARECIDA BATISTA DE SENA
AutoridCoatora : JUÍZO DE DIREITO DA VARA ÚNICA DA COMARCA DE SANTA MARIA DO
CAMBUCÁ - PE
Procurador : Norma Mendonça Galvão de Carvalho
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Sílvio Neves Baptista Filho
Despacho : Decisão Terminativa
Última Devolução : 13/04/2016 14:27 Local: Diretoria de Caruaru

1º CÂMARA REGIONAL DE CARUARU - 1º TURMA

HABEAS CORPUS N.º 0425276-8

IMPETRANTE: ROBERTO HENRIQUE TENÓRIO DE VASCONCELOS

PACIENTE: MARIA APARECIDA BATISTA DE SENA

IMPETRADO: Juiz de Direito da Vara Única de Santa Maria do Cambucá/PE

RELATOR: Des. Sílvio Neves Baptista Filho

PROCURADORA DE JUSTIÇA: Dra. Norma Mendonça Galvão de Carvalho

DECISÃO TERMINATIVA

Cuida-se de Habeas Corpus liberatório, com pedido de liminar, impetrado por Roberto Henrique Tenório de Vasconcelos, através da peça inicial
de fls. 02/09, e instruído com os documentos de fls. 10/138, em favor de Maria Aparecida Batista de Sena, a qual se encontra respondendo a
processo criminal perante a Vara Única da Comarca de Santa Maria do Cambucá /PE, com prisão preventiva decretada.

127
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Relata a inicial, em síntese, que são imputados à paciente os delitos previstos no Art. 12 do Estatuto do Desarmamento (posse de arma de fogo),
no Art. 180 do Código Penal (receptação), e no Art. 1º, §1º c/c 2º, §4º, I da Lei n.º 12.850/2013.

Alega o impetrante que a paciente encontra-se presa há praticamente 03 (três) meses, sem que tenha sido ofertada a denúncia, e que o atraso
teria sido ocasionado por decisão que declinou a competência para processamento e julgamento da ação penal.

Através dos documentos acostados na inicial, percebe-se que a autoridade policial imputou à paciente, além dos tipos já indicados supra,
os correspondentes aos Arts. 33 e 35 da Lei n.º 11.343/2006 (tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico) e Art. 16 do Estatuto do
Desarmamento (posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito).

Ante as informações prestadas no writ, entendeu o eminente Des. Waldemir Tavares de Albuquerque Filho (fl. 145/145v), em indeferir o pedido
liminar, conforme fundamentação constante da sua decisão.

Sobrevieram as informações da autoridade impetrada às fls. 151/152v, onde o douto magistrado relatou o seguinte: a) a prisão em flagrante da
paciente fora convertida em prisão preventiva em 27/11/2015; b) os autos foram remetidos, em uma primeira oportunidade, de São Joaquim do
Monte para a Comarca de Santa Maria do Cambucá, para fins de análise do auto de prisão em flagrante, já que a prisão teria ocorrido naquela
última comarca; c) após analisada a prisão em flagrante da paciente, o Juízo de Santa Maria do Cambucá declinou da competência em favor
do Juízo de São Joaquim do Monte, em razão da conexão com os autos originados de comunicação de prisão em flagrante no qual constavam
outros nove autuados; d) os autos foram efetivamente remetidos à Comarca de São Joaquim do Monte apenas em 07/03/2016; e) atestou que
de fato as imputações criminosas da paciente correspondem aos tipos do Art. 12 do Estatuto do Desarmamento, do Art. 180 do Código Penal,
e Art. 1º, §1º c/c art. 2º, §4, I, da Lei n.º 12.850/2013.

Instada a se manifestar, a Procuradoria de Justiça, através do parecer de fls. 157/158v, opinou pela denegação da ordem de habeas corpus,
ao afirmar que o prazo prisional encontra-se razoável para com a complexidade e gravidade do feito, assim como se encontram presentes os
requisitos da prisão provisória.

Eis o breve relato. Passo a decidir.

Verifica-se que o argumento -principal da impetração é que estaria ocorrendo excesso de prazo pela indefinição da situação jurídica da paciente,
em decorrência da não apresentação de denúncia em desfavor daquela.

Ocorre que, em buscas no sistema Judwin, constatei que em 06/04/2016 fora proferida decisão interlocutória pelo Juízo da Comarca de São
Joaquim do Monte, nos autos da ação penal n.º 0000560-19.2015.8.17.1310, por meio da qual foi substituída a prisão preventiva por outras
medidas cautelares.

A referida informação é corroborada pelo extrato carcerário obtido a partir do Portal SDS, que atesta o cumprimento do alvará de soltura em
08/04/2016.

Portanto, verifico que o habeas corpus perdeu seu objeto e deve ser extinto, já que não há mais cerceamento da liberdade da paciente. Neste
sentido:

RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. LIBERDADE CONCEDIDA. PERDA DO OBJETO. 1. Resta prejudicado
o julgamento do recurso que impugna a prisão preventiva em face da concessão de liberdade provisória aos recorrentes. 2. Recursos ordinários
prejudicados. (STJ - RHC: 50225 RJ 2014/0185790-8, Relator: Ministro NEFI CORDEIRO, Data de Julgamento: 07/10/2014, T6 - SEXTA TURMA,
Data de Publicação: DJe 21/10/2014)

Assim, não haverá a apreciação do mérito do pedido, sendo proferida decisão terminativa de decretação da extinção do feito, conforme prevê
o Art. 74, VIII, do Regimento Interno do TJPE, cuja redação é a seguinte:

Art. 74 - Compete ao relator, além do estabelecido na legislação processual e de organização judiciária:


.........................................................................................................
VIII - decidir o pedido ou o recurso que haja perdido o objeto, bem como negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente intempestivo,
incabível ou improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, súmula do Tribunal;
(grifei)

Diante das razões acima expostas e, considerando a perda superveniente do objeto, JULGO PREJUDICADO o presente habeas corpus, nos
termos do artigo 659 do Código de Processo Penal.

Cientifique-se a Procuradoria de Justiça do Estado de Pernambuco quanto ao inteiro teor desta decisão.

Após o trânsito em julgado desta decisão, determino o arquivamento dos autos, observadas as cautelas de estilo.

Intime-se. Registre-se.

Caruaru/PE, de de 2016.

Sílvio Neves Baptista Filho


Desembargador Relator

128
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Sílvio Baptista Neves Filho

3
03

005. 0002316-79.2016.8.17.0000 Habeas Corpus


(0427042-0)
Comarca : Ouricuri
Vara : 1ª Vara
Impetrante : MARIA NATAL EVANGELISTA FREIRE
Paciente : GENÉSIO SIQUEIRA DA SILVA
AutoridCoatora : Juizo de Direito da 1ª Vara da Comarca de Ouricuri
Procurador : ADALBERTO MENDES PINTO VIEIRA
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. José Viana Ulisses Filho
Despacho : Decisão Terminativa
Última Devolução : 13/04/2016 14:56 Local: Diretoria de Caruaru

PRIMEIRA CÂMARA REGIONAL DE CARUARU - PRIMEIRA TURMA


HABEAS CORPUS nº 2316-79.2016.8.17.0000 (0427042-0)
Impetrante: Maria Natal Evangelista Freire
Paciente: Genésio Siqueira da Silva
Autoridade Coatora: Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Ouricuri
Relator: Des. José Viana Ulisses Filho

DECISÃO MONOCRÁTICA TERMINATIVA

Trata-se de Habeas Corpus, com pedido liminar, impetrado por Maria Natal Evangelista Freire, em favor de Genésio Siqueira da Silva, no qual é
apontado como autoridade coatora o MM. Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Ouricuri. (proc. nº 365-31.2015.8.17.1020).
O impetrante, para justificar a sua pretensão, apoiou-se, em síntese no excesso de prazo para a formação da culpa, alegando que o paciente está
preso há aproximadamente 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias, e até o presente momento não foi lhe dada a oportunidade de apresentar
sua defesa, assim como o pedido de relaxamento de prisão não foi sequer analisado.
Requereu liminarmente a concessão da ordem, e no mérito sua confirmação.
É o relatório, decido.
Em atenção as informações prestadas pela autoridade coatora, consta decisão em que a prisão preventiva foi revogada em 10/03/2016.
Assim, não estando mais o paciente submetido ao cerceamento de sua liberdade, na forma indicada na inicial, ante a superveniência da decisão
do magistrado de 1º grau, tem-se que o presente feito perdeu o seu objeto, por não mais existir o alegado constrangimento ilegal.
Nesse sentido, é a orientação pacífica do Superior Tribunal de Justiça. Senão vejamos:

HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. TESE DE FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO PARA A MANUTENÇÃO
DO CÁRCERE CAUTELAR. QUESTÃO NÃO APRECIADA POR TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA.
SUPERVENIÊNCIA DE DECISÃO REVOGANDO A PRISÃO DO PACIENTE. PERDA DO OBJETO. 1. Não havendo qualquer pronunciamento
por Tribunal de segundo grau acerca da tese de falta de fundamentação para a manutenção da custódia preventiva, não há como ser apreciada a
questão sob pena de supressão de instância, conforme iterativa jurisprudência desta Corte. 2. Sendo a impetração dirigida contra a manutenção do
cárcere cautelar, com a superveniente decisão do Juízo processante determinando a expedição de alvará de soltura em favor do Paciente, esvazia-
se o objeto do pedido formulado nesta instância superior, conforme noticiado nos autos do HC n.º 61923/MG, bem como nas informações prestadas
pela Autoridade Impetrada. 3. Pedido prejudicado". (HC 66.850/MG, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 07.11.2006, DJ
18.12.2006 p. 455)

Diante do exposto, com fundamento no art. 659 do Código de Processo Penal c/c o art. 74, inciso VIII do Regimento Interno desta Corte, julgo
prejudicado o presente habeas corpus, pela perda de seu objeto.

Publique-se. Intime-se.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Caruaru, 13.04.2016

Des. José Viana Ulisses Filho


Relator

PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. José Viana Ulisses Filho

1
06

006. 0000636-98.2014.8.17.0430 Apelação


(0428420-8)
Comarca : Camocim de São Félix
Vara : Vara Única
Autos Complementares : 03732338 Agravo de Instrumento Agravo de Instrumento
Apelante : Município de Camocim de São Félix
Advog : Eric Renato Brito Borba(PE035838)
Advog : Élcio Vital de Melo(PE020567)
Apelado : MINISTÉRIO PÚBLICO DA COMARCA DE CAMOCIM DE SÃO FELIX
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. José Viana Ulisses Filho
Despacho : Decisão Terminativa
Última Devolução : 13/04/2016 08:26 Local: Diretoria de Caruaru

PRIMEIRA CÂMARA REGIONAL DE CARUARU - 1ª TURMA


APELAÇÃO N.º 0000636-98.2014.8.17.0430 (0428420-8)
COMARCA: Camocim de São Félix - Vara Única
APELANTE: Município de Camocim de São Félix
APELADA: Ministério Público do Estado de Pernambuco
RELATOR: Des. José Viana Ulisses Filho

DECISÃO TERMINATIVA:

Trata-se de Recurso de Apelação interposto pelo Município de Camocim de São Félix fls. 114/129.

Ação: Ministério Público do Estado de Pernambuco ajuizou ação civil pública em favor de Maria da Glória da Silva Lima com o objetivo de impor
ao Município de Camocim de São Félix a obrigação de fornecer os seguintes medicamentos: Puran T4 125mg, Benestare, Movidil, Luftal Max,
Lonium 40 mg, Lomotil 5 mg, Anitta 500mg, Naprix D 2,5, Cetonax, Vitorin, Enalapril, Fluxcene, Exodus, Euthyrox, Slow k, Alprazolan, Luftal Gel,
e Citalopran, conforme relatório e receituário médico (esquizofrenia, depressão e problemas de tireóide) fls. 13/26 e 33/42.

Sentença: julgou procedente o pedido formulado pelo Ministério Público, nos termos do art. 269, I do CPC/73, mantendo a decisão de antecipação
dos efeitos da tutela, em todos os seus termos.

Apelação: Alega o apelante: (i) que houve cerceamento de defesa, uma vez que houve julgamento antecipado sem produção de provas; (ii)
que os documentos apresentados pela apelada não demonstram qualquer discriminação acerca da doença, bem como do tratamento, a prova
pericial e documental demonstraria o que seria necessário para o apelante sobrestar o direito apelado; (iii) afirma que os receituários médicos
que basearam as sentenças estão fora da validade; (iv) é necessário que se observe qual ente tem o dever de fornecer medicação, analisando
a complexidade do caso concreto, uma vez que quando os magistrados concedem todo o ônus aos Municípios, estes são obrigados a cumprir
as competências da União e dos Estados, suportando assim ônus excessivo.

Contrarrazões 132/138.

É o que de importante se tem a relatar. DECIDO.

130
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Emana do cotejo dos autos que a substituída processual é portadora de Esquizofrenia, depressão e problemas de tireóide, motivo pelo qual lhe
foi prescrito o uso dos medicamentos constantes as fls. 03, conforme laudo médico anexado aos autos fls. 13/226 e 33/42.

Em razão da falta de recursos financeiros da substituída processual para adquirir os medicamentos essenciais para o tratamento médico, o
apelado ajuizou a presente ação no escopo de obter os fármacos receitados. O juízo de primeiro grau, na sentença de fls. 107/111, confirmou
a decisão que anteriormente antecipara a tutela e ratificou a obrigação de fazer, impondo ao recorrente o fornecimento dos medicamentos
solicitados, sob pena de multa diária.

De início, não há nulidade da sentença realizada sob a sistemática do julgamento antecipado da lide quando os documentos juntados dispensam
a necessidade da realização de perícia e o medicamento postulado pela substituída processual está baseado em prova idônea, conforme
determinação de profissional lotado em hospital credenciado ao Sistema Único de Saúde (SUS) fls. 33/40

No mérito, é assente no texto constitucional (artigos 196 e 197 da Constituição Federal) que a saúde é direito de todos e dever do Estado,
garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros danos.

Nessa diretriz, constato que, comprovada a necessidade do fornecimento de medicamento essencial a saúde do cidadão, como no caso em tela,
cabe ao Estado prover as condições indispensáveis ao pleno exercício da saúde. Da mesma forma, é jurisprudência pacífica e consolidada do
Superior Tribunal de Justiça ser dever do Estado fornecer medicamento imprescindível ao cidadão carente, a saber:

"ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FORNECIMENTO DE


MEDICAMENTOS. SOLIDARIEDADE DOS ENTES FEDERADOS. MEDICAMENTO NÃO INCORPORADO AO SUS. REEXAME FÁTICO-
PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ.
1. O STJ fixou entendimento de que o funcionamento do Sistema Único de Saúde - SUS é de responsabilidade solidária dos entes federados,
de forma que qualquer deles tem legitimidade para figurar no polo passivo da demanda que objetive o acesso a meios e medicamentos para
tratamento de saúde.
2. Esta Corte admite o fornecimento de medicamentos não incorporados ao SUS mediante Protocolos Clínicos, quando as instâncias ordinárias
verificam a necessidade do tratamento prescrito.
3. No caso em comento, o Tribunal de origem, com base nos elementos probatórios dos autos, concluiu que a não utilização do medicamento
pode levar a parte a internações e atendimentos emergenciais, uma vez que a paciente já utilizou todos os fármacos disponíveis para a doença
de que padece.
4. Rever tais conclusões demandaria a análise de aspectos fático-probatórios coligidos aos autos, o que é defeso em sede de recurso especial,
conforme o disposto na Súmula 7/STJ.
5. Agravo regimental a que se nega provimento."
(AgRg no AREsp 697.696/PR, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado em 18/06/2015, DJe 26/06/2015) (grifei)

Os medicamentos requeridos na presente ação foram prescritos por profissional idôneo, o que comprova a necessidade de receber a substituída
processual o referido tratamento.

Se o médico que acompanha o tratamento a que se submete a substituída processual assevera ser esse o medicamento indicado para
restabelecer-lhe a saúde, prepondera o dever do Estado (União, Estado ou Município) de garantir a saúde dos seus administrados por sobre o
fato de não integrar o medicamento listagem oficial da Administração Pública.

Acerca desse tema, o TJPE, através da Seção Cível, realizada no dia 03 de maio de 2007, aprovou o seguinte enunciado sumular, verbis:

"Súmula 18. É dever do Estado-membro fornecer ao cidadão carente, sem ônus para este, medicamento essencial ao tratamento de moléstia
grave, ainda que não previsto em lista oficial". (grifei)

Cumpre consignarmos que a Lei n. 13.105/2015 que instituiu o Novo Código de Processo Civil deu especial atenção à jurisprudência e determinou
em seu artigo 926 que os tribunais devem uniformizá-la e mantê-la estável, integra e coerente.

Neste cenário, as súmulas ganham importância como vetores de estabilização da jurisprudência para direcionamento da tese a ser aplicada
pelo juízo monocrático.

Note-se que a jurisprudência capaz de servir como fundamento para decisão monocrática, é aquela oriunda de precedentes qualificados, fruto
de um rito específico de produção de uma decisão seja em demanda repetitiva ou de súmula, ou seja, que derivam de procedimentos internos
específicos e que torna segura a posição do Tribunal sobre determinados temas.

De tal modo, do cotejo da presente demanda é possível perceber que se trata de hipótese que se amolda ao enunciado sumulado e seus
fundamentos determinantes, ou seja, a apelada é carente de recursos, está acometida de moléstia grave atestada por laudo médico, e o pedido
é direcionado ao Estado que não pode se furtar do fornecimento do medicamento, ainda que não previsto em lista oficial.

Ante todo o exposto, com fulcro no artigo 932, IV, alínea a, do NCPC nego provimento a presente apelação cível, mantendo-se a sentença íntegra
em todos os seus termos.

Publique-se. Intime-se

Caruaru, 07 de abril de 2016

131
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

José Viana Ulisses Filho


Relator

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
Gabinete do Desembargador José Viana Ulisses Filho

03

007. 0003171-58.2016.8.17.0000 Habeas Corpus


(0429464-4)
Comarca : Santa Maria da Boa Vista
Vara : Vara Única
Impetrante : RANIELSON LINO FERREIRA
Paciente : R. L. F.
AutoridCoatora : Juizo de Direito da Vara Única da Comarca de Santa Maria da Boa Vista
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Sílvio Neves Baptista Filho
Despacho : Decisão Terminativa
Última Devolução : 14/04/2016 17:13 Local: Diretoria de Caruaru

1ª CÂMARA REGIONAL DE CARUARU - 1º TURMA

HABEAS CORPUS N.º 0429464-4

IMPETRANTE: RANIELSON LINO FERREIRA

PACIENTE: RANIELSON LINO FERREIRA

IMPETRADO: Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de Santa Maria da Boa Vista/PE

RELATOR: Des. Sílvio Neves Baptista Filho

DECISÃO TERMINATIVA

Trata-se de habeas corpus repressivo, com pedido de liminar, impetrado por RANIELSON LINO FERREIRA, ora Paciente, que se encontra
recolhido na Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes, apontando como autoridade coatora o Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de Santa Maria
da Boa Vista/PE.

De acordo com a inicial, o Paciente está preso desde 22/04/2013, em razão de denúncia recebida pela autoridade coatora, que instaurou a ação
penal n.º 0000852-62.2012.8.17.1260.

Alega o impetrante, também, que por mais subjetivo e elástico que se entenda o conceito de razoabilidade no prazo para a formação da culpa, é
inaceitável a manutenção da custódia preventiva por mais de 81 (oitenta e um) dias sem que tenha sido encerrada a instrução criminal.

Requer a concessão liminar da ordem de habeas corpus, sob o argumento da existência de direito líquido e certo e de dano potencial irreparável.

Eis o breve relato. Passo a decidir.

Da leitura da peça inaugural, subscrita pelo próprio paciente, não consta qual o tipo penal a ele imputado na ação penal n.º
0000852-62.2012.8.17.1260.

Em consulta ao sistema Judwin, verifiquei que na referida ação penal é apurada a prática do delito previsto no Art. 121, § 2º, IV, do Código
Penal (homicídio qualificado cometido à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a
defesa do ofendido).

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A consulta ao andamento da ação penal no 1º Grau permitiu constatar, também, que em 31/03/2016 foi realizada Sessão do Tribunal do Júri e
prolatada sentença condenatória, na qual foi imposta pena privativa de liberdade de 20(vinte) anos de reclusão e 10 (dez) dias-multa, tendo a
autoridade coatora negado ao paciente o direito de recorrer em liberdade, de modo que a presente ação constitucional perdeu seu objeto.

Nesse sentido, colaciono os seguintes julgados:

PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ART. 121, § 2º, III E IV, C/C O ART. 29, AMBOS DO CÓDIGO PENAL. DIREITO DE AGUARDAR
O JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DO JURI EM LIBERDADE. EXCESSO DE PRAZO.
Resta sem objeto o habeas corpus que buscava a concessão do direito do paciente aguardar seu julgamento pelo Tribunal do Júri, se este já
se realizou. Writ julgado prejudicado.
(STJ - HC: 21728 RJ 2002/0047316-2, Relator: Ministro FELIX FISCHER, Data de Julgamento: 06/04/2004, T5 - QUINTA TURMA, Data de
Publicação: DJ 31.05.2004 p. 332) destaque acrescido

HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO. TRIBUNAL DO JÚRI. ALTERAÇÃO DA DISPOSIÇÃO CÊNICA. SESSÃO PLENÁRIA REALIZADA. PERDA DE
OBJETO. Tendo em vista a informação de que já foi realizada a sessão de julgamento do Tribunal do Júri na espécie, encontra-se prejudicado o
mérito da presente ação constitucional. Restou esvaziado o exame da pretensão vertida nestes autos. Impositiva a extinção deste sem julgamento
do mérito, pois configurada a perda do objeto. HABEAS CORPUS PREJUDICADO E EXTINTO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO.
(Habeas Corpus Nº 70059802009, Terceira Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Diogenes Vicente Hassan Ribeiro, Julgado em
04/09/2014). destaque acrescido

Assim, não haverá a apreciação do mérito do pedido, sendo proferida decisão terminativa restrita à decretação da extinção do feito, conforme
prevê o Art. 74, VIII, do Regimento Interno do TJPE:

Art. 74 - Compete ao relator, além do estabelecido na legislação processual e de organização judiciária:


.........................................................................................................
VIII - decidir o pedido ou o recurso que haja perdido o objeto, bem como negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente intempestivo,
incabível ou improcedente ou, ainda, que contrariar, nas questões predominantemente de direito, súmula do Tribunal;

Diante do exposto, JULGO PREJUDICADO o presente writ, nos termos do artigo 659 do Código de Processo Penal1.

Após o trânsito em julgado desta decisão, determino o arquivamento dos autos, observadas as cautelas de estilo.

Registre-se. Intime-se.

SÍLVIO NEVES BAPTISTA FILHO


Desembargador Relator

1 Art. 659. Se o juiz ou o tribunal verificar que já cessou a violência ou coação ilegal, julgará prejudicado o pedido.
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PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. Sílvio Neves Baptista Filho

04

008. 0000787-54.2014.8.17.0110 Apelação


(0432265-6)

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Comarca : Afogados da Ingazeira


Vara : Segunda Vara Cível da Comarca Afogados da Ingazeira
Apelante : INSTITUTO DE RECURSOS HUMANOS DE PERNAMBUCO
Procdor : FRANCISCO DE OLIVEIRA PORTUGAL
Apelado : JOSE CLEMENTINO BEZERRA FILHO
Def. Público : ISABELA CRISTINA C.B.APOLINÁRIO
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. José Viana Ulisses Filho
Despacho : Decisão Terminativa
Última Devolução : 13/04/2016 08:26 Local: Diretoria de Caruaru

PRIMEIRA CÂMARA REGIONAL DE CARUARU - 1ª TURMA


APELAÇÃO N.º 0000787-54.2014.8.17.0110 (0432265-6)
COMARCA: Afogados da Ingazeira - 2ª Vara Cível da Comarca Afogados da Ingazeira
APELANTE: Instituto de Recursos Humanos de Pernambuco
APELADO: José Clementino Bezerra Filho
RELATOR: Des. José Viana Ulisses Filho

DECISÃO TERMINATIVA:

Trata-se de Recurso de Apelação interposto pelo Instituto de Recursos Humanos de Pernambuco fls. 120/127.

Ação: José Clementino Bezerra Filho ajuizou ação ordinária contra o Instituto de Recursos Humanos de Pernambuco e do Estado de Pernambuco,
requerendo, cateteres lubrificados - sonda uretral n. 10., em torno de 120 por mês, além de Lindocaína Geléia, em razão de padecer da
enfermidade bexiga neurogênica, durante o tempo necessário para seu tratamento.

Sentença: julgou procedente o pedido, determinando que o réu proceda a autorização para o fornecimento do Cateter Lubrificado, sonda uretral
n. 10 em torno de 120 (cento e vinte) por mês e 10 (dez) tubos mensais de Lindocaína.

Apelação: Alega o apelante: (i) que o direito a saúde integra o rol dos chamados direitos fundamentais de cunho prestacional, e, tais espécies
necessitam de normas que tornem concretos os direitos fundamentais que a constituição assegurou de forma programática; (ii) medicamento
não constante das listagens oficiais de dispensação gratuita e ausência da demonstração da eficácia exclusiva do medicamento reclamado; (iii)
defende que há ofensa aos princípios da isonomia, da separação dos poderes, da universalidade do acesso à saúde e da reserva do possível;
(iv) alega que a multa diária cominada é exorbitante; (v) a necessidade de avaliação periódica.

Contrarrazões 129/132.

É o que de importante se tem a relatar. DECIDO.

Emana do cotejo dos autos que José Clementino Bezerra Filho é portador de Incontinência Urinária devido a bexiga Heurogênica, motivo pelo
qual lhe foi prescrito o uso do medicamento Cateter Lubrificado uretral n. 10 com Lindocaína Geléia, conforme laudo médico anexado aos autos
fls. 21/33.

Em razão da falta de recursos financeiros do autor/apelado para adquirir o medicamento essencial para o tratamento médico ajuizou a presente
ação no escopo de obter o fármaco receitado. O juízo de primeiro grau, na sentença de fls. 115/117, confirmou a decisão que anteriormente
antecipara a tutela e ratificou a obrigação de fazer, impondo ao recorrente o fornecimento do medicamento solicitado, sob pena de multa diária.

É assente no texto constitucional (artigos 196 e 197 da Constituição Federal) que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante
políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros danos.

Nessa diretriz, constato que, comprovada a necessidade do fornecimento de medicamento essencial a saúde do cidadão, como no caso em tela,
cabe ao Estado prover as condições indispensáveis ao pleno exercício da saúde. Da mesma forma, é jurisprudência pacífica e consolidada do
Superior Tribunal de Justiça ser dever do Estado fornecer medicamento imprescindível ao cidadão carente, a saber:

"ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. FORNECIMENTO DE


MEDICAMENTOS. SOLIDARIEDADE DOS ENTES FEDERADOS. MEDICAMENTO NÃO INCORPORADO AO SUS. REEXAME FÁTICO-
PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ.
1. O STJ fixou entendimento de que o funcionamento do Sistema Único de Saúde - SUS é de responsabilidade solidária dos entes federados,
de forma que qualquer deles tem legitimidade para figurar no polo passivo da demanda que objetive o acesso a meios e medicamentos para
tratamento de saúde.

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2. Esta Corte admite o fornecimento de medicamentos não incorporados ao SUS mediante Protocolos Clínicos, quando as instâncias ordinárias
verificam a necessidade do tratamento prescrito.
3. No caso em comento, o Tribunal de origem, com base nos elementos probatórios dos autos, concluiu que a não utilização do medicamento
pode levar a parte a internações e atendimentos emergenciais, uma vez que a paciente já utilizou todos os fármacos disponíveis para a doença
de que padece.
4. Rever tais conclusões demandaria a análise de aspectos fático-probatórios coligidos aos autos, o que é defeso em sede de recurso especial,
conforme o disposto na Súmula 7/STJ.
5. Agravo regimental a que se nega provimento."
(AgRg no AREsp 697.696/PR, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado em 18/06/2015, DJe 26/06/2015) (grifei)

No que pertine à alegação de que o Judiciário, ao decidir sobre tratamentos estaria interferindo em atos administrativos do Poder Executivo,
entendo que não se sustenta. Cabe ao Poder Judiciário quando provocado, dentro da sua esfera de competência, exercer a jurisdição aplicando
o direito ao caso concreto, não havendo qualquer ofensa aos princípios norteadores da tripartição de funções do Poder como quer fazer crer
o apelante.

Note-se que o medicamento requerido na presente ação foi prescrito por profissional idôneo, o que comprova a necessidade do apelado receber
o referido tratamento.

Se o médico que acompanha o tratamento a que se submete o apelado assevera ser esse o medicamento indicado para restabelecer-lhe a
saúde, prepondera o dever do Estado de garantir a saúde dos seus administrados por sobre o fato de não integrar o medicamento listagem
oficial da Administração Pública.

Acerca desse tema, o TJPE, através da Seção Cível, realizada no dia 03 de maio de 2007, aprovou o seguinte enunciado sumular, verbis:

"Súmula 18. É dever do Estado-membro fornecer ao cidadão carente, sem ônus para este, medicamento essencial ao tratamento de moléstia
grave, ainda que não previsto em lista oficial". (grifei)

Cumpre consignarmos que a Lei n. 13.105/2015 que instituiu o Novo Código de Processo Civil deu especial atenção à jurisprudência e determinou
em seu artigo 926 que os tribunais devem uniformizá-la e mantê-la estável, integra e coerente.

Assim, a jurisprudência capaz de servir como fundamento para decisão monocrática, é aquela oriunda de precedentes qualificados, fruto de
um rito específico de produção de uma decisão seja em demanda repetitiva ou de súmula, ou seja, que derivam de procedimentos internos
específicos e que torna segura a posição do Tribunal sobre determinados temas.

De tal modo, do cotejo da presente demanda é possível perceber que se trata de hipótese que se amolda ao enunciado sumulado e seus
fundamentos determinantes, ou seja, o apelado é carente de recursos, está acometida de moléstia grave atestada por laudo médico fls. 21/33, e
o pedido é direcionado ao Estado que não pode se furtar do fornecimento do medicamento, ainda que não previsto em lista oficial.

Por fim, considerando que o escopo da astreinte é forçar o cumprimento da decisão, e mostrando-se razoável o valor arbitrado, não se
sustenta a pretensão do recorrente quanto à sua redução, sob pena de mitigar a coercibilidade das determinações deste Poder.

Ante todo o exposto, com fulcro no artigo 932, IV, alínea a, do NCPC nego provimento a presente apelação cível, mantendo-se a sentença íntegra
em todos os seus termos.

Publique-se. Intime-se

Recife, 17 de abril de 2016

José Viana Ulisses Filho


Relator

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE PERNAMBUCO
Gabinete do Desembargador José Viana Ulisses Filho

009. 0004072-26.2016.8.17.0000 Habeas Corpus


(0432270-7)
Comarca : Arcoverde
Vara : Vara Criminal da Comarca de Arcoverde
Impetrante : Silvio Antonio Monteiro Junior
Paciente : GILBERTO FERREIRA DE MELO FILHO
AutoridCoatora : JUÍZO DE DIREITO DA 4ª VARA REGIONAL DE EXECUÇÕES PENAIS DA
COMARCA DE PETROLINA

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Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma


Relator : Des. José Viana Ulisses Filho
Despacho : Decisão Terminativa
Última Devolução : 13/04/2016 14:56 Local: Diretoria de Caruaru
Habeas Corpus nº:
004072-26.2016.8.17.0000 (0432270-7)
Comarca Origem:
4ª Vara Regional das Execuções Penais de Caruaru/PE.
Impetrante:
Silvio Antônio Monteiro Júnior
Paciente:
Gilberto Ferreira de Melo Filho
Relator:
Des. José Viana Ulisses Filho
Órgão Julgador:
1 ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma

DECISÃO MONOCRÁTICA TERMINATIVA.


Trata-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado por Silvio Antônio Monteiro Júnior, em favor de Gilberto Ferreira de Melo
Filho, sob alegação de que o paciente estaria sofrendo constrangimento ilegal por parte do MM. Juízo de Direito da 4ª Vara de Execuções
Penais de Caruaru/PE, ora apontado como autoridade coatora (proc. nº. 003628-80.2014.8.17.0220).
Aduz o impetrante que o paciente está sofrendo coação ilegal em razão de decisão proferida pelo Juízo da 4ª Vara de Execuções Penais
de Caruaru que deixou de proceder com a progressão de regime prisional do paciente.
É o sucinto relato. Decido:
É sabido que o habeas corpus é um remédio constitucional que como tal, demanda prova pré-constituída.
No presente writ, o impetrante não juntou qualquer documentação, nem mesmo a decisão da autoridade coatora que influiu na situação
prisional do paciente. Eis o entendimento do TJPE:
PENAL - PROCESSUAL PENAL - HABEAS CORPUS - AUSÊNCIA DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA - NÃO CONHECIMENTO DO HABEAS
CORPUS - DECISÃO UNÂNIME. 1. Por não se prestar à dilação de matéria fático-probatória, deve o habeas corpus ser instruído
previamente com as provas necessárias à demonstração inequívoca da ilegalidade apontada. 2. Para análise das razões que motivam a
segregação cautelar do paciente, é imprescindível o exame do teor da decisão que convertera a prisão em flagrante, e , estando ausente
cópia desta, é de rigor o não conhecimento do Habeas Corpus. 3. Decisão unânime. (TJ-PE - HC: 3853649 PE, Relator: Odilon de Oliveira
Neto, Data de Julgamento: 26/05/2015, 1ª Câmara Criminal, Data de Publicação: 05/06/2015)
HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. ALEGAÇÃO ENVOLVENDO QUESTÕES DE MÉRITO. NÃO
CONHECIMENTO. AUSÊNCIA DE DECRETO PRISIONAL. AUSÊNCIA DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. NÃO CONHECIMENTO DA ORDEM.
DECISÃO UNÂNIME. 1. Não há possibilidade de, em sede de habeas corpus, discutir questões meritórias relativas à autoria da ação.
2. Não é possível o conhecimento, em sede de habeas corpus, do pedido de liberdade provisória por ilegalidade da prisão preventiva,
haja vista a ausência de qualquer prova pré-constituída, sendo a dilação probatória incompatível com o procedimento sumário deste
mandamus. Precedentes do STF e do STJ. (TJ-PE - HC: 3708956 PE, Relator: Marco Antonio Cabral Maggi, Data de Julgamento:
17/03/2015, 4ª Câmara Criminal, Data de Publicação: 24/03/2015)

Ademais, analisando a peça inicial, verifico que, o impetrante nem mesmo menciona o número do processo de execução penal contra
o qual se insurge, indicando apenas os feitos de primeiro grau nos quais foram proferidas sentenças condenatórias em desfavor do
paciente.
A estreita via do habeas corpus não é cabível para dilações probatórias, devendo o impetrante colacionar, desde a sua propositura
todos os documentos indispensáveis para a análise de eventual ilegalidade.
Sem a juntada das decisões que influem na situação prisional do paciente, não há como este tribunal avaliar eventual coação ilegal.
Por tais razões, não conheço do presente habeas corpus.
Publique-se e intime-se.

Caruaru, 11.04.2016
Des. José Viana Ulisses Filho
Relator

Gabinete Des. José Viana Ulisses Filho


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2
08

Apelação Criminal nº:


(0378594-6)
Comarca Origem:
Vara única da Comarca de Cabrobó.
Apelante:
RICARDO ALVES DOS SANTOS.
Apelado:
Ministério Público do Estado de Pernambuco
Relator:
Des. José Viana Ulisses Filho
Procurador(a) de Justiça:
Janeide Oliveira de Lima.
Órgão Julgador:
1ª Turma da Câmara Regional de Caruaru

DECISÃOMONOCRÁTICATERMINATIVA
Cuida-se de apelação criminal, interposta por Ricardo Alves dos Santos, contra decisão do Tribunal do júri da Comarca de Cabrobó que o
condenou a pena de 20 (vinte) anos de reclusão, pelo cometimento do crime tipificado no art. 121, §2º, II e IV c/c art. 14, II do CP.
Aduziu que a decisão dos jurados foi manifestamente contrária às provas dos autos.
Em contrarrazões às fls. 264/274, o MPPE requereu em preliminar o não conhecimento do recurso pelo fato de não haver na petição de
interposição a descriminação das alíneas do art. 593, III do CPP, que fundamenta o recurso, violando o entendimento sumulado do STF. No
mérito, requereu o não provimento do recurso.
A procuradoria de justiça, às fls. 285/291, apresentou parecer também pugnando pelo não reconhecimento do recurso, e em caso de
enfrentamento do mérito, pelo desprovimento do mesmo.
É o relatório. Decido:
Incialmente, ressalto que a jurisprudência admite a decisão terminativa no processo penal.
Isso porque o código de processo penal admite expressamente interpretação extensiva e aplicação analógica, nos termos do art. 3º do CPP1.
Nesse sentido a jurisprudência do STJ:
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO MONOCRÁTICA DE RELATOR EM
MATÉRIA CRIMINAL. POSSIBILIDADE. 1. A jurisprudência dos Tribunais Superiores, à luz do artigo 3º do Código de Processo Penal, é pacífica
na afirmação da aplicabilidade do artigo 557 do Código de Processo Civil ao processo penal, inexistindo óbice qualquer ao provimento de
recurso criminal, pelo Relator, quando o acórdão impugnado está em manifesto confronto com súmula ou jurisprudência dominante. 2. Embargos
acolhidos, sem efeitos modificativos.
(STJ - EDcl no AgRg no REsp: 167789 RJ 1998/0019441-0, Relator: Ministro HAMILTON CARVALHIDO, Data de Julgamento: 17/03/2005, T6 -
SEXTA TURMA, Data de Publicação: <!-- DTPB: 20050801</br> --> DJ 01/08/2005 p. 576)
O art. 557 do CPC/73, o qual foi mencionado no julgado acima, corresponde ao art. 932 do CPC/15 que dispõe:
Art. 932. Incumbe ao relator:
I - dirigir e ordenar o processo no tribunal, inclusive em relação à produção de prova, bem como, quando for o caso, homologar autocomposição
das partes;
II - apreciar o pedido de tutela provisória nos recursos e nos processos de competência originária do tribunal;
III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida;
Na hipótese dos autos, o recorrente na petição de interposição não informou qual das hipóteses, do inciso III do art. 593 do CPP seria sua
motivação para o apelo.
O STF já pacificou o entendimento, por meio do enunciado 713 de sua súmula, de que o efeito devolutivo da apelação contra as decisões do
júri é adstrito a sua interposição2.
No mesmo sentido é a jurisprudência do TJPE:
PENAL. PROCESSUAL PENAL. JÚRI. CONDENAÇÃO. RECURSO INTERPOSTO SOB O ARGUMENTO DE DECISÃO CONTRÁRIA À
PROVA DOS AUTOS. EXCLUSÃO DAS QUALIFICADORAS. IMPOSSIBILIDADE. INDÍCIOS SUFICIENTES DE SUA ADEQUAÇÃO AO CASO
CONCRETO. VEROSSIMILHANÇA DA VERSÃO ACUSATÓRIA. DEPOIMENTOS DE TESTEMUNHAS E CONFISSÃO NA ESFERA JUDICIAL.

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DEVOLUTIVIDADE RESTRITA DO RECURSO. APELAÇÃO CONHECIDA COM BASE NO FUNDAMENTO APONTADO NO TERMO DE
INTERPOSIÇÃO. RECURSO NÃO PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1. Em se tratando de processos da competência do Tribunal do Júri, a
devolutividade da matéria aos tribunais de segundo grau é limitada aos fundamentos apontados no termo de interposição do apelo, devendo a
parte inconformada, já nessa ocasião, indicar uma ou mais das alíneas do inciso III do art. 593 do CPP nas quais assenta a sua insurgência,
sob pena de não conhecimento das alegações exorbitantes externadas nas razões recursais. 2. Não se mostra possível o afastamento das
qualificadoras reconhecidas na decisão de pronúncia quando há indícios suficientes de sua adequação ao caso concreto. 3. É sólida a carga
probatória que justifica a condenação do ora Apelante, a começar por sua confissão nas esferas policial e judicial, seguindo-se que os depoimentos
prestados também se coadunam com a tese esposada pela acusação de modo a encorpar a versão adotada pelo júri. 4. Apelação parcialmente
conhecida e, nesta extensão, não provida por unanimidade.
(TJ-PE - APL: 2968036 PE, Relator: Cláudio Jean Nogueira Virgínio, Data de Julgamento: 09/10/2014, 3ª Câmara Criminal, Data de Publicação:
15/10/2014)
PENAL. PROCESSUAL PENAL. JÚRI. CONDENAÇÃO. RECURSO INTERPOSTO SOB O ARGUMENTO DE DECISÃO CONTRÁRIA À PROVA
DOS AUTOS. VEROSSIMILHANÇA DA VERSÃO ACUSATÓRIA. DEPOIMENTOS DE TESTEMUNHAS E CONFISSÃO NA ESFERA JUDICIAL.
DEVOLUTIVIDADE RESTRITA DO RECURSO. APELAÇÃO CONHECIDA COM BASE NO FUNDAMENTO APONTADO NO TERMO DE
INTERPOSIÇÃO. RECURSO NÃO PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1. Em se tratando de processos da competência do Tribunal do Júri, a
devolutividade da matéria aos tribunais de segundo grau é limitada aos fundamentos apontados no termo de interposição do apelo, devendo a
parte inconformada, já nessa ocasião, indicar uma ou mais das alíneas do inciso III do art. 593 do CPP nas quais assenta a sua insurgência, sob
pena de não conhecimento das alegações exorbitantes externadas nas razões recursais. 2. É sólida a carga probatória que justifica a condenação
do ora Apelante, a começar por sua confissão nas esferas policial e judicial, seguindo-se que os depoimentos prestados também se coadunam
com a tese esposada pela acusação de modo a encorpar a versão adotada pelo júri. 3. Apelação parcialmente conhecida e, nesta extensão,
não provida por unanimidade.
(TJ-PE - APL: 2710509 PE, Relator: Cláudio Jean Nogueira Virgínio, Data de Julgamento: 29/05/2013, 3ª Câmara Criminal, Data de Publicação:
07/06/2013)
Considerando que o apelante na petição de interposição, fundou o recurso no art. 593, I do CPP, que dispõe do cabimento da apelação contra
decisões do juiz singular, não obedecendo ao prescrito na súmula 713 do STF, não há devolutividade ao juízo ad quem, por tais razões não
conheço do recurso monocraticamente, o que faço com fulcro no art. 932, III do CPC/15, c/c art. 3º do CPP.
Publique-se e intime-se.
Caruaru, 11.04.2016
Des. José Viana Ulisses Filho
Relator

1 Art. 3o A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito.
2SÚMULA 713- STF. O EFEITO DEVOLUTIVO DA APELAÇÃO CONTRA DECISÕES DO JÚRI É ADSTRITO AOS FUNDAMENTOS DA SUA
INTERPOSIÇÃO.

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DESPACHOS

Emitida em 14/04/2016
Diretoria de Caruaru

Relação No. 2016.07456 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE
PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Bruno Novaes Bezerra Cavalcanti(PE019353) 004 0000022-15.2015.8.17.0380(0405234-4)


Bruno Novaes Bezerra Cavalcanti(PE019353) 005 0001782-33.2014.8.17.0380(0409113-6)
Bruno Novaes Bezerra Cavalcanti(PE019353) 008 0014977-27.2015.8.17.0000(0414986-2)

138
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Cinthia Raphaela Ribeiro Bispo(PE031521) 004 0000022-15.2015.8.17.0380(0405234-4)


Clávio de Melo Valença Filho(PE000665B) 006 0014018-56.2015.8.17.0000(0411124-0)
Erik Limongi Sial(PE015178) 009 0008317-66.2014.8.17.0480(0416565-1)
Erik Limongi Sial(PE015178) 010 0013090-28.2012.8.17.0480(0418208-9)
FAIRLAN ANDERSON GONÇALVES 005 0001782-33.2014.8.17.0380(0409113-6)
MATIAS(PE035460)
Fausto Ottoni de Lima Parizio(PE029414) 002 0016099-75.2015.8.17.0000(0418484-9)
Josiane Florêncio da Silva(PE015579) 009 0008317-66.2014.8.17.0480(0416565-1)
José Edgard da Cunha Bueno Filho(PE001190A) 003 0000093-39.2009.8.17.1540(0431813-8)
João Lindolfo Gomes de Andrade(PE022235) 004 0000022-15.2015.8.17.0380(0405234-4)
Jânio Viana Gomes(PE026262) 003 0000093-39.2009.8.17.1540(0431813-8)
Lucicláudio Gois de Oliveira Silva(PE021523) 001 0000033-46.2014.8.17.0520(0375895-6)
Marcos Antônio Inácio da Silva(PE000573A) 007 0000171-52.2013.8.17.0680(0413476-7)
Maria Lajeane Xavier dos Santos(PE016212) 010 0013090-28.2012.8.17.0480(0418208-9)
Marlene Maria Lopes(PE016214) 010 0013090-28.2012.8.17.0480(0418208-9)
Paulo Fernando de Souza S. Júnior(PE030471) 007 0000171-52.2013.8.17.0680(0413476-7)
Raquel Braga Vieira(PE029084) 010 0013090-28.2012.8.17.0480(0418208-9)
Roberto Gilson Raimundo Filho(PE018558) 011 0001779-15.2014.8.17.0110(0419339-3)
STEPHANIE SOUZA CABRAL(PE034801) 006 0014018-56.2015.8.17.0000(0411124-0)
Steno Diniz Ferraz(PE028598) 011 0001779-15.2014.8.17.0110(0419339-3)
VAMILSON SEVERINO CORREIA(PE035467) 005 0001782-33.2014.8.17.0380(0409113-6)
YANNE GIGLIOLA BEZERRA DE 008 0014977-27.2015.8.17.0000(0414986-2)
CARVALHO(PE027086)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0000033-46.2014.8.17.0520 Reexame Necessário


(0375895-6)
Comarca : Correntes
Vara : Vara Única
Autor : Renato Figueredo Calado
Autor : ANTONIO CARLOS CORDEIRO ALVES
Autor : OCIONE BARBOSA DA SILVA
Autor : JOSÉ CLOVIS MONTEIRO DE VASCONCELOS
Autor : ADELVANDRO FRANCISCO DA SILVA
Advog : Lucicláudio Gois de Oliveira Silva(PE021523)
Réu : Presidente da Câmara Municipal das Correntes
Réu : JOSÉ CARDOSO SOARES
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. José Viana Ulisses Filho
Relator Convocado : Des. Humberto Costa Vasconcelos Júnior
Revisor : Des. Cargo Vago
Revisor Convocado : Des. Waldemir Tavares de Albuquerque Filho
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 11:37 Local: Diretoria de Caruaru

PRIMEIRA CÂMARA REGIONAL DE CARUARU - 1ª TURMA

REMESSA NECESSÁRIA Nº 0375895-6

COMARCA: Correntes/PE - Vara Única

IMPETRANTE: Renato Figueirêdo Calado e outros

IMPETRADO: Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Correntes

RELATOR: Des. José Viana Ulisses Filho

DECISÃO INTERLOCUTÓRIA

1. Cuida-se de remessa necessária de sentença proferida em mandado de segurança impetrado por vereadores da Câmara Municipal de
Correntes contra ato do Presidente da Câmara. A referida sentença concedeu a segurança pleiteada para determinar à autoridade impetrada o
pagamento dos subsídios dos impetrantes em consonância com a Lei municipal nº 564/2012.
2. De acordo com a parte autora (fl. 03), foi impetrado outro mandado de segurança, de nº 0000011-85.2014.8.17.0520, cujo polo passivo é
composto pelos impetrantes do presente mandamus e também tem como causa de pedir o vencimento dos vereadores na comarca de Correntes.
3. Evidencia-se a conexão entre este mandado de segurança e o de nº 0000011-85.2014.8.17.0520, nos termos do art. 55 do Código de Processo
Civil, sendo que essa última ação se encontra, de acordo com informações colhidas no sistema informatizado Judwin, atualmente em tramitação
nesta Primeira Câmara Regional, Primeira Turma, tendo como relator o Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima, também para reexame
necessário.

139
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Depreende-se do art. 59 do CPC, que trata da prevenção, ser a competência para processar causas conexas definida pelo registro (em comarcas
de Vara única) ou distribuição. O processo que tiver sido distribuído ou registrado em primeiro lugar torna prevento o juízo para as possíveis
ações posteriores conexas a essa primeira.
No presente caso, verifico através do sistema informatizado ter sido o mandado de segurança reputado conexo a este distribuído para o Des.
Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima em 02.03.2015. O presente mandado de segurança, por outro lado, foi distribuído em 03.03.2015.
Sendo caso de conexão entre as duas ações, e tendo em vista ter sido o mandado de segurança nº 0000011-85.2014.8.17.0520 distribuído
em primeiro lugar, impende seja feita a remessa destes autos para o juízo onde tramita o referido mandado de segurança, isso para se evitar
a prolação de decisões conflitantes nos dois processos, como também em atenção ao princípio da economia processual, rationes essendi do
instituto da conexão.
4. Pelo exposto, com arrimo no artigo 55 do CPC, DECLINO DE COMPETÊNCIA em favor do Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima, para
cujo gabinete devem ser encaminhados estes autos.
Publique-se. Intimem-se.
Caruaru, 11 de abril de 2016.

Des. José Viana Ulisses Filho


Relator

PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Gabinete do Desembargador José Viana Ulisses Filho

1
nº 05

002. 0016099-75.2015.8.17.0000 Recurso em Sentido Estrito


(0418484-9)
Comarca : Caruaru
Vara : Vara Trib. Júri
Reqte. : J. H. S.
Advog : Fausto Ottoni de Lima Parizio(PE029414)
Reqdo. : M. P. E. P.
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. José Viana Ulisses Filho
Despacho : Decisão Interlocutória
Última Devolução : 12/04/2016 11:37 Local: Diretoria de Caruaru

RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Nº 0016099-75.2015.8.17.0000 (0418484-9)


RELATOR: Desembargador José Viana Ulisses Filho
RECORRENTE: JOSÉ HILÁRIO DA SILVA
RECORRIDO: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO

DECISÃO INTERLOCUTÓRIA

Trata-se de Recurso em Sentido Estrito, interposto em favor de José Hilário da Silva, onde se requer a reforma da sentença que pronunciou o
recorrente, nos autos do processo nº 0005904-46.20015.8.17.0480.
Todavia, compulsando os autos, pude verificar que houve a interposição, por parte de José Hilário da Silva, ora recorrente, de Habeas Corpus
(fls. 189).
Em pesquisa realizada no sistema Judwin, localizei o referido writ, cadastrado sob o nº 0391412-7, e autuado no dia 01/07/2015, ao Excelentíssimo
Desembargador Relator Waldemir Tavares de Albuquerque Filho.
Ocorre que o presente Recurso foi distribuído em 17/12/2015, quando ainda se encontrava em tramitação o aludido Habeas Corpus, que apenas
transitou em julgado no dia 04/03/2016, situação essa que atrai a incidência da regra inserta no art. 67-B do Regimento Interno desta Egrégia
Corte, in verbis:

Art. 67-B: A distribuição de mandado de segurança, de habeas corpus, de reexame necessário, de medidas cautelares e de recurso pendente
torna preventa a competência do relator para todos os recursos e pedidos posteriores, tanto na ação quanto na execução referente ao mesmo

140
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

processo; a distribuição do inquérito, bem como a realizada para efeito de concessão de fiança ou decretação de prisão preventiva ou de qualquer
diligência anterior à denúncia ou queixa, prevenirá a da ação penal, com a devida compensação em todos os casos.
§ 1º Se o relator deixar o Tribunal ou transferir-se de Seção, a prevenção será do órgão julgador.
§ 2º Vencido o relator, a prevenção referir-se-á ao desembargador designado para lavrar o acórdão.
§ 3º Se o recurso tiver subido por decisão do relator no agravo de instrumento, ser-lhe-á distribuído ou ao seu sucessor.
§ 4º A prevenção, se não for reconhecida, de ofício, poderá ser arguida por qualquer das partes ou pelo órgão do Ministério Público, até o início
do julgamento.
§ 5º Ainda quando, em tese, tenha se esgotado a jurisdição do Tribunal pelo julgamento de processo pioneiro, a cessação da prevenção de que
trata este artigo pressupõe a certificação nos autos do trânsito em julgado do acórdão ou da decisão final para ele proferida. - Grifei.

Ora, o dispositivo é claro ao indicar que a distribuição originária de habeas corpus torna preventa a competência do relator para analisar pedidos
ulteriores que estejam relacionados à mesma ação que fundamenta a impetração.

Pelo exposto, resolvo, baseado nos critérios de prevenção e de economia processual, declinar de minha competência, determinando a remessa
dos autos ao Gabinete do Des. Waldemir Tavares de Albuquerque Filho, após a devida retificação na Distribuição.

Intime-se e Cumpra-se.

Caruaru, 12.04.2016

Des. José Viana Ulisses Filho


Relator

PODER JUDICIÁRIO
Tribunal de Justiça de Pernambuco
Gabinete do Des. José Viana Ulisses Filho

07

003. 0000093-39.2009.8.17.1540 Apelação


(0431813-8)
Comarca : Tuparetama
Vara : Vara Única
Apelante : Banco Bradesco S/A
Advog : José Edgard da Cunha Bueno Filho(PE001190A)
Apelado : José Ferreira Filho
Advog : Jânio Viana Gomes(PE026262)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. José Viana Ulisses Filho
Despacho : Despacho
Última Devolução : 08/04/2016 10:40 Local: Diretoria de Caruaru

1ª CÂMARA REGIONAL DE CARUARU - 1ª TURMA


APELAÇÃO Nº 0431318-8
Apelante(s): Banco Bradesco SA
Apelado(s): José Ferreira Filho
NPU: 0000093-39.2009.8.1540
Juízo: Vara Única de Tuparetama
Relator: Des. José Viana Ulisses Filho
DESPACHO

Intime-se a parte recorrente para, no prazo de 05 (cinco) dias, complementar o preparo recursal efetuando o pagamento da taxa judiciária1,
conforme disposto no art. 1º da Lei n. 10.852/19922 e art. 1º da Lei n. 11.404/19963 c/c nota 4, tabela "A", da Tabela de Custas e Emolumentos
do Tribunal de Justiça de Pernambuco, atualizada pelo Ato n. 1.469, de 22 de dezembro de 20144, sob pena de deserção.

141
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Decorrido tal prazo, com ou sem recolhimento, voltem-me os autos conclusos.

Publique-se. Intime-se.

Caruaru, 05 de abril de 2016.

Des. José Viana Ulisses Filho


Relator

1 Acessar www.tjpe.jus.br / serviços / emissão de DARJ / DARJ 2º grau / informar número processual e valor da causa / selecionar julgamento
cível em grau de recurso / selecionar taxa judiciária / emitir e imprimir guia.
2 Art. 1º Fica instituída, a partir de 1º de janeiro de 1993, a Taxa Judiciária que tem por fato geradora prática de todos os atos judiciais discriminados
no art. 2º desta Lei.
Parágrafo único. O recolhimento da Taxa Judiciária será efetuado antes da distribuição.
3 Art. 1º As custas devidas nos processos judiciais e os emolumentos cobrados pelos Serviços Notarial e de Registro são fixados na proporção
do valor da causa, segundo a natureza do feito ou de acordo com a espécie de recurso ou do ato praticado, conforme tabela fixada nos termos
da legislação estadual em vigor.
4 NOTA: Nas apelações e agravos, havendo mais de um recorrente, as custas serão divididas em partes iguais, implicando o pagamento de
cada parcela o preparo do respectivo recurso.
[...]
4. Além das custas, será cobrada, pela prática dos atos judiciais, a TAXA JUDICIÁRIA, nos termos da Lei nº 10.852, de 29/12/92.
---------------

------------------------------------------------------------

---------------

------------------------------------------------------------

004. 0000022-15.2015.8.17.0380 Agravo na Apelação


(0405234-4)
Protocolo : 2015/127757
Comarca : Cabrobó
Vara : Vara Única
Apelante : COMPANHIA ENERGETICA DE PERNAMBUCO - CELPE e outro e outro
Advog : Bruno Novaes Bezerra Cavalcanti(PE019353)
Advog : Cinthia Raphaela Ribeiro Bispo(PE031521)
Advog : João Lindolfo Gomes de Andrade(PE022235)
Observação : cnj 9196
Agravte : COMPANHIA ENERGETICA DE PERNAMBUCO - CELPE
Advog : Bruno Novaes Bezerra Cavalcanti(PE019353)
Advog : Cinthia Raphaela Ribeiro Bispo(PE031521)
Agravdo : FALHIANA BARBOZA LOPES DOS SANTOS
Advog : João Lindolfo Gomes de Andrade(PE022235)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima
Proc. Orig. : 0000022-15.2015.8.17.0380 (405234-4)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 12/04/2016 16:47 Local: Diretoria de Caruaru

AGRAVO na APELAÇÃO CÍVEL Nº 0000022-15.2015.8.17.0380 (0405234-4)


RELATOR: Desembargador Fábio Eugênio Oliveira Lima
AGRAVANTE: Companhia Energética de Pernambuco - CELPE
AGRAVADA: Falhiana Barboza Lopes dos Santos

DESPACHO

142
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).

Após o decurso do prazo, com ou sem manifestação, voltem os autos conclusos.

Publique-se.

Caruaru, 06 de abril de 2016.

Fábio Eugênio Oliveira Lima


Desembargador Relator

Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco


Gabinete do Des. Fábio Eugênio Oliveira Lima

Cód.08

005. 0001782-33.2014.8.17.0380 Agravo na Apelação


(0409113-6)
Protocolo : 2015/129511
Comarca : Cabrobó
Vara : Vara Única
Apelante : Companhia Energética de Pernambuco - CELPE
Advog : Bruno Novaes Bezerra Cavalcanti(PE019353)
Advog : VAMILSON SEVERINO CORREIA(PE035467)
Apelado : ANA PAULA DA CRUZ
Advog : FAIRLAN ANDERSON GONÇALVES MATIAS(PE035460)
Observação : cnj 7779
Agravte : Companhia Energética de Pernambuco - CELPE
Advog : Bruno Novaes Bezerra Cavalcanti(PE019353)
Advog : VAMILSON SEVERINO CORREIA(PE035467)
Agravdo : ANA PAULA DA CRUZ
Advog : FAIRLAN ANDERSON GONÇALVES MATIAS(PE035460)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima
Proc. Orig. : 0001782-33.2014.8.17.0380 (409113-6)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 12/04/2016 11:37 Local: Diretoria de Caruaru

AGRAVO na APELAÇÃO CÍVEL Nº 0001782-33.2014.8.17.0380 (0409113-6)


RELATOR: Desembargador Fábio Eugênio Oliveira Lima
AGRAVANTE: Companhia Energética de Pernambuco - CELPE
AGRAVADO: Ana Paula da Cruz

DESPACHO

Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).

Após o decurso do prazo, com ou sem manifestação, voltem os autos conclusos.

Publique-se.

Caruaru, 06 de abril de 2016.

Fábio Eugênio Oliveira Lima

143
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Desembargador Relator

Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco


Gabinete do Des. Fábio Eugênio Oliveira Lima

Cód.10

006. 0014018-56.2015.8.17.0000 Agravo no Agravo de Instrumento


(0411124-0)
Protocolo : 2015/127324
Comarca : São Caetano
Vara : Vara Única
Agravte : BRADESCO SAÚDE S/A
Advog : Clávio de Melo Valença Filho(PE000665B)
Agravdo : FERNANDO JOSÉ DA SILVA
Advog : STEPHANIE SOUZA CABRAL(PE034801)
Reprte : SUELY MARIA SILVA DOS SANTOS
Observação : CNJ 9196.
Agravte : BRADESCO SAÚDE S/A
Advog : Clávio de Melo Valença Filho(PE000665B)
Agravdo : FERNANDO JOSÉ DA SILVA
Advog : STEPHANIE SOUZA CABRAL(PE034801)
Reprte : SUELY MARIA SILVA DOS SANTOS
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima
Proc. Orig. : 0014018-56.2015.8.17.0000 (411124-0)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 12/04/2016 11:37 Local: Diretoria de Caruaru

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 0014018-56.2015.8.17.0000 (0411124-0)


RELATORA: Desembargadora Paula Maria Malta Teixeira do Rego
AGRAVANTE: Bradesco Saúde S/A
AGRAVADO: Fernando José da Silva

DESPACHO

Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).

Após o decurso do prazo, com ou sem manifestação, voltem os autos conclusos.

Publique-se.

Caruaru, 06 de abril de 2016.

Fábio Eugênio Oliveira Lima


Desembargador Relator

Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco


Gabinete do Des. Fábio Eugênio Oliveira Lima

Cód.07

144
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

007. 0000171-52.2013.8.17.0680 Agravo na Apelação


(0413476-7)
Protocolo : 2016/100404
Comarca : Iati
Vara : Vara Única
Apelante : EZENILDA BEZERRA DE ALMEIDA
Advog : Marcos Antônio Inácio da Silva(PE000573A)
Apelado : MUNICÍPIO DE IATI/PE
Advog : Paulo Fernando de Souza Simões Júnior(PE030471)
Observação : cnj 9196
Agravte : EZENILDA BEZERRA DE ALMEIDA
Advog : Marcos Antônio Inácio da Silva(PE000573A)
Agravdo : MUNICÍPIO DE IATI/PE
Advog : Paulo Fernando de Souza Simões Júnior(PE030471)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima
Proc. Orig. : 0000171-52.2013.8.17.0680 (413476-7)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 12/04/2016 16:47 Local: Diretoria de Caruaru

AGRAVO NA APELAÇÃO Nº 0000171-52.2013.8.17.0680 (0413476-7)


RELATOR: Desembargador Fábio Eugênio Oliveira Lima
AGRAVANTE: EZENILDA BEZEERRA DE ALMEIDA
AGRAVADO: MUNICÍPIO DE IATI/PE
DESPACHO

Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).

Após o decurso do prazo, com ou sem manifestação, voltem os autos conclusos.

Publique-se.

Caruaru, 06 de abril de 2016.

Fábio Eugênio Oliveira Lima


Desembargador Relator

Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco


Gabinete do Des. Fábio Eugênio Oliveira Lima

Cód. 09/03

008. 0014977-27.2015.8.17.0000 Agravo no Agravo de Instrumento


(0414986-2)
Protocolo : 2016/101823
Comarca : Cabrobó
Vara : Vara Única
Agravte : Companhia Energética de Pernambuco - CELPE
Advog : Bruno Novaes Bezerra Cavalcanti(PE019353)
Agravdo : MARCOS ANTONIO SARAIVA DE NOVAES
Advog : YANNE GIGLIOLA BEZERRA DE CARVALHO(PE027086)
Observação : CNJ 7779.
Agravte : Companhia Energética de Pernambuco - CELPE
Advog : Bruno Novaes Bezerra Cavalcanti(PE019353)
Agravdo : MARCOS ANTONIO SARAIVA DE NOVAES
Advog : YANNE GIGLIOLA BEZERRA DE CARVALHO(PE027086)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima
Proc. Orig. : 0014977-27.2015.8.17.0000 (414986-2)
Despacho : Despacho

145
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Última Devolução : 12/04/2016 11:37 Local: Diretoria de Caruaru

AGRAVO INTERNO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 0014977-27.2015.8.17.0000 (0414986-2)


RELATOR: Desembargador Fábio Eugênio Oliveira Lima
AGRAVANTE: Companhia Energética de Pernambuco - CELPE
AGRAVADO: Marcos Antônio Saraiva de Novaes

DESPACHO

Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).

Após o decurso do prazo, com ou sem manifestação, voltem os autos conclusos.

Publique-se.

Caruaru, 06 de abril de 2016.

Fábio Eugênio Oliveira Lima


Desembargador Relator

Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco


Gabinete do Des. Fábio Eugênio Oliveira Lima

Cód.07

009. 0008317-66.2014.8.17.0480 Agravo na Apelação


(0416565-1)
Protocolo : 2016/101767
Comarca : Caruaru
Vara : 1ª Vara Cível
Apelante : OI MOVEL S.A.
Advog : Erik Limongi Sial(PE015178)
Apelado : VANESSA DE OLIVEIRA SOTERO CAVALCANTI
Advog : Josiane Florêncio da Silva(PE015579)
Observação : CNJ 9196.
Agravte : OI MOVEL S.A.
Advog : Erik Limongi Sial(PE015178)
Agravdo : VANESSA DE OLIVEIRA SOTERO CAVALCANTI
Advog : Josiane Florêncio da Silva(PE015579)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima
Proc. Orig. : 0008317-66.2014.8.17.0480 (416565-1)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 12/04/2016 11:37 Local: Diretoria de Caruaru

AGRAVO NA APELAÇÃO CÍVEL N° 0008317-66.2014.8.17.0480 (0416565-1)


RELATOR: Desembargador Fábio Eugênio Oliveira Lima
AGRAVANTE: OI MÓVEL S/A
AGRAVADA: VANESSA DE OLIVEIRA SOTERO CAVALCANTI

DESPACHO

146
Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).

Após o decurso do prazo, com ou sem manifestação, voltem os autos conclusos.

Publique-se.

Caruaru, 06 de abril de 2016.

Fábio Eugênio Oliveira Lima


Desembargador Relator

Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco


Gabinete do Des. Fábio Eugênio Oliveira Lima

Cód.08

010. 0013090-28.2012.8.17.0480 Agravo na Apelação


(0418208-9)
Protocolo : 2016/101808
Comarca : Caruaru
Vara : 4ª Vara Cível
Apelante : OI S.A
Advog : Erik Limongi Sial(PE015178)
Advog : Raquel Braga Vieira(PE029084)
Apelado : MARIA HELENA DA SILVA
Advog : Maria Lajeane Xavier dos Santos(PE016212)
Advog : Marlene Maria Lopes(PE016214)
Observação : CNJ 9196
Agravte : OI S.A
Advog : Erik Limongi Sial(PE015178)
Advog : Raquel Braga Vieira(PE029084)
Agravdo : MARIA HELENA DA SILVA
Advog : Maria Lajeane Xavier dos Santos(PE016212)
Advog : Marlene Maria Lopes(PE016214)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima
Proc. Orig. : 0013090-28.2012.8.17.0480 (418208-9)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 12/04/2016 11:37 Local: Diretoria de Caruaru

AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO N° 0013090-28.2012.8.17.0480 (0418208-9)


RELATOR: Desembargador Fábio Eugênio Oliveira Lima
APELANTE: Oi Móvel S.A.
APELADO: Maria Helena da Silva

DESPACHO

Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).

Após o decurso do prazo, com ou sem manifestação, voltem os autos conclusos.

Publique-se.

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

Caruaru, 06 de abril de 2016.

Fábio Eugênio Oliveira Lima


Desembargador Relator

Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco


Gabinete do Des. Fábio Eugênio Oliveira Lima

Cód.02

011. 0001779-15.2014.8.17.0110 Agravo na Apelação


(0419339-3)
Protocolo : 2016/104306
Comarca : Afogados da Ingazeira
Vara : Segunda Vara Cível da Comarca Afogados da Ingazeira
Apelante : SULAMERICA CIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Roberto Gilson Raimundo Filho(PE018558)
Apelado : ERONILDES ALVES DE SALES ME
Advog : Steno Diniz Ferraz(PE028598)
Observação : ASSUNTO CNJ 7779
Agravte : SULAMERICA CIA NACIONAL DE SEGUROS
Advog : Roberto Gilson Raimundo Filho(PE018558)
Agravdo : ERONILDES ALVES DE SALES ME
Advog : Steno Diniz Ferraz(PE028598)
Órgão Julgador : 1ª Câmara Regional de Caruaru - 1ª Turma
Relator : Des. Fábio Eugênio Dantas de Oliveira Lima
Proc. Orig. : 0001779-15.2014.8.17.0110 (419339-3)
Despacho : Despacho
Última Devolução : 12/04/2016 11:37 Local: Diretoria de Caruaru

AGRAVO NA APELAÇÃO Nº 0001779-15.2014.8.17.0110 (0419339-3)


RELATOR: Desembargador Fábio Eugênio Oliveira Lima
AGRAVANTE: Sulamérica Cia Nacional de Seguros
AGRAVADO: Eronildes Alves de Sales ME

DESPACHO

Intime-se a parte agravada para, querendo, no prazo de 15 (quinze) dias úteis, apresentar contrarrazões (art. 1.021, §2º, c/c art. 219 do Código
de Processo Civil/2015).

Após o decurso do prazo, com ou sem manifestação, voltem os autos conclusos.

Publique-se.

Caruaru, 06 de abril de 2016.

Fábio Eugênio Oliveira Lima


Desembargador Relator

Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco


Gabinete do Des. Fábio Eugênio Oliveira Lima

Cód.02

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016

CARTRIS
VISTAS AO ADVOGADO

Emitida em 14/04/2016
CARTRIS

Relação No. 2016.07415 de Publicação (Analítica)

ÍNDICE DE PUBLICAÇÃO

Advogado Ordem Processo

Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983) 001 0012292-47.2015.8.17.0000(0403760-1)


CLÓVIS CAVALCANTI A. R. NETO(PE028219) 001 0012292-47.2015.8.17.0000(0403760-1)
Cláudia Virgínia Carvalho Pereira(PE020670) 001 0012292-47.2015.8.17.0000(0403760-1)
PATRICIA MEDEIROS(PE031258) 001 0012292-47.2015.8.17.0000(0403760-1)
TIAGO OLIVEIRA REIS(PE034925) 001 0012292-47.2015.8.17.0000(0403760-1)
e Outro(s) - conforme Regimento I. T. a. III 001 0012292-47.2015.8.17.0000(0403760-1)

O Diretor informa a quem interessar possa que se encontram nesta diretoria os seguintes feitos:

001. 0012292-47.2015.8.17.0000#Agravo no Agravo de Instrumento


(0403760-1)
Protocolo : 2015/125900
Comarca : Recife
Vara : Sétima Vara Cível da Capital - SEÇÃO B
Agravte : Sul América Companhia Nacional de Seguros
Advog : CLÓVIS CAVALCANTI ALBUQUERQUE RAMOS NETO(PE028219)
Advog : Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983)
Agravdo : Jose Alberto de Melo Filho e outros e outros
Advog : TIAGO OLIVEIRA REIS(PE034925)
Advog : PATRICIA MEDEIROS(PE031258)
Agravte : Sul América Companhia Nacional de Seguros
Advog : Cláudia Virgínia Carvalho Pereira(PE020670)
Advog : CLÓVIS CAVALCANTI ALBUQUERQUE RAMOS NETO(PE028219)
Advog : Antônio Eduardo Gonçalves de Rueda(PE016983)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Agravdo : Jose Alberto de Melo Filho
Agravdo : EDVALDO GONÇALVES DE SOUZA LIMA
Agravdo : MARINETE DA SILVA
Agravdo : VALÉRIA SILVEIRA DE OLIVEIRA
Agravdo : MARIA DE LOURDES FERREIRA GUEDES DE OLIVEIRA
Agravdo : ESDRAS DE LIMA ALBUQUERQUE
Advog : TIAGO OLIVEIRA REIS(PE034925)
Advog : PATRICIA MEDEIROS(PE031258)
Advog : e Outro(s) - conforme Regimento Interno TJPE art.66, III
Órgão Julgador : 4ª Câmara Cível
Relator : Des. Jones Figueirêdo
Relator Convocado : Juiz Silvio Romero Beltrão
Proc. Orig. : 0012292-47.2015.8.17.0000 (403760-1)
Motivo : APRESENTAR CONTRARRAZÕES AO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
Vista Advogado : PATRICIA MEDEIROS (PE031258 )
Vista Advogado : TIAGO OLIVEIRA REIS (PE034925 )

VISTAS AO ADVOGADO - Prazo : 15 dias

Emitida em 14/04/2016
CARTRIS
RECURSO CRIMINAL

Relação No. 2016.07425 de Publicação (Analítica)

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Edição nº 70/2016 Recife - PE, sexta-feira, 15 de abril de 2016