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Denominação: O Frade e a Freira

Localização: Cachoeiro de Itapemirim


Proteção Legal: Publicada no Diário Oficial no dia 08/08/1986- processo 11/84,
Resolução 07/86

O Frade e a Freira é uma formação geológica das mais interessantes do País. É um


conjunto de acidentes geográficos que representam, com nitidez impressionante, a figura
de um Frade, sentado, que tem à sua frente (a seu lado, para o observador que passa em
frente a este patrimônio), em plano inferior, como se ajoelhada estivesse, uma Freira, com
seu manto, numa atitude de oração e confidência.
Uma lenda envolve o monumento, e foi assim descrita nos versos do poeta Benjamim
Silva: "Na atitude piedosa de quem reza/ e como que um hábito embuçado/ pôs naquele
recanto a natureza/ a figura de um frade recurvado./ E sob um negro manto de tristeza/ vê-
se uma freira, tímida, a seu lado,/ que vive ali rezando, com certeza,/ uma oração de amor
e de pecado.../ Diz a lenda - uma lenda que espalharam - / que aqui, dentre os antigos
habitantes,/ houve um frade e uma freira que se amaram.../ Mas Deus os perdoou lá no
infinito,/ e eternizou o amor dos dois amantes/ nessas duas montanhas de granito". A
versão poética é, no entanto, contestada por alguns autores, para os quais a
representação deveria retratar o amor de uma índia por um missionário, e não o de uma
freira, pelo fato de as freiras só terem chegado a território capixaba no século XX.

Créditos:
Trechos do Catálogo de Bens Naturais tombados pelo CEC
Coordenação: Sebastião Ribeiro Filho
Historiadores: Carlos Benevides Lima Júnior e Walace Bonicenha
Foto de Condebaldes Menezes

Denominação: Penedo
Localização: Vila Velha
Proteção Legal: Publicada no Diário Oficial no dia 07/10/83- processo 06/80, resolução
07/83

O Penedo ergue-se a 133 metros acima do nível do mar e é considerado o guardião da


ilha de Vitória, marcando a entrada de uma baía de flutuação de mais de 2.500 metros de
extensão, por 650 metros de largura, por onde navegaram nos séculos passados, os
barcos dos colonizadores, e mais recentemente, os navios de inúmeros países. Servia de
ponto de apoio para a defesa de Vitória. Apesar de estar situado em Vila Velha, faz parte
do cenário da Baía de Vitória.
Este imponente monumento paisagístico, há muito decantado em verso e prosa, inspirou
inúmeras crônicas do escritor capixaba Elpídio Pimentel, publicadas na revista Vida
Capixaba, no final da década de 1920, e no livro "Quando o Penedo Falava". Saint Hilaire
e Charles Frederick Hardt classificaram-no como Pão de Açúcar do Espírito Santo, quando
visitaram o Estado no final do século XIX.

Créditos:
Trechos do Catálogo de Bens Naturais tombados pelo CEC
Coordenação: Sebastião Ribeiro Filho
Historiadores: Carlos Benevides Lima Júnior e Walace Bonicenha
Foto de Carlos Antolini

Denominação: Mata Atlântica e seus ecossistemas associados no Espírito Santo


Proteção Legal: Publicada no Diário Oficial no dia 12/04/1991- processo 51/89, resolução
03/91

A Lei Estadual 4.030, de 23/12/87 que declarou de preservação permanente os


remanescentes da Floresta Atlântica no Espírito Santo adotou, em seu art. 1°, parágrafo
único, como definição da Floresta Atlântica "o conjunto das seguintes formações
fitogeográficas: floresta paludosa litorânea, matas ciliares, ou de galeria, scrub lenhosa
atlântico, floresta dos tabuleiros terciários, floresta montana de encosta e floresta
altimontana ou subalpina" (Scrub - formações abertas).

Segundo pesquisa feita pelas biólogas Maria da Penha Padovan e Márcia Regina
Lederman (Conservação da Mata Atlântica no Estado do Espírito Santo - Cobertura
Florestal e Unidades de Conservação, IPEMA, 2005), conforme por ser visto na figura
reproduzida a seguir, "o Estado do Espírito Santo possuía quase 90% de sua superfície
coberta por Mata Atlântica, sendo o restante ocupado por ecossistemas associados, como
brejos, restingas, mangues, campos de altitude e campos rupestres (Fundação SOS Mata
Atlântica, et at., 1993)".

O tombamento dos remanescentes da Mata Atlântica e seus Ecossistemas Associados no


Espírito Santo, bem como nos demais estados da Federação, foi parte de um passo mais
amplo, no sentido de não apenas assegurar a declaração desse bem como Patrimônio
Ecológico e Cultural, visando somar forças na sua efetiva proteção, uma vez que a
Constituição Federal já o coloca como Patrimônio Nacional mas também, garantir seu
reconhecimento como Patrimônio da Humanidade, através da declaração desse bioma
como Reserva da Biosfera pela UNESCO, que à época - final dos anos 80 e início dos
anos 90 - estava sendo viabilizado junto aquele organismo internacional pela Secretaria de
Meio Ambiente da Presidência da República.

Perfazendo, aproximadamente, 36% da Área total do Estado, as regiões delimitadas para


o tombamento abrangem principalmente, a região serrana do sul do Rio Doce e também
os afloramentos rochosos ao norte deste rio, assim como as lagoas, os manguezais,
restingas e ilhas situadas ao longo do litoral.

Como as bacias do Rio Jucu e Santa Maria estão inseridas, quase que na sua totalidade,
os benefícios do tombamento se estenderão à região da Grande Vitória.

Os seguintes municípios foram contemplados e serão beneficiados pelo tombamento:


Afonso Cláudio, Água Doce do Norte, Águia Branca, Alegre, Alfredo Chaves, Alto Rio
Novo, Anchieta, Aracruz, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Cachoeiro de Itapemirim,
Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição da Barra, Conceição de Castelo, Divino São
Lourenço, Domingos Martins, Dores do Rio Preto, Ecoporanga, Fundão, Guarapari,
Ibatiba, Ibiraçu, Ibitirama, Iconha, Itaguaçu, Itapemirim, Itarana, Iúna, João Neiva, Laranja
da Terra, Linhares, Mantenópolis, Muniz Freire, Panças, Pinheiro, Piúma, Presidente
Kennedy, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São
Mateus, Serra, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Velha e Vitória.

Créditos:
Trechos do Catálogo de Bens Naturais tombados pelo CEC
Coordenação: Sebastião Ribeiro Filho
Historiadores: Carlos Benevides Lima Júnior e Walace Bonicenha
Foto de Carlos Antolini
Denominação: Dunas de Itaúnas
Localização: Conceição da Barra
Proteção Legal: Publicada no Diário Oficial no dia 16/10/1986- processo 18/84,
Resolução 08/86

As Dunas de Itaúnas ficam localizadas na Vila de mesmo nome, a 28 quilômetros de


Conceição da Barra, com acesso por estrada não pavimentada. Suas praias foram
incluídas entre as dez mais bonitas do Brasil, pela Revista Quatro Rodas.
A antiga Vila, surgida há cerca de 300 anos abrigava em torno de dois mil habitantes -
segundo maior núcleo urbano de Conceição da Barra, antes de ser soterrada pelas dunas.
Suas atividades básicas eram a pesca e a produção agrícola, transportadas pelo rio até a
sede do município.
A predatória extração de madeira na região, a partir dos anos 50, provocou a alteração da
proteção das dunas, causando a degradação das áreas de restinga entre a Vila e o mar,
iniciando a movimentação do "mar de areia" que, levado pelo vento nordeste, soterrou o
antigo núcleo urbano. O soterramento levou alguns anos, chegando a encobrir a Igreja
Matriz - que atingia altura superior a 20 metros - obrigando os moradores a transferir a Vila
para o outro lado do Rio. Em 1964, ainda havia vestígios das últimas casas.
Fugindo do desastre ecológico ocasionado pela degradação da restinga entre a vila e o
mar, os moradores, em geral pescadores, foram se estabelecer na margem oposta do Rio
Itaúnas, dando início ao atual povoado.

Créditos:
Trechos do Catálogo de Bens Naturais tombados pelo CEC
Coordenação: Sebastião Ribeiro Filho
Historiadores: Carlos Benevides Lima Júnior e Walace Bonicenha
Foto de Larissa Ventorim/Secult

Denominação: FAFI – Escola de Artes

Localização: Avenida Jerônimo Monteiro, nº 656, Centro, Vitória.

Proteção legal: Resolução nº 04/1983 – Conselho Estadual de Cultura. Inscrição no Livro


do Tombo Histórico sob o nº 31, folha 3v e 4.

Construída para ser a sede do “Grupo Escolar Gomes Cardim”, durante o governo
Florentino Ávidos, a FAFI foi palco para as muitas manifestações culturais e políticas
promovidas e vivencias por gerações de jovens capixabas, criando laços emocionais com
grande parte da população.
É assim que na década de 1950 o edifício é ocupado pelo Colégio Estadual do Espírito
Santo, para finalmente, no ano de 1957 abrigar a Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras
do Estado do Espírito Santo, época responsável por sua atual denominação.

É nesse momento, também, que o edifício passa a integrar parte importante da memória
política local. Sede do movimento estudantil capixaba, que nele se reúne entre os anos de
1968 e 1972, quando edifício passa a constituir o patrimônio da Universidade Federal do
Espírito Santo. É a partir dessa data que o edifício irá abrigar as atividades da Assessoria
de Segurança e Informação, a ASI da Ufes, num período encerrado no ano de 1975.

Desocupado em 1976, após a transferência da Faculdade de Filosofia para o Campus


Universitário de Goiabeiras, o edifício sofre um contínuo processo de deterioração física,
até a sua definitiva adaptação para sediar a Escola de Artes FAFI. Uma iniciativa de
âmbito cultural e artístico consolidada ao longo da década de 1990, o edifício da FAFI
pode ser considerado um testemunho das transformações promovidas no desenvolvimento
educacional e social da cidade de Vitória e mesmo do Estado do Espírito Santo, durante o
século XX. Complementarmente, e de igual relevância, deve ser considerado seu papel na
produção e difusão da cultura local, em suas mais variadas expressões, ao reunir em suas
salas e auditório, capixabas animados com a criação do Teatro Universitário Capixaba, do
Coral Universitário, do Jornal “O Coruja” e do Cineclube Alvorada.

Projetado por Josef Pitilick, em 1925, e construído entre 1925 e 1928, o edifício da Escola
Gomes Gardim, um volume de forma triangular resultante da adequação da planta aos
limites do terreno, um lote de esquina, apresenta implantação tradicional. Suas duas
fachadas principais, voltadas para o ambiente urbano, estão articuladas por um estreito
plano vertical responsável pela inovadora inserção perspectica da arquitetura da escola no
recente e moderno boulevar da cidade, a rua Jerônimo Monteiro.

A fachada mais importante, voltada para a nova avenida, é estruturada a partir de um


módulo central, simetricamente ladeado por outros três. Esses módulos são distintos em
suas larguras, no tratamento de reboco, e em sua posição em relação ao plano da
fachada, com discretos recuos e avanços. Por outro lado, apresentam unidade no
arremate dos vãos, em arco pleno no térreo e em verga reta no pavimento superior, e por
eliminarem a tradicional diferenciação de pavimentos. O módulo, por sua vez, é o principal
responsável pela explicitação clássica de sua referência, presente na disposição do
frontão triangular sobre falsas colunas colossais, em uma composição classicista de
influência francesa.

Internamente, o edifício da escola foi organizado a partir das circulações horizontais,


posicionadas em paralelo às fachadas, e da circulação vertical. Posicionada junto ao
vestíbulo de acesso à escola, a escada é um delicado artefato executado com a
associação do concreto armado para os degraus e o ferro para o gradil do guarda corpo.
Aí, como no interior das salas de aula, as paredes foram ornadas com frisos posicionados
como arremate das superfícies das paredes, junto ao forro do teto.

Executada com paredes portantes de tijolo, a escola já incorpora em sua construção laje
de concreto armado, à qual é associado o revestimento de piso em ladrilho hidráulico.
Complementarmente, são dominantes a madeira nas esquadrias, o ferro nos gradis e o
barro nas telhas de tipo marselha.

REFERÊNCIAS

Achiamé, F. A. de Moraes, Betarello, F. A. de Barros, Sanchotene, F. L. (Org). Catálogo de


bens tombados no Espírito Santo. Vitória, Conselho Estadual de Cultura / Secretaria de
Estado de Educação e Cultura / Universidade Federal do Espírito Santo : Massao Ohnor
Editor, [s.d.].

Almeida Renata Hermanny de, et al.. Arquitetura do Historicismo em Vitória. Vitória,


Núcleo de Estudos de Arquitetura e Urbanismo, 1997.

Almeida, Renata Hermanny de; CAMPOS, Martha Machado; FREITAS, José Francisco
Bernadino. Método de intervenção urbana em área central: o papel da arquitetura no
Centro de Vitória (ES). Relatório final (Pesquisa). Vitória, Núcleo de Estudos de Arquitetura
e Urbanismo, Universidade Federal do Espírito Santo, 2000.

Castro, Andressa Egito de. Web Vitória: divulgação da evolução urbana e da arquitetura do
Centro de Vitória na Internet. Monografia (Graduação). Vitória, Departamento de
Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal do Espírito Santo, 1998.

Espírito Santo (Estado). Presidente (Florentino Ávidos). Mensagem final ... 1924-1928.
Vitória, 1928.

Espírito Santo (Estado). Processo de tombamento. Vitória, Conselho Estadual de Cultura,


Secretaria de Estado da Cultura, nº 08, 1982.

Prado, Michele Monteiro. A Modernidade e o seu retrato: imagens e representações da


paisagem urbana de Vitória (1890 - 1950). Dissertação (Mestrado). Salvador, Programa de
Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal da Bahia, 2002.

Oliveira, Demerval Machado. FAFI: preservação e uso. Graduação (Monografia). Vitória,


Departamento de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal do Espírito Santo, 1987.
Denominação: Theatro Carlos Gomes

Localização: Centro de Vitória - ES

Proteção Legal: Tombado pelo CEC em 12/03/83 pela Resolução 02/83 - Processo nº.
05/82).

Histórico: Inaugurado em 1927, foi arquitetado em estilo eclético por André Carloni. Em
sua construção foram aproveitadas duas colunas de ferro fundido que pertenciam ao
Melpômene, teatro do século XIX, que também se localizava na Praça Costa Pereira.

O Theatro foi uma pioneira sala de exibição cinematográfica de filmes sonoros. Entre os
anos 40 e 50, apresentaram-se algumas companhias teatrais locais e nacionais como, a
de Procópio Ferreira, Eva Tudor, Virgínia Tamanini e Flodoaldo Viana. A apresentação da
peça "Liberdade Liberdade" em 1969, com o ator Paulo Autran, marcou o início do
movimento pela restauração do teatro, que resultou na pintura de sua cúpula por Homero
Massena, um dos artistas de maior renome do estado.

A restauração foi concluída em 1970, resultado de uma série de reivindicações dos artistas
e intelectuais capixabas junto ao governo do Estado que havia adquirido o imóvel desde
1934, exigindo uma programação composta por espetáculos artísticos e eventos culturais.
O Carlos Gomes passou a contar com um quadro de servidores públicos ligado a antiga
Fundação Cultural do Espírito Santo. A partir de 1980 o Departamento Estadual de
Cultura, e, a partir de 1996, com a extinção do último, passou a ser administrado pela
Secretaria de Estado da Cultura.

O Teatro Carlos Gomes tem seu projeto baseado no modelo italiano de ?teatro em
ferradura?, tipologia caracterizada por uma série de galerias superpostas em torno de uma
platéia. Essa tem à frente um palco inserido em uma caixa que abriga complexos
mecanismos cênicos e dispositivos de iluminação responsáveis pelo apoio à ambiência do
espetáculo. A separação entre platéia e palco, promovida pela orquestra em fosso,
também se integra a essa tipologia arquitetônica, que encontra o arquétipo de seu modelo
no Teatro Alla Scalla, de Milão.

Créditos:

Renata Hermany. Catálogo de bens tombados no Espírito Santo / Fernando Achiamé e


outros. Catálogo de bens culturais tombados no Espírito Santo.

Texto adaptado por Luciano Ventorim

Foto de Caliari
Denominação: Radium Hotel.

Localização: Esquina das ruas Joaquim da Silva Lima e Ciríacio de Oliveira, Centro,
Guarapari.

Proteção legal: Resolução nº 04 / 1998 - Conselho Estadual de Cultura.

A edificação foi construída inicialmete para ser uma escola naval (tanto que seu formato é
de uma ancora), entretanto, sua localização privilegiada, a fama da beleza paisagística e
valor terapêutico das areias radioativas de Guarapari, foram fundamentais para que a
empresa Bianchi de Hotéis e Turismo arrendasse o empreendimento do estado por 10
anos, depois prorrogado por mais 05 anos, transformando o prédio num hotel cassino de
padrão internacional. O Hotel, da cidadezinha de apenas 5.000 habitantes, disputou
qualidade e fama com o Grande Hotel Araxá - MG, o Hotel Quitandinha - Petrópolis, RJ,
Hotel Guararapes de Recife, Hotel Cataratas do Iguaçu, etc.

Inaugurado em 1953, ocupava um prédio com três pavimentos, possuindo 37


apartamentos e 26 quartos, com um total de 140 leitos e duas suítes especiais para as
autoridades. Dois salões - um de jogo e outro de lazer. A empresa possuía três aviões
"Douglas", com capacidade para transportar 22 passageiros cada, colocados a disposição
dos hospedes e jogadores. Os aviões aterrissavam em Guarapari na 6ª feira de manhã e
decolavam, 2ª feira, às 9 horas. Para atender a demanda do hotel foram construídos o
aeroporto e a ponte. Grande parte de elite política e social vinha à Guarapari para jogar no
cassino.

Terminado o contrato, o governo não quis renovar o acordo de concessão. Assim, o hotel
mais bem localizado da cidade passou a ser administrado pela Empresa Capixaba de
Turismo - EMCATUR, entrando em decadência.

O prédio foi fechado e lacrado primeiramente pelo Corpo de Bombeiros e depois pela
justiça que o colocou em leilão para quitar dívidas trabalhistas. A Lei Municipal nº.
1.777/98 decretou o entorno do imóvel como área ambiental, garantindo sua preservação.
Em 2004, o Governo do Estado assumiu a divida trabalhista e recuperou o antigo hotel. A
AMOCENTRO - Associação de Moradores do Centro luta para transformá-lo em centro
cultural.

Créditos:

Beatriz Bueno. Guarapari Sua História e Sua Cultura

Texto adapatado por Luciano Ventorim

Foto de Caliari
Denominação: Relógio da Praça Oito de Setembro.

Localização: Praça Oito de Setembro, Centro, Vitória.

Proteção legal: Processo de tombamento nº 08/1992. Resolução do Conselho


Estadual de Cultura. Inscrição no Livro do Tombo Histórico sob o nº 181, às Folhas
30v e 31.

Inaugurado em 1942, o Relógio da Praça Oito de Setembro é marco referencial para quem
passa pelo Centro de Vitória. Na realidade, um conjunto de quatro relógios, dispostos cada
um deles em uma das faces de sua torre. Isso porque, com sua implantação centralizada,
a torre é o elemento gerador da configuração da "Praça Oito", denominação ao mesmo
tempo preguiçosa e carinhosa dos moradores de Vitória e dos usuários de sua área
central.

Inicialmente denominado Cais Grande, no ano de 1900 o largo passa a ser chamado Cais
da Alfândega. Num segundo momento de transformação física e funcional, remodelado
com a introdução de canteiros ajardinados, o espaço do cais passa a ser conhecido como
Praça Santos Dumont. Por fim, em 1940, com novo desenho de piso e limites alterados,
recebe a denominação de Praça Oito de Setembro, em homenagem ao dia da fundação
de Vitória, evento histórico datado do ano de 1551. Sucessivamente cais de embarque e
desembarque de mercadorias, ancoradouro para o transbordo de viajantes, ponto de
encontros e vivências sociais, e palco de atos públicos e manifestações políticas, como o
Congresso Eucarístico em 1945; e a Campanha das Diretas Já em 1984, que fazem da
praça um espaço urbano de especial significado para a memória coletiva dos moradores
de Vitória e mesmo de sua região metropolitana.

A torre do relógio possui 16 metros de altura edificados com o recurso de uma tecnologia
construtiva bastante singela e tradicional, a disposição de tijolos em fieira dobrada,
revestidos com cimento granulado. Solução adotada nas construções da primeira metade
do século XX, esse tipo de revestimento buscava obter uma aparência similar às
alvenarias executadas em pedra aparente.

Quanto aos relógios, eles seriam obra de João Ricardo Hermamm Schorling, um imigrante
alemão, residente no município de Domingos Martins, desde o ano de 1919. Artesão
especializado, visando desenvolver seu ofício em sua nova pátria, Schorling monta uma
oficina de conserto de armas e fabricação de relógios na cidade de Campinho. Profissional
raro no Espírito Santo, naquele momento, Schorling se torna conhecido, sendo chamado
para realizar serviços em diferentes cidades. Assim, antes de executar os relógios da
Praça Oito de Setembro, ele é o responsável pela construção do relógio da Igreja de
Biriricas, em 1925, e o da torre da Igreja Luterana de Domingos Martins, em 1937.
Em funcionamento desde sua inauguração, contudo, há muito não se ouve os primeiros
acordes do Hino do Espírito Santo, que originalmente soavam de hora em hora.

Créditos:

Renata Hermany. Catálogo de bens tombados no Espírito Santo.

Texto adaptado por Luciano Ventorim

Foto de Caliari

Denominação: Palácio Domingos Martins.

Localização: Praça João Clímaco, Centro, Vitória.

Proteção legal: Tombado em 12/03/1983; Resolução nº 02 / 1983 - Conselho Estadual


de Cultura. Inscrição no Livro do Tombo Histórico sob o nº 24, à Folha 04.

Histórico:

Foi erguido no sítio da Igreja da Misericórdia, em terreno situado na ponta de um dos


quarteirões mais antigos de Vitória, junto ao conjunto urbano configurado pela Praça João
Clímaco, o Palácio Anchieta e a Escola Maria Ortiz. O edifício do Palácio Domingos
Martins é expressão do projeto modernizador empreendido na cidade durante a primeira
metade do século XX.

Conduzido entre 1908 e 1912 por Jerônimo Monteiro, esse projeto é a expressão
arquitetônica da negação do mundo luso-brasileiro, erguido por mais de três séculos, e sua
substituição pelo ecletismo europeu. Do conjunto, a Praça João Clímaco é a primeira a
receber intervenção de embelezamento de Vitória, em 1907. Em intervenção seqüencial,
entre 1910 e1912, são ampliados e remodelados a Escola Maria Ortiz, o Palácio do
Governo, e a escadaria fronteiriça. Por sua vez, o Palácio Domingos Martins, da mesma
época, é construção nova, erguida sobre solo resultante da demolição da Igreja da
Misericórdia.

Projetado por André Carloni, no ano de 1908, o edifício foi erguido durante a administração
de Monteiro, sendo inaugurado no ano de 1912. Para a construção do novo edifício,
Carloni aproveita algumas paredes e os alicerces da antiga Igreja da Misericórdia, uma
estrutura executada em pedra argamassada com espessura de aproximadamente um
metro.
Foi a sede do Poder Legislativo de 1912 até a década de 1990. O Palácio Domingos
Martins se mantém, como marco referencial, a lembrar aos homens seu significado
histórico e seu valor urbanístico.

Créditos:

Renata Hermany. Catálogo de bens tombados no Espírito Santo.

Texto adaptado por Luciano Ventorim

Denominação: Palácio Anchieta.

Localização: Praça João Clímaco, Centro, Vitória.

Proteção legal: Tombado em 12/03/1983; Resolução nº 02 de 1983 - Conselho


Estadual de Cultura. Inscrição no Livro do Tombo Histórico sob o nº 23, à Folha 04.

O Palácio Anchieta foi erguido sobre a estrutura do Colégio e Residência de São Tiago.
Oculta em seus alicerces e encerra em suas paredes a obra arquitetônica de maior
relevância histórica e social erguida em solo capixaba. Atual sede do Governo Estadual, o
Palácio Anchieta localiza-se em frente à escadaria Bárbara Lindemberg, no Centro da
Capital. A construção foi erguida no século XVI para ser um Colégio Jesuíta que ali
funcionou até 1759. Desde então passou a ser sede do Governo da Capitania, do Governo
Provincial e Estadual respectivamente. Durante a gestão Jerônimo Monteiro - 1908/1912 -
sofreu intervenções que descaracterizaram suas feições originais.

Na área correspondente à antiga sacristia da Igreja de São Tiago se situa o túmulo do


Padre José de Anchieta. A permanência dos despojos do padre em solo capixaba, em
verdade aqueles não embarcados na caravela náufraga, entre o Rio de Janeiro e Roma,
no ano de 1609, incita devoção, manifesta em preces e romarias. Contudo, em 1734, mais
uma vez aberto, retiram-se os últimos despojos do túmulo.

Constituidor do conjunto histórico mais antigo de Vitória, o Palácio Anchieta se destaca em


seu ambiente pela dominância de sua escala, de sua volumetria e de sua linguagem
arquitetural. Da mesma maneira, sua história, ao confundir-se com a do Estado do Espírito
Santo, a sua encerra homens, idéias e projetos, uma condição antecipada por Luiz Serafim
Derenzi para quem "A velha mansão jesuítica falou, fala e falará às gerações do seu
passado de esperança [...]. Ela foi a oficina de reparos e é hoje o laboratório de novos
métodos para agredir o futuro que está presente".

Créditos:

Renata Hermany. Catálogo de bens tombados no Espírito Santo.


Texto adaptado por Luciano Ventorim

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