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REVELAÇÃO GERAL E ESPECIAL

Crise na área do conhecimento: As áreas do conhecimento nos dias de hoje estão repletas de
irracionalidade, relativismo e misticismo. No passado os debates a cerca do saber, isto é, da crença
justificada, e as investigações ocorriam de forma a se exigir o rigor lógico. Atualmente, o que se vê
é a afirmação da opinião pessoal, a pressuposição de que o homem é árbitro final de alguma noção
da verdade. Esta passa a ser uma construção pessoal determinada pelo indivíduo e pela cultura na
comunidade que ele pertence.

A Solução: A fé histórica confirma que, em meio a esse caos, Deus se revela como infinito e
pessoal na criação, na história e na lei moral, porém, e sobretudo, Deus se revela na sua Palavra.
Isto é importante para nós porque lança fora o relativismo e podemos tomar posse dos valores
objetivos em relação à verdade.

Revelação Geral
Deus se revela: Deus não apenas sustenta toda a sua criação mas também revela a si mesmo e sua
vontade para todas as criaturas.

Revelação geral: Trata-se da revelação de Deus a todos os homens. Isso significa que todos os
homens e mulheres, de todos os tempos e todos os lugares já sabem intuitivamente que Deus existe
e é o criador de todas as coisas.

Versículos que descrevem a revelação geral:

Gênesis 1:1 – “No princípio, criou Deus os céus e a terra” – Como já foi dito, a existência de Deus é
pressuposta na Bíblia. A afirmação parte da ideia de que o homem já sabe que Deus existe. O
pressuposto então é: Deus é o único ser pessoal que pode dar sentido e explicação para toda a
criação.

Salmos 19:1-6 O salmista afirma que a glória de Deus é manifesta em toda criação. No verso 6, diz
que toda a criação é alcançada por esta revelação. Tudo isso sem linguagem e sem palavras.
Entretanto, o alvo desta revelação é apenas informativa: deixar claro a todos os seres humanos que
Deus existe. Por ser informativa, não tem caráter salvífico, necessitando portanto da revelação

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especial, cuja superioridade é meditada na segunda parte desse mesmo salmo.

Atos 17:22-31 – Um dos argumentos centrais desse sermão é: todas as coisas foram criadas por
Deus, e esse criador é distinto de toda a criação. Assim, por mais que as coisas criadas sejam
impressionantes, o Senhor do céu e da terra está acima de toda criação. Além disso, quando lemos
“de uma só vez fez a raça humana para que habitasse sobre a superfície da terra, determinando-
lhes os tempos previamente estabelecido e os territórios da sua habitação”, entende-se que Deus se
revela na história, como Rei soberano sobre os eventos históricos em si. Em suma: Deus reina sobre
a criação e se revela por meio de sua ação na história.

Romanos 1:18-23: O que é estabelecido nessa passagem é a total incapacidade que o homem tem
de chegar a Deus por seus próprios méritos. O apóstolo afirma que todos são pecadores, mesmo
aqueles que não conhecem a Deus. Além disso, todos os homens são indesculpáveis diante do Deus
santo e reto (pois Deus já se revelou a todos). O texto ainda afirma que os homens se tornaram
indesculpáveis por terem distorcido a revelação, enlouquecidos pelo pecado, dando glória à criatura
ao invés do criador. A lista de pecados na sequência do texto é decorrente da rejeição e distorção da
revelação geral que Deus faz de si mesmo como único e soberano criador.
Romanos 2:1-7; 14-16: O que o apóstolo passa a demonstrar é que todos os homens são seres
morais (pois são imagem e semelhança de Deus), por isso, a lei moral está gravada em seus
corações (mesmo aqueles que nunca ouviram a palavra). O apóstolo acrescenta que, estes homens,
mesmo que consigam fazer distinções morais, são incapazes de viver de acordo com seus “ideais
morais”, por causa da natureza escrava do pecado. E é justamente essa incoerência entre o crer e o
proceder que torna todos os homens indesculpáveis perante Deus.
Outros textos:
Sl 8:1 – Majestade exposta no céu.

Sl 50:6 – O céu proclama a Justiça de Deus.

Resumão:
– Deus se revela a todos os homens em todo o tempo e em todo lugar como Deus único e criador de
todas as coisas.
– O Senhor Deus se revela na criação, na história e na lei moral (gravada no coração do homem).
– Por causa do pecado, distorcemos a revelação de Deus, tornando-nos propensos a idolatria.
– Como resultado, todos os homens se tornaram culpados diante de Deus.
– Pelos motivos anteriores, todos os homens são indesculpáveis diante de Deus.
Parêntesis: Como já visto, o alvo da revelação geral é apenas informativa, isto é, deixar claro a

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todos os seres humanos que Deus existe e que somos pecadores. Por ser informativa, não tem
caráter salvífico, necessitando portanto da revelação especial. Assim, a revelação geral é
complementada por uma revelação especial que tem como alvo nos unir a Deus por meio de Jesus
Cristo.

Revelação Especial

Retornando ao Salmos 19:7-14: Já vimos que o salmo estabelece a revelação geral de Deus no
âmbito da criação. Mas essa revelação não é suficiente para nutrir o povo de Deus na aliança. É
necessária uma revelação complementar que atue com caráter salvífico. Lei, testemunhos,
preceitos, mandamentos e juízos são as caracterizações desta revelação especial.
Romanos 10:14: A pregação da mensagem do evangelho que é revelada nas Escrituras, é vital para
a salvação. É por meio da revelação especial, dada nas Escrituras, que recebemos a graça
salvadora., que nos coloca numa relação correta com o Senhor Deus, que atua para redimir
pecadores. Por isso, não é possível que alguém receba a Cristo como salvador a parte das Escrituras.
A centralidade da fé cristã: Precisamos afirmar que a Escritura é o centro da vida cristã. Somente
por meio da revelação especial é que conhecemos nosso estado de miséria diante de Deus, a grande
salvação que recebemos mediante a fé em Cristo e a nova vida no Espírito.

Versículos que descrevem a revelação especial:

2 Timóteo 3:16-17: O alvo da Escritura é ensinar, repreender, corrigir e instruir em justiça. A


Escritura é dada com um alvo prático: habilitar o crente como servo. A Escritura é o meio pelo qual
Deus dirige seu povo para a salvação e santificação. A inspiração indica que, quando a Escritura
fala, é o próprio Deus fando.
Observação: Paulo remete a Escritura referindo-se ao Antigo Testamento. Mas ao mesmo tempo,
em outras passagens, ele admite que o conceito de Escritura abarca também o Novo Testamento.
Exemplos: Paulo coloca lado a lado Deuteronômio e o Evangelho de Lucas (Dt 25:4, Lc 10:7).
Além desse fato, tem-se que, historicamente, os evangelho já eram considerados Escritura, desde o
primeiro século.
Resumindo: Pressupõe-se como verdade fundamental da fé cristã que o texto considerado por Paulo
como Escritura é um conjunto de livros dados pelo próprio Deus à sua igreja para a salvação,
edificação.
2 Pedro 1:16,20-21: A esfera de interpretação das Escrituras é a comunidade cristã. Não há espaço
para interpretações particulares (ou privadas). Ninguém pode deter o monopólio da interpretação,

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porque a sua produção não partiu de homens, mas pela vontade de Deus.
Observação: Dado a inspiração, podemos receber a Escritura com confiança, “como a candeia que
ilumina um lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vosso coração” (2 Pe
1:19).
2 Pedro 3:14-16: Neste tópico, o apóstolo Pedro reconhece as epístolas de Paulo equiparadamente
às Escrituras.
Notadamente, quando o NT fala sobre a Escritura, geralmente se refere aos escritos do AT.
Entretanto, nessa passagem de 2ª Pedro, bem como outras passagens como 1 Tm 5:18, equiparam o
NT com o AT.
Este assunto nos leva a um tema bastante especial:

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