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Sob a Autoridade Espiritual de Kyabje Kalu Rinpoche

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Lodjong 
Texto de Tchekawa Yeshe Dordge 
 

 
 

Comentário de Kongtrul Rinpotché 
 

 
Tchekawa Yeshe Dordge 

Centro Budista Tibetano Kagyü Pende Gyamtso ‐ DF 425 ‐ Condomínio Jardim América ‐ Lotes F1/F3 ‐ G2/G4  
Sobradinho II ‐ DF ‐ Cep: 73070 ‐ 023 ‐  Fone: (61)  34 85 06 97 – Site: kalu.org.br  
 
Sob a Autoridade Espiritual de Kyabje Kalu Rinpoche

]R-.R%-,
                                Lodjong

    Texto de Tchekawa Yeshe Dordge 

 
    Comentário de  Kongtrul Rinpotché 

 
 
 

KPG 04‐10‐2011 

Centro Budista Tibetano Kagyü Pende Gyamtso ‐ DF 425 ‐ Condomínio Jardim América ‐ Lotes F1/F3 ‐ G2/G4  
Sobradinho II ‐ DF ‐ Cep: 73070 ‐ 023 ‐  Fone: (61)  34 85 06 97 ‐ Site : www.kalu.org.br   
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Lodjong – O treinamento da mente ( à Bodhicitta) 
« O treinamento da mente em 7 pontos »  
Texto de Tchekawa Yeshe Dordge 
 

« A via direta para o Despertar »  
Comentário de Kongtrul Rinpotché 
 

A] A origem da transmissão 
 

B] A necessidade deste aprendizado 
 

C] A explicação do texto raiz 
 

  A) As instruções de Tchekawa Yeshe Dordge 
 

I ] Ensinamento sobre as preliminares. (1 verso) 
      1] Preliminares de uma sessão ( Guru Yoga ) 
      2] Instruções preliminares ( as quatro preliminares comuns)  
 

II ] Corpo da prática: o aprendizado da Bodhicitta 
      1] Ocasionalmente : A meditação sobre a Bodhicitta última  
        1) Instruções para as sessões ( 4 versos) 
        2) Instruções para as inter‐sessões (1 verso) 
      2] Principalmente : A meditação sobre a Bodhicitta relativa  
        1) Instruções para a preparação 
        2) Instruções para a prática em si ‐ Tong Lene (2 versos) 
        3) Instruções para as inter‐sessões ( 4 versos) 
 

  III ] Manter a prática na vida cotidiana 
      1] Transformação em função da Bodhicitta relativa (2 versos) 
      2] Transformação em função da Bodhicitta última (2versos) 
      3] Transformação em função das práticas especiais : (2 versos) 
        _As 4 preparações :  
          1) Reunião das acumulações 
          2) Confissão dos atos negativos 
            1_As 4 forças  2_Os 6 antídotos 
          3) Doação de torma aos deuses e demônios 
          4) Oferenda de torma às dakinis e protetores 
 

IV ] Ensinamento de uma forma condensada da prática para uma vida inteira 
      1] O que é para se fazer durante esta vida (2 versos) 
        _As 5 forças  
          1) Força de impulsão    2) Força de familiaridade 
          3) Força das sementes brancas  4) Força da renúncia 
          5) Força das aspirações  
 

      2] O que se deve fazer no momento da morte (2 versos) 
          1) A força das sementes brancas  2) A força das aspirações 
    3) A força da renúncia    4) A força da impulsão 
    5) A força da familiaridade 
V ] Critérios de progresso na aprendizagem espiritual (4 versos) 
 

VI ] Os engajamentos da aprendizagem espiritual (16 versos) 
 

VII ] Conselhos para a aprendizagem espiritual. (21 versos ) 
 

B) Ensinamentos complementares vindos da linhagem 
Conclusão ‐ Colofão 

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O treinamento da mente em 7 pontos 
Tchekawa Yeshe Dordge 
“A Via Direta Para o Despertar” 
Djamgön Kontrul 

 
PREFÁCIO 
 
  No  ano  de  1042  depois  de  Jesus  Cristo,  o  tradutor  Rintchen  Zangpo  acabou 
por  persuadir  Dipankara  Atisha  (1)  (982  –  1054)  a  vir  ao  Tibet.    Atisha*  avaliou 
rapidamente as dificuldades, que o Budismo enfrentou no dia seguinte à tentativa de 
destruição que havia empreendido Langdarma*, um século antes.  
Ele  trabalhava  no  estabelecimento  de  uma  compreensão  correta  da  prática 
espiritual, ensinando a síntese das três linhagens do Budismo indiano: 1) a linhagem 
da Filosofia Profunda iniciada pelo Buddha Shakyamuni e seguida por Nagarjuna* sob 
a  inspiração  do  Bodhisattva  Mandjugosha*;  2)  a  linhagem  da  Grande  Atividade 
procedente  também  do  Buddha  Shakyamuni  e  retomada  por  Asanga*  sob  a 
inspiração  do  Bodhisattva  Maitreya*  e  3)  a  linhagem  da  Prática  da  Graça  Inspirada, 
procedente do Buddha Vadjradhara* e transmitida por Tilopa.  
A apresentação de Atisha coloca particularmente em relevo o papel essencial 
do  Refúgio  e  da  Bodhitchitta*.  Sua  insistência  sobre  o  Refúgio  como  base  de  toda 
prática do Dharma o fez ser chamado “O Erudito do Refúgio”. 
  Anteriormente em sua vida, Atisha teve muitas visões e experiências que lhe 
indicaram  cada  vez  a  necessidade  da  Bodhitchitta  para  a  realização  da  Budeidade. 
Ele foi conduzido a empreender um longo périplo via Indonésia, onde ele encontrou 
Serlingpa, de quem recebeu numerosos ensinamentos sobre o assunto. Serlingpa lhe 
ensinou  a  técnica  da  “aprendizagem  espiritual”:  sistema  de  prática  no  qual  nosso 
próprio  modo  de  pensar  e  de  considerar  as  situações  na  vida  diária  é 
sistematicamente  modificado  por  refletir  o  que  um  Bodhisattva  pode  considerar  ou 
encontrar  nas  mesmas  situações.  Serlingpa,  ele  próprio  escreveu  obras  sobre  esta 
técnica, das quais uma é incluída na tradução que segue. 
 Atisha  transmitiu  estes  ensinamentos  a  seu  mais  próximo  discípulo,  Drom 
Teun Rimpoche* (1005 – 1064), o fundador da linhagem Kadampa*.  Num primeiro 
momento, seus ensinamentos não se propagaram: eles foram largamente conhecidos 
graças a Tcheka‐oua Dordje* (1102 – 1176). 
  Tcheka‐oua  entrou  em  contacto  com  estes  ensinamentos  de  forma  quase 
acidental. Visitando um amigo, ele pousou o olhar sobre um livro aberto, deixado ao 
azar  sobre  uma  cama,  e  leu  a  linha  seguinte:  “Deixa  a  vitória  aos  outros  tome  para 
você  a  derrota”.  Intrigado  por  esta  idéia  pouco  familiar,  ele  procurou  o  autor  e 
descobriu que aquilo que lera fazia parte das “Oito instâncias sobre a aprendizagem 
espiritual” de Langri Tangpa.  
Apesar  do  Langri  Tangpa  já  estar  morto,  Tcheka‐oua  pode  encontrar  Chara‐
oua,  um  outro  mestre  Kadampa  que  tinha  recebido  esta  transmissão,  para  receber 
explicações  sobre  este  ensinamento.  Durante  doze  anos  Tcheka‐oua  estudou  e 

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praticou  a  aprendizagem  espiritual  e  resumiu  este  método  no  “Os  Sete  Pontos  da 
Aprendizagem Espiritual”.   
Ao longo dos anos, estes ensinamentos se propagaram largamente e, apesar da 
existência do próprio comentário de Tcheka‐oua sobre “os Sete Pontos”, numerosos 
mestres foram inspirados e impelidos por seus discípulos a escrever por mais tempo 
sobre este assunto. 
  Djamgoeun Kongtrul (1813 – 1899) foi um destes instrutores. Como principal 
artífice da renovação religiosa no Este do Tibet no século XIX, imagina‐se facilmente 
seu  entusiasmo  ante  a  oportunidade  que  lhe  foi  dada  de  escrever  sobre  um 
ensinamento  altamente  estimado  e  que  foi,  à  sua  época,  assimilado  por  todas  as 
escolas do Budismo no Tibet. 
   Kongtrul  nasceu  e  cresceu  na  tradição  Bön.  Muito  jovem  adquiriu  um 
conhecimento  total  desta  tradição  graças  a  seu  pai,  sacerdote  Bön.  Expulso  de  seu 
país natal por dificuldades políticas, Kongtrul encontrou seu caminho pouco antes de 
seu  vigésimo  ano  do  monastério  Kagyupa  de  Papoung.  Suas  brilhantes  qualidades 
chamaram  a  atenção  de  Situ  Pema  Nyingdje,  o  mais  alto  na  hierarquia  dos  Lamas 
Kagyupas*  do  Leste  do  Tibet.  Sob  a  tutela  de  Situ,  Kongtrul  fez  grandes  e  rápidos 
progressos,  tanto  espirituais  como  intelectuais,  e  tornou‐se,  aos  vinte  e  cinco  anos, 
um instrutor reputado. Sua influência sob o Budismo foi, em seguida, considerável. 
  O texto traduzido aqui procede de uma coleção de ensinamentos compilados 
por Kongtrul: “Dam Nga Dzeu”, que expõe as técnicas budistas essenciais de todas 
as  escolas  do  Tibet.  Esta  coleção  faz  parte  das  cinco  grandes  obras  redigidas  por 
Kongrul:  ʺOs  Cinco  Tesouros”,  trabalhos  que  englobam  toda  a  erudição  tibetana  e 
são uma das maiores produções  do movimento “Rime” ou “Imparcial”. 
Este movimento teve por instigadores vários mestres no século XIX: Kongtrul, 
Khyentse  Wangpo,  Dza  Patrul,  Tchugyur  Lingpa  entre  outros.  Eles  se  designavam 
diferentes  fins,  dos  quais  os  três  mais  remarcáveis  foram  de  preservar  os 
ensinamentos  excepcionais,  de  desencorajar  as  malfeitorias  do  sectarismo  e  de 
sublinhar a importância da prática e de sua aplicação na vida cotidiana. 
 A  transmissão  de  técnicas  excepcionais  e  pouco  conhecidas  é  muito 
vulnerável  às  interrupções.  Uma  vez  que,  quebrada,  uma  linhagem  iniciática  não 
pode ser restabelecida, o cuidado dos instrutores Rime foi o de reunir e preservar as 
técnicas de meditação raras e poderosas que estavam ameaçadas de desaparecer. Este 
objetivo  foi  atingido  principalmente  graças  às  imensas  coleções  de  meditações 
acompanhadas de suas respectivas iniciações reagrupadas por Kongtrul e Khyentse. 
 Uma  vez  que  Kongtrul  e  outros  aspiravam  por  outro  lado  desencorajar  o 
sectarismo  mais  rígido,  eles  não  tinham  a  intenção  de  formar  uma  nova  escola  ou 
uma nova linhagem. A idéia Rime era a da aceitação da validade e da qualidade de 
todas  as  tradições  budistas,  tudo  isto  praticando  de  acordo  com  a  linhagem  e  o 
ensinamento que cada um encontrasse apropriado a sua pessoa. 
  Um maravilhoso exemplo desta abordagem é a obra de Dza Patrul Rimpoche 
“Kun  zang  lame  chel  loung”,  introdução  detalhada  às  práticas  preliminares  da 
tradição Nying Tig da escola Nyingmapa. É um livro magnificamente escrito, que se 

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refere  frequentemente  à  bibliografia  de  numerosos  mestres  para  ilustrar  diferentes 
aspectos do ensinamento.  
Patrul Rimpoche não se refere apenas aos santos Nyingmapas, mas descrevem 
também o caminho e os ensinamentos de instrutores Kagyupas, Kadampas, etc. Ele 
também  coloca  em  questão  os  costumes  sociais  ordinários  do  estado  dos  monges  e 
dos laicos. As pessoas que ele percebe em contradição com as práticas budistas, ele as 
submete  a  uma  crítica  severa  e  encoraja  a  disciplina  na  aplicação  da  prática  nas 
situações da vida cotidiana. Disto resulta um texto extraordinariamente rico, após o 
qual  se  sente  uma  tradição  de  prática  particularmente  poderosa  e  profunda, 
expressando‐se  de  uma  forma  muito  significativa  a  todos  aqueles  que  seguem  o 
Dharma, tomando sua inspiração em todas as tradições do Budismo. 
  Seu  terceiro  cuidado  enfim,  e  talvez  o  mais  importante,  era  o  de  recolocar 
como  valoroso  a  aplicação  do  Dharma  na  vida  cotidiana.  Por  seus  instrutores  é 
preciso  evitar  que  o  Dharma  se  esclerose,  que  ele  não  seja  restrito  à  erudição  e  às 
recitações,  a  uma  esclerose  de  respostas  e  de  práticas  rígidas:  é  necessário,  ao 
contrário,  que  ele  conduza  a  disciplina  de  usar  de  sua  inteligência  e  de  sua 
compaixão em todos os aspectos de sua vida.  
Este  tema  é  exatamente  o  assunto  dos  “Sete  Pontos  da  Aprendizagem 
Espiritual”.  
Para  a  maior  parte  de  nós,  é  difícil  usar  uma  verdadeira  inteligência  e  uma 
verdadeira  compaixão  em  todas  as  circunstâncias.  Nosso  egocentrismo,  nosso 
cuidado  com  nós  mesmos,  acobertam  e  condicionam  constantemente  nossas 
percepções e nossos comportamentos em face aos acontecimentos ao redor de nós.  
Quando  nossa  apreensão  egocêntrica  é  muito  forte,  nós  não  a  largamos  de 
mão  e  nossas  tentativas  de  aplicar  a  compaixão  e  a  inteligência  são  desastradas  e 
fontes de arrependimento. 
Se, contudo, chegamos a compreender que o ego não é senão uma tripa, que o 
si mesmo, ao qual tanto nos apegamos, não é nada de fato e, se, nos familiarizamos 
com o hábito de doar nossa felicidade para o bem dos outros e nos encarregamos de 
seus  sofrimentos,  poderemos  melhor  renunciar  ao  ego  como  se  desembaraça,  sem 
arrependimento, de uma velha roupa inútil. 
  Esta  compreensão  e  esta  familiaridade  se  desenvolvem  durante  a  meditação 
sentada,  que  emprega  as  técnicas  tratadas  neste  livro.  A  meditação  sentada  é 
essencial porque é o único meio de fazer penetrar o sentido profundo das palavras e 
de  compreendê‐las  diretamente.  Entretanto,  se  nossos  atos  do  dia  a  dia  não  são  os 
reflexos de nossa prática meditativa, nossa meditação é vã. 
 No caso contrário, não apenas tornamo‐nos mais abertos, mais sensíveis, mais 
tolerantes  e  menos  agressivos,  mas  nós  nos  sentimos,  desta  forma,  autenticamente 
em  paz  conosco  mesmos,  ficamos  felizes  e  naturalmente  alegres,  mesmos 
confrontados por situações difíceis; e nossas ações não trarão arrependimentos nem 
vergonhas retrospectivas. 
 É por isso que boa parte do livro se apresenta sob a forma de conselhos para 
abordar situações comuns da vida. A prática continuada da meditação e a atenção ao 
comportamento de todos os dias estão juntas, elas são os dois aspectos da prática, e 

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não duas atividades independentes. Uma pessoa, por exemplo, que esteja avançada 
no  exercício  destas  técnicas  e  que  encontra  uma  infelicidade  qualquer,  imaginará 
espontaneamente que este sofrimento se funde nele. 
Uma  vez  que  trabalhemos  sobre  estes  dois  aspectos  conjuntamente,  a 
apreensão  egocêntrica  desaparece,  e  nasce  uma  inteligência  e  uma  compaixão 
autênticas, a realização da ausência de entidade intrínseca, a compaixão espontânea. 
  Que  estes  ensinamentos  que  muito  nos  trazem,  sejam  salutares  à  outros 
praticantes do Dharma.  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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“A Via Direta Para o Despertar” 
Djamgoeun Kongtrul 
 
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Comentário introduzindo sem dificuldade os seres comuns aos ensinamentos do Mahayana intitulado: 

Os Sete Pontos a Aprendizagem Espiritual 
Theka‐ouaYeshe Dorge 
 
GURU BUDHA BODHISATTVA BHYONAMA (2) 
 

  Com uma confiança indivisível, coloco acima de minha cabeça. 
  O lótus (onde repousam os) pés do sublime Buddha 
  Que primeiro seguiu a roda do Amor 
  Depois triunfou plenamente na realização dos dois objetivos 
 
  Inclino‐me ante Avalokiteshvara, Manjushri, 
  E dos outros filhos ilustres do Vencedor 
  Que embarcaram na nave da compaixão 
  Heróica e liberaram os seres do oceano dos sofrimentos. 
 
  O insuperável amigo espiritual que mostra 
  O caminho excelente da vacuidade e da compaixão 
  É o guia de todos os Vencedores: 
  Posterno‐me aos pés do grande Guru. 
 
  Explicarei aqui o caminho tomado pelo Vencedor e seus Filhos 
  Fácil de compreender, ele é límpido. 
  Da prática fácil, engaja‐se nela com alegria; 
  Ela é, entretanto profunda e conduz a Budeidade. 
 

 
  Com o propósito de desenvolver um comentário consagrado aos “Sete Pontos 
da  Aprendizagem  Espiritual”,  que  são  instruções  essenciais  particularmente 
excelentes  para  a  meditação  sobre  a  Bobhitchitta,  tratarei  aqui  do  assunto  sob  três 
rubricas: 
 

A] A origem da transmissão 
 

B] A necessidade desta aprendizagem 
 

C] A explicação do próprio texto raiz 
 
 

 
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A]  
A origem da transmissão 

 
O  glorioso  mestre  Atisha  estudou  muito  tempo  junto  a  três  grandes 
instrutores: 
  1)Dharmakirti*,  mestre  da  Bodhichitta  que  recebeu  a  transmissão  direta  das 
instruções espirituais do Buddha e de seus Filhos; 
  2)  Guru  Dharmarakchita  (3),  que  realizou  o  sentido  da  vacuidade  tomando 
como suporte o amor e a compaixão e que, num ato de altruísmo doou sua própria 
carne; 
3) O yogui Maitreya, que podia realmente se encarregar dos sofrimentos dos 
outros. 
  Com  uma  longa  e  obstinada  aplicação,  Atisha  prosseguiu  seus  estudos  até  o 
fim e sua mente se preencheu da experiência da Bodhitchitta. Ele veio ao Tibet e foi 
um  grande  protetor  do  Dharma,  e,  uma  vez  que  detivesse  uma  grande  coleção  de 
ensinamentos, ele os ensinava apenas em função do método que será o assunto aqui. 
  Entre  seus  inumeráveis  discípulos  de  três  categorias*,  que  ele  conduziu  à 
liberação, os três principais foram Kouteun Tseundru, Ngo Tcheukou Dordje e Drom 
Teum  (5).  Associa‐se  a  Drom  Teum  Rimpoche,  manifestação  viva  de 
Avalokiteshavara, três tradições orais: os textos canônicos, as instruções‐chaves e as 
instruções  particulares  (6).  Elas  foram  ensinadas  respectivamente  a  três  grandes 
discípulos, emanações dos mestres das três Famílias*. 
  Pouco  a  pouco,  estes  ensinamentos  foram  transmitidos  por  todas  as  grandes 
mentes.  A  tradição  segundo  a  qual  são  expostos  os  seis  textos  canônicos  dos 
Kadampas passou à escola Guelukpa*, os ensinamentos que continham as instruções‐
chaves  das  quatro  Nobres  Verdades*  passaram  à  linhagem  Dakpo*  Kagyu.  Ambos 
preservaram o tratado das instruções profundas sobre as Dezesseis Essências. 
  A  preciosa  tradição  Kadampa  é,  assim,  conhecida  como  a  detentora  da 
doutrina  dos  Sete  Dharmas  e  Divindades  (7):  a  preciosa  tradição  oral,  na  qual  as 
quatro  divindades  ornam  o  corpo;  as  três  cestas,  a  palavra  e  três  disciplinas  (8),  a 
mente. 
  Todas  estas  instruções  incomensuráveis,  aquelas  que  aparecem  firmemente 
nos  Sutras  como  aquelas  que  têm  lugar  com  os  Tantras*,  dizem  respeito 
exclusivamente ao caminho da união da compaixão e da vacuidade.  
Uma  vez  que  ensinamento  insiste,  sobretudo  na  Bodhitchitta  relativa,  a 
maioria  dos  grandes  mestres  desta  linhagem  ensinou  e  mostrou  habilmente,  pelo 
exemplo de suas vidas, a técnica da troca de si mesmo com o outro.  
Entre  os  múltiplos  comentários  sobre  esta  técnica,  os  “Sete  Pontos”  são 
provenientes  da  tradição  das  instruções  espirituais  do  grande  Tcheka‐oua  Yeche 
Dordje. 
 
 

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B]  
A necessidade desta aprendizagem 

 
  Não sejais ávidos de felicidades efêmeras que são o apanágio dos deuses e dos 
homens nas esferas superiores*. Poderíeis atingir a realização dos Shravakas* ou dos 
Pratiekabuddhas*, mas é necessário que compreendais que esta não é a última e total 
transcendência* do sofrimento.  
Assim, convém buscar unicamente o perfeito estado de Buddha. 
Não existem outros métodos para atingir este estado, senão o de apoiar‐se nas 
duas meditações: a Bodhitchitta relativa para exercitar a mente a desenvolver o amor 
e a compaixão, e a Bodhitchitta última para se fixar no estado não discursivo. 
  Nagarjuna disse: 
    Se o mundo inteiro ou eu mesmo 
    Desejarmos atingir o insuperável Despertar, 
    Só a Bodhitchitta será a causa disto: 
    Uma compaixão estável como a Rainha das Montanhas* 
    Que irradia em todas as direções, 
    E a sabedoria primordial liberada de toda dualidade. 
  Além  do  mais,  qualquer  que  seja  o  mérito  e  a  sabedoria  que  se  tenha 
acumulado, a base para entrar no Mahayana, que é a perfeição da transcendência do 
sofrimento  sem  permanência,  é    somente  o  desenvolvimento  da  Boddhicitta.  E  esta 
nasce graças ao amor e da compaixão. 
  Mesmo  que  se  tenha  acessado  a  Budeidade  última,  não  se  terá  mais  a  fazer 
senão  trabalhar  para  o  bem  dos  outros  por  meio  da  compaixão  que  não  concebe 
destinação.  
A verdadeira Bodhitchitta última não nascerá na mente do iniciante, mas este 
poderá produzir a Bodhitchitta relativa se ele  exercer‐se.  
Uma  vez  que  esta  esteja  desenvolvida,  ele  realizará  espontaneamente  a 
Bodhitchitta  última.  Por  esta  e  outras  razões,  a  fim  de  desenvolver  a  Bodhitchitta 
deveis meditar desde o início ensinamentos sobre a boddhicitta última. 
  Uma vez que aspirais às instruções relativas ao assunto, eis qual é o método de 
base, de acordo com o mestre Shantideva*: 
    Aquele que deseja uma proteção rápida 
    Para os outros e para si próprio 
    Deve praticar este mistério sagrado: 
    A troca de si mesmo com o outro. 
Conseqüentemente,  apenas  são  expostos  nesta  obra  as  etapas  da  meditação 
sobre  a  troca  de  si  com  o  outro;  todos  os  demais  graus  de  aprendizagem  espiritual 
não são senão prolongamentos disto. 
 

13
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

14
    C]  
A Explicação do Texto Raiz 

 
A terceira e última parte deste comentário é dividida em duas secções: 
 

    A) Explicações das instruções de Tche Ka‐Oua Yeshe Dordje 
 

    B) Ensinamentos complementares provenientes da linhagem. 
 

 
A) Explicação das Instruções de Tcheka‐Oua Yeshe Dordje 
 
A primeira secção contém 
ʺOs Sete Pontos da Aprendizagem Espiritual”: 
 
 

    I  Ensinamentos sobre as preliminares,  
fundamento do Dharma 
 

II  O corpo da prática: aprendizagem da Bodhichitta 
 

III   Manter a prática na vida cotidiana 
 

IV   Ensinamento de uma forma condensada da prática 
                para uma vida inteira 
 

    V   Critério de progresso na aprendizagem espiritual 
 

    VI    Os compromissos da aprendizagem espiritual 
 

    VII   Conselhos para a aprendizagem espiritual 
 
 
 
 
 

 
 
 
 

15
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

16
 
 
 
Ensinamentos sobre as preliminares 
Fundamento do Dharma 
 

 
É dito: 
 
!, ,.%-0R-}R/-:PR-.$-=-2a2,
Em primeiro lugar estude as preliminares. 
 

 
  Dois aspectos são aqui considerados: 
 

 
 
  1) As preliminares a uma sessão de meditação 
    2) As instruções preliminares. 
 
 
 

1) As preliminares a uma sessão de meditação 
 
  Inicialmente, no começo de cada sessão de meditação, pensai que vosso Lama‐
Raiz * reside sobre um trono de lótus e de lua (9) sobre vossa cabeça. Seu corpo está 
radiante,  seu  rosto  é  sorridente,  ele  considera  todos  os  seres  com  uma  compaixão 
não‐intencional.  
Pensai  que  ele  é  a  presença  de  todos  os  Lamas  –  raízes*  e  dos  Lamas  da 
linhagem*. 
  Com uma intensa e sincera aspiração devocional reze assim: 
 
]-3-;%-.$-0-;R%?-GA-.$J-2:A-2>J?-$*J/-(J/-0R?-2.$-=-LA/-IA?-2_2-+-$?R=,
L3?-~A%-eJ-L%-(2-GA-?J3?-H.-0<-&/-o.-=-*J-2<-36..-$?R=,
 

  Evoco a graça de meu Lama, O amigo espiritual grande e perfeitamente puro
  Rezo para que façais nascer em mim amor, compaixão e Bodhitchitta incomparáveis. 
 

  Se  desejardes,  fazei  também  a  oração  da  linhagem  (10),  mas  o  essencial  é 
cumprir  o  precedente  cem  ou  mil  vezes.  O  lama  desce  em  seguida  pelo  orifício  de 
Brahma  (11).  Pensai  que  ele  habita  em  vosso  coração,  num  tabernáculo  de  luz 
semelhante  a  concha  aberta  e  desenvolvais  uma  grande  aspiração,  uma  devoção 
sincera. É importante fazer esta meditação de união com vosso Lama no começo de 
cada sessão. 

17
2) As instruções preliminares. 
 
Em segundo lugar as quatro reflexões seguintes podem ser novidades para vós: 
 

1) A dificuldade de obter as liberdades e as aquisições. 
 

2) A impermanência e a morte. 
 

3) A estrutura defeituosa do ciclo das existências*. 
 

4) O ato causa‐fruto. 
 

  Neste  caso,  elas  são  explicadas  em  detalhes  no  texto:  ”A  Via  Progressiva”.  É 
preciso meditar até que elas se impregnem completamente em vossa pessoa. 
  Eis, brevemente resumidos, os pontos essenciais destas reflexões: 
  1) A obtenção desta preciosa existência humana perfeitamente livre e com as 
qualidades necessárias, fundamento da prática do Dharma, tem como causa a prática 
da  excelente  atividade  positiva.  A  proporção  dos  seres  que  não  praticam  senão  a 
virtude é muito pequena: difícil é pois a obtenção dos frutos que são as liberdades e 
as aquisições*. Observando o número de seres que tem outras formas de vida, como 
a existência animal, por exemplo, fica claro que relativamente muito poucos obtêm a 
vida  humana.  Em  conseqüência,  é  preciso,  por  cima  de  tudo  consagrar  ‐  se  ao 
Dharma  para  que  o  potencial  do  corpo  humano  presentemente  adquirido  não  seja 
desperdiçado. 
2)  Além  do  mais,  sendo  a  vida  incerta,  as  causas  de  morte  inumeráveis,  não 
temos  certeza  que  não  morreremos  hoje;  é  necessário  orientar  nossos  esforços  para 
com  o  Dharma  desde  agora.  A  morte  vem,  à  exceção  da  atividade  positiva  ou 
negativa, nada nos seguirá: a riqueza, a alimentação, as possessões, as terras, o poder, 
nem mesmo o corpo.   
Uma  vez  que  tudo  isto  não  terá  então  a  menor  porção  de  utilidade,  são,  de 
fato, sem necessidade alguma.  
3)  Após  a  morte,  qualquer  que  seja  aquela  das  seis  classes  de  seres*,  onde  o 
carma  nos  impulsionará  a  renascer,  não  haverá  senão  sofrimento,  sem  sequer  uma 
pitada de felicidade.  
4)  Dado  que  o  sofrimento  e  a  felicidade  advêm  inelutavelmente,  como 
resultado  da  atividade  respectivamente  negativa  ou  positiva,  deve‐se  evitar  fazer  o 
mal, ainda que com risco para sua vida. É preciso fazer unicamente ações positivas, 
com assiduidade.  
_Deveis treinar de cultivar estas idéias com perseverança.  
_No  fim  de  cada  sessão  de  meditação,  fazei  a  prece  de  sete  ramos,  quantas 
vezes vós possais. 
_Entre sessões, coloque os aspectos de vossas reflexões em prática.  
Isto se aplica a todas as formas de preparação e de prática.  
 
 
 

18
 
 
 
O Corpo da prática :  
O aprendizado da Bodhicitta 
 

 
Este assunto consta de duas partes: 
 

1] Ocasionalmente, a meditação sobre a Bodhitchitta última 
 

2] Principalmente, a meditação sobre a Bodhitchitta relativa. 
 

 
1] A bodhitchitta última 
 
 

  A explicação desta meditação compreende dois aspectos: 
 

 
 
  1) Instruções para as sessões de meditação 
    2) instruções para os intervalos intersessões 
 

1) Instruções para as sessões de meditação 
 

  Uma  vez  que  vós  tenhais  feito  em  preparação  o  Guru–Yoga  (descrito 
precedentemente), sentai‐vos, com o corpo bem reto. Contai, sem agitação, os ciclos 
de vossa respiração (inspiração ‐ expiração) até vinte e um. Este exercício fará de vós 
um receptáculo apropriado à concentração. E após isto, mediteis: 
 
,(R?-i3?-kA-=3-v-2<-2?3,
Pensais que todos os fenômenos são semelhantes aos sonhos 
 

  Os  fenômenos  concretos,  animados  ou  inanimados,  nos  aparecem  como 


objetos exteriores. Todas estas aparências são, de fato, unicamente manifestações da 
confusão  mental;  eles  não  têm  a  menor  existência  verdadeira  (12).  Parecem  com  os 
fenômenos que se produzem nos sonhos.Exercitai‐vos um pouco com o propósito de 
pensar assim. Reflitais: ”A mente tal como ela é, é real?ʺ (13).   
 
,3-*J?-<A$-0:A-$>A?-=-.J.,
Examineis a disposição natural da consciência não nascida 
 
  Quando  se  observa  diretamente  a  natureza  de  sua    mente,  ela  não  tem  cor, 
forma, etc. Não tendo origem, ela não nasceu, nem habita atualmente qualquer parte 

19
dentro  do  corpo  ou  fora  dele.  Enfim,  ela  não  é  um  objeto  que  se  move  ou  cesse  de 
existir. 
  É  preciso  chegar  a  uma  conclusão  precisa  e  indubitável  referente  à  natureza 
desta consciência desprovida de origem, de cessação e de localização, isto como meio 
de exame e de pesquisa da mente. 
  Se  então  o  pensamento  de  um  antídoto  surge,  como:  “a  mente  e  o  corpo  são 
vivos”, ou ainda: “nada é bom ou mau na vacuidade”: 
 
,$*J/-0R-*A.-G%-<%-?<-PR=,
Deixais o próprio antídoto se esgotar espontaneamente 
 
  Uma vez que se examine a presença do próprio antídoto, que não é senão um 
pensamento inclinado a concluir por uma não–existência, isto, mesmo desprovido de 
referência, se esgota espontaneamente. Permanecei relaxados neste estado. 
  Este ensinamento dá as instruções particulares sobre a concepção da existência 
em relação à meditação analítica. 
 
,=3-IA-%R2R-!/-$8A:A-%%-=-$8$,
Permanecei na essência na Via na natureza fundamental 
 
  Esta  instrução  revela  a  maneira  de  “permanecer”.  Quando  se  está  livre  de 
todas  as  atividades  das  sete  consciências*,  o  termo  “nobre  natureza  de  Buddha” 
indica a essência de todos os fenômenos, o estado natural da cognição fundamental. 
Permanecei no não–agir, sem traço algum de uma natureza existente como algo, sem 
apego  mental  de  nenhum  tipo,  num  estado  caracterizado  por  uma  claridade  não 
discursiva  e  uma  pura  simplicidade.  Em  resumo,  não  sigais  as  flutuações  do 
pensamento,  por  tão  longo  tempo  quanto  possível:  permanecei  manifestamente  no 
domínio  onde  a  própria  mente  está  clara,  ainda  que  livre  de  todo  pensamento 
discursivo. É a meditação durante a qual se permanece 
   Em seguida terminai a sessão com a prece de sete ramos.   
 
2) Instruções para os intervalos intersessões 
 
,,/-3(3?-I-3:A-*J?-2<-L,
Entre duas sessões, perceba como um jogo mágico 
 

  Entre  as  sessões  de  meditação,  qualquer  que  seja  vossa  atividade,  não  vos 
separe  da  experiência  da  meditação  na  qual  se  permaneceu.  Treine  sempre  uma 
inclinação para o reconhecimento de que tudo que aparece, o próprio eu ou o outro 
inanimado  ou  animado,  é  desprovido  de  realidade  intrínseca  e  não  é  nada  em  si 
mesmo. Seja como o mágico (que sabe que suas criações não têm realidade alguma). 

20
2] A Bodhitchitta relativa 
 
A explicação desta meditação compreende três partes: 
 

 
 
l) As instruções para a preparação; 
 
 
2) As instruções para a própria prática;  
  3) As instruções para os intervalos intersessões. 

 
 
l) As instruções para a preparação: 
 

Faça,  no  início,  a  prática  preliminar  do  Guru  Yoga  tal  como  foi  explicada 
precedentemente. 
 É necessário em seguida, meditar sobre o amor e a compaixão, que são a base 
da “tomada para si” e da doação. Imaginando em primeiro lugar que vossa própria 
mãe  está  presente  diante  de  vós,  medite  profundamente  com  compaixão:  “esta 
pessoa é minha mãe, ela se ocupou de mim com aplicação desde o momento em que 
fui  concebido.  Por  ela  ter  enfrentado  todas  as  dificuldades  da  doença,  do  frio,  da 
fome, etc., por ela ter me dado alimento e vestes e lavou meu corpo de suas máculas, 
porque  ela  me  ensinou  o  que  é  bom  e  me  afastou  do  mal,  encontrei  a  doutrina  de 
Buddha  e  pratico  agora  o  Dharma.  Que  grande  bondade  a  sua!  Não  apenas  nesta 
vida, mas igualmente num ciclo infinito de existências, ela fez o mesmo. Então como 
ela  me  ajudou  tanto,  ela  erra  agora  no  ciclo  das  existências  e  experimenta  todas  as 
sortes de sofrimentos e de penas”. 
Assim, uma vez que vós tenhais desenvolvido a verdadeira compaixão – não 
apenas  as  recitações  formais  –  uma  vez  que  estejais  treinados  nisto,  aprendais  a 
estender progressivamente . Desde tempos imemoriais, cada ser sem exceção foi bom 
para mim como minha mãe.  
Refletindo  assim,  meditai  inicialmente  sobre  os  objetos  para  com  os  quais  é 
fácil de desenvolver a compaixão: vossos amigos, vosso cônjuge, vossos pais, aqueles 
que  vos  ajudaram,  aqueles  que  estão  nos  mundos  inferiores,  lugares  de  grandes 
tormentos,  os  deficientes  e  aqueles  que  ainda  que  felizes  neste  mundo,  cometem 
tanto mal que irão para as esferas infernais quando morrerem.  
Tendo  vos  exercitados  sobre  estes  tipos  de  indivíduos,  tome  as  pessoas  mais 
difíceis: vossos inimigos, os malfeitores, os demônios, etc. Enfim, meditai sobre todos 
os  seres.  Devereis  pensar  assim:  “Todos  os  seres,  meus  pais  outrora,  não  apenas 
experimentam  inumeráveis  sofrimentos,  que  eles  não  aspiravam,  mas  possuem 
igualmente  um  vasto  potencial  de  sofrimento.  Que  tristeza!  Que  fazer?  “De  volta, 
para o bem deles, o mínimo que posso fazer é dissipar seus tormentos e estabelecê‐
los no bem estar e na felicidade”.  
Desenvolvei tal atitude em relação a isto, que ela se torne de uma intensidade 
intolerável. 
 
 

21
2) As instruções para a própria prática 

,$+R%=J/-$*A?-0R-%J=-3<-.%-, ,.J-$*A?-_%-=-2*R/-0<-L,
 

Desenvolvei paralelamente a “tomada para si” e a doação;   
utilize a respiração como suporte. 
 
  Pensai:  “Todos  estes  pais  que  são  tornados  objetos  de  minha  compaixão, 
trazem a dupla aflição do sofrimento que eles efetivamente suportam e do potencial 
daqueles  que  eles  deverão  suportar:  assim,  tomarei  sobre  mim  toda  a  soma  das 
misérias de minhas mães, todas suas disposições, emoções* e ações negativas”. 
  Meditai assim: ”Toda esta negatividade penetra em mim e eu me alegro com 
isto”. 
  Pensai: “Distribuo todos meus atos positivos, minha felicidade do passado, do 
presente e do futuro, o uso de minhas faculdades corporais, minhas posses, a todos 
os seres, meus pais”.  
   Considerai  que  cada  um  deles  recebe  e  cultivai  uma  grande  alegria  com  o 
pensamento de que eles realmente o receberam. 
  Para tornar mais vívida esta transferência mental, cada vez que vós inspireis, 
imaginai  que  uma  massa  negra  (espécie  de  luz  negra),  correspondente  a  todos  os 
véus, atos nocivos e sofrimentos dos seres penetram em vós por vossas narinas e se 
fundem  em  vosso  coração.  Pensai  que  todos  os  seres  assim  se  livrarão  de  suas 
negatividades e de seus tormentos para sempre.  
Uma vez que vós expirais, imaginai que todas vossa felicidades e todas vossas 
virtudes  se  dispersam  sob  a  forma  de  uma  luz  branca,  durante  a  expiração,  que  se 
funde  em  todos  os  seres,  e  sejai  feliz  pensando  que  todos  eles  ascendem 
imediatamente à Budeidade. 
  Habituai‐vos  a  esta  meditação  fazendo  da  “tomada  para  si”  e  da  doação 
apoiadas sobre a respiração, a parte principal de vossa sessão meditativa. Fora destes 
momentos  de  meditação,  lembrai‐vos  disto  com  cuidado  e  colocai–a  em  prática.  “É 
isto mesmo o essencial do aprendizado espiritualʺ.  
Assim disse Shantideva freqüentemente: 
 
    Se eu não troco totalmente 
    Meu bem estar com o sofrimento dos outros 
    Não realizarei a Budeidade: 
    E no ciclo das existências não haverá felicidade. 
 
 
 
 
 
 
 

22
3) As instruções para os intervalos intersessões. 
 
;=-$?3-.$-$?3-.$J-l-$?3,
Três objetos, três venenos, três tipos de virtudes. 
 
  Continuamente  os  três  venenos  procedem  dos  três  objetos:  o  desejo  é 
produzido pelos objetos prazerosos e úteis; a aversão, pelos objetos desprazerosos e 
nocivos.  A  cegueira  consiste  em  não  ter  nenhum  sentimento  relativo  à  um  objeto 
provocando apego ou aversão. Desmascarai os três venenos desde que apareçam. 
  Quando,  por  exemplo,  nasce  o  apego,  pensai:  “Possam  todas  as  formas  de 
desejo de todos os seres se fundirem neste desejo que é o meu! Possam todos os seres 
possuir a fonte da virtude que é a ausência de todo desejo! Possa meu desejo servir 
para  suprimir  suas  disposições  negativas  e  que  assim  eles  sejam  desprovidos  disto 
até suas realização da Budeidade”. 
  Faz‐se o mesmo para com a aversão e a cegueira. 
   Uma vez que este caminho é assim seguido na vida cotidiana, os três venenos 
tornam‐se três fontes ilimitadas de virtudes. 
 
,.J-=-S/-0-2{=-2:A-KA<, ,,R.-=3-!/-+-5B$-$A?-.%-,
Em todas as formas de atividades,  
Fazei vosso aprendizado com a ajuda de palavras. 
    
    A todo o momento repitais as frases seguintes (ou outras parecidas) e cultivai 
atentamente as idéias que elas exprimem. 
 
  Do Nobre Shantideva: 
    Que suas negatividades amadureçam em mim, 
    Que todas as minhas virtudes amadureçam neles! 
 
  Ou, segundo a forma de expressão Kadampa: 
    Ofereço o lucro e a vitória aos mestres, aos seres: 
    Abraço as perdas e as derrotas. 
 
  Ou ainda, como escreveu Gyelse Tokme*: 
    Enquanto todo o sofrimento 
    E a vilania dos seres amadurece em mim, 
    Possam todas as minhas alegrias e minhas virtudes amadurecer neles! 
 
 
 
 
 

23
,=J/-0:A-$R-<A3-<%-/?-2l3,
Iniciai a progressão da “tomada para si” sobre vós mesmos 
 
  Para poder tomar os sofrimentos dos outros para vós começai desde o início a 
progressão  sobre  vós  mesmos.  Mentalmente,  assuma  na  hora  todos  os  sofrimentos 
que chegarão à maturidade no futuro. Uma vez que estes últimos se dissipem, tomai 
sobre vós o sofrimento dos outros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

24
 
 
 
 
Manter a prática na vida cotidiana 
 

 
,$R.-2&.-#A$-0?-$%-2:A-5K, ,nJ/-%/-L%-(2-=3-.-2+<,
Quando o exterior e o interior estão imbuídos de negatividade, 
Transformai as condições adversas num caminho do Despertar. 
 
  Quando  numerosos  resultados  de  uma  atividade  mal  orientada  preenchem 
vosso  universo,  exteriormente  vossa  riqueza,  as  posses  materiais  diminuem; 
interiormente  vossas  relações  sociais  estão  ensombreadas  por  seres  grosseiros.  É 
preciso transformar estas situações adversas que vos acomete em um caminho para o 
Despertar. 
 

 
   Esta transformação se faz de três maneiras:  
 

1) Em função da Bodhitchitta relativa,  
 

2) Em função da Bodhitchitta última  
 

3) Em função de práticas específicas. 
 

1] Transformação em função da Bodhicitta relativa 
 
,=J-=/-,3?-&.-$&A$-=-2.:,
Reclame apenas de uma coisa. 
 
  Caso  estejais  doente,  abatido  moralmente,  mal  tratado,  humilhado,  assaltado 
por  inimigos  ou  querelas,  em  resumo,  se  uma  situação  indesejável  grave  ou 
insignificante,  incomoda  a  vossa  pessoa  ou  a  vossos  interesses,  não  jogue  a  culpa 
sobre qualquer objeto exterior pensando que isto ou aquilo está na origem do dano.  
Esta mente que se apega a um ego lá onde ele não existe, seguiu seus próprios 
caprichos no ciclo das existências, desde toda a eternidade até agora e cometeu todo 
tipo de atos negativos. 
  Os  sofrimentos  que  surgem  no  presente    são  somente  os  resultados  destes 
atos.  Não  reclame,  pois,  os  outros,  mas  culpeis  a  atitude  egocêntrica  que  é    a 
responsável.  
Pensai  que  fareis  todo  vosso  possível  para  domá‐la  e  canalizai  todos  os 
ensinamentos a fim de que eles destruam o apego ao ego.  

25
  No Bodhitcharyavatara*, está escrito: 
    Quantos tormentos no mundo! 
    Que soma de sofrimentos e medos! 
     Se tudo isto vem da apreensão egocêntrica 
    Que fará de mim este grande demônio? 
  E 
    Durante todos os séculos dos ciclos das existências 
    Causas‐te‐me a miséria 
    Agora me tornei consciente de todos seus danos 
    E vencer‐te‐ie, a ti, mente egoísta! 
 
,!/-=-2!:-SA/-(J-2<-2-|R3,
Medite que todos os seres tèm a grande bondade
 
  De uma maneira geral, não existe método para realizar a Budeidade que não 
se  apóie  em  todos  os  seres  vivos.  Consequentemente,  os  Buddhas,  assim  como  os 
seres  comuns  são  dignos  de  reconhecimento  por  aquele  que  se  consagram  ao 
Despertar.  
Todos os seres são particularmente dignos de gratidão porque não há nenhum 
deles que já tenha sido vossos pais.  
Especialmente deveis um grande reconhecimento a todos vossos inimigos (17) 
porque  eles  são  vossos  companheiros,  assim  como  uma  fonte  de  inspiração  para 
acumulação  de  virtudes  e  sabedorias  ao  mesmo  tempo  em  que  para  eliminar  as 
impressões deixadas pelas disposições negativas.  
Refletindo sobre isto, fazei da meditação da “tomada para si” e da doação.  
Não  vos  irriteis  contra  um  cachorro  nem  mesmo  contra  uma  lagarta. 
Experimente  ajudá‐los  concretamente,  o  tanto  que  possais.  Se  não  podeis,  então 
aplicando  este  pensamento,  dizei:  “Possa  este  ser  ou  este  inimigo  encontrar‐se 
rapidamente  livre  do  sofrimento  e  possuidor  de  felicidade!  Possa  ele  realizar  a 
Budeidade!”.    Formulai  a  seguinte  resolução:  “A  partir  de  agora,  toda  a  atividade 
positiva que eu realize, dedico‐a a seu benefício”.  
  Cada vez que um deus ou um demônio vos atormente, pensai: “Ele age assim 
porque, desde tempos sem começo, eu o atormentei. Agora, em compensação, dou‐
lhe minha carne e meu sangue”. Imaginai o inimigo em sua frente e agora lhe ofereça 
vosso corpo  como alimento,  dizendo: “Desfrute  de minha carne e de meu sangue e 
tudo mais que o desejar”. 
 
Este inimigo desfruta tanto e tão bem de vossa carne e de vosso sangue que ele 
se impregna de uma felicidade inesgotável e engendra os dois tipos de Bodhitchittas.  
 Ou então pensai: “As disposições negativas foram desenvolvidas sem que me 
apercebesse delas porque não estou separado de seus antídotos”.  

26
Uma  vez  que  este  inimigo  me  advertiu  de  minha  negligência,  ele  deve, 
certamente,  ser  uma  emanação  do  meu  Lama  ou  do  Buddha.  Sou‐lhe  muito 
reconhecido por isto porque me estimulou a aprendizagem da Bodhitcitta”. 
 Ou  então  ainda:  quando  advenham  sofrimentos  ou  doenças,  pensai  com 
certeza:  “Se  isto  não  acontecesse,  eu  estaria  distraído  pelas  atividades  do  mundo  e 
não estaria atento ao Dharma. Que eu esteja consciente do Dharma, tal é a atividade 
do Lama e das Jóias e estou impregnado de gratidão”. 
   Em resumo, aquele que pensa ou age com o único fim de realizar seu próprio 
bem é um ser mundano, aquele que reflete e age com o propósito de produzir o bem 
dos outros é uma pessoa religiosa.  
  Lang Ritang disse: 
    Revelo aqui o mais profundo dos ensinamentos, fiquem, pois, atentos!  
Todas  as  faltas  são  nossas,  todas  as  qualidades  são  dos  senhores  os 
seres.  
O  essencial  é  que  doemos  o  lucro  e  a  vitória  aos  outros  e  que 
assumamos  as  perdas  e  as  derrotas.  Fora  disto,  não  há  nada  para  ser 
compreendido. 
 
 
2] Transformação em função da Bodhicitta Última 
 
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A insuperável proteção da vacuidade é a de considerar  
as aparências ilusórias como sendo os quatro Corpos 
 
  Todas as aparências em geral, mas, sobretudo as situações adversas são como 
sonhar  que  vós  estais  queimados  e  levados  pelas  ondas,  atormentado.  A  mente 
outorga as aparências ilusórias de uma realidade que elas não têm.  Deveis cortá‐la e 
adquirir  a  convicção  que,  ainda  que  existam  os  fenômenos  aparentes,  nem  mesmo 
um átomo tem existência real.  
Quando vós permaneceis num estado no qual os fenômenos não fazem senão 
aparecer  e  vós  não  vos  apegais  a  eles,  o  fato  que  eles  sejam  vazios  em  essência  é  o 
Dharmakaya*, o fato de que  eles sejam, claros é o Nirmanakaya*, o Sambhogakaya* 
a simultaneidade dos dois e o Svabhavikakaya* é a indissociabilidade de todos estes 
aspectos.  
Esta  instrução–chave    ‐  permanecer  num  estado  do  qual  está  ausente  a 
identificação  de  uma  origem,  de  uma  localização  e  de  uma  cessação  –  revela  os 
quatro corpos. É a sublime instrução particular que destrói as aparências ilusórias e 
que se denomina “a armadura da visão justa e o  círculo protetor  da vacuidade”. 

27
3] Transformação em função de práticas especiais  
 
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O melhor meio é possuir as quatro preparações 
 
As quatro preparações são:  
1) A preparação da reunião das acumulações, a preparação durante a qual   
2) Os atos negativos são confesados,  
3) A da doação de torma aos deuses e aos demônios,   
4) Oferenda de torma aos dakinis e aos protetores*.  
A  utilização  destas  quatro  preparações  é  o  melhor  meio  através  do  qual  as 
circunstâncias adversas são transformadas numa Via para o Despertar. 
  1) Primeira preparação: pensar: “Ainda que eu deseje ser feliz, apenas surge o 
sofrimento;  é  um  sinal  que  me  é  necessário  cessar  a  atividade  nociva,  causa  do 
sofrimento e ajuntar as acumulações, causa de felicidade e de bem estar”.  
             Assim  também,  reúna  as  acumulações  de  vosso  melhor  através  de  vossa 
atividade  física,  oral  e  mental,  fazendo  oferendas  a  vosso  Lama  e  às  Três  Jóias, 
servindo  aos  membros  da  Sangha,  doando  tormas  aos  espíritos,  ofertando 
lamparinas  de  manteiga,  relicários,  posternações,  circumambulações,  tomando 
refúgio, desenvolvendo a Bodhitchitta e, muito particularmente, fazendo a prece de 
sete ramos e a oferenda da Mandala (18).   
Servi–vos de orações que destruam a esperança e a apreensão (19): “Se é bom 
que eu esteja doente, eu peço a benção da doença; se for bom que eu seja curado, eu 
peço a graça da cura. Se for bom que eu morra, conceda‐me a graça da morte” 
  2) Segunda preparação: com a mesma aspiração que para o ajuntamento das 
acumulações, desenvolveis corretamente as quatro forças:  
1) A força da desaprovação e do arrependimento dos atos nocivos cometidos 
no passado;  
2) A força da rejeição das faltas consiste na resolução de não reiterar, mesmo 
com o risco de sua própria vida;  
3)  A  força  do  suporte  é  a  tomada  de  refúgio  nas  Três  Jóias  e  a  geração  da 
Bodhitchitta;  
4) A  força  da  prática  dos  antídotos  é  a  de  utilizar  as  orações  que  cortam  a 
esperança e a apreensão, tudo remetendo aos seis antídotos:  
1_A meditação sobre a vacuidade,   
2_ A recitação de mantras e outros rituais,  
3_A fabricação de estátuas,  
4_A devoção,  
5_A oferenda da Mandala e  
6_A recitação dos sutras e a recitação de mantras purificadores. 

28
  3)  Terceira  preparação:  Dai  tormas  a  vossos  inimigos  exortai‐lhes  à 
empreitada: ”Vós sois muito bons por me perseguir em conseqüência de meus atos 
anteriores e de me apresentar esta dívida a ser pago. Eu vos peço que me destruais. 
Eu  vos  imploro  que  o  façam  de  forma  que  todos  os  sofrimentos  indesejáveis, 
pobreza, ruína, miséria e doenças que caem sobre os seres, se fundam em mim”.  
Faça com que todos os seres sejam libertos do sofrimento 
Se vós não podeis pensar desta forma, dai a torma e ordenai: “Quando medito 
sobre  o  amor,  a  compaixão,  a  tomada  sobre  si  e  doação,  faço  o  possível  para  vos 
ajudar no instante atual e nos tempos que virão. Não façais obstáculo à minha prática 
do Dharma”. 
  4)  Quarta  preparação:  Ofereça  tormas  aos  protetores  e  encorajai–os  a 
desenvolver  suas  atividades  que  apaziguam  a  situação  adversa  e  estabelecem  as 
condições  favoráveis  à  prática  do  Dharma.  Muito  particularmente  usem  as  orações 
vistas precedentemente para neutralizar a esperança e a apreensão (19). 
  Para  fazer  com  que  os  obstáculos  acidentais  sejam  transformados  em  um 
caminho para o Despertar. 
 
,:U=-=-$%-,$-|R3-.-.<,
Aplicar a meditação em qualquer situação. 
 
  Quando a doença, os demônios, os obstáculos ou as disposições negativas vos 
acometerem  ou  então  quando  veja  qualquer  um  atormentado  por  qualquer  coisa 
indesejável, pensai: “Simplesmente tomarei sobre mim e distribuirei”. 
  Em todos vossos pensamentos e ações virtuosas, dizei: “Possamos, eu e todos 
os  seres, empreendermos uma atividade no Dharma ainda maior que esta”. Façai o 
mesmo quando vós estejais felizes e confortáveis. 
Se  vós  tendes  maus  pensamentos,  ou  se  vós  estais  propensos  a  agir 
negativamente, pensai: “Possam todos os pensamentos e ações negativas de todos os 
seres reabsorverem‐se neste aqui”. 
Em  resumo,  guardai  a  motivação  de  ajudar  o  outro  seja  lá  o  que  façais: 
alimentar‐se,  dormir,  andar,  estar  sentado.  Quando  estiverdes  em  presença  de  uma 
situação positiva ou negativa, treinai‐vos unicamente em desenvolver esta meditação 
de aprendizagem espiritual. 
 
 

 
 
 
 
 
 
 

29
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Ensinamento de uma forma condensada da prática 
para uma vida inteira 
 

 
  A  apresentação  de  uma  forma  condensada  de  prática  para  uma  vida  inteira 
compreende duas subdivisões:  
 

1] A que é feita durante esta vida   
 

2] Aquela que deverá ser feita no momento da morte. 
 

 
1] A que é feita durante esta vida

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O resumo das Instruções particulares é: Trabalhai com as cinco forças. 
 
  As cinco forças constituem um resumo conciso dos pontos cruciais da prática e 
reagrupado  numa  única  frase  de  numerosos  ensinamentos  profundos  sobre 
realização da prática do Santo Ensinamento. 
  1)  Força  da  impulsão:  dê  forte  impulsão  à  atitude  seguinte:  “A  partir  deste 
instante e até a Budeidade, particularmente até à morte, mais particularmente ainda 
este  ano,  este  mês  e  muito  especialmente  de  hoje  para  amanhã,  não  me  separarei 
jamais dos dois tipos de Bodhitchitta”. 
  2) Força da familiaridade: cultivar sem cessar as duas Bodhitchittas, jamais se 
separar delas qualquer  que seja  a atividade que  realizais, positivas  ou negativas ou 
neutra.  
Em resumo, cultivar a principal atividade positiva: a Bodhitchitta. 
  3)  Força  das  sementes  brancas:  concentrar  continuamente  as  energias  do 
corpo,  da  palavra  e  da  mente  na  realização  de  atos  positivos  e  não  ficarmos  jamais 
satisfeitos com nossos esforços em gerar e desenvolver a Bodhitchitta. 
  4)  Força  da  renúncia:  rejeitar  completamente  a  apreensão  do  ego  pensando, 
quando  nossas  concepções  egocêntricas  surgem:  “Anteriormente,  desde  tempos 
imemoráveis,  tu,  ego,  me  fizeste  errar  no  ciclo  das  existências  e  experimentar  todo 
tipo de sofrimentos”.  

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Além, todas as misérias e os atos nocivos desta existência não vêm senão de ti. 
Tua companhia não me encanta e também, desde já, devo fazer tudo possível para te 
subjugar e te anular. 
  5) Força dos desejos: dedicar toda nossa atividade positiva ao bem dos outros, 
orando sinceramente após toda forma de atividade positiva: “Possa eu obter o poder 
de conduzir todos os seres a Budeidade”.  
Mais  particularmente,  a  partir  deste  instante  até  a  minha  obtenção  da 
Budeidade,  possa  eu  não  esquecer,  mesmo  em  meus  sonhos,  os  dois  aspectos  da 
preciosa  Bodhitchitta!  Possam  eles  crescer  sempre!  Possa  eu  deter  o  poder  de  fazer 
das circunstâncias adversas os servidores da Bodhitchitta”. 
 

 
 

2] Aquela que deverá ser feita no momento da morte. 
 
,,J$-(J/-:1R-2:C-$.3?-%$-/A, ,!R2?-s-*A.-;A/-,R.-=3-$&J?,
As instruções do Mahayana para a transferência são as cinco forças. 
        A posição do corpo é muito importante. 
 
  Quando  um  indivíduo  que  se  aplica  a  este  ensinamento  está  sob  o  golpe  de 
uma doença fatal, ele precisa praticar as cinco forças: 
  1)  A  força  das  sementes  brancas:  dar  todas  as  suas  posses  sem  qualquer 
suspeita  de  apego,  de  apreensão  ou  de  interesse,  em  geral  ao  seu  Lama  e  às  Três 
Jóias, e em particular, lá, onde se estima que isto seja mais útil. 
  2) A força dos desejos: fazer da Budeidade o centro de suas aspirações através 
da prece de sete ramos caso se possa, se não, através da seguinte oração: “Pelo poder 
de  alguma  fonte  de  virtude  que  eu  possa  ter  acumulado  no  curso  dos  três  tempos, 
possa eu não esquecer jamais a preciosa Bodhitchitta, e sim me aplicar a desenvolver 
ao longo de todas minhas existências!”  
Possa eu reencontrar o Santo Lama que revela este ensinamento! Oro para que 
estas aspirações se realizem pela graça de meu Lama e das Três Jóias”. 
  3) A força da renúncia: pensar: “A apreensão do ego‐bem‐amado é a origem 
da  miséria  de  um  número  incalculável  de  existências  e  agora  experimento  o 
sofrimento  da  morte.  De  um  ponto  de  vista  último,  ninguém  morre,  uma  vez  que 
nem  a  própria  pessoa,  nem  a  mente  tem  existência  real.  Farei  o  que  possa  para 
destruí‐lo, a ti, apreensão egocêntrica, que pensa: “Estou doente, vou morrer”. 
  4)  A  força  da  impulsão:  pensar:  “Não  me separarei jamais  dos dois aspectos 
da Bodhitchitta, nem na hora da morte, nem no estado intermediário (Bardo), nem no 
curso das existências futuras”. 

32
  5) A força da familiaridade: manter a mente claramente fixada sobre as duas 
Bodhitchitta (aquelas sobre as quais se meditou anteriormente). O mais importante é 
fazer o que precede com grande concentração. 
  A posição corporal é também uma ajuda importante. A pessoa deve sentar‐se 
observando os sete pontos da postura*.  
Se  ela  não  pode,  deve  se  alongar  sobre  seu  lado  direito,  com  a  face  direita 
sobre a palma da mão direita, obstruindo a narina com o dede mínimo.  
Respirando  pela  narina  esquerda,  a  pessoa  deve  começar  a  meditar  sobre  o 
amor e a compaixão, além de exercitar a tomada para si e a doação, conjuntamente 
com a expiração e a inspiração.  
Em  seguida,  sem  se  apegar  ao  que  quer  que  seja,  ela  deve  se  estabelecer  na 
consciência que samsara e nirvana,nascimento e morte, etc, são apenas aparências da 
mente e que a mente ela própria não existe como coisa.  
Neste estado ela deve continuar a respirar o quanto possa. 
Encontram‐se muitos ensinamentos conhecidos sobre o modo de morrer, mas 
foi dito que não existe nenhum mais maravilhoso que este. 
  Uma instrução que professa o emprego de substâncias declara: “Aplicai sobre 
o  alto  da  cabeça  um  ungüento  composto  de  mel  selvagem,  de  cinzas  de  conchas 
marinhas puras e de limalhas de um imã”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

33
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

34
 
 
 
 

Critério de progresso na aprendizagem espiritual 
 
 
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Todos os Dharmas se resumem numa única necessidade. 
 
  A  razão  de  ser  do  Dharma,  Mahayana  e  Hinayana  é  unicamente  subjugar  a 
apreensão  egocêntrica.  Assim  toda  realização  de  uma  prática  ou  de  um  exercício 
mental deve objetivar a redução do apego ao ego‐bem‐amado. 
 Se  ela  não  é  um  antídoto  à  apreensão  egocêntrica,  a  prática  do  Dharma  não 
tem sentido algum. Como este critério determina a diferença entre a verdadeira e a 
falsa prática do Dharma, diz‐se que ela é a balança que pesa o praticante. 
 
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Entre dois testemunhos, fique com o melhor. 
 
  O testemunho dos outros, que vos vêem como um verdadeiro praticante é um 
fato, mas  os seres comuns não vêem o que  esconde em  vossa mente e se regozijam 
unicamente com os progressos de vossa conduta. 
 Ter  continuamente  a  mente  tranqüila  é  o  sinal  da  boa  aprendizagem  da 
mente.  Assim,  não  vos  apegueis  ao  testemunho  dos  outros,  mas  apoiai‐vos 
unicamente no testemunho da própria mente.
 
,;A.-2.J-:2:-8A$-o/-.-2gJ/,
Mantenhais sempre e apenas uma disposição feliz. 
 
  Jamais  se  deixar  levar  pelo  medo  ou  pela  desesperança,  qualquer  que  seja  a 
adversidade  encontrada,  fazer  desta  adversidade  a  companhia  da  aprendizagem 
espiritual e, portanto possuir sempre e unicamente uma disposição feliz e um ponto 
de referência que indique os progressos na aprendizagem espiritual. 
 É  necessário  não  apenas  meditar  alegremente  sobre  qualquer  adversidade 
sobrevinda, mas também vos exercitar a tomar alegremente sobre vós os obstáculos 
que afligem os outros.  
 

35
,;J%?-G%-,2-/-:LR%-0-;A/,
Se podeis fazer mesmo distraídos, é que a mente está treinada. 
 
  Da  mesma  forma  que  um  cavaleiro  ágil  não  cairá  de  sua  montaria  mesmo 
estando  distraído,  igualmente  se  vós  podeis  transformar  as  circunstâncias  adversas 
em serviçais de vossa aprendizagem espiritual, sem mesmo prestar grande atenção a 
isto,  é  porque  a  mente  está  bem  treinada.  As  duas  Bodhitchittas  se  desenvolvem 
claramente  e  sem  esforços,  sendo  aplicáveis  a  tudo  que  surge:  inimigos,  amigos, 
felicidade ou infelicidade. 
  Estes quatro versos descrevem os sinais de progresso no desenvolvimento da 
Bodhitchitta.  Eles  não  são  a  indicação    que  estender  este  aprendizado  mais  adiante 
não  é  necessário.  Ao  contrário,  é  necessário  se  exercitar  na  Bodhitchitta  para 
desenvolvê‐la até a obtenção da Budeidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

36
 
 
 
Os compromissos da aprendizagem espiritual 
 

 
,,A-.R/-$?3-=-g$-+-2a2,
Respeitai sempre os três pontos gerais 
 
  1) O  primeiro  dos  três  pontos  gerais  é  o  de  1)  não  romper  com  os 
engajamentos  da  aprendizagem  espiritual:  não  ser  maculado  por  faltas  e 
imperfeições  na  observância  dos  votos  que  vós  haveis  tomado,  ainda  que  seja  o 
menor preceito da ordenação para a liberação individual, do Bodhisattvayana ou do 
Mantrayana* 
  2) O segundo é o de não adotar o comportamento absurdo, mas de conduzir 
uma vida perfeitamente pura e abandonar as atitudes estúpidas tais como destruir os 
suportes  religiosos,  cortar  árvores,  sujar  as  águas,  freqüentar  os  leprosos  e  os 
mendicantes,  etc  com  a  esperança  de  que  pensem  que  vós  não  estais  apegados  ao 
ego.  
3) O terceiro é o de não ser parcial. Alguns exemplos de parcialidade: suportar 
paciente  os  tormentos  causados  pelas  pessoas  e  não  os  aborrecimentos  causados 
pelos  deuses,  os  demônios  ou  vice  versa,  ser  paciente  com  todo  mundo  e  se 
impacientar ao contacto com sofrimentos como doenças. Ou ser paciente com todas 
as coisas, mas deixar escapar o Dharma quando se está feliz.  
Estes três pontos dos engajamentos da aprendizagem espiritual são, pois, uma 
parte da observância. 
 
,:./-0-2+<-=-<%-?R<-$8$,
Modificai vossas tendências, mas permanecei naturais. 
 
  Dirijai  vosso  amor  unicamente  para  a  realização  do  bem  do  outro  e 
modificareis  assim  a  tendência  inicial  que  vos  faz  vos  interessar  por  vós  mesmos  e 
não aos outros. 
  Toda  aprendizagem  espiritual  deve  ser  feita  com  um  mínimo  de  ostentação, 
mas  um  máximo  de  eficácia;  assim  permanecei  naturais,  guardando  uma  atitude 
exterior  em  harmonia  com  vossos  companheiros  do  Dharma.  Trabalhai  para  a 
maturação  do  continuum  de  vossa  experiência  sem  deixar  transparecer  vossos 
esforços aos olhos dos outros. 
 

37
,;/-=$-*3?-0-2eR.-3A-L,
Não falai dos defeitos dos outros 
 
  Não entretenha conversação sobre assuntos desagradáveis, sobre aquilo que se 
refere  às  imperfeições  deste  mundo:  os  deficientes  físicos  e  mentais,  ou  ainda  as 
omissões religiosas – violação de uma ordenação, por exemplo. Falai, por outro lado, 
de  assuntos  prazerosos,  imprimindo  um  tom  característico  de  bom  humor,  de 
amizade e de doçura. 
   
,$8/-KR$?-$%-;%-3A-2?3-3R,
Não pensai nada dos outros 
 
  Não  pensai  nas  faltas  de  outrem,  não  pensai  nada  relativo  aos  outros,  em 
particular  quem  quer  que  tenha  atravessado  o  limiar  do  Dharma.  Pensai  ainda:  “o 
fato de ver as faltas é o resultado de minhas projeções impuras. Não existe tal coisa. 
Sou  como  aquelas  pessoas  que  viram  defeitos  mesmo  no  Buddha,  o  Vencedor 
perfeito, transcendente”. É preciso que termineis com esta atitude defeituosa. 
 
,*R/-3R%?-$%-(J-}R/-=-.%-,
Ocupai‐vos inicialmente de vossas predisposições negativas predominantes. 
 

  Examinai  vossa  forma  de  ser  para  ver  quais  são  as  disposições  negativas  mais 
desenvolvidas.  Treinai‐vos  inicialmente  em  domá‐los,  concentrando  todo  o  Dharma  sobre 
eles. 
   
,:V?-2-<J-2-,3?-&.-%%-,
Abandonar todas as esperanças por um resultado 
 
  Renunciai a atos hipócritas como empreender a aprendizagem espiritual com 
a  esperança  de  controlar  homens  e  deuses,  ou  responder  benevolência  a  um  dano 
nutrindo a intenção de ser exaltado pelos outros.  
Em resumo, cesse toda esperança de um resultado para vosso bem estar, todo 
desejo  de  renome,  de  felicidade,  de  conforto  nesta  vida,de  felicidade  dos  deuses  e 
dos homens em vidas futuras e mesmo de obtenção da transcendência do sofrimento.   
 
 
 
 

38
,.$-&/-IA-9?-%%-,
Renunciai ao alimento envenenado. 
 
Abandonai  todos  os  pensamentos  e  ações  positivas  nutridas  pela  crença  de 
uma  existência  real  da  matéria  ou  do  apego  egocêntrico,  porque  eles  são  alimentos 
envenenados. Aprendei o desapego e procure considerar todas as coisas como uma 
criação mágica. 
 
,$8%-29%-0R-3-!J/,
Não adotai uma atitude intransigente. 
 
Um  homem  do  mundo,  intransigente,  não  esquece  jamais  de  sua  gente, 
qualquer que seja o lugar onde se encontre, ou mesmo o tempo que tenha passado. 
Na  verdade  não  se  esquece  jamais  de  nutrir  o  ódio  contra  aquele  que  prejudicou. 
Não  fazei  assim,  mas,  ainda  uma  vez,  sejai  servil  e  benevolente  em  resposta  ao 
prejuízo. 
 
,>$?-%/-3-cR.,
Não sejai vulnerável aos propósitos ofensivos 
 
De  uma  maneira  geral,  não  tenha  prazer  em  caluniar  os  outros.  Mais 
precisamente,  quando  palavras  maldosas  lhe  sejam  dirigidas,  não  respondei  com 
palavras venenosas. Mesmo que tenhais sido feridos, não procurai fazer o mal, mas 
esforçai‐vos sempre em louvar as qualidades dos outro. 
 
,:U%-3-|$?,
Não aguarde uma ocasião 
 
Certas  pessoas  guardam  em  suas  mentes  o  mal  causado  por  outrem  e  não 
esquecem  jamais,  mesmo  após  anos.  Quando  uma  oportunidade  de  vingança  se 
apresenta,  elas  se  vingam.  Não  fazei  o  mesmo.    Fazei,  antes,  vosso  possível  para 
ajudar.  Da  mesma  forma,  em  relação  do  mal  causado  pelos  demônios,  não  vos 
agarrai à perda e meditai unicamente sobre o amor e a compaixão. 
 
 
 

39
,$/.-=-3A-.22,
Não sejai incisivo 
 
Não  pronunciai  palavras  mordazes  que  diminuam  uma  pessoa  mostrando 
faltas  escondidas,  nem  palavras  que  produzam  a  dor  na  mente do  outro, tais  como 
mantras capazes de suprimir a vida de seres não‐humanos. 
 
,36S-#=-\%-3A-:IR,
Não daí ao asno a carga de um cavalo (20) 
 
 Dar a um outro uma tarefa desagradável que nos foi atribuída ou arranjar‐se 
sorrateiramente  para  depositar  uma  dificuldade  nas  mãos de outrem,  é como dar a 
um asno uma carga de um cavalo. Não atuei desta forma. 
 
,3IR$?-GA-lJ-3-$+R.,
Não tenha por objetivo a vitória. 
 
Numa corrida eqüestre, esforça‐se para ser o mais rápido. Ao contrário, numa 
assembléia  de  praticantes,  como  vós,  não  procurai  com  obstinação diferentes meios 
de produzir riqueza material ou adquirir qualquer prestigio ou crédito. Permanecei 
indiferentes, quer o renome ou o prestígio venham ou não. 
 
,vR-=R$-3A-L,
Não formai projetos interessados 
 
Se  vós  aceitais  a  derrota  agora  em  vista  de  um  proveito  futuro,  se  vós  vos 
dedicais à aprendizagem espiritual com o desejo de pacificar doenças ou demônios, 
de subjugar circunstâncias adversas, vossa prática do Dharma é impura. É como uma 
prática hipócrita de rituais. Não fazei isto. Qualquer que seja a felicidade ou a pena 
que se apresente, meditai sem arrogância nem hesitação, sem medo nem esperança. 
“A aprendizagem espiritual obtida dentro desta perspectiva pode ser considerada como 
um método de ajuda aos demônios e aos espíritos malignos. Não há diferença entre isto e fazer 
o mal.  
A  prática  do  Dharma  deve  neutralizar  o  pensamento  discursivo  e  as  disposições 
negativas.” diz Gyeltse Tome. (  (R?  -L-*R/-3R  %?-0-.%-
  i3-gR$ -$A-$*J/ -0R<-:PR- 2-8A$-.$R  ?-0-;A/      )
- --
   
 

40
  Agora  iremos  considerar  o  tema  do  Dharma  corrompido.  As  filosofias 
corrompidas são as filosofias do eternalismo e do niilismo. A meditação corrompida 
é  a  meditação  que  se  apega  a  um  estado  de  perfeição.  A  ética  corrompida  é  a  ética 
que  não  está  de  acordo  com  as  três  classes  de  votos.  O  Dharma  maculado  abrange 
tudo que está em contradição com a ética e a filosofia expostas em termos precisos no 
Santo Dharma. Ainda que sejai vós ou qualquer um outro, o melhor dos homens ou o 
mais  insignificante,  quem  quer  que  seja  implicado,  isto  vos  conduzirá  ao  ciclo  das 
existências e aos mundos inferiores. É como se enganar de remédio para curar uma 
doença ou se condenar sem razão. 
  Existem  pessoas  que  denominam  “Dharma  corrompido”  certas  obras 
compostas  ou  reveladas,  sem mesmo ter examinado  as palavras os  as  idéias  de um 
único capítulo destes ensinamentos atribuídos ou revelados, com o fim de decidir em 
favor  de  sua  pureza  ou  de  seu  caráter  errôneo.  Parece,  pois,  que  estas  pessoas 
formulam opiniões a partir de um apego a seu próprio sistema ou de suas disputas 
pessoais  com  outrem.  É  dito  que  apenas  um  Buddha  é  capaz  de  avaliar  o  valor  de 
uma  pessoa.  Em  conseqüência,  se  vós  não  amais  uma  pessoa  que  professa  uma 
filosofia  ou  uma  ética  corretas,  vossa  simples  antipatia  não  prova  que  o  Dharma 
dessa pessoa seja corrompido. Um comerciante pode, por exemplo, vender ouro ou 
algo  sem  valor,  mas  a  qualidade  do  comerciante  não  difere.  Assim  que  o  Buddha 
disse inúmeras vezes: “Não te fies no homem e sim no Dharma”. 
Fiz esta digressão aqui porque ela é muito importante para compreender este 
ponto. 
 
,z-2..-.-3A-.22,
Não faça de um deus um demônio 
 
Se,  uma  vez  que  vós  estais  engajados  na  aprendizagem  espiritual,  vossa 
personalidade se endurece de orgulho e de arrogância, é como si vós reduziceis um 
deus  ao  estado  de  demônio:  o  Dharma  se  torna  anti–Dharma.  Quando  vós  vos 
aplicais à aprendizagem espiritual e ao Dharma, vossa personalidade deve se refinar 
mais e mais, se sensibilizar.  
Agi para com tudo como se vós fosseis o mais modesto servidor 
 
,*A.-GA-;/-=$-+-#$-3-5S=,
Não aspirai à infelicidade do outro em busca de satisfações suplementares. 
 
Não  pensai  vós:  “Se  este  benfeitor  ou  qualquer  pessoa  vier  a  cair  doente  ou 
morrer,  eu  receberei  mais  víveres  ou  dinheiro”;  ou  mesmo:  “Se  este  monge  ou  este 
companheiro de Dharma vier a morrer, suas esculturas e seus livros poderiam vir a 
me pertencer”; ou ainda: “Se este que está comigo vier a morrer, apenas eu receberei 
os méritos”; ou, enfim: “Seria bom que meu inimigo morresse”. 
Em resumo, é preciso que vós deixeis de esperar satisfações suplementares em 
detrimento da felicidade de outrem. 

41
 
 
 

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

42
 
 
 

Conselhos para a aprendizagem espiritual. 
 

 
,i=-:LR<-,3?-&.-$&A$-$A?-L,
Coloque uma única absorção em todas as circunstâncias. 
 
  Guiai vossa prática através de diferentes ações: nutrir‐se, vestir‐se, andar, estar 
sentado,  etc.  –  por  meio  de  uma  única  absorção,  aquela  que  consiste  em  não  se 
separar jamais da intenção altruísta. 
 
,=R$-$/R/-,3?-&.-$&A$-$A?-L,
Aplicai um único método para vos corrigir em todas as circunstâncias 
 
  Deve‐se  utilizar  a  própria  análise  para  corrigir  uma  análise  mal  feita.  Da 
mesma  forma,  uma  vez  que  vós  praticais  a  aprendizagem  espiritual,  circunstâncias 
adversas  se  apresentam  –  As  pessoas  vos  criticam  ou  vos  insultam,  vós  sois 
assaltados  por  demônios,  inimigos  e  querelas,  vossas  disposições  negativas  pioram 
ou  então  não  tendes  mais  vontade  de  meditar  –  pensai:  “em  todo  o  Universo 
numerosos  seres  têm  dificuldades  semelhantes  às  minhas,  dirijo  minha  compaixão 
para  eles  todos”  Pensai  assim:  “Possam  todas  as  situações  indesejáveis  e  os 
sofrimentos de todos os seres se juntar à minha própria miséria!”. 
  Utilizai, assim, um único método para vos corrigir: a troca com os outros. 
 
,,R$-3,:-$*A?-=-L-2-$*A?,
Do princípio ao fim duas coisas devem ser feitas. 
 
  No  início,  pela  manhã,  desde  o  acordar,  produzíei  com  força  a  impulsão 
seguinte:  
l) Hoje não me separarei das duas Bodhitchitas, durante o dia mantenhai esta 
intenção com aplicação sustentada. Depois, no fim, com a chegada da noite, quando 
vós ides vos deitar,  
2)  Examine  os  pensamentos  e  os  atos  de  todo  o  dia.  Caso  tenha  havido 
transgressões  a  Bodhitcitta,  é  necessário  desmascará‐los,  enumerando  os  casos  e 
tomando a resolução de não mais repetir no futuro tal infração.  
Caso  não  apareça  transgressão  alguma,  alegrai–vos  e  rezai  para  poder  fazer 
ainda  mais  neste  domínio,  posterormente,  vós  e  todos  os  seres.  Aprendei  a  fazer 
estas  duas  ações  regularmente.  Utilizai  uma  abordagem  e  uma  atitude semelhantes 
no que concerne às imperfeições e às faltas para com as outras classes de votos. 

43
,$*A?-0R-$%-L%-29R.-0<-L,
Permaneça firme ao encontro de um ou de outro. 
 
Se vós vos tornais sem posses e sofreis terrivelmente, pensai em vosso karma 
passado.Sem cólera nem desesperança, tomai para vós todos os males, todas as faltas 
dos outros e reagrupai os meios de destruir as ações mal orientadas e as privações da 
visão.  
 Se vós vos tornais muito rico, dotado de posses as mais preciosas, de um bom 
séquito,  de  felicidade  perfeita  e  de  bem  estar,  não  sucumbi  à  negligência  e  à 
indiferença.  Utilizai  vossa  riqueza  para  finalidades  virtuosas,  vossa  influência  para 
objetivos  construtivos,  fazei  aspirações  de  que  todos  os  seres  possam  obter uma tal 
felicidade e um tal bem estar. Em resumo, que vós sendo rico ou pobre, seja paciente. 
 
,$*A?-0R-YR$-.%-2#R?-=-2Y%-,
Preservai os dois preceitos, mesmo com perigo de vossa vida. 
 
Uma  vez  que  todas  as  felicidades  atuais  e  futuras  decorrem  da  observação 
atenta  dos  preceitos  gerais  do  Dharma  (as  três  classes  de  votos)  ,  e  de  preceitos  e 
engajamentos específicos  da aprendizagem espiritual, respeitai estas duas categorias 
de  preceitos,  ainda  que  seja  com  perigo  de  vossa  vida.  Além  disto,  o  que  quer  que 
façais, é preciso conformar a isto, não por interesse para vós mesmos, mas com e para 
a única motivação: ajudar os outros. 
 
,.!:-2-$?3-=-2a2-0<-L,
Aprendei a fazer as três coisas difíceis. 
 
É inicialmente difícil:  
1) Reconhecer as disposições negativas.   
2) Não é cômodo livrar‐se delas.  
3) Cessar seu fluxo incessante. (e isso é muito difícil) 
 

Deveis, pois, aprender três meio de passar vosso estado de mente:  
1) Reconhecer de início as disposições negativas assim que elas apareçam,  
2) Pará‐las por meio de antídotos;  
3)  Tomar  a  firme  resolução  de  não  deixar  jamais  que  tal  ou  qual  aspecto 
negativo volte a se desenvolver.   
 
 
 

44
,o-;A-$4S-2R-i3-$?3-]%-,
Cultivai os três fatores determinantes 
 
Os fatores determinantes da prática do Dharma são:  
   1) Ter um excelente Lama,  
   2) Colocar corretamente o Dharma em prática com uma mente flexível;   
   3) reunir as condições necessárias à prática: a alimentação, o vestir, etc.  
Se vós possuís estes três elementos, regojizaí‐vos disto e aspirai que isto possa 
advir  para  todos.  Se  vós  não    tendes  o  regozijo,  desenvolvei  a  compaixão  pelos 
outros,  tomai  para  vós  tudo  que  falta  a  eles  na  reunião  dos  três  fatores,  e  fazei  a 
oração para que todas as três sejam obtidas por vós mesmos e pelos outros. 
 
,*3?-0-3J.-0-i3-$?3-2|R3,
Trabalhai sobre as três coisas que não devem diminuir. 
 
Velai para não degradar as três coisas. 
 1)A aspiração devocional para com o Lama não deve ser enfraquecida já que 
todas as qualidades dos ensinamentos do Grande Veículo dependem dele. 
2) O entusiasmo para a aprendizagem espiritual não deve diminuir, já que é o 
coração mesmo do ensinamento do Mahayana. 
3)    A  observância  dos  preceitos  das  três  classes  de  votos  não  deve  ser 
degradada. 
 
,:V=-3J.-$?3-.%-w/-0<-L,
Ligai à virtude as três faculdades 
 
  Devei sempre renunciar aos atos negativos do corpo, da palavra e da mente, e 
aplicá‐los  em atividade positiva. 
 
,;=-=-KR$?-3J.-.$-+-.%-, ,H2-.%-$+A%-:LR%?-!/-=-$&J?,
Meditai sobre os objetos sem parcialidade, é importante possuir um conhecimento 
vasto e profundo de todas as facetas da aprendizagem espiritual. 
 
  Sem  parcialidade  quanto  aos  objetos,  apenas  a  aprendizagem  espiritual  deve 
tocar todas as coisas, boas ou más, que surgem como objeto para a mente, que sejam 
os seres sensíveis, os quatro elementos, os objetos inanimados, os seres não humanos, 
etc.  
É importante que vosso conhecimento seja profundo e não apenas livresco ou 
feito de belas palavras.   

45
,2!R=-2-i3?-=-g$-+-2|R3,
Trabalhai sempre sobre os pontos difíceis 
 
  Colocai toda vossa arte em gerar, no mais alto grau, o amor e a compaixão e 
em meditar sobre os assuntos que apresentam uma dificuldade para a aprendizagem 
espiritual:  nossos  inimigos  jurados,  os  criadores  de  obstáculos,  mais  precisamente 
aqueles que respondem com adversidade à nossa ajuda e nos ferem, nossos rivais ou 
concorrentes,  nossos  companheiros  cuja  influencia  é  nefasta  ainda  que  eles  não 
tenham más intenções, enfim àqueles que não amamos por causa de nosso karma. 
Sobretudo  abandonai  tudo  que  possa  prejudicar  àqueles  com  os  quais  vós 
tendes uma relação estreita: vosso Lama, vossos pais, etc. 
 
,nJ/-$8/-.$-=-vR?-3A-L,
Não sejai afetados pela variedade de situações 
 
  Vós não deveis depender das circunstâncias que se apresentam: estar em bom 
ou mau estado de saúde, rico ou pobre, ter uma boa ou uma má reputação, inimigos 
ou  não,  etc.  Quando  estiverdes  em  presença  de  uma  situação  favorável  à  prática, 
exercitai  vossa  mente  imediatamente.  Quando  esta  situação  não  aparece,  trabalhai 
sobre as duas Bodhitchittas no próprio seio desta deficiência. 
 Em resumo, desobrigue–vos de vos preocupar por vossa situação ou pela dos 
outros, não vos separai jamais do domínio da absorção da aprendizagem espiritual.  
 
,.-<J?-$4S-2R-*3?-?-]%-,
Praticai desde agora tudo que é essencial. 
 
  Desde  tempos  imemoriais  vós  haveis  tomado  a  forma  de  um  número 
incalculável de corpos, e isto em vão. No futuro, um conjunto de circunstâncias tão 
felizes  como  a  desta  vida  humana,  certamente  não  será  reproduzido.  Agora  que 
possuíeis um corpo humano e que haveis encontrado o Dharma, é preciso praticar o 
que é essencial com o fim de realizar objetivos de valor durável.  
Os  interesses  das  vidas  futuras  são  mais  importantes  que  os  desta  vida.  E 
finalmente  a  libertação  é  mais importante que  o samsara. O bem estar dos outros é 
mais importante que o vosso próprio bem estar. Entre a prática e o ensinamento do 
Dharma,  a  prática  é  mais  importante.  Exercitar‐se  no  desenvolvimento  da 
Bodhitchitta é mais importante que todas outras práticas.  
A  meditação  profunda  sobre  as  instruções  particulares  do  Lama  é  mais 
importante que uma meditação analítica fundamentada nas escrituras. Enfim, sentar‐
vos  sobre  vossa  almofada  e  conduzir  bem  vossa  aprendizagem  espiritual  é  mais 
importante que todas as outras atividades. 

46
,$R-=R$-3A-L,
Não desviei os valores 
 
  Parai de desviar seis valores de sua finalidade.  
1)  A  paciência  desviada  é  suportar  pacientemente  os  sofrimentos  para 
submeter os inimigos, proteger os amigos, trabalhar com o fim de enriquecer, etc., e 
não suportar as dificuldades da prática do Dharma. 
 2)  A  aspiração  desviada  é  aspirar  ao  conforto,  à  riqueza,  à  felicidade  nesta 
vida e não aspirar a uma prática perfeitamente pura do Dharma.  
3) Comprazer‐se no regozijo dos bens materiais e não se comprazer na escuta, 
na reflexão e na meditação sobre o Dharma. Tal é o contentamento desviado.  
4)  A  compaixão  desviada,  é  experimentar  a  compaixão  por  aquele  que 
suportam as dificuldades em sua prática do Dharma e não manifestá–la por aqueles 
que fazem o mal.  
5) A solicitude e a atenção desviadas é envolver aqueles que dependem de vós 
em vossos empreendimentos mundanos e não os ligar ao Dharma.  
6) A alegria desviada é alegrar‐se com a infelicidade alheia, do sofrimento do 
mundo e do nirvana. É preciso renunciar totalmente a estes seis desvios de valores. 

 
,<J?-:)R$-3A-L,
Não sejai inconstante 
 
  Qualquer  um  que  não  pratique  o  Dharma  de  forma  regular  não  irá  adquirir 
dele um conhecimento seguro.  
Não  vos  empenheis  em  numerosos  projetos,  mas  concentrai–vos  unicamente 
na aprendizagem espiritual. 
 
,.R=-(R.-.-.%-,
Não tenhais hesitação alguma 
 
  Aplicai‐vos  apenas  à  aprendizagem  espiritual,  sem  o  mínimo  interesse  por 
outra coisa e sem distração. 
 
 
 

47
,2g$-.J.-$*A?-GA?-,<-2<-L,
Descobríei a liberdade através da análise e do exame 
 
  Deveis:  
1) Liberar‐vos das disposições negativas e do impedimento egocêntrico graças 
ao exame e à análise do continuum de vossa experiência.  
É preciso fazer das disposições negativas o principal objeto de vossa atenção e 
observar cuidadosamente se elas aparecem ou não. 
Caso elas surjam recorrei energicamente aos antídotos.  
Depois,  
2)  Observai  o  modo  de  ser  da  apreensão  egocêntrica.  Se  ela  parece  ser 
inexistente, examinai‐a tomando como referência um objeto inspirador de apego ou 
aversão.  
Caso então a apreensão egocêntrica se revela, destrua–o imediatamente graças 
ao remédio que é a troca de si mesmo com os outros.  
  
,;?-3-|R3?,
Não vos vanglorieis 
 
  Não deveis vos vangloriar sob o pretexto de que trabalhais sobre o altruísmo, 
mesmo se tenhais sido bom para com alguém. Não há sentido algum de vos exaltar 
ante  outrem  uma  vez  que  é  para  vós  mesmos  que  vos  exercitais,  que  desenvolveis 
uma conduta nobre e que suportais longas provas em vossa prática do Dharma. Não 
rivalizei  em  presunção  com  os  outros.  “Não  espere  nada  dos  homens,  reze  a  vosso 
Yidam”, é dito nos preceitos de Radreng. 
 
,!R-=R%-3-#R3?,
Não vos deixai abalar pelas contrariedades 
 
  Não sejai intolerante com os outros. Não reaja caso outra pessoa vos desonre 
ou  vos  fira  em  público.  Não  deixei  vossa  mente  ou  vossos  sentimentos  serem 
inquietados. 
  Pó‐to‐oua disse: 
           “Porque todos nós, ainda que voltados ao Dharma,  
Não fizemos do Dharma um remédio para a apreensão egocêntrica,  
Somos menos tolerantes que uma ferida apenas cicatrizada.  
Deixamo‐nos perturbar mais pela  contrariedade que pelos demônios.  
Este não é um Dharma eficaz.  
O Dharma deve ser um antídoto à apreensão egocêntrica”. 

48
,;.-43-0-3A-L,
Não sejai exuberante 

Não  perturbai  vossos  companheiros  exprimindo  vossa  alegria  ou  vosso 


desprazer à‐toa. 
 
,:R<-(J-3-:.R.,
Não esperai agradecimentos 

   Não espere por pessoas que vos agradeçam por ter feito um trabalho virtuoso, 
por ajudar ou por levar à prática do Dharma. Em resumo, livrai‐vos da esperança de 
obter honra ou prestígio. 
  Estas  advertências  constituem  um  meio  de  evitar  um  enfraquecimento  da 
aprendizagem  espiritual  e  de  permitir  seu  crescimento  regular.  Em  resumo,  Gyelse 
Rinpoche  aconselhou veementemente: 
Ao  longo  de  nossas  existências  devemos  nos  aplicar  no  exercício  das 
duas Bodhitchittas utilizando a prática da meditação, da mesma forma 
que aquilo que a ela nos liga, e adquirir a certeza de um progresso. 
 
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.R, ,]R-.R%-.R/-2./-3:A-l-2-mR$?-?R,,
  Transmitidos  por  Serlingpa,  tal  é  o  elixir  de  quintessência  das  instruções 
profundas, pelas quais a progressão de cinco tipos de deterioração é transformada 
na Via para o Despertar. 
 
  Ao  mesmo  tempo  em  que  a  deterioração  do  tempo,  dos  seres,  da  vida,  das 
disposições  negativas  e  das  filosofias  progridem  regularmente,  diminuem  as 
condições  felizes  favoráveis  ao  Dharma  e  aumentam  as  situações  adversas, 
destruidoras.  Embora  os  remédios  oferecidos  por  outros  ensinamentos  possam  se 
mostrar  ineficazes,  para  aquele  que  desenvolve  a  aprendizagem  espiritual,  a 
atividade positiva aumenta com o contato da proliferação de circunstâncias adversas, 
da mesma forma que as chamas de um fogo saltam sempre mais alto à medida que se 
lhe acrescenta lenha. 
  Este  ensinamento  possui  uma  característica  especial  inexistente  nos  outros 
ensinamentos:  ele  transforma  todas  as  disposições  negativas  e  as  circunstâncias 
adversas em um caminho para o Despertar. 

49
  Estas  instruções  são  como  a  quintessência  de  um  elixir,  elas  enriquecem  o 
continuum da experiência e são salutares a todos, quaisquer que sejam suas aptidões. 
São ensinamentos profundos transmitidos por Serlingpa, que entre os três principais 
mestres de Atisha teve, de longe a maior bondade, 
 
  No  despertar  da  energia  kármica  de  aprendizagem espiritual  anterior,  vem 
em mim um interesse tão intenso, que não me dou conta do sofrimento, da crítica. 
Coloquei‐me em busca dos meios de subjugar a apreensão egocêntrica. Agora, não 
terei nenhum arrependimento, mesmo na minha morte.  
  Quando  a  energia  kármica  das  existências  anteriores  do  grande  mestre 
espiritual  Tcheka‐oua  despertou,  sua  atração  foi  somente  o  ensinamento.  Foi  com 
grande dificuldade que se colocou em busca e recebeu da linhagem Pai‐Filho, a raiz 
de  todo  o  Dharma,  as  instruções‐chaves  para  domínio  da  apreensão  egocêntrica. 
Quando  ele  bem  a  exerceu,  prefiriu  os  outros  do  que  a  si  mesmo  e  não  deu  mais 
atenção aos próprios desejos. Não havia nenhum arrependimento, pois tinha certeza 
de ter atingido um objetivo, o resultado final de adesão ao Dharma.  
Estas  duas  últimas  estrofes  são  os  comentários  pelos  quais  o  autor  conclui  o 
ciclo de ensinamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

50
B)  
Ensinamentos complementares provenientes da linhagem. 
 

 
Esta  secção  é  uma  seleção  de  instruções  espirituais  suplementares  desta 
mesma linhagem. 
O ensinamento profundo sobre a aprendizagem espiritual que se seguirá pode 
ser suficiente por si mesmo. Esta aprendizagem espiritual pode, ela própria, integrar 
à prática toda a felicidade, todo sofrimento. 
Por  outro  lado,  quando  um  ensinamento  profundo  revela  o  karma,  nossa 
mente  também  pode  se  sentir  agitada:  anda‐se,  porém  deseja  se  sentar,  está‐se 
sentado mas deseja‐se andar. Se isto vos acontece, estejai atento ao seguinte: 
 
  Uma vez que vosso humor seja tal, 
  Vossa almofada é, de longe, o melhor lugar. 
  Este estado mental é excelente.
Além do mais, pela aceitação de viver esta contrariedade, 
Ó maravilha! Não tereis de renascer nas esferas infernais! 
Ó maravilha! Não sereis queimados, calcinados. 
 
Antes ainda, reagísseis bem diante de angústia, ao medo. 
E sejai muito humilde.
  Alimentai‐vos modestamente e suportai as privações. 
  Usai vestes simples e aceitai uma posição inferior. 
  Trabalhai sobre os antídotos ao menosprezo dos encantos ou do sofrimento. 
 
Segundo  os  ensinamentos  das  “Etapas  da  Budeidade”  (21),  vossa  autocrítica 
deve  trazer  consigo  o  essencial.  Quando  estais  doentes,  a  doença  deve  tornar‐se 
vossa  enfermeira.  E  mais  quando  sejais  acometidos  pelo  pensamento  de  que  os 
doutores, as enfermeiras, vossos pais e os outros deveriam fazer ainda mais por vós, 
pensai: “Pessoa alguma deve ser censurado por esta doença, uma vez que ela não é 
senão  a  apreensão  egocêntrica”.  Se  os  cuidados  e  os  medicamentos  trouxerem  uma 
melhora,  é  melhor  não  pensar  que  os  cuidados  não  foram  aplicados  o  quanto 
necessário anteriormente: “Pessoa alguma é desprovida deste tipo de aflição. Então, 
apreensão egocêntrica, é isto que querias, e bem, estais satisfeitas agora!”. 
Aprendei a, de forma aumentada, a tomar sobre vós as doenças e os demônios 
que atormentam os outros, 
 
 
 
 
 
 

51
Eis alguns ensinamentos de Serlingpa: 
 
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  1) Nivelai todos os pensamentos. 
  2) Todos os antídotos são armas de conquista. 
  3) Concentrai todos os projetos em um único. 
  4) Todas as etapas do caminho não têm senão um critério. 
 
Estes quatro ensinamentos são os remédios para o Despertar. 
Vós os usareis para subjugar os ímpios, 
Nestes tempos degenerados, eles são úteis para; 
Afrontar as relações maldosas e o materialismo.  
 
  1)  Uma  vez  que  os  pensamentos  surjam,  nivelai‐os  no  domínio  da 
aprendizagem espiritual ou da vacuidade.  
2)  Os  antídotos  não  são  meditações  para  serem  feitas  nestas  ocasiões  ou  em 
momentos  de  graça  malfazeja.  Uma  vez  que  surjam  as  disposições  negativas,  saltai 
sobre elas, cercai‐as, isolai‐as e vença‐as.  
3) Não alimentai todo tipo de projeto de médio e longo prazo.Mantenhai vossa 
atenção  unicamente  sobre  tudo  o  que  auxilie  vossa  mente  a  destruir  a  apreensão 
egocêntrica.  
4)  Dado  que  a  ausência  da  apreensão  egocêntrica  é  a  Budeidade,  fazei  vosso 
melhor possível. 
 Este  critério  é  o  que  determina  o  progresso  no  caminho  e  não  é  necessário 
enumerar  as  diferentes  vias  ou  etapas.Estes  quatro  ensinamentos  constituem  um 
resumo de todos os remédios que conduzem ao Despertar, onde tudo está incluído. 
 
 
 
 
 
 

52
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1) As circunstâncias adversas são os amigos espirituais. 
2)  Os  demônios  e  os  espíritos  malfazejos  são  as  manifestações  dos 
Vencedores. 
3) A doença é a vassoura que elimina o mal e os véus. 
4) O sofrimento é a atividade da quididade. (22) 
 
Estes quatro ensinamentos são destinados às disposições negativas  
particularmente violentas. 
Deles necessitareis para subjugar ímpios.   
Nestes tempos degenerados, eles são úteis para; 
Afrontar as más companhias e o materialismo. 
 
1)  Não  deveis  evitar  as  circunstâncias  adversas  porque  elas  desempenham  a 
função do amigo espiritual. Apoiando‐vos nas situações negativas podereis reunir as 
acumulações,  dissipar  os  véus,  lembrai‐vos  do  Santo  Dharma,  vivificar  vossa 
realização, etc. 
2) É inútil ter medo de visões ou de alucinações provocadas pelos deuses ou 
pelos  espíritos  malfazejos  ou  dos  tormentos  causados  pelos  demônios.  Porque  eles 
contribuem para o crescimento de vossa devoção e de vossa atividade virtuosa, eles 
são as manifestações de vosso Lama ou dos Buddhas. 
3) Uma vez que pratiqueis convenientemente o Santo Dharma, o mau karma 
anterior se reanima: também se manifestam ainda e sempre as doenças físicas. 
Quando  acontece  de  ficardes  doentes,  trabalhai  no  desenvolvimento  de  uma 
atitude alegre porque está escrita repetida vez nos Sutras que a menor dor de cabeça 
–  isto  para  não  falar  das  doenças  graves  –  tal  como  uma  vassoura  que  eleva  o  pó 
elimina todos os atos negativos os véus acumulados desde tempos imemoráveis. 
 
4) Quando vier o sofrimento, observai a essência deste sofrimento: ele aparece 
como vacuidade. Mesmo quando vós tendes muito a sofrer, o sofrimento não é senão 
as vibrações da quididade. Não é preciso se entristecer por isto. É uma coisa boa que 
isto venha, porque isto pode servir de assistência à posta em prática do Dharma. A 
instrução  é  de  não  abandonar  estes  quatro  ensinamentos  para  as  disposições 
negativas particularmente violentas, mas de colocá‐los em prática. 
 
 

53
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,#.-$A-3)$-#.-(J/-0R-;A/,
,3A-3#R->R?-/A-:.R.-,R$-;A/,
,v?-%/-$;%-.-=J/-0-;A/,
  1) É bom controlar a felicidade. 
  2) É bom dar um fim ao sofrimento. 
  3) A pior das situações deve ser nossa primeira aspiração. 
  4) O pior presságio deve ser acolhido com alegria. 
 
Estes quatro ensinamentos são os antídotos corretivos 
Tereis necessidade deles para subjugar os ímpios. 
Nestes tempos degenerados eles são úteis para 
Afrontar as más companhias e o materialismo.  
 
1)  Quando  estais  felizes  e  capacidade  de  suportar,  surge‐vos a  idéia de fazer 
coisas  fora  do  Dharma.  Quando  observeis  esta  sensação  de  felicidade,  ela  não  tem 
substância. Integrai esta aparência de felicidade em vosso caminho para o Despertar, 
oferecendo‐a  a  todos  os  seres.  Controlai  a  felicidade  já  que,  comportando‐vos  tão 
naturalmente  quanto  possível,  não  afundar  sob  o  poder  desta  aparência  de 
felicidade. 
  2)  Quando  sofreis,  não  perdei  a  coragem.  Caso  observeis  a  presença  do 
sofrimento,  ele  torna‐se  vazio,  nada  em  si  mesmo.  Tomai  a  responsabilidade  por 
todos  os  sofrimentos  dos  seres  além  deste  aparente  sofrimento.  Comportando‐vos 
naturalmente  por  tanto  tempo  quanto  possível,  vós  terminareis  com  toda  forma  de 
sofrimento. 
3) Quando situações indesejáveis se estabelecem sobre vós, elas vos ajudarão a 
destruir  a  apreensão  egocêntrica;  vosso  objetivo,  vossa  aspiração  mais  querida  são, 
desta forma, completamente realizada. Pensando: “É isto que querias, impedimento 
ego centrista, possa aquilo te destruir totalmente!” Permaneça sentado, com a mente 
relaxada, feliz. 
4)  Quando  sobrevêm  os  maus  presságios  ou  as  alucinações,  numerosos 
pensamentos  sobre  o  assunto  brotam.  Nestes  momentos  pensai:  “Era  necessário,  é 
bom  que  aquilo  tenha  surgido.  Possa  todos  os  maus  presságios  se  acumular  sobre 
esta apreensão egocentrista!” E meditai sem orgulho, sem hesitação. 
Estes quatro ensinamentos são corretivos em situações para as quais os demais 
remédios não funcionam. 
 

54
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,$8/-/A-;R/-+/-IA-:L%-#%?-+J,
,&%?-+J-=J/-0:A-(R?->A$-;A/,
 
1) O ego é a raiz de toda falta, 
Tal é o ensinamento para afastar definitivamente o ego 
2) O outro é a fonte das qualidades 
Tal é o ensinamento que nos fará aceitar totalmente o outro. 
 
Estes dois ensinamentos constituem o resumo conclusivo dos antídotos 
Necessitareis deles para subjugar os ímpios 
Nestes tempos degenerados, eles são úteis para; 
Afrontar as más relações e o materialismo. 
 
Este resumo dos pontos essenciais termina o ensinamento porque toda a base 
da aprendizagem espiritual repousa sobre duas idéias.  
Renunciar  totalmente  a  se  preocupar  com  nosso  próprio  bem  estar  e  cuidar 
dos outros com amor. Por esta razão considerai–o como a base de toda prática. 

 
,=R$-&J<-=R$-=-&J<-&J<-vR?,
,>A$-$J->A$-=-:2R=-=J-8R$,
,.J?-/A-3A-:(A%-PR=-2<-:.R.,
 

Afastai completamente o erro e olhai diretamente. 
Sejai calmo, sem tensão e estabilizai‐vos pacificamente. 
Quando os pensamentos não estão ligados, eles vão livremente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

55
 
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3A-:(A%-8A%-<%-PR=-;J->J?-GA-5S$?-?-:I<-2-!J, .R/-.3-L%-?J3?-GA-2|R3-<A3-~A%-0R:R,,

Se vós seguis um pensamento ou uma emoção, sutil ou evidente, e deixardes a 
mente  se  dispersar,  vosso  trabalho  espiritual  está  errado,  e  vós  não  sois  de  forma 
alguma diferente de uma pessoa comum. 
Interiorizai  totalmente  e  observai  a  presença  de  vossa  mente.  Sem  tensão, 
detei‐vos  instalando‐vos  na  vacuidade,  na  qual  nada  é  visto  pelo  olhar.  Pouco 
importa o número de pensamentos ou de emoções, quando eles não são ligados eles 
se  vão,  eles  vêm  livremente  por  sua  própria  vontade  e  se  tornam  acumulação  de 
sabedoria. 
Estas instruções são o coração da meditação sobre a Bodhitchitta última. 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

56
Conclusão 
 
Neste  ciclo  de  sete  pontos  estão  contidos  todos  os  temas  essenciais  para  a 
prática de cada uma das tradições de comentários que, individualmente, transmitem 
instruções para a aprendizagem espiritual, instruções que encontram sua origem na 
tradição oral de Atisha. 
Entre  todos  os  autores  sem  iguais  e  suas  interpretações  breves  ou 
desenvolvidas,  recebi  precisamente  esta  interpretação  a  partir  dos  comentários 
escritos  do  mui  nobre  Gyelse  Tokme  Rinpoche  e  do  nobre  e  Venerável  Kunga 
Nyingpo*.  Recolhi  todos  os  ensinamentos  de  grandes  mentes,  destilei‐os  em  um 
único elixir que aqui expus, com o objetivo principal de facilitar a sua compreensão 
aos neófitos. 
Assim compus este texto explicativo e inteligente para todos  com uma única 
motivação: ajudar os outros.  
 
A raiz dos Sutras e dos Tantras, 
Vitalidade no coração de todo o Dharma. 
Facilmente levado à prática, ainda que profundo. 
Brotado maravilhosamente de toda forma de instrução. 
É difícil de aplicar, mesmo após o ter estudado. 
Trabalhar sobre isto é possuir uma fortuna de karma positivo. 
Nestes tempos, é tão raro quanto encontrar ouro sobre o solo. 
Agora, muito falar seria aborrecido. 
Porém é com o puro desejo de ajudar os outros 
Que escrevo este texto. Por esta virtude, 
Possam todos os seres dominar as duas Bodhitchittas.   
     

 
Colofão 
 
  Após a longa insistência de meu discípulo Karma Thoutob expert nos cinco domínios 
de estudo, e mais recentemente por responder ao pedido do sublime corpo de emanação Tabke 
Namreul  que  empreendeu  com  a  honesta  determinação  de  aderir  firmemente  à  preciosa 
Bodhitchitta, ao pedido também do Lama Karma Ngedeun e de outros que são afortunados na 
sua assiduidade à prática, com o propósito, pois, de responder às iniciações repetidas daqueles 
que  desejam  esclarecer  suas  devoções,  eu  Lodreu  Taye,  sujeito  a  Djamgoeun  Karma  Sitou, 
compus  esta  obra  de  Panpoung,  no  centro  de  retiro  solitário  chamado  “Jardim  de  Toda  – 
Bondade, Alta Felicidade, Clara Luz” Possa um número infinito de seres beneficiar‐se dela. 
 
 
 
 
 
 

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NOTAS 
 
NOTA SOBRE O TÍTULO 
O título completo em tibetano é: 
 

"O  CAMINHO  CORRETO  PARA  O  DESPERTAR  –  comentário  que  introduz  sem 


dificuldades  os  seres  comuns ao ensinamento do Mahayana intitulado “OS SETE PONTOS 
DA APRENDIZAGEM ESPIRITUAL”. 
 

O  caminho  correto  para  o  Despertar  descrito  aqui  é  aquele  da  transmutação:  uma 
transmutação  alquímica  que  transforma  a  base  egocêntrica  de  nossa  experiência  em  uma 
solicitude  profunda  para  o  bem  de  todos.  Ordinariamente  causa  de  depressão  de 
recolhimento  em  si,  o  sofrimento  é  assim  transformado  em  um  meio  de  crescimento 
espiritual,  e  o  mundo  das  aparências  fenomenais  se  torna  uma  fonte  inesgotável  de 
inspiração e de conhecimento profundo: o chumbo torna‐se ouro e o elixir da imortalidade 
está entre nossas mãos. 
 
(1) Para maiores informações sobre os nomes e termos que aparecem na introdução e 
no texto, ver o glossário que se encontra no fim do texto.  
 
(2) GURU BUDDHA BODHISATTVA BHYONAMA. 
 

O respeito pelo país de onde o Budismo é originário e pela língua através dos quais as 
escrituras santas foram transmitidas nunca foram diminuídos na tradição tibetana. É comum 
começar  um  livro  com  uma  homenagem  em  sânscrito.  A  significação  desta  é  a  seguinte: 
“Homenagem aos Mestres espirituais, aos Buddhas e aos Bodhisatvas”. 
 
(3) DHARMARAKSHITA 

Na origem um discípulo dos ensinamentos Shravaka, Dharmarakshita foi tocado pela 
compaixão  quando  um  de  seus  companheiros  caiu  doente.    O  médico  consultado  declarou 
que  a  carne  de  uma  pessoa  viva  curaria  a  doença,  mas  como  não  era  possível  obtê‐la,  não 
havia nada a fazer. Dharmarakshita declarou que ele forneceria a carne necessária e cortou 
uma parte de sua coxa. Dado que ele não tinha a compreensão vivida alguma da vacuidade, 
ele experimentou uma dor intensa: sua compaixão, entretanto, permaneceu firme e ele não se 
arrependeu de seu ato.  O doente comeu a carne e declarou a Dharmarakshita que isto havia 
verdadeiramente ajudado à sua cura. “Bem, disse Dharmarakshita, se tu estais em boa saúde, 
posso enfrentar a morte pacientemente” e foi deitar‐se, tal era a dor causada pela ferida. Não 
foi senão na aurora que ele pode adormecer; ele sonhou então com um personagem de cor 
branca  que  lhe  disse:  “se  tu  desejas  atingir  a  iluminação,  deverá  fazer  coisas  difíceis  como 
esta,  muito  bem”;  o  personagem  tomou  um  pouco  de  saliva  de  sua  boca  e  aplicou  sobre  a 
ferida de Dharmarakshita, o que teve como efeito o de cicatrizar completamente sem deixar 
marca.  Quando  Dharmarakshita  acordou,  descobriu  que  sua  coxa  havia  recuperado  seu 
estado  normal  como  ele  havia  sonhado.  Compreendeu  imediatamente  que  o  personagem 
branco  de  seu  sonho  era  Avalokiteshvara,  o  Bodhisativa  da  compaixão.  Uma  súbita 
compreensão  da  vacuidade  adveio  em  sua  mente  e  ele  recitou  espontaneamente  uma  das 
obras célebres de Nagarjuna sobre o Madhyamika. 
 
(4) YOGUI MAITREYA 
L3?-0:A-i=-:LR<,
 

Um dia quando este mestre indiano ensinava o Dharma, um espectador lançou uma 
pedra em um cachorro. Imediatamente Maitreya grita de dor e caiu de sua cadeira. Como o 

59
cachorro  não  tinha  ferida  alguma,  cada  um  pensou  que  Maitreya  representava  a  comédia; 
mas assim que ele mostrou a contusão nas suas costas exatamente no lugar onde o cão havia 
sido  atingido  pela  pedra,  todos  se  deram  conta  de  que  ele  havia  verdadeiramente  tomado 
sobre si a dor do animal.  
 
(5) Os nomes completos em tibetano são: 
  H-!R/-2lR/-:P?-$;%-P%-, dR$-(R?-{-hR-eJ, :VR3-!R/-0,
 
   
(6) Os seis textos canônicos da tradição Kadampa 
 
1) 2) 3)
*J-<2?, (J.-.-2eR.-0:A-5S3?, L%-(2-?J3?-.0:A-<A3-0,
 
     4) 5)
2a%-0-!/-=?-2+?-0, L%-(2-?J3?-0:A-?, */-,R?-0:A-?, 6)
   
 
Estas  escrituras  e  comentários  dão  detalhes  sobre  as  vidas  passadas  do  Buddha 
Shakyamuni, seus ensinamentos de base sobre o sofrimento e a existência, discursos sobre a 
ética,  a  filosofia  e  a  contemplação  no  Mahayana,  assim  como  descrições  sobre  diferentes 
etapas do desenvolvimento espiritual dos Shravakas e Bodhisattvas.  
 
(7) OS SETE DHARMAS E DIVINDADES 
z-(R?-2./,
 

Este conjunto de meditações e de ensinamentos compreende quatro divindades para 
a  contemplação  e  três  coleções  de  escrituras.  As  quatro  divindades  são  o  Boudha 
Shakyamuni,  Avalokiteshvara,  Tara  verde  e  Acala.  As  três  coleções  de  escrituras  são:  O 
Vinaya  (código  monástico),  os  Sutras  (exposição  de  cada  uma  das  Quatro  Verdades),  o 
Abhidharma  (análise  do  ser  individual  e  do  mundo  no  qual  ele  vive):  denomina‐se 
brevemente “Tripitaka” ou  ʺTrês Cestos”. 
 
(8) AS QUATRO DIVINDADES E OS TRÊS CESTOS 
 

São as que foram explicadas na nota (7).  
 
(9) O TRONO DE LOTUS E DE LUA 
 

O  assento  é  constituído  de  um  lótus  de  pétalas  abertas  sobre  o  qual  repousa 
horizontalmente o disco de uma lua cheia. O lótus exprime a pureza absoluta que se levanta 
sobre um pântano lamacento do samsara e a lua sugere a idéia da compaixão refrescante em 
contraste com o calor fervente do estado de sofrimento. 
 
(10) LINHAGEM DE TRANSMISSÃO 
 

A  linhagem  dos  lamas  que  transmitiram  os  ensinamentos  sobre  “o  treinamento  da 
mente”  começa  com  o  Bouddha  Shakyamuni  e  prossegue  com  Maitreya,  que  passou  as 
instruções a Asanga. A partir de Asanga esta transmissão segue a linhagem da Tradição da 
Ação estendida até Serlingpa, Aticha e Drom Teun. Ela prossegue na linhagem Kadampa por 
Po‐ta‐oua, Cha‐ra‐oua, Tche‐ka‐oua e outros.  
Todas  as  linhagens  de  transmissão  de  “aprendizagem  espiritual”  tiveram  estas 
origens em comum, mas, como diferentes escolas se estabeleceram no Tibet, novos ramos de 
linhagem se criaram para seguir os principais mestres de cada escola. Kongtrul faz elevar‐se 
a transmissão da “aprendizagem espiritual”, que ele recebeu através dos mestres Kadampa 
tais como Tog‐ne‐Zang‐po, até Chekya Chok‐den. A partir de lá a transmissão entra no Jo‐

60
nang‐pa e se junta à tradição Changpa Kagyu (uma tradição separada que não tem relação 
com  os  Dakpo‐Kagyu,  mas  remonta  a  Niguma,  uma  santa  indiana  que  foi  introduzida  no 
Tibet por Khyoungpo Neldjor, um contemporâneo de Atisha).  
A  transmissão  se  faz  na  tradição  Changpa  por  Taranatha  e  alcança  até  Kongtrul.  É 
então que a linhagem Changpa foi amplamente absorvida na transmissão Karma Kagyu.  
Kongtrul  recebeu  sem  dúvida  alguma  estes  ensinamentos  sobre  “a  aprendizagem 
espiritual”  através  de  muitas  linhagens  de  transmissão,  mas  sua  escolha  é  talvez  devida  a 
inclinação  especial  que  ele  tinha  pela  linhagem  Changpa  Kagyu,  na  qual  a  “aprendizagem 
espiritual”  inclui  uma  meditação  de  Avalokitechvara  tendo  Niguma  por  origem  e  se 
intitulando “As necessidades dos outros não podem deixar de ser satisfeitas”. 
 
(11) O ORIFÍCIO DE BRAHMA 
 

No alto do crânio, um lugar que se encontra a oito dedos de largura atrás da linha dos 
cabelos. 
 
(12) EXISTÊNCIA VERDADEIRA 
2.J/-0<-P2-0,
 

Para  os  seres  comuns  os  objetos  são  percebidos  como  unidades  permanentes  e 
independentes. É relativamente fácil de desmontar a falsidade de tal percepção pela análise 
lógica: entretanto, ainda que o intelecto possa compreender que os objetos comuns não são 
permanentes,  que  eles  dependem  de  outros  fatores  para  sua  existência  e  que  eles  não  são 
unidades  indivisíveis,  a  experiência  que  eles  têm  sobre  isto  permanece  a  mesma  de  antes, 
experimenta‐se sempre que a cadeira no canto do cômodo é um objeto real, sólido, que ela 
independente  de  outros  fatores  quanto  à  sua  existência.  Nesta  primeira  instrução  se  é 
encorajado a negar este sentimento e a desenvolver em seu lugar a idéia de que o mundo dos 
objetos  é  simplesmente  uma  aparência  vazia  de  existência  própria,  como  os  objetos  que  se 
manifestam no curso de um sonho. 
 
(13) A MENTE 
?J3?,
 

Levar  à  prática  a  instrução  precedente  conduz  necessariamente  à  compreensão  de 


que  todos  os  fenômenos  são  aparências  que  provêem  da  mente.  A  questão  que  se  coloca 
então é: “Qual é a natureza da mente?” “A mente” neste contexto (e no Budismo em geral) 
não deveria ser apreendida seguindo a noção geralmente aceita no Ocidente de um meu ou 
uma entidade metafísica difusa, em oposição à matéria.  
A  mente  denota  antes  a  noção  de  conhecer,  de  dar  atenção  a  qualquer  coisa.  Na 
instrução  seguinte  esta  função  de  conhecimento  por  um  ser  consciente  é  submetida  a  um 
exame atento a fim de determinar se ela é verdadeiramente existente ou não. E na instrução 
que lhe segue, a atenção é voltada para a própria meditação. Desta forma determina‐se que a 
natureza da mente é sem origem, vazia, límpida, não discursiva e além de toda formulação 
conceitual. 
 
(14) A COGNIÇÃO CONCEITUAL 
!/-$8A,
 

As instruções precedentes colocaram em relevo um tipo de análise que nos conduz a 
uma  compreensão  da  natureza  da  mente.  Com  o  fim  de  cultivar  esta  compreensão  até  o 
ponto  em  que  as  forças  perturbadoras  e  que  obscurecem  a  existência  submetida  ao  ego  se 
dissipam, e até que a própria mente seja revelada como vazia e límpida, deve‐se desenvolver 
e  nutrir  a  capacidade  de  deixar  a  mente  em  paz,  no  estado  claro  e  não  discursivo,  livre  de 
apreensão  e  de  formulação  conceitual.  Este  estado,  uma  vez  que  ele  seja  corretamente 
realizado,  é  a  cognição  fundamental,  a  base  de  todas  as  coisas.  Quando  a  ignorância  está 

61
presente,  esta  cognição  fundamental  é  a  fonte  de  todas  as  elaborações  da  consciência  e  de 
uma  existência  fundamentada  no  ego;  mas  ele  é  também  o  potencial  da  budeidade,  nossa 
natureza  de  Buddha  que  resplandecerá  sem  esforço,  uma  vez  dispersa  as  nuvens  da 
ignorância. 
Estas três instruções representam o coração dos ensinamentos que Maitreya confiou 
a  Asanga  sob  uma  forma  adaptada  à  prática  contemplativa.  É  dito  nestes  ensinamentos  de 
Maitreya: 
1)  Após a tomada de consciência não há nada senão a mente; 
2)   Vem então a compreensão de que a mente ela própria não é coisa alguma; 
3)  Aquele que é inteligente sabe que estas duas compreensões não são coisas; 
4)  E,  abandonando  esta  mesma  compreensão,  ele  permanece  em  paz  na 
esfera de todos os fenômenos (Dharmadathu). 
Estes  quatro  versos  correspondem,  respectivamente,  às  quatro  instruções  sobre  a 
meditação  do  texto  raiz.  Kongtrul,  em  suas  instruções  “Instruções  sobre  a  filosofia 
Madhyamika  do  ponto  de  vista  da  vacuidade  qualificada”,  $5/- !R%- .2- 3- (J/- 0R:C- OA.,
                         
explica nestas linhas a seguir: 
Desde  tempos  sem  princípios,  nossa  mente  fundamentada  sobre  as  impurezas 
acidentais da ignorância, se levanta como aparências variadas, as quais – caso elas não sejam 
esquadrinhadas e examinadas, são como as aparências enganosas de um sonho. Quando se 
examina sua aparência é claro que elas não são coisa alguma existente e que elas são vazias 
em suas próprias essências. Todas as aparências não são, pois, senão criações da mente. 
Assim  o  modo  de  ser  daquilo  que  é  verdadeiro relativamente é que as aparências 
que  são  tomadas  por  nascidas  exteriormente  não  têm  natureza  própria:  elas  são  como  o 
reflexo  da  lua  sobre  um  lago.  A  mente  que  se  apega  a  estas  aparências  não  está  localizada 
nem exteriormente nem interiormente, e ela não existe concretamente com cores ou formas. 
Deste processo contínuo de fixação sobre um ego – que dá falsamente existência ao que não é 
(quer dizer o eu) surgem oito formas de consciências que são como as flores do céu, vazias 
por essência. 
Portanto  a  pura  forma  de  perceber  os  fenômenos,  a  consciência  primordial  que  é 
desprovida da polaridade sujeito‐objeto está presente em todos os seres desde os Buddha até 
os  seres  comuns;  é  a  natureza  de  Buddha,  e  ao  par sua própria existência, ela é totalmente 
límpida  e  nunca  foi  tingida  por  impurezas  (acidentais).  É  o  modo  de  ser  daquele  que  é 
ultimamente verdadeiro. 
Quando  estas  duas  verdades  são  convenientemente  reconhecidas  deve‐se 
permanecer neste estado. 
Este é o assunto dos cinco ensinamentos de Maitréya. 
 
 (15) A MÃE 
 

O desenvolvimento da Bodhitchitta consiste em uma série de contemplações. Ainda 
que elas possam variar em sua ordem e seu conteúdo, segundo as diferentes tradições, elas 
compreendem sempre o tema da ajuda que nos foi dada por nossos pais, particularmente por 
nossa mãe, isto com a finalidade de desenvolver em nós um amor sincero e caloroso por 
todos os seres. 
  A bondade de nossa mãe durante a gravidez, o nascimento e a infância é, para certas 
pessoas, mascaradas por acontecimentos posteriores no lar e na vida em família, ao ponto em 
que uma contemplação sobre os pais como exemplo de bondade é difícil ou impossível no 
começo. Em tais casos pode ser vantajoso utilizar como suporte da meditação um amigo, um 
mestre ou qualquer outra pessoa que nos mostrou muita bondade. Ou ainda, pode‐se, 

62
imaginando o que teria sido sua vida se nunca tivesse tido uma mãe, valorizar os aspectos 
positivos das relações com seus pais, aspectos que tínhamos negligenciado até então. 
Dado  que  o  desenvolvimento  de  uma  espécie  de  calor  e  de  bons  sentimentos  para 
com  todos  os  seres  é  essencial  para  a  prática  “da  doação  e  da  tomada  sobre  si”,  é  bom 
ensaiar‐se todos os aspectos destas meditações para encontrar aquelas com as quais obtemos 
maior êxito. 
 
(16)  MANTER A PRÁTICA NA VIDA COTIDIANA 
=3-HJ<,
 

Esta  expressão  tibetana  significa  “levar  (sua  prática)  ao  longo  do  caminho 
(espiritual)”:  em  outros  termos,  tornar  esta  prática  eficaz.  O  critério  de  eficácia  na 
espiritualidade  budista  não  é  simplesmente  poder  meditar  bem,  sentado  e  de  poder 
concentrar sua mente, etc., mas ainda o fato de que a compreensão adquirida na meditação 
sentada penetre em nossa vida, e, particularmente, que ela afete nossa relação com os outros, 
que  ela  influencie  nossa  vida  cotidiana  e  que  ela  determine  nossa  conduta  em  nossas 
atividades diárias. 
 
(17)  INIMIGOS 
$/R.-LJ.,
 

“Inimigo”, no sentido de qualquer um hostil aos nossos interesses, mas sem que isto 
implique em hostilidade alguma de volta. Um inimigo pode ser humano ou não. 
 
 
(18)  MANDALA 
Neste  contexto,  o  termo  mandala  se  refere  a  uma  oferenda  ritual  do  universo  com 
todas suas belezas e riquezas ao guru, aos Buddhas, etc. Num tal ritual, grãos de arroz são 
dispostos  sobre  um  disco  de  metal  precioso  de  acordo  com  um  esquema  derivado  da 
cosmologia budista. Esta disposição simboliza todas as riquezas do mundo. 
 
 
(19)  A ESPERANÇA E A APREENSÃO 
Obterem‐se  progressos  e  resultados  rápidos  praticando  o  Dharma  desemboca 
geralmente em decepção e desilusão; é, pois, necessário desembaraçar‐se desta atitude para 
poder continuar. Em casos extremos colocar esperanças desmesuradas em si mesmo é uma 
fonte de neuroses que pode causar sérios problemas emocionais. Por outro lado a apreensão 
é, geralmente causada por uma falta de confiança em si próprio ou nos ensinamentos. Estas 
duas atitudes que constituem obstáculos podem ser abandonadas se simplesmente se aceita a 
si  próprio  com  seus  defeitos  e  suas  imperfeições.  Esta  conduta  tem  um  relaxamento  das 
tensões  e  torna  possível  o  progresso  gradual;  na  verdade,  aceitar  suas  dúvidas  e  suas 
dificuldades permite compreender que elas podem agir como uma fonte de inspiração para 
aprofundar nossa compreensão dos ensinamentos e nosso engajamento. 
De forma mais geral, a esperança pode ser compreendida como uma tentativa do ego 
que ensaia de estabelecer suas próprias prioridades, enquanto que a apreensão é a reação do 
ego às ameaças a sua sobrevivência. Na prática do treinamento da mente, desmancham‐se as 
tentativas  do  ego  de  corromper  ou  desviar  a  prática,  renunciando  todo  interesse  trazido 
pelos ganhos e melhoramentos pessoais e aceitando‐se com entusiasmo as situações difíceis e 
perigosas. 
 
(20)  No  texto original a frase se refere a duas sortes de bestas de carga que podem 
ser encontradas no Tibet: O “dzo”, que é um cruzamento do iaque com a vaca, e uma espécie 
de boi menor que o “dzo” e que não leva cargas tão pesadas. 

63
(21)  ETAPAS DA BUDEIDADE    L%-(2-?J3?-.0:A-<A3, 
 

Uma  curta  série  de  textos  sobre  aprendizado  da  mente  que  pode  ser  encontrada  na 
coleção  “Cem  ensinamentos  sobre  aprendizagem  espiritual”    ]R- .R%- 2o- l,
      reunida  por 

Keuntcho Gyaltsen. .!R/-3(R$-o=-35/,
 
(22) A ATIVIDADE DA QUIDIDADE (R?-*A.-GA-;R-=$?,
O  termo  “quididade”  ou  “estado  puro  dos  fenômenos”  se  refere  à  natureza  última 
dos fenômenos, mas acentuando‐se o aspecto claridade. Do ponto de vista último tudo o que 
surge  não  tem  existência  própria,  sendo  tudo  uma  experiência  manifesta  semelhante  a  um 
sonho. Os conceitos de sofrimento, alegria, etc. são etiquetas aplicadas à experiência pura por 
tendências subjetivas, e através delas o estado perfeito de ser é vivenciado e interpretado de 
acordo com prejulgamentos do ego. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

64
GLOSSÁRIO 
 
 
ASANGA  
:1$?-0-,R$?-3J.,
 

  Mestre indiano do terceiro século que é considerado o fundador da tradição da Ação 
compreendida. Esta tradição dá ênfase à prioridade da experiência e da compreensão, da não 
dualidade do sujeito e do objeto. 
  Asanga  é  particularmente  conhecido  por  sua  relação  com  o  Bodhisativa  Maitreya. 
Depois  de  doze  anos  de  meditação  e  orações  para  encontrar  Maitreya,  Asanga  perdeu  a 
coragem  e  deixou  a  gruta  onde  ele  meditava.  Encontrou  então  um  velho  cachorro  coberto 
com feridas infestadas de vermes. Esta cena provocou nele tal pena que ele procurou aliviar 
a miséria do cão lambendo os vermes com a língua, afim de não fazê‐las sangrar. Quando ele 
aproximou  sua  língua  nas  feridas  fechando  os  olhos  ante  uma  visão  tão  repugnante,  o  cão 
desapareceu. Quando reabriu os olhos, Asanga viu Maitreya que se mantinha em pé diante 
dele. 
Maitreya  lhe  explicou  que  eram  apenas  seu  desencorajamento  que    havia  impedido 
de  o  encontrar  mais  cedo.  Este  ato  de  compaixão  havia  dissipado  os  últimos  véus.  Asanga 
assim  pôde  ver  Maitreya  que  o  conduziu  ao  Paraíso  Feliz  onde  ele  lhe  transmitiu  os 
ensinamentos do Mahayana conhecidos como “os cinco ensinamentos de Maitreya”. 
 
BODHITCHARYAVATARA: veja SHANTIDEVA 
 
BODHITCHITA  
L%-(2-?J3?,
 

Este  termo  é  um  ponto‐chave  do  budismo  Mahayana  (ensinamento  do  Grande 
Veículo). Convencionalmente ele exprime a aspiração de atingir a budeidade com o fim de 
ajudar a todos os seres, assim como o engajamento na disciplina através da qual este fim será 
alcançado.  Ultimamente  significa  a  compreensão  direta  da  natureza  da  realidade.  Em 
resumo,  a  Bodhitchitta  é  o  dom  de  ser,  sem  reservas,  para  o  bem  de  todos  os  seres.  É  o 
abandono  completo  de  não  importa  que  tipo  de  “território”  pessoal    nas  relações  de  si 
próprio com os outros, como em nossa abertura para a compreensão da natureza do mundo 
tal como ela é. Muitas etapas conduzem ao pleno desabrochar da Bodhitchitta. Desenvolve‐
se de início o amor e a compaixão pelos outros e chega‐se, finalmente à resolução de concluir 
a  completa  liberação  do  sofrimento  a  fim  de  ajudar  em  seguida  aos  outros  a  se  liberarem 
igualmente.  Uma  vez  que  este  objetivo  fundamental  de  compaixão  esteja  junto  com  o 
conhecimento  direto,  desprovidos  de  conceitos  da  natureza  da  realidade,  torna‐se  um 
Bodhisattva  – Um “guerreiro desperto”: “desperto” porque o processo de purificação e de 
crescimento que permite que se atinja a budeidade foi colocado em andamento; e “guerreiro” 
em razão da atitude corajosa que  permite vencer todas as dificuldades e os obstáculos sobre 
o caminho que conduz a budeidade, e permite também ajudar todos os seres. 
 
BÖN  
2R/,
 

Religião  não  budista  que  é  geralmente  considerada  como  anterior  à  chegada  do 
budismo  ao  Tibet.  Ela  foi,  entretanto  grandemente  influenciada  pela  expansão  do  budismo 
no país. 
 
 
 

65
A BUDEIDADE ?%?-o?,
 

Este  termo  designa  a  perfeita  iluminação.  Significa  que  tudo  que  deveria  ser 
purificado  está  purificado,  que  tudo  que  deveria  ser  desenvolvido  está  desenvolvido,ou 
ainda que com o despertar liberados das trevas da ignorância, as qualidades da inteligência e 
do  conhecimento  estão  plenamente  desenvolvidas.  Em  particular  o  estado  de  budeidade  é 
marcado  pela  desaparição  dos  dois  véus,  os  das  emoções  perturbadoras  e  os  do 
conhecimento  conceitual.  Em  contraste,  os  Shravakas  e  os  Pratyekabudhas  não  chegam  a 
vencer senão o véu das emoções perturbadoras. 
  A budeidade é atingida pelo desenvolvimento da virtude e da sabedoria. Seguir uma 
conduta  virtuosa,  em  particular  pela  prática  da  Boudhitchitta  relativa,  permite  o 
desenvolvimento de uma paz, de uma força e de um bem estar interior. Sobre tais bases, a 
forma  como  as  coisas  (aí  compreendido  o  eu)  existem  e  surgem  é  mais  facilmente 
compreendida.  O  crescimento  de  uma  compreensão  não  conceitual  da  natureza  dos 
fenômenos (ou Bodhitchitta última) constitui o desenvolvimento da sabedoria.  
Através  de  tal  conhecimento  profundo,  a  ignorância  primordial,  que  é  a  fonte  da 
experiência  de  uma  existência  concerta  do  eu  e  dos  fenômenos  desaparece,  e  ao  mesmo 
tempo toda possibilidade de cair em ilusão ou no turbilhão das emoções. Uma vez que ela 
seja  plenamente  desenvolvida  e  livre  dos  limites  do  conhecimento  conceitual,  está  além  de 
todas  as  descrições:  portanto,  ele  engloba  tudo  que  é  conhecido.  É  o  Dharmakaya  do 
Buddha.  O  pleno  desenvolvimento  da  acumulação  de  virtude  é  a  comunicação  da 
Iluminação com ou outros, seja pela interação de uma luminosidade aberta da mente, com a 
fé  e  a  sabedoria  dos  mais  altos  níveis  de  Bodhisattva  (Sambhogakaya),  seja  pela  aparição 
efetiva no mundo dos seres comuns (Nirmanakaya).  
 
O CICLO DE EXISTÊNCIAS  OU SAMSARA  
:#R<-2,
  Por causa da ignorância, os seres se fixam na noção de um eu e deste apego que nasce 
continuamente  das  emoções  perturbadoras.  Por  sua  vez  as  emoções  conduzem  a  atos 
prejudiciais  que  são  a  causa  que  conduz  a  experimentar  as  existências.  Enquanto  a 
ignorância  está  presente,  volta‐se  sem  cessar  através  de  formas  variadas  de  existência 
experimentando  de  tudo  e  permanecendo  no  sofrimento.  Este  último  é  inevitavelmente 
presente vida após vida em um grau mais ou menos maior. 
  A Nirvana, ou transcendência do sofrimento, é a antítese do samsara – marca o fim da 
ignorância e nos libera assim deste ciclo sem fim nem começo. 
 
 
DAGPO – KAGYU 
Este é o substantivo coletivo de várias linhagens que tiveram uma origem comum em 
Gampopa   |3- 0R- 0, ou Dakpo Lharje ?$?- 0R- z- eJ, . Nascido em 1079, Gampopa tornou‐se 
médico. Pouco tempo depois de seu casamento sua mulher morreu em conseqüência de uma 
epidemia  e  ele  perdeu  todo  interesse  pela  vida  comum.  Tornou‐se  monge  e  estudou  a 
tradição Kadampa com muitos mestres eminentes, dos quais se destaca Dja‐yul‐wa  L-;=-2,               
e  muitos  discípulos  de  Drom‐Ton  Rinpoché.  Foi  somente  depois  de  ter  deixado  a  vida 
monástica  para  estudar  com  Milarepa,  o  célebre  poeta  e  contemplativo  Kagyupa  que  vivia 
exclusivamente  na  solidão  das  montanhas,  que  ele  conseguiu  dar‐se  conta  da  plena 
significação  do  Dharma.  Milarepa  reuniu  a  abordagem  do  “sentir  gradual”  da  tradição 

66
Kadampa  com  os  ensinamentos  do  Mahamudra  da  escola  Kagyupa,  permitindo  assim  às 
duas correntes unirem‐se em uma única. Ele faleceu em 1153. 
  Quatro  dos  discípulos  de  Gampopa  fundaram  linhagens  de  transmissão  diferentes, 
que deram, cada uma, origem a novos ramos. Estas escolas são reagrupadas sob o nome de 
Dagpo‐Kagyu e compreendem as tradições Kam, Tsang, Drugpa e Trigung. 
 
3#:-:PR-3,
DAKINIS                        E PROTETORES  
(R?-*R%-,
 

Dakinis e Protetores são a expressão da atividade da iluminação. Os primeiros são as 
mentes femininas que personificam a vacuidade e a compaixão e, em particular, representam 
a  alegria    da  mente  no  espaço  de  perfeita  simplicidade:  donde  a  palavra  Dakini,  que 
significa: ʺaquela que viaja no céu”. 
  Os  Protetores  são  geralmente  as  manifestações  exasperadas  dos  grandes 
Bodhisattvas.  Assistem  o  praticante  dissipando  as  forças  adversas  internas  e  externas  aos 
meios  com  quatro  tipos  de  atividades:  a  pacificação,  o  enriquecimento,  o  poder  e  a 
destruição. 
 
OS DOIS OBJETIVOS  
.R/-$*A?,
 

  O objetivo pessoal é o de atingir a liberação do sofrimento. Este é realizado através do 
desenvolvimento da compreensão da vacuidade, também chamado “Bodhitchitta última” . O 
objetivo altruísta é o de ajudar a todos os seres a se livrar do sofrimento, o que é realizado 
pelo desenvolvimento da compaixão ou “Bodhitchitta relativa” 
 
$9%?,
DHARANIS                E MANTRAS  
}$?,
  Os  dharanis  e  mantras  são  fórmulas  recitadas  que  são  associadas  a  tal  ou  qual 
Buddha, Bodhitsattva ou divindade. A finalidade procurada na recitação de um dharani é a 
de entrelaçar a mente de Bodhitchitta. O mantra deve proteger a mente contra atitudes não 
espirituais. 
 
 
DHARMAKIRTI 
  O nome do religioso de Serlingpa 
 
DEUS OU DEMÔNIO 
 

  No curso do desenvolvimento espiritual as pessoas tornam‐se progressivamente mais 
receptivas  e  mais  sensíveis  às  influências  variadas  que  modelam  e  determinam  as 
personalidades e o ambiente. Estas influências podem ser percebidas como uma presença ou 
uma  atmosfera  tangível  em  relação  com  uma  localidade  ou  um  objeto,  uma  agitação 
inexplicável alterando o bem estar físico ou mental, tais como as imagens ou os personagens 
percebidos  no  curso  dos  sonhos  ou  de  visões,  ou  mesmo  ainda  experiências  vividas  por 
ocasião das quais se encontram seres não–humanos. 
  Estas experiências podem ser divinas (isto é distrativas e prazerosas) ou demoníacas 
(isto é horríveis e terrificantes). A abordagem pela aprendizagem espiritual consiste aqui em 
aceitar  a  situação  tal  como  ela  é  a  utilizar  esta  ocasião  para  praticar  a  compaixão  e 
desenvolver ainda mais a Bodhitchitta. 
 
)R-2R-3<-3J-36.-.0=,
DIPANKARA ATISHA                                         (982 – 1054) 
 

  A  partir  da  idade  de  oito  anos,  Atisha  teve  uma  relação  muito  estreita  com  a 
divindade chamada Tara Verde, a personificação da atividade da compaixão iluminada. Ele 
tinha  apenas  uma  vintena  de  anos  e  já  era  um  mestre  nos  ensinamentos  esotéricos  do 

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budismo e grande erudito no qual os talentos argumentadores foram altamente estimados na 
época das discussões oratórias contra os representantes de outras religiões indianas. 
  Tara,  nesse  tempo  de  visões,  e  seus  próprios  companheiros  o  compelia  a  tornar‐se 
monge com o objetivo de ajudar todos os seres. Respondendo, finalmente, a estes apelos, ele 
tornou‐se  célebre  pela  pureza  de  sua  observância  do  código  monástico.  Foi  um  dos 
principais  mestres  de  Vikramasila,  uma  grande  e  célebre  universidade  monástica  da  Índia 
budista.  Foi  também  nomeado  “detentor  da  cadeira  de  Bodhgaya”  (o  lugar  onde  Buddha 
Shakyamuni  obteve  a  Iluminação),  uma  das  mais  altas  distinções  outorgadas  em 
reconhecimento da realização e da perfeita Mestria. 
  O  desenvolvimento  espiritual  de  Atisha  foi  muito  ligado  às  numerosas  visões  que 
teve  de  Tara  Verde.  Foi  ela  que  o  conduziu  a  procurar  os  ensinamentos  da  Bodhitchitta. 
Ainda  mais,  Atisha  teve  outras  experiências  visionárias  que  lhe  indicaram  a  importância 
deste  assunto.  Quando  ele  esteve  em  Bodhigaya,  viu  duas  das  numerosas  estátuas  que 
decoram  o  templo  principal  voltar‐se  para  ele.  Uma  disse:  “Qual  o  ensinamento  principal 
para  atingir‐se  a  Budeidade?”;  a  outra  respondeu:  “A  Bodhitchitta  é  o  ensinamento  mais 
importante”. 
  Atisha  conduziu‐se  finalmente  à  Indonésia  para  receber  tais  ensinamentos 
diretamente de Serlingpa. 
  Mais tarde, no curso de sua vida, Atisha cometeu uma falta séria, permitindo que um 
praticante  avançado  nos  ensinamentos  esotéricos  fosse  expulso  de  um  templo  por  conduta 
heterodoxa. Uma vez que Atisha consultou Tara sobre as conseqüências kármicas eventuais 
de uma tal decisão, e ela lhe respondeu que partir e ensinar o Dharma no Tibet seria a única 
purificação eficaz, ainda que tal viagem abreviasse sua vida. Atisha já havia sido solicitado 
para  ir  ao  Tibet,  e  somente  a  contra  gosto  ele  acabou  aceitando  o  convite  do  rei  do  Tibet 
ocidental transmitido pelo tradutor Rintchen Zangpo. 
  Atisha  passa  seus  últimos  doze  anos  de  vida  no  Tibet  ensinando  seus  vastos 
conhecimentos da filosofia e da prática búdica. Ele assistia os tradutores a colocar fielmente 
os textos sânscritos em tibetano e dirigia os discípulos na prática espiritual. 
 
 
OS DISCÍPULOS DE TRÊS CATEGORIAS 
  Os  três  tipos  de  discípulos  se  distinguem  pela  motivação  que  trazem  à  prática 
religiosa.  A  primeira  categoria  é  interessada  na  obtenção  de  uma  boa  existência  futura;  a 
segunda em se libertar do sofrimento, em ganhar uma existência desnuda do ego; e a terceira 
deseja libertar todos os seres do sofrimento. 
 
DROM‐TEUN  
:VR3-!R/,
 

  O principal discípulo tibetano de Atisha. Recebeu todos os ensinamentos de Atisha e 
fundou em seguida a escola budista Kadampa. Mesmo  Drom‐Treun sendo leigo, fundou o 
monastério de Ra‐Dreng, em 1056. 
 
AS EMOÇÕES NEGATIVAS OU CONFLITUOSAS  
*R/-3R%?,
 

  O  termo  tibetano  denota  uma  atitude  que  produz  problemas  e  agitação  em  nossa 
mente.  Esta  definição  é  mais  geral  que  a  noção  corrente  de  emoção,  isto  de  duas  formas: 
inicialmente  porque  implica  que  certa  agitação  ou  problemas  estão  presentes  em  nossa 
mente,  em  seguida  porque  engloba  os  estados  como  a  estupidez  ou  a  indiferença,  vez  que 
elas podem também se originar na agitação mental.

68
GUELUKPA  
.$J-=$?-0,
 

  Uma  das  quatro  escolas  principais  do  budismo  tibetano;  prioriza  a  disciplina 
monástica sobre um conhecimento ampliado da lógica e das escrituras como base da prática 
Kadampa  de  origem.  Teve  origem  com  a  fundação  do  monastério  de  Gaden,  em  1404, 
realizada pelo grande erudito e contemplativo, Je Tsong Ka‐pa   eJ-4S%-#-0, (1357 – 1419). 
  A  vida  de  Tsong‐ka‐pa  é  uma  grande  fonte  de  inspiração  pela  determinação  e  a 
perseverança  sem  falha  que  ele  empregou  para  penetrar  nos  ensinamentos  os  mais 
profundos do budismo e por sua brilhante erudição que continua em nossos dias a servir de 
autoridade indiscutível. 
  o=-Y-,R$?-3J.-29%-0R,
GYALSE TOKME ZANGPO  (1295 – 1369) 
 

  Mestre  Kadampa  de  quem  os  excelentes  comentários  sobre  as  escrituras 
fundamentais  e  sobre  outros  textos  são  frequentemente  utilizados  como  base  de 
ensinamentos. Consagrou sua vida ao desenvolvimento da Bodhitchitta. 
  o=-2:A-Y.-2o.,
OS OITO FILHOS PRÓXIMOS DO VENCEDOR  
 

  Oito  grandes  Bodhitsattvas,  dos  quais  os  nomes  são:  Manjushiri,  Avalokiteshvara, 
Vadjrapani,  Kshitigarbha,  Sarva‐Nirvaram‐Vishkambin,  Akashagarbha,  Maitreya  e 
Samantabhadra. 
 
AS INSTRUÇÕES‐CHAVES DAS QUATRO VERDADES  
2.J/-28A-$.3?-%$,

  Ensinamentos e instruções sobre a contemplação presentes nos Sutras. 
  Os  textos  sobre  a  “via  gradual”  fornecem  uma  apresentação  ordenada  destas 
instruções,  que  compreendem  assuntos  como  as  Quatro  Contemplações  para  mudar  de 
atitude, o desenvolvimento da Bodhitchitta e a vacuidade. 
  As  instruções  essenciais  das  Dezesseis  Essências  são  métodos  de  prática 
fundamentados  sobre os tantras. Requerem uma iniciação, uma autorização para praticar e 
as instruções de um mestre qualificado. 
 
KADAMPA  
2!:-$.3?-0,
  A primeira das novas escolas de tradição do budismo. Esta tradição acentua a estrita 
observância  das  regras  monásticas,  a  maestria  da  lógica  e  o  conhecimento  teórico,  e  a 
diligência  para  empregar  na  prática  as  virtudes  que  são  a  base  do  desenvolvimento 
espiritual. Esta escola foi fundada por Atisha e Drom‐Teun e produziu numerosos grandes 
mestres  e  eruditos.  As  principais  “novas”  escolas  da  tradição  resultaram  desta  tradição. 
Gampopa, o fundador dos Dagpo‐Kagyu, Kange‐Gyaltsen, o fundador dos Sakyapa e, mais 
tarde, Je Tsong‐Ka‐pa, o fundador da escola Gadenpa (que se tornou hoje a escola Gelukpa) 
foram todos formados na tradição Kadampa. 
 
 KAGYUPA  
2!:-2o.-0,
 

  Significa literalmente: “A transmissão dos ensinamentos”. Este termo faz, geralmente, 
referência às escolas Kgyupa estabelecidas no Tibet por Marpa, o tradutor, por seu discípulo 
Milarepa,  o  poeta‐ermitão,  e  por  Gampopa,  discípulo  deste  último.  Nesta  tradição  é  dada 
grande  importância  à  fé  e  à  devoção  tida  ao  guru.  Através  de  sua  inspiração  e  de  suas 
bênçãos  tem‐se  a  possibilidade  de  praticar  com  resultados  os  Seis  Yogas  de  Naropa  assim 
como  o  Mahamudra:  Os  seis  Yogas  são uma série de técnicas avançadas de meditação que 

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purificam o corpo e a mente, e que permitem realizar eventualmente em uma única vida a 
natureza última da realidade ou Mahamudra. 
 
O KARMA  
=?,

  Karma  significa  ação.  De  acordo  com  o  budismo,  cada  um  de  nossos  atos  (ou  seja 
tudo  que  se  faz,  diz  ou  pensa)  é  uma  semente  que  trará  um  fruto,  um  resultado  vivo, 
geralmente no curso de uma vida posterior. O modo exato pelo qual os atos são plantados 
como  sementes  em  nossa  mente,  e  a  maneira  pela  qual  eles  vão  amadurecer  e  trazer  seus 
frutos  posteriormente  no  curso  de  nossa  existência  não  pode  ser  percebida  senão  com  a 
consciência  não  dual  dos  Buddhas  e  dos  Bodhitsattvas  de  alto  nível.  Na  prática,  os 
ensinamentos  sobre  o  karma  são  assim  resumidos:  “Atos  virtuosos  produzem  resultados 
agradáveis, atos não virtuosos produzem o sofrimento” Virtuoso significa que ajuda ou que 
é construtivo e não virtuoso, aquele que é nocivo aos outros. 
 
KUNGA‐NYINGPO  
!/-.$:-~A%-0R,

  Mais  conhecido  sob  o  nome  de  Taranatha.  Este  célebre  erudito  historiador  e 
meditador da escola Jô‐nang‐po, que viveu mais ou menos no fim do século dezesseis. 
 
LAMA RAIZ 
l-2:A-]-3,
 

No Vajrayana, ou tradição tântrica do budismo, a relação com o mestre espiritual, ou 
lama  raiz,  é  de  uma  importância  capital.  O  lama  é  ao  mesmo  tempo  a  fonte  (ou  a  raiz)  da 
inspiração  para  a  prática  espiritual  e  a  fonte  dos  ensinamentos  e  das  instruções.  Mais 
precisamente, um lama raiz é aquele que confere autorização para praticar as meditações do 
Vajrayana, após uma cerimônia de iniciação, que dá ao discípulo o poder de prosseguir sua 
prática  com  resultados.  Ele  transmite  também  as  escrituras  santas  e  os  comentários  dos 
textos  que  fornecem  ao  discípulo  a  matéria  apropriada  para  compreensão  e  estudo.  Enfim, 
dá as instruções práticas que permitem atingir a liberação. O lama raiz tem, pois, um papel 
muito  particular  na  vida  do  discípulo,  e  a  atitude  deste  último  em  relação  a  seu  mestre 
devem refletir seu reconhecimento. 
  O uso do termo “lama” era muito geral, os próprios Tibetanos têm consciência de que 
esta  palavra  poderia  ser  utilizada  simplesmente  como  marca  de  polidez  e  de  respeito  (por 
exemplo  em  relação  a  um  mestre  de  escola  de  uma  vila),  ou  mesmo  como  título  para 
qualquer  um  que  realizasse  uma  prática  contemplativa  tal  como  o  retiro  de  três  anos,  ou 
ainda  marca  de  reverência  para  os  mestres  espirituais  autênticos  que  obtiveram  um 
profundo conhecimento e uma grande realização. 
  O  uso  da  palavra  lama  no  Ocidente  é  muito  livre  e  muita  gente  não  conhece  as 
diferenças possíveis. Mais ainda, a tendência ocidental de deixar a linguagem livre conduz a 
confundir frequentemente lama com monge, o que apenas aumenta a esta confusão.  
   
LAMA RAIZ E LAMAS DA LINHAGEM 
l-2-.%-2o.-0:A-]-3-,
 

  Além do Lama Raiz existe toda uma linhagem de mestres desde Buddha Sakyamuni, 
ou  Vajradhara,  até  o  próprio  mestre  espiritual  de  cada  um,  através  dos  quais  os 
ensinamentos  de  uma  tradição  foram  transmitidos.  Uma  linhagem  de  transmissão 
ininterrupta  é  importante  por  que  ela  valida  os  ensinamentos  tanto  pela  suas  fontes  como 
pelo  sucesso  de  sua  aplicação  por  personagens  históricos.  É  por  isto  que  os  lamas  da 
linhagem são também uma fonte de inspiração e de confiança para o discípulo. 
 
 

70
LAMA DARMA . (803 ‐843). \%-.<-3, YR%-24/-|3-0R,
 

  O  budismo  foi  estabelecido  pela  primeira  vez  no  Tibet  pelo  rei  Song‐Tsen‐Gampo. 
Sobre  suas  regras  a  língua  tibetana  recebeu  o  alfabeto  por  Tomi  Sambhota  e  começeu‐se a 
tradução dos textos do sânscrito par o tibetano.     
  Sobre  a  regra  do  rei  seguinte,  Trisong‐De‐Tsen  os    mestres  indianos,  tais  como 
Shantarakshita,  Padmasambhava  e  Vimilamitra  foram  convidados,  as  regras  monásticas 
foram introduzidas, monastérios foram construídos e o trabalho de tradução prosseguiu em 
grande escala.  
O budismo foi florescente sob os sois reis seguintes, mas Lang Darma subiu ao trono 
em  836.  Ele  fez  com  que  monastérios  fossem  fechados  e  que  monges  fossem  assassinados. 
Fez  com  que  queimassem  bibliotecas,  destruíssem  os  templos  o  os  objetos  de  culto.  Ainda 
que  seu  reinado  não  tenha  durado  senão  seis  anos  e  tenha  terminado com seu assassinato, 
ele não foi a mais séria ameaça conta do budismo no Tibet. 
  O  reinado  de  Lang Darma criou a divisão entre as escolas antiga   ~A%- 3,  e nova de 
tradição  do  budismo  introduzidas  no  Tibet  e  que  sobreviveram  às  perseguições  de  Lang 
Darma.  
A nova  $?<- 3, era a que seguia a tradição do budismo introduzido no Tibet depois 
do  reinado  de  Lang  Darma.  Rintchen  Zangpo  é  considerado  geralmente  como  o  primeiro 
tradutor da nova escola.  
 
.=-2,
AS LIBERDADES              E AS AQUISIÇÕES 
LR<-2,
 

  Ser  livre  de  oito  formas  de  existências  nas  quais  a  prática  espiritual  não  é  possível 
constitui uma das oito liberdades. Estas oito formas de existência: dos infernos, dos espíritos 
ávidos  e  dos  animais,  em  cada  uma  das  quais  o  sofrimento  é  tal  que  impede  toda  prática 
espiritual; aquela dos deuses onde os prazeres do sentido são distrações constantes; aquela 
dos  humanos  em  épocas  em  que  não  apareceu  Buddha  algum,  ou  em  uma  sociedade  sem 
civilização;  se  a  pessoa  esta  em  um  estado  de  incapacidade  física  ou  mental,  ou,  enfim, 
quando existem vias contrárias à religião. 
  As aquisições são as condições  que se deve procurar a fim de ser capaz de praticar. 
Cinco  são  individuais:  ser  humano,  ter  nascido  num  país  onde  do  Dharma  é  accessível, 
possuir a integridade de suas faculdades, não ser arrastado pela força de seu karma e ter fé 
no Dharma. Cindo dependem de condições exteriores: a aparição de um Buddha, o fato de 
que ele ensine o Dharma, a perpetuação do Dharma, a presença de discípulos do Dharma e a 
presença  de  benfeitores  que  possam  ajudar  materialmente  aos  discípulos  engajados  na 
prática. 
 
MAHAYANA 
 

         Este  termo  significa  “grande  veículo”;  “grande”  porque  ele  transporta  todos  os  seres 
para a libertação do estado de sofrimento, em contraste com Hinayana, ou  pequeno veículo , 
que transporta um único ser, o praticante, à libertação. (A distinção é  feita mais em relação à 
motivação  do  que  aos  dogmas  filosóficos;  é  por  isto  que  é  inapropriado  qualificar  como 
“Hinayana” a tradição theravada da Birmânia). 
           Ainda  que  o  desenvolvimento  espiritual  seja  frequentemente  empreendido  pelo 
cuidado com seu próprio bem estar, uma vez que esta motivação morre e dá lugar ao bem de 
todos os seres, entra‐se, então,  no Mahayana. Esta mudança de orientação é a Bodhitchitta e 
caracteriza os ensinamentos do Budismo mahayanista. 

71
MANJUGOSHA ou MANJUSHRI :)3-.0=-.L%?,
 

            Este  Bodhisattva  é  a  personificação  da  sabedoria  iluminada.  Seu  nome  significa  “a 
doce melodia”; “doce” porque ele está liberado dos véus emocionais e dualistas e “melodia” 
porque ele possui as sessenta entonações da palavra iluminada. 
                É  habitualmente  descrito  como  portador  da  espada  ardente  da  inteligência  que 
corta os apegos dualistas, e como um volume da Perfeição da Sabedoria. 
 
 
NAGARJUNA. 
  Mestre  indiano  que  viveu  ao  redor  do    primeiro  século  da  era  cristã.  Nagarjuna  foi 
um  dos  maiores  dialéticos  que  o  mundo  conheceu.  Seus  trabalhos  estabeleceram 
definitivamente  o  “Caminho  do  Meio”  (Madhiamyka)  .23:A- =3,    entre  os  extremos 
dualistas da origem e da cessação, do niilismo e do eternalismo, do ir e do vir, do monismo e 
do pluralismo. Ele ensinou na grande universidade monástica de Nalanda e suas exposições 
sobre  a  vacuidade  e  outros  temas  da    filosofia  budista  continuam  ainda  hoje  a  serem 
utilizados  como  referências  e  autoridade  para  a  compreensão  intelectual  e  para  a  prática 
contemplativa. 
  O  nome  de  “Nagarjuna”  significa  aquele  que  pôde  sobre  os  nagas”    ‐  os  nagas 
constituem uma categoria de seres meio humanos meio serpentes da cosmologia indiana que 
são associados às águas e detentores de grandes poderes e de grandes riquezas. “Nagarjuna” 
se  refere  ao  fato  de  que  ele  encontrou  os  ensinamentos  do  Buddha  sobra  a  Perfeição  da 
Sabedoria junto ao rei dos nagas, que os havia guardado até então.  
Os comentários que Nagarjuma fez destes textos estiveram na origem da tradição da 
92-3R-v-2o.,
Filosofia Profunda                        que transmitem a compreensão intelectual da vacuidade 
como base da contemplação. 
 
  AS OBRAS REVELADAS 
$+J<-3,
 

Com  a  finalidade  de  fornecer  aos  seres  dos  tempos  que  virão,os  ensinamentos  e  as 
técnicas  apropriadas  às  suas  necessidades,  Guru  Padmasambhava    escondeu  numerosos 
“tesouros”  (escritos)  através  das  regiões  do  Himalaia.  Certos  mestres,  chamados  de 
“descobridores de tesouros” têm a faculdade de encontrar estes trabalhos lá onde eles estão 
escondidos.  
 
PO TA UA. 
 

Discípulo de Drom‐Teum e detentor da linhagem Kadampa. 
 
A ORAÇÃO DE SETE RAMOS .  

Oração tradicionalmente incluída nas liturgias.  
Os sete ramos são: 
 

1) a homenagem   
2) a oferenda 
3) a confissão dos atos não virtuosos 
4) a alegria pelo bem realizado pelos outros 
    5) o pedido pelos ensinamentos religiosos 
  6)  a  súplica  dirigida  aos  Buddhas  com  o  fim  de  que  eles  permaneçam  neste 
mundo 
    7) a dedicatória dos atos virtuosos pelo bem dos seres. 
 

72
  Cada ramo visa neutralizar um veneno da mente. Respectivamente: 
  1) O orgulho 
2) A avareza 
3) A agressividade 
  4) O ciúme e o espírito de competição 
  5) A estupidez 
  6) A idéia de permanência 
  7) O egocentrismo 
 

  A dedicatória conduz por outro lado à obtenção da iluminação perfeita. 
Um  exemplo  de  liturgia  para  esta  forma  de  prática  é  dado  a  baixo.  O  nome  de  tal 
Buddha, de tal divindade ou de qualquer outro objeto de adoração pode ser substituído por 
o de Avalokitestvara: 
 

“Com uma fé sem reservas, rendo homenagem a Avalokiteshvara, 
A todos os vencedores e a seus filhos 
Que residem nas dez direções e nos três tempos 
 

Ofereço, em realidade e em imaginação 
Flores, incensos, velas, perfumes, 
Alimentos, música e muitos outros objetos. 
Suplico à Santa Assembléia que aceite estas oferendas. 
 

Confesso todos os atos negativos 
Que cometi sob a influencia das emoções perturbadoras 
E os dez atos não virtuosos, os cinco atos mais graves e os outros 
Cometidos desde tempos sem princípio até hoje 
 

Regozijo com o mérito 
De  todas  as  virtudes  que  os  Shravakas,  Pratyékaboudhas,  Bodhisatva  e  os  seres 
comuns 
Acumularam através dos  tempos 
 

Rezo para que gire a roda do Dharma dos 
Veículos comuns, superior e inferior 
Correspondente aos numerosos graus de capacidade  
Que fundamentam as motivações de todos os seres. 
 

Suplico aos Buddhas que não passem para além do sofrimento 
Mas que, enquanto o ciclo de existências não esteja completamente vazio, 
Velem com grande compaixão por todos os seres. 
Sem demora, possa eu tornar‐me 
Um guia esplêndido para os seres.” 
 
=R%?-{,
 
OS QUATRO CORPOS  
{-28A,
 

A  obtenção  da  completa  iluminação  (budeidade)  é  descrita  em  termos  de  quatro 
kayas (literalmente “corpos”) ou quatro aspectos do ser.  
O  primeiro  é  o  dharmakaya  (R?- {,  ou  o  ser  enquanto  verdade.  Este  kaya  é 
semelhante  ao  espaço,  sem  princípio  nem  fim.  É  simplicidade  pura  além  de  toda 
determinação lógica e livre de todas as limitações e de todos os véus. 

73
              O segundo é o sambhogakaya   =R%?-{,  ou o ser enquanto plenitude das qualidades. 
Seu  domínio  é  o  campo  puro  da  natureza  da  felicidade  e  ele  se  manifesta  sob  múltiplos 
aspectos  como  a  expressão  da  compaixão  com  o  fim  de  comunicar  a  Iluminação  aos 
Bodhisattvas dos níveis superiores. 
               O terceiro é o nirmanakaya   3=-{,     ou o ser neste mundo. Seu domínio é o campo 
da experiência dos seres comuns e ele mostra a Iluminação de formas diversas com o fim de 
inspirar  e  de  conduzir  os  seres  que  procuram  se  libertar  de  uma  existência  fundamentada 
sobre o ego. 
                O quarto é o svabhavikakaya  %R-2R-*A.-GA-{,   ou o ser tal como ele é. Este não é tanto 
um  quarto  kaya  como  uma  forma  de  exprimir  a  inseparabilidade  dos  três  precedentes.  O 
próprio  dharmakaya  é  a  Iluminação  total,  mas  por  seu  próprio  poder,  pela  força  das 
aspirações  anteriores  e  com  o  fim  de  ajudar  os  seres,  o  sambhogakaya  e  o  nirmanakaya 
surgem em seus próprios domínios. 
                Ainda  que  estes  quatro  aspectos  do  ser  não  sejam  revelados  em  sua  integralidade 
senão  quando  a  ignorância  e  os  véus  sejam  dissipados,  eles  estão,  entretanto,  sempre 
presentes  em  todos  os  seres.  Em  seu  comentário,  Kongtrul  faz  sobressair  os  aspectos  da 
existência das aparências fenomenais que correspondem aos quatro kayas. 
 
AS QUATRO NOBRES VERDADES 
2.J/-0-28A,
 

  As  quatro  nobres  verdades  enunciadas  pelo  Buddha  Shakyamuni  descrevem 


sucintamente o estado da existência comum e a possibilidade de se libertar dela. A primeira 
verdade é a verdade do sofrimento, este sofrimento é um elemento intrínseco na experiência 
de  cada  um.  A  segunda  verdade  mostra  a  origem  deste  sofrimento,  a  saber,  as  emoções 
negativas  que  cobre  nossa  mente  com  um  véu  e  a  tornam  confusa.  A  terceira  constata  a 
possibilidade  de  se  libertar,  podendo  dar‐se  um  fim  ao  sofrimento.  E  a  quarta  descreve  o 
caminho  a  percorrer  para  se  chegar  a  este  objetivo,  o  Nobre  Caminho  óctuplo  que  mostra 
sumariamente o modo de vida que se deve seguir pára se libertar do sofrimento. 
 
RADRENG 
 

  Monastério estabelecido por Drom‐Teun em 1056. 
 
REFÚGIO
*2?-:PR,
 

No  budismo  o  engajamento  inicial  para  a  espiritualidade  é  expresso  pela  perífrase 


“tomar refúgio” ou “procurar refúgio” com o fim de escapar dos sofrimentos da existência. 
Este sofrimento provém de nossa adesão aos critérios comuns de definição de valores.  
O  refúgio  implica,  pois,  no  abandono  desta  adesão.  Quando  se  está  sem  abrigo, 
procura‐se refúgio; é isto que se encontra no estado de iluminação, como o mostra o Buddha 
Shakyamuni. “Tomar refúgio” orientar‐se a si próprio na direção que conduz à iluminação; 
esta reorientação é o refúgio no Buddha.  
Além  disto  procura‐se  as  instruções  e  diretivas,  é  por  isto  que  se  toma  refúgio  no 
Dharma (os ensinamentos do budismo) assim como na Sangha (aqueles que reproduzem o 
mesmo  caminho  e  são  capazes  de  fornecer  ajuda  e  amizade).  Estes  três  refúgios:  Buddha, 
Dharma e Sangha são chamadas as Três Jóias.  
O  budismo  insiste  no  fato  de  que  o  refúgio  que  permite  escapar  do  sofrimento  não 
pode  ser  encontrado  através  do  desdobramento  de  seu  próprio  potencial  espiritual,  mas  é, 

74
não  obstante,  essencial  obter  instruções  e  diretivas  experimentadas  de  qualquer  um  que 
conhece o caminho.  
 
A RAINHA DAS MONTANHAS. 
 

Na  cosmologia  tradicional  budista  (e  indiana)  o  mundo  é  composto  de  quatro 
continentes  situados  ao  redor  de  uma  montanha  central  chamada  Monte  Meru.  Como  o 
Monte Olímpico dos Gregos, o Monte Meru é considerado como a residência dos deuses. É 
frequentemente identificado com o Monte Kailash que se encontra no Tibet ocidental. 
 
AS SETE CONSCIÊNCIAS 
i3->J?-5S$?-2./,
 

  Na  filosofia  budista  a  consciência  é  dividida  em  sete  ou  oito  classes  de  acordo  com 
suas funções. As cinco primeiras são associadas com os cinco sentidos, a visão, a audição, o 
paladar, a olfação e o tato. A sexta é a consciência dos pensamentos e dos fatores mentais. A 
sétima é a percepção de si ou a consciência de si. A oitava é o reconhecimento fundamental 
ou a tomada de consciência de tudo precedente, ela vem antes do ego  no sentido de que o 
apego  a  ela  não  é  explicita  neste  nível.  Estes  oito  tipos  de  consciências  cobrem  todos  os 
aspectos da experiência dos seres comuns. 
 
OS SETE PONTOS DA POSTURA. 
 

  As  pernas  cruzadas  em  posição  de  diamante,  a  mão  direita  colocada  sobre  a  mão 
esquerda e ambas repousando ao nível do umbigo, pousadas juntas. O dorso é mantido reto, 
os lábios fechados, os dentes estão juntos sem tensão, a língua colocada contra o paladar, os 
braços  arredondados  e  mantidos  levemente  na  parte  exterior  do  corpo,  a  cabeça  está 
inclinada,  abaixando  o  queixo  em  direção  à  garganta.  Quanto  aos  olhos,  eles  olham  sem 
tensão um ponto situado acerca de oito dedos de largura adiante do nariz. 
 
SERLINGPA  
$?J<-\A%-0-(R?-GA-P$?-0,
 

  Este  mestre  budista  que  viveu  na  Indonésia  no  século  décimo  era  detentor  da 
linhagem de transmissão dos métodos especiais para desenvolver a Bodhitchitta conhecido 
sob  o  nome  de  “treinamento  da  mente”.  Foi  o  único  dos  cento  e  cinqüenta  discípulos  de 
Atisha a quem este último ensinou este domínio particular. 
   
SHANTIDEVA
8A-2-z,
    (685 ‐763). 
 

  Este mestre indiano, um adepto da tradição da Profunda Filosofia, é muito conhecido 
por  ser  o  autor  de  “A  entrada  na  via  do  Despertar”    L%- (2- ?J3?- GA- ,R.- 0- =- :)$?- 0,                         
Esta  obra  é  um  longo  poema  que  cobre  todos  os  aspectos  da  Bodhitchitta  e  da  formação 
mahayanista. Tendo de compor este texto, Shantideva foi considerado pelos monges ao seu 
redor como uma pessoa preguiçosa, de mente difícil, bom para coisa nenhuma a não ser para 
comer  e  dormir.  Os  monges  decidiram  divertir‐se  um  pouco  com  ele  e  lhe  solicitaram  que 
desse  um  ensinamento  sobre  o  Dharma  durante  uma  festa  anual  patrocinada  por  um  dos 
benfeitores do monastério. Shantideva aceitou e, assim que se colocou diante da assistência 
reunida, perguntou‐lhe se desejavam escutar uma exposição original sobre o Dharma ou um 
a daquelas que já lhes era familiar. Entre risos, solicitaram a ele uma exposição original, sua 
resposta foi: “A entrada na Via do Despertar”. Assim que ele começou o nono capítulo sobre 
a  natureza  última  do  eu  e  dos  fenômenos,  ele  se  levantou  gradualmente  de  seu  assento  e 
terminou sua exposição sobre nuvens. 
 

75
SHRAVAKAS   */-,R?,   e PRATYEKABUDDHAS <%-?%?-o?,
  Estas duas classes de seres espirituais provêm de uma prática espiritual voltada para 
si próprio.Os Shravakas são seres que escutam e estudam o Dharma e que o praticam com o 
fim  de  obter  sua  própria  libertação  do  sofrimento.  Sobre  uma  base  de  profundo 
reconhecimento, observam as regras monásticas e desenvolvem um estado meditativo pelo 
qual eles realizam a inexistência do eu (ou o vazio do eu). Todas as emoções perturbadoras 
são vencidas por esta realização e eles são libertados do mundo samsárico.  
  Os  Pratyekabuddhas  (ou  aqueles  que  se  realizam  solitariamente)  são  semelhantes, 
mas  sua  realização  e  mais  profunda  naquilo  que  permita  apreender  o  fato  de  que  sujeito  e 
objeto não são duas entidades distintas. 
  Estes dois tipos de seres, entretanto, não atingem de fato a budeidade. Eles alcançam 
apenas  um  estado  de  quietude  que  os  tira  do  mundo  do  sofrimento  e,  mais  tarde, 
eventualmente, a inspiração chegará a eles para alcançar a completa Iluminação. Eles serão 
conduzidos a desenvolver a compaixão e a Bodhitchitta com o fim de alcançar a budeidade 
para o bem de todos os seres. 
  :PR-2-<A$?-S$,
OS SEIS TIPOS DE SERES  
 

  Estes  seis  tipos  de  seres  descrevem  o  entendimento  e  a  variedade  das  experiências 
samsáricas.   
1.  Os  seres  dos  infernos  para  os  quais  a  existência  não  é  senão  sofrimento 
intenso  e  onde  o  ambiente  violento  e  extremo  reflete  a  agressividade 
provocadora deste tipo de experiência. 
2.  Os  espíritos  ávidos  cuja  existência  é  dominada  pela  necessidade, 
particularmente  a  necessidade  de  alimento  e  de  bebida.  Seu  ambiente 
desnudo e sem vida reflete a avidez que produziu esta experiência. 
3.  Os animais para os quais a existência é dominada pelo medo, o desejo e a 
opacidade mental. Sua sujeição sem recurso ao ambiente origina‐se de sua 
estupidez. 
4.  Os humanos, cuja existência é marcada pelo sofrimento do nascimento, da 
velhice,  da  doença  e  da  morte.O  apego  fundamental  que  produz  esta 
experiência  se  manifesta  pelo  esforço  constante  que  o  homem  emprega 
para manter e melhorar sua posição no mundo. 
5.  Os titãs: espécie de semideuses, cuja existência é dominada pelas guerras 
infrutíferas  com  os  deuses,  mais  poderosos  –  um  reflexo do ciúme inicial 
que criou esta experiência. 
6.  Os deuses, têm uma existência feliz em lugares para paradisíacos, isto até 
o  fim  de  suas  vidas  como  deuses;  depois  do  que  eles  são  afligidos  pelo 
medo  e  pelo  horror  à  vida  em  seu  próximo  nascimento.  Esta  forma  de 
existência é devida ao orgulho. 
 
AS ESFERAS SUPERIORES. 
 

  Os três estados do mundo da existência condicionada (samsara) nos quais a felicidade 
e  o  sofrimento  estão,  ambos,  presentes,  a  saber  o  mundo  dos  humanos,  dos  titãs  e  dos 
deuses. 
 
 
 

76
TANTRAS e SUTRAS. 
 

  Os ensinamentos do Mahayana, ou grande veículo, são divididos em dois grupos: os 
Sutras e os Tantras. A prática baseada em sutras consiste em cultivar as causas ou os grãos 
que  irão  se  desenvolver  até  a  Iluminação:  a  compaixão  e  a  Bodhitchitta,  a  compreensão  da 
vacuidade as seis perfeições (generosidade, moralidade, paciência, diligência, contemplação 
e  inteligência)  e  as  quatro  formas  de  atrair  os  seres  (ser  generoso,  falar  agradavelmente, 
envolvê‐los em atividades benéficas e observar as regras sociais). 
  Na  tradição  tântrica,  ou  Vajrayana,  a  prática  consiste  em  reconhecer  sua  própria 
espiritualidade  como  um  fundamento  e  se  identificar  com  o  resultado  –  ou  seja  com  a 
expressão da Iluminação personificada em uma divindade particular. Por esta identificação 
tem‐se a capacidade de transformar suas experiências comuns naquela de Iluminação. 
  As práticas descritas no presente texto reúnem as duas tradições. O fundamento é o 
desenvolvimento  da  bodhitchitta  relativa  e  absoluta,  mas  encontra‐se  aí  também  um 
elemento de transformação da experiência na prática da tomada para si e da doação. É por 
isto que uma grande familiaridade com estes métodos e sua maestria formam uma excelente 
base para compreender e praticar o Vajrayana.  
 
TCHE‐KA‐OUA 
:(.-!-2,
 

  Este  mestre  Kadampa  tornou‐se  monge  com  a  idade  de  21  anos  e  aprendeu  de  cor 
mais  de  cem  livros  de  ensinamentos  budistas.  Anteriormente,  os  ensinamentos  sobre  “o 
Treinamento  da  Mente”  não  haviam  sido  dados  senão  a  alguns  discípulos  particularmente 
motivados, mas a formação simplificada que deles fez Tche‐Ka‐Oua no “Os Sete Pontos do 
Treinamento da Mente” permitiu tornar estes ensinamentos mais facilmente accessíveis. 
  +J-=R-0,
TILOPA  (988 – 1069) 
 

  Mestre  indiano  que  recebeu  inspiração  diretamente  de  Vadjradhara,  expressão 


esotérica  da  Iluminação  do  Buddha  Sakyamuni.  Seu  nome  vem  da  palavra  indiana  que 
significa “grão de sésamo”, uma vez que ele ganhava sua vida moendo sésamo para extrair o 
óleo. Na tradição dos ensinamentos que nos vem de Tilopa, a ênfase é sobretudo colocada no 
papel  do  Guru,  nas  bênçãos  e  na  inspiração  que  vêm  deste  último  assim  como  na  prática 
efetiva da contemplação. 
 
TORMA. 
 

  As  tormas  são  oferendas  de  um  gênero  particular;  sua  significação  é  explicada  de 
duas maneiras. De acordo com certas explicações, é ma oferenda feita livremente, sem apego 
e  doada  com  uma  atitude  semelhante  ao  amor  de  uma  mão  ,  desprovida  de  toda 
agressividade.  Segundo  outras  explicações,  é  dito  que  estas  oferendas  possuem  poder  e 
capacidade.  O  poder  da  imortalidade  e  a  capacidade  de  vencer  as  quatro  obsessões 
(obsessões das emoções, da morte, dos estados paradisíacos e do ser físico).  
  O  ritual  da oferenda compreende a consagração e a apresentação da torna material. 
Esta é geralmente, um tipo de presente no qual a forma e a decoração variam de acordo com 
a finalidade da oferenda e as tradições das diferentes escolas. Da mesma forma a pessoa que 
oficia  está  consciente  dos  diferentes  níveis  de  significação  dos  quais  a  torma  é  uma 
representação material. A liturgia seguinte, por exemplo, pertence à escola Karma Kagyu: 
 

    “Na tigela formada pelo universo dos mundos 
    Repousa a torma dos quatro elementos (terra, água, fogo e vento). 
     Ofereço‐a aos quatro guardiões reais e aos numerosos deuses irritados 
    Concedei a mim vossa graça e realizai totalmente vossas obrigações. 

77
 

    Na tigela que forma minha própria pele 
    Repousa a torma de minha carne, de meu sangue e de meus ossos. 
    Ofereço isto à vasta Assembléia de protetores da doutrina. 
 
 
  Concedei‐me a graça de uma vida resplandecente com o sol e a lua 
    Na  tigela  da  oferenda  formada  pelas  aparências  diversas  que  surgem  da 
mente 
    Repousa a torma de clara atenção e da sabedoria puras 
    Ofereço isto ao Dharmakaya onipenetrante. 
  Concedei‐me a graça das cinco sabedorias transcendentes”. 
 
 
TRANSCEDÊNCIA DO SOFRIMENTO  
M-%/-=?-:.?-0,
 

  Este  termo  designa  a  libertação  total  do  ciclo  das  existências  (samsara)  mas  sua 
interpretação está sujeita a contestação. Pode significar a libertação atingida pelos Shravakas 
e pelos Pratyeka Buddhas ou a libertação atingida por um Buddha (Ver estas palavras para 
compreender a distinção entre estas duas formas de conclusão.) 
 
TRANSCEDÊNCIA DO SOFRIMENTO SEM DEMORA 
 

  Um termo sinônimo de budeidade, este termo significa que em conseqüência de sua 
realização da vacuidade um Buddha não permanece no samsara e que por sua compaixão ele 
não permanece na transcendência do sofrimento como os Shravakas e os Pratyekas Buddhas. 
 
AS TRÊS FAMÍLIAS 
<A$?-$?3,
 

  Qualquer  que  seja  o  estado  de  Buddha,  a  expressão  que  revela  a  Iluminação  como 
atividade para ajudar os seres varia de acordo com a motivação que desenvolve o aspirante 
no curso de sua progressão espiritual.  
  As  três  famílias  correspondem  a  três  ênfases  diferentes  colocadas  na  expressão: 
através  da  forma  ou  a  manifestação,  através  da  palavra  ou  a  comunicação,  e  através  da 
mente ou o poder. Um Buddha e um Bodhisattva específicos são associados a cada família: o 
Buddha  Sakyamuni  e  o  Buddha  Manjushri  pela  forma.  Amitaba  e  Avalokiteshvara  pela 
palavra e Akshobya e Vadjrapani pela mente. 
  Os  Buddhas  estão  à  frente  de  suas  famílias  respectivas  e  os  Bodhisattvas  são  como 
seus senhores ou principais ministros correspondentes. 
  Os três discípulos de Drom‐Teum que foram considerados como emanações dos três 
Senhores são Pó‐To‐Wa , Tchen‐Nga‐Wa  e Pu‐Tchung‐Wa  
0R-+R-2, ,/-}-2, 1-(%-2,
 
AS TRÊS ORDENAÇÕES 
#R3-$?3,
 

  As  três  ordenações  são  os  votos  associados  a  cada  um  dos  três  veículos:  Hinayana, 
Mahayana e Vajrayana. No Hinayana a ênfase é colocada sobre a observância de uma ética 
perfeita.  Não  se  deve  fazer  mal  algum  aos  outros,  e  a  ordenação  correspondente,  a  da 
libertação individual, concerne uma atitude física apropriada. Quanto aos  votos completos, 
e  muito  numerosos  são  os  monges  e  as  freiras  que  tem    este  tipo  de  votos;  entretanto  o 
essencial  da  ordenação  é  composto  de  um  grupo  de  quatro  votos  que  são:  não  matar,  não 
roubar, não mentir e observar uma conduta sexual justa ou então guardar a castidade. 
  O Mahayana enfatiza a compaixão e a Bodhitchitta. A ordenação correspondente, os 
votos  de  Bodhisattva,  é  centrada  em  nossas  relações  com  os  outros,  dado  que  se  tem  a 
intenção  de  atingir  a  budeidade  com  a  finalidade  de  liberar  todos  os  seres  do  sofrimento. 

78
Diferentes dos votos precedentes, que distingue precisamente o que deve ser feito ou não, os 
votos do Bodhisattva são mais votos concernentes à consciência, e são quebrados caso sejam 
abandonada a idéia de ajudar todos os seres ou caso se perca a coragem na empreitada de 
atingir a budeidade. 
  O Vajrayana é uma disciplina especial para aqueles que estão muito motivados pela 
compaixão para com os outros. Neste tipo de prática a pessoa se identifica diretamente com a 
deidade que ela deve realizar. Tal identificação necessita trazer um olhar por sobre o mundo 
e o engajamento de manter este olhar; em particular, ver seu Guru como um Bouddha está 
no âmbito da ordenação do Vadjrayana. Toda ação, palavra ou pensamento que debilita esta 
atitude vai de encontro à ordenação. 
 
VADJRADHARA – “O detentor do Vajra” 
hR-eJ-:(%-,
 

  Esta  figura  é  a  expressão  da  completa  Iluminação,  na  tradição  budista  esotérica  ou 
tântrica. 
  O Vajra é a arma de Indra, a contrapartida de Zeus na mitologia indiana. É feito de 
matéria  indestrutível  e  pode  destruir  não  importa  que  outro  objeto,  sem  ser  ele  próprio 
danificado. Como símbolo indica a espiritualidade inerente em cada ser vivo, espiritualidade 
indestrutível porque além de todos os conceitos que ligam os seres ao sofrimento.  
  Vadjradhara  é  aquele  que  detém  o  pleno  poder  da  espiritualidade,  ou  seja  a 
realização  da  completa  Iluminação  de  cada  um.  No  plano  iconográfico,  Vadjradhara  é 
descrito  como  um  personagem  de  cor  azul  (representando  o  céu,  a  natureza  imutável  da 
verdade  última),  porta  um  vajra  e  uma  sineta,  que  são  os  símbolos  dos  meios  hábeis  e  da 
inteligência. 
 
A VIA PROGRESSIVA
=3-<A3,
 

  Trata‐se  de  uma  apresentação  ordenada  dos  ensinamentos  budistas  fundamentada 


nos  sutras.  Começa‐se  por  desenvolver  a  base  de  crescimento  espiritual  e  a  motivação  a 
partir  de  um  interesse  individual  de  visão  curta  até  uma  solicitude  infinita  para  o  bem  de 
todos os outros seres. A cada etapa são expostas contemplações e teorias apropriadas até a 
descrição final da Iluminação plena ou estado de Buddha.  
  O  praticante  pode  também  obter  um  conhecimento  perfeito  das  etapas  para  a 
budeidade  e  este  conhecimento  tornar‐se  uma  sólida  fundação  para  seu  crescimento 
espiritual.  Numerosos  textos  sobre  este  assunto  foram  escritos,  um  dos  mais  importantes 
sendo o de Tsong‐ka‐pa: “A grande exposição do caminho progressivo”. Na tradição Kagyu 
“A jóia da liberação” de Gampopa é amplamente utilizado.  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  

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