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MODELO COGNITIVO-

COMPORTAMENTAL PARA
TRATAMENTO DE CRIANÇAS
OBESAS COM COMPULSÃO
ALIMENTAR PERIÓDICA*
JANINE DE MELO BORGES**, SÔNIA MARIA MELLO
NEVES***

Resumo: objetivou-se adaptar o tratamento Cognitivo-Comportamental à população


infantil obesa com Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica, verificar a eficácia des-
te e a redução do peso. Seis crianças participaram de nove sessões em grupo que visaram:
modificação dos hábitos alimentares, reestruturação cognitiva, entre outros. Os resultados
obtidos confirmam eficácia do tratamento na mudança comportamental, na reestruturação
cognitiva e na perda de peso.

Palavras-chave: crianças; obesidade; tratamento cognitivo-comportamental; transtorno de


compulsão alimentar periódica; procedimentos e recursos lúdicos.

O 
Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica – TCAP é citado no DSM – IV
como uma nova categoria diagnóstica dos transtornos alimentares e se caracteriza
por episódios de consumo excessivo de alimentos, associado à perda de controle
do que se ingere, além da quantidade, em um período delimitado de tempo (duas horas),
seguido de desconforto psicológico e angústia (MOSCA et. al., 2010). Estes episódios ocor-
rem pelo menos duas vezes por semana, durante seis meses ou mais e não são acompanhados
de comportamentos compensatórios para a perda de peso. Papelbaum e Appolinário (2001)
ressaltam que a delimitação do conceito de TCAP foi muito importante na diferenciação de
um subgrupo de pacientes obesos com características psicopatológicas específicas. Yanovski
et. al. (1993); Appolinário et. al. (1995) e Freitas et. al. (2001, apud Coletty, 2005), apontam
que 30% dos indivíduos obesos que buscam tratamento para emagrecer apresentam o TCAP.
De acordo com Duchesne, Appolinário, Rangé, Freitas, Papelbaum e Coutinho
(2007), a forma de intervenção psicoterápica mais investigada no TCAP em adultos e ado-
lescentes, tem sido a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), desenvolvida por Beck

* Recebido em: 08.09.2014. Aprovado em: 20.09.2014.


** Especialista em Terapia Comportamental - Cognitiva pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC
Goiás). Psicóloga Clínica. E-mail: jmbmota@gmail.com.
*** Doutora em Psicologia. Professora na PUC Goiás no Programa de Pós Graduação Stricto Sensu em Psicologia
(PSSP). E-mail: soniamelloneves@gmail.com

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(1997), que pressupõe que um sistema disfuncional de crenças está associado ao desenvolvi-
mento e manutenção do TCAP. Conforme os autores supracitados, a TCC utiliza de técnicas
cognitivas a fim de modificar os padrões distorcidos de raciocínio e reestruturar as crenças
associadas ao peso e à imagem corporal, de técnicas comportamentais que visam modificação
dos hábitos alimentares, e também foca-se na prevenção de recaídas. Melo (2011), identifi-
cou, em um estudo realizado, que entre 18 crianças com compulsão alimentar, 10 apresenta-
ram insatisfação corporal.
Na revisão da literatura realizada, não foram encontrados estudos utilizando a TCC
em crianças obesas com Compulsão Alimentar Periódica. Coletty (2005) menciona a im-
portância de atentar para a presença do TCAP em crianças, pois este é fator de alerta para a
saúde futura do adolescente e para o prognóstico da sua obesidade. Portanto, os objetivos do
presente trabalho foram: (1) adaptar os procedimentos acima citados por Duchesne (2003)
à população infantil obesa com TCAP; (2) verificar a eficácia do tratamento no controle da
compulsão alimentar; (3) redução do peso.

MÉTODO

A população constituiu-se de seis crianças obesas, sendo duas do sexo mascu-


lino e quatro do sexo feminino, com idades entre 10 e 12 anos, que frequentavam uma
escola em Goiânia-GO. Para seleção dos participantes foram utilizados o teste Escala
de Compulsão Alimentar (ECAP), entrevista para identificação do TCAP e o Índice de
Massa Corporal (IMC). Os dados descritivos dos participantes selecionados encontram-
-se na Tabela 1.

Tabela 1: Participantes, sexo, idade, IMC inicial e final e ECAP Inicial e Final
Participantes Sexo Idade IMC Inicial IMC Final ECAP Inicial ECAP Final
S1 Masculino 12 33,29 32,46 30 22
S2 Masculino 11 32,44 31,34 28 20
S3 Feminino 12 34,22 33,33 27 20
S4 Feminino 10 31,82 31,34 32 21
S5 Feminino 11 32,83 31,90 28 21
S6 Feminino 10 31,95 29,21 32 19

A ECAP utilizada foi traduzida e adaptada para o português, por Freitas, Lopes,
Coutinho e Appolinário (2001), que avalia a gravidade da compulsão alimentar periódica em
obesos. A entrevista para identificação do TCAP foi adaptada por Coletty (2005), segundo
critérios do DSM-IV. Para a classificação do IMC utilizou-se a tabela apresentada por Cole,
Bellizzi, Flegal e Dietz (2000). Fez-se uso ainda, do termo de livre consentimento, histórias
criadas pela estagiária, roteiro de perguntas, fantoches, papel, tesoura, cola, palco de fanto-
ches, balança, fita métrica, cartazes, canetinhas, caneta esferográfica azul, giz de cera, espelho
grande, MP5, máquina fotográfica, diário secreto, folhas de registros, caixa surpresa, amare-
linha, corda, bola, colchonete, cd de músicas, aparelho de som e folha quadriculada. A sala
utilizada para o teste, entrevistas e sessões, foi a sala da coordenação da escola, mobiliada com
ventilador, computador, quadro giz, armário e oito carteiras.

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As nove sessões em grupo aconteceram uma vez na semana com duração de 90 mi-
nutos. Os participantes eram pesados e medidos em todas as sessões para acompanhamento
do peso e avaliação do tratamento. Após a autorização dos pais, deu-se a aplicação dos testes,
que aconteceu em quatro sessões de uma hora.
A primeira sessão teve por objetivo apresentar aos componentes do grupo, de modo
lúdico, os materiais necessários para o tratamento. Na segunda sessão, foram realizadas brin-
cadeiras psicomotoras e destacada a importância dos exercícios físicos para perder peso e ser
saudável. Na terceira sessão, os fantoches apresentaram a pirâmide alimentar visando educar
e estimular a alimentação saudável. Na quarta sessão, objetivando treinar o autocontrole
em relação à compulsão alimentar, contou-se a história “Vivi e as vontades que vêm do
nada” e refletiram sobre a fome fisiológica e a fome gerada por pensamentos e sentimentos.
Na quinta sessão, foram realizadas reflexões com perguntas previamente formuladas cuja
intenção foi revisar e avaliar o tratamento. Foram discutidos todos os temas abordados e
os registros. A sexta sessão objetivou o treinamento da solução de problemas e reestruturação
cognitiva. Na sétima sessão, o objetivo foi trabalhar a autoestima, diminuir os sentimentos de
vergonha e isolamento, e combater o pensamento distorcido de si. Na oitava sessão, foi reali-
zado o treino de algumas habilidades sociais e avaliado se novos repertórios comportamentais
foram adquiridos por meio da brincadeira de pescaria de perguntas. E, finalmente, na nona
sessão foi feita a retrospectiva de todo tratamento e na avaliação coletiva, realizou-se um ba-
lanço sobre assiduidade, peso, medidas e números de estrelas que ganharam.

RESULTADOS

Os pesos e medidas de cada sessão encontram-se descritos na Tabela 2.

Tabela 2: Peso, medidas abdominais e total de perda, aferidos nas oito sessões
S1 S2 S3 S4 S5 S6
80 kg 73 kg 77 kg 66 kg 70 kg 70 kg
Sessão 1
70 cm 66 cm 69 cm 56 cm 65 cm 67 cm
79,70 kg 73 kg 77 kg 66,10 kg 70 kg 69,82 kg
Sessão 2
69 cm 66 cm 69 cm 56 cm 65 cm 60 cm
79,66 kg 72,60 kg 76,45 kg 65,65 kg 69 kg 65,85 kg
Sessão 3
68 cm 64 cm 67 cm 54 cm 62 cm 61 cm
78 kg 71,80 kg 75,75 kg 65,15 kg 69,29 kg 61,72 kg
Sessão 4
66 cm 63,5 cm 65,5 cm 53,5 cm 62,5 cm 56 cm
76,80 kg 70,70 kg 74,65 kg 64,45 kg 65,70 kg 57,42 kg
Sessão 5
63 cm 61,3 cm 62,5 cm 52 cm 66,5 cm 51 cm
75 kg 69,8 kg 73 kg 64,1 kg 65 kg 55 kg
Sessão 6
62 cm 66,7 cm 62 cm 51,8 cm 60,1 cm 49,9 cm
73 kg 69 kg 72 kg 63 kg 64,6 kg 54 kg
Sessão 7
60,6 cm 60 cm 61 cm 51 cm 59 cm 49 cm
71,2 kg 68,3 kg 71 kg 62,2 kg 63,1 kg 53 kg
Sessão 8
59,3 cm 59,2 cm 60 cm 50,2 cm 58,2 cm 47,2 cm

Total de 8,80 kg 4,70 kg 5,10 kg 3,80 kg 6,9 kg 17 kg


perda 11 cm 6,8 cm 9 cm 5,8 cm 7 cm 12,1

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A primeira sessão iniciou com levantamento de hipóteses sobre o conteúdo de uma
caixa surpresa, com a história “Os amigos de todas as reuniões” e músicas. Ao final a caixa
surpresa foi aberta e apareceram: a balança, a fita métrica, o diário e a estrelinha brilhante. S6
e S3 relataram que nunca se sentem felizes com a balança. S4 falou que gosta de se pesar, pois
a balança demonstra se está emagrecendo ou não. S1 manifestou não gostar de tarefas e ter
preguiça de fazer anotações. S2 disse que se ele pudesse emagrecer para correr como os seus
amigos no jogo de basquete, ele faria qualquer coisa, até a tarefa da semana.
Solicitou-se ao grupo o desenho da parte que mais gostou da história. S5 desenhou
uma criança magra subindo em uma balança, feliz e dizendo que ela era linda. Relatou que
se sentia muito infeliz por ser gordo e por não dar conta de parar de comer sem que sua mãe
brigue e que ao diminuir o peso na balança, ficará feliz. S2 disse que desenhou os personagens
que iriam ajudá-lo a ficar magro e que, pensou nas coisas boas de ser magro. S4 fez uma bola
na balança e falou que se sentia como uma bola pesada e que odiava o seu corpo e ser gordo.
S3 fez a fita métrica estourando uma bola e ao mesmo tempo dando um laço em uma árvore
sorridente. Questionado, respondeu que sentia que poderia ser seu “antes e depois” como na
TV. S5, S3 e S1 desenharam o diário colorido e cheio de estrelinhas. Explicaram que sentiam
vontade de ganhar as estrelas e serem felizes, pois pensam que os magros são felizes. S6 dese-
nhou um gorila na balança com muitos doces e refrigerantes à sua volta. Disse que ele era o
gorila sentindo medo da balança e com vontade de comer até “quase morrer”. Contou sentir-
-se triste, com dó de si. Já chegou a pensar em morrer em dada ocasião que comeu até seu
estômago “reclamar”, e sente vontade de destruir o que comeu. O grupo foi pesado, medido
e registrou as medidas no gráfico geral e no individual. Foi entregue o diário para os registros
de casa e colagem das músicas.
Na segunda sessão, o grupo recordou a primeira, em que S3 contou que será bom
emagrecer e ganhar as estrelinhas e que, apesar de comer até ficar cheio e sentir que pode
estourar, tem o sonho de emagrecer. S4 relatou que é difícil fazer tudo direito, mas sente
vontade de emagrecer e parar de comer até sentir-se mal. A estagiária disse que se o grupo
fizer tudo o que será proposto, poderá melhorar seus hábitos e consequentemente, emagrecer.
A sessão prosseguiu, com a brincadeira de amarelinha onde o paciente jogou a pedra e no
lugar que esta caiu, desgrudou uma ficha que referia a uma brincadeira. Realizaram brinca-
deiras psicomotoras e, ao término, ocorreu atividade de relaxamento. A estagiária comentou
a importância dos exercícios físicos. S6 e S3 relataram que é difícil brincarem com os magros
e que gostam de computador. S5 proferiu que fica triste, quando comparado com os irmãos
magros, pelo pai. Perguntou-se ao grupo o que pensavam sobre a atividade física e o que sen-
tiram ao realizá-las. Disseram S1, S4 e S2 que gostaram do exercício e das brincadeiras, mas
os amigos os criticam, os apelidam e sentem-se cansados. A estagiária comentou que este can-
saço é normal, pois estão pesados e o corpo “reclama” de algumas maneiras, sendo o cansaço
uma delas e se brincarem um pouquinho a cada dia, o corpo vai acostumando. S2 perguntou
se as brincadeiras emagrecem e relatou que se sentiu feliz durante a brincadeira. A estagiária
disse que o exercício será mais um ajudante no emagrecimento.
Os pacientes anotaram a lista de brincadeiras e comprometeram-se brincar com
a família durante a semana. O registro da semana foi: anotar a brincadeira do dia e os
pensamentos e sentimentos. A estagiária pesou, mediu a circunferência abdominal e co-
lou uma estrela dourada para todos e uma a mais para S1 e S2 por terem emagrecido
(vide Tabela 2).
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A terceira sessão iniciou com intercâmbio dos registros. S6, S5, S3 e S2 relataram
sentirem-se felizes, alegres, contentes e que tiveram apoio da família para as brincadeiras. Os
fantoches Aninha, Huguinho e Janine apresentaram e explicaram a pirâmide alimentar e cada
criança foi à frente montar uma faixa da pirâmide e comentar os alimentos que devem e os
que não devem ser ingeridos na dieta. Pintaram na pirâmide do registro o que vão priorizar
na alimentação esta semana e fizeram um (x) no que não vão comer ou vão diminuir da ali-
mentação.
Foi perguntado ao grupo como eles se sentiam ao pensar que naquela semana iriam
ter que selecionar os alimentos, conforme a pirâmide. S1 disse se sentir “legal”, mas que terá
de se esforçar para não comer carboidratos. S6 relatou que irá comer frutas e legumes, dimi-
nuir a carne e beber leite e que não será fácil. A estagiária reforçou e recordou dos amigos que
ganharam duas estrelas na semana anterior. S4 disse que o lanche da escola é carboidrato e
irá selecionar outros. A estagiária comentou que eles devem tomar o café da manhã adequa-
damente, para comerem pouco no lanche. E elencou com o grupo o que cada um mais gosta
de comer e o que não deverão comer para conseguirem priorizar a pirâmide. Continuou a
reforçar os exercícios físicos e os registros.
O registro do diário era pintar na pirâmide, a cada dia, o que comeram e a quanti-
dade seguindo a legenda. Anotar os pensamentos e sentimentos e quais atividades físicas re-
alizaram. Todos ganharam três estrelas no caderno, uma pela assiduidade, outra pelo registro
e outra pela perda de peso.
Na quarta sessão, contou-se a história “Vivi e as vontades que vêm do nada” e
apresentou-se as bonecas da fome. S6 relatou comer por pensamentos e sentimentos, e deu o
exemplo que ao fazer tarefa da escola, tem pensamento de comer doce, macarrão, ou tomar
leite. Se sente “burro” por não terminar a tarefa e um “elefante” por comer tudo. S4 relatou
que depois de ouvir a história faz planos de não tomar refrigerante à tarde e de não comer na
frente da TV. Refere sentir dó de si mesmo, então, começa a pensar em comida e come tudo:
resto de almoço, doce, coca, leite e chocolate puro. Depois, fica “cheio”, com o estômago
embrulhando e triste pelo que fez. S3 disse que ao se lembrar de comida gostosa, ele come.
É muito difícil ficar o dia todo pensando se vai ou não comer e por que. Mas quando come
muito e sente que vai explodir, fica pensando em gnomos mágicos que o poderiam fazer ma-
gro e lhe “desentupir”. A estagiária perguntou se existe algo assim e o grupo respondeu que
não e esclareceu que tudo na vida requer esforço e atenção.
S1 relatou que sente esta vontade de “atacar” a geladeira, mas come escondido no
quarto e fica nervoso quando passa mal. Disse que durante a tarefa fica tão ansioso que
come unhas e toda hora vai à geladeira. Abre e fecha muitas vezes até escolher algo. Come
até quase sentir que vai explodir. E quando se “esvazia”, come novamente. S5 comentou
que no dia que seus pais brigam, ele come uma caixa de paçoca e depois passa mal. Ao
melhorar come mais e só pensa em comer. Relatou que comer é um remédio e dá alegria,
mas na hora que ele come até passar mal fica com vontade de morrer. Ela perguntou se Vivi
encontrou uma solução e quem a ajudou. A estagiária lembrou que está ajudando as crianças
e que elas também estão se ajudando, ao fazerem as brincadeiras, ao observarem o que comem
e a quantidade, além de virem assiduamente às sessões.
A estagiária refletiu com cada um sobre seu registro e o grupo se manifestou, per-
cebendo as semelhanças entre eles e propondo algumas soluções para fugirem do alimento
proibido da pirâmide. S1 propôs comer muita fruta, até mesmo naquela hora que quer comer
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para ficar muito cheio. Disse que pêra e melancia “enchem” e não engordam. A estagiária
comentou que tudo em excesso engorda sim. S6 sugeriu brincar na hora em que sentisse
vontade de comer muito.
No registro semanal acrescentou-se marcar quando comeu por fome ou por pensa-
mentos e sentimentos. Os pacientes foram pesados, medidos (vide Tabela 2).
A quinta sessão iniciou com a explicação da dinâmica, em que cada membro pega-
ria uma pergunta e leria para o grupo, respondendo-a com ou sem a ajuda deste. A primeira
pergunta foi sorteada por S3: “Você aprendeu que existem duas maneiras de comer, quando
você está com fome ou por sentimentos e pensamentos. Fale um pouco sobre isso”. S3, con-
tou que depois de ouvir a história da Vivi começou a entender suas fomes. Agora registra
pensamentos, sentimentos e está atento para não comer até passar mal, como percebeu em
suas anotações. Os S6 e S1 comentaram que percebem a mesma coisa.
S5 leu a segunda pergunta: “O que você achou da pirâmide alimentar? Está conse-
guindo selecionar seus alimentos?”. Respondeu que gosta do proibido, mas tenta comer frutas
e verduras. Contou S2, que adora doce, mas come fruta assada e suco, como a estagiária ensi-
nou. S4 disse que os alimentos que come até passar mal são: pão, arroz, macarrão e bolachas
recheada. A estagiária os parabenizou pelas percepções e mudanças nos hábitos alimentares.
S2 leu sua pergunta: “Você está conseguindo controlar sua vontade de comer fora
dos horários de refeição? O que tem feito?”. Respondeu ter diminuído os excessos alimenta-
res, toma café da manhã corretamente, faz as anotações no diário e tenta fazer outras coisas
para se esquecer de comer, por exemplo, brincar, desenhar ou comer fruta.
S4 leu sua pergunta: “Quais brincadeiras você está fazendo para ajudar no trata-
mento? Está registrando os pensamentos e sentimentos depois da brincadeira?”. Respondeu
que brinca com a avó e a irmã e depois, anota os pensamentos e sentimentos no diário. As
brincadeiras são: elástico, pula cadeira e danças. Todos manifestaram que estão brincando e
gostando das brincadeiras e de registrá-las.
A pergunta de S1 foi sobre o que mais lhe incomoda em ser uma criança obesa.
Respondeu que se incomoda com a barriga, não usar roupa justa, ter que fazer regime, cansar
e transpirar, ter apelidos feios, ficar ansioso e triste, não conseguir parar de comer e sempre
esconder comida para comer mais tarde. Depois, S6 disse que preferia ser “preto ou retarda-
do que um gordo”. S3 falou que ele estava cometendo discriminação e S6 respondeu que é
discriminado e as pessoas criticam ou o olham diferente e lhe dão lição de moral sobre comer
menos. S3 então afirmou que S6 tem razão, pois sua família briga para ele não comer muito,
seu pai guarda o seu prato para não repetir a comida e os colegas da escola o caçoam.
S6 recebeu a pergunta sobre os amigos do peso, se eles são bons e se ajudam mesmo.
Ele respondeu que nunca gostou de pesar, mas depois que ele pesou e emagreceu e ganhou
estrelinhas, animou-se.
A estagiária entregou o registro da semana e colaram no diário, sendo o mesmo da
semana passada. Os pacientes foram pesados, medidos (vide Tabela 2) e anotaram nos dois
gráficos (individual e coletivo).
Na sexta sessão o grupo foi dividido para descrever os motivos que as bonecas da
história de “Vivi”, tinham para se portar frente à comida e sugerir formas para que elas pu-
dessem esquivar do comer em excesso. S1, S6 e S2 ficaram com a boneca da fome fisiológica
e disseram que ela sabia a hora certa de comer e poderia ser magra ou ter um corpo bom. Se
exagerasse na comida, sugeriram que ela observasse a pirâmide alimentar e anotasse a quan-
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tidade de alimentos ingeridos e os pensamentos e sentimentos. Concluíram que esta boneca
também poderia comer por sentimentos e pensamentos, mas nunca até passar mal como a
outra. Os motivos poderiam ser tanto de alegria como de tristeza. Sugeriram que ela refletisse
sobre esses motivos e mudasse de atividade para esquecer a comida, brincando, desenhando
ou vendo TV. O grupo foi parabenizado pela conclusão.
Os demais sujeitos ficaram com a boneca que come por pensamentos e sentimen-
tos. Relataram que ela tem que ficar sempre vigilante, pois engorda mais devido à necessi-
dade de comer, porque está triste ou feliz e sempre come até sentir-se mal. Falaram que ela
gosta de carboidratos e não faz atividade física. Sugeriram que ela começasse a diminuir a
comida e que seguisse a pirâmide alimentar. Reforçaram a importância das brincadeiras e dos
registros. Para esquivar das oportunidades de comer muito, disseram que ela tem “que ocupar
a vida” e pensar menos em comer quando está feliz ou triste e procurar um adulto para con-
versar sobre o que sente ou pensa nestes momentos. Os grupos concordaram com as respostas
de ambos e concluíram que não existe uma mágica para emagrecer.
O registro semanal estabelecido foi anotar os momentos em que comeram por
fome ou por vontade, pintar a quantidade de alimentos ingeridos, escrever os pensamentos,
sentimentos e atividades físicas.
Na sétima sessão observaram-se no espelho e relataram a parte do corpo que acha-
ram mais bonita, sendo que esta seria destacada com acessórios (fita, maquiagem, etc.). S6 e
S3 citaram os olhos, e estes foram maquiados. S4 e S5 os cabelos, que foram enfeitados com
fitas. S1, o rosto, sendo que este foi tatuado e S2 o cabelo que foi penteado. Depois, cada um
relatou o que é bonito no outro e concluíram que todos são bonitos, porém diferentes.
S1 disse que gostou desta atividade, pois está acostumado com críticas e apelidos.
S2 falou que já o elogiaram por sua facilidade em matemática, mas depois falaram que estava
gordo. S6 relatou que as pessoas acham que ele é um gordinho bonito e sentem pena dele.
Montaram o quebra cabeça do corpo humano e refletiram sobre os cuidados que
este necessita para viver de forma equilibrada. S5, S4 e S1 falaram sobre alimentação correta,
não usar álcool, não fumar e brincar. S2, S6 e S3 citaram a higiene, dormir bem e tomar
vacinas. A estagiária comentou que ocorre o desequilíbrio como no caso da obesidade, por-
que o dono do corpo teve condutas que não foram saudáveis. S6 falou que este dono come
carboidratos e não brinca, S3, S4 e S1 disseram que um corpo assim come por pensamentos
e sentimentos e S2, disse que este corpo não é amado pelo dono, pois assim ele ficará gordo.
As crianças comentaram seus registros de casa. S1 disse que já consegue perceber
quando quer comer para passar mal e os eventos antecedentes. S6 disse que anota e faz tudo
que a estagiária pede, mas ele não consegue perceber o que lhe faz comer tanto. S3 e S5,
disseram que o dia que os amigos os criticam, eles comem mais. S2 disse que come muito
quando seus pais brigam ou quando ele quer algo dos pais e não ganha. S4 relatou que não
brinca o dia que come para passar mal e fica com a cabeça cheia de ideias de culpa. A estagiária
elogiou o empenho do grupo com os registros e disse que já estão identificando seus motivos
para comer muito. Acrescentou-se aos registros a observação diária do corpo no espelho e foi
solicitado que escrevessem uma frase sobre esta observação
A oitava sessão iniciou com a dinâmica da pescaria de perguntas em que o mem-
bro que pescar, lê e escolhe outro para responder. Primeira pergunta: “Dê uma dica de
como não comer em excesso depois de viver um problema?”. S1 disse que procura resolver
o problema ou ir para o quarto ver televisão, ir à casa da avó conversar, brincar ou comer
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frutas. A pergunta de S6 foi: “O que você faz quando está em uma festa e tem muitas gulo-
seimas?”. Respondeu que agora vai às festas para brincar no pula-pula ou com os amigos. Se
tiver bolo, come um pedaço e janta antes da festa para não ter fome. S4 recebeu a seguinte
pergunta: “O que você faz quando come até passar mal e como se sente?” Respondeu que
quase não está comendo até passar mal depois que ouviu a história da Vivi. Mas se passa mal,
não fica se culpando ou com raiva como antes. A pergunta de S5 foi: “Você está brincando
sempre? O dia que não dá para brincar, pois não encontrou um companheiro (a), o que você
faz?”. Respondeu que brinca todos os dias, e se não tem com quem brincar, brinca sozinho
de corda, elástico ou bola. Pergunta de S2: “Quando colocam apelidos em você, como reage?
Como se percebe agora?”. Respondeu que aprendeu que toda pessoa tem apelido, se é magro
é palito, o grande é gigante e o inteligente é nerd. E falou que é bonito, inteligente, amigo de
todos, que pode ser magro e não morrer de tanto comer. A pergunta de S3 foi: “O tratamento
o ajudou? Como?”. Respondeu que ajudou, pois antes chorava muito quando criticado, vivia
sozinho na escola e tinha medo de estourar de tanto comer. Aprendeu a cuidar da sua comida,
fez amigos no grupo, gosta de anotar as comidas, brincadeiras, pensamentos e sentimentos.
A nona sessão iniciou com a entrega de um álbum de fotos das sessões anteriores
para os membros e estes manifestaram ter gostado das sessões e do tratamento. S6, S1, S2 e
S4 citaram a história de Vivi, as bonecas e relataram ter identificado e aprendido com elas.
S3 falou que no começo achava muito chato registrar, mas depois aprendeu e gosta muito.
S5 relatou que gostou de ganhar as estrelas e emagrecer. Disse que agora não fica mais sem
brincar e já conhece a pirâmide alimentar.
O grupo elencou as conquistas como: assiduidade unânime, pontualidade, fizeram
os registros, emagreceram, ganharam estrelas, foram participativos e aprenderam como fazer
quando comem até passar mal e a perceberem os sentimentos e pensamentos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O primeiro objetivo do presente trabalho foi adaptar os procedimentos de TCC


citados por Duchesne (2003) à população infantil obesa com TCAP. Trata-se de um estudo
inovador que contribuiu com o desenvolvimento de novos procedimentos para o tratamento
de pacientes obesos infantis portadores de TCAP, pois, conforme citado anteriormente, não
foi encontrado na literatura um modelo de intervenção psicoterápica destinada a esta popu-
lação. Essa adaptação voltada para o público infantil teve impacto importante na adesão do
grupo ao programa, o que facilitou e instigou a expressão dos comportamentos e sentimentos
e a realização dos registros diários solicitados, conforme observado nos resultados.
Ficou evidenciada nos relatos do grupo a identificação com os personagens das
histórias que proporcionaram a compreensão do TCAP e levaram a reflexões sobre o que
os participantes pensavam e sentiam durante os episódios de compulsão alimentar, como
por exemplo, os relatos verbais de alguns dos participantes (S6 e S4) do presente estu-
do, que endossam a constatação feita por Werustsky e Barros (2000), que os pacientes
com TCAP relatam um grande sofrimento por comerem compulsivamente sem controle,
mesmo estando sem fome e assim, os sentimentos de depressão ou ansiedade costumam
ativar os episódios de TCAP com o objetivo de buscar um alívio na tensão por hiperfagia.
O sentimento de perda de controle, citado por Stéfano et al. (2006), também foi encontra-
do nos relatos de S6.
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Quanto ao segundo objetivo, que foi verificar a eficácia do tratamento no controle da
compulsão alimentar, foi observado nos dados da reaplicação do ECAP, e durante a realização
das sessões, que os participantes passaram gradualmente a identificar quando comem por fome
fisiológica e quando comem por pensamentos e sentimentos que desencadeiam os ECAs.
O tratamento do Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica no programa da
TCC, conforme cita Duchesne e Almeida (2002) visa desenvolver estratégias para controle
dos Episódios de Compulsão Alimentar (ECA), modificar os hábitos alimentares, adesão a
exercícios físicos e redução gradual do peso (quando a obesidade está presente), trabalhar
a autoestima, a ansiedade relativa à aparência física e a modificação do sistema de crenças
disfuncionais. Objetivos esses atingidos no presente estudo, tendo em vista as mudanças rela-
tadas pelas crianças nos seus hábitos alimentares, pela adesão delas à atividade física, a perda
de peso e também as mudanças em relação à percepção dos pensamentos e sentimentos en-
volvidos no transtorno.
Assim como citado na literatura, em relação ao controle dos ECAs, por Duchesne
e Almeida (2002) e Fairbun et al. (1993), que se faz necessário incentivar o paciente a lidar
com os fatores desencadeantes dos ECAs, através de estratégias e treinamento de resolução
de problema (GARNER; ROCKET; OLMSTED; JOHNSON; COSCINA, 1985; WEISS;
KATZMAN; WOLCHIK, 1995). O relato de S1 confirma o acima citado, quando disse
que já consegue ver o momento que ele quer comer para passar mal e o que aconteceu antes,
para desencadear o ECA. Com esta percepção e com a orientação recebida durante as sessões,
adquiriu estratégias que o possibilita resolver o problema e se esquivar do ECA. Ele cita que
vai para o quarto, para a casa da avó conversar, brincar ou comer frutas.
Em relação aos estressores interpessoais, de acordo com Loro e Orleans (1981) e
Wooley e Wooley (1985), (apud Duchesne, 2003), é fundamental o treino em habilidades
sociais e o tratamento de grupo, já que esses podem promover a redução da ansiedade social,
além de fornecer incentivo e também diminuir o sentimento de isolamento e vergonha. No
presente estudo, o grupo, na sexta sessão, mencionou que para esquivar das oportunidades
de comer compulsivamente, eles deveriam ocupar a vida e pensar menos em comer quando
estão felizes ou tristes e que devem procurar um adulto para conversar sobre o que está lhes
acontecendo. Além disso, foi observado que o grupo tornou-se coeso e passou a atuar fora do
contexto da terapia, na escola como um grupo de colegas. Observações feitas pelas professoras
e diretora, além dos comentários citados na sessão, indicaram o fortalecimento da rede de
relações entre os membros do grupo.
O terceiro objetivo deste estudo, a redução do peso, apresentado nos resultados,
visto a redução do IMC, do peso e da medida, em todos os participantes. Esses achados
condizem com Coletty (2005), em que é relatado o fato de que os pacientes obesos com com-
portamento compulsivo alimentar, quando comparados a obesos sem este comportamento,
apresenta um início precoce da obesidade e que em regimes dietéticos perdem muito peso,
mas também, de acordo com Appolinário et al. (1995), citados pela autora acima, são os que
ganham peso com maior facilidade no período de seguimento.
O empenho das famílias que ajudaram recordando da anotação diária (automoni-
torização), da visualização da pirâmide e seleção alimentar (modificação de hábitos alimen-
tares), e proporcionando estímulos nos exercícios físicos e no controle alimentar, parece ter
auxiliado no processo de redução de peso. Os pacientes mostraram-se competitivos e o uso do
reforço da estrela sugere que o empenho para conquistá-las em cada reunião foi também um
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fator determinante na perda de peso. As trocas de experiências sobre as estratégias que cada
um do grupo estava utilizando para o emagrecimento saudável também colaboraram para
perda de peso dos demais. Ressaltamos que o presente estudo é uma proposta de tratamento
em Terapia Cognitivo-Comportamental para crianças obesas com Compulsão Alimentar Pe-
riódica, utilizando recursos lúdicos.
Necessário se faz, em futuros estudos, o acompanhamento dos grupos por apro-
ximadamente mais seis meses com o intuito de verificar a manutenção dos novos compor-
tamentos, pensamentos e sentimentos gerados para controlar os ECAs e o peso, já que a
eficácia do tratamento em poucas sessões em grupo de TCC para TCAP em crianças obesas
foi demonstrada acima através de dados e relatos.

BEHAVIORAL-COGNITIVE MODEL FOR TREATMENT OF OBESE CHILDREN


WITH PERIODIC BINGE EATING DISORDER

Abstract: The aim of this study was to adapt the cognitive-behavioral treatment to obese children
with Binge Eating Disorder, and verify its effectiveness and weight reduction. Six children parti-
cipated in nine group sessions that aimed tomodify eating habits, facilitate cognitive restructure,
among others. The results obtained confirm the effectiveness of the treatment on behavior modifi-
cation, cognitive restructuring and weight loss.

Key-words: Children. Obesity. Cognitive-behavioral treatment. Periodic binge eating disorder.


Procedures and playful resources.

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