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SOBRE O PASSE, SAIBA QUE:

O

passe não é privilégio de ninguém;

O

médium passista é seguidor de Jesus;

O

objetivo maior da doutrina espírita é a

cura da alma através do esclarecimento;

O passe pode ser recurso paliativo,

de ação passageira;

Somente devem tomar passes as pessoas realmente necessitadas;

O tratamento pelo passe espírita

não dispensa o tratamento médico;

Ninguém pode dizer de quantos passes uma pessoa necessita;

A prece espontânea ajuda na transmissão de fluidos;

Pensamentos dispersivos dificultam muito a transmissão de fluidos.

(U.S.E. – INTERMUNICIPAL DE JUNDIAÍ).

“Não vale afirmar sem exemplos e nem sonhar sem trabalho”

CURSO DE PASSE:

O PASSE é uma transmissão de fluidos de um ser para outro, com intenção e propósito, alterando o campo celular. Os recursos espirituais se entrosam entre a emissão e a recepção, ajudando a criatura para que ela ajude a si mesma. A mente reanimada reergue as vidas microscópicas que a servem no templo do corpo, edificando valiosas reconstruções. É uma transfusão de energias físicas e espirituais.

O passe espírita é prece, concentração e doação e, antes de tudo, uma transfusão de amor; um

ato de amor na sua expressão mais sublimada.

É uma transfusão de energias fisiopsíquicas: beneficia a quem recebe, porque oferece novo

contingente de fluidos bons e modifica para melhor os fluidos já existentes (ação saneadora). Sua ação compara-se à do antibiótico e a da assepsia, que serve ao corpo frustrando a instalação de doenças.

(Emmanuel) Assim como a transfusão de sangue representa uma renovação das forças físicas, o passe é uma transfusão de energias psíquicas, com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um

reservatório limitado, e os elementos psíquicos o são do reservatório ilimitado das forças espirituais.

O passe, como reconhecemos, é importante contribuição para quem saiba recebê-lo com respeito

e a confiança que o valorizam. (André Luiz) Foi JESUS quem nos ensinou a impor as mãos sobre os enfermos e necessitados e orar por eles

para serem beneficiados. Quem aplica o passe, atua deliberadamente.

O PASSE AO LONGO DA HISTÓRIA: O passe não surgiu com o espiritismo; não é criação da doutrina espírita. JESUS o utilizou, impondo as mãos sobre os enfermos e os perturbados espiritualmente, para beneficiá-los. Ao longo dos tempos, o passe continuou a ser usado sob várias formas e denominações, ligado ou não a práticas religiosas. EVANGELHOS: A manifestação do espírito é concedida a cada um, visando um fim proveitoso; porque a um é dada, mediante o espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo espírito, a palavra

do conhecimento; a outro, no mesmo espírito, a fé, e a outro, no mesmo espírito, o dom de curar. (Paulo – cor. XII – 7 a 9) Então, Ananias foi e, entrando na casa, impôs sobre ele as mãos dizendo: Saulo, irmão, o SENHOR me enviou, o próprio JESUS que, te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recuperes

a vista e fiques cheio do espírito Santo. (Atos – IX – v 17) Eis que um chefe, aproximando-se, O adorou e disse: minha filha faleceu agora mesmo; mas, vem, impõe a tua mão sobre ela, e viverá. (Mt. IX – v 18). No século anterior a Kardec tudo o que então se conhecia sobre fluidos e como empregá-los estava ligado ao magnetismo (Mesmer), mas, ainda havia muita ignorância sobre o que fossem os fluidos e a forma de sua transmissão. Com a codificação da doutrina espírita por Kardec, podemos entender melhor o processo pelo qual o ser humano influencia e é influenciado fluidicamente pelos planos material e espiritual.

MECANISMO: Irradiamos e recebemos fluidos do meio que habitamos e dos seres encarnados e desencarnados com quem convivemos, numa transmissão natural e automática.

JESUS impunha as mãos nos enfermos e transmitia-lhes os bens da saúde. Ele demonstra nestes atos, todo seu amor e todo seu conhecimento com os desequilíbrios da natureza e os recursos para restaurar a harmonia indispensável. Como nenhum ato do Mestre é destituído de significado, os apóstolos passaram a impor as mãos fraternas em nome do Senhor e assim tornaram-se instrumentos da divina misericórdia. Atualmente, revivendo o cristianismo, temos, de novo, o movimento socorrista do plano invisível através da imposição das mãos. Seria audácia por parte dos novos discípulos a expectativa de resultados tão sublimes quanto os obtidos por JESUS junto aos paralíticos, perturbados e agonizantes. O mestre sabe que estamos aprendendo, mas, a lição que ele nos deixou não pode ser desprezada.

A obra maior através das mãos fraternas deve ter continuidade, pois, onde existir sincera atitude

mental do bem, pode estender-se o serviço providencial de JESUS, pois, o passe, como transfusão de

forças psíquicas, em que preciosas energias espirituais fluem dos mensageiros do CRISTO para doadores e beneficiários, representam a continuidade do esforço do MESTRE para atenuar os sofrimentos do mundo.

O passe, como terapia de amor, está inserido entre os recursos capazes de auxiliar os sofredores,

na medida em que lhes possibilita a absorção de novas energias, capazes de restabelecer o equilíbrio físico, mental e espiritual.

OS FLUIDOS:

I - Fluido cósmico universal: O fluido cósmico universal (FCU) é a matéria elementar primitiva, da qual as modificações e transformações constituem a inumerável variedade de corpos da natureza. Quanto ao princípio universal, ele oferece dois estados distintos: eterização ou imponderabilidade, que se pode considerar como o estado normal primitivo, e o da materialização ou ponderabilidade que é uma conseqüência do primeiro. (gen. XIV – 2). Esse fluido etéreo preenche todo o espaço e penetra os corpos como um imenso oceano. É nele que reside o princípio vital que dá nascimento à vida dos seres e perpetua sobre cada globo. (gen. VI – 17).

II - Princípio vital: É a força motriz dos corpos orgânicos. É um dos elementos necessários à constituição

do universo, mas, tem a sua fonte nas modificações da matéria universal. O princípio vital é o mesmo para

todos os seres orgânicos, porém, sensivelmente modificado segundo as espécies. (l.e. q.64, 66 e 67 a )

COMO SE OPERA A CURA? (Gen. XIV – 31 a 34)

O fluido universal é o elemento primitivo do corpo carnal e do perispírito, que dele não são senão

transformações. Pela identidade de sua natureza, este fluido, condensado no perispírito, pode fornecer ao

corpo os princípios reparadores. O agente propulsor é o espírito, encarnado ou desencarnado, que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância de seu envoltório fluídico. A cura se opera pela substituição de uma molécula sã a uma molécula malsã. O poder curador está, pois, em razão da pureza da substância inoculada. Depende ainda da energia da vontade, que provoca uma emissão fluídica mais abundante, e dá ao fluido uma maior força de penetração; enfim, as intenções que animam aquele que quer curar, quer seja encarnado ou desencarnado. Os fluidos que emanam de uma fonte impura são como substâncias medicinais alteradas. Há pessoas dotadas de uma força tal, que elas operam, sobre certos enfermos, curas instantâneas pela só imposição de mãos, ou mesmo, só por um ato da vontade. Todas as curas deste gênero são variedades do magnetismo e o princípio é sempre o mesmo: é o fluido que desempenha o papel de agente terapêutico, e cujos efeitos estão subordinados as circunstâncias especiais. A ação magnética pode se produzir de várias maneiras:

1 – Pelo fluido magnetizador; é o magnetismo humano;

2 – Pelo fluido dos espíritos agindo diretamente, e sem intermediários;

3 – Pelos fluidos que os espíritos despejam sobre o magnetizador e ao qual este serve de condutor. É o

magnetismo misto, semi-espiritual ou humano-espiritual. O concurso dos espíritos, nestas circunstâncias,

é por vezes espontâneo, mas, o mais freqüentemente, é provocado pelo pedido do magnetizador.

A faculdade de curar por influência fluídica é muito comum, e pode se desenvolver pelo exercício;

mas, a de curar instantaneamente, pela imposição de mãos, é mais rara, e o seu apogeu pode ser considerado excepcional. Uma vez que estas espécies de cura repousam sobre um princípio natural, e que o poder de operá-las não é um privilégio, é que elas não saem da natureza e não têm de miraculosas senão a aparência.

PARA ALCANÇARMOS MELHORES RESULTADOS, É NECESSÁRIO QUE:

1

– O passista use o pensamento e a vontade, captando fluidos e emitindo-os, fazendo-os convergir sobre

o

assistido;

2 – Haja um clima de confiança entre o socorrista e o necessitado formando elo de forças entre eles pelo qual verte o auxílio da esfera superior na medida dos créditos de cada um.

3 – O paciente esteja receptivo afim de que sua mente receba os fluidos restauradores, emanando-os a todas as células do corpo físico.

FATORES QUE LEVAM AO FRACASSO SÃO: descrença, desarmonia do ambiente, falta de equilíbrio, de disciplina e de moral do doente. O sucesso ou o fracasso está relacionado ao merecimento do assistido, da sua fé e da sua necessidade.

PERANTE O PASSE: (LV. CONDUTA ESPÍRITA – 28).

1 – Quando aplicar passes e demais métodos da terapêutica espiritual, fugir a indagações sobre

resultados e jamais temer a exaustão das forças magnéticas. O bem ajuda sem perguntar.

2 – Lembrar-se que na aplicação de passes não se faz precisa a gesticulação violenta, a respiração

ofegante ou bocejo de contínuo, e de que nem sempre há necessidade do toque direto no paciente. A transmissão do passe dispensa qualquer recurso espetacular.

3 – Esclarecer os companheiros quanto à inconveniência da petição de passes todos os dias, sem

necessidade real, para que esse gênero de auxílio não se transforme em mania. É falta de caridade abusar da bondade alheia.

4 – Proibir ruídos quaisquer, baforadas de fumo, vapores alcoólicos, tanto quanto ajuntamento de gente

ou a presença de pessoas irreverentes e sarcásticas nos recintos para assistência e tratamento espiritual.

De ambiente poluído, nada de bom se pode esperar.

5 – Interromper as manifestações mediúnicas no horário de transmissões do passe curativo. Disciplina é alma da eficiência.

6 – Interditar, sempre que necessário, a presença de enfermos portadores de moléstias contagiosas nas

sessões de assistência em grupo, situando-os em regime de separação para o socorro previsto. A fé não exclui a previdência.

7 – Quando oportuno, adicionar aos serviços de passe, o uso de água fluidificada e ou a emissão de força socorrista a distância, através da oração. O bem eterno é benção de DEUS a disposição de todos.

ÁGUA FLUIDIFICADA: A água é dos corpos mais simples e receptivos da terra (Emmanuel). Ela pode adquirir qualidades poderosas e eficientes sob a ação do fluido espiritual ou magnético ao qual ela serve

de veículo ou, de reservatório (Gen. XV – 25). Em espiritismo, denomina-se água fluidificada aquela que

recebeu ação magnética (de encarnado) ou espiritual (de desencarnado), adquirindo propriedades

especiais, de forma a beneficiar a quem a utilize.

TIPOS DE PASSES:

1 – Magnético: Quando ministrado somente com os recursos fluídicos do próprio passista. (magnetismo humano)

2 – Espiritual: Quando ministrado pelos espíritos unicamente com seus próprios fluidos (magnetismo espiritual) sem o concurso de intermediários (médiuns passistas)

3 – Humano-Espiritual: Quando os espíritos combinam seus fluidos com os do passista, dando-lhes

características especiais (magnetismo misto ou humano-espiritual)

4 – Mediúnico: Quando os espíritos atuam através de um médium. Haverá ocasiões em que seja bom e necessário que o passista atue inteiramente mediunizado, mas, nos serviços comuns de passe num Centro Espírita, isso não é aconselhável, porque:

I – Nem sempre o assistido está preparado para presenciar manifestações mediúnicas, podendo se

impressionar mal. II – Poderá causar aos olhos dos assistidos uma diferenciação não desejada entre os passistas,

desnecessária e prejudicial. III – Poderá estabelecer diálogo entre espírito e assistido sem que o dirigente possa controlar e orientar o intercâmbio e analisar a comunicação.

IV – Há tendência de se atribuir ao espírito comunicante uma superioridade que ele não possui. Um

espírito pode ser bom transmissor de energia, mas, não ser um instrutor ou um orientador. V – O assistido pode acostumar-se mal e querer sempre orientação verbal durante o passe. MANIFESTAÇÕES MEDIÚNICAS: Durante a aplicação do passe não é momento adequado para as manifestações mediúnicas. Quem é médium comunicante além de passista tem as reuniões apropriadas para dar passividade aos espíritos comunicantes.

5 – Passe Padronizado: A padronização, tal qual é profusamente conhecida e empregada só tende a criar ritualismos nas casas espíritas e vícios de postura dos médiuns. Afinal, tudo que é ritual, por mais

correto que possa parecer, é antidoutrinário, e, portanto, incorreto no passe espírita. (lv. O Passe – pg. 214 – Jacob Melo) Os passes padronizados e classificados, derivam de teorias e práticas mesméricas, magnéticas e hipnóticas de um passado já há muito superado. Os espíritos elevados recomendam apenas a prece e a imposição de mãos. Toda beleza do passe espírita que provém da fé racional e no poder espiritual desaparece ante as ginásticas pretensiosas e ridículas gesticulações. (José Herculano Pires) 6 – Autopasse: Uma das recomendações básicas que se fazem aos passistas é que estejam equilibrados (espiritual e fisicamente), harmonizados, em boa vibração, para melhor poderem ajudar aos assistidos. Por que isso? Porque nós, como filtros que somos, não devemos contaminar os fluidos que vêm dos planos espirituais em benefício do próximo (passe espiritual) nem comprometer nossos fluidos vitais (passe magnético). Ora, desde que nos sentimos com necessidade de receber o passe é porque não estamos, ainda que momentaneamente, atendendo aqueles requisitos; então, como teríamos condições de filtrar esses fluídos ou reestabilizar os nossos? Apenas por técnicas? Com essas simples observações fica fácil entendermos que não é de boa medida o autopasse com o uso de técnicas, posto que isso fere princípios básicos que tocam o magnetizador. Contudo, o autopasse no sentido espiritual do termo existe. É em tese, o mais simples de todos, mas, em execução, às vezes nem tanto: trata-se da oração, da prece sentida, religiosa, verdadeira, pura e disposição íntima e calma, com a substituição de

possíveis ressentimentos, temores e ódios, por pensamentos de amor, perdão e gratidão

E isso

quem diz é o próprio JESUS que nos ensinou: “Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis, batei e abrir-se- vos-á”, assim apontando-nos a necessidade de uma ação, aliada ao trabalho individual e intransferível.

“Em geral, não é quem ora para si mesmo que é curado. É quem ora pelos outros”.(José Lhomme) “O passe nem sempre é uma oração. A oração, porém, é sempre um passe, um autopasse”. (R Jacinto)

O PASSE IDEAL: O Passe ideal é aquele que nasce do coração. Para que a transfusão fluídica seja

eficiente, é preciso amorosidade de quem oferece, com ressonância na fé e no mérito de quem recebe. Que cada um dê o atendimento com seriedade, use o Evangelho como principal medicação e esteja seguro, que realizará um trabalho que merecerá a aprovação da esfera superior. (O Clarim – set/94)

A PRECE: A prece é uma invocação. Ao fazê-la o homem entra em comunicação pelo pensamento com o ser ao qual se dirige; pode ser para pedir, agradecer ou glorificar. Pode-se orar por nós mesmos, por outras pessoas, pelos vivos e pelos mortos. (E.S.E. – XXVII – 9). Pela prece, o homem atrai para si, o auxílio dos bons espíritos que o vêm sustentar nas suas boas resoluções e lhe inspirar bons pensamentos. A prece, que é um pensamento, quando fervorosa, ardente, feita com fé, produz o efeito de uma magnetização, não só chamando o concurso dos bons espíritos, mas, dirigindo ao doente uma salutar corrente fluídica. (Allan Kardec - Revista Espírita/set/1865) No entanto, a prece deve conter o pedido das graças de que temos necessidade, mas, das autênticas necessidades. É inútil pedir ao Senhor para encurtar nossas provas, para nos dar alegrias e riquezas. Devemos rogar para nos conceder os bens mais preciosos: a paciência, a resignação e a fé.(E.S.E. – XXVII – 22) A forma não é nada, o pensamento é tudo. Cada um deve orar conforme suas convicções e do modo que mais lhe agrade, e que mais vale um bom pensamento do que muitas palavras que não tocam o coração. (E.S.E. – XXVIII –

1).

O

PASSISTA: A vontade é o atributo essencial do espírito encarnado, assim como do espírito errante.

Com a ajuda dessa alavanca, ele age sobre a matéria elementar e, por uma ação consecutiva, reage seus

compostos, cujas propriedades íntimas podem assim ser transformadas. É assim que se explica a faculdade de curar pelo contato e imposição de mãos; faculdades que algumas pessoas possuem num grau mais ou menos elevado. Qualquer pessoa saudável e de boa vontade em auxiliar o próximo pode aplicar o passe, mas, para servir neste campo, de modo efetivo, é preciso que cultive e mantenha algumas condições, quais sejam:

I – Fisicamente: Ter saúde e boa disposição. No passe há contribuição magnética pessoal e do seu estado de saúde dependerão: a quantidade e qualidade dos fluidos que doará. Devem abster-se de aplicar passes, as pessoas com: doenças graves, infecciosas e debilitantes e em desequilíbrio espiritual acentuado.

Não há impedimentos para indisposições ligeiras ou estados crônicos não debilitantes, nem contagiosos, como: dor de cabeça, bronquite, alergias, menstruação, ou menopausa. Cuidados Essenciais:

a) Higiene: Para assegurar a própria saúde e a dos assistidos;

b) Alimentação: Sem excessos, adequada ao organismo; alimentos que ofereçam maior

concentração energética. O excesso de alimentação produz odores fétidos pelos poros, pulmões e boca, prejudicando as faculdades radiantes.

, passista e servem de atração aos maus espíritos. O álcool e outras substâncias tóxicas operam distúrbios nos centros de nervosos, modificando certas funções psíquicas e anulando os melhores esforços na transmissão de elementos regenadores e salutares.

Estes impregnam maleficamente os fluidos do

c) Abolir vícios: Tais como: álcool, fumo, tóxico, etc

d) Evitar atividades esgotantes e excessos desnecessários: no trabalho, esportes, atividade sexual, entre outros, mantendo reserva de energia vital em condições favoráveis para servir.

II – Espiritualmente: Cultivar as virtudes e manter conduta cristã, a fim de produzir bons fluidos e não alterar os que recebem dos bons espíritos. Os cuidados do passista quanto ao espírito, visarão:

a) Sentimento fraterno, sincero desejo de ajudar ao próximo;

b) Fé em si mesmo, na ajuda e no poder divino e na possibilidade de beneficiar com o passe. Domínio sobre si mesmo, sentimentos que se equilibram espontaneamente; apurado amor aos semelhantes, alta compreensão da vida; fé vigorosa e profunda.

c) Reforma íntima buscando sempre se aperfeiçoar moralmente;

d) Equilíbrio emocional para não se desgastar nem perturbar com mágoas excessivas, paixões, ressentimentos, inquietudes, nervosismos, temores; etc

e) Perseverança no trabalho para que os amigos espirituais possam confiar e contar com a nossa pessoa para a tarefa.

III - Intelectualmente: Fazer estudos relacionados aos passes, curas e radiações espirituais, centros de força (localização e função), noções de anatomia (corpo humano) e fisiologia (função dos órgãos), bem como curso básico de espiritismo.

CENTROS DE FORÇA – PLEXOS:

O perispírito rege a atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena, através dos centros de força que são fulcros energéticos que, sob a direção automática da alma, imprimem às células a especialização extrema. Os centros de força, que se localizam no perispírito, têm uma correspondência no corpo humano através dos plexos, que por sua vez, são entrelaçamentos nervosos, que formam uma verdadeira rede e que partem da área medular do sistema nervoso, com exceção de dois, o frontal e o coronário, que se localizam em estruturas dentro da caixa craniana, em correlação a duas importantes glândulas: a epífise e a hipófise. Pensamentos viciados implicam em desarmonias nos centros de força e, conseqüentemente, no

corpo físico. 1 – Centro de força cerebral, contíguo ao coronário, localizado na região frontal, entre as sobrancelhas, ordena percepções que, na vestimenta carnal, constituem a visão, a audição, o tato e a vasta rede de processos da inteligência que dizem respeito à palavra, à cultura, à arte, ao saber.

2 – Centro de força laríngeo, localizado na região da garganta, preside os fenômenos vocais, inclusive as atividades do timo, tiróide e das paratireóides.

3 – Centro de força cardíaco, localizado na região do coração, regula as emoções e os sentimentos e a circulação sangüínea.

– Centro de força esplênico, que no corpo denso está sediado no baço, regula a distribuição e a circulação adequada aos recursos vitais em todos os escaninhos do corpo.

4

5 – Centro de força gástrico, localizado na região do estômago, é responsável pela penetração de

alimentos e fluidos na organização física.

6 – Centro de força genésico, localizado na região do baixo ventre, é onde se localiza o santuário do

sexo, como templo modelador das formas e estímulos.

7 – Centro de força coronário é o órgão de ligação com o mundo espiritual; serve ao espírito para influir

sobre os demais centros de força. É o centro mais significativo pelo seu alto potencial de radiações, pois, é nele que se assenta a ligação com a mente, sede da consciência. Está localizado na região do alto da cabeça. É ele que recebe em primeiro lugar os estímulos do espírito, comandando os demais, vibrando, todavia, com eles em justo regime de interdependência; dele emanam as energias de sustentação do sistema nervos o e suas subdivisões, sendo responsável pela alimentação das células do pensamento e o provedor de todos os recursos eletromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica.

CENTRO DE FORÇAS

PLEXOS

PLEXO

LOCALIZAÇÃO

CENTRO DE FORÇA

Coronário

Alto da cabeça

Coronário Frontal Laríngeo Cardíaco Esplênico (mesentérico) Gástrico Coccígeo (hipogástrico)

Frontal

Fronte

Laríngeo

Garganta

Cardíaco

Sobre o coração

Esplênico

Sobre o baço

Gástrico

Sobre o estômago

Genésico

Baixo ventre

PREPARANDO-SE PARA APLICAR O PASSE:

I – Ambiente: O ambiente deve ser o mais simples possível sem a presença de aparatos espalhafatosos

que chamem a atenção, seja dos passistas ou dos assistidos; luz clara em penumbra para facilitar a concentração e evitar a dispersão; desaconselhável o emprego de luzes coloridas para evitar a conotação pejorativa que isso possa ocasionar. Não descuidar, porém, do conforto mínimo que deve ser oferecido aos assistidos e aos médiuns passistas. Os serviços de passe são conduzidos pelos espíritos com o apoio dos homens, e são eles que:

a)

Preparam o ambiente, a higienização e a ionização da atmosfera, bem antes de os médiuns chegarem a seus postos de trabalho;

b)

Protegem o ambiente, isolando o recinto, para impedir a entrada de sofredores e obsessores;

c)

Possuem os instrumentos fluídicos adequados e radiações necessárias para os processos de cura, para os quais os médiuns colaboram;

d)

Preparam os médiuns para o trabalho, isolando, inclusive, aqueles inabilitados para o serviço;

e)

Isolam assistentes ou colaboradores alcoolizados, para que as toxinas não prejudiquem os demais e o ambiente.

f)

Nessa comunhão entre homens e espíritos, entre gestos, preces e palavras, se não houver amor, pouco se fará!

II Preparo do Passista: Será feito através da:

a) Concentração – O passista deve firmar o pensamento na atividade espiritual que irá desenvolver, no bem que deseja fazer e no amparo que receberá da espiritualidade maior;

b) Oração – A oração é prodigioso banho de forças, tal a vigorosa corrente mental que atrai. Com a

oração, o passista consegue:

1 – Expulsar do mundo interior os sombrios remanescentes da atividade comum da luta cotidiana.

2 – Absorver do plano espiritual superior, substâncias renovadoras, operando-as com eficiência em favor do próximo.

3I

– Atrair a simpatia de veneráveis magnetizadores do plano espiritual.

III

Preparo da Equipe de Passistas: Minutos antes, a equipe deverá preparar-se, já levando em conta

a

preparação individual, com uma prece, uma leitura edificante, preferencialmente de O Evangelho

Segundo o Espiritismo e deverá haver a troca de passes entre a equipe; no entanto, essa troca se torna desnecessária no fim dos trabalhos, pois, os passistas devem manter a concentração e o conseqüente equilíbrio emocional/espiritual. Assimilar os fluidos dos assistidos é sinal de despreparo para a nobre tarefa.

IV – SOBRE O RECEPTOR: Pelo seu estado mental e emocional, o receptor enfermo ou sofredor poderá

ter em relação ao passe, um estado:

Receptivo,

Repulsivo

ou

Neutro.

Por este motivo, o passista deve procurar estabelecer com o receptor, antes do passe, a simpatia possível, animando-o e interessando-o para as coisas espirituais. Orientará em síntese sobre:

1 – Existência dos fluidos e das leis Divinas, permitindo que trabalhemos com eles para aliviar e curar nossos males.

2 – Necessidade da fé, não como atitude mística, mas, como força atrativa e fixadora de boas energias:

FÉ + RECOLHIMENTO + RESPEITO = RECEPTIVIDADE

IRONIA + DESCRENÇA + DUREZA DE CORAÇÃO = REFRATARIEDADE.

3 – Orar, silenciosamente, enquanto recebe o passe, assimilando assim as energias que lhe são

transmitidas.

4 – Beneficência do Passe: O grau dos resultados se fará de acordo com a sua fé, merecimento e

necessidade.

5 – Receptor não deverá conversar com os passistas durante o passe. O silêncio é importante para a concentração.

– Todos os passistas estão bem assistidos espiritualmente, por isso, tanto faz tomar passe com este ou aquele passista.

6

7 – Importante que os assistidos sejam encaminhados primeiramente para as palestras evangélicas que toda casa espírita deve manter, como preparo primeiro para os trabalhos de passe.

POSIÇÃO DO RECEPTOR E DO PASSISTA:

Receptor: Sentado, numa posição respeitosa e que lhe seja confortável, para não prejudicar a concentração e facilitar a circulação da corrente sanguínea, sem contrair músculos, respirando normalmente, mãos apoiadas no joelho e não há necessidade que as palmas estejam voltadas para cima ou para baixo. Passista: Em pé, posição vertical, braços caídos ao longo do corpo, não segurar uma mão com a outra, nem cruzá-las na frente ou atrás do corpo; dedos levemente separados, musculatura relaxada e respiração normal e sem ruídos. Procurar abster-se de usar pulseiras ou colares ou quaisquer objetos que

fiquem tilintando ou que atrapalhem os movimentos e dispersem a concentração. Sacudir Mãos: Muitos passistas imaginam que ao sacudirem as mãos estarão se desfazendo de fluidos negativos pretensamente advindos dos receptores de passes; isso tem efeito psicológico que ajuda a criar

a ilusão de que se pode eliminar algo aderente, capaz de se transferir ou de se ligar. É apenas um efeito

fisiológico, que deve ser deixado de lado, sem qualquer receio; afinal é só mais um ritual. Pernas Ou Braços Cruzados: Segundo José Herculano Pires, as encenações preparatórias: mãos erguidas ao alto e abertas, para suposta captação de fluidos pelo passista; mãos abertas sobre os joelhos, pelos assistidos, pernas e braços descruzados para não impedir a livre passagem dos fluidos, e

assim por diante, só servem para ridicularizar o passe, o passista e o assistido.

APLICAÇÃO DO PASSE:

O passe deve ser um momento de paz, tanto para quem recebe como para quem doa as energias

restauradoras.

O passe começa com o estabelecimento do contato espiritual do passista com o receptor e a

imposição de mãos.

O contato espiritual com o receptor é o processo pelo qual o passista estabelece ligação mental e

fluídica com o receptor, seja com ele presente ou à distância. IMPOSIÇÃO DE MÃOS é o ato onde o passista coloca as mãos acima da cabeça ou de outra parte do corpo do paciente, ou direciona aos órgãos afetados ou centros de força. A imposição de mãos é carregada de fluidos.

SINAIS QUE DENUNCIAM O CONTATO:

No passista: Formigamento da pele, mãos, ondas de calor, palidez, etc. No receptor: Os mesmos sintomas podem ocorrer, e ainda outros como: contrações, estado

sonambúlico, frio, palpitações, tontura, etc

a normalidade.

DURAÇÃO DO PASSE: Não há um tempo estipulado para a duração do passe. Cabe ao passista usar o bom senso e obedecer à inspiração do momento. Na casa espírita, a prática tem revelado que, em média

o passe costuma ser aplicado em cerca de 40 segundos mais ou menos. Não esquecer que o passe demorado acumula mais fluidos, o que pode tornar irritante para alguns

e especialmente no organismo tenro de crianças. Maior ou menor número de receptores não deve influenciar na duração do passe. Empenhar-se em cada um deles com o máximo interesse e espírito de caridade para que o trabalho não resulte em mero automatismo. FINALIZANDO O PASSE: Ao terminar a aplicação do passe, o médium passista, sutilmente, afastar-se-á do receptor, aguardando em silêncio até que toda equipe conclua o seu trabalho, colaborando assim para manter a harmonia do ambiente até o final dos trabalhos. PRECE FINAL: Quer tenham sido amplos ou reduzidos os resultados do passe, nele se tem a oportunidade de servir, em nome de JESUS, com a permissão Divina e ajuda dos bons espíritos. Cumpre, pois, agradecer numa prece, pelo trabalho realizado.

isso, porém, é passageiro e, terminando o passe, voltará

Tudo

RESULTADO DO PASSE: Apesar da ajuda dos bons espíritos, o resultado do passe dependerá sempre das condições do passista e do receptor. Tendo recebido o passe, alguns enfermos se sentem curados, outros acusam melhoras, outros permanecem impermeáveis ao serviço de auxílio. Certo é, porém, que haverá sempre uma recompensa natural para quem recebe e para quem se doa no passe. Dando, recebemos; e geralmente recebemos mais do que damos, porque DEUS é muito generoso. RECOMPOSIÇÃO DO PASSISTA: Na prece final, o passista encontrará ainda, a recomposição natural que acaso necessite, sem ser necessário que alguém lhe aplique um passe para isso. Somente em casos especiais, notando que, por si mesmo, não alcançou a plena recuperação de suas energias ou de seu equilíbrio, é que o passista recorrerá ao auxílio de um passe de recomposição, ministrado por outro (a) companheiro(a) de tarefa. Esforçar-se-á, porém, para evitar que isso se torne preciso. CONVERSAÇÕES: Durante o trabalho de aplicação de passes, evitar conversações desnecessárias, mantendo-se em prece e concentração para a manutenção da harmonia do ambiente.

LOCAIS ONDE SE PODE APLICAR OS PASSES:

1 - No Centro Espírita: O Centro Espírita é um núcleo importante de assistência espiritual para encarnados e desencarnados e conta com:

a – A constante presença, atuação e proteção dos bons espíritos;

b – Maiores recursos e aparelhagens fluídicas. Por isso, é o Centro Espírita o ambiente mais adequado para se aplicar o passe. 2 – Nos lares: O passista poderá aplicar passes em residências, mas, só quando:

a – O enfermo não puder se locomover até o Centro Espírita;

b – Houver sido solicitado pelo próprio enfermo, familiares ou responsáveis; caso contrário, é preferível assistí-lo com radiações à distância. Deve sempre se fazer acompanhar por pelo menos mais um(a) colaborador(a) espírita, pois, caso surjam complicações, uma só pessoa terá dificuldades e se desgastará muito para controlar a situação. 3 – Passe a distância: Desde que haja sintonia entre aquele que o administra e aquele que o recebe. Neste caso, diversos companheiros espirituais se ajustam no trabalho de auxilio, favorecendo a realização, e a prece silenciosa será o melhor veiculo da força curadora. 4 – Em outros locais: As circunstâncias podem nos levar a, eventualmente, aplicar passes em enfermos que se encontrem em outros locais que não o Centro Espírita ou a residência, tais como:

a – Hospitais, onde os enfermos estejam internados. Será necessário, então, respeitar as normas gerais

do hospital (horário, permissão, etc

b – Locais de trabalho profissional, de lazer, etc

se for para atender uma emergência. Nestes casos,

o passista usará de bom senso, a fim de que a tarefa seja executada eficiente e discretamente, de tal

modo que só benefícios proporcione a todos e não venha a se tornar um hábito.

Haverá outros casos em que, se interferir ostensivamente, o passista somente despertará curiosidade em terceiros. Por exemplo: na rua, com pessoas acidentadas ou que sentirem mal súbito, ou

a enfermos que vivem da caridade pública. Melhor, então, será agir com boa vontade, mas, caridosa e

silenciosamente, pedindo a DEUS a cooperação amiga dos bons Espíritos em favor dessas pessoas. Com

a permissão Divina, poderá ajudá-los de modo eficiente, sem aparecer e sem constrangimentos.

).

INFORMAÇÕES ÚTEIS E COMPLEMENTARES:

I – Quem não tem braços ou mãos podem aplicar passe? Sim, pois, o pensamento, a vontade, o

desejo sincero de ajudar, o preparo adequado, são os fatores que contam. A simples imposição, sem o conseqüente apelo às potências divinas, não significa condição preponderante.

II – O toque – O passe é a transmissão de uma força psíquica e espiritual, dispensando qualquer contato

físico na sua aplicação. (O consolador – q.99) III – Passes em roupas e objetos: Como as transmissões anímico-fluídicas pelo passe se dão de perispírito a perispírito, o passe em roupas e objetos rompem essa cadeia, pois, ainda que seja para uso pessoais, suas estruturas moleculares não capturam os vários padrões dos fluidos transfundidos, pelo que não redunda num benefício efetivo ao paciente, senão como espécie de placebo.(lv. O Passe - pg. 253)

IV

Passes em plantas, animais e minerais: Mesmer já afirmava que, depois do homem, os vegetais,

sobretudo as árvores, são os mais suscetíveis de magnetização. Valeria, então, fazer uso do passe para

aplicá-lo nas plantas, animais e vegetais? Importa distingamos bem magnetismo pessoal do passe espírita. Apesar do magnetismo ser

também vinculado através do passe espírita, em face do animismo humano, não podemos cair no extremo

de recomendar passes espíritas para plantas e animais, pois, conforme a própria definição de passe dada

por Allan Kardec, que se dá de perispírito a perispírito, os animais, os vegetais e os minerais não

possuem necessariamente perispíritos, como os nossos e não se teria como justificar tal prática, pelo que definitivamente é desaconselhada. O magnetismo humano resulta não somente das propriedades do corpo, mas, também das faculdades da alma, pelo que não se pode ser confundido o seu emprego.

. Kardec faz o registro das palavras do espírito Erasto:

Diz-se, magnetizou o seu cão. A que resultado chegou? Matou-o. Porquanto, o infeliz

animal morreu, depois de haver caído numa espécie de atonia, de langor, conseqüentes a sua magnetização. Com efeito, saturando-o de um fluido haurido numa essência superior da sua natureza de cão, ele o esmagou, agindo sobre o animal à semelhança de um raio, ainda que mais lentamente. Assim, pois, como não há assimilação possível entre o nosso perispírito e o envoltório fluídico dos animais, propriamente ditos, pois, seriam aniquilados instantaneamente, se os mediunizássemos. Como se vê, a essência superior dos fluidos tem que se comportar com identidade para não produzir distúrbios. (L.m.

XXII/236)

Disso tudo, podemos concluir que o magnetismo puramente físico pode ser transmitido às plantas

e aos animais, desde que dentro de certos padrões e limites; o passe espírita, NÃO! E não se trata de

preconceito ou puritanismo; é que para cada caso existe um correspondente: para o homem existe o médico; para o animal, o veterinário; para o vegetal, o botânico; e para o mineral, o geólogo. Assim, o passe espírita existe para o espírita ou para quem o procura.

O SR.T

V - O MÉDIUM NÃO DEVE APLICAR PASSES QUANDO:

1 – Não se sentir confiante, pois, imerso em vontade duvidosa, fica impossibilitado de obter qualquer

efeito curativo ou mesmo insignificante alívio ao seu pobre assistido;

2 – Estiver nutrindo sentimentos negativos e não conseguir superá-los;

3 – Tiver vícios como o regular uso de alcoólicos, fumo, tóxicos, alimentar-se desregradamente ou usar práticas que promovam desgastes físicos exaustivos e desnecessários;

4 – Submetido a tratamento que prescreva medicamentos controlados, especialmente aqueles que agem

no sistema nervoso central;

5 –Em idade bastante avançada e com visível esgotamento fluídico;

6 – Gestante após o terceiro mês de gravidez.

NÃO HÁ IMPEDIMENTO: Durante a menstruação, e patologias crônicas leves e não contagiosas:

asma, bronquite, enxaqueca, sinusite, hipertensão

, etc.

VI - A COR DA ROUPA: A cor da toalha pouco importa. A cor branca não interessa mais ao ato

mediúnico do que a vermelha, a preta ou qualquer outra cor, obviamente sempre com o uso do bom

senso.

A ROUPA DE VER DEUS (Richard Simonetti)

Vão longe os tempos em que terno e gravata faziam parte do cotidiano masculino. No cinema, nos bancos, no comércio, em reuniões sociais, ninguém estaria “decente” sem a tira de pano ao redor do pescoço, camisa de colarinho duro, convenientemente coberta pelo indefectível paletó.

O rigor era tanto que em alguns locais forneciam-se surradas gravatas, por empréstimo, para os

desleixados. A moda feminina era mais flexível, mas, sempre pautada por vestuário recatado.

Impunham-se saias longas, vestidos sem decotes, ombros cobertos Hoje tais rigores estão superados. Vivendo num país tropical, de tórrido verão, é inconcebível usar tanto pano, com os inconvenientes que

lhe são inerentes: Suor excessivo, calor sufocante, mal-estar, um certo odor que nos fere as narinas

Não obstante, há limites a serem observados.

A pureza exigida é apenas a das intenções. (J. Herculano Pires)

É preciso algum cuidado, evitando converter o espaço urbano em extensão dos campos de nudismo, num

retorno impudente ao naturalismo inocente de Adão e Eva.

Disciplinas devem ser observadas, particularmente nos templos religiosos.

A atenção dos fiéis não pode ser desviada ou perturbada pela exposição dos delicados atributos

femininos ou da desprazível pilosidade masculina. A participação em atividade religiosa é um momento solene. Direta ou indiretamente estamos buscando a comunhão com o Senhor Supremo, Nosso Pai.

É de bom-tom que estejamos convenientemente trajados.

Algumas correntes religiosas até exigem de seus profitentes os mesmos rigores que havia no passado em

relação ao cotidiano: Impõem a “Roupa de ver DEUS”. Há algum exagero. Forçoso reconhecer, entretanto, que algo é inadmissível: Ostentar no recinto consagrado à atividade religiosa a mesma descontração com que comparecemos à praia ou ao balneário.

Esse princípio vale para o Centro Espírita. Nele temos: A escola abençoada

almas

espiritualidade:

hospital das

também o recinto sagrado onde buscamos a comunhão com a

O

A oficina de trabalho

É

O TEMPLO DE NOSSA FÉ.

Imperioso, portanto, que respeitemos o centro espírita e o que ele representa, guardando em suas dependências um cuidado fundamental: SOBRIEDADE NO VESTIR!

NOS SERVIÇOS DE CURA (Bezerra de Menezes / Chico Xavier / “Taça de Luz”)

Não basta rogar ajuda para si. É indispensável o auxílio aos outros. Não vale a revelação de humildade na indefinida repetição dos pedidos de socorro. É preciso não reincidirmos nas faltas.

Não há grande mérito em solicitarmos perdão diariamente. È necessário desculparmos com sinceridade

as ofensas alheias.

Não há segurança definitiva para nós se apenas fazemos luz na residência dos vizinhos. È imprescindível acendê-las no próprio coração. Não nos sintamos garantidos pela certeza de ensinarmos o bem a outrem. È imperioso cultiva-lo por nossa vez. Não é serviço completo a ministração da verdade construtiva ao próximo. Preparemos o coração para ouvi-la de outros lábios, com referência às nossas próprias necessidades, sem irritação e sem revolta. Não é integral a medicação para as vísceras enfermas. É indispensável que não haja ódio e desespero no coração. Não adianta o auxílio do Plano Superior, quando o homem não se preocupa em retê-lo. Antes de tudo é preciso purificar o vaso humano para que se não perca a essência divina. Não basta suplicar a intercessão dos bons. Convençamo-nos de que a nossa renovação para o bem, com Jesus, é sagrada impositivo de vida. Não basta restaurar simplesmente o corpo físico. É inadiável o dever de buscarmos a cura espiritual para a vida eterna.

BIBLIOGRAFIA: Nos domínios da mediunidade (André Luiz)

O

livro dos espíritos / O livro dos médiuns / Estudando a mediunidade (Martins Peralva)

O

evangelho segundo o espiritismo / A gênese / Outras obras citadas ao longo da apostila.

O

passe, seu estudo, suas técnicas, sua prática (Jacob Melo) / Entre o Céu e a terra (André Luiz)

Pontos de vista (Octávio Caúmo Serrano) / Do sistema nervoso à mediunidade (Arý Lex)

O consolador (Emmanuel) / Conduta espírita (André Luiz) / Mecanismos da mediunidade (Martins Peralva)

Obsessão, o passe, a doutrinação (José Herculano Pires) / Reformador no. 2.052 – ano 118 – pg. 77

Preparado por: José Macário da Silva Filho – julho/2007.