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Hidrologia

Ementa

Hidrologia; Ciclo hidrológico e Bacia Hidrográfica; Noções de


climatologia; Precipitação; Interceptação; Evaporação e
Evapotranspiração; Água Subterrânea; Infiltração e escoamento
em meio não saturado; Escoamento; Escoamento Superficial;
Escoamento em Rios e Canais; Funções hidrológicas.
Objetivo Geral

Desenvolver a capacidade do aluno de conhecer e avaliar as variáveis


hidrológicas e seu comportamento no ambiente; bem compreender a
aquisição de dados hidrológicos e análise de séries históricas.

Objetivos Específicos

1. Estudar as principais fases do ciclo hidrológico;


2. Estudar os métodos hidrológicos clássicos;
3. Analisar e interpretar resultados da aplicação dos métodos visando à
modelagem do ciclo hidrológico em suas diversas fases, objetivando a
solução de problemas da Engenharia de Recursos Hídricos.
Conteúdo

1. Conceitos de Hidrologia;
2. Ciclo hidrológico e Bacia Hidrográfica;
3. Balanço hídrico;
4. Noções de climatologia;
5. Precipitação; Métodos para determinação de chuva: Medidores,
Fórmulas empíricas, Mapas, Séries históricas; Tempo de retorno e Tempo
de concentração.
6. Interceptação;
7. Evaporação e Evapotranspiração;
8. Infiltração e escoamento em meio não saturado;
9. Escoamento; Escoamento Superficial; Escoamento em Rios e
Canais; Funções hidrológicas. Vazão - Métodos para determinar:
Fórmulas empíricas, medidores, mapas, séries históricas.
10. Água Subterrânea.
Avaliação

1. Seminário de Temas atuais relacionados à matéria: pesquisa, análise e


discussões, nas seguintes etapas:
1.1 Preparação;
1.2 Desenvolvimento;
1.3 Apresentação de seminário com temas a serem discutidos com o
grupo.
2. Produção de artigo científico.
INTRODUÇÃO

HIDROLOGIA
 A palavra hidrologia deriva das palavras gregas:

HIDOR - Água LOGOS - Ciência

“É
a ciência que estuda a água da terra, sua ocorrência,
circulação e distribuição, suas propriedades físicas e químicas e
suas interações com o meio ambiente, incluindo suas relações
com os seres vivos”

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INTRODUÇÃO
DISTRIBUIÇÃO DA ÁGUA NO PLANETA

Volume total de água - 1,5 X 109 Km³


97,5% nos oceanos
1,8% em geleiras
0,6% nas camadas subterrâneas
0,015% nos lagos e rios
0,005% de umidade no solo
0,0009% em forma de vapor na atmosfera
0,00004% na matéria viva
A quantidade de água doce disponível para consumo
é extremamente escassa
7
INTRODUÇÃO
DISTRIBUIÇÃO DA ÁGUA NO PLANETA

1.386.000.000 km3
Volume Total

10.633.450 km3
Águas Doces subterrâneas
E superficiais

93.113 km3
Águas Doces superficiais

Fonte USGS, 2012


Serviço Geológico Americano 8
Fonte: CPRM
Fonte: CPRM
Fonte:FAO (http://www.fao.org/docrep/005/Y4473E/y4473e08.htm)
INTRODUÇÃO

12
INTRODUÇÃO

13
INTRODUÇÃO

14
INTRODUÇÃO

Hidrologia

Estudam fenômenos da natureza  são aleatórios

Os fenômenos são de baixo controle ou até nulos

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INTRODUÇÃO

Hidrologia aplicada à engenharia

 Conjuga os conhecimentos da mecânica dos fluidos,


hidráulica, meteorologia, estatística e matemática;
 Visa estabelecer relações que determinam as variabilidades
espacial e temporal dos recursos hídricos;
 Visa conceber, planejar, projetar, construir e operar meios
para controle, utilização racional e conservação das águas.

 Soluçõesde problemas que envolvem: Controle do Excesso de


Água, Conservação da Quantidade de Água e Conservação da
Qualidade de Água.
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INTRODUÇÃO

Importância da hidrologia
 Irrigação;

 Drenagem;

 Escolha de fontes de abastecimento de água;


 Projeto e construção de obras hidráulicas;
 Controle da poluição;
 Controle da erosão;
 Uso do solo;
 Aproveitamento hidroelétrico;
Sistemas de previsão e alerta de enchentes;
 Recreação e preservação do meio ambiente;
 Preservação dos ecossistemas aquáticos.
17
INTRODUÇÃO

Importância da hidrologia

18
INTRODUÇÃO

Importância da hidrologia

19
INTRODUÇÃO

Importância da hidrologia

20
INTRODUÇÃO

Hidrologia e Engenharia

Os estudos hidrológicos realizados para empreendimentos de


engenharia de recursos hídricos fornecem respostas a questões
típicas como:

 Trata-se de um planejamento viável técnico, social e economicamente?


 Qual é o volume de água necessário?
 Qual é a disponibilidade de água?
 Quais são os usos prioritários da água?
 As estruturas de controle de cheias estão dimensionadas de forma a minimizar
os riscos de catástrofes associadas a enchentes?
 Qual é a melhor regra operacional para as estruturas hidráulicas existentes?

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INTRODUÇÃO

Conceitos básicos
• Hidrometeorologia: é a parte da hidrologia que trata da água na atmosfera.
• Geomorfologia: trata da análise quantitativa das características do relevo de
bacias hidrográficas e sua associação com o escoamento.
• Escoamento Superficial: trata do escoamento sobre a superfície da bacia.
• Interceptação Vegetal: avalia a interceptação pela cobertura vegetal da bacia
hidrográfica.
• Infiltração e Escoamento em Meio Não-Saturado: observação e previsão da
infiltração e escoamento da água no solo.
• Escoamento em meio saturado: Envolve o estudo do comportamento do fluxo
em aquíferos, camada do solo saturada;

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INTRODUÇÃO

Conceitos básicos

• Escoamento em Rios, Canais e Reservatórios: observação da vazão dos


canais e cursos de água, e do nível dos reservatórios.
• Evaporação e Evapotranspiração: perda de água pelas superfícies livres de
rios, lagos e reservatórios, e da evapotranspiração das culturas.
• Produção e Transporte de Sedimentos: quantificação da erosão do solo.
• Qualidade da Água e Meio Ambiente: trata da quantificação de parâmetros
físicos, químicos e biológicos da água e sua interação com os seus usos na
avaliação do meio ambiente aquático.

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INTRODUÇÃO

Ciclo Hidrológico

“Fenômeno global de circulação fechada


da água entre a superfície terrestre
(continentes e oceanos) e a atmosfera,
impulsionado fundamentalmente pela
energia solar associada à gravidade e à
rotação terrestre.”

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INTRODUÇÃO

Ciclo Hidrológico

 Dentro do interesse mais restritivo da hidrologia, destaca-


se a chamada “parte terrestre do ciclo hidrológico”.
A principal vantagem deste método é que se pode voltar a
atenção para uma extensão limitada de terra (Bacia
Hidrográfica), que constitui a unidade espacial natural da
hidrologia.
À medida que se considera áreas de drenagem menores, o
ciclo hidrológico fica mais caracterizado como um ciclo em
nível local.

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INTRODUÇÃO

Ciclo Hidrológico

26
INTRODUÇÃO

Ciclo Hidrológico

27
INTRODUÇÃO

Conceitos básicos

28
INTRODUÇÃO

29
Processos Verticais

• Precipitação
• Interceptação
• Evapotranspiração
• evaporação
• Infiltração
• Percolação

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Efeitos Antrópicos
• Alterações produzidas pelo homem sobre o ecossistema
pode alterar parte do ciclo hidrológico;
• A nível global: Emissões de gases para a atmosfera produz
aumento no efeito estufa, alterando as condições das
emissões da radiação térmica;
• A nível local: obras hidráulicas atua sobre o rios, lagos e
oceanos; desmatamento atua sobre o comportamento da
bacia hidrográfica; a urbanização também produz
alterações localizadas nos processos do ciclo hidrológico
terrestre.

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Desmatamento

• Efeito global : quando áreas muito grandes como


Amazônia sofrem grande alteração. A tendência é de
redução da precipitação apenas quando todo o
desmatamento ocorre. Ao longo do processo pode
aumentar;
• Efeito local: aumento do escoamento e redução da
evapotranspiração para a mesma precipitação. Função
dos diferentes tipos de uso do solo
• P–E= Q desprezando a variação de
armazenamento. Reduzindo E, aumenta Q.

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INTRODUÇÃO

Consideram-se três ramos do ciclo hidrológico

• Oceânico  objeto da oceanografia


• Aéreo ou atmosférico objeto da
meteorologia
• Terrestre  objeto da hidrologia

33
INTRODUÇÃO

34
INTRODUÇÃO

35
INTRODUÇÃO

Escalas do Ciclo Hidrológico

Vídeo

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INTRODUÇÃO

Ciclo hidrológico urbano

37
INTRODUÇÃO

Ciclo hidrológico urbano

38
INTRODUÇÃO

Impactos sobre o Ciclo Hidrológico

39
INTRODUÇÃO

Impactos sobre o Ciclo Hidrológico

40
INTRODUÇÃO

Artigo

Ciclo Hidrológico em áreas urbanas

41
INTRODUÇÃO

Balanço Hídrico

Designa-se por balanço hídrico a aplicação da equação da continuidade a uma


certa região durante um determinado período de tempo, sendo escrita e função
das variáveis do ciclo hidrológico
INTRODUÇÃO
Balanço Hídrico
O cômputo das entradas e saídas de água de
um sistema - Princípio da Em unidades de fluxo
conservação das massas
P
V
S1 Es Qe  Qs
t
Vs
Ts
Acima da Superfície
Eg
Tg S2
 VS  P  S  ES  TS  I  P  S  ETPS  I
I

Rg
B1

B2
VB Abaixo da Superfície

 VB  I  B  EB  TB  I  B  ETPB
rocha

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INTRODUÇÃO

Variáveis Hidrológicas

As variações temporais e/ou espaciais dos fenômenos do ciclo da água podem ser
descritas pelas variáveis hidrológicas.

Exemplos de variáveis hidrológicas

 o número anual de dias consecutivos sem precipitação, em um dado local


 a intensidade máxima anual da chuva de duração igual a 30 minutos
 a vazão média anual de uma bacia hidrográfica
 o total diário de evaporação de um reservatório

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INTRODUÇÃO

Variáveis Hidrológicas

As flutuações das variáveis hidrológicas, ao longo do tempo ou do espaço, podem


ser quantificadas, ou categorizadas, por meio de observações ou medições, as
quais, em geral, são executadas de modo sistemático e de acordo com padrões
nacionais ou internacionais.

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INTRODUÇÃO

Variáveis Hidrológicas

Por exemplo:

 as variações temporais dos níveis d’água médios diários da seção fluvial de


uma grande bacia hidrográfica podem ser monitoradas pelas médias
aritméticas das leituras das réguas linimétricas, tomadas às 7 e às 17 horas de
cada dia.

 as variações dos totais diários de evaporação de um lago podem ser estimadas


pelas leituras dos níveis de um tanque evaporimétrico local, tomadas
regularmente às 9 horas da manhã.

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INTRODUÇÃO

Variáveis Hidrológicas

As variáveis hidrológicas, por estarem associadas a processos estocásticos, são


descritas por distribuições de probabilidade e consideradas variáveis aleatórias.

Processo estocástico é uma coleção de variáveis aleatórias que, em geral, são


utilizadas para estudar a evolução de fenômenos (ou sistemas) que são observados
ao longo do tempo
Ao conjunto das observações de uma certa variável hidrológica, tomadas em tempos
e/ou locais diferentes, dá-se o nome de amostra, a qual contem um número limitado
de realizações daquela variável.

É certo que a amostra não contem todas as possíveis observações daquela variável,
as quais estarão contidas na população que reúne a infinidade de todas as possíveis
realizações do processo hidrológico em questão.

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INTRODUÇÃO

Séries Hidrológicas

As variáveis hidrológicas e hidrometeorológicas têm sua variabilidade registrada


por meio das chamadas séries temporais, as quais reúnem as observações ou
medições daquela variável, organizadas no modo sequencial de sua ocorrência
no tempo (ou espaço).

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INTRODUÇÃO

Séries Hidrológicas

 Série histórica de dados

Por limitações impostas pelos processos de medição ou observação, as


variáveis hidrológicas, embora apresentem variações instantâneas ou contínuas
ao longo do tempo, ou do espaço, têm seus registros separados por
determinados intervalos de tempo, ou de distância.

Em geral, os intervalos de tempo (ou de distância) entre os registros sucessivos


de uma série temporal são equidistantes, embora possam existir séries
temporais com registros tomados em intervalos irregulares.

49
INTRODUÇÃO

Séries Hidrológicas

50
INTRODUÇÃO

Variáveis Hidrológicas

O objeto principal da hidrologia estatística é o de extrair da amostra, os


elementos suficientes para concluir, por exemplo, com que probabilidade a
variável hidrológica irá igualar ou superar um certo valor de referência.

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INTRODUÇÃO

Séries Hidrológicas

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INTRODUÇÃO

Dados Hidrológicos

Climatológicos, pluviométricos, fluviométricos, evaporimétricos,


sedimentométricos.
(ANA/CPRM, INMET, COPASA/IGAM, CEMIG/IGAM, hidroweb.ana.gov.br)
Variável Característica Unidade
Precipitação Altura mm, cm
Intensidade mm/h
Duração H, min
Evaporação/ETP Intensidade mm/dia, mm/mês
Total mm, cm
Infiltração Intensidade mm/h
Altura mm, cm
Escoamento superficial Vazão l/s, m3/s
Volume m3, 106 m3 , (m3/s).mês
Altura equivalente (Deflúvio) mm ou cm sobre uma área
Escoamento subterrâneo Vazão l/min, l/h, m3/dia
Volume m3, 106 m3

Escalas espaciais: global, continental, regional e bacia hidrográfica


Escalas temporais: hora até vários anos
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INTRODUÇÃO

54
INTRODUÇÃO

55
INTRODUÇÃO

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INTRODUÇÃO

Estudos Hidrológicos

 Baseiam-se em elementos observados e medidos no campo.

O estabelecimento de postos pluviométricos ou fluviométricos


e a sua manutenção ininterrupta são condições necessárias ao
estudo hidrológico.

 Projetos e obras futuras são elaborados com base em


elementos do passado.

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BACIA HIDROGRÁFICA
DEFINIÇÃO

“É a área definida topograficamente, drenada por um


curso d’água ou um sistema conectado de cursos de
água, tal que toda vazão efluente seja descarregada por
uma simples saída.

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BACIA HIDROGRÁFICA

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BACIA HIDROGRÁFICA
DEFINIÇÃO
Microbacia Hidrográfica: área de formação natural, drenada por
um curso d’água e seus afluentes, a montante de uma seção
transversal considerada, para onde converge toda a água da área
considerada (CRUCIANI, 1976; BRASIL, 1987)

 A área da microbacia depende do objetivo do trabalho que se


pretende realizar.

 PEREIRA (1981)

a) Efeito de diferentes práticas agrícolas nas perdas de solo, água e


nutrientes – Área ≤ a 50 ha
b) Estudo de balanço hídrico e o efeito do uso do solo na vazão –
Área ≤ 10.000 ha
c) Estudos com medição de volume e distribuição da vazão – 10.000 ≤
Área ≤ 50.000 ha
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BACIA HIDROGRÁFICA
DEFINIÇÃO

 BORDAS et al. (1985)

a) Microbacias – Área de até 10 ha


b) Minibacias – 10 a 100 ha
c) Sub-bacias – 1.000 a 40.000 ha
d) Pequenas bacias – acima de 400 km²

 COGO (1988) - para fins hidrológicos, são consideradas


ideais as áreas de até 2.500 ha para estimativa de vazão e
volumes totais, podendo chegar aos 25.000 ha.
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BACIA HIDROGRÁFICA
DEFINIÇÃO
 ROCHA (1991)
Bacia Hidrográfica: Área que drena as águas de chuvas por ravinas,
canais e tributários, para um curso principal, com vazão efluente convergindo
para uma saída única e desaguando diretamente no mar ou em um grande
lago.

Sub-bacia Hidrográfica: Mesmo conceito de BH, acrescido do enfoque


de que o deságue se dá diretamente em outro rio.
a) Áreas de drenagem entre 20.000 e 300.000 ha
b) Limite inferior (20.000 ha): equipe de trabalho/ manejo integrado
e/ou gerenciamento (sul do país)
c) Sub-bacias maiores que 300.000 ha, para efeito de planejamento
integrado – divididas em partes

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BACIA HIDROGRÁFICA
DEFINIÇÃO
 ROCHA (1991)

Microbacia Hidrográfica: Mesmo conceito de BH, acrescido do


enfoque de que o deságue se dá também em outro rio, porém a dimensão
superficial da microbacia é menor que 20.000 ha.

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BACIA HIDROGRÁFICA
Classificação dos corpos de água

Classificação dos cursos d’água  importante no estudo das BH é o


conhecimento do sistema de drenagem, ou seja, que tipo de curso d’água
está drenando a região.

Uma maneira utilizada para classificar os cursos d’água é a de tomar


como base a constância do escoamento com o que se determinam três
tipos:

Perenes: contém água durante todo o tempo. O lençol freático mantém


uma alimentação contínua e não desce nunca abaixo do leito do curso
d’água, mesmo durante as secas mais severas.

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BACIA HIDROGRÁFICA
Classificação dos corpos de água

Intermitentes: em geral, escoam durante as estações de chuvas e secam


nas de estiagem. Durante as estações chuvosas, transportam todos os
tipos de deflúvio, pois o lençol d’água subterrâneo conserva-se acima do
leito fluvial e alimentando o curso d’água, o que não ocorre na época de
estiagem, quando o lençol freático se encontra em um nível inferior ao
do leito.

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BACIA HIDROGRÁFICA
Classificação dos corpos de água

Efêmeros: existem apenas durante ou imediatamente após os períodos


de precipitação e só transportam escoamento superficial. A superfície
freática se encontra sempre a um nível inferior ao do leito fluvial, não
havendo a possibilidade de escoamento de deflúvio subterrâneo.

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BACIA HIDROGRÁFICA
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BH

SISTEMA DE DRENAGEM

 Ordem dos cursos d’água

STRAHLER (1957)

1
1
2 3
1
3 3
2

2 1
1 1
1
1

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BACIA HIDROGRÁFICA
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BH

SISTEMA DE DRENAGEM

 Ordem dos cursos d’água

HORTON (1945)

a) Canais de 1ª ordem: não possuem tributários;


b) Canais de 2ª ordem: tem apenas afluentes de 1ª ordem;
c) Canal de 3ª ordem : recebem afluência de canais de 2ª ordem e
podem também receber diretamente canais de 1ª ordem;
d) Canal de ordem u pode ter tributários de ordem u – 1 até 1;
e) A maior ordem é atribuída ao Rio Principal, valendo esta
designação em todo o seu comprimento, desde o exutório da
bacia até sua nascente.
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BACIA HIDROGRÁFICA
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BH

SISTEMA DE DRENAGEM

 Ordem dos cursos d’água

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BACIA HIDROGRÁFICA

RESPOSTA HIDROLÓGICA DE UMA BH

 O papel hidrológico de uma BH é o de transformar uma entrada de


volume concentrada no tempo (precipitação) em uma saída de água
(escoamento) de forma mais distribuída no tempo.

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BACIA HIDROGRÁFICA
RESPOSTA HIDROLÓGICA DE UMA BH

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BACIA HIDROGRÁFICA

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BH

 Uso do Solo
 Tipo do Solo
 Área
 Forma
 Declividade da bacia
 Elevação
 Declividade do curso d’água
 Tipo de rede de drenagem
 Densidade de drenagem
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BACIA HIDROGRÁFICA

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BH

 Divisor superficial (topográfico)


 Divisor freático (altura do lençol freático)
 Divisor geológico (rocha impermeável)

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BACIA HIDROGRÁFICA
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BH

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BACIA HIDROGRÁFICA
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BH

 Dados fisiográficos de uma BH são todos aqueles


dados que podem ser extraídos de mapas, fotografias
aéreas e imagens de satélites;

 Basicamente são áreas, comprimentos, declividades e


coberturas do solo, medidos diretamente ou expressos
por índices;

 De importância em locais onde faltam dados ou em


regiões onde não seja possível a instalação de estações
hidrométricas.

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BACIA HIDROGRÁFICA
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BH

Uso do Solo

Cobertura vegetal  presença de florestas aumenta a interceptação e


evita que o escoamento superficial atinja o solo em um curto espaço de
tempo

Área deflorestada com solo compactado  aumento de enchentes,


escoamento superficial

As florestas tem ação regularizadora nas vazões dos cursos de água, mas
não aumentam o valor médio de vazões.

Em climas secos, a vegetação pode até mesmo diminuí-lo em virtude do


aumento de evaporação.

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BACIA HIDROGRÁFICA
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BH
Tipo do solo

Em qualquer bacia, as características do escoamento


superficial são largamente influenciadas pelo tipo
predominante do solo, devido à capacidade de infiltração dos
diferentes solos, que por sua vez é resultado do tamanho do
dos grãos do solo sua agregação, forma e arranjo das
partículas.

A porosidade afeta tanto a infiltração quanto a capacidade de


armazenamento do solo. A porosidade varia muito de tipo de
solo e pode variar de 1%, enquanto solos orgânicos podem
chegar a ter 80 a 90%.
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BACIA HIDROGRÁFICA
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BH

 ÁREA DE DRENAGEM
 FORMA DA BACIA
 SISTEMA DE DRENAGEM
 RELEVO DA BACIA

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BACIA HIDROGRÁFICA
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BH

ÁREA DE DRENAGEM (ha e/ou km²)

Área da projeção da linha fechada dos divisores de água


em plano horizontal. Quanto maior a área, maior é a
vazão e maior o tempo de resposta. Em geral,
480

49
0

50
0
49
0

47
0

45
0

79
BACIA HIDROGRÁFICA
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BH

ÁREA DE DRENAGEM (ha e/ou km²)

700
700 700
700 700
695 700
695
695 695
700
700
690
690 690
695 690
695

685 680
685 680
70
690 680
0 70
690 680
0
675 685
675 685
680
675 680 680
675 680
685
685
670
680 665 670
680 665

685
685 Divisor de Águas

Exutório 655 660 665 670

Exutório 655 660 665 670

80
BACIA HIDROGRÁFICA
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BH

ÁREA DE DRENAGEM (ha e/ou km²)

81
BACIA HIDROGRÁFICA
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DE UMA BH

ÁREA DE DRENAGEM (ha e/ou km²)

82
Atividade prática
BACIA HIDROGRÁFICA

FIM

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