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FACULDADES INTEGRADAS DE ARIQUEMES

ERENI ROSA DE JESUS

AS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS E OS


DESAFIOS DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO
INFANTIL NO ATUAL CONTEXTO SOCIAL
ARIQUEMES
2011
Ereni Rosa de Jesus

AS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS E OS


DESAFIOS DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO
INFANTIL NO ATUAL CONTEXTO SOCIAL

Artigo apresentado como requisito final para obtenção do título


de Especialista - ao Curso de Pós Graduação – “Lato Sensu” _
Gestão Escolar: Administração, Supervisão e Orientação das -
Faculdades Integradas de Ariquemes – FIAR.

Orientadora: Profª Eliana Diniz da Costa de Sousa

Ariquemes
2011
Ereni Rosa de Jesus

AS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS E OS


DESAFIOS DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL NO
ATUAL CONTEXTO SOCIAL

Artigo apresentado como requisito final para


obtenção do título de Especialista, no programa de
Pós-Graduação “Lato Sensu” em Gestão Escolar:
Administração, Supervisão e Orientação das
Faculdades Integradas de Ariquemes – FIAR, sob
apreciação da seguinte Banca Examinadora:

Aprovado em 02 de dezembro de 2011.

__________________________________________
Profª. Orient.: Eliana Diniz da C. de Sousa
Faculdades Integradas de Ariquemes – FIAR

__________________________________________
Profª. Especialista Andreza F. de Souza
Faculdades Integradas de Ariquemes – FIAR

__________________________________________
Profº. Mestre Irineo Marcon
Faculdades Integradas de Ariquemes – FIAR

Ariquemes
2011
Não existe alguém
que nunca teve um professor na vida,
assim como não há ninguém
que nunca tenha tido um aluno.

Se existem analfabetos,
provavelmente não é por vontade dos professores.

Se existem letrados,
é porque um dia tiveram seus professores.

Se existem Prêmios Nobel,


é porque alunos superaram seus professores.

Se existem grandes sábios,


é porque transcenderam suas funções de professores.

Quanto mais se aprende, mais se quer ensinar.

Quanto mais se ensina, mais se quer aprender.

IÇAMI TIBA
AS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS E OS DESAFIOS DO PROFESSOR
DE EDUCAÇÃO INFANTIL NO ATUAL CONTEXTO SOCIAL1

Esp. Eliana Diniz da Costa de Souza2


Ereni Rosa de Jesus3

RESUMO

Com o presente trabalho a partir do tema proposto, pretende-se proporcionar uma reflexão acerca
das políticas públicas educacionais e os desafios do profissional docente de educação infantil neste
atual contexto social. Apresentar uma breve reflexão na linha do tempo, sobre a história da educação
infantil, apreciando as políticas públicas no tocante a educação infantil a partir da década de 1980,
apontando os desafios da educação infantil: da formação profissional às práticas pedagógicas para
um ensino-aprendizagem de qualidade. É uma pesquisa de caráter qualitativo, usando-se a técnica
de leitura reflexiva e pesquisa bibliográfica relevantes no âmbito das políticas públicas nacionais e
municipais, apresentando fatores que contribuem para a qualidade do ensino-aprendizagem nesta
faixa etária, a luz dos teóricos defensores da formação permanente e continuada do docente da
Educação Infantil, em prol da qualidade educacional, apontando uma aprendizagem significativa.
Como resultado, espera-se que esta pesquisa venha colaborar com a mudança de visão sobre as
políticas públicas e as práticas pedagógicas, nesta etapa da Educação Básica, pois, de fato um
ensino-aprendizagem com qualidade neste nível de ensino, só será possível com profissionais
formados em graduação e com especialização para atuação na docência da Educação Infantil.

PALAVRAS-CHAVE: Educação Infantil; Políticas Públicas; Formação profissional;


Ensino-aprendizagem.

ABSTRACT

With this work from the theme, is intended to provide a discussion about public policy and educational
challenges of the teaching profession early childhood education in this current social context. Provide
a brief reflection on the timeline on the history of early childhood education, assessing public policies
regarding early childhood education from the 1980s, noting the challenges of early childhood
education: vocational training pedagogical practices for teaching and learning of quality. It is a
qualitative study, using the technique of reflective reading and literature in the context of relevant
national policies and local, with factors that contribute to the quality of teaching and learning in this age
group, the light of theoretical training advocates permanent and continuing the teaching of early
childhood education, for the quality of education, pointing to a significant learning. As a result, it is
expected that this research will collaborate with the change of view on public policy and teaching
practices at this stage of basic education, because in fact a quality teaching and learning with this level
of education will only be possible with trained in graduate and professional expertise to work with the
teaching of early childhood education.

KEY-WORDS: Early Childhood Education; Public Policy; Training, Teaching and


learning.
1
Artigo apresentado como requisito final para obtenção do título de Especialista - ao Curso de Pós
Graduação – “Lato Sensu” _ Gestão Escolar: Administração, Supervisão e Orientação;
2
Orientadora e docente das Faculdades Integradas de Ariquemes – FIAR;
3
Discente do Curso de Pós Graduação – “Lato Sensu” _ Gestão Escolar: Administração, Supervisão e
Orientação das - Faculdades Integradas de Ariquemes – FIAR. Profª Federal aposentada; Formada
em Pedagogia pela Fundação Universidade de Tocantins - UNITNS em 2010. E-mail:
ereni100@hotmail.com
INTRODUÇÃO

Os avanços na Educação brasileira se acentuam com a Lei 9394/96 e com


ela, se estabelece a Educação Infantil como Primeira Etapa da Educação Básica,
incumbindo aos municípios à responsabilidade de sua organização e implantação
deste nível de ensino. Neste contexto, um paradigma social educacional ocorreu a
partir da década de 80, desde os desafios da educação infantil: da formação
profissional às práticas pedagógicas para um ensino-aprendizagem de qualidade.
Mediante as mudanças que ocorrem na sociedade, a profissão docente
tornou-se tema de discussões e reflexão a respeito da atuação desse novo perfil do
profissional no mercado de trabalho, portanto o objeto de estudo deste artigo motiva-
se pelo fato da necessidade de melhorias no âmbito da oferta e realização do
ensino-aprendizagem na primeira etapa da Educação Básica que se considera os
pilares de sustentação da formação do indivíduo para a cidadania.
Neste presente trabalho a partir do tema proposto, pretende-se proporcionar
uma reflexão acerca das políticas públicas educacionais. Apresentar uma breve
reflexão na linha do tempo, sobre a história da educação infantil, apreciando as
políticas públicas no tocante a educação infantil a partir de década de 1980,
apontando os desafios da educação infantil: da formação profissional às práticas
pedagógicas para um ensino-aprendizagem de qualidade. Apresentará uma breve
conceituação acerca das políticas públicas nacionais e municipais no tocante a
Educação Infantil com relevantes reflexões apresentando fatores que contribui para
a qualidade do ensino-aprendizagem nesta faixa etária, conforme teóricos,
defensores da formação permanente e continuada do docente da Educação Infantil,
em prol da qualidade educacional, apontando uma aprendizagem significativa.
Contamos nesse momento com um contexto nacional propício para as
transformações tão necessárias das práticas educativas, que exigem do professor
uma nova postura, construído num processo de formação reflexivo e continuado, a
partir da nova L.D.B.E.N. (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) e de
resultados das práticas inovadoras necessárias em muitos municípios brasileiros.
Na LDB percebe-se uma série de avanços, entre outros, à formação do
professor, como exigências necessárias à qualidade do ensino, com isso
desenvolvendo, competência e a valorização dos profissionais da educação.
Visando o crescimento e a evolução do conhecimento científico, torna-se
importante este trabalho, pois conforme leituras reflexivas acerca do tema proposto,
nota-se que há no Brasil e neste município, uma meta a alcançar, segundo o PNE-
Plano Nacional de Educação Nacional, que seria de 80% para as crianças da pré-
escola e 50% para as creches.
Percebe-se, necessidades de políticas publicas à formação de profissionais
que possam ministrar aulas de qualidades nas escolas de Educação Infantil e assim
conseqüentemente se alcançar um bom resultado no ensino-aprendizado neste nível
de ensino da Educação Básica, conforme as metas do Plano Nacional da Educação
– PNE, (2001, p. 101) para a formação dos docentes.
Para tal, busca-se embasamento na Lei de Diretrizes e Base da Educação
Nacional LDB 9394/06, no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil –
RCNEI, (Brasil, 2006), nos Parâmetros Curriculares Nacionais, PNE e PME.
Fundamenta-se também esse trabalho, no tocante a formação inicial e continuada
profissional da Educação Infantil, e a importância da qualidade do ensino-
aprendizagem nessa primeira etapa da Educação Básica, segundo leituras e
reflexões acerca do tema, na visão dos teóricos tais como: Libâneo, Freire, Kramer,
Nunes e Paganotti e outros afins.
Um ensino-aprendizagem com qualidade neste nível da educação, só será
possível com profissionais formados em graduação e com especialização para tal
profissionalização segundo as teorias especificas relacionada ao tema, neste
contexto, pretende-se analisar o processo de socialização da pré-escola por meio da
sua participação e inserção nas mais diversificadas práticas sociais, culturais,
étnicas e religiosas, onde as crianças dessa faixa etária sintam-se acolhidas,
protegidas e amadas por todos os membros da instituição escolar.
Segundo Paganotti, (2010, p.71) em entrevista à revista Nova Escola, para
atuar na Educação Infantil exige uma postura profissional de qualidades. Ele nos
aponta que: “Não bastam atenção, paciência e boa vontade. É preciso reforçar o
saber específico que o profissional possui: o conhecimento didático e o controle das
ferramentas pedagógicas, algo que se constrói não apenas na graduação, mas ao
longo de toda trajetória profissional”.
Espera-se que esta pesquisa venha colaborar com um novo olhar a partir
dos novos paradigmas educacionais do ensino na Educação Infantil e dos desafios
que esta profissão exige neste atual contexto social.
7

1. NOVOS PARADIGMAS EDUCACIONAIS A PARTIR DA DÉCADA DE 1980

1.1 AS POLÍTICAS PÚBLICAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL.

No Brasil, a partir da década de 1980, no auge do processo de


redemocratização do país, o campo da Educação Infantil ganhou um grande
impulso, tanto no plano das pesquisas e do debate teórico, quanto no plano legal,
propositivo e de intervenção na realidade do atual contexto social.
Segundo Kramer:

No Brasil, as lutas em torno da Constituinte de 1988, do Estatuto da Criança


e do Adolescente e da Lei Federal 9394/96, e as discussões em torno da
atuação do Ministério da Educação nos anos de 1990 são parte de uma
história coletiva de intelectuais, militantes e movimentos sociais. [...] As
políticas públicas estaduais e municipais implementadas na década de 1980
beneficiaram-se dos questionamentos provenientes de enfoques teóricos de
diversas áreas do saber; de processos mais democráticos desencadeados
na conjuntura política que estava em vias de se consolidar e que se
concretizava, entre outras formas, pela volta às eleições para governos
estaduais e municipais nos anos de 1980; da procura de alternativas para a
política educacional que levasse em consideração os enfoques que
denunciavam as conseqüências da diversidade cultural e lingüística nas
práticas educativas. (KRAMER, 2006, p 3).

Fazendo uma breve reflexão na linha do tempo sobre a história da educação


infantil, vê-se a primeira menção da Educação Infantil na legislação educacional
brasileira na Lei nº 5.692/71, de maneira bastante vaga, onde descreve que “os
sistemas de ensino velarão para que as crianças de idade inferior a sete anos
recebam conveniente educação em escolas maternais, jardins de infância e
instituições equivalentes”.
Na Constituição de 1988, ocorreu nova dimensão às creches, onde passaram
a ser reconhecidas como direito da criança e dever do Estado e cumpridas nos
sistemas de ensino mediante garantia, conforme consta o inciso IV do art. 208
(1988) que o dever do Estado com a Educação será efetivado mediante garantia de
(...). “Atendimento em creche e pré-escola, às crianças de zero a seis anos de
idade”.
Em 1990 o Estatuto da Criança – ECA endossa os direitos da criança citada
na constituição de 1988. Contudo ainda, após a vigência da Constituição de 1988,
as creches continuaram a funcionar como assistência social por determinação do
8

repasse de recursos como responsabilidade da assistência social. Sua inclusão na


área educacional se deu, de forma mais efetiva, a partir da LDB, inclusive, marcando
prazo à integração nos sistemas de ensino, conforme art. 89, (Brasil, 1996) “As
creches e pré-escolas existentes ou que venham a ser criadas deverão, no prazo de
três anos, a contar da publicação desta lei, integrar-se ao respectivo sistema de
ensino” Esta Lei estabelece a Educação Infantil como a etapa inicial da Educação
Básica.
Em 2001 o PNE – Plano Nacional da educação vem dar prazo de cinco anos
para o país ter 80% das crianças na pré-escola e 50% e nas creches, (BRASIL,
2001, p. 42).
No MEC em 2006, cria-se o COEDI – Coordenadoria de Educação Infantil,
que procurou desenvolver pesquisas e publicações garantindo os direitos da criança
de até 6 anos de idade a uma educação de qualidade, com isso,é lançado os
Referencial Nacional para a Educação Infantil, que reforça o direito a cidadania
desta faixa etária.

Na condição de primeira etapa da Educação Básica, imprime-se uma outra


dimensão à Educação Infantil, na medida em que passa a ter uma função
específica no sistema educacional: a de iniciar a formação necessária a
todas as pessoas para que possam exercer sua cidadania. [...] evidencia a
necessidade de se tomar a criança como um todo para promover seu
desenvolvimento e implica compartilhamento da responsabilidade familiar,
comunitária e do poder público. (BRASIL – PNQEI, 2006, v. I,p. 32).

Em 2007 com a Lei do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da


Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB se
inicia o repasse de verbas aos municípios, onde estes aumentam o número de
instituições, definem metas e investem na formação docente. Neste documento fica
explicado que:

O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de


Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB foi criado pela
Emenda Constitucional nº 53/2006 e regulamentado pela Lei nº 11.494/2007
[...] É um fundo especial, de natureza contábil e de âmbito estadual (um
fundo por estado e Distrito Federal, num total de vinte e sete fundos),
formado por parcela financeira de recursos federais e por recursos
provenientes dos impostos e transferências dos estados, Distrito Federal e
municípios, vinculados à educação por força do disposto no art. 212 da
Constituição Federal. Independentemente da origem, todo o recurso gerado
é redistribuído para aplicação exclusiva na educação básica.
(BRASIL/FNDE, 2011, p. on-line).
9

A Educação neste âmbito se fortalece ainda, com a Resolução nº 5, de 17 de


dezembro de 2009, onde determina as novas Diretrizes Curriculares da Educação
Infantil, nos artigos do 2º ao 5º, “reúnem princípios, fundamentos e procedimentos
definidos [...] para orientar as políticas públicas na área e a elaboração,
planejamento, execução e avaliação de propostas pedagógicas e curriculares”.
O MEC em 2010 reforça a implantação das Diretrizes Curriculares de
educação Infantil, com referenciais mais detalhados aos educadores em questão,
com a Resolução nº 1, de 10 de março 2011. De acordo com esta Resolução em
vigência, os municípios estão adequando este nível de ensino, implantando os
Projetos Político Pedagógicos nas escolas de Educação Infantil, conforme art. 2º,
“Para funcionar, as unidades de Educação Infantil que integram o sistema federal
devem ter um projeto pedagógico que: I – considere as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Infantil”.
Desta forma ao atender os níveis de ensino, formada pela: Educação Infantil.
Ensino Fundamental e Médio e Ensino Superior, sendo a Educação Infantil a I
Etapa da Educação Básica, de responsabilidade dos municípios, (BRASIL, 2006,
artigo11 parágrafo V). “oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e,
com prioridade, o ensino fundamental”.
No tocante aos avanços referentes à formação do novo profissional da
Educação Básica, conforme a LDB em seus artigos: 61 a 63 asseguram a formação
docente para atender os objetivos dos diferentes níveis de ensino, também a
Educação infantil. “Os institutos superiores de educação manterão: I – cursos
formadores de profissionais para a educação básica, inclusive o curso normal
superior, destinado à formação de docentes para a educação infantil e para as
primeiras séries do ensino fundamental;”. (BRASIL, 2006). Sendo que, ainda em
2006, se constitui novas diretrizes à formação profissional, através da Resolução
CNE/CP Nº 1, de 15 de maio de 2006, no seu art. 9º se regulamenta os cursos de
normal superior em curso de licenciatura de pedagogia, a saber:

Art. 9º Os cursos a serem criados em instituições de educação superior,


com ou sem autonomia universitária e que visem à Licenciatura para a
docência na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental,
nos cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal, de Educação
Profissional na área de serviços e apoio escolar e em outras áreas nas
quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos, deverão ser
estruturados com base nesta Resolução. (BRASIL, 2006, p. 2)
10

1.2 AS POLÍTICAS PÚBLICAS A PARTIR DO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO


– PME/ARIQ./RO E DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA EDUCAÇÃO
INFANTIL

Diante dos avanços educacionais, a profissão docente vem sendo propósito


de estudos, haja vista as mudanças que ocorrem na sociedade e sobre os desafios
deste profissional na educação infantil, onde as LDB e PNE estabeleceram prazos
para a formação docente de maneia a tender os níveis de ensino na Educação
Básica, sendo fortalecido a nível municipal, a partir da Lei do FUNDEB.
As políticas públicas a nível nacional e municipal, neste período vêm se
inovando e dando atenção ao desenvolvimento da Educação Infantil e a formação
de profissionais para atuar neste nível de ensino, segundo o Artigo 21, § 1 o da Lei
do FUNDEB “Os recursos poderão ser aplicados pelos Estados e Municípios
indistintamente entre etapas, modalidades e tipos de estabelecimento de ensino da
educação básica nos seus respectivos âmbitos de atuação prioritária, conforme
estabelecido nos §§ 2º e 3º do art. 211 da Constituição Federal. ” (BRASIL/FNDE,
2011, p. on-line). Analisa-se o Plano Municipal de Educação - PME, de Ariquemes
e nota-se, que as políticas públicas voltadas para a Educação Infantil se encontram
em fase de estruturação, adequação as estruturas físicas das instituições
municipais, implantação do Projeto Político Pedagógico - PPP, oportunizando
estudos de formação continuada através do PROINFANTIL – Programa de
Formação Inicial para Professor em exercício na Educação Infantil, aos docentes
nesta etapa da Educação Básica, que em sua maioria não são qualificados em nível
superior.
Conforme demonstrativo do Plano Municipal de Ariquemes:

13. Além da estrutura, outro aspecto verificado diz respeito à formação


inicial dos professores. Uma parceria do governo municipal, estadual e
federal, tem contribuído com a qualificação da política de formação, por
meio do Programa de Formação Inicial para Professores em Exercício na
Educação Infantil – PROINFANTIL, desde 2005. Por meio de tal programa,
em 2007, 23 (vinte e três) professores de instituições públicas municipais e
conveniadas foram habilitados para atuarem como professores da
Educação Infantil. (ARIQUEMES, 2010).

Segundo os dados coletados a partir do PME aprovado em 2010, há em


Ariquemes, um número expressivo de crianças a espera de vaga na educação
infantil, conforme demonstrativo na tabela abaixo:
11

Tabela 11 - População por Faixa Etária, Crianças Atendidas e Demanda


Crianças Crianças fora da Demanda Não solicitação de
Matriculadas Escola vagas
por vagas

Faixa Etária População N°. Percentual N°. Percentual N°. Percentual N°. Percentual

0 a 3 anos 5.834 726 12,44% 5.108 87,55% 1.945 38,07% 3.163 61,92%
(creche)

4 e 5 anos 3.603 1.971 54,70% 1.632 45,29% 890 54,53% 742 45,46%
(pré-escola)

TOTAL 9.437 2.697 28,57% 6.740 71,33% 2.835 42,06% 3.905 57,93%

Fonte: População – Censo IBGE/2007; Matrículas – Censo Escolar INEP/2008; Demanda – Censo da Educação
Ariquemes/2008/PME/2010.

Relatos no Plano Nacional de Educação - PNE, instituído em 2001,


estabeleceu metas de políticas públicas para o atendimento neste nível de ensino e
ainda garantir formação de professores em um prazo de cinco anos:

17) Garantir que, no prazo de 5 anos, todos os professores em exercício na


educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental,
inclusive nas modalidades de educação especial e de jovens e adultos,
possuam, no mínimo, habilitação de nível médio (modalidade normal),
específica e adequada às características e necessidades de aprendizagem
dos alunos.
18) Garantir, por meio de um programa conjunto da União, dos Estados e
Municípios, que, no prazo de dez anos, 70% dos professores de educação
infantil e de ensino fundamental (em todas as modalidades) possuam
formação específica de nível superior, de licenciatura plena em instituições
qualificadas. (BRASIL - PNE - 2001, p. 101).

No atual momento, relatos no PME/Ariquemes mostram que dos 37


professores municipais, 14 ainda não concluíram os estudos do PROINFANTIL,
sendo que 67% destes ainda não possuem habilitação mínima, ou seja, alguns
possuem apenas o Ensino Fundamental.

[...] Atualmente, este mesmo programa atende a 14 (catorze) professores


que serão formados no final de 2009 e 9 (nove) que concluirão em meados
de 2011. 67% (sessenta e sete por cento) dos professores que cursam o
PROINFANTIL são provenientes de instituições conveniadas, nas quais
60% (sessenta por cento) dos professores que atuam em salas de aula,
ainda estão sem habilitação mínima (magistério) e, o que é mais grave
ainda, alguns possuem apenas o Ensino Fundamental.
14. Dos professores que atuam em salas de Educação Infantil, nas
instituições públicas municipais, 65% (sessenta e cinco por cento) possuem
habilitação mínima exigida por lei – Normal a nível médio/Magistério. Os
35% (trinta e cinco por cento) não habilitados cursam o PROINFANTIL ou
cursos de graduação como no caso de alguns estagiários cuja contratação
foi adotada a partir da falta de profissionais no quadro (ARIQUMES -, 2010).
12

Estes dados revelam a importância de um plano de melhoria no tocante à


oferta de concursos e contratação de profissionais especializados, bem como de
formação continuada, pois os PCQEI ( BRASIL, 2006), apontam que “em
decorrência da inserção da Educação Infantil na Educação Básica, a formação
exigida para o profissional que atua com essa faixa etária passa a ser a mesma
daquele que trabalha nas primeiras séries do Ensino Fundamental”, e ainda garantir
oportunidades de curso de graduação em pedagogia, com ênfase para a Educação
Infantil, com isto garantir a qualidade do trabalho realizado nesta primeira etapa da
Educação Básica, onde possa acontecer um ensino e aprendizagem com qualidade.

1.2.1 O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO COMO IDENTIDADE DA ESCOLA


DE EDUCAÇÃO INFANTIL

Legalmente, as instituições de Educação Infantil, tanto públicas como


privadas, ou, as de outros níveis de ensino, devem ter um documento que norteie o
funcionamento global de sua ação educativa e que dê identidade ao seu trabalho.
Sendo, portanto, o Projeto Político Pedagógico - PPP, um texto organizador,
formulado para atender ao contexto ao qual se destina, a partir das concepções, dos
sonhos e das intenções daqueles que o projetam em consonância com as normas e
diretrizes educacionais em vigência.
O PPP é o documento que norteia todas as ações educativas da escola; foi
instituído como elemento essencial à escola no artigo 12, inciso I, da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação, Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Segundo
mérito da LDB, o PPP deve ser construído em um processo participativo e estar em
constante aperfeiçoamento, pois é considerado um instrumento indispensável à
melhoria da qualidade de ensino. Portanto o PPP é o grande responsável pela
dinâmica de funcionamento da escola, das ações educativas, das avaliações
educacionais e da qualidade do ensino aprendizado que se almeja, em qualquer
nível educacional.
O conceito e a finalidade do PPP são afirmados, segundo Vasconcellos
como:
13

O Projeto Político-Pedagógico é o plano global da instituição. Pode ser


entendido como a sistematização, nunca definida, de um processo de
planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada,
que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar, a partir
de um posicionamento quanto à sua intencionalidade e de uma leitura da
realidade. Trata-se de um importante caminho para a construção da
identidade da instituição. É um instrumento teórico-metodológico para a
intervenção e mudança da realidade. (VASCONCELLOS, 2007, p. 17),

Este documento é, portanto, um elemento de organização e integração da


atividade prática da instituição em seu processo de transformação, sendo que o
processo de elaboração do PPP é apenas uma primeira etapa, que será completada
com o processo de desenvolvimento e efetivação na prática, efetivação esta, que
não deverá se limitar a uma aplicação automática, mas sim, proporcionar a
comunidade educativa em todas as suas dimensões, inúmeras possibilidades de
inovação.
Esta efetivação precisa de constantes reflexões e, muitas vezes, mudanças
desafiadoras. Isso porque um PPP não se esgota no momento em que é colocado
no papel. Assim sendo, neste novo contexto social de inovação das políticas
públicas acerca da Educação Infantil, é que as escolas necessitam reverem sua
identidade.
Vasconcellos (2007, p. 17) afirma que este documento se constitui na
“sistematização, nunca definitiva”, de um processo de planejamento participativo,
que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que define claramente o tipo de
ação educativa que se quer realizar.
São objetivos e metas do PME de Ariquemes, proporcionar as instituições à
construção deste documento, a saber:

14. Objetivo/Meta. Assegurar que todas as instituições de Educação


Infantil, públicas e privadas existentes elaborem, avaliem e implementem,
até 2010, o Projeto Político Pedagógico - PPP com a participação da
comunidade escolar. Ação Elaboração e implementação do PPP, com a
participação do Conselho Municipal de Educação - CME, Conselho Escolar
e envolvimento da comunidade escolar e local até 2010 (ARIQUEMES,
2010).

Nota-se que o projeto deve ser um instrumento de participação coletiva que


integra ações diversas provoca a busca de soluções alternativas para diferentes
momentos do trabalho administrativo-pedagógico, desenvolvendo o sentimento de
fortalecimento da instituição escolar.
14

2. OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL E: DA FORMAÇÃO ÀS PRÁTICAS


PEDAGÓGICAS PARA UM ENSINO - APRENDIZAGEM DE QUALIDADE

2.1 O DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E SUA FORMAÇÃO INICIAL E


CONTINUADA

Atualmente vivem-se tempos de reflexão e estudos, porque não dizer, de


construção de conceitos sobre a formação necessária ao professor que trabalha
com crianças da creche e pré-escola. A questão da formação dos professores é um
assunto de destaque nos estudos educacionais.
Conforme demonstrado pelo o INEP (BRASIL, 2003, p. 22) as “Estatísticas
dos Professores no Brasil”, o maior número de professor na Educação Infantil –
Creches, somente, possuem o nível médio.

Tabela 14 – Percentual de funções docentes em Creche por grau de formação –


Brasil e Regiões – 2002
Grau de Formação
Unidade Fundamental
Geográfica Médio Superior
Incompleto Incompleto
Completo Completo
Completo Completo
Brasil 5,3 8,7 71,3 14,7
Norte 4,6 10,1 81,9 3,4
Nordeste 5,5 10,5 76,6 7,4
Sudeste 4,7 6,6 69,7 19,0
Sul 6,4 10,8 67,8 15,0
Centro-Oeste 4,8 6,5 68,7 20,0
Fonte: MEC/Inep, 2002.

Na década de 1990, segundo o Referencial curricular nacional para a


Educação Infantil, depois de muitos estudos, chegou-se a um consenso sobre a
necessidade da revisão da formação dos professores da Educação Infantil, “uma vez
que uma grande parte dos profissionais que atuam diretamente com as crianças nas
creches e pré-escolas do país ainda não tem formação adequada” (Brasil, 1998, p.
39). O mesmo documento afirma que essa constatação veio acompanhada de
muitas outras pesquisas e preocupações no que diz respeito à formação profissional
de professores para atuar neste ensino, “A constatação dessa realidade nacional
diversa e desigual, [...] A formação de um novo profissional para responder às
demandas atuais de Educação da criança de 0 a 6 anos de idade”.
15

Machado (2002, p. 113), salienta que tanto a Constituição Federal quanto a


Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional são “marcos históricos, conceituais
e simbólicos, no sentido de ver a criança como o sujeito de direitos e propor a
igualdade de oportunidades para uma educação de qualidade”.
Sabe-se que sendo a Educação Infantil a base da Educação básica se
considera que a criança tem direitos de ter uma educação de qualidade e que há
uma necessidade de repensar a formação melhor e mais adequada para os
professores da Educação Infantil, de forma a oferecer tal qualidade.
Ainda, referindo-se a respeito da formação de profissionais da educação, de
modo a atender aos objetivos dos diferentes níveis e modalidades de ensino e às
características de cada fase do desenvolvimento do educando, a LDB (BRASIL,
1996), aborda no título VI, “Dos Profissionais da Educação nos art. 61 e art. 62 que
trata especificamente da Formação de docentes para atuar na Educação Básica”.
De acordo com Gatti (1997, p. 17), muitos educadores analisaram a LDB. “O
texto da lei é ao mesmo tempo amplo e flexível. E quanto à carreira do docente, de
um modo geral, a LDB incorpora os principais pontos e condições para um exercício
profissional digno”. Referindo-se esse documento, o MEC (2006) reafirma a
importância da formação dos professores da Educação Infantil dar-se de modo
sólido, de forma a aumentar a qualidade da educação praticada nessa esfera no
país e principalmente nos municípios. Percebe-se que a formação desses
profissionais não é vista apenas como uma obrigação do docente, mas tida como
direito, adquirido com anos de discussões e reflexões.
Nota-se, grandes avanços quanto à qualificação dos profissionais que atuam
na Educação Infantil através dos programas ofertados pelo governo nos últimos
anos e, consequentemente, a melhoria na qualidade de ensino, principalmente na
pré-escola, onde essas crianças são preparadas para ingressar no primeiro ano do
Ensino Fundamental. Para que esse objetivo seja realmente alcançado nota-se que
há um longo caminho a percorrer, pois, de acordo com a matéria publicada na
revista Nova Escola (2011, p. 26). Segundo dados do Censo Escolar 2009. “O Brasil
tem 39,4 mil profissionais leigos atuando na Educação Infantil”.
Neste contexto afirma Gomes:
16

Em um momento em que a educação infantil se firma como porta de entrada


da educação básica, direito da criança e opção da família, ações que
promovam a socialização profissional de educadoras em creches e pré-
escolas podem colaborar para o avanço de conquistas duramente
alicerçadas no âmbito legal, sobretudo quando se levam em conta
pesquisas que apontam um quadro de insuficiências na formação inicial e
contínua dos profissionais de creches (GOMES, 2009, p.55).

Gomes (2009, p. 26-27) enfatiza a importância de um olhar mais específico a


identidade de quem educa e cuida de crianças que freqüentam as creches e pré-
escolas, a autora supõe ainda, “um olhar diferenciado para a criança, vista aqui
como protagonista e produtora de cultura”.
Sabe-se que uma das principais transformações na educação que se
apresenta hoje, é a necessidade de constante atualização para os profissionais que
atuam nessa modalidade de ensino, o que sempre impõe novos desafios, e
principalmente pré-disposição para aprender, estar aberto para o novo, postura esta,
que irá exigir deste profissional a aceitação constante para que redimensione sua
prática docente com inovações diante da realidade educacional.
Em se tratando com especificidade da pré-escola. Gomes, (2009, p. 47) volta
a salientar que o modelo da antiga escola, com um professor mais preocupado com
aspectos da instrução do que da educação, esse modelo de professor, que parece
não dar conta de satisfazer plenamente as necessidades das crianças no contexto
de infância atual, “Faz-se necessário de um professor que priorize os aspectos
cognitivos, afetivo e emocional das crianças nessa faixa etária, desconsiderando as
outras dimensões ainda presentes no processo educativo”. Nesse contexto busca-
se o professor que saiba pensar, tenha capacidade permanente de renovar-se
profissionalmente para dar conta sempre de novos desafios, mostre habilidade de
inserir-se numa sociedade que se transforma a todo o momento, sendo as crianças
desde o nascimento, os principais focos dessas transformações, inseridos num
mundo rodeados de aparelhos tecnológicos.
A criança da Educação Infantil ao iniciar a sua vida escolar necessita de

professores preparados para educá-los. Nessa perspectiva que Vasconcelos , (2001,


p.51) afirma: Ser professor significa “ser capaz de fazer o outro aprender, se
desenvolver criticamente”.
O professor desse atual contexto social pode fazer do seu ensino um meio de
favorecer e desenvolver a inventividade e reflexão do educando, despertando-lhe o
17

espírito da busca, o gosto pela descoberta e a pesquisa com a intenção de formar a


sua inteligência. O cuidar da formação do professor inicial ou continuada é um
excelente passo para melhorar a condição da educação às crianças das creches e
pré-escolas neste atual contexto social.
Segundo Paulo Freire:

O educador já não é o que apenas educa, mas o que, enquanto educa, em


diálogo com o educando que, ao ser educado, também educa. Ambos,
assim, se tornam sujeitos do processo em que crescem juntos e em que os
argumentos de autoridade já não valem. Em que, para ser-se,
funcionalmente, autoridade, se necessita de estar sendo com as liberdades
e não contra elas. (FREIRE, 1993, p 78-79),

Pode-se dizer que atualmente o professor precisa ter a consciência da sua


responsabilidade com a formação do cidadão, e isso não consiste apenas em
prepará-lo para o exercício de uma profissão, como também não basta apenas
integrá-lo ao mundo do trabalho. Faz-se necessário ter clareza do compromisso com
a vida do aluno, de sua formação integral, não se esquecendo de promover a
cidadania, favorecendo a que todos tenham oportunidade de acesso ao
conhecimento produzido. O professor, no contexto da nova sociedade do
conhecimento e do mundo globalizado, deve ajudar o aluno a desenvolver meios de
propiciar a capacidade para adaptar-se às mudanças, porque isso o torna
competente, dá-lhe autonomia para as suas tomadas de decisões na vida.
Contextualizando as novas exigências de uma educação de qualidade na
Educação Infantil, vale ressaltar que para tanto é indispensável está incluído no
novo perfil deste profissional a sua formação inicial e continuada.
Segundo Nunes:

Ao se falar em formação dos professores, é preciso pensar na inicial e na


continuada. A primeira se refere àquela obtida em curso superior,
preferencialmente em cursos específicos para ser professor de educação
infantil. A continuada refere-se ao processo geral de formação que se dá por
meio de cursos de aperfeiçoamento e de formação em serviço, como por
exemplo, pós-graduação, participação em fórum, estudos em reuniões
pedagógicas, etc. A formação em serviço também se inclui nesse processo,
quando se tem uma prática refletida. Quando o professor leva a sério a sua
formação continuada, a sua prática pedagógica está sempre atualizada, o
que beneficia o processo de desenvolvimento integral das crianças
(NUNES, 2009, p. 17).
18

Ao longo destes estudos e reflexões, da Educação Infantil, acerca do


profissional que educa crianças nesta faixa etária, constata-se que o trabalho deste,
é constantemente motivo de discussões no tocante a sua formação inicial e
continuada para obtenção de uma qualidade no ensino referido.
Na atuação de docentes não habilitados na Educação Infantil, de acordo com
o PME/Ariquemes (2010) percebe-se que há grande necessidade de políticas
públicas voltas para a formação desses profissionais, melhorando sua prática de
conduzir as atividades nesse nível de ensino, resultando em um ensino de
qualidade.
De acordo com Nunes:

Em um programa de qualidade na educação infantil, os profissionais


envolvidos estão comprometidos com valores éticos e uma formação
continuada de qualidade. Preocupam-se em entender como as crianças
aprendem e o que elas precisam aprender para que possam estruturar um
currículo que promova o seu desenvolvimento integral. Suas propostas
estão direcionadas a promoção dos conhecimentos, habilidades e valores.
Planejam experiências de aprendizagem selecionando estratégias
adequadas e materiais, organiza-os de acordo com os interesses e
necessidades das crianças. (NUNES, 2009, p. 10).

Por essa ótica, desde as novas Diretrizes da Educação brasileira, onde a


Educação Infantil foi instituída como a primeira etapa da Educação Básica, em todo
o país se discutiu as melhorias desta etapa, principalmente no tocante a formação
deste novo perfil profissional. A política do MEC se refere à formação do profissional
de educação infantil, deixando claras as seguintes diretrizes:

(1) Formas regulares de formação e especialização, bem como mecanismos


de atualização de Educação Infantil deverão ser assegurados, (2) a
formação inicial, em nível médio e superior, dos profissionais de Educação
Infantil deverá contemplar em seu currículo conteúdos específicos relativos
a essa etapa educacional, (3) a formação do profissional de Educação
Infantil, bem como a de seus formadores, deve ser orientada pelas diretrizes
expressas neste documento, (4) condição deverão ser criadas para que os
profissionais de Educação Infantil que não possuam a qualificação mínima,
de nível médio, obtenham-na no prazo máximo de 8 (oito) anos (BRASIL,
MEC/SEF/COEDI 1994, p.19, apud, LANTER, 1999, p.139).
19

O profissional na docência da Educação Infantil que é graduado também


deve buscar constantemente atualizar-se, informar-se a respeito das novas
tendências educacionais, pois, segundo Imbernón (2009):

Todas as reformas educativas levaram sempre a um debate sobre a


formação do professorado, seja inicial ou permanente, já que se parte de
um princípio elementar segundo o qual não é possível mudar a educação
sem modificar os procedimentos mediante os quais se forma o
professorado. (IMBERNÓN, 2009, p. 99).

Para se obter melhor ensino-aprendizagem é necessário investir na


qualificação profissional, tanto em sua formação inicial, quanto em formação
continuada, pois no que se refere à qualidade da educação. Freire (1996, p. 91),
afirma que, “ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade”. E
competência se adquire com a prática cotidiana com objetivos que se almeja
alcançar.
De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil:

O trabalho direto com crianças pequenas exige que o professor tenha uma
competência polivalente. Ser polivalente significa que ao professor cabe
trabalho com conteúdos de naturezas diversas que abrangem desde
cuidados básicos essenciais até conhecimentos específicos provenientes
das diversas áreas do conhecimento. Este caráter polivalente demanda, por
sua vez, uma formação bastante ampla do profissional que deve tornar-se,
ele também, um aprendiz, refletindo constantemente sobre sua prática,
debatendo com seus pares, dialogando com as famílias e a comunidade e
buscando informações necessárias para o trabalho que desenvolve.
(BRASIL, 1988, v. 01, p. 41).

Sabe-se que uma das principais transformações na educação no atual


contexto social, é a necessidade de constante atualização para os profissionais
desta área, o que sempre impõe novos desafios e, principalmente predisposição
para aprender, estar aberto para o novo. Essa postura irá exigir deste profissional a
aceitação constante para que redimensione sua prática docente e a inove.
Exercer a profissão do magistério no contexto da sociedade atual significa
assumir um desafio complexo e significativo, onde essa profissão, assim como
outras, exige um comprometimento que vai além de simplesmente dominar os
conhecimentos da sua área de atuação e conhecer as estratégias de ação para
colocá-los em prática. Segundo Libâneo (2009), o fato de trabalhar com pessoas em
20

formação, no caso as crianças da primeira etapa da Educação Básica, não bastam


somente à graduação específica é preciso muito mais:

O novo professor precisaria, no mínimo, de adquirir sólida cultura geral,


capacidade de aprender a aprender, competência para saber agir na sala de
aula, habilidades comunicativas, domínio da linguagem informacional e dos
meios de comunicação, habilidade de articular as aulas com as mídias e
multimídias. (LIBÂNEO, 2009. p.28).

Neste contexto o atual mercado de trabalho, requer profissionais


comprometidos com a profissão, dispostos a enfrentar novos desafios, ou seja, atuar
na educação infantil exige uma postura profissional, de muitas qualidades, Segundo
o especialista Paganotti aponta que:

Não bastam atenção, paciências e boa vontade. É preciso reforçar o saber


especifico que o profissional possui: o conhecimento didático e o controle das
ferramentas pedagógicas, algo que se constrói não apenas na graduação,
mas ao longo de toda trajetória profissional (PAGANOTTI, 2010, p. 71.)

Percebe-se que, o saber ensinar não se adquire somente no curso de


graduação, mas se faz necessário dar continuidade na formação continuada em prol
da qualidade do ensino. Para que concretize essas ações, Libâneo (2009, p. 83)
assegura: “É certo que formação geral de qualidade dos alunos depende de
formação de qualidade dos professores”.
Desta feita, sobre o novo papel do professor e a formação continuada, vale
ressaltar que hoje, diante deste novo cenário na contemporaneidade da Educação
Básica em nosso país, espera-se que os profissionais que optaram em cuidar e
educar crianças nessa faixa etária seja conhecedor da realidade e capazes de nela
intervir. Acreditar no potencial do ser humano e na possibilidade de mudanças
promovendo um ensino-aprendizagem de qualidade, preparando seu alunado como
futuros cidadãos de nossa sociedade.
21

2.2 OS DESAFIOS DE UM ENSINO-APRENDIZAGEM DE QUALIDADE NA


EDUCAÇÃO INFANTIL

Com a inovação nas políticas públicas no âmbito da Educação, a profissão


docente nessa faixa etária da educação Infantil, tornou-se necessário e refletir
acerca do novo perfil deste profissional, a respeito de sua atuação com fins de
oferecer um ensino-aprendizagem na primeira etapa da Educação Básica que hoje
se considera os pilares de sustentação da formação do indivíduo para a cidadania.
Em se tratando do início da Educação Básica, a chegada na escola agora
com novo perfil pedagógico, coloca as crianças frente a novos desafios e
experiências que acabam repercutindo diretamente no seu desenvolvimento afetivo,
social e cognitivo. Nesse novo universo onde ocorre a interação com as pessoas
adultas, com outras crianças, a partir dessa nova realidade inicia-se um processo de
construção de conhecimentos e compreensão do mundo que a cerca.
O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – RCNEI (1998,
v. I, p. 12) afirma que, “as instituições de educação infantil devem favorecer um
ambiente físico e social onde as crianças se sintam protegidas e acolhidas, e ao
mesmo tempo seguras”. Ainda, referindo ao Referencial, em seu volume de
introdução, destaca-se que a organização dos espaços se constitui em um especial
instrumento para a práxis educativa com as crianças de Educação Infantil.
Nessa perspectiva o referencial afirma:

A criança como todo ser humano, é um sujeito social e histórico e faz parte
de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade, com uma
determinada cultura, um determinado momento histórico. É profundamente
marcada pelo meio social em que se desenvolve, mas também o marca. A
criança tem na família, biológica ou não, um ponto de referência
fundamental, apesar da multiplicidade de interações sociais que estabelece
com outras instituições sociais (BRASIL, 1994, p. 16 – 17).

Observa-se que a criança necessita de um ambiente onde possa realizar


novas experiências, criar condições para conhecer, descobrir sentimentos, valores,
idéias e costumes.
O profissional docente diante dessa nova realidade necessita construir
conceitos e vivenciar diferentes papéis perante uma sociedade que a todo o
momento busca novos conhecimentos, desta feita, no âmbito das novas práticas
pedagógicas para o público infantil.
22

Nesse contexto, as propostas pedagógicas das instituições de Educação


Infantil, ao reconhecerem as crianças como seres íntegros, que aprendem a ser e
conviver consigo mesmo, com os demais e com o próprio ambiente, de maneira
articulada e gradual, devem buscar, a partir de atividades intencionais, em
momentos de ações, ora estruturadas, ora espontâneas e livres, a interação entre as
diversas áreas de conhecimento e aspecto da vida cidadã, contribuindo, assim, com
o provimento de conteúdos básico para a constituição de conhecimentos e valores.
Kramer (2003, p. 21) assegura que: “As crianças têm o direito de estar numa
escola estruturada de acordo com uma das muitas possibilidades de organização
curricular que favoreçam a sua inserção crítica na cultura”. Destaca-se a importância
do meio no desenvolvimento infantil, tanto pela linguagem como pelo afeto. Se o
meio é tão importante, a organização desse meio precisa ser facilitadora, para que
as aprendizagens sejam estimuladas e a criança cresça e se desenvolva com
alegria e descontração, e que tenha suas necessidades atendidas.
Em suas teorias Vygotsky defende também que a criança se desenvolve a
partir do contato com o meio, com os objetos e com outros indivíduos.

Para entendermos o desenvolvimento da criança, é necessário levar em


conta as necessidades dela e os incentivos que são eficazes para colocá-
las em ação. O avanço está ligado a uma mudança nas motivações e
incentivos, por exemplo: aquilo que é de interesse para um bebê não é para
uma criança um pouco maior. (VYGOTSKY, 1998 apud ROLIM; GUERRA;
TASSIGNI, 2008, p.178).

As creches e pré-escolas, consideradas como instituições educativas, têm


uma grande responsabilidade com o desenvolvimento e a aprendizagem das
crianças que estão sob seus cuidados e condicionadas à sua educação. Para que a
tarefa de educar possa ser realizada com qualidade, a escola de educação infantil
precisa aprender a planejar suas ações, de modo a transparecer a intencionalidade
educativa de seus atos e assim atender as exigências da sociedade brasileira que
está cobrando uma Educação Infantil de qualidade. Em tempos de novos
paradigmas educacionais, busca-se uma estrutura de sociedade aberta ao
conhecimento, sendo que às práticas de ensino do docente na pré-escola deve estar
voltados ao desenvolvimento de práticas inovadoras no ensinar. Conforme apontam
os Parâmetros Nacionais de Qualidades para a Educação Infantil “Os novos
paradigmas englobam e transcendem a história, a antropologia, a sociologia e a
23

própria psicologia resultando em uma perspectiva que define a criança como ser
competente para interagir e produzir cultura no meio em que se encontra” (BRASIL,
2006. P. 13, v I).
Nessa etapa de aprendizagem, todas as manifestações da criança devem ser
valorizadas, por meio das ações do professor, que em suas práticas pedagógicas
devem estimular as crianças a criar, pensar, questionar e participar.
O ato de ensinar e o ato de aprender são complementares, desde que, o
professor organiza situações que oportuniza a aprendizagem do aluno. Segundo
DAMIS (2006. p. 113). “O professor é criador de situações estimuladoras com o
objetivo de provocar reações ou respostas que garantam a formação de atitudes
intelectuais e habilidades adequadas em quem aprende”.
Na pré-escola há necessidade não de uma aprendizagem ou de um ensino
formal, mas de construção de um contexto social mais ampliado, com ensinamentos
que contemplem a preparação da inserção do aluno no primeiro ano do ensino
fundamental, conforme afirma Salvador:

“Os significados que o aluno finalmente constrói são, pois, o resultado de


uma complexa série de interações nas quais intervêm, no mínimo, três
elementos: o próprio aluno, os conteúdos de aprendizagem e o professor.
Certamente, o aluno é o responsável final da aprendizagem ao construir o
seu conhecimento, atribuindo sentido e significado aos conteúdos do
ensino. Mas é o professor quem determina, com sua atuação, com o seu
ensino, que as atividades nas quais o aluno participa possibilitem maior ou
menor grau de amplitude e profundidade dos significados construídos e,
sobretudo, quem assume a responsabilidade de orientar esta construção em
determinada direção”. (SALVADOR, 2011. p. 93).

O professor na docência da Educação Infantil, precisamente na pré – escola,


sua responsabilidade e seu planejamento estão pautados nos documentos e
referenciais que norteie sua prática pedagógica voltada para o ato te educar e
brincar, que segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil:

Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e


aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para
o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser
e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e
confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da
realidade social e cultural. Neste processo, a educação poderá auxiliar o
desenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento das
potencialidades corporais, afetivas, emocionais, estéticas e éticas, na
perspectiva de contribuir para a formação de crianças felizes e saudáveis.
(BRASIL, 1998, P. 23).
24

Segundo os RCNEI, “é no ato de brincar que a criança desenvolve sua


identidade, sua autonomia, atenção, imaginação, memória, imitação que
experimenta e cria regras, supera seus medos e anseios, compreende o outro”,
brincando a criança descobre-se como gente, assim sendo, o professor precisa estar
ciente de suas responsabilidades, pronto a alcançar seus objetivos no ensino da
Educação Infantil.
Nota-se que o desenvolvimento da criança da primeira etapa da educação
básica se faz a partir da sua realidade, na valorização de suas manifestações,
favorecendo a construção de novos conhecimentos de forma ativa. Sendo a
brincadeira, resultado de aprendizagem e desempenho de uma ação educacional
voltada para o sujeito social da criança, precisa-se que o professor se coloque como
participante, acompanhando todo o processo da atividade, mediando os
conhecimentos através da brincadeira e de jogos proposto, pois a brincadeira é uma
forma agradável de aprender onde envolve diversos temas e possibilidades, onde a
criança aprende de forma divertida e abrangente por meio do lúdico, construindo
assim, seu conhecimento com erros e acertos. “É preciso que o professor tenha
consciência que na brincadeira as crianças recriam e estabilizam aquilo que sabem
sobre as mais diversas esferas do conhecimento, em uma atividade espontânea e
imaginativa”. (Brasil, 1998, v. I, p. 29).
As brincadeiras de forma planejada e acompanhada, desenvolvem as
capacidades intelectuais e favorece o bom um comportamento, pois quando o
conteúdo é abordado de maneira lúdica atrai a atenção dos alunos. O lúdico é
importante no desenvolvimento da aprendizagem do aluno e em sua vida como um
todo. Segundo Piaget:

Os jogos e as atividades lúdicas tornam-se significativas à medida que a


criança se desenvolve, com a livre manipulação de materiais variados, ela
passa a reconstituir reinventar as coisas, o que já exige uma adaptação
mais completa. Essa adaptação só é possível, a partir do momento em que
ela própria evolui internamente, transformando essas atividades lúdicas, que
é o concreto da vida dela, em linguagem escrita que é o abstrato. (PIAGET,
1973, apud BITTENCOURT, 2002, p.14).

Para as crianças nesta etapa escolar é uma forma prazerosa de aprender e


de conhecer o mundo e acima de tudo proporcionar a estes , que se conheçam e se
reconheçam, construindo uma imagem de respeito próprio, demonstrando suas
vivências e convivência com o outro em uma troca de experiências e cultura social.
25

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O artigo tem como finalidade proporcionar uma reflexão acerca das Políticas
Públicas Educacionais e os desafios do profissional docente de Educação Infantil
neste atual contexto social.
Para atingir este objetivo apresentou-se uma reflexão acerca da história da
Educação Infantil, apreciando as políticas públicas, apontando os desafios da
docência no tocante a sua formação especifica e continuada e às práticas
pedagógicas para um ensino-aprendizagem de qualidade nesta faixa etária.
A pesquisa apresentou uma abordagem qualitativa, onde, usou-se a técnica
de leitura reflexiva no âmbito das políticas públicas nacionais e municipais,
apresentando fatores que contribuem para a qualidade do ensino-aprendizagem
nesta faixa etária, a luz dos teóricos defensores da formação permanente e
continuada dos docentes, em prol da qualidade educacional, apontando uma
aprendizagem significativa.
Com os resultados desta pesquisa, pretende-se demonstrar a relevância que
as novas políticas educacionais propiciam a todos os envolvidos nesse processo
educacional. Apresenta-se uma reflexão da valorização da qualidade do ensino
nesta faixa etária, bem como, da formação e especialização para atuação do
docente nesta primeira etapa da Educação Básica, com um comprometimento em
propiciar um ensino que atenda às perspectivas da atual sociedade.
Os desafios propostos envolvem as necessidades de um novo olhar para o
ambiente escolar, principalmente tratando-se de educação infantil, que a escola
esteja preparada para receber crianças nesta faixa etária, oriundas de classe social
e cultural diversificada, estrutura familiar desestruturada, necessitando de apoio
psicológico, de afetividade e amor por parte de toda a equipe que compõe o
processo pedagógico.
Percebe-se que o primeiro passo já foi dado, mas para que esses objetivos
sejam alcançados, há um longo caminho a percorrer, caminho esse que necessita
da união de educadores, governantes e a sociedade. Assim sendo, só será possível
um ensino-aprendizagem com qualidade neste nível da educação, com profissionais
formados para atuação na docência da Educação Infantil, a partir dos desafios que
esta profissão exige neste atual contexto social.
26

AGRADECIMENTOS

Ao Senhor Nosso Deus, que com sua graça me propiciou mais esta conquista.

Aos meus familiares, com quem divido os meus sonhos.

Aos meus colegas de curso, pelas experiências compartilhadas.

Meus agradecimentos se estendem aos Docentes e Mestres, do Curso de Pós

Graduação – “Lato Sensu” _ Gestão Escolar: Administração, Supervisão e

Orientação, a todos os que de forma direta e ou indireta contribuíram para realização

desta minha vitória.

Agradeço a Instituição “Faculdades Integradas de Ariquemes” – FIAR, por ter-me

propiciado o cabedal de conhecimentos durante a realização do Curso, e

especialmente, a minha Orientadora Professora Eliana Diniz da Costa de Sousa, por

ter me orientado na elaboração deste Trabalho de Conclusão de Curso.


27

DEDICAÇÃO

Dedico este trabalho aos meus três filhos:


Cláudia, Cristina e Leomar, e aos colegas do
Curso de Pós Graduação – “Lato Sensu” _
Gestão Escolar: Administração, Supervisão e
Orientação das - Faculdades Integradas de
Ariquemes – FIAR.
28

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29

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SEMEC, Sec. Mun. de Ariquemes. PME - Plano Municipal de Educação /


Ariquemes/RO, 2010.
31

VASCONCELLOS, C.S. Para onde vai o professor?: Resgate do professor como


sujeito de transformações. São Paulo: Libertad, 2001.
APÊNDICE
FACULDADES INTEGRADAS DE ARIQUEMES

ERENI ROSA DE JESUS

AS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS E OS


DESAFIOS DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL NO
ATUAL CONTEXTO SOCIAL

ARIQUEMES
2011
Ereni Rosa de Jesus

AS POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS E OS


DESAFIOS DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO INFANTIL NO
ATUAL CONTEXTO SOCIAL
Projeto apresentado como requisito parcial para
obtenção do título de Especialista - ao Curso de Pós
Graduação – “Lato Sensu” _ Gestão Escolar:
Administração, Supervisão e Orientação das -
Faculdades Integradas de Ariquemes – FIAR.

Orientadora: Profª Eliana Diniz da Costa de Sousa

Ariquemes
2011
3

INTRODUÇÃO

Os avanços na Educação se acentuam com a Lei 9394/96 e com ela, se


estabelece a Educação Infantil como Primeira Etapa da Educação Básica, ainda,
incumbindo aos municípios à responsabilidade de sua organização e implantação
deste nível de ensino.
No decorrer das revisões literárias se percebe que a qualidade de ensino,
estruturação e adequação da Educação Infantil estão necessitando de avanços e
planejamentos para se concretizar o que as políticas públicas vêm determinando, o
qual é muito importante, pois a Educação Básica é por Lei e de direito a todos,
inclusive as crianças pequenas em sua educação.
Um ensino-aprendizagem com qualidade neste nível de ensino, só será
possível com profissionais formados em graduação e com especialização para tal
profissionalização segundo as teorias especificas relacionada ao tema.
Com o presente trabalho pretende-se apresentar uma reflexão acerca das
políticas públicas educacionais e os desafios do profissional docente de educação
infantil neste atual contexto social, a contextualização da Educação Infantil, a
importância da formação de profissionais docente na pré-escola e os desafios para
um ensino de qualidade.
Ainda apresentará uma breve conceituação e apreciação das políticas
públicas no âmbito da educação infantil no atual contexto social, ou seja, relevantes
reflexões no universo a pesquisar no âmbito das políticas públicas nacionais e
municipais.
Serão abordados, alguns fatores importantes, que contribui para a qualidade
do ensino-aprendizagem, conforme teóricos, defensores da formação permanente e
continuada do docente da Educação Infantil, em prol da qualidade educacional,
apontando uma aprendizagem significativa, contribuindo assim para a formação de
um indivíduo pensante e criativo, preparando-o para o convívio social na era do
conhecimento.
4

1 TEMA

As Políticas Públicas Educacionais e os desafios do Professor de Educação


Infantil no atual contexto social.

2 DELIMITAÇÃO DO TEMA

As Políticas Públicas Educacionais e os desafios do Professor de Educação


Infantil no atual contexto social, no ano de 2011.

3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

Quais os desafios do trabalho docente proposto pelas Políticas Públicas


Educacionais voltadas para a educação infantil, no atual contexto social?

4 HIPÓTESES

A necessidade da formação específica e continuada dos profissionais que


atuam na Educação Infantil, possivelmente seja requisito primordial para prepará-los
aos desafios que a sociedade exige, nesta primeira etapa da Educação Básica,
precisamente, os docentes da pré-escola em consonância com as atuais diretrizes
da Educação Infantil.
Espera-se que a formação docente do profissional de educação infantil, seja
um processo permanente e contínuo que envolva a valorização profissional no atual
contexto social, bem como, a qualidade de ensino aprendizagem para a criança
nesta faixa etária. Pois, se sabe que uma das principais transformações na
educação, que se apresenta hoje, é a necessidade de constante atualização para os
profissionais que atuam na Educação Infantil, o que sempre impõe novos desafios,
entre outros, a qualidade do ensino-aprendizagem com significados para o aluno.
Supõe-se que a formação envolva a valorização identitária e profissional do
professor no atual contexto social e uma reflexão a respeito da qualidade de ensino
ofertado para as crianças nesta faixa etária.
Sendo a Educação Infantil considerada a primeira etapa da Educação
Básica, tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos
5

de idade (agora cinco), espera-se que a proposta curricular da rede pública


municipal de Ariquemes, bem como, no seu processo político pedagógico, ofereça
condições as crianças da pré-escola, propiciando a descoberta de novos
sentimentos, afetividades, valores e cultura por meio do aprender, educar e brincar
de forma prazerosa e significativa, tendo como finalidade o desenvolvimento da
criança na educação familiar e social.
Espera-se que as instituições que oferecem o ensino para crianças nessa
faixa etária, favoreçam o desenvolvimento da autonomia e que disponham de
materiais pedagógicos, brinquedos, etc., e que os professores façam uso dos
mesmos, compreendendo os hábitos próprios das crianças ao se relacionarem,
agirem, sentirem, pensarem e que construam conhecimentos, de forma que possam
integrar suas idéias às dos demais, numa relação de cooperação e compreensão.

5 OBJETIVOS:

5.1 OBJETIVO GERAL

Proporcionar uma reflexão acerca das políticas públicas educacionais e os


desafios do profissional docente de educação infantil neste atual contexto social, de
novos paradigmas educacionais, proporcionando um ensino-aprendizagem com
significado, direcionado às crianças que ingressam na primeira etapa da Educação
Básica, contribuindo com a formação do indivíduo/aluno pensante e criativo,
preparando-o para o convívio social na era do conhecimento.

5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Compreender as diretrizes das políticas públicas nacionais de Educação


Infantil, que norteiam as práticas pedagógicas do Ensino Infantil, especificamente, o
da pré-escola no atual contexto social.
Refletir os desafios propostos em tempos atuais de novos paradigmas
educacionais, sobre o perfil do professor que atua na Educação Infantil e o os
desafios formação especifica e continuada dos docentes da Educação Infantil - na
pré-escola.
6

Identificar o ensino-aprendizagem nesta faixa etária, como uma prática


pedagógica ao cuidar, brincar e educar, analisando o processo do ensino
aprendizagem na prática docente dos professores da pré-escola.
Analisar o processo da socialização da pré-escola por meio da sua
participação e inserção nas mais diversificadas práticas sociais, culturais étnicas e
religiosas, onde as crianças dessa faixa etária sintam-se acolhidas, protegidas e
amadas por todos os membros da instituição escolar. Verificar a possibilidade dos
educando da pré-escola, a ampliação de autoconhecimento acerca de si mesmo,
dos outros e o meio em que vive.

6 JUSTIFICATIVA

Mediante as mudanças que ocorre na sociedade, a profissão docente


tornou-se tema de discussões e reflexão a respeito da atuação desse profissional no
mercado de trabalho, portanto o objeto de estudo deste projeto motiva-se pelo fato
da necessidade me melhorias no âmbito da oferta e realização do ensino-
aprendizagem na primeira etapa da educação básica que se considera os pilares de
sustentação da formação do indivíduo.
Propõe-se, esta pesquisa para ao final deste trabalho, apresentar à
sociedade os desafios que os novos paradigmas educacionais propõem a Educação
Infantil e a importância da necessidade de uma reflexão quanto à formação
específica e continuada dos profissionais que atuam nesta faixa etária do ensino.
Nota-se que este é um dos desafios das políticas públicas, em desenvolver uma
educação voltada para atender essa demanda, sendo propósito para a melhoria na
qualidade de ensino-aprendizagem, nesta primeira etapa da Educação Básica em
decorrência das normas estabelecidas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação.
Com os resultados desta pesquisa, pretende-se demonstrar a relevância que
a Educação Infantil, precisamente, a pré-escola na etapa pré I e II, tem na
construção da cidadania, e ainda, contribuir para a reflexão de todos os envolvidos
na educação – alunos, professores, gestores e comunidade em prol deste objetivo
na vida de todos. Faz se necessário uma reestruturação do ambiente escolar
principalmente tratando-se de escola infantil, que esta esteja preparada para receber
crianças pequenas oriundas de classe social e cultural diversificada, estrutura
7

familiar desestruturada, necessitando de apoio psicológico, de afetividade e amor


por parte de toda a equipe que compõe o processo pedagógico.
O tema é significativo para a sociedade, porque desde a Lei 9394/06, onde
se fixou a obrigatoriedade dos municípios ofertarem a Educação Infantil, é de suma
importância refletir sobre esses novos paradigmas. Ainda, sobre o profissional que
atua na Educação Infantil, precisamente o da pré-escola, juntamente a todos os
envolvidos nesse processo educacional. Que os gestores e docentes promovam
mudanças na seleção de conteúdos a partir de uma realidade contextualizada
utilizando os instrumentos pedagógicos atualizados, inovando as técnicas
metodológicas de ensino na sala de aula, de forma que, envolva pais e comunidade
visando a integração social de todos, nesse processo educacional.
Portanto, torna-se importante a pesquisa no campo científico, uma vez que,
conforme pesquisa bibliográfica prévia e superficial há no Brasil e neste município,
um número insuficiente de instituições de Educação Infantil que possa atender toda
a demanda de crianças nesta faixa etária. Bem como são poucos os profissionais
formados que atuam e se preparam em formação continuada para que possam
ministrar aulas de qualidade nas escolas e assim conseqüentemente se alcançar um
bom resultado no ensino-aprendizado neste nível de ensino da Educação Básica.
Espera-se que, os resultados a serem alcançados sejam satisfatórios,
conforme já exposto acima e que a pesquisa venha colaborar com a mudança de
visão da prática pedagógica do ensino na Educação Infantil e do perfil do
profissional que deve ser formado com especificidade para educar brincando, estas
pequenas crianças, tornando-os cidadãos críticos e participativos inseridos na
sociedade da informação, do conhecimento e da globalização.
Diante do exposto justifica-se o presente trabalho.

6 METODOLOGIA

Os estudos deste trabalho serão desenvolvidos por um período de cento e


cinquenta dias, através de leituras, reflexão e análise em pesquisa bibliográfica e
documentária nas leis, projetos, livros teóricos, artigos científicos, dissertações,
teses, revistas científicas e sites relacionados ao tema, para que ao final deste
trabalho, chegue-se ao resultado esperado com o objeto dessa pesquisa.
8

8 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Este trabalho proporcionará uma reflexão das políticas públicas


educacionais e os desafios do profissional docente de educação infantil neste atual
contexto social. Através de análise de leituras bibliográficas perfazendo uma breve
reflexão na linha do tempo, sobre a história da educação infantil, apreciando as
políticas públicas no atual contexto social.
Para tal, busca-se embasamento na Lei de Diretrizes e Base da Educação
Nacional LDB 9394/06 que estabelece, pela primeira vez na história de nosso país,
que a Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica, assim como o
Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil – RCNEI,(Brasil, 1998)
referente às creches, entidades equivalentes e pré-escolas, que integra a série de
documentos dos Parâmetros Curriculares Nacionais.
Diante dos números dos profissionais que atuam na área da Educação
Infantil nas escolas da rede municipal de Ariquemes/RO sem formação específica
segundo análise prévio no Plano Municipal de Educação (PME-2010) e Proposta
Política Pedagógica da Escola, se dá o interesse por esta pesquisa.
Fundamenta-se também esse trabalho, no tocante a formação inicial e os
desafios deste novo perfil do profissional da Educação Infantil e da importância de
um estudo específico do ensino-aprendizagem nessa primeira etapa da Educação
Básica, segundo outras pesquisas já realizadas referente ao tema, bem como na
visão dos teóricos tais como: Libâneo, Freire, Kramer Nunes e Paganotti.
Segundo Paganotti, (2010, p.71,) em entrevista a revista Nova Escola, para
atuar na Educação Infantil exige uma postura profissional de muitas qualidades. Ele
nos aponta que:

Não bastam atenção, paciência e boa vontade. É preciso


reforçar o saber específico que o profissional possui: o
conhecimento didático e o controle das ferramentas
pedagógicas, algo que se constrói não apenas na graduação,
mas ao longo de toda trajetória profissional.
9

9 CRONOGRAMA

ATIVIDADES JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO

Definição do Tema do
Projeto X

Levantamento Bibliográ-
fico X

Elaboração e Entrega do
Projeto X

Revisão Bibliográfica
X

Análises de Resultados
X

Elaboração Artigo TCC


X

Redação - Artigo TCC X


X

Entrega e Apresentação X
Artigo TCC
10

10 REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei nº 9.394/96 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.


Brasília: 1996.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação


Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil /
Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. —
Brasília: MEC/SEF, 1998.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessário à prática


educativa – S. Paulo: Paz e Terra, 1996.

IMBERNÓN, Francisco – Formação permanente do professor: novas


tendências / Francisco Imbernón: tradução de Sandra Trabucco Valenzuela. _ São
Paulo: Cortez, 2009.

LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora? Novas exigências


educacionais e profissão docente - M/ José Carlos Libâneo – 11. Ed. - São Paulo,
Cortez, 2009. – (Coleção questões da nossa época; v.67).

KRAMER, S, Infância, cidadania e educação. In: Ensino. Fundamental de nove


anos: orientações para inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília: FNDE,
Estação Gráfica, 2006.

NUNES, L. de Souza. Escuta sensível do professor: uma dimensão da qualidade


da educação infantil. 2009. Dissertação – Universidade de Brasília. Acessado em
04/10/2010.

PAGANOTTI, Ivan, Políticas públicas. Buscar os melhores – Revista. N. Escola,


Ano. xxv, nº 229, p.71, Jan. / fev., 2010.

ARIQUEMES - SEMEC – Plano Municipal de Educação – Sec. Mun. de Ariquemes


/ Ariquemes/RO, 2010.