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Chão de Umbanda Casuá Data:

do Pai Francisco 21/04/2019


Revisão: 1
Artigo 93 – A Páscoa para o Casuá Folha: 1

Cada um tem o seu significado da Páscoa. Uns adotam, uns fazem reflexão, outros formulam
e poucos negam.
Mas a vida nos mostra a todo instante a grandiosidade do Pai Olorum, que é onipresente,
onisciente e onipotente e nos envolve com seus 7 Tronos Divinos, já que não somos capazes
de perceber as vibrações certas nos momentos certos em meio a uma infinidade de vibrações.
E para que entendêssemos que tudo é o uno e o uno está em todos, ele preferiu nos fornecer
o entendimento dividindo em seus tronos divinos: os Orixás.

No Trono da Fé, não podia ter outro que não fosse seu próprio filho regendo os verbos
Pacificar, Modelar e Cristalizar: Oxalá. E junto vem Logunã (Oyá Tempo) regendo os verbos
Conduzir, Retornar e Temporizar. Os dois tem a capacidade de plantar, arvorecer e podar a
Fé em nossos corações, onde o tempo é o ditador do florescimento e frutificação de nosso
Acreditar.

No Trono do Amor, ele elegeu Oxum como regente dos verbos Conceber, Embelezar e
Prosperar e Oxumaré como regente dos verbos Diluir, Dissolver e Renovar. Os dois nos
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mostram que para reger em qualquer verbo é preciso amar e quando o amor extrapola, é
preciso no amor, saber podar.

No Trono do Conhecimento, ele colocou Oxóssi como regente dos verbos Canalizar,
Expandir e Memorizar e Obá como regente dos verbos Armazenar, Concentrar e Racionalizar.
A metáfora da caça nos mostra que é preciso caçar o conhecimento, discernir se a caça é boa
e nos abastecermos daquele alimento para seguirmos. Foi neles que aprendi que não tenho
que ensinar a sentar no toco de um Preto Velho, mas como, quando e porquê.

No Trono da Justiça, foi implacável em eleger Xangô como regente dos verbos Abrasar,
Equilibrar e Graduar e Egunitá (para alguns Oroiná) como regente dos verbos Aquecer,
Consumir e Energizar. Ali tem a força da verdade com o rugir do Leão quando algo se
desequilibra em seu discernimento do valor humano, mas é no fogo que se consome os
excessos e arestas.

No Trono da Lei ou da Ação, não poderia ser outro que não fosse Ogum como regente dos
verbos Abrir, Arrancar e Ordenar e Iansã como regente dos verbos Acelerar, Distribuir e
Movimentar. O Universo é dinâmico e o cósmico movimenta. Portanto corte e força se fazem
presentes todos os dias.

No Trono da Evolução, ele colocou Obaluaê como regente dos verbos Evoluir, Sanear e
Transmutar e Nanã como regente dos verbos Amadurecer, Decantar e Encharcar. A cura e a
evolução interna são atos de ressignificação. Nesse trono nos é mostrado a condenação e o
desgostar, onde tanto Nanã quanto Obaluaê nos ensinam o verdadeiro espírito da Páscoa.
Afinal, Maria não abriu mão de Jesus, seu filho, para um propósito maior?

E finalmente no Trono da Criação, foi colocado Yemanjá como regente dos verbos Aguar,
Gerar e Inovar e Omulú como regente dos verbos Estancar, Transpassar e Paralisar. O
renascimento de propósito logo após a Evolução é para que aprendamos que há o surgimento,
o nascer, o criar, o renascer no alimento das águas de Yemanjá. Mas muitos não entendem
Omulú, pois a ele ficou a difícil tarefa de zelar pela “morte” do velho e nascimento do novo. A
ressureição como a igreja católica produz.
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Se refletirmos, em todos os tronos existe o verbo ressignificar. E ressignificar nos leva ao


ressurgimento. Assim como a sexta feira da paixão é o dia do julgamento, da crucificação, da
dor e da morte para os católicos, para nós Umbandistas, nos representa o dia do Amor Pleno,
da Renovação, da Plenitude da Fé, do Perdão e da Gratidão que enseja a Páscoa.

Um almoço de Páscoa nos eleva ao estado de Amor, Fé e Caridade (tríade da Umbanda) em


que pese a nossa capacidade de entender e aceitar cada um como ele é. E Oxalá, o
verdadeiro protagonista desta data, nos mostra a continuidade da vida além dos planos, só
mudando as roupagens que vestimos, onde as vestimos e como as vestimos.

Renascer é parar, fazer uma reflexão, reavaliar nossos atos, comportamentos, pensamentos
e omissões, para que nossos valores humanos e espirituais ensejam primeiramente no Amor,
na Caridade e a nossa capacidade de entender e aceitar os desígnios do Nosso Pai – a Fé.

Essa evolução nos leva ao estado de enxergar novos dias com muita PAZ e HARMONIA
interior.

Oxalá, que energeticamente representa a atmosfera e os céus, não ressurge porque nunca
foi embora ou se afastou. Ele simplesmente sempre “está” em espírito para consolar a nós e
nos ensinar sobre suas missões, além de nos mostrar que a vida é muito mais do que se tem
neste plano. Mas na verdade, quem ressurge somos nós em nós mesmos.

É o tempo de nosso recriar, nosso reinventar, nosso acreditar, nosso amar, nosso melhorar e
nosso ressurgir. É isto que Oxalá ensina nessa data, ano após anos, década após década e
século após século, lançarmos um olhar para as nossas fraquezas, prestarmos atenção em
nós mesmos, em nossas atitudes e avaliarmos nossa evolução para seguirmos em frente
fortalecidos e confiantes no propósito de nossa vida encarnada.

Neste período, isso tudo acontece, quando alimentamos os seus filhos necessitados de luz
em seus caminhos. Portanto, vamos praticar a caridade da luz e do amor.

Lembremo-nos que a UMBANDA É PAZ E AMOR.


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Acreditem: Os Tronos divinos em suas Forças Divinas, os Orixás, a espiritualidade no lindo


trabalho de nossos Guias, todos os espíritos amparadores, mentores e guardiões, sempre têm
uma palavra, um sentido, uma luz, um Afeto e uma vibração amorosa para conosco. Vamos
dar chance de aprendermos e entendermos os seus sinais.

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