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Biografia de Carlos Chagas

Carlos Chagas (1879-1934) foi um médico sanitarista e pesquisador brasileiro.


Dedicou-se ao estudo das doenças tropicais. Descobriu o protozoário causador
da doença de Chagas, ao qual deu o nome Trypanosoma Cruzi.

Infância e Formação
Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas nasceu em Oliveira, em Minas Gerais no
dia 9 de Julho de 1879. Filho do cafeicultor José Justino Chagas e Mariana
Cândida Ribeiro de Castro, ficou órfão de pai quando tinha quatro anos de
idade. Com 7 anos, foi mandado para o Colégio São Luís, em Itu no interior de
São Paulo.
No dia 13 de maio de 1888, ao saber da abolição da escravatura, ele fugiu da
escola, alegando que a mãe estava com problemas com os escravos da
fazenda. Depois de ser capturado e mostrar tristeza por viver longe da família
acabou sendo levado de volta para Minas Gerais.
Em 1897, com 17 anos, Carlos Chagas ingressou na Faculdade de Medicina
no Rio de Janeiro. Ainda estudante, tornou-se assistente do curso de malária.
Em 1902 por indicação do professor Miguel Couto, ele passou a trabalhar no
Instituto Manguinhos (hoje Osvaldo Cruz), sob a orientação de Osvaldo Cruz.
Nesse mesmo ano, iniciou sua tese que tratava do ciclo evolutivo da Malária na
corrente sanguínea. Em 1903, no final do curso, apresentou a tese intitulada
“Estudo Hematológico do Impaludismo”.
Em 1904, Carlos Chagas trabalhou como clínico no hospital de Jurujuba, em
Niterói. Nesse mesmo ano, instalou seu consultório no Rio de Janeiro.

Combate à Malária
Em 1905, Carlos Chagas chefiou uma campanha profilática contra a malária, a
convite da Companhia Docas de Santos. A malária, também chamada de
impaludismo, é uma doença infecciosa causada pela presença no sangue de
protozoários do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada de mosquitos
infectados.
Sua missão era controlar a doença que se propagava em Itatinga, no interior de
São Paulo e atacava a maioria dos trabalhadores que construíam uma represa
na região.
Carlos Chagas colocou em prática as ações preventivas nos locais onde
conviviam homens e mosquitos infectados com o parasita da malária.
Confirmou sua tese de que os focos dos mosquitos estavam em águas
paradas.
De volta ao Rio de Janeiro, Carlos Chagas integrou a equipe de Manguinhos
para realizar uma campanha de combate à malária na Baixada Fluminense.

Doença de Chagas
Em 1907, Carlos Chagas foi designado para a chefia de uma comissão
designada para combater uma epidemia de malária que se espalhava entre os
trabalhadores que instalavam uma linha de trem na cidade de Lassance, em
Minas Gerais.
Durante dois anos trabalhando em um pequeno laboratório instalado em um
vagão de trem, em 1909, as pesquisas de Carlos Chagas tomaram novo rumo,
pois na região, muitas pessoas morriam de uma doença desconhecida
e, depois de uma autópsia, descobriu grandes lesões no músculo cardíaco da
uma vítima.
Pouco depois, descobriu um inseto chamado barbeiro que tinha o hábito de
picar o rosto e chupar o sangue das pessoas. Ao examinar o inseto, encontrou
em seu intestino uma nova espécie de protozoário flagelado, que mais tarde
chamou de Trypanosoma cruzi (em homenagem a Osvaldo Cruz).
No dia 22 de abril de 1909, a descoberta da doença, que depois receberia o
nome de Chagas, foi publicada na Revista Brasil-Médico. Em agosto desse
mesmo ano, Carlos Chagas publicou o primeiro volume da revista do Instituto
Osvaldo Cruz, um estudo completo sobre a doença de Chagas e o ciclo
evolutivo do protozoário causador da doença.

Estudo Epidemiológico na Amazônia


Entre 1911 e 1912, Carlos Chagas realizou um estudo epidemiológico completo
em 52 cidades do vale amazônico, região assolada por grandes epidemias,
principalmente da malária. Em seu relatório, Carlos Chagas se mostrou
indignado com a situação de pobreza da região.

Gripe Espanhola
A gripe espanhola chegou ao Rio de Janeiro em 1918, um ano após a morte de
Osvaldo Cruz e de Carlos Chagas ter assumido a direção do Instituto
Manguinhos. Em dois meses, a gripe matou 15 mil pessoas na cidade.
Carlos Chagas foi chamado para chefiar a campanha contra a epidemia. Em
uma semana, ele instalou hospitais improvisados e laboratórios de emergência
e, mobilizou a parte ativa da população. No final do ano, a epidemia havia
sido debelada.

Diretor de Saúde Pública


Em 1919, Carlos Chagas foi nomeado pelo presidente da República, Epitácio
Pessoa, para dirigir o Departamento Nacional de Saúde Pública. Nesse
período, realizou reformas no serviço de profilaxia rural, instalou inspetorias
especializadas no combate à tuberculose, à sífilis e a lepra.
Com o apoio da Fundação Rockefeller, Carlos Chagas criou o serviço de
Enfermagem Sanitária e, em 1923 criou a Escola de Enfermagem Anna Neri,
introduzindo o ensino de enfermagem no Brasil. Carlos Chagas deixou o
Departamento Nacional em 1926, mas permaneceu dirigindo Manguinhos.

Últimos Anos
Em 1925, Carlos Chagas foi indicado para lecionar Medicina Tropical na
Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.
Carlos Chagas se tornou um cientista reconhecido e premiado, e mais de 40
sociedades científicas estrangeiras o elegeram membro honorário. Como
participante do Comitê de Higiene da Liga das Nações, viajava todos os anos
para a Europa.
Carlos Chagas faleceu em sua casa no Rio de Janeiro, vítima de um infarto, no
dia 8 de novembro de 1934.