Vous êtes sur la page 1sur 4

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR DA 8ª

CÂMARA DE DIREITO PRIVADO DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE


JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.

Processo: 1000042-19.2017.8.26.0428

CLEYTON FILIPI MARQUES e MARIANA DO CARMO MAROLA


MARQUES, ambos, devidamente qualificados nos autos do processo
em epígrafe, vem, respeitosamente, por sua advogada subscrita, à
presença de Vossa Excelência apresentar MANIFESTAÇÃO AOS
EMBARGOS opostos por VIVA VISTA ENCANTO SPE
EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA., também
devidamente qualificada nos autos pelos efeitos infringentes que faz
nos seguintes termos:

I – DO NÃO CABIMENTOS DOS EMBARGOS

Deserta a pretensão da Embargante em reformar a r. sentença


condenatória, pois cristalina são as considerações ali impressas,
devendo, por medida processual, considerar:

I.I – INEXISTÊNCIA DO BIS IN IDEM

Alega a parte contrária:


Rua Guido Bianchi, 121-A – Parque da Figueira – Paulínia/SP – 13.140-830
(19) 3933-2677 - (19) 9946-5071 - (19) 99188-3385
E-mail: glaucienebb@hotmail.com
“(1) O v. acordão manteve a sentença ao pagamento
de lucros cessantes pelo período de indisponibilidade do
imóvel, nos seguintes termos;

Esta C. Câmara estipulou taxa de 0,5% do valor


atualizado do contrato para o fim de compensar este
tipo de dano. Os valores são devidos por mês de
atraso, contados a partir do fim do prazo de tolerância
até a efetiva conclusão da obra (data da entrega das
chaves).

No entanto, resta dúvida a respeito da liquidação da


sentença.

A r. sentença condena pagamento de 0,5%


mensal sobre o valor atualizado do contrato, e
após, corrigir novamente os 0,5% mês a mês a
partir do período da mora (30/09/2015) até a
entrega das chaves, acrescidos de juros
moratórios legais a contar da citação.

As parcelas que se extrai dos lucros cessantes já


são do valor do imóvel “atualizado”.

Assim, não se pode atualizar o valor do imóvel até


a data do pagamento e depois ainda atualizar
novamente os lucros cessantes”.

Evidente não haver dupla condenação, ou entendimento dúbio no


sentido da liquidez da sentença. A decisão estipula pagamento e
atualização de valores, espécies diferentes dentro de um universo
financeiro. Quanto aos juros, devidos diante dos danos reconhecidos
e não questionados nas declarações dos Embargos ora enfrentados.

Portanto, impossível deixar de notar-se certa artimanha processual


da Embargante, pois, protelação em cumprimento de sentença por
oposição desnecessária de embargos caracteriza litigância de má-fé,
atitude prejudicial à saúde da Justiça e das instituições democráticas,
certo ser o Direito remédio que busca a paz e o equilíbrio social,
devendo sua dosimetria e ministério sedimentar-se na solução dos
conflitos, não no desgaste do tecido jurídico pelo prolongamento
desnecessário dos procedimentos judiciais.

Rua Guido Bianchi, 121-A – Parque da Figueira – Paulínia/SP – 13.140-830


(19) 3933-2677 - (19) 9946-5071 - (19) 99188-3385
E-mail: glaucienebb@hotmail.com
I. II – DOS HONORÁRIOS CONTRATUAIS

Alude a Embargante:

N. Desembargador Relator, se vislumbra omissão no v.


acordão em relação ao tópico da Apelação desta
Embargante quanto ao descabimento do reembolso dos
honorários contratuais às fls. 278/280.

Certo é, se tratar de jurisprudência pacífica deste


tribunal o descabimento da configuração dos honorários
contratuais como dano material, uma vez que, não
participa o Réu do valor entabulado entre Autor e seu
Advogado(a).

Desta forma, se reconhecido o descabimento do


reembolso dos honorários contratuais da
Embargada, patente é a sucumbência reciproca
entre as partes, devendo a Embargada pagar
honorários sucumbências em 10% do pretenso
valor.

Tal entendimento não deve ser acolhido, pois não há omissão no v.


acordão não podendo haver fatiamento da sucumbência ou mesmo
pretensa reciprocidade, haja vista o caráter primeiro deste tipo de
honorários, bem como explica o professor José Rogério Tucci:

O princípio da causalidade continua a justificar a


responsabilidade pela sucumbência, como se infere do
caput do artigo 85: quem perdeu deve arcar com os
honorários do advogado do vencedor.

Ademais, prestigiando, em vários aspectos, o


posicionamento que já prevalecia na
jurisprudência, o parágrafo 1º do artigo 85
estabelece que são devidos honorários: a) na
reconvenção; b) no cumprimento de sentença,
provisório ou definitivo; c) na execução, resistida
ou não; e d) nos recursos (TUCCI, 2019).

Rua Guido Bianchi, 121-A – Parque da Figueira – Paulínia/SP – 13.140-830


(19) 3933-2677 - (19) 9946-5071 - (19) 99188-3385
E-mail: glaucienebb@hotmail.com
II – DOS PEDIDOS

Por todo o exposto, requer:

a) O não provimento dos Embargos de Declaração;


b) Não atribuição dos efeitos infringentes ou integrativos;
c) Manutenção da r. sentença em todo o seu teor.

No mais, pede-se pela aplicação da mais límpida JUSTIÇA.

Termos em que, pede deferimento.

Paulínia, 02 de agosto de 2019.

Glauciene Brum Botelho da Conceição


OAB-SP 333.755

Rua Guido Bianchi, 121-A – Parque da Figueira – Paulínia/SP – 13.140-830


(19) 3933-2677 - (19) 9946-5071 - (19) 99188-3385
E-mail: glaucienebb@hotmail.com