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CAPÍTULO 3

TRANSFORMAÇÕES DE FREQUÊNCIA E DE
IMPEDÂNCIA

INTRODUÇÃO
A partir do filtro passa-baixo pode obter-se qualquer tipo de filtro (passa-alto, passa-banda, etc.) a
partir de transformações de frequência efectuadas na função de transferência do filtro passa-baixo. A
condição de se manter o aspecto da curva de resposta em frequência, com o eixo das frequências
transformado é a seguinte: a uma excitação sinusoidal no filtro passa-baixo deve corresponder uma
excitação sinusoidal no filtro transformado. Isto implica que a escolha de uma frequência do eixo
imaginário de S, do filtro passa-baixo, deve corresponder uma frequência também sobre o eixo
imaginário do filtro transformado.

1.1 ESCALAMENTO DE FREQUÊNCIA

Trata-se da operação mais simples que consiste em deslocar as características de resposta obtidas
numa dada frequência para outra frequência diferente, mantendo-se para todas as frequências uma relação
de proporcionalidade entre o domínio original de S e o domínio transformado s.

A transformação

1
2 FILTROS CONTÍNUOS

s
S=
ωc

( 1.1)

permite, por exemplo, passar um filtro passa-baixo normalizado (com frequência de corte unitária)
para um filtro passa-baixo com a frequência de corte ωC

Exercício 1.1- Escalamento da resposta em frequência de um filtro passa-baixo

Transforme o filtro passa-baixo normalizado de 1ª ordem num filtro passa-baixo com a frequência de corte de 1000 Hz.

Resolução.

O filtro terá a função de transferência inversa T(S)=1/(1+S). A nova frequência de corte é ωC = 2.π. 1000. Substituindo
S por s/ωC, obtém-se: T(s)= ωC/(s+ ωC)= 2000π / (s+ 2000π).

Se a função de transferência estiver concretizada por um circuito com componentes eléctricos, por
exemplo por um filtro RLC, a transformação de frequência deve ser aplicada a cada componente cuja
impedância dependa da frequência, mantendo-se, contudo, o valor das resistências. Os valores dos
componentes do filtro serão alterados, passando o novo filtro a ter uma característica de resposta em
frequência escalada (dilatada ou encurtada de um certo factor de escala). No caso da equação ( 1.1), as
capacidades dos condensadores e as auto-induções das bobinas serão divididos por ωP e os valores das
resistências ficarão inalterados,

L C
T ( s, R, L, C ) = T (α .s, R, , )
α α
( 1.2)

Exercício 1.2- Dimensionamento de circuito para outra frequência de corte.

Dado o filtro passa-baixo da figura, dimensione o circuito para obter uma frequência de corte cinco vezes maior.

6dB/oit.
Amin
A
2 Amáx
1 K
Ω2
0 1 Ω
1 2 3 ΩS

Neste filtro normalizado com a frequência de corte de 1, tem-se: Amáx = 0,28 dB, Amin = 28,6 dB, RS = RL = 1; C1 = C3
= 1,20; C2 = 0,20; L2 = 0,96.

Resolução:

A alteração de frequência implica a alteração do valor dos componentes cuja reactância dependa da frequência, de
modo a que a sua relação se mantenha a mesma, na nova frequência. Assim, os valores dos condensadores e da bobina devem
Escalamento de frequência 3

ser divididos por cinco e as resistências devem permanecer inalteradas, vindo: RS = RL = 1; C1 = C3 = 0,24; C2 = 0,04; L2 =
0,192.

Escalamento de impedâncias

Por vezes interessa dimensionar os circuitos com um nível de impedância determinado, diferente do
nível de partida. Por exemplo o filtro do Exercício 1.2, será realizado com resistências de gerador e de
carga com 1Ω. Se estiver interessado em terminar o filtro com resistências de carga e de gerador de 50 Ω,
deve fazer-se um escalamento de impedância de um factor de 50. Como a função de transferência de um
circuito é adimensional (depende sempre de relações de resistências, de capacidades ou de auto-indução),
qualquer escalamento de impedância deixa invariante a função de transferência. Assim, multiplicando
todas as impedâncias por 50 obtém-se o objectivo pretendido. Repare-se que os condensadores devem ser
divididos por 50 e as auto-induções devem ser multiplicadas, tal como as resistências, pelo mesmo factor.
Este escalamento por um factor α das impedâncias descreve-se do seguinte modo:

C
T ( s, R, L, C ) = T ( s, α .R, α . L, )
α
( 1.3)

Exercício 1.3- Escalamento de impedância de um filtro.

Dimensione o filtro passa-baixo do Exercício 1.2, de modo a ter RS = RL = 50 Ω.

Resolução.

As impedâncias devem ser multiplicadas pelo factor de escala usado para as resistências, ou seja, por 50, vindo: C1 = C3
= 1,20/50 µF ; C2 = 0,20/50 µF; L2 = 0,96*50 H.

1.2 TRANSFORMAÇÃO PASSA-BAIXO PASSA-ALTO

A obtenção de funções de transferência de filtros passa-alto pode realizar-se pela transformação de


frequência

ωc
S=
s
( 1.4)

que satisfaz a condição de a uma frequência sobre o eixo imaginário (corresponde à excitação
sinusoidal), corresponder em s uma frequência também sobre o eixo imaginário. As curvas de atenuação
são obtidas a partir das do filtro passa-baixo mas para outras frequências. A frequência de corte passa a
ser ωc.
4 FILTROS CONTÍNUOS

Tab. 1.1- Correspondência entre frequências do filtro passa-baixo e do filtro passa-alto.

Freq. Passa-Baixo Ω 0 1 -1 Ωs -Ωs 6∞

Freq. Passa-Alto ω ∞ - ωc +ωc - ωc/Ωs + ωc/Ωs 0

É possível realizar directamente a função de transferência de um filtro passa-alto, com a frequência


de corte ωa, a partir da do filtro passa-baixo já desnormalizado, segundo ( 1.1), para a frequência ωc.

De facto, tem-se:

1) → T ( s )
2) → T ( S ) = T ( s ) s =ω
c .S

3) → Ta ( s a ) = T ( S ) S = ω a = T ( s ) s =ω . S = T ( s ) s = ω c .ωa ,
c
sa ω sa
S= a
sa

( 1.5)

isto é, basta aplicar sobre o filtro passa-baixo desnormalizado, a transformação de frequência,

ω c .ω a
S=
s
( 1.6)

A aplicação da transformação de frequência ( 1.4), se for feita sobre as reactâncias de um filtro


conduz às seguintes transformações de reactância de um filtro e permite obter directamente um circuito
que realiza o filtro passa-alto a partir do filtro passa-baixo normalizado.

ωc C' =
1
L L
s L.ω c C'
SL L'
C ωc 1
SC ⇒ C ⇒ L' = .
R s C.ω c R
R S =ωc
s
R R' = R

( 1.7)

Tendo em conta ( 1.7) conclui-se que o circuito do filtro passa-alto pode ser obtido a partir do
circuito do filtro passa-baixo normalizado, transformando as bobinas em condensadores e os
condensadores em bobinas, mantendo as resistências inalteradas.

No caso de o filtro passa-baixo ser concretizado por circuitos activos-RC e já estiver dimensionado
para a frequência de corte ωc, a aplicação da transformação ( 1.6) conduziria a resistências inalteradas e
Transformação passa-baixo passa-alto 5

os condensadores originariam bobinas, situação que não seria conveniente do ponto de vista prático.
Todavia

1
C ω c .ω a sa R' ' = R''
SC C sa L' = ×
1
ρ .ω c .ω a .C
R ⇒ sa ⇒ C.ω c .ω a  ρ . sa
→
R ω c .ω a ρ C''
S=
sa R R' = R C' ' =
R

(1.8)
6 FILTROS CONTÍNUOS

a aplicação de um escalamento de impedância por um factor complexo (ρ.sa)-1,


transformaria as bobinas em resistências e as resistências em condensadores, situação que já é
interessante, como se ilustra a seguir.

1.3 TRANSFORMAÇÃO PASSA-BAIXO PASSA-BANDA

Partindo de um filtro passa-baixo normalizado, isto é, com a frequência de corte Ωc = 1,


pode obter-se um filtro passa-banda com largura de banda b, centrada em ω0, aplicando a
seguinte transformação de frequência:

s 2 + ω 02
S=
b.s
( 1.9)

Esta equação pode ser resolvida em relação a s, obtendo-se

s 2 − b.S .s + ω 02 = 0

( 1.10)

definindo-se a frequência normalizada, sn, a largura de banda normalizada, bn, em relação à


frequência central ω0, através das relações

s b 1
sn = bn = q=
ω0 ω0 bn

sendo q o factor de qualidade dos pólos do filtro passa-banda, virá:

2
S .bn  S .b 
sn = ± j. 1 −  n 
2  2 

( 1.11)

A transformação ( 1.9) garante que a resposta a uma excitação sinusoidal com frequência S
= jΩ, do filtro passa-baixo é também como resposta um sinal sinusóidal com as duas
correspondentes frequências do filtro passa-banda, s = jω1 e s = jω2, obtendo-se:

− ω n2 + 1 − ω n2 + 1 ω 2 −1
S = jΩ = =−j ⇒ Ω= n
bn . j.ω n ω n .bn bn .ω n

( 1.12)

cada frequência do plano S dá origem a duas no plano s.


TRANSFORMAÇÃO PASSA-BAIXO PASSA-BANDA 7

1.3.1 Relações entre frequências

A cada par de frequências, ±jΩ, do filtro passa-baixo normalizado, correspondem quatro


frequências ±jω1 e ±jω2, dadas por:

b b
ω1 = −Ω + ω 02 + (Ω ) 2
2 2
b b
ω 2 = Ω + ω 02 + (Ω ) 2
2 2

( 1.13)

que satisfazem a relação de simetria geométrica: ω2-ω1 = b.Ω e ω1. ω2 = ω02.

Tab. 1.2- Correspondência entre frequências do filtro passa-baixo e passa banda normalizados.

Ω ωn = ω1 / ω0 ωn = ω2 / ω0

0 -1 +1

1 2 2
bn b  bn b 
− 1+  n  + 1+  n 
2 2 2 2

-1 2 2
b b  b b 
− n − 1+  n  − n + 1+  n 
2 2 2 2

Ωs
 Ω .b 
2
 Ω .b 
2
b b
Ωs . n − 1 +  s n  Ωs . n + 1 +  s n 
2  2  2  2 

-Ωs
 Ω .b   Ω .b 
2 2
b b
− Ωs . n − 1 +  s n  − Ωs . n + 1 +  s n 
2  2  2  2 

Exercício 1.4- Filtro passa-banda Butterworth de 4ª ordem.

Determine os pólos de um filtro passa-banda, Butterworth, de 4ª ordem, com a frequência central de 3 kHz
e a largura de banda de 300 Hz. Calcule também os pólos normalizados à frequência central do filtro.

Resolução:

O filtro será obtido a partir de um filtro Butterworth de 2ª ordem, cujos pólos são: S = 2-1/2.(-16j). Sendo ω0
= 2π.3000 rads-1 e b = 2π.300 rads-1, usando uma calculadora que trabalhe com complexos, obtém-se as raízes de
( 1.10). Para o pólo S = 2-1/2.(-1+j), vem o par de pólos do filtro passa-banda s12 = 2π.(-157,5 6 j.3150) rads-1, com
módulo ω012 = 2π.3153.9 rads-1, e factor de qualidade 10. Para o pólo S = 2-1/2.(-1-j), obtém-se o par de pólos do
filtro passa-banda s34 = 2π.(-142,56 j.2850) rads-1, com módulo ω034 = 2π.2853,57 rads-1 e factor de qualidade 10.
8 FILTROS CONTÍNUOS

Os pólos normalizados à frequência central do filtro são: sn12 = 2π.(-0,0525 6 j.1,05) e sn34 = 2π.(-0,0475 6
j.0,95).

Exercício 1.5- Verificação de ( 1.10) e da Tab. 1.2.

Para o filtro do Exercício 1.4, calcule as frequência que correspondem a S = j3 e S = -j3.

Resolução:

De ( 1.10) obtém-se para S = j 3, ωn1 = -0,8612 e ωn2 = 1,1612 valores que coincidem com os da Tab. 1.2
fazendo Ωs = 3. Analogamente para S = -j3 e Ωs = -3, vindo ωn1 = 0,8612 e ωn2 = -1,1612.

1.3.2 Fórmulas explicitas para os pólos do filtro passa-banda

Embora a solução de ( 1.10) dê os pólos do filtro passa-banda, é possível obtê-los


directamente através de expressões literais, como se verá de seguida, tratando separadamente o
caso de um pólo real e o caso de um par de pólos complexos conjugados.

Transformação de um pólo

O pólo simples do filtro passa-baixo normalizado, S p = −Σ p , dá origem a um par de pólos

complexos conjugados, cujo módulo é ω0 e o factor de qualidade é q, e um zero na origem, s =


0.

s 2 + ω 02
S= ω0 ω0
S p = −Σ p  → s p = σ p ± j.ω p
bw . s
ω p = ω0 ; qp = σp =−
bw .Σ p 2.q p

( 1.14)

1 jω
jΩ
ωp
Σ ω0

−Σp 0 σp σ
z e ro
− ω 0 /2 q p
P la n o S P la n o s

Fig. 1.1- Transformação de um pólo real.

Transformação de um par de pólos complexos conjugados

Seja Sp12 o par de pólos do filtro passa-baixo normalizado, caracterizado pela frequência Ω0 e
pelo factor de qualidade Qp0,
TRANSFORMAÇÃO PASSA-BAIXO PASSA-BANDA 9

S p = −Σ p ± j.Ω p ou (Ω 0 , Q0 )
12

Ω 0 = Σ 2p + Ω 2p
Ω0
Q0 =
2.Σ p

( 1.15)

O par de pólos complexos conjugados, Sp12, é transformado em dois zeros em s = 0 e dois


pares de pólos complexos conjugados (ω01, qp) e (ω02, qp), ver Fig. 1.2, dados por:

ω0
ω02 =ω0 ∗Μ
jΩ jω

Ω0 ω02 =ω0 /Μ
Σ θ σ

−Ω 0 /2Q 0 co sθ=1/(2q 0 ) Zeros

Plano S Plano s

Fig. 1.2- Transformação de pólos complexos conjugados.

ω 01 = ω 0 .M
ω 02 = ω 0 / M ,
α 1
qp = (M + )
χ M

ω0
α=
b

com β= 0


χ= 0
Q0

χ χ χ
M = β 2 + (1 + β 2 ) 2 − + 2 .β 1 + β 2 − + (1 + β 2 ) 2 −
(2.α ) 2
2.Ω 0
2
( 2.α ) 2

( 1.16)
10 FILTROS CONTÍNUOS

Exercício 1.6- Transformação de pólos complexos conjugados.

Determine as frequências dos pólos e dos zeros obtidos pela transformação passa-baixo passa-banda
caracterizada por ω0 = 2π*300 rads-1 e b= 2π*100 rads-1,de um par de pólos complexos conjugados de um filtro
de Butterworth de 2ª ordem normalizado.

Resolução.

Fica ao cuidado do leitor.

1.3.3 APROXIMAÇÃO DE BANDA ESTREITA

Como já foi dito, a transformação ( 1.9), por cada frequência do filtro passa-baixo origina
duas frequências do filtro passa-banda às quais corresponde o mesmo ganho que o do filtro
passa-baixo, e que estão geometricamente separadas da frequência ω0. Em particular, a
frequência de corte do filtro passa-baixo origina duas frequências de corte do filtro passa-banda
que não estão simetricamente colocadas relativamente a ω0, ver Existem muitas aplicações que
trabalham com sinais com espectros simétricos em relação a uma dada frequência portadora,
sendo portanto desejável que os filtros exibam, também, uma característica de resposta em
frequência que seja simétrica em relação à frequência central do canal, ω0. Pode usar-se uma
transformação de frequência do filtro passa-baixo normalizado para o filtro passa-banda

b
s = .S ± j.ω 0
2
( 1.17)

A resposta a um sinal sinusoidal em S = jΩ corresponderá a resposta (também ao sinal


sinusoidal, na frequência s = jω, sendo

b
ω = ± .Ω ± ω 0
2
( 1.18)

À frequência de corte superior, Ω =61, do filtro passa-baixo correspondem as duas frequências


limites da banda de passagem, superior ω2 e inferior ω1,

 b
ω 2 = ±ω 0 + 
 2
 b
ω1 = ± ω 0 − 
 2

( 1.19)

que são simétricas relativamente à frequência de corte,


TRANSFORMAÇÃO PASSA-BAIXO PASSA-BANDA 11

ω 2 + ω1 ω0
ω0 = ; b = ω 2 − ω1 ; q=
2 b
( 1.20)

A função de transferência do filtro passa-banda estreita, de ordem 2n, será então obtida
por:
n
 s 
T(s) =   .T(S) S = 2 ( s + j .ω ) .T(S)
 ω0 
0 2
b S = ( s − j .ω 0 )
b

( 1.21)

Convém repetir que só para b/ω0 <<1 se obtém uma boa aproximação à função de
transferencia com característica de atenuação aritmética simétrica relativamente a ω0.

Exercício 1.7- Frequência central de um filtro passa-banda.

Para a transformação passa-baixo passa-banda caracterizada por ω0 = 2π*300 rads-1 e b= 2π*100 rads-1,
determine o valor da frequência central do filtro passa-banda em relação a ω0.

Resolução:

As frequências limites da banda de passagem, ωC1 e ωC2 satisfazem a relação ωC1*ωC2 = ω02, sendo ωC2-ωC1
= b, devendo procurar obter-se a frequência central ωC = ωC1 + b/2 e ωC = ωC2-b/2. A resolução fica ao cuidado
do leitor.

Exercício 1.8- Filtro passa-banda normalizado de 4ª ordem com banda estreita.

A partir do filtro passa-baixo de 2ª ordem, Butterworth, projecte um filtro passa-banda com resposta
simétrica em relação a ω0 = 1, com a largura de banda de 0,5.

Resolução:

O filtro passa-baixo é: T(S)=(S2+S+1)-1; A transformação de frequência a usar é: s = 4(s6j), pelo que de (


1.21) pode obter o resultado.

Relação entre componentes do filtro passa-baixo e passa-banda.

No caso de se ter um filtro passa-baixo realizado com componentes RLC, obtém-se para os
correspondentes componentes do filtro passa-banda

1 L b
L sL'+ L´= em série com C ' = L' C'
sC ' b L.ω 02
SL
C 1 C b C'
SC ⇒ sC '+ ⇒ C´= em paralelo com L' = L'
sL' b C.ω 02
R R S = s +ω 0
2 2

b. s
R R' = R
R

( 1.22)
12 FILTROS CONTÍNUOS

isto é: a bobina transforma-se numa bobina transforma-se numa bobina q vezes maior (q=
1/b) em série com um condensador que entra em ressonância com esta bobina na frequência
central ω0. Para o condensador passa-se o mesmo mas a ressonância já é em paralelo com a
bobina.

1.4 TRANSFORMAÇÃO PASSA-BAIXO REJEITA-BANDA

Partindo de um filtro passa-baixo normalizado, isto é, com a frequência de corte Ωc = 1,


pode obter-se um filtro elimina-banda com largura de banda b, centrada em ω0, aplicando a
seguinte transformação de frequência:

b.s 1 ω  s ω0 
S= ⇒ = 0  + 
s + ω0
2 2
S b  ω0 s 

( 1.23)

Esta transformação é recíproca da transformação passa-baixo passa-banda. Assim, o filtro


rejeita banda pode ser obtido também a partir de um filtro passa-alto pela aplicação da
transformação passa-baixo passa-banda.

A correspondência entre frequências de S (passa-baixo) e as de s (rejeita-banda) serão


dadas por uma equação idêntica a ( 1.10) mas onde S é substituído por 1/S. Os diagramas de
atenuação obtém-se a partir dos do filtro passa-banda fazendo a correspondência S-1/s.

1
s 2 − b. .s + ω 02 = 0
S
( 1.24)

definindo-se a frequência normalizada, sn, a largura de banda normalizada, bn, em relação à


frequência central ω0, através das relações

s b 1
sn = bn = q=
ω0 ω0 bn

sendo q o factor de qualidade dos pólos do filtro rejeita-banda, virá, para a frequência
normalizada do filtro elimina-banda que corresponde à do filtro passa-baixo, S:

2
b  b 
s n = n ± j. 1 −  n 
2.S  2.S 

( 1.25)
TRANSFORMAÇÃO PASSA-BAIXO REJEITA-BANDA 13

Exercício 1.9- Filtro elimina-banda Chebychev de 4ª ordem.

Determine a função de transferência de um filtro Chebychev de 4ª ordem, elimina-banda, com q = (ω0/b) =


10, com ondulação de 3 dB.

Resolução:

O filtro passa-baixo correspondente é: T(S) = 0,707.(0,841)2 / (S2 + 0,644S + 0,8412). Usando ( 1.23) e (
1.25), vem:

( sn2 + 1) 2
Teb ( sn ) = 0,707
s + (0,911 / q) s + (1 + 1 / 0,841q 2 ) sn2 + 80,911 / q) sn + 1
4
n
3
n

Exercício 1.10- Filtro elimina-banda de 4ª ordem, Butterworth.

Projecte o filtro com f0 = 1 kHz, b = 100 Hz e ganho 10.

Solução: T ( s ) = 10 ( s n2 + 1) 2 s
com s n =
( s + 0,962 s n / 14,1 + 0,962 )( s + 1,038s n / 14,1 + 1,038 ) 2π .1000
eb n 2 2 2 2
n n

Relação entre componentes do filtro passa-baixo e rejeita-banda.

No caso de se ter um filtro passa-baixo realizado com componentes RLC, obtém-se para os
correspondentes componentes do filtro rejeita-banda

L 1 1 1 bL C'
sC '+ C´= em paralelo com L' = L'
SL sL' bL ω 02
L' C'
C 1 1 1 bC
⇒ sL'+ ⇒ L´= em série com C' = 2
SC sC ' ' bC ω0
R
R R R' = R R
b. s
S=
s 2 +ω 02

( 1.26)

isto é: a bobina transforma-se numa bobina transforma-se num condensador em paralelo


com uma bobina que entra em ressonância na frequência central ω0. Para o condensador passa-
se o mesmo mas a ressonância já é em série com a bobina.

Exercício 1.11- Filtro elimina-banda RLC.

A partir do filtro do Exercício 1.2, obtenha um filtro elimina banda centrado em 1000 Hz e com a largura de
banda de 100 Hz.

Resolução:

Fica ao cuidado do leitor.