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Sumário

Introdução
Perda e ganho de calor pelo organismo
Mecanismo de trocas térmicas entre corpo e ambiente
Equilíbrio Homeotérmico
NR 15 - Atividades e operações insalubres
Instrumentos de Medição
Procedimentos de medição
Cuidado com o trabalhador exposto ao calor
Medidas de Controle
Prevenção
Check list
Bibliografia

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Introdução

O ser humano mantém uma temperatura interna aproximadamente constante (em torno
de 37ºC) seja qual for à temperatura externa (do ambiente). Essa característica está
ligada a existência de um mecanismo fisiológico de regulação da temperatura interna do
corpo, o qual é responsável pela conservação e dissipação do calor. A temperatura da
pele, para que se mantenha o equilíbrio térmico entre o corpo e o ambiente, deve ser
sempre menor do que a temperatura central do corpo em mais ou menos 1ºC. O
equilíbrio térmico entre o corpo e o ambiente baseia-se na igualdade: Quantidade de
calor recebida = Quantidade de calor cedida Às trocas de calor necessárias para que se
mantenha essa igualdade dependem, fundamentalmente, das diferenças de temperaturas
entre a pele e o ambiente e o da pressão de vapor d'água no ar em torno do organismo, a
qual, por sua vez, é influenciada pela velocidade do ar. É importante ressaltar que a
troca de calor sempre ocorre no sentido do corpo com maior temperatura para o de
menor temperatura.

São quatro as formas pelas quais se procedem essas trocas:

 Condução - pelo contato direto do corpo com objeto mais quente;


 Convenção - através do ar ou de outro fluido em movimento;
 Radiação - através de ondas eletromagnéticas (normalmente o infravermelho).

Esses três processos podem ocorrer devido a existência de fontes externas com
temperatura mais elevada do que a da pele. Esse calor transferido é chamado de calor
sensível. Existe ainda um quarto processo que está ligado ao calor latente, utilizado para
mudança de estado (de água, em estado líquido para vapor d'água).

 Evaporação-Esse processo de troca ocorre sem que seja modificada a


temperatura.

Assim, o calor recebido pelo corpo, nos casos de exposição a temperaturas elevadas, é

utilizado pelo organismo para evaporar parte da água interna através da sudorese, não
permitindo o aumento da temperatura interna. Como metabolismo entende-se o
conjunto de fenômenos químicos e físico-químicos, mediante os quais são feitas a
assimilação e desassimilação das substâncias necessárias a vida. Calor Metabólico - é o
calor produzido por esse conjunto de reações. Quando o homem estiver em jejum e em
repouso esse calor denomina-se Calor Metabólico Basal.

A partir do próximo número, analisaremos as diversas formas de obtenção de índices ou


parâmetros utilizados como referências na identificação do conforto do organismo
humano quando exposto ao calor nos ambientes de trabalho.

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À proporção que forem surgindo novos conceitos ou variáveis, os mesmos serão
analisados.

Perda e ganho de calor pelo organismo

Ganho de Calor:

A produção de calor é um dos principais subprodutos do metabolismo. Alguns fatores


que determinam a taxa de produção de calor são:

 Valor basal do metabolismo de todas as células do organismo.


 Aumento do metabolismo causado por atividade muscular.
 Aumento do metabolismo decorrente do efeito da tiroxina sobre as células.
 Aumento do metabolismo causado pelo efeito da epinefrina, norepinefrina e
estimulação simpática sobre as células.
 Aumento do metabolismo em decorrência da maior atividade química nas
células.

Perda de Calor:

Os fatores que determinam a quantidade de calor perdido são:

 Velocidade com que o calor é transferido das partes mais interiores do corpo
para a pele
 Velocidade com que o calor é transferido da pele para o ambiente

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Mecanismo de trocas térmicas entre corpo e ambiente

O ser humano ao desenvolver um trabalho mecânico, os seus músculos se contraem,


para esta contração o corpo produz calor. Esta quantidade de calor liberado pelo corpo
será em função do trabalho desempenhado, podendo chegar a um valor máximo de
ordem de 1200 w, desde que por pouco tempo. Este calor é dissipado pelo mecanismo
de trocas térmicas entre o corpo e o ambiente.

Em Durante (2009), relata que na medida em que há um aumento de calor ambiental,


ocorre uma reação do organismo humano no sentido de promover um aumento da perda
de calor. Inicialmente ocorrem reações fisiológicas para promover a perda de calor, mas
estas reações, por sua vez, provocam outras alterações que, somadas, resultam num
distúrbio fisiológico.

Em Frota e Schiffer (2001), relata que o calor dissipado quando o individuo está vestido
e calçado, é por condução pequena, mas se a superfície dos corpos estando presente no
ambiente, e este estiverem a uma temperatura inferior à do sistema corpo-vestimente,
haverá dissipação de calor por radiação de cerca de 40%.

Segundo Durante (2009) relata que quando a quantidade de calor que o corpo perde por
condução-convecção ou radiação é menor que o calor ganho, a principal reação
corretiva que se procede no organismo é a vaso-dilatação periférica, que implica em
maior fluxo de sangue na superfície do corpo e em aumento da temperatura da pele.
Estas alterações resultam em um incremento da quantidade de calor perdido. O fluxo de
sangue no organismo humano transporta calor do núcleo do corpo para sua superfície,
onde ocorrem as trocas térmicas. De outra forma, o outro mecanismo de defesa do
organismo é a sudorese.

Quando o organismo não consegue perder o excesso de calor suficientemente, começa a


lançar mão de suas defesas. A primeira delas é a vasodilatação cutânea. Fica-se com a
pele avermelhada, devido ao aumento do fluxo sanguíneo para a periferia. É uma
tentativa do organismo de retirar calor do centro e por irradiação perder mais calor pela
pele (no inverno a pele fica mais clara pelo mecanismo inverso). Como conseqüência,
tem-se uma queda da circulação sangüínea em órgãos vitais, podendo levar ao choque
circulatório e a prostração térmica.

Paralelamente ao choque circulatório, que diminui a circulação na pele, pode-se ter


menor perda de calor por irradiação e convecção, o que pode levar a internação, que é a
elevação da temperatura do corpo. O número de glândulas sudoríparas ativadas é
diretamente proporcional ao desequilíbrio térmico existente. A quantidade de suor
produzido pode, em curtos períodos, atingir até dois litros por hora, embora em um
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período de várias horas, não exceda a um litro por hora. Pela sudorese no ritmo de um
litro por hora um homem pode, teoricamente, perder 600Kcal/hora para o meio
ambiente.

Uma segunda linha de defesa do organismo é aumentar a perda por evaporação, por
intermédio de algum mecanismo de ventilação, como abanar-se, por exemplo, o que
favorece a evaporação do suor. Evaporando, o suor absorve o calor da pele. Como o
organismo não pode controlar o vento, a perda de calor ocorre através da sudorese. Por
outro lado, a perda de água e sal pode levar a cãibras de calor, semelhantes às dos
desportistas. Em conseqüência, a pessoa sente sede e pode ter desidratação. Como
forma de controle, deve-se ingerir mais água e sal, o que pode levar à acidez gástrica e
hipertensão, em alguns casos. Faltando água e sal, o organismo diminui a sudorese,
originando menor perda de calor por evaporação.

Se a exposição ao calor continuar, pode-se chegar à prostração térmica ou exaustão pelo


calor pode levar à morte, principalmente das pessoas com algum problema
cardiocirculatório, por falta de irrigação sangüínea e parada cardíaca.

O choque térmico ocorre quando o organismo é submetido a uma brusca mudança de


temperatura que o corpo sofre quando está em um ambiente refrigerado e o mecanismo
termo-regulador fica impossibilitado de manter um adequado equilíbrio térmico entre o
indivíduo e o meio. Submeter-se constantemente às variações bruscas de temperatura
podem levar ao mau funcionamento desse sistema e desencadear problemas de dores
nas costas, de cabeça, irritação, friagem e até prisão de ventre.

No último estágio, tem-se a internação, que é a falência do sistema termoregulador do


organismo. Ocorre o aumento da temperatura corpórea, atingindo, depois de quatro a
cinco graus, o ponto de coagulação de enzimas e proteínas, bloqueando o metabolismo
em geral. Desta forma, tem-se caracterizadas como doenças do calor a exaustão do calor
a desidratação, as câimbras de calor, a catarata, e o choque térmico sendo que este
ocorre quando a temperatura do núcleo do corpo é tal, que põe em risco algum tecido
vital que permanece em contínuo funcionamento devido a um distúrbio no mecanismo
termo-regulador, que fica impossibilitado de manter um adequado equilíbrio térmico
entre o indivíduo e o meio.

Resumindo:

Exaustão do calor

Decorrer de uma insuficiência do suprimento de sangue do córtex cerebral, resultante da


dilatação dos vasos sangüíneos. Uma baixa pressão sangüínea é o evento crítico
resultante.

Tratamento
Arrefeça o ambiente em redor do paciente com uma ventoinha. Refresque-o colocando
panos úmidos e frios sobre a cabeça, garganta e pulsos. Se o paciente puder beber

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reponha a água e o sal perdidos, dissolvendo para isso uma colher de chá de sal em cada
litro de água ou sumo de fruta que der ao paciente. Se o paciente tiver náuseas ou
vômitos, prepare uma infusão e, em colaboração com o médico, dê pelo menos 1 litro de
solução infusora de cloreto de sódio isotónico.

Desidratação

Inicialmente reduz o volume do sangue, promovendo a exaustão do calor, podendo


chegar a deterioração do organismo. A desidratação acarretará na ineficiência muscular,
redução da secreção, acúmulo de ácido nos tecidos, febre e morte quanto mais elevada
for a intensidade.

Cãibras de calor

São os espasmos musculares, seguindo-se uma redução do cloreto de sódio no sangue.

Tratamento

Repouse o paciente num local fresco. Refresque-o colocando panos úmidos e frios sobre
a cabeça, garganta e pulsos. Reponha a água e o sal, dissolvendo uma colher de chá de
sal em cada litro de água ou sumo de fruta que der ao paciente.

Choque térmico

Quando a temperatura do núcleo do corpo põe em risco algum tecido vital.

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Equilíbrio Homeotérmico

Fatores de influem nas trocas térmicas entre o ambiente e o organismo

Os mecanismos de termo-regulação do organismo têm como finalidade manter a


temperatura interna do corpo constante e é evidente que haja um equilíbrio entre a
quantidade de calor gerado no corpo e sua transmissão para o meio ambiente.

 Temperatura do ar
 Umidade relativa do ar
 Velocidade do ar
 Calor radiante
 Tipo de atividade

Temperatura do Ar

A influência da temperatura do ar na troca térmica entre o organismo e o meio ambiente


pode ser avaliada observando-se a defasagem, positiva ou negativa, existente entre essa
temperatura e a temperatura da pele.

Umidade Relativa do Ar

Influi na troca que ocorre entre o organismo e o meio ambiente pelo mecanismo da
evaporação.

Velocidade do Ar

Pode alterar o intercâmbio de calor entre o organismo e o ambiente, interferindo tanto


na troca térmica por condução-convecção como na troca térmica por evaporação.

Calor Radiante

Fonte de calor radiante, que esteja emitindo considerável quantidade de radiação


infravermelha, ocorrera no organismo humano um ganho de calor pelo mecanismo da
radiação.

Tipo de Atividade

Quanto maior a atividade física exercida, tanto maior será o calor produzido pelo
metabolismo

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NR 15 - Atividades e operações insalubres

ANEXO N.º 3

Limites de tolerância para exposição ao calor

1. A exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido


Termômetro de Globo" - IBUTG definido pelas equações que se seguem:

Ambientes internos ou externos sem carga solar:

IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg

Ambientes externos com carga solar:

IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg

onde:

tbn = temperatura de bulbo úmido natural

tg = temperatura de globo

tbs = temperatura de bulbo seco.

2. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido
natural, termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum.

3. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador, à altura da


região do corpo mais atingida.

Limites de Tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho intermitente


com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço.

1. Em função do índice obtido, o regime de trabalho intermitente será definido no


Quadro N.º 1.

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2. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos
legais.

3. A determinação do tipo de atividade (Leve, Moderada ou Pesada) é feita consultando-


se o Quadro n.º 3.

Limites de Tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho intermitente


com período de descanso em outro local (local de descanso).

1. Para os fins deste item, considera-se como local de descanso ambiente termicamente
mais ameno, com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve.

2. Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro n.º 2.

Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora, determinada pela
seguinte fórmula:

Sendo:

Mt - taxa de metabolismo no local de trabalho.

Tt - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de trabalho.

Md - taxa de metabolismo no local de descanso.

Td - soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de descanso.


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______
IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora, determinado pela seguinte
fórmula:

Sendo:

IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho.

IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso.

Tt e Td = como anteriormente definidos.

Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de


trabalho, sendo Tt + Td = 60 minutos

corridos.

3. As taxas de metabolismo Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro n.º 3.

4. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos


legais.

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Instrumentos de Medição

Os medidores só poderão ser utilizados dentro das condições de umidade, temperatura,


campos magnéticos e demais interferentes especificados pelos fabricantes. Nesses
casos, muitas vezes, a utilização de cabo de extensão pode ser uma alternativa para
eliminar a influência de interferências inaceitáveis.

Termômetro de Globo

Dispositivo destinado à determinação da temperatura de globo (tg), constituído de:

 uma esfera oca de cobre de aproximadamente 1 mm de espessura e com


diâmetro de 152,4 mm, pintada externamente de preto fosco, com emissividade
mínima de 0,95, e com abertura na direção radial, complementada por um duto
cilíndrico de aproximadamente 25 mm de comprimento e 18 mm de diâmetro,
destinado à inserção e fixação de termômetro;
 um termômetro de mercúrio com escala mínima de +10 ºC a +120ºC, com
subdivisões de 0,2 ºC ou menores, e exatidão de ± 0,5 ºC (para a faixa de 10 ºC a
100 ºC) e ± 1,0 ºC (para faixas superiores a 100 ºC);
 uma rolha cônica de borracha, na cor preta, com diâmetro superior de
aproximadamente 20 mm, diâmetro inferior em torno de 15 mm, e altura na
faixa de 20 mm a 25 mm, vazada no centro, na direção de seu eixo, por orifício
que permita uma fixação firme e hermética do termômetro.

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Termômetro de bulbo úmido natural
Dispositivo destinado à determinação da temperatura de bulbo úmido natural (tbn),
constituído de:

 um termômetro de mercúrio com escala mínima de +10 ºC a +50 ºC, com


subdivisões de 0,2 ºC ou menores, e exatidão de ± 0,5 ºC;
 um erlenmeyer de 125 ml, contendo água destilada;
 um pavio em forma tubular, na cor branca, de tecido de algodão com alto poder
de absorção de água, com comprimento mínimo de 100mm.

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Termômetro de bulbo seco
Dispositivo destinado à determinação da temperatura do ar, denominada temperatura de
bulbo seco (tbs), constituído de:

 um termômetro de mercúrio com escala mínima de +10 ºC a +100ºC, com


subdivisões de 0,2 ºC ou menores, e exatidão de ± 0,5 ºC.

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Termômetro Giratório

Equipamentos e acessórios complementares


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 Tripé do tipo telescópico
 Conjunto de garras e mufas
 Cronômetro

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Procedimentos de medição

Antes de serem iniciadas as medições para a determinação do IBUTG, deve ser


observado o que segue:

Quanto aos conjuntos convencionais:

 verificar se os termômetros estão inseridos em um programa de calibração


periódica;
 verificar a não-existência de descontinuidade nas colunas de mercúrio (bolhas ou
vazios);
 verificar a integridade física de todos os seus componentes;
 verificar a limpeza e a contaminação do pavio e da água destilada;
 proceder à umidificação prévia do pavio.

Quanto aos equipamentos eletrônicos de medição:

 verificar a integridade eletromecânica e a coerência no comportamento de


resposta do instrumento;
 verificar a suficiência de carga das baterias para o tempo de medição previsto;
 efetuar a calibração de acordo com as instruções do fabricante;
 verificar a necessidade da utilização de cabo de extensão para eliminar a
influência de interferências inaceitáveis;
 proceder à umidificação prévia do pavio.

Quanto à conduta do avaliador:

 evitar que seu posicionamento e conduta interfiram na condição de exposição


sob avaliação, para não falsear os resultados obtidos. Se necessário, utilizar
avaliação remota por meio do uso de cabo de extensão, para permitir leitura à
distância;
 adotar as medidas necessárias para impedir que o usuário, ou qualquer terceiro,
possa fazer alterações na programação do equipamento, comprometendo os
resultados obtidos;
 informar o trabalhador a ser avaliado que:

- a medição não deve interferir com suas atividades habituais, devendo manter a sua
rotina de trabalho

- o equipamento de medição só pode ser removido pelo avaliador;

- o equipamento de medição não pode ser tocado ou obstruído.

Os dados obtidos deverão ser invalidados sempre que:

 houver qualquer prejuízo à integridade do equipamento;

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 os termômetros de mercúrio apresentarem descontinuidade na coluna de
mercúrio;
 a calibração do equipamento eletrônico estiver fora da faixa de tolerância
estabelecida pelo fabricante;
 houver indicação de insuficiência de carga da bateria.

Medições

A avaliação da exposição ao calor é feita por meio da análise da exposição de cada


trabalhador, cobrindo-se todo o seu ciclo de exposição.

Portanto, devem ser feitas medições em cada situação térmica que compõe o ciclo de
exposição a que fica submetido o trabalhador.

Ressaltamos que o número de situações térmicas poderá ser superior ao número de


pontos de trabalho, já que no mesmo ponto poderão ocorrer duas ou mais situações
térmicas distintas.

As temperaturas a serem medidas são a temperatura de bulbo úmido natural (tbn), a


temperatura de globo (tg) e a temperatura de bulbo seco (tbs). Quando não houver a
presença de carga solar direta não é necessária a medição da temperatura de bulbo seco.

Deve ser medido o tempo de permanência do trabalhador em cada situação térmica que
compõe o ciclo de exposição. Este parâmetro é determinado através da média aritmética
de no mínimo três cronometragens, obtidas observando-se o trabalhador na execução do
seu trabalho.

O tempo de duração de cada atividade física identificada deverá ser determinado por
meio de no mínimo três cronometragens, obtidas observando-se o trabalhador na
execução do seu trabalho.

Deve ser registrado em planilha de campo:

para cada situação térmica identificada:

 o horário de início e fim da medição;


 a descrição das características ambientais e operacionais que a compõem;
 os dados obtidos nas medições de temperatura;
 os dados de cronometragem do tempo de duração da situação.

para cada atividade física identificada:

 a descrição das operações e procedimentos que a compõem;


 os dados de cronometragem do tempo de duração da atividade.

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Cuidado com o trabalhador exposto ao calor

Diante dos problemas causados pelo calor excessivo, o tratamento se restringe


basicamente a retirar o trabalhador do ambiente, melhorar a perda de calor, com ar frio,
ventilação ou mesmo através de banhos frios, nos casos mais graves. Pode-se, ainda,
considerar a reposição de água e, se necessário, de sal.

O Ministério da Saúde (Ministério da Saúde, 2004), expediu uma circular informativa


sobre medidas de prevenção recomendações dirigidas à população, relatando que a
exposição a períodos de calor intenso, durante vários dias consecutivos - ondas de calor
- constitui uma agressão para o organismo, podendo conduzir a desidratação, ao
agravamento de doenças crônicas, a um esgotamento, ou a um golpe de calor, situação
muito grave e que pode provocar danos à saúde irreversíveis, ou até a morte.

Para prevenção recomendou-se a seguintes medidas:

“Aumentar a ingestão de água, ou sumos de fruta natural sem açúcar, mesmo sem ter
sede.

- As pessoas que sofram de doença crônica, ou que estejam a fazer uma dieta com
pouco sal, ou com restrição de líquidos, devem aconselhar-se com o seu médico, ou
contactar a linha Saúde Pública: 808 211 311.

- Devem evitar-se bebidas alcoólicas, gaseificadas, com cafeína, ou ricas em açúcar,


porque podem provocar desidratação.

- Devem fazer-se refeições leves e mais frequentes. São de evitar as refeições pesadas e
muito condimentadas.

- Permanecer duas a três horas por dia num ambiente fresco, ou com ar condicionado,
pode evitar as consequências nefastas do calor, particularmente no caso de crianças,
pessoas idosas ou pessoas com doenças crônicas. Se não dispõe de ar condicionado,
visite centros comerciais, cinemas, museus ou outros locais que disponham de ar
condicionado. Evite as mudanças bruscas de temperatura. Informe-se sobre a
existência de locais de "abrigo climatizados" perto de si.

- No período de maior calor, tome uma ducha ou Evite, no entanto, mudanças bruscas
de temperatura (uma ducha gelado, imediatamente depois de se ter apanhado muito
calor, pode causar hipotermia)

- Evite a exposição direta ao sol, em especial entre as 11h e às 16 horas.

Sempre que se expuser ao sol, ou andar ao ar livre, use um protetor solar, com um
índice de proteção igual ou superior a 15 nos adultos, ou igual ou superior a 20 nas
crianças e pessoas de pele clara e sensível.

- Sempre que andem ao ar livre, crianças e pessoas de pele clara, devem usar chapéu,
de preferência de abas largas e óculos escuros.
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- Sempre que possível, diminua os esforços físicos e repouse frequentemente em locais à
sombra, frescos e arejados.”

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Medidas de Controle

O controle do calor deve ser feito primeiramente na fonte e em seguida em sua


trajetória, deixando a aplicação do controle ao pessoal como complemento das medidas
anteriores ou quando constituir a única solução viável.

Medidas de controle relativa ao ambiente

 Aplicadas no meio de trabalho, isto é, alterações na fonte ou ação na trajetória.


 Usar recursos como dispositivos que podem ser utilizados no controle do calor
 Adoção de medidas que alteram esses fatores certamente implicará a variação da
sobrecarga térmica.

Medidas Adotadas

 Insuflação de ar fresco no local em que permanece o trabalhador


 Maior circulação do ar
 Exaustão dos vapores de água
 Utilização de barreiras refletoras
 Automatização do processo

Medidas de Controle Relativa ao Pessoal

 Exames médicos – detectar problemas de saúde que possam ser agravados pela
exposição ao calor.
 Aclimatização – adaptação fisiológica do organismo a um ambiente quente.
 Ingestão de água e sal – deverá ingerir maior quantidade de água e sal, afim de
compensar a perda ocorrida na atividade.
 Limitação do tempo de exposição – períodos de descanso, visando reduzir a
sobre carga térmica a níveis compatíveis com o organismo humano
 EPI - deve-se fazer uma proteção individual para os mais diversos usos e
finalidade.
 Fazer uma escolha adequada objetivando o maior grau de eficiência e conforto.
 Devem ser material adequado para evitar a absorção de calor pelo organismo
 Educação e Treinamento – Fundamental importância dos profissionais expostos
ao calor intenso.
 Deve o trabalhador ser conscientizado do risco que representa a exposição ao
calor intenso, educado quanto ao uso correto dos EPIs e alertado para a
importância do asseio pessoal

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Prevenção

A maioria dos problemas de saúde relacionados com o calor, pode ser prevenida ou seus
riscos reduzidos. As seguintes precauções diminuem bastante os riscos gerados pelo
calor:

 A instalação de mecanismos técnicos de controle, entre os quais um plano de


ventilação do ambiente como um todo e medidas que promovam o resfriamento
localizado sobre as fontes de calor, incluindo sistemas de exaustão. A instalação
de painéis de isolamento das fontes do calor radiante são medidas bastante
positivas. O resfriamento por evaporação e a refrigeração mecânica são outras
maneiras possíveis de redução do calor. Ventiladores são dispositivos que
também concorrem para reduzir o calor em ambientes quentes. A adoção de
roupas de proteção para o trabalhador; a modificação, bem como a automação
dos equipamentos, visando a redução do trabalho manual são outras formas de
reduzir o calor
 Certas práticas de trabalho, como por exemplo a ingestão de água em
abundância – até um quarto de litro por hora por trabalhador – em seu ambiente
de trabalho, pode concorrer para reduzir os riscos causados pelo calor. É
fundamental que os trabalhadores recebam treinamento em procedimentos de
primeiros socorros para que aprendam a reconhecer e enfrentar os primeiros
sinais orgânicos de reação ao calor. Os empregadores devem considerar também
a condição física de cada trabalhador cuja atividade será desenvolvida em área
de calor. Os trabalhadores de mais idade, os obesos e os que passam por período
de tratamento com ingestão de medicamentos, correm mais riscos.
 Os períodos de trabalho e descanso podem ser alternados com períodos de
descanso mais prolongados e em ambientes bem ventilados. Na medida do
possível deve-se planejar para que os trabalhos mais pesados sejam
desenvolvidos nas horas mais frescas do dia. Os supervisores devem receber
treinamento para detectar com antecedência qualquer indisposição e permitir que
o trabalhador interrompa sua tarefa antes do agravamento de sua situação.
 A aclimatação ao calor por meio de curtos períodos de exposição para em
seguida, o trabalhador ser submetidos a exposições por períodos mais longos. Os
empregados recém admitidos e os que retornam após período de férias devem
passar por período de adaptação de cinco dias.
 Os trabalhadores devem estar suficientemente instruídos quanto à necessidade
da ingestão de líquidos e sais perdidos durante a transpiração. Devem conhecer
os sintomas da desidratação, esgotamento, desmaio, câimbras e insolação.
Devem ainda ser conscientizados da importância do controle diário de seu peso
como forma de detectar a hidratação.

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Check list

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Bibliografia

FUNDACENTRO. Avaliação da Exposição ao Calor.

DURANTE, L. – Calor e frio no ambiente de trabalho.

BRASIL. Ministério do Trabalho. Portaria n° 3214 de 8 de junho de 1978

Normas Regulamentadoras relativas à segurança e medicina do trabalho.

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