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NANO E MICROPLÁSTICOS NOS ECOSSISTEMAS: IMPACTOS AMBIENTAIS E

EFEITOS SOBRE OS ORGANISMOS

Danila Soares Caixeta1, Frederico César Caixeta 2, Frederico Carlos Martins de


Menezes Filho3
1 Professora Doutora do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da
Universidade Federal de Mato Grosso (danilacaixeta@gmail.com) Cuiabá-Brasil
2 Graduando em Medicina pela Universidade de Cuiabá
3 Professor Doutor do Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas da Universidade
Federal de Viçosa - Campus Rio Paranaíba

Recebido em: 06/04/2018 – Aprovado em: 10/06/2018 – Publicado em: 20/06/2018


DOI: 10.18677/EnciBio_2018A92

RESUMO

Os plásticos são lançados no ambiente de diferentes maneiras, podendo ser


degradados por fatores abióticos e bióticos. Entretanto, quando degradadas, as
partículas de dimensões na escala micro e nanoplásticas, podem se acumular no
ambiente, gerando uma série de fatores hostis à flora e fauna, principalmente nos
organismos. Dessa maneira, esse artigo tem como objetivo fornecer informações
relevantes sobre as possíveis fontes de inserção de partículas plásticas no
ambiente, bem como potencial efeito sobre os organismos. Para tal, foi realizado
uma busca de artigos científicos na área da pesquisa, cadastrados em bases de
dados, da comunidade científica. Nota-se que nas últimas décadas houve uma
acentuada expansão de pesquisas relacionadas aos efeitos dos nano e
microplásticos sobre os organismos vivos, pois esses polímeros quando presentes
no ambiente podem afetar direta ou indiretamente à saúde, ecologia e economia. As
consequências à saúde são em decorrência da adsorção, que posteriormente pode
causar efeitos tóxicos letais aos indivíduos. Dada a crescente necessidade de
detecção de nano e microplásticos no ambiente, isso se torna um grande desafio,
pois, embora muitos estudos utilizem técnicas amplamente semelhantes, ainda não
existe um protocolo padrão. Diante desse impasse, muitos estudos estão
identificando novos critérios e relatos mais consistentes. Em suma, estudos relativos
a nano e microplásticos ainda são incipientes, necessitando de mais pesquisas para
preencher as lacunas existentes.

PALAVRAS-CHAVE: Polímeros, resíduos, saúde.

NANO AND MICROPLASTICS IN ECOSYSTEMS: ENVIRONMENTAL IMPACTS


AND EFFECTS ON ORGANISMS
ABSTRACT

ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.15 n.27; p. 19 2018


Plastics are released into the environment in different ways, and can be degraded by
abiotic and biotic factors. However, when degraded, particles of micro and
nanoplastic size can accumulate in the environment, generating a series of factors
hostile to flora and fauna, especially in organisms. In this way, this article aims to
provide relevant information about the possible sources of plastic particles in the
environment, as well as potential effect on organisms. For that, a search of scientific
articles in the area of research, registered in databases, of the scientific community
was carried out. It is noteworthy that in the last decades there has been a sharp
expansion of research related to the effects of nano and microplastics on living
organisms, since these polymers when present in the environment can directly or
indirectly affect health, ecology and economics. The health consequences are due to
adsorption, which can later cause lethal toxic effects to individuals. Given the growing
need for detection of nano and microplastics in the environment, this becomes a
major challenge because, although many studies use widely similar techniques, there
is still no standard protocol. Faced with this impasse, many studies are identifying
new criteria and more consistent reports. In summary, studies on nano and
microplastics are still incipient, requiring further research to fill existing gaps.

KEYWORDS: Health, polymers, waste.

INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas a produção de plástico tem aumentado


significantemente, devido a aplicação em vários produtos, de diferentes setores.
Dentre os polímeros mais comuns, destaca-se o polipropileno (PP), polietileno (PE),
policloreto de vinila (PVC), poliestireno (PS) e polietileno tereftalato (PET), que
correspondem a 90% da demanda de plástico no mundo (ANDRADY; NEAL, 2009).
Contudo, a demanda por esses materiais é em função do seu baixo custo, alta
durabilidade e, também, por sua resistência à radiação, produtos químicos, pressão,
dentre outros.
Em consequência do consumo de produtos manufaturados por esses
polímeros, são geradas grandes quantidades de resíduos, que por sua vez, nem
sempre são reciclados ou reutilizados, sendo então, lançados de forma direta ou
indireta no ambiente, causando uma série de danos. Desse modo, as atividades
antrópicas e industriais são consideradas altamente impactantes, pois são as
principais fontes de inserção de plásticos no ambiente. Segundo Carvalho e Baptista
Neto (2016) os materiais plásticos correspondem de 60 a 80% dos detritos
encontrados nos oceanos, provenientes das atividades antrópicas.
Os plásticos podem ser degradados por fatores abióticos ou bióticos, sendo a
radiação UV, a ação mecânica e a hidrólise, de fundamental importância na
fragmentação e disponibilização dos mesmos, aos microrganismos. Assim, o
processo de degradação, gera partículas em escalas, meso, micro e nano, os quais
são classificados em mesoplásticos, microplásticos e nanoplásticos,
respectivamente (COSTA et al., 2016).
O termo microplástico foi primeiramente mencionado por Thompson et al.
(2004) caracterizando partículas com tamanho de 20 µm. No entanto, até o presente
momento, não existe um consenso entre os autores, em relação à padronização do
tamanho das partículas.
Os microplásticos e os nanoplásticos são os polímeros de maior impacto no
ambiente, pois devido às suas extensas áreas de superfície podem adsorver
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compostos altamente tóxicos, tais como hidrocarbonetos e metais pesados.
Inquestionavelmente, quando disponíveis, essas partículas podem ser adsorvidas
pelos organismos e atravessar as barreiras imunológicas, afetando órgãos, tecidos e
até mesmo a funcionalidade da célula, ocasionando ainda efeitos tóxicos ou letais
(RAFIEE et al., 2018). Nesse aspecto, vários estudos apontam em seus resultados,
os danos causados em crustáceos, invertebrados, peixes, algas e zooplâncton (MA
et al., 2016; CHAE; AN, 2017; BERGAMI et al., 2017). Entretanto, em humanos as
pesquisas ainda são incipientes, necessitando de mais alicerce científico.
Em humanos, as principais causas de contaminação por micro e
nanoplásticos ocorrem através das vias aéreas, contato com produtos de uso
pessoal, consumo de alimentos e água, provocando danos diretos ou indiretos na
homeostase do organismo (HORTON et al., 2017; PRATA, 2018). Em síntese, os
impactos ocasionados pelos plásticos afetam todo o ecossistema.
Embora sejam encontrados nos mais diversos ambientes, água, ar, solo,
biofilme, superfície de animais, e outros, a detecção e identificação de microplásticos
e nanoplásticos é um desafio visto que, ainda, não foi estabelecida uma metodologia
padrão. Dessa forma, recomenda-se que seja utilizada mais de uma técnica por
amostragem, a fim de fornecer resultados qualitativos e quantitativos, confiáveis.
Diante disso, pesquisadores de diferentes áreas estão empenhados a estabelecer a
melhor técnica para detecção e identificação de plásticos em amostras ambientais.
Esse artigo de revisão teve como objetivo fornecer informações relevantes
sobre a possíveis fontes de inserção de partículas plásticas no ambiente, bem como
potencial efeito sobre os organismos.

DESENVOLVIMENTO

Plásticos: produção e expansão comercial

O termo plástico é usado genericamente para designar material polimérico


sintético e semi-sintético, comumente derivado de petróleo, e que exibe alta massa
molecular e plasticidade (COSTA et al., 2016). Composto por componentes
orgânicos, possuem unidades químicas ligadas covalentemente, repetidas
regularmente ao longo da cadeia, denominadas meros, sendo o número de meros
da cadeia polimérica denominado grau de polimerização, que podem ser moldados
por ação de calor e/ou pressão (MANO; MENDES, 1999; COSTA, 2018).

A produção e comercialização dos plásticos iniciou-se no século XIX e no


século XX ocorreu uma significativa expansão. Entre 1950 e 2016, a produção
passou de 1,7 para 322 milhões de toneladas, sendo a Europa, produtora de 57
milhões de toneladas no ano de 2012 (PLASTIC EUROPE, 2017; REVEL et al.,
2018). Dados de 2016 da Plastics Europe Market Research Group (PEMRG) e
Conversion Market & Strategy GmbH, mostram os principais setores, em que há
maior demanda de plásticos na Europa, tendo em vista que as embalagens
correspondem ao maior percentual (39,9%), seguido de construções (19,7%),
indústria automotiva (10%), indústria elétrica e eletrônicos (6,2%), produtos de uso
pessoal (4,2%), agricultura (3,3%) e outros (16,7%) (PLASTICS EUROPE, 2017).
Indubitavelmente, tais aplicações em uma ampla variedade de produtos estão
relacionadas a facilidade de fabricação, baixo custo, resistência à água, a produtos
químicos, temperatura e à luz.

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Como consequência dos usos múltiplos dos plásticos, grandes impactos ao
ambiente são gerados, uma vez que a destinação dos produtos manufaturados a
partir desses polímeros, são lançados indiscriminadamente. Todavia, medidas de
preservação ambiental estão sendo adotadas, sendo a prática de reciclagem a mais
comumente utilizada. Neste enfoque, Barros (2014) ressalta a importância da
reciclagem de plásticos, pela economia de matéria-prima e energia para a fabricação
de novos materiais, sendo que a destinação final dos mesmos em aterros sanitários
configura um desperdício de tais recursos naturais.
Na Europa, no ano de 2016, por meio de intervenções oficiais, foram
coletados 27,1 milhões de toneladas de resíduos plásticos, para serem tratados e
pela primeira vez, mais resíduos de plástico foram reciclados do que aterrados.
Estima-se que destes 31,1% foram reciclados, 43,6% foram utilizados na produção
de energia e apenas 27,3% foram depositados em aterros (PLASTICS EUROPE,
2017). No Brasil, cerca de 21,7% dos plásticos foram reciclados em 2011,
representando aproximadamente 953 mil toneladas por ano (CEMPRE, 2018).
Visto que uma grande parcela de plástico, ainda não é reciclada e/ou
reaproveitada, este é lançado de forma inapropriada no ambiente, tornando-se
recalcitrante ou susceptíveis à degradação por processos bióticos e abióticos. Os
processos abióticos, dentre eles a degradação mecânica, química, fotodegradação e
térmica são de grande relevância, pois são capazes de promover perdas de
propriedades estruturais e mecânicas, aumentando a área de superfície disponível
para a colonização microbiana (COSTA et al., 2016).
Ademais, a degradação biótica ou biodegradação é um processo enzimático
mediado por microrganismos, que são capazes de decompor materiais em dióxido
de carbono, metano, água, compostos inorgânicos e biomassa. Porém, salienta-se
que tal processo pode ser influenciado pelas características do polímero,
propriedades físicas e químicas, bem como por fatores ambientais, tais como luz
(UV), calor, umidade e presença de agentes químicos (PAÇO et al., 2017).
Cai et al. (2018), realizaram estudo com o objetivo de verificar a degradação
de três diferentes plásticos por meio da radiação. No entanto, os resultados
revelaram que não houve diferença significativa na resistência dos pellets plásticos,
mas houve grande diferença nas características após exposição à radiação,
utilizando-se como meio de detecção o Espectro de Raman.

Dimensões de partículas plásticas

Dada a importância da universalização das dimensões dessas partículas,


pesquisadores de várias áreas têm buscado instrumentos para padronizar a
classificação destas, todavia sem consenso conforme mostrado na Tabela 1.

Tabela 1 Classificações de plásticos e suas dimensões.


Nanoplástic Microplástic Mesoplástico Macroplástic
o o o
GALGANI et al., - 25 µm - 5 mm 5-2,5 cm -
2013
WAGNER et al., < 20 µm - - -
2014
KOELMANS et < 100 nm - - -
al., 2015
COSTA et al., < 1 µm = - -
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2016
GIGAULT et al., 1 – 1000 nm 1-5 mm - -
2018 25µm -1 mm
KARAMI et al., < 0,001 mm 0,001-1 mm 1.10mm >10 mm
2018

Nos anos de 1971 e 1972, Buchanan, Carpenter e Smith observaram pela


primeira vez partículas de plásticos no ambiente marinho Buchanan (1971) e
Carpenter e Smith (1972), no entanto foi somente em 2004 que o termo
microplástico se tornou comum, devido a um estudo realizado por Thompson et al.
(2004). Nesse estudo, Thompson et al. (2004) objetivaram quantificar a abundância
de microplásticos em amostras de sedimentos de praias; e sedimento e estuário de
Plymouth, UK, sendo identificados 9 polímeros.
Lambert e Wagner (2016) definiram microplásticos como sendo partículas
com dimensões menores que 5 mm, enquanto que Gigault et al. (2018) propuseram
o termo nanoplástico para definir pequenos plásticos, tais como partículas simples
ou em forma de homo e/ou heteroagregados, com dimensões entre 1 nm a 1µm.
De acordo com Horton et al. (2017) os microplásticos são fundamentalmente
obtidos a partir de duas fontes: primária que são os plásticos virgens (pellets),
produzidos especificamente em escala micrométrica; e a secundária que são os
fragmentos resultantes da degradação física, química e biológica de meso e
macroplásticos (HATJE et al., 2013). Li et al. (2017) afirmam que os microplásticos
secundários são a maioria, e sua multiplicação no ecossistema é em função da
entrada de detritos plásticos de diferentes origens.
Tendo em vista isso, os nanoplásticos e microplásticos são provenientes
da quebras de grandes detritos plásticos, devido a exposição a atividade de
animais e microrganismos, bem como degradação por processos naturais.

Plásticos e suas fontes

Como consequência do uso em diversos setores, bem como da resistência a


tratamentos químicos, térmicos e a degradação, os plásticos podem ser encontrados
nos mais variados ambientes, tais como solo, água, ar, lodo de esgoto, águas
tratadas, sedimento e outros (DEKIFF et al., 2014; CARR et al., 2016; CARVALHO;
BAPTISTA NETO, 2016).
Em ambientes terrestres, as principais vias de acesso de microplásticos são
as resultantes de práticas agrícolas, tais como a aplicação de lodo de esgoto
contendo fibras sintéticas ou microplásticos sedimentados, bem como os
provenientes de cuidados pessoais ou produtos domésticos; deposição por
escoamento e fragmentação de plásticos de dimensões maiores (HURLEY;
NIZZETTO, 2017; HORTON et al., 2017).
Além disso, em ambientes aquáticos as fontes de inserção de partículas, de
dimensões nano e microplásticas são: (1) as produzidas para propostas específicas,
tais como produtos cosméticos, tintas de impressoras, produção de fármacos; (2)
fragmentação de plásticos devido à fotodegração por UV, ação mecânica, hidrólise e
atividade microbiana; e (3) em sistemas de tratamento de água (biossólidos e
efluente líquido) (COSTA et al., 2016; MENDOZA et al., 2018). Lambert e Wagner
(2016) corroboram com dados da literatura, comprovando que os nanoplásticos
podem ter sua origem a partir da degradação por radiação UV.
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Estahbanati e Fahrenfeld (2016) investigaram a concentração de
microplásticos no rio de água doce (Raritan) localizado em Nova Jersey, sendo as
amostras coletadas a montante e a jusante de quatro pontos de lançamento de
efluente. Os resultados evidenciaram uma maior concentração de microplásticos a
jusante dos pontos de lançamento, com tamanho variando entre 125 a 500 μm.
Verifica-se ainda, que em sistemas aquáticos, o lixo produzido por atividades
de recreação e pesca, também são importantes fontes. Em ambiente marinho,
estudos mostraram que entre 70 a 80% dos microplásticos existentes nas águas
oceânicas, são provenientes de rios, os quais são resultantes de atividades
antrópicas (HORTON et al., 2017).
De modo geral, as principais fontes de poluição incluem as de origem
industrial, como as matérias-primas utilizadas na fabricação de produtos plásticos e
de derramamento de pós ou pellets de resina plástica usados para a remoção de ar.
Atividades industriais, como a corte térmico de espuma de poliestireno, demonstrou
emitir partículas de polímero de tamanho nanométrico, na faixa de aproximadamente
20-220 nm (COSTA et al., 2016). Além disso, essas partículas podem ser
transferidas para o ambiente, através da desintegração de folhas de polietileno
agrícola (PE), lavagem de roupas sintéticas e lodo de esgoto contaminado,
empregado como fertilizante. Segundo Mendoza et al. (2018) as partículas de
nanoplásticos de maior relevância, referem-se às fibras sintéticas, sendo a lavagem
de roupas, provedora de aproximadamente 1900 fibras por cada peça lavada.
Por outro lado, a presença de nano e microplásticos em águas tratadas, são
provenientes de produtos de limpeza e cosméticos que são lançados em águas
residuárias doméstica, e estes nem sempre são removidos por técnicas
convencionais (COSTA et al., 2016).
Schymanski et al. (2018) verificaram a presença de microplásticos em
amostras de água potável, armazenadas em garrafas plásticas, garrafas de vidro e
caixas de bebidas, com partícula de dimensões variando entre 5 e 20 μm, sendo os
tipos de polímeros predominantes o polietileno tereftalato (PET), seguidos de
polietileno (PE), poliestireno (PS) e polipropileno (PP). Por outro lado Imhof et al.
(2016), verificaram a alta incidência de microplásticos em sedimentos obtidos do
Lago de Garda na Itália, com tamanhos que variaram entre 50-500 µm.

Efeitos dos plásticos no ambiente

Os nanoplásticos e os microplásticos, por apresentarem alta área de


superfície, podem promover uma forte sorção de compostos tóxicos, como
hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (PAHs), bifenilos policlorados (PCBs) e
dicloro difenil tricloroetano (DDTs) (BERGAMI et al., 2017). Entretanto, o tamanho e
a textura das partículas podem afetar a capacidade de adsorver ou lixiviar
contaminantes, enquanto que as condições ambientais podem influenciar na
dinâmica de equilíbrio entre produtos químicos e plásticos, impactando na
acumulação química e na biodisponibilidade (HORTON et al., 2017).
Assim, quando disponível no ambiente, nano e microplásticos, podem
interagir com os organismos através da ingestão, atravessando as barreiras
biológicas, penetrando e acumulando nos tecidos e órgãos. Como consequência da
ingestão de tais partículas citam-se os efeitos toxicológicos, devido à permanência
de poluentes orgânicos persistentes, tais como hidrocarbonetos policíclicos
aromáticos, éteres difenílicos polibromados e bifenilos policlorados, além de outros
efeitos adversos, como a inibição de crescimento, desordens comportamentais e
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alimentares, disfunção reprodutiva, viabilidade reduzida, mobilidade e até mesmo a
morte (MA et al., 2016; CHAE; AN, 2017; COSTA, 2018).
De acordo com Mendoza et al. (2018) os microplásticos são os polímeros
sintéticos, mais persistentes em ambientes aquáticos, causando efeitos
ecotoxicológicas e por vezes deletérias em organismos aquáticos. Outrossim, os
nanoplásticos têm a capacidade de atravessar a membrana citoplasmática e alterar
a funcionalidade das células, incluindo células sanguíneas e até mesmo o processo
fotossintético (COSTA et al., 2016).
De modo geral, esses contaminantes quando presentes em ambientes
diversos, por consequência podem desequilibrar a cadeia alimentar dos seres vivos
e por conseguinte afetar a saúde humana. Segundo Carbery et al. (2018) as
evidências para a transferência trófica de microplásticos, surgiu a partir da
quantificação desses polímeros em organismos coletados em campo, seus
predadores naturais e estudos que simulam a transferência através da cadeia
alimentar. Cedervall et al. (2012) mostraram que nanopartículas de poliestireno
fabricadas comercialmente, são transportados através da cadeia alimentar aquática
de algas, que posteriormente são ingeridos pelos zooplâncton e finalmente por
peixes, afetando por conseguinte seu comportamento e metabolismo lipídico.
Por outro lado, os efeitos tóxicos dos nano e microplásticos, vêm sendo
estudados desde a década de 80, caracterizando seus danos letais e subletais em
algas, organismos ciliados, invertebrados, crustáceos, peixes e zooplânctons
(CHAE; AN, 2017). Prata (2018) menciona que microplásticos têm mostrado reduzir
o processo fotossíntetico e crescimento de microalgas, provocado efeitos negativos
na cadeia alimentar de zooplâncton, que acumula e possivelmente provoca sequelas
em brânquias, estômago e hepatopâncreas de caranguejos e induz alterações nos
tecidos e biomarcadores de peixes. Estudo realizado por Sjollema et al. (2016)
corroba que microplásticos afetam os processos fotossíntéticos e crescimento de
microalgas.
Resultados obtidos por Ma et al. (2016) evidenciaram que as partículas de
plásticos com dimensões de 50 nm apresentaram toxicidade e causou danos físicos
a Daphnia magna. Os resultados ainda mostraram que a presença de partículas de
plástico aumentou significantemente a biocumulação de resíduos derivados de
fenantreno no corpo de Daphnia magna, diminuindo a dissipação e transformação
do fenantreno no meio.
Bergami et al. (2017) avaliaram o efeito de dois nanoplásticos de poliestireno
com superfície modificada (40 nm PS-COOH and 50 nm PS-NH 2) sobre espécies
planctônicas de Dunaliella tertiolecta e do crustáceo Artemia franciscana. No
entanto, os autores, observaram um comportamento diferente das duas superfícies
modificadas, em meios de exposição, bem como toxicidade diversa para as duas
espécies, onde o nanoplástico de poliestireno com superfície modificada (PS-COOH)
formou agregados em micro escala, porém nao afetou o crescimento das microalgas
até 50 μg/ml e de camarões de salmoura até 10 μg /ml.Todavia, esses
naonoplásticos carregados negativamente foram adsorvidos em microalgas e
acumulados em camarões de salmoura, sugerindo uma transferência trófica
potencial de presa para predador.
Embora várias pesquisas comprovem os efeitos tóxicos sobre os organismos,
estudos eventuais sobre os impactos tóxicos dos nano e microplásticos na saúde
humana têm sido limitados (REVEL et al., 2018). No entanto, alguns estudos
mostram que os nanoplásticos e microplásticos têm potencial para afetar direta ou
indiretamente a saúde.
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Relatos recentes mostraram que o consumo de animais contaminados; água
tratada com partículas plásticas; adsorção pela pele quando em contato com
cosméticos que apresentam grande concentração de nanoplásticos; inalação do ar
contendo partículas provenientes de sistema de tratamento de água e exposição de
lodo no solo, dentre outras, podem eventualmente acometer a saúde humana, com
implicações no intestino e outros órgaos, bem como ocasionar efeitos tóxicos,
devido a habilidade de induzir bloqueio intestinal e/ou tecidual, além de fibroses,
congestão e inflamações (REVEL et al., 2018).
Schirinzi et al. (2017) objetivaram em seus estudos verificar os efeitos de
nanopartículas de prata (AgNPs), nanopartículas de ouro (AuNPs), nanopartículas
de dióxido de zircónio (ZrO2NPs), nanopartículas de óxido de cério (CeO2NPs),
nanopartículas de dióxido de titânio (TiO 2NPs), nanopartículas de óxido de alumínio
(Al2O3NPs), C60 fulereno, grafeno e microplásticos (polietileno e poliestireno) em
nível celular em termos de estresse oxidativo e viabilidade celular, sendo utilizados
duas linhas de células diferentes T98G e HeLa, células humanas cerebrais e
epiteliais, respectivamente. Os resultados mostraram que nenhum dos
nanomateriais e microplásticos, estudados, conduziram a uma redução significativa
da viabilidade celular, mas em contra partida, os resultados confirmam que o
estresse oxidativo é um dos mecanismos de citotoxicidade no nível celular, como
observado para ambas as linhas celulares. Ademais, estudo realizado por Revel et
al. (2018) mostra que ratos quando expostos a microplásticos, induz o estresse
oxidativo, altera o metabolismo energético e lipídico e apresenta efeitos
neurotóxicos.
Em síntese, a parcela lançada no ambiente, principalmente os plásticos de
dimensões nano e micro, tem causado grandes prejuízos ao meio ambiente, à
ecologia, à economia e à saúde pública. Complementarmente, devido a falta de
informação sobre a toxicologia dos nanoplásticos, restringe-se o uso deles para
certas aplicações, que estão diretamente em contato com seres humanos, como a
inclusão em cosméticos, detergentes e alimentos, a fim de prevenir seu potencial de
toxicidade e efeitos adversos secundários de longo prazo (SCHIRINZI et al., 2017).

Tecnologias de detecção de plásticos no ambiente

Devido às limitações metodológicas, atualmente, poucos estudos têm


detectado microplásticos em amostras ambientais com dimensão de 1 μm. Assim, o
ponto de partida para análises de plásticos são baseados nas dimensões do
mesmos, por conseguinte, é de extrema importância que os pesquisadores
padronizem os tamanhos das partículas, bem como as unidades de medidas, a fim
de relatar as concentrações nano e microplásticos. Para comparar estudos onde as
unidades não são consistentes, as unidades devem ser transformadas em unidades
por volume, seja como partículas por litro de água amostrada ou como partículas por
quilograma de sedimento ou solo (HORTON et al., 2017).
O Guidance on Monitoring of Marine Litter in European Seas publicado em
2013 pela Comissão Européia é um guia de orientação amplo, que objetiva
direcionar os pesquisadores em relação ao monitoramento, adequação de
metodologias de monitoramento, custos e outros parâmetros relativos ao ambiente
marinho, dando subsídios a toma de decisões, sobre a melhor maneira de conduzir
os estudos (EUROPEAN COMMISSION, 2013).
De fato, pode ser verificado que a grande maioria das pesquisas relatadas na
literatura, utilizam mais de uma metodologia para identificação de nano e
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microplásticos, nos mais variados segmentos, tais como água, sedimentos,
organismos alimentos e outros. A abordagem mais comumente aplicada para a
detecção de nano e microplásticos consiste na identificação visual, que pode ser
realizada apenas por observação a olho nu ou com auxílio de um microscópio
óptico. Esta apresenta uma boa resposta, quando utilizada para analisar polímeros
com dimensões de aproximadamente 500 µm, entretanto a sua aplicação gera
controvérsias entre os pesquisadores, devido aos erros humanos que podem
comprometer a veracidade das informações. Assim sua confirmação deverá ser
seguida de análises de composição química, geralmente combinando técnicas
ópticas e espectroscópicas, a fim de minimizar a ocorrência de falso positivo e/ou
falsos negativos (SILVA et al., 2018).
Algumas pesquisas abordam que, em função dos diferentes tamanhos das
partículas, essas devem passar por um pré tratamento, ou seja, serem submetidas à
separação por densidade, que pode ser pela aplicação de KOH ou NaCl. Dessa
forma, o pré-tratamento tem como finalidade auxiliar na extração, purificação, e
conservação da estrutura dos plásticos, além de remover partículas que não são
plásticos, tais como biofilmes, sais, sangue, entre outros (QIU et al., 2016). Por outro
lado, alguns autores não veem coerência na aplicação do pré-tratamento (RENNER
et al., 2018), uma vez que ácidos oxidantes como H 2SO4, HNO3, podem destruir
alguns tipos de plásticos que apresentam baixa tolerância ao pH, como exemplo o
poliestireno e nylon, enquanto que substâncias alcalinas podem danificar e
descolorir nylon e polietileno (QIU et al. 2016).
Dada a crescente necessidade de fazer avaliações comparativas para
identificar tendências regionais, nacionais e globais na distribuição de nano e
microplásticos no ambiente, isso se torna um grande desafio, pois, embora muitos
estudos utilizem técnicas amplamente semelhantes, ainda não existe um protocolo
padrão. Diante desse impasse, muitos estudos estão identificando novos critérios e
relatos mais consistentes.
Recentemente, houve um aumento do uso de FTIR (Espectroscospia de
Infravermelho), por possibilitar a uma detecção de partículas com tamanhos inferior
a 500 µm, o Espectroscópio de Raman (partículas ≤ 20µm), Microscopia de
Fluorescência, Microscopia Eletrônica de Varredura, Microscopia de Força Atômica,
Cromatografia Gasosa com Espectrômetro de Massa, dentre outros.
A disposição de nanoplásticos (PS-COOH) em micro alga verde foi observado
por Microscópio de Fluorescência, enquanto a disposição de nanoplástico (PS-NH 2)
foi determinado usando o Microscópio Eletrônico de Varredura (BERGAMI et al.,
2017). Em adição Imhof et al. (2016) verificaram a incidência de pigmentos e
plásticos em ecossistemas linminéticos por meio de Microespectroscópio de Raman.
Enquanto que Erikesen et al. (2013) detectaram vários tipos de plásticos no Lago de
Laurentian Great, utilizando a técnica de separação visual e Microscopia Eletrônica
de Varredura.
Schymanski et al. (2018) mencionam que as técnicas espectroscopia de
infravermelho de micro-transformação de Fourier (μ-FT-IR), mais comumente
utilizadas para investigações de microplásticos em água potável apresentam
limitações, pois não tem capacidade de detectar partículas menores que 20 μm,
mas que a Microespectroscópio de Raman é mais eficiente, por ser capaz de
detectar tamanhos de partículas ainda menores.

Instrumentos legais de lançamento de nano e microplásticos no ambiente

ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.15 n.27; p. 27 2018


Com a indiscutível expansão da produção de plásticos em todo o mundo, os
impactos gerados abrangem as esferas ambiental, social e econômica. Neste
enfoque, a não padronização de metodologias para inspeção dos impactos
dificultam a confiabilidade dos resultados tão quanto a ausência de instrumentos
legais quantificando limites aceitáveis de nano e microplásticos. Admite-se, assim,
que as legislações brasileiras, em vigor, efetivamente não dispõem sobre os valores
máximos toleráveis, que sejam seguros à saúde.
Na tabela 2 apresentam-se apenas os valores de referência para monômeros
de cloreto de vinila (PVC) e poliestireno (estireno).

Tabela 2 Valores de referência para monômeros de cloreto de vinila e poliestireno,


em amostras de água, solo e alimentos
Cloreto de Vinila Estireno

Portaria Nº 2.914/2011 5 µg/L 20µg/L


(Água potável) (MS, 2011)
Resolução Nº 430/2011 0,07 mg/L
(Efluente) (CONAMA, 2011)
Resolução Nº 420/2009 5 µg/L 20 µg/L
(Águas subterrâneas)
(CONAMA, 2009)
Resolução RDC Nº 274/2005 5 µg/L 20 µg/L
(Águas envasadas e gelo)
(ANVISA, 2005)
Resolução Nº 420/2009 0,003 mg/Kg peso seco 35 mg/Kg peso
(Solo residencial) (CONAMA, solo seco solo
2009)

Em aproximadamente 40 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, França


Itália, dentre outros, existem organizações e comitês, que buscam instrumentos
regulatórios, para minimizar os impactos gerados pelos plásticos em ambientes
marinhos, incluindo planos de ação, estratégias, regulamentação, diretrizes, e
acordos que objetivam prevenir, remover, mitigar e educar (COSTA, 2018).
Ademais, Organizações Não-Governamentais (ONGs) também criaram programas
que visam conscientizar e ajudar a quantificar a extensão da poluição por
microplásticos e os efeitos em escala nacional, regional e internacional (JIANG,
2018).
A America's Plastics Makers trabalha em sintonia com cientistas e
formuladores de políticas, que tem como objetivo descobrir soluções eficazes da
destinação de lixo marinho, a fim de promover ações para aumentar a prevenção,
redução, reutilização e reciclagem de lixo, e outras infraestruturas de gestão de
resíduos, juntamente com parcerias regionais e internacionais (MARINE LITTER
SOLUTIONS, 2018).
Contudo, a aplicação das normas regulatórias e legislações existentes,
nesses países, podem contribuir na redução e prevalência de plásticos e
subsequente micro e nanoplásticos no ambiente. Como consequência, irá promover
melhor qualidade de vida da população existente nesses ecossistemas, assim como
estabelecer um equilíbrio ecológico.

ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer - Goiânia, v.15 n.27; p. 28 2018


CONCLUSÃO

A demanda por materiais manufaturados a partir de plásticos, tem crescido


consideravelmente nas últimas décadas. Todavia, esta expansão é acompanhada
com a geração de toneladas de resíduos, alguns dos quais são subprodutos não
biodegradáveis e tóxicos, resultando na acumulação no ambiente.
Uma vez presente no ambiente, esses polímeros podem afetar direta ou
indiretamente a saúde, ecologia e economia. Vários relatos mostram que os efeitos
nocivos à saúde podem ser desde a adsorção, até mesmo causar efeitos tóxicos
letais, podendo ainda, acometer a saúde de humanos através da cadeia alimentar.
No entanto, devido as várias limitações metodológicas na quantificação e
detecção de nano e microplásticos no ambiente, bem como em animais e humanos,
estudos ainda são incipientes, necessitando de mais pesquisas para poder
preencher as lacunas existentes, principalmente no que tange aos efeitos a longo e
curto prazo.

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