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O uso dos recursos lidicos 26 na avaliacao funcional em clinica analitico- -comportamental infantil pura ASSUNTOS DO CAPITULO > Avaliaglo funcional no trabalho clinica com eriangas: > Estratégias para identifcagio de comportamentos-alvo na clinica infantil > Estratégias para identificagio de p > Escratégias lidicas para is reforgadores na clinica infantil, lentitieagao da historia de vida # condigées atuais. > ldontticagéo e caractorizagio de controle por regras pré-astabelacidas. ‘Ao se propor uma intervengio comporta mental infantil, é fundamental que se esteu ture uma avaliagio funcional. Isso significa fazer um levantamento de comportamentos o alvos da intervengio e elaborar hi sobre as variéveis que evocam ou eli- fas e sobre as conse- aqudneias qu om. E importante desta cat, ptinelpio, uma dstingio entre os termos ial © aval funcional. Ene ancional manipula vatidveis insequentes 3 respost as hipdteses sejam tes ional tem uma abord: a em relasio a tais relagies. Embora sempre se busque uma manipulagso conttolada dessas varisveis ances do inicio da intervengio, nem sempre é possvel reaiaé-l, principalmente quando as respostas investi io encobertas ou quando variiveis de controle no f gad dem ser manipula avaliagio funcion: A avaliasio funcional, tizada no inicio do contato com o cliente servird como base jente prio- A avaliagio func ral permit 3 fr- rmulagio da caso ee Planejamenta cen Tervengdes. Ela deve corer ao longo do process clic, pois através dels ue se verficaré os pragressos sou ne. os pracedimentos. da incervensio. importante destacar que essa monitorar progressos aleangados, identifi- car novas demandas 234 Borges, Caseas & Cols € ajustar os procedimentos adotados. Stur mey (1996), ao caracterizar as propostas de avaliagGes comportamentais recentes, destaca que nao hé restrigio a nenhum método espe cifico de avaliagio ou de setting, mas retoma a uiilidade dessa avaliagio em sedimentar © processo de geragio e teste de hipdteses,além. de guiar a intervengSo seguinte, A avaliagio funcional na terapia infantil tem alguns objetivos bem definidos: a) identificar déficits, excessos comporta ‘mentais e/ou variabilidade comportamen- al: ») identficar controle de estimulos deficits ©) deccctar sensibilidade a diferentes conse quéncias: ) levantar aspectos relevantes da histéria de vida pregressa: 6) identifica e caracterizar 0 contzole por re gras pré-estabelecid: 1) identificarestimulos reforgadores ou aver sivos condicionados, € @) identificar condigées de estimulagio © aprendizagem propiciadas pelo ambiente fem que a crianga esté inserida Este capitulo tem como objetivo desta- car diferentes estratégias kidicas que facilcem. a0 terapeuta aleangar essas metas, visto a im portancia que o brincar tem na histéria das criangas e as diferentes fangdes de estimulo que este pode adquiti. Gil e De Rose (2003) dlestacam essa importincia, uma vez que as brincadeiras parecem ser, a0 mesmo tempo, parte do repertério social das criangas e opor tunidade para exercité-lo, ampliando e sofis ticando a competéncia, as capacidades © as habilidades sociais. Skinner (1989/1995) também destaca a relevincia dos jogos e brin- cadeiras, especificamente por propiciarem lum contexto com regras arbitrérias€ inventar clas a serem seguidas > IDENTIFICACAO DE DEFICIT, EXCESSO E/OU VARIABILIDADE COMPORTAMENTAL E CONTROLE DE ESTIMULOS Grande parte das questées que os psicdlogos io solictados a analisar em seus eonsultérios envolvem respostas que nio deveriam ser cemitidas ou que esto ocorrendo com uma frequéncia » que seria _desejével, ou, a0 contritio, in- jor do logos sho soi: tados a anaisar, em dicam a auséncia ow baixa ocorréncia de | S#us eonsultirios, ‘nvalvem respestas respostas tipicamen- aS te esperadas, Cabe aos clinicos levantar seremitdas ou que ‘stéoacorronde ‘com umafrequéncla maior do que seria Aeseiivel ou, 20 contri ingieam 9 ‘uséneia ou Bae ocorrdncis de rev poste tpicamente esperadas. aquais sio as varidveis que mantém ou dif ceultam a ocorréncia de as respostas Uma fonte de dados acerea do pro~ blema € 0 relato ver- bal de pessoas envolvidas. Em algumas oca- sides, a topografia das respostas, 0 contexto onde estas ocorrem € as consequéncias que as seguem sao facilmente identificados: os préprios clientes, seus pais ou a escola sio ‘capazes de nos trazeressas informagies. Ou- tras veres, 0 relato é incompleto, com foco apenas no que a crianga faz ou deixa de fa 2er, sem apresentar relagio com eventos cir ‘cunstanciais ou importantes na histéria de Vida do cliente, sicuagio procuraré modelar a descri ter informagies necessérias & caracterizagio ce anilise do caso. ‘Além das informagGes obtidas através de n que o elfnico 0, a fim de ob relato verbal da erianga ou dos pais, é necess rio também que 0 elinico obtenba dados di tos do comportamento, seja observando-o no ambiente natural (cotidiano), seja eriando si- uagées no consults fio que propiciem a Parte da colea de portamentos rclevan tes, tais como avid des Kidicas.! Esse tipo de atividade & bastante Sul, pois permite a0 clinico ter accsso. a dados que seriam de dificil obtengio atra- vvés de relato verbal, seja porque a crianga nio dispée de repertério verbal para fornecé-los, seja porque se equiva de fal, Por exemplo, jogos ¢ brincadeiras que envolvam competisio, cooperasio ou organi- tasio permitem que o dlinico analise se 0 cliente tem repertério suficiente para parcic- par desses momentos, como lida con s6es de frustragao, se apresenta variagéo com- portamental para alcangar 0 objetivo propos- to € se persiste na atividade quando nio é reforgado continuamente ‘Qucras queixas que chegam 20 consulté rio do clinico infancl envolvem respostas que 6 so classficadas como inadequadas em fun- no contexte elie do contexco em que aparevem. Alguns exemplos disso sio o cliente conversando em sala de aula, uso de palaviSes em ambientes inoportunos, modu: ss30 inadequada do com de vor, ev ‘A maioria das Amaioria das ese ‘Genifiear contexte ‘9 ocaeides onde hs ‘entrole de est ‘mul defietrios ‘envale simulagées de situagies ct disnas em ave estratégias que po- dem ajudar 0 elfnico a identificar contex- 0s eocasides onde hi controle de estfmulos deficitirios envolve simulages de situa- 6s cotidianas em que esses comportamentos ocorrem, tais como: dramatizacio, elaboracio de hiscérias ¢ fantasias, desenhos, ete. Em ge~ 235 Clinica anal ral, tas situagBes especialmente atranjadas no 6 permitem essa identficagio como também se tomam recursos importantes para a inter vengio. Eventualmente, pode ser interessante a participagio de outras criangas em sivuagies deste tipo, especialmente quando hé inade- quagées na convivéncia com colegas (agresi- vidade, timider, ete). > IDENTIFICACAO DE SENSIBILIDADE A DIFERENTES CONSEQUENCIAS F fundamental dentro de um processo de in- rervengio comportamental que 0 clinica, a familia, a escola e outros familiares ou profis- sionais que convivem com a crianga estejam capacitados a 1. consequenciar por reforgo positivo deter minados comportamentos cuja frequéncia se deseja aumencar € 2. no faaé-lo em relagio aos comportamen- cos que se pretende eliminar ou ter sua ie quéncia reduzida. Para cal finali- Niose dade, nio se deve su- por que determina- do elogio, brineadei- 1, passeio,atividade, etc. seja um reforga- dor: é necessério que investiguemos 0 va Jor funcional de di- ferences. consequén: cias, Muitas vezes, 0 préprio cliente serd ca paz de descrever 0 impacto motivaci: tal evento; outras vezes, serd preciso av valor reforgador de determi ou atividade ve supor {ue deterinado « {ue investiquemos valor funciona, fe diterences| consequéncis 236 Borges, Caseas & Cols Em geral, elinico infantil em um vas to “arsenal” de brinquedos, jogos, materiais pata aividades plisticas ou grificas (desenho, pintura, modelagem, secortes, dobraduras, te), propostas de fantasias, hist6rias, drama- tizagées, bonecos, animais e personagens es pecialmente selecionados para aumentar a responsividade do cliente a atividades mais monétonas, formais ou aversivas, ou, ainda, pata evocar respostas importantes que no vi nham aparecendo de Aescolna ou an coutra forma. A esco- fo cliente or tha ou solicitagio determinadaitem, ——_yerbal do cliente por ue determinado item, vores jbsinaza que tstesernumeson 82 maioria das vezes, consequéncia para Fefargarresposias- “aa, jf sinaliza que essa seria uma boa conse- aquéncia para reforgar respostas-alvo, Em outras situagies, especial- mente com ctiangas com desenvolvimento atipico ou repertério verbal muio limitado, teremos que observar a frequéncia de respos- ras emitidas a fim de infer quais consequén- cias tiveram valor reforgador. Ou seja, se a apresentagio sistemética de dererminado esti- mulo aumentou sua frequéncia apés a emis- sio de uma resposta escolhida, pode-se supor que este teve um efeito reforgador sobre a E importante, também, relembrar que o valor reforgador de determinados estimulos € afecado diretamente por operagées motiva doras, que alteram o valor reforgador de est mulos consequentes. Um exemplo disso é a privagio de determinado item (jogo, brin quedo, livro infantil, ete): se tal atividade for restrita a0 ambiente da terapia e for disponi- bilizada apenas em situagées espectficas (por exemplo, apés uma resposta de alto custo), provavelmente, a motivagio para conquisté cla serd maior? Tais operagies si0 mais fi mente manipuladas em situagées que envol- vem reforcamento primério, por exemplo, quando se trabalha com criangas com desen- volvimento atipico, caso tais eriangas ainda rio se mostrem sensiveis a reforgadotes con dicionados > LEVANTAMENTO DE ASPECTOS RELEVANTES DA HISTORIA DE VIDA E DE CONDICOES ATUAIS Muias vezes, 0 contexto de inceragio verbal (conversa) € aversive pata a ctianga, princi palmente se o relato esperado envolver uma situagio muito desagradavel ou se o relatar for passivel de punigio. Nessas situayées, 0 linico pode usar estatégias,tais como Fanta sia, sonhos, hist6rias e fantoches, para evocar situagGes reveladoras sobre a histéria pas sada ou sobre 0 mo- Oclinico pate usar mento atual da ctian. sa Sio cases em aque tespostar rele vantes podem set evocadas e eliciadas, scm que 0 cliente se caquive de respondé- -las. Provavelmente, s tal levantamento fosse ara vocar situa bes eveladores Sobre ahistire realizado através de questionamento, a crian- ‘ga nfo responderia ou poderia vir a distorcer ‘0s fatos em fungi da aversividade ou ameaga cenvolvida. Por exemplo, se a crianga foi pul dda por determinado comportamento na esco- Ja ou em casa, dificilmente ela « formacio espontaneamente na sessio, prin palmente se © contato com o clinica for recente ou se este houver punido alguma ou- > IDENTIFICAGAO E CARACTERIZACAO DO CONTROLE POR REGRAS PRE-ESTABELECIDO Grande parte das queixas que acompanham as eriangas diz espeito ao nao seguimento de insteugées. Tal blema pode ter origens dis a) as regras passadas is criangas néo condi- iam com as consequéncias apresentadas ‘em sua vida, isto & a relagao entre a des- crigio de eventos para a crianga nio cor- respondeu a0 que sua histéria de vida rmostrava ha pritica as regras esperadas socialmente nao foram, censinadas, a crianga nao teve essa parte da aprendizagem por falta de bons instruto b ©) ocorteu dificuldade de discrimin: Fangio de ambiente cabtico, que no apre sentava consisténcia entre © seguimento de instrugéese as consequéncias que se se guiam. Em todos os casos anteriormente list dos, podemos avaliar 0 repertério de seguir insteugbes destas criangas de duas formas dis- ‘intas. A primeira seria crar sieuagoes de inte- ragio com regras especificas bem definidas ¢ observar como a crianga se comporta, como, por exemplo, em situagio de jogos ou ativida- des que exijam combinagao prévia em relagio sua dinamica, Outra abordagem seria a par tirda exposigio a diferentes hist6rias infants, dramatizages ou desenhos, questionar a czianga sobre partes especificas dessas ativida des, escolhidas especialmente por apresent rem um contetido polémico (p. ex., erianga desobedecendo & professor). > IDENTIFICAGAO DE ESTIMULOS AVERSIVOS CONDICIONADOS ‘Ao longo de sua vida, as criangas, assim como todo individu, so expostas a situagées aver sivas, de intensidade varidvel. Em alguns ea sos, esses “traumas” acabam se estendendo para além da situagio espectfica em que ovo reram, ¢ estimulos particulates acabam ad- Clinica analiico-comportamental 237 quitindo valor aversive condicional. ‘Tal p cesso acontece por uma relaggo de condicio rnamento respondente, em que inicialmente neutro passa a cliciar respostas teflexas por ter sido pareado com um estimu- lo cliciador aversivo.> Além desse processo respondente, é muito comum que respostas doperantes de esquiva e fuga também se esta boclegam, com a fungio de eliminar a estimu- lagio aversiva Em geral, a esquiva desses es ‘do evidente ou topograficamente atfpiea que ico para tentar Durante a avaliagio funcional, possvel levantarem-se algumas informacées importantes: walos € a) quais so esses estimulos ) se eles formam uma classe de estfmulos equivalentes entre si: € ©) qual seria a hierarquia de aversividade en- tre cles. Filmes, livros, foros, misicas, ete, po- ddem ser estimulos usados nessa investigagio, > CONSIDERACOES FINAIS intuito deste capitulo foi destacar a impor tincia de alguns tpicos recorrentes dentro da clinica analitico-comportamental infantil, apontando para possbilidades do uso de re cursos hidicos na avaliagio funcional. Nao foi objetivo esgotar as possibilidades téenicas, nem definir regras para a atuagio profissio- nal. Todo caso merece ser analisado individa- almente, cabendo ao bom profissional usar os recursos apropriados. Os recursos hidicos tém outras fungées importantes que nio foram abordadas neste capitulo. Por exemplo, 0 seu papel sobre a motivagio das criangas. Regra (2001) desere- ve esse recurso como uma operacio motiva~ dora a qual, momentaneamente, altera a efe- 238 borges, Cassas & Cols. tividade de outros eventos, além de alterar a probabilidade de comportamentos televantes relacionados Aquelas consequéncias. Em ou- tras sisuagies, a propria atividade, identfica- da como estimulo reforgador, pode ser utili zada como consequéncia para decerminadas respostas que aparcceram ao longo da sess a fim de aumentar a frequéncia destas. Além da avaliagio hidiea, é fundamen- tal que outros recursos sejam utilizados para a identifcagio de variéveis relevantes, tis a) entrevista ¢ observagio da telagio entre os pais com a criangas ») contato com a escola: 6) instrumentos destinados & avaliagio de re- pertérios especificos (por exemplo, reper- ‘rio académico) d) contato com outros profissionais que acompanham a erianga (por exemplo: psi- quiatra, neurologista, fonoaudidlogo, f- sioterapeuta, psicopedagogo cerapeuta cocupacional) e outros recursos necessirios a0 eafo em questio, > NOTAS 1, Bramorwelrandoo temo “lien” de forms bas tantesbrangente englobando avidades pldetcas © ‘lias, jogos, bincadets,deamatiasbe, et 2, Bara maior compreensio sobre operagies motiva- doras, eagerese lero Capt 3 3, Para maior apofundamento, agere ea leicra do Capital > REFERENCIAS GIL_M.S.A, De Rose J.C. C2003), Regret econtn fas soit nabrincadia de eng ta MZ. 8. Bra ‘Bs (Or), Sobre eomportamente «copie (v0 1, Bp 385.389). Sano Andie ESE Regia. J... (2001) A incpragio de atvidades mips