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FACULDADE DE ECONOMIA

Curso: Economia Laboral

Tema: Recursos Naturais

Grupo

1.

2.

3.

4.

5.

Docentes:

Prof. Doutor José Chichava

Dr. Teles Huo

Dra Enia Pondo

Maputo, aos 13 de Agosto de 2019


1. Introducao

No presente trabalho iremos abordar acerca dos recursos naturais em Moçambique, , a


caracterizacao deste sector e as perspectivas de desenvolvimento democrático do país assente
na exploração desses recursos naturais, e analisar os desafios no actual contexto da base
económica mineira predominan e ao mesmo tempo, contrastar com as situações de pobreza
extrema, resultantes de uma diversidade de factores, dos quais se destacam, em geral, as
políticas públicas adoptadas e o seu respectivo resultado e em ultima iremos debrucar acerca
da contribuicao das recursos naturais no PIB do pais.

Objectivos

Objectivos Gerais

Objectivos especificos
2. Revisao da literatura

Recursos Naturais em Moçambique

Recursos Naturais são geralmente entendidos como todos aqueles recursos que constituem uma
dádiva, sua existência não decorre da acção do homem e que sejam úteis para alcance do
desenvolvimento económico (Per-Åke Andersson et al., 2007).

Tipos de Recursos naturais

Existem varios tipos de recursos naturais com características diferentes cuja abundância tem
implicações diferentes no desenvolvimento dos países. Distinguem-se recursos renováveis, que
são aqueles que podem ser reciclados como a água, vento, a luz do sol, peixe, florestas, etc. E
recursos não renováveis, que não podem ser recuperados em curto espaço de tempo, como é o
caso de petróleo, gás natural e minérios em geral.

Os recursos naturais têm uma contribuição relevante para a economia do país e tal contribuição
crescerá consideravelmente a curto prazo com os projectos agora em cursos. Existem
oportunidades de a médio prazo surgir novos desenvolvimentos na indústria extractiva. O país
possui potencial para o desenvolvimento de novos projectos mineiros como resultado da
ocorrência de novos jazigos minerais. A actual actividade de pesquisa de petróleo em
Moçambique é considerada a maior de todos os tempos. E há possibilidade de a curto prazo se
verificar a sua descoberta (CIP, 2009).

Segundo o Banco Mundial (2005), com 65% da população a viver nas zonas rurais, a economia
de Moçambique continuará sem dúvida a contar com grande parte da sua base no recurso
natural. Mesmo com as rápidas taxas de urbanização, a subsistência e o bem-estar de grande
parte dos moçambicanos continuará a depender do uso de terra, dos recursos de água, produtos
florestais, pesca e também recursos minerais.

Para Bakker (2008), Moçambique deve apostar no seu grande potencial em recursos minerais
para o desenvolvimento socioeconómico do país. Apontando a necessidade de uma maior
transparência na gestão destes recursos para que estes beneficiem a maioria da população. E
sugere que o país adopte uma política de melhor gestão dos recursos públicos e de
descentralização da administração que pode ser crucial para a promoção do desenvolvimento
socioeconómico.

Enquanto Zoellick (2009), alerta para os perigos de uma maior concentração do crescimento
económico na actividade de extracção de mineira. Argumentando que há necessidade de evitar
o problema relacionado com a dupla economia, em que a exploração das riquezas se desenvolve
a despeito do resto da economia.

A Maldição dos Recursos Naturais

É um facto que países em desenvolvimento que exploram recursos naturais numa escala maior
têm desde os anos sessenta (60) registado índices baixos em termos de crescimento que países
sem recursos naturais. Este paradoxo é conhecido como “maldição dos recursos naturais” e é
acompanhado de um ambiente institucional fraco. Países com Instituições boas como a
Noruega não sofrem deste problema, uma vez que há uma ligação forte entre qualidade
institucional, adopção de políticas e acelerações de crescimento. Para que os episódios de
crescimento sejam sustentados durante uma década ou mais, os países necessitam de um
crescimento em comércio e investimento, pouca dívida e instituições democráticas.

Abundância de recursos tende a conduzir ao aumento da desigualdade, desde que maior parte
das receitas acabe parando nas mãos de uma pequena elite (Engerman, Sokoloff, 2002 citados
por Per-Åke Andersson et al., 2007). Isto pode influenciar negativamente o crescimento por
vários canais. Pode ser por exemplo prejudicial à qualidade de instituições e pode conduzir a
conflitos domésticos ou desassossego.

Segundo Castel- Branco (2008), a actividade de extracção mineira tem um potencial de gerar
um fluxo enorme de receitas públicas por algumas décadas, permitindo que Moçambique deixe
de ser dependente da ajuda externa e, por conseguinte, consolide a soberania do Estado e do
povo sobre os seus assuntos políticos, económicos e sociais. E se estas receitas forem utilizadas
para gerar reservas e oportunidades de desenvolvimento alargado e diversificado da base
produtiva, tecnológica e comercial, então Moçambique poderá tornar a indústria extractiva
numa alavanca do desenvolvimento real.

As economias africanas, na qual Moçambique faz parte, enfrentam uma série de desafios de
desenvolvimento, o que significa que a demanda nos fazedores de políticas em África é bem
maior do que noutras regiões e ao mesmo tempo há problema de governação, porem o
problema de consertar o sistema administrativo é uma tarefa de ordem muito maior.

Na perspectiva africana os aumentos dos preços dos recursos naturais podem parecer viável.
Há evidências que mostram um efeito de crescimento negativo a longo prazo e uma das
explicações que caracterizam o efeito acima é da doença Holandesa.

Doenca Holandeza

O termo “Doenca Holandeza” foi cunhado pela revista The Economist, em 1977, para
descrever efeitos negativos da descoberta de um imenso campo de gas natural, em 1959,
sobre a industria manufatureira da Holanda.

Esta descreve a situação em que um aumento das exportações de recursos minerais conduz a
uma apreciação da moeda o que faz com que outras exportações não sejam competitivas.
Existem vários estudos que identificaram tais efeitos. Um estudo feito por Rajam e
Subramanian (2005) citados por Per-Åke Andersson et al., (2007) notaram que um aumento da
taxa de câmbio reduz o crescimento das indústrias de trabalho intensivo. Esta é uma
preocupação para os países africanos, uma vez que a produção de trabalho intensivo seja uma
área onde se pode esperar que eles tenham vantagens comparativas das que eles precisam
explorar para gerar crescimento e emprego a longo prazo.

Conforme Gelb (1988, p.22), a Doenca Holandeza implica em uma realocacao dos factores de
producao em resposta ao aumento da renda decorrente da exploracao dos recursos naturais.
Quando essa renda e consumida duas consequencias sao observadas: um “ efeito de movimento
de recursos” que desloca capital e trabalho de outras actividades para o sector em expansao, e
um “efeito de gastos” que provoca um deslocamento semelhante para o sector de servicos. A
variavel de equilibrio nesse processo e a taxa de cambio.

Metodologia

O presente trabalho sera realizado com base numa pesquisa bibliográfica, uso de informações
e dados documentais em artigos de revistas especializadas, alguns deles encontrados nos sites
de internet, jornais (publicações).
Cronograma: