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12196 Diário da República, 2.ª série — N.

º 89 — 9 de maio de 2014

— Av. Júlio Graça, junto ao Parque de Jogos; 5 — Pode-se retirar ao utilizador o cartão de acesso ao Serviço sem
— Av. Brasil, junto ao Castelo S. João Batista; notificação prévia nos casos seguintes:
— Av. do Brasil, junto ao Caximar;
— Ausência de comunicação da declaração de furto ou da declaração
— Av. Infante D. Henrique, junto à Praia dos Barcos nas Caxinas;
de acidente;
— Av. da Liberdade, junto à Estação Metro «Vila do Conde»;
— Declarações falsas ou incorretas prestadas pelo utilizador;
— Parque da Cidade — João Paulo II.
— Incumprimento reiterado dos horários e prazos de utilização do
2 — Potenciando a possibilidade de alargamento da rede, admite-se a Serviço.
abertura do projeto a privados, com a instalação de novos parques, pre-
viamente autorizados pela Câmara Municipal, que terão a denominação Artigo 8.º
da entidade em causa e integrarão automaticamente a rede disponível. Do Utilizador Ocasional

Artigo 5.º 1 — O presente regulamento admite a possibilidade de contratua-


lização do serviço com estabelecimentos comerciais localizados na
Regras de Utilização proximidade dos parques de estacionamento, tendo em vista a sua dis-
1 — Antes de retirar a bicicleta do parque escolhido, o utilizador tem ponibilização ao utilizador ocasional.
que comprovar a sua inscrição no serviço, através da passagem do cartão 2 — Este serviço é pago, tendo o valor de € 2,00/hora, com tempo
no sistema informático disponível no posto da bicicleta selecionada e máximo de utilização de 2 horas.
assegurar-se que ela está em boas condições de utilização e conservação. 3 — A utilização da bicicleta fica condicionada à prestação de caução,
2 — A bicicleta está sob a responsabilidade do titular do cartão durante por abertura de ordem de pagamento de cartão de crédito, no montante
o período de tempo que decorre entre o levantamento e a sua devolução de € 500,00.
num dos parques de estacionamento do Sistema. 4 — A título de compensação pela adesão ao Sistema será crédito
3 — O utilizador assume as consequências resultantes dos atrasos dos estabelecimentos comerciais o valor correspondente à primeira
no tempo de entrega, bem como os encargos decorrentes do abandono, hora de utilização.
roubo e ou não devolução. 5 — A utilização da bicicleta para além do tempo autorizado, e sempre
4 — O utente deve utilizar o serviço com a moderação necessária e que tal não ocorra por razões convenientemente comprovadas, implica o
de acordo com as regras previstas no presente regulamento. pagamento de um sobrecusto de € 10,00, por cada hora, aos utilizadores
5 — O utente compromete-se, durante o tempo de utilização a fazer ocasionais.
um uso correto da bicicleta, a entregar a bicicleta em bom estado de
funcionamento e conservação, a circular e estacionar a bicicleta em Artigo 9.º
zonas adequadas e seguras, respeitando sempre as normas definidas Fiscalização
pelo Código da Estrada e utilizando o espaço público da cidade de Vila
do Conde, alargado à frente marítima da Póvoa de Varzim. A fiscalização do cumprimento do presente Regulamento é da com-
6 — O utilizador deve levantar e devolver a bicicleta nos horários petência do Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde ou do
e locais autorizados, sob pena de desativação do cartão e indisponibi- Vereador com competência delegada.
lidade do serviço, devendo em cada entrega assegurar-se que tranca
adequadamente a bicicleta. Artigo 10.º
7 — A utilização da bicicleta para além do tempo autorizado, e sempre
Contraordenações e coimas
que tal não ocorra por razões convenientemente comprovadas, implica
a perda do saldo em cartão. 1 — A violação das normas dos artigos 6.º e 7.º do presente regula-
8 — O registo de adesão e de uso não ilibam o respetivo utilizador de mento, constitui contraordenação punível com coima:
qualquer responsabilidade civil ou criminal que decorra de uma utiliza-
De 100 euros a 500 euros, para pessoas singulares.
ção indevida ou abusiva do equipamento, incluindo danos causados a
terceiros, decorrentes de eventuais acidentes de viação ou outros. 2 — Em caso de reincidência e quando a culpa do agente e a gra-
vidade da infração o justifique, para além das coimas referidas, pode
Artigo 6.º ser aplicada a sanção acessória de exclusão imediata do utilizador do
Proibições Sistema, sem prejuízo de outras sanções que decorram da legislação
em vigor.
1 — É proibida a utilização de bicicletas para fins lucrativos, comer-
ciais ou qualquer outro tipo de uso.
2 — É expressamente proibido ao utilizador emprestar, alugar, vender Artigo 11.º
ou ceder a terceiros a bicicleta e ou o cartão de utilizador. Competência
3 — É igualmente proibida a utilização de bicicletas em terrenos
ou em condições inapropriadas para o efeito, como escadas, ladeiras, Tem competência para a instrução dos processos de contraordena-
campos de terra, rampas de patinagem, etc. ção, bem como para aplicação das coimas e das sanções acessórias o
4 — É proibido o transporte de passageiros nas bicicletas, incluindo Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde ou o vereador com
crianças. competência delegada e o produto das coimas reverte para os cofres
5 — É proibida a desmontagem e ou manipulação parcial ou total municipais.
das bicicletas.
6 — É proibido reproduzir, por qualquer forma, o cartão de utilizador Artigo 12.º
fornecido no ato do registo de utilização, ou disponibilizá-lo, a qualquer Dúvidas e Omissões
título, a terceiros.
Qualquer dúvida e ou omissão resultante da aplicação do presente
Artigo 7.º regulamento serão resolvidas pela Câmara Municipal de Vila do Conde.
Perda, Furto, Roubo, Acidente ou Avaria
1 — Em caso de perda ou furto, o utilizador tem obrigação de comu- Artigo 13.º
nicar, de imediato, o desaparecimento da bicicleta em qualquer um dos Entrada em Vigor
balcões do serviço, assim como apresentar cópia da denúncia efetuada
O presente regulamento entra em vigor no dia útil seguinte ao da sua
no posto/esquadra da polícia.
publicitação, mediante edital a afixar nos locais de estilo, incluindo
2 — Em caso de acidente ou incidente que afete as condições me-
cânicas das bicicletas, o utilizador tem obrigação de comunicar ime- divulgação no sítio da internet do município.
diatamente o sucedido para o telefone indicado ou junto da Câmara 207790065
Municipal.
3 — Os danos produzidos nas bicicletas pelo uso incorreto serão
cobrados ao utilizador do serviço que, segundo os casos, pode perder MUNICÍPIO DE VILA NOVA DE FAMALICÃO
o direito à sua utilização, sem prejuízo de ter que assumir os custos da
reparação. Aviso n.º 5865/2014
4 — O abandono injustificado das bicicletas será considerado mau uso
do equipamento, ficando o utilizador inibido de usufruir do Serviço du- Faz-se público que a Câmara Municipal, na sua reunião ordinária
rante todo o período do ano em curso, acrescido de sanção pecuniária. realizada no dia 24 de abril de 2014, deliberou aprovar a proposta do
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projeto de “Regulamento Municipal de Apoio à Educação” e submeter, TÍTULO I


nos termos do artigo 118.º do Código do Procedimento Administrativo,
a apreciação pública, pelo prazo de 30 dias, a contar da data da sua Parte geral
publicação no Jornal Oficial da República Portuguesa.
A referida proposta encontra-se à disposição do público para consulta, Artigo 1.º
nos Serviços de Atendimento ao Público da Câmara Municipal, durante
as horas normais de expediente e no sítio oficial do Município na Internet Objeto do Regulamento
em www.vilanovadefamalicao.org. 1 — O presente Regulamento consagra as disposições regulamentares
28 de abril de 2014. — O Presidente da Câmara, Dr. Paulo Alexandre com eficácia externa em vigor na área do Município de Vila Nova de
Matos Cunha. Famalicão nos seguintes domínios:
a) Educação Pré-Escolar — Funcionamento, organização e gestão
da Componente de Apoio à Família (CAF) e apoios económicos nos
Regulamento municipal de apoio à Educação estabelecimentos de ensino de educação pré-escolar da rede pública
do Município;
Preâmbulo b) Concessão de Apoios Económicos aos alunos do 1.º ciclo do ensino
Considerando que a educação pré-escolar constitui uma etapa fun- básico dos estabelecimentos de ensino do Município;
damental no processo educativo, destinando-se a crianças com idades c) Concessão de apoios nos estudos aos alunos do Ensino Superior
compreendidas entre os três anos e a idade de ingresso no ensino através da atribuição de Bolsas de Estudo.
básico.
Considerando que a Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar prevê que
cada jardim-de-infância propicie, para além das atividades pedagógicas, CAPÍTULO I
atividades socioeducativas de apoio à família, assegurando um horário
flexível e compatível com as necessidades dos pais e encarregados de Princípios gerais
educação.
Considerando que o Programa de Expansão e Desenvolvimento Artigo 2.º
da Educação Pré-Escolar visa proporcionar às famílias serviços mu-
nicipais com valências de apoio ao desenvolvimento de atividades Prossecução do interesse público
de animação socioeducativa, de acordo com as suas necessidades 1 — A atividade municipal no seu todo dirige-se à prossecução do
torna-se necessário proceder à clarificação e definição de normas interesse público, visando assegurar a adequada harmonização dos
de funcionamento, organização e gestão da Componente de Apoio à interesses particulares com o interesse geral.
Família (CAF) e apoios económicos nos estabelecimentos de ensino 2 — Incumbe ao Município, através da Câmara Municipal (C.M),
de educação pré-escolar da rede pública do Município de Vila Nova fazer prevalecer as exigências impostas pelo interesse público sobre
de Famalicão. os interesses particulares, nas condições previstas na lei, no presente
Considerando ainda que com as diversas alterações legislativas Regulamento e demais regulamentação aplicável.
e pelas alterações das condições socioeconómicas das famílias,
torna-se necessário redefinir regras e apoios aos alunos do 1.º ciclo Artigo 3.º
do ensino básico, com uma vertente direcionada, principalmente,
a alunos mais carenciados e a agregados familiares maiores, com Objetividade e justiça
o objetivo de suportar, em parte ou na totalidade, as despesas de O relacionamento da C.M. com os particulares rege-se por critérios
educação. de objetividade e justiça, designadamente nos domínios da atribuição
Considerando, por último, que este Município visa assegurar um de prestações municipais, da determinação dos ilícitos e atualização do
princípio de justiça social e de equidade, garantindo a igualdade de montante das correspondentes sanções.
oportunidades de acesso e sucessos escolares aos alunos que frequen-
tam as escolas do 1.º ciclo do ensino básico de Vila Nova de Famalicão,
Artigo 4.º
bem como aos alunos do Ensino Superior através da atribuição de bol-
sas de estudo, é criado o Regulamento Municipal de Apoio à Educação, Racionalidade e eficiência na gestão dos recursos
ao abrigo do Decreto-Lei n.º 299/84, de 5 de setembro, alterado pela 1 — A atividade municipal rege-se por critérios que promovam a
Lei n.º 13/2006, de 17 de abril, sobre organização e funcionamento gestão racional e eficiente dos recursos disponíveis.
da rede de transportes escolares, do Decreto-Lei n.º 399-A/84, de 28 2 — De harmonia com o disposto no número anterior, a prestação de
de dezembro, que regulou a transferência para os municípios de novas serviços a particulares, por parte da C.M., obedece à regra da onerosi-
competências em matéria de ação social escolar, da Lei de Bases do
dade, regendo-se a atribuição de benefícios a título gratuito por rigorosos
Sistema Educativo, publicada pela Lei n.º 46/86, de 14 de outubro,
critérios de aferição da existência de interesse municipal e de verificação
na sua atual redação, do Decreto-Lei n.º 7/2003, de 15 de janeiro, na
do modo de utilização dos recursos disponibilizados e do cumprimento
sua redação atual, que regula a criação dos Conselhos Municipais de
das obrigações correspondentemente assumidas.
Educação e a Carta Educativa, do Decreto-Lei n.º 176/2003, de 2 de
agosto, na sua redação atual, que definiu e regulamentou a proteção
na eventualidade de encargos familiares no âmbito do subsistema Artigo 5.º
de proteção familiar, do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, do Desburocratização e celeridade
regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos
públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, 1 — A atividade municipal rege-se por critérios dirigidos a promo-
do Decreto-Lei n.º 144/2008, de 28 de julho, que desenvolve o quadro ver a desburocratização e a celeridade no exercício das competências,
de transferência de competências para os municípios em matéria de evitando a prática de atos inúteis ou a imposição aos particulares de
educação, do Decreto-Lei n.º 55/2009, de 2 de março, na sua redação exigências injustificadas.
atual, que estabeleceu o regime jurídico aplicável à atribuição e ao 2 — Para efeitos do disposto no número anterior, a C.M. disponibili-
funcionamento dos apoios no âmbito da ação social escolar, en- zará serviços de atendimento presencial, eletrónico e telefónico, através
quanto modalidade dos apoios e complementos educativos previstos dos quais os munícipes podem obter informações gerais, submeter
nos artigos 27.º e seguintes da Lei de Bases do Sistema Educativo, os seus pedidos, saber do andamento dos seus processos e apresentar
aprovada pela Lei n.º 46/86, de 14 de Outubro, na redação dada pe- reclamações e sugestões.
las Leis n.os 115/97, de 19 de setembro, e 49/2005, de 30 de agosto, Artigo 6.º
o Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho, que procede à segunda Gestor do procedimento
alteração ao Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, alterado pelo
Decreto-Lei n.º 224/2009, de 11 de setembro, que aprova o regime 1 — A fim de garantir o cumprimento dos princípios previstos
de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos no artigo anterior em cada unidade nuclear dos serviços da Câmara
da educação pré -escolar e dos ensinos básico e secundário e o De- Municipal existirá um gestor dos procedimentos, a quem compete
creto-Lei n.º 176/2012, de 2 de agosto, diploma que regula o regime assegurar o normal desenvolvimento da tramitação dos mesmos e
de matrícula e de frequência no âmbito da escolaridade obrigatória prestar todas as informações e esclarecimentos solicitados pelos
das crianças e dos jovens com idades compreendidas entre os 6 e interessados.
os 18 anos e estabelece medidas que devem ser adotadas no âmbito 2 — A identidade do gestor é divulgada no sítio eletrónico do Muni-
dos percursos escolares dos alunos para prevenir o insucesso e o cípio, nos locais de estilo, no Boletim Municipal e, sempre que possível,
abandono escolares. comunicada ao requerente no momento da apresentação do requerimento.
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Artigo 7.º garantia idónea, nos termos da lei, ou quando a situação sócio económica
Regulamentação dinâmica do agregado familiar justifique outro tipo de medida.

1 — A atividade municipal procura assegurar a resposta adequada às Artigo 13.º


exigências que decorrem da evolução do interesse público, designada-
mente através da permanente atualização do disposto neste Regulamento, Contagem de prazos
que pode passar pelo alargamento do seu âmbito de regulação a matérias Salvo disposição legal em contrário e sem prejuízo do disposto no
nele não contempladas. número seguinte, é aplicável aos prazos estabelecidos neste Regulamento
2 — Para os efeitos do disposto no número anterior, o Presidente da o regime geral do Código do Procedimento Administrativo, suspendendo-
Câmara designa, entre os técnicos superiores com formação adequada, se a respetiva contagem nos sábados, domingos e feriados.
um gestor dos diplomas regulamentares do Município, ao qual incumbe
assegurar a permanente atualização dos mesmos, em conformidade
com a evolução do quadro legal aplicável e das necessidades a que o
Município deva autonomamente dar resposta. TÍTULO II
3 — O gestor atua em permanente articulação com os diferentes ser-
viços municipais, assegurando a adequada integração nos instrumentos Educação Pré-Escolar
regulamentares das propostas setoriais que deles provenham, tanto de
alteração como de introdução da regulação de novas matérias, assim Funcionamento, organização e gestão da Componente
como recolher contributos de âmbito geral para o aperfeiçoamento do de Apoio à Família (CAF) e apoios económicos nos
regime nele consagrado. estabelecimentos de ensino de educação pré-escolar
4 — Em caso de substituição ou revogação dos diplomas que o presente da rede pública do Município.
instrumento normativo regulamenta, entende-se a remissão efetuada para
os novos diplomas, com as necessárias adaptações.
CAPÍTULO I
CAPÍTULO II Disposições Gerais
Disposições comuns Artigo 14.º
Artigo 8.º Objeto
Suprimento de deficiências do requerimento 1 — O presente Título tem por objeto definir as normas de funciona-
mento, organização e gestão da Componente de Apoio à Família (CAF)
Quando se verifique que o requerimento não cumpre os requisitos e apoios económicos nos estabelecimentos de ensino de educação pré-
exigidos ou não se encontra devidamente instruído, o requerente é noti- escolar da rede pública do Município, nomeadamente:
ficado para no prazo de 10 dias, contados da data da notificação, suprir
as deficiências que não possam ser supridas oficiosamente. a) Serviço de acolhimento;
b) Serviço de prolongamento de horário;
Artigo 9.º c) Serviço de refeições.
Fundamentos comuns de rejeição liminar 2 — Nos termos deste Regulamento, os pais/encarregados de edu-
Para além dos casos previstos na lei ou neste Regulamento, constituem cação comparticipam no custo dos serviços da componente de apoio
fundamento de rejeição liminar do requerimento: à família.
a) A apresentação de requerimento extemporâneo; Artigo 15.º
b) A apresentação de requerimento que não cumpra os requisitos exi- Destinatários
gidos ou não se encontre instruído com os elementos exigidos, quando,
tendo sido notificado nos termos do artigo anterior, o requerente não 1 — O presente Regulamento aplica-se a todos os agregados familiares
tenha vindo suprir as deficiências dentro do prazo fixado para o efeito. cujas crianças frequentam os estabelecimentos de educação pré-escolar
da rede pública do Município.
Artigo 10.º 2 — A CAF destina-se às crianças que frequentam os jardim-de-
infância da rede pública do Município sempre que a organização da
Prazo comum de decisão vida dos agregados familiares o justifique, nomeadamente devido
Salvo disposição expressa em contrário, os requerimentos são objeto à conciliação entre horários de trabalho de pais/encarregados de
de decisão no prazo máximo de 60 dias, contados desde a data da respe- educação e os horários de funcionamento dos respetivos estabeleci-
tiva receção ou, quando haja lugar ao suprimento de deficiências, desde mentos de ensino.
a data da entrega do último documento que regularize o requerimento 3 — Outra situação em que, através de análise social do agregado
ou complete a respetiva instrução. familiar, se conclua ser recomendável a frequência de um ou ambos os
serviços pela criança.
Artigo 11.º 4 — Entende-se por agregado familiar o conjunto de pessoas que
vivam em regime de comunhão de mesa e habitação, constituída pelos
Regime geral de notificações cônjuges ou por quem viva em condições análogas às dos cônjuges, nos
1 — Salvo disposição legal em contrário, e mediante o seu consenti- termos do artigo 2020.º do Código Civil, e pelos seus parentes ou afins na
mento, as notificações ao requerente ao longo do procedimento são efetua- linha reta ou até ao 3.º grau da linha colateral, bem como pelas pessoas
das para o endereço de correio eletrónico indicado no requerimento. relativamente às quais, por força de lei, haja obrigação de convivência
2 — As comunicações são efetuadas através de meio eletrónico, e alimentos e quaisquer outras a quem seja proporcionada habitação
independentemente do consentimento do requerente, sempre que tal com caráter gratuito.
procedimento seja previsto por lei.
3 — Sempre que não possa processar-se por via eletrónica, a notifi- Artigo 16.º
cação é efetuada por via postal simples. Cooperação e responsabilidade
4 — O requerente presume-se notificado, consoante os casos, no
segundo dia posterior ao envio da notificação por via eletrónica ou no 1 — A disponibilização da CAF resulta da articulação e coo-
quinto dia posterior à data da expedição postal. peração entre a C.M., os Agrupamentos de Escolas, as Juntas de
Freguesia e as Associações de Pais e Encarregados de Educação
Artigo 12.º do Município.
2 — Os alunos que frequentam os serviços descritos de CAF estão
Tarifas cobertos pelo seguro escolar, assim como todas as atividades de exterior
As prestações e apoios previstos no âmbito do presente Regulamento que constem do Plano Anual de Atividades aprovado pelos Conselhos
dependem do pagamento das tarifas legalmente devidas em diploma legal Pedagógicos e Conselhos Gerais dos Agrupamentos de Escolas.
aplicável e da inexistência de quaisquer débitos para com o Município, 3 — As entidades que executam os serviços não podem responsabi-
resultantes do não pagamento de taxas ou preços, salvo se, em relação a lizar-se pelo extravio ou mau uso de bens ou outras situações que não
esses débitos, tiver sido deduzida reclamação ou impugnação, prestada estejam previstas na legislação que regula o Seguro Escolar.
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CAPÍTULO II Artigo 19.º


Direitos e deveres dos pais e ou encarregados de educação
Competências, Direitos e Deveres
1 — São direitos dos pais/encarregados de educação:
Artigo 17.º a) Ter acesso a toda a informação sobre o funcionamento da CAF;
Competências do Município b) Conhecer, no início do ano letivo, as atividades desenvolvidas;
c) Ter informação sobre o desenvolvimento dos serviços da CAF e res-
1 — O Município poderá formalizar contratos nos termos legais com petiva implementação em conformidade com o presente regulamento;
as entidades locais sem fins lucrativos, nomeadamente agrupamentos d) Conhecer o valor da comparticipação mensal;
de escolas, juntas de freguesia, associações de pais e encarregados de e) Requerer a alteração da comparticipação sempre que se verifique
educação, tendo em vista a gestão da CAF nos diversos estabelecimentos alteração da situação socioeconómica do agregado familiar, através da
de ensino. apresentação de documentação comprovativa, junto do Agrupamento
2 — Por via direta dos seus serviços caberá ao Município assegurar: de Escolas.
a) A implementação e desenvolvimento das CAF nos jardins-de-
infância da rede pública, de acordo com as necessidades das famílias e 2 — São deveres dos pais/encarregados de educação:
as possibilidades dos edifícios escolares; a) Proceder anualmente à inscrição ou renovação da inscrição nos
b) A colocação de pessoal não docente nos estabelecimentos de ensino vários serviços;
de educação pré-escolar; b) Apresentar no ato da inscrição, a ficha de inscrição fornecida
c) A transferência para as entidades que asseguram os serviços, dos pelos serviços da autarquia, devidamente preenchida e assinada com
montantes acordados para o serviço de refeições e para o serviço de os documentos solicitados na mesma;
acolhimento e prolongamento de horário, de acordo com o número de c) Proceder à entrega dos documentos solicitados no ato da inscrição,
crianças que frequentam os serviços; junto do Agrupamento de Escolas para cálculo da comparticipação
d) A transferência para os Agrupamentos de Escolas de 50 % dos mensal. Em caso de não apresentação será posicionado no escalão 4 e
valores recebidos pelos pais e encarregados de educação do acolhimento atribuído o valor máximo;
e prolongamento de horários, para aquisição de recursos e materiais para d) Proceder aos pagamentos da comparticipação familiar de acordo
as atividades educativas realizadas no acolhimento e prolongamento com as regras estipuladas;
de horário; e) Respeitar os horários definidos para o funcionamento da CAF;
e) A transferência para os Agrupamentos de Escolas de uma verba f) Aceitar e respeitar o presente regulamento, bem como regras e
definida, anualmente, pela C.M., para atividades e projetos levados a posturas definidas pelos Agrupamentos de Escolas.
cabo pelos diversos estabelecimentos de ensino; g) A prestação de falsas declarações no âmbito de qualquer pedido de
f) A distribuição gratuita de uma peça de fruta a todos os alunos, no apoio ao abrigo do presente Regulamento implica a suspensão temporária
mínimo duas vezes por semana, no âmbito do Regime de Fruta Escolar
do benefício e /ou procedimento criminal contra o infrator.
e promoção, em colaboração com as entidades locais, e na distribui-
ção de lanches saudáveis, de acordo com os programas de educação
alimentar.
g) A organização e controlo do fornecimento de refeições em cola- CAPÍTULO III
boração com os Agrupamentos de Escolas e as entidades responsáveis
pela gestão deste serviço; Componente de apoio à família
h) A definição de normas processuais de inscrição, desistência e
transferência dos serviços bem como análise, atribuição de escalões de Artigo 20.º
pagamento e regras de pagamento das comparticipações, recebidas e Âmbito e horário do Serviço de Acolhimento
geridas pelas entidades executoras;
i) A elaboração de mapas mensais e submissão dos mesmos, nos de- 1 — Entende-se por serviço de acolhimento uma extensão de horário
vidos prazos, na plataforma da Direção Regional dos Estabelecimentos antes do início da componente letiva durante o qual as crianças podem
Escolares — Direção de Serviços da Região Norte; ficar no recinto escolar à guarda do pessoal não docente.
j) A intervenção social, junto dos agregados familiares com valor de 2 — Este serviço é estabelecido de acordo com as necessidades com-
comparticipações em dívida. provadas pelo agregado familiar, em horários definidos pelo respetivo
Agrupamento de Escolas.
Artigo 18.º
Artigo 21.º
Competências dos Agrupamentos de Escolas
Âmbito e horário do Serviço de Prolongamento de Horário
São competências do Agrupamento de Escolas, através das secretarias,
dos coordenadores de estabelecimentos de ensino, educadoras titulares 1 — Entende-se por prolongamento de horário o serviço de acompa-
ou quem estes designarem: nhamento das crianças após o horário da componente letiva.
2 — Este horário é estabelecido de acordo com as necessidades com-
a) Executar os serviços respeitando as regras definidas na lei e sob provadas dos agregados familiares, em horários definidos pelo respetivo
supervisão do pessoal docente/coordenador do estabelecimento de edu- Agrupamento de Escolas.
cação;
b) Gerir o pessoal não docente colocado pela C.M., no âmbito das Artigo 22.º
funções e rotinas da componente educativa e não educativa; Âmbito e horário do Serviço do Serviço de Refeições
c) Articular com a C.M., quanto à planificação, execução e avaliação
dos serviços; 1 — As refeições são asseguradas pelo Município, através da C.M. por
d) Fornecer à C.M. toda a informação relevante relativa à execução administração direta ou através da celebração de acordos de colaboração
e avaliação das atividades; com instituições locais.
e) Registar, diariamente, na plataforma de ensino assistido, as re- 2 — As ementas são da responsabilidade da C.M. ou das entidades
quisições e presenças nos diversos serviços da componente de apoio protocoladas que se obrigam a proceder à sua elaboração acordo com as
à família; normas em vigor, devendo ser afixadas, pelo menos, na semana anterior.
f) Proceder à inscrição das crianças nos diversos serviços da CAF e 3 — As entidades executoras garantem o cumprimento das normas
receber toda a documentação necessária para se proceder ao cálculo das de higiene e segurança alimentar, previstas na lei.
comparticipações mensais cumprindo o estipulado na lei; 4 — O período de almoço é definido pelo respetivo Agrupamento de
g) Garantir a qualidade do serviço designadamente ao nível da higiene Escolas, sendo, geralmente, compreendido entre as 12h00 e as 13h30.
e segurança alimentar; 5 — É da responsabilidade dos pais ou encarregados de educação
h) Reavaliar as comparticipações mensais sempre que, a pedido dos informar e comprovar através de declaração médica a necessidade de
pais e encarregados de educação, se verifique a alteração da situação um regime especial de alimentação ou restrição alimentar para o seu
socioeconómica e familiar; educando.
i) Apresentar proposta de plano de atividades da CAF, nomeadamente Artigo 23.º
para os prolongamentos de horário;
Requisitos para a implementação da CAF
j) Colocar materiais e recursos pedagógicos, educativos e de desgaste
para a boa execução da componente de apoio à família, de acordo com 1 — Os serviços de CAF são prestados pelo pessoal não docente da
as verbas transferidas pelo Município; C.M. ou por entidades com protocolos de cooperação com o Município
k) Cumprir e fazer cumprir o presente Regulamento. ou os Agrupamentos de Escolas.
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2 — O funcionamento de CAF está condicionado à verificação de 2 — No ato da inscrição, além do preenchimento da ficha para o efeito,
condições mínimas de funcionamento: é obrigatório a entrega de cópia do cartão do cidadão ou número de iden-
tificação civil e de contribuinte do aluno e do encarregado de educação,
a) Frequência por um número de crianças não inferior a 10, salvo
bem como cópia da declaração emitida pelo Instituto de Segurança Social
situações a serem ponderadas pelos parceiros envolvidos;
do posicionamento no Escalão de Abono de Família.
b) Apresentação de comprovativo de horário profissional dos pais ou
3 — Poderão usufruir dos serviços após a entrega de todos os docu-
encarregados de educação e ou informação técnica da área social, da
mentos previstos no número anterior, sendo afixado, em cada estabele-
educadora titular, do coordenador de estabelecimento de ensino ou do
cimento de ensino, a constituição das turmas, a modalidade dos serviços
Diretor ou seu representante.
requisitados e a comparticipação mensal das famílias.
4 — Após a data indicada, poderão ser aceites inscrições, desde que
Artigo 24.º devidamente justificadas.
Períodos de funcionamento dos serviços 5 — Todas as crianças inscritas após o início do ano letivo integrarão
os serviços no primeiro dia útil do mês seguinte à inscrição, exceto
1 — As datas de início e termo das atividades e dos períodos de situações de alunos provenientes do estrangeiro, transferidos de escolas
interrupção, assim como o horário de funcionamento dos serviços, de fora do concelho ou situações sinalizadas pelos serviços de Ação
são definidos em reunião de preparação do início do ano letivo, pelo Social, pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco ou
Agrupamento de Escolas. pelo Agrupamento de Escolas.
2 — É da iniciativa do responsável pela coordenação do estabeleci- 6 — A inscrição nos serviços de CAF prevê a frequência diária e
mento de educação ou da educador (a) titular, a marcação de reunião da durante todo o ano letivo.
equipa técnica e ou pessoal afeto à CAF para programação e coordena- 7 — As desistências são sempre efetuadas junto da educadora titular
ção das atividades, para que as mesmas estejam previstas no respetivo ou do coordenador do estabelecimento de ensino, que, num prazo de
horário e ou nos planos de atividades elaborados e aprovados pelos três dias úteis, informa o Agrupamento de Escolas e a C.M.
órgãos competentes da escola, sendo que apenas estas estão cobertas 8 — Caso não seja efetuada a comunicação de desistência prevista no
pelo seguro escolar. ponto anterior, a comparticipação familiar continuará a ser exigida até
3 — As dificuldades económicas das famílias não podem ser condição ao momento em que a C.M. tenha conhecimento da desistência.
para impedir a participação das crianças em todas as atividades. 9 — As alterações às modalidades de serviços só serão efetuadas por
4 — Os serviços de CAF poderão funcionar no primeiro dia útil do razões devidamente justificáveis e após comunicação à C.M.
mês de setembro para as crianças que já frequentavam o Jardim de Infân-
cia e renovaram a inscrição, por já estarem integradas pedagogicamente. Artigo 26.º
5 — As crianças inscritas pela primeira vez só deverão, preferencial-
mente, integrar os serviços da componente de apoio à família: Determinação da comparticipação familiar
a) Aquando o início das atividades letivas, respeitando as orientações 1 — O Despacho Conjunto n.º 300/97, de 9 de setembro, define as
da coordenadora do estabelecimento ou da educadora titular; normas que regulam a comparticipação dos pais ou encarregados de
b) Os casos excecionais, por manifesta necessidade do agregado educação no custo das componentes não pedagógicas ou de apoio à
familiar, serão analisados pelo Diretor do Agrupamento de Escolas ou família dos estabelecimentos de educação pré-escolar, de acordo com
seu representante. as respetivas condições socioeconómicas.
2 — O posicionamento de um aluno num escalão de comparticipação
6 — A CAF é assegurada em todos os dias úteis de 1 de setembro a familiar resulta da correspondência direta com o posicionamento deste
31 de julho e, excecionalmente, no mês de agosto e nos dias em que se no escalão do abono de família, conforme o disposto no Decreto-Lei
realizem atividades previstas no Plano Anual de Atividades (PAA) fora n.º 55/2009, de 2 de março, na sua redação atual.
do horário normal de funcionamento do estabelecimento. 3 — A C.M. define anualmente, até ao final do mês de julho, o valor
7 — A CAF poderá funcionar no decurso do mês de agosto, de acordo diário e mensal da comparticipação máxima familiar do acolhimento e
com as necessidades do agregado familiar, devidamente comprovados. prolongamento de horário, a aplicar no ano letivo seguinte, de acordo
8 — Para assegurar o funcionamento da CAF no mês de agosto com o Anexo I do presente Regulamento.
4 — O valor unitário das refeições escolares é indexado ao valor
a) Os pais e encarregados de educação demonstram a necessidade do definido, anualmente, por Despacho do Ministério da Educação.
serviço até 31 de março; 5 — O preço das refeições a fornecer às crianças e aos alunos nos
b) Tendo em conta o menor número de crianças a frequentar a CAF no refeitórios escolares dos estabelecimentos de educação pré-escolar é
mês de agosto, os serviços funcionarão em local a designar entre a C.M., fixado por Despacho do membro do Governo responsável pela área da
através da Divisão de Educação, e os agrupamentos de escolas. educação, publicado no Diário da República, após consulta à Associação
Nacional de Municípios Portugueses.
9 — Os serviços encerrarão: 6 — São definidos as seguintes bonificações, de acordo com o Escalão
a) Sempre que haja atividades/saídas previstas e aprovadas no PAA de Abono de Família:
do Agrupamento de Escolas, desde que as mesmas decorram em horário
coincidente com o horário do prolongamento.
b) Se terminarem mais cedo o serviço assegura o acolhimento das Escalão de abono de família Refeição Acolhimento Prolongamento
crianças até ao horário de encerramento definido para o prolongamento.

10 — Nos períodos de interrupção letiva, o prolongamento de horário Escalão 1 ................ 100 % 100 % 100 %
é garantido com a presença do pessoal não docente que garante o acom- Escalão 2 ................ 50 % 75 % 75 %
panhamento das crianças e a dinamização das atividades. Escalão 3 ................ 25 % 50 % 50 %
11 — Nos períodos de interrupção letiva, nos casos em que não há Escalão 4 ................ 0% 0% 0%
serviço de acolhimento, o pessoal não docente da escola assegura a
receção das crianças antes 15 minutos da abertura do serviço. 7 — Nos agregados familiares onde existam dois descendentes me-
12 — O horário de trabalho do pessoal não docente dos estabele- nores e ou a frequentar estabelecimentos de ensino pré-escolar, básicos,
cimentos de ensino de educação pré-escolar deverá ser adequado ao secundário ou superior, é acrescido uma bonificação suplementar de 50 %
funcionamento da CAF, durante o período letivo e não letivo. à bonificação correspondente ao escalão onde se insere.
13 — Nas interrupções letivas as crianças poderão frequentar de 8 — Nos agregados familiares com três ou mais descendentes menores
acordo com os serviços contratualizados. e ou a frequentar estabelecimentos de ensino básicos, secundário ou
14 — No decurso das interrupções letivas, as crianças que não fre- superior a bonificação é de 100 %.
quentam a CAF, poderão, mediante inscrição antecipada junto da edu- 9 — Para os casos referidos nos pontos número seis e sete do presente
cadora titular, frequentar o estabelecimento de ensino, comparticipando artigo, os encarregados de educação deverão apresentar, até 15 de setem-
com o valor diário definido, acrescido do custo da refeição. bro, cópia dos documentos de identificação de todos os descendentes e
dos respetivos comprovativos de matrícula.
Artigo 25.º 10 — Para os casos em que os descendentes ingressem nesse mesmo
ano no ensino superior, e ainda não estejam colocados, entregar cópia
Inscrições, desistências e alterações
da entrega da candidatura ao ensino superior e entregar, até ao final
1 — As inscrições para os serviços são efetuadas no ato de matrícula de outubro, declaração de frequência emitida pelo estabelecimento de
e até ao final do mês de julho, em modelo próprio e em data e horário ensino superior.
a publicitar, sendo válida para o ano letivo a iniciar em setembro do 11 — Os alunos com necessidades educativas especiais de caráter
mesmo ano civil. permanente com programa educativo individual, organizado nos termos
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da legislação em vigor, têm direito à bonificação de 100 % em todos os gralmente os encargos decorrentes da frequência escolar, nomeadamente
serviços da componente de apoio à família. com as refeições escolares, os manuais e o material escolar.

Artigo 27.º Artigo 30.º


Valores das Comparticipações, descontos por faltas e pagamentos Beneficiários
1 — Os valores das comparticipações são definidos até ao início do Têm direito a beneficiar dos apoios educativos os alunos que frequen-
ano letivo, salvo situações excecionais. tem as escolas do Município.
2 — Os pagamentos são efetuados até ao dia 15 de cada mês e cor-
respondem aos serviços usufruídos do mês em curso. Artigo 31.º
3 — Os pagamentos iniciam-se no mês de outubro, com a cobrança Modalidades dos apoios
dos valores correspondentes aos meses setembro e outubro.
4 — Os valores das comparticipações familiares são enviados, mensal- Sem prejuízo de outros apoios concedidos pelo Ministério da Educa-
mente, para os encarregados de educação, com indicação de referência e ção, o Município concede os seguintes apoios:
montante, e os pagamentos são efetuados através da rede multibanco, de 1 — Manuais Escolares;
serviços bancários “online”, nos locais habituais de tesouraria e recebi- 2 — Material Escolar;
mento na C.M. ou em outros locais devidamente definidos pela C.M. e 3 — Refeições Escolares;
comunicados, atempadamente, aos encarregados de educação. 4 — Fruta e Lanches Escolares;
5 — O serviço é contratualizado por um período compreendido entre 5 — Transportes Escolares;
1 de setembro e 31 de julho, em regime de comparticipação mensal, 6 — Programas e projetos educativos.
sendo permitida a frequência em número de dias inferior ao mês mas
sem lugar a redução na comparticipação na componente de acolhimento Artigo 32.º
e prolongamento de horário, salvo exceções por doença devidamente
comprovada ou outro motivo de força maior. Manuais Escolares
6 — O mês de agosto é objeto de pagamento suplementar, correspon- 1 — Têm direito a beneficiar dos manuais escolares todos os alunos
dente a uma mensalidade. que frequentam as escolas do 1.º ciclo do ensino básico de Vila Nova
7 — Há lugar a redução no valor da comparticipação na componente de Famalicão.
de acolhimento e prolongamento na educação pré-escolar, em situação 2 — Compreende-se por manuais escolares os livros para as áreas
de doença ou acidente da criança, devidamente comprovada. disciplinares de frequência obrigatória, Português, Matemática e Estudo
8 — Para a redução prevista no número anterior, são estabelecidos do Meio e respetivas fichas de apoio.
os seguintes critérios: 3 — Compete aos conselhos pedagógicos dos agrupamentos de esco-
a) Entre 5 e 10 dias úteis: 25 %; las e escolas não agrupadas a adoção dos manuais escolares.
b) Entre 11 e 15 dias úteis: 50 %; 4 — Os Agrupamentos de Escolas comunicam à Câmara Municipal,
c) Mais de 16 dias úteis: 75 %. até 15 de junho, a lista de manuais adotados, bem como o número de
títulos a adquirir por área e ano de escolaridade.
9 — No que concerne à refeição escolar, a cobrança é efetuada men- 5 — Compete à Câmara Municipal proceder à aquisição dos manuais
salmente, tendo em conta os dias úteis do mês em curso, de acordo com escolares e coloca-los à disposição dos alunos no início do ano letivo.
o valor estipulado por Despacho do Ministério da Educação e do Escalão
de Ação Social em que se insere a criança. Artigo 33.º
10 — Em caso de falta ao serviço de refeições o desconto é diário, Material Escolar
desde que seja informado o estabelecimento de ensino até às 9h15 do
respetivo dia e precedida a respetiva anulação da requisição da refeição 1 — Têm direito a beneficiar de apoio à aquisição de material escolar
na plataforma de ensino assistido. os alunos que frequentam as escolas do 1.º ciclo do ensino básico da
11 — Sempre que se verificar alteração da situação socioeconómica rede pública do Município e estejam posicionados nos Escalões 1 e 2
do agregado familiar, o encarregado de educação deverá contactar o de Abono de Família.
respetivo Agrupamento de Escolas para reavaliação do processo de ação 2 — Entende-se por material escolar qualquer artigo de apoio à ati-
social escolar. Para tal, o encarregado de educação deverá fazer prova vidade letiva, desde capas, cadernos, folhas, lápis, canetas, marcadores
da nova situação entregando a documentação necessária. A alteração e outros artigos similares.
apenas se torna efetiva no mês seguinte à entrega da documentação, 3 — Os valores pecuniários dos auxílios económicos de material
salvo casos devidamente justificados. escolar são os fixados por despacho do membro do Governo responsável
12 — Se, durante dois meses seguidos as mensalidades não forem pela área da Educação, publicado no Diário da República, após consulta
regularizadas, serão contactados os encarregados de educação para, no à Associação Nacional de Municípios Portugueses.
prazo de quinze dias, se apresentarem nos respetivos Agrupamentos de 4 — O Município pode conceder um valor diferente para material
Escolas para avaliação da sua situação, sendo as respetivas conclusões escolar, desde que seja aprovado pela Câmara Municipal e não seja
comunicadas à C.M. inferior ao limite definido anualmente pelo Governo.
13 — A decisão final sobre a suspensão temporária ou perda definitiva 5 — Para beneficiar da comparticipação do valor do material escolar,
do direito compete à C.M. os pais e encarregados de educação deverão preencher o formulário de
14 — A decisão será comunicada ao encarregado de educação pelo Auxílios Económicos para o 1.º Ciclo do Ensino Básico — Material
serviço competente. Escolar, anexando os documentos solicitados, disponíveis nas secretarias
dos Agrupamentos de Escola, nos serviços da Divisão de Educação e
no sítio do Município, no endereço www.vilanovadefamalicao.org, no
TÍTULO III link “Educação”, e entregar na Divisão de Educação ou em outro local
a designar pelos serviços municipais, até 30 de outubro, devidamente
Concessão de Apoios Económicos aos alunos carimbado pelos serviços administrativos dos agrupamentos de escolas
do 1.º ciclo do ensino básico e com o original da fatura, com indicação do nome e número de iden-
dos estabelecimentos de ensino do Município tificação fiscal do aluno.
6 — O pagamento é efetuado contra fatura, que deve ter a identificação
Artigo 28.º do adquirente e respetivo número de identificação fiscal até ao montante
máximo fixado e por transferência bancária ou por cheque.
Objeto
O presente Capítulo pretende estabelecer regras uniformes e objetivas Artigo 34.º
na concessão dos apoios legalmente previstos para os alunos do 1.º ciclo
do ensino básico dos estabelecimentos de ensino do Município. Refeições Escolares
1 — Têm direito a beneficiar de refeição escolar, no âmbito do Pro-
Artigo 29.º grama de Generalização do Fornecimento de Refeições Escolares, todos
os alunos que frequentam as escolas do 1.º ciclo do ensino básico da
Âmbito rede pública do Município.
Os auxílios económicos constituem uma modalidade de apoio socio- 2 — Para o efeito, os encarregados de educação deverão solicitar a
educativo destinado, essencialmente, aos alunos inseridos em agregados inscrição ou a sua renovação no Serviço de Refeições do seu educando,
familiares cuja condição socioeconómica não lhes permita suportar inte- no ato de matrícula, preenchendo o formulário disponível nos respetivos
12202 Diário da República, 2.ª série — N.º 89 — 9 de maio de 2014

agrupamentos de escolas, entregando na primeira inscrição cópia do car- 21 — Os pagamentos iniciam-se no mês de outubro, com a cobrança
tão do cidadão ou bilhete de identidade e número de identificação fiscal dos valores correspondentes aos meses setembro e outubro.
do educando e do encarregado de educação e do documento, emitido 22 — Os valores das comparticipações familiares são enviados,
pela Instituto de Segurança Social, onde conste o seu posicionamento mensalmente, para os encarregados de educação, com indicação de
no Escalão de Abono de Família (entregue anualmente ou sempre que referência e montante, e os pagamentos são efetuados através da
ocorrer alteração de escalão). rede multibanco, de serviços bancários online, nos locais habituais
3 — Entende-se por refeição escolar o almoço, composto por pão, de tesouraria e recebimento na C.M ou em outros locais devidamente
sopa, prato de carne ou peixe, sobremesa e água, servido em refeitórios definidos pela mesma e comunicados, atempadamente, aos encarre-
escolares ou em espaços designados e protocolados com a Câmara gados de educação.
Municipal.
4 — As refeições são asseguradas pelo Município por administração 23 — O serviço é contratualizado por um período compreendido entre
direta ou através da celebração de acordos de colaboração com insti- 1 de setembro e 31 de julho, em regime de comparticipação mensal,
tuições locais. sendo permitida a frequência em número de dias inferior ao mês mas
5 — As ementas são da responsabilidade da Câmara Municipal ou sem lugar a redução na comparticipação na componente de acolhimento
das entidades protocoladas que se obrigam a proceder à sua elaboração e prolongamento de horário, salvo exceções por doença devidamente
acordo com as normas em vigor, devendo ser afixadas, pelo menos, na comprovada ou outro motivo de força maior.
semana anterior. 24 — Na existência de crédito de refeições, resultante de encerramento
6 — As entidades executoras garantem o cumprimento das normas das atividades letivas, o valor transitará para o ano letivo seguinte, salvo
de higiene e segurança alimentar, previstas na lei. se não proceder à renovação do serviço ou transite para o 2.º ciclo do
7 — O preço das refeições a fornecer aos alunos nos refeitórios escola- ensino básico ou seja transferido para outro estabelecimento de ensino
res dos estabelecimentos de ensino da rede pública, do 1.º ciclo do ensino fora do Município, sendo que, nestas situações, os valores em causa são
básico, são fixados por Despacho do membro do Governo responsável devolvidos aos respetivos encarregados de educação.
pela área da educação, publicado no Diário da República, após consulta 25 — As comparticipações e as bonificações atribuídas pelo Muni-
à Associação Nacional de Municípios Portugueses. cípio mantêm-se em vigor para o ano letivo em curso, incluindo nas
8 — São definidos as seguintes bonificações, de acordo com o Escalão interrupções letivas.
de Abono de Família: 26 — Se, durante dois meses seguidos as mensalidades não forem
regularizadas, serão contactados os encarregados de educação para, no
Escalão de abono de família Refeição prazo de quinze dias, se apresentarem nos respetivos Agrupamentos de
Escolas para avaliação da sua situação, sendo as respetivas conclusões
comunicadas à C.M.
Escalão 1 ..................................... 100 % 27 — A decisão final sobre a suspensão temporária ou perda definitiva
Escalão 2 ..................................... 50 % do direito compete à C.M.
Escalão 3 ..................................... 25 % 28 — A decisão será comunicada ao encarregado de educação pelo
Escalão 4 ..................................... 0% serviço competente.

9 — Os alunos com necessidades educativas especiais de caráter Artigo 35.º


permanente com programa educativo individual, organizado nos termos Lanches e Fruta Escolar
da legislação em vigor, têm direito à bonificação de 100 % no serviço
de refeições. 1 — Têm direito a beneficiar de lanches e de fruta escolar todos os
10 — Nas alterações de escalão, a bonificação só será válida a partir da alunos que frequentam as escolas da rede pública do 1.º ciclo do ensino
data de entrega da Declaração de posicionamento no Escalão de Abono básico de Vila Nova de Famalicão.
de Família, nos serviços dos Agrupamentos de Escolas. 2 — Com o objetivo de promover hábitos saudáveis de consumo de
11 — No caso do encarregado de educação não proceder à entrega alimentos benéficos para a saúde, o Município assegura a distribuição
da Declaração de posicionamento no Escalão de Abono de Família será gratuita de uma peça de fruta a todos os alunos, no mínimo duas vezes
posicionado no Escalão 4. por semana, no âmbito do Regime de Fruta Escolar.
12 — Nos agregados familiares onde existam dois descendentes me- 3 — Para além da fruta e do leite escolar, a Câmara Municipal
nores e ou a frequentar estabelecimentos de ensino pré-escolar, básicos, promoverá, em colaboração com as entidades locais, na distribuição
secundário ou superior, é acrescido uma bonificação suplementar de 50 % de lanches saudáveis, de acordo com os programas de educação
à bonificação correspondente ao escalão onde se insere. alimentar.
13 — Nos agregados familiares com três ou mais descendentes me-
nores e ou a frequentar estabelecimentos de ensino básicos, secundário Artigo 36.º
ou superior a bonificação é de 100 %.
14 — Para os casos referidos nos pontos números anteriores do pre- Transportes Escolares
sente artigo, os encarregados de educação deverão apresentar, até 15 de Os transportes escolares são gratuitos para todos os alunos do 1.º ciclo
setembro, cópia dos documentos de identificação de todos os descen- do ensino básico, de acordo com a legislação em vigor.
dentes e dos respetivos comprovativos de matrícula.
15 — Para os casos em que os descendentes ingressem nesse mesmo
ano no ensino superior, e ainda não estejam colocados, entregar cópia Artigo 37.º
da entrega da candidatura ao ensino superior e entregar, até ao final Outros Apoios Económicos
de outubro, declaração de frequência emitida pelo estabelecimento de
ensino superior. 1 — Têm direito a beneficiar de outros apoios económicos todos os
16 — No que concerne à refeição escolar, a cobrança é efetuada alunos que frequentam as escolas da rede pública do 1.º ciclo do ensino
mensalmente, tendo em conta os dias úteis do mês em curso, de acordo básico de Vila Nova de Famalicão.
com o valor estipulado por Despacho do Ministério da Educação e do 2 — A C.M. define, anualmente, uma verba por aluno, para apoio a
Escalão de Ação Social em que se insere o aluno. atividades e projetos, transferindo os valores para os respetivos Agru-
17 — Em caso de falta ao serviço de refeições o desconto é diário, pamentos de Escolas.
desde que seja informado o estabelecimento de ensino até às 9h15 do 3 — A C.M., tendo em conta a necessidade de criar condições que
respetivo dia e precedida a respetiva anulação da requisição da refeição permitam aos estabelecimentos de ensino autonomizarem-se e desen-
na plataforma de ensino assistido. volverem projetos identificativos da singularidade de cada estabeleci-
18 — Sempre que se verificar alteração da situação socioeconómica mento, apoiará outros projetos educativos potenciadores do sucesso,
do agregado familiar, o encarregado de educação deverá contactar o aproximando-os dos níveis de excelência.
respetivo Agrupamento de Escolas para reavaliação do processo de
ação social escolar.
19 — Para tal, o encarregado de educação deverá fazer prova da nova Artigo 38.º
situação entregando a documentação necessária. A alteração apenas se Programas e projetos educativos
torna efetiva no mês seguinte à entrega da documentação, salvo casos
devidamente justificados. Todos os alunos que frequentam as escolas do 1.º ciclo do ensino
20 — Os pagamentos são efetuados até ao dia 15 de cada mês e cor- básico de Vila Nova de Famalicão têm direito a participar em programas
respondem ao número previsto de refeições do mês em curso. e projetos educativos desenvolvidos pelo Município.
Diário da República, 2.ª série — N.º 89 — 9 de maio de 2014 12203

TÍTULO IV Artigo 43.º


Cálculo do Rendimento
Concessão de apoios nos estudos aos alunos
1 — Considera-se agregado familiar do candidato o conjunto formado
do Ensino Superior através pelo cônjuge ou pessoa com quem o mesmo viva em união de facto,
da atribuição de Bolsas de Estudo filhos, pais ou representantes legais, e irmãos com quem este viva em
economia comum.
Artigo 39.º 2 — O cálculo do rendimento “per capita” é efetuado pela aplicação
da seguinte fórmula:
Âmbito das bolsas de estudo
RPC = [R + B) – (E + H + S)]:12N
Para efeitos do presente Título, as bolsas de estudo são válidas para
em que:
o primeiro e segundo ciclos do Ensino Superior.
RPC — Rendimento mensal “per capita”;
Artigo 40.º R — Rendimento anual ilíquido do agregado familiar;
B — Valor anual da bolsa de estudo auferida pelo candidato na insti-
Condições de candidatura tuição de ensino superior no ano a que diz respeito o IRS;
Podem candidatar-se os estudantes que reúnam cumulativamente as E — Encargos anuais com Educação, conforme valor declarado em
seguintes condições: IRS, com limite máximo de 1.000,00 €;
H — Encargos anuais com a Habitação, com limite máximo de
a) Ter residência no concelho há mais de três anos, devidamente 1.000,00 €;
comprovada por atestado; S — Encargos com a Saúde, conforme valor declarado em IRS;
b) Ter acesso garantido ao Ensino Superior; N — Número de elementos do agregado familiar.
c) Não ter idade superior a 30 anos, no ato da apresentação da pri-
meira candidatura;
d) Não ter possibilidades económicas para a frequência num estabe- Artigo 44.º
lecimento de Ensino Superior e ser membro de um agregado familiar Ordenação dos Candidatos
cujo rendimento mensal “per capita” não seja superior a 60 % do salário
mínimo nacional em vigor; 1 — Os candidatos são ordenados, para o efeito de atribuição da
e) A frequentar a primeira licenciatura ou mestrado segundo o Pro- bolsa, segundo o rendimento familiar “per capita” mais baixo, sendo
cesso de Bolonha; que, em caso de igualdade de circunstâncias deve ser dada preferência
f) Ter aproveitamento académico, comprovado pela instituição de aos candidatos com classificação académica mais elevada.
ensino superior. 2 — A C.M. pode, em caso de dúvida sobre os rendimentos, de-
senvolver as diligências complementares que considere adequadas,
Artigo 41.º no sentido de averiguar a situação socioeconómica do agregado
familiar do candidato, designadamente através de visitas domici-
Documentação liárias, pareceres da Junta de Freguesia e outros meios julgados
O boletim de candidatura e instruído com os seguintes documentos, adequados.
consoante os casos:
a) Atestado de residência ou outro comprovativo de morada e Artigo 45.º
de composição do agregado familiar passado pela Junta de Fre- Valor das Bolsas de Estudo
guesia;
b) Fotocópia do Cartão de Cidadão ou do Bilhete de Identidade; 1 — O valor de referência das bolsas é fixado, em cada ano, tendo
c) Fotocópia do Número de Identificação Fiscal; como base o valor mais baixo das propinas dos estabelecimentos de
d) Certificado de matrícula no Ensino Superior, em caso de ingresso, Ensino Superior Público.
com especificação do curso; 2 — O valor das bolsas a serem atribuídas obedece a três escalões:
e) Certificado de aproveitamento académico do ano anterior ao da a) Escalão A que corresponde a 100 % do valor de referência da Bolsa
candidatura, excetuando os candidatos que se inscrevem no Ensino de Estudo se o rendimento mensal “per capita” for inferior ou igual a
Superior pela primeira vez; 8 % do valor de referência da Bolsa de Estudo;
f) Certidão comprovativa do valor anual da bolsa de estudo emitida b) Escalão B que corresponde a 75 % do valor de referência da Bolsa
pela DGES/Serviços de Ação Social, ou do não recebimento de qualquer de Estudo se o rendimento mensal “per capita” for superior a 8 % e
subsídio, relativo ao ano anterior ao da candidatura, exceto os candidatos inferior a 12 % do valor de referência da Bolsa de Estudo;
que se inscrevem no Ensino Superior pela primeira vez; c) Escalão C que corresponde a 50 % do valor de referência da Bolsa
g) Fotocópia da declaração de IRS ou IRC e nota de liquidação do de Estudo se o rendimento mensal “per capita” for superior a 12 % do
ano anterior ao da candidatura de todos os elementos do agregado valor de referência da Bolsa de Estudo.
familiar;
h) Comprovativo de rendimentos do agregado familiar, nomeadamente 3 — Aos valores em apreço acresce 10 % quando se trate de frequência
salários, pensões e subsídios; em estabelecimentos de Ensino Superior que distam mais de 50 quiló-
i) Documento comprovativo de encargos com a habitação, no caso de metros de Vila Nova de Famalicão e 20 % nas Regiões Autónomas ou
viver em habitação arrendada é necessário o contrato de arrendamento pais da União Europeia.
e o último recibo da renda mensal. 4 — Quando se tratar de irmãos bolseiros, o valor das bolsas a atri-
j) Atestado de incapacidade; buir corresponde ao escalão imediatamente a seguir aquele em que o
k) Quando se trate de trabalhadores por conta própria, e na impossibi- candidato se inseria.
lidade de comprovação documental dos rendimentos, reserva-se ao júri
a decisão de atribuir um valor fixo para efeitos de capitação, de acordo Artigo 46.º
com a profissão em causa.
Obrigações dos Bolseiros
Artigo 42.º 1 — É obrigação dos bolseiros comunicar à C.M.:
Prazos de Candidatura a) A atribuição, e respetivo montante, de bolsas ou subsídios con-
1 — As candidaturas são efetuadas no sítio eletrónico do Município, cedidos por outros sistema de apoio e apresentar o respetivo com-
na área reservada para o efeito e durante o período fixado anualmente provativo;
e que será divulgado pelos meios legais. b) Todas as circunstâncias ocorridas posteriormente ao processo de
2 — Os processos de candidatura são apreciados por uma comissão a candidatura, que tenham modificado a sua situação económica, bem
designar pela C. M., com possibilidade de delegação no seu Presidente, a como a mudança de residência, ou ainda a mudança de curso.
qual procede a análise das candidaturas, ordena os candidatos e notifica
o relatório preliminar aos interessados que dispõem dum prazo de 10 2 — O não cumprimento do disposto nas alíneas anteriores, bem
dias úteis para se pronunciarem sobre o mesmo. como as falsas declarações prestadas pelo candidato, implicam o ime-
3 — Findo o prazo de audiência prévia, a comissão elabora proposta diato cancelamento da bolsa atribuída, sem prejuízo do procedimento
a ser submetida a C. M. para competente decisão. criminal a que haja lugar.
12204 Diário da República, 2.ª série — N.º 89 — 9 de maio de 2014

TÍTULO V tempo indeterminado, aberto por aviso publicado no Diário da Repú-


blica, 2.ª série, n.º 247, de 21 de dezembro de 2012.
Disposições Finais 3 de abril de 2014. — O Vereador, por delegação de competências,
Dr. Manuel Monteiro.
Artigo 47.º 307740963
Delegação de Competências
Aviso n.º 5867/2014
No âmbito do presente Regulamento todas as competências previstas
e confiadas à C.M. podem ser delegadas, com possibilidade de subde- Em cumprimento do disposto na alínea b) do n.º 1 do artigo 37.º da
legação, no seu Presidente. Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, na atual redação, torna-se público
que, na sequência do recurso à reserva de recrutamento interna do pro-
Artigo 48.º cedimento concursal comum aberto por aviso publicado no Diário da
Omissões República, 2.ª série, n.º 5, de 8 de janeiro de 2013, foi celebrado contrato
de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado, com início em
Todos os casos omissos e dúvidas suscitadas na interpretação e ou 1 de abril de 2014, com os candidatos Carla Susana Alves Magalhães,
aplicação deste Regulamento serão analisados e decididos pela C. M. Manuel Joaquim Gomes da Silva, Paulo Jorge Faria Cardoso, Maria
Alzira dos Santos Oliveira, José Ricardo Machado Paiva, José Maria
Artigo 49.º Machado Casal, Maria da Graça Pereira Correia, Nuno Martins Ventura
Entrada em vigor da Silva Oliveira, Laurinda Leonor de Sousa Pereira, Maximiano da
Silva Maltez, Ana Maria Nunes Neto, Maria Clara Pereira Monteiro
1 — O presente Regulamento entra em vigor no primeiro dia útil Seabra, Maria Manuela Amaral da Mota, Ermelinda Conceição Silva
seguinte após a sua publicação pela forma legalmente prevista. Sousa Guerra, Manuel Joaquim Gomes de Sousa, André Lopes Lima,
2 — Com a entrada em vigor do presente Regulamento é revogado o Ana Maria Alves Tavares, José Alexandre Gomes Vasconcelos, Maria
Livro III, Título III, artigos 79.º a 86.º do Código Regulamentar sobre de Fátima Cravo Pereira, Avelino Rocha da Silva, Eduardo António
Disposição de Recursos e Apoio a Estratos Socialmente Desfavorecidos, Rodrigues da Silva e Evelise D. Jamila Marques Salamanqueiro, para
publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 45, de 2 de março de ocupação de 22 postos de trabalho na carreira de assistente operacional
2012 e alterado em 2 de julho de 2012, conforme publicação no Diário do mapa de pessoal do Município de Vila Nova de Gaia, com a remu-
da República, 2.ª série, n.º 126 neração de € 485, correspondente à 1.ª posição remuneratória e ao nível
remuneratório 1 da tabela remuneratória única.
ANEXO I 10 de abril de 2014. — O Diretor Municipal de Administração e
Finanças, por subdelegação de competências, Dr. António Carlos de
Valores das comparticipações máximas dos pais Sousa Pinto.
e encarregados de educação 307756678
1 — Educação Pré-Escolar:

Serviço Valor mensal MUNICÍPIO DE VILA DO PORTO


Aviso (extrato) n.º 5868/2014
Acolhimento (mensal) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20,00 EUR Para os devidos efeitos torna-se público por meu despacho datado
Prolongamento (mensal) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30,00 EUR de 23 de abril de 2014, no uso da competência que me é conferida pela
Refeição (diário) (1) (2). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,46 EUR alínea a) do n.º 2 do artigo 35º da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, e
Acolhimento (diário) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,50 EUR ao abrigo dos artigos 23º e 24º da Lei 2/2004, de 15 de janeiro republi-
Prolongamento (diário) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2,50 EUR cada pela Lei n.º 64/11, de 22 de dezembro, a renovação da comissão de
serviço como Chefe de Divisão da Divisão Administrativa e Financeira
(1) Artigo 20.º n.º 1, do Decreto-Lei n.º 55/2009, de 2 de março, na sua redação atual, por mais três anos do licenciado Nelson Filipe Pereira da Silveira, com
“O preço das refeições a fornecer às crianças e aos alunos nos refeitórios escolares dos esta-
belecimentos de educação pré -escolar e dos ensinos básico e secundário e as demais regras efeitos a partir de 1 de agosto de 2014.
sobre o respetivo pagamento são fixados por despacho do membro do Governo responsável
pela área da educação, publicado no Diário da República, após consulta à Associação Nacional 23 de abril de 2014. — O Presidente da Câmara, Carlos Henrique
de Municípios Portugueses.” Lopes Rodrigues.
(2) Despacho 11861/2013, de 12 de setembro. 307783172

2 — 1.º Ciclo do Ensino Básico:


MUNICÍPIO DE VILA REAL
Tipologia Valor
Aviso n.º 5869/2014
Nos termos do n.º 6 do artigo 36.º da Portaria n.º 83-A/2009, de 22 de
Refeição (diário) (1) (2). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1,46 EUR janeiro, com a nova redação dada pela Portaria n.º 145-A/2011, de 6 de
abril, torno público, que, por delegação de competências, foram homolo-
(1) Artigo 20.º n.º 1, do Decreto-Lei n.º 55/2009, de 2 de março, na sua redação atual, gadas por meu Despacho, datado de 22 de abril de 2014, as listas unitárias
“O preço das refeições a fornecer às crianças e aos alunos nos refeitórios escolares dos esta- de ordenação final dos seguintes procedimentos concursais comuns, por
belecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário e as demais regras
sobre o respetivo pagamento são fixados por despacho do membro do Governo responsável tempo indeterminado, para ocupação de vários postos de trabalho, no-
pela área da educação, publicado no Diário da República, após consulta à Associação Nacional meadamente: 1 Técnico Superior (área de Teatro); 1 Técnico Superior
de Municípios Portugueses.” (área de Economia); 2 Assistentes Técnicos (área de Produção de Teatro);
(2) Despacho 11861/2013, de 12 de setembro.
2 Assistentes Técnico (área de Assistente de produção); 1 Assistente
207789523 Técnico (área de Operador de Iluminação); 3 Assistentes Operacionais
(área de Bilheteiro/Rececionista); 2 Assistentes Operacionais (área de
Auxiliar Técnico de Museografia); 2 Assistentes Operacionais (área de
Maquinista Teatral); 2 Assistentes Operacionais (área de Auxiliar Técnico
MUNICÍPIO DE VILA NOVA DE GAIA de Biblioteca, Arquivo e Documentação); 1 Assistente Operacional (área
de Guarda Noturno); 1 Assistente Operacional (área de Carpinteiro); 1 As-
Aviso (extrato) n.º 5866/2014 sistente Operacional (área de Sonoplasta); 1 Assistente Operacional (área
Dando cumprimento ao disposto no artigo 37.º da Lei n.º 12-A/2008, de Auxiliar de Serviços Gerais); abertos por aviso n.º 10350/2013 publi-
de 27 de fevereiro, na atual redação, torna-se público que foi homolo- cado no Diário da República, 2.ª série, n.º 157, de 16 de agosto de 2013.
gada pelo presidente da Câmara Municipal, em 1 de abril de 2014, a As listas encontram-se disponíveis na página eletrónica deste Municí-
conclusão com sucesso dos períodos experimentais dos trabalhadores pio (www.cm-vilareal.pt) e afixadas nas instalações desta entidade.
Eduardo Miguel de Jesus Gouveia e Nuno Ricardo Pereira Guimarães, 29/04/2014. — Por delegação de competências, o Vereador do Pelouro
na carreira de técnico superior, na sequência de procedimento concursal dos Recursos Humanos, Engenheiro Adriano António Pinto de Sousa.
comum na modalidade de contrato de trabalho em funções públicas por 307786753