Vous êtes sur la page 1sur 27

FACULDADE APOGEU

Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Educação Especial

Vanda Vitorino Costa dos Santos

A INCLUSÃO DO ALUNO COM NECESSIDADES ESPECIAIS NA ESCOLA DA


REDE PÚBLICA

Alexânia/Go
2019
VANDA VITORINO COSTA DOS SANTOS

A INCLUSÃO DO ALUNO COM NECESSIDADES ESPECIAIS NA ESCOLA DA


REDE PÚBLICA

Monografia apresentada a Faculdade Apogeu


como exigência para obtenção do título de
especialista em Educação Especial.

Prof. Orientador (A):_______________________

Alexânia/GO
VANDA VITORINO COSTA DOS SANTOS

A INCLUSÃO DO ALUNO COM NECESSIDADES ESPECIAIS NA ESCOLA DA


REDE PÚBLICA

FOLHA DE APROVAÇÃO

A presente monografia foi aprovada como requisito para a obtenção do título de


Especialista em Educação Especial, do Curso de Pós-Graduação da Faculdade
Apogeu.

Alexânia (GO), Agosto de 2019.

Banca Examinadora
______________________________________________
Orientador (a)
______________________________________________
Prof.
______________________________________________
Prof.
DEDICATÓRIA

Dedico e louvo a conclusão deste trabalho a Deus, que concedeu-me força e


sabedoria para realizá-lo com sucesso.
Aos colegas de caminhada que se auto entregam, se dedicam e, jamais abrem
mão de acreditar na inclusão à diversidade.
AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus que me permite portar a verdade divina no


mais íntimo de meu ser. Por ter possibilitado pertencer a minha família e receber
instruções tão lindas de afeto e valores tão primordiais para a vida, bem como para o
ofício desta profissão, a qual requer nossa sensibilidade para que possamos
humanizar àqueles que percorrem o caminho escolar sob nossos cuidados.
Aos mestres que passaram por minha vida acadêmica, que tão bem me
instruíram com tão rico conhecimento e muito me acrescentaram com ímpar
dedicação e amizade.
Muito obrigada, pois sem estes, não teria sido possível chegar tão longe.
SUMÁRIO

DEDICATÓRIA............................................................................................................ 4
AGRADECIMENTOS ................................................................................................. 5
RESUMO.................................................................................................................... 7
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................8
2. A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL ........................................9
2.1 INCLUSÃO...........................................................................................................15
2.2 A ESCOLA INCLUSIVA........................................................................................19
2.3 O PAPEL DO PROFESSOR NA ESCOLA INCLUSIVA ......................................21
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................24
REFERÊNCIAS..........................................................................................................26
RESUMO

O presente trabalho tem como seu foco principal a Educação Inclusiva, pois é um
tema muito presente nos dias de hoje. Encontramos diversos trabalhos acadêmicos
sobre este tema, pois se vê necessário, pois é uma questão não apenas de interesse
de professores e acadêmicos, mas uma questão social. Vemos um aumento cada vez
mais crescente de pessoas com alguma deficiência. E com este aumento significativo
vêm as dúvidas, informações deturpadas. O objetivo central deste trabalho é a
inserção do aluno com necessidades especiais nas escolas regulares. Este trabalho
foi realizado por meio de pesquisa bibliográfica para embasamento teórico deste tema,
se fez um breve histórico da Educação Especial no Brasil, as Leis que regem a
Educação Especial, os cuidados que devemos ter para cada deficiência dentro do
âmbito escolar, pois não devemos e não podemos tratar cada deficiência de forma
igual, generalizando. E concluiremos este trabalho com o foco principal a Inclusão do
aluno com necessidades especiais na Rede Pública de Ensino e o papel do professor
nesta inclusão. Não devemos esquecer que não depende apenas do professor esta
inclusão, mas também de todo o corpo docente, funcionários e da estrutura física das
escolas. Pois devemos estar preparados para as necessidades dos alunos.

Palavras chave: Educação Especial. Inclusão. Rede Pública.


1.INTRODUÇÃO

Quando falamos sobre Inclusão nas escolas de ensino regular, é comum


ouvirmos reclamações e queixas pelos professores, pois é de direito que a criança
tenha um “acompanhante” em sala de aula de acordo com a nota técnica 19/2010 –
MEC/SEESP/GAB, dependendo da necessidade do aluno, tem que ser um
profissional diferenciado.
Em algumas cidades vemos nas escolas que estes alunos tem uma “cuidadora”
– como são chamadas muitas destes profissionais que auxiliam com estes alunos em
sala de aula. Mas será que basta a criança ter uma “cuidadora” ou isto ocorre porque
muitos acreditam que apenas com uma formação adequada é possível auxiliar, cuidar
e ensinar esses alunos. Ou isto ainda acontece, pois muitos professores ainda
resistem e muitos são contra a essa inclusão.
Essa resistência docente nada pode contra a legislação que garante a matrícula
dos alunos com necessidades especiais que estão nas redes regulares de ensino.
Diante das diversas deficiências presentes nas escolas regulares, podemos
verificar que nunca se está preparada para tudo. Mas como tudo na vida é
aprendizado, como educadores temos que ter consciência que estamos em sala de
aula muito vezes como a única chance dessas crianças, seja de aprender, receberem
carinho, atenção e sim impor limites aos mesmos, com necessidades especiais ou
não.
Pode-se ver historicamente que tudo no mundo mudou, e assim somos nos
professores, temos que acompanhar as mudanças.
Este trabalho tem como questionamento, a inclusão dos alunos com
necessidades especiais na Rede Pública de Ensino, pois será que as escolas estão
preparadas para receber os alunos com necessidades especiais, sejam eles com
deficiência física ou intelectual?
Este trabalho tem como objetivo definir um conjunto de temáticas sobre a
inclusão de alunos com necessidades especiais nas escolas da Rede Pública, onde a
Educação Inclusiva é uma realidade, independente da deficiência destes alunos.
Definirei através de um estudo bibliográfico a inclusão dos alunos com
necessidades especiais nas escolas da Rede pública, pois nos dias atuais, as escolas
recebem alunos com diversas necessidades especiais. Portanto, este trabalho
também busca evidenciar como é esta realidade nas escolas da Rede Pública de
Ensino.
Para a realização deste trabalho, realizarei um breve histórico sobre a
Educação Especial no Brasil. Visando compreender melhor os acontecimentos que
levaram a criação de leis e que influenciaram e ainda influenciam a prática escolar
que foi alcançada para se trabalhar com pessoas/crianças com necessidades
especiais. Para isto, foram utilizadas pesquisas bibliográficas como também uma
análise na legislação que auxilia e orienta os profissionais como também as famílias
de crianças com necessidades educacionais especiais.
Atualmente as crianças devem ser inseridas nas escolas para que possam ter
convivência e trocas de experiências no meio social. Como cita Mantoan (2006, p. 16),
“A inclusão escolar está articulada a movimentos sociais mais amplos, que exigem
maior igualdade e mecanismos mais equitativos no acesso a bens e serviços”.
O interesse por este tema foi provocado pela dificuldade que os professores da
Rede Pública enfrentam quando recebem um aluno com necessidades especiais,
independente de qual seja está necessidade.
Se vê como importante nós professores estar preparados para receber os
alunos, sejam eles com necessidades especiais ou não. Mas será que isto ocorre?
Será que as escolas estão preparadas estruturalmente e com apoio pedagógico
necessário para qualquer deficiência que o aluno tenha?

2. A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NO BRASIL

Na história do mundial e desde a Antiguidade, os deficientes eram


abandonados, perseguidos e eliminados devido a suas condições atípicas e a
sociedade justificava esses atos como sendo normais.
Na sociedade da Idade Média, “a sociedade baseava-se no modelo agro
produtor e as classes inferiores eram responsáveis pelos serviços braçais” (SILVA,
2003, p.4), onde a sociedade valorizava muito a força humana para a guerra,
agricultura. Enfim, dependiam dela para a sobrevivência e viam a deficiência física
como algo insuportável, desta forma descartando os deficientes físicos no momento
em que nasciam.
No Brasil, o primeiro marco da Educação Especial ocorreu no período imperial,
mais especificamente em 1854, quando D. Pedro II, influenciado pelo ministro do
Império Couto Ferraz, criou o Imperial Instituto dos Meninos Cegos, que em 1891,
passou a se chamar Instituto Benjamin Constant – IBC (estas informações podemos
encontrar no próprio site do Instituto). Pois ficou admirado com o trabalho do jovem
José Alvares de Azevedo que era deficiente visual “cego”, que educou com sucesso
a filha de médico da família imperial, Dr. Francisco Xavier Sigaud.
De acordo com o site do Instituto, em 1957 D. Pedro II criou também outro
instituto, o Imperial dos Surdos- Mudos (que em 1957, passou a se chamar Instituto
Nacional de Educação de Surdos o INES). Esta escola foi fundada pelo francês
Ernesto Hüet, que veio da França para o Brasil para fundar a primeira escola para
surdos na América.
Em período imperial, em 1871, no hospital psiquiátrico da Bahia – hoje
hospital Juliano Moreira- iniciou o tratamento de deficientes mentais. Após a
proclamação da República, a Deficiência Mental ganhou destaque nas políticas
públicas, mesmo porque acreditavam que esta deficiência pudesse implicar em
problemas de saúde, pois naquela época era visto como um problema orgânico e
era relacionado à criminalidade, e para eles isto era visto como fracasso escolar.

A criação dessas primeiras instituições especializadas [...] não passaram de


umas poucas iniciativas isoladas, as quais abrangem os mais lesados, os
que se distinguiam, se distanciavam ou pelo aspecto social ou pelo
comportamento divergentes. Os que não o eram assim a “olho nu” estariam,
incorporados às tarefas sociais mais simples. Numa sociedade rural
desescolarizada (JANNUZZI, 1985, p. 28).

A partir da década de 30 houve uma propagação da educação livre no Brasil,


surgindo várias instituições para cuidar da deficiência mental, superando assim o
número das outras instituições voltadas a outras deficiências. O surgimento das
entidades privadas torna-se um fator influente na história do Brasil com a filantropia
e o assistencialismo. De acordo com Bueno (1993), houve o surgimento das
primeiras entidades privadas no país, a filantrópica e a assistencialista. Esses
fatores colocaram as entidades privadas em destaque durante a história da
educação especial brasileira.
A participação das instituições privadas durante a história da educação
especial brasileira aponta que o atendimento realizado a essas pessoas eram
superior ao realizados pelas instituições públicas. De acordo com Bueno (1993),
“filantrópico-assistencial, contribuindo para que a deficiência permanecesse no
âmbito da caridade pública e impedindo, assim, que as suas necessidades se
incorporassem no rol dos direitos de cidadania” (BUENO, 1993, p.90).
Portanto, podemos dividir a história do Brasil em duas partes quando se refere
à deficiência. Primeiramente durante o Império, onde as pessoas com deficiência
eram impedidas de realizar trabalhos braçais como agricultura e serviços de casa, e
eram segregadas em instituições públicas. Onde conviviam com suas famílias e não
se destacavam muito, pois a sociedade naquela época era rural e não se exigia um
elevado desenvolvimento cognitivo.
Em um segundo momento, onde surgia a necessidade de escolarização entre
a população, a sociedade começa a compreender o deficiente como um indivíduo.

[...] mesmo com suas limitações, os deficientes não podia conviver nos
mesmos espaços sociais que os normais, que seria estudar em locais
separados e, só seriam aceitos na sociedade aqueles que conseguissem
agir o mais próximo da normalidade possível, sendo capazes de exercer as
mesmas funções. Marca este momento o desenvolvimento da psicologia
voltada para a educação, o surgimento das instituições privadas e das
classes especiais (BATISTA, 2006, p.32).

De acordo com Mendes (1995), foi a partir de 1957, que o atendimento


educacional aos indivíduos que apresentam deficiência foi assumido pelo governo
federal em âmbito nacional, com a criação de campanhas voltadas especificamente
para este fim.
Essas “Campanhas” eram destinadas especificamente para atender e auxiliar
cada uma das deficiências. Foi nesse mesmo ano que instituiu a Campanha para a
Educação do Surdo Brasileiro – CESB.
Com a Declaração Universal de Direitos Humanos (ONU), em 1948, onde:

Estabelece que os direitos humanos são os direitos fundamentais de todos


os indivíduos. Todas as pessoas devem ter respeitados os seus direitos
humanos: direito à vida, à integridade física, à liberdade, à igualdade e à
dignidade, à educação (GIL, 2005, p.17).
A partir da Declaração Universal de Direitos Humanos (ONU), muitas outras
leis foram criadas, onde fica claro que todas as pessoas devem ser respeitas e com
igualdade em seus direitos.
Em 1954, é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos do Excepcional
– APAE, e em 1961, foi implantada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
– LDB lei nº 4.024/61, que visa o atendimento educacional para pessoas com
deficiência, dando direito à educação, preferencialmente dentro da rede ensino
regular.
De acordo com Jannuzzi (1985), foi a partir de 1958 que ocorreu a Campanha
Nacional de Educação e Reabilitação dos Deficientes da Visão. Já em 1960, foi
criada a Campanha Nacional de Educação e Reabilitação de Deficientes Mentais em
1960.
O objetivo principal dessas campanhas era buscar recursos para promover a
educação e o treinamento e também auxiliando com assistência educacional às
crianças com necessidades especiais, através da cooperação técnica e financeira
em todo Brasil, entre as entidades públicas e privadas que realizavam estes
atendimentos.
Durante toda a década de 1960, de acordo com Jannuzzi (1992), foi a época
que ocorreram o aumento de escolas de ensino especial no Brasil. No ano de 1969
já existiam mais de 800 estabelecimentos de ensino especial para deficientes
mentais, cerca de quatro vezes mais do que a quantidade existente no ano de 1960.
Em 1961, houve a criação da Lei de Diretrizes e Bases, que foi promulgada
em 20 de dezembro de 1961, que criou o Conselho Federal de Educação, onde nos
artigos 88 e 89, cita sobre a “educação dos excepcionais”. De acordo com Mazzotta
(1996, p.57), “esta lei é o marco inicial das ações oficiais do poder público na área
de educação especial, que antes era limitado as iniciativas regionais e isoladas no
contexto da política educacional. ”
A partir da promulgação da LDB (BRASIL, 1961), iniciou o aumento e
crescimento das instituições privadas filantrópicas. Como as APAES que podemos
citar como exemplo. Havia 16 instituições e foi criado então um órgão normativo e
representativo de âmbito nacional, a Federação Nacional da Associação de Pais e
Amigos dos Excepcionais (APAE), (FENAPAES).
Durante a década de 1970, houve uma ampliação da educação especial da
rede pública, e com isto a rede privada passou também por um processo de
renovação e expansão.
Em 1972, foi apresentada a primeira proposta de estruturação da educação
especial brasileira, pelo Ministério de Educação e Cultura – MEC, juntamente com o
Grupo – Tarefa de Educação Especial que convidou o especialista James Gallagher
e juntos apresentaram a primeira proposta de estruturação da educação brasileira,
assim criando um órgão central para coordena-la, sendo sua sede no próprio
Ministério. E assim criaram o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP.
Nos dias atuais esse centro é a Secretaria de Educação Especial – SEESP, que
manteve praticamente as mesmas competências e estrutura organizacional de seu
antecessor.

Enquanto que, na década de 1970, observa-se nos países desenvolvidos


amplas discussões e questionamentos sobre a integração dos deficientes
mentais na sociedade, no Brasil acontece neste momento a
institucionalização da Educação Especial em termos de planejamento de
políticas públicas com a criação do Centro Nacional de Educação Especial
(CENESP), em 1973. A finalidade do CENESP era “promover, em todo
território Nacional, a expansão e melhoria do atendimento aos excepcionais
(MAZZOTTA, 1996, p.55).

Entre os anos de 1976 e 1981, ocorreu uma intensa mobilização para


conscientizar as pessoas e os diversos segmentos de toda a sociedade para o “Ano
Internacional das Pessoas Deficientes” em 1981, segundo Nunes e Ferreira (1994).

Por ocasião do Ano Internacional das Pessoas Deficientes, realizado pela


Organização das Nações Unidas (ONU), em 1981, quando o Ministério da
Educação recomenda a participação ativa as organizações não
governamentais no processo de “integração social”, praticamente lhes
delegando a responsabilidade de desenvolvimento de oficinas de produção
(SILVA apud MAZZOTTA, 1999, p.52).

No final da década de 80, o Brasil estava passando por uma mudança na


sociedade, estava acabando a Ditadura no país. Mais foi durante o período da ditadura
que as instituições de educação especial foram se afirmando.
Com as reorganizações dos partidos políticos, também ocorreram a
organização da sociedade de diversas formas.
Com o fim de o Governo Militar, surgiram diversas iniciativas referente a
educação especial no Brasil, inclusive durante toda a metade da década de 80. A
criação da Secretaria de Educação Especial em 1985 que era um comitê nacional
para delinear uma ação conjunta, destinada a aprimorar a educação especial e a sua
influência na sociedade, as pessoas com deficiência, pessoas com problemas de
conduta e os superdotados.
Em 1986, houve o Plano Nacional de Ação Conjunta e instituída a
Coordenadoria para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (Corde),
resolvendo sobre a atuação da Administração Federal, no que diz respeito às pessoas
com deficiência.
Já em 1988 com a Constituição Federal Brasileira, onde foram traçados os
objetivos visando à democratização da Educação Brasileira. Que de certa forma tenta
erradicar o analfabetismo, e levando a universalização do atendimento escolar para
melhorar a qualidade do ensino. Onde fossem possíveis a implementação e a
formação para o trabalho e a formação humana, científica e tecnológica do Brasil.
Afirmando, as pessoas com deficiência deveriam estar, de preferência na rede regular
de ensino, assim garantindo o direito ao atendimento educacional especial.
Reconhecendo assim a assistência social como dever do Estado no campo da
seguridade social e não mais isolada.
Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia
de: “III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,
preferencialmente na rede regular de ensino” (BRASIL, 1988).
No ano de 1989 foi criado o Ministério do Bem Estar Social que, estava ao
sentido contrário do que estava recomendando na constituição, fortaleceu o modelo
centralizado simbolizado pela Legião Brasileira de Assistência (LBA).
Na década de 90, as instituições assistenciais ganham o estatuto de
organizações não governamentais – as ONGs – e a dúvida entre os setores públicos
e privados, é exposta como importante parceria para o desenvolvimento do país em
relação às condições sejam elas econômicas e sociais, sejam elas na saúde, filosofia,
na educação, entre outras; este discurso foi notado.
Para Rodrigues (2008, p.34) “uma reforma que pretende inovar práticas e
modificar valores inerentes à escola pública tradicional. ” Portanto, podemos ver que
de acordo com o autor citado, se faz necessário mudar, para melhorar as práticas
pedagógicas, ou seja, devemos estar sempre mudando para podermos sempre estar
melhorando.
Já Semeghini (1998, p.13) cita que devemos “Abrir oportunidades educacionais
adequadas a todas as crianças”. Semeghini deixa claro que, deve-se entender que
“todas as crianças”, não são apenas as com necessidades especiais, mas todas de
uma forma geral.
Portanto, devemos analisar da seguinte forma, é muito difícil quando pensamos
na integração do deficiente como um processo independente da união e parcerias que
foram e ainda serão estipuladas pelo MEC, com os outros ministérios, Organizações
Não Governamentais Especializadas, com a sociedade como um todo.

2.1 A inclusão

A inclusão surgiu com a proposta de educação para todos, de forma igualitária


e de qualidade, como princípio democrático de “educação para todos”. Com o
fundamento básico da educação inclusiva, evidenciava a necessidade de um ensino
especializado para todos os alunos. Que tivessem respeito e aceitação, visando a uma
sociedade mais justa com a participação de todos.

O princípio da inclusão nasceu na perspectiva no sistema educacional norte


americano quanto estes começaram a sentir o fracasso da integração e o
insucesso da escola pública. Na tentativa de melhorar a educação da
população de risco elencarem algumas formas para a conhecida escola de
qualidade, que acabou sendo o alicerce da proposta da inclusão escolar.
Estas novas medidas contemplavam: menor burocracia, gestão
descentralizada, maior flexibilidade para as escolas, respeito à diversidade, o
que contribuiu para que as escolas respondessem melhor às necessidades
de seus diferentes estudantes promovendo recursos variados, centrados na
própria escola (apud VELTRONE, 2008, p.30).

Sabendo-se que a escola regular deve estar pronta para receber todos os
alunos independente das características que possam apresentar. Assim como
proporcionar um atendimento que se ajuste com cada situação.
Portanto, falar sobre educação é um assunto mais que prioritário, que gera
diversas discussões, ainda mais quando se fala sobre inclusão de pessoas com
necessidades educacionais especiais.
Muitas dessas discussões são as motivadoras das mudanças, pois são
através delas que percebemos que valores e práticas precisam ser mudados, como
cita Rodrigues (2008, p.34), “uma reforma que pretende inovar práticas e modificar
valores inerentes à escola pública tradicional. ”
Como podemos ver encontramos diversos autores que falam sobre este
assunto. Mas não existem apenas autores sobre este tema, encontramos também
diversas leis que asseguram toda pessoa com necessidades especiais, a serem
tratadas como iguais, como cita na Constituição Federal (BRASIL,1988), no artigo
205:

[...] a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será


promovida e incentivada com a colaboração da sociedade do pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania, sua
qualificação para o trabalho (BRASIL, 1988).

De acordo com a citação acima, é dever de todos incentivar e promover o


desenvolvimento da pessoa, para que a mesma possa exercer a sua cidadania.
Quando falamos sobre Educação Especial, devemos lembrar que não é
apenas sobre pessoas com deficiência intelectual, mas também deficiência física.
Encontramos no artigo 207 da Constituição Federal (BRASIL, 1988) sobre o
atendimento especializado a pessoas com deficiência, “III – atendimento educacional
especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de
ensino”.
Como vimos na Constituição Federal (BRASIL, 1988), a escola regular
deve estar preparada para receber a todos os alunos, independentemente de suas
caraterísticas, sejam elas físicas ou intelectuais. Mas que possam permitir um
atendimento que condiz com cada situação. Portanto a inclusão escolar se faz
necessária, para que haja uma igualdade entre todos.

A inclusão escolar está articulada a movimentos sociais mais amplos, que


exigem maior igualdade e mecanismos mais equitativos no acesso a bens e
serviços. Ligada a sociedades democráticas que estão pautadas no mérito
individual e na igualdade de oportunidades, a inclusão propõe a desigualdade
de tratamento como forma de restituir uma igualdade que foi rompida por
formas segregadoras de ensino especial e regular (MANTOAN, 2006, p. 16).
Como podemos ver inclusão escolar está ligada a diversos movimentos sociais,
como cita Mantoan (2006), mas a autora também nos lembra de que nem sempre foi
assim.

Bobbio (1997, p.25) relata que Rosseau, em seu Discurso sobre a origem da
desigualdade entre os homens, estabeleceu uma diferenciação entre
desigualdades naturais (produzidas pela natureza) e desigualdades sociais
(produzidas pelas relações de domínio econômico, espiritual, político). Para
alcançar os ideais igualitários seria necessário eliminar as segundas, não as
primeiras, pois estas são benéficas ou mesmo moralmente indiferentes
(apud, MANTOAN, 2006, p. 17).

A diferenciação entre as desigualdades como vemos na citação acima é


histórica e sempre existirão.

[...] mesmo com suas limitações, os deficientes não podia conviver nos
mesmos espaços sociais que os normais, que seria estudar em locais
separados e, só seriam aceitos na sociedade aqueles que conseguissem
agir o mais próximo da normalidade possível, sendo capazes de exercer as
mesmas funções. Marca este momento o desenvolvimento da psicologia
voltada para a educação, o surgimento das instituições privadas e das
classes especiais (BATISTA, 2006, p.32).

Como podemos ver a exclusão dos “deficientes” era mais que educacional, eles
eram obrigados a se manter distantes da sociedade, pois só eram aceitos os ditos
“normais”. Mas quando falamos de inclusão, logo se pensa em pessoas com
necessidades especiais. De acordo com Mantoan (2006) que cita em seu livro
“Inclusão Escolar”, que não existe apenas esta inclusão, mais uma conjuntura difícil
em mostrar ou esconder as diferenças com a homogeneização dos alunos. Isso seria
um argumento para a desigualdade social e favoreceria cada vez mais a exclusão
social.

Para instaurar uma condição de igualdade nas escolas não se concebe que
todos os alunos sejam iguais em tudo, como é o caso do modelo escolar mais
reconhecido ainda hoje. Temos de considerar as suas desigualdades naturais
e sociais, e só estas ultimas podem e devem ser eliminadas. Se a igualdade
traz problemas, as diferenças podem trazer muito mais! (MANTOAN, 2006,
p.18).
Nesta citação, Mantoan (2006), deixa claro que as condições nas escolas
nos dias de hoje, mostram que nenhum aluno é igual ao outro, que todos são
diferentes e que esta diferença não deve ser eliminada, pois cada criança é única.
Também deixa claro que as desigualdades também podem ser sociais, sendo que
estas sim devem ser eliminadas, pois estas diferenças podem trazer diversos
problemas em uma sala de aula como na escola como um todo.
Quando falamos de Inclusão, devemos pensar em todos os fatores, sejam
eles culturais; sociais e até mesmo naturais.

Existem fatores culturais importantes que determinam a impossibilidade de


existência de uma relação direta entre informação-mudança de atitudes; é
fundamental considera-los na prática de ensino e aprendizagem de valores.
É necessário atentar para as dimensões culturais que envolvem as práticas
sociais. As dimensões culturais não devem ser nunca descartadas ou
desqualificadas, pois respondem a padrões de identificação coletivos que são
importantes. Eles são o ponto de partida do debate e da reflexão educacional
(BRASIL, 1997, p. 44).

Como podemos ver a educação necessita de mudanças, pois a todo o


momento o mundo também sofre mudanças. Portanto, a educação inclusiva é uma
realidade, entende-se que:

A educação inclusiva tem sido conceituada como um processo de educar


conjuntamente de maneira incondicional, nas classes do ensino regular,
alunos ditos normais com alunos deficientes ou não, que apresentam
necessidades educativas especiais. A inclusão beneficia a todos, uma vez
que sadios sentimentos de respeito à diferença, de cooperação e de
solidariedade podem se desenvolver (BRASIL, 1999, p.38).

Portanto, necessidades especiais educacionais (NEEs) não é um conteúdo e


sim uma condição. Portanto requer não apenas a alunos com deficiências profundas,
mas todos aqueles que durante a vida, possam vir a ter necessidade de apoio.
Quando se fala em inclusão, já se remete ao verbo incluir, ou seja, inserir, neste
caso inserir as pessoas que necessitam de atendimentos especializados em escolas
e na sociedade em geral.
Já na educação o conceito de inclusão é questionado e refletido, mas sempre
causando certa preocupação, pois atender a todas as necessidades e especificidades
dos alunos, onde os objetivos de acolher os alunos com essas necessidades não
acabem excluindo-os. Como cita Mantoan (2003, p.24) “Estar junto é se aglomerar
com pessoas que não conhecemos. Inclusão é estar com, é interagir com o outro. ”,
ou seja, é acolher e aceitar as diferenças.
Alguns autores como Sassaki (1997), Mittler (2003) citam o que é inclusão .

Um processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir em seus


sistemas gerais pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente,
estas se preparam para assumir seus papéis na sociedade. (...) Incluir é
trocar, entender, respeitar, valorizar, lutar contra exclusão, transpor barreiras
que a sociedade criou para as pessoas é oferecer o desenvolvimento da
autonomia, por meio da colaboração de pensamentos e formulação de juízo
de valor, de modo a poder decidir, por si mesmo, como agir nas diferentes
circunstâncias da vida (SASSAKI, 1997, p.41).

Como podemos ver na citação, se não tivermos consciência e se não


conscientizarmos as crianças desde pequenos, sejam nas escolas ou na sociedade,
essa criança, adolescente e até mesmo os adultos serão excluídos.
Portando, todo aluno tem direito de receber atendimento educacional. Para
tanto, se faz pertinente às condições necessárias para uma educação de qualidade
para todos, como consta na Lei, sejam atingidas.

2.2 A Escola Inclusiva

A Educação Inclusiva surgiu para tentar eliminar um problema social. Pois


pessoas com necessidades especiais não eram aceitas, conforme já vimos neste
trabalho.

[...] o conceito da escola inclusiva implica uma nova postura da escola


comum, que propõe no projeto pedagógico – no currículo, na metodologia de
ensino, na avaliação e na atitude de educadores – ações que favoreçam a
interação social e sua opção por práticas heterogênicas. A escola capacita
seus professores, prepara-se, organiza-se e adapta-se para oferecer
educação de qualidade para todos, inclusive para educados que apresentam
necessidades especiais.
Inclusão, portanto, não significa simplesmente matricular todos os educandos
com necessidades educacionais especiais na classe comum, ignorando suas
necessidades, mas significa dar ao professor e à escola suporte necessário
a sua ação pedagógico (RIBEIRO, 2003, p. 160).
Como vimos na citação acima, o conceito de escola inclusiva não é apenas
para eliminar um problema social, mas incluir, educar.
Ribeiro (2003), também cita que as escolas regulares devem “ao viabilizar a
inclusão de alunos com necessidades especiais, deverá promover a organização de
classes comuns e serviços de apoio pedagógico especializado.”, como deixa claro
Ribeiro (2003, p. 165). Como podemos ver só poderá promover a organização de
classes especiais, para atendimento em caráter transitório.

Para instaurar uma condição de igualdade nas escolas não se concebe que
todos os alunos sejam iguais em tudo, como é caso do modelo escolar mais
reconhecido ainda hoje. Temos de considerar as suas desigualdades naturais
e sociais, e só estas últimas podem e devem ser eliminadas. Se a igualdade
traz problemas, as diferenças podem trazer muito mais! (MANTOAN, 2006,
p.18).

Nesta citação, destaca que muitas vezes não há igualdade no modelo escolar.
Que esta diferença, seja física ou intelectual deve ser eliminada, nesta citação ela
deixa evidente que as desigualdades também podem ser sociais.
Como vimos, muitos autores destacam as desigualdades sofridas pelas
pessoas com necessidades especiais, e deixam evidente que ainda é necessário
mudar muito mais.

[...] a escola que atende as aspirações quando à liberdade de expressar


idéias e sentimentos, à autonomia na construção dos conhecimentos e
valores e o respeito ao modo de viver e pensar do outro, ao acesso às
informações e à velocidade de sua propagação para fins de estreitamento e
socialização das formas de comunicação, parece, portanto estar muito mais
além do que preconizam os modelos mais recentes de educação inovada.
Este terá de buscar abordagens mais revolucionárias ainda para garantir a
cada ser uma experiência educacional que efetivamente corresponda aos
ideais de um cidadão do mundo, do cosmo sem fronteiras. (MANTOAN, 2000,
p. 45-46)

Mantoan (2006) também cita que:

A escola insiste em afirmar que os alunos são diferentes quando se


matriculam em uma série escolar, mas o objetivo escolar, no final desse
período letivo, é que eles se igualem em conhecimentos a um padrão que é
estabelecido para aquela série, caso contrário serão excluídos por repetência
ou passarão a frequentar os grupos de reforço e de aceleração da
aprendizagem e outros programas embrutecedores da inteligência.
(MANTOAN, 2006, p.22)

Como podemos ver o que necessita mudar é o objetivo das escolas, pois como
já dito nenhum aluno é igual, seja ele com necessidades especiais ou não.
As escolas que deveriam diferenciar cada aluno, pois todo ensino deveria ser
estratégico, ou seja, ser trabalhado em uma perspectiva em longo prazo, onde cada
ação sendo decidida em função de sua contribuição desejada a aprendizagem de
cada um.
Portanto, as escolas não podem continuar sendo lugares da discriminação e
sim um lugar onde todos se sintam bem, sejamos alunos com necessidades especiais
como os alunos “normais”.

2.3 O papel do professor na escola inclusiva

O nosso sistema educacional, vem sofrendo diversas mudanças, diante da


democratização do ensino. Muitas mudanças ocorreram e ainda irão ocorrer para que
seja garantida uma escola para todos, mas de qualidade. Como cita Mantoan (2006):

Nosso sistema educacional, diante da democratização do ensino, tem vivido


muitas dificuldades para equacionar uma relação complexa, que é a de
garantir escola para todos, mas de qualidade. É inegável que a inclusão
coloca ainda mais lenha na fogueira e que o problema escolar brasileiro é um
dos mais difíceis, diante do número de alunos que temos de atender, das
diferenças regionais, do conservadorismo das escolas, entre outros fatores
(MANTOAN, 2006, p.23).

Também não podemos nos esquecer de que temos muitos caminhos a


percorrer ainda, muitos desafios referentes à inclusão.

[...] o desafio é estender a inclusão a um número maior de escolas e ao


mesmo tempo, ter em mente que o principal propósito é facilitar e ajudar a
aprendizagem e o ajustamento de todos os alunos, os cidadãos do futuro.
Nossas escolas tornar-se-ão tão boas quanto decidimos torna-las.
(STAINBACK, 1999, p.31
Encontramos muitas leis que regulamentam a inclusão dos alunos na rede
pública, mas como já citado não é apenas incluir estes nas escolas, mas também a
mudança do currículo, para que todos possam aprender. Uma dessas leis que cita
sobre essas adaptações no currículo é o Parecer n° 17/2001 da Câmara de Educação
Básica do Conselho Nacional de Educação em seu artigo 18, parágrafo 1° e 2° dizem que:

§1° Nas classes especiais, o professor deve desenvolver o currículo,


mediante adaptações, e, quando necessário, atividade da vida autônoma e
social no turno inverno.
§2° A partir do desenvolvimento apresentado pelos alunos e das condições
para o atendimento inclusive, a equipe pedagógica, quanto ao seu retorno à
classe comum.

No Parecer n° 17/2001 sobre a Declaração Mundial de Educação para todos e


na Declaração de Salamanca encontramos o trecho que cita sobre a capacitação dos
professores:

A capacitação de professores especializados deverá ser reexaminada com


vista a lhes permitir o trabalho em diferentes contextos e o desempenho de
um papel-chave nos programas relativos às necessidades educacionais
especiais. Seu núcleo comum deve ser um método geral que abranja todos
os tipos de deficiências, antes de se especializar numa ou várias categorias
particulares de deficiência (BRASIL, 2001, p. 6).

Como podemos ver na citação acima, os professores necessitam estar em


constante capacitação, pois deve lhes ser permitido trabalhar com os diversos tipos
de deficiência.

Mais urgente que a especialização é a capacitação de todos os educadores


para a integração desses alunos nas turmas de ensino regular. Mudanças de
atitudes frente à diferença, conhecimento sobre os processos de
desenvolvimento humano e sobre a aprendizagem, sobre currículos e suas
adaptações sobre trabalhos em grupos, são alguns dos temas que devem ser
discutidos por todos os professores (CARVALHO, 1997, p.100).

Todos que trabalham na área da Educação devem se capacitar, mas também


mudar a maneira de pensar, agir e principalmente se adaptar.
A formação de professor deve ser clara a integração teoria e prática. O
paradigma atual da formação de professores tratados a seguir neste trabalho,
considera a prática como fonte de conhecimento, ou seja, a se constituir em
uma epistemologia, fortalecida como análise e reflexão sobre a própria ação
(GARCIA, 2003, p.30).

Podemos ver na citação acima que a formação do professor não deve ser
apenas teórica, mas também prática.
Mantoan (2005) também cita sobre as competências do professor:

Uma das competências previstas para os professores manejarem suas


classes é considerar as diferenças individuais dos alunos e suas implicações
pedagógicas como condição indispensável para a elaboração do
planejamento e para a implantação de propostas de ensino e de avaliação da
aprendizagem, condizentes e responsivas às suas características
(MANTOAN, 2003, p.60).

Glat e Nogueira (2002), deixam claro que os professores devem ter subsídios
necessários para atender a todos em sala de aula, então para isso deve ser oferecido
sempre uma formação a eles.

a oferta de uma formação que possibilite aos professores analisar


acompanhar e contribuir para o aprimoramento dos processos regulares de
escolarização, no sentido de que possam dar conta das mais diversas
diferenças existentes entre seus alunos (GLAT e NOGUEIRA, 2002, p.25).

Podemos então concluir que para que a inclusão de alunos com necessidades
especiais aconteça é necessário que professores e todos envolvidos no trabalho
escolar, devem estar preparados.
Portanto é de responsabilidade não apenas do professor e escola, mas sim de
toda a sociedade incluir a todos com necessidades especiais, independente da sua
necessidade.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considera-se que através dos estudos realizados no decorrer do trabalho,


pode-se constatar, que é necessário que estabeleça nas escolas as leis e documentos
sobre a educação especial. Onde possam ser promovidos de forma integral aos
alunos com necessidades especiais. Pois estas mudanças devem vir de encontro às
necessidades dos alunos com necessidades especiais.
Durante a pesquisa deste trabalho, pode concluir que a educação inclusiva é
um processo ainda a ser construído, visto que as práticas exercidas na maioria das
escolas não confirmam um processo fidedigno que visa à aprendizagem efetiva
participação e o desenvolvimento das potencialidades discentes.
É certo que se faz necessário formular e executar políticas inclusivas que
envolvam fundamentalmente o apoio ás famílias que e aos educadores, desde a sua
formação inicial.
Dar um novo sentido à escola na proposta inclusiva requer esforços de várias
instancias. Ainda que pareça algo difícil, dados os contextos em que ainda vivemos.
Porém, tal tarefa é possível. Tanto que, ao longo da história da humanidade em busca
de direitos humanos, os grupos até então excluídos socialmente, lutaram e
conquistaram avanços significativos no campo educacional, social, lingüístico, etc.
Cabe ressaltar, entretanto, que tais conquistas não são suficientes visto que
estas não têm fim.
Como vimos à inclusão escolar tornou-se o mais novo paradigma da educação
e assim devemos defender a inserção dos alunos que necessitam de atendimentos
especializados nas escolas da rede regular de ensino. Mais do que apta para receber
estes alunos, ela é o espaço educacional que deve ser usufruído por todos, onde
alunos, mesmo os com necessidades especiais, não podem e não devem ser
deixados de lado.
Incluir no caso das escolas não significa apenas matricular esses alunos, mas
também possibilitar as diversas formas de aprender como também inclui-lo no meio
social escolar.
A inclusão nos faz pensar como o mundo que vivemos muitas vezes pode ser
injusto, pois enquanto muitos reclamam que não podem comprar um tênis de marca,
outro nem andar pode.
Devemos aprender reconhecer e principalmente valorizar toda a ação humana,
mesmo que a pessoa que esteja ao seu lado tenha uma forma de pensar diferente da
sua, uma forma de solucionar os problemas de maneira diferente da sua, mas
devemos sim é valorizar essas diferenças.
Vimos também através deste estudo que mesmos com o respaldo legal, o
sistema educacional ainda não tem estrutura para atender a todos as necessidades
especiais, sejam elas físicas, motoras ou intelectuais.
Já para nos professores a inclusão não deve ser um motivo que force uma
capacitação, mas sim uma necessidade. Pois para que possamos realizar um bom
trabalho, e estar sempre preparados e que possamos principalmente conscientizar
primeiramente os nossos alunos, depois nossa comunidade e assim a sociedade.
Ainda se faz necessário muitos estudos, pesquisas e discussões sobre a
Inclusão Escolar, mas é preciso principalmente que os professores se conscientizem
de seu papel neste processo.
REFERÊNCIAS

ALVES, Fátima. Inclusão: Muitos olhares, vários caminhos e um grande


desafio. Rio de Janeiro: Wak, 2003.

BATISTA, Cristina A. Mota. Educação inclusiva: atendimento educacional


especializado para a deficiência mental. Brasília: MEC, SEESP, 2006.

BAUMEL, R.C.R.C. Escola inclusiva: questionamento e direções. In BAUMEL


R.C.R.C; SEMEGHINI, I. (Orgs) Integrar/ incluir: desafio para escola atual. São
Paulo: Feusp, 1998.

BRASIL, Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei nº9394/96. Diário Oficial


da União, 20/12/1996.

_______, Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades


educativas especiais. 2ª ed. Brasília: CORDE, 1997

_______, Declaração Mundial sobre Educação para Todos: plano de ação para
satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem. JOMTIEM/ TAILÂNDIA:
Unesco, 1990.

________, Ministério da Educação, Lei de Diretrizes e Bases da Educação


Nacional. Lei 9394/96, de dezembro de 1996.

_____, Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais:


Apresentação dos temas transversais e Ética. Brasília: MEC/SEF, 1997.

CARVALHO, Rosita Edler. Temas em Educação Especial. Rio de Janeiro. Wva,


1998.

GIL, Marta ( org). Educação Inclusiva: O que o Professor tem a ver com isso? Rede
SACI, São Paulo. Imprensa Oficial, 2005.

MANTOAN, Maria Teresa Egler. Inclusão escolar de deficientes mentais: que


formação para professore? In: MANTOAN, Maria Teresa Egler. (org) A integração de
pessoas com deficiência: contribuição para uma reflexão sobre o tema. São Paulo:
Memnon; SENAC, 1997.

________, Caminhos pedagógicos da inclusão. São Paulo: Memnon, 2001.


MASSOTA, M.J. DA S. Educação Especial no Brasil: histórias e políticas públicas.
São Paulo: Cortez, 1996.

MENDES, Enicéia Gomes (2003); In:VELTRONE,Aline Aparecida. A Inclusão


Escolar sob o olhar dos alunos com deficiência mental. Dissertação de
mestrado. Universidade Federal de São Carlos. São Carlos, 2008.

______, Inclusão escolar com colaboração: unindo conhecimentos,


perspectivas e habilidades profissionais. In: Políticas e práticas educacionais
inclusivas/Organização Lúcia de Araújo Ramos Martins, José Pires, Gláucia
Nascimento da Luz Pires. – Natal, RN: EDDUFRN, 2008.

______, Concepções atuais sobre a educação inclusiva e suas implicações


políticas e pedagógicas. In. MARQUEZINE, M.C; ALMEIDA,M.A; TANAKA, E.D.O.
(Orgs.). Educação especial: políticas públicas e concepções sobre a deficiência.
Londrina: EDUEI, p.25-41.2003.

______, Desafios Atuais na Formação do Professor de Educação Especial.


Integração. Brasilia, Ano 4, v. 24, p.12-17,2002.

______, Educação Inclusiva: Realidade ou Utopia? Mesa redonda do Laboratório


Inter Unidades de Ensino LIDE. Org. Maria Lucia Amiraliam. Universidade de São
Paulo. São Paulo: Abril de 1999.

_____, O planejamento de serviços para indivíduos com necessidades


educacionais especiais no Brasil. “Texto em elaboração para uso interno e
exclusivo da disciplina”. Educação Especial no Brasil”. UFSCar, São Carlos, Abril de
2001.

MITTLER, Peter. Educação Inclusiva: Contextos Sociais. [Editora: Artmed, São


Paulo, 2003.

RODRIGUES, D. Desenvolver a educação inclusiva: dimensões do


desenvolvimento profissional: Inclusão – Revista da Educação Especial, v. 4, n.2 (p.
7-16), 2008.