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Universidade Federal de Uberlândia

Instituto de Economia e Relações Internacionais – IERI


Curso de Relações Internacionais

Resenha Keylor Capítulo 9 – Coexistence and Confrontation (1953 – 1962)

João Vitor Marconato

Professor: Erwin Pádua Xavier

Uberlândia – MG
17 de maio de 2019
Eisenhower’s “New Look”
Em 1953 os Republicanos voltam para a casa branca e tem em mente abandonar
a política externa de seus precedentes, porém não retornando ao isolacionismo ou a
politica de contenção, mas sim reestabelecer o equilíbrio de poder na Europa, liberando
os países do leste europeu da esfera de influência soviética, com a nova administração
acreditando que isso ocorreu por conta da passividade da política externa de seus
antecessores.
O problema de tentar contrabalancear o poder militar dos soviéticos era que
durante a campanha eleitoral, os republicanos prometeram reduzir os gastos do Estado e
das forças armadas. Para resolver esse problema em janeiro de 1954, foi apresentado o
“novo olhar” da política de defesa dos EUA, no qual consistia em reduzir os gastos
militares com pagamento dos soldados e seus equipamentos e dar mais destaque a
equipamentos militares da força aérea e do arsenal nuclear daquele país. Dessa forma os
EUA poderiam diminuir os custos com defesa ao mesmo tempo que garantir um
contrapeso na balança de poder da Europa.
Na época de anúncio dessa nova política de defesa do EUA, a União Soviética já
possuía armas nucleares, incluindo a bomba de hidrogênio, porém diferente dos EUA, os
soviéticos não possuíam bombardeiros de longo alcance capazes de alcançar o território
americano a partir da Rússia, nem possuía bases próximas o suficiente para alcançar o
solo americano. A superioridade em operar armas nucleares dos EUA e a estratégia da
“resposta em massa” que consistia em responder qualquer ataque soviético com ataques
massivos de armas nucleares, seria capaz de dissuadir a URSS de realizar qualquer ataque
contra os EUA e seus aliados.
Além do contrapeso pelas forças americanos no continente europeu, outra forma
de assegurar que um ataque não viria por parte dos soviéticos foi através dos tratados de
cooperação e aliança militar como a OTAN e a Comunidade Europeia de Defesa. Essa
segunda foi ameaçada em 30 de agosto de 1954 quando os franceses se recusaram a
ratificar o tratado por acharem que seus termos tirariam parte da soberania francesa, além
de temerem que a França ficaria sozinha no continente contra uma potencial Alemanha
forte e confiante, se tornando novamente um rival de peso no continente.
Porém esse temor francês acabaria com novos termos para o acordo sendo
escritos, desta vez propostos pela Inglaterra, assegurando o compromisso inglês com a
segurança do continente europeu, ao mesmo tempo que integrava tanto a Itália como a
Alemanha ocidental ao tratado.
Os soviéticos responderam 5 dias depois anunciando o Pacto de Varsóvia, com os
sete Estados satélites soviéticos, mais a URSS sendo os integrantes desse pacto. Porém,
apesar de o Pacto de Varsóvia ser oficialmente uma forma de contrapor os esforços de
segurança do ocidente, ele funcionava mais como um instrumento de dominação dos
soviéticos para com seus Estados satélites do que uma aliança militar formal nos moldes
da OTAN.
A OTAN acabou por se tornar a principal forma de contrapor a influência soviética
na Europa ocidental, redirecionando os esforços de integração da Europa do setor militar
para o setor econômico, com a formação da comunidade europeia do carvão e do aço. Em
25 de março de 1957 os representantes do países que integravam a CECA, assinaram o
Tratado de Roma estabelecendo a Comunidade Economia Europeia. Alguns dos termos
do tratado consistiam na eliminação gradual de total as restrições legais de troca, o que
incluía capital e trabalhadores migrantes, além também da criação de uma tarifa externa
comum visando proteger os Estados membros e facilitar a criação de uma zona de livre
comércio.
Inicialmente a Inglaterra recusou entrar no acordo com medo de danificar sua
relação especial com os EUA que lhe garantiam várias vantagens de importação de
produtos. Para promover essa integração econômica, foram criados vários conselhos
institucionais com alguns deles sendo, Conselho de Ministros, a Comissão e o Parlamento
Europeu que tinha como tarefa fiscalizar as atividades do Conselho.

The Post-Stalin “Thaw”


Desde a morte de Stalin em março de 1953, a URSS dava sinal de uma mudança
em sua política externa. O armistício da Coreia no qual as negociações estavam parada
por 2 anos foi assinado em julho de 1953; em julho de 1954 os nacionalistas do Vietnã
foram obrigados por Moscou a aceitar um tratado de cessar fogo que os garantia apenas
o controle sobre o norte do território daquele país; em 1955 os soviéticos concordaram
em assinar o acordo que retirava todas as tropas de ocupação da Áustria, o que incluía
também as tropas soviéticas; a base naval de Porkkala antes tomada pelos soviéticos foi
devolvida aos finlandeses, assim como uma base naval na Manchúria que foi devolvida
aos chineses e além disso, as relações com a Iugoslávia também foi normalizada por parte
dos soviéticos. Tudo isso indicava que a URSS passava de uma política agressiva para
uma política de negociação das diferenças entre o ocidente e oriente.
Essa nova política soviética menos agressiva em relação as relações exteriores se
da por uma série de razões. Uma delas foi o maior foco dado aos lideres soviéticos as
questões internas em contra partida as questões externas, muito por conta das dificuldades
que o país passava após a morte de Stalin, as disputas políticas internas, e o clamor
popular por melhores condições de vida e uma menor repressão política, algo muito
intenso durante o governo de Stalin. Além disso a URSS também percebeu que poderia
se beneficiar com as várias revoltas e lutas por independência das antigas colônias
africanas. Com uma política mais amigável com o ocidente, o apelo a independência
dessas regiões não provavelmente não seria contraposto pelas nações europeias para
evitar um desentendimento com seu maior aliado, os EUA.
As conversações entre os soviéticos e o ocidente pareciam estar melhores do que
nunca. Um encontro entre os líderes dessas nações em julho de 1955 em Genova, houve
propostas de desarmamento nuclear, falando mesmo na proibição completa de fabricação
desse tipo de armamento. Foram abordadas questões ainda mais sensíveis como a
reunificação alemã, a partir de eleições democráticas livres. Porém, nenhuma dessas
propostas significaram algo na prática, mas o simples fato de os líderes dessa nações
estarem conversando frente a frente com uma linguagem respeitosa e diplomática já
significava muito.
Após o fim dessas conversações entre os líderes das grandes potências, foi
marcado uma nova reunião para outubro do mesmo ano, com o objetivo de tratar de forma
mais específica e prática as questões discutidas anteriormente. Apesar de as negociações
estarem com boas expectativas, o secretário de Estado dos EUA deixou claro que ele não
tinha intenções de ceder parte de seus interesses aos soviéticos para diminuir as tensões
entre os países. O erro do secretário foi interpretar a aproximação soviética como uma
demonstração de fragilidade do país, o que o fez aumentar a pressão sobre as negociações
ao invés de ser mais compreensivo e paciente. As negociações ficaram marcadas pelo
comportamento agressivo do secretário estadunidense que foi incapaz de abandonar seu
sonho de limpar a influência soviética da Europa.
De fato, a política soviética tinha iniciado uma era de maior conversação e
aproximação com o ocidente que refletia uma genuína mudança de atitude na hierarquia
soviética. O novo líder soviético Nikita Khrushchev, havia abraçado o movimento de
“desestalinização” da URSS, contrapondo muitas das práticas stalinistas dos anos
anteriores. Um vez completo, esse processo iria remodelar todo o mundo comunista pelas
suas bases. A nova geração de líderes soviéticos tinha a concepção de que as políticas de
repressão de Stalin, haviam manchado a imagem da URSS e de seus interesses nacionais
para garantir a influência soviética e seu poder. Isso era verdade em especial na Europa
onde a agressividade soviética uniu rivais históricos que deixaram diferenças de lado para
combater os soviéticos.
As políticas de liberalização dos Estados satélites soviéticos no leste europeu
tiveram efeito. Moscou passou a renunciar a um controle tão grande sobre aqueles países
e sobre vida cotidiana de seus cidadãos. Outra questão que tomou destaque nas políticas
dos sucessores de Stalin, foi a não centralização da doutrina marxista o que dava liberdade
aos governos comunistas e socialistas de todo mundo de realizar sua própria interpretação
do marxismo, buscando seus próprios interesses sem ser necessário se submeter as
decisões de Moscou.
Em junho de 1956, uma revolta aconteceu na Polônia, onde os trabalhadores
pediam por melhores condições de vida e protestavam contra a interferência soviética nas
políticas internas da Polônia. O evento acabou por garantir um maior grau de liberdade
aos poloneses em seus assuntos internos e a retirada de parte das tropas soviéticas, antes
estacionadas naquele país.
Na Hungria, o partido comunista que havia assumido o poder nunca foi muito
popular, pois após o início da dominação soviética naquele país, as condições de vida de
sua população diminuíram muito, o que fez grandes revoltas surgirem na capital. Por um
breve momento, parecia que as políticas de liberalização do Kremlin iriam se estender
também para a Hungria, o que incluía a retirada de todas as tropas soviéticas estacionada
naquele país. Porém conforme as tropas soviéticas se retiravam do país, a liderança
húngara se precipitou e anunciou a saída do país do pacto de Varsóvia, algo que era
demais para as lideranças soviéticas, isso pois caso outros países seguissem o exemplo
húngaro, os Estados tampão e zonas de influência soviética entre a própria URSS e o
ocidente desapareceriam.
Como resultado disso, as tropas soviéticas que antes haviam iniciado sua retirada
da Hungria retornaram com milhares de tanques, retirando o governo a força e colocando
um novo governo fantoche, o qual sua autoridade dependia totalmente da presença de
tropas soviéticas, destruindo assim todo o esforço de liberalização alcançado até o
momento.
Esse período de relaxamento do controle soviético sobre os países do leste
europeu, coincidiu com as lutas por independência e a perda de força das potências
europeias nas antigas colônias deixando um vácuo de poder nessas regiões, o que abriu
espaço para uma ofensiva soviética e americana de disputa de influência a essas regiões
recém independentes, com ambos os países oferecendo apoio logístico, econômico e
militar aos países principalmente da Ásia e África.
Os países recém independentes tinham duas opções, se alinhar ao bloco capitalista
liderado pelos EUA, ou ao bloco comunista liderado pela URSS. Até o final dos anos 50,
nenhum país havia se alinhado com os soviéticos, com os EUA e seus aliados europeus
influenciado as novas elites locais a se juntarem as organizações de segurança formadas
pelos países capitalistas com o objetivo de conter o avanço da influência soviética e
chinesa, principalmente na Ásia.
Uma outra opção aos países recém independentes era o não alinhamento a nenhum
dos dois blocos. Esse movimento tinha como seu principal defensor e divulgador o
primeiro ministro indiano Jawaharlal Nehru, o qual defendia e incentivava que os países
recém independentes do hemisfério sul fizessem o mesmo que seu país e não se
alinhassem com nenhuma das duas ideologias que polarizavam o mundo na época.
Uma outra visão muito diferente da neutralidade dos países de terceiro mundo
surgiu no Egito pelas mãos de um general carismático que conseguiu chegar ao poder por
meio de um golpe militar no país, o general Abdel Nasser. Diferentemente do primeiro
ministro indiano, Nasser não era um pacifista. Ele buscava concretizar o Egito como a
potência dominante do norte da África através de reformas econômicas e modernização
militar, e para fazê-lo, o general extraía de ambas as superpotências da guerra fria o
máximo de assistência possível. Enquanto fazia acordos econômicos com os EUA, os
egípcios compravam armas soviéticas, e sempre que estava prestes a fechar um grande
acordo com um dos lados, Nasser fazia parecer que o outro lado estava prestes a oferecer
um acordo melhor, extraindo assim sempre o máximo da URSS e dos EUA.
O líder egípcio tinha como seu principal sonho a criação de uma coalizão árabe
capaz de libertar e unificar o mundo árabe contra do colonialismo. Para alcançar tal
objetivo, Nasser incentivou grupos guerrilheiros de libertação em uma série de colônias
francesas e inglesas como o Marrocos, Tunísia e Argélia. Mas o maior problema para
Nasser era o Estado de Israel, formado em maio de 1948 no território da Palestina,
anteriormente administrado pelos ingleses.
A criação do Estado de Israel não foi aceito pelos países árabes da região, o que
acabaria por gerar conflitos inevitáveis entre esses países. Para os judeus, a criação do
Estado de Israel era um sonho antigo pois ao longo de toda a história esse povo foi
perseguido e massacrado por todo o mundo, com sua única chance de sobrevivência e
paz, segundo o movimento sionista, sendo a criação de um Estado judeu onde estes seriam
uma maioria.
Em 20 de julho de 1954 os EUA irritados com o Egito sempre dando preferência
a acordos militares com os soviéticos, cancelou de forma abrupta o apoio financeiro que
antes havia oferecido para a construção da represa de Aswan Dam. Nasser então retaliou
seis dias depois nacionalizando o a companhia do canal de Suez anunciando que utilizaria
os fundos obtidos com o canal para a construção da represa. Depois de três meses de
esforços diplomáticos para trazer a opinião publica para o lado de Nasser sobre a
nacionalização do canal de Suez, o primeiro ministro britânico, iniciando uma campanha
contra a imagem pública de Nasser, o comparou a Hitler, afirmando que eles seria capaz
de fazer na região do oriente médio, o que o ditador nazista fez na Europa.