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ECKERT, ; CÔRREA, F. C.; SANTICIOLLI,.

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO EM ACLIVES


DE VEÍCULOS HÍBRIDOS. ResearchGate, 2012. Disponivel em:
<https://www.researchgate.net/publication/297918445_AVALIACAO_DO_DESEMPENHO_E
M_ACLIVES_DE_VEICULOS_HIBRIDOS>. Acesso em: 20 set. 2019.

SANTICIOLLI, M. et al. ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DA MASSA DOS ARMAZENADORES


SOBRE A EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DE VEÍCULOS HÍBRIDOS. ResearchGate, 2013.
Disponivel em:
<https://www.researchgate.net/publication/297918398_ANALISE_DA_INFLUENCIA_DA_MA
SSA_DOS_ARMAZENADORES_SOBRE_A_EFICIENCIA_ENERGETICA_DE_VEICULOS_
HIBRIDOS>. Acesso em: 20 set 2019.

O artigo assinado por Eckert, Côrrea e Santiciolli (2012), realiza uma


abordagem sobre o desempenho de motores elétricos atuando em aclives equipando
VEHs, os autores realizam um comparativo entre estes motores e motores de
combustão interna (MCI) atuando nas mesmas condições. Já o artigo assinado por
Santiciolli, et al. (2013) trata-se uma análise sobre a influência do acréscimo de massa
em um veículo híbrido (VEH), acréscimo este resultante dos armazenadores (betarias,
circuitos, ultra capacitores) num cenário de tráfego urbano.
No artigo de Eckert, Côrrea e Santiciolli (2012) realizou-se um experimento que
consistia numa análise comparativa entre o comportamento de motores elétricos
utilizados para propulsionar um modelo virtual que se encontrava disposto sobre uma
bancada dinamométrica que consiste num conjunto de dois rolos que simulam a
inércia referente ao deslocamento longitudinal do VEH, estes por sua vez apoiam os
quatro cilindros do modelo que representam as rodas do veículo e estão fixados a um
chassi com massa similar ao VEH analisado. Os motores elétricos de 5HP cada estão
dispostos no eixo traseiro junto as rodas do modelo, já o eixo dianteiro vale-se de um
motor de combustão interna de 70HP acoplado há uma transmissão escalonada. Os
autores fundamentaram suas afirmações através de diversos cálculos pertinentes ao
experimento e da utilização de softwares no caso específico da experiência o software
Adams que realiza a simulação do modelo e o Simulink Matlab utilizado para facilitar
a entrada de variáveis e cálculos da dinâmica referentes ao torque dos motores e
forças de resistência.
As análises apontaram que os motores elétricos foram eficazes em
propulsionar o modelo em aclives de até 7°, em aclives maiores o modelo necessitou
ser propulsionado pelo MCI, é totalmente compreensível que nesta situação o motor
MCI se sobressaia frente ao motor elétrico (ME), principalmente pela diferença de
potência entre eles. No entanto, os motores elétricos mostram-se eficientes no sentido
de promover uma utilização mais eficiente de combustíveis fosseis nas frotas
veiculares.
O trabalho de autoria de Santiciolli, et al. (2013) analisa a influência que o
acréscimo de massa promovida pelos armazenadores de energia provocam no
desempenho de um VEH em regime de tráfego urbano, para tal os autores valeram-
se da obtenção de resultados numéricos é feito o equacionamento completo de um
VEH, desde uma abordagem local sobre a dinâmica de componentes como baterias,
ultra capacitores, motores e transmissão, até uma abordagem global sobre dinâmica
veicular longitudinal, contabilizando as resistências ao movimento e o ciclo
padronizado de velocidades urbanas. O estudo descreve o método de análise
dinâmica veicular longitudinal, aborda conceitos como: força de tração; arrasto
aerodinâmico; resistência ao aclive e resistência a rolagem. Apresenta ainda
conceitos e informações sobre baterias, ultra capacitores e conversores (choppers)
componentes estes presentes no veículo que serviu de objeto para a análise.
Os ciclos de condução foram simulados em dinamômetros de chassis em
ambiente controlado o que permite a repetição experimental, os ensaios foram
normatizados através de perfis estatísticos obtidos a partir de condições reais de
trafego, o ensaio leva em consideração perfis de velocidade e elevação em função do
tempo, os dinamômetros utilizados permitem ainda a aplicação de cargas específicas
com a inércia do automóvel e resistência ao movimento, para análise dos dados
utilizou-se o método do algoritmo genético, estes consistem num método analítico
baseado na evolução de pontos populacionais existentes em uma função de custo, a
escolha do método justifica-se pelo fato de que outros métodos tradicionais lidam
somente com um ponto, enquanto o algoritmo genético permite observar diferentes
regiões de um domínio simultaneamente, para o processamento de tais informações
os autores utilizaram o software Simulink Matlab. Realizaram-se três simulações
distintas: Simulação com a utilização de um veículo convencional, para fins da
obtenção de parâmetros comparativos um veículo convencional foi submetido aos
mesmos testes de ciclo urbano e parâmetros de desempenho, no experimento o
veículo simulado se mostra capaz de seguir o ciclo urbano normatizado
satisfatoriamente, no entanto, apresentou deficiência de potência no trecho de maior
velocidade, isso fez que a distância percorrida pelo veículo fosse de 11898m, 99,2%
da distância total da norma. O consumo total de gasolina para o trecho percorrido foi
de 847ml, gerando um rendimento de 14,06 km/l.
Na segunda simulação utilizou-se um VEH equipado com chopper abaixador,
nestas características o veículo analisado sofreu um acréscimo de massa de 60,3 kg
oriundos dos equipamentos e armazenadores de energia, nesta configuração
utilizaram-se baterias com números em série NS equivalente a 12 que promove nos
armazenadores uma tensão de 48V, sendo que o chopper é suficiente para regular a
tensão do motor elétrico (ME) que trabalha na faixa de 0 a 48V, para a otimização do
número de células em paralelo MP se fez uso de um algoritmo genérico. Neste ensaio
em particular no que tange a tração observou-se que os torques positivos
ultrapassaram em 6% as recomendações do fabricante, isso pode exigir um certo
resfriamento forçado numa implementação experimental, o VEH com chopper
abaixador obteve no experimento o rendimento de 17,77 km/l.
Na terceira simulação utilizou-se um VEH dotado de chopper
abaixador/elevador, neste caso o aumento de massa foi de 52,9 kg, nesta
configuração a tensão manteve-se como no caso anterior dentro dos limites
especificados pelo fabricante, entretanto, o torque imposto ao motor elétrico atingiu
um pico de 24% acima do torque nominal o que em qualquer aplicação real deve ser
evitado. O rendimento obtido nesta configuração foi de 18,18 km/l.
Observa-se que o rendimento dos VEH frente aos veículos convencionais é
superior, a melhor otimização apresentou-se no VEH equipado com chopper
abaixador/elevador, que devido a otimização proporcionada pela nova configuração
teve um acréscimo menor de massa ao sistema, obteve-se um aumento de
rendimento de 29%, um valor significativo, no entanto as questões de torque impostas
aos ME nas situações de maior velocidade devem ser satisfatoriamente resolvidas
para aplicações reais.
Os artigos resenhados mostram-se bem fundamentados tecnicamente, pode-
se considera-los como relevantes pois demonstram a viabilidade do sistema híbrido
em relação aos veículos propulsionados por MCIs. A utilização de softwares para
simulação e execução de cálculos complexos demonstra quão poderosas estas
ferramentas são para a engenharia, tais softwares proporcionam dados confiáveis a
custos relativamente baixos e consistem em importante elemento que auxilia
pesquisadores e engenheiros na tomada de decisão quanto a confecção de protótipos
físicos. A apresentação de ilustrações, principalmente a dos circuitos elétricos
enriquecem o trabalho e facilitam a compreensão do funcionamento de tais sistemas.
No entanto, a publicação pelo seu conteúdo restringe seu público a pesquisadores,
acadêmicos e demais técnicos sendo necessário que os leitores dominem diversas
áreas do conhecimento científico para compreender com clareza os estudos e
análises realizadas pelos autores em ambos os casos apesar de que as conclusões
são claras e objetivas compreensíveis ao público num aspecto geral.
Os autores dos artigos resenhados são: Fabio Mazzariol Santiciolli, possui
graduação (2012) e mestrado (2014) em Engenharia Mecânica pela Faculdade de
Engenharia Mecânica - Universidade Estadual de Campinas - Unicamp. Atualmente é
aluno de Doutorado em Engenharia Mecânica na mesma instituição com Estágio
Doutorado Sanduíche (SWE) - Ciências sem Fronteiras - CNPq - no Fraunhofer-
Institut für Betriebsfestigkeit und Systemzuverlässigkeit LBF, Darmstadt, Alemanha
(2015 - 2016). Também ministra a disciplina "Instrumentação Industrial" na Faculdade
de Tecnologia de Campinas (Fatec - Centro Paula Souza). Tem experiência na área
de Engenharia Mecânica, atuando em ensino e pesquisa nos seguintes temas:
dinâmica veicular, dinâmica de pneus, vibrações de sistemas mecânicos, eletrônica e
instrumentação industrial e metodologia de projeto de produto. Jony Javorski Eckert
é pesquisador no Departamento de Sistemas Integrados (DSI) da Faculdade de
Engenharia Mecânica (FEM) na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
Possui graduação em Habilitação em Engenharia Mecânica pela Universidade de
Passo Fundo - UPF (2011), Mestrado (2013) e Doutorado (2017) em Engenharia
Mecânica pela FEM-UNICAMP, na área de projeto mecânico com ênfase em dinâmica
veicular e Pós-Doutorado em Engenharia Mecânica FEM-UNICAMP (2019), com
ênfase na simulação da dinâmica e sistemas de frenagem pneumática de
composições ferroviárias. Tem experiência na área de Engenharia Mecânica, com
ênfase em Dinâmica Veicular, atuando principalmente nos seguintes temas: Projetos
das Máquinas, Simulação dinâmica, Algoritmos de otimização, Transmissões,
Dinâmica longitudinal e sistemas de frenagem de composições ferroviárias,
Gerenciamento de potência em veículos convencionais, híbridos e elétricos,
Bancadas dinamométricas, Estratégias de trocas de marchas, Consumo de
combustível e Emissões veiculares. Fernanda Cristina Corrêa graduada em
Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2006),
mestrado (2009) e doutorado em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual
de Campinas (2013). Tem experiência em inteligência computacional para sistemas
embarcados em medidas de escoamento gás-líquido e sistemas embarcados para
controle e gerenciamento de potência em veículos elétricos híbridos. Seus trabalhos
recentes incluem temas como otimização multiobjectivos e sistemas de controle fuzzy.
Atualmente é professora adjunta do Departamento de Engenharia Eletrônica da
Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Ponta Grossa, e professora
permanente do programa de pós-graduação em Engenharia Elétrica.
Matheus Benites, acadêmico do 10º semestre de Engenharia Mecânica da
faculdade Anhanguera de Pelotas.