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SERVIÇO SOCIAL

LENILDE DE SOUSA BATISTA LEÔNCIO


LÚCIA
SISTEMA DE FÁTIMA
DE ENSINO NUNES MORAIS
PRESENCIAL CONECTADO
MARIA DANOME DO CURSO FÉLIX
GLÓRIA FONSECA
SUELI AVELINO GOMES
NOME DO(S) AUTOR(ES) EM ORDEM ALFABÉTICA

ANÁLISE DE REDES SOCIAIS-APLICAÇÃO NOS ESTUDOS


DE TRANSFERÊNCIA DA INFORMAÇÃO

Campina Grande
2014
LENILDE DE SOUSA BATISTA LEÔNCIO
LÚCIA DE FÁTIMA NUNES MORAIS
MARIA DA GLÓRIA FONSECA FÉLIX
SUELI AVELINO GOMES

ANÁLISE DE REDES SOCIAIS-APLICAÇÃO NOS ESTUDOS


DE TRANSFERÊNCIA DA INFORMAÇÃO

Trabalho baseado no artigo de MARTELETO, apresentado


às disciplinas de Estatísticas e Indicadores Sociais,
Processos de Trabalho e Serviço Social, Comunicação
Social na Prática do Assistente Social e Estágio Curricular
Obrigatório III, do curso de Serviço Social da Universidade
Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito para a
obtenção do conceito semestral final, como avaliação do
portfólio em grupo da Universidade Norte do Paraná –
UNOPAR.

Professores: Clarice Kernkamp, Amanda Boza Gonçalves


Carvalho, Rodrigo Eduardo Zambon.

Campina Grande
2014
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................3

2 DESENVOLVIMENTO...........................................................................................4

2.1 FIGURA 1- REDE SOCIAL DE CONTATOS...................................................... 5

2.1.1 QUADRO 1-CONTATOS DIRETOS ................................................................. 6

2.2 IMPORTÂNCIA DA ESTATÍSTICA E DOS INDICADORE SOCIAIS................. 6

2.3 PROCESSO DE TRABALHO, INSTRUMENTALIDADE E SERVIÇO SOCIAL...7

2.4 COMUNICAÇÃO POPULAR E COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA.................... 8


................................................................................................................................... 9

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................. 10

REFERÊNCIAS........................................................................................................ 11
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1 INTRODUÇÃO

O trabalho é baseado no artigo de MARTELETO que apresenta um


estudo de transferência de informação em redes de movimentos sociais. Nas últimas
décadas, muitas foram às mudanças apresentadas no campo da dinâmica dos
movimentos sociais. Sendo assim, novas configurações se apresentam quanto à
mobilização dos movimentos sociais.
Os movimentos sociais em geral designam um tipo de ação coletiva
orientada para a mudança, em que uma coletividade de pessoas é dirigida de modo
não hierárquico, por um ator social.
Hoje o trabalho informal em rede é uma forma de organização
humana presente em nossa vida cotidiana e nos mais diferentes níveis de estrutura
das instituições modernas. As redes de informação ganharam bastante espaço nos
últimos tempos, decorrente das mudanças que ocorreram no mundo devido à
globalização.
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2 DESENVOLVIMENTO

O artigo de MARTELETO objetiva apresentar um estudo de


transferência de informação em redes de movimentos sociais. Para isso, foi utilizada
a metodologia de análise de redes sociais, com o objetivo de perceber os fluxos de
informação e as construções sociais e simbólicas dos grupos estudados.
Neste estudo, foram utilizados esses dois caminhos (utilização
estatística e utilização dinâmica), ou seja, tanto o conceito de redes, que contribui ao
trazer uma nova metodologia para as ciências sociais, quanto ás novas
possibilidades que ele trás, na prática, para grupos organizados em movimentos
sociais.
O conceito de redes é tributário de um conflito permanente entre
diferentes correntes nas ciências sociais, que criam os pares dicotônicos:
individuo/sociedade; ator/estrutura; abordagens subjetivas /objetivas; enfoques micro
ou macro da realidade social, colocando cada qual a ênfase analítica em uma das
partes(antropologia estrutural e individualismo metodológico).
O trabalho pessoal em redes de conexões é tão antigo quanto a
historia da humanidade, mas, apenas nas ultimas décadas, as pessoas passaram a
percebê-lo como uma ferramenta de organizacional. Desde os estudos clássicos de
redes sociais até os mais recentes, concorda-se que não existe uma “teoria de redes
sociais” e que o conceito pode ser empregado com diversas teorias sociais
necessitando de dados empíricos complementares, além da identificação dos elos e
relações entre indivíduos.
Numerosos estudos nas últimas décadas têm mostrado as
mudanças no perfil e na dinâmica dos movimentos sociais. A mudança básica
estaria relacionada à alteração do seu foco mobilizador e reivindicatório da esfera da
produção e do trabalho para as condições de vida da população. Trata-se nessa
nova abordagem dos movimentos, de visualizar novos espaços de mobilização e
novas formas de se movimentar ou de ações coletivas, a fim de entender seus
significados políticos e culturais.
Como o conceito de redes sociais é um dos pilares do estudo, a
ideia de perceber a estrutura social existente no universo empírico através das
relações e não apenas dos atributos individuais, atravessou todo o processo de
estudo. Essa foi uma utilização teórico-conceitual das redes sociais.
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Foi utilizado o software de analise de redes UCINET 5.0, por meio


do qual se calculam algumas medidas que, associadas à conceitualização
desenvolvida ao longo da pesquisa, forneceram um retrato mais preciso da realidade
estudada. Dentre as possibilidades metodológicas oferecidas pelo programa, foram
selecionados dois conceitos cujas medidas interessavam particularmente ao objetivo
da análise: cliques e centralidade.
CLIQUES: em qualquer rede social, alguns elos matem relações
mais estreitas ou mais intimas. É o que se denomina “cliques”. As cliques, podem
representar uma instituição, um subgrupo específico e ao mesmo tempo identificar a
movimentação em torno de um determinado problema.
CENTRALIDADE: a centralidade é então a posição de um individuo
em relação aos outros, considerando-se como medida a quantidade de elos que se
colocam entre eles.
Quanto mais central é um individuo, mais bem posicionado ele está
em relação às trocas e à comunicação, o que aumenta seu poder na rede.

2.1 FIGURA 1- REDE SOCIAL DE CONTATOS (SOCIOGRAMA).

Como forma de operacionalizar as questões levantadas, elaborou-se


um sociograma das redes sociais da Leopoldina (região do subúrbio do Rio de
Janeiro).
É importante ressaltar que o desenho das redes sociais da
Leopoldina representa um recorte empírico, ou seja, situa-se em um espaço de
tempo definidos. Sem perder de vista que o recorte das redes de movimentos
sociais de Leopoldina é um fragmento que como toda rede, tem um alto grau de
mutalidade.
Foi feita uma leitura da rede e observou-se o campo em que as
pessoas pertenciam: comunidade, ONG, academia e outros. Os atores foram
identificados por números que lhes foram atribuídos e por sinais que representam o
campo social a que pertencem.
Diante do que foi posto anteriormente, a pesquisa que foi realizada
foi no âmbito empírico, ou seja, foram utilizados dados não científicos e sim dados
do senso comum. Dá-se o motivo pelo qual não foi utilizado gráficos e sim, um
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desenho com várias ramificações para dar uma ideia do estudo elaborado.

2.1.1 QUADRO 1- CONTATOS DIRETOS

Observando o desenho da rede do quadro 1,divide-se em três


grandes subgrupos: Membros do Conselho Distrital de Saúde da região; Grupo
Comunitário de Agentes de Saúde e Rezadeiras (Grupo Sementinha Serviços
Comunitários); Grupo de Mulheres( que lutam pela reabertura de uma posto de
saúde).
Diante da observação da rede traçada, foi possível visualizar os
problemas e as soluções que movimentam os grupos. Sendo assim, em uma rede
composta de pessoas de origem e pertencimentos tão diferentes, alguns atores
desempenham, por algum tempo, o papel de ponte, fazendo com que a informação
circule pelo ambiente total da rede. Facilitando a troca de informações entre o seu
campo e os demais.

2.2 IMPORTANCIA DA ESTATÍSTICA E DOS INDICADORES SOCIAIS PARA O


SERVIÇO SOCIAL

A estatística contribui com elementos que, agrupados, proporcionam


a definição de parâmetros de mensuração de determinada medida diante da
realidade pesquisada. A estatística é de fundamental importância no que se refere
ao planejamento de ações que busquem o equilibro social.
No serviço social, a estatística possibilita caracterizar a população,
sua estrutura etária, a renda e perfil sócio econômico; entender os dados sobre a
natalidade e mortalidade; os índices sociais, entre tantas outras aplicações. A
estatística é uma das ferramentas associadas aos demais instrumentos pertinentes
à profissão. Tem dado uma contribuição efetiva no levantamento e no relato da
situação social das diversas comunidades, em especial as comunidades carentes.
“Os indicadores sociais apontam,indicam, aproximam, traduzem, em
termos operacionais as dimensões sociais de interesse definidas a partir de
escolhas teóricas ou políticas realizadas anteriormente” (JANNUZZI, 2006, p.138).
A utilização dos indicadores sociais apresenta-se imprescindível,
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uma vez que se trata de um instrumento operacional para monitoramento da


realidade social para fins de formulação e reformulação de políticas públicas
(JANNUZZI, 2004, P.15), que auxilia no trabalho de planejamento, implementação,
execução, avaliação dos programas, projetos, serviços sociais.

2.3 PROCESSOS DE TRABALHO, INSTRUMENTALIDADE DO TRABALHO E O


SERVIÇO SOCIAL.

“Não existe um processo de trabalho do serviço social, visto que o


trabalho é atividade de um sujeito vivo... existe sim, um trabalho do assistente social
e processos de trabalho nos quais se envolve na condição de trabalhador
assalariado” (IAMAMOTO, 2007).
A exigência de analisar o exercício profissional no âmbito de
processos e relações de trabalho impõe-se, na condição de trabalhador livre (relativa
autonomia), proprietário da sua força de trabalho qualificado, que envolve uma
relação de compra e venda dessa mercadoria (IAMAMOTO).
A estrutura dos processos de trabalho do serviço social se organiza
por meio de serviços e representações. Nesses processos de trabalho utilizamos de
diversas operações. É preciso compreender o sentido social da utilização das
técnicas e dos instrumentos que dispomos da relação direta com os sujeitos.
Nas redes de movimentos, organiza-se um novo conjunto de ações
e representações que conformam um campo de intervenção social em que se
evidencia a importância do conhecimento prático para a compreensão e criação do
poder de transformação da realidade vivida e das próprias instituições.
A instrumentalidade é uma propriedade e/ou capacidade que a
profissão vai adquirindo, na medida em que, se concretiza objetivos. Ela possibilita
que os profissionais objetivem sua intencionalidade em respostas profissionais. É
tanto condição necessária a todo trabalho social, quanto categoria constitutiva, um
modo de ser de todo trabalho.
A instrumentalidade no exercício profissional refere-se não ao
conjunto de instrumentos e técnicas (neste caso, a instrumentação técnica), mas a
uma determinada capacidade ou propriedade constitutiva da profissão, construída e
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reconstruída no processo sócio-histórico. O sufixo “idade” tem a ver com a


capacidade, qualidade ou propriedade de algo.

2.4 COMUNICAÇÃO POPULAR E COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA

O sentido de comunidade suscitado nos discursos midiáticos,


científicos ou no senso comum toma a palavra como índice das qualidades positivas,
na perspectiva de negação das contradições do mundo capitalista, embora não se
coloque como proposta de ruptura.
Esta ambiguidade é reproduzida também na Comunicação
Comunitária possibilitando duas leituras sobre este fenômeno comunicativo. A
primeira interpretação diz respeito a um projeto de conciliação dos grupos sociais,
independentes da posição que os indivíduos ocupam na estrutura da sociedade.
Designa, desse modo, a atuação de veículos de comunicação nas comunidades em
geral, segundo as normas legislativas brasileiras, e possui como pré-requisito a
representação e participação (limitada) do grupo o qual o serviço se destina. Esta
noção possui um duplo fundamento: 1) segmentar os grupos em comunidades
isoladas, o que diminuiria uma proposta de ação coletiva; e 2) restringir, através da
legislação, uma prática que poderia subverter o epicentro da dominação nestes
espaços.
Na maioria dos casos, o funcionamento destes veículos se realiza
conforme a reprodução do autoritarismo, do proselitismo político e religioso, além de
outras formas de dominação. Nestes espaços, a presença do discurso comunitário
(que aqui se refere às formas discursivas de agenciamento comunitário) se fixa
através dos significados culturais, historicamente consolidados pela ideologia, que
se autentica como prática. Em linhas gerais, esta ideia carrega a sensação de
pertença, solidariedade, segurança, subjetividade compartilhada, ou consolação em
um mundo que parece se desfazer a cada dia. No âmbito da Comunicação
Comunitária, estas significações são perpetuadas sobre o grupo representado, mas
por efeito de uma reprodução do sistema maior passa eclipsar uma forma de
dominação mais profunda, ideológica. Ressaltamos que o ‘conforto’ deste sentido de
comunidade é compartilhado por todos, discursivamente, porém apenas um grupo
(ou classe) restrito usufrui desta condição.
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Observa-se assim, que o sentimento de comunidade se manifesta


numa perspectiva sedutora, uma espécie de fuga da sociedade ocasionada pelas
contradições do sistema. Este, por outro lado, se mantém intacto devido à
perpetuação dos valores e dos mecanismos funcionais da sociedade capitalistas,
como estratégia de manutenção da estrutura social. Através do multiculturalismo,
com suas micropolíticas; do consumo ou da busca pelas “comunidades estéticas”;
além da valorização do indivíduo como imperativo de vida, a Comunicação
Comunitária consolida em ações, os ideais estipulados pela elite gerencial, cujo
objetivo era afastar do campo político tudo aquilo que, em última instância, pudesse
abalar seu sistema de representação e sua posição no sistema social. Este
fenômeno é ilustrado pela própria institucionalização da Comunicação Comunitária,
que segundo Althusser constitui um modo de restringir a ação dos sujeitos, e
também pela materialização dos discursos ideológicos presentes na postura editorial
destes veículos.
A segunda perspectiva de apreensão deste fenômeno comunicativo
parte dos mesmos pressupostos, mas numa leitura diferente. A tônica desta visão é
o sentido de coletividade como projeto de sociedade em longo prazo. Nesse sentido,
o coletivo determinaria seus grupos pertencentes, conforme uma proposta de
superação da ideologia e das práticas sociais capitalistas. Por isso o coletivo estaria
mais próximo a uma política de classes.
O lugar que a Comunicação ocuparia nesta proposta abarcaria não
apenas a função de dar coesão ao corpo social matizado por esta ideia, mas
também na própria análise das representações sociais nestes momentos de
mudança, além da relação entre os agentes participantes, ou interlocutores deste
processo.
Como estratégia de ação, num primeiro momento, a Comunicação
Popular agiria sob o invólucro da Comunicação Comunitária visando à construção de
uma hegemonia popular. Posteriormente, ou como consequência inevitável, na
perspectiva da ruptura. A acepção de popular, neste caso, retoma a construção
histórica da luta pela mudança nas estruturas sociais, pensada em âmbito coletivo. É
somente a partir desta noção que a prática comunicativa deixaria de promover a
conciliação com o sistema - que é bastante flexível para cooptá-lo -, para configurar-
se como ferramenta histórica do homem. Nestas duas leituras, a Comunicação
visualizaria as mudanças culturais, a e significação de valores e desejos dos
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indivíduos que compartilham estes sistemas de representações conforme seu


contexto ou situação social.
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3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo dos movimentos sociais através das redes de informação


tem apresentado além de novas formas de agir dos movimentos populares, novas
práticas de conhecimento e da informação. O estudo de redes ganhou espaço no
campo das ciências políticas, e há muito tempo vem se colocando como uma das
formas de pesquisa, ressaltando que desde o fim da Segunda Guerra Mundial os
estudos de redes têm apresentado significação no que se refere à reflexão da ordem
e da desordem nos sistemas políticos derivados da globalização.
A análise de redes estabelece um novo paradigma na pesquisa
sobre a estrutura social. Os novos movimentos sociais surgem como consequência
das contradições geradas na desigualdade na propriedade, na apropriação do
produto social, e no planejamento produtivo. E diante dessas contradições, os
movimentos sociais as enfrentam e associam às carências básicas da população.
Os movimentos sociais através das redes de informação trás tanto o
olhar mais macro como micro da realidade que está posta.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MARTELETO, Regina Maria. Artigo: Análise de redes sociais- aplicação nos


estudos de transferência da informação. Programa de Pós-graduação em Ciência
da Informação,MCT/IBICT UFRJ/ECO.Ci.inf.,Brasília,v.30,n.1,p.71-78,jan./abr.2000
Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/civ30n1/a09v30n1.Acesso em:7 de novembro
de 2014.
KERNKAMP, Clarice da Luz; SAMPAIO, Helenara Regina; GARCIA, Regis.
Estatística e indicadores sociais. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2013.

GONÇALVES, Amanda Boza; KERNKAMP, Clarice da Luz. Processos de trabalho


e serviço social. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2013.

ZAMBON, Rodrigo Eduardo. Comunicação social na prática do assistente


social.
Assistente Social, Especialista em Comunicação Popular e Mestre em Educação.
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