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A LINGUAGEM
E os PRINCÍPIOS
DA PRODUÇÃO
EM HQs
Daniel Brandão
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N 97 -85- o s I.
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1.

Todos os direitos desta edição reservados à:

Av. Aguanambi, 282/A - Joaquim Távora


CEP 60055-402 - Fortaleza- Ceará
Tel.: (85) 3255.6037 - 3255.6148 - Fax: 3255.6271
fdr.org.br | fundacao@fdr.com.br
O
1. APRESENTAÇÃ
Olá, amigas e amigos. Bem-vindos ao Curso imagens, textos, quadros e balões.
BÁSICO de Histórias em Quadrinhos da Fundação A coleção será composta
Demócrito Rocha(FDR), uma iniciativa fabulosa em por 12 módulos desenvolvi-
parceria com a Secretaria de Cultura de Fortaleza dos por cerca de 20 autores
(SecultFOR), ganhador do 29° troféu HQMix, em experientes que atuam no circuito
2017, na categoria “Grande Contribuição nos de quadrinhos do Ceará. Entre os as-
Quadrinhos”. suntos escolhidos, trataremos de roteiro, criação
Nem é preciso dizer que as HQs (histórias em de personagens, composição de página, estilos de
quadrinhos) são diversão garantida para todas as desenho, produção de tiras, quadrinhos alterna-
idades. Quem nunca, né? tivos, tipografia e balonamento, arte-final, cores,
Pois aqui, diversos professores e quadrinistas edição, mercado e blá-blá-blá. Tudo isso em uma
irão propor caminhos teóricos e práticos para que linguagem acessível e didática, ricamente ilustra-
vocês possam produzir as suas próprias HQs, do da e colorida, e acompanhando as aventuras de
seu jeito, provando que todos podem utilizar essa Gilberto, Mia e o cachorro Bolota!
linguagem para se comunicar como bem entender. Para cada módulo, convidamos os autores
Isso é possível? Claro que sim. para desenvolver uma videoaula, que vocês pode-
Durante nosso curso, que vocês nem são doi- rão conferir no ambiente virtual de aprendizagem
dos de perder, apresentaremos diversas possibili- (AVA).
dades, técnicas e materiais para abrir a sua mente
e encorajá-los a colocar suas ideias em forma de

R . ORG .br
Ava . F D

gente, superamigos.
co m a sse cur-
Fiquem
te d a FD R. Curtam e
no si o o
Inscrevam-se in a re m , vo cês receberã
so e, quand
o term tificado!!!
u lt r a su perhipercer
er
seu megapow
2. HQ: Afinal,

e é I s s o ?
o Qu Também chamados de gibi,
comics, comic book, arte sequen-
cial, historieta, banda desenha-
da, mangá, manhwa, fumetti,
entre outros, os quadrinhos têm
muitas caras e formatos. Os mais
conhecidos são:

a)
Tira: popularizou-se
por meio dos jornais.
Normalmente em formato hori-
zontal e com uma divisão entre
dois a cinco quadros, o autor
apresenta uma pequena história
fechada (com humor ou não)
ou um capítulo de uma história
maior serializada. o
Daniel Brandã

b)
Página
dominical: um espaço
maior que a tira diária. Havia a
tradição de os jornais, aos do-
mingos, publicarem suplementos
de quadrinhos. Daí o seu nome.

4
c)te. Uma junção das palavras inglesas fanatic
Fanzine: publicação artesanal e independen-

e magazine. Inicialmente, surgiu como publicação


de fã-clubes de ficção científica. É normalmente
reproduzido em fotocópias, sem fins lucrativos,
e com total liberdade editorial. Pode abranger
qualquer tema, inclusive histórias em quadrinhos,
claro. Muito popular.

D)
Revista em Quadrinhos: os tamanhos co-
nhecidos como formatinho (13x21cm),
comic book (17x26cm) e magazine (20x26,-
5cm) são os mais comuns para revistas em quadri-
nhos. Elas se tornaram muito populares em nosso
país por serem facilmente encontradas em bancas
e revistarias, pela leitura prazerosa e pelas suas
características estéticas. Os gêneros de super-he-
róis, de humor e o infantil dominam o mercado.

E)
Álbum ou Novela Gráfica: em inglês,
conhecido como graphic novel. O termo
foi popularizado pelo quadrinista Will Eisner
em sua obra Um Contrato com Deus (1978).
Editorialmente, se parece muito com o formato
de livro, um romance, por exemplo. O álbum tem
maior número de páginas do que uma revista em
quadrinhos comum, podendo ter uma lombada
quadrada ou não, apresentando uma história
mais densa e muitas vezes mais sofisticada. A
maioria dessas obras é dedicada a um público
mais maduro, embora exista graphic novel para
crianças e adolescentes.

Lombada (ou dorso): é o lado do livro ou


revista onde fica a costura das folhas, oposto
ao corte da frente, mantendo as folhas do livro
unidas. Pode ser quadrada ou canoa.

f)
Webcomics: quadrinhos publicados na inter- Manicomics (Fanzine):
net. Um meio muito eficiente e democrático Daniel Brandão, JJ Marreiro e
de novos autores mostrarem seu trabalho e for- Geraldo Borges
marem público. Capitão Rapadura (revista):
Mino
A lenda de uru (álbum):

5
Alex Lei e Ed Silva
As formas mais comuns de reconhecimento permite ampla interação (diálogo) com o leitor,
de HQs (quadrinhos) são esses formatos que apre- sendo esse leitor corresponsável pelo andamento
sentamos, mas elas, amigos, também podem ser (ritmo, velocidade, seguimento) da narrativa.
encontradas e reconhecidas em manuais de ins- E você acha que existe HQ de uma só imagem?
trução, cartilhas educativas, em infográficos de Isso é possível?
jornais e revistas, em algumas tapeçarias, em peças Conforme Henrique Magalhães, “uma HQ
de publicidade, em grafites urbanos, em estampas pode ser realizada com uma única imagem desde
de camisas etc. Então, vamos entender melhor a que consiga representar um movimento, narrar um
definição de quadrinhos? fato, contar uma história” Ou seja, é possível existir
Will Eisner, um dos mais importantes autores uma passagem de tempo, uma narrativa, em uma
de HQs, usa o termo “Arte Sequencial” para tratar única imagem. Ora, um desenho ou mesmo uma
de quadrinhos. Segundo ele, quadrinhos é “uma foto podem ser compostos por diversos elementos
forma artística e literária que lida com a disposi- imagéticos, que, unidos, nos contam uma história,
ção de figuras ou imagens e palavras para narrar não é? Como a seguir:
uma história ou dramatizar uma ideia” Eisner diz
ainda que“ as histórias em quadrinhos apresentam
uma sobreposição de palavra e imagem, e, assim,
é preciso que o leitor exerça as suas habilidades
interpretativas visuais e verbais”.
ndão
Daniel Bra
Infográfico: elementos gráfico-visuais
(fotografia, desenho, diagrama etc.)
integrados a textos curtos.

Scott McCloud, complementando Eisner,


afirma que o uso de “Arte Sequencial” poderia
causar confusão entre quadrinhos e animação, por
exemplo. Para McCloud, quadrinhos são imagens
organizadas propositalmente de maneira justapos-
tas com um determinado objetivo narrativo “des- Sarjeta ou Calha: Espaço vazio
tinadas a transmitir informações e/ou a produzir entre os quadros.
uma resposta no espectador”.
* Se Liga Aê!: Você sabia que quando duas
Assim, é importante observar que, baseado ou mais pessoas leem a mesma história em
nesse princípio, não adianta duas imagens estarem quadrinhos, elas imaginam vozes diferentes
lado a lado se o leitor não concluir o que está para os mesmos personagens? Que a
acontecendo nessa transição de quadros, ou velocidade da ação e dos movimentos pode
seja, se não houver uma história passando por aí. ser maior ou menor e que alguns sons (pow,
Portanto, o fenômeno chamado de “conclusão”, bum, crás, triiimm) podem ser mais ouvidos
que ocorre na cabeça do leitor quando passa o por uns do que por outros?
olho pela sarjeta (ou calha), é o que dá unidade Mídia: suporte de difusão da informação.
e sentindo à narrativa sugerida pelas imagens. Meio intermediário de expressão e de
O autor imagina as cenas (os quadros) e as transmissão de mensagens.
apresenta para o leitor, mas será a leitura des-
te leitor que dará movimento, voz e sons
à história lida. Estamos falando das “habilida-
des interpretativas visuais e verbais” citadas por
6 Eisner. Por isso, consideramos a HQ uma mídia que
ria,
i c o m o “ te xto” a histó
dendo aqu , o nosso
texto, enten h is tó ria, ou seja
o rote iro . A rrativas
a narrativa, to d a s a s decisões na
ue guiará
“texto”, é q rinista é,
do autor. que o quad rias?
e estéticas m o s d iz e r
Ei, então p
ode histó
o , u m c o ntador de
d
antes de tu
é . M uito prazer! o, mas até a
gora em
Sim, ele ve te r p e rc e b id O na
Você não de o s a p a la vra DESENH
não utiliza m be
nosso curso e , si m , IM AGEM. E sa
quadrinhos, aioria dos q
uadri-
definição de m b o ra a m
emos
Porque e hados, pod
o porquê? sã o d e se n -
onhecemos grafias, pintu
nhos que c a rt ir d e fo to
os feitos a p ode ser cha
mado de
ter quadrinh d o is so p ser-
ras, colagen
s etc. Tu
a g e n s e stejam a .
que essas im de uma narrativa
HQ, desde ia ,
ma histór
viço de u agora não , é? fazer
Ficou m a is c la ro
b o a s id e ias para se
ocê tem o dese-
s e m Então, se v a q u e não domina
o que as his
tó ri a
istória, mas
a c h ja com
r p e rc e b id d e 2 u m a h rm a d e c o nstruí-la, se a
Você já dev
e te
a d a s p e lo cruzamento
ss e n h o , p ro c ure outra fo u tr o s re c u rsos que a su
são form E o
quadrinhos ratura e
imagem. s, colagens
ou com
to s: l it e o é m a is fo to
istin que nã sugerir.
conjuntos d m n o v o conjunto, v o , c o m criatividade
ri a u o n o
encontro c em, mas alg taxe): as
li te ra tu ra , nem imag em e sin
nem
st ic a s p ró p rias (linguag
caracterí quadrinho
s!
t ó r ia s e m
his rita.
ra: arte d
a esc
Literatu ,
Sintaxe:
composição
, estrutura.
organização

do cru-
n h o s, o resultado
os qu a d ri ará-
Portanto, n e a im a g em é insep m
tre o texto . Existe
os sem texto balões,
zamento en q u a d ri n h
xistem m
palavras), se ão sem
vel. Não e d o s (s e m
m u s n
quadrinhos o u re c o rd atórios, ma
ias
onomatope

7
R A A S U A M E N T E !
AB
Já ouvi algumas vezes a seguinte frase: “Gosto
de mangá, mas não gosto de
HQs”. E vice-versa. Afirmar que gosta de um e
que não gosta do outro é o equivalente
a dizer que gosta de água, mas não gosta de H2O
, já que ambos essencialmente são
a mesma coisa. Mangá é o termo utilizado para
designar as histórias em quadrinhos
(HQs) produzidas, originalmente, no Japão. Fica
a dica!

p a s e M é t o d o s d e
3. Eta

d u ç ã o d e H Q s
Pro

niel Brandão
3.1. Etap as

Wi lson Vieira e Da
m
de produção de uma HQ pode
As etap as stória, (2) o
er : (1 ) a id ei a (concepção) da hi ativo),
cont
m en to do ar gu mento (texto narr
desenvol vi a escrita de um
o do s personagens, (4)
ia çã ute de pá-
os estudos de leia
(3 ) a cr
co m pl et o, (5 ) finição
roteiro desenho ou da de
a ex ec uç ão do tal,
ginas, (6) na l a nanquim ou digi
) a ar te -fi
da imagem, (7 amento e
riz aç ão e o le treiramento (balon
(8) a co lo dessas
ro s) . Va m os es tudar cada uma
efeitos sono er melhor a
as no de co rr er do curso e entend
etap
da uma delas.
importância de ca
esbo ço
ut): rascunho e
Leiaute (lay-o qu ad rinhos,
ão da página de
da composiç hos,
uição dos quadrin
incluindo a distrib ag en s etc.
balões, person

x-
ív el im ag in ar um a HQ sem ideia, te
Não é poss Pode haver
to e/ ou ro teiro) e imagem.
to (arg um en res, de-
ho se m ba lõ es , arte-final ou co -
um quadrin in te nç ão de cada autor, afi
ci sã o e
pendendo da de sobre a ordem de
execução
o ex ist em re gr as ica, ex-
nal, nã e você, com a prát
as . Su gi ro qu
dessas etap método que
para encontrar o
8
en te va ria çõ es quência
perim você. A minha se
s efi ci en te pa ra não
seja mai pa ra mim, mas pode
pi to : se rv e
preferida (re
a seguinte:
servir para você) é
(1) Faço o roteiro completo – (2) Crio o visual dos
personagens e faço estudos sobre eles – (3) Produzo
vários leiautes de páginas para chegar nas melho-
res soluções narrativas (esta é uma das etapas cria-
tivas que mais gosto) – (4) Faço as letras e os balões
antes de desenhar (assim, garanto uma harmonia
nos quadros evitando uma disputa por espaço) – (5)
Desenho tudo a lápis – (6) Arte-finalizo com cane-
tas, pincel e nanquim – (7) Digitalizo cada página e
começo a colorir digitalmente.

3.2. Métodos

a) b)
Método Autoral
Método Industrial
As grandes editoras japonesas e ameri- Acredito que haja, sim, autoralidade
canas trabalham em um método industrial de pro- no método industrial de fazer quadrinhos, mas é
dução de quadrinhos. Grandes equipes de profis- inegável que nele o controle criativo de cada pro-
sionais envolvidos na produção de única história, fissional seja limitado.
garantindo sua agilidade. Nelas, as tarefas são divi- Quando uma história em quadrinhos é produzi-
didas e coordenadas por um diretor de arte ou da por um grupo de amigos ou por uma dupla cria-
por um editor. tiva, o controle das ideias e/ou da experimentação
Um mangá pode envolver: editor, escritor, de- está mais próximo das mãos dos autores. Todas as
senhista e equipe de assistentes. Cada um desses decisões podem ser conversadas entre os artistas
assistentes pode ser responsável por desenhar coi- e o editor. Grande parte do mercado europeu e
sas muito específicas dentro da sua especialidade. brasileiro de quadrinhos funciona assim.
O ritmo da produção é muito acelerado, resultando Uma história em quadrinhos também pode ser
em capítulos de semanais de uma extensa história. totalmente produzida por um único autor. Nesse
Nas grandes editoras americanas de comics, caso, o artista escreve, produz as imagens, as colore
cada equipe criativa de uma revista pode envolver (se for o caso), faz o balonamento e a tipologia.
editores, roteiristas, desenhistas (também chama- Esse tipo de HQ pode ser editada, reproduzida em
dos de lapistas), arte-finalistas, letristas e coloristas. diversos formatos e distribuída por uma editora ou
Normalmente, as decisões criativas são tomadas por pelo próprio autor de maneira independente, em
uma cúpula de editores e repassadas como diretrizes um verdadeiro exército de um homem só!
para os roteiristas de cada título. Também é bastante
Tipologia: estudo e execução das fontes
comum que boa parte dos componentes da equipe
(tipos de letras).

9
criativa não se conheça nem converse entre si, quase
sempre tendo contato apenas com o editor.
R A A S U A M E N T E !
AB
Quando se pensa em fazer quadrinhos ou em
ser um profissional dessa
área, é comum se pensar em ser desenhista, rote
irista, arte-finalista e/ou colorista.
Raramente se pensa em ser letrista, uma imp
ortante função na equipe. Existem
outras áreas de trabalho fundamentais: editor,
diagramador, revisor, divulgador ou
crítico. E, você, em qual dessas caberia?

r a m e n t a s B á s ic as
4. Fer

Q u a d r i n i s t a
de u m
c)teriais de arte-final entre os de traço
Arte-Final: podemos dividir os ma-

contínuo (canetas técnicas com nume-


4.1. Tradicionais rações variadas de pontas) e os de traço

a)balhar com gabaritos enviados por


variável (bico de pena, pincel e caneta
Papéis: os quadrinistas podem tra- pincel). Caso opte por trabalhar com pin-
cel ou bico de pena, você vai precisar de
editoras ou não. Normalmente trabalha- tinta nanquim.

d)
mos em um tamanho maior e proporcional
Corretivos: borracha branca ou
ao tamanho que a HQ será publicada. Os
preta macia e alguma tinta branca
tamanhos mais comuns de papéis para
opaca para corrigir eventuais erros de arte-
quadrinhos são o A4 (21x29,7cm) e o A3
final ou para criar efeitos, como estrelas no
(29,7x42cm). Papéis com maior grama-
céu, por exemplo. Obs: se o quadrinista
tura (mais grossos e pesados) têm maior
optar por trabalhar com lápis preto, utili-
durabilidade.

b)
zando o gradiente em tons de cinza, o uso
Grafites: o desenhista pode usar da borracha pode ser uma excelente forma
lápis, lapiseira ou ambos. Os grafites de provocar efeitos no desenho.

e)
mais comuns são o HB (para rascunhos) e
Auxiliares: régua, esquadro, gabari-
o 2B (para definições de traços). Grafites
tos de círculos e ovais.
da família H (hard) são mais duros e claros.
Grafites da família B (bold) são mais ma-
cios e escuros.
10
rinisttto a
Quadrinhês: o glossáriopod o quaod e Raym un do Ne
r Daniel Brandã

1.didas demarca
Gabarito:
também conhecido como template. É uma folha
ou arquivo com as me-
das do tamanho que a página de quadrinhos
deve ser desenhada.
Cada editora tem o seu próprio gabarito.

2.está ali será “cortadoespa” naço gráfi


Mancha Gráfica: de uso seguro do gabarito que garante que nada
que
ca. As imagens mais importantes e todos os texto
s
da HQ devem estar dentro dela.

3.Um momentotamb
Quadrinho: ém chamado de quadro ou painel.
da narrativa.

4.ou o retânguloa “mo


Requadro: ldura” de um quadrinho. O formato mais com
e é chamado de hard frame. Variações desse
um é o quadrado
formato podem signi-
ficar cenas do passado, sonho, cenas de impa
cto, entre outras coisas. Podemos encon-
trar também um painel sem requadro, o open
panel.

5.
Sarjeta ou Calha: Espaço vazio entre
os quadros. O seu tamanho pode variar e
alterar o tempo da narrativa. Também é possível
construir uma sequência de pai-
néis sem sarjeta.

6.Normalmente apretamb
Caixa de Texto: ém chamada de caixa de narrativa ou recordat
senta o texto do narrador ou de um personag
ório.
em onisciente.
Muitos autores preferem usar a caixa de texto
para substituir o balão de pensamento.

c)solva fazer um trabalho misto entre


Scanner (digitalizador): caso re-

o tradicional e o digital, você precisará de


um scanner para transferir os seus dese-
nhos para serem tratados e editados no
computador.

d)
Mesa Digitalizadora: menos com-

4.2. Digitais plicado do que desenhar com o


mouse é trabalhar com uma caneta e uma

a)mesa ou um laptop.
Computador (PC): pode ser de mesa digital. A mais comum é a Intuos
(Wacon) e a mais eficiente é a Cintiq (per-

b)os mais comuns são Photoshop


Programas gráficos (softwares):
mite que o desenho seja feito diretamente
na tela, simulando o papel).

e)
(Adobe), Illustrator (Adobe) e o Manga Tablet: por ser portátil, você poderá
Studio EX. Hoje, no mercado, são diversos produzir seus quadrinhos de forma
softwares e aplicativos surgindo e desapa- digital onde quer que você esteja.

f)
recendo todos os dias, sendo facilmente Impressora: é claro que depois des-
encontrados em pesquisas na web. Use, se trabalho todo, você pode querer

11
experimente e escolha aquele que atender ter a sua HQ inteirinha na sua mão. “Parla,
as suas necessidades. HQ! Parla!”
C r ia ç ã o e T r a b a lho
5. O Local de

Q u a d r i n i s t a
do resultar em problemas de coluna (muito co-
muns em quadrinistas, devido ao tempo que
O ideal é que o seu local de trabalho permanecem na mesma posição).
seja agradável, com espaço e iluminação A sua mesa de desenho deve ser inclinada
adequados. Se for possível, escolha um lu- para favorecer a sua postura e evitar que você
gar mais tranquilo, onde a iluminação seja enxergue o seu papel distorcido e em pers-
suficiente. Caso use luminária, a direção pectiva. O ideal é que a inclinação seja per-
da luz deve gerar uma sombra da sua mão pendicular a uma linha imaginária que sai dos
para fora do papel. Se você for destro, seus olhos em direção ao papel. Caso você
por exemplo, a luz deve vir em diagonal da não tenha uma mesa de desenho inclinada,
esquerda para a direita. você pode improvisar com uma prancheta co-
Planeje um espaço organizado e práti- locada em mesa comum. No mercado (pape-
co, ou seja, em que seu material de traba- larias e casas de desenho) é possível encontrar
lho e de referência (revistas, livros didáticos, diversos modelos de pranchetas de desenho
álbuns) estejam próximos e, se possível, portáteis, inclusive que servem de estojo e já
que não tenha que se levantar tanto. Nem vem com régua paralela. Pense nisso!
é preciso dizer que, assim, a sua cadeira
deve ser confortável e ergométrica, ou seja,
que evite posturas incômodas que possam

ndão ra
Daniel B

12 ncheta por
tátil
Mod elo pra
6. Conclusão
eiro
tu rm a. E, ao fin al de nosso prim
É isso aí, parece su-
o, de ix o um a m ensagem que me s po-
módul
te ne ss e m om ento: Todos nó -
perimportan
q u ad ri n h o s. Basta ter histó
demos fazer co ntre uma que se
ja a sua.
a co n ta r. En com
rias par ça se divertindo. Faça
am a. Fa
Faça porque ! Ah, e óbvio,
ss io na lis m o. M as apenas FAÇA boa está
profi a o que a galera
an te H Q s. Sa ib
leia bast
.
aprontando por aí com vocês. Por en
quanto é
e a fo rç a es te ja
E qu
só pessoal!!!

13
a M a is s o b r e H Qs
Leia e Saib
A Guerra dos Gibis, de Gonçalo Junior.
Editora Companhia das Letras. São Paulo, 2004.
A Leitura dos Quadrinhos, de Paulo Ram
os. Editora Contexto. São Paulo, 2009.
Desvendando os Quadrinhos, de Scot
t McCloud. Editora Makron Books. São Paulo, 1995.
História da História em Quadrinhos
, de Álvaro de Moya. Editora Brasiliens e. São Paulo, 1996.
História e Crítica dos Quadrinhos
Brasileiros, de Moacy Cirne. Editora
neiro, 1990. Europa. Rio de Ja-
Literatura da Imagem, de Román Gube
rn. Salvat Editora do Brasil. Rio de Janeiro, 1979.
Narrativas Gráficas, de Will Eisner. Edito
ra Devir. São Paulo
, 2005.
O que é História em Quadrinhos, de Soni
a M. Bibe Luyten. Editora Bras iliense. São Paulo, 1985.
Os Quadrinhos: linguagem e semiótic
a, de Antonio Luiz Cagnin. Editora Criativo.
São Paulo, 2015.
Quadrinhos e Arte Sequencial, de Will
Eisner. Editora WMF Martins Fontes. São Paulo, 2010.

14
HQ? No Ceará tem disso sim! por Raymundo Netto

Luiz Sá, desenhista, carica- brinde para seus clientes, sendo,


turista, ilustrador, quadrinista, na década de 1970, resgatada
pintor, cenógrafo e publicitário, parte desse material por José Luiz
nasceu em Fortaleza, Ceará, em Parrot, integrando, após restau-
28 de setembro de 1907. ração, em 2013, o documentário
Filho e neto de desenhistas (seu “Luz, Anima, Ação”, de Eduardo
avô Luiz Sá foi o único desenhista e Calvet.
pintor entre aqueles que fundaram Na década de 1940 a 1950, o
o movimento de letras e artes co- também publicitário Luiz Sá ilus-
nhecido como Padaria Espiritual, e trava diversos panfletos e cartilhas
a sua mãe, Francisca Sá de Araújo, do Serviço Nacional de Educação
professora de desenho na Escola Sanitária – onde trabalhou por 12
Normal), quando criança, rabisca- anos –, além das aberturas de jor-
va calçadas com carvão e reunia nais cinematográficos (do também
diversos cadernos de esboços e cearense Luiz Severiano Ribeiro),
desenhos. Estudante do Liceu, fa- ilustrações para as emissoras de TV
zia o Charleston, um jornalzinho Foi ali, em abril de 1931 (até Rio, Continental e Globo (década
a mão. Chegou a trabalhar como 1960), que o Brasil conheceu os de 1960) e desenhos ao vivo para
gravador de clichê em jornal e a ter seus mais famosos personagens: plateia de programas de auditório
pequena colaboração em revista Reco-Reco, Bolão e Azeitona, que da Rádio Globo.
humorística em Fortaleza. tinham a característica originalís- Em 1974, contraiu tuberculo-
Por volta de 1928, partiu ao sima, na época, de apresentar se, sendo internado no Sanatório
Rio de Janeiro onde expôs cenas “traços redondos”. Além deles, o Azevedo Lima, em Niterói, Rio de
e costumes do Ceará em bicos- cão Totó, o ratinho Catita, o de- Janeiro. Durante esse período,
de-pena aquarelados. Trabalhou tetive Pinga-Fogo, Maria Fumaça não deixou de desenhar, criando
no jornal O Imparcial, diagra- (revista Cirandinha), Louro/Faísca ilustrações sobre a doença.
mando a página de esportes. (revista Tiquinho), assim como o Faleceu em Niterói, em 14
Seu primeiro trabalho, pu- “bonequinho” utilizado na seção de novembro de 1979, vítima de
blicado (na revista Eu Vi) por de crítica de cinema do jornal O complicações pulmonares, mas,
Adolfo Aizen, editor de O Malho Globo, a partir de 1938. como sempre, desenhando!
e futuro proprietário da Ebal, Projetou e resolveu produ- Em tempo: O primeiro edi-
era composto de cenas famosas zir “As aventuras de Virgulino”, tal/prêmio feito especificamente
da história brasileira – que fazia uma série de curtas de animação, para quadrinhos no Ceará rece-
para não dormir, quando tra- com intuito de apresentá-la a Walt beu a denominação de Prêmio
balhava como vigia noturno no Disney, o que só não aconteceu por Luiz Sá, criado por Raymundo
Hospital da Gamboa. Com esses impedimento do Departamento Netto, enquanto coordenador
desenhos, realizou uma exposi- de Imprensa e Propaganda do das políticas do livro na Secretaria
ção no Museu de Artes e Ofícios governo de Getúlio Vargas, em da Cultura do Estado do Ceará,
(1931). Também foi Aizen que o 1941. Pioneiro do cinema de ani- durante a gestão do prof. Auto

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convidou para publicar na revista mação no Brasil, vendeu esse ma- Filho, em 2010. Desde então,
Tico-Tico, considerada a primeira terial para uma loja de projetores nunca mais! Que tal, ressuscitar-
revista em quadrinhos do país. que o oferecia, em pedaços, como mos esse Prêmio, hein?
Daniel Brandão (Autor)
Jornalista graduado pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em 2007, quadrinista, ilustrador, arte-educador e empre-
sário, direcionou suas atividades profissionais ao desenho artístico e aos quadrinhos, tendo cursado a Joe Kubert School
of Cartooning and Graphic Arts, em Nova Jersei (EUA). Ganhador de três prêmios HQMix pela publicação Manicomics,
trabalhou com diversas editoras, revistas e empresas nacionais e internacionais, tais como DC Comics, Marvel, Dark Horse,
Abril e Maurício de Sousa Produções. Criador dos personagens Liz, Sebastião e Cariawara, possui um estúdio próprio em
Fortaleza, Ceará (Estúdio Daniel Brandão), onde oferece cursos de desenho, quadrinhos e mangás.

Guabiras (Ilustrador)
Desenha desde os 5 anos de idade se baseando em tudo que se possa imaginar de quadrinhos no mundo. É ilustra-
dor e cartunista no jornal O POVO (Fortaleza/CE). Tem inúmeras publicações e personagens em HQs e fanzines, minis-
trando oficinas e participando de trabalhos/mostras coletivos e/ou individuais.

Realização