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Revista Ciência Contemporânea

jun./dez. 2017, v.2, n.1, p. 18 - 33


http://uniesp.edu.br/sites/guaratingueta/revista.php?id_revista=31

O DOCENTE E AS RELAÇÕES ENTRE ÉTICA E SEXUALIDADE NA


PRÁTICA EDUCACIONAL TRANSFORMADORA

Douglas Gregório Miguel1


Adriana de Barros 2
Sandra Regina Büttner3

Resumo: O presente artigo foi desenvolvido como trabalho de conclusão do curso de


licenciatura em pedagogia na Faculdade Diadema – FAD, e destaca a importância das relações
entre ética e sexualidade no exercício da docência em nível básico de ensino. Diante da
influência do docente na formação ética dos alunos verificou-se que uma prática pedagógica
formativa e significativamente transformadora é o que a sociedade espera de seus professores,
que devem articular da teoria a uma prática consciente que irá gerar a autonomia e
solidariedade, no intuito de formar cidadãos conscientes, cujas ações sejam reflexivas,
determinadas, atreladas aos princípios e valores que só nascerão de reflexões construtivas, e
como consequência os irá impulsionar para a superação desafios, argumentando em defesa de
atitudes solidárias e moralmente equilibradas. Porém, nem sempre o educador está preparado
para tal. Trabalhando a relação entre ética e sexualidade no seu exercício cotidiano, o docente
utiliza a linguagem formal e informal no direcionamento de seus alunos para a reflexão, análise
e conscientização acerca de suas ações com segurança e autonomia, dialogando sobre temas
como a dimensão ética e política da sexualidade.
Palavras Chave: Ética. Educação. Sexualidade.

Abstract: The present article was developed as a conclusion of the graduation course in
pedagogy at the Faculty Diadema - FAD, under the guidance of Prof. Me. Douglas Gregorio
Miguel, and highlights the importance of the relationships between ethics and sexuality in
teaching at the basic level of education. Faced with the influence of the teacher in the ethical
training of students, it was verified that a formative and significantly transforming pedagogical
practice is what society expects from its teachers, who must articulate from theory to a
conscious practice that will generate autonomy and solidarity, in order to form conscious
citizens, whose actions are reflexive, determined, linked to principles and values that will only
come from constructive reflections, and as a consequence will drive them to overcome
challenges, arguing for solidarity and morally balanced attitudes. However, the educator is not
always prepared for it. Working on the relationship between ethics and sexuality in his/her daily
practice, the teacher uses formal and informal language in directing their students to the
reflection, analysis and raise awareness about their actions with safety and autonomy,
dialoguing on subjects such as the ethical and political dimension of sexuality.
Keywords: Ethics. Education. Sexuality.

1
Doutorando em Ciências Humanas pela FFLCH-USP, Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP e
Bacharel em Filosofia pela FFLCH-USP – dgmsbc@gmail.com
2
Licenciada em Pedagogia pela FAD-Faculdade Diadema - adriana.isabella25@yahoo.com.br
3
Licenciada em Pedagogia pela FAD-Faculdade Diadema - srb_37@outlook.com
Introdução

No intuito de levar os professores a uma auto-análise sobre suas ações e atitudes, nos
reportamos a importância da educação abrangendo a sexualidade, que está na raiz principal do
resgate da ética e da moral.
A atuação e os ensinamentos do educador repercutirão na sociedade numa reconstrução
continua, pois formar cidadãos em sua plenitude é de grande responsabilidade. Os alunos em
sua trajetória pela vida estarão agindo de acordo com o conhecimento aprendido em benefício
e definição de uma sociedade que os acolha e valoriza.
Um professor consciente sabe que valores estáticos no tempo devem ser resgatados, e
que ao acelerar a mobilidade durante sua trajetória abrangerá um trabalho significativamente
transformador.
Esta consciência leva este professor a buscar estratégias que o capacitem e o faça
reconhecer a profundidade e a importância em deixar aflorar em si e no outro, condutas
estimulantes de ética e de moral, e que não deve medir esforços e atitudes altruístas, edificantes
que despertem no aluno a motivação em seguir seu exemplo.
Um professor deve ter embasamento que o referencie na sua completude, dentro e fora
da escola, perante seus alunos, para que os mesmos o admirem e o tenham como referência,
impulsionando-os a seguir pela sua trajetória vida calcados em valores construtivos de uma
sociedade harmônica.
O docente deve ter atitudes marcantes e uma visão de mundo abrangendo virtudes
sublimes e singelas, essenciais na formação dos seus alunos, e deixar transparecer valores como
a solidariedade, lealdade, e ter o compromisso constante em fazer fluir nos seus alunos coragem
e respeito em diversificadas ações durante sua convivência com eles.
São profissionais diante de uma realidade que avança cada dia mais diversificada, então
não se pode permitir o esquecimento destes valores, que devem ocupar lugar de destaque no
exercício pleno da cidadania, pois convivem numa sociedade de costumes diferenciados.
Este resgate deve ser contínuo durante a convivência diária do professor-aluno.
Trabalhar a educação atrelada a ética e a sexualidade na sua prática é de fundamental
importância no decorrer dos dias no processo formativo dos alunos, é uma discussão que tem
envolvido filósofos, educadores e teóricos, abordando as diversas áreas do conhecimento.

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No cenário social recente o debate sobre estes temas tem obtido destaque. A discussão
sobre a natureza geral, que está ligada às transformações da sociedade em vários setores está
relacionada ao desafio de formar indivíduos que sejam reflexivos e autônomos ao mesmo
tempo, mas que conservem em si mesmos, valores de solidariedade e idoneidade. Estes dois
valores ampliam a reflexão, e consequentemente estão ligados à ética, sexualidade e educação.
A constituição dos seres humanos está intrinsicamente ligada à ética, à educação e à
sexualidade, pois é um processo que acontece e evolui no próprio meio em que vive e convive,
construindo relações numa busca incessante de valores edificantes para a sociedade, e que vão
ganhando consistência em contextos sócio-históricos específicos.
A escola por sua vez, no século XXI, assume diante de todos um compromisso
duplamente importante; primeiro, a sistematização, transmissão e reconstrução dos saberes
produzidos na trajetória histórica; segundo, promovendo a formação ética num processo que
leva à construção e consolidação do exercício pleno da cidadania.
A dimensão ética e ilimitada na relação entre professor aluno, pois partindo do conceito
que o professor é um profissional, que é mediador do conhecimento e não mero transmissor, e
a construção do conhecimento pelo aluno se dá por meio da prática pedagógica.
Este artigo tem como objetivo de fazer uma análise entre a tríade ética, educação e
sexualidade, que devem estar presentes no dia a dia da prática do professor, num contexto que
está dividido em: educação concebida como prática social e educação formadora, desenvolvidas
no interior da instituição escolar.
A realização desse objetivo aborda a educação relacionada entre a moral e a ética,
ressaltando aspectos relevantes para a educação que é considerada de natureza escolar e acaba
apresentando uma análise mais aprofundada no cerne da dimensão ética na relação professor
aluno.

A formação ética do professor.


Apesar de muito usada, a palavra ética ainda é de difícil entendimento a muitas pessoas
que não conseguem compreender seu significado. Diante de tantos tipos de violência que
assolam a sociedade e a falta dos princípios éticos e morais, há um grande contingente de
pessoas que não sabem, realmente, qual a dimensão do significado da ética em si e sua
abrangência. Quando nós optamos por exercer a docência é de fundamental importância o
relevante comprometimento necessário nessa função com valores éticos. Essa grande e

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transparente necessidade surge do fato de que entre o docente e seu alunado há uma interação
que os direciona a uma ação cujo comprometimento edificante, que é o resultado desta inter-
relação entre docente e alunos. Em seu próprio benefício, a profissão docente se desenvolve de
maneira estável, de acordo com sua própria vocação em ter sua atenção voltada para a dignidade
humana, que é diferenciada de acordo com cada individualidade. Segundo VAZQUEZ (1995),
a ética se define como uma ciência do comportamento moral dos homens em sociedade
podemos então considerar, diante desta afirmativa, que a ética pode ser vista e entendida, como
um conjunto de regras, princípios, ou uma forma de pensar que direcionam a sociedade.
A ética surge de um processo que flui do nosso interior, e se solidifica em nossas atitudes
e ações. Portanto, se a ética vem do interior de cada um e se projeta na realidade, deixa claro
que o nosso comportamento influencia nosso semelhante, e o leva a uma reflexão que
consequentemente fará acontecer uma mudança de atitude, refletindo na sociedade a busca
intensiva do resgate da ética e da moral, despertando valores adormecidos e reconstruindo uma
importante integração entre os pensamentos, que estarão numa sincronia capaz de originar
compassadamente uma associação entre ética e da moral, como que respirando conhecimento
e sensibilidade e expirando atitudes altruístas, sem perder seus valores na reconstrução de uma
vida melhor. Segundo SANTOS (2000, pág. 10), “estamos tão habituados a conceber o
conhecimento como princípio de ordem sobre as coisas e sobre os outros, que é difícil imaginar
uma forma de conhecimento que funcione como princípio de solidariedade, isso é um desafio
a ser enfrentado”.
Ter espirito de investigação em relação a ética docente, é de grande relevância,
principalmente na educação, onde a conduta ética fundamenta uma ação educativa consciente
e reflexiva, que consequentemente leva a um resultado de formação transformadora e a uma
postura aberta a mudanças para a aceitação do novo.
Os objetivos educacionais devem ter como parâmetros a serem atingidos ações
planejadas, para que todo e qualquer desafio não se torne intransponível, mas seja um elo
transformador entre a teoria e prática docente, que através da problematização seja motivado a
superá-las.
O docente deve ser um sujeito reflexivo, que saiba conduzir suas práticas educativas, de
forma que o resultado gerado por suas ações seja de transformação e conscientização, pois o
docente é responsável por resultados inovadores que estão alinhados juntos à solidariedade, à
cordialidade, à estima e ao respeito, que são qualidades necessárias para o docente que age

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como o canal direto do contato com o aluno, e poderá contribuir para o surgimento dos
princípios éticos, tão importante em uma trajetória que se solidifica na formação em cadeia
contínua de transmissão de cultura, reflexão, e o despertar intenso de sentimentos que chegam
a ser sublimes, integrando tanto o relacionamento quanto uma convivência sadia e significativa,
que resultará na transformação interior e fluirá na realidade em atitudes e ações admiráveis,
servindo como exemplo o que nasce do professor e cresce nas atitudes desse professor.
SOBRINHO (1998) afirma que:

“[...] o pedagógico deve emergir da consciência como um


trabalho intencional e organizado. Mas também se trata
necessariamente de conhecer e implementar as redes de significação e
prática social dos conhecimentos, de engendrar novas, formas de
produzí–los e, ao mesmo tempo de formar pessoas com a percepção do
sentido ético e político de seu trabalho científico, do valor de sua
formação pedagógica e de sua prática docente“ (pág. 145).
Sobrinho, afirma que o pedagógico deve ser contemplado como “cultura“, e para que
isso aconteça, é necessário haver uma discussão argumentativa, cujo diálogo sobressaia em
conflitos, que levam o docente a reflexão, a um consenso entre teoria / prática, atitudes e ações,
valorizando a capacitação o docente, numa prática significativa transformadora.
O aluno como consequência dialógica, e reflexiva desenvolverá capacidades necessárias
o seu dia a dia, na sua leitura do mundo, mais de tal forma transparente, que lhe deem a
compreensão abstrata, reflexiva, diante dos erros que venha a cometer e a busca de soluções
que o levam a transpor todo e qualquer empecilho, que lhe sirva como a força que o
impulsionará sempre para frente, aprimorando com as correções dos erros e muitos acertos.
ARROYO (2000) afirma:

“trabalhar na educação, é tratar de um dos ofícios mais


perenes da formação humana, cujas práticas se orientam por saberes
e artes, aprendidas desde o berço da história cultural e social e
sensibilidades desenvolvidas ao longo dos tempos. Saberes teóricos,
provenientes do conhecimento, e da experiência mas também saberes
ligados a percepção, a emoção e a ética, uma vez que o objeto do
trabalho docente são seres humanos “. (pág. 42).

Para que o docente possa transmitir para o aluno uma consciência humanitária, atitudes
de retidão, ética e moral ambos deverão estar dispostos para acarretar essa mudança
transformadora, se estiverem interessados em fazer com que este aprendizado aconteça, porque
não é algo que se adquire de fora para dentro, mas sim, de dentro para fora. É uma
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transformação interior pautada em virtudes que precisam ser despertadas e valorizadas desde
pequenos.
O docente deve promover condições para que o aluno reflita sobre o próprio
conhecimento, projetando na sua realidade ações edificantes, e ter como parâmetro de suas
atitudes a ética e a moral, refletindo na realidade tudo aquilo que existe no seu interior para
alcançar mudanças infindáveis e contínuas que se baseiam no desenvolvimento da ação
reflexão-ação-reflexão-ação, que moldará essa consciência ética. Segundo BELLONI (1992) é
apenas uma geração do saber. Um saber comprometido com a verdade, porque ela é a base de
construção do conhecimento. Um saber comprometido com a justiça, porque ela é a base das
relações entre humanos.
Da prática docente surge o saber, que deve dar importância ao caráter pedagógico desse
trabalho com um olhar sobre dimensões de competências dos professores, tais como: técnica,
estética, política e ética.
São essas dimensões de competência profissional que transformam o trabalho do
docente em boa qualidade, além do domínio do conhecimento de si mesmo e dos alunos.

Sentido e alcance da educação como prática social.


Quando se fala em educação pensamos na forma integral do ser humano, nas suas
potencialidades, e na consideração de um sujeito que está inserido em um determinado grupo
social, acumula, reelabora, constrói conhecimento ocorrendo em todos os espaços sociais
inclusive a escola, considerando o contexto no qual se realiza, nessa maneira de ver,
BRANDÃO (1996) – diz que: “ [...] é um dos principais meios de realização de mudança social
ou, pelo menos um dos recursos de adaptações das pessoas em um mundo em mudanças. “ (pág.
23).
O fundamento da educação sobre a ótica da visão do mundo confirma que está fundada
diretamente do que o homem conhece, assumindo um caráter transformador ou não, frente à
realidade social, influenciando diretamente o processo formativo dos alunos que transparece na
intencionalidade da prática social, assim como nas ações entre professores e alunos.
A formação para o exercício pleno da cidadania, a necessidade do respeito à diversidade
cultural, a democratização da sociedade tanto no espaço escolar ou fora dele, combate à
violência, requer que políticas públicas definam a educação como uma das principais
prioridades, solidificando em uma completude abrangente de educação ética, e moral, crenças,

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costumes e valores que resultarão na cidadania, paralela à autonomia, pois estão relacionados
como uma prática cidadã, democrática, justa e solidária com o objetivo delineado em formar o
cidadão consciente, crítico, seguro de suas ações, reflexivo e preparado para o mundo dentro e
fora da escola, numa sociedade que o valorize. COUTINHO (1994, pág. 2) – afirma que para
formar um cidadão, é necessário que a educação se atualize “[ ... ] todas as possibilidades de
realização humana aberta pela vida social em cada contexto historicamente determinado.“
No Artigo 2º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei 9.394/96 – se
refere à educação como: Art. 2º A Educação, é dever da família e do Estado, inspirada nos
princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno
desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação
para o trabalho.
A escola tem como sua responsabilidade a educação formal, devido a grandiosidade do
seu trabalho, no papel que exerce na vida individual e coletiva.
Em uma visão emancipadora do saber, afirmamos que a escola, tem sob sua responsabilidade,
a formação de novas habilidades e valorização de suas ações.
Segundo CANIVEZ (1991):

“a escola, de fato institui a cidadania. É lá o lugar que as


crianças deixam de pertencer exclusivamente a família para integrar
se na sociedade, numa comunidade mais ampla em que os indivíduos
não por vínculos de parentesco ou de afinidade, mas pela obrigação do
viver em comum. A escola institui em outras palavras, a coabitação, de
seres diferentes sob autoridade de uma mesma regra “ (pág 33).

A contribuição da escola em relação a democracia é contribuir para o seu fortalecimento.


Defende-se, portanto, que a educação escolar deve efetivamente contribuir para ajudar e
reconhecer o outro, respeitando sua diferença.
Quanto ao professor é necessário que tenha a preocupação básica na formação integral
dos seus alunos, articulando grandes dimensões, tanto moral quanto intelectual, visando o
desenvolvimento da autonomia dos seus indivíduos.
Toda a educação contempla o diálogo e tem a ética como indispensável, porque
contribui com o processo de humanização do homem, levando em consideração valores que
direcionam e norteiam suas atitudes, conduzindo suas ações.

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O alcance da ética para a educação.
As práticas do professor devem estar pautadas nas práticas da escola. Para que isto
aconteça, é fundamental que todos os educadores reflitam sobre suas ações determinantes em
sua prática pedagógica, pois a ética é formação coletiva, e não um ensino isolado como uma
disciplina qualquer. A ética percorre todos os componentes curriculares sendo evidenciada nas
atitudes dos docentes e outros indivíduos que vivenciam a escola. Segundo VALLS (1993):
“[...] a ética é uma daquelas coisas que todo mundo sabe o que é, mas que não é fácil de
explicar quando alguém pergunta”(pág. 7).
É preciso lembrar também, que a ética deve ser interpretada de acordo com a cultura na
qual é solicitada. A ética e a moral juntas definem a conduta, o comportamento humano.
A ética é histórica e construída socialmente durante as relações coletivas dos seres
humanos, e pode ser compreendida a respeito da moral que orienta a conduta humana.
Segundo SOUZA (2007):

“a ética em decorrência de um contexto social político,


econômico e cultural é universal, possibilitando o estabelecimento de
um código regulador de condutas para todos os indivíduos que compõe
um certo grupo social. Nesse sentido, o código estabelecido pela ética
é relativo, ao contexto na qual os sujeitos éticos vivem e praticam suas
ações de caráter moral. Em síntese, a ética pode iluminar a consciência
do homem, fundamentando e dirigindo suas ações, no plano individual
e social “ (pág 226).

A ética direciona os indivíduos a orientarem suas condutas, que repercutem em atitudes


que possam vir a tomar em determinado contexto social. Segundo SOUZA (2007), o sujeito
social modela seus atos [ ... ] age sempre tendo outros sujeitos em mente, à medida que precisa
imprimir uma intencionalidade às suas ações, ao levar o outro em consideração, realiza,
portanto, uma ação refletida” (pág. 237).
Importante é se conscientizar que qualquer que seja a reflexão ética e moral possui uma
historiedade. VAZQUEZ (1980), discorre sobre a relação entre ambas nos seguintes termos:
“A moral não é ciência, mas objeto da ciência, e neste sentido é por ela estudada. A ética e a
moral portanto, não podem ser reduzidas a um conjunto de normas e prescrições, sua missão
é explicar a moral afetiva [ ... ]. A ética pode servir para fundamentar uma moral, sem ser em
si mesma normativa ou preceptiva . " (pág. 113).

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O caráter de reflexividade coloca a ética numa posição acima da moralidade, e se resume
numa reflexão crítica a respeito da moral, a medida que busca distanciar-se das ações para
analisa-la, é uma articulação necessária, mediante os contextos sociais nas quais elas realizam.
Vários autores definem a ética. Para LALANDE (1993): [ ... ] historicamente a palavra ética
foi aplicada à moral sob todas as suas formas, quer como ciência, quer como arte de dirigir a
conduta ". (pág. 348).
No tempo contemporâneo vivemos no mundo globalizado, que em cada dia, deixa
sobressair a importância e a responsabilidade da escola, com a formação integral dos
indivíduos, resumindo, portanto, que a escola é um espaço que favorece a construção e a
formação dos indivíduos.
Segundo RIOS (2002) mesmo com limitações, a escola participa da formação moral de
seus alunos:

“Valores e regras são transmitidos pelos professores, pelos


livros didáticos, pela organização institucional, pelas formas de
avaliação, pelo comportamento dos próprios alunos e assim por diante.
[ ... ] Isso significa que essas questões devem ser objeto de reflexão da
escola como um todo, ao invés de cada professor tomar isoladamente
suas decisões. Daí a proposta de que se inclua o tema ética nas
preocupações oficiais da educação " (pág. 70).

Trazer a ética para a educação escolar assume um caráter coletivo e não individual, e
impõe vários desafios, como o desenvolvimento da capacidade de distinguir os limites que irão
assegurar valores onde estão inclusos a diversidade das culturas e do ser humano, assim como
na convivência das diferenças possam conviver com elas, bem como reconhecer e administrar
os conflitos das culturas diferenciadas.
A ética ensina ao seu aluno a combater atitudes e ações de preconceitos e discriminações
de naturezas diversas, dando margem ao diálogo com valores diferentes daqueles presentes na
sociedade em que convive.
Um professor deve ter o compromisso articulado ao conhecimento científico e
consciência político-social na prática educativa, como na formação ética dos alunos a ele
confiados, e valores como cidadania, democracia, solidariedade e respeito; que seus alunos
convivam integrados, compartilhando estes valores no ambiente escolar, numa ética coletiva,
que flui de uma prática reflexiva pautada em um pensamento pedagógico, plural e interativo
aos seus alunos, que os induza na construção do conhecimento, desenvolvam sua autonomia
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intelectual, conservando valores altruístas como solidariedade, democracia, cidadania, visto que
o homem e educação criam – se simultaneamente, onde o professor é o mediador. OLIVEIRA
(1997), afirma que: [ ... ] o processo de intervenção de um elemento intermediário numa
relação: a relação deixa então de ser direta e passa a ser mediada por esse elemento ". (pág.
34).
A aprendizagem pode ser duradoura e significativa se ocorrer quando o professor
estimula o aluno em determinadas condições que o ajudem a aprender e produzir conhecimento.
A educação ética constrói uma relação professor-aluno sintonizada com as mudanças
que acontecem simultaneamente e exigem aprendizagens diferenciadas num mundo que passa
por constantes transformações.
O professor enfrenta na sua prática diária culturas diversificadas, e re-significa sua
postura pedagógica, de forma que esta transpareça um significativo nível de compromisso seu
com as questões sociais e educacionais do seu tempo. Nesse contexto MASETTO (2003) diz
que o professor na sua prática traz consigo uma [ ... ] visão de homem, de mundo, de sociedade,
de cultura, de educação que dirige suas opções e suas ações mais ou menos conscientemente.
Ele é um cidadão, um politico, alguém compromissado com seu tempo, sua civilização e sua
comunidade e isso não se desprega de sua pele no instante em que entra em sala de aula" (pág.
31).
Quando o professor reconhece o seu trabalho realizado com seus alunos implicam estar
lidando tanto com aspectos cognitivos, quanto sociais, e emocionais da aprendizagem, e nessa
dimensão cognitiva da ação docente se dá na construção de ensinar e aprender, construir o
conhecimento historicamente construídos, nos vínculos afetivos que estabelecem entre o
professor – aluno, numa educação ética, que se consolida em três tipos de autoridade.
Libâneo (2003) diz:

"A autoridade profissional se manifesta no domínio da matéria


que ensina, e dos métodos e procedimentos de ensino, no tato em lidar
com a classe e com as diferenças individuais, na capacidade de
controlar e avaliar o trabalho dos alunos e o trabalho docente " [...] A
autoridade moral é o conjunto das qualidades de personalidade do
professor, sua dedicação profissional, sensibilidade, senso de justiça,
traços de caráter. [...].

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A autoridade técnica constitui o conjunto de capacidades, habilidades e hábitos
pedagógicos didáticos necessários para dirigir com eficácia a transmissão e assimilação de
conhecimentos aos alunos.

Ética e sexualidade.
Para que se tenha noção da fundamental importância da complexidade que envolve a
sexualidade, assim como sua magnitude no âmbito humano, faz-se necessário aprender que a
sexualidade traz no ser humano em mistério, porque é a partir dela que a vida tem a sua
continuidade na sua plenitude desconhecida.
Compreender que o ser humano é sexuado e que é o que completa e integra no ser
humano a característica abrangente e biológica, psicológica, social, emocional, enriquecedores
da personalidade, comunicação e amor. Pela sexualidade, existem funções de reprodução,
prazer, comunicação, que se faz de grande importância nas relações humanas, porque dela flui
o amor, a única força que move a realização da reprodução e a obtenção do pleno prazer. A
sexualidade é um valor da vida, e que pode ser saudável e prazerosa.
Direcionando ao ponto da ética e da sexualidade, conclui-se que a pessoa é um valor em
si mesma, e que a sexualidade, por ser a principal fonte de expressão da pessoa, deve ser
compreendida como um fator integrador da vida humana.
A pessoa tem em sua totalidade sexuada, uma individualidade que caracteriza e nunca
se repete. É única, e está atrelada a um sistema moral universal que no espaço temporal do ser
humano é histórico-social e se torna impossível negar sua contextualização, neste tempo e
espaço, diante do valor integrador do ser humano que busca sua humanização e personalização
na trajetória histórica que faz pela vida.
A ética da sexualidade em uma função de proporcionar e orientar ao ser humano os
fundamentos e sistemas morais como o princípio de uma vivência e convivência de uma
sexualidade integradora, potencializadora da personalidade, da comunicação e do amor nas
diferentes dimensões humanas, definindo valores que constituam as possibilidades de
elaboração de um código ético da sexualidade que definem fundamentos que possibilitam a
operacionalização do amor, saúde, liberdade e responsabilidade, e a devida importância aos
valores sócio culturais e aos valores do conhecimento científico.
Numa total abrangência, valores da sexualidade são potencializadores de vida,
relacionados ao amor, saúde, liberdade, responsabilidade que fundamentam a ética, integrando

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e contextualizando valores sócio culturais e do conhecimento científico, a relatividade e
universalidade dos critérios morais.
Enfatizando a conscientização classificadora e responsável que exigem conhecimento
cientifico para uma ação transformadora sobre a vida, a pessoa e a sua sexualidade, através da
formação especializada de profissionais mais éticos, preparados, que possam promover e
legitimar socialmente tais valores nesta educação conscientizadora e clarificadora, pois a
diversidade e complexidade das condutas sociais que abrangem tais especificidades que estão
contidas nos questionamentos éticos que envolvem a sexualidade humana.
A Lei de Diretrizes e Bases de 1996, propõe que ensine sobre sexualidade. Pensando
numa escola inclusiva, a educação sexual deve estar voltada para o acolhimento de todos
aqueles que estão inseridos neste processo de formação e preparo para o exercício da cidadania,
envolvendo tanto o aluno com deficiência, que muitas vezes sofrem discriminação pela forma
diferenciada de viver sua sexualidade.
Existem muitos obstáculos que cercam este assunto, por exemplo: pais conservadores
que temem que os professores passem para seus filhos valores divergentes dos seus, ou então
pais que pretendem que seus filhos sejam livres para decidir com responsabilidade, porém
julgam que professores conservadores venham lhes incutir ideias sobre pecado.
Portanto, o professor deve criar momentos que oportunizem a reflexão, junto aos
colegas, para que possam formar suas opiniões sobre sexo pré-matrimonial, masturbação,
homossexualidade e aborto entre outros, e cabe ao docente direcioná-los ao acesso de
informações claras que objetivamente possam fazê-los entender sua sexualidade. E aos pais
esclarecer que educação sexual, não é orientação sexual.
É preciso que o docente esclareça o significado do que é sexo e sexualidade, definindo
como uma necessidade biológica do prazer sexual, enquanto a sexualidade inclui o sexo e
afetividade, carinho, prazer, amor ou sentimento mútuo de bem querer, gestos, comunicação,
toque e intimidade, incluindo valores e normas morais que cada cultura elabora sobre o
comportamento sexual.
MACHADO (1995) define a sexualidade como “um modo de as pessoas se
encontrarem e fazerem deste encontro um momento muito agradável e prazeroso, cheio de atos
carinhosos, tornando as pessoas muito íntimas e ligadas entre si” (pág 60).

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Existem muitas publicações com a finalidade de propor técnicas para ensinar
sexualidade, buscando na reflexão elementos fundamentais que norteiam estratégias e
princípios, que devem estar presentes antes da busca de tais estratégias.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), propõem que se ensine sobre
sexualidade nas escolas. A educação sexual, de acordo com os PCNs, deve estar integrada em
várias áreas do conhecimento. Segundo os PCNs a Educação Sexual, pode ser incluída do
primeiro ao nono ano de duas maneiras: primeiro, dentro da programação. O conteúdo de
sexualidade proposto, é organizado, planejado e dividido entre professores de cada ano.
Segundo, como " programação extra ", todo professor, sem planejamento prévio, aproveita uma
situação, um fato espontâneo, e a partir daí ensina sobre sexualidade.

A ética, a sexualidade e a educação.


A formação humana se completa numa parte da educação que integra esta formação; a
educação sexual, que superandos enigmas e tabus que eram impedimentos da abordagem da
sexualidade na escola.
A legislação brasileira, regulamenta e propõe conteúdos para educação criaram
abordagens e elementos institucionais para a compreensão e formação de uma ética sexual na
escola.
Em 1996 e 1997, a Orientação Sexual foi regulamentada pela nova L.D.B. Lei de
Diretrises e Bases ( Nº 9394/96 ) e nos Parâmetros Curriculares Nacionais, passando então a
ser um dos temas abordados na escola em suas múltiplas e diversas dimensões e identidades,
reunindo informações científicas e orientações éticas, que garantem aos educandos a
compreensão e o entendimento de forma subjetiva de sua identidade e capacitando-o a escolhas
sexuais e afetivas.
A dimensão da sexualidade está inserida nos seus múltiplos e profundos sentidos, e deve
ser conduzida de maneira crítica e científica tornando-se, portanto, numa tarefa difícil e
complexa. A formação ética na educação afeta a sexualidade em sua construção cultural,
histórica, política, e de forma igualitária preserva as dimensões subjetivas, pessoais e
idiossincráticas.
Trabalhar a sexualidade humana como objetivo teórico, exige uma instrumentalização
na amplitude pluralista das mesmas ciências que tentam transcrever o homem e sua ação
histórica em processos restritivos ou deterministas, como a biologia, pois a sexualidade nos

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remete para o mundo da cultura, da amplitude cultural histórica do ser humano; os componentes
biológicos da espécie humana.
NUNES (2010) - diz que tudo isso faz parte da sexualidade humana o que ela pode ser:

[...] descoberta, uma elaboração, uma busca. Um peso que a estrutura


como existencial, como uma dimensão do ser no que nos referimos a
uma sexualidade animal sem história e sem cultura; mas a sexualidade
enquanto imersa na temporalidade, nela recebendo sua revelação
vivencial, suas formalizações conceituais, sua expressão estética, seu
tratamento moral e social (NUNES, 2010, pg. 45).

Para definirmos um projeto de compreensão da sexualidade com dimensão humana e


social, é imprescindível uma apreensão crítica de nossa trajetória histórica; pois somente uma
apropriação histórica e social da sexualidade humana permitirá compreendê-la.

Considerações finais.
A valorização da dimensão ética da formação docente está vinculada à postura pessoal
do docente diante do seu papel de educador.
Fazer continuamente uma avaliação da própria prática docente, exige uma sólida
reflexão, sobre quais processos impulsionaram o aprofundamento de estudos a respeito da
dimensão ética na qual se dá a prática do docente.
Esta ação educativa integra na formação do docente como sujeito ético, autônomo e
compromissado, levando em consideração a formação da conduta ética, que abrange valores,
resumindo nos costumes, virtudes e hábitos.
Hoje, podemos definir a distinção entre ética e a moral que envolve ações de conduta,
refletindo sobre atitudes que tomam frente ao que se acha certo e errado.
A vontade e a obrigação do homem que se vê responsável em rever suas atitudes,
refletindo suas ações, e transformando seu comportamento de forma ética, pois sabe que esta
se revela por meio de suas ações, e suas consequências na sociedade, o tornará responsável por
seus atos, de forma autônoma, com dignidade relevantes, que modelam seu comportamento,
seus princípios e valores.
O professor tem fundamental importância na formação ética de cada aluno sob sua
responsabilidade, buscando a clareza e analisando a dimensão política do seu trabalho.

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Refletindo continuamente sua prática educativa, poderá deixar transparecer a solidez
dos seus próprios conceitos sobre a ética e a moral, acontecerá então a possibilidade de
fundamentá-los em suas ações cotidianas.
Se assim for, o procedimento do docente certamente, estará transformando o processo
social, o sistema educativo, procurando dar o mesmo significado entre o seu trabalho e a sua
vida.
O docente deve buscar novas formas de ensinar e aprender ser ousado inovador em sua
prática diária, trilhando uma trajetória, onde deve incluir a segurança e a coragem do
enfrentamento nestes riscos constantes dos desafios que terá que galgar, correndo riscos, mas
seguindo em frente projetando no seu trabalho diário, tendo como base a ética e a moral.
Diante da verificação da influência que o docente tem no desenvolvimento, e na formação ética
dos alunos a ele confinados, cujos resultados são verificados, após a reflexão pautada no
relacionamento diário entre professor e aluno.
Este artigo teve como objetivo de pesquisa destacar a importância da ética, educação e
sexualidade, numa prática formativa de um docente reflexivo; definindo sua conduta social,
sendo que a moral é a prática individual, enquanto a ética é coletiva e a sexualidade está
embasada em ideais científicos democráticos, emancipatórios, fluindo de uma prática
transformadora.

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