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O ESTADO NADA NOVO

Getúlio Vargas passou a ocupar a Presidência do Brasil a partir da Revolução de 1930. Com um governo centralizador, irritou
políticos de estado antes mais influentes – São Paulo, Minas Gerais e até o Rio Grande do Sul, onde o presidente nasceu. A
centralização do poder e o enfraquecimento de estados como São Paulo foram a causa principal da Revolução Constitucionalista
de 1932, vencida pelo governo federal.

A eleição indireta (como previsto na Constituição) de 1934 legitimou a Presidência de Vargas. Na esfera política, dois grupos
antagônicos se fortaleceram, inspirados pelo cenário europeu dos anos 1930: os reacionários e fascistas da Ação Integralista
Brasileira (AIB), sob liderança de Plínio Salgado, e os nacionalistas e comunistas da Aliança Nacionalista Libertadora (ANL), com
Luiz Carlos Prestes à frente. Para combater a popularidade da ANL, Vargas decretou em 1935 a Lei de Segurança Nacional e,
depois, fechou a sede da ANL. Uma tentativa de rebelião, conhecida como Intentona Comunista, encerrou o sonho da ANL: Prestes
foi preso, sua mulher, Olga Benário, grávida, foi deportada para a Alemanha (onde morreria em um campo e concentração, em
1942) e o governo usou o movimento como pretexto para decretar estado de sítio. Com um plano falso de golpe comunista,
Vargas conseguiu o apoio dos militares para permanecer na Presidência. Em 10 de novembro de 1937, Vargas anunciou a nova
ordem do país: o Estado Novo.

O regime foi marcado pelo autoritarismo, pela supressão das liberdades individuais e pela forte intervenção estatal. A Constituição
outorgada com a tomada de poder dava a Vargas o direito de dissolver o Congresso, nomear interventores e extinguir partidos
políticos. Durante o Estado Novo muitas políticas sociais e trabalhistas foram criadas ou aprimoradas, como a legislação
trabalhista, visando a angariar o apoio do povo. A industrialização andou a passos largos e é desse período a criação do Conselho
Nacional de Petróleo e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Eleições foram marcadas para 1945, mas temia-se que Vargas tentaria alguma manobra para manter-se na Presidência. A
oposição, representada pela União Democrática Nacional (UDN), que concentrava as oligarquias descontentes com a ditadura,
aproximou-se dos militares. Um golpe depôs Vargas e foram realizadas as eleições, vencidas pelo general Eurico Gaspar Dutra,
ex-ministro da Guerra de Vargas. O próprio Vargas voltaria ao poder, em 1951, eleito. No entanto, desgastado e sob pressão,
encerraria tragicamente sua trajetória com o suicídio, em 24 de agosto de 1954.

O ESTADO NADA NOVO

Getúlio Vargas passou a ocupar a Presidência do Brasil a partir da Revolução de 1930. Com um governo centralizador, irritou
políticos de estado antes mais influentes – São Paulo, Minas Gerais e até o Rio Grande do Sul, onde o presidente nasceu. A
centralização do poder e o enfraquecimento de estados como São Paulo foram a causa principal da Revolução Constitucionalista
de 1932, vencida pelo governo federal.

A eleição indireta (como previsto na Constituição) de 1934 legitimou a Presidência de Vargas. Na esfera política, dois grupos
antagônicos se fortaleceram, inspirados pelo cenário europeu dos anos 1930: os reacionários e fascistas da Ação Integralista
Brasileira (AIB), sob liderança de Plínio Salgado, e os nacionalistas e comunistas da Aliança Nacionalista Libertadora (ANL), com
Luiz Carlos Prestes à frente. Para combater a popularidade da ANL, Vargas decretou em 1935 a Lei de Segurança Nacional e,
depois, fechou a sede da ANL. Uma tentativa de rebelião, conhecida como Intentona Comunista, encerrou o sonho da ANL: Prestes
foi preso, sua mulher, Olga Benário, grávida, foi deportada para a Alemanha (onde morreria em um campo e concentração, em
1942) e o governo usou o movimento como pretexto para decretar estado de sítio. Com um plano falso de golpe comunista,
Vargas conseguiu o apoio dos militares para permanecer na Presidência. Em 10 de novembro de 1937, Vargas anunciou a nova
ordem do país: o Estado Novo.

O regime foi marcado pelo autoritarismo, pela supressão das liberdades individuais e pela forte intervenção estatal. A Constituição
outorgada com a tomada de poder dava a Vargas o direito de dissolver o Congresso, nomear interventores e extinguir partidos
políticos. Durante o Estado Novo muitas políticas sociais e trabalhistas foram criadas ou aprimoradas, como a legislação
trabalhista, visando a angariar o apoio do povo. A industrialização andou a passos largos e é desse período a criação do Conselho
Nacional de Petróleo e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Eleições foram marcadas para 1945, mas temia-se que Vargas tentaria alguma manobra para manter-se na Presidência. A
oposição, representada pela União Democrática Nacional (UDN), que concentrava as oligarquias descontentes com a ditadura,
aproximou-se dos militares. Um golpe depôs Vargas e foram realizadas as eleições, vencidas pelo general Eurico Gaspar Dutra,
ex-ministro da Guerra de Vargas. O próprio Vargas voltaria ao poder, em 1951, eleito. No entanto, desgastado e sob pressão,
encerraria tragicamente sua trajetória com o suicídio, em 24 de agosto de 1954.