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MATÉRIAS PARA LEITURAS

Capítulo Secções do Manual


1. Bacia hidrográfica Todo o Capítulo 3
2. Balanço hídrico 2.2 e 2.3
3. Precipitação 4.7 e 4.10
4. Evaporação e evapotranspiração 6.1, 6.3.1, 6.3.3, 6.7 e 6.8
5. Água no solo e infiltração 7.1, 7.2, 7.3, 7.7 e 7.10
8. Escoamento subterrâneo 8.1, 8.2, 8.3, 8.4.1, 8.4.2 e 8.4.3
9. Escoamento superficial 9.1, 9.7.3, 9.7.4, 9.7.5 e 9.8

A Hidrologia pode ser tanto uma ciência como um ramo da engenharia e tem muitos aspectos em
comum com a meteorologia, geologia, geografia, agronomia, engenharia ambiental e a ecologia. A
Hidrologia utiliza como base os conhecimentos de hidráulica, física e estatística.
Existem outras ciências que também estudam o comportamento da água em diferentes fases, como a
meteorologia, a climatologia, a oceanografia, e a glaciologia.
A diferença fundamental é que a Hidrologia estuda os processos do ciclo da água em contato com
os continentes.
HIDROLOGIA, seu objecto de estudo “ Ciclo Hidrologico”. São considerados três ramos no ciclo
hidrológicos: ramo aéreo ou atmosférico, objecto da meteorologia (Hidrometeorologia); ramo
Oceanico, objecto da Oceanografia e Ramo terrestre, Objecto da Hidrologia.

Sub-áreas mais específicas da HIDROLOGIA:


-Hidrometeorologia: trata da água na atmosfera;
- Limnologia: estuda os lagos e reservatórios;
- Potamologia: estuda os rios;
- Oceanografia: estuda os oceanos;
- Hidrogeologia: estudas as águas subterrâneas;
- Glaciologia: trata da ocorrência de neve/gelo na natureza.

A hidrologia no âmbito da engenharia civil está mais focada nos processos que
ocorrem no ramo terrestre do ciclo hidrológico, por ser aí que é mais importante a
interação com a actividade humana.
Chow et al. (1988) sugerem que, devido à complexidade dos fenómenos
hidrológicos, o ramo terrestre do ciclo hidrológico pode ser tratado como um sistema,
tendo como processos a precipitação, evaporação, escoamento e outras fases do ciclo
hidrológico. Estes processos podem ser agrupadas em subsistemas do ciclo global,
tratando esses subsistemas separadamente e combinando os seus resultados de acordo
com as interações entre os subsistemas.

Fundamentos da Hidrologia Aplicada, também denominada por alguns como


Engenharia Hidrológica, a qual utiliza os princípios científicos da hidrologia para
solucionar os problemas de engenharia resultantes da exploração dos recursos
hídricos terrestres pelo homem.
Em sentido amplo, a Hidrologia Aplicada busca estabelecer as relações que
determinam as variabilidades espacial, temporal e geográfica dos recursos hídricos,
com o objetivo de assegurar a qualidade do planeamento, projeto e operação de
estruturas e sistemas hidráulicos.

Portanto, Do ponto de vista da engenharia, a hidrologia apresenta-se como disciplina


essencial ao planeamento, projeto e operação de estruturas que visam aproveitar a
água como um recurso ou atenuar os efeitos de seu excesso ou escassez.

Aplicações da Hidrologia
a) Escolha de fontes de abastecimento de água.
b) Fixação das dimensões das obras de arte.
c) Capacidade de acumulação e dimensionamento de descarregadores de
barragens.
d) Estudo das características de lençóis freáticos.
e) Estudo de variações de vazões, previsão de cheias máximas.
f) Exame das oscilações de nível das áreas de inundação.
g) Controlo de erosão através do estudo de caudais mínimos, capacidade de aeração e
velocidades de escoamento.
h) Controlo da erosão através de análise de frequência de chuvas de grande
intensidade e determinação do coeficiente de escoamento superficial.
i) Navegação: obtenção de dados de alturas de água máximas e mínimas.
j) Aproveitamentos hidroeléctricos: previsão de vazões máximas, mínimas e
verificação da necessidade de albufeiras para armazenamento de água.
k) Recreação e lazer.

 CICLO HIDROLOGICO
Existem seis processos básicos no ciclo hidrológico: evaporação, precipitação,
infiltração, transpiração, escoamentos superficial e subterrâneo.
A princípio, as etapas de precipitação e evaporação são consideradas as mais
importantes dentro do ciclo hidrológico, pensando em termos de volume de água
movimentado. Entretanto, à medida que se diminui a escala de análise, as demais
fases do ciclo se tornam muito importantes. Por exemplo, analisando uma
determinada área de dezenas de hectares, a interceptação, infiltração, percolação e
escoamento superficial são bastante relevantes para entendimento dos processos
hidrológicos.

Para uma dada região pode sintetizar-se o ciclo hidrológico total assim:
P - (R + G + E + T) ) = s
sendo:
P - precipitação que atinge o solo
R - escoamento superficial
G - escoamento subterrâneo
E - evaporação
T - transpiração das plantas
s - variação no armazenamento nas várias formas de retenção
IMPACTO DO CICLO HIDROLOGICO
O impacto do efeito antropogénico faz-se sentir de maneira cada vez mais sensível no
ciclo hidrológico, alterando localmente de modo significativo a ocorrência da água,
quer do ponto de vista da sua quantidade, quer da sua qualidade. Os principais
impactos resultam do armazenamento de grandes volumes de água em albufeiras,
alterando o regime natural dos caudais dos rios e aumentando a evaporação; da
extração de volumes importantes de água dos rios, aquíferos, lagos e albufeiras para
consumos diversos; da adução de volumes significativos de água a grandes distâncias
para fins de consumo; e da rejeição de efluentes com qualidade degradada
relativamente à água abstraída e ao meio recetor.

O homem vem modificando o meio em que vive, de modo à “adequá-lo” às suas


necessidades, o que repercute em sensíveis alterações do ciclo hidrológico. Por
exemplo, pode-se citar o barramento de rios, que modifica o regime de escoamento,
aumenta a evaporação e eleva o nível das águas subterrâneas (lençol freático), além
de outras consequências sobre a biota aquática. Outro exemplo é a
impermeabilização do solo devido à urbanização, o que diminui a parcela infiltrada e
aumenta o escoamento superficial, causando alagamentos. O desmatamento é outro
exemplo, na medida em que diminui a interceptação, deixando os solos expostos à
ação das gotas de chuva e do escoamento superficial, que erodem o solo e carreiam
nutrientes e sedimentos para rios e lagos.

Além de alterar as fases do ciclo hidrológico, as atividades antrópicas1 têm uma série
de repercussões sobre o meio ambiente, tais como: contaminação de corpos d’água,
devido ao lançamento de efluentes de origem industrial, agrícola ou doméstico
(esgoto das cidades); introdução de espécies exóticas (espécies que não eram
encontradas na região na região e foram introduzidas pelo homem); ocupação de
planícies de inundação; mudanças globais no clima; desmatamento; contaminação do
ar, ocasionando chuvas ácidas, etc
BALANCO HIDRICO
Para balanços hídricos anuais, não se considera o período de registo o ano civil (01 de Jan a 31 de Dez,
pois isso corresponderia a repartir por dois anos uma mesma época húmida,) Toma-se para início do ano
hidrológico o fim da época de estiagem 01 de Outubro ate 30 de Setembro ano seguinte , o que evita a
divisão duma mesma época de chuvas e permite considerar que a variação do volume de água
armazenado, ΔS, é desprezável
 O procedimento adotado para a definição do início do ano hidrológico é então o de procurar
minimizar a dependência estatística dos sucessivos anos hidrológicos.
 Para tal:
 Formam-se séries de escoamentos anuais adotando, alternadamente, diferentes meses para o seu
início;
 Determina-se, para cada alternativa de mês de início, o valor do coeficiente de autocorrelação.
 O mês que origine o mais baixo coeficiente de autocorrelação deve ser o adotado para início do
ano hidrológico.

APLICACOES DO BALANCO HIDRICO


 O balanço hídrico é uma ferramenta muito útil para estimar do erro global cometido na medição
ou estimação das variáveis hidrológicas, quando todas as que entram no balanço hídrico são
conhecidas.
 Para determinação do valor duma variável hidrológica quando todas as restantes que entram no
balanço são conhecidas.
 No estudo das necessidades de irrigação, utiliza-se a equação do balanço hídrico para a camada
superficial do solo para calcular o volume de água necessário para o ótimo crescimento das
culturas, assim como a frequência da aplicação da água.
 O balanço hídrico é igualmente uma componente central dos modelos de simulação hidrológica.

IMPASSE COM A UTIZACAO DO BALANCO HIDRICO NA RESOLUCAO DE


PROBLEMAS PRATICOS
 Dificuldade de medir ou estimar adequadamente as variáveis intervenientes. Por exemplo, a
precipitação é medida pontualmente, fazendo-se depois a extrapolação para toda a área
envolvida. Os caudais em rios podem ser medidos com razoável precisão excepto durante as
cheias.
 As maiores dificuldades surgem, no entanto, associadas à medição ou estimação dos valores de
infiltração, recarga, escoamento subterrâneo, evaporação, transpiração e volumes armazenados
no solo e em aquíferos.

BACIA HIDROGRAFICA
O ciclo hidrológico é normalmente estudado com maior interesse na fase terrestre, onde o elemento
fundamental da análise é a bacia hidrográfica.
A bacia hidrográfica é a área de captação natural dos fluxos de água originados a partir da
precipitação, que faz convergir os escoamentos para um único ponto de saída, seu exutório.
A definição de uma bacia hidrográfica requer a definição de um curso d’água, de um ponto ou
seção de referência ao longo deste curso d’água e de informações sobre o relevo da região.
Uma bacia hidrográfica pode ser dividida em sub-bacias e cada uma das sub-bacias pode ser
considerada uma bacia hidrográfica.
O comprimento da drenagem principal é uma característica fundamental da bacia hidrográfica
porque está relacionado ao tempo de viagem da água ao longo de todo o sistema.
O tempo de viagem da gota de água da chuva que atinge a região mais remota da bacia até o
momento em que atinge o exutório é chamado de tempo de concentração da bacia.
Tempo de concentração é o tempo que uma gota de chuva que atinge a região mais remota da
bacia leva para atingir o exutório.