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Universidade Federal de São Carlos - UFSCar

Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia - CCET


Departamento de Engenharia Mecânica - DEMec

Projeto de Elementos de Máquinas


(590100)

Aula 01

Prof. Dr. Alexandre T. Malavolta


Engenharia de
Projeto

2
Considerações de projeto

COLLINS, J.A. Projeto Mecânico de Elementos de Máquinas.

“…engenharia pode ser descrita como uma mistura criteriosa de ciência e


arte...”

NORTON, R.L. Projeto Mecânico de Elementos de Máquinas.

“Projeto de engenharia pode ser definido como:


O processo de aplicação de várias técnicas e princípios científicos com o
intuito de definir um dispositivo …”

BUDYNAS, R.G. and NISBETT, J.K. Elementos de Máquinas de Shigley.

“Projeto é um processo inovador e altamente repetitivo e também de tomada


de decisão. Certas vezes é preciso tomar decisões com pouquíssimas
informações, ocasionalmente com a quantidade exata de informações ou com
excesso de informações parcialmente contraditórias. Outras vezes as decisões
são tomadas provisoriamente reservando-se o direito de fazer ajustes à
medida que forem obtidas mais informações.”

3
Projeto mecânico

Ponto de vista
Engenharia Mecânica 4
Gestão de projeto

Dica de consulta:
PMBOK: Guide to the Project Management Body of Knowledge
PMI: Project Management Institute, Inc.
https://www.pmi.org/

Ponto de vista
Engenharia Produção 5
Tópicos importantes
(1) Desenho técnico
(2) Tolerâncias, acabamentos
(3) Processos de fabricação
(4) Mecânica dos sólidos, mecânica dos fluidos, termodinâmica
(5) Concentradores de tensão
(6) Propriedades dos materiais
(7) Propriedades de massa (CG, CM, momento inércia massa)
(8) Propriedades de geometria (Centróide, momento inércia, ...)
(9) Análise cinemática, análise dinâmica, análise estática
(10) Fadiga, análise térmica, análise termoelástica
(11) Análise multifísica
(12) Modelos computacionais (Método dos elementos finitos,
diferenças finitas, Simulink etc.) 6
Tópicos importantes
(1) Superfícies funcionais x acessórias
(2) Montagem, desmontagem, manutenção / inspeção
(3) Ferramentas (montagem / desmontagem / medição)
(4) Sensores (strain gages, acelerômetros, termopares etc.)
(5) Testes / Protótipos
(6) Multidisciplinaridade (trabalho em equipe)
(7) Experiências anteriores / Pessoas experientes / Bom senso
(8) Agências, Normas, Leis, Regulamentações …
(9) Incertezas
(10) Fatores de segurança
(11) “Natureza” / Energia / Sustentabilidade
(12) Ética VAGAS:
https://www.lockheedmartinjobs.com/
7
Emprego

https://www.lockheedmartinjobs.com/

https://www.huf-group.com/menue/career/job-vacancies/job-offer
/?tx_jobfair_pi1%5Bjob%5D=273&tx_jobfair_pi1%5Baction%5D=show&
tx_jobfair_pi1%5Bcontroller%5D=Job&cHash=ce13930fdecc58be84548
66e71d61c16
https://jobs.gecareers.com/ShowJob/Id/51151/Engenheiro%20Pleno

https://www.andritz.com/jobs/group-en/mechanical-design-engineer/
129539

8
Elementos de máquinas

9
Tolerâncias

Qual cotagem é mais adequada caso a distância entre centros dos furos seja crítica?
Qual cotagem é mais adequada caso o comprimento total do componente seja crítico?
10
Cadeia dimensional

Cadeia dimensional !

11
Cadeia dimensional

Referência sobre
cadeia dimensional:

12
Exemplo

13
Classe de tolerância

14
Classe tolerância x Fabricação

Valores de referência.

15
Classe tolerância x Custo

16
Acabamento x Fabricação
ABNT/NBR 8004 e ISO 1302

Acabamento superficial depende:


-Tipo de material
-Tipo de máquina
-Tipo de ferramenta
-Parâmetros de usinagem

No projeto de elementos de
máquinas deve-se utilizar
tolerâncias (dimensionais e
geométricas) e acabamentos
“adequados” à função da
superfície em questão.

Superfícies acessórias
X
Superfícies funcionais

Valores de referência.
17
Tolerância geométrica
Neste exemplo, o componente pode
atender todas as dimensões e tolerâncias
dimensionais, porém apresentar outros
“problemas” .

Além das cotas e tolerâncias dimensionais, o desenho mecânico deve


também apresentar cotas com informações sobre tolerâncias
geométricas! 18
Tolerância geométrica
Tolerâncias geométricas: visa informar sobre a geometria nominal de peças e
montagens, junto com as variações admissíveis de medidas de posição, orientação e
forma de “elementos” de uma peça.

A cotagem de tolerâncias geométricas utiliza


uma simbologia normatizada;

Referência clássica: ASME Y14.5

A norma ABNT também indica “padrões” para


cotagem de tolerâncias geométricas:

19
Exemplo

VAGA DE EMPREGO:

http://strateng.ca/career.html
20
Dimensão / forma “comercial”

Durante o desenvolvimento do projeto/dimensionamento


deve-se “priorizar” a utilização de formas e dimensões
padrões de componentes “comerciais”. 21
Série de Renard

22
Dimensões de componentes

Não sabe por qual dimensão começar? Observe a natureza!

A B

A +B A 1+ √ 5
= =ϕ ϕ= ≃1,6180339
A B 2

23
Fonte: http://www.hypeness.com.br/2014/02/a-proporcao-aurea-esta-em-tudo-na-natureza-na-vida-e-em-voce/
Especificações x Requisitos
Um bom projeto nasce de um produto bem especificado.
Por outro lado, muitas restrições dificultam as soluções!
Exemplo: Equipamento = Redutor de velocidades

Requisitos: Especificações:

● Potência a ser fornecida: 15 kW ● Potência a ser fornecida: 15 kW


● Velocidade de entrada: 29 rps ● Eficiência de transmissão > 95%
● Velocidade de saída: 1,4 rps ● Velocidade de entrada constante: 29 rps
● Carregamento uniforme ● Velocidade de entrada máxima: 40 rps
● Eixos de saída e entrada alinhados ● Carga máxima no eixo de entrada
● Base montada com parafusos -Axial 220 N
● Operação contínua -Transversal 440 N
● Vida de seis anos ● Verificar lubricação a cada 2000 h
● Baixa manutenção ● Vida mancais > 12000 h
● Custo competitivo ● Custo manutenção: < $ 300
● Temperatura de operação: -23°C à 65°C
● Ruído: < 85 dB distância de 1 m

Itens “genéricos” (gerais e específicos) Itens detalhados (específicos) 24


Especificações x Requisitos

Um bom projeto nasce de um produto bem especificado!

Fonte: 25
The Mechanical Design Process. Fourth Edition. David G. Ullman. McGraw-Hill, 2010.
Critérios de projeto
Exemplos de “critérios” de projeto para componentes mecânicos:
● Resistência contra tensão
● Rigidez contra deflexão / distorção
● Dimensões (envelope mecânico)
● Estilo / forma (design)
● Massa / Peso
● Funcionalidade
● Desgaste
● Corrosão
● Segurança
● Confiabilidade
● Custo
● Ruído
● Manutenção
● Descarte 26
Modos de falha mecânica
Falha = perda da funcionalidade

● Escoamento
● Ruptura estática dúctil
● Ruptura estática frágil
● Flambagem
● Deflexão
● Fadiga
● Vibração (ressonância)
● Corrosão
● Desgaste
● Impacto / Choque
● Indentação
● Fretagem
● Fluência
● Choque térmico
27
Soluções de projeto
No projeto de engenharia a solução “nunca” é única !
Solução = f(projetista, requisitos produto, recursos, tempo ...)
1) Solução perfeita / ideal
2) Solução baixo custo
3) Solução rápida
4) Solução “à moda do chefe”
Recall
5) Solução viável
6) Solução modesta
7) Solução elegante
8) Solução medíocre
9) Solução fácil (mínimo esforço)
... 28
Breaking News
http://g1.globo.com/carros/noticia/2017/01/confira-todos-os-recalls-de-veiculos-anunciados-em-2017.html

BMW Série 1, Série 3, Série 5 e Z4 (abril): eixo cardã


152 unidades. A junta do eixo cardã pode não apresentar resistência suficiente e quebra.

Citroën C4 Lounge (fevereiro): sistema de combustível


7.752 unidades. Fissura na tubulação de combustível pode acarretar vazamento e
incêndio.
Fiat Punto e Linea (janeiro): eixo traseiro
113.512 unidades. Trinca no eixo pode provocar desalinhamento no volante e contato
dos pneus com peças plásticas da carroceria.

Mercedes-Benz Classe A 200, Classe B 200 e CLA 200 (junho): freios


1.538 unidades. Rompimento de tubulação compromete a frenagem.
Mercedes-Benz ML 350 (fevereiro): fixação
1 unidade. Parafusos do eixo dianteiro e traseiro podem ter sido montados
incorretamente. Em caso de quebra, haverá perda de dirigibilidade.
Suzuki Grand Vitara (março): câmbio
4.741 unidades. Falha na fabricação pode ocasionar quebra do eixo da mudança de
marcha, com risco de acidentes graves. 29
Considerações de projeto

Engenharia Independência
Projeto tecnológica

● 1° Mundo (países desenvolvidos) : Projeto


● 3° Mundo (países em desenvolvimento): Fabricação, Montagem, Manutenção

● 1kg de soja custa US$ 0,10; (-)


● 1kg de automóvel custa US$ 10,00;
Valor
● 1kg de aparelho eletrônico custa US$ 100,00; agregado
● 1kg de avião custa US$1.000,00; (+)
● 1kg de satélite custa US$ 50.000,00.

Fonte: 30
http://jornalggn.com.br/blog/menezes/a-economia-brasileira-cresce-mas-precisa-agregar-valores
Considerações de projeto

EXPORTAÇÃO BRASILEIRA
PRODUTOS ORDEM DECRESCENTE
JAN-JULHO

Descrição 2017 2016 PART.2017 PART.2016 VAR.% 2017/2016


TOTAL GERAL 126.471.290.219 106.579.117.273 - - 18,66

Soja mesmo triturada 19.203.533.465 16.316.489.718 15,18 15,31 17,69


Minérios de ferro e seus concentrados 11.233.969.785 6.499.555.429 8,88 6,10 72,84
Óleos brutos de petróleo 10.767.423.273 4.941.484.501 8,51 4,64 117,90
Açúcar de cana, em bruto 5.136.963.097 4.012.109.771 4,06 3,76 28,04
Automóveis de passageiros 3.786.929.043 2.444.471.693 2,99 2,29 54,92
Carne de frango congelada, fresca ou refrig.incl.miudos 3.723.076.278 3.466.002.431 2,94 3,25 7,42
Celulose 3.508.718.216 3.197.333.563 2,77 3,00 9,74
Farelo e resíduos da extração de óleo de soja 3.124.024.489 3.412.540.995 2,47 3,20 -8,45
Carne de bovino congelada, fresca ou refrigerada 2.623.905.422 2.546.062.062 2,07 2,39 3,06
Café cru em grão 2.553.906.260 2.381.150.136 2,02 2,23 7,26
Demais produtos manufaturados 2.349.696.721 2.179.541.642 1,86 2,04 7,81
Produtos semimanufaturados de ferro ou aços 2.276.287.994 1.345.581.627 1,80 1,26 69,17
Aviões 1.972.968.293 2.077.698.261 1,56 1,95 -5,04
Veículos de carga 1.673.931.235 1.066.422.714 1,32 1,00 56,97
Óxidos e hidróxidos de alumínio 1.515.625.407 1.342.993.526 1,20 1,26 12,85
Consumo de bordo - óleos e combustíveis 1.482.089.197 1.091.378.463 1,17 1,02 35,80
Açúcar refinado 1.416.661.374 978.788.204 1,12 0,92 44,74
Reexportação 1.372.376.609 1.144.036.022 1,09 1,07 19,96

31
http://www.mdic.gov.br/comercio-exterior/estatisticas-de-comercio-exterior/balanca-comercial-brasileira-acumulado-do-ano
Considerações de projeto
http://atlas.media.mit.edu/pt/visualize/tree_map/hs92/export/kor/all/show/2015/

32
Informações
sobre o curso

33
Ementa

34
Critério de Avaliação

MF =0.3( NATV )+ 0.7( NPROJ )


NATV : nota das atividades ATis
NPROJ : nota do projeto

NATV =0.10 (AT 1)+ 0.15( AT 2 )+0.20 (AT 3)+ 0.30( AT 4 )+ 0.25(AT 5)

Obs.:
- As atividades serão fornecidas e realizadas em sala de aula e/ou via plataforma moodle;
- Não serão aceitas entregas das atividades fora do prazo combinado;
- O aluno poderá realizar uma nova avaliação apenas no caso de apresentação de atestado
médico (documentação sujeita à análise).

35
Critério de Avaliação

MF =0.3( NATV )+ 0.7( NPROJ )


NATV : nota das atividades ATis
NPROJ : nota do projeto

NPROJ =0.6 (NREL)+ 0.3(NQUES )+0.1 (NAPRE )


NREL : nota do relatório de projeto
NQUES : nota do “questionário”
NAPRE : nota da apresentação do projeto

36
Critério de Avaliação
Se frequência >= 75%
● Aprovado : MF ⩾6.0
● Avaliação complementar : 5.0⩽MF < 6.0
● Reprovado : MF < 5.0
Se frequência < 75%
● Reprovado
Avaliação complementar (AC):
- Avaliação com todo o conteúdo da disciplina
MF + AC
MF AC =
2
● Aprovado : MF AC ⩾6.0
● Reprovado : MF AC < 6.0
37
Calendário
AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO
D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S
1 2 3 4 1 1 2 3 4 5 6
5 6 7 8 9 10 11 2 3 4 5 6 7 8 7 8 9 10 11 12 13
12 13 14 15 16 17 18 9 10 11 12 13 14 15 14 15 16 17 18 19 20
19 20 21 22 23 24 25 16 17 18 19 20 21 22 21 22 23 24 25 26 27
26 27 28 29 30 31 23 24 25 26 27 28 29 28 29 30 31
30

NOVEMBRO DEZEMBRO
D S T Q Q S S D S T Q Q S S
1 2 3 1
Horários / Locais:
4 5 6 7 8 9 10 2 3 4 5 6 7 8
11 12 13 14 15 16 17 9 10 11 12 13 14 15 Segunda-feira 16h-18h
18 19 20 21 22 23 24 16 17 18 19 20 21 22 (LPI)
25 26 27 28 29 30 23 24 25 26 27 28 29 Sexta-feira 16h-18h
30 31 (AT7-174)

38
*Calendário sujeito a modificações.
Calendário
Data Aula Unidade Tema Exercícios Lista
10 / ago 1 Introdução/ Materiais / Processos
13 / ago 2 Materiais / Processos
17 / ago 3 Rev. Mecânica Sólidos AT1
20 / ago 4 1 Rev. Mecânica Sólidos
24 / ago 5 Projeto Estático
27 / ago 6 Projeto Estático
31 / ago 7 Projeto Estático AT2

*Calendário sujeito 03 / set


07 / set
8
-
Projeto Fadiga
-
a modificações. 10 / set 9
2
Projeto Fadiga
14 / set 10 Projeto Fadiga
17 / set 11 Projeto Fadiga
21 / set 12 Projeto Fadiga AT3
24 / set 13 Eixos
28 / set 14 Eixo: Fadiga
01 / out 15 Eixo: Fadiga
05 / out 16 Eixo: Fadiga AT4
08 / out 17 Eixo: Deflexão
12 / out -
15 / out 18 Eixo: Velocidade crítica
3 União Eixo-Cubo
19 / out 19
22 / out 20 União Eixo-Cubo
26 / out 21 União Eixo-Cubo / Eixo Eixo AT5
29 / out - -
02 / nov - -
05 / nov 22 Mancais Rolamento
09 / nov 23 Mancais Rolamento
12 / nov 24 Mancais Rolamento
16 / nov - -
19 / nov 25 Projeto
23 / nov 26 Projeto
26 / nov 27 Projeto
4
30 / nov 28 Relatório /Apresentação Projeto
03 / dez 29 Questionário Projeto
07 / dez 30 Revisão
10 / dez 31 -
14 / dez 32 - 39
Bibliografia básica
1. NORTON, R.L. Projeto de máquinas: uma abordagem integrada. 2ed. Porto
Alegre: Bookman, 2004.
2. Budynas, Richard G.; Nisbett, J. Keith. Elementos de máquinas de Shigley:
projeto de engenharia mecânica. 8 ed. Porto Alegre, RS, 2011. 1084 p.
3. SHIGLEY, J.E.; MISCHKE, C.R.; BUDYNAS, R.G. Projeto de engenharia
mecânica. 2ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.

40
Bibliografia complementar
1. NIEMANN, G. Elementos de máquinas volume 1. São Paulo: Blücher, 1971.
2. NIEMANN, G. Elementos de máquinas volume 2. São Paulo: Blücher, 1971.
3. NIEMANN, G. Elementos de máquinas volume 3. São Paulo: Blücher, 1971.
4. Collins, Jack A. Projeto mecânico de elementos de máquinas: uma perspectiva
de prevenção da falha. Rio de Janeiro: LTC, 2006. 740 p.
5. JUVINALL, R.C.; MARSHEK, K.M. Fundamentos do projeto de componentes
de máquinas. 4ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008.

41
Plataforma Moodle

http://ava.ead.ufscar.br
Curso: PROJETO DE ELEMENTOS DE MÁQUINAS - Turma C

• Canal oficial de comunicação entre professores e alunos;


• Plano de Ensino, Datas, Avaliações;
• Download de aulas ministradas;
• Download de material didático;
• Download de lista de exercícios;
• Divulgação de notas etc.

Verifique seu cadastro na SEAD!! (Secretaria de Eduação a Distância)


42
Recomendações gerais
● Consultar aulas na plataforma Moodle;
● Consultar bibliografia recomendada e complementar;
● Resolver os exercícios propostos;
● NÃO UTILIZAR CELULAR DURANTE AS AULAS;
● PROIBIDO UTILIZAÇÃO CELULAR DURANTE AS
AVALIAÇÕES EM SALA DE AULA;
● Respeitar horários das aulas. Não será permitida a
entrada em sala de aula após 20 minutos de seu início;
● Respeitar as regras de uso do laboratório;
● Durante as aulas: caderno e calculadora;
● Em caso de dúvidas consulte o professor.
43
Materiais

44
Grade curricular

45
Materiais de engenharia

46
Propriedades materiais
Propriedades Térmicas: Para fazer uma seleção adequada do
-Condutividade térmica material do componente em projeto, o
-Calor específico engenheiro deve conhecer o
-Difusidade “significado” das propriedades dos
-Dilatação térmica materiais !

Propriedades Elétricas:
-Resistividade
-Constante dielétrica
Propriedades Mecânicas:
Propriedades Ópticas: -Dureza
-Refração -Tenacidade
-Absortividade -Ductilidade
-Transmitância -Fragilidade
Propriedades Químicas: -Resiliência
-Res. à oxidação -Tensão escoamento
-Res. à ácidos e bases -Tensão ruptura
-Res. à solventes/reagentes -Tensão limite fadiga
-Inflamabilidade -Módulo elasticidade
Outras: -Módulo de elasticidade transversal
-Densidade -Coeficiente Poisson
-Momento de inércia de massa -Amortecimento 47
Ensaio de tração

Gage
length

Valores de força e deslocamento são medidos


durante o ensaio. Posteriormente, estes valores
são convertidos para a curva de tensão-
deformação.
48
Outros Ensaios

1. Ensaio de torção
2. Ensaio de compressão
3. Ensaio de flexão (três pontos)
4. Ensaio Charpy
5. Ensaio de dureza
49
Ensaio de tração

Sy : tensão de escoamento

S ut : tensão limite de resistência

Tensão-deformação de engenharia Tensão-deformação verdadeira


P ΔL P L
σ= ε= σ= ε =ln ( )
A0 L0 A L0
A0 : área inicial
A : área “atual”
L0 : comprimento inicial (gage length) 50
Ensaio de tração
Para alguns materiais o ponto de escoamento não é evidente e é
determinado (de forma normatizada) pela intersecção da curva tensão-
deformação com uma linha paralela ao trecho “linear” iniciada no ponto do
eixo de deformação em 0,2% (valor mais comum).

-Aços (baixo carbono) -Ferros fundidos


-Alumínios

51
Ensaio de tração

Ductilidade: medida pela porcentagem Fragilidade: ausência de


de seu alongamento até a ruptura, ou deformação significativa antes
pela porcentagem de redução da área da ruptura.
na ruptura. Materiais com mais de 5%
de alongamento na ruptura são
considerados dúcteis.

52
Ensaio de tração
Influência da temperatura no diagrama tensão-deformação

Observar o comportamento:
σ
- Tensão escoamento T1 T 3>T 2 >T 1
- Tensão de ruptura
- Tenacidade
- Ductilidade T2
- Módulo de elasticidade

Quais exemplos de componentes T3


mecânicos que podem operar em
temperaturas bastante diferentes
da ambiente?

ε
● Comportamento “esquemático” da curva tensão-deformação em função da
temperatura (comum em metais)!
● Metais podem se tornar frágeis em temperaturas de trabalho muito baixas!

53
Ensaio de tração
Influência da temperatura no diagrama tensão-deformação
DuPont™ Delrin® 100 BK602 ACETAL RESIN (termoplástico)

Com base nos diagramas de


tensão-deformação discuta quais as
principais diferenças (em termos
das propriedades mecânicas como
função da temperatura) entre os
termoplásticos e os metais ?

54
Lei de Hooke

● No caso uniaxial a lei de Hooke estabelece:

σ =E ε
● Relação válida na região em que a tensão é proporcional a
deformação (comportamento linear elástico isotrópico)
● A constante de proporcionalidade é denominada de Módulo
de elasticidade ou Módulo de Young.

● No caso da relação entre tensão de cisalhamento e


distorção, a constante de proporcionalidade é denominada
de Módulo de elasticidade transversal.

τ =G γ
E
Módulo de elasticidade G=
transversal: 2(1+ν )
55
Lei de Hooke generalizada

Material isotrópico:

56
Coeficiente de Poisson

ε lateral
ν =− ε axial

Materiais quase
incompressíveis Materiais auxéticos:
(por ex. Borracha)
ν <0
ν ≃0,5
(Limite superior)

*Valores de referência 57
Valores de referência

58
Resistência ao impacto
Propriedade do material relacionada com sua capacidade
de absorção de energia em situações na qual o
carregamento é aplicado repentinamente.

Resiliência
● Capacidade do material de absorver energia sem deformação plástica (permanente)
● Área sob o diagrama tensão-deformação até o ponto de escoamento

2
1 Sy J
U R≃ [ 3]
2 E m
Tenacidade

● Capacidade do material de absorver energia sem ruptura


● Área sob o diagrama tensão-deformação até o ponto de ruptura

S y +S ut J
U T ≃( )ε f [ 3]
2 m
59
Dureza
● Indicador da resistência ao desgaste.
● Geralmente medida em três escalas:
-Brinell (HB)
-Vicker (HV)
-Rockwell (HR)

Estimativa do limite de resistência para aços:


S ut ≃3,45 H B ±0,2 H B [ MPa]

Componentes podem apresentar:


“Miolo mole e casca dura” !
Endurecimento superficial.

60
Modelos de material
Metais
σ σ σ

ε ε ε
Modelo elástico perfeitamente plástico Modelo elasto-plástico bilinear Modelo elástico plástico não linear

Elastômeros
σ

Modelo hiperelástico

ε 61
Modelos de material

ADVANCED MECHANICS OF MATERIALS


A. P. BORESI, R. J. SCHMIDT
JOHN WILEY & SONS, INC. 2003

62
Modelos de material
Metais: modelos elasto-plásticos

63
Trabalho a frio
Processamento do material utilizando processos de conformação (laminação,
extrusão, forjamento) em temperaturas abaixo da temperatura de
recristalização. Os grãos alongam-se na direção do esforço mecânico aplicado.

Vantagens: Desvantagens:
●Aquecimento desnecessário ●Exige aplicação de forças elevadas (gasto energético)

●Melhor acabamento superficial ●Necessidade de equipamentos e ferramentas “especiais” (robustas)

●Melhor controle dimensional ●Perda de ductibilidade do componente

●Aumento resistência (tensão escoamento e ●Pode necessitar tratamento térmicos para alívio de tensões

ruptura) ●Pode transformar propriedades mecânicas em anisotrópicas

(dependentes da direção)
Forma comuns produzidas: ●Pode ocorrer geração de tensões residuais

● Barras e chapas 64
Trabalho a quente
Processamento do material utilizando processos de conformação (laminação,
extrusão, forjamento) em temperaturas acima da temperatura de recristalização.
Nesta temperatura o material tende a passar por um recozimento quando
resfriado lentamente.

Exemplos de formas obtidas


por laminação a quente

Comparação das curvas tensão deformação do


trabalho a frio e a quente
65
“Principais” materiais de
engenharia

66
Ferro Fundido (FoFo)
● Material amplamente utilizado em componentes mecânicos,
● Resistência ao desgaste
● Resistência a corrosão
● Pouco resistente ao choque
● Boas propriedades de deslizamento
● Bom amortecimento (Base de máquinas)
● Boa resistência a tração e a compressão
● Não obedecem a Lei de Hooke
● Ferro fundido cinzento:
-Mais comum. Fácil de usinar.
● Ferro fundido branco:
-Duro e frágil. Aplicações limitadas.
● Ferro fundido maleável:
-Aplicações em peças sob flexão
● Ferro fundido nodular (dúctil):
-Boa tenacidade. Aplicado em peças
sujeitas à fadiga.
Ferro fundido cinzento 67
Ferro Fundido (FoFo)

As cast : fundido
Annealed : recozido
Q&T : temperado e revenido 68
Aços

Aços fundidos: Aços conformados:


-fundição em areia ou cera -laminado a quente
-laminado a frio

Aço carbono comum:


-Baixo carbono (AISI 1005 a 1030)
-Médio carbono (AISI 1035 a 1055)
-Alto carbono (AISI 1060 a 1095)
Aços liga: Aços ferramenta:
-Adição de elementos para -aço liga que combina dureza e
modificar propriedades. resistência ao desgaste com
tenacidade (absorver choques).

Aços inoxidáveis
-austeníticos (série 300)
-ferríticos (série 400)
-martensíticos (série 400)

Dica de consulta:
http://www.villaresmetals.com.br 69
Numeração Aço

● ASTM
● AISI
● SAE

70
Aços carbono

Cold rolled : laminado a frio Deseja-se utilizar um componente em aço 1030 com máxima
Hot rolled : laminado a quente resiliência. Qual seria a especificação do aço 1030 ? 71
Aços carbono

Deseja-se utilizar um componente em aço 1060 com máxima ductilidade. Qual seria a
especificação do aço 1060 ? 72
Aços liga

73
Aços inoxidáveis

74
Alumínio e Ligas
● Baixa densidade;
● Resistente a corrosão;
● Boa condutibilidade elétrica e térmica.
● Baixa temperatura de fusão (permite fundição em moldes
metálicos);
● Ligas podem ser endurecidas por meio dos tratamentos
térmicos de solubilização e de envelhecimento.
● Atóxico (usado em embalagens);
● Sua obtenção demanda grandes quantidades de energia
elétrica;

Dica de consulta:
75
www.alcoa.com.br
Numeração Alumínio

Como fabricado
Recozido
Encruado
Endurecido por tratamento / envelhecimento

76
Alumínio e Ligas

Cold rolled : laminado a frio


Annealed : recozido 77
Titânio e Ligas
● Boa resistência a corrosão;
● Amagnético;
● Atóxico (biocompatível);
● Suporta altas temperaturas;
● Boa resistência mecânica.

● Aplicação mecânica (parafusos, ferramentas)


● Aplicação aeroespacial
● Aplicação médica
● Aplicação indústria química e alimentícea

78
Magnésio e Ligas
● Está entre os mais leves materiais disponíveis comercialmente;
● Utilizado em componente onde o requisito de peso é fundamental;
● Vida finita quanto a fadiga;
● Alto coeficiente de dilatação térmica quando comparado com outros metais;
● Perda de resistência com aumento da temperatura;
● Baixo módulo de elasticidade;
● Bom amortecimento e absorção de energia;
● Inflamável (requer cuidados na usinagem);
● Reativo;

Algumas ligas:
Mg-Al (Magnésio - Alumínio)
Mg-Al-Zn (Magnésio – Alumínio - Zinco)
Mg- Zn- Zr (Magnésio - Zinco - Zircônio)

79
Magnésio e Ligas

80
Cobre e Ligas
● Cobre na forma pura é mole e maleável
● Utilizado em tubulações, fios, chapas de proteção
● Principais ligas: latão (cobre + zinco) e bronze (cobre + estanho)

81
Níquel e Ligas
● Elemento utilizado em ligas ferrosas e não-ferrosas principalmente
para a melhoria de resistência mecânica a altas temperaturas;
● Boa resistência à oxidação e à corrosão;
● Boa condutividades térmica e elétrica;
● Aplicações na indústria aeroespacial, nuclear, petroquímica,
fabricação de válvulas automotivas, turbinas;
● Ligas comerciais: Monel (Ni-Cu), Inconel (Ni-Cr-Fe), Incoloy e
Nibonic;
● Superligas: Waspaloy, Udimet 700, Astroloy.

82
Cerâmicas
● Cerâmicas de engenharia: compostos de elementos metálicos e não
metálicos (óxidos, misturas de óxidos, carbetos, boretos, nitretos …);
● Suportam altas temperaturas;
● Maioria cerâmicas: baixa expansão térmica;
● Alta dureza;
● Alta resistência a compressão;
● Frágeis;
● Alta resistência dielétrica.

Carbeto de Silício (SiC)


-aplicações aeroespaciais
Alumina (Al2O3) -encapsulamentos eletrônicos
-aplicações com altas temperaturas -abrasivos
-velas automotivas -reforço em compósitos
-encapsulamentos eletrônicos
-próteses dentárias Zircônia (ZrO2):
-aplicações odontológicas
-instrumentos de corte

83
Polímeros
● Moléculas orgânicas de cadeias longas ● Propriedades variadas em
baseada em compostos de carbono e/ou função do processo
silício. ● Baixa densidade
● Polímeros naturais: borracha, cera, proteínas ● Baixa rigidez
● Polímeros “artificiais” obtidos a partir do ● Baixa dureza
petróleo e carvão: ● Resistência à corrosão
a) polímeros termoplásticos:
● Facilidade de fabricação
- Podem ser fundidos e solidificados.
- Fáceis de moldar
- Poliamidas, poliacetatos,
policarbonatos
b) polímeros termofixos (termorígidos):
- ligações cruzadas criam maior rigidez
e reaquecimento gera queima do
componente
- Aminas, elastômeros, epóxis,
poliésteres, silicones, uretanos
Dica de consulta:
84
www.dupont.com.br
Polímeros
Propriedades de termoplásticos

85
Compósitos

● Combinação de algum material resistente e fibroso (fibra de vidro,


carbono, boro) coladas entre si em uma matriz de resina (epoxi ou
poliéster);
● Apresentam diferentes combinações de propriedades em função
do método de fabricação;
● Materiais heterogêneos e anisotrópicos;
● Aplicações indústria automotiva, aeroespacial etc.

86
Considerações sobre seleção
de materiais

87
Exemplos de aplicação
Quais são as propriedades relevantes dos materiais para o projeto da
estrutura dos equipamentos listados abaixo:

1) Estrutura de um telescópio.
Ex: Baixo coeficiente de dilatação térmica

2) Estrutura de um Tokamak para a obtenção de fusão termonuclear


(temperatura máxima que pode ser atingida em tokamaks por
aquecimento resistivo é de aproximadamente 3×10 7 K, duas vezes
maior que a temperatura no centro do Sol).
Ex: Suportar altas temperaturas

3) Estrutura de uma aeronave.


Ex: Baixa densidade e alta rigidez

4) Estrutura de um Guard Rail.


Ex: Alta tenacidade
88
Chart 01

89
Chart 02

90
Chart 03

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Chart 04

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Chart 05

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Chart 06

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Chart 07

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Chart 08

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Chart 09

97
Chart 10

98
Série galvânica

Menos nobre
Mais ativo
● Todos os metais são eletroliticamente ativos
(em maior ou menor grau);
● Metais em contato com potencial eletrolítico
muito diferentes irão formar uma “pilha
galvânica” na presença de um meio
condutivo (água por ex.); Chumbo
Estanho
● Material menos nobre: ânodo (perde
material); Latão

● Material mais nobre: cátodo (ganha material


depositado).

Cuidado na escolha de pares de


materiais que trabalharão em
contato quando estes operarem Mais nobre
Menos ativo
em ambiente úmido!
99
Série galvânica
Ânodo de sacrifício em zinco aparafusado na parte inferior do casco de um pequeno barco.

100
https://pt.wikipedia.org/wiki/Prote%C3%A7%C3%A3o_cat%C3%B3dica#/media/File:Electrode_protecting_a_screw.jpg
Compatibilidade metalúrgica
● Alta solubilidade mútua ou formação de compostos intemetálicos (aderência mútua)

Em geral, no caso de pares de deslizamento (em contato) em máquinas deseja-se


que não ocorra aderência. Portanto, pela nomenclatura, deve-se buscar materiais
metalurgicamente incompatíveis. 101
Tratamentos térmicos

102
Tratamentos Térmicos
Processos controlados por tempo e temperatura que aliviam tensões
residuais e/ou modificam propriedades mecânicas dos materiais como
dureza, tenacidade e ductilidade.

Principais tratamentos em aços:


Recozimento:
Aquecimento e permanência acima da temperatura crítica (760°C) para que o carbono se
dissolva e se difunda pelo material. Após determinado tempo o material é resfriado
lentamente. Utilizado para “amolecer” o material, torná-lo mais dúctil e aliviar tensões
residuais.

Normalização:
Processo similar ao recozimento, porém o material pernanece em banho à alta temperatura
durante um menor período de tempo e tem uma taxa de resfriamento mais rápida. Como
resultado tem-se material mais resistente e duro do que aço recozido.

Têmpera:
Aquecimento e permanência acima da temperatura crítica seguida por um resfriamento
rápido e repentino (banho em água ou óleo). Como resultado tem-se o endurecimento do
material, aumento da resistência, aumento da fragilidade (perda de ductibilidade).

Revenimento:
Subsequente à têmpera o material pode ser reaquecido a uma temperatura mais baixa
(400°C a 700°C) e permanecer por um longo tempo. O material é então resfriado
lentamente. Como resultado tem-se aumento da ductilidade. 103
Tratamentos Térmicos

Curva tensão-deformação (Temperado)


esquemática de um aço
ilustrando o efeito de (Revenido)
diferentes tratamentos
térmicos nas propriedades
mecânicas.

(Recozido)
Observar o comportamento:
- Tensão escoamento
- Tensão de ruptura
- Tenacidade
- Ductilidade
- Módulo de elasticidade

104
Aços liga

Annealed : recozido
Q&T : temperado e revenido 105
Tratamentos Térmicos

Algumas ligas não-ferrosas (por exemplo alumínio) podem


ser endurecidas pelos tratamentos:

● Precipitação
● Solubilização
● Envelhecimento

106
Endurecimento Superficial
Cementação / Nitretação e Cianetação:

Tratamentos termo-químicos de endurecimento superficial conservando a


ductilidade e tenacidade do núcleo. Incluem o aquecimento da peça em uma
atmosfera especial rica em carbono e/ou nitrogênio passando pelo processo de
têmpera. Geralmente executados em aços com baixo teor de carbono.
Têmpera por indução:

Utiliza bobinas elétrica para o aquecimento superficial rápido da peça e então


temperada antes que o interior se aqueça.
Têmpera por chama:

Utiliza uma chama de oxiacetileno sobre a superfície a ser endurecida seguida


por uma jato d'água para provocar têmpera.

107
Revestimentos e Trat. Superficiais
● Ação galvânica Cromotização
● Eletrorrecobrimento
● Recobrimento catalítico
● Anodização
● Revestimentos com plasma
● Revestimento químico
● Evitar corrosão
● Aumento de dureza
Pintura
● Resistência desgaste
● Alterar propriedades termo-ópticas
● Estética

Anodização
IMPORTANTE:
Alguns revestimentos
podem diminuir o limite
de tensão contra fadiga !

108
Referências

Norton, R.L. Projeto de máquinas: uma abordagem integrada. 2ed.


Porto Alegre: Bookman, 2004.
Budynas, Richard G.; Nisbett, J. Keith. Elementos de máquinas de
Shigley: projeto de engenharia mecânica. 8 ed. Porto Alegre, RS, 2011.
1084 p.
Materials Selection in Mechanical Design. Michael F. Ashby, 4ed.
Butterworth-Heinemann 2011.
Mechanics of Materials. Ferdinand P. Beer, E. Russell Johnston Jr.,
John T. Dewolf, David F. Mazurek. McGraw Hill – 6ed. 2012

109
FIM

110