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Seja bem vindo(a) ao curso de serigrafia

Permita-me a apresentar um curso onde o(a) interessado(a) irá aprender a praticar a


serigrafia profissionalmente ou por hobby.
Não serão citadas neste momento os tipos de substratos onde podem ser aplicadas as
impressões serigráficas, são tantos que se forem citadas alguns, certamente serão
esquecidas outros.
Olhe ao seu redor, tudo aquilo que você observa em volta, ou tem de fábrica ou
poderia ser aplicada a impressão serigráfica, por isso, pode pensar em ser um
profissional dessa área.
Quando começamos nossas atividades nos anos 80, tínhamos que pagar para fazer
todo tipo de impresso, a impressão do envelope timbrado, nossos folders
publicitários, nossas placas de circuito impresso, as camisetas promocionais, até a
caixa de papelão na qual são despachadas nossas encomendas, enfim, pagávamos
por tudo que deveria ser impresso.
Não é preciso dizer que a terceirização dos serviços geram custos, sem contar que
nem sempre os prazos de entrega são cumpridos pelos prestadores de serviço, então,
além de gerar despesas, não tínhamos como cumprir os prazos prometidos aos
nossos clientes.
Então passamos a procurar uma alternativa para a solução de dois problemas, e
encontramos na serigrafia a solução, bastava aprender e usar a serigrafia nós
mesmos, treinando apenas uma pessoa, o resultado foi muito animador, pois além de
poucos custos, se aproveita tudo e a qualidade final é ótima.
Como fomos pioneiros nesta área em nossa cidade, fomos convidados a ministrar
cursos para pessoas com dificuldades em conseguir emprego, pois como a serigrafia é
algo que não depende de altos conhecimentos, até pessoas que não sabem ler,
aprenderam a prática da serigrafia nas salas onde ministramos os cursos.
Mas existem aqueles as quais não podemos alcançar devido a distancia geográfica, e
talvez você possa ser uma destas pessoas que deseja aprender um pouco mais e
quem sabe complementar sua renda pessoal ou familiar através da serigrafia, por isso
elaboramos um curso onde qualquer pessoa que saiba ler e que tenha acesso à
internet possa aprender a também praticar a serigrafia, para ganhar uma grana
extra, quem sabe profissionalmente ou apenas para hobby.
A serigrafia é um processo gráfico dos mais variados que se tem conhecimento.

Certamente você já observou algumas impressões e se perguntou como foi feito o


rótulo daquela lata ou daquela garrafa de refrigerante.

A utilização de processo de impressão em serigrafia permite a impressão sobre


qualquer superfície.

E mesmo que atualmente existam diversos tipos de impressão industrializada, o


processo em serigrafia é muito barato em relação ao demais processos de impressão,
e por isso oferece um campo de oportunidades, principalmente para quem deseja ser
autônomo e ter sua própria estamparia.

Os custos para a montagem de uma estamparia em serigrafia são bem pequenos, e


mesmo que não seja para fins profissionais, saber como imprimir camisetas,
adesivos, ou fazer suas próprias placas de circuito impresso, ou tudo que possa ser
imaginado em impressão, pode ser feito com serigrafia.
Considerações sobre silk-screen
Silk-Screen é uma palavra de origem inglesa, silk significa seda e screen significa
tela, para nós, chamamos simplesmente de serigrafia, que é a mesma coisa e
significa aplicação de tinta através de tela.
A utilização do silk-screen

A serigrafia é um processo gráfico dos mais variados que se tem conhecimento.

Certamente você já observou algumas impressões e se perguntou como foi feito o


rótulo daquela lata ou daquela garrafa de refrigerante.

A utilização de processo de impressão em silk-screen permite a impressão sobre


qualquer superfície.

E mesmo que atualmente existam diversos tipos de impressão industrializada, o


processo em serigrafia é muito barato em relação ao demais processos de impressão,
e por isso oferece um campo de oportunidades, principalmente para quem deseja ser
autônomo e ter sua própria estamparia.

Os custos para a montagem de uma estamparia em serigrafia são bem pequenos, e


mesmo que não seja para fins profissionais, saber como imprimir camisetas,
adesivos, fazer suas próprias placas de circuito impresso, enfim, tudo o que possa ser
imaginado em impressão, pode ser feito com serigrafia.

As aplicações da serigrafia
As principais aplicações da serigrafia são em estamparia em tecidos, cartazes para
publicidade, faixas publicitárias, azulejos decorativos, cartões de natal personalizados,
posters, convites, rotular camisetas, flâmulas, chaveiros, etiquetas, panfletos,
embalagens para latas, garrafas, etc., decalques, brindes, placas sinalizadoras ou
publicitárias, cartazes para políticos, placas de circuito impresso para circuitos
eletrônicos, estamparia de CD's personalizados, sacolas plásticas, tapetes, capas de
livros, toalhas de mesa, brinquedos diversos, guardanapos, e tudo aquilo que sua
imaginação possa criar. Além de ser um hobby, pode ser um bom tipo de negócio por
ser altamente lucrativo e que requer poucos investimentos, e principalmente, porque
pode ser iniciado em sua própria casa.
Além de exigir um investimento muito pequeno, não é necessário ser desenhista ou
pintor para fazer estampas, você pode até utilizar os serviços de um desenhista, isto
se você não tiver um computador, e certamente você tem um computador, então
com os desenhos não será preciso se preocupar.

Além disso, você mesmo pode adaptar os vários desenhos existentes em revistas ou
na internet, ou em último caso, criar suas próprias artes para serigrafia.
Se os desenhos, as figuras, as paisagens, as fotografias ou os layout para placas de
circuito impresso, ou o que a sua imaginação pode criar não lhe dá ânimo em relação
a serigrafia, pense nos riscos de bordar, que dão ótimos resultados pois já vem na
medida certa para serem copiados, e que tal uma pequena frase colocada na frente
de uma camiseta de malha?
Como começar
Obviamente deve-se iniciar com algo simples de apenas uma cor para ir pegando
experiência aos poucos.
Na serigrafia, assim como na maioria dos trabalhos, quanto mais é realizado o
trabalho, mais perfeição, por isso, é possível que nos primeiros trabalhos realizados
possam existir pequenas dificuldades que serão superadas, e sem prejuízos, pois a
serigrafia tem uma série de vantagens em relação aos demais processos de
estamparia, a serigrafia é o único processo que possibilita a repetição, pois as
matrizes podem ser guardadas e reutilizadas por várias vezes.

E a aplicação final permite que concorra com gráficos de fábricas sem adquirir
nenhuma máquina cara e perigosa.

E também possibilita imprimir sobre objetos de qualquer tamanho ou formato e


também sobre qualquer tipo de superfície ou material.

Para começar seu negócio de em estampas, ou hobby, somente uma pequena área de
sua casa e equipamentos de pequeno custo, qualquer pessoa, pode imprimir
camisetas, decalques, cartazes, cartões de festas, fronhas, calendários, etc.
Os materiais necessários
Os materiais e instrumentos necessários para a prática de serigrafia são poucos,
porém são indispensáveis.
Para a prática de serigrafia, inicialmente você vai precisar de uma mesa ou uma
superfície plana, de nylon, pedaços de sarrafos para fazer a moldura ou comprar a
moldura pronta, de um puxador ou rodo, de um grampeador de estofador e grampos
de estofaria, de um martelo e pregos pequenos, de uma mesa de luz, um alicate de
bico, emulsão fotográfica, sensibilizante, cola para madeira, fita crepe (opcional)
tintas nas cores a serem aplicadas e saber como utilizar o material mencionado.

Se por acaso o praticante de serigrafia não tiver e não ter como adquirir um
grampeador, podem ser usados percevejos (tachinhas) no lugar dos grampos, e em
último caso, podem ser utilizados preguinhos de sapateiro, desde que obtenha uma
tela bem esticada.

Se forem usados os grampos, não é preciso usar cola especial para manter esticado o
nylon, mas se o nylon for fixado com tachinhas ou preguinhos de sapateiro, é
recomendável que seja usada cola com a finalidade de ajudar a fixar o nylon na
moldura, a cola a que me refiro é do tipo especial para serigrafia, e que pode ser
facilmente encontrada em lojas em produtos para serigrafia.
Como se observa, se forem somados os valores a serem gastos, num primeiro
trabalho para um cliente já poderá ser reavido todo o valor gasto no investimento em
materiais.
Molduras ou quadros
Os quadros ou molduras podem ser feitos de madeira ou alumínio, a função da
moldura é sustentar e manter esticado o nylon.

Quando são utilizadas molduras de madeira, a fixação da tela pode ser feita
preferencialmente com grampos de estofaria, usando um grampeador para isto, mas
na falta dos grampos e grampeador, a fixação da tela pode ser feita usando tachinhas
(percevejos) ou até mesmo usando pregos de sapateiro ou parecidos.

A madeira utilizada na montagem da moldura deve ser bem seca e um pouco macia,
de preferência de pinho ou cedro, a moldura pode ser feita até com pedaços de
sarrafos de 2 x 2 cm, mais adiante será descrito em detalhes os passos para a
confecção do quadro ou moldura.

Caso não saiba como fazer uma moldura por não ter pedaços de madeira, peça a um
marceneiro que faça para você, quando pedir ao marceneiro para fazer a moldura,
não esqueça de informar a ele o tamanho da moldura (quadro) que você deseja, os
sarrafos utilizados na montagem da moldura devem ser de 2 x 2 cm, mas se a
moldura for maior do que 50 x 50, os sarrafos podem ser mais reforçados, aí o
marceneiro pode sugerir a partir dos restolhos que ele possuir.
Um marceneiro, irá cobrar em média R$ 1.00 a R$ 2.00 por quadro, dependendo do
tamanho, já que ele vai utilizar restos de madeira para isso, além disso, você poderá
fazer uma boa parceria com ele, estampando algo produzido por ele.

Modelos das molduras


Para montar a moldura devemos tomar cuidado para que ela fique firme, e se
necessário, usar cola de madeira, pois é muito importante que a moldura não fique
frouxa e nem fique torta, ela deve ficar plana e firme ao ser colocada em cima de
uma mesa.

Para quem trabalha em serigrafia, sabe que é bom ter em mãos vários tamanhos de
molduras para utilizar, conforme o tipo trabalho a fazer, assim será possível utilizar
uma moldura de acordo com as necessidades do trabalho a ser executado.

Nas lojas especializadas são encontradas molduras em vários tamanhos, os tamanhos


molduras mais comuns são:
20 x 25cm
25 x 40cm
20 x 50cm
35 x 60cm
40 x 50cm

Caso não desejar ou não souber como fazer, também existe a possibilidade de
comprar molduras feitas nas lojas especializadas ou pedir para que um marceneiro
faça sob encomenda.

Sempre é bom lembrar que um bom trabalho final de impressão depende de uma
moldura bem feita, bem nivelada e bem firme, sem falar que o nylon deve ficar e
estar bem esticado.

Montagem manual da tela


A montagem da tela é uma operação de grande importância, pois uma boa montagem
com o nylon bem esticado e bem plano, são fatores fundamentais na perfeita
reprodução.
A montagem manual é a forma mais empregada quando montamos a tela com
tecidos como o nylon, seda ou poliéster em molduras de madeira.
E é no tipo de montagem manual que centralizaremos o nosso estudo, isso porque
visamos que sejam feitas aplicações sem o uso de máquinas, mais adiante citaremos
"apetrechos" que poderão feitos e utilizados na serigrafia, e no momento apropriado
será descrita a montagem da tela passo a passo e com todos os detalhes.

A montagem manual não será possível se forem usados tecidos metálicos, neste caso,
devem ser utilizados aparelhos especiais para esticar e fixar as telas.
Montagem do nylon na moldura
Corte o nylon com 5 centímetros maior de cada lado em relação à moldura, isso
significa que se a moldura tiver 20 x 25, o pedaço de nylon ou poliéster deverá ter 30
x 35 centímetros.

Observe a figura ao lado:


Estique o nylon para que fique bem esticado, para que a
tela não borre na hora da impressão.
Ao grampear, coloque os grampos, tachinas ou
preguinhos, à uma distância de mais ou menos 1
centímetro cada.
O nylon deve ser fixado nos quatro cantos, sempre
puxando o nylon de maneira que fique bem esticado para
que a tela não borre na hora da impressão.
O nylon deve esticado com muito cuidado e usando
apenas os dedos.
Coloque os grampos, tachinhas ou preguinhos
distanciados em mais ou menos 1 centímetro. Observe
a figura ao lado.

Puxe o nylon no sentido do comprimento da moldura e


fixe o terceiro canto. Observe a figura ao lado.

Puxe o nylon no sentido diagonal e fixe o quarto canto.


Observe a figura ao lado.
Após ter fixado na diagonal, vamos começar a colocar
os grampos, tachinhas ou preguinhos, sempre
esticando o nylon até terminar.
Lembre-se: O nylon deve esticado com muito cuidado e
usando apenas os dedos.

Depois de grampeado ou pregado o nylon na moldura, corte as sobras do nylon, e


coloque uma fita adesiva que cubra o nylon e a metade da moldura, isso servirá para
evitar que a tinta escorra por ela.
Detalhes da montagem da tela em vídeo, será mostrado em momento oportuno, mais
adiante.

Tensão por ranhuras


Em molduras providas de ranhuras (cortes longos e estreitos), o nylon é colocado e
esticado temporariamente com tachinhas ou percevejos.

Assim, ao se encaixar as ripas nas ranhuras ou vinco, automaticamente o nylon será


apertado, produzindo uma tensão completa, desta forma, o nylon ficará bem
esticado.
Os sarrafos utilizados devem ser fixados com parafusos para que não se soltem
durante o trabalho.

Para que sejam colocados os parafusos nos sarrafos, os sarrafos devem ser furadas
previamente, para que não se rachem ao serem colocados os parafusos.

Após ter esticado e fixado bem o nylon, vem o acabamento, que é o corte da sobra
do nylon e a colocação de uma fita adesiva, com a finalidade de vedar o nylon junto a
moldura, de forma que evite o vazamento de tinta entre a moldura e o nylon.
Tensão com o auxílio de alicate especial
Nesse sistema você só precisará ter em mãos um alicate que tenha duas chapas
metálicas de aproximadamente 20 a 25cm de comprimento.

Esse tipo de alicate deve ter garras que possibilite prender o nylon, apoiando-o no
quadro para que seja possível esticá-lo ao máximo e prendê-lo com grampos de
estofador, com este processo é possível montar quatro quadros de uma só vez.

O processo de tensão com auxílio do alicate especial consiste em escolher quatro


molduras do mesmo tamanho e colocá-las sobre uma mesa bem nivelada, formando
um quadrado.
Colocar sobre as quatro molduras um pedaço de nylon 5 centímetros maior de cada
lado, isto significa que se forem utilizados neste processo de montagem, quatro
quadros de 20 x 25 centímetros, o nylon deverá ser cortado com o tamanho 40 x 60
centímetros.

Grampear uma das extremidades em um dos lados de duas molduras juntas.


Colocar os outros quadros ou molduras encostadas naqueles que já tem o nylon
grampeado, e iniciar a nova etapa da grampeação.

Grampear a outra extremidade do nylon nos outros dois quadros de maneira que o
nylon fique 2 ou 3 centímetros menor que as molduras.
Se for feito conforme descrito, ao esticar o nylon para grampear, as molduras ficarão
ligeiramente levantadas sobre a superfície plana.
Aperte com as mãos os quatro cantos sobre a mesa ou superfície plana e empurre-os
para baixo, fazendo com que fiquem na horizontal em cima da superfície.
Depois vire o quadro de maneira que o nylon fique para baixo e os quadros para
cima, para facilitar, podem ser pregados (provisoriamente) sarrafos para que os
quadros não voltem à sua posição original e o nylon venha a ficar frouxo, ao virar o
quadro e ao ser pressionado para baixo, tende a esticar o nylon para ser possível
grampear o nylon esticado.
Grampeie o nylon em um dos lados que estão soltos e com o auxílio do alicate
especial você fixará o nylon fazendo o esticamento final.

Você deve esticar o nylon ao máximo que seu alicate alcançar e assim esticado
deverá ser grampeado, faça isso até esticar todo o último lado.
Depois que os passos descritos acima foram executados, deve ser passado cola nas
extremidades do nylon.

Também será poderá possível utilizar os grampos para fixar as extremidades, só que
ao invés dos grampos ficarem do lado de fora do quadro, eles ficarão na sua face
frontal, por cima do nylon.
Esticado e preso nylon, poderão ser cortadas as beiradas do nylon que ficaram
sobrando.
Antes de cortar as sobras, se utilizou cola, verifique se a cola está seca, se estiver
seca você poderá passar um estilete no meio dos quadros, tendo assim quatro telas
prontas.

Depois que você terminar esse processo poderá tirar as ripas que tinham sido
pregadas para manter a tela esticada.

No final deste processo você terá quatro telas prontas.


Mesa
Uma boa mesa para aplicação da tinta é um item muito importante para o
desenvolvimento de um bom trabalho de impressão.
Se o local escolhido para o trabalho tiver pouco espaço, pode ser usada apenas uma
mesa com suportes que facilitam a troca de moldura.
A mesa neste tipo de operação deve ter suas dimensões um pouco maiores em cada
lado das molduras, mais ou menos 30 centímetros.
A altura ideal de uma mesa deve ser de 75 centímetros, e nunca inferior a esta
medida.
Uma mesa com 75 centímetros de altura facilita a execução do trabalho dando ao
serígrafo uma posição cômoda.
Pode ser usada para esta finalidade uma mesa fora de uso, e talvez até exista uma
disponível na sua casa, se não tiver, será bem fácil montar uma.
Qualquer mesa que tenha 150 centímetros (1.5 m.) de comprimento, largura de 100
centímetros (1 m.) e espessura de 2 a 3 centímetros e como já citado, altura de 75 a
85 centímetros.
O local adequado para a colocação da mesa deve ser um local que ofereça o máximo
de iluminação e ventilação.
Suportes e garras
Existem vários tipos de suportes usados na serigrafia, e que têm como objetivo
principal fixar ou afirmar a moldura.
Alguns tipos de suporte pode ser feito pelo próprio serígrafo.
O mais simples é feito com um pedaço de madeira, de preferência da mesma
espessura da moldura e é fixo por meio de parafusos na própria mesa.

A moldura deve ser colocada já com a tela e presa às dobradiças.


Este é um processo simples, é obvio que existem máquinas sofisticadas e adequadas
para serigrafia e que já vem prontas, restando apenas ao serígrafo colocar a telas e
imprimir.
Mas muitas vezes, para começo de profissão, os recursos para investimentos são
pequenos.
Mas é possível improvisar com ótimos resultados, utilizando uma mesa fora de uso, é
claro, em boas condições, principalmente no que se refere à superfície que é um item
dos mais importantes.
A superfície da mesa onde você irá imprimir o seu substrato* deverá estar
completamente limpa e lisa, pois qualquer tipo de sujeira como grãos de areia, fiapos,
fitas adesivas, enfim, qualquer coisa que estiver na mesa deixará a marca no material
impresso.
Se a superfície não for bem plana, poderá acontecer que em determinados pontos a
tinta não pegue no substrato, deixando falhas na sua impressão.
* Substrato é o nome dado a diversos tipos de material que você imprimirá.

Garras de metal
As garras de metal são em forma de um C, e possuem tem um ou dois parafusos
para firmar a moldura, ou seja, a tela.

Existem garras bem simples, um pouco mais estreitas, contendo apenas um parafuso
de aperto.

Também existem garras duplas que são mais compridas e contêm dois parafusos de
aperto.
As garras de metal podem ser encontradas em casas especializadas em materiais
para serigrafia, existe também quem mande fazer garras específicas em tornearia.
Quando a garra tiver a sua espessura um pouco grossa, deve-se usar um material
adicional para nivelar um pouco.
O material para nivelar só deve ser usado quando a diferença for muito grande,
porque na verdade a tela não deve ficar completamente encostada na mesa.
Se a tela ficar encostada na mesa, corre-se o risco de borrar o trabalho impresso.
Entre a moldura com a tela e a mesa, deve ter mais ou menos 3 milímetros de
espaço.
Portanto, não é correto deixar completamente nivelada a tela com a superfície
da mesa, veja na figura abaixo o erro a que estamos nos referindo:

Ao passar o puxador, a tela deverá ceder e após o puxador ter sido passado, a tela
deverá voltar a posição normal.
A tela deverá ser encaixada dentro da garra e usado o parafuso para apertar,
deixando a tela firme.
As garras com dois parafusos de aperto são as mais indicadas, tendo em vista que ela
estará firme em dois pontos, ao invés de apenas um.
Quando existe um só parafuso de aperto, a tela fica sujeita a girar e no caso de
encaixe de cores poderão se desencaixar.

Puxador ou rodo
É muito importante que o serígrafo conheça as características e as influências do
puxador, pois dele e de seu manuseio dependerá a qualidade e a definição da
impressão.
A função do puxador é de puxar a tinta sobre o nylon, pressionando-a, e desta forma,
fazendo-a passar pelos minúsculos furos da trama do nylon.
O puxador é formado de uma peça de madeira e uma lâmina de borracha, podendo
ser comprado ou até mesmo feito em casa.

Tipos De Borrachas
A borracha sintética tem como principal características a cor preta.
Possui boa resistência a solventes e a abrasão, mas possuí o inconveniente de
escurecer a tinta, principalmente as tintas transparentes claras, pois com o atrito na
matriz, ela solta pó de borracha com coloração escura.
Borracha nitrilíca
A borracha nitrilíca tem a coloração cinza chumbo, não escurece a tinta tanto quanto
a sintética, e é mais resistente aos solventes e a abrasão.
Borracha Poliuretano
A borracha de poliuretano está à disposição em diferentes colorações, este tipo de
borracha possui alta resistência a abrasão e isso significa longa durabilidade,
permitindo que o perfil não se altere em longas jornadas de trabalho, além de ser
extremamente resistente a solventes, em grande maioria, é o material utilizado para
os rodos, o único inconveniente da borracha de poliuretano é que ela gera carga
eletrostática.

Fazendo um puxador
Os puxadores são encontrados já prontos para a venda, mas isto não impede que
você possa fazer o seu próprio puxador, existem puxadores com diversos tamanhos,
e o tamanho depende da aplicação, podendo ser de 5 cm a um metro ou maior, mas
é bom saber como é feito, pois podem existir situações em que você mesmo deva
fazer seu puxador, se não precisar, a finalidade passa a ser didática.
É muito simples fazer um puxador e não requer ferramentas sofisticadas, basta um
serrote, martelo, pregos, madeira e a borracha que deve ser comprada em casas
especializadas de materiais para serigrafia.
Precisamos de um pedaço de madeira, de preferência bem seca, com 2 cm de largura
por 8 cm de altura.
Com a lixa, aredonde a parte superior para facilitar o manuseio, esta parte é
chamada de empunhadura.

A seguir devemos providenciar dois sarrafos para serem pregados e colocados na


madeira.
O sarrafo deve ser pregado e colado, deixando o espaço adequado para ser colocada
a borracha.

A borracha deve ser do tamanho e largura do espaço entre os sarrafinhoss.


Para fixar a borracha, coloque-a no espaço livre entre os sarrafinhos e pregue-a
neles.
Como dá para perceber, o puxador é bem simples, mas é fundamental para uma boa
impressão.
Chegou o momento de usar as ferramentas, inicialmente, um serrote e um formão.
A empunhadura do puxador poderá ser reta, ou anatômica, que é a melhor opção.
O vinco deve ser feito com o uso de um serrote ou de um formão, e é preciso de
muita paciência para fazer o vinco.
Para colocar a borracha deve ser usado cola e depois pregar a borracha enquanto a
cola estiver úmida, os pregos, além da cola têm a finalidade de fixar a borracha.
Tipos De Corte
Um detalhe importante refere-se ao corte da borracha do puxador, e existem cinco
tipos de cortes, cada qual com o seu uso específico. São eles: Retangular, redondo,
chanfrado, duplo chanfrado e com cantos arredondados.
Vamos ver as características de cada tipo de corte
O corte retangular é o mais usado, pois permite uma boa impressão.
O puxador retangular quando usado corretamente evita que a tinta embole na tela e
também dá uma boa definição dos detalhes.
Observe a figura, e veja a borracha com corte reto.
O corte redondo é o tipo de corte de borracha muito usado em impressões industriais,
principalmente nas industrias têxteis.
Observe a figura ao lado, note que a borracha tem os cantos redondos.

O corte chanfrado é muito usado para impressões em cristais e vidros.


Ele permite a detenção de camadas intermediárias de tintas com muito boa definição.
O corte duplo chanfrado é o tipo de puxador muito usado em superfícies curvas, tais
como, litros, latas e garrafas.

O corte com cantos arredondados é recomendado nos casos onde se deseja uma
maior descarga de tinta, este tipo de corte não dá uma boa definição, e tende a
borrar um pouco a impressão.
É muito utilizado na estamparia têxtil, onde são necessárias grandes descargas de
tintas, para produzir o efeito desejado.
O rodo com cantos arredondados não se encontra à venda, obter um rodo com cantos
arredondados, deve-se desgastar um rodo novo ao utiliza-lo até atingir as condições
adequadas.

Acreditamos que depois dessas orientações sobre os diversos tipos de corte ou


puxadores, você já terá condições de escolher e identificar o puxador adequado para
as suas necessidades, e de acordo com o trabalho que deverá ser feito.
São encontrados para a venda puxadores, cuja a borracha pode ser trocada, estes
são dotados de um parafuso em seu corpo, que permite a desmontagem.
Desta maneira, o serígrafo pode trocar a borracha sem maiores dificuldades, o que
também facilita uma boa limpeza de suas peças tanto da borracha como do cabo.

Elementos do rodo que definem a qualidade da impressão


O grau de dureza da borracha e a dureza do rodo são medidas em uma unidade
chamada shore, por isso, um rodo pode ser duro ou macio.
O rodo duro possuí uma dureza de 70 a 75 shore.
Os rodos com 70 a 75 shore são os aconselhados para a impressão com matrizes de
grandes dimensões e também para objetos planos, pois apresentam uma ótima
definição e uma boa descarga de tinta.
O rodo macio possui uma dureza de 60 a 65 shore.
os rodos macios são os tipos de rodos aconselhados para impressões em superfícies
irregulares ou em circunstâncias onde é desejada tal característica, como em malhas
abertas para propiciar uma boa descarga de tinta.
Deve-se tomar cuidado com a pressão aplicada na hora da impressão, pois elevadas
pressões, tendem a arrastar o tecido, deformando e tirando a impressão do registro,
esse cuidado deve ser tomado usando qualquer tipo de rodo.
Pressão
Durante a impressão é necessário seja que seja exercida uma certa pressão do rodo
contra a tela, a fim de que a tinta sobre a malha aberta possa atingir o objeto a ser
impresso.
A tinta deve ser descarregada e ainda ocorrer a raspagem da tinta excedente
deixando a impressão com uma superfície uniforme, com uma aderência e com
detalhes mais finos, nítidos e bem definidos.
A pressão do rodo é um detalhe que o impressor precisa ter sob controle.
Uma pressão demasiada provoca problemas de registro pois a malha irá se mover no
sentido em que o rodo vem exercendo a pressão.
Deve-se usar pouca pressão no rodo, porém, o suficiente para que a tinta encontre o
substrato.
Durante o processo de impressão não se deve alterar a pressão do rodo.
Isto significa que num determinado tipo de serviço deve-se manter os mesmos
parâmetros de pressão.
Se o trabalho for de diversas cores deve-se manter a mesma pressão do rodo para
todas as cores.

Velocidade

A velocidade de impressão é a velocidade com que o rodo se desloca de um lado para


o outro da tela, durante a impressão.
Nas áreas impressas com maior depósito de tinta, a velocidade de impressão deverá
ser sempre mais lenta, para que a tinta possa ser depositada em cada ponto da área
de impressão.
Nas áreas de impressão com detalhes mais finos, usa-se a velocidade mais rápida.

Manutenção
Os puxadores, após terem sido usados, devem ser limpos e serem guardados em
lugares que permitam uma boa ventilação e fácil acesso ao serígrafo.
Desta forma, fazemos o uso de um cabide que permitem serem guardados vários
puxadores de vários tamanhos ao mesmo tempo.
O cabide é muito simples e fácil e até podemos nós mesmos fazê-lo
O cabide pode ser feito de um pedaço de madeira, que pode ser uma tábua com furos
um pouco inclinados para cima, de forma que o puxador não caia.
Nestes furos são colocados pedaços de madeira arredondados.
Lembra um pouco um escorredor de copos desses de parede.

Afiação da Borracha do Puxador


Seja qual for o tipo de impressão serigráfica, o rodo exige constante acerto de fio,
pois é através dele que é feito o controle da definição e da quantidade do depósito de
tinta.
Como existem diversos tipos de fio, também existem equipamentos especiais com a
finalidade de afiar os rodos, são os chamados afiadores.
Essas ferramentas de afiação também são produzidas no Brasil, e com uma qualidade
muito boa, embora os fabricantes internacionais ainda tenham um destaque maior,
pelo grau de eficiência de seus produtos.
Fazendo um Afiador
O afiador mais simples e que você mesmo poderá fazer, é composto de dois pedaços
de madeira, formam um ângulo de noventa graus, aonde é colocada uma lixa em um
dos lados.
O afiador deverá estar fixo em uma mesa para um melhor desempenho na afiação da
borracha do puxador.

O serígrafo deverá colocar o puxador deitado de modo que a borracha fique paralela
com a lixa.
Feito isto, ele deverá segurar o puxador com as duas mãos firmemente fazendo um
movimento de vai e vem.

Mecanismos de elevação da tela


Existem mesas industriais em que o mecanismo de elevação está presente
automaticamente.

Observe a ilustração abaixo, é uma mesa com garras simples e contra peso para
impressão plana com processo manual.

Abaixo a ilustração de uma mesa de impressão plana, manual e semi-automática.


Abaixo outra ilustração de mesa, no caso uma mesa rotativa para impressão de
camisetas com 6 berços simples, como tem seis berços, fçil deduzir, é para imprimir
em seis cores.

Outro exemplo de mesa, agora uma mesa rotativa para impressão de camisetas com
dois berços simples, este tipo de mesa pode imprimir em quatro cores.

Outro exemplo de mesa para impressão em serigrafia, também é manual com garra
simples e contra peso, este tipo de mesa é utilizado para a impressão de objetos para
brindes.

Veja a seguir alguns mecanismos simples e fáceis de fazer, que você poderão ser
adaptados à sua tela.

O mecanismo mostrado abaixo é composto de um peso e um pedaço de corda.

É importante lembrar que o peso não deve ser muito leve e nem pesado demais, deve
ter um peso moderado, de acordo com a moldura.

O mecanismo mostrado abaixo é composto de uma haste com um contrapeso, o ideal


é que quando o interessado confeccionar a haste, procure uma haste com rosca sem
fim, se não encontrar, mande para um torneiro fazer uma rosca sem fim, de modo a
possibilitar a regulagem do peso.
A rosca sem fim vai possibilitar o movimento para a regulagem do contrapeso, e
também devem ser utilizadas duas porcas, uma de cada lado do contrapeso, que
fixarão o contrapeso, evitando que ele se desloque no momento de levantar a tela.

Outra sugetão é utilizar uma mola presa na moldura e no suporte.


Observe a ilustração acima, foi utilizado um pedaço de madeira como mecanismo de
elevação.
Observe os detalhes da ilustração acima, o peso é preso à moldura.

Certamente você iria querer perguntar, mas, qual é a finalidade destes mecanismos ?

A resposta é que a finalidade é agilizar o trabalho do serígrafo e facilitar o


levantamento da moldura.

Não pode ser perdido tempo quando está sendo executando o trabalho de impressão,
pois corremos o risco da tinta secar na tela, e se a tinta endurecer prejudicará muito
o trabalho, porque será preciso parar a impressão para limpar a tela.

Neste caso, devemos retirar toda a tinta da tela, usando uma espátula ou pedaço de
régua de acrílico ou plástico.

Limpa-se a tela com o solvente natural da mesa, ou seja, se a tinta for a base de
água, naturalmente a limpeza será feita com água e uma esponja macia.

Após a lavagem a tela deve ser seca com o auxílio de um pano seco ou estopa.

Para tirar qualquer dúvida sobre à limpeza dos traços do desenho, coloque a tela
numa mesa de luz ou lhe através da tela contra a claridade, todos os furos onde a
tinta deve passar, devem estar sem obstruções.

Acredito que agora ficou bem clara a importância dos mecanismos de elevação, que
sevem para agilizar o processo de impressão, servem também para evitar que a
moldura encoste no material que está sendo impresso.
Com o descrito até aqui, certamente deu para notar é muito fácil a arte da serigrafia.

Certamente você também observou que a maioria dos instrumentos podem ser feitos
por você mesmo, mas se desejar gastar uns trocados, todo o material pode ser
adquirido em casas especializadas.
Controle do fora de contato na impressão manual
Entendemos por fora de contato a distância entre a malha da matriz e o substrato a
ser impresso.
A finalidade é promover o desprendimento da malha do substrato no ato da
impressão.
A medida em que vamos imprimindo, a malha vai se desprendendo no mesmo ponto
onde o rodo toca o substrato.
Esse percurso permite um perfeito controle de camada de tinta e, ao mesmo tempo,
impede que a imagem borre.
Nas máquinas semi-automáticas ou ainda em muitas mesas de impressão manual, o
fora de contato pode ser ajustado por meio de dispositivos que fazem parte do
equipamento.
Já na impressão manual dependemos de outros recursos para o controle do fora de
contato.
Calços dos mais variados materiais são utilizados para estabelecer fora de contato na
impressão manual.
Esses calços são presos a matriz por meio de fitas adesivas, mas podem provocar um
desnivelamento da matriz quando são usados sem a mesma espessura.

Para o caso da impressão manual teremos uma certa dificuldade em estabelecer um


fora de contato de 2 milímetros em todos os quatros cantos da matriz serigrafia se
não usarmos um dispositivo ou uma forma de medir essa espessura.
Um critério simples e fácil de usar é a barra para controle do fora de contato.
Barras para o contato do fora de controle
Esse é um instrumento que pode ser confeccionado pelo próprio serígrafo.
Seu funcionamento consiste em regular a distância entre a tela e o substrato nos
quatro cantos da matriz serigrafia.
Para confeccionar a barra de controle você pode usa uma placa de PVC ou
poliestireno de 1 milímetro de espessura.
Corte a placa em tiras da largura de 5 centímetros por 30 centímetros.
No total teremos 5 tiras colocadas uma nas outras, assim, a primeira terá 5 x 30 cm,
a segunda 5 x25 cm, a terceira 5 x 20 cm, a quarta 5 x 15 cm e a quinta 5 x 10 cm.

Colocando as tiras entre si, teremos uma escala com variação de 1 a 5 milímetros.
Dependendo da necessidade de cada trabalho, podemos fazer a barra com mais
escalas.
No momento do acerto do fora de contato e ajustes da garra de impressão é
interessante utilizarmos 4 barras, uma para cada canto da matriz.
Dessa forma, teremos um controle preciso do fora da contato em todos os da matriz,
evitando problemas de diferentes depósitos de tinta ou ainda, áreas que apresentem
borrões ou falhas na impressão.
O perfeito paralelismo da tela com o substrato também é fundamental para
impressão de tintas transparentes.
Sem esse controle de paralelismo haverá maior descarga de tinta de um dos lados da
imagem com áreas mais escuras e outras mais claras.

Controle na montagem de molduras


Manter um controle de esquadro na confecção de molduras para matrizes serigráficas
é uma tarefa simples, mas de grande importância para os resultados da impressão.
Muitas firmas de grande porte, que utilizam a serigrafia em grande quantidade, por
isso confeccionam suas próprias molduras, e que devem ser feitas sob controle
preciso de esquadro e de empenamento.
Estes detalhes interferem muito e diretamente nos resultados finais de depósito de
tinta, definição e registro.
Um dispositivo simples pode ser utilizado para essa montagem, garantindo total
precisão.
Consiste de quatro barras reguláveis, com apoio de esquadrejamento.
Suas extremidades ficam presas a um sistema de controle de pressão exercido por
parafusos e borboletas.
Veja os detalhes do dispositivo onde a
moldura deve ser colocada, apenas
com cola para que facilite os ajustes
de esquadro e do empenhamento para
depois ser pregado.

Como fazer para montar a moldura ?


Corte as madeiras das molduras e
passa cola e cole-as.

Observe ao lado o detalhe de apoio de


esquadro.

Coloque os apoios de esquadro, um em


cada canto da moldura e tire o com o
parafuso à barra regulável.
Regule a distância das barras e firme-
as através dos parafusos que são
colocados nas canaletas das barras e
fixados aos apoios de esquadro.

Gire o parafuso central, que vai fazer


pressão nas barras.

As setas indicam o sentido da


pressão que o sistema vai fazer sob a
moldura.

Tecidos usados na montagem da tela


A malha é o tecido usado na confecção da matriz e o sucesso da impressão
dependerá em grande parte da qualidade da malha, por isso é importante que a
malha apresente as seguintes propriedades:
Deve ter uma textura regular.
Deve ter uma boa resistência à abrasão e ao desgaste, para suportar os esforços
mecânicos do rodo da tinta.
Deve ser resistente à tração, para apresentar uma esticagem satisfatória e estável.
Não deve ter uma elasticidade muito grande, para não apresentar problemas de
registros e ao mesmo tempo deve ter uma elasticidade que permita retornar às suas
condições originais, após uma deformação.
Deve ser resistente aos produtos químicos utilizados durante o processo de
impressão, lavagem e recuperação da matriz.
Deve permitir uma boa aderência das emulsões fotográficas e dos filmes, permitindo
grandes tiragens e lavagens sem deslocamento.

Classificação das malhas


As malhas podem ser classificadas quanto à linearidade, quanto ao tipo de fio e
quanto ao material usado na fabricação do fio.
A malha é um dos importantes fatores que determina a descarga de tinta que será
feita sobre o substrato, além de reter a emulsão que delineará o motivo a ser
impresso.
A lineatura da malha é indicada por um número, que significa quantos fios a malha
possui por centímetro quadrado.
Isto quer dizer que podemos encontrar malhas de 44, 90, 120, e outras quantidades
de fios por centímetro quadrado.
Observe as figuras abaixo:

Maior depósito de tinta Menor depósito de tinta


Quanto menor for numeração da malha, menor será a quantidades de fios por
centímetro quadrado e maior a descarga de tinta na impressão.
Quanto maior for a numeração, maior será o número de fios por centímetro quadrado
e menor será a descarga de tinta.
Tipos de fios
Multifilamento: São fios formados com
vários fios menores entorcidos.

Monofilamento: É formado por um único fio.

Espessura do fio: Com o objetivo de proporcionar melhor adaptação aos diversos


tipos de impressão, são feitas malhas de mesma lineatura, porém, com espessuras de
fio diferente.
Assim podemos ter fios mais finos que deixam passar para o substrato, uma
quantidade menor de tinta produzem um depósito, no substrato, menor de tinta.
Já os fios mais grossos produzem uma camada maior de tinta e ainda têm a
vantagem de serem mais resistentes ao esforço do rodo e do tensionamento.
A indústria os apresenta em 3 tipos:
Fios mais finos Fios médios Fios mais grossos.

Material usado na fabricação do fio


Embora a seda tenha sido a fibra que deu nome ao processo silk-screen (serigrafia),
atualmente é pouco usada pela maioria dos serígrafos.
Isso porque a seda tem algum inconvenientes como a fragilidade, rápido desgaste e
pouca resistência ao álcali.
O nylon surgiu depois de muitas pesquisas feitas por uma empresa americana, as
pesquisas duraram mais ou menos 10 anos, quando os cientistas descobriram uma
nova substância de características parecidas com a seda, chamaram de nylon.
A partir da descoberta do nylon, a utilização foi imediata, por ser mais resistente que
a seda, por resistir bem a raspagem, por permitir uma grande gama de número de
fios por polegada, por resistir bem aos diversos tipos de solventes e ter maior
elasticidade que a seda.
Nos últimos anos houve grande inovação no desenvolvimento da serigrafia.
E o poliéster deixou para trás seu concorrente na confecção de malhas, o nylon,
considerando ambos monofilamentos.
O poliéster apresenta menor alongamento e melhor registro.
Um fator que determina excelentes características de um tecido é o fio com menor
alongamento, mais resistência, desenvolvido especialmente para o ramo serigráfico,
permitindo a confecção de telas com grande estabilidade dimensional e com
propriedades equilibradas de trama.
O poliéster PET 1.000 é um tecido especialmente feito para o uso na serigrafia.
As principais vantagens são:
1) Maior tensão que o poliéster normal e menor queda de tensão ocasionadas pelo
tempo e tem mais tempo de vida útil.
2) Oferece melhor registro de impressão durante o equilíbrio de forças entre o tecido
esticado e o rodo de impressão.
A forte tensão provoca um deslocamento vertical instantâneo e logo após a passagem
do rodo, a tela volta à altura normal.
3) Pela durabilidade apresenta exatidão igual em maiores tiragens.

Telas metálicas
As telas metálicas são feitas com um tipo de malha com fios de arame de aço
inoxidável ou bronze usado na indústria serigrafia, quando são exigidas grandes
tiragens na impressão de tintas altamente abrasivas como as da indústria cerâmica.
São indústrias de azulejos, pisos, manufaturados de vidros, e de circuitos impressos
usados na eletrônica.
Como características, tem resistência muito boa, estabilidade ótima; resistem bem
aos álcalis e ácidos fracos, e alta resistência ao calor.
Como inconvenientes, material muito caro e de difícil tensão manual.

Importância da tensão da malha na nitidez da impressão


Os quadros com telas mal esticadas ou frouxas provocam borrões da tinta na imagem
impressa.
Isso ocorre devido ao movimento horizontal da malha provocada pela força do rodo.
O tensionamento (a pressão) do tecido interfere tanto no sentido horizontal quanto
no sentido vertical da matriz, afetando diretamente o fora de contato (distância entre
a tela e o substrato).
É claro que além desse fator existem muitos outros que interferem na definição da
imagem depositada pela tinta serigráfica.
Mas o fator que mais influencia nos problemas de má definição de uma impressão é o
fora de contato.
Muitos impressores sabem e/ou já ouviram falar que as impressões feitas em
máquinas cilíndricas ficam mais nítidas.
Esta qualidade não se produz somente pelo fato que o fora de contato seja menor,
mas também porque a tela se separa da tinta impressa muito rapidamente logo após
a passagem do rodo.
Na impressão plana é possível se obter um efeito parecido através da utilização de
tecidos, como o poliester PET 1000, onde a forte tensão do poliéster provoca um
deslocamento vertical instantâneo, onde logo após a passagem do rodo, a tela volta
para a altura normal.

Os tecidos de alto módulo


Os tecidos de alto módulo são aqueles tecidos que resistem a maior tensão e tem
maior durabilidade e também permitem uma maior velocidade de impressão.
Os tecidos de alto módulo devem ser usados quando o trabalho de impressão exigir
maior velocidade, melhor qualidade e uma tiragem grande com a mesma qualidade.
Os tecidos de alto módulo devem ser usados em impressões de grandes formatos,
onde o fora de contato tem que ser maior e os tecidos convencionais perdem a tensão
mais rápida.
Os tecidos de alto módulo tem mais durabilidade porque a pressão provocada é
reduzida e porque facilita a passagem da tinta no momento da impressão.

Dicas importantes: Escolha do tipo de telas

Nos desenhos sem nitidez de linhas,


podem ser utilizadas telas de 25 a 43 fios
por centímetro (imprimir chapados).
Em trabalhos com nitidez média, devem
ser usadas telas de 60 a 81 fios por
centímetro.

Em trabalhos com alguma precisão de


detalhes, devem ser usadas telas de 90 a
120 fios por centímetro.

Em trabalhos de impressão com traços


finíssimos ou reticulados, usa-se telas de
130 a 200 fios por centímetro.

O que é o substrato
É definido como substrato, o material que vai receber a impressão.
Suas características químicas e físicas vão definir o tipo de tinta que deverá ser
utilizado.
Os substratos precisam estar em condições de receber tinta e garantir uma boa
aderência, para isto, eles devem estar totalmente livres de pó.
Nos substratos não podem ter qualquer tipo de impurezas em sua superfície, devem
estar totalmente limpos.
As partículas de poeira podem chegar
a entupir malhas finas, ou deixar a
impressão com um relevo indesejável.

Mesmo quando a impureza sai


do objeto impresso, fica a
marca de onde não foi
depositada a tinta, criando
pontos brancos, são os pontos
onde a tinta não pega ou vem
a se soltar.

Um bom substrato deve estar com a superfície lisa, sem amassados e dobras, pois as
irregularidades podem deixar a impressão com diferentes camadas de tinta ou então
as dobras fazerem surgir faixas sem impressão.
Para certos tipos de impressão, como a impressão em garrafas, é necessário fazer o
aquecimento dos objetos quando a umidade relativa do ar está elevada.
A oleosidade, gordura e graxa, e até mesmo a oleosidade natural de nossas mãos,
podem dificultar a aderência da tinta sobre certos substratos.
Este problema é altamente significativo na impressão de sacolas ou objetos de
polipropileno e de polietileno.
Sua fabricação resulta em uma camada superficial de óleo, que impede a fixação da
tinta.
Nestes casos, utiliza-se um tratamento para eliminar tal camada, chamado de
tratamento corona.

Grupo das tintas


As tintas serigráficas são formuladas dentro de padrões estabelecidos para cumprirem
uma determinada função, elas podem e devem ser misturadas para permitir o
preparo de cores, passar com precisão pela malha serigráfica sem provocar
entupimento das tramas, permitir boa definição sobre o substrato, secar rapidamente
e apresentar perfeita aderência ao substrato.
Cada fabricante pesquisa e desenvolve matérias-primas específicas para que as tintas
tenham todas essas características.Não é nada fácil formular tintas para serigrafia.Em
função da grande quantidade de substratos sobre os quais se pode imprimir com
serigrafia, as formulações dessas tintas tornam-se muito diferentes umas das outras,
apresentando uma grande variedade de tintas.Assim é indispensável um
conhecimento mínimo de como utiliza-los no desenvolvimento do trabalho serigráfico
As tintas serigráficas são dividas em dois grandes grupos, as tintas foscas e as tintas
brilhantes.
As tintas foscas tem como vantagens a secagem rápida, preço menor, bom
acabamento e boa aderência.
Como desvantagem, as tintas foscas secam muito rápido na tela (principalmente em
lugares muito quentes), não possuem nenhum brilho, por isso riscam muito fácil.
As tintas brilhantes tem como vantagens a secagem rápida, bom acabamento, boa
aderência e durabilidade.
Como desvantagens, deixam uma espécie de fiapos na tela se a temperatura
ambiente for muito alta, se os substratos forem adesivos e se forem recolhidos antes
da secagem total costumam grudar uns nos outros, se chama blocagem.

Principais Tipos de Tintas


As tintas do tipo vinílica fosca são indicadas para a impressão sobre Vinil-PVC,
poliestireno, acrílico, policarbonato e outros plásticos derivados de PVC.
As tintas do tipo vinílica são tintas para acabamento fosco, tem ótima cobertura e
flexibilidade, longa durabilidade ao exterior e são resistentes à luz.
A preparação da tinta do tipo vinílica fosca, é uma etapa importante do processo, a
tinta deve ser agitada antes do uso e diluída de acordo com a necessidade, e
utilizando solvente vinílico ou retardador vinílico em clima quente e seco.
Como característica importante, todas as cores podem ser misturadas entre si, com
isso pode ser obtida qualquer cor.
A tinta do tipo vinílica fosca deve secar ao ar ambiente, livre de toque em 5 minutos,
manuseio em uma hora e secagem total em 18 horas, pode acelerada a secagem com
calor de uma estufa ou ar quente, não ultrapassando 80 graus.
Para evitar a blocagem (quando uma cola na outra) no empilhamento, deve-se
aguardar secagem total da tinta para completa evaporação dos solventes.

Tinta vinílica fosca


As tintas do tipo vinílica fosca são indicadas para a impressão sobre Vinil-PVC,
poliestireno, acrílico, policarbonato e outros plásticos derivados de PVC.
As tintas do tipo vinílica são tintas para acabamento fosco, tem ótima cobertura e
flexibilidade, longa durabilidade ao exterior e são resistentes à luz.
A preparação da tinta do tipo vinílica fosca, é uma etapa importante do processo, a
tinta deve ser agitada antes do uso e diluída de acordo com a necessidade, e
utilizando solvente vinílico ou retardador vinílico em clima quente e seco.
Como característica importante, todas as cores podem ser misturadas entre si, com
isso pode ser obtida qualquer cor.
A tinta do tipo vinílica fosca deve secar ao ar ambiente, livre de toque em 5 minutos,
manuseio em uma hora e secagem total em 18 horas, pode acelerada a secagem com
calor de uma estufa ou ar quente, não ultrapassando 80 graus.
Para evitar a blocagem (quando uma cola na outra) no empilhamento, deve-se
aguardar secagem total da tinta para completa evaporação dos solventes.
Tinta vinílica brilhante
As tintas do tipo vinílica brilhante são indicadas para a impressão serigráfica sobre
Vinil-PVC flexível ou rígido, poliestireno, acrílico, policarbonato e outros plásticos
derivados de PVC, também são indicadas para impressão sobre polietileno tratado.
As tintas do tipo vinílica brilhante são de acabamento brilhante, ótima cobertura,
flexibilidade e longa durabilidade quando expostas ao exterior e bem resistente à luz.
Na preparação, a tinta deve ser agitada antes do uso e diluída de acordo com a
necessidade utilizando solvente vinílico ou retardador vinílico, em clima quente e
seco.
A quantidade de solvente ou retardador indicada é de 10% para cada quantidade a
ser utilizada, e todas as cores podem ser misturadas entre si.
A secagem da tinta do tipo vinílica deve ser ao ar ambiente e livre do toque em 5
minutos, manuseio em 1 hora e a secagem total é em 18 horas.
Pode ser acelerado o processo de secagem com calor de uma estufa ou ar quente não
ultrapassando os 80 graus.
Para evitar problemas de blocagem no empilhamento,deve-se aguardar secagem total
da tinta para completa evaporação dos solventes.
Tintas do tipo epóxi
As tintas do tipo epóxi são indicadas para a impressão serigráfica sobre metais,
vidros, fórmicas, fenolite, fibras de poliéster, placa de circuito impresso poliestireno e
polipropileno tratado.
As tintas do tipo epóxi são tintas de acabamento brilhante, ótima cobertura, média
flexibilidade, longa durabilidade ao exterior e resistentes à luz.
É uma tinta com ótima resistência aos solventes, álcool, óleos, ácidos e ao calor.
Tintas do tipo epóxi devem ser preparadas, devem ser misturadas com catalisador no
dia do uso.
A preparação da tinta deve ser de 80% de tinta e 20% de catalisador, e preparada
somente a quantidade que vai ter o uso imediato, pois a vida útil da mistura é de 5 a
6 horas, se existir necessidade de diluição, utilize solvente epóxi ou retardador epóxi.
Todas as cores podem ser misturadas entre si.
Tintas do tipo epóxi devem ser secas ao ar livre, sem toques de 15 a 30 minutos,
manuseio em 24 horas e a secagem total em 120 horas.
Para secar em estufas os substratos metálicos, vidros ou outros materiais de
resistentes ao calor, utilizar 5 a 10 minutos de 120 a 140 graus.
Para polietileno ou polipropileno pode ser somente acelerado na estufa de 3 a 5
minutos em 80 a 90 graus para secagem de manuseio, após prosseguir a secagem
em temperatura ambiente.

Tinta Acrílica Aquosa


As tintas do tipo vinílica aquosa são indicadas na impressão sobre tecidos de algodão
de tons claros.
Para impressão sobre tecidos ou sintéticos recomenda-se o uso de fixador e secagem
em estufa de 3 a 4 minutos.
As tintas do tipo vinílica aquosa são tintas de acabamento fosco, ótimo poder de
coloração (tons bem vivos), toque macio, flexível e ótima resistência à água.
Este tipo de tinta já é fornecida pronta para uso, podendo, se necessário, ser diluída,
na proporção de 10 a 15%, com água.
Como na maioria das tintas, todas as cores são misturáveis entre si.
A tinta vinílica aquosa é de secagem ao ar ambiente, livre ao toque de 3 a 5 minutos,
manuseio a 1 hora e secagem total em 72 horas, podendo ser acelerada a secagem
com calor de uma de estufa, ar quente ou outro meio, como prensa térmica.
Para evitar problemas de blocagem no empilhamento, deve ser aguardada a secagem
total da tinta.
Para ótima fixação em tecidos mistos é recomendada a secagem em estufa de 3 a 4
minutos numa temperatura de 120 a 140 graus, com adição de fixador na tinta.
Tintas do tipo mix
Devido ao seu altíssimo poder de cobertura, as tintas do tipo mix são indicadas para
impressão sobre tecidos escuros, de algodão ou mistos.
Para a impressão sobre tecidos sintéticos, recomenda-se a adição de fixador e na
estufa por 3 a 4 minutos a 120 ou 140 graus, obtendo-se maior fixação.
É um tipo de tinta de acabamento semi-brilho, ótimo poder de cobertura, toque
macio, muito flexível e ótima resistência à água.
Esse tipo de tinta é fornecida pronto para uso, podendo ser diluída com água na
proporção de 10 a 15%, caso exista a necessidade.
Todas as cores podem ser misturadas entre si.
As tintas do tipo mix devem secar ao ar ambiente, livre do toque em 3 a 5 minutos,
manuseio em 1 hora e secagem total em 72 horas.
A secagem pode ser acelerada com calor de estufa, ar quente ou outro meio, como
prensa térmica.
Para evitar problemas de blocagem no empilhamento, deve-se aguardar a secagem
total da tinta.
Para ótima fixação em tecidos mistos ou sintéticos, recomenda-se a secagem em
estufa de 3 a 4 minutos a 120 ou 140 graus com adição de fixador na tinta.

Diapositivo, filme ou fotolito?


Dispositivo ou fotolito são os nomes genéricos que são dados a uma base
transparente, que contém gravada a imagem a ser impressa, o filme é o material de
base transparente.
O diapositivo é um elemento extremamente importante para obter a impressão com
muita qualidade e muita fidelidade em relação ao original.
Assim como qualquer outra etapa de processo serígráfico, a dos dispositivos também
sofre uma evolução constante.
Os métodos de produção dos dispositivos também são beneficiados pela tecnologia.
Por isso, além de considerarmos as matrizes, tintas e substratos, também devemos
considerar a qualidade dos diapositivos para a obtenção de um bom resultado.
Atualmente o serígrafo vem priorizando a qualidade independente do tamanho da
produção ou características do trabalho, felizmente, o número de empresários do
meio serigráfico que tem essa mentalidade tem aumentado consideravelmente,
portanto, a escolha do método deve se basear também nesse critério.
As propriedades de um bom diapositivo, é que quando exposto à luz, o diapositivo
deverá ter as partes a serem impressas protegidas da luz, e no caso das impressões
coloridas, cada cor deverá ter seu diapositivo correspondente e nos casos de
quadricromia, quatro diapositivos reticulados.
Se você está acompanhando com atenção, deve ter observado, que sempre é citado
com muito ênfase, que para a boa impressão serigráfica, é importante ter uma boa
matriz, que é o quadro de madeira e o nylon bem esticado e firme no quadro, que
chamamos de moldura.
Também é importante escolher a tinta correta para o tipo de aplicação específico, e
também já descrevemos os tipos de tinta e quais tipos de substrato devem ser
aplicadas.
Também vamos recordar que substrato é qualquer superfície onde é desejada a
aplicação da tinta pelo método serigráfico.

Diapositivo e a serigrafia
Para que a técnica serigráfica esteja entre as mais prefeitas em fidelidade ao original,
muitos cuidados devem ser levados em conta na impressão.
Mas antes, entenda como diapositivo, o que em outras áreas é chamado de arte final
em preto e branco, na serigrafia é mais ou menos a mesma coisa com outro nome,
mesmo porque, impressão tem que ser 100% opaca com papel impresso
transparente, você já viu uma impressão em transparência para retroprojetor, é
exatamente isto.
As características que devem ser avaliadas são:
A espessura da base do material determina a estabilidade dimensional do
diapositivo, pequenas ou grandes variações podem ocorrer dependendo de influências
externas, como as mudanças de temperatura, mudanças na umidade relativa e no
processo de estocagem dos filmes.
Os filmes são considerados termicamente estáveis quando têm uma variação de
dimensão de cerca de 0,020% entre o tempo que forem expostos à luz e o seu uso.
A definição dos contornos da imagem está diretamente relacionado com a
reprodução do original, que deve estar em perfeitas condições.
Quando o diapositivo for manual, os contornos da imagem podem ser prejudicados
pela variação que a tinta pode causar no papel e outros materiais, como encolhimento
ou enrugamento.
Os Bloqueios da luz entre os papéis usados para a confecção dos diapositivos, o
nível de capacidade deve ser considerado.
No caso de fotolitos, o enegrecimento da camada fotossensível deve ser de 100%.
A posição do diapositivo em relação à camada de emulsão no caso específico
da serigrafia, o diapositivo deve ser posicionada de modo perfeito na tela já
emulsionada, para que não exista nenhum espaço entre a camada do diapositivo e a
camada de emulsão.
Havendo um espaço, a luz pode não fazer a gravação com uma definição perfeita, já
que qualquer espaço aberto vai permitir a passagem da luz, direcionando-a a outro
local que não seja o protegido pela camada de imagem do filme.
O diapositivo pode ser feito manualmente e também por processo fotomecânico
(parecido com um processo fotográfico).
Atualmente outros processos se uniram aos dois mais conhecidos, tornando a
confecção de diapositivos muito simplificada, a impressão digital a laser, o recorte do
filme em plotters são exemplos disso.

Processo de confecção dos diapositivos


Para quem faz a matriz é muito importante conhecer os processos de confecção dos
diapositivos, sendo assim, será possível escolher o processo de acordo com o trabalho
que irá ser executado e assim determinar a qualidade final da matriz.
O diapositivo manual é aquele feito por um desenhista e tem como vantagem
apresentar um baixo custo.
O diapositivo manual é indicado para quem está começando no processo serigráfico
e irá executar apenas trabalhos simples que não requerem tanta técnica.
O diapositivo manual é indicado para desenhos simples, de tamanhos médios de
30x30cm, e que tenham, no máximo, duas ou três cores.
No diapositivo manual são usados materiais que apresentem certa transparência
como:
No caso do papel vegetal, as distorções, evidentemente, prejudicam o encaixe de
cores, causando sérios problema de registros.
O enrugamento é também uma característica desse processo, visto que as tintas
usadas para os desenhos são à base de água.
O poliéster (acima de 75 microns) é um tipo de material com melhor estabilidade,
seu único inconveniente é que, com o próprio manuseio, a tinta pode ser facilmente
removida.
Nesses casos, utiliza-se "spray" apropriado para a fixação das imagens e tinta.
Poliéster Leitoso ou Terkron tem vantagens sobre o cristal, pois a aderência da
tinta é bem maior, mas como este papel recebe tratamento químico para se tornar
leitoso, requer um tempo maior de exposição de luz na gravação da matriz.
Poliéster Rubi é um filme de poliéster que, em sua superfície, possui uma camada
de laca de coloração vermelha.
Depois de colocado sobre um desenho o filme deve ser recortado nas partes que
compreende o motivo, removendo-se a película das partes em que nada será
impresso.
Mesmo considerando que existem muitos gabaritos, fazer um diapositivo manual
requer, acima de tudo, uma certa habilidade e muita tranqüilidade.
Sendo elaborado manualmente, o diapositivo tem suas aplicações um tanto limitado.
Isso porque pequenos detalhes ou traços muito finos tendem a não apresentar a
correta capacidade ou regularidade de traço, uma vez que é feita no tamanho
original.
Para quem faz a matriz serigráfica, diapositivos manuais, geralmente, causam
problemas de registro, então o confeccionador de matrizes deve ter um cuidado
redobrado.
Mesmo que a maioria dos serígrafos brasileiros estejam acompanhado a evolução da
técnica proporcionada pela alta tecnologia, sabe-se que ainda existem pequenos
serígrafos trabalhando de modo menos sofisticado.
Como fazer um diapositivo
Embora este tipo de processo atualmente é pouco utilizado, é possível que alguém
ache que é inútil, na realidade, a descrição dos passos seguintes na confecção do
diapositivo manual, ou seja da arte final manual, serve exatamente para ver o quanto
evoluiu em poucos anos o processo da serigrafia num todo, é claro que você vai fazer
sua arte no computador ou xerocar alguma coisa, mas saber como era feito e que
ainda pode ser feito da mesma forma pode ser interessante em muitos aspectos.
Caso ache que não lhe interessa, pule esta parte, mas permita-me matar um pouco
da minha saudade desses tempos, e descrever para quem possa estar interessado.
Lembrando que os materiais citados nesta seção só serão necessários se for tomado
ao pé da letra, isto é, fazer manualmente sua arte final.
Para começar, uma boa mesa de
desenho.
A mesa de desenho é composta de um
tampo, que pode ser fixo ou regulável na
altura, e de uma estrutura denominada
cavalete.
A mesa pode ser toda em madeira ou ter
o cavalete em metal.

Com a mesa podemos fazer nosso diapositivo de duas maneiras diferentes:


Tiramos uma cópia ampliada ou reduzida
do desenho ou logotipo que queremos
gravar, colocamos um pedaço de vegetal
ou poliéster em cima desta cópia fixa com
o auxílio de fita durex outro tipo de fita,
de preferência, fita transparente.

Depois basta ligar a luz da mesa de


desenho para que você enxergue bem a
cópia e com o auxílio de uma caneta
nanquim, poderá copiá-la, obtendo a sua
arte final através de outro desenho.

Existe outra maneira de obter o diapositivo, basta fazer uma cópia (xerox) de boa
qualidade, bem preta e sem serrilhas, e passar vaselina ou óleo mineral no lado de
trás da folha, isso fará com que a cópia fique transparente permitindo que a luz
ultrapasse no momento da gravação.
O fato de sugerir que seja passado o produto no lado de trás da cópia serve para
evitar que passando na frente, o produto venha a borrar a tinta usada pela copiadora,
uma grande vantagem nesse processo é a rapidez na confecção da arte-final, só que
para fazer dessa maneira, é preciso que tenhamos um bom original para assim
conseguirmos uma boa cópia.
Uma desvantagem, é que provavelmente, poderemos utilizar essa arte apenas uma
vez, pois sendo de papel, ela se retorcerá toda hora na gravação devido ao calor das
lâmpadas.
Um detalhe importante é que ao passar o óleo ou vaselina, deve-se colocar a folha no
meio de algum jornal para retirar o excesso, apertando o jornal suavemente.
É bom ter em mãos alguns materiais a fim
de obter um bom desenho, o qual poderá
ser usado num diapositivo na gravação da
tela, entre eles o transferidor, a seguir,
mais alguns que poderão ser necessários,
caso resolva fazer os desenhos para arte
final manualmente.
A caneta nanquim é composta
basicamente de três partes: pena,
reservatório de tinta e corpo. À parte que
chamamos na realidade tem a pena
propriamente dita (que é um filete
metálico por onde a tinta escorre e marca
o papel) dentro dela; o que aparece por
fora é um invólucro de plástico.

Entre a pena e o reservatório de tinta


existe uma peça de união.O corpo da
caneta é também um invólucro, e a tampa
que protege a ponta da caneta.

Tinta preta bastante líquida, empregada em toda


linha de desenhos: publicidade, arquitetura e
ilustrações o traço.
O nanquim é uma única tinta que abastece as
canetas de desenho, podendo ser usado para
pintura com pincel ou para ilustrar com penas
especiais.

As canetas nanquins possuem um


reservatório para a tinta.
Pergunte a alguém com mais de 50 anos
como é uma caneta tinteiro, a caneta
nanquin é a mesma coisa.
Quando usarmos uma caneta nanquim,
devemos sacudi-la um pouco, para que a
tinta desça, dando continuidade ao traço.
A caneta deve ser usada na posição
vertical, jamais use a caneta na posição
horizontal, observe a figura ao lado.

As canetas nanquins podem ser


encontradas numa numeração de
0,1mm a 2,0mm, e conforme o
seu número, produz um
determinado tamanho de traço.

Para limparmos a caneta devemos desmonta-la, lavar as peças, enxuga-las e montar


novamente.
Todas as canetas nanquins têm o mesmo sistema, por isso, sabendo como desmontar
uma, não haverá problemas para desmontar outras do mesmo tipo.
Ao limpar a caneta primeiro separamos todas as suas partes, tiramos o excesso de
tinta e lavamos as peças, enxugamos e tornamos a montar a caneta.

Às vezes, quando a tinta fica muito tempo parada dentro da caneta, mesmo lavando
ela continua entupida.
As penas muito finas devem ser deixadas de molho num pote com água, depois de
algumas horas, ou mesmo de um dia para outro, a tinta deve ter desgrudado e,
então, lavamos e guardamos normalmente.
Quando a pena é mais grossa, podemos saltá-la do invólucro de plástico e retira-la
para lavagem, tendo o cuidado de na reposição, encher o invólucro de água e largar a
pena dentro, ela se acomoda sozinha.
Mas isso não é aconselhável fazer muitas vezes, pois sempre existe o risco de
encontrar ou quebrar a pena, estragando a caneta.
Outra opção é o uso de um líquido especial para limpeza de canetas nanquim, que é
comercializado em lojas especializadas.
As canetas nanquins têm espessuras diferentes, como as lapiseiras, sendo
caracterizada cada espessura por uma determinada cor, que varia de fabricante para
fabricante.
Em média, as canetas variam sua espessura de 0,1mm até 2,0mm, sendo
encontradas facilmente no mercado especializado.
Os esquadros têm uma forma
triangular, (errado o nome, deveria
ser triângulo, não?) são feitos em
plásticos ou acrílicos transparentes,
para permitir a visualização do
desenho durante a execução.
É bom ter além do esquadro, duas
réguas acrílicas de boa qualidade.
Estas réguas devem ser uma de
30cm e a outra de 50cm ou 60cm.

Como o próprio nome diz, o adaptador é


adaptado ao compasso para o uso da pena
da caneta nanquim.
Se usado desta forma, para fazer círculos
ou riscos curvados utilizando a caneta
nanquim.

As Letras Transferíveis eram muito usadas na confecção do diapositivo, quando


este requeria algum tipo de palavra ou número.
A marca mais conhecida é a Letraset, ainda pode ser encontrada nas casas
especializadas em material desenho.
A aplicação das letras transferíveis, é simples, é só alinhar a letra desejada e com
uma caneta comum, ou seja, esferográfica, friccionar levemente sobre a letra, que a
letra irá se transferir automaticamente da cartela para o papel.
O Estilete é formado de uma lâmina
embutida num cabo e fracionada de
espaço, permitindo com isso, que seja
quebrada a fração já gasta, é utilizado
para cortar papel ou para apontar lápis,
enfim, cortar qualquer coisa.

A curva francesa é feita de plástico


transparente com formas e curvas
variadas, tanto em suas bordas como no
seu interior, apresentando moldes
vazados.
Este material é muito útil para finalizar
desenhos gráficos, possibilitando qualquer
tipo de curva, seja ela aberta ou fechada.

O compasso é um instrumento de duas


pontas, e que serve para traçar círculos
em vários tipos e tamanhos.
Existem compassos de diversos tamanhos
e modelos, apresentando os mais variados
acessórios.
Os acessórios mais importantes para nós
são a barra alongadora (para aumentar o
raio do compasso) e os adaptadores para
caneta nanquim.
Gabaritos em Acrílico são modelos vazados de círculos, quadrados, figuras, etc.
A utilização de gabaritos facilita o desenho, pois basta termos o gabarito certo que,
em poucos minutos, teremos o desenho original pronto.
Para traçar dentro do gabarito, devemos conduzir o traço ao longo dos contornos do
gabarito uma só vez.
Os gabaritos, em geral, apresentam chanfras em seus contornos ou pontos em
elevação, não permitindo assim o contato direto do gabarito com o papel, evitando
que borre.

Fotolito
Diapositivo Fotomecânico o diapositivo obtido através de um processo conhecido
como fotomecânico que embora tenha características semelhantes ao processo
comum de fotografia, guarda aspectos específicos para a aplicação em artes gráficas.
O fotolito,é um diapositivo fotomecânico, e
independentemente do tipo, tamanho ou
número de cores, os fotolitos são de uma
qualidade muita boa para a gravação de
uma matriz devido à sua estabilidade
dimensional, transparência na base e
enegrecimento nas áreas do motivo a ser
impresso.
De um modo geral, fotolitos fotomecânico
são de custo alto para muitos tipos de
trabalhos.
Veja ao lado uma copiadora para fotolitos
fotomecânicos.

No fotolito fotomecânico, o princípio de transferir a imagem de um original para um


filme gráfico.
Durante o processo, a luz atua quimicamente sobre o filme virgem, e após a
revelação, o desenho fica gravado no filme.
E no final do processo, a gravação apresenta enegrecimento nas áreas que compõem
o desenho e transparências nas áreas que não o compõem.
O enegrecimento do filme acontece devido à existência de partículas do brometo de
prata, que são sensíveis à luz que após a revelação, deixam uma camada de prata
metálica nas áreas expostas.
As máquinas de fotolito consistem em uma porta original, ajusta-se a ampliação e o
foco, o filme virgem é colocado no porta-filme e efetua-se a exposição.
As áreas brancas originais serão refletidas para dentro da máquina, atingindo o filme
virgem que ficará preto nessas áreas depois da revelação e as áreas pretas não
refletidas ficarão transparentes depois da fixação.
Após a revelação, percebemos que o filme está com o motivo (desenho) gravado no
tamanho desejado, que poderá ser reduzido ou ampliado, mas com a imagem em
negativo.

Fotolito negativo Fotolito positivo


Para inverter a imagem e obter o diapositivo em positivo, é necessário tirar um
contato (cópia) desse negativo para outro filme virgem, obtendo assim a imagem da
forma desejada.

As variações
Podem existir variações quando existir algum erro ao puxar o filme, pois a imagem é
impressa por meio de linhas, filetes ou superfícies contínuas, mas em condições
normais, tem forma perfeitamente definida, sem meios tons ou sombreados.
O desenho é formado por contrastes preto e branco, e é obtido por meio de
fotografia, diretamente.
Basicamente, xerox em preto e branco atual.
Benday um conjunto de elementos
definidos com pontos, linhas e traços que
apresentam uma distribuição regular na
superfície aplicada, dando a sensação de
uma textura uniforme.
Consegue-se vários efeitos que criam a
sensação de tons mais claros ou mais
escuros, dependendo do tamanho dos
elementos.

Reticulado é o meio pelo qual se torna


possível uma foto ou um motivo
(desenho) com meios tons.
Também pode ser utilizado para a
obtenção de diferentes efeitos.
Consiste na colocação de uma película
especial, que cria uma barreira à ação da
luz, durante a fotografia, para a obtenção
do fotolito e divide a imagem em
pequenos fragmentos chamados de
pontos.

Onde o desenho possui áreas mais claras, a luz será refletida com maior intensidade,
vencendo o sombreado da retícula.
Nas áreas mais escuras, a luz será com maior intensidade e conforme a luminosidade
do original podemos reproduzir as imagens em meio tom, com um processo que
imprime áreas definidas.
Após a obtenção do negativo, tiramos um contato (cópia), para invertemos a imagem
e chegarmos ao positivo.
A utilização da retícula é feita pelo processo de fotografia e o material que
proporciona o reticulado é colocado em contato com o filme virgem, pela parte da
frente, na hora da fotografia, de forma que a luz passe por ela, antes de atingir o
filme.
Combinado é o fotolito que foi preparado
com uma combinação das diferentes
características dos fotolitos.
O fotolito reticulado ou benday pode variar
quanto à lineatura, que é a indicação de
quantas linhas de pontos o fotolito
apresenta.
Uma lineatura de 54 linhas, significa que
essa retícula ou benday, possui 54 pontos
por cm linear.
Quanto maior o número de linhas, mas
pontos por cm e, conseqüentemente,
menor o tamanho do ponto.
Quanto menor a lineatura, maior o
número do ponto, por isso, na
encomendar um fotolito, é necessário
indicar a lineatura desejada.

A quadricromia é um sistema de impressão para a reprodução de qualquer original


colorido.
Fazendo a decomposição da imagem em quatro cores básicas, por meio de
fotomecânica.
Esse processo é fundamentado na teoria das cores, onde é possível reproduzir
qualquer cor, utilizando o amarelo, o cyan (azul), o magenta (vermelho) e o preto,
fazendo combinações de cores em proporções diferentes.
Por meio da fotomecanica, com a utilização de filtros especiais, o original é
fotografado 4 vezes, uma foto para cada cor, e depois essas fotos filtragens são
reticuladas.
Para cada cor teremos um fotolito, que, se impressos com tintas adequadas,
apresentam o visual do original, pois a sobreposição das retículas de diferentes
tamanhos, com diferentes cores, fará o efeito visual da mistura de cores.
Os fotolitos para a obtenção de quadricromia, são feitos de maneira convencional.
Com o auxílio da eletrônica e da informática, essa separação de cores de um original
colorido, pode ser feita por laser ou scanner.
O processo consiste na leitura ótica do original e a reticulagem direta sobre o filme
virgem.
Esse processo além de ser mais preciso e mais barato, permite muita agilidade na
seleção de cores.
Cuidados especiais:
A retícula, ou a parte fosca do filme, deve estar em contato com a emulsão
fotográfica, durante a gravação da tela, para que não haja problemas de definição
dos traços na impressão
Para isso o desenho deve estar com o seu lado legível no lado que vai entrar em
contato com a matriz, ou seja, no lado da emulsão.
Este detalhe também deve ser mencionado quando mandamos fazer um fotolito em
estúdios especializados, pois normalmente o fotolito é feito com a parte fosca do lado
ilegível, isso é comum em off-set, o que poderia causar problemas de definição na
impressão serigráfica, principalmente quando forem impressos traços muito finos ou
reticulados.
Outro cuidado a ser tomado é com a lineatura de reticulados para a impressão
serigráfica.
Dependendo da malha a ser usada na matriz serigrafia, os detalhes finos perdem a
sua definição, chegando mesmo a não se revelar, apesar do fotolito, tecnicamente,
ter sido bem feito.
Fica a informação da necessidade de se usar uma lineatura menor, isto é, pontos
maiores dependendo da abertura da malha da tela.
Todo diapositivo (fotolito) deve ter suas partes pretas totalmente opacas e suas
partes transparentes totalmente transparentes, somente assim a exposição à luz
cumprirá totalmente o seu papel na gravação da matriz.

Diapositivo ou arte final no Computador


Nos dias atuais, os vários tipos de fotolitos são obtidos através de computadores e
equipamentos denominados imagesetters, em um processo totalmente digital, mas as
características dos filmes continuam sendo as mesmas: são filmes compostos por
uma camada de poliéster revestida de película fotográfica preta.
Imagesetters são equipamentos muito sofisticados, que permitem realizar gravação
do filme fotográfico diretamente do arquivo feito em computador, armazenado em
disquete.
Desta forma, você grava sua imagem num disquete e envia para uma empresa que
possua um imagesetter.
Através da linguagem PostScript, o imagesetter gravará, ponto por ponto, a imagem
no filme virgem que, após revelado em uma processadora especial, apresentará uma
alta definição.
As empresas que fazem esta operação, sendo especializadas na utilização de
imagesetters, são chamados birôs, que somente prestam serviços de saída.
Você envia seu disquete com as imagens e a empresa lhe devolve um fotolito
digitalizado.
Já ficou comprovado que o computador reduz custos em relação ao processo foto-
mecânico, e que traz uma grande agilidade aos trabalhos.
Com o lançamento de softwares gráficos, como o corel draw, ficou muito mais fácil
criar o desenho que você deseja sem os obstáculos e imperfeições que fazem parte
do processo manual de obtenção de um diapositivo.
Os windows vieram a facilitar ainda mais a operação com softwares de desenho e
tratamento de imagens com uma série de recursos que aprimoram o desempenho
desses programas.
À primeira vista, operar um software pode parecer difícil e exigir muitos
conhecimentos.
Mas, muitos deles já vêm em português e o sistema windows facilita muito.
Geralmente, as ferramentas do software se auto-explicam por serem identificados por
ícones.
Assim, programas de computação gráfica há muito tempo deixaram de ser bicho-de-
sete-cabeças.
O uso crescente dos softwares mostra como a serigrafia têm evoluído quanto ao
processo de impressão.
Ela é uma técnica que se moderniza a cada dia, gerando produções em qualquer
escala e com qualidade quase incomparável.

Praticidade rapidez e qualidade


Os trabalhos em serigrafia sofreram uma enorme evolução, o que antes exigia uma
infinidade de layouts e inúmeras marcações de cores, hoje tornou-se muito fácil
graças à computação gráfica.
Os softwares são ferramentas de criação perfeitas, capazes de reproduzir qualquer
idéia e que está evoluindo constantemente.
Com aliados tão fortes, os serviços de serigrafia foram bastante facilitados,
eliminando etapas antes muito complicadas, demoradas e principalmente que
envolviam custos muito altos.
Para a serigrafia, programas que sejam capazes de produzir layouts e diapositivos
poupam tempo e gastos, além de garantirem precisão e qualidade.
São detalhes tecnológicos aliados aos custos de montagem e produção que
despertam interesse na produção de impressões serigráficas em pequena, média e
em larga escala.
Confecção de Matrizes
Uma das etapas da confecção de matrizes é a aplicação de uma emulsão fotossensível
na tela, esta etapa é chamada de processo direto.
O princípio básico do processo direto é fundamentado na mistura de sensibilizante na
emulsão, depois da mistura, e emulsão fica sensível a ação da luz, possibilitando a
gravação de um diapositivo*, pois a emulsão fica sensível à ação da luz.
*arte final em preto e branco

O processo é simples, as áreas que são


expostas à luz sofrem uma reação
química ficando insolúveis.

Mas as áreas que não sofrem ação da


luz, ficam protegidas pelos traços do
diapositivo, ficando solúveis, e são
removidas na hora da revelação da
tela.

A confecção de matrizes, no decorrer do processo é a etapa de maior importância,


pois ela determinará a qualidade final do trabalho final a ser realizado durante a
impressão.
Antes da gravação da matriz e após a mesma estar esticada, convém seguir certas
etapas de preparação.
Certamente você pode estar querendo perguntar qual a razão de se preparar a malha
antes de aplicar a emulsão?
A resposta é simples, as malhas recebem diversos tipos de tratamento químico
durante sua fabricação e podem vir de fábrica impregnadas com algum tipo de
produto.
Além disso, durante a estocagem é praticamente impossível evitar a poeira que se
acumula entre os fios.
O manuseio da malha acaba por contaminá-la com a gordura proveniente das mãos
dos operadores e dos esticadores.
A aderência da emulsão na malha é prejudicada pela presença de detritos, por isso é
preciso verificar a malha na qual vai ser aplicada a emulsão.
Comece verificando a presença de poeira e gordura, a gordura e a poeira diminuem o
tempo de vida da matriz.
Os "olhos-de-peixe" e outras manchas também têm origem no mau desengraxe da
tela, também são problemas.
As partículas da poeira que se soltam na revelação geram furos que precisam ser
retocados e as que não se soltam durante a revelação, podem soltar depois, durante
a impressão.
Na limpeza das malhas não devem ser usados álcool ou solventes porque estes
produtos não retiram a poeira, apenas espalham a gordura de um lado para outro,
sem remove-la.
Embora os detergentes e os sabões sejam mais eficientes do que o álcool, também
não são indicados, pois deixam a superfície da malha muito alcalina, o que não é
nada bom para a aderência da emulsão, já que a alcalinidade propicia o
desagregamento das moléculas.

Produtos para o Desengraxe


Sempre se recomenda aos serígrafos que usem produtos, específicos para o
desengraxe e a preparação das malhas.
Os seguintes desengraxantes podem ser encontrados em casas especializadas:
Prepamsk é um desengraxante em gel concentrado, para o uso geral.
É muito eficiente, não produz espuma excessiva, não é corrosivo e é biodegradável,
como é ecologicamente correto, pode ser usado sem problemas.
O Seriprep 102 é um desengraxante líquido concentrado, sem silicone ou aditivos
concentrados, o Seriprep 102 elimina qualquer tipo de gordura e resíduos.
Também reduz a carga estática e a aparição de micro-furos nas matrizes ao eliminar
as partículas de óxido.
Funciona como agente de superfície, aumentando substancialmente a fluidez das
emulsões sobre a malha tratada.
O Seriprep 101 é um tipo de desengraxante concentrado em pasta, tem uma fina
ação abrasiva que risca a superfície dos fios.
Este efeito é para facilitar a posterior aderência de emulsões e filmes.
É especialmente indicado no desengraxe de telas novas, e nos casos onde a aderência
da emulsão é mais difícil, como na aderência de filmes capilares sobre malhas de
poliéster.
Na realidade, o uso de Seriprep 101 é útil em qualquer situação, pois sua ação
abrasiva ajuda na remoção de resíduos de tinta ou outras impurezas encontradas nas
telas recuperadas.
O desengraxe é o processo de
preparação da malha serigráfica antes
da aplicação da emulsão.

Na realidade, o processo de
preparação prévio da malha envolve
mais que uma simples remoção da
gordura, mas o desengraxe é muito
importante para obter uma boa
matriz.

Emulsões para serigrafia


Emulsões para serigrafia são uma mistura de resinas em suspensão aquosa, de média
para alta viscosidade, que, quando sensibilizadas, se modificam com a ação da luz.
Normalmente são utilizadas resinas de PVA ou de PVOH, que têm a interessante
propriedade de serem solúveis em água.
Por isso, todas as emulsões, mesmo depois de secas, dissolvem-se com água.
Mas existe uma coisa que as torna insolúveis: é sua exposição à luz, e uma vez
sensibilizadas, as emulsões ficam sujeitas à ação da luz, que modifica a estrutura de
suas moléculas, tornando a camada de emulsão insolúvel em água.
Se pensarmos que podemos expor à ação da luz apenas uma parte da camada de
emulsão, descobrimos que podemos expor à ação da luz apenas uma parte da
camada de emulsão, descobrimos que podemos usa-la para reproduzir imagens.
Assim, com o auxílio de um diapositivo (fotolito ou arte final), podemos gravar na
camada de emulsão áreas solúveis e áreas insolúveis.

As áreas que não forem expostas á luz permanecerão solúveis e serão facilmente
removidas com água e formarão o estêncil, que é a mascara que reproduz a
imagem.
Na serigrafia a emulsão funciona como astêncil, isto é, é a emulsão quem define a
imagem, delimitando as áreas por onde deve passar a tinta.
Pode-se dizer que são duas as propriedades exigidas de um material utilizado como
estêncil:
A fidelidade de cópia, que implica em definição e resolução.
A resistência a produtos químicos e ao desgaste físico e também à abrasão.
Uma boa emulsão deve ter fidelidade de cópia e resistência a produtos químicos e ao
desgaste físico e também à abrasão.
As emulsões podem ser encontradas em dois tipos:
Própria para impressão com tinta a base de solvente.
Especial para impressão com tinta a base de água.
As emulsões não sensibilizadas podem ser armazenadas por um bom tempo, já as
sensibilizadas duram até quatro semanas, quando mantidas em ambiente fresco,
ventilado e protegido da luz.

Sensibilização da Emulsão
As emulsões podem ser sensibilizadas com bicromatos ou diazo.
Os bicromatos podem ser sódio, potássio e amônia, destes ou mais usado é o de
sódio.
A mistura à emulsão deve ser na
proporção de 9 partes de emulsão para 1
parte de sensibilizante.
Deve ser usado um copo graduado para
medir corretamente as partes que serão
misturadas.
Na hora da mistura, deve-se ter um
cuidado todo especial, que é não fazer
movimentos rápidos para evitar criar
bolhas na emulsão, o que irá causar
"olhos-de-peixe" ao revelar a tela.
O correto é fazer movimentos lentos em
forma de oito, até a mistura ficar bem
homogênea, depois deixar repousar por
pelo menos 20 minutos antes de usar para
emulsionar a tela.

O diazo possui excelente resistência ao tempo e pode ser armazenado por períodos
mais longos que os bicromatos e também apresenta alto grau de definição de traços
finos.
O diazo necessita de mais tempo de exposição e sua gravação é feita com radiações
luminosas ricas em raios ultravioletas.
A proporção da mistura do foto sensibilizante na emulsão foi indicada para ser em 9
partes de emulsão para 1 parte de sensibilizante, isto é seguido pelos serígrafos, mas
é sempre recomendável ler as instruções do fabricante, tanto da emulsão fotográfica
quanto do foto sensibilizante, pois podem existir variações, neste caso, devem ser de
acordo com as indicações do fabricante.

Outras Emulsões
Existem outros tipos de emulsões, como a emulsão fotopolímera, que é fabricada
com resinas que já são, por si só, sensíveis à luz.
Por isto não precisam ser sensibilizadas, elas já vêm prontas para o uso e
proporcionam excelente fidelidade de cópia, obviamente, devem permanecer
estocadas em ambiente seco, fresco e meio escuro, tem pouco tempo de
armazenagem.
Também existem as emulsões diazo-fotopolímeras, que são emulsões
fotopolímeras que levam uma pequena dose de diazo em sua composição.
São também chamadas de emulsões de dupla-cura, por terem um duplo sistema de
sensibilização.
Estas emulsões reúnem as melhores qualidades dos sistemas diazo e fotopolímero e
são as mais resistentes, porém, muito mais caras.
Muitas delas são universais, o que significa que resistem a todo tipo de tinta utilizada
na impressão serigrafia.
As emulsões emulsões fotopolímeras e as emulsões diazo-fotopolímeras são
menos utilizadas pelo seu alto custo, somente em grandes estamparias podem ser
encontradas.

Definição e Resolução
Entende-se como definição a capacidade da emulsão de recortar com precisão os
limites da imagem.
Quando uma emulsão tem boa resolução, os mais finos reticulados são reproduzidos
com muita perfeição.
As etapas da preparação de uma tela emulsionada são a sensibilização, aplicação da
emulsão e a secagem da emulsão.
Como detalhe muito importante, essas três etapas devem ser feitas em uma sala
escura.
Chama-se sala escura um ambiente com iluminação adequada para o trabalho com
produtos sensíveis à luz, neste caso, a iluminação do ambiente tem que ser tal que
não afete a emulsão.
A luz que impressiona as emulsões serigráficas é a que contem radiações na faixa do
azul, do violeta e do ultravioleta, e isto inclui a luz branca.
Por isso deve ser evitada toda luz que contiver estas radiações, inclusive a luz do dia,
isso apenas antes de revelar a matriz.
Basta manter o ambiente de trabalho sob iluminação de predominância do amarelo
ou vermelho.
Isto é fácil como o uso de lâmpadas amarelas ou vermelhas, hoje em dia, bastante
comuns.
Nas primeiras visitas de amigos, eles estranham, pensam algo estranho, como uma
discoteca ou boate, não ligue, isso aconteceu comigo também.

Aplicação de Emulsões

A aplicação da emulsão na tela é o


processo pelo qual construímos a camada
de emulsão, que resulta no estêncil da
matiz serigráfica.

Por isso, esta etapa é muito importante,


pois a camada aí construída é a definitiva,
ela é que vai determinar a qualidade final
da impressão.

Para passar a emulsão, coloca-se a tela em posição vertical e aplica-se uma camada
de emulsão de maneira uniforme em toda a extensão da tela.
Se a camada não for uniforme, ficarão espessuras diferentes e causarão diferenças no
depósito e na cobertura de tinta.
E no momento de exposição à luz, se houverem diferenças de espessura na camada
de emulsão, a área com maior quantidade de emulsão precisará de mais tempo de
exposição, e a área com menor espessura ficará tempo demasiado em exposição, isso
vai dificultar a revelação da tela.
Nos dois lados da tela devem ser passadas camadas uniformes, com cuidado muito
especial no lado da tela que entrará em contato com o substrato, a emulsão deverá
ser uma camada bem lisa, pois qualquer qualquer saliência, por menor que seja,
prejudicará a definição da imagem.

Cuidados Básicos na Aplicação da Emulsão


Antes de aplicar a emulsão, certifique-se de que a emulsão não contém pequenas
bolhas, as bolhas podem se transformar em riscas e raias na camada.
A aplicação deve ser lenta e contínua para evitar a formação de bolhas de ar.
Nunca pare o rodo na metade do percurso, pois isso causa o acumulo de emulsão na
área parada.
Para nas bordas e recolha com o próprio rodo o excesso das bordas.
Além do rodo, existe quem prefira usar calhas aplicadoras de emulsão, que são
próprias para esta finalidade, e são facilmente encontradas no mercado.
Se qual for o instrumento utilizado, aplique sempre a última camada pelo lado de
dentro da tela, de maneira a empurrar a capa de emulsão através da malha, para o
lado de fora.
Se utilizar o rodo, o rodo deve ter 1 centímetro a menos que a largura interna do
quadro.
Se utilizar uma calha, o comprimento da calha deve ser de 1 centímetro menor que a
largura interna do quadro.
Nunca use rodos ou calhas muito menores que os quadros, para evitar a superposição
de camadas.
Fique ligado(a) na borda da calha, é muito importante.
Sempre prefira uma calha com a borda bem regular e tome todos os cuidados para
conservá-la sempre assim.
Irregularidades na borda da calha acarretam em defeitos na camada da emulsão.
Para malhas mais abertas, prefira uma calha de bordas arredondadas, que depositará
maior quantidade de emulsão.
Para malhas mais finas, que requerem quantidades menores de emulsão, use uma
calha de bordas finas.
Algumas calhas têm os dois tipos de borda, uma de cada lado.
Seguindo estas instruções, com certeza, você terá bons resultados na hora da
impressão.

Quantidade de Camadas

A aplicação da emulsão deve ser feita dos


dois lados da tela, sendo duas aplicações
na tela por dentro do quadro ou moldura,
ficando em contato com o substrato.

Quando é aumentado o número de camadas de emulsão por dentro, também é


aumentada a resistência da matriz.
No caso de serem aumentadas o número de camadas de emulsão por fora, no caso,
na parte que ficará em contato com o substrato, teremos mais definição da imagem.

Gravação da Tela Mesa de Luz


A copiagem de matrizes exige exposição à luz, e que deve observar certos itens,
como uma mesa de luz apropriada, rica em raios ultravioleta.
Estes raios ultravioleta provocarão a reação de endurecimento da emulsão em bons
níveis, garantindo à matriz uma boa qualidade no trabalho.
É possível adquirir uma mesa de luz para serigrafia pronta, se você procurar nas
casas do ramo, ficará muito surpreso com o valor que é cobrado por uma caixa com
uma luz no meio, uma lâmpada, e às vezes um temporizador para desligar a lâmpada
num determinado tempo.
Como nosso objetivo é gastar pouco, optamos por explicar como fazer a mesa, antes
de começar a construção da mesa, procure e verá que você economizará pelo menos
R$ 4.000,00 só na mesa de luz.

Para uma mesa de luz ou fazer


uma mesa de luz basta ter
madeira, pregos e um pedaço de
vidro.

Na cuba será instalada a lâmpada os as lâmpadas, se assim desejar.


Na cuba devem ter furos para permitir a ventilação, e seu interior deve ser branco,
para melhor distribuir e refletir a luz, pode ser obtido ótimo resultado, forrando o
interior da cuba com papel laminado -DICA- a lâmpada deverá estar á distância de
50cm do vidro, onde será colocada a tela.Pois muito próximo, provoca o
endurecimento da emulsão pelo calor térmico.

Gravação da Tela Mesa de Luz


A copiagem de matrizes exige exposição à luz, e que deve observar certos itens,
como uma mesa de luz apropriada, rica em raios ultravioleta.
Estes raios ultravioleta provocarão a reação de endurecimento da emulsão em bons
níveis, garantindo à matriz uma boa qualidade no trabalho.
É possível adquirir uma mesa de luz para serigrafia pronta, se você procurar nas
casas do ramo, ficará muito surpreso com o valor que é cobrado por uma caixa com
uma luz no meio, uma lâmpada, e às vezes um temporizador para desligar a lâmpada
num determinado tempo.
Como nosso objetivo é gastar pouco, optamos por explicar como fazer a mesa, antes
de começar a construção da mesa, procure e verá que você economizará pelo menos
R$ 4.000,00 só na mesa de luz.
Para uma mesa de luz ou fazer
uma mesa de luz basta ter
madeira, pregos e um pedaço de
vidro.

Na cuba será instalada a lâmpada os as lâmpadas, se assim desejar.


Na cuba devem ter furos para permitir a ventilação, e seu interior deve ser branco,
para melhor distribuir e refletir a luz.
É obtido ótimo resultado, forrando o interior da cuba com papel laminado.
Se o vidro ficar muito muito próximo da lâmpada, o calor gerado pela lâmpada
provoca o endurecimento da emulsão pelo calor térmico, e não pela ação dos raios
ultravioleta providentes da luz, como é esperado.

Na cuba será instalada a lâmpada.


A cuba deve ter furos para a
ventilação, e seu interior deve ser
branco ou forrado com papel
laminado para melhor distribuir e
refletir a luz.

Como dever ficar a


mesa de luz pronta.
As cubas podem ser
feitas retangulares,
quadradas ou cônicas.

A cuba deve ser


elaborada de forma
que após a montagem
da mesa e a colocação
da lâmpada, a
lâmpada deverá estar
á uma distância de 50
cm do vidro, onde será
colocada a tela.

O pé da mesa é
formado por dois
pedaços de tábuas

As lâmpadas
A fonte de luz deve ser rica em raios ultravioletas que proporcionarão uma reação de
endurecimento da emulsão em maiores níveis.
As lâmpadas mais empregadas em serigrafia são foto "flood" e Fluorescentes, mas
não são as que apresentam melhores resultados.
As lâmpadas Foto Flood são do tipo comum e as
incandescentes possuem pouca, ou quase
nenhuma radiação ultravioleta.

A busca de melhor qualidade na gravação, nesse


caso, não será alcançada, mesmo que se use uma
emulsão de melhor performance do tipo
Fotopolímeras ou Diazo-fotopolímeras.

As lâmpadas fluorescentes não tem uma


incidência total de raios ultravioleta.
Mas tem uma radiação que pode gravar
telas de uma forma geral.

As lâmpadas citadas abaixo são de modo geral, as de melhor qualidade.


A fluorescentes de Luz Negra possui uma boa radiação de ultra violeta, que
possibilita a gravação de uma tela com muita qualidade.
A lâmpada de Vapor de Mercúrio tem uma posição espectral definida nas radiações
ultravioleta.
Com este tipo de iluminação, torna-se possível obter bons resultados.
As lâmpadas de Hologênio Metálico são consideradas uma ótima opção por terem
uma boa posição espectral.
Existem alguns problemas que são comuns, a falta de nitidez, a redução da vida útil
da matriz e revelação difícil, e que só acontecem quando as lâmpadas não possuem
uma boa radiação ultravioleta.

Tratamento devido na tela


Toda a produção de matrizes serigraficas, implica na formação de uma camada foto
sensível (é a emulsão) sobre uma malha (pode ser o nylon ou poliéster).
Para serem obtidas matrizes duráveis, a união entre a emulsão e a malha deve ser a
mais completa possível.
Os grandes causadores de problemas dessa natureza são as gorduras e poeiras que,
se não forem removidas, prejudicarão todo procedimento de aplicação da tinta.

Emulsionamento da tela
Existem várias técnicas para serem preparadas as matrizes.
Mas todas as técnicas partem de um ponto fundamental, este ponto fundamental é a
tela esticada e desengordurada que recebe a aplicação de uma emulsão, e fica
dependendo do restante do processo, que é a gravação futura da matriz.
Somente quando a malha desengraxada estiver bem seca e limpa, estará pronta para
receber a camada de emulsão.

As emulsões na forma líquida são


depositadas diretamente sobre a
malha utilizando o rodo de borracha,
o mesmo que é utilizado para aplicar
a tinta no substrato, ou por meio de
uma calha.

A emulsão deve ser bem escolhida, pois


normalmente a camada depositada sofre
um encolhimento durante o processo de
secagem.
Isso faz com que essa camada tome o
termo da malha, que prejudica seriamente
a qualidade das impressões feitas com
esta matriz.

Secagem da emulsão
Dentre as várias etapas que compreendem a gravação de uma matriz, a secagem da
emulsão fotográfica tem um destaque de grande importância.
Depois de aplicarmos a emulsão fotográfica em estado líquido na tela, se requer uma
secagem adequada para que o processo de exposição seja obtido de forma plena e
correta.
Antes da exposição à luz, a emulsão deve estar completamente seca na tela.
Se a camada de emulsão não for uniforme, podemos afirmar que debaixo a película
superficial da emulsão aparentemente seca, podem existir áreas não secas que
causarão muitos problemas na gravação, prejudicando os resultados finais,
Neste caso, o que acontece é que as partes úmidas que possuem sensibilidade
reduzida ao endurecimento através da ação da luz, tornando impossível a secagem
perfeita e uniforme.
A primeira regra para a secagem da emulsão é secar naturalmente ou utilizando um
secador de cabelos, mas sempre longe de qualquer fonte de luz rica em raios
ultravioletas.
Só são obtidos ótimos resultados na secagem da emulsão se for seca em penumbra
durante a aplicação e a secagem da emulsão.
É óbvio que não dá pra trabalhar no escuro, então é recomendável (necessário) secar
a emulsão em sala iluminada com lâmpada amarela ou vermelha, dessas de
decorações natalinas.

Exposição à luz
A fonte de luz deverá ser rica em raios ultra violeta para que seja possível obter a
adequada sensibilização por parte da emulsão.
Enfim, a exposição à luz é uma das etapas mais importantes na confecção de uma
matriz, por isso é requer cuidados e atenção redobrados.
Basicamente, a luz ultra violeta é usada para endurecer as áreas do estêncil que não
correspondem à imagem.
Para isso, deve-se usar a quantidade correta de luz, evitando os com isso os
problemas de má reprodução da imagem ou de má resistência por falta de
endurecimento correto da emulsão.
Para evitar problemas na revelação e na resistência, determine antes o tempo de
exposição ideal para suas necessidades, use um guia, anote seus testes de exposição.
Opte sempre pelo tempo mais longo possível, porém sem que haja perda de
definição.
Para sabermos o tempo necessário para a gravação de uma tela, são necessários
vários testes e provas.
O tempo de exposição ideal permite a revelação de todos os elementos com relativa
facilidade e ao mesmo tempo apresenta um ótimo endurecimento da emulsão
sensibilizada, que não se desprende durante a revelação e mantém a matriz firme.
Você com pouca experiência não vai querer ficar tentando acertar o tempo de
exposição, então lhe informo que eu utilizo sempre 3 minutos exatos de exposição à
luz nas minhas matrizes, que são feitas com nylon de 100 fios, e utilizo em minha
mesa de fabricação caseira, uma lâmpada incandescente comum de 250 watts.
É bom ter em mente alguns pontos fundamentais:
1) O desenho com áreas chapadas pode ter o tempo de exposição ligeiramente
maior.
2) Em retículas ou detalhes muito finos, a exposição pode ser ligeiramente menor,
para garantir a definição dos traços.
Podem e devem ser feitos testes para saber o comportamento de cada mesa de
gravação.
Na primeira gravação, grave uma tela com 3 minutos de exposição e verifique o
resultado.
Depois grave outra com 5 minutos e depois faça outra com 4 minutos.
Analise qual foi a revelação de resultado melhor em termos de facilidade de revelação
e resultado obtido, assim, você saberá qual é o tempo correto de exposição de sua
mesa.
A mesma mesa, se colocada em ambientes diferentes pode apresentar resultados
diferentes, mesmo utilizando-se o mesmo tipo de emulsão e o mesmo tempo de
exposição.
As condições climáticas e de secagem, assim como de preparação e de camadas de
exposição, alteram bastante o tempo de exposição, daí a necessidade de serem feitos
testes.
Recomenda-se manter as mesmas condições, para que o tempo de exposição possa
ser constante em todas as gravações.
Camadas mais espessas de emulsão necessitam maior tempo de exposição, da
mesma forma, precisa de um tempo maior de exposição, se a lâmpada estiver meio
longe do vidro, que deve ser totalmente transparente.
Dentre as várias etapas que compreendem a gravação de uma matriz, a secagem da
emulsão fotográfica tem um destaque de grande importância.
Depois de aplicarmos a emulsão fotográfica em estado líquido na tela, é requerida
uma secagem adequada para que o processo de exposição seja obtido de forma plena
e correta.
Antes da exposição à luz, a emulsão deve estar completamente seca na tela.
Se a camada de emulsão não for uniforme, podemos afirmar que debaixo a película
superficial da emulsão aparentemente seca, podem existir áreas não secas que
causarão muitos problemas na gravação, prejudicando os resultados finais,
Neste caso, o que acontece é que as partes úmidas que possuem sensibilidade
reduzida ao endurecimento através da ação da luz, tornando impossível a secagem
perfeita e uniforme.
A primeira regra para a secagem da emulsão é secar naturalmente ou utilizando um
secador de cabelos, mas sempre longe de qualquer fonte de luz rica em raios
ultravioletas.
Só serão obtidos ótimos resultados na secagem da emulsão se ela for aplicada em
penumbra.
É óbvio que não dá pra trabalhar no escuro, então é recomendável (absolutamente
necessário) secar a emulsão em sala iluminada com lâmpada amarela ou vermelha,
dessas de decorações natalinas.

Insuficiência de luz
A insuficiência de luz ultra violeta causa o que se chama de sub-exposição e reduz a
durabilidade do estêncil, além de prejudicar seu corte e definição.
No caso da sub-exposição, os resíduos podem se depositar em áreas de imagem,
danificando a matriz.
Em matrizes com sub-exposição é comum o aparecimento de furinhos e ao contrário
do que se imagina, a sub-exposição sempre acaba dificultando a recuperação da tela,
na verdade nunca mais ficará boa se não for começado desde o primeiro processo
que o desengraxar.
Além do mais, a emulsão poderá se soltar
por completo na hora da revelação.
É importante saber também que o excesso
de luz ultra violeta resulta no
endurecimento total da emulsão.
A luz difusa se espalha por detrás das
áreas negras do fotolito, atingindo os
limites da imagem.
A revelação se torna difícil e os detalhes
finos desaparecem.

Dicas para alguns cuidados na gravação de uma matriz:


Conforme já citado, determine o tempo de exposição para o total endurecimento da
emulsão, caso sinta necessidade, faça testes preliminares.
Sempre posicione o diapositivo com a face fosca da camada do filme em contato com
a camada de emulsão.
Tanto o diapositivo quanto a emulsão devem estar em contato direto com o vidro da
mesa de exposição à luz.
O vidro da mesa e o diapositivo devem estar sempre muitos limpos.
Malhas coloridas, como o amarelo, laranja ou vermelho são as que conseguem
melhores resultados técnicos, porém necessitam de um tempo de exposição à luz
maior.
Se o problema for a emulsão que adere o diapositivo e ao vidro da prensa de contato,
deixe a emulsão secar completamente. Não tenha pressa em secar a emulsão, pois
também nesse caso, apressa será sua inimiga.
Se a emulsão apresentar furos e se soltar durante a revelação, pode ser por três
motivos:
a) por desengraxamento incorreto, nesse caso, ficou gordura na malha.
b) ou por tempo de secagem insuficiente.
c) a emulsão do tipo diazo foi usada e guardada por um tempo longo ou foi
submetida a temperaturas elevadas no lugar em que foi guardada.

Gravação
Após ter desengraxado e aplicada a emulsão na tela, vamos à gravação propriamente
dita.
Todo esse processo é feito dentro da uma sala escura, desde a mistura da emulsão
com o sensibilizante, até a revelação.
A iluminação dentro desta sala deve ser de luz amarela ou vermelha, pois este tipo de
luz não afeta a emulsão, possibilitando a sua visão durante o processo, e permitindo
a locomoção do serígrafo dentro da sala de gravação.
Bem, vamos começar a gravação, siga os passos seguintes:
1 - Limpe bem o vidro da mesa.
2 - Coloque o diapositivo*** sobre o vidro da mesa.
3 - Sobre o diapositivo, coloque o quadro da tela, de forma que o nylon emulsionado
fique em contato direto com o diapositivo.
4 - Coloque sobre o quadro da tela uma cartolina preta ou pano preto.
5 - Sobre a cartolina ou pano, coloca-se uma placa de vidro, ou na falta, um pedaço
de madeira bem lisa e aplainada, não use nada metálico para esta função.
6 - Por fim, coloque alguns pesos que servem para garantir um completo contato
entre o diapositivo e o nylon emulsionado.
7 - Depois dos passos descritos, é só fazer a exposição, ligando a fonte de luz da
mesa.
*** arte-final

Vamos ver como se faz a revelação


da matriz num passo a passo, antes
observe os detalhes da construção
da mesa de luz e como devem ser
colocados os materiais citados a
seguir.

Coloque o diapositivo pela parte de trás da


tela

Fixe o diapositivo com fita adesiva


transparente, como exemplo, fita durex.
Verifique se o diapositivo este bem firme,
ele não deve sair do lugar ao qual foi
fixado.

Limpe bem o vidro da mesa de luz, neste


caso pode ser usado álcool.

Coloque a tela em cima da mesa de luz.

Coloque sobre o quadro um pedaço de


cartolina duplex ou pano bem escuro, de
preferência, de cor preta.
Depois coloque um pedaço de material
liso, pode ser um pedaço de madeira bem
lisa ou um pedaço de vidro.

Coloque pesos em cima do vidro por


dentro do quadro, o peso vai garantir o
perfeito contato com o nylon emulsionado.

Ligue a mesa de luz, se dando o início à


exposição da luz para obter a gravação da
referida tela, aí teremos a dita matriz.
Após o tempo de exposição, retire o
quadro da mesa e passe para a revelação.
Lembra do tempo?
Fez seus próprios testes?
Não sabe? Então tente 3 minutos.
Para revelar a matriz, molhe os dois lados
da tela, sem fazer pressão, depois aplique
jatos finos de maneira que os mínimos
detalhes do desenho fiquem transparentes
na tela.

Processo Capilar
O processo capilar é um sistema onde, ao invés de usar emulsão, usa-se um filme
pré-sensibilizado, que também permite a confecção de matrizes.
Trata-se de uma nova tecnologia de filmes capilares á base de fotopolímero, livre de
diazo, ou seja, que não se degeneram com o calor, que é um fator muito crítico em
nosso país.
Esse processo é extremamente flexível, pois proporciona ótima adesão em tecidos
sintéticos, com qualquer quantidade de fios, o que permite tiragens de até 50.000
impressões, garantindo altíssima definição e resolução, permitindo que os usuários do
processo indireto, possam utiliza-lo eficazmente.
O filme de fotopolímero pré-sensibilizado, baseado em uma nova tecnologia, é ideal
para o trabalho onde se busca camadas planas.
Além de apresentar alta definição e resolução para pequenas e grandes tiragens, é de
ótima resistência a solventes e totalmente recuperável.
O Fotecap Zircon também apresenta ótima adesão sobre os tecidos sintéticos, com
qualquer quantidade de fios.
Dentre suas inúmeras vantagens técnicas, podemos destacar:
a) A camada totalmente plana, mesmo com baixa espessura
b) A vida útil prolongada, mesmo em condições climáticas adversas
c) A revelação rápida de matrizes com camadas finas ou espessas
d) Por não atrair poeira durante a preparação e a adesão do filme.
O filme capilar é ideal para aplicações de retícula e linha finas impressas com tinta a
base de solvente e de cura ultra violeta, proporcionando alta qualidade de impressão
para médias e longas tiragens (20 a 50.000 peças).
Embora descrito aqui o processo capilar, apenas 2% dos serígrafos utilizam este
método, mas como faz parte da serigrafia, foi optado pela inclusão também deste
processo a título de informação.

O uso do Fotecap Zircon


Após obter a tela bem esticada, é fundamental que se trate a malha serigráfica com o
abrasivo próprio que, em uma só operação, desengraxará e deixará o tecido áspero,
aumentando a aderência do filme capilar.
Depois de enxaguar a tela, aconselha-se aplicar um condicionador para manter a
malha uniformemente molhada, com uma fina e ininterrupta camada de água, no
lado da impressão.

Aderindo o filme no lado da impressão da matriz, vejamos três maneiras diferentes


de seguir o processo:

1) Enrole o filme sobre si


mesmo, com o lado da emulsão
para fora.
Encoste na parte superior da
matriz e deixe-o desenrolar,
passando depois um rodo para
fixa-lo.
É o método aconselhável para
telas de pequenos e grandes
formatos.

2) Encoste o tecido seco sobre


o filme pré-sensibilizado,
posicionado em uma superfície
plana e molhe-o com um jato
de água ou com uma esponja
pelo lado do rodo.
3) Encoste o tecido úmido
sobre o filme pré-sensibilizado,
posicionado a uma superfície
plana. Este processo é
Indicando para pequenos
formatos.

Passe um rolo de impressão pelo lado interno da matriz, para retirar o excesso de
água e garantir a aderência do filme com o tecido.
Na seqüência, deixe a matriz secar completamente, em um local seco e escuro
(isento de luz branca).
Depois de secar a matriz, retire o suporte plástico e deixe secar por mais alguns
minutos antes da exposição.

4) Proceda a exposição da matriz


normalmente, lembrando que é
aconselhado que utilize prensa a
vácuo e fonte de luz de rica em
raios ultravioleta para obter uma
gravação perfeita e com
qualidade.

5) Revele a matriz dirigindo um


jato suave de água nos dois lados
da matriz, de preferência com um
espalhador.

Embora descrito aqui o processo capilar, apenas 2% dos serígrafos utilizam este
método, mas como faz parte da serigrafia, foi optado pela inclusão também deste
processo a título de informação.

Adesivos
Adesivos são colocados em cima das mais diversas superfícies como armários,
embalagens, etc.
As matrizes para adesivos devem
ser gravadas normalmente, ou seja,
o diapositivo (a arte final) deve ser
colocado em cima da mesa de
gravação com a parte escrita ou
desenhada voltada para a tela.

Adesivos para vidro que serão


colocados por dentro dos carros ou
nas vitrines de lojas.
Para adesivos para vidros, a
gravação é feita de modo invertido,
ou seja, a parte escrita ou
desenhada do diapositivo deve ser
colocada virada para baixo, isto é,
virada para o vidro da mesa de
gravação.
Quem olha de fora para dentro, vê a imagem de forma correta, e de dentro para fora,
a imagem será vista ao contrário, lembre-se sempre disso ao colocar o diapositivo na
tela.

Imagem normal para camiseta ou


qualquer superfície.
Imagem invertida para vidros para ser
aplicada na parte interna.

Revelação da tela
Terminada a exposição á luz, é preciso revelar a tela propriamente dito.
Para isso deve-se ter preparado e pronto para ser utilizado um pedaço de mangueira
com aproximadamente 2 metros de comprimento, que ficará com uma de suas pontas
presa em uma torneira, e na outra, deveremos colocar um bico especial tipo
jardineiro, que nos permitirá controlar o jato de água.

Depois de tirar a matriz recém colocada à


exposição da luz, é preciso revelar a tele,
comece molhando bem os dois lados da
tela (sem pressão).
Depois dos dois lados da tela molhados,
com jatos finos faça o jateamento de água
fria sobre o desenho que foi gravado, até
que todas as letras, traços, pontos, enfim,
tudo que havia na arte-final, que fique
transparente na tela, sem emulsão.
Para conferir se a tela está bem revelada,
coloque-a contra uma luz de maneira que
possa ser verificado se em todos os traços
revelados, passa claridade.

Se algum traço ainda estiver obstruído por emulsão você deverá insistir, jogando
mais água até que tudo esteja revelado.
Caso contrário, onde ainda existir a emulsão, não passará tinta no momento de
impressão.
Após a revelação a tela vai estar toda molhada, para eliminar a água, coloque alguns
pedaços de papel de jornal em cima de uma mesa e coloque a tela em cima do jornal.
Pegue mais algumas folhas e coloque por dentro da tela, e use quantas folhas forem
necessárias para absorver a água.
Para finalizar a secagem, use ventilador ou secador de cabelos ou deixe secar no sol.

Vedação da tela
A vedação da tela é o acabamento que visa evitar vazamentos de tinta, com a
colocação de uma fita gomada nas bordas da tela, e também por dentro.

A fita gomada deve cobrir pelo


menos a metade da moldura e um
pedaço do nylon, em torno de 2
cm.

Desgravação da tela
Sempre podemos reutilizar o quadro e a tela que se encontra esticada, removendo a
gravação existente com produtos adequados.
Podem ser utilizados na remoção da emulsão, produtos como o removedor de
emulsão Tec 4, o removedor Seristrip gel, o removedor de emulsão HB 52.
Na falta desses produtos, que são relativamente caros (R$ 18.00 o litro), pode ser
utilizada uma forma bem simples, e acima de tudo, barata.
Essa forma é colocar dentro de um tanque água sanitária (R$ 1.00 por litro) ou cloro
(R$ 5.00 por litro) com água, numa proporção de 3 litros de água para 1 litro de água
sanitária ou cloro.
Deixe a tela de molho por
aproximadamente de 5 a 15 minutos para
que a emulsão amoleça solte o nylon.
Depois que a emulsão amolecer, basta
retirar a tela do tanque e jogar água com
bastante pressão, e toda a emulsão sairá.
Use um jato de mangueira.
Se em alguns pontos a emulsão insistir e
não soltar, você deverá pegar duas
estopas embebidas em álcool ou em
solvente e esfregar. Depois passe a
mangueira com jatos de água até a tela
ficar completamente livre da emulsão.

Para esfregar, pode ser fixa a tela, em uma morsa e esfrega-se as estopas uma em
cada lado da tela, até que os retos de emulsão desapareçam.
Deve-se esfregar com cuidado para não afetar a tensão da malha, ao forçar a
remoção destes resíduos.

Matrizes com filme


Matrizes com filmes são feitas com um filme de poliéster no qual foi aplicada uma
camada de tinta colorida e translúcida, e que depois de seca transformou-se numa
película de baixa resistência ao corte.
Como o filme de recorte tem um certo grau de transparência, coloca-se o filme sobre
a arte-final e usando um estilete bem afiado, a película deve ser recortada no formato
do desenho
A película é recortada no formato do desenho a ser impresso, os recortes das partes
da matriz pelos quais deve passar a tinta deverão permanecer vazadas, e mantendo-
se no suporte de poliéster as áreas que serão usadas para vedar o tecido da matriz.
Existem filmes de recorte cuja a película é de cor vermelha, âmbar ou de outras
cores.
A película é sensível ao tipo de solvente é especialmente recomendado pelo fabricante
do filme, portanto, devem ser seguidas as recomendações do fabricante do filme, e
utilizar o solvente recomendado.
Os materiais usados na confecção da matriz pelo processo de recorte são poucos,
apenas o filme de recorte, que também é chamado de amberline, faca pequena ou
estilete, thinner serigráfico recomendado pelo fabricante do filme e pedaços de
estopa.
Técnicas de Recorte
Quando recortamos uma figura, que possua linhas retas, devemos usar uma régua de
metal de preferência.
Deve-se ter sempre uma boa visão da
linha.

Cortar sempre de modo que a régua fique


paralela à linha a ser cortada.

Quando uma letra possuir curvas, deve-se


recortar antes as partes retas com o
auxílio de uma régua.

As partes curvas devem ser feitas


a mão livre, isto é, cortadas sem a
ajuda da régua,

Observação:
O recorte do filme deve ser feito sempre pelo lado fosco.
O recorte parece simples e fácil, mais vai exigir habilidade e treino.
Atualmente o recorte é uma técnica pouco utilizada, já que com o uso dos
computadores, as artes são feitas por computadores, mas como se trata de um curso
de serigrafia, é interessante que sejam abordadas todas as técnicas.
Recorte do filme

Coloque o filme sobre o desenho, é


recomendável que o filme e o desenhos
estejam fixos entre si, use uma fita
durex para fixar nos lados, assim o filme
não fugirá da posição.

Recorte o desenho com um estilete ou


faca pequena, é necessário que o material
cortante esteja bem afiado.

Retire a película que foi cortada


Após o recorte de todo o motivo
(desenho), retire a película com o auxílio
de um estilete.
Sempre com muito cuidado e atenção,
evitando cortar ou ferir o suporte de
poliéster do filme.
Caso cortar a tela, todo o processo deve
ser reiniciado.

Observação:
O recorte do filme deve ser feito sempre pelo lado fosco.
Conforme já citado, o recorte parece simples e fácil, mais vai exigir muita habilidade
e treino.
Atualmente esta é uma técnica pouco utilizada, já que com o uso dos computadores,
as artes são feitas de outros modos, mas como se trata de um curso de serigrafia, é
interessante que sejam abordadas todas as técnicas.
Colagem do filme na tela
Os materiais utilizados na colagem do
filme na tela são apenas dois, o thinner
recomendado pelo fabricante do filme e
estopa.
Coloque a moldura em cima do filme de
recorte, o filme deve estar com a película
para cima.

Umedeça a estopa com um pouco de


thinner e passe na tela, fazendo um pouco
de pressão sobre o filme.
Após colar o filme na tela, retire o
papel suporte.
Escolha um dos cantos da matriz e
levante o poliéster com o auxílio de
um estilete, faça isso com cuidado
para não romper a tela e desperdiçar
todo o trabalho.

Se por acaso a película oferecer uma certa resistência para sair em alguns pontos, a
solução é molhar os pontos que teimam em não se soltar com thinner e esperar pela
secagem e tentar novamente.
Importante:
Quando for trabalhar com produtos químicos, como thinner, solventes e tintas,
recomenda-se o uso de luvas de borracha para proteger as mãos, máscara de
proteção individual e óculos protetores.
Também evite a inalação direta dos produtos, para isso, faça seus trabalhos em áreas
com boa ventilação.
Atenção:
O thinner derrete o filme, por isso, se o thinner for colocado em excesso poderá
danificar a matriz completamente.
O thinner é um solvente natural para a tinta usada na fabricação do filme, isto é, a
película.
A película quando entra em contato com uma quantidade limitada de thinner amole e
se transforma numa semi-tinta, ou seja, uma tinta com densidade gelatinosa.
A película tende a grudar no nylon quando estiver em contato direto e por estar
"meio-mole".
Depois de seca, a película não se desprenderá do tecido a menos que o thinner seja
usado e esfregado com uma estopa bem encharcada de thinner.
Como sugestão, no início, deve-se fazer as matrizes com motivos simples.
É aconselhado para iniciantes os recortes de letras e desenhos sem detalhes, ou seja,
sem traços finos, etc.
É interessante aprender a técnica exata, e praticar exatamente, deixando para depois
desenhos com recortes mais detalhados.
Nos dias atuais, a técnica de corte e colagem do filme é pouco utilizada, já que com o
uso dos computadores, as artes são feitas utilizando computadores, mas como se
trata de um curso de serigrafia, é interessante que sejam abordadas todas as
técnicas.
Modelos de letras

Observação:
Os tipos de letras podem ser os mais diversificados, atualmente este não é um ponto
que dificulte o trabalho, já que com o uso de computador, pelo menos 100 tipos de
fontes (letras) já são instalados, isso é uma variedade razoável.

Modelos de desenhos
Observe que os desenhos mostrados não tem detalhes, facilita o recorte.

Conforme já foi mencionado, é altamente


recomendável iniciar a técnica de recorte
do filme pelas letras, que são mais fáceis,
ou iniciar com desenhos sem detalhes.
Imagine que você vai recortar a letra E.
Após destacar a película, o meio da letra
vai continuar grudado no papel suporte,
pois a cola vai manter aquela parte
grudada até o momento de transferir para
a matriz.

Ao recortar um desenho ou letra usando filme de recorte, não é necessário cortar com
força, isso evita que atinja o poliéster.
Neste caso, neste caso, o poliéster é uma espécie de plástico transparente, chamado
de papel suporte.

Observe a figura ao lado, note que ao


retirar a película, o desenho ficou
nítido, ou seja, ficou transparente, que
no exemplo é a letra E.
Tudo aquilo que estiver em branco no
filme, vai permitir a passagem da
tinta, e o que estiver na cor do filme a
tinta não passará.

Antes de começar a impressão


Antes de começar a imprimir, é preciso fazer a vedação da matriz, este é o primeiro
passo da impressão propriamente dita, o processo de vedação deve ser feito para
ambos processos de confecção da matriz, seja pelo processo usando a revelação da
tela, aquele que utiliza a mesa de luz, fotolito, emulsão e foto-sensibilizante,
chamado de processo fotográfico, ou o processo de recorte de filmes, como o que
estamos descrevendo.
Podemos usar como elementos vedadores a laca nitro-celose, que é dissolvida em
thinner, ou goma-laca, que é dissolvida em álcool.
É claro que para matrizes confeccionadas com o processo fotográfico, já foi sugerido o
uso de fita crepe ou similar, mas para trabalhos com um número maior de tiragens,
nada impede que seja utilizado outro tipo de material para vedar a tela, isso fará com
que ele dure mais tempo.
Existem vedadores que são vendidos já prontos para uso, esses vedadores são
encontrados em casas especializadas em material de serigrafia.
Se não souber exatamente qual o tipo de
vedador exato para seu trabalho, compre
em partes pequenas, mesmo pagando
mais em teoria, não irá desperdiçar, só
compre em quantidades maiores quando
tiver escolhido o tipo de vedador correto
para o seu trabalho, enquanto isso, a fita
crepe serve tranqüilamente.

Feita a vedação, pode ser iniciada a


impressão.
Todos os passos para a impressão já
foram descritos na lição 7.

Como resultado final, a impressão da letra


E, com a matriz feita pelo processo
recorte.
Pode-se obter o mesmo resultado pelo
processo fotográfico descrito em lições
anteriores, neste caso, ao invés de
recortar a letra E com estilete, seria
revelada a letra E através do processo
fotográfico, conforme já citado, os
processos da confecção da matriz é que
são diferentes, mas sempre com o
objetivo final de uma boa impressão.

Filmes: O que você deve saber


Quando você for comprar um filme, fique atento(a) para que ele seja novo, pois
sendo novo, o papel suporte, neste caso chamado poliéster, sai mais facilmente, por
isso, causa menos riscos à matriz.
Quando você for retirar o papel suporte e a película levantar, pare imediatamente.
Se a película tende a se levantar, umedeça uma estopa em thinner e umedeça o filme
por baixo da matriz, contra o nylon.
Deixe a estopa de lado rapidamente e com dois dedos, um em cima do filme e outro
embaixo, faça pressão para que o filme cole a parte que descolou.
Repita o processo de retirar o suporte, ou seja, o poliéster, puxe bem devagar até
sair todo o papel suporte.
Deixe a matriz secar e estará pronta para ser utilizada para imprimir o motivo
impresso no substrato.

A impressão serigráfica
A impressão em princípio é muito fácil, apenas requer alguns cuidados.
Em primeiro lugar, o serígrafo deve ter uma base sólida que pode ser uma mesa de
impressão fabricada pela indústria especializada, ou uma mesa comum, desde que
seja plana e bem firme.
As mesas de impressão, fornecidas
pelas indústrias do ramo, já vêm
equipadas com suportes (garras)
metálicas, (molduras).
Essas garras podem ser compradas
separadamente para uso em mesas
comuns.
As garras possuem dobradiças que
devem ser parafusadas na parte
traseira das mesas.

Após a fixação da tela na garra metálica, observe se a tela encontra-se por completo
na base da mesa.
Se o quadro da tela ou a tampa da mesa estiverem empenados, provocarão defeitos
na impressão.
Se o empenamento for do quadro, uma ligeira torção no sentido contrário ao
empenamento resolve este tipo problema.
Mas se o empenamento for na base da mesa ou na tampa, não há outra saída, a não
ser usar outra mesa.
Ao colocar a tela na garra, você vai notar um pequeno espaço produzido pela
espessura da garra de metal que vai ficar por baixo do quadro.
Este espaço produzido pela garra é o que chamamos de fora de contato.
Devemos colocar do lado oposto dois
calços, sobre a superfície da mesa, para
apoiar o quadro da matriz na hora de
fazer a impressão.
O calço pode ser de madeira, cartolina, ou
qualquer material, mas tem que ter a
mesma espessura da altura produzida
pela garra (suporte).

A maioria das impressões são feitas com a matriz calçada conforme já foi mencionado
várias vezes.
ATENÇÃO:
Existem casos em que não devem ser usados os calços, usar ou não os calços vai
depender muito do material a ser impresso.
A escolha certa da tinta também é um fator importante para bons resultados da
impressão.
A tinta muito grossa (viscosa), tem a tendência a entupir o NYLON da tela.
Se a tinta for muito fina (rala), poderá passar através do tecido, borrando a base de
impressão.
OBSERVAÇÃO:
As tintas à base de água, quase sempre precisam ser diluídas com um pouco de
água.
Já no caso das tintas à base de solventes, nem sempre requerem diluição, mas
quando necessitam, deve ser usado o solvente indicado pelo fabricante.
VAMOS A IMPRESSÃO?

Usando-se uma espátula sem


pontas agudas ou cortante, cola-se
um pouco de tinta no lado em que
fica a garra (suporte).
Use o bom senso ao determinar
"um pouco" de tinta.

Espalhe a tinta com um puxador,


de um lado ao outro da tela.

A quantidade de tinta é muita relativa, vai depender do seu bom senso, a prática
determina o a quantidade aproximada, é claro que sem prática não há como
determinar, por isso, coloque a quantidade de tinta 20 vezes a mais da quantidade
que que você calcula que usaria se fosse usar um pincel para pintar a figura da
matriz.
Coloque uma quantidade que não seja pouca e nem muita, como já citado, use o seu
bom senso.
Espalhe a tinta na matriz, coloque uma quantidade maior de tinta na matriz do lado
que fica a garra.
As primeiras impressões devem
ser feitas como um teste em papel
jornal ou em outro material que
você tenha disponível.
Após verificar que a impressão
está boa nos testes, é que vamos
imprimir o material desejado.
Coloque o material desejado no
local marcado na base da mesa.

Baixe a tela e puxe em sua direção.

Você notou que ao passar o rodo


puxando a tinta em sua direção, o
nylon da tela cedeu, e pelo nylon,
nas partes onde não tem emulsão
passou a tinta, fazendo assim a
impressão.

Depois de passar o rodo puxando a


tinta, o nylon volta a posição normal,
e o desenho fica impresso no material
desejado.
Com o auxílio do rodo, junto um
pouco mais o excesso da tinta.

Com uma das mãos, levante um


pouco a tela e, com o puxador,
empurre a tinta de volta a ponto
de partida, isto é, para o lado
onde está a garra.

O ângulo do puxador

O puxador deve ser mantido num ângulo


entre 45 e 50 graus em relação à tela,
durante toda a operação da impressão.
O ritmo de impressão deve ser uniforme e
constante, sem paradas no meio.

Conforme já mencionado, o ângulo


ideal é de 45 a 50 graus.
OBSERVAÇÃO:
Existem dois fatores que prejudicam a impressão:

O puxador muito
reto
(verticalmente):
produz uma fina
camada de tinta,
deixando (à vezes)
muitas falhas,
correndo o risco de
danificar a tela.

O puxador muito
inclinado: provoca
uma quantidade
excessiva de tinta,
prejudicando a
nitidez da
impressão.
Tamanho do puxador
O tamanho ideal do puxador a ser
usado numa impressão é sempre
determinado pela largura interna da
moldura.
Assim, se uma moldura tiver 25
centímetros, o rodo deverá ter 21
centímetros, isto é, 4 centímetros a
menos que tamanho interno da
moldura.
Portanto, primeiro deverá saber o
tamanho da moldura que irá usar,
para depois providenciar o puxador.
Quando tiver experiência, pode ser
usado um rodo com 5 centímetros a
mais que a largura da figura a ser
impressa com os mesmos resultados,
em todo caso, o puxador deve ser
sempre maior que o desenho que
será impresso.

Impressão de duas ou mais cores


A impressão com o uso de mais cores é igual a de uma cor, pois o princípio básico é o
mesmo, seja na gravação da tela ou na forma de imprimir.
Porém há três diferenças fundamentais, e que devem ser levadas em consideração:
O primeiro ponto a considerar é que para cada cor deverá fazer um dispositivo
correspondente àquela cor, como foi detalhado na quadricromia.
Partindo do desenho original, as partes do desenho de acordo com a cor, se tiver três
cores, serão três matrizes diferentes, uma matriz para cada cor.
Certamente surgirão as perguntas:
Porque no original está só o contorno?
Porque depois que foi feita a separação está todo preto?
Por que tudo que estiver em preto no desenho, na gravação vai ficar transparente, e
na parte que ficar transparente é onde vai passar a tinta, e onde for branco, é por
onde a tinta não passa.

O segundo ponto é que terá que ser gravada uma tela para cada cor, sendo que
numa tela deverá ser gravado o contorno da figura (quando existir), e que será
impresso em primeiro lugar.
Os contornos em figuras, ficam bonitos, mas o principal objetivo do contorno, que
geralmente na cor preta, é de facilitar o acerto para o encaixe das cores seguintes.
É importante lembrar que a impressão deve ser iniciada com a s cores claras, com
exceção do contorno.
Matriz referente a cor preta Matriz referente a cor branca

Matriz referente a cor amarela Matriz ref. a cor vermelha


Impressão da figura pronta
O terceiro ponto, e muito importante, é usar um sistema de registro com o objetivo
de encaixar as cores.
O registro é uma forma de marca ou forma que serve de orientação para o encaixe
perfeito das cores.
Podem ser usadas três maneiras de fazer um registro:
1) Sistema de marcação, que é o registro por cruzinhas.
2) Sistema de batentes, que é o sistema de registro por encosto.
3) Sistema de registro por flap.

Sistema de marcação
Na impressão serigráfica é comum o uso de cruzinhas, círculos, e outros tipos de
marcas, com a finalidade de orientar no encaixe das cores.

As cruzes de encaixe deverão ser usadas somente para encaixar uma cor na outra na
hora da impressão, mas quando começar a passar a tinta em seu abstrato, as cruzes
ou as marcas deverão ser tampadas, isso não pode ser esquecido, porque nenhuma
empresa gostaria de ver seu logotipo impresso em uma camiseta com duas cruzes do
lado.
Marcação por batentes (registro de encosto)
O registro por marcação de batentes fundamenta-se no encosto do substrato nos
batentes que estão fixos na base de impressão.
Este registro é usado em substratos que tenham boa estabilidade dimensional, podem
ser citados como substratos de boa estabilidade dimensional papel, papelão,
adesivos, plásticos rígidos, cerâmica, etc.
Um item importante se refere ao tamanho dos substratos, pois todas as peças devem
ser exatamente guias, ou seja, do mesmo tamanho.
Cortes irregulares irão produzir posições diferentes de colocação do substrato, o que
irá produzir uma desorientação do registro.

Para colocar o substrato, movimente-o de


forma que ele fique completamente
encostado nos batentes.
O exemplo mostrado ao lado é justamente
o que não deve acontecer, o substrato, ou
seja, o material a ser impresso deve ser
encostado nos batentes, e todos a serem
impressos da mesma forma.
Marcação de registro por flap

O flap é uma folha de um


laminado plástico transparente,
fixo com uma fita adesiva no
lado direito ou esquerdo do local
onde se apóia a matriz, quando a
matriz é abaixada.

É feita a primeira impressão do


desenho no flap, em seguida
coloca-se a peça na base de
impressão e por cima dela o flap
que servirá como guia para o
encaixe das cores.
Mexendo a peça até encontrar a
posição correta de acordo com a
figura impressa no flap.

Levanta-se o flap, abaixa-se a


matriz e faz-se a impressão.
Essa operação é repetida
sucessivamente a cada
impressão e é preciso imprimir
no flap nos vários motivos
correspondentes a cada cor.
Como o flap é de um laminado
plástico é fácil apagar um motivo
usando-se o solvente da tinta
para depois imprimir o motivo da
impressão seguinte.
Veja na figura ao lado o
encaixe de duas cores.

Secagem do material impresso


A secagem dos materiais pode ser feita ao natural ou em máquinas secadoras.
De qualquer modo, a secagem ao ar vai exigir amplo espaço físico, para a colocação
das peças uma ao lado da outra.
Para uma quantidade grande de material impresso, existem meios simples que
permitem a secagem de muitas peças, em um espaço reduzido ou pequeno.

Pode ser improvisado um varal, que


é feito de um fio bem esticado,
pode ser arame ou fio de nylon,
onde serão penduradas as peças
impressas com o uso de
pregadores.
É semelhante a um varal desses
usados pelas mulheres que secam
roupas ao ar livre, podendo
inclusive ser aproveitado o da
esposa, se ele deixar, é claro.
Um tabuleiro de madeira é muito útil,
esse tipo de tabuleiro é feito de ripas
cruzadas onde a própria altura da ripa
cria o espaço necessário entre um
tabuleiro e outro.

Tabuleiro

Também existem secadores


metálicos que são fabricados
especialmente para secagem de
peças em serigrafia.
Os secadores metálicos são
providos de bandejas metálicas
basculantes e rodinhas de metal, a
qual facilita o deslocamento dentro
da sala de impressão.
Para gráficas serigráficas já
estabelecidas e faturando muito,
existem estufas que permitem a rápida
secagem.
Na indústria, essa diminuição de tempo
gasto representa redução geral de
custos, entre outras vantagens.

Secadora Super Sprint tipo esteira


Existe também um secador
muito parecido com um
secador de cabelos, porém, é
um aparelho mais reforçado,
desenvolvido especialmente
para trabalhos de secagem em
serigrafia.
Para experiências, pode até ser
usado um secador de cabelos
comum, mas com cuidado, pois
secadores de cabelos não
foram feitos para ficarem
ligados por longos períodos, o
que pode ser feito com os
sopradores térmicos. Soprador térmico

Aplicações Práticas da serigrafia


Em termos de aplicações básicas, podemos dividir a serigrafia em dois segmentos:
A Serigrafia Plana:
Considerada como
plana a serigrafia que
imprime sobre uma
superfície plana,
independente do tipo
de substrato e suas
características.

A Serigrafia
Cilíndrica: é
considerada como
serigrafia cilíndrica, o
processo serigráfico
que imprime sobre
uma superfície cônica
ou cilíndrica.
Substratos flexíveis e não flexíveis
A diferença entre os dois processos (substratos flexíveis e não flexíveis) está no
seguinte fato:
No Substrato flexível é necessário que este tipo de substrato fique preso na mesa
de impressão até que sejam impressas todas as cores da imagem.
Caso a impressão da primeira cor seja feita e depois retirarmos o substrato da mesa,
jamais conseguiremos coloca-lo novamente no mesmo local para imprimir as cores e
fazer com que se encaixem com precisão.
Por isso, temos o substrato fixo e as matrizes se movendo.
Existem vários tipos de equipamentos para essa finalidade.
Um exemplo de substrato flexível é o tecido, e uma mesa de impressão em três cores
para substrato flexível é mostrada na figura abaixo, é claro que para iniciar seu
negócio você não irá precisar de uma mesa dessas, mas cabe a explicação para que
quando você tiver seus negócios aumentados, com certeza irá querer produzir cada
vez mais, e o equipamento que você irá precisar para aumentar a produção já é de
seu conhecimento.
Para o substrato não flexível, a matriz será mantida presa num sistema de garra,
tanto na impressão manual como na impressão semi-automática e o substrato será
colocado na mesa e retirado quantas vezes forem necessárias para a impressão das
várias cores.
Isso é possível porque o substrato pode ser colocado novamente no mesmo lugar,
usando um sistema de registro por encosto ou por marcas.
O vidro, o papel, alguns tipos de PVC, entre outros materiais, são exemplos de
substratos não-flexíveis.
Na impressão em início de atividade, o substrato não flexível é o mais utilizado por
quem deseja experimentar as técnicas, assim quando passa para a utilização de
máquinas, já leva uma bagagem considerável, e problemas relacionados a atividade
são facilmente detectados e resolvidos, devido a experiência que veio do início das
atividades.

Serigrafia cilíndrica
É considerada como serigrafia cilíndrica, o processo serigráfico que imprime sobre
uma superfície cônica ou cilíndrica.
Neste processo, não há movimento do rodo, o rodo fica parado e a matriz que se
movimenta, fazendo com que também se movimente o material cilíndrico, como um
copo, por exemplo.
A imagem na tela é gravada como um retângulo.
Assim, com a pressão do rodo e o movimento da tela, é possível imprimir em toda a
circunferência do objeto cilíndrico.
Enquanto que, na serigrafia plana, a matriz serigrafia e o objeto a ser impresso
permanecem imóveis, ficando dinâmico apenas o rodo.
Na impressão cilíndrica, ocorre o
contrário, o rodo permanece
estático, enquanto que a tela e o
objeto que recebem a impressão
tornam-se dinâmicos, permitindo
imprimir, com uma matriz plana,
em toda a circunferência de um
objeto cilíndrico.

Na serigrafia cilíndrica, a moldura, a esticagem e a gravação da imagem para


obtenção de matriz seguem os mesmos princípios da serigrafia plana, sendo que
poucas alterações são exigidas.
O equipamento de impressão e o seu processo funcionam assim como está descrito
no desenho esquemático da serigrafia cilíndrica.
A serigrafia cilíndrica é
usada, basicamente,
para impressão de
objetos cilíndricos e
cônicos, tais como
latas, embalagens,
copos, sejam eles de
vidro, madeira,
plásticos, ou qualquer
outro tipo de material
disponível atualmente
no mercado.

Impressão de Objetos de Forma Irregular


A realização de impressão sobre materiais das mais diversas formas requer fixação
desses materiais, para que possam receber a impressão.
Um desses processos utilizados para a fixação é a elaboração de formas, onde o
material se encaixe perfeitamente, de maneira a mantê-lo seguro na posição.

Muitos materiais podem ser utilizados na confecção das formas (cola de borracha,
durepoxi, gesso, borracha de silicone, madeira, etc.).
Um exemplo desta utilização é a impressão de isqueiros.
Neste caso, utiliza-se a borracha de silicone, para a confecção da forma, em razão da
sua estabilidade dimensional e excelente resistência.
As fôrmas são
confeccionadas usando
uma peça de material
a ser impresso como
molde, a peça será
envolvida por uma
borracha de silicone,
dessa maneira,
possibilita a colocação
e a retirada do
material a ser
impresso e também o
mantendo firme no
momento da
impressão.

Estamparia Têxtil Localizada


Para saber algumas diferenças entre os métodos dos diferentes aspectos da
estamparia têxtil, é fundamental entender um pouco mais da estamparia têxtil
localizada.
Estamparia têxtil localizada é o tipo de estamparia que decora peças de vestuário,
tanto abertas como fechadas.
Este tipo de estamparia é diferente de uma estamparia têxtil corrida, que imprime
sobre tecidos aos metros.
Trata-se de um segmento que conta com grande volume de negócios e que, em
2002, tornou-se um dos mais cotados no ranking de produção, devido à Copa do
Mundo e à eleição.
O segmento da estamparia direcionado exclusivamente às camisetas já conta com um
grau de desenvolvimento próprio muito significante, que só tem a ganhar com as
novas tecnologias que vêm surgindo nos últimos anos.
Por outro lado, para que este crescimento não encontre pela frente os mesmos
problemas que foram observados anos atrás, nós iremos enfocar as diversas etapas
que integram os processos ligados ás estamparias localizadas.
A grande realidade é que somente está apto a competir seriamente no mercado (de
qualquer área) quem buscar técnicas e conhecimentos mais aprofundados, mas não
deixando a velha mania do improviso de lado, pois a improvisação pode ser
necessária e econômica em muitos aspectos.
A consciência exata do que deve ser feito, e da forma correta, precisa estar presente
em cada detalhe de um trabalho, desde os diapositivos até a secagem da tinta
estampada.
Nesse caso, deve-se descartar as possibilidades de se utilizar diapositivos para
desenhos coloridos em base de papel vegetal, porque não há estabilidade dimensional
e, conseqüentemente, não haverá um encaixe preciso das cores.
Quer abandonar os recursos do improviso?
Então não deve esticar a malha na mão, é preciso um equipamento, no mínimo
mecânico, para dar tensão à malha.
Isso significa custos, e entre custo e improviso qual é sua opção?
Enfim, com uma preocupação efetiva com esses e outros itens, podemos garantir que
o processo terá, além de uma qualidade comprovada, uma sensível redução nos
custos, pois o desempenho eficiente do seu trabalho fará com que, provavelmente, o
cliente torne a procurá-lo.
Assim como você pode ser um consumidor em potencial de materiais serigráficos, o
seu cliente também tem o potencial para aumentar, significativamente, a demanda de
serviços para você.
Basta que seu trabalho esteja sempre sendo feito de acordo com as exigências de
qualidade do mercado e que você procure superar-se neste sentido.

Métodos
Chamamos de métodos, os diferentes recursos envolvidos no processo de estamparia
têxtil.
Dentre eles, destacamos os seguintes processos:
1) Mesa rotativa
2) Mesa corrida
3) Sistema de placas
Geralmente, o uso desses métodos varia de acordo com as condições de espaço físico
e a necessidade de produção.
Mesa rotativa
No Brasil, as máquinas do tipo carrossel se dividem, basicamente, em dois tipos: as
manuais e semi-automáticas.
Consistem num processo de um ou vários berços presos a sistema circular, onde as
matrizes procedem sobre ele em um movimento rotatório.
As matrizes também são presas a um sistema de garras que giram sobre os berços e
efetuam a estampagem, conforme já explicado.
Trata-se de um sistema bastante empregado para a estampagem de peças fechadas.

Geralmente as máquinas do tipo


manual apresentam problemas de
registro de devido à estrutura do
equipamento que as mantém
fixadas no momento da
estampagem.

Isto não deve ser problema genérico de todos equipamentos, mas é um ponto
importante a ser observado, caso você tenha interesse em adquirir um equipamento
rotativo do tipo manual.
Já as mesas rotativas automatizadas geralmente são precisas, só é preciso avaliar
alguns critérios, como o tipo de tinta que vamos utilizar, o sistema de secagem, a
manutenção do equipamento, assim como os detalhes relacionados à assistência
técnica.
O processo das matrizes girando por meio de um sistema em carrossel foi
desenvolvido com o propósito de permitir que uma peça seja estampada logo após a
outra.
Para isto, muitos fabricantes desenvolveram sistemas de secagem intermediária, para
que fosse possível, além de trabalhar sobre fundos claros, trabalhar também sobre
fundos escuros.
Em se tratando de registro, para que se entenda melhor a colocação anterior, é
importante saber que o registro das máquinas rotativas manuais é feito por meio de
um sistema que segura os braços quando estão abaixados sobre os berços.
Este provavelmente é o maior problema encontrado nas máquinas rotativas do tipo
carrossel.
Quanto ao sistema de secagem intermediário aplicado nestes equipamentos, é
importante dizer que apenas os sistemas automatizados apresentam sistema de
secagem intermediária.
No caso dos equipamentos manuais, geralmente a secagem fica por conta de um
soprador térmico ou ao ar natural.

Mesa Corrida
As mesas corridas também são divididas em dois grupos, as do tipo corrida aberta e
as do tipo corrida com berço.
No caso das do tipo corrida aberta, o processo consiste na utilização de uma mesa
larga e comprida, forrada com espuma e revestida com um oleado, material similar
ao corvin.
Sobre este oleado, é aplicada uma cola permanente para manter a peça presa
durante o processo de estampagem.
Este processo consiste em um estampador que posiciona a matriz no sistema de
registro, feito por meio de trilho preso na mesa.
Ao trilho, são presos morcetes que permitirão o encosto da matriz para um controle
vertical da imagem.
Na matriz são colocados dois parafusos com contra-porca para controlar o encosto no
trilho na forma horizontal da imagem.
E ainda é colocado, entre estes parafusos, um parafuso transversal conhecido como
chaveta da imagem a ser estampada.
No caso da mesa corrida com berço, é colocada uma série de berços presos a um
sistema de trilho.
O sistema de berço pode ter os berços construídos em base de oleado, como na mesa
aberta, ou em alumínio, onde se utiliza um sistema de secagem térmico.
O sistema de secagem térmico também vem sendo utilizado nas mesas abertas, o
sistema de secagem consiste na colocação de resistência elétrica (dessas de
aquecedores de ambiente) embaixo da espuma e do oleado, proporcionando um
aquecimento na mesa.
Veja na figura abaixo um modelo de mesa corrida com secador calorífico.

Sistema de placas
O sistema de placas consiste na utilização de placas de cartão grosso ou materiais
como, por exemplo, placas de poliestireno, sobre os quais são presas as peças a
serem estampadas, por meio de cola permanente.
Assim, as peças são colocadas, depois levadas à mesa de estampar e presas por meio
de registro de encontro.
O sistema de impressão é o mesmo utilizado na serigrafia gráfica, que funciona por
meio de garras em que se prende a matiz.
Em termos de registro das cores, apesar de ser feito através de um procedimento
manual, o sistema de placas proporciona bastante precisão.
As placas são posicionadas na mesa por meio de encosto.
Neste caso, a qualidade do trabalho tem grande dependência na habilidade do
operador mas, mesmo assim, geralmente apresenta resultados muito satisfatórios.
A secagem intermediária deste processo também é bastante simples e confortável,
pois, uma vez que a tinta foi depositada no tecido, a placa pode ser retirada da mesa
e colocada em um lugar especial, para que processe a secagem de maneira
horizontal.
Veja um demonstrativo do sistema de placas.
As placas podem ser usadas para estampagem de peças abertas e fechadas.

1) Aplicação de cola permanente na placa.

2) Colocação da peça na placa.


3) Colocação da placa no registro.
Atente para os detalhes.
1- Registro de encosto da mesa de
impressão.
2- Mesa de impressão com sistema de
garra.
3- Peça sobre a placa.

4) Vista lateral da colocação da placa na


mesa de impressão.

Impressão de camisetas
No caso da impressão de camisetas devemos usar uma mesa térmica que possua
berços térmicos de secagem automática.

Embora exista a indicação de mesa térmica, pode ser uma mesa comum e a secagem
ser feita ao ar livre, mas neste caso, a impressão deverá ser feita em dias de sol.
Ou usar uma mesa rotativa de 2,
4 ou 6 cores, onde em cada garra,
fique presa a matriz
correspondente a uma
determinada cor.

Fazendo a impressão de uma cor, gira-se o carrossel, faz-se a impressão da cor


seguinte e assim por diante, até completar toda a impressão das cores.
Isto é feito sem mexer na camiseta que está vestida no berço da mesa.
Veja os passos para a impressão:
1) Veste-se a camiseta no berço.

2) Deixa-se somente a parte a ser impressa em cima do berço.


Nesse caso, se a parte impressa é a frente da camiseta, só ela deverá estar na parte
de cima do berço, a parte das costas ficará pendurada para baixo livremente.
3) Feitos os ajustes para o acerto do local em que será feita a impressão, podemos
começar a imprimir baixando a tela e com o rodo puxar a tinta conforme já foi
ensinado anteriormente.

O importante, na impressão de camisetas, é mantermos o berço sempre com a cola


permanente, para que a camiseta possa ser fixada em cima e fique bem esticada.
Para imprimir camisetas em uma cor de estampa não é preciso mesa rotativa.
Também é possível imprimir estampas em várias cores usando o sistema de registro.

Impressoras de bonés
As impressoras de bonés são equipamentos especialmente desenvolvido para
impressão serigrafia de bonés.
Como exemplo, citamos a impressora manual de Boné da Otiam, essa impressora
possui estação única de impressão a quatro cores e é capaz de imprimir os mais
diversos tipos de bonés fechados.
São três as partes principais da impressora:
1) A base que suporta todas as partes
2) A cabeça da impressora, que segura as telas e gira para o lugar da impressão.
3) O fixador do boné, que sincroniza o movimento dos rodos através da superfície do
boné.
Os grampos de telas (as garras) são em alumínio com exclusivo sistema de micro
ajuste, que permite a movimentação precisa da matriz em todas as direções para
encaixe das cores.
Possui ainda, o ajuste do paralelismo da moldura e da altura da tela, e o tensionador
de ar, que permite a fácil colocação e perfeito encaixe do boné.
Vamos ver como é o aspecto de algumas máquinas usadas em estamparias
serigráficas.
Ao lado a impressora
Manual de Bonés Otiam.
Este é um tipo de máquina
que requer pouca
manutenção por ter sua
construção robusta e guias
lineares que possibilitam
um tempo de vida maior
com performance sem
falhas.
Máquina para impressão de
camisetas de 1, 2, 4 3e 6
cores com e sem gabinete.

Esticador mecânico para


malha.
Este é o modelo ETMR 1x1.
É muito utilizado para
medidas especiais.
Mesa a vácuo com pressão
e espátula (sistema
mecânico).
Facilidade e definição na
impressão.

Mesa a vácuo tradicional.


O fabricante disponibiliza
com garras e vácuo, em
outra opção, o fabricante
disponibiliza com garras e
sem vácuo.
Modelos:
Silkvácuo 50x70
Silkvácuo 70x100
Garra para impressão de
adesivos, sacolas,
chaveiros, etc.
Esta garra é perfeitamente
ajustável e muito precisa.
O modelo é planetária S.
10

Máquina para impressão de


objetos cilíndricos de 07
mm até 120 mm em 360
graus.
Modelo S.C. 120
Mesa de gravação com
dupla utilidade.
Também de impressão para
adesivos e sacolas.
Modelo M.I.G. 60x80

Máquina cilíndrica ideal


para canetas e objetos
cilíndricos até 30 mm.
Modelo S.C. 30

As máquinas aqui mostradas podem ser perfeitamente dispensáveis, e no caso de


necessidade, é possível que cada serígrafo faça a mesa de acordo com as suas
necessidades, na maioria das vezes, a economia vai ser enorme, mas o motivo real
de citar os equipamentos deve-se ao fato de que o serígrafo embora não possua,
tenha conhecimento da existência.

Limpeza
Após a impressão, pegue o restante da tinta que sobrou na matriz e coloque na lata.
A limpeza dos materiais usada sempre deverá ser feita com o solvente da tinta usado.
Quando usar as tintas a base de água, a limpeza será feita com água, em um local
apropriado, onde tenha água corrente, se julgar necessário, use uma esponja para
esfregar.
A limpeza com solvente torna-se mais demorada e difícil, devendo ser usada uma
estopa de algodão embebida no solvente.
Esfregue a estopa dos dois lados da tela, assim que a estopa for absorvendo a tinta,
troca-se, pegando outra.
Use quantas estopas forem necessárias, até limpar completamente a tela.
Água e solvente não combinam, mas pode ser usada a técnica de amolecer a tinta
com solvente, e com jatos de água lavar a matriz, e em seguida limpar o restante
com solvente.
Isso é o mesmo que dizer que pode ser misturado solvente da tinta na água afim de
aumentar a durabilidade do solvente e conseqüentemente economizar alguns
trocados.

Noções Básicas sobre Orçamentos e Aproveitamento de Material


Quando você começar a fazer os primeiros trabalhos, existem alguns cuidados
indispensáveis a tomar para que não haja prejuízos no seu negócio.
Vamos citar alguns e os mais importantes:
Para fazer um orçamento você deve levar em conta os gastos com matéria-prima,
mão-de-obra, encargos sociais, desgaste de equipamentos, diversos e lucro.
Matéria-prima: estamos falando da malha para a camiseta, do adesivo, da chapa de
metal, da chapa de poliestireno ou acrílico, do papel dos cartões de visita ou cartazes,
do sanlux para o banner, etc, enfim, tudo aquilo que vá ser utilizado.
Dentro do material deverão ser acrescentados também as tintas gastas, a emulsão, o
sensibilizante, o solvente para a limpeza da tela, o cloro para desgravação, entre
outros.
Na hora de fazer os cálculos, provavelmente haverá uma certa dificuldade para
chegar-se a valores exatos, mas isso não é motivo de preocupação, porque os valores
podem ser aproximados.
O que nunca pode acontecer é você fazer os cálculos para menos e acabar ficando no
prejuízo, na dúvida, arredonde sempre para mais.
Na mão de obra estão inclusos todos os gastos referentes a funcionários ou com
você mesmo, no início.
Deverá ser estipulado um valor para retirada mensal, como se fosse seu salário, ou
como retirada da diretoria.
Este valor será dividido por 30 dias, e com isso, descobriremos o custo diário da
nossa mão-de-obra.
Dessa maneira, basta calcular o número de dias gastos para a execução do trabalho e
teremos o custo para execução de um trabalho específico, isso também servirá de
base para calcular a mão de obra de alguns dias para serviços pequenos, que em
hipótese alguma deverão ser rejeitados, afinal, começar mesmo vai ser com
pequenos serviços.
O item encargos sociais é bastante complexo, principalmente se você legalizar a
sua empresa.
Nessa fase deverão entrar as despesas para nossos políticos viajaram, digo todos os
tipos de impostos como Alvará, FGTS, INSS, PIS, COFINS, e mais alguns que
aparecerão.
Só para se ter uma idéia, atualmente, num ano de trabalho, trabalhamos 5 meses
para pagar impostos, isso deve ser considerado, e talvez seja interessante trabalhar
informalmente, mas nesse caso, jamais poderá participar de concorrências públicas e
prestar serviços para empresas do governo em nenhuma estância.
Para os desgastes de equipamentos deverão ser acrescidos um valor a sua
despesa, esse valor é que cobrirá o desgaste de seus equipamentos ou até uma
possível quebra de alguns deles, como telas, mesas, rodos, etc.
Não é preciso que você cobre o valor de uma mesa de revelação nova a cada serviço
a ser feito, mas um pequeno valor deve ser acrescido no orçamento para cobrir
possíveis danos.
Em diversos entram pagamentos de luz, água, telefone, e outras despesas que são
referentes ao serviço que será feito.
Você deve ter bem claro em sua mente que o profissional autônomo, que trabalha
sozinho e coloca à disposição de seus clientes somente os seus conhecimentos,
certamente poderá cobrar um valor mais baixo por algum tipo de serviço do que
aquele cobrado por alguém que coloca todos os equipamentos de uma serigrafia para
funcionar, muitas vezes, para executar pequenos serviços.
Nunca entre nessa de acompanhar todos os orçamentos pelos outros, porque, quem
estará fazendo os seus preços serão os clientes e não você.
O caso de lucro é bastante variável, algumas pessoas trabalham com 30%, outras
com 40%, outras com 50%, e assim por diante.
Talvez você esteja achando exageradas as margens de lucros que estamos citando
mas, na prática, conseguirá perceber que é daqui para cima.
A serigrafia, por incrível que pareça, ainda é um dos ramos no qual conseguimos
trabalhar com uma margem de lucro bastante grande.
É claro que em alguns serviços, conseguiremos ganhar apenas 30%, enquanto que
em outros poderemos chegar a 100 ou 150%.
A prática irá lhe mostrar que isto é realidade, mas não se iluda, pois nós não
trabalhamos com milhões, em muitas vezes vendemos produtos de R$12,00, R$15,00
e assim por diante.
O aproveitamento do material é o ponto chave para se obter maiores lucros.
Antes de qualquer cálculo para a confecção de um orçamento, deve-se levar em conta
o aproveitamento do material, pois se não conseguirmos um bom aproveitamento,
haverá muita sobra (restos) e isso significa prejuízo na maioria das vezes.
Veja um exemplo simples: o cliente lhe pede placas de tamanho 35cm x 52cm e o
seu fornecedor só lhe vende chapas de 200 x 100cm.
Na hora de cortá-las, de cada chapa grande você só conseguirá 6 placas pequenas,
enquanto que, se você conseguir convencer o cliente a mudar as medidas da placa
para 30x50cm, aí sim, serão cortadas 12 placas pequenas de uma grande, sem
desperdício nenhum e de acordo com o cliente.
Veja bem, este é um simples exemplo, mas que lhe pouparia bastante dinheiro pois,
com a medida anterior, seriam necessárias o dobro das chapas para o mesmo
serviço, sem falar que aquelas sobras dificilmente seriam reaproveitadas em outro
serviço.
Se você seguir mais ou menos esse raciocínio, com certeza conseguirá trabalhar com
zero de prejuízo, o que é um ótimo começo.