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Sobre o LIVRO ALCOÓLICOS ANÔNIMOS – O LIVRO AZUL

Em novembro de 1937, Bill W. e o Dr. Bob encontraram-se em


Akron para avaliar os resultados do movimento. Contabilizaram
uns quarenta casos de sobriedade, incluindo eles próprios – Bill três
anos e Dr. Bob dois anos e meio. Entenderam que o resultado era
animador e consideraram então que poderiam escrever um
livro para servir como texto básico e contar a historia e as
experiências dos primeiros tempos da Irmandade e, sem
distorções, levasse aquela mensagem aos lugares onde não
poderiam ir pessoalmente.

O livro começou a ser escrito em maio de 1938. A primeira parte


contém a “Introdução”, “A Opinião Do Médico” , escrita pelo Dr.
William Duncan Silkworth, o texto básico e o programa de
recuperação de A.A. descrito em onze capítulos: o 1º Capítulo, “A
História de Bill” e o 8º Capítulo, “Às Esposas” ambos escritos
por Joe Worth, o 10º Capítulo “Aos Empregadores”, escrito por
Henry "Hank" Parkhurst (que também formatou o livro), o
Capítulo 12º, “O Pesadelo do Dr. Bob”, escrito pelo próprio Dr.
Robert Holbrook Smith, (Dr. Bob), e os Capítulos 2º a 9º e o 11º
escritos por Bill Wilson com a participação de uma equipe de
trabalho.

A espinha dorsal do livro é o capítulo 5º - “Como Funciona” -


que contém os Doze Passos Sugeridos para a Recuperação. A
segunda parte conta as histórias pessoais dos seguintes seguidores
do movimento: Henry "Hank" Parkhurst, “O Incrédulo” - Fitz Mayo,
“Nosso Amigo do Sul” - Clarence Snyder, "A Casa do Mestre
Cervejeiro” - Ernie Galbraith, “A Escorregada de Sete Meses” -
Charlie Simonson, “Uma viagem de trem” - Bob Oviatt, “O
Vendedor” - Archie 'Arch' Trowbridge, “O Homem que Dominou o
Medo” - Dick Stanley, “Ele Precisava ser Mostrado” Página 23 de
113 - Joe Doppler, “O Bebedor Europeu” - Florence Rankin , “Uma
Vitória Feminina” - William 'Bill' Ruddel , “Um Homem de Negócios
em Recuperação” - Harry Brick , “Uma visão diferente” - Jim Scott,
"Viajante, Editor, Estudioso” - Walter Bray, "O Arrependido” - Marie
Bray, “A Esposa de um Alcoólico" - Tom e Maybell Lucas, “Minha
Esposa e Eu" - William 'Bill' Van Horn, “Sob a tutela do Tribunal de
Sucessões" - Wallace 'Wally' Gillam, “Demitido novamente" - Paul
Stanley, “A Verdade me Libertou" - Harold Sears, “Sorria Comigo" -
Henry J. 'Harry' Zoeller, ”Foi por Pouco" - Norman Hunt, “Um
Agnóstico Educado” - Ralph Furlong, “Outra história Pródiga" -
Myron Williams, “Percepção Tardia" - Horace R. 'Popsy' Mayer, “A
Caminho" - Ray Campbell, “O Artista Conceitual” - Lloyd Tate, “A
Pedra Rolando".

Em 1939 o livro estava pronto, mas sem título. A princípio


foram cogitados mais de cem títulos, entre eles “O Copo
Vazio”, “O Caminho Seco”, “A Vida a Seco”, “Fronteiras
Secas”, “Uma Saída”, “O Céu”, “A chegada da Aurora”, etc.;
por eliminação, ficaram cinco: “Cem Homens”, abandonado
devido às objeções de Florence Rankin, a primeira mulher a
acompanhar o movimento.

O segundo “The Way Out” => “O Caminho da Saída” é descartado


depois de se constatar que na Biblioteca do Congresso, em
Washington, existiam 25 livros com esse título e outros 12
intitulados “A Saída”; ao quarto, num acesso de estrelismo Bill
pretendeu chamá-lo de “Movimento Bill W.” do qual desistiu ao
ser lembrado que todos eram seus autores. A última opção veio em
decorrência da própria situação: depois de se separar do Grupo
de Oxford, os membros do movimento, também sem nome, uns
cem entre homens e mulheres sem qualquer referência,
passaram a tratar a si próprios como “um punhado de
alcoólicos sem nome”.

Derivou daí o título para o livro, “Alcoólicos Anônimos”, e o


nome da Irmandade.

=> A primeira edição: Para se certificar que o livro seria bem aceito
pela opinião pública e não entraria em conflito com a medicina e a
religião, antes de sua impressão, foram feitas quatrocentas copias
mimeografadas e enviadas a profissionais das mais diversas áreas
e leigos interessados no problema do alcoolismo, com o pedido de
devolvê-las acompanhadas de comentários ou sugestões. A seguir
foram impressos os primeiros 4.730 exemplares com a ordem para

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fazer a impressão com o papel mais grosso e as letras em tamanho
maior que o normal para dar um ar de autoridade intelectual e
justificar o preço (muito elevado naquela época), que foi de 3,5
dólares o exemplar. Assim, a edição original tornou-se tão volumosa
que imediatamente ficou conhecida como Big Book (Livro Grande).

O livro foi encadernado em uma capa de tecido vermelho


escuro com as simples palavras “Alcoholics Annonymous”
impressas em cursivo dourado.

A sobrecapa, com os seus familiares vermelho, preto, amarelo e


branco, foi desenhada por um artista de nossos membros, Ray
Campbell, cuja história, contada nesse livro, chama-se “O Artista
Conceitual”.

1ª Impressão da 1ª Edição, com e sem sobrecapa, e a 2ª


reimpressão da 1ª Edição, já na cor azul que viria ser tradicional.

A primeira edição em abril de 1939, teve 16 reimpressões e foram


distribuídas 300.000 cópias; a segunda edição foi publicada em
julho de 1955; a terceira edição, em 1976. A quarta edição saiu em
fevereiro de 2001.

A evolução das vendas do Big Book (nos EUA/Canadá):

O exemplar nº 1.000.000 foi presenteado pelo Dr. Jack L. Norris,


Presidente da Junta de Serviços Gerais, ao Presidente dos EUA,
Richard Nixon (1913-1994), no dia 16 de abril de 1973.

O exemplar de nº 5.000.000 foi presenteado a Ruth Hock Crecelius


(1911-1986), primeira secretária (não alcoólica) da Irmandade, por
ocasião 50º aniversário de A.A. e da 8ª Convenção Internacional de
Montreal, Canadá, em julho de 1985.

O exemplar de nº 10.000.000 foi presenteado a Nell Wing (1917-


2007), secretária e primeira arquivista (não alcoólica) da Irmandade,
por ocasião 55º aniversário de A.A. e da 8ª Convenção
Internacional de Seattle, Washington, em julho de 1990.

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O exemplar de nº 20.000.000 foi presenteado a Al-Anon, por
ocasião 65º aniversário de A.A. e da 11ª Convenção Internacional
de Minneapolis, Minnesota, em julho de 2000.

O exemplar de nº 30.000.000 foi presenteado à Associação


Médica Americana - AMA, por ocasião 75º aniversário de A.A. e
da 13ª Convenção Internacional de San Antonio, Texas, em
julho de 2010. Conforme consta no Registro de Direitos Autorais
em Washington DC, EUA, a primeira edição do livro “Alcoholics
Anonymous” saiu em 10 de abril de 1939 e seu autor e detentor dos
direitos é “W. G. Wilson”, a editora, a “Work Publishing Co.” e o
endereço, “17 William St., Newark, New Jersey”. O registro foi feito
no dia 19 de abril de 1939 sob o número 25687, e a taxa de registro
foi de $2,00 (dois dólares).

Breve comentário sobre o LIVRO AZUL. Em especial para registrar


que, embora muitos de nós entendemos assim, não foi escrito só
por Bill W. Houve a participação de vários companheiros e
A.A.migos de A.A. nesse processo.

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CAPÍTULO 11 – UMA VISÃO PARA VOCÊ

O LIVRO ALCOÓLICOS ANÔNIMOS - LIVRO AZUL, é o livro que


muitos de nós o consideramos como a “A BÍBLIA DE A.A.” e tem
como principal finalidade guiar o alcoólico em uma nova vida,
através das experiências vivenciadas por doentes alcoólicos e
compiladas pelos nossos co-fundadores.

No Capítulo 11 – UMA VISÃO PARA VOCÊ, Bill W. nos traz a sua


visão – conceito de visão para A.A. : a capacidade de poder
enxergar os acontecimentos no futuro; a pressuposição de eventos
hipotéticos ou futuros. Bill foi um homem reconhecidamente
visionário.

Ser um alcoólatra não é nada fácil ... No entanto, o alcoólico que


abraçou uma vida dedicada aos princípios que orientam a mudança
interior sugerida por A.A. tem muito o que comemorar.

Já no primeiro parágrafo desse capitulo, é feito um paralelo entre o


bebedor normal com um bebedor problema:

“Para a maioria das pessoas normais, beber significa vida social,


companheirismo e imaginação fértil. Significa alívio da ansiedade,
do tédio e da preocupação. É um alegre relacionamento com os
amigos e uma sensação de que a vida é boa. Mas não para nós,
nestes últimos tempos de bebida em excesso. Os velhos prazeres
se foram. Restaram apenas lembranças. Nunca conseguimos
reviver os bons momentos do passado. Havia uma incessante
busca para aproveitar a vida, como um dia fizemos, e uma
desesperada obsessão de que um novo milagre de controle nos
permitisse voltar atrás. Havia sempre uma nova tentativa - e um
novo fracasso. “

E aí já sabemos o resultado da insana ilusão que nos leva a pensar


que poderíamos ser como os outros chamados normais: o
ISOLAMENTO E O DESCRÉDITO e porque não dizer a
DISCRIMINAÇÃO por parte da sociedade, em geral.

Para muitos o alcoolismo foi a causa do doente alcoólico passar a


freqüentar os grupos de indigentes debaixo das barrigudas; em total
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desamparo familiar e; sem nenhuma orientação social para retomar
a uma vida decente. Muitos que estão vivendo esse momento triste
e sem sentido em busca de companhia e aprovação, ainda sonham
com essa possibilidade ... A DE RETORNAR A SEUS LARES E
VOLTAR A VIVER EM SOBRIEDADE E SANIDADE.

E em A.A. sempre dizemos ... HÁ UMA SOLUÇÃO ... NÃO


IMPORTA A SITUAÇÃO EM QUE CHEGUE EM A.A..

É PRECISO FORÇAS PARA SE LIVRAR DOS QUATRO


CAVALEIROS ABDOMINÁVEIS: O TERROR, A CONFUSÃO, A
FRUSTAÇÃO e o DESESPERO.

Aqui vale a pena recordar as lições contidas no CAPITULO III –


desse mesmo LIVRO ZUL: MAIS SOBRE O ALCOOLISMO. Ali
vemos que muito embora seja possível um doente alcoólico se
encontrar momentaneamente com a sobriedade, caso não tenha
uma resolução de mudança interior que oriente sua vida, um
bebedor problema “Não consegue imaginar a vida sem o álcool.
Um dia, será incapaz de pensar na vida, com ou sem álcool. Então,
conhecerá a solidão, como poucos. Estará no fim da linha. Desejará
acabar com tudo. “

Esse é o dilema de todo bebedor contumaz. É O “ACHO QUE


POSSO ...”

O doente ALCOÓLICO parece ter perdido as suas faculdades


mentais. A loucura o domina. Lembremos que a doença alcoolismo
é uma doença FÍSICA, MENTAL, ESPIRITUAL e de
TERMINAÇÃO FATAL. Para muitos – imbuídos pela loucura - não
HAVERÁ UMA VIDA SEM O ÁLCOOL. Somente um Poder
Superior a nós mesmos poderia nos devolver a SANIDADE ... Esse
é o foco do Capitulo III. Exatamente o Segundo Passo de A.A., já
nos preparando à prática do Terceiro Passo de A.A. – Decidimos
entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de
um Poder Superior, na forma em que O concebíamos.

O nosso trabalho de hoje é compartilhar experiências a respeito do


Capítulo 11, do Livro Azul - UMA VISÃO PARA VOCÊ. E qual

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seria a visão que Bill W. nessa parte de nosso LIVRO AZUL
poderia nos INSPIRAR? Vamos tentar responder juntos?

A sua chegada em ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, no estado em que


está vivendo, poderia ser uma excelente sugestão.

“... Lá, você encontrará alívio para a ansiedade, o tédio e as


preocupações. Atiçará sua imaginação. Finalmente, a vida fará
sentido. Os melhores anos de sua vida estão por vir. Esta é
nossa opinião a respeito da Irmandade. E será também a sua. “

Existe sempre um grupo de A.A. bem perto de você!

Você encontrará estes novos amigos em sua própria comunidade.


Perto de você, morrem alcoólicos desesperados, como náufragos.
Se você viver numa cidade grande, existem centenas deles. Altos e
baixos, ricos e pobres, são futuros companheiros de Alcoólicos
Anônimos. Entre eles, você fará amigos para toda a vida. Estará
ligado a eles por novos e maravilhosos laços, pois 'terão escapado
juntos da tragédia e começarão lado a lado sua jornada em comum.
Saberá, então, o que significa dar-se para que outros possam
sobreviver e redescobrir a vida. Aprenderá o real significado de
''Amar o próximo como a ti mesmo."

Pode parecer incrível que esses homens venham a ser novamente


felizes, respeitados e úteis, Como podem se reerguer de tanta
miséria, má reputação e desespero? A resposta prática é que, já
que estas coisas aconteceram entre nós, podem acontecer com
você. Se você as desejar mais do que tudo e estiver disposto a se
valer de nossas experiências, temos a certeza de que acontecerão.
A era dos milagres ainda existe. Nossa própria recuperação é uma
prova.” Orienta o nosso Livro Alcoólicos Anônimos a quem busca
essa informação e ainda não conhece a filosofia de A.A..

Uma vez iniciada a sua busca pela sobriedade em A.A., uma ótima
iniciativa para manutenção do seu sucesso no programa de
recuperação, são as sugestões contidas no Capítulo 7
"Trabalhando Com os Outros". Ali estão as ideias de como
abordamos e ajudamos os outros a se recuperarem. Hoje essas

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experiências e sugestões conta com uma comissão de relações
públicas bem estruturada e, quando bem organizada, pode ajudar e
em muito na divulgação de nossa irmandade – o CTO. Aqui a
QUINTA TRADIÇÃO e o DÉCIMO SEGUNDO PASSO se
confundem, mas a intenção é a mesma.

Na viagem de Bill W. a Akron, Ohio, EEUU, em 1935, começa a


ficar muito visível iluminação de Bill W para dar inicio a sua missão
de criação de nossa irmandade.

O Poder Superior, como cada um de nós o Concebe, trouxe a tona


uma série de momentos que nortearam a criação de A.A. A ideia do
Pai da Psicoterapia Moderna, Carl Jung, com a sua constatação de
uma experiência espiritual vital na vida de seus clientes mais
aflitos, O Movimento Washingtoniano, o Grupo Oxford e a primeira
visita de Bill W. ao Dr. Bob. Estes dois homens tornaram-se, mais
tarde, os co-fundadores de A.A. Este livro começa com a história de
Bill. A do Dr. Bob é seu último capítulo.

O encontro de Bill W. com o Dr. Bob foi, com toda a certeza, um dos
momentos sublimes da graça desse Poder Superior para com
todos nós, hoje, membros de A.A.. Sem esse encontro, muitos de
nós não teríamos a oportunidade de voltar a uma vida ÍNTEGRA,
FELIZ e ÚTIL – como alcoólicos recuperados.

Cabe aqui fazer uma reflexão de que Bill pode ter conversado com
o Dr. Bob de sua experiência espiritual no Hospital Towns quando
estava internado aos cuidados do Dr. William Duncan Silkworth –
todos nós sabemos como foi. Foi um marco na história da
irmandade por trazer o sentido do DESPERTAR ESPIRITUAL
que se tornou objeto do resultado da prática dos DOZE PASSOS
DE RECUPERAÇÃO DE A.A.

“Quando nosso amigo (Bill W.) contou-lhe sua experiência, o


homem concordou que não havia força de vontade capaz de
fazê-lo parar de beber por muito tempo. Admitia que uma
experiência espiritual era absolutamente necessária, mas o preço
parecia muito alto, naquelas bases sugeridas.

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Disse como vivia constantemente preocupado com a ideia de
que os outros pudessem descobrir seu alcoolismo. Tinha, é
claro, a tão familiar obsessão alcoólica de que poucos sabiam que
ele bebia. Por que, perguntou, iria perder o que restava de sua
profissão, só para causar ainda mais sofrimento a sua família,
admitindo idiotamente seu estado a pessoas que lhe garantiam o
ganha-pão? Faria qualquer coisa, afirmou, menos aquilo.

Ficando, porém, intrigado, convidou nosso amigo para ir à sua casa.

Algum tempo depois, e exatamente quando imaginava estar


controlando seu problema com o álcool, tomou um tremendo porre.
Para ele, aquele foi o porre que pôs fim a todos os outros. Percebeu
que teria de encarar seus problemas de frente para que Deus
pudesse lhe dar o domínio.”

Uma segunda sugestão resposta como VISÃO PARA VOCÊ:

A entrega do alcoólico a um PODER SUPERIOR. E assim foi feito.

Desde o princípio, e a história de A.A. não deixa dúvida com relação


a esse ousado comentário, sempre foi dada a conotação de que
não haverá uma recuperação plena do doente alcoólico se não
houver nele o entendimento de que “SOMENTE UM PODER
SUPERIOR A NÓS MESMOS É CAPAZ DE NOS DEVOLVER A
SANIDADE”.

Em todos os exemplos aqui expostos por Bill W (esse capítulo foi


escrito por ele), há o apadrinhamento de que a espiritualidade de
A.A agirá a favor e propiciará sobriedade e paz de espírito a todo
alcoólico que assim deseja.

“Durante todo este tempo, nosso amigo do saguão do hotel


continuou naquela cidade. Ficou lá por três meses e voltou, então,
para sua casa, deixando ali seu primeiro companheiro, o advogado
e o rapaz irresponsável. Estes homens haviam descoberto algo
inteiramente novo em suas vidas. Embora soubessem que
precisavam ajudar outros alcoólicos, se quisessem permanecer
sóbrios, este motivo tornava-se secundário. Foi superado pela
felicidade que sentiam ao se dedicar ao próximo.”
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Após a abordagem de Bill e do Dr. Bob ao A.A. Número Três, dela
resultou o primeiro Grupo de A.A., em Akron, Ohio, em 1935.

“Um ano e seis meses depois, aqueles três haviam sido bem
sucedidos junto a outros sete. Encontrando-se assiduamente, raras
eram as noites em que, em casa de alguém, não houvesse um
pequeno grupo de homens e mulheres, felizes e aliviados,
preocupando-se constantemente em como apresentar suas
recentes descobertas a algum recém-chegado. Além desses
encontros casuais, criaram o hábito de destinar uma noite por
semana à urna reunião, assistida por qualquer pessoa interessada
numa forma de vida espiritual. Além do companheirismo e da
sociabilidade, o principal objetivo era oferecer um local e algum
tempo para que novas pessoas pudessem expor seus problemas”

O movimento cresceu e houve a necessidade de fazer com que


essa boa nova fosse levada a outras pessoas: O LIVRO, UM
ESCRITÓRIO, UMA REVISTA.

Ser membro de A.A. é SER ÍNTEGRO, FELIZ E ÚTIL .... a história


vem se repetindo desde então para a felicidade também de nossos
familiares, parentes e amigos.

Surgiu a idéia de uma estrutura – sem igual – para permitir que os


próprios membros da então denominada IRMANDADE DE
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS pudessem receber OS TRÊS
LEGADOS DE A.A. entregues pelos nossos co-fundadores:
RECUPERAÇÃO, UNIDADE e SERVIÇOS. Isso em 1955.

Precisamos de líderes, homens e mulheres cuja dedicação,


estabilidade, visão e habilidades especiais os tornam capazes de
lidar com qualquer função possível de serviço. Eles existem, temos
somente que procurá-los. Um RSG, NONO CONCEITO, talvez seja
o mais importante servidor de nossa estrutura. Sugere-se que
sejam dotados, também, dos atributos de TOLERÂNCIA -
RESPONSABILIDADE – FLEXIBILIDADE - VISÃO. E aqui um
ênfase na visão – a visão do que esperamos de A.A. no futuro.

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Conseguimos atrair para nos ajudar todos os segmentos da
sociedade que hoje reconhecem ALCOÓLICOS ANÔNIMOS como
uma alternativa de solução para a problemática do alcoolismo.
Agradecemos ao PODER SUPERIOR por ter esses nossos
A.A.MIGOS conosco.

A.A. não pode parar no tempo e no espaço, Bill W visualizou a


evolução das novas e constantes mudanças sociais e tecnológicas
e a importância que A.A. teria e nos advertiu que devemos nos
adequar e adaptar a esse novo mundo com inovações que podem
ser muito úteis dependendo como as utilizarmos: os veículos de
comunicação de massa, websites, e-mail, newsletters, e-
commerce, e-book, whatsapp, facebook etc. São ferramentas
que nos ligarão a um futuro do qual não podemos fugir.

A visão de qualquer segmento que busca o crescimento é fazer que


seja conhecido e que tenha mais portas abertas para que isso
aconteça. Temos uma única e primordial missão: LEVAR A NOSSA
MENSAGEM AO ALCOÓLICO QUE AINDA SOFRE –
MANTERMO-NOS SÓBRIOS E AJUDAR OUTROS ALCOÓLICOS
A ALCANÇAREM A SOBRIEDADE.

Cabe a cada um de nós, MEMBROS E SERVIDORES, a


RESPONSABILIDADE de zelar para que tudo que nos pertencem
por legado .... permaneça !!! O nosso crescimento depende da
parcela de gratidão que temos por A.A..

Talvez, a melhor resposta para a visão de Bill W. sobre A.A. seja a


contida no Livro Doze Conceitos para Serviços Mundiais quando
enfatiza que :

“Portanto, acreditamos ver em nossa irmandade uma


sociedade espiritualizada, caracterizada por suficiente
esclarecimento, suficiente responsabilidade e suficiente amor
pelo homem e por Deus para garantir que nossa democracia do
serviço mundial funcionará em todas as circunstâncias...”
(Primeiro Conceito)

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As promessas
Se formos cuidadosos, nesta fase de nosso desenvolvimento,
ficaremos surpresos antes de chegar à metade do caminho.
Estamos a ponto de conhecer uma nova liberdade e uma nova
felicidade. Não lamentaremos o passado, nem nos
recusaremos a enxergá-lo. Compreenderemos o significado da
palavra serenidade e conheceremos a paz. Não importa até que
ponto descemos, veremos como nossa experiência pode
ajudar outras pessoas. Aquele sentimento de inutilidade e
autopiedade irão desaparecer. Perderemos o interesse em
coisas egoístas e passaremos a nos interessar pelos nossos
semelhantes. O egoísmo deixará de existir. Todos os nossos
pontos de vista e atitudes perante a vida irão se modificar. O
medo das pessoas e da insegurança econômica nos
abandonará. Saberemos, intuitivamente, como lidar com
situações que costumavam nos desconcertar. Perceberemos,
de repente, que Deus está fazendo por nós o que não
conseguimos fazer sozinhos. (Livro Alcoólicos Anônimos – Capitulo
“Entrando em ação” – página 112)

Acho que a melhor maneira de encerrar esse trabalho é


parafraseando o último parágrafo desse Capitulo;

“... Reconhecemos que sabemos muito pouco. Deus sempre


revelará algo mais, a você e a nós. Pergunte a Ele, em sua
meditação matinal, o que pode fazer, a cada dia, por aquele que
ainda está doente. As respostas virão, se a sua própria casa estiver
em ordem. Mas é evidente que você não poderá transmitir algo que
não possui. Mantenha com Ele a relação certa e grandes
acontecimentos surgirão, para você e inúmeros outros. Esta é a
nossa Grande Realidade. Entregue-se a Deus tal como O concebia.
Admita suas falhas para Ele e para seus companheiros. Livre-se
dos destroços de seu passado. Seja generoso ao dar o que
encontrar e junte-se a nós. Estaremos com você na Irmandade do
Espírito e você certamente encontrará alguns de nós em sua
caminhada pela Estrada do Destino Feliz.”

Que Deus nos abençoe e proteja - até lá.

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Sugestões para um inventário rápido de grupo para atender e se
concretizar a visão de Bill W.:

a) Temos utilizado a nossa literatura para nossa orientação nas


nossas diversas atividades? Se não, que comecemos a
utilizar;

b) Temos utilizado os veículos de comunicação (Divulgação da


LITERATURA DE A.A., TV, RADIO, IMPRENSA ESCRITA,
INTERNET, REDES SOCIAIS, E-MAIL)? Como podemos usá-
los?

c) Temos mantido contato com nossos amigos da medicina e da


religião, da nossa comunidade e na região? Como nos
aproximar destes amigos?

d) E a abordagem direta – Décimo Segundo Passo – onde tudo


começou?

Não podemos esperar que os alcoólicos fiquem sabendo a nosso


respeito e venham nos visitar. Se acontecer de virem, talvez
possamos lhes dar uma mão.

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