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Física 2 Experimental - 01/2016 - Turma D

Experimento 9 - Pressão de Vapor

17/06/2016

Grupo 10:

● Camila Lima de Oliveira - 13/0007153

● Daniel Lopes Batista Rocha - 13/0007773

● Micael Rebouças Pereira - 14/0091483

Introdução teórica:
Pressão de vapor é a pressão exercida pelo vapor de água sobre o líquido quando a taxa
de vaporização e de condensação das moléculas é igual, isto é, quando o número de moléculas
que passa do estado líquido para o gasoso é igual ao número de moléculas que passa do estado
gasoso para o estado líquido.
A pressão total, no ar atmosférico (que é formado por uma mistura de vários gases e
vapor de água), é a soma das pressões parciais exercidas por cada componente deste e a pressão
parcial da cada um destes componentes é a mesma que exerceria se ocupasse todo o volume,

segundo a lei de Dalton.


Caso a umidade do ar fosse de 0%, ou seja, não houvesse moléculas de água em estado
de vapor, toda a água em estado líquido evaporaria, visto que o número de moléculas que
passaria do estado líquido para o gasoso seria muito maior que o número de moléculas que faria
o processo inverso. Em contrapartida, se a umidade fosse de 100% (ar saturado de água), a
pressão exercida pelo vapor faria com que o número de moléculas que iria do líquido ao gasoso e
vice-versa fosse igual.
Daí, define-se a umidade relativa do ar como a razão entre a pressão que o vapor está
exercendo (pressão parcial de vapor) e a pressão máxima que o vapor exerceria a uma dada
temperatura (pressão de vapor).
Para determinar experimentalmente a pressão de vapor, utiliza-se um recipiente fechado
contendo água sob pressão e a intensidade desta começa a ser variada. A partir do momento em
que a pressão exercida sobre a água é igual à pressão de vapor, os estados líquido e gasoso da
água coexistem no recipiente e o vapor estará saturado A única maneira de aumentar a densidade

do vapor ou sua pressão é variando a temperatura do recipiente, já que o número de moléculas


que evaporará será igual ao número que condensará.
A expressão que mostra que a pressão de vapor varia com a temperatura é:

Sendo a pressão de vapor, uma constante, L o calor latente molar de vaporização,


R a constante universal dos gases (no SI: 8,31 J molˆ-1 Kˆ-1) e T a temperatura absoluta (ou seja,
a temperatura dada em kelvin).
À pressão atmosférica e no nível do mar, a medida da pressão parcial de vapor de água
não é feita diretamente, visto que menos de 1% da pressão atmosférica deve-se ao vapor de água
no ar. Assim, usa-se a relação entre a pressão de vapor e a temperatura. Um dos métodos para
fazer esta medição é resfriando um objeto que está em contato com o ar atmosférico. Dessa
maneira, próximo à superfície, forma-se uma película de ar com temperatura aproximadamente
igual à temperatura na superfície. Visto que a pressão de vapor da água depende da temperatura e
que, por isso, a pressão necessária para saturar o ar próximo à superfície é diferente da pressão
necessária para saturar o ar longe dela, quando a temperatura da superfície chega a um valor
menor do que o ponto em que o vapor na película fica saturado, a superfície começa a ‘suar’.
Nesta situação, a pressão parcial de vapor é igual à pressão de vapor correspondente àquela
temperatura.
Dessa forma, pode-se resfriar um recipiente metálico até que o vapor de água na película
de ar fique saturado, medir indiretamente a pressão parcial da água, observando a temperatura em
que o objeto começa a “suar” e determinar a pressão parcial de vapor utilizando a curva da
pressão de vapor em função da temperatura.

Objetivos: ​Os objetivos do presente experimento foram, além de analisar a relação entre a
variação de pressão aplicada a um determinado volume de água e o seu vapor liberado,
determinar também a relação entre a pressão de vapor e a temperatura do sistema e o calor
latente de vaporização da água. Com base nestes resultados, obter a umidade relativa do ar.

Materiais:
● Recipiente de medida com controle de temperatura contendo um determinado volume de
água em contato com uma coluna de mercúrio;
● Reservatório de armazenamento de mercúrio cuja posição vertical pode ser variada;
● Régua graduada;
● Aquecedor com circulador de água;
● Termômetro;
● Água e gelo;

● Copo metálico.

Procedimentos:
1. Procedimentos realizados para determinar a relação entre a pressão aplicada
e o volume de vapor a temperatura ambiente:
1. Retirar a rolha que fecha o reservatório de mercúrio;
2. Ajustar a temperatura do circulador de água para uma que seja menor que a
temperatura ambiente, para que o aquecedor não ligue ao ligar-se o circulador;
3. Ligar o circulador e anotar, após alguns minutos, a temperatura da água no tubo;
4. Posicionar o reservatório de maneira que o nível de mercúrio deste fique igual ao
nível de mercúrio no recipiente de medida, assim a água estará sujeita apenas à
pressão ambiente e não haverá quantidade significativa de vapor;
5. Fazer uma tabela com duas colunas, uma contendo a posição do nível de mercúrio
no reservatório e outra com a posição do nível de mercúrio no recipiente de
medida, descendo o reservatório de 5 em 5 cm até atingir o ponto mais baixo
possível da régua graduada e adotar este como o zero da escala;
6. Medir a pressão atmosférica utilizando o barômetro de mercúrio presente no
laboratório;
7. Para cada ponto da tabela construída no procedimento 1.5, determinar a pressão
absoluta a que a água estava sujeita (em mmHg) e o respectivo comprimento da
coluna de vapor dentro do recipiente de medida;
8. Construir um gráfico da pressão absoluta aplicada na água em função da altura da
coluna de vapor dentro do recipiente de medida e identificar a pressão de vapor.

2. Procedimentos realizados para relacionar a pressão de vapor com a temperatura:


1. Fazer uma tabela contendo duas colunas, uma contendo a temperatura em graus
celsius (ºC) e outra contendo a posição do nível de mercúrio no reservatório (em
mm), que é proporcional ao nível do ar;
2. Posicionar o reservatório de forma que o nível de mercúrio dentro deste fique
igual ao nível de mercúrio dentro do recipiente de medida;
3. Ajustar a temperatura do circulador para -10ºC para que o aquecedor não ligue e,
isto feito, ligar o aparelho;
4. Colocar gelo dentro do reservatório de água e esperar que a temperatura da água
se estabilize em 4ºC;
5. Abaixar o reservatório até uma posição em que uma coluna de vapor que meça
aproximadamente 15 cm se forme;
6. Girando o botão de ajuste da temperatura do aquecedor, subir a temperatura de 4
em 4ºC até que esta atinja 20ºC e, a partir daí, aumentá-la de 10 em 10ºC até
atingir a temperatura de 80ºC. Para cada temperatura observada, movimentar o
reservatório de forma a manter o volume de vapor constante, visto que, à medida
que a temperatura sobe, o vapor empurra a coluna de mercúrio para baixo.
Registrar na tabela a posição do nível de mercúrio do reservatório para a
respectiva temperatura;
7. Utilizando os dados obtidos, e o valor da pressão atmosférica lido no barômetro
de mercúrio do laboratório, construir um gráfico relacionando a pressão de vapor
(em mmHg) em função da temperatura (em ºC);
8. Construir um gráfico relacionando a pressão de vapor em função do inverso da
temperatura (1/T, sendo T medido em kelvin), e fazer um ajuste exponencial dos
​ ​P​0​e​(− ​L​/​RT)​ ​, sendo P a pressão de vapor, ​P0​
dados com base na expressão ​P=
uma constante, L o calor latente de vaporização, R a constante universal dos gases
e T a temperatura absoluta). Isto feito, determinar o calor latente molar de
vaporização da água e comparar com o resultado da literatura.

3. Procedimentos realizados para o cálculo da umidade relativa do ar:


1. Medir a temperatura ambiente e obter a pressão de vapor correspondente
utilizando a função ajustada do item anterior;
2. Colocar água dentro do recipiente metálico até aproximadamente 1/4 de sua
capacidade e, isto feito, adicionar água gelada até atingir o “ponto de orvalho” e
verificar sua temperatura correspondente;
3. Utilizar a função ajustada para determinar a pressão de vapor para esta
temperatura, que deve ser igual à pressão parcial de vapor à temperatura
ambiente;
4. Calcular a umidade relativa do ar, pela razão entre as pressões obtidas.
Resultados e Análise de Dados:

Parte 1. Dependência entre a pressão aplicada e o volume de vapor à temperatura


ambiente.
Pressão atmosférica lida no barômetro de mercúrio do laboratório: 679 mmHg

Altura do Altura do Altura de delta H (mmHg) Pressão Absoluta


Reservatório Recipiente de vapor (mm) (mmHg)
(cm) Medida (cm)

181,6 181,6 0 0 679

176,6 181,6 0 -50 629

171,6 181,6 0 -100 579

166,6 181,6 0 -150 529

161,6 181,6 0 -200 479

156,6 181,6 0 -250 429

151,6 181,6 0 -300 379

146,6 181,3 3 -347 332

141,6 181,3 3 -397 282

136,6 181,2 4 -446 233

131,6 180,9 7 -493 186

126,6 180,4 12 -538 141

121,6 179,6 20 -580 99

116,6 178,3 33 -617 62

111,6 175,9 57 -643 36

106,6 170,6 110 -640 39

101,6 166 156 -644 35


A partir do gráfico obtido para a relação entre a pessão absoluta e a altura de vapor, que é
proporcional ao seu volume uma vez que a área da seção é constante, pode-se afirmar que há um
ponto em que a pressão P se mantém constante independente da variação de volume. Esta
pressão constante atingida é a chamada pressão de vapor da água “Pv”, que varia em torno de 35
milímetros de mercúrio.

Parte 2. Medida da pressão de vapor em função da temperatura

Temperatura (°C) Altura do Recipiente Pressão Absoluta (mmHg) 1/T


de Medida (mm)

4 -666 13 0,25

8 -663 16 0,125

12 -660 19 0,083333

16 -657,5 21,5 0,0625

20 -653 26 0,05

30 -638 41 0,033333

40 -610 69 0,025
50 -565,5 113,5 0,02

60 -498 181 0,016667

70 -400 279 0,014286

80 -228 451 0,0125

Sabendo que a equação da regressão exponencial acima representa Pv ~ Po * exp (-L/RT)


e que a variável R é a Constante Universal dos Gases, cujo valor é aproximadamente 8,31,
podemos afirmar que o calor latente de vaporização “L” é igual a 37,81 * 10³ J/mol, que é um
valor aceitável, visto que o resultado conhecido é 40,66 x 10³ J/mol.

Parte 3. Medida da umidade relativa do ar

Temperatura 1 = temperatura da água da torneira = 24,5°C = 297,65 K


Temperatura 2 = temperatura do ponto de orvalho = 3,5 °C = 276,65 K

Aplicando os valores encontrados para as temperaturas na equação da parte 3, temos que


a pressão 1 é 4,64 x 10³ Pa e a pressão 2 é igual a 1,46 x 10³ Pa. Portanto, tirando a razão entre as
duas pressões, é possível afirmar que a umidade relativa no local no dia do experimento era de
aproximadamente 31,36%.
Bibliografia:
1. HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física
volume 2. Gravitação, ondas e termodinâmica 8 edição;
2. YOUNG, Hugh D. Física II: Termodinâmica e ondas. São Paulo: Addison Wesley, 2003.
10ª ed
3. Notas de aula
4. Apostila de Física 2 Experimental