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Processo Penal

Senhor, eu sei que Tu me sondas – Salmo 138


Cristo, ontem e hoje; Princípio e Fim; Alfa e Omega.
A Ele o Tempo e a Eternidade, a Glória e o Poder, pelos séculos sem fim,
Amém.

HC

MS

Professor Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira


Professor de Processo Penal, Prática Forense, ECA e Eleitoral – IELF/SP
Pg. 1
Processo Penal
Senhor, eu sei que Tu me sondas – Salmo 138
Cristo, ontem e hoje; Princípio e Fim; Alfa e Omega.
A Ele o Tempo e a Eternidade, a Glória e o Poder, pelos séculos sem fim,
Amém.

HABEAS CORPUS

Origens do Habeas Corpus


“As origens do habeas corpus remontam
à Magna Carta inglesa, de 1215, apontada
como o documento que inaugura a
concepção, depois institucionalmente
aprimorada, de Estado de Direito, ao
defender alguns direitos dos antigos barões
feudais ingleses contra as sucessivas e
indiscriminadas ingerências do poder real,
o então Rei João da Inglaterra, na vida
econômica e particular dos seus súditos.
A Magna Carta consiste na primeira
tentativa vitoriosa, do mundo moderno, de
pressão da classe proprietária sobre o
poder do Estado, a ponto de conseguir a
assinatura de uma carta de compromisso
protetora de liberdades individuais,
conseqüentemente limitadora do poder
real, em troca, claro, da arrecadação
tributária.
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A Ele o Tempo e a Eternidade, a Glória e o Poder, pelos séculos sem fim,
Amém.

Neste documento encontra-se previsto


que nenhum homem livre poderia ser preso
ou desprovido de seus bens sem o
julgamento por seus pares e conforme a
“lei da terra”, ou o direito comum. “Artigo
39 - No freeman shall be arrested or
imprisoned or deprived of his freehold
or autlawed or banished or in any way
ruined, nor will we take or ortder
action against him, except by the
lawful judgment of his equals and
according to the law of the land.”Em
realidade, o instrumento do habeas corpus
surge como forma de garantir ao indivíduo
um processo legal de acordo com as leis da
terra, law of the land, que era o direito
comum, common law, inglês.
O indivíduo preso teria direito de ser
apresentado às autoridades judiciais para
ser processado. Com isso, ganha direito de
defesa e só poderia ficar mantido preso
desde que a decisão encontrasse
fundamento na common law.

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Amém.

Aliás, de acordo com a própria origem da


expressão writ of habeas corpus, temos
que writ significa ordem e habeas significa
ter, tomar para si: tomar o corpo.
Especificamente, consistia na ordem dada
ao funcionário real responsável pela
detenção, de tomar o corpo do preso e
submetê-lo a julgamento, de acordo com o
direito comum. Com isso, protegia-se a
liberdade física contra prisões arbitrárias.
Nesse início, habeas corpus e devido
processo legal se confundem e não é por
menos que toda a literatura aponta o art.
39 da Magna Carta como a verdadeira
origem de ambos.

Consagrados no rol das garantias


constitucionais, tanto o habeas corpus
quanto o devido processo legal destinam-
se a proteger o direito de liberdade,
consagrado como direito natural, contra
eventuais abusos de poder.

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O fundamento primeiro não é, ainda, o do


direito escrito, mas os costumes e a
tradição.
Aliás, a luta pela proteção das liberdades
fundamentais e que dará origem ao Estado
de Direito, hoje mais identificado com o
direito codificado, é francamente
deslanchada e ganha todo seu vigor na
história política inglesa.
O termo habeas corpus surgirá, na
Inglaterra, em 1679, com o chamado
Habeas Corpus Act: An Act for the better
secureing the Liberty of the Subject and for
Prevention of Imprisonments beyond the
Seas, depois consolidado no ano de 1816,
em texto que vem suprimir-lhe as falhas,
ampliando o campo de sua atuação e
agilizando a sua aplicação: The Habeas
Corpus Amendment Act 1816.
Posteriormente, a expressão ganha relevo
em vários países de tradição ocidental,
como garantia essencial de todo sistema
livre”.

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(O ATIVISMO JUDICIAL EM RUI


BARBOSA
publicada na Revista da Faculdade de
Direito da UCP Vol. 1 - 1999, pág. 59
Professora Margarida Maria Lacombe
Camargo)
Exercício (PROFESSOR THALES
QUESTIONA):

É vedado o Habeas Corpus no estado


de defesa ou de sítio ?
A importância do habeas corpus para
a Constituição brasileira é tão grande
que, além de dispor que o habeas
corpus é ação gratuita, não o
excepciona nem no estado de defesa,
nem no estado de sítio. A única
exceção admitida para o habeas
corpus relaciona-se com a prisão
administrativa/disciplinar dos
militares e se justifica dada a lógica
da disciplina castrense.

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Amém.

Em - O ATIVISMO JUDICIAL EM RUI


BARBOSA - publicada na Revista da
Faculdade de Direito da UCP Vol. 1 -
1999, pág. 59, a professora Margarida
Maria Lacombe Camargo (Professora
da Faculdade de Direito da
Universidade Católica de Petrópolis e
Chefe do Setor de Direito do Centro de
Pesquisas da Casa de Rui Barbosa) nos
ensina que ”o marco significativo do
governo militar se verificou com o AI-5
no ano de 1968 e com a legislação
imediatamente subsequente, onde
assegurou ao Presidente da República
poderes para decretar o estado de
sítio, o recesso no Congresso, a
intervenção dos estados, a suspensão
dos direitos políticos e a cassação de
mandatos, suspendeu o ‘habeas
corpus’ para crimes considerados de
Segurança nacional, vedando qualquer
ação judicial contra atos pelo
Executivo com base no ato

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Constitucional. E parte disso foi


consagrado na CF/88.
Os constantes entraves decorrentes
dos desmandos do governo militar,
que não poupava esforços para
suspender a ordem legal mediante
decretação do Estado de Sítio, leva o
Supremo Tribunal Federal a abster-se
de julgar determinadas questões
reconhecidas pela sua natureza
política. Entendia-se por “questão
política”, aquela referente aos atos
discricionários do Poder Público
quando, no âmbito de sua atuação,
tomava decisões cuja a oportunidade
e a conveniência demandassem, de
acordo com determinada orientação
de governo. Foi o que ocorreu, por
exemplo, com o Estado de Sítio que,
como medida de exceção quando a
ordem interna estivesse ameaçada,
estaria necessariamente circunscrita
ao juízo discricionário do Governo,
responsável último pela segurança
pública. Entretanto, Rui não aceitava
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essa distinção com tanta facilidade,


uma vez que da ação discricionária do
Poder Público pode resultar atos
ilegais ameaçadores da liberdade,
tendo em vista que discricionariedade
não se confunde com arbitrariedade.
Assim, segundo ele, onde quer que se
encontrem ameaçados os direitos
fundamentais protegidos em lei,
caberá a intervenção dos tribunais. No
entanto, não era essa a orientação do
Supremo Tribunal Federal. Apenas em
1893, Rui Barbosa conseguira obter
ordem de habeas corpus em benefício
dos presos do navio Júpiter, pelo
simples motivo de que tal medida
havia sido tomada sem o respaldo do
Decreto de Estado de Sítio, e sem a
decretação do mesmo, a ação não
poderia ser considerada política, mas
arbitrária.

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A Constituição brasileira, nesse


particular, é mais liberal do que a
estadunidense, que autoriza a
suspensão do privilégio do habeas
corpus em “caso de rebelião ou
invasão, quando tal for exigido pela
salvação pública”.
Esse tipo de limitação tem
procedência democrática, vez que
durante o estado de sítio, por
exemplo, são suspensas garantias
constitucionais (art. 138 CF/88) na
medida necessária para evitar
comoção grave de repercussão
nacional ou fazer cessar estado de
guerra ou agressão armada
estrangeira”.
Logicamente, esse não seria o
momento adequado para que fossem
realizadas modificações no texto
constitucional, logo, no Brasil, no
estado de sítio e de defesa o HC não
está limitado, apenas nos EUA.

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Portanto,da Inglaterra, com a Magna


Charta de 1215, imposta a João Sem Terra,
depois pela petition of rights e o hábeas
corpus act, nos séculos XVII e XVIII, passa-
se para o Brasil com a discussão jurídica de
Rui Barbosa e do Ministro Pedro Lessa,
acerca da natureza jurídica e da extensão
da aplicabilidade do HC na proteção contra
violações a direitos individuais, no início do
século XX. Assim, ingressa no Código de
Processo Criminal do Império, em 1832, à
Constituição Republicana de 1891 e assim
até desaguar no CPP de 1941, sendo
consagrado na atual CF/88, no rol das
garantias individuais, pois pacificou-se à
discussão sobre sua natureza jurídica:
proteção da liberdade de locomoção –
direito de ir, vir, permanecer ou ficar.

HC é recurso ? Qual a natureza


jurídica ?
O Código de Processo Penal o considera
como recurso, mas não é, porque recurso
pressupõe decisão, bem como não haver
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trânsito em julgado, bem como ato


jurisdicional, enquanto que HC pode ser
contra ato de particular, contra ato judicial
com trânsito em julgado etc.
Habeas Corpus é uma ação popular
constitucional que visa proteger a
liberdade ambulatorial, ou seja, o direito de
locomoção (ir, vir e permanecer). Pode ter
caráter cautelar (função preventiva),
constitutivo ou declaratório (visa por
exemplo, extinção da punibilidade que o
juiz não decretou).
Por ser ação e não recurso, pode ser
impetrado antes ou depois do trânsito em
julgado da sentença aflitiva, podendo ser
usado como SUBSTITUTO do recurso
cabível, ou mesmo ser impetrado
cumulativamente com ele.

Legitimidade:
a)MP, inclusive perante a 2ª instância
(artigo 32, I da Lei 8.625/93);
b)Qualquer pessoa, maior ou menor, o
próprio paciente, pessoa jurídica em
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favor de um sócio ou seu funcionário


(exceto para si própria pois lhe falta
liberdade ambulatorial), estrangeiro etc .
Portanto, não se exige capacidade
postulatória no HC para sua
impetração; porém, exige para em
caso de recurso da decisão do juiz que
o denega (RSE) ou do Tribunal que o
denega (Recurso Ordinário
Constitucional). Mas ao invés desses
recursos, a doutrina e jurisprudência
admitem novo HC e sem a capacidade
postulatória (Emenda Constitucional
23/99 que alterou o artigo 105, I, “c”
da CF/88).

Competência:

A competência é delimitada na CF/88 (cf.


Hidejalma Muccio, Prática Forense, 2003,
HM Editora, com um excelente resumo
desta), mas se houver dúvida, o impetrante
deve sustentar o “princípio da
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conversão” (pedir para converter para


o órgão julgador competente).
Assim, por exemplo, ato de Delegado é
julgado por juiz; ato de juiz por Tribunal
(exemplo: ato de juiz estadual para o
Tribunal de Alçada ou de Justiça, conforme
a competência em razão da matéria).
Atenção: quando o HC for da competência
do Tribunal, dirigir o HC para o Presidente
do Tribunal pedindo a este que distribua
para uma das Câmaras ou Turmas do
Tribunal.
Quando o HC é instaurado pelo Delegado
por força de requisição do juiz ou do MP,
entende-se que o HC deve ser dirigido
contra o juiz (para o Tribunal) ou contra o
MP (para o Tribunal) que requisitou o IP e
não contra o Delegado, pois este não podia
deixar de cumprir uma requisição. Neste
caso o Delegado não será autoridade
coatora.

Cabe HC contra ato de Promotor de


Justiça ou Procurador da República?
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Sim, quando provoca com sua


manifestação ou omissão constrangimento
ilegal.
Neste caso, a quem é endereçado o
HC (quem é o órgão competente para
julgar HC contra ato de agente do
Ministério Público) ?
Aqui há duas correntes:
1ª - será o Tribunal competente previsto
na CF/88 para julgamento deste
(competência pela prerrogativa de
função), ou seja, de Promotor de Justiça
será o TJ, de Procurador da República o
TRF. Esta é a posição do prof. Thales.
2ª - será o Tribunal a que a causa
estiver relacionada (competência em
razão da matéria).
Ex: se o crime for de latrocínio e o
Promotor de Justiça está provocando um
constrangimento ilegal com sua conduta no
processo, prejudicando o réu, no Estado de
SP o HC contra Promotor será julgado pelo
Tribunal de Justiça, em face da Constituição
Paulista, enquanto que em Minas Gerais
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pelo Tribunal de Alçada face a Constituição


Mineira.
Esta é a posição do prof. Hidejalma
Muccio.
Dica do prof. Thales: neste caso, como
há uma dúvida na doutrina, recomendo que
no próprio HC se crie um tópico: “princípio
da conversão” (vide esqueleto).
No HC não cabe dilação (ampliação)
probatória, ou seja, toda a documentação e
o direito devem estar na inicial, sob pena
de não ser o HC meio idôneo para a
situação jurídica apresentada.
De regra, não cabe HC contra decisão que
cabe recurso específico, porque HC não é
recurso e nem sucedâneo deste. Porém,
pode o HC servir de sucedâneo de recurso,
em casos graves de violação da lei. Ex: um
juiz não pode no processo do
conhecimento, fixar na sentença
condenatória o regime fechado para um
crime punido com detenção. Se fizer isto,
está agredindo a lei e o HC com liminar é o
meio idôneo, pois a Apelação (recurso) é
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meio demorado e o réu ficaria punido com


prisão (regime fechado) até seu
processamento.

Espécies de HC:
1. Preventivo, onde a simples ameaça a
liberdade de locomoção já o permite –
neste caso se busca um salvo-conduto (a
palavra lembra uma pessoa conduzida a
salvo);
2. Liberatório ou repressivo, onde
houve efetiva agressão à liberdade de
locomoção e neste caso se pede Alvará de
Soltura.
? O HC “trancativo de IP ou Ação Penal” é
uma espécie de HC ?
Não, é um efeito do HC preventivo ou do
HC liberatório ou repressivo, que visa
impedir o prosseguimento do feito com
possibilidade de prisão ou mesmo o
prosseguimento deste quando o réu
encontra-se preso provisoriamente, por
fato que jamais poderia incidir IP ou Ação

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Penal, por exemplo, em face da atipicidade


da conduta ou prescrição do crime.
Terminologia:
a) paciente = aquele que sofre ou
está ameaçado de sofrer
constrangimento ilegal na sua liberdade
ambulatória. Se for o próprio impetrante,
chama-se “paciente-impetrante”;
b) impetrada = autoridade (juiz ou
Tribunal) a quem é dirigido o pedido;
c)impetrante = pessoa que impetra o
HC;
d) coator = aquele que provocou ou pode

provocar o constrangimento ilegal,


podendo ser autoridade ou particular;
e) detentor = pessoa que detém o
paciente

Síntese para concurso:

1. Conceito: É o remédio jurídico que


tutela a liberdade de locomoção da pessoa
humana. Qualquer outro direito pode ser
tutelado pelo mandado de segurança. É
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uma garantia constitucional. É uma ação,


mas às vezes funciona como recurso.

2. Espécies de habeas corpus:

1º) Liberatório: ocorre quando já existe


constrangimento ilegal e o sujeito já está
preso. Concedido o habeas corpus, o juiz
expede o alvará de soltura;

2º) Suspensivo: ocorre quando já existe


constrangimento ilegal, mas o sujeito ainda
não foi preso; expede-se nesse caso
contra-mandado de prisão.

3º) Preventivo: dá-se quando há ameaça


de constrangimento. Concedido o habeas
corpus, o juiz expede o salvo conduto.

3. Legitimidade ativa: quem pode


impetrar habeas corpus? Qualquer pessoa.
É exemplo de ação popular. Exemplo:
maior, menor, louco, pessoa jurídica,
Ministério Público, inclusive em 2ª
Instância. O juiz só pode impetrar habeas
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corpus se não invocar a qualidade de juiz,


mas a de cidadão.

4. Capacidade postulatória: não é


necessário ser advogado para impetrar
habeas corpus.

5. Habeas corpus de ofício: é possível


(art. 654 do CPP), contra ato de outra
autoridade. É discutível o cabimento de
habeas corpus de ofício contra ato do
próprio juízo.

6. Legitimidade passiva: o coator


normalmente é uma autoridade. Mas
também é cabível contra ato de particular.
Exemplo: quando um hospital não libera o
paciente.

7. Competência:
(a) habeas corpus contra autoridade
policial: é julgado por juiz estadual ou
federal(se o crime for federal, ainda que
investigado pela autoridade policial
estadual, pois a este não compete definir a
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jurisdição. Pode até resultar em conflito de


competência para o STJ entre juiz estadual
e federal, porém, a competência do HC não
se define em razão da autoridade policial
envolvida e sim em função da
competência de jurisdição. Logo crime
estadual = juiz estadual; crime federal =
juiz federal e crime eleitoral – juiz eleitoral)
(b) habeas corpus contra particular: é
julgado por juiz;
(c) habeas corpus contra juiz: é julgado em
2ª Instância;
(d) habeas corpus contra promotor e
procuradores de justiça: é julgado em 2ª
Instância (pelo TJ). Contra procuradores da
República = TRF
(e) habeas corpus contra ato de Tribunal: é
julgado pelo STJ;
(f) habeas corpus contra ato isolado de
membro de Tribunal: é julgado pelo STJ;
(g) habeas corpus contra Tribunais
Superiores: STF;
(h) habeas corpus contra prisão civil: é
sempre julgado por um órgão jurisdicional
civil, exceto o TRT para HC de prisão de
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depositário infiel, pois tendo reflexo penal


e não tendo o TRT jurisdição penal, caberá
ao TRF.
(i) habeas corpus contra juiz dos juizados:
é julgado por uma Turma Recursal, onde
existe;
(j) habeas corpus contra as Turmas
Recursais: STF – critério da hierarquia
jurisdicional, pois compete ao próprio STF o
único recurso das Turmas Recursais(Rec.
Extraordinário). Súmula 690 do STF.
(l) habeas corpus contra juiz federal: TRF;
(m) habeas corpus contra juiz do trabalho:
TRF;
(n) habeas corpus contra Prefeito e
Deputado Estadual: TJ(crime estadual),
TRF(crime federal) ou TER(crime eleitoral –
Súmula 702 do STF, por simetria;
(o) habeas corpus contra Governador: Com
a ressalva do artigo 105, I, c leva a
conclusão do TSE, mas como Governador é
julgado por crime eleitoral, inclusive, pelo
STJ, não há como sustentar o TSE;
(p) habeas corpus contra Ministros de
Estado, Comandante da Marinha,
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Aeronáutica e do Exército, em crimes


comuns: o artigo 105, I, c sugere ser do
STJ, mas são todos julgados em crimes pelo
STF, logo, deve prevalecer o critério da
prerrogativa de função(102, I, d da CF/88).

Cabe recurso ordinário ao STJ nos HC


decididos em única ou última instância pelo
TRF ou TJ/TA, quando DENEGATÓRIA = mas
admite HC “substituto de recurso” para o
STJ ao invés de recurso ordinário

No STF não cabe HC de HC contra decisão


de Ministro do STJ que defere ou indefere
liminar, já que isto supriria competência do
STJ no mérito(STF, HC 81.637-7, Rel. Min
Carlos Velloso, j.18.2.2003). Por isto veio a
Súmula 691 do STF.

Não cabe HC no STF contra ato praticado


por uma das Turmas do próprio STF, exceto
quando tratar-se de crime sujeito à
jurisdição do STF em ÚNICA
INSTÂNCIA(competência originária – art.
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102, I, i CF/88)(HC 80238/DF, Rel. Min.


Celso de Melo, 13.12.2000).

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8. Hipóteses de Cabimento (art. 648,


CPP):

1. quando não houver justa causa para o


inquérito policial, processo ou prisão –
artigo 648, I do CPP

Atenção: o conceito de justa causa pode se


dar:

(a) como 4ª condição da ação, leia-se,


suporte probatório mínimo, caso em
que a concessão do HC, caso em que
apenas fará coisa julgada formal, não
impedindo novo processo com novas
provas;
(b) como questão de mérito do IP ou ação
penal – ou seja, o fato for atípico, e com
isso, provoca coisa julgada material.

2. quando o réu está preso por mais


tempo do que determina a lei. Duas
hipóteses:
a) preso que já cumpriu pena;
b) excesso de prazo na formação da culpa.
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Cristo, ontem e hoje; Princípio e Fim; Alfa e Omega.
A Ele o Tempo e a Eternidade, a Glória e o Poder, pelos séculos sem fim,
Amém.

Exemplos: o prazo de encerramento da


instrução é de 81 dias e havendo
excesso em seu encerramento, mas
sem justa causa, libera-se o preso(veja
que o que interessa é o prazo global e
não apenas o excesso no prazo para
oferecer denúncia em caso de réu
preso, o que é majoritário mas criticado
por Pacelli); excesso de prazo na
temporária(5 dias prorrogáveis por
mais 5; nos crimes hediondos e tortura
– 30 dias prorrogáveis por mais 30 dias;
e no tráfico, 15 dias prorrogáveis por
mais 15); no crime organizado(Lei
9034/95), 81 dias para encerrar a
instrução.

3. quando quem ordenou a prisão não


tinha qualidade para fazê-lo – cumprimento
do juiz natural(artigo 5º, LIII e LXI) – em
primeiro busca-se o relaxamento do
flagrante ou revogação da preventiva ou
temporária e após, o HC, mas admite-se o
HC independente.

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Cristo, ontem e hoje; Princípio e Fim; Alfa e Omega.
A Ele o Tempo e a Eternidade, a Glória e o Poder, pelos séculos sem fim,
Amém.

4. quando cessou o motivo da prisão.


Exemplo: juiz decreta prisão por
conveniência de instrução;

5. quando indeferida a fiança, embora


cabível;

6. quando o processo for manifestamente


nulo;

7. quando já extinta a punibilidade –


Súmula 695 do STF;

8. quando a pena for de multa apenas –


Súmula 693 do STF.

9. Quando não cabe habeas corpus?

1. em caso de punição disciplinar militar


para discutir o mérito(para discutir
competência, legalidade etc. cabe habeas
corpus);

2.durante o Estado de sítio – há apenas


uma limitação, se os direitos fundamentais
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Amém.

e garantias estiverem limitados dentro do


Decreto e do artigo 138 da CF/88, do
contrário, caberá HC(vide artigo do caso do
navio Júpiter, de Rui Barbosa)

No estado de sítio, são suspensas


garantias constitucionais (art. 138
CF/88) na medida necessária para
evitar comoção grave de repercussão
nacional ou fazer cessar estado de
guerra ou agressão armada
estrangeira. Fora destes casos, cabe
HC.

3. para apressar a sentença ou recurso


(em princípio não cabe);

4. para discutir pena de multa;

5. contra decisão de Turma do STF


proferida em Recurso Extraordinário ou
Habeas Corpus (Súmula 606 do STF).

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A Ele o Tempo e a Eternidade, a Glória e o Poder, pelos séculos sem fim,
Amém.

As duas primeiras hipóteses são hipóteses


constitucionais. As três últimas hipóteses
são hipóteses criadas pela jurisprudência.

10. Aspectos procedimentais do


habeas corpus:

(a) O habeas corpus deve ser impetrado


em duas vias.
(b) Os requisitos estão previstos no art.
654 do CPP.
(c) Deve estar em vernáculo. Não cabe
habeas corpus redigido em língua
estrangeira. Deve ser inteligível.
(d) É possível a impetração por telegrama,
telex ou fax ou e-mail.
(e) É possível a impetração por telefone,
mas desde que alguém reduza a termo.
(f) O Ministério Público sempre se
manifesta no habeas corpus, seja em
1º(por analogia) ou 2º grau(Decreto-lei
552/69), em 24 horas
(g) O habeas corpus é julgado em 24 horas
ou na 1ª sessão do Tribunal;

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Amém.

(h) apesar de ser ação, não exige


capacidade postulatória, por isto ser
chamado de ação constitucional popular

11. Mesmo que o habeas corpus seja


indeferido, ele pode ser reiterado, mas
desde que haja novos documentos ou
novos argumentos.

12. Também é possível liminar em habeas


corpus, por analogia a lei do Mandado de
Segurança.

13. Recursos em matéria de habeas


corpus:

1. Habeas Corpus concedido em 1ª


instância: cabe recurso em sentido estrito
e recurso ex officio;

2. Habeas Corpus denegado em 1ª


instância: cabe recurso em sentido estrito,
mas na prática os advogados impetram
novo habeas corpus;

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Amém.

3. Habeas Corpus denegado por


Tribunal da Justiça Comum: cabe
recurso ordinário constitucional ao STJ;

4. Habeas Corpus denegado em única


instância pelo STJ: cabe recurso ordinário
constitucional ao STF.

14. Questões finais:

(a) Fuga do paciente: não implica em


deserção do habeas corpus;

(b) Habeas corpus em 1ª instância, previne


o juízo? Não previne o juízo.

(c) Habeas corpus em 2ª instância previne


o juízo? Previne a Câmara.

(d) É impossível o habeas corpus quando


se exige exame de provas.

(e) Cabe habeas corpus em favor de


pessoa jurídica? O tema é polêmico. Mas é

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Amém.

impossível, pois as pessoas jurídicas não


têm liberdade de locomoção.

(f) O paciente pode desistir do habeas


corpus impetrado. Também pode rejeitar o
habeas corpus impetrado por terceira
pessoa.

(g) Havendo recurso em andamento, cabe


habeas corpus? Sim, cabe, mas desde que
haja ilegalidade patente.

(h) Cabe habeas corpus para discutir a


pena aplicada? Em regra não, salvo se
existir ilegalidade patente;

(i) Novas Súmulas do STF:

690 - Compete originariamente ao


Supremo Tribunal Federal o
julgamento de habeas corpus contra
decisão de turma recursal de juizados
especiais criminais.

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Amém.

Prof. Thales Tácito: seguindo o norte


da Lei 9099/95 que condensa a parte
recursal em crimes de menor potencial
ofensivo, visando a celeridade e com
isso evitar a prescrição, o STF
reconheceu a competência originária de
HC contra decisão de Turma Recursal do
JECRIM, conforme previsão legal.
Importante frisar que das decisões dos
juízes do JECRIM(em crimes de menor
potencial ofensivo) cabe HC para Turma
Recursal respectiva e não para o
Tribunal de Justiça ou Alçada, posição já
consagrada nos Pretórios, embora não
sedimentada em Súmula do STF.
E o mandado de segurança, também
tem a mesma lógica da Súmula 690 ?
O mandado de segurança não foi
incluído na citada súmula, porquanto
ainda pendente de julgamento(relator
Min. Sepúlveda Pertence), estando o STF
dividido em relação a competência
originária do MS contra decisão de
Turma Recursal de JECRIM. No entanto,

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Amém.

esse tem sido o caminho jurídico


utilizado no meio forense.

691 - Não compete ao Supremo


Tribunal Federal conhecer de habeas
corpus impetrado contra decisão do
Relator que, em habeas corpus
requerido a tribunal superior, indefere
a liminar.

692 - Não se conhece de habeas


corpus contra omissão de relator de
extradição, se fundado em fato ou
direito estrangeiro cuja prova não
constava dos autos, nem foi ele
provocado a respeito.

693 - Não cabe habeas corpus contra


decisão condenatória a pena de
multa, ou relativo a processo em
curso por infração penal a que a pena
pecuniária seja a única cominada.

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Amém.

O precedente mineiro (HC 79.474/MG,


Informativo STF 207) ocorreu em virtude da
nova redação do artigo 51 do CP(Lei
9268/96), que proíbe a conversão da pena
de multa em privativa de liberdade, o que
também tem previsão na Lei
9099/95(artigo 85).
Todavia, um caso recente tem causado
dúvida: o STJ permite a conversão de
transação penal de pena restritiva de
direito em prisão, o que o STF não permite:
se alguém aceita transação penal a
restritiva de direito – pena pecuniária, que
não se confunde com multa, caso adote
posição do STJ e o não cumprimento gere
prisão, cabe HC ? Para quem ?
Sim, caberá, para a Turma Recursal e desta
para o STF.

694 - Não cabe habeas corpus contra


a imposição da pena de exclusão de
militar ou de perda de patente ou de
função pública.

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Amém.

695 - Não cabe habeas corpus quando


já extinta a pena privativa de
liberdade.

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Amém.

ESQUELETO DE HABEAS CORPUS

CABEÇALHO - ENDEREÇAMENTO

Habeas Corpus ________(Liberatório ou


Preventivo)
Impetrante -
________________________________
Paciente -
__________________________________
Autoridade Impetrada -
________________________
Autoridade Coatora
___________________________

___________________(impetrante),
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Amém.

_______________(qualificação), legitimado
pelo art. 654 do Código de Processo
Penal, com fundamento no art. 5°, LXVIII,
da Constituição Federal e arts. 647 e 648,
I, Código de Processo Penal, vem,
respeitosamente, perante Vossa
Excelência, IMPETRAR HABEAS
CORPUS LIBERATÓRIO, COM PEDIDO
DE LIMINAR, a favor de
______________(paciente),
___________(qualificação), para o fim de
concessão de uma ordem para fazer
cessar ato de coação que lhe impõe o DD.
__________(autoridade coatora) desta
cidade, ao
________________________________(resumo
do objeto do HC: Ex: “ao determinar a
instauração de inquérito policial e seu
indiciamento por fato que não constitui
crime. O inquérito policial, em regular
tramitação no 1º DP, recebeu o nº
156/96”)

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Amém.

I - DO FATO

O paciente
II - DO DIREITO

(explicar juridicamente porque


houve constrangimento ilegal)

III – DO PRINCÍPIO DA CONVERSÃO

O presente HC foi dirigido a


________. Porém, caso não seja esta a
competência, requeiro seja aplicado, em
face do princípio do favor rei, o princípio
da conversão, ou seja, converta o
julgamento em diligência e remeta ao
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Amém.

órgão julgador competente, não


prejudicando assim, direito constitucional
do réu.

IV - DA JURISPRUDÊNCIA

(citar julgados)

V - DO CONSTRANGIMENTO ILEGAL

(detalhar o constrangimento
ilegal – EX:

Instaurado o inquérito policial e


verificado o indiciamento formal, o
Paciente passou a sofrer, inegável e ilegal
coação que urge ser cessada.
A conduta do Paciente não deu
ensejo à violação de qualquer norma do
nosso sistema normativo penal. O fato é
um atípico penal. Há pois, falta de justa
causa para a persecutio criminis, ainda
que operada, por hora, em sede de
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Amém.

inquérito policial.

VI- DA URGÊNCIA DO PEDIDO E


NECESSIDADE DE LIMINAR

(Demonstrar o fumus boni juris e o


periculum in mora)

Ante a plausibilidade do pedido,


demonstrado o fumus boni juris, sendo
visível e inegável o periculum in mora,
justifica-se a CONCESSÃO DE LIMINAR, sob
pena de se perpetuar ainda que por mais
alguns dias o constrangimento ilegal ao
qual se vê submetido o Paciente e, no
caso especial dos autos, impedirá também
que este cidadão comum tenha acesso a
liberdade e todos os seus efeitos(honra
objetiva, dignidade etc).
VII - DO PEDIDO

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Amém.

Por todo o exposto, requer-se a V.


Excelência seja a ordem concedida
liminarmente, fazendo cessar o
constrangimento ilegal ora suportado pelo
Paciente, tornando-a definitiva após
regular processamento, havendo como
conseqüência ________(fazer o pedido.
Exemplos:
“o trancamento do inquérito
policial nº --- em tramitação no primeiro
distrito policial desta cidade e comarca”
ou
“expedindo o competente Alvará
de Soltura” ou
“determinando a extinção da
punibilidade pela prescrição(ou pela
decadência ou outra causa)” ou
“expedindo salvo conduto”(no
caso de HC Preventivo).

Termos em que
P. deferimento
Local e data
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Amém.

Assinatura

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Amém.

DO MANDADO DE SEGURANÇA
NO ÂMBITO CRIMINAL

Ação dirigida ao órgão competente(juiz ou,


no caso de prerrogativa de função da
autoridade coatora, ao Tribunal previsto na
CF/88), sempre através de advogado,
visando a proteção de direitos líquidos e
certos, ou seja, certo quanto à sua
existência e determinados quanto ao seu
valor.

Portanto, direito líquido e certo é o direito


subjetivo, direito comprovado de plano na
petição inicial com provas pré-
constituídas, sendo proibida dilação
probatória.

Previsto na CF/88, artigo 5º, LXIX, tendo


recepcionado a Lei 1.533 de 31 de
dezembro de 1951 com respectivas
alterações, pode se manifestar de forma
preventiva(antes do direito ser violado, ou
seja, a ameaça ao direito deve ser objetiva,
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Amém.

real, não baseada em meras suposições e,


ainda, atual, ou seja, com iminência real de
vir sofrer a lesão) ou repressiva(após o
direito ser violado).

Visa a correção do ato comissivo ou


omissivo das autoridades, para sanar-lhes
das “viroses” da ilegalidade ou abuso do
poder.

É conhecido como “remédio heróico de


caráter residual”, pois somente pode ser
invocado(impetrado) se não couber no caso
concreto habeas corpus ou habeas data.

Porém, ainda que impetrado o remédio


heróico inadequado, a doutrina entende
que pode ser aplicado o princípio da
fungibilidade constitucional, ou seja, o
órgão julgador receber o remédio heróico
errado como se fosse o correto, e ainda, o
princípio da conversão, ou seja, o órgão
julgador incompetente remete o remédio
heróico para o orgão julgador competente.

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Amém.

O sujeito ativo é qualquer pessoa física ou


jurídica, órgão com capacidade
processual(artigo 12 do CPC) ou
universalidade protegida por lei.

Porém, somente é cabível quando o sujeito


passivo(leia-se, autoridade coatora)
responsável pela ilegalidade ou abuso do
poder for autoridade pública ou agente de
pessoa jurídica no exercício de atribuições
do Poder Público, como diretores de
Faculdade. Não sendo tais hipóteses, não
caberá o mandamus e sim ações
individuais ou coletivas(ação civil pública
etc).

Possui prazo decadencial de 120 dias


contados após a data em que tomou
conhecimento oficialmente do ato coator,
sendo que após essa data deve o
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Amém.

impetrante buscar seus direitos nas vias


ordinárias.

Possui liminar, com natureza jurídica,


atualmente, de antecipação de
tutela(artigo 273, §7º CPC – princípio do
devido processo civil substancial), desde
que provado o fumus boni juris e o
periculun in mora(cf. artigo 7º, II da Lei
1.533/51).

Tem preferência de julgamento, salvo


habeas corpus que tem prioridade acima
do mandamus.

O juiz ao receber a inicial e analisar a


eventual liminar, dará prazo de 10 dias
para a autoridade coatora prestar
informações; após, manifestação do MP e
após sentença em 5 dias.

Na esfera criminal é usada em situações


especiais, onde o recurso tem
processamento demorado e inibe o direito
líquido e certo ou, ainda, quando o juiz
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Amém.

comete error in procedendo que não tem


previsão de recurso.

Ex: ao invés de interpor Agravo em


Execução, da LEP, o MP impetra mandado
de segurança porque o processamento do
Agravo em Execução pode levar a perda do
objeto do recurso(vide modelo do prof.
Thales na página do IELF).
Ex2: o juiz denega pedido do MP de
devolução dos autos à Deelgacia de origem
para novas diligências, invadindo a
titularidade da ação penal pública.
Ex3: O juiz não permite antecipação de
provas de caráter urgente do artigo 366 do
CPP.

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Amém.

SÍNTESE PARA CONCURSOS:

1. Writ ou Mandamus.

2. Legislação: Art. 5º, LXIX, da CF; Lei


1.533/51

3. Conceito e finalidade: é ação de rito


sumaríssimo que visa a proteção de direito
líquido e certo não amparado por HC ou
HD, quando o responsável pela ilegalidade
ou abuso for autoridade pública ou agente
de pessoa jurídica no exercício de
atribuição do Poder Público.

4. Características: só ampara direito


líquido e certo = direito comprovável
documentalmente sem necessidade de
instrução probatória, portanto, apto a ser
exercido imediatamente pelo seu titular. A
liquidez e certeza dizem respeito à
situação de fato e à autorização do Direito
quanto ao seu exercício(sem complexidade
quanto à solução de direito). Só cabe MS
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Amém.

contra ato de autoridade ou de agente


público (não contra particular). Sujeito
passivo: a autoridade coatora, responsável
pela prática do ato, ainda que futuro(se
iminente); sujeito ativo: titular do direito
líquido e certo (qualquer pessoa, inclusive
jurídica). O MP também pode impetrá-lo.
Com a ordem do MS não se obtém
sentença condenatória, constitutiva ou
declaração de relação jurídica e sim, ordem
judicial para imediato cumprimento, daí
não ter efeito suspensivo, como diz
Eugênio Pacelli, a corrigir o atuar dos
agentes do poder público, de modo a
ajustá-los aos limites da lei, podendo ser
concedida liminarmente, sem a oitiva da
autoridade(inaldita altera pars).

5. Princípio da subsidiariedade:
somente cabe MS no âmbito criminal
quando não for o caso de HC, i.e., quando
não está sob ameaça direta a liberdade
individual ou de outro recurso previsto em
lei.

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Amém.

6. Cabe MS contra decisão criminal?


Sim, desde que não haja recurso próprio
previsto em lei ou não seja cabível
correição parcial (Súmula 267 do STF).
Exemplos: MS contra ato abusivo da
autoridade policial, MS contra ato que
indefere ilegalmente a restituição de coisas
apreendidas (3º de boa-fé), contra ato que
impede a vítima de se habilitar como
assistente etc.

7. Cabe MS para conferir efeito


suspensivo a recurso que não o tem?
Há divergência; jurisprudência atual em
processo penal: não cabe. O correto seria
cautelar inominada.

8. Cabe MS contra decisão que já


transitou em julgado? Não (Súmula 268
do STF). Cabe HC ou Revisão Criminal.

9. Aspectos processuais e
procedimentais(o mesmo aplicável à
matéria cível): (a) pedido regular
(requisitos formais de qualquer petição
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Amém.

inicial, evidenciando-se a ilegalidade ou o


abuso de poder); (b) duas vias; (c)
capacidade postulatória, valor da causa
etc.; (d) tempestividade: 120 dias
(contados da ciência do ato ilegal); prazo
decadencial; sob pena de preclusão; (e)
competência: depende da autoridade
coatora; (f) liminar é possível e tem caráter
cautelar e antecipatório da tutela; pode ser
modificada ou revogada; Duração: 90 dias;
prorrogação por mais 30; suspensão da
liminar: é possível (ato do Presidente do
Tribunal competente); contra a suspensão
cabe agravo regimental; extinção da
liminar se dá com o julgamento final; (g)
notificação (citação) para autoridade
coatora prestar informações em 10 dias;
(h) MP; (i) provas pré-constituídas (como
regra, podendo ser requisitas estas se
estiver em mãos de terceiros, mas de
qualquer forma, impossível dilação
probatória, salvo se justificar o DEVIDO
PROCESSO SUBSTANCIAL, em situações
raras); (j) sentença (tem carga
mandamental); (l) recursos: em primeiro
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Pg. 52
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Cristo, ontem e hoje; Princípio e Fim; Alfa e Omega.
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Amém.

grau: apelação ; no tribunal: quando


denega: ROC etc.
Nota: Quando à impetração se busca o
reconhecimento de direito à acusação, que
também veicula interesse da defesa, exige-
se a intimação/citação do réu, mesmo
quando ele não compuser ainda a relação
jurídica processual(Súmula 701 do STF)

10. Exemplos dos professores Pacelli e


Thales Tácito

(a) decisão de indeferimento de


habilitação do assistente(artigo 268 do
CPP);
(b) decisão de indeferimento de vista dos
autos fora de Cartório, em Juízo ou na fase
policial, quando não for o caso de exigência
de sigilo das investigações(artigo 798 do
CPP);
(c) nos procedimentos de arrestro,
seqüestro ou de restituição de bens
apreendidos(arts. 118 e ss do CPP);
(d) no caso de revelia(artigo 366 do CPP),
quando o juiz indefere a oitiva de provas
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Amém.

antecipadas de caráter urgente – provas


testemunhais;
(e) todas as demais situações em que, por
não existir ameaça, nem potencial(caso de
infração cuja pena cabível seja
exclusivamente de multa), à liberdade
individual, não seja cabível o HC, mas
estiver configurada a prática de ilegalidade
pelos agentes públicos.

11. Novas Súmulas do STF

622 - Não cabe agravo regimental


contra decisão do relator que concede
ou indefere liminar em mandado de
segurança.

623 - Não gera por si só a


competência originária do Supremo
Tribunal Federal para conhecer do
mandado de segurança com base no
art. 102, I, n, da Constituição, dirigir-
se o pedido contra deliberação
administrativa do tribunal de origem,
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Amém.

da qual haja participado a maioria ou


a totalidade de seus membros.

624 - Não compete ao Supremo


Tribunal Federal conhecer
originariamente de mandado de
segurança contra atos de outros
tribunais.

625 - Controvérsia sobre matéria de


direito não impede concessão de
mandado de segurança.

626 - A suspensão da liminar em


mandado de segurança, salvo
determinação em contrário da decisão
que a deferir, vigorará até o trânsito
em julgado da decisão definitiva de
concessão da segurança ou, havendo
recurso, até a sua manutenção pelo
Supremo Tribunal Federal, desde que
o objeto da liminar deferida coincida,
total ou parcialmente, com o da
impetração.

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Amém.

627 - No mandado de segurança


contra a nomeação de magistrado da
competência do Presidente da
República, este é considerado
autoridade coatora, ainda que o
fundamento da impetração seja
nulidade ocorrida em fase anterior do
procedimento.

628 - Integrante de lista de candidatos


a determinada vaga da composição de
tribunal é parte legítima para
impugnar a validade da nomeação de
concorrente.

629 - A impetração de mandado de


segurança coletivo por entidade de
classe em favor dos associados
independe da autorização destes.

630 - A entidade de classe tem


legitimação para o mandado de
segurança ainda quando a pretensão
veiculada interesse apenas a uma
parte da respectiva categoria.
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Amém.

631 - Extingue-se o processo de


mandado de segurança se o
impetrante não promove, no prazo
assinado, a citação do litisconsorte
passivo necessário.

* VIDE MODELO DO PROF. THALES


TÁCITO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
ELEITORAL COMO LITISCONSORTE
PASSIVO

632 - É constitucional lei que fixa o


prazo de decadência para a
impetração de mandado de
segurança.

701 - No mandado de segurança


impetrado pelo Ministério Público
contra decisão proferida em processo
penal, é obrigatória a citação do réu
como litisconsorte passivo.

Prof. Thales Tácito: nesta Súmula o STF


legitimou a intervenção da defesa, como
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Amém.

dogma constitucional, como litisconsorte


passivo em MS impetrado pelo MP no
processo penal, já que isto interfere em seu
patrimônio ou mesmo em sua liberdade,
ainda que de forma indireta(no caso de
mandado de segurança para ouvir
testemunhas na hipótese do artigo 366 do
CPP). Caso o MP assim não o faça, o juiz
pode extinguir o processo sem julgamento
do mérito, o que pode provocar a
decadência do prazo de 120 dias da
impetração do mandamus, no caso de nova
impetração.

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Amém.

EXCELENTÍSSIMO DOUTOR
DESEMBARGADOR DO EGRÉGIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE
MINAS GERAIS

"A Justiça
atrasada
não é
Justiça,
senão
injustiça
qualificada
e
manifesta."
(Rui
Barbosa)

URGÊNCIA !
URGÊNCIA !
URGÊNCIA !
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Amém.

O MINISTÉRIO
PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS
GERAIS, por seu representante, que ao
final se identifica e assina, no uso de suas
atribuições legais, supedâneo nos artigos.
5º, inciso LXIX e 127 e ss. da
Constituição Federal de 1988; artigos
127 e ss. da Constituição do Estado de
Minas Gerais; artigo 32, I da Lei nº
8.625/931; artigo 74, I da Lei
Complementar nº 34/94, todos c/c o
art. 1º e segs. da Lei nº 1.533, de 31
de dezembro de 1951, comparece
perante Vossa Excelência para,

IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA,


COM PEDIDO LIMINAR, INITIO LITIS

em relação a ato de
Sua Excelência, o

1
“Impetrar mandado de segurança, inclusive perante os Tribunais locais competentes”
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Amém.

JUIZ DE DIREITO DA
COMARCA DE CLÁUDIO/MG, Exmo. Dr.
Francisco de Assis Corrêa, brasileiro,
casado, juiz de direito, com competência
junto a comarca de Cláudio/MG, sito à
Praça dos Ex-Combatentes, nº 380, Bairro
Centro, Cláudio/MG, telefone (0xx37)
3381- 1900, Cep. 30.530-000, neste ato,
como Autoridade Coatora,
pelos fatos e
fundamentos jurídicos do pedido infra
mencionados:

1. DOS FATOS E FUNDAMENTOS


JURÍDICOS DO PEDIDO

“Em uma terra de


fugitivos, aquele que
anda na direção
contrário parece
estar fugindo”(T.S
Eliot).

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Pg. 61
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Amém.

O impetrante é
Promotor de Justiça lotado na comarca de
Cláudio/MG, com matrícula MAMP 1698,
onde exerce suas atribuições, não se
conformando com os fatos pelos seguintes
argumentos:
1.1 – O magistrado da
comarca de Cláudio/MG, ora impetrado, em
decisão judicial onde o próprio reconhece
ser ilegal, concedeu ao condenado
ANTÔNIO JOSÉ AUGUSTO OLIVEIRA,
qualificado nos autos nº 5.713/98, onde o
mesmo foi condenado pela prática de
atentado violento ao pudor(artigo 214 do
Código Penal), em continuidade delitiva, o
benefício da saída temporária, mesmo
reconhecendo que o executado não
cumpriu os requisitos objetivos do
artigo 121, I e 122, III da Lei de
Execuções Penais;

1.2 – Conforme
reconheceu o próprio Tribunal de Justiça,
por seu culto Desembargador Edelberto
Santiago, no Recurso de Apelação Criminal
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Amém.

nº 000.199.887-1/00, “a tara
sexagenária, só agora desmascarada,
restou demonstrada existir há muitos
anos –sabe-se lá quantas mais foram
as outras vítimas não noticiadas nos
autos. Valendo-se do expediente de
dar presentes, proporcionar passeios
de carro em outras cidades, refeições
em restaurantes e pequenas quantias
em dinheiro, para convencer as
vítimas a satisfazer sua luxúria, o réu
atingia seu objetivo, pois escolhia
meninas de classe mais pobres,
carentes material e moralmente.
Acertada, pois, a condenação pela
prática do crime de atentado violento
ao pudor, relativamente às vítimas
menores de 14 anos ...”;

1.3 – Como o Acórdão


determinou o cumprimento da pena no
regime semi-aberto, cujas condições na
comarca de Cláudio/MG são semelhantes
ao regime aberto, por ausência de Instituto
Penal Agrícola e Industrial, o mesmo, após
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Amém.

Audiência Admonitória, vem cumprindo seu


regime, mas somente em 17/04/2002
poderia requerer o benefício de saída
temporária, em face do artigo 123, II da
LEP(além do requisito subjetivo a ser
analisado na época oportuna), conforme o
próprio magistrado reconheceu na sua
sentença que deferiu o benefício ao arrepio
da Lei nº 7.210/84.

A Jurisprudência
impede a concessão do benefício sem a
presença do requisito objetivo, sendo isto a
mera aplicação da lei(dura lex, sede lex):
RECURSO DE
AGRAVO – LEI DE EXECUÇÕES PENAIS –
Roubo circunstanciado (artigo 157, §
2º, incisos I e II, artigo 157, § 2º,
incisos I e II, c/c o artigo 14, inciso II,
todos do Código Penal). Trabalho
externo e freqüência a cursos fora do
estabelecimento prisional. Requisito
objetivo. Ausência. Inviabilidade. Nos
termos da Lei de execuções penais, a
autorização para o trabalho externo e
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Pg. 64
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Amém.

saída temporária para freqüentar


cursos exige o cumprimento do
mínimo de 1/6 (um sexto) da pena
aplicada. Restando ausente tal
requisito, mantém-se a decisão
agravada. Negou-se provimento ao
recurso. Unânime. (TJDF – RAG
20000110554686 – 2ª T.Crim. – Rel.
Des. Vaz de Mello – DJU 14.03.2001 –
p. 55);
HABEAS CORPUS –
EXECUÇÃO PENAL – REGIME SEMI-
ABERTO – TRABALHO EXTERNO –
SAÍDA TEMPORÁRIA DE PRESO – ART.
123, DO INC. II – LEI Nº 7.210, DE 1984
– CONSTRANGIMENTO ILEGAL –
INOCORRÊNCIA – ORDEM DENEGADA –
Habeas corpus. Alegado
constrangimento ilegal. Retardo na
apreciação de pedido para garantir ao
paciente o direito de trabalho. Regime
prisional semi-aberto. Inteligência da
regra do art. 123, II, da Lei nº 7.210,
de 11.07.1984. Ordem denegada. Se o
apenado que cumpre pena em regime
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Amém.

prisional semi-aberto não atende ao


requisito objetivo temporal previsto
no art. 123, II, da Lei de Execução
Penal, não faz jus à obtenção de
autorização para saída temporária.
Por outro lado, o habeas corpus não
se presta para acelerar a prestação
jurisdicional em sede de execução
penal, cujo processo não pode ser
atropelado, até mesmo em face do
princípio da progressividade que rege
todo o sistema penitenciário vigente.

Ausência absoluta de
constrangimento ilegal. Ordem
denegada. (TJRJ – HC 1.607/1999 – (Ac.
14101999) – 1ª C.Crim. – Rel. Des.
Paulo L. Ventura – J. 10.08.1999);
AGRAVO. SAÍDA
TEMPORÁRIA. A AUTORIZAÇÃO PARA
SAÍDA TEMPORÁRIA SOMENTE
PODERÁ SER CONCEDIDA APÓS A
OITIVA DO MP E DA ADMINISTRAÇÃO
PENITENCIÁRIA, NOS PRECISOS
TERMOS DO ART. 123 DA LEP. AGRAVO
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Amém.

MINISTERIAL PROVIDO. (TARS – AI


298005901 – 3ª C.Crim. – Rel. Juiz
Constantino Lisboa de Azevedo – J.
02.04.1998);

1.4 – Não procede a


tese do “espírito natalino” que justifique a
saída temporária do executado, pois o
mesmo não cumpre os requisitos objetivos
da LEP e se o “espírito natalino” fosse
condição para a benesse, todos, repito,
todos os presos do sistema carcerário
brasileiro deveriam fazer jus a esta medida.
Ora, se estão presos é
porque devem cumprir, pelo menos, a lei,
pois se já não bastasse o cumprimento do
regime semi-aberto como se fosse aberto,
agora vem com “teses emocionais” ?
A sociedade está
esgotada em sua paciência, pois não
agüenta ver mais tanta impunidade.
Assim, a autoridade
coatora, além de transgredir a Lei de
Execução Penal, como reconhece na
própria decisão, com sua respectiva atitude
Professor Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira
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Pg. 67
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Amém.

também fere o princípio da igualdade na


execução penal, pois cria um tratamento
desigual para os demais presos que, da
mesma forma, poderiam se beneficiar
deste alegado “tratamento humanitário”.
Por que somente este(e
outros dois presos, também objeto de
mandado de segurança) foram os
“escolhidos” como merecedores do “natal
em família”?
Os demais presos
também não são filhos de Cristo, se o
argumento é este ?
Quando uma decisão
ilegal fundamenta a saída de apenas
“presos escolhidos”, por que os demais, já
que o caso é de extrema ilegalidade,
também não faria jus ao “espírito do Natal”
?
Em primeiro lugar, reza
o artigo 5.º, “caput” da Carta Magna:
“Todos são iguais
perante a lei, sem
disti
nção de qualquer natureza”.
Professor Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira
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Pg. 68
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Amém.

A Carta Magna veda as


diferenciações arbitrárias, as
discriminações absurdas, destacando-se o
ensinamento do professor Manoel
Gonçalves Ferreira Filho que, “na
verdade, o tratamento desigual dos
casos desiguais, na medida em que se
desigualam, é exigência do próprio
conceito de Justiça” (Curso de Direito
Constitucional, Saraiva, 1989, p. 243).

Na mesma linha de
raciocínio, esclarece o professor Celso
Ribeiro Bastos sobre o princípio da
isonomia que “o que este realmente
protege são certas finalidades, o que
de resto, não é uma particularidade
do tema em estudo, mas de todo o
direito, que há de ser examinado,
sempre à luz da teleologia que o
informa. Portanto, só se tem por
lesado o princípio constitucional
quando o elemento discriminador não
Professor Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira
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Pg. 69
Processo Penal
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Amém.

se encontra a serviço de uma


finalidade acolhida pelo Direito” (Curso
de Direito Constitucional, Saraiva, 1978, p.
227).
Como se vê no
presente caso concreto, não haveria
sentido algum para haver tratamento
desigual.

Como corolário dos


princípios da igualdade formal (art. 5º,
caput da CF/88) e legalidade (art. 5º, II da
CF/88), surge, no Estado Democrático de
Direito o princípio da motivação.

Assim, toda decisão


judicial deve ser expressamente
motivada(artigo 93, IX da CF/88), com a
indicação de seus fundamentos de fato e
de direito, pois, como ensina o saudoso
professor Hely Lopes Meirelles, “do
Estado Absolutista, em que
preponderava a vontade pessoal do
monarca com força de lei - ‘quod
principi placuit legis habet vigorem’ - ,
Professor Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira
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Pg. 70
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Amém.

evoluímos para o Estado de Direito,


onde só impera a vontade das normas
jurídicas”. (...) “Não é a chancela da
autoridade que valida o ato e o torna
respeitável e obrigatório. É a
legalidade a pedra de toque de todo
ato ... (Direito Administrativo Brasileiro,
Malheiros, 1997, p. 180/182).

Portanto, motivação
não se resume em ilegalidade e sim, pelo
contrário, em cumprir os ditames
constitucionais e legais, pois do contrário,
quem vai lutar por Justiça, se estamos
sempre lavando as mãos diante da
verdade? - quem vai lutar pela
inocência, se negamos as evidências?

2. DA URGÊNCIA DA LIMINAR

“Aproxima-
se o momento
Professor Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira
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Pg. 71
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Amém.

da minha
partida;
Combati o
bom combate,
completei a
corrida,
guardei a fé”
(2TM 4,6)

O fumus boni juris está


mais do que evidente pela farta
documentação apresentada, todas
conferidas pelo Sr. Escrivão, inclusive pela
própria decisão do magistrado que
reconhece a ilegalidade de seu próprio ato,
quando assim decide:
“...
Com razão o Dr.
Promotor de Justiça, porquanto não há
amparo legal para Saída Temporária,
no caso do Requerente, uma vez que o
requisito objetivo somente estará
satisfeito a partir do dia 17/04/2002,
conforme se vê do Termo Admonitório
de fls. 215/217.
Professor Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira
Professor de Processo Penal, Prática Forense, ECA e Eleitoral – IELF/SP
Pg. 72
Processo Penal
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Amém.

Entretanto, não se
pode olvidar que a época natalina
evidencia a propensão das pessoas à
confraternização, ao aconchego do lar,
a aproximação dos seres humanos,
enfim, um clima de paz e harmonia,
tendo como ponto de referência o lar,
a família.
Realmente, esse o
objetivo da reflexão sobre a data
maior da Cristandade – o espirito de
Natal.
Por tais razões é
que, mesmo diante da manifesta
ausência de amparo ou previsão
legal ...”

O periculum in mora
está evidente na data do benefício ILEGAL
concedido, ou seja, a benesse configurar-
se-á em 24 e 25/12/2001, de forma que,
se o Egrégio Tribunal não conferir a liminar,
no mérito, pelo decurso do tempo, o
julgamento terá perdido o objeto, pois este
Professor Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira
Professor de Processo Penal, Prática Forense, ECA e Eleitoral – IELF/SP
Pg. 73
Processo Penal
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Amém.

condenado com trânsito em julgado se


aproveitará da ilegalidade de um juiz de
direito para burlar a Lei de Execução Penal,
que exige, nos seus artigos 122, I c/c 123,
II, o cumprimento de 1/6 da pena para o
condenado no regime semi-aberto receber
o benefício da saída temporária.
No sentido da
comprovação do periculum in mora:

AGRAVO – SAÍDA
TEMPORÁRIA – BENEFÍCIO JÁ
USUFRUÍDO – RECURSO NÃO
CONHECIDO – Se o réu já usufruiu
do benefício pretendido, o recurso,
evidentemente, perde seu objeto,
ficando prejudicado. (TJMG – AG
000.205.513-5/00 – 2ª C.Crim. – Rel.
Des. Herculano Rodrigues – J.
14.12.2000);

RECURSO DE
AGRAVO – SAÍDA TEMPORÁRIA –
CONCESSÃO SEM A OBSERVÂNCIA
Professor Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira
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Pg. 74
Processo Penal
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Amém.

DAS FORMALIDADES LEGAIS –


BENEFÍCIO JÁ USUFRUÍDO – PERDA
DO OBJETO. (TJSC – RAG 98.014892-
8 – SC – 2ª C.Crim. Rel. Des. José
Roberge – J. 01.12.1998).

3. DA CONDIÇÃO DA AÇÃO –
INTERESSE DE AGIR
ADEQUAÇÃO DA AÇÃO MANDAMENTAL

Como é cediço, da
decisão judicial do juízo das execuções é
previsto o recurso próprio, denominado de
Agravo em Execução, o que sugere, a
primeira vista, que não cabe o mandamus
quando previsto recurso próprio à espécie.
Todavia, é necessário
frisar que o recurso de agravo em
execução não tem efeito suspensivo e,
como tal, inviabilizaria a aplicação da Lei
de Execução Penal pelo decurso do tempo,
ou seja, se fosse processado o feito pelo
rito do Agravo em Execução, o condenado
Professor Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira
Professor de Processo Penal, Prática Forense, ECA e Eleitoral – IELF/SP
Pg. 75
Processo Penal
Senhor, eu sei que Tu me sondas – Salmo 138
Cristo, ontem e hoje; Princípio e Fim; Alfa e Omega.
A Ele o Tempo e a Eternidade, a Glória e o Poder, pelos séculos sem fim,
Amém.

se beneficiaria pela demora e como tal,


receberia o benefício ao “arrepio da lei”, já
que, até o julgamento do mérito, passaria a
data em que o benefício seria concedido,
ou seja, “no noite do dia 24 e no horário
diurno do dia seguinte”.
Neste caso, como seria
possível aplicar a Lei de Execução Penal,
sem qualquer burla ou método espúrio de
furtá-la ?
Somente através do
remédio heróico, ou seja, o mandado de
segurança, que impediria que magistrados,
aproveitando-se da ausência de efeito
suspensivo do agravo em execução,
pudesse decidir ao arrepio da lei sem
qualquer satisfação de seus atos.
É a prova do interesse
de agir, no sentido de adequação da via
eleita.

4. DOS PEDIDOS MINISTERIAIS

Diante do exposto,
requer a Vossa Excelência se digne de:
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Processo Penal
Senhor, eu sei que Tu me sondas – Salmo 138
Cristo, ontem e hoje; Princípio e Fim; Alfa e Omega.
A Ele o Tempo e a Eternidade, a Glória e o Poder, pelos séculos sem fim,
Amém.

4.1 - Receber a
presente ação, aplicando-se o princípio da
conversão, caso haja mudança de
competência do Regimento Interno, não
prejudicando, assim, os direitos
constitucionais do impetrante, para,

4.2 - conceder medida


liminar, initio litis e inaudita altera pars
para que, desde logo, afastando os efeitos
da decisão judicial guerreada, seja
concedida ao impetrante LIMINAR para
VIA FAX, SER COMUNICADO AO JUÍZO
DA COMARCA DE CLÁUDIO/MG SOBRE
A PROIBIÇÃO DE SAÍDA TEMPORÁRIA
DO PRESO ANTÔNIO JOSÉ AUGUSTO
OLIVEIRA NOS DIAS 24 e 25 de
dezembro de 2001, o que comprova,
por si só, O PERICULUM IN MORA,
bem como,

4.3 - determinar a
notificação da Autoridade Coatora, ora
impetrado, para que no prazo legal,

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Senhor, eu sei que Tu me sondas – Salmo 138
Cristo, ontem e hoje; Princípio e Fim; Alfa e Omega.
A Ele o Tempo e a Eternidade, a Glória e o Poder, pelos séculos sem fim,
Amém.

querendo, preste informações sobre a


matéria, e,
4.4 - ao final, seja o
pedido do mandamus julgado procedente,
confirmando-se a medida liminar com
todos os consectários disso decorrentes,
após a oitiva do digno representante do
Ministério Público, com atribuição para esse
feito, junto a 2ª Instância.
Termos em que D.A.R.
esta com os inclusos documentos que
acompanham dá-se a causa, para os
devidos efeitos fiscais e em cumprimento
da legislação processual civil vigente, o
valor de R$ 180,00 (cento e oitenta reais).
“A Justiça pode ser cega, mas tem
cérebro”.

Pede deferimento.

Professor Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira


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Senhor, eu sei que Tu me sondas – Salmo 138
Cristo, ontem e hoje; Princípio e Fim; Alfa e Omega.
A Ele o Tempo e a Eternidade, a Glória e o Poder, pelos séculos sem fim,
Amém.

Junta documentos,
todos certificados pelo Sr. escrivão,
conforme Instrução nº 194/91 da
Corregedoria de Justiça.

JUSTIÇA !!!

MERCÊ.

Cláudio, 21 de dezembro de 2001.

THALES TÁCITO PONTES LUZ DE PÁDUA


CERQUEIRA
PROMOTOR DE JUSTIÇA TITULAR

Professor Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira


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Senhor, eu sei que Tu me sondas – Salmo 138
Cristo, ontem e hoje; Princípio e Fim; Alfa e Omega.
A Ele o Tempo e a Eternidade, a Glória e o Poder, pelos séculos sem fim,
Amém.

Mercê.
Saúde e paz!

THALES TÁCITO PONTES LUZ DE PÁDUA


CERQUEIRA
Promotor de Justiça/Promotor Eleitoral - MG
Integrante da CONAMP- Setor Eleitoral -
Brasília/DF
Professor de Direito Processual Penal da
FADOM(graduação) - Divinópolis/MG
Professor de Direito Eleitoral da FADOM(pós-
graduação) - Divinópolis/MG
Professor de Pós-graduação(Direito Eleitoral) da
Fundação Escola Superior do Ministério Público-
Belo Horizonte
Professor de Pós-graduação(Direito Eleitoral) do
JUSPODIVM - Salvador/BA
Professor/ Conferencista do Centro de Estudos e
Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público-
Belo Horizonte
Professor de Direito Eleitoral, Prática Forense,
Estatuto da Criança e do Adolescente e Processo
Penal do Curso Satelitário- Instituto de Ensino Luiz
Flávio Gomes (IELF) - São Paulo/SP
Coordenador Regional do
IELF/UNISUL/JUSPODIVM/PRIMA/ESA -
Divinópolis/MG
Autor do livro Direito Eleitoral Brasileiro, 3ª
edição, Del Rey, 2004, lançado na Câmara dos
Deputados
Professor Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira
Professor de Processo Penal, Prática Forense, ECA e Eleitoral – IELF/SP
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Processo Penal
Senhor, eu sei que Tu me sondas – Salmo 138
Cristo, ontem e hoje; Princípio e Fim; Alfa e Omega.
A Ele o Tempo e a Eternidade, a Glória e o Poder, pelos séculos sem fim,
Amém.

Autor do livro – Reforma Criminal, 1ª edição(no


prelo), RT, SP, 2004 – com co-autores
Autor do livro - Manual de Direito Penal Eleitoral &
Processo Penal Eleitoral, 2ª edição, JUSPODIVM,
Salvador/BA, 2004
Autor do livro – Manual de Sentença Cível &
Criminal, 1ª edição(no prelo), JUSPODIVM,
Salvador/BA, 2004

E-mail: thales.tacito@terra.com.br

TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE...

Professor Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira


Professor de Processo Penal, Prática Forense, ECA e Eleitoral – IELF/SP
Pg. 81