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UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL

CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E NEGÓCIOS

CURSO SUPERIOR EM GESTÃO DE SEGURANÇA PRIVADA

SEGURANÇA PRIVADA

RICARDO ALBINO DA SILVA e RGM: 18225322

São Paulo

2018
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL
CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E NEGÓCIOS

CURSO SUPERIOR GESTÃO DE SEGURANÇA PRIVADA

SEGURANÇA PRIVADA

Projeto Multidisciplinar de Gestão de Segurança


Privada II apresentado à Universidade Cruzeiro do
Sul, como exigência do Curso Superior em Gestão
de Segurança Pública sob orientação da Prof. Dr.
João Luiz Souza Lima e do tutor Júlio Cesar Gomes.

São Paulo

2018
SUMÁRIO

SUMÁRIO.......................................................................................................................3
INTRODUÇÃO................................................................................................................4
1. CONCEITOS DE SEGURANÇA PRIVADA................................................................5
2. ESTADO DA ARTE EM SEGURANÇA PRIVADA......................................................6
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................8
4. REFERÊNCIAS..........................................................................................................9
6 - A N E X O S/ APÊNDICES..........................................................................................10
4

INTRODUÇÃO

A segurança privada regulamentada iniciou com o objetivo apenas com de proteção de


agencias financeiras devido os grandes números de assaltos e a ineficiência do poder
público em conter esse aumento. Porem com o passar do tempo o aumento da
violência e a falta de políticas de segurança públicas, gerou uma grande demanda por
segurança privada deixando assim de ser exclusiva em instituições financeiras
passando ter uma grande importância fundamental também para os órgãos públicos e
empresas particulares. Para suprir essa necessidade criou – se um mercado promissor
e o surgimento de diversas empresas prestadora de segurança privada, sendo
necessário que o Governo Federal regulamentar – se essa atividade através da lei
7.102/83 tendo como seu órgão fiscalizador o Departamento de Polícia Federal. Nesse
projeto veremos a história do surgimento da segurança privada no mundo e
principalmente no Brasil e sua evolução com o passar dos anos entre outros assuntos
relacionado a esse tema.
1. CONCEITOS

São consideradas atividades de segurança privada, armada ou desarmada,


desenvolvidas pelas empresas especializadas, pelas empresas que possuem serviço
orgânico de segurança e pelos profissionais que nelas atuam, bem como regula a
fiscalização dos planos de segurança dos estabelecimentos financeiros.

As atividades de segurança privada serão reguladas, autorizadas e fiscalizadas pelo


Departamento de Polícia Federal - DPF e serão complementares às atividades de
segurança pública nos termos da legislação específica.

A política de segurança privada envolve a Administração Pública e as classes patronal e


laboral, observando os seguintes objetivos:

I - Dignidade da pessoa humana;


II - Segurança dos cidadãos;
III - Prevenção de eventos danosos e diminuição de seus efeitos;
IV - Aprimoramento técnico dos profissionais de segurança privada; e
V - Estímulo ao crescimento das empresas que atuam no setor.

São consideradas atividades de segurança privada:

I - Vigilância patrimonial: atividade exercida em eventos sociais e dentro de


estabelecimentos, urbanos ou rurais, públicos ou privados, com a finalidade de garantir
a incolumidade física das pessoas e a integridade do patrimônio;

II - Transporte de valores: atividade de transporte de numerário, bens ou valores,


mediante a utilização de veículos, comuns ou especiais;

III - escolta armada: atividade que visa garantir o transporte de qualquer tipo de carga
ou de valor, incluindo o retorno da equipe com o respectivo armamento e demais
equipamentos, com os pernoites estritamente necessários;

IV - Segurança pessoal: atividade de vigilância exercida com a finalidade de garantir a


incolumidade física de pessoas, incluindo o retorno do vigilante com o respectivo
armamento e demais equipamentos, com os pernoites estritamente necessários;

V - Curso de formação: atividade de formação, extensão e reciclagem de vigilantes.


1.1 HISTÓRICO DA SEGURANÇA PRIVADA

No ano de 1850 que se conhece a primeira empresa de vigilância, a Pinkerton, nos


Estados Unidos da América, quando o Norte-Americano Allan Pinkerton organizou um
grupo de homens para dar proteção ao então presidente Abrahan Lincoln. Nascida
como corpo de detectives e posteriormente, ainda nessa década, fazendo serviços de
vigilância a valores e outros serviços de guarda-costas. Em 1852, que, devido às
deficiências naturais do poder público, os americanos Henry Wells e Willian Fargo,
criaram a primeira empresa de segurança privada do mundo, a Wellfargo.

Allan Pinkerton e Abraham Lincoln no campo de batalha (foto retirada do google).

O Brasil, já em 1626, apresentava altos índices de violências e de impunidade de


crimes. Por causa disso, o Ouvidor Geral Luiz Nogueira de Britto, determinou a criação
de um grupo de segurança, conhecidos como “quadrilheiros”. Seus integrantes eram
escolhidos entre os moradores das cidades e através de trabalho voluntário, prestavam
um juramento de bem servir à sociedade. Com a evolução da Coroa e mais tarde
República, a segurança evoluiu das milícias privadas para os serviços orgânicos de
segurança pública (polícias) e privadas (segurança patrimonial).

Foi então que, através dos Decretos-Lei nº 1.034, de 09 de novembro de 1969 e nº


1.103, de 03 de março de 1970, as empresas de segurança e vigilância armada
privada, surgiram em nosso País. Esses decretos, regulamentavam uma atividade até
então considerada paramilitar e exigiam que os estabelecimentos financeiros (bancos e
operadoras de crédito), fossem protegidos por seus próprios funcionários (segurança
orgânica) ou através de empresas especializadas. (Contratadas). Tal medida, tinha
como objetivo inibir as ações de grupos políticos de esquerda que buscavam recursos,
em assaltos a estabelecimentos bancários, para financiamento de sua causa
revolucionária.

A demanda por Segurança Privada aumentou ao longo dos anos e esta necessidade
deixou de ser exclusiva das instituições financeiras para ser fundamental também a
órgãos públicos e empresas particulares.
O auge dos serviços de segurança foi no final dos anos 70. A crescente procura exigia
uma normatização, pois o decreto lei de 1969 já não comportava todos os aspectos da
atividade.

Foi realizado então um grande esforço junto ao governo federal para regulamentar a
atividade através de legislação específica. Em 1983 a atividade foi regulamentada
através da Lei 7.102 e a fiscalização deixou de ser estadual (SSP) e passou a ser
federal (MJ).

1.2 CENÁRIO ATUAL DA SEGURANÇA PRIVADA

O segmento de Segurança Privada tem se tornado um mercado de trabalho promissor


para muitos profissionais que buscam uma oportunidade na área.

De acordo com um estudo encomendado pela Federação Nacional de Segurança e


Transporte de Valores (Fenavist), em 2014, o segmento faturou R$ 46 bilhões,
passando para R$ 50 bilhões em 2015. Para este ano, a projeção é que a atividade
tenha crescimento de cerca de 16%. Hoje, são mais de 700 mil trabalhadores
formalizados, formando um contingente capaz de superar o efetivo do Exército
brasileiro.

Um dos motivos para o crescimento acelerado do setor é a elevação dos índices de


violência em todo o país, somado à deficiente segurança pública existente, fazendo
com que empresas e indivíduos procurem na Segurança Privada a proteção de que
tanto necessitam.

No Brasil, o efetivo da segurança privada é superior a 640 mil vigilantes trabalhando em


1.500 empresas autorizadas a funcionar pela Polícia Federal.

De acordo com dados da Polícia Federal /SISVIP, o total de vigilantes contratados pelas
empresas de serviços de segurança no Estado de Pernambuco é de 16.695 mil agentes
de segurança patrimonial e 3.400 agentes especializados atuando na atividade de
transporte de valores, contra cerca de 23 mil policiais civis e militares, quase que
igualando aos contingentes.
Como efeito colateral desta crescente demanda, há também o aumento do número de
vigilantes “informais”, pessoas muitas vezes despreparadas para a realização de uma
atividade de tão alta periculosidade.

O mercado de segurança patrimonial em 2023 será forte, pujante e continuará como um


dos que mais emprega no Brasil, acompanhando a retomada do crescimento
econômico do país, apoiado no aumento do número de indústrias e condomínios
residenciais e empresariais.

Outro fator importante, que levará ao crescimento do mercado, está diretamente


relacionado à crise de segurança pública, à pouca efetividade de planos de combate ao
crime organizado e à ausência de propostas sustentáveis no médio e longo prazo.
Apesar do crescimento do mercado, o número de vigilantes permanecerá estável. Pode
parecer um contrassenso, mas a tecnologia irá preencher essa lacuna gerada pelo
aumento da demanda.
2. O ESTADO DA ARTE EM SEGURANÇA PRIVADA

O mundo está evoluindo cada vez mais rápido. É impressionante quando paramos para
analisar a rapidez como as coisas estão avançando e como muitas vezes essas
mudanças são incorporadas ao nosso dia-a-dia sem que percebamos.

Acontece que, no mundo dos negócios, se adaptar a essas evoluções pode ser causa
de vida ou morte para as empresas.

Novas tecnologias, novos modelos de negócios, novas formas de relacionamento com


os clientes têm impactado substancialmente as empresas, independentemente do
tamanho e do mercado de atuação.

Estar pronto para essas mudanças e, mais do que isso, estar disposto a se adaptar à
todas essas evoluções é um constante exercício de prática ao desapego, que pode ser
um diferencial ou, em casos mais extremos, pode ser questão de sobrevivência.

Drones, inteligência artificial, big data, realidade aumentada, robôs, reconhecimento


facial, de voz e de íris, super câmeras de altíssima definição, com sensores de
temperatura, todas as informações geradas estarão conectadas, integradas e
armazenadas na nuvem, permitindo a comunicação dessas tecnologias, tornando-se
rotina para os gestores e operadores desse mercado.
Ou seja, o analógico vai morrer. Em 2023, as empresas de segurança patrimonial
estarão imersas em tecnologias de ponta, totalmente integradas entre si, o que ajudará
na descomoditização do mercado.

O uso de todas essas tecnologias impactará diretamente na forma como as empresas


atuam e como se apresentam ao mercado, hoje em dia.

Cada vez mais profissionais vindos de outras indústrias farão parte do corpo diretivo e
de gerência das empresas de segurança patrimonial, buscando sempre uma gestão
baseada em dados e mais preditiva.

A soma de novas tecnologias integradas às práticas de gestão inovadora tornará o


mercado menos letal e com menos influência de conceitos militares.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS / CONCLUSÃO

Durante todo esse projeto podemos concluir que a segurança privada é um


complemento da segurança pública ou seja atua justamente nas suas falhas e
deficiências. Inicialmente com criada para atuar nas instituições financeiras, mas com
passar do tempo seu mercado foi expandindo cada vez mais. Atualmente a segurança
privada atua nas seguintes: segurança patrimonial, transporte de valores, escolta
armada, segurança pessoal privada e segurança em grandes eventos. Com o grande
aumento da violência e a falta de investimento de políticas de segurança pública. A
segurança privada tem se tornado um mercado promissor, não só na questão de
prestação de serviço de segurança, o grande crescimento e investimento no mercado
de segurança eletrônica que associado ao uso de vigilantes armados ou não tem tragos
grandes resultados satisfatórios aos clientes desse serviço. Porem chegamos à
conclusão que muito ainda temos que evoluir no item recurso humano na questão da
escolaridade mínima para exercer a função de vigilante, melhora na grade curricular
dos cursos de formação e extensão, melhoras nas armas de fogo e coletes balísticos e
que seja obrigatório o uso de algum tipo de arma não letal nos postos de vigilante
patrimonial e por último porem na minha opinião é o mais importante uma atualização
na portaria que reger a profissão que realmente atenda às necessidades dos
profissionais e que tenham mais respaldos em sua atuação.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

https://blog.escoladeseguranca.com.br/seguranca-privada-no-brasil-historia/
http://www.sesvesp.com.br/institucional/historico-seguranca/
http://www.diogenesbandeira.com.br/2012/10/a-historia-da-seguranca-privada.html
http://www.pf.gov.br/servicos-pf/seguranca-privada/legislacao-normas-e-
orientacoes/portarias/portaria-3233-2012-2.pdf/view
https://exame.abril.com.br/negocios/dino/a-diversidade-e-o-crescimento-no-mercado-
de-trabalho-no-segmento-de-seguranca-privada/
https://www.carlosbritto.com/artigo-a-seguranca-privada-como-aliada-do-estado-no-
combate-a-criminalidade/
http://www.netseg.com.br/not.php?id=7345
https://cargapesada.com.br/2017/03/29/transporte-de-carga-em-carreta-blindada/
http://www.aster.com.br/blog/seguranca-patrimonial/novidades-tecnologicas-do-setor-
de-seguranca/
http://northwestchicagoland.northwestquarterly.com/2014/11/allan-pinkerton-americas-
first-private-eye/
6 - ANEXOS

TRANSPORTE DE CARGA EM CARRETA BLINDADA

O crescimento do roubo de carga abriu uma oportunidade de negócio para as empresas


de segurança. É o caso da Protege, que atua há 45 anos em segurança patrimonial e
transporte de valores. No final de 2012, ela passou a transportar também
eletroeletrônicos, medicamentos e cigarro, em caminhões e carretas blindados.

“Atuamos principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, levando matéria-prima do


aeroporto paras as indústrias e produtos das indústrias para os centros de distribuição e
grandes varejistas”, conta o diretor-geral do grupo, Mário Baptista de Oliveira.

Ele explica que a empresa trabalha com carretas grandes, caminhões médios e
veículos urbanos de carga (VUCs). “A demanda por nosso serviço aumenta
proporcionalmente à ameaça do crime”, declara.

Oliveira diz que compensa para o cliente contratar os serviços da Protege. Embora o
frete seja mais caro, a empresa consegue coberturas de seguro maiores que as
transportadoras comuns. “As transportadoras que trabalham com carga de alto valor
agregado têm de fracionar essa carga porque não conseguem seguro no valor total.

No nosso caso, não precisamos fracionar”, alega. Além disso, segundo ele, os veículos
blindados dispensam escolta. “Quando o cliente coloca na ponta do lápis ele vê que
acaba compensando (transportar com a Protege) ”, alega.

O diretor não revela o tamanho da frota, mas diz que ela é “relevante e está em amplo
crescimento”. E o transporte de carga, segundo ele, é o negócio que,
proporcionalmente, mais cresce na empresa.
CÂMERAS ACOPLADAS NOS VIGILANTES

Uma nova tendência é acoplar nos vigilantes pequenas câmeras, geralmente instaladas
na lapela ou cabeça dos profissionais.

Esse tipo de equipamento é bastante eficiente para não só controlar a postura e


comportamento dos vigilantes bem como inibir a ação indesejada de pessoas que
interajam com os seguranças.

Alguns hospitais têm utilizado bastante esse dispositivo visando inibir o comportamento
agressivo de familiares de pacientes, que em algumas situações perdem o controle e
desrespeitam os procedimentos locais. A pessoa sabendo que está sendo filmada tende
a mudar o comportamento.

Além disso, em situações de incidente fica muito fácil avaliar se o comportamento do


profissional de segurança foi adequado, permitindo corrigir e treinar melhor a equipe de
acordo com as imagens gravadas.