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Questões:

1) A formação da Antropologia como ciência tem como fundamental a participação e


história da antropologia britânica. Metodologias, perspectivas de estudos e de
mundo sem a qual a antropologia poderia ter tomado rumos completamente
divergentes de composição, ao invés da estrutura científica que se concretizou. A
formulação da definição de cultura proposta por Edward Tylor como sendo: “o
complexo no qual estão incluídos conhecimentos, crenças, artes, moral, leis,
costumes e quaisquer outras aptidões e hábitos adquiridos pelos homens em
sociedade.” é um exemplo de característica central. Bronislaw Manilowski, que ao
meu ver é a principal figura na fundação da antropologia, tem sua massiva
participação na consolidação da antropologia como ciência. A elaboração de uma
sustentação teórica à pesquisa de campo como método próprio da antropologia, sua
crítica ao evolucionismo ao considerar cada sociedade como um sistema fechado e
coerente, inspirado em Durkheim, seu método “funcionalismo etnográfico” e a visão
sobre o sexo e cultura nas sociedades estudadas revolucionam e aprimoram de
maneira expressiva a tradição do estudo antropológico.
2) Malinowski ao elaborar uma teoria de pesquisa de campo presencial, revoluciona as
fronteiras das possibilidades do alcance compreensivo da antropologia. Segundo
Malinowski, não ir a campo seria submeter a complexidade de uma estrutura social,
de relações complexas, precisas e organizadas a meras manipulações especulativas.
Além disso, Malinowski elabora na antropologia uma metodologia funcionalista,
que se desenvolve como fundamento para uma antropologia nos moldes de uma
disciplina cientifica. A ideia de compreensão metodológica com base no
funcionalismo proporciona ao pesquisador uma leitura e compreensão de
determinada cultura, dentro dos limites das possibilidades, muito realista e rica em
detalhes, na medida em que o pesquisador se afasta de suas pré-noções e
julgamentos, entendendo a cultura como processos exclusivos de relações sociais de
determinada sociedade.
3) A principal influência de Radcliffe Brown se dá na perspectiva de sua noção em
relação a estrutura social, à entendendo como fundamento de toda sociedade. Brown
estuda a sociedade a partir dos segmentos internos da mesma, buscando
compreender como estes segmentos se relacionam e interagem ente si solidificando
a estrutura social. Estudando a sociedade como uma totalidade a partir de relações
das partes, que integram e constroem sua especificidade em forma de comunidade.
As contribuições de Evans Pritchard vão na direção de seu olhar em relação à análise
de campo, acentuando a necessidade da abstração reflexiva, a separando por
“níveis”. O primeiro seria o de apreender os costumes relevantes de uma sociedade,
depois decodificar as estruturas da mesma sociedade e por último, comparar as
estruturas de diferentes sociedades. Gluckman tem como seu maior mérito a analise
de situações sociais específicas, como as interações entre os atores sociais,
defendendo que a ordem social nas sociedades ditas primitivas era baseada
principalmente nos rituais, comparando-os com o direito nas sociedades ocidentais.
As principais contribuições de Edmund Leach se encontram no âmbito das
compreensões de tempo e ritual, ou tempo ritual. Edmund abrange os conceitos de
ritual à uma categoria de entendimento de mundo e tempo, ou seja, abrange o que
tradicionalmente era visto como meras atitudes, gestos e crenças, à uma percepção
e distinção do espaço e tempo profano e do espaço e tempo sagrado. Entendendo o
ritual como algo mais geral a sociedade a determinada sociedade, como linguagem
e cumprimentos. Visão essa que revolucionou o conceito de ritual.