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il

UMA
NOVA ERA
SEGUND0 AS
PROFECIAS
DE
DANHL
C. MERv¥N Maxwell

Tradução:

Héli(i Liiiz Grelmann

CASA PUBLICADORA BRASILEIRA


Tacui' - São Paulo
Ti'tulo do Oríginal em lnglês:
THE MESSAGE OF DANIEL
GOD CARES -Vol. 1

Direitos de tradução e publicação


em Língua Portuguesa reservados para a

Casa

Ê Publicadora
Brasileira
Rodovia SP 127 -km 106
Caixa Postal 34
18270-000 -Tatuí, SP

Prímeira edição
Dez mil exemplares
1996

Editofação: Ivacy F. 0liveira e Abigail R. üedke


Capa: GATEcfteopoldo
llustração: A. Rios
Programação Visual: Manoel A. Sj]va e Darlene Camargo

IMPRESSO NO BRASII~
Prin[ed in Brazil

7886
Prefácío

0 Amor de Deus por Nós


enfermeira cristã se achava em pé ao lado c!a cama hospi
talar, enqiianto a pequena criança, proveniente de uma cj
dade interjorana, abria o embrulho de um presente de Na
tal. 0 presente, encaminhado através de iima institui
de caridade, trazia um bilhete. "Com muito amor", le
enfermeira em voz alta.
A men[e do garoto pôs-se a funcionar, procurando significado naquil
que Ouvlra.
-0 que é "amor"? -perguntou ele.
Refreando a surpresa, a enfermeira estendeu os braços em torno da crian
ça tão negligenciada e a apertou junto a si. Depois, soltando os braços,
beijou o menino no rosto.
- Isto é amor -explicou a mulher.
-Eu gosto de amor -respondeu o garoto.
É claro que ele havia gostado do amor. Todos nós o apreciamos. SLÊEj£a
|o £ ÊÊLr jÉa±aéLo çgE} banda4± í Q£±±p±Lr QJs±Êasag2Êg±9í£ PÉÊÊ9LS_ 4

c_!_elégÉiEü£€ÊgQri.
Ser amado e' ter alguém que
T=ÉÊT=
É rLÊÇÊbÊ£ ÇQiÊÊS bjEɱa;~ §Éi±S ÊSPÊ£Éa±ÉZ2£É±iej2Ê|a nLís. E SL|r oLÉj£

ecial cuidado por nós.


A Bi'blia diz que "Deus é amor
do sobre Ele [oda a vossa ansiedade,.porque Ele::amd::,|á:Tobá:v;`sLg`g3
dro 5,7.
Esta é a mensagem de toda a Bíblia. É também a mensagem especial d
dois livros bi'blicos intítulados Daniel e Apocalipse: DEUS NOS AMA
TEM CUIDAI)O DE NÓS.
Na demons[ração de Seu amor por nós, Deus pode fazer muito mais
que estr€ítar-nos em Seus braços e beij.ar-nos. Os c]ois livros mencíonados
Danii.l e Apocalipse, mostram-no pronto a realizar coisas estupendas eri
nosso favor, se nEle confiarmos
- Ele nos preserva do perigo. Daniel 3:17
- F,le nos liberta do poder do pecado=
- Ele nos ergiie de entre os mortos se 1:18
-F,le estabelece e remove impe`rios Ín[eiro Daniel 2 e 7.
Danicl

"Cer[amente o Senhor Deus rião fará coisa alguma, sem primeiro revelar
iE
`à-
l/ma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
i==
o seu segredo aos seus servos, os profetas.„ 4E
\`_ 0 livro de Danjel foj escrito há mais de 2.500 anos. 0 Apocalipse foi es-
crito há aproximadamente 1.900 anos. Mas eles foram escrítos para revelar
`-, eventos que haveriam de acontecer "de ois destas [coisas]" (Apocalipse
\_ 1 : 19), nte os "últimos dias" ( ou ainda no "tempo do
fim„ ( Emm müR|EL Em vjsta daqujlo que Daníel e Apocalipse revelam
`-
acerca de nosso próprio futuro imediato, eles se acham tão atualizados
EI quan[o as notícias dos jornais, referentes às próximas semanas.
01ivro clo Apocalips€, além disso, é especialmente apresentado como a
L revelação de Jesus Cristo". Simboljzado como o "Cordeiro" e como o "Fi-
`- lho do homem" e em mui[as outras maneiras, Jesus Cristo é a figura de
maior destaque em Daniel e Apocalipse. Os hvros foram escritos para reve-
lar aquilo que Deus planeja fazer em favor de Seu povo no tempo do fim -
`-,
em nosso [empo - através de Jesus Cris[o.

- A Bit>lia acrescenta: `'As coisas encobertas pertencem ao Senhor riosso


D€us; porém as re`.eladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sem-
\- prc.... Dc.u[eronômio 29:29. Deus ama os nossos filhos tanto quanto a nós,
A
(js .idul[os. e [>ara Ele é muito jmportante que repassemos aos. nossos des-
cc.ndc'ntc.s [iido aquilo que aprendermos a respeito do Senhor.
'E i\Iuitos jo`.ens recebem hoje nas escolas a ínformação de que a vida nada
i]i.iis é do que uma "doença fa[al"; que as pessoas nascem sobre uma sepul-
-/ tura abcm enquanto o coveiro segura o fj=çÊp± e outras semelhantes "pre-
\- i-iosidades" do niilismo. A Bil)lia nos diz, porém, que em Crísto nós nasce-
mos paía a `'jcla, a fim de viver para sempre; para víver de modo a desfru-

- tar plenamen[e as bênçãos de Deus e também para compartilhá-las; com o


objetivo de sermos feljzes e de tornar felizes os outros. Deus está elaboran-
clo grandes planos para os jovens, assjm como para os adultos. Planos ma-
`-J
ravilhosos para maravilhosa feljcidade.
)
Esses planos são revelados em toda a Biblia, mas de modo especial em
Ddniel e Apocalipse. "As coisas reveladas pertencem a nós e a nossos fi-
lhos.-Àlmcio que toda a sua fami'lía receba grandes bênçãos enquanto es-
[j\'c-r ]enclo es[e lívro.

0 Autor
Conteúdo
Prefácio: 0 Amor de Deus por Nós
Quem Foi Daniel? ...................... ............ 11

Daniel 1
Introdução: Deus e Daniel em Babjlônia ......
A Mensagem de Danjel 1 .............
1. 0 lnteresse de Deus Pelos Judeus . . .
11. 0 lnteresse de Deus Pela Ex4J.¢fzz~o . .
111. 0 lnteresse de Deus Por Seu Templo
IV. 0 lnteresse de Deus Pelos Jovens . . .
V. 0 lnteresse de Deus Pelos lndivi'duos ,
Respostas às Suas Perguntas ............,

Daniel 2
Introdução: Deus e o Futuro do Mundo .......
A Mensagem de Daniel 2 ............
1. Deus Conhece e Revela o Futuro ....
11. 0 Amor de Deus Pelos Astrólogos . . .
111. Preparo Para o Reino dc Deus ......
Respostas às Suas Perguntas .............

Daniel 3
Introdução: Deus e a Fornalha Ardente ........
A Mensagem de Daníel 3 ..............
Deus Está Conosco .................
Respostas às Suas Perguntas .............

Daniel 4
Introdução: Deus e o Orgulho de Nabucodonosor
A Mensagem de Daniel 4 ..............
1. Deus e o Nosso Orgulho ..........
11. 0 Respeito de Deus Pela Liderança . .
111. Deus é Generoso ao lndicar Profetas . .
Respostas às Suas Perguntas

Daniel 5
Introdução: Deus Escreve Sobre a Parede ....
A Mensagem de Daniel 5 ...........
1. Deus e a Queda de Babilônia ....
11. Deus e o Julgamento de Belsazar
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daníel
D
Respostas às Suas Perguntas ........... lr
Daniel 6
Introdução: Deus e a Cova dos Leões ........
A Mensagem de Daniel 6 .............
1. Deus Ama as Pessoas ldosas ......
11. Daniel Rende Graças a Deus ......
Respostas às Suas Perguntas ...........

Daniel 7
In[rodução: Deus é Nosso Amígo no Tribunal . . .
A Mensagem de Daniel 7 ...............
1. Deus e Cristo no Julgamento .......
11. A Base de Deus Para o julgamento . . .
111. 0 Chifre que Guerreou Con[ra os Santos
IV. Amor a Cristo e o Sábado Cristão .....
Respostas às Suas Perguntas .............

Daníel s
lntrodução: Deus e Seu Santuárío ....................
A Mensagem de Daniel 8 .......................
1. Duas Bes[as Adicíonais Prenunciadas Para o Futuro
11. 0 Chifre que Pisoteou o Santuário .,..........
111. 0 Permanente Sacerdócio de Cris[o .
IV. 0 Ministério de Cristo é Obscurecjdo .........
V. 0 Triunfante Ministério de Cristo ............
Respostas às Suas Perguntas .....................

Daniel 9
Introdução: Deus Marca a Data da Expiação .....
A Mensagem de Daniel 9 ...............
1. Uma Oração que Deus Pôde Responder
11. É Revelada a Data da Cruz .........
111. }esus Cumpriu Sua Promcssa .......
IV. 0 Novo lsrael de Deus ............
V. O julgamento Já Começou .........
VI. A Visão é Compreendida e Selada .
Respostas às Suas Pergun[as .

Daniel 10
Introdução: Os Anjos de Deus Velam por Nós . . , ....... 2:J9
A Mensagem déT)aniel 10 .............. ....... 284
Miguel Advoga a Causa do Povo de Deus . ...... 284

8
Conieúdo
Daníel 11
Introdução: Deus e a Hostilídade Humana ........ .... 291
A Mensagem de Daniel 11 ................ .... 2:JJ
Deus Conhece Tudo a Nosso Respeito ..... .... 2:9J

Daniel 12
[ntrodução: 0 "Pri'ncjpe" de Deus Está do Nosso Lado
A Mensagem de Daníel 12 ................
Os Sábios Resplandecerão Como Estrelas . . .

APAS
0 Oriente Médio nos Dias de Daniel
0 Oriente Médio nos Dias Atuais . .
A Rota dos Cativos Entre Judá e Babilônja em 605 a.C„
597 a.C., 586 a.C .........................
Impérios daEuropaeÁsiaDuran[e o "Quarto Reino" ... 36
Locais de Permanência Simultânea de jeremias, Ezequie'l e
Daniel no Sexto Século An[es de Cristo, Duran[e o Exi'lio 70
Territórios Abrangidos Pelos Quatro lmpéríos de Daniel
A Observância do Sábado por Vol[a de 1054 ..........
Império Selêucída (Reino do Norte), Império Ptolemajco
(Reino do Sul) -por volta de 275 a.C ............

2UADROS
Os "Três Anos" de Es[udo de Daniel .... ..... 49
Babilônía l.i[eral e Babilônia Simbólica . . ..... 82
Pafalelismos nas Visões de Daniel - I . . . .... 112
A Profecia dc>s 2.300 Dias-Anos ...... 200 e 201
As Setenta Semanas ............................
As Setenta Semanas - 490 Anos ...................
Análise das Setenta Semanas de Daniel 9:24 a 27 .......
Correlações Entre Eventos da Vida de Cristo e o
Reinado de Tibério ............ ` ............
Paralelismos nas Visões de Daniel - 11 ...............
Dias Especíais na Semana da Crucifixão ........
Cálculo do Dia da Páscoa em 31 d.C ................
Reis do Sul e Reis do Norte ......................
Paralelismos nas Vísões de Daniel - 111 ..............
Índjce Geral .................................
'

iiiil
Quem FoÍ DanÉeT!

Breves Lampejos Acerca de sua Vida e


do Tempo em que Viveu

a terça-feira que antecedcu Sua crucifixão, Jesus reuniu


Seus discípulos em torno de Si, no Monte das Oliveiras, e
conversou com eles a respeito do fim do mundo. Durante
à_"DTs-cL_fsá_do-õíi;eté;,rdi-_aÉ_r_esentad-o,__Jé_s_u:s_ch_ii_ó_u_á
atenção para algo quc havia sido dito por Daniel ccrca de 600 anos antes..Ao
üsàmerí=mrénç:isóoa::::ri:i-iema;i:fceot::eoj`iropfre:Êepa=:e::;aTt:::sut:c2ü4,blá.-

tantc espcciais. Isaías, Jeremias c Ezequiel foram profetas que dedicaram


toda a sua vida ensinando e pregando. J2api£L çQ±o, f±i u.._m P£gɱa

;¥a'àuF,xai`ãt:cLaf:nBhaobá`::ri:f:odfi:mesçaedsi:,aaaed:;e::âf,c.i,a,gg:::::emteondtad:
Seus contatos diários com a política internacional fizeram com que `seus
escritos assumissem características de extraordinária praticidade. Foi, sem
dúvida, marcante a forma como Deus conduziu as coísas, de tal modo que
esse jovem prisioneiro viesse a tornar-se o principal conselheiro do próprio
relsupcr:f:et:aàaa::er,anoasccaet:v:i:oiafa-,|íajudaicadea|toníve|,aqua|vivia

na Pa.lestina, por volta de 622 a.C. (Lembre-se que a.C. quer dizer "antes
de Cristo", e que as datas "antes de Cristo" tornam-se cada vez mcnores à
medida que os anos avançam para diante, e não maiorcs, como acontece
com as datas marcadas como "depois de Cristo".) Dani€l viveu a infância
m Judéia, ou reino de Judá, e toda a sua vída adulta transcorreu cm
Babjlônia. Portanto, ele gastou toda a sua vida no dinâm;co Oriente
Médio - uma região que atualmente ocupa com freqüência os espaços dos
jornais e dos noticiários de TV.
Uma rápida olhada no mapa que se encontra à página 10, será de bas-
11
EEEzi

-
\'

Ê= Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel


`_ tante utilidade. A Judéia se localizava ao longo da costa oriental do Mar
Mediterrâneo, ocupando aproximadamente a metade meridional do ter-

` ritório hojc ocupado pcla moderna nação de lsrael. Babilônia se localizava


junto ao rio Eufrates, próximo à atual localização da cidade de Bagdá, ca-
- pital de lraque. Os rios-gêmcos, Tigre c Eufra[es, irrigavam um vale bas-
tantc plano, limitado ao leste por uma cadeia dc montanhas, e a oeste pelo
`- dcserto. Essc vale plano é chamado dc "Mesopotâmia", ou "terra que fica
\- cntre rios".
Utilizando mais uma vez o mapa, trace com os olhos uma cspécie de
\_ semícírculo desde a Judéia, subindo rumo ao nor[e pela costa do Mar
Mediterrâneo, dirigindo-se depois para leste, através da Mesopotâmia, e
voltando-se depois para sudeste, em direção ao Golfo Pérsico. Este semi-
`- círculo scmpre se demonstrou propício à agricultura, em contraste com o
\_ oceano, as montanhas e o deserto qiie lhe ficam à volta. Em virtudc de sua
forma e de sua fertilidade, essa porção do planeta há muito tempo é co-
EE nhccida como o Crescehte Fértil.
Os impérios assírio e babilônico, q.ue ocupam lugar proemincnte na
Bíblia, ocuparam maior ou menor ex[ensão de terra nas adjacências do
1, Crescente Fértil. Babilônia, até mesmo em seu apogeu, esteve mais ou
`-' menos restrita ao Crcsccnte Fértil. Ainda assim, os reis da Assíria e de
`_
Babilônia fàlavam dos territórios por eles governados como sendo o mundo
inteiro. Podcmos entender isto com facilidade. Ajnda hoje, nem sempre
"mundo" e "plancta Terra" significam a mesma coisa. Mencionamos com

lE=j
desenvoltura o mundo dos negócios, o. mundo da música, o novo mundo,
o terceiro mundo, mundos à partc, cste mundo, e o mundo do ftituro.
1, Chegamos à conclusão de quc, para uma pessoa iletrada, "mundo inteiro"
\ poderá ser a]go tão restrito quanto a sua vila natal, pequena e isolada.
Da.niel nasceu em um mundo que presenciava grandes mudanças. 0
\__
Império Assírio, terrivelmcnte cruel, e que havia dominado o Crescente
\
Fértil durante ccrca de 300 anos, aproximava-se agora do ocaso. 0 novo
EI.
pretendentc
"Babilônia". à hegemonia mundial era uma nova nação, chamada

Em linguagem restrita, Babilônia era uma única cidade, ou uma cidade-


estado que incluía as cidades adjacentes. Ela era [ambém conhecida como
Akkad, e "Tcrra dos Caldeus». Ela fora fundada por Ninrode, o poderoso
caçador (Gêncsis 10), e em [empos mais antigos representara o local em
que se crguera a Torre dc Babel `(Gênesis 11). Ela a[ingira considerável
destaque por volta dc 1.800 a.C., sob a liderança do famoso legislador
Hamurábi, cerca dc uns 300 anos antes que Moisés, outro legislador
famoso, conduzisse os filhos de lsrael para fora do Egito. Após a morte de
Hamurábi, Babilônia foi eclipsada por outras cidades-estados da
Mesopotâmia. Com o decorrer do tempo, ela c as demais cidades da região
12
Quem Foi Daniel}

foram amalgamadas, contra a von[ade própria, sob as rédeas do lmpério


Assírio. Entre 626 e 612 a.C. -o peri'odo em quç Daniel nasceu -
Nabopolassar, rei dc Babilônia, esmagou o que restava do império ass(rio
e tornou-se o fundador do lmpério Neo-babilônico. Seu filho,
Nabucodonosor 11, conseguiu elevar Babilônia à sua época de ouro.
Nabucodonosor 11 é o Nabucodonosor do livro dc Daniel. Em termos
do idioma caldaico daqueles djas, a grafia c pronúncia do nome desse rci
seria NABU-KUDURRI-USUR, um [ermo que representa uma prece
dirigida ao deus Nabu, em favor de pro[eção.
A nova Babilônia, mesmo sob o reinado de Nabucodonosor, não
chcgou a controlar todo o território que anteriormente fora governado
pel:t Assíria. Os medos, por cxemplo, que haviam auxiliado os babilônios
em sua revolta contra a Assi'ria, insistiram em manter-se independentes.
No.ç dias de Daniel, quatro naçõcs principais dominavam o Oriente
Médio: Egito, Lídia, Média e Babilônia. Entretanto, ao longo da vida de
Nabucodonosor, Babilônia mantcve-se claramente em posição dominante.
Após a mortc de Nabucodonosor, foi a Média quem assumiu a dianteira;
a partir do momcnto em que se uniu à Pérsia, o lmpério Medo-Persa ane-
xouDaurBa:::`ôanià'£:n:igait3ecÊaLífei|:.oEgitorepresentavaa|ndau-força

digm de menção. 0 reino d€ Judá, [crra natal de Daniel, repetidamente


buscou estabelecer alianças com o Egito, de forma a resistir à ameaça re-
presentada por Babilônia. Quando Nabucodonosor, no proéesso de
construir o seu império, conseguiu pcla primeira vez obter o controlc sobre
Jerusalém, em 605 a.C., uma de suas providências foi exigir que Jeoaquim,
o rci judaico, rompesse sua aliança com os egípcios e assinasse, em contra-
partida, um novo tratado com Babilônia. Não muito tempo depois da par-
tida de Nabucodonosor, entrctanto, o rei Jeoaquim restabeleceu suas
rclações especiais com o Egito. Mesmo naquela época eram instáveis as
rclações diplomáticas internacíonais no Oriente Médio.
Nabucodonosor realizou três viagens a Jerusalém, sendo quc de cada vez
infligiu castigos mais severos à cidade. Durante a primeira visita - aque]a
à qual nos referimos acima -de levou consigo boa parte dos utensílios pre-
ciosos que encontrou no templo erguido por Salomáo alguns séculos antes.
Levou também consigo, como prisioneiros, uma selecionada leva de jovens
judeus. Por ocasião da segunda visita, efetuada em 597 a.C.,
Nabucodonosor sentiu-se sa[isfei[o porqiie o rei Joaquim (não confundír
coin o rei Jeoaquim, an[es mencionado) desistiu da rcbelião e se rendeu ao
rei invasor; entretan[o, confiscou uma grande quantidade de utensílios do
templo e também escravizou 10 mil pessoas. Mais tarde, após uma séria
revolta liderada pclo rei judaico Zedequias, Nabucodonosor retornou a
Jerusalém naquela qiic foi a sua terceira visita; e em 586 a.C., depoís de
13
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
um prolongado cerco, elc arrasou a cidade até ao pó, destruindo complçr
tamente o templo. Lc.vou também a maior parte dos habitantes restantes
como cativos, deixando permanecer no pai's apenas "os majs pobres da
terra''. 11 Reis 24 c 25.
0 profeta Ezequiel foi levado cativo por ocasião da segunda visita- de
Nabucodonosor, ao passo que Daniel acompanhara a primeira leva de
cativos.
Nabucodonosor transplantara igualmente para Babilônia a maior parte
dos cidadãos dos outros países que conquistara. 0 profeta Jeremias prome-
teu, em nome do Scnhor, que "depois de setenta anos" Deus tomaria
providências para que pelo menos os cativos j.udeus tivessem unia oportii-
nidade de regressar a seus lares. Jeremias 29:10. Isto nos ,faz lembrar que
Daniel viveu em Babilônia (Daniel 1 :21) até o "primeiro ano do reinado de
Ciro" (cerca de 538/537 a.C.), aproximadamente a época em que se cumpri-
rajn os setenta anos.
Ciro, o Grand€, foi o rei que conquistou e aniquilou Babilônia, esta-
belecendo em seu lugar o lmpério Medo-Persa (ou Persa). Na opinião da
maioria das pessoas, parece que Ciro semprc disse e fez o que era correto.
Séculos após a sua morte prematura, ele ainda era considcrado em todo o
Oriente Médio como o Homem ldeal, talvez uma espécie de Abraão
Lincoln. Isaías (44:28 e 45:1) também fàla em termos muito elogiosos a
respeito de Ciro.
Uma das primeiras e mais clegantes providências de Ciro, após a toma-
da de Babilônia, foi a emissão de um decreto que permitia a todos os exila-
dos e descendentes o retorno a suas respectivas pátrias de origem, se assim
o desejassem. Dcsse modo, não apenas aos judeus, como também aos
demais povos que haviam sido escravizados por Nabucodonosor, foi conce-
dida a liberdade. Mais tarde Ciro pcrmitiu também que retornassem a seus
países de origem todos os deuses que haviam sido tomados por
Nabucodonosor. No caso dos judeus, que evidentemente não possuíam
uma imagem do Deus verdadeiro como objeto de adoração, este dec-reto
significou o retorno de todos os utensílios sagrados do templo e até mesmo
a promessa dc reconstruir o templo de Jerusalém às cxpensas do lmpério!
Dessa forma, o "primeiro ano do rci Ciro" foi um bom ano para viver
-um ano memorável para todos os poVos cxilados e seus líderes religiosos.
Foi sem dúvida algo maravilhoso estar vivo para desfrutar do primeiro ano
do reinado de Ciro. Na verdade, Daniel viveu por muito mais tempo
ainda. Sua última visão está datada com o terceiro ano do reinado de Ciro
(Daniel 10: 1), S;Êg±Lo g±±e nLEia QSʧͧP ,o P±gÉia d|S±:ʱiLa 秱a;r COLgi a|g±g-
ximadamente oiiêTnta e sete anõs de idade.
Nessa visão ÉÉãTDãuJirolriElte-uqirosescritosdeDanielseriamcor-
retamente compreendidos no "tempo do fim", e que dessa forma o profe-
14
Quem Foi DanieT}
ta receberia a sua ``hera`nça" no "fim dos dias". Danicl 12:4 e 13.
Nessa ocasiáo o profeta Daniel já se encontrava demasiadamente idoso
para valer-se da oportunidade de retornar à Palestina. Contudo, cle vivera
uma vida plena de realizações, uma vida que Deus abençoara do início até
o fim. Ele levou igualmente consigo a certeza de que o livro que Deus lhe
inspirara a escrever, e quc proveriâ conforto imenso em cada um dos sécu-
los subseqüentes, rcpresentaria um tesouro particularmente apropriado
para a geração que estaria vivendo por ocasião do fim do mundo.
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Deus e Daníél em
BabÉTônía
lntrodução
livro de Daniel ínicía com uma história. Ela conta como
Danicl> um jovcm judeu da Palestina, chegou a tornar-se
oficial do governo no lmpério Neo-babilônico, sob a
bênção c direção de Deus. Entretanto, o primeiro capítú-
lo dc Daniel não é meramente uma história. Cc)nforme
v€remos mais tarde, ele contém iima condensação de [odas as mensagens
básicaaâudcoosdl::roosso:evE|at:íuel ae ââ:ã#:e.Jerusdém pe|a primeira vez no

:e:ãiQng#Ce..:our=eàt,pa,d:ãà.seEt;:,t:ivde;auampaá:`.Sit;,:mp`;grá::l|.,aET.6doi:
primeiro de junho daquele ano, Nabucodonosor derrotou um posto mili-
[ar avançado do Egito, localizado em Carquêmis, próxjmo ao rjo Eufrates,
muitos quilômetros ao norte. Com a pcrda dessa guarniçáo o Egito prati-
camente pcrdeu o controle que mantinha sobre a Síria e a Palestina, per-
mjtindo que Nabucodonosor marchasse livremcntc sobre J€ru.salém, íit`
sul. (ELmL_ 6fll a/± Nabucodónosor ten[aria um ataquc direto sobrc o
Egito, mas foí rechaçado, sendo que ambos os lados sofreram pesadas
baixas.)
Em Jerusalém, Nabucodonosor compeliu o rei judaico Jeoaquim a
renuncíar ao tra[ado com o Egito c a assinar um termo de compromjsso
com Babilônia. Depois - provavclmente para garantir o bom comporta-
mento do rei judaico -Nabucodonosor ]evou consigo um bom númcro de
reféns, jovens provenientes da mais alta classe social judajca, inclusive
Daniel. Como símbolo da vitória de seu deus sobre o Senhor Deus dos
judeus (assim pensava o líder caldeu), e]e também removeu alguns dos
sagrados ut€nsi'lios de ouro e prata que se achavam no templo de Deus,
com o propósito de levá-los a um templo babilônico.
17
EcbáLana
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ARÁBIA

A FtoTA DOS CAT


' Gioo`. A BABILÓNI
deS" ®7 a.O. é 586

Nabucodonosor md acabara de tomar essas medidas quando um men-


sageiro ofegantc lhe informou que seu pai Nàbopolassar, rei dc Babilônia,
morrera ho dia 15 de agosto. Dez dias haviam decorrido enquanto o men-
sageiro viajam. A intriga corria solta. hstanta.neamente NabucDdonosor
dirigiu-se para casa, utilizando o caminho perigoso, mas relativamente curto
através do deserto. 1.cvou consigo apenas um pequeno copo de guarda,
de#.d,:irnesj#:iãep,:rau?à:igaroBsa:i?ô"nit:oi:Ür,eaga=e-Peopciaa::tâere|kmó
. Provavelmentc Daniel teve que andar a pé ao longo dessa
EEEiugMEE!±HHür npanhando
o cxército. Se csse foi o caso, por certo o caminho
pareceu muito longo ao jovem cativo!
Em virtude de o calor da tarde ser muito intenso, os corncteiros
babilônicos despertavam os cxércitos ao alvorecer, cnquanto os galos can-
tavam, o ar ainda cra bastante frio, e as sandálias achavam-se encharcadas
de orvalho. Danicl desenrolou-se imediatamente de scu cobcrtor. À mcdi-
da que se erguia o sol, todos os acampantes se puseram em movimento e
sc dirigiram para o norte, seguindo rumo a Samaria, pela estrada monta-

:át:;:ieiea:dtí,o:;Í:l::|£i:g_n*Fo:á::;Í:a#alà"::dâi:iíiíà;o,::osaer:|udnehp.o:
os exércitos babilônicos volveram-se para a direita, dirigindo-se entáo para
18
Daniel 1

sudes[e, ao longo do rio Eufrates. Aqui, o solo era notavelmente fértil, mas
monotonamente p]ano. Sua superfície achava-se marcada principalmentc
por numerosos canais de irrigação. Oficiais governamentais apareciam
com freqüência, conferindo o estado dos diques e dirimindo disputas acer-
ca de direitos sobre as águas. Pedestres paravam nos campos e vilas a fim
de contemplar a longa procissão de soldados e especular a respeito da sorte
dos rcféns.
Nabucodonosor, viajando rapidamente, cruzou o deserto à quase. ina-
creditáve] velocidade de mais de oitenta quilômetros por dja, alcançando a
capital no dia 7 de setembró. Ali encontrou oficiais fiéis que lhe estavam
gaiantindo o trono. Por sua vez, o exército principal manteve uma média
diária de não mais de vinte e cinco quilômetros diários. Isso significa que
foi apenas depois de dois meses aparentemente infmdáveis que Daniel
conseguiu vjslumbrar os primeiros traços de Babilônia a projetar-se contra

F:th::aa:iÉ::#.Éo#k::roív:#mlea¥*J¥::s#::¥iooÉ`:
cado em custódia junto aos demais prisioneiros judeus, à espera dos futu-
ros desdobramentos.
0 que foram esses futuros desdobramentos é cxatamente o breve relato
do primeiro capítulo de Daniel. Nabucodonosor, um ditador vigoroso e
inteljgente, ordenou que os reféns fossem cxaminados quanto à sua capaci-
dade de aprender "a cultura e a língua dos caldeus". Verso 4. Ele desejava
que os melhores dentre aqueles rapazes fossem treinados a fim de servirem
em seu governo. Daniel e seus três companheiros foram considerados
notavelmente qualificados, e assim foram encaminhados ao colégio real
para a obt€nção da educação apropriada. A cada um deles foi dado um
novo nome. Ç) d.e DL2Êɱ19 Beltessazar, r:ÊP±ÊSçr+ta±:a ±±ELa ±g±s±agÊm ao
íE%m¥oáoBi::tegadoaoco|ég|o'osjovenshebreusdescobriram,Para

seu granc{e desconforto, que o seu generoso conquistador abastecia djaria-


mente a escola com "r;cos alimentos?', que aos jovens pareceram total-
mente impróprios. Nabucodonosor pensava estar fazendo o melhor pos-
sível, mas Daniel reconheceu que aquela dieta era prejudicial à saúde e
contrár;a às regras ordenadas por Deus em A maior
parte daquela comida era, além disso, ofereci a como sacri
de Babilônia. 0 ato de comê-Ía constituía uma espécie de comunhão com
os falsos deuses. Veja Êxodo 34:15; I Coríntios 8:7; 10:14 a 22.
A maioria dos adolescentes se sente muito constrangida para tentar ser
diferente. Mas o leal Daniel venceu todo e qualquer embaraço quc por-
ventura tivesse scntido e "resolveu firmementc não contaminar-se com as
finas iguarias do rei" (Daniel 1:8), abstendo-se de sua comida e do seu
19
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
vinho. Scus três fiéis amigos uniram-se a ele nessa decisáo. '
Observe-se, contudo, que os qua[ro jovcns não permitiram que a
firmeza de suas convicções os tornasse descorteses. De modo muito poli-
do, solicitaram ao próprjo Aspenaz - "chefe dos eunucos do rei" - que lhes
concedesse uma simples dieta vegetariana. Aspenaz paJ.eceu sentir-sc incli-
nado a ajudar os garotos, mas tcmeu as conseqüências. Dessa forma, os
jovcns pediram jeitosamente a seu encarregado que cxperimen[asse um
esquema aJternativo durante apenas dez dias. Podemos imaginar que

#cpne,:¥íedceog:raeàic|:â;osg:ses:vp.r|:fdoos:an:p*e!:nT;,naoosÊ,£rã:%àacá::
os quatro rapazes pareciam significativamente mais saudávcis do que todos
os outros jovens, de tal modo que lhes foi prazerosamen[e permitido
prosscguir com sua dieta espcciaJ.
Encerrando-se o curso especial de estudos, Daniel e seus colegas de
classe foram examinados pelo rei Nabucodonosor em pessoa. Imaginc a
tensão nervosa prévia, experimentada tanto por alunos quanto pelos p_rQ=
fessores! Daniel e scús três amigos foram aprovados de modo cspctacular
nos cxames, obtendo graus muitíssimo supcriores aos dos demais alunos.
•Imcdiatamcnte eles ``passaram a assistir diante do rei", ou seja, reccbcram
bosições de responsabilidade no governo.

20
AMensagem ,
de Daniel 1
•.-----.-- 1-L-`L==: b

1. 0 lnteresse de Deus Pelos Judeus

M
uitos conceitos de Daniel 1 são fiindamentais para que se
possa entendcr a mensagem dc Daniel e de Apocalipse
como um todo.
Enquanto estivermos examinando estes conceitos, será útil
• - . maáterem men[eque nos tempd; bri;_|_içãé__:_óriã;:a--;_ro_fT:
Áz não significava meramente uma pessoa capaz de predizer o fiituro.
Certamente os profctas bíblicos predisseram o fiituro, e predições eram a

de Danicl, é o interesse de Deus pelos israelitas, ou judeus.


Quando Nabucodonosor tomou iniciativas para que o reino de Judá fosse
integrado ao império de scu pai, ele certamente creditou o sucesso obtido a
seu próprio vigor e inteligência (vcja o capítulo 4). Nada, cntretanto, pode-
ria estar mais distante da realidade. A Bíblia diz que "0 Senhor me entre-
gou [a Nabucodonosor] nas mãos a Jeoaquím, rei de Judá." Daníel 1:2.
Como, porém, poderia Deus entregar um rei israelita ao poder de um
imperialista pagão? A resposta nos provê lampejos extremamente impor-
tantcs a respeito do caráter de Deus. Ela provê igualmcnte uma importante
chave para a compreensão de Danicl e Apocalipse.
Deutcronômio 32:9 diz quc ao [empo em que ocorreu o êxodo israeli-
ta do Egito (e este evento é ficqüentemente datado como tendç) ocorrido
em 1445 a.C.), Deus havia escolhido os judeus como a "Sua hcrança".
Atos 13:47 e 48 cxplica que essa providência divina não tinha por objet;-
vo apenas a felicjdade de lsrael, mas visava também trazer felicidade c saJ-
vação a todo o povo. Deus tinha em mente que os judeus se tornasscm a
"luz dos gentios". Ele almejava que eles testemunhassem perante outras

nações acerca da bondade de Deus e da sabedoria de Suas leis.


Grandes favores pressupõem grande fidelidade. Dc modo a poder teste-
munhar eficazmente a respeito da bondadc de Deus, necessário seria que
os israelitas vivessem em harmonía com Suas leis e procurassem rcfletir Seu
21
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
puro e gracioso caráter. 0 Senhor deixou que os judeus decidissem livre-

à:natcMq,P£:ov::,=J?mhdomadt::fflú#aorái#s;,seügei-Íin:egàninst,e"?e:tàrã
sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos; ... e vós Me
ser:rsísrteci:oddá:|aoc'eí:t:oe|:::áodsoasn=;r¥oÉF£olrí:5dãs6i.srae|itffr6o,Veu

não amar e nem obedeccr a Deus. À semelhança de muitos cristãos da


atualidade, eles se recusaram fteqüentcmente até mesmo a manter-se em
paz uns com os outros. Por volta de 931 a.C„ depois do reimdo de
Salomão, eles sc dividiram em duas nações cujas relações mútuas foram
continuamente belicosas - o reino de Judá ao sul, e ao norte o reino de
lsracl, algumas vezes também identificado como "Eftaim".
Embora possa parecer incrívcl, o reino do norte - Israel - adotou ofi-
cialmcnte uma espécie de paganismo. I Reis 12:25 a 33. Mesmo assim,
Deus não "desistiu" imcdiata ou voluntariamentc de lsrael. Ele enviou pro-

Lüaep&si±r:í:Éág;h;¥arfiTtí3:Í:=eà;¥Éig:±oõs:g:er.aEn:tée.uETõ:Lie|r:::
peidãoíe--ái pessoàT3Ttresejass-éiü arrepc-ndef-Sé: ~ --~ -r-`-i -m. -`
-Por~éss-c~t`emf)o-at5ãféceu--rióhorizoh-teüim-PêTrfo.da-A§Síria,.coTriqüis-

tà.ndo a t~õdas~as n-ãções~c+ohiia-` as quais €Í+áffi `diEtigidõs-õS +s€us ãta-quesrse


Ôs habitantes de lsrael se arrependessem e escolhessem refletir Órpurol5¥ra-
cioso caráter de Deus, o Senhor operaria um milagre a fim de protegê-los
dos ferozes assírios. Semelhantc milagre estimularia também outras pes-
soas, fora dos termos de lsrael, na imítação do caráter de Deus. Mas "Deus
não faz accpção de pessoas." Atos 10:34. Se lsrael insistisse em continuar
cscolhendo seus próprios caminhos, Dcus não tcria outra alternativa scnão
permitir que eles sofrcssem as conseqüências naturais de seu procedimen-
to, assim como ocorrera com as demais nações. Quanta dor Lhe causava o
pensamento de assim proceder!

Como te deixaria, ó Efraim?


Como te entregaria, ó lsrael?. . .
Meu coração está comovido dentro em Mim,
As Minhas compaixões à uma se acendem. Oséias 11:8.

Em 722 a.C. Deus finalmentc "entregou" Israel aos assírios, mas o fez
com amarga tristeza.
À medida que o tcmpo prosseguíu, a apostasia de Judá tornou-se ainda
mais séria que a de lsrael. Houve exceções, entrctanto. Por exemplo, quan-
do os assírios sitiaram a cidade de Jerusalém, o rci Ezequias volveu-se para
Deus, e não para os ídolos. Ele buscou intensamente a miserjcórdia de
Deus, e o Scnhor operou um milagre em seu favor. Um anjo feriu grande
22
Daniel 1

g:rr,teredvoc|:Xué-raciboe:ssírpl::allc?:,sol8.e:;egáaâuT::mqau£àsfoos;Éocfc::dparodt:;
exércitos babilônicos. Nesse tempo, porém, o povo de Judá se achava tragi-
camente cauterizado em seus pecados.
E quais foram os terríveis pecados contra os quais o profeta ergucu a
voz? Desonestidade, injus[íça para com o pobre, assassinato, transgressão
do sábado, perseguição aos verdadeiros profetas, manifestaçáo de favorcs
para com os profetas que prometiam prosperidade sem condenar simul-
taneamcntc o pecado, c a adoração a Baal (veja Jcrcmias 9: 14; 17:19 a 27;
^11 , 4r\\ ^ ' ~ Tl ' ,.,.,
22: 1 a 5; 28) . A ±4g±±çãg Ê. BLʱl £±±£gɱ£La ±±E±£Í=Le 4e
XL±"-Lj2±ériã=iffiLE=ri-EEZHSTE3i
(, r
-=- -:j
^ .
referências se-

cia do sábado desonrava a Deus e privava o povo de um


Hã oi;oriúãidade de adoração públ-ica. Injus;iça para com qualquer pessoa
cons[i[ui'a uma mentira a respeito da gencrosidade imparcial de Deus.
Pecados desse tipo certamente parcciam um tanto "comuns" ou "nor-
mais" à maioria dos indiv(duos da época, mas indubitavelmentc não cram
"normajs" aos olhos de Deus. Eles minavam as verdades relacionadas com

o Seu puro e gracioso cará[er, ao mçsmo tempo em que corroíam o caráter,


o lar e a sociedade das pessoas que os praticavam.
"Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergiie a tua voz como trom-
be-ta, e anuncia ao Meu povo a sua transgressão", insistiu Deus em lsaías
58: 1. "Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por
que haveis de morrer, ó casa de lsrael?" foi o Seu insístente apelo em
Ezequiel 33: 11.
Profeta após profeta apelou ao reino m€ridional de Judá, assim como
outros profetas haviam apelado ao reino setentrional de lsrael. Miquéias,
Isaías, Habacuque, Sofonias, Jeremias e outros ofereceram pcrdão em troca
deôrirze:eBnígi:eqnuteo!`oms:LLuoar:E::yrda:sfi:ia;flí:r:gií:qanod:eà:oiadn|gada,

filou-lhes por intermédío de Scus mensageiros, porque Se compadeccra do


Seu povo e da Sua própria morada. Eles, porém, zombavam dos mensageiros,
desprezavam as palavras de Deus e mofavam dos Seus profetâs até que subiu
a ira do Scnhor contra o Seu povo, e não houve rcmédio algum. Por isso fez
subir contra ele o rei dos caldeus [Nabucodonosor]." 11 Crônicas 36:15 a 17.
A [radução dcsta passagem por Monsenhor Knox destaca cvidentemente a
preocupação de Deus com o assunto: "Ele, o Deus de seus pais, cnviou men-

:g:¥muf.a:::r:iáleo:;=#.Tsheeucí;.ovg`:,j:|:e|::|avdaeEl:aahpa`:iitum¢.?g
quc fiz€ram eles? Zombaram dos próprios mensageiros de Deus, fizcram
pouco caso de suas advertências, escamcceram de Seus profetas, até que se
ergue a ira do Senhor contra o Seu povQ, a ponto dc não majs poder ser
abrandada. Então Ele os meteu em confiisão com o rei de Babilônia."
23
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
Teremos mais a dizer acerca da "ira" de Deus ao comentármos os capí-
tulos 12 e 19 dc Apocalipse. Por ora, é suficiente dizer e relembrar que ao
Jesus vir à Terra a fim de revelar-nos o tipo de Pessoa que Deus é, todo o
Seu trato foi de ternura e bondade, até mesmo para com os Seus inimigos
e atormentadores. Enquanto os soldados 0 crucificavam, uma dolorida
Prece escapou de Seus lábios: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o quc
fazem." S. Lucas 23:34.
Quando Deus "entrcgou" Jeoaquim e o reino dc Judá às mãos de seus
inimigos, Elc o fez tão-somen[e depois de tentar arduamente salvá-los. Ele
realmcntc
..-_-_ tem cuidado
---.--------..--- `-_ .-.-- dos
®. Seus!
=-=--r--== .---. `.

ITÕTÍ=tTã=5lse-de-i5àus pe-la É[piaç-ão -.-_ --+ ,---,--

Quando Deus "entrega» uma pessoa ou nação, obviamente se acha


envolvida uma séria separação. Deus tem de separar-Se de Seu povo. A se-
paração cntristcce o coração divino.
Conforme acabamos de ver, não é Deus quem Se separa de nós; somos
nós que dEle nos afastamos. Isaías 59:1 e 2 diz:

Eis que a mão do Senhor não está enco]hida,


para que não possa salvar;
nem surdo o Scu ouvido, para não poder ouvir.
Mas as vossas iniqüidades fazcm separação
entre vós e o vosso Deus;
e os vossos pecados encobrem o Scu rosto de vós,
para que vos não ouça.

(Se porventura as J#ÁZJ orações não estão sendo ouvidas exatamente neste
momento., pod€ ser que algum pecado contra Deus ou contra o seu pró-
ximo ou contra você próprio, o esteja separando de Deus.)
Até mesmo depois de "entregar» os judeus a seiis inimigos, Deus lhes
concedeu uma nova oportunidade. Prometeu que depois de setenta anos de
cativeiro, Ele tomaria providências para tornar possível o regresso deles à
sua tcrra natal. Jcremias 25:11 e 12; 29:1. Muito mais que isto, Ele
prometcu que mudaria o coração das pessoas dc Seu povo -se eles Lho per-
mitisscm - de tal modo que eles teriam prazcr em praticar o qiie era corrc-

:::ge.:g:r:yad:c,:àco:e.:np'::s:s,aeEJc.:s",T:r:,a;-av.:s:c;ods:ae:et::a:s.r.as:::=cd:::
tro de vós o Meu Espírito, e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeís
os Meus juízos, e os observeis .... Vós sereis o Meu povo, e Eu serei o vosso
Deus." Ezequiel 36:24 a 28. Lei? os comentários às páginas 171 e 172.
Ç)s pecadores vivem às turras com Deus e uns com os outros. 0 orgulho e
24
1

Daniel 1

demais pecados causam separação. Deus, através dos profetas e - de maneim


única -através de Cristo Jesus, colocou em opcração um maravilhoso proces-
so através do qual podcrcmos rcconciliar-nos uns com os outros e com o
próTperr,:mDo:uàuE=s=eapd=rã;:Ê:Íi:Í:i3|€ç±ã:i::ÊÍ;:oan:uo:::::iíi::Íà-
dando os livros de Daniel e Apocalipse. Es[e é o maior tema em ambos os
livros. Trata-se da evidência suprema de que "Deus Cuida de Nós".

111. 0 lnteresse de Deus por Seu Templo

Os edifícios sagrados - templos, santuários, relicários, igrejas ou


mesquitas - que são dedicados pelos adoradores a suas divindades e fre-
qüentemcnte são considerados como símbolos especiais dessas mesmas
divindades, presumem presença e ação efetiva. Quando Nabucodonosor
removcu os utensílios sagrados da "casa de Deus" situada em Jerusalém e
os colocou (possivelmente) em Esagila - o principal templo de seu deus
Marduque em Babilônia - o rei naturalmente imaginou que o seu deus
havia triunfado sobre o Deus dos judeus.
Évidentemente, assim como Deus "entregou" o Seu reino de Judá às
mãos de Nabucodonosor, assim também diz a Bíblia que Ele "entregou" ao
rei os vasos de Seu templo, e pelas mesmas razões (vcja Daniel 1:2).
Mantenha seus olhos atcntos a observar o mobiliário do santuário
judaico enquan[o estivermos cstudando os livros dc Daniel e Apocalipse!
No que diz respeito aos utensílios, Nabucodonosor empreendeu duas via-
gens adicionais a Jerusalém, até que transportou para Babilônia cerca de
5.469 desses objetos. Mas a sua possc não trouxe benefícios aos habitantes
de Babilônia (veja o capítulo 5 de Daniel e Esdras 1:9 a 11). Quando
chcgamos ao estudo do Apocalipse, os utensílios do santuárío aparecerão
novamente, e o farão com grande significado.
0 templo propriamente dito é também tratado como um símbolo cm
Daniel e Apocalipse. Num dos versículos bíblicos mais signifivativos, somos
informados de que no tempo do fim "o santuário será purificado". Daniel
8:14. Em Apocalipse 11:19, João diz que por ocasião do fim do mundo, "o
santuário de Deus que se acha no Céu" será aberto, e "a arca da aliança no
Seu santuário" será vista. Para o século vinte, estas são frases muito sugestivas.
Deus revela profundo interesse por Seu templo, e é Seu desejo que ma-
nifestemos idêntico interessc.

IV. 0 lnteresse de Deus Pelos Jovens

Já desde os primeiros dias de seu exílio; foi ~constatado que Daniel era
"instruído em toda a sabcdoria, douto em ciência e versado no conheci-

25
l/ma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
mento". Daniel 1:4. Torna-se evjdente que ele já recebera considerável
grau de instrução, como aluno judeu, no reino de Judá. Nos tempos anti-
gos, os filhos das fami'lias ricas e nobres eram habitualmente educados em
vuáàie:iisác.:p;ina¥rio?á;se:::;sàe;.á:iás:ã::a::ó:dQS.ffi#ores.1Spectosdopovo

'sc Mas a maior parte das


tão corrompidas que pessoas
Deus, que hab;tavamnão
finalmente, o reino
tcvedealtemativa
Judá achavam-
senão
"entregá-las". Dc que modo, então, foi possível que Daniel recebesse edu-

cação e ainda assim se mantivesse polido c corrcto?


"De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho?" pcr-

gunta a Bíblia.
"Observando-o segundo a Tua Palavra'', é a resposta obtida no mesmo
texto. Salmo 119:9.
Evidcntemente Daniel resguardou a siia vida através do estudo da
Palavra de Deus, a Bíblia. Daniel, em seu tempo, não teve acesso a boa
parte daquilo que hoje conhecemos como Bíblia. Ajnda não haviam sido
cscritos todos os livros do Antigo Testamento, bem como nenhum dos
livros do Novo Testamento. Mas elc dispunha da maior parte do Antigo
Testamento. A partir do cstudo dos textos sagrados que se achavam

gi:gç:|`:v.€sisáe€ul:e:pdreenBi::|ôaní::ti:#:r|::;raezàeDf:::rvseerpdaar:;':rooednc,rlesraa|::
mcntos próprios e impróprios ao consumo humano, baseando-sc em
Deuteronômio 14. Ele perccbeu o pcrigo de beber vinho. Levítico 10:1
a 11. Ele conhecia a importância de ser fiel e hones[o €m [odas as suas
ações. Daniel 6:4. E ele sabia efctivamente como orar. Daniel 2: 17 a. 23.
Na ocasiáo em que escolheu os israelitas como o Seu povo especial,
Deus ordenou quc os pais judeus ensinassem diligentement€ a. Sua palavra
a seus filhos. Instruiu-os a fàlarem de Sua palavra "assentado em tua casa,
e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te" - ou seja, ainda
cedo de manhã, por ocasião das refeições, à hora de dormir e enquanto
cstivessem viajando. Deutcronômio 6:4 a 7. Majs tarde Moisés explicou:
``As coisas. . . rcveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre,

para que cumpramos todas as palavras desta lei." Deuteronômio 29:29.


Deus dcsejava que as crianças recebcssem uma educação espiritual e cen-
tralizada em Deus, de modo que fosscm habilitadas a refletir perante ou-
tros o caráter de seu maravilhoso Deus.
Sentimo-nos curiosos cm sabcr quem foi a pcssoa quc primeiramentc
direcionou o pequeno Daniel rumo à Palavra dc Dcus. Teriam sido o seu
pai e sua mãc, como parece razoável supor? Um lar temente a Deus é su-
gerido pelo nomc que o garoto recebeu. "Daniel" significa "Dcus é o meu
Juiz", ou "Dcus é o meu Vindicador".
Jeremias desenvolvia o seu ministério profético em Jerusalém na ocasião
26
Daníel 1
em que Daniel era um garoto. É também possível qu`e o profeta tenha aju-
dado a cncaminhar Daniel ao Senhor e à Sua Palavra.
Se Jeremias esteve em contato com Daniel, é bastante provável que,
incidentalmcnte, tenha-lhe mostrado a predição fcita pelo profcta lsaías ao
rei Ezcquias, cerca de uns cem anos antes (por volta de 700 a.C.): "Eis que
virão dias em que tudo quanto houver em tua casa... será levado para
Babilônia; . .. dos teus próprios filhos, que tu gerares, tomarão para que
sejam eunucos no palácio do rei de Babilônia." Isaías 39:6 e 7.
Será que durante algum tempo em sua adolescência, Daniel também se
rebelou contra Deus, a exemplo do que ocorria com outros jovens? Se foi
este o caso, teria sido ao longo de sua extcnsa caminhada para Babilônia -
talvez debaixo de uma tamareira, numa noite úmida junto ao rio Eufrates
- que ele decidiu de modo pleno e conclusivo moldar sua vida de acordo
com a Palavra de Deus?
Não o sabemos. Uma coisa, porém, sabemos perfeitamente bcm: "As
coisas reveladas de Deus" pertencem não somente a nós, os adultos, mas

:apTebnéd:r`:a.oá.n:s:::erf`;huors:';odseset:ls.ma:d,:h::,edeelseesmt3=nbhéa:d:oassss::
o papel de persuasivas testemunhas de Deus. Deus Se sente muito con-
tente em que as coisas sejam assim. Esta é uma das evidências de Seu
inéeresse pelos jovens.

V. 0 lnteresse de Deus Pelos lndivíduos

Mesmo depois de haver "entregue" o reino de Judá como um todo,


Deus permaneceu ao lado de Daniel como indivíduo. E Ele o fez apesar de

ep:rci:,':erap:::b:omd:d::s:eonv,oe.cÊn:ouisftoari:àoTe.::àoe.Í::sTaav::à:É::
ncstes nossos dias de explosão populacioml, horas agitadas, populosas
favelas e guetos urbanos.
"Deus co#ccc/€# a Daniel misericórdia e compreensão da parte do
chefe dos eunucos." Daniel 1:9. Deus concedeu a Daniel e seus amigos
"o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria". Vcrso 17.
Deus os acompanhava. Deus respondeu de modo tão pleno à dedicação c
fidelidade desses jovens que, a despeito do colapso de seu próprio pai's, eles
por fim se cncontraram na posição de ajudar a gov€rnar um império muito
mais importante!
1sso i\usm, g`identemente, uma oum grande 1.içào do l.[vro dc Danid.
Quando chegar o momento em .que todos os reinos que algum vez
tiverem existido sobre o planeta Terra chegarem a seu final, cntão "o Deus
do Céu suscitará um reino que não será jamais destruído". Daniel 2:44.
E "o reino e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o Céu,
`27
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o Seu reino será reino eter-
no, e todos os domínios 0 servirão e Lhe obedecerão". Danicl 7:27.
Danicl 1 é um capítulo pequcno; mas em seus poucos parágrafos acha-
sc dcmonstrado o interesse dc Dcus pclas nações c pe]os indivíduos, pelos
jovens, por Seu templo e pela final reunificação de toda alma temente a
Dcus, com outras pessoas e com o próprio Dcus. Estas são exatamente as
grandes linhas temáticas dos livros de Danicl c Apocalipse.
Daniel 1 mostra Deus em ação. Deus ``cntrega" os judeus com o
propósito dc abrir-lhes os olhos para as conseqüências de sua rebelião, de

z:::eâe:8Íeà:::|r:xma::iee::eng:zj:,?|soaneu.:ss=ic:heosru:|sct|,::,:ep:lad:;aTs:
formar um jovem exilado num compe[c.nte administrador público e con-
sclheiro. Parece-nos, assim, que Deus cmpreendeu tudo isto náo apenas em
favor de Daniel, como também em nosso benefício; Ele deseja que
saibamos que Ele é capaz de manter a Sua promessa de tornar-nos a todos
herdeiros com Cristo, no reino vindouro que brcvemente será cstabelecido.
Daniel 1 provê provas práticas, apropriadas à compreensão dos habi-
tantes terrestres, de que Deus é tanto capaz quanto interessado em nossos
ass`untos. Tudo aquilo que promete, Ele é "podcroso para cumprir".
Romanos 4:21. Deus não apenas cuida de Seu povo; Ele também é capaz!
Respostas às
Suas Perguntas
1. Quais foram os assuntos cstudados por
Daniel na escola?

C)
s babilônios desfrutavam de uma civilização notavelmente
avançada em muitos aspec[os. Ma[émática era a sua espe-
cialidade. Cerca de mil anos antcs de Daniel ali chegar,
eles já havíam resolvido problemas que envolviam
__ _ _ J ____ _ __

L T TT equações quadráticas. TamÉém utilizavàm tabelas d€


números recíprocos, quadrados e raízes quadradas, números cúbicos e
ríiízcs cúbicas. Eles empregavam tanto a base decimal quanto á base sexa-
gcsimal (a dc número 60) em seus sistemas matemáticos. Eles djvidiam a
hora em sessenta minu[os e o círculo em 360 graus, assim como fazcmos
hoje. De acordo com 714c Ex4cJ ScÇ.c%€+ j`7£ f4#fj.qw;.?, de Otto
Neugebauer, L a maior contribuição dos babilônios à matemática foi .o con-
ceito - por eles dcsenvolvído - de "valor relativo", tão importari`tc na

Fuaetç`?;,t,icnaãomegfge:àa;?T7ex=eTf,l:sdic:t:5C:n|C;;t:(a7Plic:,d:;7a.9ueleem
Embora o seu mais brilhante peri'odo na ciência astronômica ainda
es[ivesse aJguns séculos no fiituro, nos dias de Daniel os babilônios já haviam
sido capazes, há bastante tempo (ou seja, desde 747 a.C.), de registrar cclipses
- e por vezes até mesmo prevê-los - de modo tão acurado, que até os dias
atuais os regístros babilônicos são úteis aos astrônomos e arqueólogos.
Seus arquitetos empregavam arcos de tijolos, os quais se demonstravam
de incalculável valor numa terra em que o barro eía abundan[c, mas não
cxistiam muitas pedras e muito menos o aço. Com os tijolos, construíam
edifícios públicos, mansões e pontes. S€us agrimcnsores desenvolveram
canais de iri.igação e ruas com esquinas em ângulos retos. Seus comer-
ciantes eram adeptos das no[as, recibos, notas promissórias, cartas de
crédito, uma espécie de contabilidade bancária c (graças aos seus conheci-
mentos de ma[emática) juros compos[os.
Em seu lado mais negativo c cscuro, a cultura babilônica ocupava-se do
estudo de adivinhaçáo> magia, uma espécie de astrologia e mítologia pagã.
Tendo em vista a elcvação de Daniel a importan[es postos governamen-
tais, podemos imaginar que ele se achava mais ou menos familiarizado com
todas essas [écnicas e assuntos. A Bíblia menciona especificamentc quc e]e
se tornou versado "na língua e cultura dos caldeus". A "língua" caldaica
incluía: (1) o acádio, idioma nacionaJ de Babilônia, (2) o sumeriano,
29
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daníel
que era o idioma da religião [radicional e (3) o aramaico, o idioma do
comércio e da diplomacia in[€rnacionais.
Essa referência à "língua e cultura" deve fazer-nos recordar a forma
como eram escritos os idiomas daquela época. Enquanto críança em
Judá, Daniel certamcnte já aprendera a escrever aramaico e também
hebraico, scndo que este ú[timo idioma achava-s€ intimamente rela-
cionado coin o primeiro. Ambas as linguagens utjlizavam um alfabeto e
podiam s€r escr;tas com uma pena ou pedaço de madejra. Os dojs
idiomas qiie ele teve de aprender em Babilônia, €ntr€tanto, utiljzavam
por volta de 625 caracteres cun€iformes, e a escrita era habitualmente
feita sobr€ tabletes de barro.
Os carâcteres cuneiformes podiam representar [anto sons indivíduais
quanto sílabas completas. "Cuneiformc" significa "em forma de cunha".
A escrita cuneiforme €ra produzida ao se segurar um pedaço de barro
umed€cjdo, já em formato conveniente, numa das mãos, enquanto com
a outra se pressionava com a ponta de iima palheta quadrada sobre o
barro. A palheta era segurada em um ângulo tal, qu€ as impressões
resultantes assumiam a forma de cunha, c.om um do`ç ladc>s maís pro-
fundamente impresso sobre o barro que o outro. Uma vez gravada a
m€nsagem, os tabletes eram levados ao forno e cozidos a fm de
poderem ser preservados.
Temos aqui a palavra "Daniel" cscrita em caracteres hebraicos, scndo
que as-letras romanas aparecem abaixo. Nem todas as vogais estão dcmon-
stradas. Nos dias de Daniel, a escrita hebraica em gcral omitia as vogais.
Os caracteres devcm s€r lidos da direi[a para a csquerda:

'*`31
rind
Aqui está o nom€ de Nabucodonosor, escrito €m caracteres cuneiformes:

ttpíi=#i=#t±:;nmH ÉE +¢±=T
deusna bi umkudu úr r ú su ur

2. Teria sido adequada a dieta "vegetariana" de Daniel?


A maior parte dos comentaristas assinala que Daniel requereu uma dieta
de alimentos prov€ni€ntes de "coisas semeadas" ("zeroim», na linguagem
hebraica). Em outras palavras, Daniel requercu uma dicta v€g€tariana que
incluía vegetais, cereais, l€gum€s e também frutos variados e tâmaras.
Em Deuteronômio 14, Deus estabelece distinção entre alimen[os
"limpos" -tais como a carne de carneiro -e alimentos "imundos", a exem~

plo dos produtos suínos. D€pois de haver deixado a escola, e assim poder
30
DanieL I
controlar majs facilmente a qualidade c espécie de sua alimentação, talvcz

ge=àeásttrea*oaq=:`àaigtoaât:iut=dei:::dee:c#nnt:d=v=gt:tsàsp#:i=dt:F-
ciente cm vitamina 812, cuja presença no organismo é esscncial. Entretanto,
a pesquisa tem demonstrado iguaJmente qLie um dieta vegetariana que

à:cl|:it:o:do:::ttoau=era,,:mffapdeíreTait:vaoi-T:[=::e::t:r:ácar,:dé#t=#íÍ:c
superior a uma dieta que depende largamente de carne. 0 ]ivro 714c Scí.c#cc

3íifz¥sÍ,:e„gLAn,çiê,ne:i.dsafai::íl;Çeãi:];.uÍ|iípdi:oditee,xa':vboíicc:;:cgneuáriã::
Considerável número de cstudos em nutrição têm demonstrado a adequação

:ous:nLcei:nFoí:g="aॱn=ffüepm-umeerÉ#:à:-.`::t-cgetarimap-aduL
ve|amEqxj:t:nTreen:st:b,£aédieenmi::c:s:ccg:::ràa.ncons;:àgr::ãs:sÁa:às:iãgn:::
de doenças do coração cntre homens adventistas do sétimo dja que praticam

rn:idr:gicTacma:idTac:tbasre=vaod-ia:;:::cf::rcí::oàff.=:gn:g,e:aasiã:idpêonrc:aen=o.rt:
cerca de uma década mais tarde. Isto pode ser corrclacionado com a ingestão
piais reduzida dc gorduras totais, de gorduras saturadas, dc colesterol e, talvez,
de açúc" rcfinado.

ciona£çl::adnoívneíi:elmdaeisf'g::àsprá:c::;c:,aerdoi,:tap::sÍ:teÊráaenna,,epaa:e::,:rtf::i:elna:
absorção de colesterol a nível dc trato intestinal. As fibras têm sjdo associadas,
em termos tentativos, com a decrcsccntc incidência de anormriidades do

ànotecs;i::.frosso, tais como pólipos, apendicitcs, hemorróid" e, talvcz, câncer

3. 0 nome de Nabucodonosor foi mencionado alguma vez em


registros antigos, exceto na Bíblia?
0 nome de Nabucodonosor acha-se mencionado em tantos milhares de
tabletes e tijolos usados em construções da época em que ele viveu, que
nem mcsmo foi feita alguma tentativa dc contar todas estas referências.
Seu nome aparcce igualmente cm muitos documentos comcrciajs, como

gieráeaí:sntde:tt:riígíi::bdr:v:;et:i:rtrosregistrosqueomcncíonammüs
Berosus (que vivcu aprorimadamente cntre 300 e 250 a.C.), saccrdo[e
no templo de Bcl em Babilônia, escreveu livros dc astronomia e astrologia,
bem como partes da história de Babilônia. No primeiro século da cra
cristã, o famoso historiador judeu, Flávio Josefo, mencionou trcchos dc
Berosus em seus escritos. A seguir, encontramos umas poucas scntenças.

:!=of*reaars«u!ejtoostg:|ovritáriacÊ:fiTraçbaàcaoít::voéssoàoeEcsçr=g.uêmis,bem
31
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel

Scu pai, Nabopolassar, tendo ouvjdo sobre a dcserção do sárrapa encar-


regado do Egi[o, Cele-Síria c Fenícia, e encon[rando-se éle próprio sem
condiçõcs dc cnfrcntar a fadiga de uma campanha, entregou par[e de scu exérci-
to a seu filho Nabucodonosor, es[ando este ainda na primavera da vida, e en-
viou-o contra o rcbcldc. Nabucodonosor enfrcntou e venccu cste úl[imo
durante iima decisiva ba[alha [em Carquêmis], recolocando assim o distri[o sob
a líderança de Babilônia. Enquanto sucediam esses fatos, seu pai Nabopolassar
ado€ceu c morrcu em Babilônia .... Sendo informado muito em breve da morte
dc seu pai, Nabucodonosor deixou à paite os assun[os do Egito e outras nações.
Os prisioneiros - judeus, fenícios, sírios e aque]es de mcionalidade egípcia -
foram entregues a alguns de seus amigos, com ordens para que fossem conduzi-
dos a Babilônía, junto com o grosso das tropas e o restan[e do despojo; enqiian-
to isso ele próprio, acompanhado de um pequeno grupo de soldados, cnfrentou
a marcha forçada através do deserto.4

Estas poucas línhas de um tablete cuneiforme -uma crônica babilônica


guardada no Museu Britâníco (8. M. 21946) -registra os mesmos eventos:

Nabucodonosor ,... o príncipc coroado, comandou (o exército babilôni-


co) e. . . marchou para Carquêmis, qiie sc encon[ra às margens do Eufrates, e
atravessou o rio (a fim de ir) conm o exército egípcio que se achava em
Çarquêmis .... Ele conseguiu derrotar cs[e exército .... Ao mesmo tempo
Nabucodonosor conquis[ou toda a área do país de Hatti [Síria -Palestina].
Durante vin[c e um anos Nabopolassar havia sido o rei de Babilônia. No oi[a-
vo dia do mês dc Ab (15 dc agosto do ano 605 a.C.) . . . ele morreu; no mês dc
Elul, Nabucodonosor rctornou a Babilônja e no primeiro dia do mês de Elul
[7 de setembro] ele se asscntou no trono rcal de Babilônia.5

REFERÊNCIAS:

1. 0. Neugcbauer, 7lúc &#cÍ Sfí.c#c# /.» An/j.q#/.?, 2d ed. (New York: Dover
Publications, Inc.,1969).
2. /4m, págs. 5,18-22.
3. Marian Arlin, 7lúc Scj.c## o/^Í#rrJ.ÍJ.o#, 2d ed. (Ncw York: Macmillan I'ublishing Co„
1977), pág. 96.
4. Josephus, Ágz#.#íJ ,4p/.o#,1:134-137. Texto e trad. dc H. St. J. Thackera.y. Ralph
Marcus, Louis H. Feldman, /oícpÁ#í.. WÍJ.Íú 4# £#g/J.JÁ 77jzüj47fj.o#., 9 vols., Locb Classical
Library (London: William Heinemann,1956-1965),1:216, 217.
5. D. J. Wiseman, C/Jro#r.f/cí o/Cú4#cÁz# Á'/.#gr (625-556 B.C.) ;n rhe British Museum
(London: Thc Trustecs of the Brí[ish Museum,1956), págs. 67-69.

32
Deus e o Futuro
do Mundo
lntrodução

M :ie::.,d:ei:oroi:T±u±c|±e±eàEffiEffi
m engenhoso arqueólogo, depois de analisar antigos ta-

.¥i±a£gb.aíÉ£ma4£±Lmk£Éjg.'Nãosabemos
se Nabucodonosor favorecia ou não semelhante costume em seu pajácjo;
se ele o fàzia, certamente não se achava nada inclinado a bcijos em certa
manhã, durante o segundo ano de seu reinado (prímavera de 603 à prima-
v¢ra de 602 a.C.). Ele acabara de ter um sonho impressionante. Tinha cer-
tcza de que o sonho significava algo muito importante.
0 pior é que ele não conseguia lembrar de ncnhum detalhc do sonho.
Tão logo se encontrava vcstido e cm condições de receber outras pes-
soas, o rei mandou reunir um grande grupo dc seus "±Qmens sábios". Trei-
nados e sustentados às expensas da corte, esses homens sábios prctendiam
estar em íntímo contato com os deuses. Possuíam um verdadeiro estoque
de in[erpretações para sonhos c outras espécies de agouros. Em resposta à
convocação de Nabucodonosor, cles se postaram reveren[emente nas silen-
ciosas câmaras reais, e se inclinaram até o solo diante do monarca.
Entretanto, quando eles pediram ao rei que lhes contasse o sonho, de modo
que pudessem saber qual seria a sua interpretação adequada, acabaram atingin-
do o cenffo nervoso da questão. Nabucodonosor explodiu. Se eles não fossem
capazes-de contar-lheuo sonho, supôs o rci, não seriam igualmente capazes de
prover-lhe+ima interpretaçãQ.cometa.Assim, não. ritubeoudiante daseus sá-
bios. Quando eles insistiram em que somente "os deues.-
o, ele os entregou, ira-
damente, aos cuidados de Arioque, seu chefe da guajda, com ordens de execu-
tá-los. Outros déspotas daqueles dias provavelmente teriam fei[o o mesmo.
33
l/ma Nova Era Segundo as Profecías de Daniet
Daniel era um dos homens sábios, mas não se achava presente àquela
reunjão. Quando tomou conhecimento da ameaça que sobre ele pairava,
dirigiu-se diretamente ao rej e pediu a este que não tivesse tanta pressa na
execução da sentença contra os sábios. Nabucodonosor desejava efetiva-
mente conhecer o significado do sonho. Impressionado com a coragem da-

sqeu=:e:fa:g:o?iedj;;:TEat:e:n:sg.eí:a:::ip#d;:voeDi:à:tc:?i::uuspeoí:do=qajerehTvl|:

àaáocnatoer:'.Dtuésmeàists:|S::|r,'.u:a'nic#fflsqán::Ticeó.lroe:y::càit.:iff;t':
Arioque para que este suspendesse a ordem de cxecução e çntão, acompa-
nhado de Arioque, correu em direção ao palácio real.
Em presença do rei, Arioque atribuiu a si mesmo a totalidade do méri-
to de haver encontrado a Daniel. Entretanto, o jovcm nenhum mérito re-
clamou para si próprio.L"Há um Deus nos_ Céus. o c_iual revela os mistéL-
±ig;s", dissc ele modestamente, e Ele "fe_z___saber__ao rei NabucQdonosp_r o_
que há de ser nos últimos dias."
Danicl cc>ntou a Nabucodõrio{
Q±d#.
exatamente o que este contemplara no

#-uoi|:-Í:pm*shtaóyaDn::|Pe|%::-;:-:C:àn|tÊrâ.:-cgs;oa:e:-#eh:stiárt,earpá:tuarça:o:
este resumo é d.e-ê-árátei .úniéó~ Éo.r.súãTsiifiFriéidãdê: O-Sonho do rei não
era um sonho comum. Deus - o Deus verdadciro, o Deus dos Céus `;ç±=ia
não é com a carne" - havia enviado ao rei a informação FfõEr
ao monarca, bem como a todos nós.
Nabucodonosor ficou cncantado. Sentiu-se também profimdamente
imprcssionado com o poder do Deus a quem Daniel adorava. DÍsse ele a

P:n£c"fi=Ê=::::±é=:::gÊ:É::á,dpg_±_d|cüu=ce±?±ri:_:"doEÉ
m seu entusiasmo reverente, em a um tanto pagão, o rei
iÊenou que a Daniel fossem oferecidos sacrifícios e incenso, pois para elc
o jovem era um representante vivo do Deus do Céu. Imedia[amcnte pro-
moveu a Daniel como governador de toda a província de Babilônia, con-
cedendo-lhe ainda o cargo de sup€rvisor de todos os demais homens sá-
bios. E quando Daniel pediu ao rei em favor de seus três companhejros,

:saà:::gd:oonni:;:::sp:í:Ê::ie::Da:S:|q;,ieíofiil:áa:=:it:gesr:ai:anÉ=o:aíE|i:
j±±+JibL2EdÊiedç Deus. É fácil co-m reéndê]al i5Tmesma forEra
q±±çgpririiro£apÉLul.o,.sL±±à-ÉEɱnsda rüé-nFgbaof-
ri de~umadri Ê mL4bgrjʱae~msEaBÉblia,q±Lma sÉPÉaia.rmois
ɱÊg2gioico±nÊn±áriosperrinentes.

34
"`,' .i.I

A Mensagem de
DanieT 2
1. Deus Conhece e Revela o Futuro

uma recente manhã de domingo, o Serviço Nacioml

/\1 Me[eorologia previu que havcria apenas vinte por cento


chance de ocorrer chuva na região em que vivo. Na mesma
manhá, para surpresa de todos, porém, não menos que dez

go de apenas 45 :eínntí:oes:r:u¢:ncdhou::;:°r-:asmd;dneo¥¥aat€:ísri:.aóes8£:t::r[o°]::
gistas são freqüentemente muito úteis. Quando chegam a cometer enganos
graves como este - a despeito de todo o seu sofisticado equipamento e do
treinamento científico que recebem - eles nos ajudam a mantermos em
mente o quanto somos incapazes quando o assunto é a predição do fiituo.
Nenhum de nós é capaz de saber o que ocorrerá conosco, desde o pre-
sente momento até a hora em que formos dormir. Acidentes, visitas ines-
peradas, boas e más notícias, tudo isso pode alterar nossos planos de'um
momento para o oucro. Mas a mensagem c£p±±±Ldo ÇapítulQ__2 é_q_u_e Deus__
conhece tudo sobre o futuro e nos revela a uiio auc aevemos s
mcnte, a previsao e acontecimentos que
Nabucodonosor, estende-se até os nossos dias. +

çej:N¥dB::sànrpT:_n§Ué±H_hsriá:d:±¥+:ÉÊ=Í::Í£:,s#:±=ͱg;a;;;;a±£Lo
Na antiguidade as pessoas desenvolviam a adoração p5úbl-ica ajoelhãhdo-
se aos pés das imagens de seus deuses. Algumas dessas imagens eram mui-
to grandes. Tàlvez tenha sido por essas duas razões que Dcus decidiu reve-
lar os eventos vindouros ao rei pagáo, utilizando a figura de um imensa e
dcslumbrante estátua.
Essa estátua particular era única no sentido de achar-se composta de
quatro seções (cabeça, pei[o c braços, ventre e coxas, pernas) que corres-
pondiam a quatro metais diferentes (ouro, prata, bronz,e e f€rro), aJém de
uma quinta seçáo (pés e dedos) constituída por uma estranha mistura de
ferro e barro.

¥:3:t:rt:':gfíons:iâ:aEáaoe::eá:::aa;::b.[r:Í;tr:er,à;:`#
daços infinitesimais. A pedra expandiu-se, então, até cobrir toda a super-
fície terrestre, e persistiu para sempre.
35
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
A interpretação dada por Deus a Daniel foi de que as qua[ro divisões
mctálicas da cstátua representavam qua[ro rfz.m fz£cé'í£/fz/g_f, ou imi)érios,
ue OCu randc dcsta( ue na história universal Lv_e,ia as _pá-`
inas 111 e 112) A cabeça de ouro consti[uía um símbolo do pi-óprio Na-

prosseguiii
-,,

gu_tro reinQ ; assim, consta-


tamos que a ca e ouro simbolizava nãõ-apenas o rei Nabucodono-
sor, como também [odo o rcino de Babilônia. Nabucodonosor era o gê-
nio responsável pelo sucesso do império. Após sua mor[e, ocorricla cm
562 a.C., o lmpério Babilônico entrou rapidamen[e em colapso. Média e
Pérsia, potências inferiores ao império babilônico durante o período de
vida de Nabucodonosor, uniram-se uma à ou[ra e juntaram-s€ depois à
Lídia, por obra de Ciro, ia. 0 novo império assim formado
conquis[ou Babilônia e 3_9 a.C_
0 lmpério Medo-Persa prosseguiu durante algum tempo expandindo-se

FINLANDESES

ESLAVOS
NÔMADES DAS ESTEPES

SARMACIANOS
Gr

IMPÉRIO HAN

L-*:KUSH.AN't

ESTADOS

ripÉRios DA EUF]opA
E ÁSIA DURANTE 0 OCEANO
"QUARTO REINO" IND'CO

)[ado de Béla I'etheõ, artis[a. em \Vjlli:nn H. MCNcill, 77m #;.íc o/Í/" tyfjí ÍO Surgimeruo do Ociilcnte|, pág. 317.

Roma es[endia-se pcla área cm que, no i)rime;ro século. jivia a m.iioi p.`r[c das pcssoas que liam a Bí-
blía c criam cm Dcus. T€ria sido si-m di'ivi(h mcxi)rc.ssi\'o e irri.lc\'an[e quc Deus houvcssc concc.di(lo
uma grandc profecja a ri.spci[o do lmpério "Kuslian" ou Han, on(lc m~io vivimi adomdorcs do Deus vcr-
dadciro.

Similarmen(e, qumdo Babilônia, Pc:rsia i- Grécia sl. encon[rivaiii nos resi)i.ctivos apogeus, não rei)i.e-
sentavam os únicos impérios do miii`du. niÀs cum dquclcs em qiie viviÀ im ni'iinero significa[ivo de
seguidores do Deus vivo.

Assim, podemos concluir o seguintc: aLs proíccias bi'blicas que cnvolvem naç`ões tendem a [ratar daque-
las partcs do mundo em quc vi`'.em as pcssoas quc, por in[ermédio dc seu conhecimcnto da Bíblia e
dc siLa fé cm Deus, podem ob[cr o mdior benefício possível das profccias conieddds.

36
Daniel £
em riqueza, poder e extensão (ao inco as, à semelhança de
Babilônia, também entrou em declír 31 a.C. le foi sobrepujado
por AJexandre o Grande fiindador do lmpério Greco-Macedônico. Após
a morte e exan re os seus domi`nios foram divididos cm vários reinos
greco-hclenísticos. Enquanto isto Roma se desenvolvia no Ocidente, c a seu
ipo começou a influenciar os reinos helem'sticos. Por volta de
oma dominava a região do Mediterrâneo, assumindo a posição
de quarto império da estátua profética.
Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma -a lista de impérios é simples e
pode ser mcmorizada em um momento. Qualquer bom livro de História
copfiimará. a+éÊqüência. Tçpho diantc de mim o conhecido livro-texto de
História, de autoria de Stewart C. Easton: TZ7€.8l€Z:£±;ZzgLÇ of`f4^€.4.%Z:CLZZLf
1%r#2 [A Herança do .Mundo Antigo]. ~0 índíce do livro aparccc assim:
"Os Caldeus e Nova Babilônia", "0 Grande lmpério Persa", "A Civiliza-

Ção Grega" e "A Fundação do lmpério Romano."


Os imDérios abrangidos Delà estátua histórica são fliia[rcL e não cinco ou
sei;.Tcrimpéiro Romãrio naTõlaLÉíiüro~ú-diã+ítã dc um duirito império mo-
nolí[ico` Sua deterioração ocorrcu ao longo de um extenso período, e ele
foi sendo abocanhado aos poucos pelas numerosas coalisões tribais que
possuíamsuficientcambiçãocomoparaapropriarsedeumaporção.`FLErLEa±
E' Jfia, Alemanha Ê as dÊmaisj2açãeLs d.a Eu_r.9pg C_QflÊP:

¥i[à#éa:e::;¥Leiíã:Êé:Êeãf:#ãÊg,
e vlste do. ferro m£s_t_uiado mlstur
mLS9lan£¢ .±±±±=ɱ±9 mas àã~o`~õã-ri arão um ao

ecla específica. Ela deve ser ent€ndida €m seus próprios termos.


Ela não está se referindo, até esse ponto, a todas as partes habi[áveis do glo-
bo, mas especificamente a Babilônia e seus sucessores. Ela efetivamente não
está dizendo que nenhum grupo de nações, até o fim dos tempos, seria ca-
paz de unir-se com vistas a uma determinada ação comum. A profecia re-
fere-se a ";Ê[ʧ", isto é, às nações divididas que substituíram o lmpério Ro-
mano. ESEãrnunca mais s€ uniriam politicamente sob um império únjco.
0 lmpério Britânico, no auge de sua expansão, foi constituído por um
complexo grupo de nações vastamente espalhadas, mas ele não é o foco des-
sa profecia. Cidadãos individuais das nações da Europa têm estabelecido re-
lações surpreendentemente amistosas com os Estados Unidos da América,
mas este amá]gama de nacionalidades tampouco constitui o foco central da
profecia.Qs`.p2é5Çd£4gir;Êp±Ê§çp±±Lmrasriaç.õ_es`d.arpgtgÊLna`P±±±±Qpa=±gH=
mj# fo[t`€s, .fraças _Qutias` -quç_ Qp_e±arn Qp €€rf_itório~.d_o iHE±p£±:Q rgtp_a~p_Q_do
lgçidç~ptÊ+B=±Ê±=ã±±±±±sãÊ=±±±Êɱ=ÊÉ+±±±±±±=i=ãgJ2£±Í±i±e=ʱ±L
37
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
A despeito dessa profecia, várias tentativas - algumas delas bastante ho-
nestas e sábias - fórapi empreendidas no sentido de unir as nações do Ve-
lho Mundo. Daniel disse, por cxemplo, que elas se uniriam Ca-
£gmçQ±g:'. Durante muitos anos a realeza européia. tentou conscientemen-
te assegurar a paz permanente por intermédio de casamentos entre as fà-
mílias reais. Ao explodir a Primeira Guerra Mundial, quase todas as casas
govemantes da Europa achavam~se relacionadas cntre si. Ao explódir a Pri-
meira Guerra Mundial! As palavras `_`mas não se ligarão um ao outro" pro-
varam ser estupendamente v€rdadeiras.
A igrcja fez a sua parte. Durante séculos ele manteve o ideaJ da Europa

:eo|Tp:o:::deontoe"us:|cá:Is:bpéLrí5:Dm|m#„i#±e#dgàeel-,
qüentementê,
Tl ' '
e '`_as "Não
pressões
((\T- se1. clericais
~
criavam seus

própríos problemas.
Deus havia predito arão um ao
Muitos hom iciosos e ta entosos tentaram unir a Europa.
Carlos Magno tentou-o durante o oitavo século. _Carlos V empreen-
deu nova tentativa no décimo sexto, noFãÉã+ínonLo,en.
qu_anto o __Kʱ__er Gu_i_lhçLr.mç_± eHit er tcntaram a façanha em plcno
século e pessoas que vivem ainda hoje, lembram-se da
penetrante voz de Hitler, que se manifestava. em arengas aparentemen-
te intermináveis, enquanto apregoava o ideal nazista: "Alemanha aci-
ma de todos [Deutschland über alles]." Mas as seis pequenas palavras
_ "não se lig±rão__um__aQ o_F_±±±Q" manifestaram-sc mais verdadeiras que o
ideal do nazismo.

ver%|.pdráxÉgúoá,íTupeérsieorár::râ:agduoraà:Ereç:esifó::ioD,ae:::sl:é:,rsátoonr:i:;._:!n_J
nidadc de Sua gloriosa segunda vinda. "Nos dias destes reis, o Deus do
Céu suscitará um reino que não será jamais destruído; e§te reino não
passará a outro povo: esmiuçará e consumirá
" Daniel 2:44. todos estes reinos, mas ele
mesmo subsistirá para sempre.
"As coisas. . . reveladas nos
nossos filhos."
pertencem a nos e a nossos filhos._'LJ2±-
ronômio 2 Eu estava com catorze anos quand o Hitler violou o Cor-
osso ainda hoje ver minha fami'lia, reunida em torno do
aparelho de rádio, enquanto escutava a declaração de guerra da Grã-Bre-
tanha. As ondas curtas vinham sucessivamen[e em tom alto e claro, de-
pois em tom baixo e pouco audível. 0 futuro se apresentava escuro, mas
emuaí`sá,ha:á`€afip|:;cnrdj:r:aÊÊ:::iÊdo:sqaubei:foosTecpcer|toeszaAJqi:ào?,a';uceerd;osos:

pela segunda vinda de Cristo.


D.epois de Dunquerque e a queda da França, alguns estudiosos das pro-
fecias aconselharam meu pai, Arthur S. Maxwell -editor da revista SzÉ7zJ
o/ÁÁf rz.z#.€£. [Sinais dgs Tcmp,o.sL. a`,p_ãg prossegui£ e.sçrç.yçp,d~Q.cditoriais
38
Daniel 2
acerca da futura derrota de Hitler. "De que modo podercmos saber se a
profecia de Daniel 2 é aplicável a esse caso?" perguntavam esses estudiosos.
A resposta de meu pai foi dedicar o exemplar de 2 de julho de 1940 à in-
terpretação de Daniel 2, bem como convidar seus leitores a que guardas-
scm os exemplares da revista!
"Esta é a única profecia bíblica", escreveu ele alegrementi "à qual as p

lavras :cÊito' eJÊÊi' se acham siriultaneamente vinculadas Daniel 2:4


Se outras razões não existissem, bastariam esses dois selos a
pudéssemos confiar dc modo absoluto. Ela não pode falhar."
Meu pài costumava me contar que quando €le tinha catorze anos de
idade, na lnglaterra, foi o sermão de um evangelista a respeito de Daniel 2
que pela primeira vez atraiu a atenção de sua mãe viúva para o é5Íriõ-da
Bíblia. Entrctanto, ele próprio não sentiu semelhante atração. Mais de
urpa yezj=1e_se enccrLou.np banheiro do piso superior de casa, a fim de es-
capar,dasv.isitas.qu,ço`.çy.ar}gçlista.faziTa.a~o.`s.euJ.ar.J2ali.ÇJeʧçÊPLuliap.ar.aLj!
liberdade, -valendo-se dos encanamentç)s. externos para isso. ~ _ ~ _._
Ele entregou o coração a Jesus com a idade de dezesseis.anos,.ccr`Ça_dç.
dois anos ant€s que estourasse a Primeira Guerra Mundial. Durante aque-

|cn:::rív:àicnodnofl;;or;:lec.oÍs:=so,:,:aíÊisÊranÊeiil2±eímc:nlf|af:aradnetemqe:a;ra:
na indestrutibilidade da profecia foi confirmada.
Sua fé se achava em perfeita forma quando ch€gou a vez de Adolf Hitler.
Essa profecia de Daniel constitui uma lição introdutória. Ela nos pre-
para para as predições ainda muito mais estupendas que virão depois. En-
quanto observamos seu cumprimento nos assuntos internacionais ao lon-
go dos séculos, nossa mente deve se abrir para compreender outras profe-.
cias ainda mais notáveis de Daniel e do Apocalipse, as quais apres€ntam
acontecimentos muito impórtantes na igreja cristã; e assim nos prcpara-
mos para aceitar também um outro grupo de predições acerca das coisas
maravilhosas que Jesus cstá realizando em nosso favor neste exato mo-
mento. Este arranjo das profecias em ordem -do simples para o comple-
xo, e do geral para o particular -constitui mais uma evidência de quan-
to Deus Se interessa por nós.
Melhor ainda, a presença dessas profecias e seu notável cumprimento
constituem preciosa prova de que "há um Deus nos Céus". (Daniel 2:28),

tgeaɱ:::sff4amÉÍÊsá£:Ê::::::.Ée=gísLa!:!±La££S!á±P±g£dÊiüQsg
11. 0 Amor de Deus Pelos Astrólogos

É muito confortante saber que a primeira mcdida de Daniel, depois de


seu cultoi matutino, foi procurar Arioque, encarregado da execução dos ho-
39
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
ens sábios,.c tomar providências para a segurança dcs[cs. Na qualidade
de alúhó `"cristão" num colégio "público", Danicl presumivelmcnte havia
sofrido' a sua parccla de escárnio, mas não cncontramos no registro qual-
quer
"Dcusindicação de amargura,
dá aos pccadores nenhuma
a puníção cvidência
que eles de um
merecem", vcredicto
o que poderiadoservir
tipo

para, reequilibrar o orgulho próprio fcrido. Daniel era tão bondoso quan-
todcterminado.Aspessoasdiziamquehavianele".um____±Êpͱito<çxc€l_çnfe".
2ffi[,an]e[terí„stadocmmásímaçãoseDeusnãomehou.
vessc conccdido sabedoria. Ao cxplicar a Daniel aquilo que Nabucodo-
nosor queria saber, Deus salvou não apenas a vida dc Daniel, como
também~ a dc todos os demais homcns sábios. Gosto de pensar quc
Deus amava os homens sábios. Quando em ccrta cúasião, à meia-noí-
te, Deus libertou o apóstolo Paulo da prisão, E|ç jÉÉÊimujg±±almep±Le a
UÉ949S UQS 9±±±£9LS PririQnÊiÊS Atos 16:2 Jia ± €jEJm-Sal-
L¥Qu a~P±o de mnaufrági_o;
-------- JDm napÁçtnlQ ?_±S OS

±ç__n_avegayLÊLm_ÍomLde. Ato,ç 27:21 a 25 Dcus am os pecadores, as-


sim como ama os.san[os! i

a.hT:íemm:#|=e::ep:::asdt:.mAeL+|c#isoi:,uaDá¥ekü;u:ofis=qá:iilt:á:
Nabucodonosor, revelou a plena bancarrota de sua profissão.
i Uma das razões que fazem com que essa informação seja importante
para nós é o fato de que a astrologia3 está experimentando um notável res-
surgimento nas nações do Ocidente, em nossos día.s. Horóscopos e outras
instrumentalidades asuológicas são oferecidos em revistas populares e em
centenas de jorna.is, expostos nas bancas estabelecidas em toda partc. Foi
calculado que nos últimos anos da década de 1970 havia nos Estados Uhi-
dos ccrca de 10 mil astrólogos dc tempo intcgral, e cerca de 175.000 de
tcmpo parcial. Isto é muito mais do que os 40 mil ministros ordenados da

Ê!:iâ:tiseüddáJàdNqa:eu::iro::o:oüraammeí,Lihd:ncoo:;:aÉoep,roodt:s|'=t:eTu:
homcns sábios hoje, certamente superlotaria seu palácio.

ffise:if;or:à:jeo:!Íi:PÍ¥:it:re¥e:ngo:::d::a:.:ieedfq:uiio:o;E::
•#u;:í=í=-=ieos:::,:tbTírí:o:i:as:ó:,ç:::LVÊ!-f=Tst-=:b¥rea,:â:
cumbênciadedescobriravontadcdos-d-eu_ses,`algóáüesem-so_m-'5Iàtedú-
vida parecía importantc. Os "çnçÊn±adg=Lres" (Danicl 2:2) recebiam treina-
mcnto para manter contentes os deuses. Qs "EEgLs" e "feiticeiros= (Da-
nidJ2i2) tentavam proteger as pessoas mediante o afastamen[o dos demô-
nios. Os.Íía,stré±QgéLs" (Daniel 2:27) interpretavam agouros e prediziam o
40
Daniel 2
fiituro.4 0s "caldeus" (Danicl 2:2) ofereciam ampla variedade de scrviços
e em conjunto constituíam o grupo émico que governava sobre Babilônia.5
(Babilônia muitas vezes çra mencionada como a tcrra dos caldeus. V€jê]g=
remias 25: 12.)
--©6Tarpo de homcns sábios via-se a si mesmo como constituído
de erudi[os e cientistas. Eles acreditavam que os eventos que ocorrcm na
vida das pessoas, até mesmo os eventos triviais, são controlados momento
a momento por forças naturais. Se a Natureza pudesse ser adequadamen-
tc compreendida, diziam eles, as pcssoas seriam capazes de explicar ffacas-

::S:rffi;]:iadd°vS;sCU::itconie::j:fvde:.Prffentüeassegurffosucffsofi"uro.Es-
Tendo cm vjsca a compreensão da Natureza, os homens sábios efetuavam
milharesdcobservações.El±das_9yç:
=-`i_i:=:;:::_-ii-T:;:-t-i-:::-_.=_.::.-:,-:-i:`.-:::-
nuvens ao Dôr-do-sol e as cores do alvoreçq Os sonhos recebiam alto peso,
como comunicações diretas dos dcuses com os seres humanos. Eles consi-
deravam os corpos cclestes como objetos de investigação muíto especial. Os
milhares de observações que fàziam eram trabalhosamente anotadas em
centenas e centenas dc tabletes de barro, cuja compreensão requeria`vários
anos de estudo especializado e constante, contínua pesquisa.
Podemos entender, assim, que esses homens sábíos pretendiam ser cien-
tistas. Pelo menos seus cálculos e observações astronômicas mcrecem nos-
so respeito. Entretanto, tendo em vista que não pode haver uma relação
causal entre -por exemplo -os lobos hepá[icos de uma ovelha e o siices-
so de uma campanha mil;tar, ou entre o modo em que voa um pássaro c
o resul[ado de um emprccndimento comercial, a sua cíência, apcsar de
toda a sofisticação em que se achava envolvida, a maior parte das vezes,
não passava de superstição.
A moderna±§±rQ±ggia ern mda é mclhoL_.Ela±ambém se. baseia.pa_§!±pg§i-
cão de que os £±±çnços q,ue çç .acham_ à ng§sa±p!±aj=gp[rQlam nosso dçstipQ±=A
despeito de toda a sua aparcnte scriedade e sofisticaçáo, cla não passa de su-
pcrstição. Não pode haver ncnhuma relaçáo efetiva entre a f€ricidade fiitura
de um casamento que se tem em vista, e a locaJizaçáo de um grupo seleto de
constelações por' ocasião do aniversário do noivo. Os modernos horóscopos
dc forma ajguma provêcm orientação mais segura do que uma gom de óleo
que se cspalhava na superflcie da água, eh [empos antigos.
Sob certos aspectos, na vcrdade a moderna astrologia é ainda menos
"científica" que a. dos tempos antigos. Os astrólogos modcrnos baseiam

suas predições sobrc a localização das constelações do zodíaco, não segun-


do as posições que es[as ocupam na atualidade, e sim sobre a forma como
aparcciam nos dias de Cláudio Ptolomeu, astrônomo do segundo século!
41
Uma Nova Era Scgundo as Profecías de Daniel
Como resultado da "precessão dos equinócios" desde o segundo século, as
pessoas quc os astrólogos dizem haver nascido sob o signo de Libra, por
exemplo, na verdade nasceram sob o signo de Virgem. Portanto, os mo-
dernos astrólogos pretendem poder regular nossa vida por meio das cons-
telações de acordo com as posições em que elas ##.4m crâcZo se nós hou-
véssemos nascido há cerca de dezessete séculos!6 A despeito de sua detalha-
da terminologia científica, a moderna astrologia não está baseada em bons
estudos de astronomia.

ci#csieo=*.::tÉ,esauc:r!:e£çmõeasans::.yoê:a,seÁ:í::pii:*,£:1s:.w.,sdsê.::
nos sob os quais nascem os soldados, mas um estudo exaustivo de 154.000
fiizileiros navais norte-americanos demonstrou que as pessoas nascidas sob
Áries e Escorpião de for`ma alguma demonstram ser mais vocacionadas mi-
litarmente do que os assim chamados "amantes da paz„ àue nascem sob o
signo de Libra. Ainda de acordo com a astrologia, são os librianos os mais
vocacionados a se tornarem músicos e poetas, mas um estudo de cerca de

planetas. Assim, é muito importantc que os pais comecem bastante cedo a


tarefa de evitar que seus filhos venham a tornar-se supersticiosos.
Não dçvcríamos, porém, apenas dizer a nossos filhos que a astrologia é su-
perstição, 'despertando assim a sua curiosidade. Melhor será quc lhes contemos
a história a respeito de Deus € os homens sábios, encontrada emípgpiÊ!i
Ajude seus filhos na memorização do §a.lmo 31:14 e 15: "Tu és o meu
Deus. Nas rzf4f mãos estão os meus dias."
Diga-lhes que os cristãos não são vitimados por temores supersticiosos.
Em lugar destes, eles cantam com Davi: "0 Senhor é a minha luz e a mi-
nha salvação; de quem terei medo? 0 Senhor é a fortaleza da minha vida;
aq#eo:at:Tdea:esí:"s¥ã];smãoseconstituiemfantochemmãosda

Natureza, mas encontra-se segura nas mãos do Deus que criou a Nature-

mão."-
za. Disse Jesus: "Ninguém as arrebatará [as Minhas ovelhas] da Minha

Provave mente eram honestos os homcns sábíos dos dias de Danicl, e


indubitavelmente bem treinados; mesmo a,ssim, teria sido uma tolice con-
fiar na espécie de ciência que eles desenvolviam. Isaías cscreveu com notá-
veis pitadas de humor:
* A força de atração do So] e da Lua faz com que os pólos se cncurveni levemente, com o resulta-

do dc quc o Sol parece estar-sc movendo vagaíosamente em direçáo ao ocjdente, quando comparado
corn as constclaçõcs.

42
Daniel 2
Levantem-se, pois, agora os que dissecam os céus .'-
e fi[am os astros,
os que em cada lua nova te predizem
o que há de vir sobre ti.
Eis quc [eles próprios] serão como restolho,
o fogo os queimará;
não poderão livrar-se do poder das chamas. =k_ai'as 47: 1_3 e_1_4._ _

Os astrólogos babilônícos cer[amente foram incapazes de salvar-se a si


mesmos da ardente ira de Nabucodonosor. Dcus os salvou por intermédio
de Daníel. 0 Senhor assim procedeu em virtude de amá-los e desejar ver
uma mudança em sua vida.
Ele também os livrou porque nos ama a nós. Deseja que fàçamos repou-
sar a nossa confiança, não nas fàlsas predições d€ astrólogos, mas em Suas
profecias divinas, encontradas em Daniel e Apocalipse.

111. Preparo Para o Reino de Deus

Antes de deixarmos o segundo capítulo de Daniel, examinemos uma vez


mais alguns aspectos intrínsecos da visão. Ela promete que Deus írá um dia
dcstruir as nações e estabelecer em lugar destas o Seu próprio reino. Esta
promessa possui um profimdo apelo. Qualquer pessoa deseja pertencer a
mi reino de luz, amor, felicidade. Ao mesmo tempo, evidentemente, njn-
guém deseja fazer parte de uma nação que será destruída. A questão rela-
cionada com o preparo para o reino de Deus mercce cuidadosa atenção.

.m|:mp,rimírfoo.'=¥i:-oar:=,pqó:ee:=:::mqáeai`#:ç::á:±;Íií
(Qaniel 2:35 e 44)?
i ia eixa inequivocamente claro que a pedra é Cji§±g|s§±±ç. AS §a-
gias-E-s-s-e referem fre jite iç£isto (£ a Qeus Pai)çgp;o
É É9çhç!4Éa. E por excmplo, onde existe a men-
Ção a uma outra;jLocha sim tl8O Testamento, lemos que "a pe-
àra era Cristo".ÍÍ- àla de Cristo como sendo uma variedadc es-
pecial de pedra, a preciosa pedra angular". É claro
ses si'mbolos utilizados pelo Antigo Testamento. E
Ele disse a Seu próprio respeito: "A pedra q ue os construtores rcjeitaram,
esta veio a ser a principal pedra, angular." Aqui Ele Se refere a Si próprio
como scndo a pedra angular de lsaías. E prossegue: "Todo o que caír so-
bre esta pedra, ficará em pedaços [ou seja, converter-se-á]; e aquele sobre
quem ela cair, ficará reduzido a pó." A pedra que reduz a pó é a pedra so-
bremturaJ de Daniel.
ABgçhaE!s±naà±±g±±an£gtinão„ a. estátua..=__é o mais_.=ipipresçiQnan.çç
43
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
si'mbolo do sonho de Nabucodo_nQSQr. Ela representa a Jesus Cristo. Mas
• , 1\ , , 1 r
egará a ocasião em que Crisro ferirá
e. de barro"`-destruirá a está[ua`e estabelecerá o S==--noço--reirió.>-Al-guhsco--
mentaristãs dizcm que Ele já realizou tudo isto! Dizem que Ele estabeleccu
o Seu reino há cerca de dezenove séculos, quando vivcu pessoalmentc na
Terra., Será, entretanto, que naquela ocasião Jesus reduziu as nações a pó e
Á#i:%¥n:a?õ:É4eíx:s:;í!;Fu:roàgi:cã:a:t::;Fr!:ra::â:o!T:fol;

persistcm até hoje. Elas ainda não foram reduzidas a pó, nem chegaram ao
fim, embora crciamos que isso deverá ocorrer em breve.
Se dcsejarmos entcnder corretamente a visão, devemos relembrar que a
pedra sobrenamral não feriu a estátua em sua cabcça de ouro (Babilôria),
ou cm seu peito dc prata (Pérsia), tampouco em seu ventre e coxas de bron-
ze (Grécia), ou mesmo nas pernas de ferro (Roma). A Bíblia diz que ela fe-

à.:ê;:tj:£:]:sft¥Í:±#±:àà::;=:ãíÉ%fíí=t=Í_u¥#É¥:]u£:#em
A errônea idéia de que Cristo feriu a está[ua por ocasião é Sua primei-
ra vinda, baseia-se num mal-entendido. A fim de evitar que se cometa este
engano, torna-se útil perceber que Jesus fàlou a respeito de Seu reino como
vindo em duas fases diferentes. F,±g±Ê_rd£st_>a£ _fas._ç_sLj Çon_heci_da em nossos
dias como Nesse reino, Cristo é um rei gracioso que
]os e os sus[enta no propósito de vivcrem
nova vida cheia de felicidade. A outra fase é conhecida como o "reino da

#„iínd;ieer:::om:::nJdff;:g:ovsepr:r%áaâ:::|JeTsá:illterd,m-o
Quando Jcsus iniciou Seu ministério de prcgação há quase dois mil
anos, a mensagem básica era: ":;4±±çpendci-vos, porque está próximo o rei-
no dos _C_é_us." ívcia Mateus 4:17; 10:7.) Seus ouvintes interpretaram pre-
cipitadamente aTi¥FrE5gãõTfrirriõ--=dõã-Céus" como significando "reino. da
glória". Eles desejavam crer que chegara o tempo em que Deus derrota[ia
seLis inimigos e transformaria Jerusalém - e não inais Roma - em capital
do mundo. Dcpois que Cristo alimcntou uma grande multidão com o lan-
che de um garotinho, alguns dos judeus quiseram compeli-Lo a Se fazer

:,à=cT?creciredt?r:,Lp-:empiiirtaffu#ÉÊa=f:i##g:srí:despetiucal-
Apesar dcssa reprovação, ao Jesus rcalizar a en[rada triunffl cm Jerusa-
lém, montado sobrc um jumentinho, alguns anos mais tarde, muitos den-
tre o povo repetiram o mesmo equívoco. Eles recordaram a profecia deza-
carias 9:9 - "Eis aí te vem o teu rei ,... humilde, montado em jumento",
ê eresUTeceber.ari entusiasticamente, como se Ele fosse um triunfarite rci
terrestrc. S. Luéas 19:29 a 40.
44
Daniel £

Quamo engano cometeram! Jesus tentara repetidamente explicar-lhcs


que o reino que Ele estava estabelecendo naquela ocasião, não era o rcino
da glórja, e sim o reino da graça. "Não vem o reino de Deus com visívcl
aparência", disse Ele. Ou: "0 reíno de Deus não vem acompanhado por
sinais visíveis." (0 Noz/o 7Z:ffzzmc#fo Vz.w),Éí±0. Por outro lado,
Jesus disse que o reíno dos Céus é semelhante ao ermento que a mulher
lança em meio à farinha de pão, ou como a semente que o fazendciro lan-
ça a terra. S. Mateus 13:1 3; S. Marcos 4:26 a 29. Seu crescimento é quie-
to e paclrlco.
Quando alguém Lhe pcrguntou quem seria o maior em Seu reino, Je-
sus não indicou, como candidato à posição, um soldado armado ou um ta-
1entoso político, mas as crianças que escutavam atentairiente as Suas histó-
rias. Ele disse que todos os habitantes do reino deveriam fazer-se semelhan-
tes às crianças. S. Ma[eus 18:1 a 4. Não median[e infantilidades, mas mc-
diante a inocência e umi .ã e tão carac[erísticas das crianças.
Quando JesLis csteve na Terra, fàlou preponderantemente a respeito do
reino da graça. Mas Ele az77£6é77z falou ac€rca do /ffm reino da glória pre-

S[íàodaFopropeaxnet±pTo:dr:.r::t::eúTt:mff;tàbee,,aeg]reápar::::er::r«à:sut:£¥aned:
diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em qué'`o hej de
beber, novo, convosco no reino d€ Meu Pai." S. Mateus 26:29. Ele tam-
bém debateu o Seu reiriTÔ±dãiiõíraT¥ãíriTITs discTp-riõs-, as§é-ntá-dos que se
achavam em uma colina, alguns dias antes da crucifixão: "Quando vier o
Fimo do homem", disse Jesus, "na Sua majestade e todos os anjos com Ele,
então Se assentará no .#io#o c2£¢ Sz/Ár EZÁíz:áÉz; e todas as naçõcs serão reunidas
em Sua presença, e El'e separará uns dos outros, como o pas[or separa dos
cabritos as ovelhas; e porá as ove]has à Sua direita, mas os cabritos à csquer-
da; então dirá o Rei aos que estiverem à Sua direita: `Vinde, benditos e

àloe::âiàoe.T,?rs:#a:eou:e2::3ÍÍÊÍÍ¥4?#€"f€íÁópfffp-dgdesdeafilndação
0 livro de Apocalipse também fàla a respeito do reino da glória e da se-
paração cnt:re bons e maus que acompanha esse reino. "Nele nunca jamais
pcnetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação c
mcntira, mas somente os inscritos no livro da vida do Cordeiro [isto é, de
"Quanto, porém, aos covardes [ou seja, pcs-
Cristo].
soas que sentem me fazer o que é correto], aos incrédulos, aos abo-
mináveis, aos assassinos, aos,impuros, aos fei[iceiros, aos idólatras e a todos
os mentirosos, a parte que lhes cabc será no lago de fogo e enxofre, a sa-
' ,, ^
ber,, a segunda morte.
E ex[remamente con pensar na ocasião em que Deus,repovoará
a Terra exclusivamente com pessoas honestas. Quando minha esposa sai
para algum passeio noturno, ou quando saímos em férias, quan[o deseja-
45
Uma Nova Era Segundo as Profeci.as de Daniel
mos poder crer que pelo menos as pessoas de nosso bairro são perfeitamcn-
te dignas de confiança. Imagine o que será um mundo inteiro, em qiie to-
das as pessoas serão perfeitamente dignas de confiança!
Infelizmente, parece que milhões de pessoas apreciam ser desonestas,
egoístas, adúlteras, até mesmo viol€ntas, sempre que lhes parece poder daí
advir alguma vantagem pessoal. Antes que Deus possa povoar nosso pla-
neta exclusivamente com pessoas de boa conduta moral, amáveis e hones-
tas, será necessário que desapareçam todas as pessoas imorais, inamistosas
e desonestas -ou desaparecerão porque foram transformadas, ou porqu€
sc.rão dcíxadas do lado de fora. De que outra forma poderia ser?
Esse é um assunto sérjo. A Bíblia diz claramente que todos os mentiro-
sos, por exemplo, serão deixados do lado de fora. Quão honestos somos
você e eu? E se aquele deverá ser um reino ideaJ, por certo todos os dita-
dores [ambém terão de desaparecer. Ambos, tanto os grandes ditadores
quanto os pequenos -aqueles que dominam ferreamente com sua própria
vontade pessoal as nações, e aqueles que estão s.empre xingando os mem-
bros de sua família. A Nova Terra não proveria nenhuma alegria às nossas
fam'lias, sc ali estivéssemos a irritá-las constantemente: "Vós, pais", diz
ELffioãà-oprr=oquía,sàã:oÉÉ¥aá"-.
Q J2£gEásɱg do .rLÊiELo +ga g±aça É Êj±±±±Lr e;s j2ÊçadQÉÊs ç± sjiu j2±spLaro
-o .reino
_ __ da
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JHmç-nt-Q_ _qie P±ÊSÊ4Ê. 9 r:ÊÉPLo da g!é±La é ç{Ê£É4ir
ÊÉ2Eg±± tia±SÍɱmaLr `PÊ!g rçÉÉ2g çlE g£aça
lToüzeiiüãalãtíEiÉ3TqíllFéá7ã5TemTiõlbíã_aTFád_raAngularseriamquebra-
dos em pedaços, Jesus flava a respeito do reino da g±açaLQueria dizer que
quando vamos a Ele, cabe-Lhe ajudar-nos a sentir tristeza face a nossos ca-
minhos egoístas, e a nos arrependermos, e a confessarmos nosso pecado, e
a sermos perdoados e transformados cm novas criaturas. Mas aqueles que
esperarem que a Pedra caia lá do alto sobre eles, por ocasião da segunda
vinda, s€rão reduzidos a pó. Serão excluídos do reino, pois des[ruiriam a
alegria de outros que se encontram no reino.

ÊflágíÊig±DLã±T¥Ê::±:i:+:ͱ±Ê!Ê:Éeíci*oÉ#É:
() 9±e houvefé-rir-antes deixado q±±e~o ÉÊi|o 4a gEÊ£a Sç estabelecesse em ÊÊLu
.Cj2Éo,através :F, riTi`,:,d_cDZi±Lo,eLs±a±ãLofj±a!ÉPÊÉ}±Ê-ap±Q:s?
: fajzLc`rp._a_r-

\.t~edLoriÉpdaüa.

46
Respostas às
Suas Perguntàs
1. Porvcntura os metais, em si mesmos, simbolizam al-
guma coisa?

lguns comentaristas bíblicos, ao escrcvercm acerca da


imagem dc Danicl 2, que é composta dc muitos elemen-

zA tos, observam que o ouro, a prata, o bronze e o ferro


acham-se arranjados cm ordem decrescente de valor mo-
netário e em ordem crescente de dureza fisica. A partir
dessa observação, tentam arranjar algum significado para ela. Alguns co-

:ae=t:ír:tb:|toasmdb*éTi=:Jeesc;ur::nmtdq:eo:iáeun:dpàronÊLdpaé:|:omí:ame:ááot.uase-
A Bíblia estabelcce que as várias seções mctálicas representam uma série
de reinos. Ela diz também que o segundo reino deveria ser "inferior" ao
primeiro. Diz ainda que o quàrto reino deveria ser "forte como o ferro", c
que, à semelhança.do ferro, "faria em pedaços e esmiuçaria". Acrescenta
que o ferro dos pés tcria "firmeza" e não sc misturaria com o barro. Da-
niel 2:39, 40, 41 e 43. Nada mais diz a Bíblia acerca do significado dos
metais, ou a respeito da durcza dos mesmos, ou de seus valores relativos.
Quanto às pernas, nenhum destaquc é dado ao fato de que eram duas.
Sempre que 7zóf estivermos avaliando os metais, devemos lembrar-nos
que, se o ouro é muito valioso para ornamentos, é o ferro muito valioso
para armamentos. E o que dizcr a respeito das c/#Ázf pernas? Bem, o que di-
ríamos dos dois olhos? Dos dez dedos? Das vinte e quatro costelas? Algum
signif"do especia] para o umbigo? Deveríamos considerá-los a todos
como símbolos, desenvolvendo depois extcnsas interprctações proféticas
para todos?
Acha-se envolvido aqui um princípio vital de interprctação profética.
Algumas vezes o contexto nos lcva a suprir significado a algum símbolo,
mesmo quando csse significado não é claramente expresso na Escritura.
Mesmo nesses casos devemos ser cautelosos. Mas quando a Bíblia nem
mesmo chega a mencionar o símbolo, devemos ser muito mais cautelosos,
pois podcríamos achar-nos na posição de estar ensinando coisas jamais
pretendidas por Dcus, e poderíamos, mesmo involuntariamente, estar cs-
crevendo a nossa própria Bíblia.
"As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus; porém as reve-
ladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para scmpre." Deuteronômio
29,29.
47
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
` . 2. Existe algum problema cronológico em Danicl 2: 1?
0 primciro verso de Daniel 2 diz que Nabucodonosor teve o seu sonho
miraculoso no "segundo ano" dc seu reinado. Essa data parece estar em
conflito com o r€latório dos acon[ecimentos narrados cm Daniel 1 :5 e 18,
ondc.é dito qiie os jovens hebrcus complc[aram rrér anos de es[udos an[es
quc o rei tivessc o sonho. Efctivamentc, logo depois de interpretar o sonho
do rei, Danicl foi promovido a chefe geral de todos os homcns sábios. Pa-
rece extremamente improvável que o seu exame escolar final (veja Daniel
1:18) viesse a ocorrer depois da grande promoção que recebeu!
Críticos eruditos da Bíblia têm desafiado a cronologia de Daniel 2, de-
nunciando-a como um erro clamoroso e lançando dúvidas sobre a valida-
de de todo o livro de Daniel e, em termos finais, dc toda a Bíblia. Melhor
teria sido se tivessem esperado um pouco.
Pesquisas cmpreendidas no século vin[e têm demonstrado quc a cro-
nologia bíblica é espantosamente fidedigna.8 Para que possamos reco-
nheccr cssa fidedignidade, entretanto, é necessário que compreendamos
algo sobre a forma como pensavam os escritores bíblicos. Assim como se
valiam de alfabctos diferentes, usavam roupas diferentes e falavam difc-
rentes idiomas -em relação àquilo que é normal para nós, hoje, em cada
um desses aspectos - assim também os escritores sagrados faziam a con-
tagcm do tempo de modo diferente. Três princípios esclarecem todas`as
nossas dificuldadcs`:
1. Anos marcados dc primavera a primavera, e anos marcados de outo-

Tgâeo,Tio:i:à,Nce.n::Toi:v:£=tciàoás:nie:sd,oes:3:saà:sbl:;::iTaoo.âinnooed:
judá iniciava o ano civil no oz/}o#o, mais ou mcnos à época em que as chu-
vas tcmporãs começavam a cobrir de verde o solo até entáo crestado pela
scca do verão. 0 rcino dc Babilônia, entrctanto, começava o ano na p#.-
m4#cMjz. Quando comparados com os nossos anos da atualidade, ou seja,

::o:àe`::';o:a,g.oi,cnoa:aíneeiroo-|::oe.'rf,p:sr::s:s.fzaã:nqti%uei|de:ds:.inf::;au=
temente iden[ificados por dois números, separados por barra. Por exem-
plo: 606/605, 605/604, etc.
2. Ano de ascensão (ao trono). Quando um rei morria, o "primeiro ano"
de Seu succssor não era contado a partir do dia imediatamente seguinte ao
da mor[e do antigo rei, e sim a partir do próximo dia de Ano Novo (na pri-
mavera ou no outóno, conformc fosse o caso). 0 período decorrido nesse
intervalo cra conhecido como o "início do reinado" ou "ano da ascensão",
e não recebia uma numeração m seqüência cronológica do reinado.
3. Forma "inclusiva" de contar o tempo. Embora possa parecer estranho,
praticamcnte todas as pessoas dos tempos bíblicos con[avam o tempo de
forma "inclusiva". Hoje normalmente contamos o intervalo de tempo en-
48
Danie' 2
tr€ o meio-dia de uma scgunda-feira e o meio dia da próxima segunda-fei-
ra, como sendo de sete dias. Nos tcmpos antígos, porém, as pessoas consi-
derariam este período como scndo de oito dias, pois .elas "incluiriam" toda
a prím€ira segunda-fcira e toda a. última scgunda-feira como sendo dias
completos, cmbora só uma porção desses dois dias realmente devesse ser
contada, de acordo com o nosso critério atual. Da mesma forma, os cven-
tos decorridos entre o quinto e o sétimo ano do reinado de alguém, rião se-
riam considerados como tendo ocorrido em dois anos - como o faríamos
hoje - e sim em três anos. Eles incluiriam todo o quinto e todo o sétimo
ano, embora só uma parte dos mesmos realmentc estivesse envolvida.
Incjdentalmente, é esta forma "inclusiva" de contagcm do tempo que
nos permite entender como pode a Bíblia dizer que Cristo permaneceu
"três dias" no sepulcro. Para os nossos padrões, o período teria sido de me-
nos de dois dias, mas não para nossos irmãos dos tempos bíblicos. Porções
da sexta-feira e do domingo foram envolvidas (em adição a todo o sába-
do); assim, na cxpressão da época, o período foi de "três dias". Se isso lhe
parece estranho, pense em quáo estranho teria parecído a eles a nossa po-
pular expressão, "fim~de-semana". Embora parcça incrível, o nosso "fim-
de-semana" envolve não apcnas a porção final de uma semana, como [am-
bém a porção inicial da semana seguinte! \.i
Apliquc csses três princípios às datas de Daniel, c todas as djficuldades de-
saparecerão. Antes de prosseguir, lembremos mais uma vez que a.C. significa
"antes de Cristo" e que A.D. significa "Anno Domini" - "no ano de nosso Se-
nhor", ou, simplesmente, "depois de Cristo". As sucessjvas datas "antes de
Cristo» tornam-se cada vez menores, e não maiores, uma vez que elas repre-
sen[am um evento cada vez mais próximo ao na,scimento de Jesus. 0 iiso de
a.C. c A.D. é a #oíj:4 forma de contar o tempo; em épocas antigas, gera]men-
te os acontecimentos eram marcados de acordo com o reinado dos vários reis.
Pois bem, o pai de Nabucodonosor horreu em 15 de agosto de 605

0S ``TFIÊS ANOS" DE ESTUDO DE DANIEL


Janeiro Agosto Janeiro Janeiro Janeiro Janeiro
606,605 15 605,604 604,603 603,602 602,601
] '

Primavera Primavera Pri mávera Pri mave ra Píi.ma Vera

Morte deNabopolassar
F]EINADO DE NABUCODONOSOF]
Ano de"Ascensão" "Primeiro"Ano "Segundo"Ano "Terceli.o"Ano

2 3 <
1.

Os `1rês anos" de Daniel -Daniel 1 :5 e 18 -



-
+
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
a.C. Nabucodonosor dírigiu-se rapidamente para casa e "ascendeu" ao
[rono no dia 7 de setembro. Mas, de acordo com os princípios do "ano de
ascensão" e do ano "primavera a primavera", o ``primeiro" ano de seu rei-
nado somente começou oficialmcnte no día de Ano Novo da primavera
de 604 a.C. Seu "segundo ano" (Daniel 2:1) começou então na primave-
ra de 603, e o sonho ocorreu em ajgum ponto entre essa data c a prima-
vcra de 602.
Daníel foi tomado como prisioneiro no verão de 605 a.C., poiicos dias
antes que Nabucodonosor fosse informado da morte de seu pai. 0 jovem
ch€gou em Babilônia no outono de 605 c foi imediatamente enviado à es-
cola. Com base no princípio da contagem "inclusiva" de tempo, os três
anos de treinamento de Danjel foram: (1) o ano de ascensão de Nabuco-
donosor - o período que transcorreu entre a morte de Nabopolassar, no
outono de 605, e o dia de Ano Novo, na primavera de 604; (2) o primei-
ro ario completo de reinado de Nabucodonosor ~.um ano-calendário com-
pleto, entre a primavera de 604 e a primavera de 603; e (3) a primeira por-
Ção do segundo ano do reínado de Nabucodonosor. Durante este último
p€ríodo Daniel completou o treinamento, Um vez que a graduação de
Danjel pode ter ocorrido em qualquer dia postcrior ao dia de Ano Novo
da primavcra de 603, os seus "três anos" de estudo podem tcr representa-
do, segundo os nossos cálculos modcrnos, até mesmo menos que dois anos
completos!
De qualquer forma, sc vjrmos o tercciro ano de Daniel como findando
durantc o scgundo ano do reinado de Nabucodonosor, o problcma desa-
parece completamente.
REFERÊNCIAS:

(Lo:d::oÉüwaçãnÁ:::rá,El„;7#:ií.,;4Be4:y5?-mM9"'4trans.K.R.andA.R.Maxwell-Hyslop
2. ST:€wçiit C. FÂston, Tln Hcritagc of thc Ancicnt Worbí: From thc Eaf[icst Timcs to the Fall of Romc
(.`{cw York: Rinehart and Company,1956,1960).

s",:.":aiài=h:!isása;á:Éi::e7%Pcoà;!:;:Ê?"bcri.afi=àc„m4o;e'ron:£tor£giâ;`,=:cT:.up::b,ag:e7r);#-,
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::c:t::sc:n:Ê,,uj:E:„;%;O£7y;£Í{í#ãs2;:::§5
7. Petcrsen, ``Astrology". Comparc um cstudo de 50.000 pessoas cm Gauquelin, Cojmí.c CbcÁJ,

;,;g;;,§3;:,d¢6#;d„#,r„c¥v:,£s:ga:n4:7aE;±cr#3r:#_¥7d:mí#;gnp##n¥ã0##*p¥n£y¥í§„*#uO+
`<'

50
Deus e a FomaTha
Ardente
Introdução

C) terceiro capítulo de Daniel é tão atualiz,ado quanto qual-


quer outro da Bíblia. No exato momento em quc você lê
estas páginas, devotos cristáós em algumas partes do mun-
11.. L]i I . do esLtãou sofrendo em virtude de súua fé. PLode ser que al-
guns deles até mesmo estejam defrontando a morte. Ore por eles.
A situação se tornará pior. Apocalipse 13 diz que no fim do tempo au-
toridades com vocação persecutória irão erigir uma imagem íz.mGc}'/f.c4 e
exigirão que todas as pessoas a adorem; caso se neguem a fazê-lo, serão
mortas.DL±±ÉÊ|3f±Laa:çÊ£çad_eu:±±aLtÉPÉÊÉe±P£ÊSEÉÉÉaní2StÊEPLoS.bJ-
k±i£g±, rp sLʱ±í±Lo dLe çg±p£±iÉ à aL4g±açãg+d£ ±±±a iE2ÊgçÉnJj:±£z3z£ .s:gE2+ j2ʱLa
d_e mLàQiLe. A ±É±£é±La qigs±ia t±±ÉÍLm de .g±±cjEg±LOJ2ʱ+s _Demaneceu ao
.l.a_do_daLq±±Ê±ÊsqtLenLE±çQpiaLErL±±±
Essa imagem blasfema, de Daniel 3 era visível a uma distância de vários
quilômetros, enquanto a sua superfície dourada resplandecia sob os inten-
sos raios do sol. A tecnologia e o custo de sua construção devem ter sido
assunto para vários meses.
Nabucodonosor havia sido profiindamente impressionado pela estátua
com cabeça de ouro que contemplara no sonho. Tinhà sido profiindamen-
te comovido face à habilidade de Daniel - sob orientação de Dcus -em
repe[ir o sonho e prover-1he uma interpretação inteligente, sendo que
todos os astrólogos e outros homens sábios - a despeito do treinamento
que possuíam - haviam fflhado. A promoção de Daniel a uma elevada po-
sição, sem dúvida estimulou em todo o reino o interesse pelo Deus verda-
deiro e por Seus ensinamentos.
Contudo, as impressões iniciais muitas vezes se esvaem. Parece que Na-
bucodonosor começou a sentir-se crescentcmente ressentido em virtude das
51
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
palavras: "Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu." Possuin-
do o temperamen[o ativo e impacien[€, típico de um alto executivo, o rei
dccídiu c€rto dia escrev€r a sua própria profecia dos eventos fiituros. Ele
construiria uma imagem fei[a intciramente de ouro, da cabeça aos pés; sim-
bolizaria a dourada Babilônia que jamais [eria fim, jamais serja substituída.
E ele construiria uma imagem maior do que qualquer outra de que se tives-
se notícia - maior até mesmo que as estátuas em forma de torre que exis-
tiam no Egito. Em harmonía com os costumes da época, ele reuniria os ofi-
ciais governamcntais de todas as províncias do impérjo e faria com qu€
todos sc ajoelhassem diant€ da imagem, numa espécie de compromisso uni-
versal de fidelidade. Assim seria garantida a perpetuidade da dinastia.
Um tablete de barro, traduzido e publicado em 1956,1 r€lata quc um sé-
rio motim irrompeu no exérci[o de Nabucodonosor em dezembro de 594,
no décimo ano de seu reinado. Nabucodonosor abafou vigorosamente a
rcbelião, e diz o tablete quc ele "matou muitos de seus próprios soldados.
Sua própria mão capturou os inimigos". TJvez a decisão de reunir os ofi-
ciais para a festa de dedicação da es[átua, tenha sido inspirada pela referi-
da revolta.2
Muitos séculos antcs que conhecêssemos o sistema pelo qual somos nu-
merados pclo lmposto de Renda, Registro Geral de ldentificação, etc., os
homens sábios de Babilônia haviam estabelecido místicos números religio-
sos para as suas muitas dívind.adcs. 0 deus-líder de seu clássico trio era Anu.
Este recebeu o número 60, a figura básica do sistem numérico sexagesi~
mal.3 Nabucodonosor decidiu que sua estátua in[eiramente de ouro, junto
com a sua maciça base ou ftindação, devería a[ingir a altura de 60 côvados.
0 côvado babilônico (distância €ntre o cotovelo e a ponta dos dedos) foi
padronizado em aproximadamen[e mejo metro. Portanto, a imagem se er-
guia por aproxímadamente trinta metro-s acima do nível da plani'cie.
Ordens executivas foram emitidas, a imagem foi proj€tada e construída.
Os oficíaís foram reunidos, vinclos de todas as par[es. Podemos jmaginar
paradas, banquctes e exibições miljtares. Depois, o clímax na Planície de
Dura. 0 arauto anuncia em alta voz: "No momento em que ouvírd€s a
música, deveis todos pros[rar-vos dian[e da imagem erguida pelo rei Na-
bucodonosor. Sc alguém não se prostrar, será considerado como traidor e
lançado na fornalha de fogo ardcnte." A pequena distância da es[átua,
grossa coluna de fumaça subia dc uma fornalha feita de tijolos, o qiie evi-
dcntemente rcforçava de forma prática o argiimento do arauto, mos[ran-
do que a a.meaça era séria e defini[iva.
A música soou. A multjdão caiu de joelhos. Nabucodonosor sent€-se sa-
tisfcito. Seu império acha-se unido, seu fu[uro assegurado.
Mas o seu suspiro de tríunfo não durou muito. No momento em que a
multidão começà a erguer-se, alguns ambiciosos caldeus - líderes do gru-
52
Danie' 3

p(j étnico dominante - interrompem o rei, indicando que possuem uma


informação da maior relevância. Três dos judcus a quem o rci havia con-
cedido posições de responsabilidade, acabavam de desafiá-lo. Enquanto
soara a música, diziam os caldeus, aqueles três hebreus haviam assumido a
posição de rebeldes, permanecendo de pé.
Os três judeus eram Sadraque, Mesaque c Abede-Nego, os amigos de
Daniel. 0 que eles, o rci c Dc#J fizeram em seguida, constitui uma das
mais famosas e inspiradoras histórias da Bíblia.

53
A Mensagem de
Daníel 3
Deus Está Conosco

Õ
ii=
t +' ==.
uando Nabucodonosor descobriu que não era capaz de
queimar os homens que se haviam recusado a adorar a es-
tátua de ouro, exclamou entusiasticamente: "Não há ou-
tro Deus que possa livrar como Este." Daniel 3:28 a 30.
Él-e -fic-á-'_1 E:;£ãã_oT -Í)É:; L_a-;;ã íí;iá-do-o_s--é:L; -t-rás_fiTél;

servos da fornalha mais aquecida que o rei jamais havia conhecido. Deus
até mesmo enviara o Seu anjo para passear no meio do fogo em compa-
nhia dos jovens hebreus.
Se Nabucodonosor conheceLsse melhor a Deus, certamente teria se senti-
do bem menos surpreso em face daquela série de eventos -embora, natural-
mente, tivesse as mesmas razões para mostrar-se entusia.smado. Quatro sécu-
los antes, o rei Davi, que conhecia muito bcm a Deus, havia escrito: "Deus
é o nosso refiígio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações." Salmo
46: 1. "0 anjo do Senhor a`'campa-se ao redor dos que 0 temem, e os livra."
Salmo `37:4. Um século antes da experiência da fornalha ardente, Deus pro-
metera por intermédio de lsaíâs: "Quando passares pelas águas, Eu serei con-
tigo; . . . quando passarc.s pelo fogo, não te queimarás." Disse ainda:

Não temas, porque Eu sou contigo;


Não te assombrcs, porque Eu sou o teu Deus;
Eu te fortaleço, € te ajudo,
e te sus[cnto com a Minha déstra fiel. Isaías 43:2; 41:10.

rassaaod:abqrrrei|Tne,seaà:;e:oAb#.e-vt:ío.|sf:iív:JaqàexoDdeou:#eÉt:r:poos.lasràe:::
recente, Deus livrara Jerusalém ao enviar um anjo que destruiu um gran-
de número de soldados assírios (veja lsaías 37).

;É;,aiEai¥Lggiɱ:ffi¥::%:g:¥:o#=
anos ante`s da experiência da fornalha ardente, Deus #áo havia operado o
milagre de libertar o profeta Urias, o qual erguera a voz contra os crimes
do reí Jeoaquim. Deus permitiu que aquelc ímpio rei mandasse executar o
profeta (veja Jeremias 26:20 a 23).
54
Daníel 3
Algumas vezcs o empregado cristão que jamais roubou alguma coisa
consegue ma.nter o seu emprego, quando os demaís`trabalhadores dc sua
seção vêem-se despedidos. Mas nem sempre. Algumas vezcs a mocinha
cristã que insistiu em permanecer virgem consegue mais tardc ser clcita a
rainha da fàculdade. Mas não com muita frcqüência. 0 que ocorre mais
comumente, é que o garoto cristão que não ri enquanto circula uma pia,-
da cheia de "veneno", serve de motivo de zombaria de scus colcguinhas.
No Getsêmani, Jesus orou: "Meu Pai: Se possível, passe de Mim este cá-
licc! ro&v;.4 não seja como Eu qucro, e, sim, como Tu qucres." S. Mateus

HiEEEtiEtiiriiiEH=nmflFEEmH.EEEEEFEriEEEEmmELEi=IEEEÉE-mE-riEEEE
Dessa forma, Sadraquc, Mesaque e Abedc-Nego disseram ao rei: "Se o
nosso Dcus, a quem servimos, quer livrar-nos, Elc nos livrará da fbma-
lha de fogo ardente, e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei,
que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro
que levantaste." Danicl 3:17 e 18.
A ftase "se não", da mesma forma que a cxprcssão "todavia" proférida
por Cristo no Getsêmani, condensava a fé dos jovens. Eles não dcsejavam
morrer; mais que isto, porém, €les não dcsejavam dcsapc)ntar o Dcus ma-
ravilhoso e pessoal que sempre estava com eles. Sabiam que Deus havia
dito, ao conceder os Dez Mandamentos lá no Monte Sinai:

Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagcm
dc escultura, nem semclhança alguma do quc há em cima nos Céus, nem
embaixo na Terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adora.rás, nem

ft:aF:fq:+ià;epdoo¥:s¥ossoffiho.::a:à:r,::=Pae=i#¥gei¥óã:àui:
#eq=#eea::ráaim'o:f#eoumListàiíd:an::j.LLflog;a2#úiquelesque
Deus descreve a Si mesmo como sendo "zcloso" porquc ama todas as
pessoas. Ele Se sente profimdamente €ntristecido quando vê as pessoas dc
mais idade ensinando seus filhos ou netos a adorarem ou a colocarem os
seus próprios deuses e valorcs e objetivos acima de Deus - decisões cstas
que poderão tão-so.mente prejudicar as referidas crianças.
Uma vez que Apocalipsc 13 nos adverte de que haverá um outro grave
teste de nossa lcaldade a Deus nos últimos dias, será apropriado que nos
perguntemos: "Scrá que na atualidade Dcus 4f'#cZ¢ é capaz de livrar as pes-
soas que Lhe obedecem?" Uma de minhas respostas favoritas é a experiên-
cia do cabo Desmond Doss - jovem adventista do sétimo dia e o único
55
l/ma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
não-combatente da Segunda Guerra Mundial que recebeu a Medalha de
Honra do Congresso, a mais alta comenda militar oferecida pelos Estados
Unidos.
Desmond Doss cresccu num lar cristão c sabia tudo a respeito de Deus
e da fornalha de fogo arden[e. Ele também memorízou os Dez Manda-
mcntos. Ao ingr€ssar no Exérc.ito dos Estados Unidos em lQ dc abril de
1942, s`olicitou que lhc fossc concedido servir nos corpos de saúde. Respei-
tosamente cxplicou que sua r€ligião não lhe permitiria transgredir o sexto
mandamcnto, matando alguém - ou entáo transgredir o quarto manda-
mento, realizando serviços ordinários no dia de sábado. Cria ele que Deus
poderia aprovar o seu serviço em qualquer dia, dcsdc qiie realizado na as-
si%ucai:d:éÉi:amdoenàmDeágsê:,ç::ihou-sejuntoao,eitoparaorar,emsuapri-

meira noite no exército, outros soldados, vestidos em uniform€ de campa-


nha, arremessaram suas botas contra cle. Contudo, ele se tornou muito mais
popular quando as balas começaram a voar em Guam, Leyte e Okinawa.
No sábado 5 de maio de 1945, o Décimo Exército Americano ordenou
que a 77Ê Divisão lançasse um assal[o decisivo con[ra a Escarpa Maeda -

;=s:::gvoaEecnhha:ccodcd:c:?sr:xeiToandtar:|:ndt:gàf:a=::rg:mdeq:eruorsa,ai::,=:
nos soubessem, os japoncses haviam escolhido este mesmo dia para lançar
um decisivo contra-ataque, e para este a mesma escarpa scrviria de base.
0 pelo[áo no qual Doss era o único militar encarrcgado da assistência
médica emergencial - c que era constituído por uns 200 homens - rece-
beu a incumbência de escalar o penhasco e neutralizar o posto de coman-
do japonês, cscondido €m uma caverna que se achava algumas dcz.cnas de
metros acima, à margem da montanha.
A batalha foi selvagem e per+ersa. 0 pelotão sofrcu ccrca de 100 baixas
cm qucstão de poucos minutos, e os 55 homens que ainda conseguiam lo-
comover~sc, tornaram a descer a escarpa em busca de proteção. Doss per-
maneceu sozinho em seu posto de dever; em breve seu uniforme estava
todo ma.nchado de sangue, enquanto cle tcntava retirar os feridos sob pe-
sado fogo jnimigo. Scus entusiásticos camaradas e superiores relataram
mais tarde a quase incrível façanha por ele executada: auxiliou 75 homens
i alcançarem um lugar seguro, além dc numerosos atos de heroísmo pra-
•icados em outras ocasiões. Foi assim que o recomendaram enfaticamente
iara o recebímento da Medalha de Honra do Congresso.
Doss explicou~me depois que gastou #ÁÍ'rJ.ÁZJ ÁoxJZJ, trabalhando sozinho,
fim dc resgatar seus 75 companhciros. Um breve cálculo rcvcla que efe-
vamente foi assim. Durante a maior par[c desse tempo ele esteve sob o
)go cruzado de riflcs, granadas e morteiros. Duas vczcs os inimigos abfi-
Lm uma barreira'de ar[ilharia contra ele.

6
DaU
11
Um batalhão inimigo -ccntenas de homens -tentaram durantc es ,,
naquele sábado de maio de l945, matar um único cristão decidido, do
o conseguiram. Doss atribui seu miraculoso livramcnto à promcssa { U
encontrada no Salmo 91: "0 qu€ habita no escondcrijo do Altíssii
descansa à sombra do Onipotente, diz ao Senhor: `Meu refúgio e mc
luarte, Deus meu, em quem confio." Doss diz também: "Durantc t{
tempo em que estive no Exército, minha fonte de fortalecimento foi
tudo diário da Palavra de Deus e a oração .... Quando eu conversava
Deus, como que desapareciam meus sentimentos de temor .... A Deu,
concedida toda a honra."4
Durantc uma missão-surpresa lcvada a cabo poucos dias depois q
Escarpa Maeda fora fmalmente conquistada, Doss foi severamente f€
em ambas as pernas por uma granada de mão. Mas ele insistiu em aj
um outro soldado, e nesse processo recebeu um ferimento no braç(
querdo. Sua saúde esteve debilitada durante anos. Desmond Doss co]
ce o significado do "sc não" ou do "todavia". Ele sabe também que [
pode livrar ainda hoje os que nElc confiam.
Voltemos, porém, à plani`cie de Dura, à história dos três homens
rajosos quc resolveram não adorar a imagem de Nabucodonosor. P L
você ver os opcrários lançando palha embebida em óleo para`.dentrc L
fornalha, em obediência à ordem de Nabucodonosor? Pode você vt
pele daqueles homens tornar-se vcrmelha face ao calor, tentando secí t~
suor quc flui aos borbotõcs de seus poros? Pode você ver as colu 'L
enormes de fumaça negra cnquanto se erguem em direção ao céu, c.
gando a escurecer até mesmo a imagem rcal? Pode você observar as c. `~
mas de fogo vivo engalfinhando-se em luta com as nuvens de fum L
que crescem rapidam€nte?
Nossos três heróis achavam-se prontos! Ao chegarem em Babilôn
tomaram a inequívoca decisão de não contemporizar no tocante a ur
dieta inadequada à sua saúdc. Durante os anos que se seguiram, man
veram em mentc a bondade de Deus manifestada na forma honro
com que se graduaram na escola, bcm como nos assuntos relacionadi
com o sonho de Nabucodonosor. Q.uando começaram a circular os ri
mores a respeito da adoração da imagem que se estava planejando, eli
meditaram em seu Deus, rcavivaram na mente as Suas promessas e (
Seus Dez Mandamentos, e tomaram uma firme decisão. Haveriam d
nEle confiar e obedecer-Lhe, quer Ele os livrasse, qiier não.
E Deus os livrou. Enviou o Seu Filho para que caminhasse com eles en
meio às chamas. Através desse milagre quase incrívcl, Deus demonstrava
todo o lmpério Babilônico que é um Deus que vela por Seus filhos. "Gran
de paz têm os que amam a Tua lei." Salmo 119: 165.
"Não temas, porque E# ío# ct7#fz.go." Is?ías 41 : 10.
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
Leituras Adicionajs lnteressaLntes:

Áj B€Áar fJf.JÁórj.4Ü. cZ¢ Bz'G/Í.4, Casa Publicadora Brasileira, de Arthur S.


Maxwell, volume 6, pág. 33: "0 Ídolo de Ouro".
Pág. 38: "Lançados às Chamas".
Pro/€Ízzf c Rc;.í, Casa Publicadora Brasileíra, dc Ellen G. White:
pág. 503: "A Fornalha Ardente",
Respostas às
Suas Perguntas
1. Foi a fornalha ardente realmcnte aquecida "sete vczcs
mais„?

z\ lguns críticos têm alardeado que teria sido impossível aos


babilônios aquecer sete vezes mais a fornalha, e que assim
essa história - e, de resto, toda a Bíblia - não merece con-
fiança. Mas a Bíblia não afirm que a fornalha foi realmen-
te aquecida sete vezes mais. Ela diz apenas que Nabucodo-
nosor, niim acesso de ira, exigiu que o fogo fosse assim clevado. Sob as cir-
cunstâncias do momento, é bem provável que ele tenha dito qualq`ier ou-
tra irracionalidade. Inciden[almente, a frase não significava necessariamen-
te elevar em sctc vezes a tempcratura ínicial, apontada pela escala que, na-
queles dias, fazia o papel da nossa escala Celsius. QuaJquer pessoa sabe que
uns poucos vinte ou trinta graus podem converter uma "fria" manhã numa
tardc "quente" -e que apenas iins poucos pontos percentuais de acréscimí)
no nível dc umidade do ar, [ransformarão essa m€sina tarde "quente" em
outra que parecerá pelo menos "duas vezes mais quente».

2. Onde estava Daniel?


Por que Daniel não é mcncionado na história da fornalha ardente? Nin-
guém sabe. Tilvez ele estivesse doente; talvez estivesse fora, cumprindo al-
gum encargo real; ou ainda pode ter sido disp€nsado pelo rei, seu amigo,
a fim de evitar o constrangimento mútuo que a situação criaria.
Daniel continuava sendo absolutamente fie] a Deus mesmo em idade
muito avançada, como no episódio da cova dos leõcs, relatado em Daniel 6.

3. Com o que se pareciam os instruinentos miisicais mencionados em


Daniel 3?
A "trombeta" era um instrumento feito de mctal ou` de chifre de ani-
mal. 0 "pífaro" era uma espécie de flauta, feita provavelmente de um ca-
nudo oco (como iim bambu). A "harpa" era um instrumento comum de
cordas, em que as várias cordas se achavam estjcadas sobre uma estrutura
mais ou menos quadrada, à qual se achava conectada uma caixa de resso-
nância. A "cítara" possuía quatro cordas afixadas a uma estrutura triangu-
lar, à qual também se achava conectada uma caixa de ressonância. Tanto a
harpa quanto a cítara comparavam-se aproxjmadamente ao tamanho de
uma moderna guitarra, e produziam tons mais ou menos agudos quando
59
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
tocadas com os dedos ou uma palheta. 0 "saltério» lembrava bastante a
nossa moderna harpa, mas possuía um número bem menor de cordas (ape-
nas onze ou dozc), e produzia tons mais graves. A "gajta de foles" era de

3:;gvea:ei:ecgna,:::aaâ::,T:'.hàv:;cu,:âcg:iia:::Ê:ersrà,.esxuc:t;r:sueen:as::ç:;::
de Daniel tem sido usada pelos críticos como uma "clara prova" de que a
história da fornalha de fogo ardente não é genuína. Agora, porém, sabe-
mos que no sexto século antes de Cristo a presença dos gregos era bastan-
[e ativa cm Babilônia, onde se descmpcnhavam no comércio, como solda-
dos do exército babilônico c construtores nos projetos arquitetônicos do
local. É cvidente que seu estranho ins[rumento musical atraiu a atenção de
Nabucodonosor.5

REFERÊNCIAS:

1. Vcr Wiscman, C4/zJ#j.c4Í, pág. 73.


2. Nrão conhecemos a data exa[a da cxpcriência rclaciomda com a fornalha ai.den[e. Parece mais
provável quc cla tcnha ocorrido cntrc os anos 594/593 a.C., o ano quc coincidc com o quarto ano do

ÍÍ;:áíq;;íaui:d!cíeí;:;ca;;::Í:e;c:í:qiuãi;f:i;â;Í;=;;cgaiíír;i;ia;i;;ri:Í::£Ía::àicr;c;!;Íc!c::;Í:i;o:;:Íjrg;:g;icpo;g:eea;!iío

on,3;ãtír:vYi;i;:a:Í,:,Í:rp:Íí#g::iríí;"f;!cÉ:J,;oosn?í#f;6,:,'#`y,e,r„B„o,:,,:nvfisc,í¥o:
/!.Ác/;.cÍÍ fJc7.o (Moun[ajn View, Calif.: Pacífic Prcss Publishing Association, 1967).

Mit:h:||:RTJ:y?cT!,s;hdcosÀÀ::rás|gnrse,ç:Smr:íe,:einntci:;:;::,dr:£2inr,,sosoT.uhs:=:„:TnDDm,,e#;s::aTri,ç
al., Notc§ on Somc I+oblcm in thc Booh of Danicl (London`` Tyridtie Prcss,1965), páss. \9-Z] . Sob[e íL
prcscnça dos gregos no Orien[e Médio no [empo dc Danicl, ver E. Yamauchi, Crc# ¢#J jBÁ74Á}#
(Grand Rapids, Mich.: Baker Book Housc,1967).

60
Deus e o OrguTho
de Nabucodonosoi.
lntrodução
quarto capítulo de Danid foi escrito pelo rei Nabucodo-
nosor.
Õ•.Egi!.i.iE[.' que é o Que coisa extraordinária!
[estemuJnho Mais
pessoLal do rei cxtraordinária
quanto à liderà.hçaain-
di-
da é constatar quc es[e capítulo contém um edito. oficial,

vjna em sua vida.


Nabucodonosor havja recebido um outro sonho. Uma vez mais havia
ele convocado os homens sábios e, embora dessa vez pudesse lembrar em
detalhes o sonho que havia tido, os homens sábios não lhe ofereceram ne-
nhuma explicação. Talvcz estivessem com medo de fazê-lo. Foi exatamen-
te nesse momen[o que Daniel, o superintendente dos sábios babilônicos,
entrou na sala.
Nabucodonosor descreveu novamente o sonho que tivera. Contou que
havia contemplado uma árvore magnificente, quc se mantinha em tal rit-
mo de crescimento que por fim pareceu encher toda a [erra com sua co-
pada. Apareceu então um "vigilante", que ordcnou fosse a árvore derru-
bada e desfolhados os seus galhos. Mas o mesmo vigilante estipulou tam-
[iém que a árvore não devia ser inteiramente destruída. Scu tronco dcve-
ria scr deixado entre a "erva do campo", amarrado "com cadcias de ferro
e de bronze".
Com uma agourenta mudança de tratamento, de "ela" (árvore) para
"ele" (algum homem), o vigilante prosseguiu: "Seja ele molhado do orva-
lho do céu, e a sua porção seja com os animais e a erva da. Terra. Mude-
se-lhe o coração, para que não seja mais coração de homem, e lhc seja
dado coração de anímal; e passem sobre ele sete tempos. Esta sentença é
por decreto dos, vigilantes, e esta ordem por mandado dos saLntos; a fim
de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o rei-
61
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
no dos homens; e o dá a quem quer, e até ao majs humílde dos homens
constituí sobre ejes. " Dmjej 4: ] 5 a 17.
D2".ÊJ rc"nhec€u imedja[2men[e qual era o sígnjfic2cío cÍo .çonj]o. .'\k5
hcsjtciu miij[o cm 2.presentá-jo âo rc'i.
.J:^ rL2-±- C-cs5€ son-ho pod€ 5€r cstabelccída de forma ãc€i-[á'v.€í €m j69
a.C., depoís que Nabucodonosor já havía reinado durante 35 anos. A essa
altura dos acontecím€n[os, ele e Daniel haviam sido bons amigos durant`e
bas[an[e tcmpo. Daniel era um homem de oração. (Você poderá ler um
tcstemunho mais eloqücnte a este respeito em Daniel 9. Veja também .os
capi'tulos 2 e 6.) Sem sombra de dúvida, cle orava freqüent€men[e a Deus
em favor de Nabucodonosor, para que este se convertesse. E agora Deus Se
achava a ponto de atender essas orações, ao privar o rei do pleno uso da
mentc durante certo período, e ao restaurar-lhe depois o poder e o trono.
Dessa forma, Nabucodonosor s€ria levado a reconhecer sua fraqueza e se
renderia ao Scnhor.
Enquanto Daniel hesi[ava - não por temor, mas por espanto - Nabu-
codonosor estimulou-o a falar a verdade. Sabia o rci que podja confiar ple-
namente em seu fiel e excepcional conselheiro. Então Daniel contou ao rei
o que Deus lhe estava revelando, ou seja, que se Nabucodonosor não mo-
dificasse os seus caminhos, sua mente sofreria dc uma enfermidade, ele co-
meçaria. a proceder como s€ foss€ um animal e seria finalmente enxotado
para a intempérie, onde comeria a erva do campo.
A condição descrita por Daniel é conhecida entre os psiquiatras como /z.-
czz#fwpz.4 (ou síndrome do homem-lobo). Essas síndromes cram bastante
comuns há vários séculos, quando até mesmo pessoas instruídas viviam em
contato bastante íntimo com seus animais. Trata-se de um estado m€ntal
em que a pessoa chega a pensar que é um animal, e como tal começa a agir.
Daniel disse que Nabucodonosor deveria permanecer nesta condição
até que "sete tempos", ou se[e anos, tivessem decorrido. Seus cabelos não-
cortados e despenteados cresceriam desordenadamente, até qiie se asseme-`
lhasscm a penas de águia. Suas unhas cresceriam e se tomariam mais e mais
agudas, até adquirirem a semelhança de garras ou cascos. Mas, à semelhan-
Ça do tronco dcixado m t:erra, o seu direito de exercer o governo serja man-
tido; e tão logo retornasse a seu perfei[o juízo e reconhecesse a lidcrança
divina, o reino lhe seria devolvido.
Ao final da exposição interpretativa, Daníel apelou fortemente a seu real
amigó: "Portanto, ó rei", exclamou o profcta, "aceita o meu conselho, e
põe termo em teus pecados pela justiça, e às tuas iniqüidades usando de
misericórdia para com os pobres; e talvez se prolongue a tua tranqüilida-
de." Daniel 4:27.
Esse conselho no sentido de romper com os seiis pecados e praticar a
justiça, deve ter aumentado a ansiedade de Nabucodonosor. Ao conclujr o
62
Daniel 4
seu grande palácio de verão, cle erigira uma placa na qual chamava a aten-
ção ao poderoso sistema de segurança do palácio. "0 homem mau c injus-
to não poderá entrar aqui", declarara elc' - numa refcrência à segurança
que o palácio oferecia contra assaltantes e outras espécies de criminosos.
Mas agora Daniel parecia estar diz€ndo que Nabucodonosor, construtor e
principal habitante do palácio, era igualmente um homem mau e injusto.
Parece que Nabucodonosor levou a sério as pal.avras dc Daniel. Um ano
intciro dccorreu até quc o juízo caísse sobre o rei. Foi um ano cxcitantc c
cheio dc alegrias para o rei, pois clc conseguira finalmente subjugar o Egi-
to. Quando jovem, enfrentara batalhas no Egito, com rcsultados desastro-
sos; agora, depois dc vclho, podia ver aquele país finalmentc subjugado.
Sem qualquer dúvida, Babilônia era a capital de um poderoso império.
E que cídade extraordinária! Os selvagens a.ssírios haviam-na arrasado
até ao pó em 689 a.C., mas a opinião internacional havia requerido a sua
rcconstruçáo, pois era considcrada como a casa dos deuses. Nabopolassar,
pai de Nabucodonosor, eliminara a Assíria e assistira ao novo crescimento
da cidade. Nabucodonosor aumentara o seu tamanho ccrca de três vezcs
em relação ao original, tornando-a assim a maior cidade do mundo.
E também a cidade mais grandiosa! Enquanto Nabopolassar construíra
apenas um palácio, Nabucodonosor construíra três, sendo cada um dcles
major e mais luxuoso que o seu antecessor. Um deles possuía como telha-
do um jardim constituído por árvorcs e arbustos cxóticos: eram os Jardins
Suspcnsos de Babilônia, uma das scte maravilhas do Mundo Antigo. 0 rei
mandara construir enormes muros duplos em torno da mctrópolc - em
certos lugares construi'ra até mesmo muros triplos - a fim de proteger os
seus súditos. Ele construíra também um ponte sobre o poderbso Eufrates,
para o bem-estar das pessoas.
Nabucodonosor conduz,ira campanhas militares às Montanhas do Líba-
no, conquistando assim os lugares altos em que crescia o CcJrz# /Í.64#;., o
glorioso cedro do Líbano. Escavara estradas através das sólidas rochas, a
fim de pod€r carregar os aromáticos troncos das árvores. Com suas pró-
prias mãos, ajudara a derrubar os poderosos troncos. Mandara construir
Jcaoní:ds:fdoesstcrinfeoáedsedcee*:,o:.s2quaisd®CeramflutuandopeloEufratü,

Ele demonstrara sua gratidão aos deuses ao cstimular a construção dc


nada menos que 53 tcmplos, 955 pequenos santuários c 384 altares de rua!
Babilônia era, sem dúvida, uma cidade religiosa.3
E agora a cidade parccia tão linda! Seus muros cxtcrnos eram da cor de
barro amarelo. Seus principais portões eram de cor azul. Seus palácios ti-
nham a frente coberta de ladrilhos de cor rosa, e seus milhares dc templos
cram dc um branco resplandecente. Erguendo-se acima de tudo o mais,
como símbolo da supremacia babilônica, tradicional líder na adoraçáo aos
63
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
dcuses, aparecia a multicolorida Etemenanki, cuja construção era feíta em
sctc "camadas" ou níveis diferentes. Seu relicário majs alto erguia-se a cem
metros acima do nível de Esagila, o princjpaJ templo dc Marduque. Trata-
va-se do mais famoso tcmplo do Lcste.
"Esta é a minha cidade magnificentc", raciocinou Nabucodonosor com
incontido orgulho. "E pensar que sou a principal pessoa responsávcl por
isto!" Não conseguiu evitar as palavras que trariam consígo a própria con-
denação do rci: "Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a
casa real, com o meu grandioso poder, e para a glória da minha majesta-
de?" Daniel 4:30.
No mesmo instante em que se orgulhava de si mesmo, Nabucodonosor

:ou:'ruecuo:,:z;::f:vFaéuumq::;.nàn:::vpacrhdaevueracrhíg:deof:i:nox:,eandt:gaoriu:':
c-E::rsét::tdoe,F|ansà:uoapce:|:âàcqaf:mbccuosmd:t:rã:l;aa:am-beo;.uemnosconta

isso é o próprio rei - sua razão retornou, el€ ergueu os olhos ao Céu e
"bendisse o Altíssimo". Daniel 4:34.
Todo o capítulo 4 de Danicl foi evidcntemente escrito em caracteres
cuneiformes, nos tabletes de barro oficiajs da corte. TJvcz algum dia um ar-
queólogo descubra um desscs tabletes, e então os jornais e revistas imprimi-
rão o seu con[eúdo, chejos dc cxcitação. Antes que isso ocorra, você pode
lcr as paJavras de Nab`.ücodonosor, segundo elas aparecem em sua Bi'blia.

64
A Mensagem de
Daníel 4
1. Deus e o Nosso Orgumo

M uitos pais se sen[em orgulhosos de seus filhos. Artesãos


sentem orgulho de suas obras. Assim, o que havia dc crra-
do com o orgulho de Nabucodonosor?
Algumas
Tl
palavras possuem muitas d€finições ou sentidos.
H--p=°ra~-ú-:L-à;;à~dro3~à::à-ri;-ã-ó=é=:i-à-á;?í`át~i:riá-"-:é-u-ri
,,,,,,. (( ,

pequeno animal peludo. Emre[anto, para uma garota enamorada, "gati-


' » ,

nho» bem pode representar o seu garotão idea.l.


Os dicionáriós dizem que o "orgulho" aplicado a um membro da fàmí-
lia ou a um trabalho, significa "plena satisfação", ou "auto-respeito razoá-
vel", ou ainda um "justificável senso de satisfação''. Mas há uma outra es-
pécic de "orgulho», que é definida como "auto-estima excessiva". Certa-
mente foi essa a espécic de orgulho que Nabucodonosor acariciou.
A Bíblia nos recorda que o orgulho e a soberba podem facilmente con-
duzir a pessoa ao desastre (Provérbios 16:18), e diz-nos também que Deus
aborrec€ o orgulho (Provérbios 8:13). Uma das razões pelas quais Deus
odeia essa espécie de orgulho é porque quando nós pensamos em termos
tão elevados a nosso próprio respeito, tendemos a pensar nos outros como
merecendo menor consideração, e os tratamos com desamor. Daniel disse
ao orgulhoso Nabucodonosor: "Põe temo em teus pecados. . . usando de
misericórdia para com os pobres." Daniel 4:27. A Bíblia diz ainda:

Ele te declarou, ó homem, o que é bom:


e que é o que o Senhor pede de ti,
senão que pratiques a justiça,
e ames a misericórdia,
e andes humildemcnte com o teu Deus? Mjquéias 6:8.

Se o orgulho nos municia de sentimentos maus em relação às demais


pessoas, ele também nos separa de Deus, Deus Se sente mal diante de
ambas as sjtuações, e faz o que Lhe é possível a fm de persuadir-nos a
ser mais humildes.
Quando Deus tentou ajudar Nabucodonosor a amá-Lo mais e assim tor-
nar-se mais misericordioso para com seus súdítos, não foi Deus quem fez
com que Nabucodonosor adoecesse. Deus é o Criador e Fonte de toda a
65
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daníel
vida. "I'ois nEle vivemos, e nos movemos, e €xistimos." Atos 17:28. Ele cer-
ca a todos os indvíduos de um sistcma individú de suporte à vida. Tudo
o que Deus teria de fazer no caso de Nabucodonosor, era deixar dc prover
alguma porção daquele suporte vital que Nabucodonosor insistia em igno-
rar. 0 orgiilho sempre nos leva a esquecer a nossa dependência de Deus.
"Deus certamente tem abençoado o seu pomar", comentou o pastor, es-

perando persuadir assim o membro de sua igreja a reconhec€r a obrigação


que"Você
tinha precisava
para com ter
Deus.
visto este lugar enquanto Deus sozinho tomava con-

ta dclc", retrucou o paroqujano.


Ambos os homens tinham razão em determimdo ponto. Sem trabalho ár-
duo e planejamen[o, as ervas daninhas certamcntc predominariam. Mas sem
Deus para prover a luz solar e as estruturas genétícas das plantas capazes de
provcr alimentos, o que seria dos agricultores? Reconhecer a nossa depen-
dêncía do amorável Paj celestíal, é tão-somente uma ques[ão de reaJismo.
Qiiando tanto o esposo quanto a esposa possuem empregos, com algu-
ma freqüência o orgulho leva o cônjuge que recebe remuneraçáo mais alta
a olhar com certo desdém seu parceiro. Sempre quc abrimos os nossos en-
vclopes de pagamento, Deus fala ao Nabucodonosor que existe dentro de
nós: "Não digas, pois, no teu coração: `A minha força e o poder do meu
braço me adquiriram estas riquezas.' Antcs te lembrarás do Senhor teu
Deus, porque é Ele o que te dá força para adquirires riqueza." Dcuteronô-
mio 8:17 e 18. A humildade é um ingrediente essencial, tanto para lares
felizes, como para palácios felizes.

11. 0 Respeito de Deus Pela Liderança

Em Daniel 4: 17 os "vigilantes" celestiais nos dizem que Deus deseja que


os "viventes" -ou seja, todas as pessoas -aprendam (1) que Deus "tem do-
mínio sobre o reino dos homens" e (2) que El€ "o dá a quem quer".
Praticamente todas as pessoas criticam\ os líderes nos dias de hoje. Será
realmente possível que Oc#J é quem coloca os líderes nas posições de man-
do do poder público?
Bem, a questão não é tão simples quanto parece! Em nosso estudo de
Daniel 1, vimos como Deus, 773ífí.fo #/z/Ízz/zfcmc#fc, "entregou" o rebelde rei-
no de Judá à liderança do rei Nabucodonosor. A opção predileta de Deus
para Judá era extremamente melhor que essa. Foi a persistente conduta pe-
caminosa do povo que levou Deus à triste decisão. Podcríamos recordar o
provérbio popular que diz: ``0 povo tem os governantes que merece."
Nesse relato, cm que Dcus enfrenta o orgulho de Nabucodonosor, ve-
rnos como o Altíssimo é o Govcrnante final de todas as nações, rcservan-
do-Se o direito de permitir qiie esta ou aquela pessoa chegue ao exercício
66
Daniel 4
efetivo do poder. É confortante saber que Deus podcr remover líderes sem-
pre que Lhe parece ser esse o melhor caminho. Nabucodonosor era o re-
gente do maior império mundial daqueles diaLs, mas em questão de minu-
tos Deus o rcmoveu de sua alta posição palaciana e o fez habitar nos cam-
pos, à semelhança de um boi.
Contudo, Dcus tratou a Nabucodonosor dessa forma, com o alvo dc
ajudá-lo. Desejava que o monarca se arrependesse e assim pudessc recebcr
o perdão e mais adiante a vida eterna. Deus ama o mundo inteiro (S. João
3: ] 6); portanto, amava a pessoa orgulhosa, impulsiva, generosa e cruel que
era Nabucodonosor.
Nas páginas do Novo Testamento, diz Paulo: "Antes de tudo, pois, cxor-
to que se use a prática de súplicas, orações, intercessão, ações de graças, em
favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham
investidos de autoridade.» I Timóteo 2:1 e 2.
Orações, intercessões, ações de graças! Quanto tempo faz que você agra-
deceu pela última vez a Deus no tocante a seus líderes? Até mesmo os maus
governantes provêem algum tipo de serviço público. A maior parte das
pessoas concorda em que mesmo um tirano é melhor que a anarquia, c que
leis más são melhores que a ausência de leis. Podemos agradecer a Deus,
portanto, pelas boas coisas qu€ recebemos, seja qual for o governo que te-
mos.
Discordância é uma coisa; desrespeito é outra. Suponhamos que todas
as pessoas, os cristãos d€ todas as partes, jamais fàlassem desrespeitosamen-
te acerca de seus líderes! Suponhamos qu€ as famílias cristãs debatessem de
modo aberto, mas compreensivo, com os seus líderes, e pedisscm ínsisten-
temente a Deus que os guiasse, e também se mostrassem perdoadoras para
com a liderança!
Jesus demonstrou essa espécie de respeito pelos líderes quando viveu na
Terra. Por exemplo, certo dia um grupo de líderes sem piedade trouxe à
presença de Jesus uma mulh€r apanhada em adultério, esperando. que Ele
a condenasse publicamente. Num relance, Jesus compreendeu quc, embo-
ra os pecados da mulher foss€m graves, em situação muito pior encontra-
vam-se os li'd€res. Com extrem facilidade Jesus poderia tê-los desma,scara-
do. Em vez disso, Ele Se ajoelhou e escreveu na areia, usando o próprio
dedo, os pecados daqueles homens. Quando estes perceberam o que Jesus
estava fazendo, procuraram retirar-se €m silêncio. No momento cm que
todos se haviam retirado, a primeira sandália que por ali passou, apagou
complctamentc os registros (veja S. João 8: 1 a 11).
Jcsus demonstrou respcito por aqueles líderes pecaminosos pelo fato de
amá-los e desejar salvá-los. Em certa ocasião, falando de Si próprio, Jesus
disse: "Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido." S. Lucas
19,10.

67
l/ma Noya Era Segundo as Profecias de Daniel
É bem verdade que cm ou[ra ocasião (S. Mateus 23) Jesus pregou um
scrmão no qual condenou publicamen[e os pecados dos líderes. Mesmo
isso, porém, representou um esforço derradeiro de salvar esses lídercs -três
dias antes de Sua mor[e dc cruz. A voz de Cristo, enqLian[o relacionava os
pecados daqueles homens, achava-se carregada do mais profundo senti-
mento de amor.
A mensagem de que "Deus tem domínio sobre o reino dos homens" é
repe[ida cm Romanos 13, onde Paulo diz: "Todo homem es[eja sujei[o às
autoridades superiores: porque não há au[oridade quc não proceda de
Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas. De modo
que aquele que se opõe à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que
resistem trarão sobre si mesrnos condenaçáo .... A autoridade é ministro
de Dcus pa.ra o teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, tem€; porque não é

:::ig::toivqou::e.ae,liaca'r.zmaa,e.sÊafca;e::i:|:F::1|Sht:oesç:,apsesu;;eyi:g.::opràrpâ::
ver de consciência." Romanos 13:1 a 5.
Cris[ãos sinceros encontram-se por ve7,es em si[uaçõcs nas quais sentem
quc a obediência a alguma legislação particular, imposta pelo Estado, re-
presentaria para eles uma "vjolação da consciência". Durante as scveras
provas qu€ caracterízarão os últimos dias, tais situações se tornarão maís
freqüentes. Por outro lado, lemos em Atos 5:29: "An[es importa obedecer
a Deus do que aos homens."
Devemos recordar, porém, que parte de nossa obediência a Deus esrá re-
prcsentada pela nossa obcdiência ao Estado. "A autoridade é ministro de
Deus para o teu bem», diz Romanos 13:4. Quando a conscíência da pes-
soa lhe sugerir que deve desobedccer às leis civis, bom seria lembrar que a
Bíblia também nos diz: "É ncccssário que lhe estejais sujeitos. . . por dever
de consciência." Romanos 13:5.
Existem, efetivamente, ocasiões em que somos forçados a desobedecer
às leis do Estado, mas nesses casos não é a consciência que deve constituir
o parâmetro! A consciência de uma pessoa diz: "Incorpore-se ao exército e
mate os seus inimigos." A consciência de outra pessoa diz: "Fique longe do
exército e scja um pacifista." A consciência de uma terceira pessoa djz:
"Particjpe do exército e atenda assim as exigências do Estado, mas utilize

à,:4Pà;:u:kdãaodemz:::á::,raÊrx:às:o2aô,.]e3T,ãçEPs::aúT]aàá:]í:,[:¥gs:;:oqã:„D:s,,~_
mond Doss. Veja a história nas págs. 55-57)
Uma vez que a consciência de uma pessoa, sozinha, não pode servir
como um guia seguro, o guia seguro só pode ser a Bíblia.
Como adorador do Deus verdadciro, o j`ovem Daniel provavelmente se
sentiu mui[o de§a`jei[ado ao ter de freqü€ntar o "colégio público" babilôni-
co dc seus dias.' Bem sabia ele que o ambiente se achava corrompido por
68
Daniel 4

princípios idólatras e pseudocientíficos. Mas quando o rei lhe ordenou que


freqüentasse a escola, ele sabia não exis[ir nenhum mandamcnto bíblico
que ordenas`se o contrário; portanto, ()l)edeceu às instruções do rei. Entre-
tanto, quando dian[e dele foram colocddos alimentos impuros, proibidos
pela Bíblia (veja L€vi'[ico 11), ele se recusou a comê~los, mesmo sob risco
de perder a \'ida.
Sadraque, Mesaque e Abede~Nego teriam indubitavelmente preferido
ficar longe da planície dc Dura. F,]es sabiam ```er moralmen[e perigoso per-
manecer no local de sevcra ten[açáo. Mas o rei lhes ordenou que compa-
rcccssem; e, pelo f`a[o de não conhecerem nenhum mandamento bíblico
que proibía esse comparecimen[o, obcdeceram. Mas a Bíblia diz claramen-
te que não devemos cLirvar-nos diante dc imagens (Êxodo 20:4 a 6); assim,
recusaram-se ao a[o de adoração, mesmo sob risco de serem lançados, na
fornalha ardente.
"As coisas. . . reveladas nos pertencem a nós e aos nossos filhos." Deute-

ronômio 29:29. Sempre estimulo mciis alunos a pensarem que, se um po-


licjaj lhes der voz de prisão por estiirem [ransgredindo a legislação de trân-
sito, eles deveriam lembrar que .`as au[oridades... foram por Ele [Dcus]
instituídas» e que e]as são "minis[ros de Deus. . . para castigar o que prati-
ca o mal". Romanos 13:1 e 4. Cer[o dia um de meus alunos dissc-me que
havia posto em prática o meu conselho. Depois que o policial completou
o preenchimento do formulário de mul[a, o jovem perguntou-lhe se pode-
ria ler para ele uma passagem bi'blic:t. Imedia[ament€ pôs-se a ler os pri-
mejros versículos de Romanos 13.
Quando mencionei o inciden[c a ni€us amigos, eles me perguntaram se
o policial havia dcsistido de aplicar a multa. Ao lhcs responder que "não",
meus amigos sentiram-se desapomdos. Entretanto, o que aconteceu foi
ainda muito m`ais impressionantc. 0 policial prosseguiu em seu caminho
com a reforçada determinação de ```ci. fii.l no cumprimento do dever, en-
quanto o meu aluno prosseguiu detcrminado a dirigir de modo cuidadoso
-e sentindo-se fcliz no íntimo, ao invés de carregar amargura no coração.
Deus respeira os líderes, e espm qiie nós fiçamos o mesmo.

111. Deus é Generoso ao lndic:ir Profe[as

Quando chegarmos ao estudo de A[iocilipse 12, será bom recordarmos


que Deus é liberal ao indicar profet.is.
T€mos um bom exemplo nos dias iíc Daniel. Enquanto es[e servia em
Babilônia como embajxador dc Deiis no palácio real, Deus estava sendo
representado por majs dois profetas. Ji-rcmias, mais velho que Danicl, de-
sempenhava seu ministério na Palcstiiii, € mí]`is tarde no Egito (veja Jere-
mias 29:1; 43:4 a 8). Ezequiel trah.t!hou (.m Babilônia. Este aparentemen-
69
ri#RÁNÉO `

IlfiH#

OCAIS DE PEF]MANÊNCIA SIMULTÁNEA


E JEREMIAS, EZEQUIEL E DANIEL NO SEXTO SÉCULO
NTES DE CRISTO, DURANTE 0 EXÍLIO

te tinha a mesma idade de Daniel, € viveu numa "colônia" judaica próxi-


ma a Nippur, junto ao importante canal de irrigação, Nar Kabaii, que na
Bíblia é conhecido como o Rio Quebar (veja Ezcquiel 1:1; 43:3).
São bem conhecidos todos os dezesseis profetas bíblicos` de lsaías a Ma-
laquias. Bem menos conhecidos são outros profçtas, [ajs como o vidente
Gade (1 Crônícas 29:29), ou a profetisa Hulda (11 Crônicas 34:22). Fre~
qüentemente, como nos dias de Daniel, Deus dispunha de mais de um pro-
feta ao mesmo tempo. Miquéias serviu ao mesmo tempo que lsaías, por
exemplo. Compare Miquéias 1 : 1 com lsai'as 1 :1. Na igreja do Novo Testa-
mento, as quatro filhas de Filipe serv;am simultaneamente como profe[isas
(Atos 21 :8 e 9), assim como o faziam Ágabo, Judas, Sílas e outros (veja Atos
15:22; 21 : 10). Certa vez, no Antigo Testamento, Dcus fez rcpousar o Seu
Espírito sobre setenta profetas ao mesmo tempo. Númcros 11 :24 e 25.
No decorrer do século vinte, olhamos com intensa expectativa, esperan-
do o cumprimento fmal de Joel 2:28: "E aconteccrá depois que derramare;
o Meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profe[izaráo."
Dcus é generoso ao fazer surgir profetas. Ele deseja comunicar-Se co-
nosco porqiie é um Deus que vela pelos Seus filhos.
Retornando agora aos dias de Dan;el, observamos que durante a gran-
de crise do exílio, Deus não usou apenas a Daniel, mas [ambém a Ezequiel.
Adicionalmente, inspirou a Jeremias com mensagens proféticas, primeiro
na Judéia e depois no Egito, quando um grupo de judeus não exilados
70
Daniel 4
decidiu deslocar-se para este último país. Em Sua liberalidade, Deiis inspi-
rou Danicl, Ezequiel e Jeremias a escreverem mais c]e ccm capítulos de ma-
terial profético, justamente quando este sc fazia mais necessário.
Sabemos igualmente qu€ Daniel sc achava bastante familiarizado com a
obra de Jeremia.s. Compare Daniel 9:1 e 2 com Jeremias 29:10. É bem
possível que Daniel também estívesse famihariz,ado com o oiitro profeta
contemporâneo, Ezequiel. A cidade de Nippur, onde parece ter vivido Eze-
quiel, distava apenas oitenta qujlôme[ros a sudeste da cidade de Babilônia.
Em 587 a.C., cerca de uns dc7,enove anos antes de Nabucodonosor rc-
ceber o sonho da árvore gigantesca, Ezequiel foi inspirado a diz€r ao Faraó
egi'pcio que c4 também estava sendo comparado por Deus a uma árvore
alta. Ez€quiel 31. Ezequiel advertiu Faraó de que, tendo cm vista castigar

fasce.umo.rg#oos;eDue:saeánJ;arrela(vcc::tÉ:ce::i:,r:igT;*:?fg):oÉ%à:,:er|a|::;:á;
[ambém uma advertência geral cle que nenhum outra árvore -ou seja, ne-
nhum outro rei ou reino - deveria aspirar crescer tanto (veja Ezequiel
3 1 : 1 4) .
Tendo em vjsta a posição especial que Daniel desfrutava junto ao rei
Nabucodonosor, e descjando o profeta ver o rei convertido, é bem prováL
vel que Daniel tenha mostrado a Nabucodonosor essa mensagem paralela
de Ezequiel ao Faraó.

Leituras Adicionais lnteressantes:


.4í B€Á¢f f7z.Jfo'rz.4r cZ!¢ BÍ'6//.cz, Ca,sa Publicadora Brasileira, de Arthur S.
Maxwell, volumc 6, pág. 44: "0 Rei Fica Louco".
Pro/íítzf f f?cz.Í, Casa Publicadora Brasileira, de Ellen G. White,
pág. 514: "A Verdadeira Grandeza".
Respostas às
Suas Perguntas
1. Qual era o tamanho da cidade de BabiJônia?

epois de tudo o que sc dissc a respeito da magnificente


Babilônía dc Nabucodonosor, torna-se uma surprcsa des-
cobrir que as suas maciças muralhas mediam apenas de-
zesseis quilômetros de extcnsão, e circundavam iima área
E.de menos de
a cidade de cinco quilômetros
Los Angeles ocupa quadrados!
uma ár€a deEm contrastc,
aproximada-

mente 1.300 quilômetros quadrados, ao passo que São Paulo ocupa mais
de 2.000 quilômetros quadrados.
0 tamanho de Babilônia torna-sc, porém, impressionante, quando
comparado com o ta.manho de outras cidadcs antigas de renome. Nínive,
capital do grande império assírio, que precedeu o império nco-babílônico,
possuía apcnas 6,6 quilômetros quadrados de árca. Jerusalém, uma das
mais conhecidas cidades de todo o mundo antigo, ocupava pouco mais de
um tcrço de quilômetro quadrado!
As cidades antigas parecem pequenas. Na. verdade, eram pequenas;
devemos lembrar, entretan[o, que por razões dé segurança elas necessi-
tavam s€r muradas. Os muros representavam grande custo de constru-
Ção c manutenção. Em [empos de cerco militar, os muros tinham de ser
defendidos pcla população durante as vinte c qiiatro horas do dia. Ten-
do em vísta erguer muros com a menor extensão possi`vcl, as cidades
eram construídas de modo compacto, onde. a maioria das riias eram es-
treitas c raramentc iima casa dispunha dc jardim. Segundo se diz, o
número de pessoas que se aglomeravam nessas cidades é impressionan-
te. Nínive, com scus 6,6 quilômetros quadrados, possuía uma popula-
ção de 120.000 habitantes. Uma área residencial suburbana dos dias de
hojc, possuindo idêntica área, provavelmente não terá mais que um ter-
ço dessa população.

2. Porventura a cadeia dc ferro e bronze reprcscnta alguma coisa?


Em seu sonho da árvore que foi prematuramente cor[ada, Nabucodo-
nosor observou que a cepa da árvore foi "atada com cadeias de ferro e de
bronze". AJguns comen[aristas têm sugerido que cssa cadeia dc dois me-
tais deve ser relacionada com o ferro de Roma e o bronze da Grécía, apre-
sentados em Dani€1 2, e devcria assim representar os maus princípios ba-
bilônicos de govcrno, aplicados ao longo da história humana.
72
Daniel 4

Trata-sc de uma teoria inteligente, que entretan[o devc ser rejci[ada por
diversas razões. (1) A prata do lmpério Medo-Persa\ e o barro das naçõcs
modernas foram deixados .dc fora! (2) A ordem, ou seqüência, "ferro e
bronze", acha-se invcrtida cm relação à seqüência "bronze-ferro" de Daniel
2. (3) A única interprctação que a Bíblia ofcrece à continuidade do tron-
co é que "o teu reino tornará a ser teu, depois que tiveres conhecido que
o Céu domina". Portanto, a Bíblia diz que a cepa rcpresenta a prescrvação
do rcino para um Nabucodonosor humilde e contrito. Ela nada diz a res-
peito da continuidade de um rcino de "má cepa" ao longo de centenas ou
mesmo milhares dc anos. (4) A Bíblia não diz especificamente a que s€ re-
fere a cadeia, de modo que qualquer interpretação dogmática torna-se
mera especulação.
A palavra aramaica 'gf#r, aqui traduzida como "cadeia", relaciona-se
com o verbo '4J#, que em 11 Rcis 7: 10 se rcfere ao ins[rumento com o qual
eram amarrados os animais; no Salmo 149:8 a mesma palavra é aplicada
ao ato de amarrar prisioneiros de alta classe com cadeias de ferro. A pre-
sença da cadeia no sonho de Nabucodonosor provavelmente não tivessc
qua]quer outro significado riém deste: quando o rei fosse expulso do palá-
cio, ele seria amarrado com uma cadeia de ferro e bronzc, dc tal modo que
não pudesse voltar para o` palácio e nem distanciar-se demasiadamente.
Leia a advcrtência quanto a intcrpretações especulativas, em Respostas
às Suas Pcrguntas, no cap. 2.

3. Quem são os "vigilantes"?


Os vigilantes de Daniel ,4:13 e 17 são provavelmcnte os mesmos seres
extraterrestres que cm outras par[es são conhecidos como "anjos" (veja, por
exemplo, Daniel 6:22).
I Cori'n[ios 4:9 diz qiie "nós" nos tornamos um "espe[áculo [isto é, ajgo
a ser contemplado] ao mundo, f##fo 4 4Í#/.cu, como a homens». 0 destaque
foi suprido.
Os anjos sáo mencionados aproximadamente setenta vezes no livro de
Apocalipse, sendo quc também recebem freqüentes menções em outras
partes da Bíblia. Por exemplo, Jacó viu anjos descendo e subindo en[re o
Céu c a Terra. Gênesis 28: 12. Um anjo destruiu o exército da Assíria a fim
de proteger Jerusalém.11 Reis 19:35. Anjos can[aram em júbilo por oca-
sião do nascimento dc Jesus. S. Lucas 2:13.
Hebreus 1:14 diz quc os anjos são "espíritos ministradores enviados
para serviço, a favor dos que hão de herdar a salvaçáo". Os anjos valem-
se de sua in[eligência superior e de seu poder a fim de auxiliar-nos em
nossas provas e tentações diárias. Devcmos ensinar nossos filhos a se-
rem agradecidos a Deus por esses amigos Ínvisíveis que vigiam por nós
e em nosso fàvor.
73
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
4. Porventura os tabletes de barro oferecem apoio ao capítulo 4? Por-
ventura existe alguma evidência, a partir das inscrições cuneiformes da
época de Nabucodonosor, de que o rei teria sido realmente um construtor
cheio de orgulho próprio, um poeta, e um insensato? Sim, existe. Aqui es-
tão os exemplos:
Nabucodonosor como construtor orgulhoso. E:m u:m de se:ns edL+os ele u+i-
liza os seguintes termos de auto-exaltação:

Eu fiz Babilônia, a santa cidade, a glória dos grandes deuses, tomei-a mais
proeminente do que antes, e promovi a sua reconstruçáo. Fiz com que os san-
tuários dos deuses e deusas brilhassem tanto quanto o dia. Nenhum rci dentre
todos os reis jamais criou, nenhum outro rei antes de mim construiu, aquilo
que eu magnjficentemente construí para Marduque. Elevei também ao máxi-
mo o equipamento da Esagila [o grande templo de Marduque], e empenhei-
me na renovação de Babilônia mais do que antes de mim foi feito em qualquer
época. Todas as minhas va.liosas obras, a beatificação dos santuários dos gran-
des deuses, nos quais me empenhei mais que mcus reais predecessores, eu as es-
crevi num documento e as registrei para as gerações víndouras.4

^Í46#coJo#c7mr c'rzz poc'fzz. Alguns dos editos pessoais de Nabucodonosor


tomaram a forma de paralelismos poéticos, um outro contraste com as
práticas assi`rias, mas em estreita consonância com a estrutura de Daniel 4.
0 paralelismo poético daqueles dias envolvia a repetição linha-a-linha dos
pensamentos, ou a alternância linha-a-linha dos pensamentos contrastan-
tes ou conseqücntes (veja as páginas 214 a 220, comentário do cap. 9).
A seguir, umas poucas linhas do cdito de Nabucodonosor em Daniel 4
(versos 4 e 5):

Eu, Nabucodonosor, estava tranqüilo em minha casa,


e feliz no meu palácio.
Tive um sonho, que me espantou;
e, quando estava no meu leito, os pensamcntos
e as visõcs da minha cabeça me turbaram.

Compare essas linhas poéticas escritas por Nabucodonosor na Bi'blía,


com estas outras linhas também escritas por ele na inscrição da chamada
"Casa da Índia":

Quando eu nasci,
quando fiii criado, eu mesmo,
os santuários do deus que eu venero,
o camínho do deus no qual cu ando. . .5

74
Daniel 4
Ndbucodonosor sof teu df ls faculd4de§ ment:ais. F;rrL 197 5 £ói traiduikdo um
tablete de barro que faz referência à enfermidade de Nabucodonosor.6 Essc
tablctc, que s€ encontra no Museu Bfitânico (sob o número 8. M. 34.113,
sp. 213), encon[ra-se tão danjficado, que algumas palavras de cada linha
aparecem ilegi'veis, e até m€smo aJgumas linhas completas não podem ser
lidas. Mas as linhas cuja lej[ura é possi'vel apresentam frases como: "Nabu-
codonosor considcrou quc. . .", "sua vida parecia como de ncnhum valor
a...", "ele não demonstrou amor a filho ou filha...", "fam(lia e clá não
existem...", "sua atenção não foi conduzida no scntido de promovcr o
bem-estar da Esagila. . . ", "ele chora amargamente diante de Marduque. . . "

REFERÊNCIAS:

1. Inscrições da Casa da fndia 9.2244, conforme Charlcs Boutflower, /# 4#JÁro##d Í4c j7oo4 o/
Da#f'c/ [Dentro e €m Torno do Livro dc Danicl] (Londres: Society for Promoting Christian Knowlcd-
ge,1923), pág. 74.
2. Wadi [Wadi-Brisa] Inscription, in Bou[flowcr. 774c igooÁ o/Dz7#J.c4 cap. "The Royal Woodcuttcr."

2:ç;cnàc,:=u;Áf%?#„,ÍíJ,'PBá'g42ã:;mc„,4"ed.FrancisD.N,cho,,7vo|s.(W*hingon,D.C.:
Rev;cw and HeraJd Publishing Association,1953-1957), 4:799.

3'(;or;;nrr:;fl,::;?e:;ccrá;#oioíí;f:it„Í":,p;4í:;gãi!l;:;i,£á`#b:u:8h7:ãí:::::sn:asden::::,:T;i:";;:;ur:|,e|s;;:,
págs. 39 c 40.

75
DaníeL : t •` `,.) `-

`-.
-
-
-
Deus Escreve `EI

Sobre a Parede -`-


EE
lntrodução E=
'=
m 12 de outubro de 539 a.C., Belsazar, rei dc Babilônia
ofereceu oum banquete
jorrou,ao
os qual convidou cerca de e
mil lí `-
GIIEEiBII=, nheiras., vinho espíritos se aJàgraram)
deres nacionais com suas respec[ivas esposas e compa
a rlea
-
lidade foi perdida de vista. E=
A realidade era muito sombria„
Ao longo dos vinte e três anos decorridos desde a morte de Nabucodo,
'-
nosor, Babilônia descrevera uma [rajetória continuamente descendente 1
tendo dcixado para trás sua época dourada.
E=
Nabucodonosor fora sucedido por uma série de governantes incompe
-
tcntes. Seu filho Evil-Merodaque (veja Jeremias 52:31) não se havia de
monstrado muito servível, e fora assassinado por seu próprio cunhado, de -
pois de um reinado de apenas dois anos. 0 cunhado morrcra cerca de qua
-
tro anos mais tarde, deixando um filho menor. Conspiradores assassinaran
então o menino-rei, e indicaram um de seus cúmplices, Nabonidus, com( -
sucessor real. .
-
Seis anos mais tarde o rei Nabonidus transferiu seu quartel-general, di
Babilônía para o djstante oásis de Temã, na Arábia. Ele "entregara o trom -
a seu filho", Belsazar,2 dedicando-se depois avidamente à adoração di
-
deus-lua Sin, em lugar do principal deus babilônico, Marduque.
(Nessa decisão de adorar a divindade Sin, Nabonidus foj influenciad' -
por sua mãe, ou avó, que era sumo sacerdotisa daquela divindade. Ess -
mulher extraordinária viveu até a excepcional idade de 107 anos! Diz o rc
lato de uma inscrição cuneiforme que ela pronunciou as seguintes palavra -
aos 104 anos: "Minha vista era aguçada, minha audição excelente. .. al].
-
mento e bebjda me fazem bem.")3
7, -
-
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
Durante dez anos Nabonidus havia fàlhado - em virtude de sua ausên-
cia - na celebração do festival popular babilônico do Ano Novo. Além dis-
so, durante scu reinado ele havia requerido que até mesmo os babilônios de
clcvada classe socia] trabalhassem para o Estado, em grupos de trabalho. Ao
mesmo tempo a recessão financeira havia conduzido a um estado geral de
abandono na capital. Nabonidus havia-se tornado vastamente impopular.
Enquanto isto, Ciro o Grande, rei persa, havia iniciado a sua`espetacu-
lar escalada. Havia dominado o reino da Média e anexado a Lídia, no dis-
tante oeste. Nabonidus, evidcntemente alarmado com a ascendêiicia do
poderio persa, havia retornado de Temã para Babilônia, no ano 540. Em
busca de alguma popularidade na capital, celebrara o festival de Ano
Novo em alto estilo c coletara deuses e deusas de várias cidades mais afas-
tadas. Mas ele não foi capaz de conter-se em discutir teologia com os
principais sacc.rdotes, e de qualquer forma já era muito tarde para read-
quirir o apoio popular.
Quando ele se defrontou com as forças de Ciro em Opis, cerca de 185
quilômetros ao norte de Babilônia, seu próprio povo daquele lugar rebe-
lou-se contra ele. Em 10 de outubro de 539 a.C., Nabonidus havia entre-
gue Sippar, oitenta quilômetros ao Norte de Babilônia, sem ao menos en-
trar em combate, e fiigira para Borsippa, ao sul. Enquanto isto, um desta-
camento militar comandado por Dario o Medo, deslocara-se rapidamente
para o sul, estacionando junto aos muros de Babilônia.
Estas eram, portanto, as realidades sombrias que cercavam o festim
de B`élsazar: o império virtualmente perdido, Nabonidus em fuga e o
inimigo às portas.
Mas por que preocupar-sc? Os muros de Babilônia eram grandes e for-
tes. Seus armazéns achavam-se repletos de alimentos. 0 Eufrates trazia
água à vontade. Qualquer inimigo desistiria de iim bloqueio muito antes
que a cidade cedesse. Babilônia era invencível.
Da mesma forma como o rz.fzz#z.c era insubmcrsível.
Quando o vinho começou a surtir efeito, Belsazar, de modo blasfemo,
ordenou a seus mordomos que trouxessem os utensílios sagrados que Na-
bucodonosor removera havia muitos anos do tcmplo de Jerusalém. En-
quanto os convivas ofereciam brindes a seus ídolos, em vasos que haviam
sido dcdicados ao Senhor, uma misteriosa mão começou a traçar letras fla-
mejantes na parede do palácio -a famosa "escrita na parede".
Branco de medo, tremendo como vara verde, Belsazar esforçou-se por
clarear o cérebro e focalizar a vista. A mensagem certamente era ameaça-
dora - disso ele estava certo ~ mas qual cra, de fato, o scu conteúdo? Sua
voz soou cavernosa, estranha para ele próprio, quando pediu que alguém
fosse convocar os homens sábios.
0 tempo se arrastou enquanto os sábios do reino foram reunidos e che-
78
Daniel 5

g::amm.va::ao"ltoe::eiç:::nr::;:ç,.qouaià`u:íe;::::aaq::ófdoisgs:rácpo#isna,edr:
pretar a escrita na parede (veja a pág. 91). Em vão, porém. Ninguém foi
capaz sequer de ler a escrita, muito menos de interpretá-la.
Nesse momento a rainha entrou no salão. Uma vez que as mulheres de
Belsazar também se achavam presentes, neste caso a "rainha" deve ter sido
a rainha-mãe, uma pessoa grandemen[e respcitada em tempos antigos. A
sug'estáo da rainha foi de que s€ buscasse o profeta Daniel.
Belsazar concordou, e mais uma vez o tempo foi passando enquanto um
mensageiro corria velozmente até o lar de Daniel. 0 efeito do álcool co-
meçou a ceder, as mentes tornaram-se mais claras, e ao devído tempo o ve-
nerando profeta Danicl penetrou no salão. Embora Daniel já se cncontras-
se na casa dos oitenta, não temos dificuldade em imaginar o seu radiante
aspecto (Daniel 10:8) -a pele relativamente lisa, passos firmcs, uma voz
clara e sonora. Que contraste não deve ter fcito a sua figura com a liberti-
nagem à sua volta! Quão agradecido deve ter-se sentido ele a Deus porque
em sua juventude tomara o firme propósito de jamais comer ou beber
qualquer coisa inadequada à saúdc!
Daniel omitiu a costumeira saudação: "Ó rei, vive para sempre!" Ela pa-
rccía complctamente irrelevante face à iminente morte de Belsazar. Ele não
foi descortês com o jnconstante monarca, mas tampouco usou de rodeios.
Diante dos líderes e convivas reunidos no saláo, Daniel relembrou ao rei o
juízo que uma vez caíra sobre Nabucodonosor em virtude de seu orgulho;
como a sua mente chegara ao ponto de levá-lo a comportar-se como ani-
mal, até que ele confessasse que o Al[i'ssímo reina sobre todos os domínios
humanos. Seguiram-se então estas ponderadas palavras: "Tu, Belsazar, que
és seu filho, não humilhaste o teu coraçáo, 4f.#Á¢ ¢#c j4Gz.4f cúp f#d rifo.
E te levantaste contra o Senhor do Céu", e bebeste vinho em Seus vasos
sagrados. Daniel 5:21 a 23.
A "escrita na parede" ainda persistia, cintilando como um anúncio cm
luz neon. "MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM." Daniel leu, e tudo era
muito fácil. Fez um pausa antes de prover a interpretação.
"MENE", lcu elc outra vez. "Contou Deus o teu reino, e deu cabo dele."
"TEQUEL", "Pesado foste na ba]ança e achado em fàlta."
"PERES", "Dividido foi o teu reino, c dado aos medos e aos persas."
V e:rsíis 2fj e T] .
(Em aramaico, "mene" significa "contado" ou "numerado". "Tequel"
significa "pesado". "Parsim", que é o plural de "peres", pode ser assim en-
tendido: no singular significa "dividido", ao passo que no plural equivale
à pronúncia de "persas".
Poderia até parecer grotesco ao se considerar as circuns[âncias, mas Bel-
sazar era ficl no cumprimento de sua palavra. Mandou que vestissem a Da-
79
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daníel
niel com um manto de púrpura, pendurassem uma cadeia de ouro em seu
pcscoÇo - o que denotava estar elc sendo revcstido de alta autoridade - e
proclamou que o profeta seria o "terceiro mandatário" de um império que
vivia literalmentc seus últimos minutos.
Normalmente o rio Eufrates apresentava baixo fluxo em outubro. Dois
historiadores antigos, Heródoto c Xenofonte, informam-nos que naquela
noite do banquete fatídico o inimigo reduziu ainda mais o volume do rio,
desviando temporariamente o curso d'água. Soldados penetraram por `de-
baixo.do muro em águas que não lhes a[ingiam mais que os joelhos, des-
cobriram que os portões do rio ainda se achavam abertos, ganharam aces-
so às ruas e mataram os guardas que de nada suspeitavam.
"Naquela mesma noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus." Daniel 5:30.
Duas semanas e meia mais tarde, Ciro o Grande conduziu o principal
corpo de suas tropas em paz para dentro da cidade, enquanto multidões
rcgozijantes simbolicamente lançavam ramos verdes diante do seu cami-
nho. (Os judeus saudariam da mesma forma a Jesus quando Ele entrou em
Jerusalém, 569 anos mais tarde.) Exatamen[e como predissera a profecia,
a cabeça de ouro cedera lugar ao peito e braços de prata.
Durante toda a sua vida você ouviu acerca da "escrita na parede».
Você aprcndeu agora que ela representou o anúncio de um fim repenti-
no de tcmpos extravagantcs. Agora você poderá ler o relato completo,
em sua Bíblia.

80
A Mensagem de
Daniel 5
1. Deus e a Queda de Babilônia

queda de Babilônia é de grande importância c.m nossa


compreensão da mensagem geral de Daniel e Apocalipse.
Dois aspcctos demandam particularmente a nossa a[cn-
ção: (1) A qucda de Babilônia J.;'m6o`/z.ctz constitui um dos
maís destacados [emas do Apocalipse. Ela se acha associa-
da, nesse livro, a profecias que em breve deverão cumprir-sc e que revelam
admirável paralelismo com profecias da queda dc Babilônia literal. (2) 0
Pcr/€z.ft7 fzmp#.77%#fo das profecias relacionadas com Babilônia //.Í€rzz4 con-
tribui para o fortalecimento de nossa confiança nas profecias que anun-
ciam a iminen[e derrocada de Babilônia J7.772Gó/z.cÁ!.
Paralelismos. Certamente você ob[erá provcj[o em efe[uar uma pe-
quena pausa neste pon[o, a fim de dirigir uma breve olhadela. aos se-
gujn[es [extos bíblicos: Isaías, capítulos 41, 46 e 47; Jeremias, capítulos
50 e 51; e Apocalipse, capi'[u]os 16 e 17. Estes últimos capítulos serão
analjsados em maior profundidade no livro de Apocalipsc, mas por ora
contentar-nos-emos em traçar váríos paralelos, de acordo com o quadro
daEpádgi,gnnaosâgunl:t[ae.queaquedafim|,tantodeBabj]ônia|i[era|q|,antode

Babilônia simbólica, causa grande riegria em todo o Univ€rso. "Os céus e a


[erra, e tudo quanto neles há, jubilarão sobre Babilônia", djz Jeremias 51 :48,
referindo-se à ruína de Babilônja literal. "Exultai sobre ela, ó céus", diz Apo-
caJipsc 18:20, no tocante ao desbaratamen[o de Babilônia espirirual.
Deus, naturalmente, não tem "prazer na morte do perverso», conforriit`
declara €m Ezequiel 33: 11. Mas o Deus que ama a todos, por certo ama o
Seu povo fiel quando estc é perseguido. Deus envida esforços pela conver-
são dos perseguidores. Quão difícil Lhe foi ganhar o coração de Nabuco-
donosor! Ele trabalhou em favor de todos os babilônios. "Queríam()s
curar Babilônia", é o rela[ório de Jeremias 51 :9, qiie prossegue com as tris-
[es palavras: "Ela, porém, não sarou." 0 povo judeu experímentou um
novo nascimento em Babilônía. Desis[iram para sempre da adoração aos
ídolos e pela prheira vez em sua história dedicaram-se a erguer sinagogas,
nas quais ensinavam a seus filhos e aos vísi[antes não-judeus a respeito do
Deus verdadeiro. Mas os babilônios, como um todo, rejeitaram a verdadc
acerca do verdadeiro Deus e, de uma forma ou ou[ra, por vezes oprimiram
sl
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniet

Antíga Babilônia LiteraJ Babilônia Simbólica


"Habitas sobre muitas águas." "Scntada sobre muitas águas."

Jeremias 51 : 13. ApocaJipsc 17:1.

"Copo de ouro na mão do Scnhor."


Tem "na mão um cálice de ouro".
Jeremias 51 :7. Apocalipse 17:4.

"Repentinamente caju Babilônia. " "Caiu, caiu a grande Babilônia."

Jeremias 51:8. Apoca]ipse 14:8.

"Eu serei senhora para sempre. . . "Estou scntada como rainha. Viúva

Não ficarei viúva." não sou. I'ranto niinca hei de ver!"


Isaías 47:7 e 8. Apocalipsel8:7.

"Saí do meio dela, ó povo Meu." "Retirai-vos dela, povo Meu."

Jeremias 51 :45. Apocalipse 18:4.

Por ocasião de sua queda, "os céus c Por ocasião de sua queda exultarão "os
a terra. . . jubilarão". céus ,... smtos e apóstolos''.
Jeremias 51 :48. Apocalipse 18:20.

"Como grande pedra. . . será arrojada


Comó` um pedra "será afiindada
Babilônia". Babilônia."
Jeremias 51 :64, Apocalipse 18:21.

aqueles que nEle criam. Se pessoas cruéis persistem em oprimir os inoccn-


tes, e por fim chega o tempo em que os maus têm de ser removidos - en-
táo Deus Se rcgozija pela libertação dos oprimidos.
Com|)leto Cumprimento Prof ttico. De:Nemos ch,"íri íi a.tcmçzEzuo pa.iaL rrLa:is
um estreito paralelo entre as duas Babilônias. Em Apocalipse 18:21 um
anjo poderoso lança mão de uma grande pedra - parecida com pedra dc
moinho ~ e lança-a ao mar, dizendo: "Assim, com ímpeto, será arrojada
Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais será achada." Em Jeremias
51:59 a 64, o profeta instrui Serai'as a tomar uma`pedra, amarrá-la a um
rolo e jogá-lo no Eufrates, clamando em alta voz: "Assim será afiindada Ba-
bilônia [literal], e não se levantará."
Essas instruções acerca da pedra e do rolo foram dadas por Jeremias a
S€rai'as no quarto ano do rei Zedequias, ou seja, 594/593 a.C. Zedequias
emprecndeu ncsse mesmo ano uma viagem a Babilônia, possivelmente em
82
DaníeT 5
conexão com a cerimônia de dedicação da grande imagepi de Damiel 3. Se-
raías acompanhou o rei.
• É fácil imaginar a cena às margens do rio. Podemo`s`supor que Seraías
colocou-se junto ao rio em algum pon[o em que este costumava ser cruza-
do, onde a estrada terminava junto a uma balsa. Um punhado dc judeus
agrupavam-se ao seu redor. Ele desenrolou o livro de Jeremias c começou
a l€r a mensagem registrada nos capítulos 50 e 51.

Palavra quc falou o Senhor contra Babilônia e contra a terra dos cal-
deus, por intermédio dc Jeremias, o profeta. (50: 1)
Porque eis que Eu suscitarei c farci subir con[ra Babilônia um con-
junto de grandes naçõ€s da tem do Norte, e se porão em ordem de ba-
talha contra ela. (50:9)
Eis que ela será a última das nações, um deserto, uma terra seca e
uma solidão.
Por caiisa da indignação do Senhor náo será habitada, antes se
tornará de todo deserta;
Qualqiier que passar por Babilônia se espantará, e assobíará por
causa de todas as suas pragas ....
Porque ela pecou contra o Senhor. (50:12-14)
Pelo que assim diz o Senhor: . . .
Secarei o seu mar,
e farei que se esgote o seu manancial;
Babilônia se tornará em montões de ruínas,
morada de chacais,
objeto de espanto e assobio,
e não haverá qiiem nela habite. (51:36 e 37)

Por isso as feras do deserto com os chacais habitarão


em Babilônia;
também as avestruzes habitarão nela,
e nunca mais será povoada,
nem habi[ada de geraçáo em geração. (50:39)

Os habi[antes locais, ouvindo a voz de Seraías e percebendo a pequena


multidão reunida, aproximam-sc do grupo enquanto esperam a balsa.
Crianças escorregam por entre as pernas de seus pais a fim de obter uma
vista melhor. Aparece um guarda. Mas a mensagem estava escrita em he-
braico, de modo que ele não a pôde compreender.
Seraías completou a leitura. Depois amarrou uma pedra ao rolo escrito
€, com grande impulso de seu braço, lançou o conjunto para o ar. Rolo e
pedra caíram no rio Eufrates e desapareceram, deixando apenas umas pou-
83
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniet
cas bolhas de ar para assinalar o lugar em que haviam caído.
Mas. . . dc que modo poderia cump[ir-se uma tal profecia? Como pode-
ria Babilônia vir a tornar-se "a última das nações", "de todo deserta" e
"montões de ruínas"? Como podcria alguém atrcver-se a predizer que che-

garia o [cmpo em que Babilônia não mais seria povoada, "nem habitada de

g:r:ÇÍ:g::sgeá:rç,:::'dTavqoi:ieàe::i:d:oaT::àoo:amndqoue*oÍ::gueennsodgor:fo:
tudo parecia conspirar contra a possjbilidade de Babilônia atingir táo som~
brio destíno. Os trabalhadores ocupavam-se febrilmente em construções

píííbs[ídceffic:npsat:tj;:;arÁs.tírud:eanàoí:Çbaoísasm£:::,F:=vad:ts[;ob[oosE:àou[€:sse:::::
damente em direção ao céu.
Babilônia, conforme vimos an[es, crescera mais e mais cm beleza; suas
fortificações haviam-se tornado mais e mais resis[entes; sua população au-
mentava a cada ano. Uma ponte que repousava sobre imensos pilares de
pedra, atravessava o Eufrates. Palácio era agregado a palácio, miiros a mu-
ros, [emplos a mais templos.
Quando os medos e persas conquistaram Babilônia em 539 a.C., cin-
qüenta e cinco anos depois quc Serai'as lcra a profecia de Jeremias, Ciro até
mesmo aperfeiçoou o sistema de defesa da cidade e tentou executar alguns
projetos arquitetônicos que nem mesmo Nabucodonosor se achara em con-
dições de completar. Embora Ciro tenha mantido Susã como a capital do
lmpério Persa (veja Ester 2:8), transformou Babilônia em segunda capi[al;
portanto, a cidade continuou sendo prestigiada, esplêndida e populosa.
Aproximadamente outros sesscnta anos transcorreram. Os cidadãos ba-
bilônicos se rebelaram contra os persas - e o imperador Xerxes esmagou
sua revolta implacavelmen[e. Demoliu os palácios e templos da cidade,
bem como os largos muros ex[ernos, reduzindo-os a pila.res desnudos e um
montão de tijolos e reboco desorganizado! Babilônia começava a transfor-
mar-se cm rui'nas. Mas a cidade continuava sendo habitada.
Decorreram outros cento e cinqücnta anos, e apareceu Alexandre, o
Grande, saltitando de vi[ória em vitória. Ele conquistou os persas com re-
buscada sabedoria e valor, dirigiu-se para leste a fim de tomar a região nor-
te da Índia, e depois volveu-se novamente para o oeste, com o propósito -
por ele próprio declarado - de chegar niim ponto ocidcntal tão cxtremo
quanto a Espanha. Empreendcu uma parada de descanso em Babilônia,
em 323 a.C. Lendária Babilônia! Que ou[ro lugar tão apropriado como
esse poderia ele escolher como sede dc seu vas[o império orienta]?
Imediatamente AJexandre encarregou 10 mil dc scus homens da remo-
ção das ruínas de E[emenanki, pois pretendia reerguer esta "torre de Ba-
bel" de aproximadamente 100 metros de altura. Foi localizado nos servi-
ços dc cscavação arqueológica um recibo de pagamento dos operários. Ale-
84
Daniel 5
xandrc desejava restaurar Babilônia a seu antigo brilho de centro religioso

Teu.n.dia:;.E;eàaaTí:iémmopcl:=ej:víanà::nea:oBábi`::j:ã:T:b#seed:,:::;,n:.ce(Et.ri:
projetou construir um canal entre o Mar Vermelho e o Nilo). Seus homens
iniciaram em Babilônia a construção de um porto capaz de abrigar cerca
de mil navios. À Fenícia foram encaminhadas ordens de produção de na-
vios em seções; estas deveriam ser levadas por terra até o Eufrates, monta-
das e postas a navegar rio abaixo.
Onde se achava neste momento a palavra do Senho`r proferida através
de Jeremias, de que o lugar se transformaria em secas ruínas e desabitados
desertos?
0 problema é que o próprio Alexandre também deveria cumprir as pro-
fecias do Senhor! 0 jovem imperador adoeceu gravemente em Babilônia
neste mesmo ano, 323 a.C. Ele havia conquistado o mundo à idade de
trinta e dois anos, mas foi incapaz de reconstruir a cidadc que, como Deus
havia dito, deveria tornar-se desolada.
Os generais de Alcxandre dividiram en[re si o império. Seleuco Nicator,
um destes generais -o que ficou como dirigente da região -dccidiu antes
reconstruir a cidade de Opis, uns 185 quilômetros ao norte; rebatizou-a
com o nome de Selêucia, de acordo com o seu próprio nome. Tro!ixc gran-
de parte da população e milhões de tijolos de Babilônia a fim de auxiliar
na tarefa de construção de siia nova capital, de modo que Babilônia mer-
gulhou em obscuridade.
Ao tempo em qiie viveu Jesus na Terra - cerca de três séculos mais tar-
de - Babilônia já se transformara em cidade-fantasma, desolada e abando-
nada - exatamente de acordo com o que Deus predisscra por intermédio
de Jeremias.
Durante a ldade Média a maior parte das barragens e canais da região
foram destruídos, desativando o sistema de irrigação c sccando assim, lite-
ralmente, as águas de Babilônia.
E nunca mais Babilônia voltou a ser habitada. Seraías havia lido: ``Nun-
ca mais será povoada, nem mais habitada de geração em geração." Jcremias
50:39.
Visitei Babilônia duas vczes. Pude ver aquilo que restou de scus imcn-
stis portões, de seus aclamados jardins suspensos, e de scu silente salão dc
b.mquetes -17 por 53 metros -ondc Belsazar provavelmcntc cclebrou sua
última festa em presença de mil dos seus grandes. Babilônia é, scm dúvi-
da, um lugar melancólico -seco, monótono, empoeirado e morfo.
É muito triste que as coisas tenham sido assim; posso garantir, contudo,
que a visão de suas ruínas desabitadas é capaz de injctar vigor e resolução
no sangue de qualquer um - jovem ou idoso - que acrcdita nas profccias
b]'blicas. Cada um de seus milhões de tijolos abandonados torna a confir-
85
Uiiia Nova Era Segundo as Profecias de Daníel
mt a t tu`Íi.ui\.i i`:i``` i``t`ii.`.`£..t`m `Ii` D;`nicl c Ai)oc:ilipsc.
Até o pi.cscntc moiiii`i`[o, íi``` pri)fecias accrca de Babilônia literal cum-
priram-se maravilhosamente. 0 mesmo já aconteceu -conforme veremos
- com muitas das profecias relacionadas com Babilônia simbólica. Pode-
mos €star absolutainente certos de que as profecias restan[es cumprir-se-ão
de modo cabal. É muitíssimo provável que nós e nossas famílias contem-
plaremos o cumprimento (las mesmas, ainda em nossos dias.

11. Deus e o Julgamento de Belsaz,ar

O`que você estava fazendo na noite de 12 de outubro de 539 a.C.? A


pergunta certamente par€ce tola. Ma.s ela seria perfeitamente válida se di-
rigida a Dcus!

De:ssqliverEso,gevcpaasnol[:lreenâspe9:::'rpns:Ê'uod::s-:oosDae::T:ereee:d]eídqeu:u:
tubro de 539 a.C. enviou um anjo para escrever sobre a parede do salão de
festas de Belsazar.
Uma das maiores mensagens contida nesses dois livros, é que o grande,
amável e eterno Deus nos respeita tanto, que nos trata como indivíduos
responsáveis.
Deus sabe muito bem que somos fracos. "Pois Ele conhece a nossa es-
trutura, e sabe que somos pó." Salmo 103:14. Durante certo tempo Ele
nos prQ`tege das conseqüências de nossos cquívocos. Ele provê evidências
persuasivas com vistas a levar-nos a escolher o caminho da felicidade e do
sucesso. Mas, numa clara demonstração de respeito por nós, Ele nos deixa
livres - para obedecer-Lhe ou para desobedecer-Lhe, conforme desejar-
mos. Por ocasião do julgamento - uma vez qu€ somos indivíduos respon-
sáveis - Ele permitirá que colhamos as últimas conseqüências de nossas es-
colhas, qucr sejam boas, quer sejam más. É da mais fundamental impor-
tância quc reconheçamos que Deus não decide arbitrariamente o nosso
destino, nem nos impõe arbitrariamen[e qualquer punição.
Séculos antes dos dias de Daniel, o bom e velho Josué, depois de uma
vida inteira devotada às tarefas de governo e direção dc exércitos, expres-
t`(ju a atitude de Deus no tocante à nossa liberdade, nos seguintes termos:
"Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais:

se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do Eufrates,
ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Eu e a minha casa ser-
viremos ao Senhor." Josué 24: 15.
Belsazar, rei de Babilônia, tomou as decisões que afetavam sua vida. Maís
tarde Deus "pesou" essas decisões a fim de. constatar o quanto valiam. No
julgamento de 12 de outubro de 539 a.C„ as decisões da vida de Belsazar
foram encontradas "em fàlta", ou deficientes, de modo que Deus "entre-
86
Daniel 5
gou" Belsazar às conseqüéncias naturais do curso de vida por ele escolhido.
Ás esco.has ócssc rc`i sc tc>maram mais sérias porquc fcriam tomadas con-
tra a luz de considerável evidência de verdade. Danicl lembrou a Belsazar
que estc tivera conhecimento amplo da experiência de Nabucodonosor.
Ajnda assim, conforme salientou o profeta, "tu, Belsazar, que és seu filho,
não humilhaste o teu coração, 4Í./ic/4 qítc f46í.4f n/Jo rifo". Daniel 5:22.
Em certa medida, Nabucodonosor poderia ser desculpado em seu orgulho.
Nas inscrições públicas formais que preparara, freqüentemente atribuíra a
seus dcuses o méri[o pelos sucessos obtidos, mas não compreendera que
Deus `requer sincera e profiinda humildade. D€us levou em conta a igno-
rância de Nabucodonosor e enviou Danicl para adverti-lo. Depois Deus
conduziu o rei através de uma estranhà enfcrmidade men[al, procurando
levá-lo à humildade e arrependimento. Belsazar, entretanto, não tinha des-
culpas. Ele conhc.cia tudo a respeito da docnça de Nabucodonosor. Ele sa-
bia perfeitamente que o orgulho é mau, jactancioso e blasfemo. Ainda as-
sim ele decidiu pecar.
Sob vários aspectos, Deus tratou Belsazar como um indivíduo respon-
sável. Em primeiro lugar, permitiu que o rei tomasse suas próprias deci-
sões. Em segundo lugar, permitiu finalmente que o monarca sofresse os re-
sultados de sua livre escolha, ao retirar de sobre ele a proteção especial que
lhe outorgara. Relutantemente Dcus o "entregou" ao poder de seus inimi-
gos. Podemos estar absolutamente certos de quc Deus teria sido capaz de
proteger Belsazar dos medos e persas, da mesma forma como, poucos me-
ses mais tarde, protegeu a Daniel quando os mesmos medos e persas lan-

:=as:aovTá:,fcá:nma.cdo.vaq::s.lesõeensioTarsesBpeeis,:uars:fod:cui::;a,ss:kc;|gsemDe:::
Se afastando.
0 terceiro modo pelo qual Deus ti:atou a Belsazar como um indivíduo
responsável, foi ao "entregá-1o", em seus últimos anos, ao efeito acumula-
tivo de seus próprios maus hábitos. Em Romanos 1:18 a 32, o apóstolo
Paulo revela a atitude de Deus para com [odos aqucles que, à semelhança
de Belsazar, escolhem seus próprios caminhos:

A ira de Deus se revela do Céu contra toda impiedadc e perversão


dos homens que c/cÁém 4 #crz¢cZí pela injustiça ....
T;ais homens São por i§So indexuliiáueis, po[cTu:ím+o, tendo conheci-
7%#Ío é/c Oc#J #áo 0 glorificaram como Deus, nem Lhe deram graças,
antes se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-
lhes o coraçáo insensato. Inculcando-se por sábjos, tornaram-se loucos,
e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem
de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedcs e rép[eis.
Por isso D€us entregou tais homens à imundícia, pelas concupis-
87
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
cências de seus próprios corações, para desonrarcm os seus corpos cntre
si; poís eles mudaram a verdade de Deus em men[ira, adorando e servin-
do a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamcnte. Amém.
Por causa disso os entregou D€us a paixõcs infamcs ....
E, por havcrcm dcsprczado o conhecimento de Deus, o próprio
Deus os c##ígo# a uma disposição mental rcprovável, para praticarem
coisas inconvenientes .... Possuídos de inveja, homicídio, contenda;
dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de
Deus, insolentes,
'diçntcs aos pais ....soberbos, presunçosos,
Conheccndo inventores
eles a sentença de malcs,
de Dcus, de qucdesobe-
são

passíveis de mortc os que tais coisas praticam, não somente as fazem,


mas também aprovam os que assim procedem.
tata
Danicl, com mcnte e olhos desanuviados, condenou o alcoolizado rei de
Babilônia por este haver profanado os vasos sagrados que Nabucodonosor
trouxera do templo de Jcrusalém. Ao profanar os vasos do modo como o
fez - bebcndo neles bebidas alcoólicas - Belsazar tornou-se culpado náo
apenas de contaminar o templo de Jerusalém, como também o templo dc agor
seu próprio corpo. A;
I Coríntios 6: 19 e 20 diz: "Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuá- O,re
rio do Espírito Santo que está em vós, o qual tendcs da partc dc Deus, e Sc

quc náo sois de vós mcsmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, tra l(
pois, glorificai a Deus no vosso corpo." I Coríntios 3:16 e 17 constitui desta "A
uma passagem mais ou menos paralela a esta, poís lemos ali: "Não sabeis
que sois santuário de Dcus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se al- mau."1
guém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário
de Deus, que sois vós, é sagrado." ajud:
"C
Deus não estava vivendo no i'ntimo de Belsazar em 12 de outubro de
"C
539 a.C. 0 corpo de Belsazar constituía um templo dc Deus, violado, pro-
fanado, blasfemado e vazio. 0 rci chegou a essa situação porque decidiu na et
"N
ignorar tanto quanto poséívcl as exigências dc Dcus, vivendo antes em glu-
(<A

tónaria e intemperança, em vcz de ter em vista o propósito santo dc ser di-


rigido pclo Espírito de Deus. Assim, relutantemente, Deus o ``entregou" a
suas "paixões infames".
Quão tristc é constatar, por exemplo, que, nos Estados Unidos, o con-
sumo de cerveja tem dificuldade para se manter à frente do consumo dc
vinho, quc cresce rápidaínente! E que mães respeitáveis e "econômicas" fa-
bricam em casa seus próÉrios vinhos, de modo que suas famílias - inclusi-
ve os seus pcquenos Belsazares - possam dispor de mais bebida a um cus-
to menor!
Em 12 de outubro de 539 a.C., o ato de julgamento da parte de Deus
decretou que `o rci Belsazar tivessc permissão de enfrcntar as conseqüências
88\
Daniel 5
finais das escolhas que livrement€ tomara. Qucm poderá saber que data
scrá quando você estiver lendo estas linhas? Seja ela qual for, yocé ainda es-
[ará em condições de considcrar como válidas para sua pcssoa as palavras
de 11 Cori'ntios 6:2: "Eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis agora o
dia da salvação."
Se você sc sente cansado dc ouvir a verdade que poderia alterar sua vida
para mclhor, e busca volver-lhe as costa,s; se você sabc que está profanan-
do o corpo de seu templo pela prática dc hábitos contrários à saúde; se
você `está revelando um exemplo negativo dia.n[€ de sua família; se você
está praticando a adoração de moedas c cédulas; se você está ferindo a si
próprio e aos outros ao manter atitudes de ódio, ou ao demonstrar fflta de
consideraçáo e egoísmo; sc você tem pesado a si próprio na balança e cons-
tatado que se acha cm fàJ[a; c se você deseja abandonar todas essas coisas
e tornar-sc difcrentc -lembreise, cntão, que Deus o ama e respeita suas de-
cisões! Ele enviou Seu Filho a fim de morrer por você, Fará por você tudo
aquilo que a razão e o amor puderem imaginar. Ele Se encontra mais quc
ansioso por perdoar os seus pccados, contanto que você se arrependa. "Eis
agora o dia da salvação."
Agradeçamos a Deus porque ainda estamos vivendo no reino da graça.
0 .reino da glória acha-se cxatamcnte à nossa frcnte.
Se você sentir desejo, por que não curvar a cab€ça enquanto se encon-
tra lendo esta página, enquanto faz subir à presença de Dcus as palavras
desta prece:
"Amado Senhor, tenho consciência de que mcu procedimento tem sido
mau. Perdoa-me, por favor.
"ru sabes que descjo ser melhor, mais amável e mais forte. Por favor,
ajuda-me.
"Creio que Tu me amas.
"Creio plemmcnte que Tu me aceitas como Teu filho, tanto agora como
na etcrnidade.
"Muito obrigado, meu Deus.
"Jhém."

Leituras Adicionajs lntcressantes:


4f BCÁ&f f:rz.jÁór7.4!í d¢ 8/6/;.4 Casa Publicadora Brasileira, de`Arthur S.
Maxwell, volume 6, pág. 49: "A Escrita na Parede".
Pro/gfzzí c j?€z.J, Casa Publicadora Brasileira, de Ellen G. White, pág.
522: "0 Vigia lnvisível".

89
Respostas às
Suas Perguntas
1. Era Nabucodonosor realmente o "pai" de Belsazar?

introdução ao presente capí[ulo de nosso livro diz que


+.Ií Nabonidus era o pai de Belsazar. Devemos observar, con-
[udo, que em Daniel 5:11 e 18, é dito que Nabucodono-
sor era o pai de Belsazar, e em Daniel 5:22 Belsazar é
mencionado como filho de Nabucodonosor, e não de Na-
± E=EÉ. =T:Í.a=É=°± bonidus. Como pode Ser isso?

Várias explicações simples podem ser oferecidas.


a. Nos tempos bíblicos, as palavras "pai" e "filho" eram freqüentemente
utilizadas para denotar ctzw'f€r, até mcsmo onde não existia rclação genea-
lógica. Por exemplo, Paulo referiu-se a Abraão como o "pai" de todos os
que crêem em Jesus. Romanos 4: 16. Jesus disse a homens que estavam pos-
suídos de um espíríto diabólico: "Vós sois do diabo, que é vosso pai." S.
João 8:44. De acordo com isso, os homens de mau procedimento são mui-
tas vezes mencionados ria Bíblia como "filhos de Belíal", onde Belial é uma
personificação da impiedade. Essa expressão é muito comum. I Samuel

::;22e:]orcreax:mfi]io:sdá:qB::,;`|otpfi;lito;.::uE:`L[e:t:ae.rá:eo.àee::ea,:,çirÉopP.asisfvoei
que Bclsazar fosse mencionado como "filho" de Nabucodonosor, pelo fato
de ambos os homens serem extraordinariamentc orgulhosos.
b. Os escritores bíblicos muitas vezes utilizam as palavras "pai" e "filho"
para pessoas que, embora sendo genealogicamente relacionadas, achavam-
se separadas por mais de iima geração. Jesus foi identificado como o "filho
dc Davi", muito embora estivesse separado do grande rei israelita por nada
menos que vínte e oito gerações (veja S. Mateus 9:27; 1:17)!
Algumas cvidências sugerem qiie a avó dc Belsazar, que [anto tempo vi-
veu, tcnha servido durante algum tempo como "esposa de honra" no ha-
rém de Nabucodonosor; dessa forma, Belsazar seria pelo menos um neto
adotivo dc Nabucodonosor. Neste caso, o jovem rei seria facilmente co-
nhecido como neto de Nabucodonosor.
c. Existe uma [erceira explicação possível. "Filho", nos tempos antigos,
poderia significar "sucessor no trono". Uma inscrição assíria refere-se ao
rei israelita Jeú como sendo "filho de Omri", ainda que este rei e Omri
-seu antecessor no trono mais c|e trinta a`nos antes -não tivessem qual-
quer relação de parentesco. Beísazar foi, após algum tcmpo, o sucessor de
Nabucodonosor. n
90
Daniel 5

2. Belsazar chegou efetivamente a ser o rei de Babilônia?


Os críticos costumavam enfatizar que o nome d€ B-elsazar era desconhe-
cido fora dos registros bíblicos. Concluíam, com ar de triunfo, que o refe-
rido rei constituía apenas uma personalidade fictícia, e que em resultado
todo o livro de Daniel era indigno de confiança.
Parà vexação de tais cri'ticos, W. H. F. Talbot publicou em 1861 a tra-
dução de um oração -escrita em caractercs cuneiformes -oferecida
pelo rei Nabonidus, na qual cle pede aos deuses qiic abençoem seu filho
Bel§azd.4
Relutantemente os críticos cohcordaram em que realmente deveria
ter existido um Belsazar; mas em sua resistência quanto a aceitar o livro
de Daniel como um rela[o histórico autêntico, alguns deles continua-
ram insistindo em que, fora da Bíblia, Belsazar jamais fora identificado
(( ','
como rei .
Entretanto, registros cuneiformcs adicionais, que apareceram desde os
dias de Talbot, estabelecem a vinculação do nome de Belsazar - ou asso-
ciado ao de Nabonidus, ou sozinho -a lugares em que geralmente apenas
o nome d€ um rei aparecc. Esses registros incluem orações, juramentos, re-
latórios astrológicos e um recibo de tributos reais.5
De grand€ interesse é o assim chamado "Pocma de Nabonidus" (Table-
te nQ 38.299 do Museu Britânico), traduzido e publicado pela primeira vez
por Sidney Smith em 1924.`' Esse documento histórico oficial atesta que
Nabonidus deixou Babilônia e se dirigiu a Tema:

Ele confiou o "acampamento" .a seu (filho) mais ve]ho, seu primogênito;


As tropas de todo o país ele deixou sob scu (comando).
Ele deixou (tudo) en[rcgue à realeza do (filho)
E ele próprio afastou-se para uma longa viagem.

É a frase-chave "Ele deixou (tudo) entregue à realeza do (filho) qué me-


rece atenção especial. 0 crítico moderno, Norman W. Porteous, admite
agora quc Belsazar tenha pclo menos servido como "regente de Babilô-
nia".7 Certamente um "regente" possui muito da auroridade de um rei. E
na Bíblia existem numerosos relatos de reis que, m verdade, governaram
na qualidade de co-regen`tes.8
Quando Belsazar ofereceu a Daniel torná-lo o "tercciro" no reino, pre-
tendia evidentemente que Danicl fo`sse o terceiro em comando após Na-
bonidus -o rei principal - e dcpois delc próprio, Belsaza.r, o co-regente a
quem havia sido confiada a "realeza" quando Nabonidus deixou a capital
e se dirigiu a Temã.
Existe uma outra confirmação fascinante de que Belsazar ocúpou o tro-
no. Tanto Heródoto - em 714G P€ríz.ú!# 1Vím [As Guerras Persas], pág.
•91
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
1.191 -quanto Xenofonte -cm sua obra CyropÁ#cJj.4 7.5.15 -dizem
(concordando com Daniel) que um banquete estava sendo levado a efei-
to na noite em quc Babilônia caiu. Xenofonte acresccnta quc naquela fes-
ta o r€;. de Babilônia foi morto. Mas a "Crônica de Nabonidus" deixa cla-
ro que o rei Nabonjdus não se encontrava em Babilônia na ocasião da to-
mada da cidade pelos medo-persas;9 ele se escondera em Borsippa, tendo
sido aprisionado mais tarde, ao rc[ornar a Babilônia; depois disso foi sub-
mctido aos medos c persas. Assim, se havía um rei naquela noite em que
a cidade caiu, e cste rci não era Nabonidus, quem poderia ser ele? Belsa-
zar, cvidentemente!
Willíam H. Shea, num estudo recente,'° sugere que Belsazar pode até
''1.
mcsmo tcr ocupado plenamente o trono, e não apenas por alguns dias ou
algumas horas, antes de sua morte. Este autor nos faz lembrar que por ve-
zes era obscrvado, na antigüidade, o seguinte costume: o rei que partia
com seu exército para uma batalha de resu][ado duvidoso, indicava seu fi-
lho como rci em seu lugar, de modo a deixar claro quem seria o sucessor
no caso de cle próprio morrcr. Heródo[o diz que Ciro aplicou essa prática
cm relação a seu filho Cambises. É possível, portanto, que Nabonidus te-
nha feito a mesma coisa ao ir em direção ao norte a fim de enfrentar os
exércitos de Ciro. Pode ainda ter ocorrido de o próprio Belsazar haver-se
declarado rci. Quando iim outro rej dc Babilônia, Hamurábi, vários sécu-
los antes, adoeccu, seu filho Samsuiluna proclamou-se rei, de modo a
mmter a ordem.t'
Destc modo, quando Belsazar soube que seu pai havia sido derrotado e
se cncon[rava em fiiga, pode ter decidido que - tendo em vista manter a
ordem na capitaJ - melhor seria se ele se proclamasse plenam€nte rei.
Quando consideramos cs[a possibilidade, podemos até mesmo imaginar o
banquete de 12 de ou[ubro de 539 a.C. como sendo realizado em come-
moração dc seu novo "status" real. Independente do modo como chegou
ao trono, o certo é que Belsazar é mencionado como rei cerca de dezesse-
te vezes no quinto capítulo de Daniel!

REFERÊNCIAS:

1. A data cicata da cnmda dc Daj.io cm Babijôria é dada em /V46oíjÁ/ÍÜ C4no#Í.c4 como o " 16Q dia", isto
é, do mês dc Tishri. Ver Jamcs 8. Pritchard cd., A#f7.c7i/ ^/cm Ezj/mc rcÀf*Í Á£Á€Ai.#g Ü ÁÁc 04/ 7TCTÁzmc7i4 2d
cd. (Princcton: I'rinccton Unjveisjty Prcss,1955), pág. 306. Quc asa data, com o erro máximo dc um dia,
eqrivalc ao dia 12 de ounibro do ano 539 a.C„ é dcmormado por Rid`a.rd A. Parker e Wtido H. Dubbcrs-

;cgT:i:mdaã,Í"á„kcç„e"D":gg,n6[:i6na;Cm#á:.eíap-rno:|itdc:,:c:,h¥i:o:;:ànmuon:eoHivodpcrr=:,líí®ipBÍ:
Erilônia, nos tcmpos bibhcos, o dia cTa in[crpremdo como tendo seu início ao pôrdo-sol. Sc Dario en[rou na
cidadc antcs da mcia-`nóite do dia 16 de Tishri, elc cnüou no dja que hoje scria cquivalcn[c a 11 dc outubro.
2. The Vcrsc Accoun[ of Nabonidus (Muscu Bri[ânico, table[e 38.299) [raduzido por Pri[chard,
cm rcxfí, pág. 313.

92
Daniel 5
3. Stcla de Nabonidus, erígida cm memórja de sua avó (?), em Pri[chard, rcxff, pág. 312.
4. H. Fox Talbo[, "Translation of Some Assyrian lnscriptions", /o#r7z4/ o/Í4c J2oy4/ AJ/.4/i.c SoÜ.ccy
18 (1861): 195.

5. Ver esp. a famosa obra de Raymond Dougher[y, JV46o#;'JíÜ 4#/ Bc4Á¢zz# (New Haven: Ydc
Un;versiv Press,1929).
6. Pritchard, 7?xÍJ, pág. 313.
`Í7. Norman W. Porteous, O##/.c/.. .4 Commc#Á¢7, ed. G. Emest Wrigh[, et al., The Old Tcstament

Librfiry (Philadelphia: Thc Westminster Prcss,1965), pág. 76.


8. A cvidência de que parcs dc rcis governaram juntos na qualidade de co-regcntes, pode passar
dcspcrc`cbida ao leitor; para ccrtificar-se de qiie isso ocorreu, cntre[anto, basta estudar cuidadosamen-
[e os relatos da cronologia real. Por excmplo: Asa c Josafi são vis{os como co-regcntes durantc cer[o
tempo, quando estudamos comparativamcntc os tcxtos de I Rcis 22:41 c 42 e 11 Rcis 8: 16. Josafá tam-
bém governou como co-regen[e dc Jorão durante algum tempo (ver 11 Reis 1: 17; 3: 1).
9. Pritchard, rcxíf, pág. 306.
10. William H. Shea, "Danicl in Babylon" (research papcr, Andrews University,1978).
11.Ve[ A. L. OppenhéLm, Ancient Mciopo[dmia: I'ortrai[ of a Dead Ciuilizf ltion (CHicHso.. Ur:NeT-
sity of chicago Press,1964), pág.157.

93
Deus e a Cova
dos Leões
Introdução

7\ história de Daniel na cova dos leõcs é por certo uma das


mais conhecidas da Bíblia. Aqui nós modificamos o seu
título: ``Deus e a Cova dos Lcõ`es." Pretendemos com isso
recordar que o Deus que libertou a Danicl naqucla probante experiência,
é o mcsmo que ainda vive e nos resgata das perplexidades que temos de en-
ficntar na vida.
A proclamação lançada pelo rci Dario no final da história, abrange a
mensagem de Daniel como um todo:

Ele é o Deus vivo


e que permanece para sempre;
o Seu reino não será destru'do,
e o Seu domínio não terá fim.
Ele liwa e salva,
e faz sinais e maravilhas no céu e na Terra;
foi Ele quem livrou Danicl do poder dos lcões.
Daniel 6:26 e 27.

A relevância dessa história para as nossas necessidades atuais é salienta-


da pela advertência do apóstolo Pedro: "0 diabo, vosso adversário, anda

iFd:oer5r:8d.oÃ;c;:soo:ã:uqeu;Kr#e;uparofçueràn3oeàgTpé.mdep:r:ege,r,orraaá.:Id:
tcnt,ições de Satanás do mcsmo modo como Daniel foi libertado dos leões,
pis Deus vive ajnda hoje. Nosso Deus "é o Deus vivo, e que permanece
pâra sempre".
95
Uma Nova Era Segundo as Profeci.as de Daníel
Por certo você está sen[indo pressa em ler a história! Con[udo, algums
observaçõcs an[ecipadas poderão facilitar a sua leirura posterior.

u%pítaul:,çut:rpgi::i:cdia:a:::jaE:';o:r::á:oinr,çsi,rdaer::blli::ri€as,s::nds:
reino. Ela consistia de 120 sátrapas (governadores) e, sobr€ estes, três presi-
dentes, dos quais Daniel era o principal. A história parece sugerir qLie todos
os 120 sátrapas e os dojs outros presidcntes espionaram Dariiel €nquanto ele
orava, e que os 122 foram posteriormente lançados na cova dos leões, jun[o
com suas esposas c filhos. AJgiimas pessoas têm-se sentido perturbadas ao
vislumbrar o envolv;mento de tantas pessoas nos eventos [ristes desse capi'-
tulo. Mas a Bíblia não declara efetivamente que todos os 120 sámpas e os
dois outros prcsjcl€ntes estivcram, de fato, envolvidos na rrama. Aqueles que,
dcntre o grupo, conspiraram, 4/r77#zz7% que [odos os outros se achavam en-
volvidos (vcja Daniel 6:7). Em última análise, porém, apenas "aqueles ho-
mens que tinham acusado a Daniel" (Daniel 6:24) -e não todo o grupo de
122 homens -com suas famílias, foram lançados na cova.
Os conspirador€s mereciam aqu`cla punição. Vimos no capítulo anterior
que Belsazar foi condenado com justiça, pelo fato de que ele decidira pe-
car. 7#fíwo J¢Gc#ó/o tudo a respeito da experiência de Nabucodonosor (veja
Daniel 5:22). Os homens qLie tentaram liquidar a Daniel, tcntaram assim

:Írdoac,e::r|o:êJo„áeJ*:Í:mdaed:umaein,:csêe::iataeaí:s:eÃl::r:e:E:àl;antdeedBee|Ssua:
zar - e de tantas outras pessoas quc vivem nc>s dias dc hoje - esses homens
"não acolhcram o amor da verdade" (vcja 11 Tcssalonic€nses 2:10).
Lamcntamos profundamente a sorte que coube às suas famílias; contii-
do, é provável que elas.[amí7ouco merecessem vivcr. Quando os chefes das
famílias rela[aram em suas casas aquilo que pretendiarn fazer com Daniel,
suas esposa; e filhos possivelmcn[e repctiram cm eco as hostilidades e as €s-
[imularam. Desta forma, todos os mcmbros da família contribuíram com
o crime do pai. Foi assih que Zeres, esposa de Hamã, estimulou-o na
conspiração contfa Mardoqucu (veja Ester 5: 14). É assim que, ainda hoje,
muitos membros d.e famílias se €stimulam mu[uamente €m mexerícos e na
canibalização de caracteres e reputações.
A Bíblia identifica a h'ngua dc pessoas quc se aprazem em mex€ricos,
:omo scndo um "mal incontidô, carrcgado de veneno mortífero". S. Tia-
;o 3:8. Podemos por vezes ímaginar que apenas fiJar de uma pcssoa é um
nocente esporte praticado dentro d€ quatro paredes. Mas Jesus disse:
Digo-vos quc de toda palavra frívola que proferirem os homcns, dela da-
áo conta no dia de juízo; porque pelas tuas palavras serás jListificado, e pe-
ts tuas palavras serás condenado.» S. Mateus 12:36 e 37.
Pode parecer-nos estranho que um rei pudesse emitir um decre[o me-
•iante o qual todas as pessoas de`Jessem orar tão-somen[e a ele durante

6
Daniel Ó

trinta dias, mas cm tempos antígos os reis eram freqüentemente tratados


como deuses. Esse decreto particular pode até mcsmo ter parecido razoá-
vel a muitas pessoas, pois foi interpretado como uma espécie de teste dc
le:Jdade, designado como forma de unir a todos sob o novo líder. Lembra-
mo-nos ainda da dedicação da grande imagem de Nabucodonosor, confor-
me o registro do terceiro capítu[o de Daniej. Não necessitamos imaginar,
con[udo, que o decreto de Dario tenha sido um comunicado oficial quc
abrangeu todas as partes do lmpério Medo-Persa. Dario era rei apenas de
Babilônia, e Babilônia - "toda a terra" para Dario (veja Daniel 6:25) -
consti[uía apenas partc do império. Ciro, o Grande - Rei das Nações ~ era
o governante do vasto lmpério Medo-Persa.
Coleções de animais selvagens eram tão apreciadas naqueles dias quan-
to hoje. Os leões abundavam na Mesopotâmia. Certo rei assírio afirmava
havcr ma[ado 970 leões em uma única caçada.t Essas feras são menciona-
das mais de cem vezes na Bíblia (veja especialmente Juízes 14 e I Rcis 13).
Havia cer[as técnicas conhecidas para se capturar o animal vivo. Os mo-
dcrnos tranqüilizantes ainda não eram utilizados, por certo, mas sctas mor-
tificadoras eram lançadas contra os animais, visando enfraquecê-los; ou

à:::.omeraa=a:i::|g:.12Pôaf,:àssea:|=i:sercl:aó:diajaantíaqduocs::ma:n:avd?|i::e:opbu:
forma de profundos poços. Conforme sabemos muito bem, os leõcs pro-
criam rapidamente em cativeiro. Não há, portanto, qualquer dificuldade
em se visualizar um grupo de leões cativos e famin[os.
Mas. . . qual é a sua imagem da cova dos leões? 0 ferro era muito escas-
so em Babilônia, e certamen[e seria difícil imaginar o ferro em barras, ne-
cessário para as jaulas. Mas uma espécie de poÇo, suficientemente profun-
do para impedir que os animais pudessem dcle sair, bcm que faz semido!
A[é hoje não foi possível encontrar nas ruínas de Babilônia uma tal cova
de leões. 0 ni'vcl das águas subiu tanto na Mesopo[âmia, desde aqueles
dias, que um tal poÇo certamente já foi atulhado há muito tempo. Mas no
Marrocos uma cova scmelhante a essa de que estamos falando, foi cncon-
[rada por um viajante no século dezenove.3 A escavação no solo era gran-
de e quadrada, com .um pequeno muro protetor à sua volta. Um muro de
separ:ição, no qual havia uma porta que comunicava ambos os lados, divi-
di:i a cova em duas seções. Os leões eram mantidos num dos comparti-
men[os para que o outro pudesse ser limpo. 0 tratador das feras lançava
en[áo alimentos na outra seção, abria a porta desde o alto, esperava que os
leões passassem ao outro compartimen[o, fechava novamente a porta e
descia então até a primeira scção, ond€ realizava s€u trabalho.
Tal disposição se ajusta perfeitamente com os de[alhes de Daniel 6, o
histórico relato de "Deus e a Cova dos Leões". Acompanhe agora, em sua
Bíblia, essa história [ão emocionante e cheia de suspense.

97
A Mensagem de
Daníel Ó
1. Deus Ama as Pessoas ldosas

aniel se achava com oitenta c quatro anos aproximada-


mente, quando Deus o livrou dos leões famintos. Dcus
continuava tão in[eressado por seu bem-estar nessa idade
avançada, quanto estivera em sua juven[udc. Perderemos
F===r+ + o =±=` +`++±` . aJgumas hções importantes se não nos detivermos a exa-

minar este fato por alguns instant€s. Dcus ama as pessoas idosas.
A respdto desse mesmo ponto, Isai'as fizera ccrta vez uma esclareccdora
comparação entre Deus e os i'dolos de Babilônia. A cada primavera, culmi-
nando a celcbração do Ano Novo popular, Bel c Nebo eram conduzidos
nos lombos de animais ao longo da avcnida em que se realizava a procis-
são, até o grande templo de Esagíla. Os incapazcs ídolos tinham de ser
amarrados ao lombo dos animais, e eles se encurvavam € balançavam en-
quanto os animais iam tropeçando:

`. ` Bel se enciirva, Nebo se abaixa;


os ídolos são postos sobre animais, sobre as bestas;
as cargas que costumáveis levar,
são canseira para as bestas já cansadas.

Q.uão profundamente diferente - salienta lsaías - é o verdadeiro Deus,


o qual, longe de ser conduzido nas costas de animais, na vcrdade #oí c4'r-
r€gzz ao longo de toda a nossa existência!

Ouvi-me, ó casa d€ Jacó,


e todo o rcstante da casa de lsrael;
vós a qucm desdc o nascimento carrego
e levo nos braços desde o ventre materno.
Até à vossa velhice Eu serei o mesmo,
e ainda até às cãs Eu vos carregarei;
já o tenho feito;
levar-vos-ei, pois,
carregar-vos-ei e vos salvarei. Isaías 46: 1 a 4.

Vez após outra, enquanto observava a celebração anual, Daniel deve ter
98
Daníel Ó
refletido a respeito das palavras de lsaías. À mcdida quc seus próprios anos
avançavam, a promessa por certo lhe parccia mais c-mais preciosa: "Até à
vossa velhice Eu serei o mesmo, e ainda até às cãs Eu vos carregarci." Du-
rante os dez anos em que o rei Nabonidus viveu em Temã, a celebração do
Ano Novo não ocorreu. Bel e Ncbo, totalmente desajudados, eram inca-
pazes de realizar a procissão, até mesmo em lombos de animais! Mas Deus
carrega todos aqueles que nEle confiam ao longo dos dias de sua vida, dcs-
de a infância até o dia dos cabelos grisalhos!
É maravilhoso que Deus assim proceda, pois todos nós - não importa
quão jovens sejamos no presente momento, cstamos nos tornando inexo-
ravelmente mais velhos. Artigos populares relatam pcsqui.sas a respeito das
causas e das curas do processo de envelhccimento. Lemos sobrc mecanis-
mos neuroendócrinos, disfiinções do sistema imunológico, teorias sobre li-
gações cruzadas e radicais livres, e quocientes de proteínas/calorias. Claro
que somos levados a sentir interesse; pois tudo o que a timosina, a L-Dopa,
o triptofano, o RNA sintético, e as enzimas proteolíticas do solo -que cs-
tão sendo atualmente testadas -são capazes de fazer, é meramente poster-
gar um pouco mais a velhice. Táo-somente a segunda vinda de Cristo po-
derá c.liminá-la.
Deus não prometeu eterna saúde aqui nesta vida! Mas Elc promcteu
estar ao nosso lado durante a velhice, dando-nos confiaLnça, scntido de
propósito, estabilidade, fé, coragcm, e até mcsmo "alegria indescritívcl"
venha o que vier.
Daniel experimentou tudo isso - e ainda mais - durante o evcnto da
cova dos leões.
Quando chegarmos ao estudo do livro de Apocalipse, veremos que o
apóstolo João era um idoso exilado - com idadc muito semelhante à de
Daniel - quando recebeu as visões da ilha de Patmos. Contudo, embora
João parec€sse estar sozinho mqucla ilha desértica, indubitavelmente,
Deus Se encontrava ali com ele (veja Apocalipsc 1).
"As [coisas] reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos." Deutero-

nômio 29:29.
Se Deus considera honrosamente a idade avançada, por ccrto podemos
imaginar qm Ele espera que todos a honrem, inclusive os jovens. Efetivamcn-
te, assim é. Ele nos ensina em Lcvítico 19:32 -"Diantc das cãs te levantarás,
e honrarás a presença do ancião, e temerás o tcu Deus: Eu sou o Senhor."
As ``cãs" são cabelos brancos ou grisalhos; portanto, o termo se refere a
um pessoa de cabelos brancos ou grisalhos. Nas páginas bíblicas os cabe-
los brancos ou grisalhos sáo considcrados como a "beleza", e não a desgra-
Ça, da idade avançada. Provérbios 20:29. Jesus retrata a Si próprio como
possuindo cabelos brancos, em Apocalipse 1.
Na versão de Moffatt, cujo estilo é bastante característico, o texto de Le-
99
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
vítjco 20:29 assim aparece: "Você deve levantar-se dían[c dc um homem
de cabelos brancos, e honrar a pessoa dc um homem idoso, mantendo-se
cm rcverêncía dian[c de seu Deus: Eu sou o Eterno."
As instruções são enfáticas. Deus as destaca ao agrcgar-lhes csta frase:
"Eu sou o Senhor." "Eu sou o Eterno." Es[a é a maneira. de Deus chamar

a atenção para ajgo excepcionalmente importante.


Diz o quinto mandamento: "Honra a teu pai e a [ua mãe." Éxodo
20:12. Este requisi[o faz repousar iima pesada responsabilidade sobre
todos os pais e professores. Se as crianças devem honrar os adultos, estes
devem ensinar àquelas como praticar essa honra. Is[o não sjgnifica que de-
vam os adultos gritar para quc as crianças os honrem. As crianças com as
quais se grita e às quais se adverte constantemente, podem ate' mesmo apa-
rentar obcdiência externamente, mas em seu i'ntimo não honrarão a seus
pais; na verdade, odiá-los-ão. Ensinar as crianças a honrarem seus pais, in-
cluirá tratá-las dc tal modo que elas amem os pais, respeitem-nos e dese-
jem obedecer-lhes, agindo elas próprias como crianças cristãs.
0 quinto mandamen[o não especifica qualquer limitação de idade. Não
diz: "Críanças, honrem a seus pais até quc vocês cheguem aos dezcsscis, ou
vintc, ou trinta e cinco anos." Diz, antcs: "Honra a [eu paj e a tua mãe."
A obrigação, quc é também um privi]égio, perdura por toda a existência.
Dc acordo com a B]'blia, filhos devem honrar seus pais durante a sua vida
adulta e até mesmo depois que eles próprios atingirem idade avançada.
Tampouco diz o mandamen[o: "Honra a teu pai e a tua mãe se eles fo-
rem agradáveis contigo, ou se eles [iverem bastante dinheiro." A ordcm diz
simplesmentc que devemos honrá-los. Evíden[emen[e, os filhos de qual-
quer idade devem viver de [al modo que honrem a seus pais em toda e
qualquer ocasião. Enquanto estava morrenclo em amarga dor sobre a cruz
do Calvário, Jesus Se lembrou de fazer arranjos com o discípulo JoãQ, para
que este tomasse cuidado de Sua mãe, Maria, pelo restante de scus dias de
vida. S. João 19:26 e 27.
Deus cspera quc honremos JocZ¢í as pessoas idosas, nãc> apenas os nossos
pais. "Não reprccndas ao homcm idoso", diz I Timóteo 5:1. "Honrarás a
presença do ancião», lemos há pouco; isto é, devemos ser corteses com [o-
das as pessoas idosas.

|ho:e:izqe:es:|ogno,Sf.::'ioqnurea,rpfforp'e:s':::Ígi|odaddoe!eÃe=:|:iaeàsJ:::sap:::sr.g:
forcm se tornando velhos, essçs pais perceberão que seus filhos os tratam
com idêntico respeito. "Ensína a criança no caminho em qiie deve andar,
e ainda quando for velho não sc desviará dele." Provérbios 22:6.
Uma das mensagens do livro dc Daniel, é que Dcus ama a velhice. Evi-
dentemente Ele espera qiie [odas as demais pessoas façam o mesmo, c cn-
sinem suas fami'lias a fazê-lo também.
100
Daniel Ó
11. Daniel Rende Graças a Deus

Quando Daníel ouvju filar do decreto que lhe proibia orar ao Deus ver-
dadeiro, tomou uma atitude digna de nota. "Três vezes no dia se punha
de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como .costumav
fazer." Daniel 6: 10.
0 fato dc que Daniel se djspusesse a orar sob aquelas circunstâncias, já
é dígno de nota; o que mais nos impressiona, porém, é que ele - à seme-
lhança do que sempre fizera -"dava graça.s".
Tendo diante de si a pcrspectiva da cova dos leões, antecipando mandí-
bulas e afiadíssimos dentes, Danicl dava graças. Pense no que isto significa!
Quais eram os i[ens, em sua opinião, pelos quais ele dava graças?
Podemos imaginar muitas coisas. Daniel conhecia muito bcm as pro-
messas de Deus. "Deus é nosso refúgio e fortaJeza, socorro bem presente
nas tribulações." Salmo 46:1. "0 anjo do Senhor acampa-.se ao redor dos
que 0 temem, e os livra." Salmo 34:7.
Adicjonalmente, Daniel podia recordar toda uma vida de experiências
relacionadas com orações atendidas. Podia agradccer a Dcus porque Ele
permanecera a seu lado durante todos estes oitenta-e-tantos anos. A grati-
dão podia refcrír-se ao fato de Deus haver estado junto a ele em suã`juven-
t-ude, ajudando-o a manter-se ao lado do direito, ao mesmo tempo em que
bJalgava as mais importantes posições humanas que um homem poderia
clesejar. Por certo deve ter agradecido a Deus por haver-lhe concedido a vi-
são acerca dos rcinos futuros, a qual o rei Nabucodonosor esquecera. Por
mcio desta providência, Deus salvara a sua vida e a de todos os homcns sá-
bjos. Ele também podia agradecer a Deus pela libertação de seus amigos,
lá na fornalha ardcnte. Mais do que por quaJquer outro motivo, talvez Da-
niel se sentisse grato pofque Deus o utilizara como instrumento para levar
o poderoso Nabucodonosor a tornar-se um huiriildc servo do Senhor.
Tenho a impressão de quc o mais sincero e profundo pedido de Daniel
nessas orações foi de que Deus o ajudasse ~ vjesse o que viesse a acontecer-
lhe - a manter-se tão fiel a Deus nessa idade avançada, que o rei Dario fos-
se levado, por seu jntermédio, a também aceitar o Senhor.
Incidentalmcntc, podcmos destacar que Daniel 7:1 ;ndica haver o pro-
feta recebido a visão relatada no capi'tulo 7, vários anos antes de defrontar-
se com a cova dos leões. A partjr dos cnsinamentos daquela visão, Daniel
sabia que Deus era capaz de neutralizar "bestas» [ão cruéis e tcmívejs, qiie
--em comparação com elas -leões náo pareciam mais quc inocentcs gati-
nhos. Daniel possuía também plena confiança no dia da ressurreição. Vcja
Daniel 12:1 e 2. Se os leões decidissem engoli-lo, não importava; ele tor-
naria a viver.
Ao orarmos, deveríamos ser como Daniel, dando graças a Deus. É me-
101
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
lhor que não injciemos nossas preces contando a Deus os nossos proble~
mas. Quando assim procedemos, parece que os problemas se tornam majs
e maís avolumados, e nossa fé tende a enfiaquecer-se. Penso quc melhor

Í:rr:r.:â,:ená:`:`na,rã::of,saenohr::,ã:uc:::|nodeomd#|.mp:d:=o:ievá?ãüoap.rroe:c:snst:;
a experíêncía de algumas orações que Deus já atcndeu previamente, dizen-
do: "Scnhor, graças Te dou por isso!" Depois que tivermos conversando
com Deus dessa forma duran[e algum tempo, cstarcmos em melhores con-
dições -quanto a nossa própria segurança -dc Lhe apr€sentarmos os pro-
blemas que nos afligem, pois neste ponto nossa fé ter-se-á reforçado e os
problemas nos parecerão passíveís de solução. Deste modo, estàremos em
condições de orai com fé, c não €m dúvida. Deus ouve a oração de fé e res-
pondc gloriosamente.
Se você deseia ler uma magnificente oração desse típo, nos tempos do
Antígo Testamento - e esta oração foi acompanhada de uma resposta
igualmente mgnificentc - leia 11 Crônicas 20.
Portanto, Daniel dava graças. Este cra um de seus segredos. Ele contí-
nuou fazendo-o, como costumava fazer antes. Assim, vemos que a grati-
dão represcntava um hábito em sua vida, um dos mais gloriosos hábitos de
sua vida extraordinária.
As pessoas admiram-se ao vc.r quanto foi realizado pelo apóstolo Paulo,
que prosscguia sempre em frente quando tudo parecia volver-se contra ele.
Deus livrou a Paulo de muitas provaçõcs, assím como fizera com Daniel;
contudo, pcrmitiu também que o apóstolo enfrentasse muitas dificulda-
dcs. Paulo pôde dizer: "Cinco vezcs recebi dos judeus uma quarcntena de
açoites menos um; fiii três vezcs fiistigado com varas, uma vez apedrejado,
em naufrágío três vezes, uma noite e um dia passei na voragem do mar", e
assim por diante.11 Coríntios 11:24 a 26.
0 segredo do poder de sustentação de Paulo era o mesmo de Daniel.
Preso numa escura e fria prisão romana, ele foi capaz de escr€ver a seus
companheiros de fé cristã: "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez vos
digo: alegrai-vos .... Perto está o Senhor. Não andcis ansiosos de coisa al-
guma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus as vossas peti-
Ções, pcla oração e pela súplica, com ações de graça. E a paz. de Deus, que
excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas men-
tes €m Cris[o Jesus." Filipenses 4:4 a 7.
Durante anos tcnho enfatizado uma expressão paralela do mesmo após-
tolo Paulo: "Em tudo dai graças." I Tessalonicenses 5:18. Pude aprender
que nenhuma situação é tão negativa que nela náo possamos achar algum
motivo para dar graças a Deus. Dcscobri depois Efésios 5:20, onde Paulo
diz: ``Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai." Para poder orar
dessa maneira, a pessoa necessita crer que Deus fará tudo - f#c/o, 46ío/cf ftz-
102
Daniel ó
%c#fc - operar em favor dc nosso bem e de Sua c[erna glória. É exatamen-
te isso que Ele nos promete em Romanos 8:28. ` i
A religião cristã é uma rehgião alegre. Dcus retrata a Si próprio como
estando a regozijar-Se em relaçáo a Seu povo, do mesmo modo como o
noivo sc alegra com sua noiva. Isaías 62:5. Ele promete que os redimidos
virão a Sião (a Jerusalém cclestial) com cânticos de alegria, e que "pcrpé-
tua'alegria lhes coroará as cabeças". Isaías 51:11. Ele Se scntirá feliz se co-
meçarmos a pra[jcar a alegria no lugar e nas circunstâncias em que nos cn-
contramos agora.
Jesus nos cnsinou também qiie não devemos sentir-nos ansiosos, e que
não deverios preocupar-nos cm fiinçáo de "coisas". Em vez disso, disse
Ele, deveríamos buscar em primeiro lugar o rcin.o de Deus e Sua justiça,
confiando então em que todas as nossas necessidades serão atcndidas por
Ele (veja S. Mateus 6:25 a 34).

I.cituras Adicionajs lnteressantes:


ÁJ J}cÁ¢f fJz'JÃórí.4Í óZ¢ Bz'6/J.4 Casa publicadora Brasileira, de Arthur S.
Maxwell, volume 6, pág. 55: "Uma Noite com os Leões."
J?w/gíaí G jzcz.f, Casa Publi'cadora Brasileira, de Ellen G. White, pág.
539: "Na Cova dos Leões."
EJÍ#é/oí Bz'ó/J.coJ, Casa Publicadora Brasileira,1995, pág. 452: "Louvor
c Ação de Graças."

103
Respostas às
Suas Perguntas
1. Quem foí Dario o Mcdo?

s crí[icos têri enfatizado que Dario o Medo (Daniel 5:30)


é desconhecido fora dos textos bi'blícos. Concluíram, por-
tanto, que Dario o Medo não cxistiu. Se você ainda se lcm-
bra, os críticos também haviam concluído que Belsazar
não existiu, pelo fato dc o seu nome não haver sido encon-
trado -até'iá algum tempo -fora dos registros sagrados.
Uma +ez que os críticos estavam comprovadamente enganados no tocan-
te a Belsazar, é razoável supor que também o estejam no que diz respeito a
Dario. Em anos recentes tem vindo à luz considerável volume de informa-
ção, que nos faz crer naquilo quc a Bi'blja díz a respeito de Dario o Medo.
a. Um tablete dc barro, conhecido como A Crô7z;.c4 ézf jv4óo#z.J#í,4 di
que o comandante militar que atacou Babilônia em 12 de outubro de 539
a.C. sc chamava Gubaru. (0 ataque ocorreu duas semanas e meia antes
que Ciro realizasse a entrada triunfi] na cidade, o quc ocorreu em 29 de
ou[ubro.) 0 antigo novelista e historiador, Xenofonte, fiJa a respeito da
ajuda especial que uma pessoa de nomc Gobrias concedeu a Ciro. na con-
quista de Babilônia.5 Gobrias é o equivalente grego de Gubaru.
b. Na crônica de Nabonjdus, Gubaru (Gobrias) é identificado como o
governador dc Gutium. Xcnofonte também diz que esse homem cra go-
vernador.6 Gutíum cra uma província da Média. Portanto, Gubaru, tanto
quanto o Dario da Bíblia, podc ser idcntificado como Lim medo.
c. A Crônica de Nabonidus indica quc Gubaru "instalou govern`adores
em Babilônia". Essa informàção se harmoniza com a indicação dc sátrapas
e presidentes por parte de Dario. Daniel 6:1.
d. Gubaru govcrnou Babilônia durante um ano completo. A Crônica de
Nabonidus diz que Gubaru conquis[ou Babilônia para Ciro no mês de
Tashritu (aproximadamente o nosso mês dc outubro), e que ele morreu no
mês de Arahshamnu (aproximadamente o nosso mês de novembro). Ao lc-
rem essa declaração, muitos autores têm suposto que Gubaru fàlcceu no
mês imcdia[o após a tomada de Babilônia.
William H. Shea,7 contudo, demons[rou convincentemente que csse ra-
ciocínio rcpresenta um equívoco. Os registros históricos de Babilônia cn-
contram-se virtualmente sempre arranjados em estrita seqüência cronoló-
gica. No tocante ao prescnte caso, a Crônica provê em primeiro lugar a
data da tomada dc Babilônia é depois diz quc Gubaru devolveu às suas res-
104
Daniel ó

pcctivas cidades os deúsés que: Nabonidus havia trazido para Babilônia;


esta última ação, segundo consta da Crônica, foi cfetuada ``desde o mês de
Kislimu até o mês de Addarq".(aproximadamente de dezcmbro a março).
Somente é/€poz.J de próver csta 'informação a Crônica diz que "no mês de.
Arahshamnu. . . Gubaru [quc neste trecho aparece como Ugbaru] morrcu".
Torna-se positivamente claro que o outono no qual Gubaru morreu, deve
ter ocorrido pelo menos um ano completo após o outono durante o qual
cle conquistou Babilônja.
e. Gubaru serviu como rei de Babilônia. 0 título "rei de Babilônia" era
aplicado a administradores rcais tanto no período em quc Babilônia era a
líder de seu próprio império, como na época em que cra um rcino subor-
dinado do antigo lmpério Assírio e, durantc um curto período, subordi-
nado ao lmpérjo Medo-Persa, mais tarde. Por exemplo, quando Babilônia
constituiu parte do lmpério Assírio, Tiglate-Pilcser 111 (745 a 727 a.C.)
decidiu tornar-se conhecido não apenas como imperador da Assíria, mas
também como "rei de Babilônia". No outono de 538 a.C., um ano com-
pleto após a queda de Babilônia, Ciro, o imperador medo-persa adicionou
o ti'tulo "rei de Babilônia" ao scu anterior título imperial de "Rei das Na-
Ções". Tornou-se, portanto, Ciro, R€i de Babilônia, Rei das Nações.
' Conforme demonstrou o Prof. Shea, o fato dc que Ciro assumiú o títu-
lo de "rei de Babilônia" na parte final do outono de 538 a.G., coincidc com
a morte dc Gubaru cm novcmbro daquele ano. Círo não assumiu o tí[ulo
de rei de Babilônia antes que Gubaru tivesse morrido. Esta evidência im-
plica em que Gubaru era o rci dc Babilônia. Evidência adicional de que ele
era o rei, extrai-sc do fato dc quc sua morte foi rcgistrada. Shea constatou
quc as crônicas babilônicas oficiais praticamente nunca regis[ram a morte
de alguém, exceto dos membros de famílias reais. A Crônica de Naboni-
dus não somcnte rcgistra a morte de Gubaru, como também informa. que
uns poucos dias majs tardc a "esposa do rei" também ffleceu. Por um pro-
ccsso de cxclusão, concluímos que essa esposa era quase com certeza a es-
posa de Gubaru. 0 único rei, que não Gubaru, que os cronistas poderiam
ter cm mente cm tal momcnto, seria o próprio rei Ciro; mas não existc
menção de que Ciro tenha assistido aos fiinerais, o que certamente tcria
acoi][ccido se se tratasse da sua esposa.
f. Quando os reis assírios adotavam para sj próprios o título dc "rei de
Babilônia", freqüentementc assumiam `{nomcs rcais" diferentcs dc seus no-
nies efctivos. Tiglate-Pilescr, o imperador assírio ao qual nos referimos há
alguns parágrafos, adotou para si o nome dc Pul, enquanto rcí de Babilô-
nia. Salmaneser V (727 a 722 a.C.), outro imperador assi'rio, utilizou -en-
quanto rei de Babilônia -o título dc Ululai.

ump:gred:àssceoroi::e:f;:,is::uamp:r:'id:oummeapaan#%rmeoxte:E|à,cka;eq:
105
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
Giuseppe Roncalli tornou-se o papa João XIII.
Co#c/#íÁz~o. As evidências que se acumulam diante de nós tornam bastan-
te razoável a conclusão de que Dario o Medo era a mcsma pessoa que Gu-
baru, .o governador de Gutium, e de que ele govcrnou Babilônia - agora

::er|t::,;,tfãruarnatneted:ip:rE,árá:Fueed:;Pedr:ao:t::oq*#aí:.r:;él:c:utpnao-
de 538 a.C.

REFERÊNCIAS:

1. Pioheit T}írckvl.ihsor\, Studic5 in the Booh of Danicl: A Discu§Sion of the Historical Q]ic§tions (Nc`w
York: g. P. Putnam's Sons, The Knickerbocker Press,1917), págs. 316 c 317.
2, CorN£m:n, Eucr)idáy Lifi, p*8. 62.
3. Ver G. F. Kcil and F. Delitzsch, Bf.6/Í.c4/ Commc#Ízí7 o# ÍÁc 0# 7Zff4mc#Í, 27 vols. (Grand Ra-
pids, Mich.: Wm. 8. Eerdmans Publishing Co.,1959), C. F. Keil, Í}Í.G/jc4/ CowÍ»c#f#7 o# ÁÁc BooÁ o/
D4#Í.f4 trad. M. G. Easton, 25:216.
4. Pritchard, rcxíí, pág. 306. Na Crônica o nome "Gubaru" é grafado duas vezcs como "Ugbaru",
aparen[emente como conscqüência de uma inversão das duas primciras lctras.
5. Xcnophon, CyropÁícc/Í.¢ 7.5.
6. Idcm, 4.6.2.
7. William H. Seha, ``an Unrecognized Vassal King of Babylon in the Earl}. Achaemenid Period",
4 partes, ,4#c/rcíw C/#/.cMn;.9 Sc7#J.w47 SmJ/.cJ 9,10 Uaneiro dc 1971 a ju]ho dc ] 972). Vcr também
William H. Shea, "Daríus thc Medc and Danicl His Govcrnor" (rnonografia dc pcsquisa, Andrews
Uiiiversity,1978).

106
Deus é Nosso
Amígo no Tríbunal
[ntTodução

S e você já sentia uma certa ansi€dade por mergulhar nova-


mente na porção profética do livro de Daniel, a oportuni-
dade chegou.
Prcpare-se, porém! 0 caudaloso rio de E2ÊEÉç!Z é um flu-
xo largo e profiindo. A visão de DjEiÊ|Z é ainda mais cssencial à com-
precnsão de Danicl e Apocalipse, do que a visão de QaniÊL2.
A mensagem óÁff.ctz de D[anÉ£17 é que Dcus é nosso Amigo e que, no
julgamento, todo homem, mulher, menino ou menina que dcposita sua
confiança cm Jesus Cristo, encontrará plena e graciosa salvação. Para]cla-
mente, porém, existem muitos outros assuntos de grande importância a se-
rem aprendidos destc capi'tulo.
0 capítulo inicia ao prover um data para a visão, pois o verso 1 diz:
"No primeiro ano de Belsazar." Deus certamente deve tcr considerado
importantc datar os acontecimentos deste capítulo. Conforme aprende-
mos às páginas 90 a 92, Nabonidus "entregou a realeza" a Belsazar em 553
a.C. Portanto, 553 a.C. deve ser considerado como o primciro ano de Bel-
sazar, e o ano da presente visão. Nabucodonosor havia fàlccido há nove
anos. Seus sucessores no trono não haviam sido pessoas de grande valor, e
Belsazar tampouco prometia muito. Tratava-se de um período dc incerte-
za política para todos, inclusive para os judeus que viviam em Babilônia.
0 próprio Daniel já não era mais um jovenzinho. Achava-se por volta dos
• setenta anos, cmbora com certeza ainda estivcsse na ativa (veja Daniel 8:27).
A qu€da de Babilônia (capi'tulo 5) e sua cxperiência na cova dos leões (capí-
tulo 6) ainda se encontravam no fiituro ois os ca ítulos dc ±Jɱã,g~_Éi-
•ã-iEnut:::=t:,r:Í::dü:ndt:Nma3: Nabucodonosor, que sc
107
Jma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
iavia estendido durante mais dc quarenta desses cinqüenta anos, Deus ha-
Íia observado enquanto Babilônia atingia plenamen[e a figura de "cabcça de
)uro". Agora, a sua era dourada es[ava ficando para trás, e parecia qu€ se
iproximava o tempo de entrarem em cena o peito e os braços de prata.
Era noite. Daníel estava dormindo -talvez depois de um dia de pro-
`unda oração e cuidadoso es[udo da profecia da imagem. Águas cnche-

am a vista quc [inha dian[e de si -águas em movimento, agitadas e en-


rolvidas em tumulto pelos ventos que provinham de todas as direções.
`cpentinamente, enquanto seus olhos tentavam acompanhar a agitação
nccssante das ondas, sua admiração foi despertada para o ap.arecimen-
o de um enorme leão, semclhante ao qual ele jamais havia visto outro
.ntes. 0 lcão possuía asas! Enquanto Daniel observava, as asa.s foram
`arrancadas"
e"lÉÊBͱj±±dgpLm£g±LÊ+£±ro~m_eL±',efoicolocadoempé,
`C°om°eãho°n=:E:;n#énama*amçãodeDan%iaseguirdes-

Íiada para um urso quc aparecia; este sc mostra,va estranhamente mais alto
e um lado que do outro. 0 urso "áe !ç¥L±a±±ou s;gk=ç !±g2 dgs lados„
bservouDalniel.Alémdisso,eletr£iãi=F=ãlsrel=naTEloc=.
0 urso salien[e de um dos lados foi logo ladeado por um leopardo
)ossuidor de quatro cabeças e quatro asas (verso 6), aos quais se seguiu
im mons[ro aterrador que desafiava qualquer classjficação zoológica.
)aniel jamais havia visto qualquer coisa a que pudesse comparar esse
.nimal. Ele o descreve como `±Ê!£Í±[Êl, ʧPagL±gsoj sobremodo forte_,',

ã*:=t#uco=am#po%eíaaE#s,affted#a[De::rí::
iamen[e fcio, postado cvjdentemente num pedaço de`solo, apareceu na
isão com o aspecto ameaçador e assassino, com enormes unhas de bron-
= c dentes de ferro. Ele "4£]!g£a]±g±zia em pedaços e pisava aos pés o
uÉ#oa,:;¥tcerào;[Zv:íga.ravííhadooes[ranho
e selvagem animal, Da-
lcl - embora assustado - pôde discernír o décimo primeiro chifre, "pe-
ieno", tcn[ando fazer espaço para si en[re os outros dez; em seguida, per-
beu que, daqueles dez chifres, três se tornavam frouxos, cai'am, e cediam
seu espaço para o chifre pequeno. "E eis que ne'ste chifre havia olhos,
imo os de homem, c uma boca que filava com insolência." Vérso 8.
Neste ponto a atenção de Daniel foi desviada miscricordiosamente da
\rrível`cena que tinha diante de si, scndo conduzida para uma grande e
)riosa cena no Céu. Lá ele pôde ver o Ancião de Dias em Sua obra de
gament.o, próximo ao fim dos dia§. 0 profe[a viu ainda a quarta besta
)rta, enquanto "dLggÊɱÉg, _c g!é£ig, £ Q ±ÊigQ" foram dados a ",±±p çgg2g
:j]hg éLg LÊgíE2ÊP„. Versos g a ]4.
Elc tinha razão em sentir-se grandemente aliviado. Por certo assím
8
Daniel 7

aconteceu. Mas ele também con[inuou profundamente impressionado


com aquela quarta besta e seus dez chifres, e ainda mais especialmente com

â#jÊÊg::::S:f;'à:e:c:ibt:s:í:oq::sdee:cpor::í..mqauveas:n[.raatpacvsasodaeúutàep::sr::
nagem celestial, o qual podemos imaginar como sendo um anjo. Este se
colocou ao lado do profeta. Daniel pediu ao anjo que lhe contasse "a ver-
dade acerca de tudo isto". Verso 16.
Oanjorespondeusimplesmente:``:£s±Êsj5±±PLd_e±±PɱLaLi§|q±±ÊJiãJOLJ]±La-
ÉOL£.u±€g__rç_É€,__qLULÊ se levantarão da Tcrra." Imcdiatamente o ser ce-
l€stial chamou a atenção do profeta para o final feliz da visão: ``Os santos
ddo 4!±í§§ÉmQ receberão çL rÉo. ç _o PgÊÊÉOLara±gdg g±ÉÉTE
eternidade." Versos 17 e 18
as Daniel não ficou ;atisiãEãã5i=c resumo! Ele suplicou ao anjo
(versos 19 a 22) que lhc concedesse detalhes acerca do quarto animal e seus
chíá:ens:i::a-cnl::acnol::et:'teosaen&aacdeedc:ào`:í;:::;:::É3::atendeuopedido

de Danie], pois nós -tanto quan[o o profe[a -desejamos sabcr maís a res-

3:;t:edt:sus,e?.É:d:,o:tâ:::sse=v::-nát;oâ.u¥:|s,EvaacTã:its:sb`ÍÉ#::Ê:::Í;ZijoJse-sáT,S
Depois que o anjo tcrminou a primeira partc da explanação, dlsse ele a
Danjel - e, através do profeta, a todos nós - "9 g±±Ê±g.aL=É=ͱ! S:Ê=á +±g2
q±±Ê£±g=çipoEaJ±=±allÉ£ÊQ£3.
9 q±±a±±g .aEigÊaLé o. q±±g|[oj]zízzg Antcríormcntc (no vcrso
17), o anjo dissera que os quatro animais eram quatro „€;.j`. As ditaduras são
f`reqüentemente indistinguíveis dos ditadores que as encarnam. Napoleão
se ufanava: "Eu sou o Es[ado"; e praticamente todos nós já ouvimos dizer
que Luís XIV repe[ira a mesma coisa: "0 Estado sou eu.»
A partir do momento em que sabemos que o quar[o animal é o quarto
7.c;.7zo, reconhccemos estar tra[ando com a mesma série de potências mun-
diais quc encon[ramos pela primeira vez no sonho da estátua de Nabuco-

i:nmo:'o:,egaup|rde;:nnt:t:q:gn:ÊFÍ:::t=Lâ.to3apbel,Iânr::àoMdced3-epuésr.sia,Grécl-
Babilônia, representada na grande cstá[ua pela cabeça dc ouro, é apro-
priadamen[c representada aqui por umJ£§g o rei dos animais. As pcssoas
que visitam Babilônia podcm ainda hoje ver as figuras de lcões em baixo-
relevo, nos muros e paredes construídos com tijolos queímados; podem
ver também o enorme leão de pcdra qiie, depois de 2.400 anos, ainda esíá
agachaclo sobre uma mulher de pedra, caída.
0 lmpério Medo-Persa, simbo]ízado na grande estátua pelo peito e braços
de pra[a, é facilmente distinguível cómo o+±±so+~om um de seus lados mais
alto, empaniʱ7. Nossa íden[ificação será plenamente confirmada mais tar-
de, quando chegarmos em Qagid 8, onde os dois chifres desiguais de um
109
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daníel

Éo_eücit_e[±[p¥ identificados como os reis da Médía e da Pérsia


0 ventrc e coxas da está[ua representavam a Cla. 0 mesmo ocorr
com o leopardo do presc.ntc capítulo. Em Daniel gTJodequeatacaocar
¢€ ® 1 ,1 ,
nciro mcdo-pcrsa será identificado especificamcnte como o "rei da Grécia"
Por fim, as pernas de f€rro que representavam Roma em Dani€1 2, sã(
aquí subs[;[ui'das pelo animal terrível q''espantoso, para o qual pareceu nã(
haver classificação zoológica.
`J Assim, não pode haver quaJqucr dúvjda quanto à iden[ificaçáo das qua

Àr;.bás,tpffs;j£;í;oafiír#et:gmubüé:Íbfé|cii!a:dseã:ti,q;áv-à:ieãr,Tddõoesa,:í!!
e línguas". Tdvez você queira verificar também os textos de Isaíajs 17: 12 e 13
nos r€
\
Íet:::=í::áã:Ê;ÉZ:à:É#iàsã:oc::'jnsETnàgoe:mc?`=uffmh::lat:ov.ezes

m_oA_í#g_:gr:_Í-=;_é:J=J?É-Ê _B.a!il_ô`njiapós
ficadas como o_
Babilônia` Lídia
BÊpilô`n,ia,, c EQrito`
LÉndia à5 t-rêii;TrTÃErDTãi3`ê
C EÁgito,..
Pgdeips~er_.Ídenti
a5 t-rê5-FrTÃEfpTãisTéntidades coiqui
'1

taaáà_ó io Mcdo-Pc sa. A+zzÍ dcnotam facilmente a presença de ]£g-


escrcve a cavalaria babilônica como lançando os
seus ataques com a ve ide de águias, e a rapidez demonstrada por Ale-
xandre à frente dos exércitos gregos obteve a admiração do mundo. Partin-
do pratjcamente do nada, Alexandre uniu entre si os contenciosos gr€gos e
conquistou o poderoso império persa em doze curtós anos. Ele conquistou
osÃ:rsq:àe#;:#%:ud=i:o;sàaà:::rToa|Pdeenn:ifi::,andt:eeíoià=n:es|d8:ÍgagoeLp
(( ' " em que seria dividido o ímpério helenístico de Ajexandre
,, . '. ' '' 1 ' , ' 1 1 , . 1 ^ 1 1

sua morte. Alexandre fileceu em meio a uma ardente febre. Enquanto


suas forças esmoreciam, seus lídcres militares desfilaram diante dele, r€nden
do~lhe melancólico tributo. Em resposta, Alexandre pôde apenas acenar com
a cabeça. Não lhe foi possível fflar. Não indicou dguém para sucedê-lo.
Antes mesmo de sepultá-lo, seus generais começarah a discu[ir. Vínte e
dois sangrentos anos mais tarde, após a memorável batalha de lpsus em

#o;::at;;¥::¥üj;::;:Í:ia:ule:n:d!à|o:it]:Énôí:Í.]:jaÊ!:;:É
Todos esses detalhes constituem, evídentemente, o pano de fundo, o
mera introdução, dos temas maiores do capítulo 7 de Daniel. Foram prin-
* A batalha dc lpsus foi decisiva. Ela repres€n[ou o fim dos vigorosos esforços de Anti'gono no scn-

tído dc cstabclecer novamertte iim único império consolidado. A divisão em qiiatro par(cs p€rmanc-
ccu até a mortc de Lisímaco em 281 a.C., dcpojs da qual permancceram durante algm tempo ti.ês
reinos grcco-hc]enísticos -Síria, Egito c Macedônia -ao lado de vários outros menor€s.

110
DaníeL 7

Lln
Uma Nova Era Seguiido as Profecías de Daniel

cipalmente a carreira do chifre pequeno e os afazeres do julgamento que


atraíra.m a atenção de Daniel, e o mesmo deve ocorrei-.conosco. Depois
que você [iver lido o relato do capítulo se[c, examinarcmos aqujlo que a
Bíblia diz a respei[o de Deiis € de Cristo na cem de julgamen(o, e acerca
do chifre p€qiieno que moveu feroz perseguição contra o§ sanros`
A Mensagem de
Daniel 7
I..Deus e Cristo no 7LiJgamento

orventura os seus filhos por vezes se refercm a Deus com


sendo uma espécie de homem muito idoso e rabugcnto?
Porventura 2/océ por vezes pensa nElc dessa maneira:?
Por certo você sabe muito bem que "Deus é amor"; ma.
quais são os scus pensamentos reais a respci[o dE]e quan.
do, por exemplo, você se cncon[ra só, ímaginando por que razão o telefo-
ne não toca c as pessoas não lhe escrevcm? Ou quando os outros colegai<
rejeitam todas as suas idéias? Ou quando a admjnistração concede a algu-
ma outra pessoa a vaga que você cstava pleiteando?
Chega-nos quase como uma surpresa - uma surpresa muito agradável -
o fato de que em meio a um capíulo cheio de monstruosas bcstas e chi-
fres, Deus nos faça recordar que Ele tem cuidado dc nós, de que Elé real-
mente vela sobre nós e toma conhecimen[o de tudo o que ocorre conosco
c da forma como outras pessoas nos tratam. Não apenas uma vez, mas qua-
tro vezes, somos lcmbrados neste capi'tulo de que um dia Deus removerá
o crro e r
anicl 7:9 a 1 aniel 7: 18 Danicl Danicl 7:26
mesma mensagem a em ciirerentes p LiãíIT5T
er-se-á para realizar o juízo, a besta será morta e o reino será dado
aos santos do Altíssimo.
é amor"; não pode haver qualquer dúvida a esse
El€ é descritb .na Bíblia como "o Ancião de dias" (
e de forma algumaj+±p "velho rabugento". Ele é o nosso mui
Oãõiiadiz
amante Pai celestial. S Deus a ou o mundo com [al in-
tensidade, que deú o Efésios 2:4 iz que Ele é "rico
em misericórdia". Cerca dc trinta =n[o fda a respci-
to de Sua "amorável gjãi3)diz
±:i::::::`-__---`.`':Í`-`---,'.-::; que a Sua "graça" é mc-
lhor do que a vida" o 103: iz que Deus nos "coroa de graça e
misericórdia". Ainda em eremias o próprio Deus nos conta: "Com
amor eterno [e amel, Por lsso Com midade te atraí."

±o#orrã.:a"::£"8mn::„áo!l:zí:ãcí";:::ele::c:r::n::!l:h::ec;:ddíga:Ti:oàs:e#:-
Unive-rs~o:
113
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
Cavalgava um qucrubim, e voou;
sim, lcvado velozmentc nas asas do vcnto.

Não nos scntímos surpresos, poís, de que a cena de ju]gamento em gã,_

Í+iÉiacd:inice,¥joíT::àtoábi:à:oa:Çí::o#uoeÁ":::=oo?:sN¥mt'::::::':e
quc chcga a ocasião do julgamento, Deus é retratado como deslocando-Se
dc alguma outra parte do Céu, dc modo a começar cssc trabaJho particu-
lar. Esta mudan demonstrar-sc-á muito importante quan-
do cstudarmos /

0FJ.%od{oÁo:=ã--.Deí)oisdeinformar-nosqucoAnciãodediastomou
asscnto c quc o juízo havia começado, Danicl diz quc a bcsta foi morta c
que "nas. . . visões da noite" vcio "com as nuvens do Céu um como o Fi~

É:àç:o:¥:.¥É::::;`oh:ti:::;iã.oesdpc.:affi:eq:cfim"a=ec:::e:::
vezcs Jcsus aplicou o termo a Si próprio. Aos discípulos, Ele dissc: "0
Filho do homem está para scr cntreguc nas ens; c estes 0
matarão; mas ao terceiro dia ressuscitará." atcus 17:2 A Zaqueu,
o diminuto coletor de impos~tgs+ disse: "0 homem veio
buscar e salvar o perdido.'¥ S. Ao traidor
ElcL±i`ssç`: "Judas, com um b ilho do homem?"
Diante do sumo sacerdotc que conduzia o julgamento
us, Elc dissc: "Eu vos declaro quc desdc agora vereis o Filho do

à:má:.„¥s:n;;[aaç:u;g{;;;:Ê;doTodo.podcroso,evíndosobreffnuvens
0 "Filho dõ-bre as nuvcns do Céu"! Os comentaristas con-
cordam em que ncsta taxativa dcclaração Jcsus identifica-Sc inconfúndivel-
mcntc com o Filho do homem dc Danid 7.

â:":d¥ti;;:r`"#%:.à°:T::stT.:;.-Eíiíorige:iq:U,:3Ífj
nicl menciona haver visto a besta scndo morta e seu corpo destruído.
I'Óde-se obter com certa ficilidadc a impressão dc que o Filho do homem
só aparcce no tribunal dep houvcr completado o julgamento.
Mas a Bíblia afirma cm ue "o Pai a ninguém julga, mas
ao Filho confiou todo o julgamento"!
uCmo pode Deus ser o juiz e ainda assim não julgar ninguém?
17:30 e 31 resolve facilmcntc a aparentc dificuldade: "Deus. . . csta-
la em que há de julgar o mundo com justiça por meio de um
Varão qLie dcstinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-O dcntre os
114
te que pretendia seguir naquele caso as recomendações dos juristas do De-
partamento de Justjça dos Estados Unidos. 0 Presidcnte Carter era o juiz
de última instância, mas decidiu exercer sua responsabilidade judjcial com

s é o nosso
::#:;,r'„uí::::Á:`n:to:gsçdjo.,Áui?::g!%:;
or. Ele é o nosso "Advogado junto I Timóteo 2: dentifi'ca-
0 como nosso "mediador". Por sua vez, EkbEusJi25 àiz que Ele vivc
"sempre para interceder" por nós. PortantoT Cristo acha-~Se co`ntinuamen-
te pronto para interceder em nosso favor diante de Deus, pois Ele é nosso
Mediador e lntercessor.
0 - Por mals surpreendente que isto possa parecer - Jcsus nos

f:É::q,e:aej.;jt:;,':i;ie;s;:so;s:;:Í#É5eend,e|;:odrensóusi":dnaãvora::sa:l:;.:s::

grilàrà`;puoe"E"uÇvoiitoàpa„poaftzezd„e"D4emu:„Vj;:;£:::Ét.ende-madoetendes
Evidentemente Jesus não nccessita interceder em nosso favor no senti-
do em que por vez€s imaginamos; Ele não prccisa tentar persuadir a Dcus
de qu€ deve amar-nos, uma vez que -segundo as palavras de Jesus -o pró-
prio Deus nos ama.
"Mediador" é uma Pessoa que\auxjlia na aproximação das pessoas entre

à`é;:seussta::_ãÊ::ç:=igâ:#`:seáiuaad,:rhtáe;t.autco.rnmá:l::,:=aiía:.s±pprãv3i:
ií#:Êffioãi:;Í pap€l àe cris,o como mediadlor©-=
re Deus e o homem: "Porque o próprio Pai vos ama, visto
que Me tendes amado e tendes crido que Eu vim da parte de Deus."
Assim, uma das muitas formas, pelas quais Jesus serve como mcdiador
entre nós e Deus, é mostrando-nos com o que Deus Se parece, pois se nos
torna bastante difícil amar um Deus a quem nunca vimos. Deus entregou
Seu único Filho e €nviou-O ao mundo para que nós pudéssemos amá-Lo,
€ por seu jntermédio, amar também o Pai.

qiierhã:dheá,g|úgvaird:íeu:á:.P_à:::ɱÍ::í:;:geÉ|Se..ófasrtâ!;`.e:e=±T_!d±=
há de julgar o
riiem que `res;uscitou dcntre-oTãl=õflõs. Assim, lemos erà -EÉ=ÍF9l
compareceremos perante o tribunal de Deus". Em 11 C.g€_íp-
lemos ainda: "Porque importa que todos nós compareç-amos pe-
rah-t`e-õíribunal c/c Crz`í£o. "
115
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
Ao decidir que Jesus será o nósso Juiz, Deus tomou uma belíssima pro-
vidência. A csse Filho do homcm que "Se fcz carne e habi[ou entre nós»,
eque Se tornou em tudo "semelhante aos irmãos" e "sof+eu"` tendo sido

;ee:t::oie(f:i:T::T:feFCT:Ffer-2;:-|:à-:á:7d:i:)s?aaísus::à`::ad,:.he::eemq:eu:avb,:
o quanto fere ser desapontado e abandonado e tratado asperamente por
outras pessoas, a esse Filho do homem que é também o Filho de Deus - a
esse é que Deus Pai, o Ancião de Dias, diz: "Eu sou o Juiz, mas o Meu ve-
redicto será aquele que Tu, Mcu Filho, recomendares."
Portanto, Deus #Ão f' um velho rabugento! De que maneira poderia Ele
ser melhor compreendido do que assim?
Se, portànto, Jesus exerce um duplo papel no julgamento, servindo tan-
to como Advogado quanto como Juiz, torna-se evidente que Ele deve apa-
recer na cena do julgamento tribunal realize o seu trabalho!
Dessa forma, o texto de 7:11 e 12 nde lemos a respeito da des-
truição da besta, parece ser parcntético. rata-Se de um texto que aponta
ao fcliz final do futuro, tal como ocorre várias vezes com cste capítulo
como um todo. A seqüência efetiva dos eventos é a seguinte: (1) os tronos
são colocados, (2) o Ancião de Dias toma asscnto, (3) o Filho do homem
reccbé as boas-vindas, (4) realiza-se o julgamcnto, (5) Filho do homem e
santos são recompensados e (6) a besta é destruída.
S¢nfoj € Á€x¢€z.roj foz# E/f. EmboraQLagj!ç± 7_: 14 omínio e
glória, e o reino" foram dados ao Fz./bo c/o 4oz#;-ri; iz que "o
reino e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo rõ Céu serão
dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será reino etemo"
Assim, quem é que
:eend,gefi#fi
Ambo§, naturalmente! Ht
"Ác#t#Í.ro de todas as coisasT=-
êTHHiíõ5
Cristo ou os santos?
iie Deus indicou esus como
iz que quando nos di-
rigimos a Deus como nosso que "somos filhos de
Deus; ora, se somos filhos, somos também h€rdeiros, herdeiros de Deus e
co-herdeiros com Cristo".
Cristo recebe, o reino e imcdiatamente o compar[ilha com as pessoas
que crêem nEle.
Co~herdeiros com Cristo! Você é um co-herdeiro. Também o é o seu
"Maridos, vós igualmente vivei a vida
cônjugc cristão. Diz S . pã;a
comum do lar,... tendo .o para com a vossa mulher como par-
tc mais frágil, tratai-a com dignidade, por isso que `çois juntamentc herdei-
ros da mesma graça de vida."
Marido cris[ão! Se Cristo está disposto a compartilhar o Seu reino com
a sua esposa, poderá você negar-sc a compartilhar com ela uma parte de

::duaàceTi:;ndsc:ea:|5£:nessammaegnatis?suca:Ts;oT=:-f:sr:ardç:i:na,rar:cc:umpear,t::
116
Daniel 7
rânica pergunta: "E o quc você csteve fazendo durante todo o dia?" James
I)obson, autor de muitos livros que abordam assuntos domésticos, inclu-
stNc 0 que a§ Esposds Gostãriãm que S6us Maridos Conhecessem a Re5i]eito dds
1,,,,',({
Mzf/4crcf,2 lembra-nos que recisa ser al uém. para__q.mal:
ossa. ser uer um uitas esposas, son, especia
icam presas ao ar com scus filhos pequenos, e quc dedicam
o mcmor de suas energias ao bem-estar da família, freqüen[emcntc sentem
profimda e não-expressa depressão porque seus esposos parecem não apre-

::;-à*je%.::c:u.ee::vpe:ofk:TLr*ds?:mq:cfl::::pffffárí:n=jmd:ãsà;nã:
posa! Ela é filha do Rei celestial. Co-herdcira com Cristo. A ííw rainha.
•i.io.qE::iLLrn"qeo:r:.=rlãmLç£"5:ri£uàed|¥mmb::#a::*3.:àTu:ue|d6:
são herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo da mesma forma que você,
e desse modo participantes da graça de Deus e de Seu reino eterno? Eles
erecem o tempo de melhor qualidadc de que você puder dispor. Eles
bcm valem o tempo necessário aos cul[os em família e merecem freqüen-
[ar a cscola da igreja!
Quando Pai e Filho Se assentarem para o juízo, a bes[a tiver sido mor-
ta e os santos tiverem recebido o reino, siia preciosa esposa e filhó.s c yocé
s€ntir-se-ão felizcs, tão felizes, porque conccderam ao reino de Deus im-
pcrtância superior a quaisquer outras considerações.

[1. A Base de Deus PaLra o Ju|gamento

Empregados apreciam ter as normas da companhia a.fixadas em lugarcs


onde possam ser lidas. As crianças gostam de saber quaís são as regras an-
[es de serem acusadas de transgredi-1as. As sociedades livres insistcm em
que até mesmo os criminosos tenham o direí[o de ver sob forma escrita as
acusações que contra eles pesam, as quais devem achar-se apoiadas por só-
lidas evidências.
Que tipo d€ evidência e que espécie de base legal utilizará Deus no jul-
gamento?
14r c#z.ó/1ê7zcÍ.m %g7.fm:¢éz¢f pw Dcz#. Daniel 7: 10 diz: "Assentou-se o tri-
bunal, e se abriram os livros." ADocalinse 20.1 ? a 15 também fila de "li-
vros" que são "abertos" e a partir de cujos registros os mortos serão julga-
dos "segundo o que praticaram''. Ar)ocalipse acrescenta que "ajnda ou[ro
livro, 0 livro da vida, foi aberto". Malaouias 3: 16 referc-se a um livro "me~
morial", o qual é escrito em relação àqi;eles "que tcmem ao Senhor, e para
os quc se lembram do Seu nome".
0 livro da vida reprcsenta uma idéia a[raen[e! Registros de nascimen-
tos e mortes eram mantidos nos tcmpos antigos, tanto quanto atual-
117
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
mente. z referência aos "registros da casa de lsrael". No
r.'/i.,'ujel
13
livro da a cncon [rado no Céu, Deus evidentemente mantém o r€gis-
tro do nome de todos aqueles que "nasceram de novo" em Cristo Jesus
te a fé
-[:i-----::L---l:`-Ti-=]_=l
i is l-(l:2(J:HI.)anic'l 12
tav:,éaet:[àséu:_afi¥3¥:
----- E-xi`iein` assim` trcs
|Eiff€-ri, assTm.,-irêJ'categorias dc ljvros: uma, a que contém o registro
de' todos os feitos; a segunda contém uma seleção apenas dos bons feitos
daqueles que amam a Deus; a terceira relaciona o nome dc todos aqueles
que nasceram novamcnte em Cristo e nEle vivcm.
Não necessitamos saber coisa alguma quanto à aparência dos livros. Nos
dias de Daniel, "livros" aparcciam sob a forma de tabletcs de barro, papi-
ros ou pergaminhos. Os livros celestiais podem ser listagens de computa-
dor ou, muito provavelmente, algo muito mais sofisticado.
É apropriado, contudo` que nos pergúntemos por que Deus mantém os
livros. Certamente Ele não necessita deles como auxiliares de Sua memória!
Ele os conserva em nosso benefício. Naturalmente. Mas a nossa atenção é
desviada para a grande reunião de pessoas que ocorre ao redor do trono:

Milhares de milhares 0 servíam,


e miríade de miríade
estavam diante dEle;
`. assentou-se o tribunal, ~-~---~~
e se abriram os livros.Qepiil__?ilo. !

JOS
FEeâjííÊ#::ÊÍÉÊ:álsg:er:,:`,Toi!hs:.ümd==imümàÉéampl,;=dâeanocsfí:T:
dos rn;sotse,cEa:Eesne¥une,eo:|:?`:t:osp::toe.mE=tíiffiFpbaeu?:fàla
que os apóstolos constituíam "um espctáculo ao ran`toa anjos,
como a homens". A palavra "espetáculo" é traduzida do termo Á6c4#o% a
mesma de que deriva o nosso termo fc4#o. "Todo o mundo é um palco",
diz o autor teatral, provavelmente com mais acerto do que ele mesmo [i-
vesse pretendido. 0 espaço exterior é habitado por seres inteligentes, os

g|u±:,sae#r=Er:aknb?=:=tebl:[:rfi#:::fe=aqquuee::fe::s:::!as::
cTã¥igíÉs;ÍÊ-ilã;-e¥à=:¥d::é:ÍÉ¥ou::oç=-f:o-
na dramática controvérsia entre o bem e o mal, do que a maioria de nós é ca-
paz de imaginar. ADocalíDse 12 chega até mesmo a fàlar cm guerra no Céu!
Mais tarde teremos outras informações a acresccntar no tocante a essa guerra.
Enquanto isso, pensemos na imensa alegria que Jesus sente ao abrir o li-
118
Daníel 7
vro das memórias diante de Seus anjos celestiais. Chegamos quase a ouvir
a Sua terna voz: "Deixem-Me lcr a respcito da preciDsa contribuição que
Marcos Justo prestou a pessoas necessitadas no campo missionário da
Amazônia; . . . e as palavras delicadas e oportunas que Maria Justo proferiu
a uma vendedora que a atendeu numa loja; . . . e as coisas bonitas que João-
zinho Justo realizou quando mamãc lhe pediu que arrumasse a cozinha,
pois que ela sc achava com dor de cabeça."

amti.vsr!o#®m.eqmu€ràff%c.làv.rso.duat.v.isdii.v::.,ãv.f:`ê`zseessé:::::àfs.e,n,ilvr:r:::o:
pensamento de que toda e qualquer coisa qu€ você já fez neste mundo está
anotada em detalhes e será trazida perante o Universo inteiro? Graças a
`Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e jus-
Deus por
to para nos os pccados e nos purificar de toda injusriça."
Aqui se encontra o remédio de que necessitamos. Admitamos aquilo de
que há muito suspeitávamos - que todos somos pecadores empedernidos.
Admitamos as coisas más que temos fcito e contemos ao Senhor que esta-
mos tristes com o nosso modo de proceder. E então, à vista da torrente de
((,T
luz que emana do Calvário, rc emo-nos porque "o. sangue de Jesus. . .
nos purifica de todo pecado".
A diuina bdw legal. Fa:la.mos hà POuCO acerca do pecado. É exatamen-
te o pecado que nos provê um chave para a compreensão da base legal
no julgamento, pois I S. João 3:4 define o pecado como a "transgressão
da lei". Portanto, o pecado é o estilo de vida em que não há considera-
ção para com a lei.
Sem consideração para com qual lei? A lei d€ Deus, evidentemente.
Diz a Bitlia: "De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus c
guarda os Seus mandamentos; porqu€ isto é o dever dc todo homem. Por-
quc Deus há de trazer a juízo todas estão escondidas,
quer sejam boas, quer sejam más."
Quando Jesus viveu na Terra, uriEÕutor dalêTFEEBHfiTtou-Lhe qual dos
mandamentos Jesus reputava como sendo o maior. A r€sposta de Cristo
tornou-se famosa: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de
toda a tua alma, e de todo o teu en[cndimento. Estc é o primciro e gran-
de mandamento. 0 segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo
como a ti mesmo." Jesus acrescento ão: "Destcs dois mandamentos
dependem toda a lei e os profctas." S. Mateus
Jesus não disse: "Se vocês observ mentos (amor a
Deus e amor ao próximo), podem jogar no lixo o restante da lei"! Ele dís-
se que todos os demais regulamentos c leis, bem como os ensinos dos pro-
fetas do Antigo Testamento dependem destes -são cons[rui'dos sobrc estes
- dois mandamentos básicos.
EL±J2±±±±eip_Ê!_?¥rLa±Ln_íg_j±g±±e±o=ri2f_ç_e_u`=A_q_t_igg_TeL±ÊPLf±Náodes-
119
l/ma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
carte os Dez Mandamentos! Em vez disso, contemple-os através dos olhos
do amor. Certifique-se de qiie foram dados por Deus a fim de expor, con-
firmar e ilustrar em que consiste o verdadeiro amor.
. A maioria de nós pensa que sabe em que consiste o amor, mas sem a Bi'-
blia torna-se surpreendentemente fácil in[erpretar erradamente o amor.
Uma grande parcela das pessoas da atualidadc pensa que amor é sair com
a pessoa quc mais lhe agrada no momento, quer sejam ambos casados en-
trc si, quer não. Quantas dores freqüentemente resultam dessa atitude!
Quão bom é que t€nhamos a lei de Dcus a lembrar-nos da fidelidade do
genuíno amor nestas palavras: "Não adultcrarás"!
Algumas pessoas parecem pensar quc amor pode ser algo como obter
presentes para as pessoas através do roubo de lojas. Obviamcnte, essas pcs-
soas não dcmonstram muito amor pelos proprietários das lojas! A maioria
de nós concordaria em que os Dez Mandamentos aprcsentam melhor es-
pécic de amor ao dizer: `fNão fiirtarás.»
Muitos homens pensam que o amor que sentem por suas famílias devc
levá-los a trabalhar scte dias por semana, dc forma a poderem dar conta de
pagar todos os prazeres e confortos do presen[e século. Mas ao explicar o
amor que dcvcmos ter por nossas famílias, o quarto mandamentos diz:
"Lembra-tc do dia de sábado para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás
toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; náo fa-
rás nenhum trabalho, lho, nem tua filha, me,m o `€N s€r
vo, nem a tua serva. 20:8 a 10
0 mandamento ' emonstra amor pelas famílias porque en-
volvc a família como um todo na observância desse dia de descanso e ado-
ração. E ele f#w6é7# rcvcla amor para com Deus quando mant:emos em c.s-
pírito de santidade o exato dia que E/c escolheu.
Pois bem, cerca de vinte anos depois da cruz, Paulo
mjsiério da iniqüidade" já se €ncontrava em operação
2:?; le tinha cm mente a a[itude observada em alguns

¥e;:sàs::|v::,#::.:ãsutío:sh,t:rváãr,:¥:,;:':dg:|ni=d!au:cour:Sp:::dÊs:c:hàoàr:,go:rvní|:_¥::
transgressores da lei!
Até mcsmo durante a Sua permanência fi'sica na Tcrra, Jesus pcrcebeu
que a]guns dc Seus ouvintes alimentavam a idéia de que Elc e-stava minan-
do a autoridade dos Dez Mandamentos. Cristo fez o melhor f}ossívcl no
scntido de pôr as coisas em ordem! Disse Ele: "Não penseis que vim revo-
gar a lci ou os profctas: não vim para rcvogar, vim para cumprir. Porque
em verdade vos digo: Até que o Céu e a Terra passem, ncm um i ou um [il
jamais passará da lei,`até que tudo se cumpra." S. Mateus 5: 17 e 18.
Enquanto você lê estas linhas, permita-me dirigir-lhe uma pergunta: A
120
terra ainda está firme debaixo dc sua cadeira? 0 céu ainda ap
alto, como sempre? Então, segundo as próprías palavras de C
um ;. ou fz./ " foram abolidos da lei!
0 livro de Apocalipse descreve um "anjo" que voa simbolica
meio do Céu justamente antes do início do juízo, e clama cm al\

Éean¥àãisã:¥e:ad;ó:`:a*iÊt:râu#íãac*a.dàs:Ê:::::í:
ue gwclíim oS manddmcnto§ de De£

consegucm reunir num sc


aquilo que estivemos a estudar ace.rca da cem de julgamento en
c acerca da ímportância dos Dez Mandamentos. Os santos do
que recebem o reino na visão de Daniel, são aprcsentados em i
como o povo que, por intermédio da fé em Jesus, guarda os mar
de Deus. Tais cristãos cheios de fé, renascidos no Espi'rito, têm s
inscritos no livro da vida e não necessitam tcmer o juízo vindoi

111. 0 Chifre que Guerreou Contra os Santos

0 aspecto da visão dc Daniel 7 que mais interessou ao a


ccna do julgamento, mas Daniel sentiu-se mais fascinado coi
to animal e o "chifre pequeno" quc cresceu muito e cmpreeni
ra contra os santos.
Tendo em vista a importância do chifre pequeno, maior espaç

em duas: (a)
:`Q-,
dicado à presentc seção do que à maioria das outras, c ela será su

Princíl,io-`
e (b) "Oito Sinais ldentificado

z.jJg m#.T ó/f #m 47zÍ!.c77.jío. Embora o chifre pequeno tenh


boca de homem, ele contrasta fortemen[e com o Filho do homcm
rece na mesma visão. 0 Filho do homem compartilha Seu rein(
santos, mas o chifre pcqueno devasta os san[os através dé fcroz per
0 Filho do homem aproxima-Se de Deus, mas o chifre pcqiieno t
Ele c tenta modificar Sua lci. Não é de admirar ue muitas

FPE::ÍÉou=n:i:;:Ê:tr:=Tiautucdidcaod:(cEc=o:d:sm;lr:rt`es:|os.çffi
quc o anticristo apareceu há muito, mui[o tempo. Ou[ros (os "fiit
dizem qLic ele ainda não apareccu. Um terceiro grupo (os "histo:
dizem que o anticristo csteve operando através da igrcja ao longo
tória, tendo-se revelado de modo maís marcan[e através da atuação
ja na ldade Média.
Num ou noutro sentido todas cssas corrcntes de pensamen[o
estar corretas!
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
0 termo `tanticristo" aparccc na Bíblia apenas nas epístola
Ncsras somos Ínformados que o anticristo "nega o Pai e o Filho'
•séÉã
também que ele não confessa `JÊs¥ ÇEio vJidoim-EÊÊfê
Mais que isso:disseoapóstoloTor7ãlEãdTT90ÉTc:=Tque
' , 1 T r T ~ , ® r
0 antlcr no mundo. I S. João 4:3. Somos
informados em oão 2:18 e 19 ue - nos dias do apóstolo - "muitos
antícristos [êm Salram de nosso meio"
``anricristo" Í
A j2a££Íijd±Ê§S£;s ±Ê¥s ÉÉÉÉÉ£sLs, paiÊçç _que u_mÉSLmodí--
caaoHcaTEFnt: EçE±iÊgisçriÉÉgs±pés±Ê!Ês."g±Les;ÊÍ=ÊLÊpd.e£g=;so
T=o„ durante o prii=:ITãTse=lo:iãi:Ta
___1-
cristã, e que=ga=as JeraãJes
tIlêTespcito de Jesus e de Deus. A mâioria dos eruditos vê esses anticristos
tio prjmeíro século em certos cristãos gnósticos. Estes são, portan[o, os an-
iicristos de há muito tc.mpo.
No uso comum, entretanto, o termo "anticristo" tem sido aplicado a
`)iitros inimigos do povo de Deus, em adição aos anticristos do primeiro
`,éculo. l'or exemplo, muitos autores cristãos têm visto o anticristo no ``mis-

Í;::d;a:r::,,'rãáTz;d::ag:ilí,:f";::o::.Ê:re;Suu:sevín%)ídÉc#
anticris[o do fiituro.
Por oiitro lado, ao longo dos séculos, muitos porta-vozes católico-ro-
manos têm sentido que o papa - tanto o que sc achava em excrcício
quanto` algum do fiituro, ou então o papado como um todo (toda a li-
nhagem .papal) - é o anticristo. Por exemplo, durante um período de
profiinda lassidão espiritual em Roma, Arnolfo - o bis o de Orleans -
considerou os papas romanos como "monstros em cu
num concílio convocado pelo rei da França em 991, que o pontífice,
idornado em púrpura e ouro, era o "anticristo, sentado no templo de
Deus, querendo pareccr Deus".3
F,herhard 11` arcebisDo de Salzburgo (1200 a 1246) comentou com um
iom de aprovação em um sínodo de bispos realizado em Regensburg, cm
1240 (alguns eruditos dizem que foi cm 1241) quc o povo dc seus dias es-
rava "acostumado" a chamar o papa de anticristo.`
Quando a igreja do Ocidente esteve dividida durante aproximadamen-
(e quarenta anos cntre dois papas rivais - um em Roma e outro em Avig-
iion, na França -cada um dos papas identificava o outro como o anticris-
io - e diz-se que |ohn WvcliÉEiafirmou que ambos estavam com a razão:
;`duas metades de anticristo, sendo que sc somarmos ambos, teremos o per-

feito Homem do Pecado".5


Martinho Lutero, então monge agostiniano da Universidade de Witten-
herg, chegou relutantemente à conclusão de que o "papado é verdadeira-
mente... o anticristo"; deixando aos protestantes um bom exemplo, ele
122
Danie' 7
sempre deixou claro que se poderjam €xcluir papas individuais dessa clas-
síficâção. Na verdade, ele dedicou o seu mais sublime ffatado, co#ccr#c#Jg
À /z.6cncz¢czg c#;.jÁõ; ao Papa Leão X, com base em quc este papa era merece-
dor de ocupar o cargo em melhores tempos.6
Uma vez que a Bíblia fàla de ``muitos anticristos" (1 S. Toão 2:18), e
iima vez que o termo "anticristo" tem sido utílízado pelos cristãos num
sentido mais amplo do qu€ aquele definido pela Bíblia, náo é muito pro-
veitoso discutir se estc o.u aquele fenômeno repres€n[a o anticristo, como
se apenas um existisse. De qualquer forma, nosso propósito neste capítu-
lo não é idcntificar o "anticristo" como tal, e sim identificar a ponta pe-

EE#h##iopo-fJoC|„rfá,f:onps#o#ÍTeqd#m:ià#á"dffi
coisas. Sua fabulosa rede de estradas pavimen[adas vem-nos imediatamen-
tc ao pensam€n[o, o que também ocorre com o seu avançado sistema de
lcis e jurisprudência, e com a famosa paz romana (p4x J?o%#Áz).* Paulo
sentia-se de sua cidadania romana e tirou proveíto da mesma
.. Em Romanos 13, ele ensinou que as autoridades
romanas cram servas de Deus, autorizadas pelo Céu a punir o malfeitor
(vcja as páginas 66 a 69). É de modo paralêlo à aprecia-ção de Paulo por
Roma que em ADocalii)se 12, tal como em Daniel 7, esse ímpério aparec€
como um terrível monstro. Em Romanos 13, Deus honra a Roma como
força que impunha cz.vz./í:z,¢fáo. Em Apocalipse 12 Deus crítica Roma como
um força de pc#cgz#.fáo.
T_odos nós sabemos que os romanos realizaram perseguições, mas a
aiç)ria das _Dessoas sente-se surDrçsa ao descobrir_a_uão .Doucos cristãos. re=
:ivamente fàlando` foram mortos Delos romanos.
tj É bem verdade qiie Nero transformou bom número de cristãos em to-
chas vivas, sob a acusação de que elcs haviam posto fogo à cidade de Roma.

:oiih:ã:vs:::gs:iEmmpeéaaí:argp:aTicai|a::n:caio;s.::sl,:Jnooãro,cfojae#:idc:,ppa::
volta de 202 d.C., Perpétua e Felícitas entregaram seus filhinhos aos cuí-
dados de outros e caminharam corajosamen[e para dentro da arena, a fim
de serem devoradas pelas bestas selvagens.7
Contudo, as perseguições mais sever<is, que chegavam a causar mártires,
geralment€ cram breves e locais. 0 imperador Cômodo (180 a 192) che-
gou até mesmo a ordenar que muitos crjs[ãos fosscm trazidos de volta do
exílio. Muitos governadores romanos, ao retornarem de seu mandato nas
províncias, para a capital, preferiam orgulhar-se de que as suas espadas não
* Sob o domínio de Roma, o povo que vivia em torno do Mar Medi(crrâneo desfrutou dc um grau

mais profundo e cxtenso de paz -durante dois séculos -do qiie liaviam desfrutado em qualquer épo-
ca anterior ou vieram a desfrutar em época posterior.

123
\
\
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daníel
haviam sido cnsangücntadas nem mesmo pelo sangue de um criminoso.8
0s governadores eram indicados com a finalidade de manter a paz roma-
na; enquanto as coisas permaneciam em paz, uma pcssoa tinha o direi[o de
crer praticamentc em qualqucr coisa qiie quisesse. Para acalmar um levan-

fi.pr¥:écoin.üeamosHC:`cS:|=S,,àgocYicsr,::d.Ó:g#meà:teen'omp¥:Laavda.qà:somm=
mós, deixando os demais em paz. Qüando Cipriano, bispo dc Cartago, foí
martirizado em 258, os membros de sua igreja vieram assisrir à sua execu-
Ção - tendo alguns subído em árvores para obter melhor visão - e os ofi-
ciajs rornanos não lançaram mão dc nem mesmo um deles.9
Houve apenas dois períodós de perseguição severa c sistemática: um
curto pcríodo sob o imperador Décio, em 250, e um outro que esteve as-
sociado ao impcrador Diocleciano, e que se estendeu Dor aDroximadamen-
te uma década, de 303 a 313. Durante a perseguíção promovida por Dio-
cleciano, uma testemunha ocular declarou que no Egito foram mortos tan-
[os cristãos, quc os executores chegavam a cansar-se e tinham de ser subs-
tituídos por turmas, e qiie as suas machadinhas perdiam o fio e tinham de
ser substituídas.t°
Contudo, ao utilizarmos as evidências compiladas e analisadas
fessor W. H. C. Frend, da Universidadc de Cambridge,LÊQmos
o±±_usão.ie g+ieQ.±gLalj;Ê£=!ald_eEai!ɱig;So±ÉbR±g±La
os 5.0_00 -!±mqJÍE2ÊE2.exi±ÊmamÊnle..mLsmidQ,quÊQ£
Ea!8!±±eíPÊSSQascbÊgaramaJmaginaLt'
Os números do Professor Frend, que estáo de acordo com a minha pró
priã pesquisa, não contam, por cer[o, a his[ória completa. Eles levam em
conta apenas os mártires cris[ãos, as pcssoas que cfe[ivamentc mQrreram
em virtude de sua fé. Nada dizcm a respeito do temor diante da persegui-
Ção, quc ciclícamen[e se aba[ia sobre a igreja, um vez que pendia conti-
nuamentc sobre ela. A maior parte das vezes a perseguição física era espo-
rádica; ocorria vez por outra, aqui e ali. Mas ela poderia ocorrer a qualqucr
momento, em qua]quer parte, e disso os cristãos bcm sabiam. 0 medo da
perseguição é, por si próprio, uma espécie de perseguíção que pode ser
muito danosa. A perseguição de Décio em 250 -a qual mencionamos há
pouco - causou de si mesma poucos martírios, mas - através do temor -
levou a Lim número incontável de apostasias.
Os números dc Frend limitam-se igualmen[e ao período compreendido
entre o Pentecoste (31 d.C.) e o término da perseguição de Diocleciano,
em 313 d.C. Eles omitem o desconhecido -embora aparentemente cleva-
do -número de mortes ocorridas durante o qiiarto século, quando o im-

|poésrioof|:i:fso::anmo*iilfiTc:â;csccr:s:ãooh-e:eegr::.gu,aoscrlstáosquepclosfótu-
0 ponto que desejamos evidenciar a partir dos números do Professor
124`
Daniel 7
Frend, é que Roma não necessitou sacrificar incontáveis multidões dc cris-
tãos para ser retratada como um animaJ "terrível e espantoso" pela profe-
cia. Roma, em vários sentidos, realizou o bem. Foi até mesmo "ins[i[uída

ã::cpre.¥l'f£¥"::jíí¥Féràmd;ffLç:i;oztobrrduet::ddaedeme.g:à:eor#.ds:
sível pregar o evangelho a milhõcs de pessoas. Mas em Daniel 7, Deus pm~
/oíz.Í:¢cZ¢77zm# descreve Roma como indescritivelmente feia, a fim de ensi-
nu-nos o quanto Ele aborrece os perseguidores.
Aqui existem algumas lições para todos nós, não é mcsmo? As famílias
necessitam de liderança firme; mas scrá que você é um imperador romano
(ou uma imperatriz), que traz semanalmente um bom cheque para casa a
fim de suprir confortos sem fim, mas ao mesmo tempo exige ditatorial-

[iãíg:ME;t:ofldH#E#ã¥:,drid:oÊ,s|;robT:i=+eeÉ:i
accrca de besta e chifte perseguidores são reafirmadas por profccjas neotes-
tamentárias acerca da pcrscguição da igreja.
.Na qualidade de um dos primeiros membros da igreja cristã, Paulo cer-
tamente conhecia o significado de ser perseguido. Ele foi açoitado com va-
ras e chibatas e apedrejado pelo menos 730Z/G Vezes, sem mencIonar as OU-
[ras tantas em que foi aprisiona surpreendente
que cle tenha vívido [empo suficicnte para ser dccapita o! Tomando sua
própria experiência como exemplo, Paulo djrigiu a seu jovem ministro-as-
sociado, Timóteo, uma advertência.profética que dizia respeito a todo o
r , ' ' ~ Tl. , (('11 1 ` ' '
fiituro da igreja cristã. Díssc ele: "Todos uantos uerem viver piedosa-
mente cm Cristo Jesus, serão perseguidos. 11 Tímó[eo 3: 12.
Jesus deixou subentendido o mesmo prin pio em Sua i sentcnça
quanto a [omar a cruz. "Se alguém quer vir ap ós Mim"` disse C rlsto, "a si
mesmo se neg.ue, tome a sua cruz, e siga-Me." Ortanto'
o Novo Testamento, à semelhança do Antigo, tempos amargos
p_Õ?:ftÊ#??s;_:'Ê_tt;a_otâ.TgÉT_P::dís_se\4P_os_t%,_a:__T_=r_ías__=r,_s__cl_a_r_=_=

e certamente mais tristcs - profecias do Novo Testamento concernentes à


his`tória da igreja, diz respeito à apostasia. 0lhando fixamente - embora,
tenho certeza, muj tristemente também - nos olhos dos líderes de uma
grande igreja do Novo Testamen[o, Paulo decla.rou, orientado pelo
Espi'rito: "Eu sei que, depois da minha par[ida, entre vós penetrarão lobos
vorazes que não pouparão o rebanho. E quc, dentre vós m£smos, se levan-
tarão ho 0 C0lsas pervertidas para arrastar os discípulos a.trás
A[os 20:29 e 30.
eJa cristã avançou dos dias de Paulo em direção à sua
experiência sob o império romano, a profecia de Paulo no [ocante à apos-
125
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daníel
tasia encontrou contínuo cumprimento. De fato, a velocidade com que os
primitivos crjs[ãos se lançaram no [obogã da apostasia, quase nos faz parar
a respiração. Por exemplo: antes do fim`do`primeiro século, pequeno
número de membros da igreja de Sardes fo iderados como tendo
as suas "vestiduras" "não contaminadas". Os cristãos de
Tiatira achavam-se cometcndo adultério e irituaJ, e velmente tam-
bém o adultério físico. 2:20-22. lsos mestres viajavam por
[oda parte, visitando os novos crentes cm scus ubtraindo-l
levando famílias inteiras ao desvio da verdade. teo 2: 18: Tito 1 : 11
No segundo século o Gnosticismo Marcionita devastou
te a oeste com siia doutrina de que o Deus do Antigo Testamento e o Deus
do Novo Tcstamento não são o mesmo, de modo que o primeiro não de-

ÊÍ-eÉorm¥:;:g;I:i-#;ií;;eq¥#:aL¥¥Ê:Í1:
de cachorro!]2 0s cristãos "católicos" (como vieram a ser conhecidos os que
pertenciam ao ramo principal do cristíanjsmo) escreviam urgentes docu-
mentos advertjndo-se uns aos outfos a rcspeito dessas heresias e onde os
cristãos que viajavam eram orientados a não adorar a Deus em qualquer
congr€gação dita cristã nas cidades por onde passavam, sem an[es procu~
rar saber qual era a congrcgação verdadcira.
Dessa forma, a apostasia e a perseguição quc assinalaram o crjs[janjsmo
ao longo de séculos, acabaram por prover evidências a respeito da confia-
bíljdadc das profccias bíblicas.
Tendo em mente cstes quatro princípios -(1) de que existe mais de um
an[icristo e que não estaremos [entando identificar o an[ícristo mas apenas
o chifre pequeno; (2) que em Daniel 7 'Deus propositalmente apresenta
Roma de modo unilateral, para evid€nciar assim o Seu desprazcr em rela-
Çáo aos poderes perseguidores; (3) que o Nóvo Testamento, à s€melhança
do Antigo, predisse a perseguição da igreja e (4.) que o Novo Testamento
também antecjpou a ocorrência de sérias apostasias no seio da igreja -es-
tamos agora em condições de prosseguir com os oi[o sinais distintivos do
chifre pequeno.

D¥n°íes#JJr#:;Hdentificador*,quenosaHdamnotrabalho
reconhecimento do chifre pequeno. Estas podcm ser assim enunciadas:

í:Ei::;raE::eduadqe:aor,tsadboess:,àeí#fres„.]±£§g£í
3. Ele era pequeno quando foi contemplado pela pE=Tez, mas com
o passar do tempo veio a tornar-se "majs robusto do que os seus compa-

126_
nheíros''. Versos s e 20. '
Daníel 7
7 4. De diante desse chifte devcriam cair uês outros, de .modo que, dian-
te dc seu aparecimento, estes "fóram amncados". Versos s e 24.
)5.Ncsse-chifie"haviaomoscomoosdehomem,Féiri=IãEÕTca=quefàlava
com insolência", dirigindo suas paJavras ``contra o Altissimo" Vcrsos s e 25.
-7 6. Ele haveria de "magoar [ou destruir] os santos do Altíssímo".Yfflso25.

=?Z:FOT-fh:ec:::eãirá:e;àõd:rs:r;:c`i:udganotsct"cummp::=pao''cà„á¥::::2o5s.c
mes:íeeít:r"=::3,i:#5àcdcmodombdtodosessc-itorequisitos

Tmapiég.::jar.cÉsÍ.q::cs|:nE;:J,e:oquu%g=iàoup.o;í:iv®ü:rgci`àgàoesoffitr=e.#ut::i:
especial sobre a mente dos homens cntrc o scxto c o décimo oitavo séculos.
Identificar essa igreja cristã como a lgrcja "Católica Romana" podc ser
um proccsso cnganoso, se os protcstantes assumem que a lgreja Católica
Romana do sexto século - por exemplo - represcntava uma grandc dcno-
mimção entre outras, como nos dias atuais. ,Ê:|La ¥Ê±c, |~Ij±çjaLÇÉlica
Romana
_ _ _ foi
_-- virtualmente
_ j£IfrLÊLas:i§±ã+nJ,q.E!±=gp:QL=idÊq±al+gLanteij±
éa±±ÊqÉ1£nost>Em virtude dessa universalidade primitiva, tanto os prôt-éé-=

`t`=o::;"q::rnioç:sc=sttóãl'iç:âtpoof:::eíecrí-àeuaane::;oumaooamcà:porifimtiodc
E com bastantc freqüência o foi para o bem. Claro quc sim! As univer-
sidades católicas alimentaram o sabcr nas lcis, na medicina e na teologia.

idn.f;s:0%oas|í::àsmde:ns:t:;:;:xlá::óâ|:|`á:s;r3ov?uta':;:aíc:usdpc:tFjg¥:ucà£cãeo:s::.:;
mércio, e as cscolas católicas forncccram a educação para diplomatas c
agentes comerciais. Os monges cistercicnses da Grã-Bretanha incrcmenta-
ram grandemente o comércio dc lã, vital para o país. Mais importante ain-

i::r;eírifp::;:i;:ná:p;|:p:;ão`s;:di:s;lc:;::s:t:':::c::f:f:cgá:jqiff::q:j:Í:v#o:ai?:cÍ:
Grande era a sua paróquia, com as casas muito distantcs,
Ainda assim, sob chuva ou tcmporal elc partia
Para as suas rezas, ou nas aflições c docnças,
E alcançava o mais distantc, pobrc ou bcm suprido,
Indo a pé, com o bordão apoiando o corpo -
Excmplo que suas ovclhas podiam cntcnder -
Pois primciro elc fàzia, c depois pregava!"

Os leitores pro[cstantes não precisam scntir-se melindrados ao idcntifi-


127
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
carmos essa parcela da 'cristandade como "católica romÁÍ#4". 0 Prof. John
L. MCKcnzie, da Universidade de Notre Dame, em sua obra 714g J3om4#
CÁí£Áo/;.c Cú#ríÁ [A lgreja Católica Romana], diz -cm nome de pelo me-
nos a maior parte de seus correligionários - que "os católicos romanos
crêcm que o seu romanismo é Lim rcflexo do autêntico cristianismo de sua
igreja".'5
0 Prof. MCKenzie rcconhece que "csta crença [quanto à importância do
romanismo] pode envolver alguns mal-entendidos, mas", insiste ele, "é im-
possível discutir o catolicismo romano sem admitir que os católicos acei-
tam o scu romanismo."i6
0 Prof. MCKenzíe, um jcsuíta, produziu iima obra tão reveladora, que
teremos ainda várias oportunidades de mencioná-la. No tocan[c aos defei-
tos históricos da igreja, entretanto, cle escreveu com tamanha franqueza,
que seria uma descortesia explorá-lo quanto a esse aspecto.

nhâc|pdrínccá:ríc.osr::::eár:s:ãb:ousra.noti::`ecg:or,?.oa,F.oote:::Í:sÍ;::::eeurapce?:

grri',Tà':|aovb¥sí:|í£::.aáÊo£r.ei:oqcueiaq:::t:eomai:ÊÉàÊÉ£.á::Esamc.?.rnt:.%
significado da palavra é "universal" e "ortodoxa", em con[raste com os ra-
mos sectários ou heréti`cos.
Ai]a;recimento dos ez chiftes". 0 deslocamento de "católica" para "cató-
lica fomana" teve lugar numa epoca em que o império romano se apresen-
[ava dcclinante e estava sendo invadido por uma série de ffihos gÊirnânicas.

pe.#::ipnràTçeãi:oc`;=s:::::,oà::iss:ãmoptÊ£âfíÊzàegnot:eàFsopu.s|:ã:
de âhimo e insistente pressão militar sobre as fronteiras faziam parecer de-

;:jísvtea`=bt::,:sÁerínucàaaf?acâ:í:!ud:¥;oai:arâocm=si:¥t=fv`oa::aaàF:nm-
;cus domínios na Itália, fazcndo crcscer grandemente a sua estatura.
ma grande parcela dos bárbaros visigodos recebeu permissão
Para atravessar o rio Danúbio, penetrando assim no terri[ório do lm-
)ério Romano. "Eles precipitaram-se através do curso d'água dia e noite,
;cm cessar, embarcando em grupos nas balsas e jangadas, e em canoas fabri-
adas com troncos ocos de árvores." "0 homem que desejasse certificar-se
lo número deles", escrcveu o historjador contcmporânco Ammianus Mar-

ieilià:sÁÁci:aÂfr:cTiro:íl::,;`sd;r:roisaáaema:eé,T;;reeiteasrsfàsopso;::oaz=nr;:f',?son-
Si
Durante o século seguin[e os visigodos foram seguidos por um conside-
r(
ável número de outras tribos - a]gumas grandes, outras muito pequenas
- as qiiais represei ir

:m:Çaã,:|dma;::,uaa::e:afi:::imd:sEoffi:ià':
êEos.b¥os¥,:soa*goossj¥*F±:
Llém dos próprios

283. t
q
Daniel 7
8c' LO{
nanos,
-rêI os hérulos'-4err°a%_ados.SAEíE*i=
;-i;i e aí os "dez chifres" de Daniel.
dessas tribos haviam sido cristiani-
7,adas an[es de participarem da invasão do império, mas o .s+ç±±±±i±±irinjsmo
não era ca[ólico. Tratava-se de uma espécie de arianismo. Ou seja, ao con-
trário dos católicos, essas tribos criam que Jesus, embora fossc muito gran-
de, náo era ``Deus" em essência, e sím um scr criado. Em virtudc das dife-
renças entre seus pontos de vis[a, católicos e arianos opunham-se mutiia-
mente. jis a£iaj±gs e±±±QgQ£±QS, £g.bJ±pd.oriçp, invadiram e ljé!ia
no ano j±aram considcravelmentej2PQd££dprpapj
consideravelmente o DQdÊi do DaDa romano. Por
\.olta de52i, Teodorico até mcsmo despachou o papa para Constantino-
pla, com instruções destinadas a persuadir o imperador católico dessa ci-
dade a parar com suas perseguições movidas contra os arianos naquilo que
ainda res[ava do lmpério Romano. Um pouco mais tarde, Teodorico man-
dou mesmo
`Mas o papa pa.ra
±s ɱpÉ:iadaies a cadeia,
£±!é!Éçgs do onde esteeL±S9±É=Ê=ÊLm
Q±íÊEie veio a f`àlecer."JE£iÊâ P±£a±eL-

±:o_±ia±é +EÉEÉãoTffê§jH=asTõ-i:j±Elr
74 a 491.) arranjou um tratado com OS 0Stro odos em
resúHÕú=radicação do rcino dos arlanos em 493.
católico Justiniano (527 a 565) exterminou os arianosj!ézz=
d;ilof cm 53 eduzindo sígnificativamente o poder dos arianos .e£aqgg4!zJ
qul s€ encon[ram, pois, os "três chifres" de Daniel - hérulos

:à:Çdõ:s°Sq:a°ns::°£gsd:rsês~c°hsífqr:s¥Sv:j°araaT:`áug:::::Ísi':.[(Z;:)amaí°resínf°r-
"Um temiJo, doi§ tempos e metade dum t_emi]o."Proc;uie mcmor.r:zar aL dçrtíi

i;g58:8|,.2o6ônaon{,oesmm:i:e,aoràe?S:ruo.g:dgoesnefi::a:rlandce:sroBt:f,àsJ.er?::gtaecdei:eçeã
do govcrno militar de França, aprisionou o Papa Pio Vl enquanto este ce-
lebrava o aniversário de sua coroação na Capcla Sistina, em Roma. A Fran-
ça prendeu e exilou o papa com a expressa intenção de não exatamente
destruir o papa em sí, e sim a lgreja Católica Romana como um todo.
(Para maiores ínformações a esse respeito, veja o capítulo que focaliza Apo-
calÀpspcr:fe,c|paodseegDu:ndi:|Vdo::|=r:àeusetas:Í,r::)conced|dasprerrogativascspc-

ciais ao chifre .pequeno por "um tempo, dois tempos e metade dum
tcmpo". EmjAPQcaüpsÊJ±Ê±ií2dLQúcncionado como sendo de.
42jpesçs]£eLm~APQjcLa±i_psÊJ2ú+£Q_mQ 1. 260 djas:
Estamos lidando com símbolos aqui. A Bi'blia diz que os quatro animais
síio símbolos de quatro reis ou reinos, que os chifres também simbolizam
rcinos, e que as águas simbolizam mul[idões de povos. A Bíblia também
indica que em profecias simbólicas dias represen[am anos.
Você se lembra de que quando Daniel vivia cm Babilônia, o profeta Eze-
quiel vivia em Nippur, não muito longe dali (ver pág. 69). Na profecia
129
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
simbólica de Ezequiel, çapítulos 4-6, Deus disse
di{ e mente a Ezequiel:
"Quarcnta dias te dے, cada dia por um ano."

Os 1.260 "dias" ou anos (538-1798) de ascensão e eclínio da influência


romano so re a mente aos homens, i.em exatamente
"um tempo, dois tempos e mctade dum tempo" de
Daniel confirmam
mais uma ve7. a nossa interpretação de que a lgrej a Cató lca Romana é o
cumprimento do chifre pequeno. (Sobre o rcssurgimento da influência ca-
tólica em nossos dias, veja íi.ulo 13 de A undo vo
"Mais robusto
ue os seus eiros", com uma "boca que fàlava
com insolência." Retornemos outra vez a 538 d.C., o ano
em quc ocorreu o OS os[rogodos. Foi sobre as enfimaçadas ruí-

nas do império romano ocidental, e dcpois da derrocada dos três reinos


arianos, que o papa emergiu como a mais importante pessoa individual no
Ocidente, o h'der de uma organízação religiosa adequadamentc organiza-
da, detentora de um credo d€finído e com vasto potencia] para inf]uência
imdÊsü_cLaçIP+qEç a,verdadeira sobreviv.en-
.Eeoá:iT#L±diL#L
Então o império romano foi subs
ma
pela igreja romana; ou, de acor-
do com a expressão utilizada pclos escritóres do século dezenove, Roma

ã fgí S¥bstí,tuída Pgrj±QpaLP£PLa].


E o poder dos papas -com suas-correspondentcs pretensões políticas e
religiosas - veio crescendo ao longo dos séculos. Em 1076 o Pa
rio VIl informou os súditos de Hc.nrí imperador da
Hfirique não se c seus pecados, eles não maís necessíta-
vam prestar-lhe obediência. Henrique era o mais poderoso monarca da
Europa naquela ocasião, o que não o impediu de empreender uma pere-
grinação até Canossa, a.través dos Alpes, onde o papa estava residindo, e ali
esperou durante três dolorosos dias - descalço e sob a neve - até que o
Papa Gregórjo lhe concedesse o perdão.
Partindo do exemplo provido por Gregório V|I, em 1570 o Papa Pio V,
através da bula (ou decreto) j?fg724mí z.# cLxcc4;.f (``Aquele que reina nos
Céus") dcclarou que a rainha pro[estante da lnglaterra, Elizabeth I (1558
a 1603) era uma herética maldita que daí por diante não mais teria o di-
reito de governar € cujos súditos eram, pcla autoridade papal, proibidos de
continuar prestando-lhe obediência.
0 Prof. MCKenzie reconhece, em sua maneira gentil de dizer as coi-
sas, que "a autoridade de ensinar da lgreja Católica Romana acha-se
personificada a cada momento em homens, e estes nem sempre pos-
suem igual virtude e competência". Ele prossegue: "Pio V era e é respei-
tado como um homem santo e ilustrado, mas o s€u ato de dcpor a Rai-
nha Elizabeth 1 da lnglaterra é hoje reconhecido como um dos maiores
erros da história do papado."2]
130
DaníeL 7
A admissão de que a autoridade de ensino da jgreja rorpana acha-se per-
sonificada em homens dc vir[ude e competência desigu`a.is, contrasta com
a pretensão apresentada ainda recentemente - cm 1890 - p£|gJ±Lapa L£ão_

;,`:.¥gg¥p?:
XIII. NaLÉnçí[li£a "ÉQ±e Q:S
Hãos", daiada de 10 de janejro
premo ensjnador na lgreja é o pontífice romTãriõTÁ± das mcntes, por-
tanto, requer. . . completa submissão e obediência à vontade da lgreja e ao
pontífice romano, co77m #/oJJc Ázopróp#.o Df"». Em 20 de junho de 1894,
em "A Reunião da Cristandadc", Lcão pretendia adicionalmente qiic "nós
[ou seja, ele próprio, tanto quanto os demais papas] ocupamos nesta Ter-
ra o lugar do Deus AJti'ssimo".
Por maiores que essas pretensões possam parecer hoje aos nossos olhos,

iHEHH¥na¥:-ac±cál,#.ããoc#£
:|loas|Fáp:e|cohjg;:::s;rotf:í|::ddt:dLa:,ç_ãu.:::ÍÉÊ;:jàouaa:rá:uád.:sâ%£ãFÊÍ:i=
€iro - "Vós sois o Pas-
tor, vós sois o Médico, vós sois o Govermdor, vós sois o Chefe da família,
enfim, vós sois um outro Deus na Terra." (Tenho diante de mim, sobre a

:;::,l,v,a2TIÂ:,aivt::st;aerT.:a:iF:rtTc:Ír"mí:t'eoí,n;.Ér#:ází"s€.£/Á:r.Pr::n's:
tâncias de então, pois o Papa Júlio 11 é descrito nos livros de História como
"principalmente um homem de Estado e líder militar", 23 "um papa em ar-
mas ,... que conduziu suas próprias tropas na conquista de Bolonha", 24 e
como um "endurecido li'der dos exércitos papais".25
Desde a grande abertura da janela católica (aggiornamcnto) inaugurada
pelo genial Papa João XXIII, muítos catól;cos modernos descobriram com
imensa ciareza que os ensinamentos d€ sua igreja estiveram freqüentemen-
te personificados cm indivíduos que eram muito menos quc "um outro
Deus na Terra". Esses católicos acham-se lutando profundamente com
uma crise de identidade e conLa questão central da autoridade eclesiásti-
ca. Os católicos da atualidade necessitam e merecem as orações de todos
os demais cristãos - os quais, com certa frcqüência, também se vêem fren-
te à questão da autoridade eclesiástica em suas próprias denominações.
Mencionamos aqui essas coisas pela única razão de tornar mais eviden-
te que, há muitos séculos, Deus mostrou a Daniel que o "chifte pequeno"
tornar-se-ia "majs robusto do que os seus companheiros", e que teria
"uma boca que fàlava com insolência".
oará os santos do Alti'ssimo." histórico dp cêÉ2fidLSs
-==
rovave mentc mais a eta OS Érotestantesé_o_rrio ±ig¥g±
E±LIH+=11Çé:a;ié:riri++eimç±:
àsÉEÉ-=-
as modernas au-

ior-
±gÉidad£scatólicasteLp±çpimJrigÊÉJ2s,mJaɱ dramáticos
romovida
fL,=ff::TcdtholicEncyclopediaTN=&
ÉnJ=oLí
Enciclopédia
r|EQS. Por exem-
Católica] reconhe-
131
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
ce que "julgada pelos padrões contemporâneos, a lnquisição - especial-
mente aquela dcscnvolvida na Espanha, próximo ao fim da ldade Média
- podc ser classificada apenas como um dos mais escuros capítulos da
história da igrcj a". EJg+ecpnhçççajnor±i±£rQ±Cstar}±ÊS_aQJQfl-

uenotes no massacrc e São Ba

Os números são muito estos. Eles ignoram as vigorosas cruzadas


conduzidas pela igrcja romana contra os albigenses e valdenses. Eles tam-
bém omitern numerosos atos de opressão religiosa isolada, e não dizem
coisa alguma acerca da devastadora Guerra dos Trinta Anos (1618 a 1648),
um conflito prcdomimntemcnte rcligioso, em relação ao qual a cstimati-
va de perdas civis e militares - pro[cstantes c católicas - excedem os oito
milhões! Pesquisas não-católícas compilam números muito mais altos que
dois mil aquí, e três ou quatro mil ali. Mas não nos esqueçamos que o lm-
pério Romano foi qualificado como "terrível e espantoso" pelo fato de ha-
vcr massacrado "apenas" 5.000 cristãos! E o império era pagão. Quão per-
turbado dcvc ter-S€ sentido Deus ao vcr os cristãos assassinando outros
cristãos, qualquer que tenha sido o número dc ví[imas!
"Ncm um
pardal. . . pode cair ao chão sem que o Pai de vocês o saiba."
0 Nouo T;estamento Viuo.
OS Seus!
Quaisquer que sejam as cstatísticas, os frios números pouco dizem acer-
ca da angús[ia pessoal, como aquela sofrida por John Brown, que teve scus
pés assados antes de ser amarrado à estaca; ou aquela sofrida por Helen
Stark, quc foi sentcnciada a scr amarrada junto com seu bebê dentro de
um saco, sendo depois ambos afogados; ou acerca do pcqueno Billy Fetty,
de apcnas oito anos de idade, o qual foi morto a cacetadas por haver de-
monstrado simpatia para com scu pai; cste havia ficado suspenso por
Perna c um braço durante duas semanas.27

.uTgdp.oEc:.pc:d:ampa:àsetaití:i:i:aarb:a:i:.ruacicaanu,teeráz.ardà:atteo.rtsuuraasoi:ioi
amarradas às costas, tê-las depois erguidas lentamente em direção superior

:rg::àofi:,r:;,::aqduoas?tpoar::r:i::,laeçã|Cnsaí:eonTcb,r.odsoe:eppcasroaT:::ub:::;àsrãe:
pousa tão-somente sobre seiis pulsos, ao passo que o inquisidor, em nomc
de Jesus Cristo e da Santa lgreja lhc dirige repetidamcnte a pergunta:
"Você vai renunciar? Você vai renunciar?"
Somos levados a dirigir-nos a pergunta sobre ~m puderam os cris-
tãos tornar-se tão cruéis. Devemos lembrar-nos, por outro lado, que os
protcstantes tambérp perseguiram os católicos. E convém não esquecer,
ainda, que até mesmo evangélicos que pretendem haver experimenta-
132
DaníeT 7
do o "novo nascimento" são capazes de proferir amargas observaçõcs,
uns a respeito de outros, as quais podem ter o diabólico efeito de des-
truir rapídamente a reputação a partir de boatos infundados. Que o
Céu [enha piedade de nós todos!
Devcmos recordar ainda que durant€ a ldade Média a vida era dc pou-
co valor, e que até mesmo o pai de crianças que estivessem a perccer de
fome, podia ser conduzido à forca no caso de ser apanhado roubando um
pcdaço de pão. Mas pode ser ainda mais útil aprender alguma coisa acer-
ca da tortura legal.
Nos tribunais do lmpérío Romano os juízes assumiam com freqüência
a presunção -em harmonia com a lei romana -de que o'racusado era efe-
tivamente culpado. Conscqüentcmente, aplicavam a tortura dc forma ro-
tineira, a fim dc levar os criminosos à confissão de,culpa. A própria tortu-
ra era considerada como uma porção apropriada da punição. Os cris[ãos
r .. r .,.,

os germanicas se apossaram do império ro-


mano, a prática de tortura legal cessou qLiase por completo. Quando, por
volta dc 850, um tribunal cc/€Jz.áJz.~ torturou um monge chamado Gotts-
chalk, quc sustentava um ponto de vista não-católico a respeito da predes-
tinação, a população de Lyon, na França, pr€parou um vigoroso protesto.
As pessoas fizeram lembrar ao seu bispo que na Bíblia o apóstolo Paulo diz:
"Irmãos, sc alguém for surpreendido nalguma fflta, vós, quc soís espiri-
tuais`, corrigi-o, com o brandura; e guarda-te para qiie não se-
jas também tentado." álatas 6: 1
Mas no décimo alguém descobriu antigos volumes que
continham as leis do lmpério Romano. Essa descoberta es[imulou um
verdadeira rcssurreição da lei romana, e com ela a revitalização da romana
prá[ica de tortura legal. Citamos novamente a ^/cz# C4Á4o/j.c F#çyf/opcc/J.¢

Sob a influência de concej[os e costumes germânicos, a tortura foi pouco uti-


hzada do nono ao décimo segundo séculos, mas com a redcscobcrta da lei ro-

E|"|nJHmEFEEEüãHEE!EEHEEaEfflE[ri|"nÊEEE"[ffl±|Ê||EEEEEEEEEE!

Quão admirável foi o cumprimento das profecias bíbljcas! Em seu


aspecto mais brutal e não-cristão, a a[ividade da igreja romana medic-
val aparece como um dcsccndente direto e dinâmico do império roma-
no. 0 chifre pequcno emergiu inquestionavelmente da cabeça da bes-
ta tf,.rrívei e espantosa.
"Cuidará em mudar os tempos e a lei." Até este ponto estivemos revi-

133
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
sando as evidências de que a profecia de Paulo, no tocante à apostasia e
perseguição, encontraram cumprimento triste e crucial na históría da igre-
ja cristã. Não fizemos nenhuma tentativa para provar que a igrcja católica
medieval foi o anticristo, mas trouxemos a lumc rigumas cvidências im-
portantes que confirmam a sua identidade histórica com o chifre peque-
no. Lembramos a nós próprios que neste caso a profccia salienta proposi-
talmentc dados negatjvos, sem faz€r menção das muitas contribuições po-
sitivas do catolicjsmo ao conhecimento cristão e ao bem-estar humano.
Existe um sinal identificador a respeito do qual pouco flamos, que é a
tentativa do chifre pequeno em "mudar os tempos e a lei".
0 ato em que o Papa Pio V liberou os súditos ingleses de prestarem obe-
diência à Rainha Elizabeth 1, bem que podcria scrvir como prova dessa preten-
são, caso náo existissem exemplos muito mais elucidativos à nossa disposição.
Por volta do ano 144fl.Pedro de Ancarano Droclamou ciue "o DaDa ooc#
mpp!dif icar d lei d,:uina, uma vez. ue 0 SCu oder não r-o-vém do homem,
eus' e e Terra como eus, com
erar ou retcr suas Ovelhas".30
Essa assom vcio a entrar em prática durante a Refor-
ma. Lutcro declarava que sua consciência cstava subordinada apenas à
Escritura Sagrada. So4z Sc#j##rzz, era o scu lcma. "A Bíblia e a Bíblia so-
men[e." Nenhuma tradição eclesiástica devcria scr admitida como guia
para a vida de alguém.
Mas um dia ocorrcu a Johann Eck e a outros líderes eclesiásticos escar-
necér de Lutero em vir[ude de ele observar o domingo em lugar do sába-
do bíblico. Dis`se Eck: "A Escritura ensina: `I.cmbra-te do dia de sábado
para o santificar; seis dias trabalharás e farás toda a tua obra; mas o sétimo
dia é o sábado do Senhor teu Deus', e[c. Assim", insistiu Eck, "a z.g7t?/.¢ 77%
c/oz/ o íÁ6Ázé/o P4Hzz o c/omz.7zgo por sua própria autoridade, e para isso você
[Lutero] não tcm nenhuma Escritura".3'

pelE¥::::Ê:ÍÊ=:a-::Í=:;:ãíí:ÊÍ:ÊÉ::síífí3Íjifí3ÍÍÉÍÊi,FC.os::,o::cde:
bispo de Reggio, numa palestra em 18 de janeiro dc 1562, trouxe o assun-
to novamente à tona: "A autoridade da igreja", disse ele, "é ilustrada mais
claj-amente pelas Escrituras; pois enquanto por um lado ela [a igreja] reco-
menda a Escrímra, d€claj-a qiie ela é djvina, e a ofcrece paLra ]eítura ,... por
outro lado os preceitos legais da Escritura, ensinados pelo Senhor, c€ssa-
ram em virtude da mesma autoridade [exercida pela igreja]. 0 sábado, o
mais glorioso dia da lei, foi modificado para o dia do Senhor .... Estes e
outros assuntos similares não foram abolidos em virtude dos ensinamen-
tos dc Cristo (pois Ele declarou que viera cumprir a lci, e não para destruí-
la), mas foram alterados pela autoridade da igreja."32
Esse desafio ao protestantismo não foi esquecido. Na edição de 1957 do
134
Danie' 7
The Comierí'§ Cíztechi§m of Cdtholi( Doctrine VcaLiec:ismo.daL Dourr.im Ca-
tó|ica I'ara os Conv€rsos], de Perer Gejermann, as segu~iiites pcrguntas são
dirigidas aos conversos do ca[olicjsmo:
"P.: Qual é o dia de sábado?
"R.: 0 sábado é o sétimo dia.
"P.: Por que nós oliscrvamos o domingo em lugar do sábado?
"R.: Nós obs€rvamos o domingo em lugar do sábado porque a lgrcja

Católica tra.nsfcriu a `çolcnidade do sábado para o domingo."


A ediçÉíro de lc)58 do Cntechism of the Counc.il of 'I`reiu for I]drish Prje§ts
[Catecismo do Concílio de Trento Para os Sacerdo[es de Paróquía] estabe-

;ebcsecrqvuâen:#LÉ:£::::::f:::;:::£::::5:::5:ÍiigLmtransfer-ií==:!:E:ÊSÊ:=
m 1893, a segun o The Christian Sabbdth VO Sáb!bírdo Cris-
{<.

:ã:]ma:;segtr:u||-a|:::a:,:scde:':xfs::?,:Taeá,.épvreor,de::aenTÍS?::,;.':rveiJrat,:â:óài:
sua divina missão, mudou o sábado para o domingo .... Os pro[estantes
`dizem: `De qiie modo posso receber os ensínamentos de iima ígreja após-

tata.?' Como, perguncamos nós, fostes vós capazes, durante toda a vossa
vida, de receber ensinamentos que se opõem diretamente à fonte de vos-
sos ensinos - a Bíblia - no que tange à questão do sábado?"35
Poucos protestantes, por certo, scntem-se confortáveis ante semelhante
dcsafio!
Mas a emergêncía do assim chamado "sábado cristão" possui tão rele-
vante significado para você e sua fàmília, que dedicaremos uma seção se-
parada para o assunto.

IV. Amor a Cristo e o Sábado Cristão


L- - - 1_

ximE#|umandteosveoíí:::Isvecicâ:Ji,ázaiàÉ:e,s:ruácsaarbr:r,eFardairscuçaã:ràóipgrrieaj:nnfi:rp:á:
ção, se os eruditos católicos €stão certos ao djzer que foi a igreja deles - e
não a Bíblia -que mudou a observância do sábado do sétimo para o pri-
meiro dia da semana.
Algumas coisas surpreendentes que Martinho Lutero falou a réspcito
dos Dez Mandamcntos, você poderá ler na seção "Respostas às Suas Per-
guntas", págs. 144 e 145. Enquanto isso, teremos que nos basear no fato
de que os católicos possiiem pelo m€nos partc da razão. Foram eles que es-
[abeleceram algumas leis dominicais bastante prccoces na História.
crador Consta

como o primciro
:#a,#%íi:i±:n*#
romano .cristão, a sua primeira lei dominical
era basicamente secular. Não foi ela quc estabeleceu uma espécie de "sába-
135
Uma Noya Era Segundo as Profecias de Daniel
do cristáo". 0 domingo havia-se tornado popular cntrc os seus súditos pa-
gãos, adoradorcs do Sol, e aparentemente Consta.ntino esperava que a
transfomaçáo desse dia num dia santo agradaria tanto a cristãos quanto
pagãos, unindo a população em apoio à sua ação administrativa.
Sua lei foi redigida em termos não-cristãos. "No venerável dia do Sol»,
começava ela, "permaneçam nas cidades todos os magistrados e todas as
pessoas, e fiquem fechadas todas as casas comerciais."
Os agricultorcs, conmdo, foram excluídos da necessidadc de repousar
no domingo, uma vez que as atividades da lavoura necessitam ser tomadas
"no momento aproDriado".36

Em contraste, a primeira lei dominical #/;:giíóJ4 da Europa Ocidental pro-


veio cfetivamente dos católicos. E, por razões um tanto óbvias, tratava-se dc
un regulamento bem mais severo que o de Constantino; elG insistia em que
no "domingo. . . os deveres da agricultura devem ser deixados de lado` a fim
de áue as Dessoas não seiam imDedidas dc comDarecer à igrcjà.37
Essc significativo regulamento é conhecido como oitavo câ-

T¥#l.ffd¥U;#i)eí¥=¥ur=|r£:P;?8°,-±=#o¥:
em que o poder dos ostrogodos foi quebrado `e tcve início a profecia dos
1.260 dias-anos. No oitavo século (doís séculos mais tarde) estranhos do-
cumentos começaram a Ser "descobertos", oS quajs Prctendiam Ser ántigos
e ensinavam que o próprio Jesus havia transferido a santidade do sábado
do sétimo dia para o domingo, o primeiro dia da semana. (Um desses do-
cumentos, conhccido como ``Car[a do Céu", ensinava que Jesus advertira
pessoalmcnte de que, se uma mulher trabalhasse no domingo, serpentes
aladas voariam até ela c devorariam os seus seios.)38 Ao mcsmo tempo, as
leis eclesiásticas foram-se tornando tão estritas que, em alguns lugares,
uma pessoa podia ser condenada a setc diag de penitência pelo fato de la-
var os cabelos no dia dc domingo.39 Dessa forma, quando os católicos di-
ziam nos dias de Lutero e no Concílio de Trento que c/€f haviam transfe-

É::roaâit;i,gsaeçioddúevigduauegtaavdàsácboaíoa(rsíti:oodsiac)a,pói::.:tde:Tair:ío,(pp.rí:
tanto - aberta e profiindamentc - alterar a lei dos Dez Mandamentos,
imaginando que Dcus os autorizara a assim proceder.
Mas a observância zJo/##Ízz'r;.4 do domingo como dia de adoraçáo cristã
não começou por ocasião do Terceiro Concílio de Orleans ou com a lei do-
minical de Constantino. Sentimos, portanto, curiosidade em saber quan-
do e por que sc originou es`sa prática voluntária. Os Dez Mandamentos di-
zem que devemos honrar ó sétimo dia como sendo o sábado, mas a maio-
ria dos cristãos escolheu honrar o primeiro dia.
o.ípÉÉd.a.o2±.u4 o. A observâncía voluntária
doao=gd àofi=isi= não de descanso) pa-
136
Daniel 7
rece ter sido bastante ampla antcs da metade do segundo século - e pare-
ce que essa observância foi motivada por um sincero amot a Jesus.
Por volta do ano 160 d.C ustino M r escreveii: "Domingo é o dia
em quc ,0 os man[emos nossa assem éia comum." Justino era pe.çsoa
muito viajada e bem informada. Quando utilizou a palavra "todos", cer[a~
mente estava falando em nome da majoria dos crentes dc seus dias.
Tão certo quanto é verdadeira esta informação, Justino deve ter amado
profundamente o seu Salvador. Por volta do ano 165 ele entregou volun-
tariamentc sua vida a Cristo, e foi decapitado pelas aucoridades romanas.
Pouco an[es de scu aprisionamcnto - mas numa situação em que já sabia
quc sua vida
"Declaro com corria p€rigo
satisfação que- luto
elc escreveu um tratado
ardcn[cmente no meu
com todo qual coraçáo
declarou:a

fim de ser um verdadeiro cristão.»" Justino era um ativo cristão leigo. Ele
ensinava as profecias bíblicas a pagãos e judeus, e parcce tcr levado um
bom número deles à conversáo.
Quais foram as razões espccíficas que Justino alinhou a fim de justificar
encontros cristãos no dia dc domingo? Três são as principais: (J|_Nçi df±_

EHEEEEEi_E]EE±HE_E=
PT_an_al, rc_i"c§enta nova_mente_ oL prirnei_ro. "
Não neccssi[amos postergar a análise dessa idéia de "oitavo dia". Mui[os
escritores cristãos primitivos viam um paralelo entre o ritual da circuncisão
do Antigo Tcstamento - executado no oitavo dia do nascimento de um bebê
masculino - e a nova forma de adoração do cristianismo, lcvada a cabo no
"oi[avo dia" de todas as semanas (o dia que vinha após o sétimo). 0 "oitavo
dia" cra, naruralmente, a mesma coisa que o "primciro dia". Os primeiros
cristãos de alguma forma sentiam que o fato de adorarcm no oitavo dia da
semana, de algum modo os tornava herdeiros das promessas do concerto
concedidas aos israelitas circuncidados. Barnabé, ou[ro autor cristão, nos fàla
(por volta do ano 130 d.C.) que os cris[ãos celebravam o oi[avo dia "com jú-

ií;o=3±Ê:£Ê±íE:osepmo:;huaen`FHFu::±ou:_-saemdteíTred;sssemqour:oossnc::::ãâ:a3:o-
Os cristãos prími[ivos alinhavaram muitos argumentos cristocêntrjcos
em favor da adoração dominical. Cristo era a Nova Lei; Cristo introduzi-
ra o Novo Concerto; Cristo, após Sua segunda vinda, proveria - segundo

:`:epr::dhaad:,às::ss:rsi:àãu::i:a:!seásÉ:â:9á:le:tiignf.T4r4aEi:s:e::inti::,ia"q::
Jesus observara pessoalmente o sábado, mas insistiam - embora não apre-
sentassem nenhum texto bíblico cm defesa dessa idéia - em que
Cristo aboliria o sábado no tocan[e a Seus seguidores. A razão favorita que
:iprcsentavam para a observância do domingo era, naturalmente, o fato de
Jesus ha,ver ressuscitado dentre os mor[os nesse dia.
137
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daníel

g.,opsr:.:aeTrgoclà:asg:s::cma:...:e,?eÉ,tà=epn.:ee:s:,::|esquusere;s:ups:|'ioeu.r::gro,Is:i:
tendcssem a ver o primciro dia como uma espécie de aniversário s€manal.
Existe algo mais a ser considerado. Ao tempo em que Jesus viveu na Ter-
ra, o sábado havia-se tornado obliterado por uma série de regulamentos
humanos. Por exemplo, uma ovelha ou um boi podiam ser retirados de
`{ma valeta no dia de sábado, mas uma pessoa não podia ser tratada de uma
docnça crônica nesse mesmo dia. Jesus cnfrcntou semelhantcs tradições
(veja, por exemplo, S, Mateus 12:1 a 14). Ac.iueles cristãos q.ue±h±i±a=m
mão do sábado em fav r do domin ossivelmente raciocinaram ue eles
não estavam abandc>nando o sábado de Deus, e sim um sábado le
éhããaarcõTes humanas. 0 domingo, ao qual se achava assocíada a gra-
ta memória da ressurreição, deve ter parecido a esses crentes como um mo-
numento superior de amor a Cristo Jesus ....
Utilizamos no parágrafo anterior a expressão: "Aqueles cristãos que abri-
ram mão do sábado." A verdade é que #cm focz" os cristãos primitivos ab-
dicaram dc» sábado cm favor do domingo. Um númcro indeterminado de
pessoas continuou a observar o sábado de uma ou de outra forma. Duran-
te o segundo e terceiro séculos, ouvimos desses obscrvadores do sábado, es-
palhados por todo o império. Eles viviam em áreas hoje conhecidas como
Egito, Tunísia, Turquia, Pale`stina, Síria, Itália, França, Iugoslávia e outr
lugares.46 I'()r volta do quinto século, no lmpério Romano Oriental, os ser-
viços.,eram mantidos regularmente tanto no sábado quanto no domingo,
em quase todas as igrejas.47 Na Armênia e Etiópia o dia de sábado era ob-
servado como dia de descanso, junto com o domingo. Foi principalmente
no lmpério Romano do Ocjdcnte, onde a influência católica era muito
forte, que os serviços sabáticos não eram praticados como regra gera] Íveja
mapa e comentários, às págs.140 e 141).
Vimos até esse ponto que os cristãos primitivos adotaram o domingo
como dcmonstração de amor ao Salvador. Por outro lado, vários autores
[êm dito que o domingo foi adotado porque Jesus Cristo pediu especifica-
mente a Seus seguidores que adorassem nesse dia. Mas, estranho como
possa. píriec;e[, nem mesrno um Só autor do 5egundo e terceiro Séculos citaram
um único texto bíblico como ftnddmento paiaL íL ohse;rv*nc:+a do dorringo e:m
lugar do sábado. Nem Barnabé, nem lnácio, nem Justino, nem lrineu,
nem Tertuliano, nem Clemente de Roma, nem Clemente de Alexandria,
nem Orígenes, nem Cipriano, nem Vitorino, nem qualquer outro autor
que viveu em época próxima àquela em que Jesus esteve na Terra, conhe-
ceu em seus dias qualquer instrução nesse sentido, partindo de Jesus ou de
qualquer outra parte da Bi'blia.
Cristãos do scgundo e terceiro séculos criam quc Jesus Se sentia sa[isfci-
to em que eles dedicassem consideração especial para com o domingo;
138
Daníel 7
mas, embora mencionassem freqüentementc a Bíblia como prova de suas
doutrinas, jamais citaram um único texto bíblico que deles requcressc a
observância do primeiro dia da semana.
Esses fa[os ajudam-nos a compreender por que, no oitavo século e mais
tarde, as pessoas tiveram quc "dcscobrir» documentos antígos que diziam
havcr Jesus transferido o sábado do quarto mandamento, do sétimo para
o primeiro dia da semana.
São os m€smos fatos que nos ajudam a compreender por que o ter-
mo "sábado cristão" não chcgou a ser usado de modo amplo durante
muitos séculos depois da fundação da igreja. 0 Prof. Peter Heylyn,
depois de extensa pesquisa, conta-nos48 que a "primeira [pessoa] que
alguma vez utilizou esse título" - sábado cristão, cÁrf.íff.47wzm Í4Í6G¢~
f%m -como referência ao dia do Senhor (o primeiro que encontrei em
toda esta minha pesquisa) foi iim certo Petrus Alfonsus", que vivcu
por volta do ano 1100.*

da£ÊÍ::f::#áàs±;#o=-`Ífã::£:na£d§#,boEu:oq:eqg:ze„r4-::àsr:reio
mão do sábado em favor do domíngo? Será possível que eles se r€c#j4nzm
-|C:i:i|fzà:nutga:eç:ht:=dod:Te::steascori:o|o:hç;:unua::lanmós?eÉopsotsví:tfr:ue

não tenham, efetivamente, deixado algum escríto. Para nossa alegria, cn-
tretanto, sabemos um pouquinho mais accrca de outros observadores do
sábado, cristãos que viveram nos dias de Martinho Lutero e mais tardc.
Não pode haver qualquer dúvida razoável quanto ao fato de que fJJCJ guar-
dadores do sábado o fizcram em virtude de seu amor por Cristo.
Observadores do sábado como Oswald Glait, Andreas Fischer e sua es-
posa, e John James são conhccidos como cristãos que aceitaram o martírio
no décimo sexto e décimo sétimo séculos como testemunho de seu amor
a Cristo - da mesma forma como ocorreu com os observadores do domin-

goitàr::mgeJ:radnaçdaoí:sJuds:ins:beaà::r:so,Í:r;:àenoes€Buonrg:heyteirc:iá:séc,u:Êsri
Bampfield foram aprisionados pela mesma razão.
Eis aqui um dilema! Alguns cristãos que amavam a Cristo a ponto de
renunciarem à vida por amor a Ele, abandomram o sábado e adotaram o
domingo, ao passo que oiitros cristãos que também 0 amavam a ponto de
morrcr por Ele, abandonaram o domingo e adotaram o sábado.
Q em estava com a razão?
Uma diferença básica entre esses guardadores do sábado dc épocas pos-
teriores e os primitivos cristãos guardadores do domingo pode ajudar-nos
+ Hcylyn ígnorou o iiso do [ermo "sábado cristão" por Orígenes no tercciro século, na fíom//;.4r 23
c* iv¢#€roJ, dessc âu[or; mas Heylyn enfatiza corretamcntc a raridade do uso do tcrmo cntrc os cris-
cãos durantc aproximadamcn[c mil anos.

139
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel

A Observância do Sábado
por Volta de 1054
m*o,ammfé#rí:.ró¥antáu.:síffnocriadàoágs¥:dno:oNa=::n:aotrict[çsr;:.ço.:rà#.i:?:sC:Ts:ã::=:!í
'cos sc cxcomungaram rnutuamcn(c. 0 Grande CJ.sma - ou divisão - daí rcsul[antc, perdurou a[é 1961
Urn dos principais aspectos quc conduziu a cssa trágica scpáração cm 1054, foi a oposição dc É=
ao sábado." 0 pa[riarca Migucl Ccru]ário c scus associados cm Constan(inopla insis[iram em 1053
1054 quc os católicos romanos dcvcriam abandonar o scu mclanéójico jcjum pra[jcado aos sábados. D
riam clcs quc cssa forma dc os ca[ólicos [ra[arem o sábado não cncontrava apoio nas Escrituras c altcr:
"oop[pc:â:díg:o-E(átrcerc:soo:á-!:daocEeot:::ad:cc[:;g:.zii:éinsisti-mquc,dad-su-ond¢od-"c

sor dc Pcdro, a sua pa]avra constituía lci para scr obcdccída por todo cristão fiel.
Os [cmpcramentos sc inflamaram, c o Papa Lcão ordcnou a seu rcprcsentan[e, o lcgado papal Ca

g*uHc=Pacnr:'mq:e"oarp[:Í::=oàoop:ttriffd=adocf:n:tomn[íivne,?`ldaoud:md::romceâ:os:Êc,i,:su„:5Penunci
+

140
Daníel 7
a [omar uma decisão. Os guardadores do sábado u[ilizaram textos especí-
ficos da Escritura a fim de dar apoio às suas posíções.
Martinho Lutero, na qualidade de professor-sacerdo[e católico,. sur-
prcendcu a Europa e iniciou a Reforma a partir do lema j`o/4 Sc#P/z" "A
Bíblia e a Bíblia somente''. Muitos devotos católicos, profundamentc agi-
tados, segujram o exemplo de Lutero e tornaram-se luteranos, €mbora cm
muitos casos tenham perdido suas vidas como resultado. Irados bispos
penduraram lu[eranos em árvores aos montões.49
Mas à medida que mui[os desses ca[ólicos agora transformados em pro-
tcstantes estudaram a Bíblia, descobriram - com muita surpresa - que o
domingo cristão não apresentava claras rai'zes bi'bhcas. Oswald Glait e An-

Ê:ÊÊ:*:££grdooise:ei::t-rsoes::::àa,:os:qmuees:no[:,sf:v:::íí5j¥fii3|::
do bíblico, o "sábado do Senhor nosso Deus" xodo 20:8
Lutero sentiu-se perturbado ao ver seus segui ores cnee-anao a essa
conclusão. Enviou alguns de seus melhores teólogos54 para visitar Glait
e Fischcr, numa [entativa de modificar-lhes o pensamento. Ele pediu
que os tcólogos dissesscm a Glait e Fischer que, sem dúvida, os Dez
Mandamen[os como um todo ainda cstavam em vigência, mas quc o
sábado do sétimo dia cons[itui'a uma simples cerimônia, que haviá sido
abolida por Cristo quando o Mestre morrera sobre a cruz. (Para uma
análise dos pontos de vísta dc Lu[ero, veja a seção "Respostas às Suas
Perguntas", págs.144 e 145.) Aqui se encon[ra um resumo do diálogo
er]tre os dois grupos:

0 mapa retra[a os seis principa;s ramos do cristianjsmo qLie existiam em 1054: ca[ólicos, ortodoxos,
ênios,.ncstorianos, egíp-cios (àu coptas) e ctíopes. Nas áreàs apresentadas como ortodoxas, armênias c f
íopes, o sábado era lionrado - junto com o domingo - através de seiviços rcgularcs de adoração. Em
ição às rcuniõcs qiie se realizÃvam, os cristãos armênios e etíopes [ambém honrayam o sábado ao re-
usarcm nesse dia> tanto qiianto no doihirigo.5Z
A partir do sétimo século as igrcjas nes[oriánas, armênií!s e egípcias (coptas) fo[a.m scndo suplantadas
influência pelo islamismo, em conseqüênçja das conquis[as muçulmanas. (Ao con!rário das crcnças
pulares, os primcjros muçu]manos -diferentemente de alguns quc vieram mais tardc -não obr;garam
cíis[ãos c judcus a acei[ar o islamismo ou morrer; em vcz disso, cleterminaram quc cris[ãos e judeus
cviam pagar impostos extras; cntão cles sc opuscram à coiivcrsão dc crisrãos cm muçulmnos porquc
{a causava uma €rosão na base da taxação.t' Apcsar disso, a jnfluência islâmica diluiu a influência do
is(ianismo nas terras conquistâdas.)
Portariio, os cÃtól.icos emertiram como os i)rimciros cristáo5 qtie §Ê oPu§cmm ao Sábado do Sétiíno di4.
o ajuda a cxplicar por quej2ÊgiÊ!Z rctrata a igreja católica como tendo a intcnção dc "mudar os Íem-
s e a lci".
0 fato de que o domingo é observado pelos çrístãos na maior parte do mundo atual, com cxclusão
o sábado, é explicado pelo vigoroso csforço missjonário conduzido pelos católicos e protcstantcs após a
cforma. Os missionárjos - tan[o ca[ól.icos quanto protcstan[es - lcvaram consigo a todas as partcs do
mundo a oposjção carólica ao sábado.

141
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daníel
1. Não constitui o sábado uma parte da lej ccrimonial? perguntaram os
teólogos lut€ranos. Não, responderam Fischer e Glai[. Ele não pode ser
uma parte da lei dos sacrifícios c da circuncisão, disseram eles, pois essa le
foi dada depois qiie o homem pecou. Sua intenção era indicar simbolica-
mente ao pecador a necessidade de seu Salvador, Jesus. Por outro lado, o
sábado foi dado tão precocemente quanto a própria criação do homem

t§Ê:Ê;;;Í:à)s,,.:„s'áíáaqduoefi:ihdoa:ɱhff?uqvuç:f:=::.#gi,,::g::£i:e
L"E="M"ümENELüiEE"EuriüHiMiEEMHHpgEmmMiimL""
si mesmo, simplesmente uma cerj-
mônia? insistiram os luteranos. Não, rcsponderam Fischer c Glait. Ele se
encontra no próprio coração dos Dez Mandamentos, e estes - conforme
Lutero admitía - rc.presentavam a lei mo#4/. A observância do sábado do
sétimo dia envolve uma questão moraj, disseram os dois.
3. Mas não foi o sábado abolido por Jesus na cruz? Não, djsseram
Glait e Fischer. Pelo contrárjo, o próprio Jesus disse em S. Mateus 5:17
€JB: "Não pcnseis que vim revogar a lei ou os profetas
revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: Até que o Céu
e a Terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que
tudo se cumpra." Jesus adicionou depois o seguínte: "Aquele, pois, que
violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensi-
nar aos homens, será considerado mínjmo no reino do Céu; aquele,
porém,`que os observar e ensinar, esse scrá considerado grande no rei-
n°4?°riaçéouss.;'p#ãodemonstraramqueaobrigaçãodeobservaro

sábado ccssou na cruz? insistiram os luteranos. Não, responderam Fischer


e Glait. Paulo disse em Romanos 3:3] quc pela fé `.estabelecemos a lei",
não a anulamos. E Tiago mostra em sua epístola (2:10 a 12) que a trans-
gressão em "um só pon[o" do Decálogo torna uma pessoa culpada da
transgressão de toda a lei.
5. Então, de ondc vocês imaginam que se tenha originado a observân-
cia do domingo? perguntaram os luteranos. A csta pergunta, Fischer e
Glait responderam com Daniel 7:25. Eles mostraram aos teólogos lutera-
nos que o "chifre pequeno" tentaria mudar a lei de Deus - as próprias coi-
sas que estivemos a estiidar neste capi'tulo,
0 Sábddo cristáo e o amor de Je§uS. Asstim, crudL é o verd8;de:i[o Sábado cri5-
£tz~o para as pessoas que sentiram o poder perdoador e salvador da graça e
que amam a Jesus com o que mclhor existe em seus corações?
0 Prof. MCKenzie, nosso mui útil professor jesuíta da Universídade de
Notre Dame, não tem qualquer dúvida a esse respeito. Ele reconhece que
a lgreja Católica Romana acaricia muitas doutrinas cujo fundamento não
é encontrado na Bi'blia. Ele defende essas crenças com base em que elas re-
142
Daniel 7
sultam de uma espécie de "compulsão íntima", um "impulso repentino",
uma verdadeira "experiência rcligiosa" na lgrcja Católica,-que justifica ade-
quadàmente essas crenças.55
Protestan[es e católicos podem concordar no tocan[e ao. fato de que foi
precisamente o brotar de uim tal experiência religiosa qúe conduziu à
substituição da adoração sabá[ica pela adoração dominical.
Assim, a ques[ão que dcvemos colocar diante dc nós durante as ativida-
dcs de adoração na igrcja e m adoração em família, é esta: scrá que iima
onda de convicção constitui um substituto suficientc para a Escritura?
Com profiinda dor, Jesus perguntou ao povo dc Seus dia.s: "Por que
transgredis vós também o mandamen[o de Deus, por causa da vossa tradi-

ii!.::;#i:asn`Í:áu:n:tig.a:Tveeíi:e#?.:*i'J'áo:¥.::Aa:S:ca::J|Í:::
Meus mandamentos." S. João 14:15.

Leituras Adicionajs lnteressantcs:

14Í jBc'Áaf f7l;.ífo'r/.4u cZcz Bf'6/Í.4 Casa Publicadora Brasileira, de Arthur S.


Maxwell, volume 6, pág. 60: "Animais qu€ Sacm do Mar."
Eífz¢czoí Ez'á/f.coJ, Casa Publicadora Brasileira, ] 995, pág. 148: "Reino e
Obra do Anticristo."
Pág. 311: " A Mudança do Sábado."

`\.

143
Respostas às
Suas Perguntas
1. Porventura os cristãos primitivos criam que estavam
vivendo nos dias da quarta besta?

im, sabemos de pelo menos alguns qiie criam assim. Hipó-


lito, que viveu dentro de Roma ou em suas proximidades
-entre 170 e 236 d.C., aproximadamente -é identifica-
do pelo Of f ird-Dictío;a; of the Christian Church rD.ic'ro-
nário Oxford da lgreja Cristã] como "o mais importante teólogo da igreja
romana do terceiro século". 0 que Hipólito ensinou no seguinte trecho de
seu Com€72Ízz'rJ.o c/c Z)Áz7#.c/ acha-se em íntima semclhança com aquilo que
nós próprios estivemos cstudando a respeito de Daniel 7. 0 texto é ob[ido
de 714cl4#fg-^/j.#% Fzz£4crf, vol. 5, págs.178 c 179.

A "cabeça de ouro da estátua" é idên[ica à "lcoa" pela qual os babilônios


eram represcntados. "Os ombros de ouro e os braços dc prata" são a mesma coi-
sa que o "urso" que representa os medos e os persas. "0 ven[re e as coxas dc co-
bre" são o "leopardo" quc representa os gregos que governaram a partir dc Ale-
xandre. As "pcrnas de ferro" são o "animal [errível e espantoso», ,que represen-
[a os romanos que agora detêm o controlc do império. Os "dedos de ferro e
barro" são os "dez chifres" que ainda estão por vir. 0 "chifre pequeno que sur-
giu do meio dos outros chifres" representa o "an[icris[o". A pedra que ``feriu a
cstátua nos pés de ferro e de barro, e os csmiuçou", c que depois encheu [oda
a Terra, é Cristo, que vem do Céu e [raz o juízo para todo o mundo.

2. 0 que ensinou Lutero a respeito dos Dez Mandamentos?


Martinho Lu[ero foi uma grande pessoa, iim grande cristão, um profi-
ciente escritor c um tcólogo perspicaz. Mas, a despeito de seu enorme vi-
gor, por vczes tinha a mente um pouco dura no tocante a ser um teólogo
consistcnte. A respeito dos Dez Mandamen[os e do sábado ele disse coisas
quc nem sempre sc harmonizam entre si.
Aio e,sc,rcwer Again§t the Heauenly Proi]het§ Vcornr8. os Pio£eia;s Ccles-
tiais], em opos`ição a um grupo de fanáticos, ele disse: "Moisés foi dado
apenas ao povo judeu, pelo que não nos diz respeito, a nós, gcntios e cris-
tãos .... Paulo aboliu o sábado nominalmente e identificou-o como uma
Sombra do passado."56
Mas ao escrever 4gzz;.7zjí fÁc S466ÁzÍzz#.4r#r [Contra os Guardadores do Sá-
bado], tais como Oswald Glait e Andreas Fischer, Lutero disse, surpreen-
144
Daniel 7

den[cmente: "Por fim desejamos i`alar também a respeito dos Dez Manda-
men[os, pois os judeus talvez idcntifiquem os Dcz Mandamentos como a
lei de Moisés, uma vez que cla foi dada no Mon[e Simi, onde apenas exis-
tiam judeus ou filhos de Abraão, e[c. Nesse ponto vocês poderiam respon-
der: `Se os Dez Mandamentos devem ser charnados de /G/. c/c A4o;.f/í, Moi-
sés ch€gou demasiadamente tarde; além disso, ele tinha diante de si mui-
to pouco povo ao ler os mandamentos diante deles! Pois os Dez Manda-
men[os não apenas existiam antes de Moisés, mas [ambém antes de Abraão
e de todos os patriarcas;`além disso, já haviam chegado a todo o mundo.
Mesmo se Moisés não houvcsse vindo, e Abraão não houvesse nascido,
ainda assim os Dez Mandamentos haveriam de vigorar sobre toda a huma-
nidadc dcsde o princípio, assim como fizeram e ainda hojc fazcm.'57
Quando escreveu j4gzz.7#f fÁc .4#fz.7zo7%z.Áz#í [Con[ra os Antinominia.nos] ,
em oposição às pessoas que diziam que os cristãos não necessitam guardar
os Dez Mandamentos, Lutero disse: "Muito me admiro de que me pudes-
se ser imputada a idéia de que rejeito a lei ou os Dez Mandamentos ....
Bg±£±lg±±ÍJp._.ipagi¥i±±±±eJ2Ês±ég±2Eis±£±±d£=ní9_._ç±S±_±±£i2Q±±£!T}
retenda abolir a lei, deve também abolir o pecado.''58
Em seu comentário sobre utcro escrevcu: sétimo dia Deus
santificou para Si próprio. Isso tinha o propósito particular de erisinar-nos
que o sé[imo dia dcve ser particularmente devotado à divina adoração ....
Embora o homem tenha perdido seu conhecimento de Deus, ainda assim
Deus pretendia que Seu mandamento que ordena a guarda do sábado per-
manecesse em vigor."

3. Pode você dizcr algo mais sobre como as três tribos foram arranffidas?
0 processo pelo qual as três tribos (ou "chífres") foram desalojadas em
favor do "chifrc pequeno", pode ser localizado em enciclopédias e livros dc
História, dispop.íveis na maioria das bibljotecas ]ocais.
Zeno, líder do lm ério Romano Oriental
os arianos ostrogo os, que se ac É#aadd.qsuàrilL:r:.(::
serva não muito distante de Constantinopla, e demonstravam crcscente
desassossego. Ao mesmo tempo, Zeno se achava muito preocupado com
os hérulos, igualmente arianos, que se enconrravam na ltália. 0 líder hé-
rulo, Odoacro, reinov-éfalcm476 o último imperador romano do Ocidcn-
te e seTãfi5Foclamara rei. (Esta ação de Odoacro é vista como represen-
tando a "queda do lmpério Roinano Ocidental".)
Em 487, Zeno comissionou oficialmente a Teodorico, li'der dos ostro-
godos, a marchar para a ltália e "dar um jei[o" nos hérulos. 0 raciocínio
de Zeno foi de que por esse meio ele ljvraria Constantinopla de seus fero-

::s|,vai|:iannha?S2eAnd.lc,ieo.:adumme:t,:,ibfi:s::.:nuáala%:::st;':.oa:int:rre':::r.nÂss:gdu.edr:
145
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Danjel

::,:.3:,rcao:saas::sos::eàeurâTávfae:oj:cg:iáànà:2:::,ddees`,urtua.,nâs.::tàoé::f.o
que desapareceram da História. Assim, o imperador católico Zeno obteve
a eliminação de um dos "chifres" arianos.
•inTai:,çodr.,,c:eT,:.rr,::st::|ai¥àcT:v:Fsoesperg:itàz:s:Lnt:a::à:rn|.oaà-:ee:
L`ui`tos rcligiosos, mas os scus súditos de forma alguma uniam-se todos às
suas preocupações. Na verdade, Justiniano governou sobre três difercn[es
[jpos dc cristãos: `os arianos, localizados .principaJmentc no Ocidcnte, os
quais criam firmemente quc Jesus era basicament€ humano; os monofisis-
tas, localizados principaJmente no Leste, os quais criam que Je€€
slETamente dívino; e os católicos, que acreditavam ser Jesus tanto humano
quanto divino. Pessoalmentc, Justiniano se idcntificava tanto com os cató-
J> licos, que em 533 ele declarou oficialmente quc o papa de Roma era a "ca-
bcça de todas=antas igrejas»; e em harmonia com essa dcclaração ele gas-
tou todo o seu longo reinado tentando converter ou eliminar todo aquele
que #áo reconhecesse o papa como cabeça.
Na década de 530, Justiniano lançou iima guerra santa contra os a.ria-
nos vândalos e contra os arianos ostrogodos. Evidentemente ele apresen-
tou pretex[os legais para tanto, mas Procópio - o historiador-repórtcr que
acompanhou a campanha, revela em sua fJ;'JÁórz.Áz czar G#cr„4f° que o real
propósito de Justiniano foi o de "proteger os cristãos", ou seja, proteger os
católicos em relação aos arianos.

umJues:::;:,n.odccosTe"g:::,ua::,unomp:`ah:,rég:nne:::,e:ÊiííÊ:;:à,acnoa:egaf.:
dade de destruir os vândalos. Após a crucial batalha de Trimacarum, os
i>vcâ4ní;lr:àice#jdií„#eÁ:JP,:;;C[ef:qmuecnoomêoamnpcêb:idni:",dglL?stoóbr::#dr|Í:-r
vaj dc Cambridge].6l
Belisário, obedecendo ordens, volveu-se então para o norte, dirigindo-
S€ contra os arianos ostrogodos, sediados na ltália. Tomou Palermo na ilha
da Sicília, utilizando os mastros de seus navios como ``pontes de lançamen-
to" de soldados até o aLlto das muralhas da cidade. Em dezembro de 536
cle marchou sem oposição sobre Roma, com não mais que 5 mil homens.
Os ostrogodos contra-atacaram, ccrcando Roma com 150 mil homens (se-
gundo Procópio62), fazcndo dc Belisário um prisioneiro dentro da própria
cidade que ele pretendia libertar.
A ação seguinte dos godos foi a infantil idéia dc bloquear os catorze
aquedutos que levavam água para dentro da cidade, esperando com isto
levar Belísário à rendíção por filta de água. Mas a água que brotava dos
;iqiicciiHos arrebentados produziu pân[anos nos quajs se dcs€nvojveram
mosquitos transmissores de malária, os quaís causaram verdadeiras epide-
146
Daniel 7
mias. 0 grande exército godo foi tão drasticamente reduzido pela docnça,

g:reroetmffTa::|Çíedne#oBà`àseá:it:síoicapffl,comseupequenoexército'de

c€r::c::ammc::aáeeaE:ts:'i,aésqs:g:'rgae::::,acqa:;|:c:`'k:s!:áí'Laiqa:iioung:dg:
os ostrogodos, com exccçáo de uns poucos milhares. Estes, à semelhan-
ça dos hérulos e vândalos, desapareceram da História. Durante o pro-
cesso, calamitosa fome c pestilência conduziram as pessoas ao canibalis-
mo, diz Procópio, a ponto de apenas duas mulheres tcrem comido dc-
zessete homcns.63 Charles Oman, na obra 714c 04rÁ Ágrr [A Era Escu-
ra], acrescenta que "na planície ao norte, em Picenum e Aemilia, e na
vizinhanças de Roma, a população inteira... desapareceu".64 Mesmo
paL[a.
``nada os soh[ev.Nentcs,
restou \aLmc"A o Si]orter Cdmbridge Medieval History,65
senão a morte".

E o evcnto militar decisivo, responsável por essas patéticas c€nas, foi a

i?ia::to/::,;e,r:àtÊíj;,¥,:da,:,mffai:ueagáuosinnvoasdoi::sr]d-esTOTga::sEi:g
COS "cavaram a sepultura da monarquia gótica".66
Foi assim cumprida a profecia de Daniel 7 que diz: "Diante do qual
[chifre pequeno] caíram três [chifies]", permitindo assim quc ele se tor-
nassc "mais robusto do que os seus companheiros".

REFERÊNCIAS:

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9 . PoriifNs rh€Dc:2u:f )T\, Thc Lif i and Pd!!ion of Cypri4n. Bi§hop Ímd Maryr, \8., AN:F 5..IJ 4.

A4:4,!,:4F!s,;b:u:s;:cá:(ã;A#:4';'#Zàg:;„e:s:?"F;cr::d::s;|r,;61;;3:3p¥g,s,y3Coú8"-,3C;4ÁFí:níyí:ufaoãt,e#nto£
mo 3.500 pessoas morrcram sob a perscgujção de Diocleciano, e apcnas "ccntcnas" morrcram sob a
perscguiçáo dc Décjo. Como todas as outras pcrscguiçõcs foram intermitcntcs, locajs c ocasionajs du-
rante o período em cstudo, clc é lcvado a concluir qiic cntrc o Pentecos[cs c o fina] do pcríodo dc pcr-
scgui,;tio%s,àbpffio:c;::hpi!;;::c;G:4?';;;:f;#i4%C:;::ííJt,,:9nGg||i;oAm¥Ce::,:3;i5r|a::uoz,doporF|ankErnff'm

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147
l/ma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
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:g:ç£,mBPoaor;:;;;:;o#f£o,.T,;s;on„;,;::,;,;;:;a#Í,u„,::#:,±áogà,§,8ccti:;;mcsT.Sho"c[
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30. Ver Lucjus Ferraris, Prompítz B£.6/i.ofÁcf4 8 vols. (Venice: Caspa S[or[i,1772), art. "Papa, Ir'`
3\ .]ohnElk, Er}chiridion of commoriphcc] of Johri E{k Agairw Lutlm and Other Enci'nies of tln Church,
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32. Mansi, S4f7on/m Co/jc/.//.om7», 33:529 e 530.
33. Pc[er Geiermann, 7lJJc ConzJcrf} CÍ!íffÁí.fi7] o/C#r}.#j'4» Dof~J.#f (S[. Louis, Mo.: 8. Hcrdcr
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34. Cathcchi]m of tbc Coun(il of Tlrcni fir Pari5h Príc5t§ (Nc:w Yo[k. ]oseph W. "l*gner,1934),
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of thc Scven[h-day Advcn[is[ Publishing Associ`ation,1873), pág. 372.
38. Ver Riobe[. P['iebsch, Letter Frorri Heauen on iln Ob5cniancc of thc Lord'i Day (Oxfio[d.. BSLs-LI
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m4Í.,:c:#",,s,?2r3€,ÉÀÊisÊ;:gggT?oJbu,setian,s?,,a:4oí:í4c:,,4A#pF":;;.I„8,.":o,:arà.o.::r:cn,fod#;;?,eTn
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Iugoslávia, Vic[orinus, C)# ÁÁc C#4//.on o//Ác 1%r4/: ANF 7:341 e 342.
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í8
Danie' 7
49. Roland H. Bainton, fíc7t' / JÁ¢#4Í.. A £j/p o/M4m.# £#Í4c7. (Ncw York: Abingdon-Cokcsbury

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:::5:3dú|iy[b;lr:ss,!;:o!tiTã;¥o:Íec!i:|;'à3í;r`pãg£sCC23p'o`,:€u5`ijJ-:;Cfr2lE:„poo;#:;:cá:*:cásot:rm-h,-
54. Ver Gcrhard Hasel, "Sabbatarian Anabaptisü of the Sixtecnth Ccntury", duas partcs, A#JrwJ
Z/#Í.wcrrí.? Scm!.#47 Sridí.cJ 5 Uuly 1967): 101 -121, and 6 Uanuary 1968): 19-28.
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56. Martin Luthe[, Sa/mmwÂ//.c4f Sc4r]jficM [Collccted Works]. cd. J. G. Wilch, 23 vols. cm 25 li-
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57. Jtim. col.1952.
58. /ldm cols.16i3, i614.
59. Comen[ários sobrc Gêncsis 2:3. Mar[in Luúe[, £#Á4cr} Wíorb.. Ámcrir4# E/;.#.o% eds. Jaroslav Pe-
likan and Helmu[ T. I.chman, 55 vols. (St. I|)uis, Mo.: Concordja Publishing Housc,1955-),1:79 c 80.
60. Procopius, fJriíoT o/Á4c 1%~, 3.10.19.
61. C. W. Previté~Orron, Súorfo. G¢m6rí.Jgc Mcd;."¢/ fJrií07, 2 vols. (Cambridge: Universíty
Prcss,1953),1:189.
62. Procopius, fJ/.jío7, 5.16.11.
G3. [dcm. 6.2;0.2J .
64. Charlcs Oman, 7lúc Z)mÁ.4grr, 476-916, 4a cd. (London: Rjvingtons,1901), pág:.`106.
65. P[c;w.i+é-Omon, Shortcr Mcdicu4l
66. Thomas Hodgkjn, /Í#/y 4#d f7cr::Z:,píg.eà?,2óvo,s.ing(oxfordflarcndonpress,„85-
1899). 4:250.

149
Deus e
Seu Santuárío
Introdução
urante as horas dedicadas à rcalização dos dcvcres de
casa, quan[os e quantos pais têm respondido, ante os
lamentos queixosos
J.<J
de seus filhos: "Não consigo cnten-
der isto!„
Por outro lado, quantos e quantos pais têm descoberto que seus filhos
poÁ#:í¢m haver entendido o assunto, se tão-somente houvessem lido a ex~
plicação no livro!

|osEPTOBâÊi#dsoc::s.c:::ifeaudons.:=:ít=ioTãse=cDoen|::##=
provê explanações quc nos permitem entender o assunto.
Por certo a palavra "compreender" (ou "entender") ocorre com tal fte-

::nf:esdí:!e:f:píu*i&,:!T=mid|:.#r;Lst#.nnf:ç*pcíe;úiho.ã¥à£o.¥:
tempo. Enquanto ainda em visão, Daniel ouve uma voz que diz: "Gabrid,
dá a entender a estc a visão", e imediatamente Gabriel se dirige para j.unto
dó profeta e incentiva-o a "entender" aquilo que vira. .yersos
Versos 16
16 ee 17.
17.
Entrctanto, mal começara Gabriel a exposição do SigLniica o as cstas
e chifres da visão, percebcu quc teria de parar. 0 quadro apresentado pelo
anjo fez com que Daniel - agora um homem bastante idoso - sc sentisse
mal, chegando mesmo a dcsmaiar. A visão cessou e Daniel diz pesarosa-
mente - quase como uma criança quc enfrenta dificuldades enquanto rea-
151
l/ma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
Jizava as tarefas escolares - "Espantava-me com a visão, e não havia quem
a entcndesse". VÉ#.

feüÉr:g#:euxct:sq:Cosse:T"i:£Ê¥{gÊdrodaá:ic°[aapuriscão°uqcuoem°¢P:°:
alma à comprcensão da profecia relativa ao tempo, Gabricl aparcceu nova-
mente, cxplicando quc vicra a fim de conceder ao profeta "sabedoria e en-
tendimento". Convidando-o novamente para "entender a visão", o anjo
inicia a cxposição ao resolver a questão do sirhbolismo que envolvia
tcmpo, cxatamcnte o mesmo ponto em que cle cessara - ou interrompera
-aT=ri;#odá:u¥.fteqüênciaqueJ"„insistiucomtodosnós

go.:qu;eífi:É`gfdeto,á;a.";e:n;in:goe!¥s;"ri#tí:d3|e|icl;%l=Á(ií
morável palestra ocorrera poucos dias -ou noites -antes da crucifixão. Ci-
ta.ndo uma frase-chavc de Danicl 9:27. scmclhantc a outra encontrada em

t-5.
Daniel 8:13tjcsus dissera significativamente: "Ouem lê` entendí]." S. Ma-

Torna-se atraente imaginarmos que também/oj uS que instruiu Gabriel


a f ;azm Danicl compreender a uisão pc:La pr:rmÉ+iaL v Daniel 8:15 e
Havendo eu, Daniel, tido a visão [cZ!f 4cfízzj, es e simt)oiismo que en-

::k,gá`p„m%à,c?arodceuáe.l=:::Êê;l:üeueáaq::zsed:Í.aáreeàeàteo:nti:|atsem-ff:
ães:so.q,o[río]u]aí,aqudgritouedjsse:„Gabríe[,dáaentenderaestea
0 Novo Testamento conta-nos, em S. Lucas 1:1 que Gabriel é o anjo
quc assiste diante de Deus". Assim, um ser capaz de dar ordens a Daniel
]cve ser alguém situado no topo da adminis,tração do Univcrso. Na passa-
;em
`umaquc acabamos
como de ler,
aparência essc cxaltado
de homem". QuemSerpQderia
é descrito
sercomo-`apr€sentando
essa Pessoa, senão
Lqucla quc em PanidT_Z_:_L3 é descrita como "um como o Filho do ho-
ncm" - isto é, Jcsus Cristo, o qual é identificado como Filho do homem
cr#F,c:=a::::as?:z'eà:eo:E:::oges`à:àá::j;c:u:Í.mle:Í)iàtens-entequc
omprccndamosaprofeciadcJ2±PiÊ!±±±=¥
Tl1,
E ela bcm uma vez que sua aplicação se
)lta para o do fim" Daniel 8:17), e o assunto por ela abordado
o maior tema
D±ÊÍÊIE±ÍÊ!£aprcsentadian[edcnósodesfile-erguimcntoequeda-das
ições, atingindo o clímax quando Jesus, a Pcdra sobrenatural, estabelece
Seu rcino de glória.í
_
Danicl 7 conduz-nos através das cenas políticas pela scgunda vez, adi-
__ _-i

;2
Daniel s

cionando a trágica experiência da igreja cristã medieval; scu clímax é alcan-


çado quando ocorre o julgamento no Céu, onde Cristo recebe o Seu rcino
c graciosamente o compartilha com os "santos" que foram considerados
dignos dessc privilégio.
í[ulos s e 9 repetcm o procedimento de guiar-nos através das en-
a História (omitindo Babilônia desta vez) e ao longo do
cristianismo medieval, mas o foco central volta-se agora para a atividadc dc
Cristo no tocante à intercessão e salvação do pecado, as quais tornam pos-
sível que os pecadores se convertam em santos, e que estes pojfm herdar
o reino eterno.

Enquanto você estiver lendo Daniel s em sua Bíblia: procure ver quan-
ro dcs`ta leitura você é capaz dctHr scm qualqucr assistência adicio-
r]al. Depois disso analisaremos detalhadamente alguns de scus aspectos.

153
A Mensagem de
DaníeT 8
'`- _-./ 1. Duas Bestas Adicionais Prenunciadas Para o Futuro

as, senhor", reclamaram váríos soldados de Al€xandre


"veja estes carroções! Tão logo tentemos subir aproximan-

do-nos dcles, eles simplesmente soltarão esses pesados veí-


culos sobre nós e deixarão que sejamos csmgados. 0 que
poderemos
"0 que vocês podcrão fa7,er?"
fazer?" sorriu Alexandre. "Vocês poderão deitar-
se bem rente ao solo, cobrir seus corpos com os escudos, e dcixar que os
carroções passem por cima de vocês. Depois vocês se erguerão e completa-
rão a tarefa."
D#ÁÜ 6cíÍzzí c ícz# cÁÜ/fr. Dentro de alguns momentos tornaremos a en-
contrar-nos com Alexandre. Enquanto isso, podemos obter com absoluta
segurança a identificação das duas bestas e seus vários chifres, apresentados
na primeira parte de Danicl 8.
' 0 carneiro com dois chifres, o mcnor dos quais veio a tornar-se o maior,

á:due:tisfió=g:fr:ã:ceifiá¥a:::evce:.mzáeT,éed::Êr::ét:sriraíii*!Íiíp;offi::g,:
ro, é especificamente identificado como a Grécia. Danicl 8:21. Seu chifre
único é defmido em P±pÉÊ{ji;22 como o "primeiro rleí';;.iEEãdre, ou mais
propriamente como o reíno de Alexandre. (Vimos antes, em Daniel 7:17 e

+í|,f.geqtji:#dc€erg=c#o,egdo.itÊÊ£i=io.dá:Éo'à)ni%,ç::t:
&ueaí=dr.e:nfi::d`£ÊEi#:ÊÊ2,:nárí=st:=m;so:.;mmpíris.:;eõc:-à::e:ísuticeorí
a Lisi'maco, Cassandro, Seleuco c Ptolomeu (veja as págs. 110 e 111).
Os símbolos são tão apropriados, que se torna fácil esquecer que Daniel
os contemplou muito tempo antes que se tornasscm realidade.
Pois bem, Daniel 8:1 e 2 diz que em visão Daniel pareceu estar cm pé
junto ao rio Ulai (um canal com aproximadamente 300 metros de largu-
ra) que fluía próximo à cidade de Susã. 0 ponto a salicntar é que ele se
achava localizado numa comunidade, Susã, que haverja de figurar proemi-
nentemcntc como cidade-tesouro e capital de invcrno do lmpério Mcdo-
Persa. Através dessa viagem simbólica, ele foi transportado ao futuro, ao
pcríodo do lmpério Mcdo-Persa que ainda não havia assumido a lideran-
Ça mundial ao tempo da visão.
154
Danie' 8

n"EEEEEEEEEEEEEEEEEEE
- r ' 1 ,` . ,
ção ao fiituro, mas um observador atento como Daniel por certo poderia
haver discerní-do que os dias do império estavam contados. Nabonidus, scu
rei supremo, achava-se em Temã, desenvolvendo um centro comcrcial c
dedicando-se a reviver a adoração da Lua. Belsazar, o co-regente, estava
conduzindo a economia da capital ao colapso. Por outro lado, Ciro -o vi:
goroso rei da Pérsia - achava-se a ponto de conquistar o mundo. Deus
nem mesmo S€ preocupou em in.cluir Babilônia nessa profecia.
Tem-se imginado que Ciro foi o neto do úl[imo rei da Média. Em seu
apogeu, a Média se espraiara desdc as montanhas, a partir da altura do rio
Halys a no.roeste, até o Golfo Pérsico no sudeste. Por contraste, Ciro a
princípio governara apenas sobre a então pequcna província da Pérsia, par-
tc íntegrante da Média. Naqucl_c tempo o chifre da Me'dia era muito maíor
que o chifre da
Ciro r€belou-se contra o seu
avo, rel e logo havia subjugado a Média sob seu próprio contro-
le. Entj4Z qua[ro anos após a visão de Daniel 8, Ciro anexaria a Lídja,
cstendendo os seus domínios para além do río HaJys, até o Mar Egeu. Em

iÊ?aeiea:::xda:iàuBea:ilpôrTLa;|£;:im,ochifrequesurglraporúltimo,tornar-
Mente ab€rta e generosa, Ciro [ratou os medos como aliados, e não
como vassalos, dando origem ao termo "Império Medo-Persa". Ç9ÉB g

¥:or|igãggsoãg+£ú¥jáLffffi:
de seus governantes, além de Gro; por exemplo, Dario I (522 a 486 a.C.)
e Artaxerxes I (465 a 423 a.C.). Estes dois concederam tra[amento espe-
cial aos judeus e merecerão des[aque quando chegarmos a Daniel 9. Mas
Dario 111 (336 a 331 a.C.), o último impcrador persa, foi um homem fra-
co, que não representou sério obstáculo para Alexandr€ o Grand€.
A]exandre derrotou os exércitos de Dario, imensamentc mais numcrosos,
em três oportunidades marcadas por memoráveis ba[alhas: primeiro, junto
ao rio Grânico, na Fri'gia, em 334 a.C.; a segunda vez, na costa próxima a
lssus, na Cilícia, em 333; c pela terceira vez,, na i)lanícic de Arbela (ou Gau-
gamela), na Síria, em 331. 0 bode de AJexandre batcu facilmentc o carnei-
ro persa, cxatamente como Danicl antecipara cerca de duzcntos anos antes.
DG#J c o J#cc" c/c 4/cx4#c/rc'. Um artigo publicado no Scz.c#Í!#c j4mcrj.-
cm [Ciência na América]t atribui o succsso de Alexandre parcialmente ao
desenvolvim€nto que os gregos haviam obtido, pouco [empo antes, da ar-
tilharia de torção. Esta consjstia de grandes catapultas controladas por
155
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
grandes cordas feitas de crinas c tendõcs, en[relaçadas, que eram [raciona-
das por engrenagens e então liberadas. Essas máquinas eram capazes de
lançar rcpetidamentc grandcs pedras contra um alvo selecionado no muro
dc uma cidade, até que dcsmoronasse, e as mcsmas máquinas podiam en-
tão atirar grandes flcchas contra as fileiras do inimigo, antes `que este se
aproxímasse o suficiente para lançar as flechas convcncionais. Projetadas
por engenheiros-matemáticos altamcnte trcinados, essas máquinas eram
extremamcnte precisas. Uma ca[apulta cons[ruída de acordo com as anti-
gas especificações há alguns anos na Alemanha, conseguiu - segundo os re-
latos -rachar uma flecha por ela emitida, com uma segunda flecha, no me-
lhor estilo Robin Hood.
Ainda mclhor conhecida quc as suas catapultas, são as qualificações pes-
soais de Alexandrc para o sucesso. H como vimos no caso dos carroçõcs,
parece que elc sempre sabia o que fazer - quando atacar ou quando rctar-
dar o ataque; quando avançar a fim dc esmagar o inimigo, ou quando
manter-se na retaguarda e consolidar posições. Fisicamente, era um bravo.
Quando um de seus generais foi morto durante o ccrco de Tiro, cnquan-
to tentava forçar passagcm através de uma brccha abcrta na muralha da ci-
dadc, Alexandrc não hesitou um momento em ocupar o lugar do morto.
E elc era capaz de marchar durantc toda a noite. Certa vcz cle conduziu
sua cavalaria numa pcrscguição que - exceto uns poucos momentos de
descanso - pcrdurou durante três dias e Ç#Áz#o noites!2
Mas, a despeito dos poderosos equipamentos e notável talento de Alc-
xandre, não podemos fúgir à convicção de que as coisas teriam sido mui-
to difcrcntes se o rei Dario não houvesse sido tão covarde. Os persas dc

!i:ee::::5d:q.Íogruiar:u?::?ellé:;icffiE;i,:::o,:etn,p:::irrice:u:i::áigco:rn:
cm qualqucr uma das três grandes batalhas quc dirigiu contra os gregos,
seu cxército teria sido capaz de aniquilar as forças de Alexandre. Sc Dcus
houvessc vísto ta] providência como sendo boa, podcria havcr ínspirado

;::ag:Baanpcf,r;:.nE:cd::nac:g:aug:àrangecc::saripa¥laf::Êr:::alre:T:râàsh::::
dcntc. Mas o lmpério Persa havia decidido scguir os seus próprios cami-
nhos, sem revelar fé no Deus dc lsrael, e na hora da crise do império, Deus
156
Daniel s

permitiu que a fraqueza humana colhesse os frutos naturais de seu curso.


Daniel 7:6 diz que o domínjo foi "4Êio" aos grcgos. Evidentementc o
mesmo Dcus qiie ":Êg±=Êgg]]:' o endurecido Judá às máç)s de Nabucodono-

ig:ax`na:a|nr5::ífl,':):,iqiu::effijia:?:i,:::ngtt:aTo;bi!;:o;%srshTuãíiáísoçlà
.ff#tí##ní#zgíÉ:n':rEia.nàe;Z:ule2.d.,;zrfeuueca.Ídaaqdu*a.:;êàcps:.aTsc::
ria prolongada "por um prazo e um tempo", depois que o domi'nio lhes

;oascs,eri::tír:dí;xTnuam_gees:odos;s::óelàc,:,s,#,e|::=der:,ed:sg:sao:c:,:ad:r|i3cà
de seus soldados gregos com viúvas persas. Sem dúvida, Alexandre dcmons-
trou notável cosmopolitismo diplomático. Criativamentc pôs cm funciona-
mcnto um fiisão das antigas culturas babilônica e pcrsa com a cultura gre-
ga ("helênica"),
"hclenística". a qual elementos
Portanto, ro[ularia a de
civilização dos
Babilônia, séculos
Pérsia vindouros
e Grécia como
persistiram

em termos cul[urais, durante "um prazo e um tempo„.ÉjpÊgé]ã|qlÊ-ri


L£:±;::::=í::::::::::ii::=:::#íi:L::-:CLía:àpír==:P observa um
historiador modemo cujos pontos de vista são ampla.mente compartilhados
por outros, "que ele deixou sua marca estampada sobre as civilizaçõcs quc o
sucederam nas tcrras contra as quais elc guerreoii, e sobre todas aquelas ci-
vilizações do Ociden[e que em turno ocuparam o lugar daquelas."4
0 .e ueno: d¥
i4 8:9 a 14. Após a morte de Alexandre o scu
``quatro chifres notávcis, para os
chifrc isto e, seu reinS 0em
quatro vcntos do Céu". A narrativa prossegue: "De um dos chifres saju
um chifie pequeno, e se tornou muito forte."
A identjficação desse chifre pequeno ocupará nossa atenção mais ou mc-
nos durante as quatro próximas scções. Será bastante útil uma palavra de
esclarecimen[o` neste ponto.
Os leitorcs da Bi'blia por vezes entendem que a Bíblía, ao dizer que o
chifre pequeno saiu "de um deles", o significado é que ele surgiu de um
dos qiia[ro chifres. 0 que a Bíblia realmente quer dizer, €ntretanto, é
qiie o chifrc pcqueno surgiu de um dos quatro ven[os; ou seja, qLie ele
surgiu de um dos quatro pontos cardeais. (Portanto, estamos lidando
com um idiomatismo.)
Como pode scr isto?
No hebraico, os substantivos possuem gênero. Podem ser considerados
como masculinos, femininos ou neiitros. Muitos outros idiomas também

;TopnroeíaeTdgeêvnae:o.grn=raái:d..o:eoTstuobds::ne,sisveossláàoemo::na"r:egá:Í,qs::do:
cle igual modo masculinos, fcmininos ou neutros. Em português, por
157
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daníel
exemplo, pensamos em um navio como sendo masculino, e a ele nos refe-
rímos u[ilizando pronomes masculinos, tais como "ele" ou "seu".
No texto hebraico de Daniel 8:8 e 9, "chifres" é palavra feminim, ao pas-
so que "ventos" pode ser mascu ina ou feminina. Na frase "de um deles"
[pois que o texto original não djz "chifres", como acontece em nossa versão

:msupbos:t£gtrvê:],anot:::áeonTee;`:|l::'|'o(ndaed:ecl:sÀé":e:,Fu:;:o;Iosà:ss,egrniÊi:f:e:
(palavra feminina), e sim "ventos" (que pode ser palavra masculina).

seja:oá:av:::á:pca?:fcreerpee=u::oddocsvàrui:t::rglorndt:su:1iá::sq.¥atroven[oS.ou
Para os efeitos de nosso estudo, é convincente observar que o lmpério

aR.os|:ênsopi.Leeq:.esn:mappé::::.ípÉo|:s,siu:ã;:|eFueuEgpuonnst:e.:,.o.c:„bcíT|i:c::Çtãe:
nhamimaginadoqueochífrepequenode|2a±ÉÊL_8fosseoestranhoepe-
queno rei, Antíoco Epífânio.

11. 0 Chífre que Pisoteou o Santuário

Alguris estudiosos da Bíblia têm imagínado que o chifre pequeno de

EÊÊtFi#tíéocuomEpdi?àn:;l.S-Sclêucldas, Antl'oco IV, comumente conhecldo


Anti'oco Epifânio perseguiu judeus conservadores e suspendeu os serví-
Ços do templo entre os anos 168 e 165 a.C. Ao anaJisar
1 e 11 Macabeus -dois livros apócrifos -citam frases de
Naturalmentc a Bíblia não declara que o chifre pequeno de
Antíoco Epifânio, e exjs[cm váríos aspectos em que este rei não preenche
as ca.racteri'sticas da profeciá. Chifres representam reinos, e el€ foj apenas
um rej individual -parte de um dos quatro chifres. Tampouco aparece ele
"no fim do. . . reinado" dos reis selêucidas
anicl 8:23 e sim aproxima-
damente no meio da linhagem mencionada. (A lnastla dos selêucidas go-
vernou de
164 a.C.
ampouco
:ee,p?vdeersdoiz;,r.qs:cue::|`,`pÁo:|:e.roor|"|,(Í:::::?m)à%.qouà::i`àÊ:
nou muito forte" (verso 9).

*"A Bíblia de Jerusalém" é mais fcliz quc a Versão Almeida Rcvista c Atualizada, pois diz apenas
"dc um dcles" nesse texto, a exemplo do quc ocorre m maioria das dcmaís vcrsões, cm divcr5os jdio-

mas. Nota do tradutor.

refe:e*.`::eíêpurce,tían"s::fiárecÃ:tàíodcionr+âef:cnrd:iaapmo:nu,gstdaoçsãog,e::rc";siÉ:i#canDdcr:;.SÁ:eà:toas"|E6P8,feân|,6o;

:á:t:tj!,dmüd:aní:í:r#uolod::at=np[:ri;:tc"óuupbçbãcorsct:Ti:,dà:#.:í„oc;"::;osÁ:C#íã:;ndo%;,TPÉ::
bilônica|, pág. 23. Algumas autoridadcs preferem as da[as 167 e 164 a.C.

158
Daniel s
e com justa razão, pois que rcstaurou os domínios originais dos sclêucidas.
Antíoco Epifânio, por outro lado, €ra mencionado com sarcasmo - pelo
menos por alguns de scus contemporâneos - como sendo "Epimânio" - o
horilem louco.5 Antíoco Epifânio, depois de um fiigaz, triunfo no "sul"
(Egito), foi totalmen[e dcrrotado nesse país quando o embaixador roma-
no, C. Popílio Laenas, meramente lhe informou que o Senado Romano
queria que ele se retirasse. 0 inflexível romano traçou com sua bengãla um
círculo em torno de Antíoco e exigiu deste uma decisão antcs que elc saís-
se de dentro do círculo!6
No "leste" (Mesopotâmia) Antíoco Epifânio morreu sob circunstâncias
obscurasi c tristes. Até mesmo na "terra gloriosa" (Palestina) onde a prin-
cípio ele parecia destinar-se ao sucesso, todas as suas ambições ruíram por
tem enquanto ele ainda vivia.
Adicionalmente, todas as tentativas de enquadrar sua profanação do tem-
plo judajco dentro de "2.300 tardes e manhãs", `fiacassaram uniformemcn-
te. 0 registro que mais se aproxima dc scr contemporânco, encontrado em

ffi:eí;n;:;1:Vcei%;¥:eoé:Ci£;d,o:da(f:ríq:u;e,Í!:,dn
Ocorre que aplica a frase "sacrilégio desolador" (6dc-
lugmd Daniel 9:27 .em grego) àquilo que Antíoco Epifânio fez
eri relação ao tcmplo judaico. evidente que ele erigiu um ídoio no tcm-
plo, c sacrificou um porco no altar, para horror dc [odos os devotos judeus,
para os quais o porco nem mesmo dcvia ser tocado pelos seres humanos.)
Mas no Discurso do Olivete, Jcsus disse que a "abom;nação desoladora"
trava no fiituro, no momento em que Ele
- ,{,\ ,^
24,15. risto acrescentou, então: "Quem lê' en-
tenda." Assim, se realmente quisermos compreender o significado da pon-
ta pequena de Daniel 8, tcremos quc concluir -como o fez Jesus -quc cla
não pode ter sido Antíoco Epifânio, que morreu em 164 a.C., quase dois
séculos antes do Discurso do Olivete. (Para maiores informações a respeí-
to de Antíoco Epifânio, veja a seção "Respostas às Suas Perguntas", págs.
194 a 196.)

chi-ge#gu#:oD-fn#`ó-8p-í#reod:eernd,acd:àr:o::rTdp.r`=nio.É:
pagã (ou império romano) e sua igrcja romana; estas são vis-
tas propositalmente - tal como c aniel 7 sob o seu pior aspecto. As
seguintes considerações ofereccm apoIO a esta conclusão:
1. Baseados no princípio de que as sucessivas visõcs de Daniel são pa-
ralelas e ampliam as visões anteriores, perccbemos quc em vários senti-
dos o chifie pcqueno de Danicl s reprcsenta um paralelo e uma amplia-
Ção das informações que obtivemos a rcspeito do chifre pequeno d€tJ2±-
159
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
da besta a partir da qual csse chifre crcsceu. m Daniel 2 e 7
Roma vem Grécia; portanto, Roma também eve seguir a
Grécia Cm aniel 8.
oma apareceu no ocidentc, tendo saído de iim dos "quatro ventos"
pág. !57).

::i,:.:
fo¥v:Rg:bí,:,Tga|om:o;u:::?sãbo:m#:p:::sa:;ocrii;:=aeao::.:ào:bFj;o:n:í:á':t::c?::bi::
um recentc livro-texto escolar cxpressou o assun[o:

No Ocidcnte, a lgreja assumiu a defcsa da civilização romana. 0 impe-


rador desis[iu do título [pagão] de Pontifex Maximus (sumo sacerdotc) porquc
os dcuses romanos não mais eram adorados. 0 bispo de Roma assumiu estas
fiinções saccrdotais, c é es[a a razão pela qual por vezes o papa é ainda hoje
mencionado como Pontífice. Quando os hunos, feroz c selvagem tribo coman-

í§dí;:;:%Í;:m:í::;er;:;;;;to::;;¥íÍÍs]a:§::c:o;:p;ã:£ee§Íc;::rt;:§a;e;ã::::;Í:;:;ͧo:p;o:r;ÍÍ:]ãí§:t;:e;;Ía:
perador, que permaneceu em pé nos portões de Roma. 0 lmpério Romano
transformou-se na lgreja Cristã.7

Uma vez que a lgreja Romana rcpresentava uma conünuação do lmpério


ano, Lm único chjfie proerinente pode muito bem representar a ambos
Império romano, ao contrário de Antíoco Epifânio, assumiu vito-
ntc o controle do Oriente Médio "no fim do... reinado" dos rei-
nôhÁclenísticos.
o assumir o con[role do Oricntc Médio, o lmpério Romano - uma
vcz mais ao contrário de Antíoco Epifânio - definítivamente ``se tornou

Feíá:í::deopd=ao:s:et,p:qmu:noooarl;r:àec,,cpiET:dactoe:r:ã':r!.:shai'àe¥::
no"),,RomacresceuenquantoconquistavaaMacedôniaem,Jfff,.aSí-

;àra:;`::&%:io:Íeíjàii£,i.sefi::::n;¥o:teo:dgfi:t.o:::a:s::e;Ítfà:uÍ
cida, tornou-se com o tcmpo uma capitaj romana, inferior apenas à pró-
pria cidade dc Roma c a Constan[inopla. Alexandria, capital do Egito sob
-' rcinado
g õ-'!;` dos Ptolomeus, floresceu ricamente como cidade romana.
oma pagã, enfática c tragicamen[e, randeceu-se" a si mesma
=oritra o "Prínci e do exército". Verso 11 e os soldados
1õ:na,e: e crucificaram a Jt±sto, eram todos romanos.
Roma pagã quanto Roma cris[ã destruíram "os poderosos e o
160
Danie' 8

povo santo" (±±Ê±±g2J24}i ou seja, ambas perseguiram um grande númcro de


consciencioso.s cristãos e até mcsmo torturaram a mui[os des[es ao longo

:!ff::,s[,s:or?:maab:,axgoã`?oui::oüRdoomsae:rlss=,t:rària.T.toe:sa:ri£Íc,R::s:up=â
fez isso literalmente - mas apenas em um sentido liEHconforme ve-
remos adian[e -em 70 d.C., quando os soldados comandados pelo gene-
ral romano (mais tarde ímperador) Tito puseram fogo no templo (ou san-
tuário) de Jerusalém, causando sua completa destruição c fazendo cessar
para scmpre os seus serviços. Na década de 130 d.C. o imperador romano
Adriano cons[ruiu um templo pagão em Jerusalém, dcu à cidade o novo
nome de Aelia Capitolina e chegou tão longe quanto proibir os jud€us de
morarem na cidade - uma lei que esteve em vigor durante séculos.
Roma cri§tã e o §antuário. Scrá, cntie.taLnto,qiic Roma cristã em algum
ofez cessar o sacrifício e desolou o lugar de Seu santuário?
A resposta a essa qucstão exigirá uma análise do minis[ério de Cristo como
nosso compassivo Sumo Sacerdote. Envolverá também a compreensáo da
fascjnan[e palavra hebraica Ízzm;.c/.
`'.`

111. 0 Permanente Sacerdócio de Cristo

Eu conhecera bcm a Eduardo como meu aluno. Ele era suficientemen-


te inteligente c\casara com uma adorável garota. Haviam-se dirigido a uma
estação missionária no Extremo Oricnte, e eu perdera o contato com eles.
Agora ele se achava ali, caminhando em meu escritório. Eu qujs saber
imediatamen[e [odas as notícias possi'veis a respeito de sua família e sua a[i-
vidade na Mjssão.
Mas ele me disse nos momentos seguintcs qLie não mais possuía família
e havia sido mandado embora da Missão, de volta para o país de origcm.
Ele havia alimentado um amor ilícito e fora descober[o nesse procedimen-
to por alguns dos novos cristãos a quem fora servir cm terras missionárias.
Ele se arrependera repetidamente em prescnça de sua esposa Es[er, mas ela
se achava compreensivelmcnte f€rida e se unira ao diretor da Missão no
propósi[o dc aconselhar o marido a voltar para a América. Ela dissera que,
aoÃoi[:à,%.àr:uc:soasce::nt:scar;::::::rsàd,lvÉ::::a;:i[::'à.ar-Jhérícaemo-

dificou seu pensamento no tocante à situação. Docemen[e perdoou o espo-


so. Na oportunidade em que Eduardo viera a meu escritório, contudo, as
cois.Ü estavam muito difíceis. Havia ainda um vislumbrc promissor, porém.
Edmrdo desejava contar-me que, enquanto se prcparava para regressar do
pai's missionárjo após Ester [ê-lo expulsado de casa, ele cncontrara uma cama
nos .f.undos dc iima casa. Profiindamen[e arrcpendido, temia que seu peca-
161
l/ma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
do fosse demasiadamente grave para ser perdoado. Quando dcspertou bas-
tante ccdo depois de certa noite cheia de vacilação, reconheceu que não po-
deria postergar por mais tempo o exame de sua verdadeira situação na pre-
sença dc Deus. Apanhando avidamentc sua Bíblia, rogou a Deus que o con-
duzisse, levando o seu dedo a apontar uma passagem bíblica apropriada.
Eduardo sabia muito bem que essa não era normalmente uma forma
apropriada para o estudo da Bíblia, e mal lhe foi possível reunir coragem
para abrir as páginas, pois temia que seu dedo localizasse algo sem sentido
para as circunstâncias ou, pior ainda, algo que lhe sugerisse que Deus já o
abandonara. Por fim, entretanto, com os olhos apertadamente fechados,
ele colocou o dedo sobre um texto e depois, cheio de medo, abriu nova-
mente os olhos. Eis aqui o texto sobre o qual o dedo apontava: "Pois, para
com as suas iniqüidades usarei de misericórdia, e dos seus pecados jamais
MeElimmbir:àeai.;I5|EH=;omerea|dcEdmdoao|adodffseversícu-

1o, a fim de poder lembrar-me dc sua cxperiência enquanto eu viver.

posT!:Í:!=::ÍF.,ngeaàledÊsec:rç.sqcu:°:icdi:,ée#=::rrounTin`:gd"orsn::U:
ainda lá me haverá de guiar a Tua mão." Versos 9 e ] 0.
Na experiência de Eduardo pude ser levado a pensar quão dificil é en-
contrar um certo pcr/ocZo em quie possamos estar apartados de Deus. À luz

Êàn:aarâ:lnc=nnsttaa::udoquhevo5::esr,s:uarc¥::ioE*ti::=":sn:eeg#estsouaaw;g::
doar-lhe e a restabclecer-lhe a saúde espiritual.

Sempre que mais 0 necessito, Jesus pcrto cstá,


Sempre que fàlto, sempre que tcmo;
Pronto a ajudar-me, pronto a consolar
Sempre que mais dEle necessito.8 * ,

A experiência de Eduardo ilustra efctivamcnte o real significado de uma


palavra hebraica vital, que se encontra no próprio coração de Daniel 8.
Esse termo significativo é Á¢mz.cZ Ele é traduzido como "contínuo sacrifi-
cio queimado" em algumTST=ões bíblicas, sendo que em nossa versão bá-
sica aparece como "costumado sacrifício":
"Engrandeceu-se [o c4zjfif pcq#cm] até ao Príncipe do exército; dEle ti-
rou [crip P##c;Pc Áo cxércz.Ío] o sacrificio costumado [rifo é, o tamid], e o lu-
gar do Seu santuário foi deitado aba.ixo." Verso 11.
0 #mz./de Daniel 8:13 e 14 é simbólico. Scrá difícil enfatiz,ar excessi-
a importancia c se compreen 0 termo "tamid" e suas impli-
cações de longo alcance.
Os leitores bíblicos que interpretam o chifre pequeno de Daniel s como
162
Daniel s
sendo Antíoco Epifânio, interpretam o fzzm;.J dessa passagem como apli-
cando-se meramente ao sacrifício da manhã e da tarde, que foram cance-
lados por obra de Antíoco entre os anos 168 e 165 a.C. Outros cstudiosos
bi'blicos, entretanto, ao compreenderem que o chifre pcqueno representa
um reino e não pode significar apenas um rei isolado, destacam quc o san-
tuário é também um símbolo que não pode se restringir ao templo judeu.
Em Daniel os metais c os animais são símbolos que representam vas-
tos e sucessivos impérios. Consisten[emente, o f¢77zz.Jde Daniel 8:13 e 14
[ambém constitui um símbolo. Ele representa uma reali a c muito mais
ampla e muito mais rica que o oferecimento de sacrífícios, duas vezes ao
dia, na velha cidade de Jerusalém.
Efetivamente, fúí77€z./ não possui o significado de "contínuo sacrificio
..e Í utilizado EaJ2ÊgÊ8ÊÉE
ʱeai:jE±¥`og=E=Tor¥a,s
_#aQÍ:::iÊ:ãLiE::::Í:::i=¥r=:::::ifflff:,Í:E:ÊiÊ:ʱ:E:::£=
mÊdQ", a±ima çÊɱ±a±Í±::a de ÉZÊr çQLm g±±s +a passagÊLm £e ±2±Ê=e ±plÉsé±± .a
AL#nL#xopEeEduardoedeínúmeroscrístãosqueenfrentam«pe.
riência similar, €stimula-nos a desviar o pensamento de Antíoco Epifânio
e de volvermos, em con[rapartida, o olhar para o simbólico fzmÁdde Da-
n#o:nHn%edE#::#=#n#roní#co:Édo:st#t]ees_"=
Sumo Sacerdote celestial, constitui a mensagem central do livro de He-

!artee=ta::n:eTÀvpoósT:Í:=S:Loà5!ÊÊÍÊÍ:giinnoo:ac:::àdst:ã:';:nus;,Ç.e-
Que Jesus minístra no santuário celestial, é um fato estabelecido clara-

T.e,:,teq::#ʱ:::::ÍiÉ+ff?t,r:àáe,Í.:iotod:uú;";p6o:à:=::á:uSsT®omsoac;
#ritro cZp f4!#Í#rz.o e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o
homem".
E que Jesus ministra co#ff.#z#777c#fc em nosso fàvor, é algo também en-
fatizadoemj±ú ' ±°feBͱj±!g±±2g±É5j o?de o ,Seu ministério contí_
' (<1 , .
nuo é cóntfáãEãaõToffi dos sacerdotes "levíti-
cos" do Antigo Testamento:
"Aqueles [os sacerdotcs da linhagem levítica], sem juramento são fei-

tos sacerdotes, mas Este Uesus], com juramento, por Aquele que Lhe disse:
"0 Senhor jurou
e não Se arrependerá:
`Tu és sacerdote para semprc."

Por isso mesmo, Jesus Se tem tornado fiador de superior aliança.


Ora, aqueles são feitos sacerdotes em maior número, porque sáo impe-
163
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
didos pela morte de continuar; Este, porém Uesus], porque continua
para sempre, tem o Seu saccrdócio imutável. Por isso também pode sal-
var totalmente os que por Ele se chegam a Deus, !£i]±Ê=n__dg âÊEre Pa±a
i.p|c_rcç_dç[ pgr eks. E±Ê±±Ê±±Szi2=±±L2í
Hebrcus
Ê2T±Tj¥f.eq:Á#:éziEsa,s.tcet.rsa:::vo,çe.T
ffintigo Tes[amento' é muito apropriado para o áue descjamos sa-
lientar. 0 serviço sacerdotal levítico foi d€signado por Deus para ser
tão contínuo quanto /)umanainente era posSível que fo5se. Na vcrda.dc, é
cm conexão com aquilo que a Bíblia diz a respeito da continuidade dos
serviços do Antigo Testamen[o que nós descobrimos o significado es-
pecial da palavra f#mz.c/.
Quando usado como um adje[ivo comum, Ízzmz.é/ descreve uma varieda-
d€ d€ cdisas. tais corrLo fimcionamento contínuo contínua
iõffi Om bastante
fi:á'ã¥n!i#"em:%z'á2,Zílç.'afíâ"á"ufí`: Efitriõ
aõiEEHEó para descrever
vários aspectos básicos do ritual associado ao santuário do An[igo Testa-
mento. Cerca de umas doze vezes (como em Números 28:3 e em I Crôni-

€:gííÊÊpanohtãeremào,::dree,fi:r.ema::efiàrde:i:::',9:Eftí¥á3,,roe„g,u#
"co#Í7'##c7 holocausto".

Ele também é aplicado (como cm Levítico 24:2) às lâmpadas que deve-


riam ser mantidas ardendo co77fz.#J/4m€7zÍ€ e (como no caso de
2L;4) ao oferecimento do "pão co#Íz'##o da pfoposição", o qual éra manti

:;::teítt:Foe:toers;ãborefraes:oe.saEàarê#[g,n„a£,a;:e;:r:.as:da:epnetí:oerrda
;ub~stituído por pão fresco. Eri Êxodo 28:29,-/4"./ refe
simbolicamente adornado que o sumo -sacerdote usava
semprc que seus dcvercs lhe exigiam que en[rasse no santuário. Em 11 Crô-
nicas 24: 14 o termo é aplicadoua todos os holocaustos ofereciããFãí5=s
d-trFãHúiTreinado de determinado rei em par[icular. E em I Crônicas

ffi:d::]a|vuraassncorveafsereeda,::sdaecrfi:[ítcí:sespeclalsoferec,dosreÉ5Íãf=:=:ã
Tcndo em mente es[a pesquisa sobre o termo, torna-sc mais ou menos
evidente quc Í#mz./levava em conta todo o minis[ério contínuo do santuá-
rio do Antigo Testamen[o, e de modo algum se limitava aos holocaustos
aprcsentados diariamente.
0 j.4#f#Ár;.o o#.gz'#4/ á/o f4#f/go rcf/#77zc#Ío. A fim de ob[cr um vislumbre
ainda mais amplo do Í#mz.c/do Antigo Testamen[o -e, através deste, uma
comprecnsão melhor do ministério celestial de Cristo - será bas[ante útil
que nos familiarizemos com o santuário levítico e seus serviços.
Quando Deus conduziu os filhos de lsrael para fora do Egi[o, Ele
disse a Moisés: "E Me farão um san[uário, para que Eu possa habitar no
164
Daníel 8
meio dEles." .Êxoi±g=±±L8. No Monte Sinai, o Senhor concedeu a Moisés
ínstruçõ€s precisas quanto ao proje£o do santuário e seus ri[uais (veja cspe-
cialmente os capítulos 25 a 30 de
0 propósito d€ Dei[s ao instruir desse modo o Seu povo, era evidente-
mente impressioná-los com (1) Sua santidadc em contraste com a pccami-
nosidade de[es próprios, (2) Sua plena disposição em perdoar os pecados
do povo em rcsposta ao vcrdadeiro arrep€ndjmento c (3) Seu desejo -rea-
lizado por inrci.médio do Santo Espíri[o - de habitar nos "templos" indi-
vidu;`is e man[ê~los ]impos dc todo o pecado (1 Coríntios 6:19 e 20; Efé-
sios 2:21 e 22; A se 3:20 € 21
ma vez que nessa õFolíüffidãde~os israeli[as estavam vivendo como
nômades na península do Sinai, Deus disse que o santuário devcria ser
construído sob a forma de uma. tenda, ou "tabernáculo", de modo que pu~
desse ser desmonrado e removido sempre qu€ a congregação se deslocasse
de uma a outra parte. Suas dimensões eram de dez por trinta côvados (sen-
do que o côvado media em torno d€ 46 cen[íme[ros), e achava-se dividido
em dois compartimentos. 0 compartimento maior deveria ser conhecido
como "iEgʱa__nio'', e o compartimento menor, mais íntimo, scria o `;ɱ±-
jiÊ¥!ÍÊsi¥" Ou "§ginito_ fBS E§g±_±nc.tg_s:'. Duas cortinas ou véus sçr`viriam
como portas -sendo que a cor[ina mais in[erm era graciosamente borda-
da com figuras de anjos. 0 j:pá±ig" que circundava o santuário era delimi-
[ado igualmente por cortinas.
Deus especificou detalhadamente de que modo deveria ser mobiliado o
tabemáculo. V.imos empreender agora iim breve passeio -com Arão, o
sumo sacerdo[e. 0 primeiro itcm de mobília que ele nos mostrará, logo
depois que entrarmos no pátio do santuário, será o grande t|:±|±±±ikjiQÉQ.-
caustos", fabricado coin madeira e rccober[o de bronze. Depois dele, mais
¥fIÕTdo santuário, acharçmos a j:pia" de bronze, na qual se encontrava
água para a ]avagem cerimonial.
Depois qiie hoiivermos passado pela pia, Arão afastará a primeira corti-
na-porta, permitindo as`sim quc dcixemos dc ser atingidos pelo escaldante
sol do deserto e cntremos na reverente penumbra do lugar santo. Suave
fragrância sc dilui no ar. Uma delgada coluna dc fumaça ei.gue-se da quei-
ma do incemo que está colocado sobre o pcqueno e gracioso al[ar de ouro`'
que se cncon[ra exat<imente diante dc nós, à f`rcnte do segundo véu. Com
efeito, nós ma! conseguimos divisá-lo, à medida que nossa vista se acostu-
ma com o ambiente.
Nossaatenção'édesvíadaparaocas[içaldesLÊL[_~eJâ_p|2±a_squesecncon-
[ra à esquerda, próximo à parede do su[ do san[uário. Arão nos diz qiie o
m€smo é c.ons[ruído de ouro maciço, e que pelo menos algumas das lâm-
padas estão semprc ardendo. Agora, mais acostumados com o qu€ ocorre
no in[erior do san[uário, notamos que a luz do castiçal é refletida
165
Uma Nova Era Segundo as Profecias de DaT]iel
abundantemente pelas douradas estruturas que sustentam as paredes e teto
de tecido e couro. Por trás das estruturas de sustentação, acham-se depen-
duradas cortinas ricamente adornadas com figuras de anjos.
Próximo à parede norte do santuário, acha-se uma peça, também reco-
berta dc ouro, com o tamanho aproximado dc uma mesa de café. Arão nos
diz que esta é a `;p2ʧ±Ég±pÉç§+/±±jt±ç§Le.pçg:" ouEíE5ãês da proposição".
Doze pães achatados, um para cada tribo de lsrael, acham-se ali colocados,
sendo substituídos por páes frescos a cada sábado.
Sentimo-nos profundamente impressionados pela cxtraordinária arte
•aplicada ao véu interior; nesse momento Arão afasta o véu e nós entramos
"arca do concerto"
no lugar santíssimo. No centro do mesmo acha-se a
uma caixa de madeira toda revestida de ouro, a qual - segundo Arão nos
explica - contém em seu interior as duas tábuas de pedra sobr€ as quais
Deus escreveu com Seu próprio dedo os Dez Mandamentos. A tampa ou

::,bceardt:râed:uarr:aita=çt#r:?:smàa:aamd;a;:=gí:iÊ:Ê:i::,£çàz.i::àatã:,péufraá
ouro, encontram-se duas figuras de anjos, ou ::g±±ç[!±biE§::, que olham para
baixo, em direçáo ao propiciatório.
Na vida red, deixemos claro, jamais poderíamos efetivamente haver entra-
do no santuário. Somcnte aos sacerdotes era permitido entrar no lugar santo;
e somente o sumo sacerdote, uma vez ao ano, podia entrar no lugar santís*si-
mo. Assim, o que fizemos há pouco, somente foi possívcl em imaginação!
Depõis que os israelitas se estabeleceram na Palestina, o tabernáculo tor-
nou-se envelhecido e danificado. 0 rei Salomáo substituiu-o por um tem-
P o construído de pedras, em Jerusalém, no qual reproduziu a mesm
P anta do tabernáculo original. Foi esse templo de Salomão que o rei Na-
bucodonosor reduziu a pó, mais de trezentos anos mais tarde.
Após o exílio babilônico os judeus erigiram um segundo templo, no
mesmo local e segundo a mesma planta básica que o templo de Salomão.
Esse segundo templo não continha a arca, a qual não mais foi vista depois
do ataque decisivo de Nabucodonosor. No recinto desse templo estava, a
princípio, o altar que Antíoco Epifânio profanou em 168 a.C. Herodes, o
Grande - rei ao tempo em que Jesus nasceu - reconstruiu e embelezou de
tal forma esse segundo templo, que ele veio a ser conhecido como tcmplo
de Herodes. Jesus ensinou nas depcndências desse templo, o qual foi
destruído pelos romanos em 70 d.C.
*Normalmcnte, uma luz intcnsa, sobremtural - que rcprescntava a prcsença dc Deus - brilhava

entre os dois qucrubins. Nós cmpreendemos nossa visita imaginária cxatamente antes qiie os israeli[as
se deslocasscm de um acampamento para o próximo, no deserto, pois ncstcs in[ervalos a luz divina cra
temporariamente rcmovida a fim de pcrmitir a prcsença dos auxiliares dos sacerdotcs lcvíticos, no ser-

:Ç.ofí:mdicnsamd:nri::±:Í::::5::i:_É:soà:e2;:'|à_o2S,.|CÍ,s_:::enotr6fí:,;aÊ_|uíg;oÉo_tie3_rz:Í:_tJ:g_tdú|o=C_ei:t;%
£9.
166
Daníel s

DegsJ,i::::::::m¢ÉrÁ#mT::::::€::=doo:.ritouraid;r:ag:=í:ào:sr;FmTaerjíospg::
de economia agropecuária, o qual vivja cm íntimo contato com rebanhos
de bovinos, ovclhas e bodes. Eles simbolizavam a morte de Cristo € Seu
ministério celestial em favor do perdão de nossos pecados, valendo-se da
mortc sacrifical de anjmajs va]iosos c do serviço de dcdicados sacerdotes.
0 ritual básico consis[ia do oferecimento de um cordeiro a cada manhã

:Lf.ç:::nd,ec.fDft:da:ocredrof::.mdE:Íí:i::Í:Êâ,.fi:t:,per:par'docdpàuà:u.e.j:i':ar
do tabernáculo, e os sacerdotes achavam-sc sob a sagrada obrigação de ja-
mais pemitir que esse fogo se extinguisse. "Disse mais o Senhor a Moisés:
. . . Esta é a lci do holocausto: o holocausto ficará na lareira do altar toda a
noite até pela manhã, e nela se manterá aceso o fogo do altar .... 0 fogo
arderá continuamente sobre o altar; não se apagará. Levi'[íco 6:8 a 1
Posterjormente a tradi assou a afirmar
continuamente desde os dias de Moisé é cLue Nabucodonosor destrui
o templo em 586 a.C., .rçD.£ÊLse_n[ajidQumLueríodo de mais de oitocentos
de acordo com a cronolo ia bíblica.
0 sacrifício que era queimado dc forma contínua, muito ensinava aos
filhos de lsrael, acampados na imensidão do deserto. Em qualquer mo-
mento, quando qualquer pessoa sentia rcmorso em virtude de algum pe-
cado, uma rápida olhada cm díreção ao tabernáculo - ou, à noite, o chei
ro que dominava o ar - eram capazes de trazer á rcafirmação de que o sa-
crifício contínuo se achava operando em favor do perdão ao pecador. E o
fato de o sacrífi'cÍo ser assim contínuo, provia-lhe também a certeza de que
as demais fiinções básiéas do sacerdócio sc achavam igualmente em opera-
Ção, em seu favor. As lâmpadas ardiam dia e noite, sendo o brilho de sua
luz refletida pelas paredes do tabernáculo, rccobcrtas de ouro. Os pães
achavam-se em seus lugarcs, sobre a mesa da proposição. E o sumo sacer-
dote, pelo menos enquanto se achava no exercício de suas fiinções, trazia
sobre o peitoral o nome de todas as tribos da nação, conduzindo assim
simbolicam€nte bem próximo ao coração, e na prescnça de Deus, o nome
de todos os indivíduos que compunham o acampamento.
Mais tarde, quando os israelitas se estabeleceram em comunidades espa-
lhadas por toda a Palestina, e mais tarde aínda -quando sc espalharam por
todo o lmpério Romano - tornou-se impossível que todas as pessoas visi-
[assem o santuário a cada vcz que cometiam algum pecado, ou mesmo
uma vez ao ano. Mesmo no trajcto de Jerusalém - a partir de alguma rara
visita ao templo - até suas casas, as pessoas cstariam sujeitas a pccar nova-
mente, e poderia ser-lhes impossi'vel retornar ao altár. Mas o adorador le-
vava consígo o conforto de saber ciue os servicos do temDlo eram
continuamente executados em seu favor.
Uhià Nbva Era Segundo as Profecías de Daníel

em-I
Ez`r o CoH4Ícz.ro c/c Dcz/J. Era um cordeiro o animal oferecido duas vezcs
ao dlãiTri--o Nõvó Tésta=mcnto, Jesus é freqüentemente identificado como
Cordeiro, a cxemplo do que ocorrc _S._Pedrii2. No
livro de Apocalípse, Jesus é identifi vintc c nove vezes como
ro. No Antigo Testamento, Isaías 53 fàla do "cordciro... lcvado ao mata-
douro", e Atos 8:32 a 35, cm o Novo Testamen[o, aplica cssa declaração a
csus. Em Paulo alude ao cordeiro cspecialmente sacrifica-
do poriJõã5Íãõ SC0a' ou "cordeiro pascal", dizendo quc "Cristo, nos-
so Cordeiro pascal, foi imolado».
Deus não limitou os sacrifícios aos cordeiros. Para alguns eventos
Ele estabclcceu carnciros, touros, bczerros, cabritos, e até mesmo pom
bos c rolas. Por vezes uma "oferta de manjares» cra especificada, como

:a:rELÊÍí;Íf%ÉÍÍÊÉiá,Tgc::omap::c:,uaen,uemc.anná:ztae.raa:í:ed:ifoo,caobT.
náculo e, enquanto permanecia em pé junto à entrada ou ao lado do
altar, colocava as mãos sobrc a cabeça do animal e pessoalmente o sa-
CE:Gã'ucd&Voaãc:%ãu[¥=sstt:Ue=ae=::]cCo°ret={e:ggãd°epqruóep£°oP:C%:e°cr.Laq,U%aarcarí=

SuaA:X:jfoç£";#eadortrmferiasimbolicamen-

i;oo##er,íp:r:i=;-r":E:b,sa:1|:a::::náge:¥r:'o?:#e?,?b:i#;;ítzvíafi:s:E

f:Í:.L#ffià#Tg.oÉOÉírampsoig;oti:`Í-àécpa±T±fis=#aiosv-r-ri-
atista viu a êrirpcl a primeira vez, dirigiu-se às multi-
dõcs que se haviam reunido para ouvir sua prcgação, nos seguintes termos:
"FÁs o Cp[de:iro de De;us que tira o pecado do mundo."
oão 1:29. Anos
mais tarde, Pedro escreveu cm sua primeira epi'stola: " ãrregan o emcs-
mo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados." I S. Pedro 2:24t

n.f|*nr:iàácdaqT|etioo?rqóupcri:n¥#:jres::r£|ãL=:ss¥._¥T=m¥:
te. Cada um de nós podc dizer: "Se Cristo morreu como o meu substitu-
[o a fim de carregar meus pecados, então é minha a responsabilidadc por
Sua morte. Fui eu que crucifiquei a Cristo."

• Por culpa do meu pccado os cravos penetraram


Em Sua carne quando 0 crucificaram."

Evidentemente, o. ãnimal sacrificado mor77.4L Cada animal que morria


diariamentc em todós os rituais praticados, depunha a vida a fim de ensi-
168
Daníel 8

#::£:::eoc:aed::ee;:jf;a::fea:a:eàuáre:`:.ssã;;leo:a:d:oepce:c:s:aàéeÊ,?r:,e:tj;Êg
Custa algo a Deus perdoar-nos os pecados. Deus "não poupou a Seu pró-
prio Filho, antes por [odos nós 0 entregou" Romanos 8:32. "Deus amou
oJEu|*:t::La#g?1i|:Z%"qeà:":erueqFilehr_,auqnjge:s,tso;ce¥Éos
exccutassem certa variedade dc riuais, pela simples razáo dc que j2£±±±±±p±a
cerimôniaj§g±±4asÉELaçÊPÊzd.cj!±±SɱÊ;aradequadamentÊjg±.aíEEÉE
`nosào~Cor-
5FãgÊHTET=ri=po~F=mÉiçFdcri=
±a-eifõ-qüãH-tõ
servir tanto como
c~omo riosso Surio Sácerdote, uma vez que Ele retornou à

vida após a ressurreição. Nenhum cordeiro, ou touro, ou bode poderia


ílustrar a ressurreição! Portanto, era nccessário que houvesse um animal f
um sacerdote humano, e os animajs eram usados de diferentes modos em
difercntcs ocasiões.
Como parte dessa variedade de si'mbolos, por vezes o sacrifício cra quei-
mado fora do acampamento, e não no altar de sacrifícios do santuário. Eh-
breus 13:12 e 13 nos faz lembrar que "Jesus, para santificar o povo, pelo
Proprlo sangue, sofreu fora da porta". 0 Calvário, onde Jesus morreu
achava-se situado fora dos muros de JerusaJém. Sendo um local habitual
de exccução de críminosos, constituía um lugar de opróbrio ~ simboliza-
va, assim, o opróbrio que por vezes a pessoa tem de suportar pelo fato de
seguir a Jesus como verdadeiro discípulo. Os jovens universitários cristãos

à-===``
bem sabem o que representa o opróbrio. 0 mesmo acontece com esposos,
esposas e amlgos lntlmos ql em detcrmin
mais de perto o seu Senhor.
momcnto decidem seguir
ebreus 13:13 OS estimuia: "±oris2

rituais pratica-
dos, a]guma porção do sangue de cada sacrificio ofertado pelo pecado ti-

:T:aÉ#fiice:;Etàoes:esu:aiãí:,p#adf:dâ`i:d;i:à:`d:oootre:ãíte:
e o aspergia sobre o a]tar de ouro do lugar santo e no piso que ficava djan-
te da cortina interna. Ao assim proceder, ele regis[rava no lugar santo o ícz/
p"#rcí"õf:J#vi€*f'"pÍ£eLc!anEÊ:í:i:gáÉÊÍ£.sangucd-odosossa-
crifícios ser aspergido no lugar san[o; portanto, quando pessoas comuns
pecavam e [raziam seus sacrificios, a instrução de Deus cra que o sacerdo-
te aspergisse parte do sangue do animal no altar maior que se achava no
pátio. Depois disso o saccrdote deveria cozinhar parte do animal c comê-
lo. Dessa forma, o sacerdote - à semelhança de Jesus - e apenas em senti-
do simbólico, naturalmcn[e -carregava sobre si a "iniqüidade da congre-
169
Uma Nova Era Segundo as Profeci-as de Daníel

P~##o#aEri#ff#^
gaçáo" Levítico 10:17. Quando, cm ocasião posterior, o sacerdo[e nova-
mente oíêEEaTa sacritiEio por si próprio, carregava para dentro do lugar san-
to o sangue que representava os pecados do povo e os seus próprios peca-
d__cg±ÊÊ942ç9K
EünEE

o perdão ou "expiação"
não se tornava uma realidade scm que o sangue fosse 4brrz7#z4c/o c 4P//.ctz-

g:rr`;::ammg:::aã`eara::tuoeÉ:.sac:g::fi?.::nteá,:e.:::sã::"p#ÊÊ:Í::*§ãtç-
nha de ser aplicado a um dos altares por algum dos sacerdotes, de modo
que se tornasse completo o ritual simbólico. Em alguns casos, 4pc#úzJ a
aplicação do sangue é mencionada, como em
Muitos cristãos passam por alto esse fato. E am Com cloqüência do
a[o dc sajva.Ção na cruz e acerca do sangue que Jcsus derramou nesse local,
mas param nesse ponto e não mencionam que cm certo sentido Jesus te-
'

#;uT:b:e::ro:ge,oã`;i::raát:s:T:ãa:m:uq:je:;;:i::aac:o::offiâ:;nt.:,s;s:o;:c;.:ieas!1oa:1b=
prover-nos
"foi entreguea justificação pela
por causa das fé. Roman
nossas
entretanto, diz que Ele
nsgiessoe,s, e ressuscitou ijorcdu§d dd
nos5a,justifica,Ção Romanos 5: 1 que "se nós, quando inimigos, fomos
reconciliad OS Com lante a morte do Seu Filho, muito mais cs-
tando já. reconcilia s, seiemos §aluos ijela Sua uidÀ'
Hebreus 9:1 iz que Ele "pelo Seu próprio sangue, entrou no Santo
dos antos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção".
Compreendemos, dessa forma, que o ministério sumo sacerdotal de
Cristo no santuário celestial é tão essencial à nossa salvação quanto o foi
Sua morte na cruz.
De fato, perguntar quaJ desses eventos é mais importante à nossa salva-
Ção - a morte de Cristo na cruz ou o Seu ministério vivo no santuário ce-
lestial -é mais ou menos como perguntar: "0 que é mais importante pai.a
o avião a jato: a turbina ou as asas?" Turbinas e asas são ambas importan-
tes em diferentes sentidos, mas ambas são absoluta, .fimdamental e irrepa-
ravelmente essenciais.
Tão essencial quanto a mortc de Cristo, é o Seu ministério contínuo -
o Seu fz77z#-exercido no Céu.
4 í#pc#.orícá¢c# c/o tamid c# Crí.ífo. Embora o simbolismo do ministério
levítico providenciasse rica afirmação e lições espirituais, ele não possuía
qualquer valor em si mesmo. Em outros tcrmos, "é impossível que sangue
deÉo:::àeq::::,dv:oráemfiveabrpeeu=gsot;':e¥SÊ:::::É£Íái,dadedecr,sto.D,z

o livro que Jesus é melhor que qualquer sacerdotc do Antigo Testamento.


170
Daniel s
Hebreus 7:11 a 16. Jesus é melhor que Moísés., através de quem Deus re-
vTêffiõ=-rií~ffi-]a-õ--ãmigosantuário. Hebreus 3/ E Ele é_süperior a.os anjos
quc nos assistem na obra de salvat _EHrcuL Jesus -ofercce melhores
promessas, um melhor conccrto e uma csperança melhor. Hebre
Z;J2. Ele oficja em um [abernáculo de melhor qualidade.
EFofereceu um sacrifi'cio incomensuravelmeiite supcri`or. acri cio e
oferta não quiseste", disse Ele ao Pai quando assumiu a natureza humana,
"antes corpo Me formas[e."

Pelo fato de o sacrifício initamentc supcrior à morte de touros e

!#,m:fdr-[oer:`:`eJ=:àc,'o,"g:'e'É.e#:¥#:::ã:âÊÍÉ¥i:nmfií=veà:
. . . Agora, porém, Se. . . manifestou uma vez por todas, para aniquilar pelo
sacrifício de Si mesmo o pecado. E assjm como aos homens está ordenado
morrerem uma só vez, e depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo
Se oferccido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparece-
rá scgunda vez, sem pecado, aos que 0 aguardam para a salvação." q`
Pelo fato de Cris[o não haver morrido novamente, tanto por repetição
de Seu sacrificio, como por idade avançada, S€u sacerdócio é marcado por
uma incomensurável superioridade do ponto de vista de sua continuidade.
Se retrocedermos aJgumas páginas na Bíblia, vcremos que os sacerdotes an-
tigos existiam "em maior número, porque são impedidos pela morte de
continuar; Este, no entanto, porque conrinua para sempre, tem o Seu sa-
cerf:rcti=it:,uJtávuesl,,;É:##amcntetodosquantosvãoaDe"
por meio dEle. Uma vez que viverá eternamente, estará sempre ali para
lembrar a Deus que Ele já pagou os pecados delcs com o Seu sangue".j±ÊÉ

£::gí£;an::|T:so.gofi::::ndce€rpt:pt::£:::::£:Í3=É3:pÍ:;:=Í::ÍÍ:ÊidÊ-
ioenÁet:gâdTá:,,£:Sn:o?:á|ÇàíydeáadãÊ£:::ÊÊÍííkr¥.pÊ::-:.:cvee.:.fffi:i=
tificado pela morte de Cristo m cruz, e é administrado como um aspecto
essencial do contínuo sacerdócio de Cristo.
jeremias e Ezequiel, prof€[as contemporâneos de Daniel, escrevcram di-
versas vezes acerca do novo concerto. Eles mostraram que o mesmo ofere-
cia três dons ou presentes de inestimável va]or:.(1) Derdão de todos os De-
cados, (2) i)oder para viver uma nova vida eJ3J DalEIElõãõãõFQ córp-Ô
hémbios i 11e constltul o Dovo ÕTv'Õ--é-iiEõmiaó ae_DÊüs.. Eri cêità-o-Ê]-oTt-üriída-
dt=;Éíi-e=qáiã-ê*--Ffe`s-s-õiràiúE3tãõ--niãs-ãêEgüíriTtêãiãíriios:
171
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
(1.) Então aspergirei água pura sobre vós,
e ficarejs purificados;
de todas as vossas imundícias. . . vos purificarei.
(2) Dar-vos-ci coração novo,
e porei dentro em vós espírito novo. . .
(3) Vós sereis o Meu povo,
c Eu sereí o vosso Dcus.
Ezequiel 36:25 a 28.

Jcremias arranjou os mcsmos elementos da scguinte maneira:

(2) Na men[e lhes imprimirei as Minhas leis,


também no coração Hias inscreverei;
(3) Eu screi o seu Deus,
e eles serão o Meu povo ....
(1) Pois perdoarei as suas iniqüidadcs,
c dos seus pecados jamais Me lembrarei.
E-ÊE]H
A promessa de novos corações, com a lei de Dcus sobíe eles escri[a, faz-
nos lembrar que Jcsus rcsumiu os Dez Mandamentos como sendo o amor
a Deus de todo o nosso coração e o amor ao próximo (seja ele bom, seja
cleQmua=)d=3:uas:âssFeãemâ:.ev£aeào#=::::::::r#éúnãosepostaa
nosso lado arrogantemen[e, despachando ordens como Se fosse um sargen-
to comandando recru[as. Ele Se propõe a 4b7.~72oJ essa espécie de amor.
Deus am de modo todo-abrangente!
E semprc que sentirmos o amor de Deus movimentar-se dentro de nós,
ser-nos-á muito mais fácil tratarmos honestamente os nossos emprcgados,
ou proceder corretamente com os nossos competidores, dedicar honra aos
nossos progenitores e nos relacionarmos de modo fiel com o nosso cônju-
ge! Quando ámamos a Deus em virtude de Ele inspirar-nos com a Sua es-
pécie de amor, ó*Jç7.Ázw7wr crguer-Lhe as nossas preces e apreciaremos ler e
conversar a Seu respcito. AJmejaremos também obscrvar o Seu `santo sába-
do, pois cste é o Sf# dia ~ uma ocasião cspecial para desenvolvermos um
relacionamento compensador com iim Amigo tão íntimo quan[o Ele.
Constitui parte vital do /#m7.dde Cris[o modificar-nos, partindo do i'n-
timo e prosseguindo em direção ao exterior. Ajudar-nos a dcsenvolver
amor por aquilo que é bom para nós, c auxiliar-nos a amar as pessoas que
nos tratam mal. Desenvolvcr-nos a ponto de chegarmos a ser a cspécie dc
cristão que Ele próprjo foi quando viveu na Terra.
Q±amid .éág f)Á#2áç/ & A n±±i!±iplÊ£±±p.siigrid:+±±Ê±.q__ITiipj±±£=ip_çg±±íP.±±P
172
Daniel 8

_q:±:i:::=±drae:-à-fiÉ.:±::::do=p-:':'Íd¥ómaspí.:?eorlou:'s4ó#.dánDd¥;_
±Q para a_ fé viviaLPortanto, pelo fato de termos "a Jesus, o Filho de Deus,
como grande sumo sacerdote quc pene[rou os Céus, conscrvemos firmes a
nossa confissão .... Achcguemo-nos. . . confiadamente junto ao trono da
graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro €m
oca3ião oportuna». Hebreusɱ±É a 16.
E triste consta[ar =q-úe àiguJis dõ57üaeus -talvez a maioria deles nos dias
de Cris[o - imaginavam que seus rituais lev{ticos eram o vercladeiro /#mz.4
a expressão última do profiindo envolvimen[o divino nos interesses c nc-
cessidades dos pecadores. Eles não conseguiram olhar para além do símbo-
1o, vendo a realidade. Não con.seguiram discernir que o cordeiro era ape-
nas uma sombra do Cordeiro de Deus.
Mais triste ainda é imaginar que alguém possa supor que o ritual do An-
tigo Tes[amento era, em si próprio, o fzz772z.Jacerca do quaJ Deus falou na
grande profecia de Daniel 8. Indubi[avelmen[e o /zz7#j.d do Antigo Testa-
mento era impor[aíifeT5ãíã-Deus. Foi Ele quem o instituiu, e era de Seu
conhecimento que Antíoco Epifânio o interromperia duran[e curto espa-
Ço de tempo, e que o lmpério Romano con[ribuiria para a sua cessação.
Contudo, à semelhança dos metais, bestas e chifres das profecias de Da-
`..

i::ri#it:isí:r.Tsnes;:a::,á::íà;àl:sét:Íí,su:-nr:`:n-;iíl;:fsd:::ooons:ínn:u;í
sos pecados e provê poder para que vivamos em novidade de vida, cum-
prindo assim em nós as promessas do novo concerto.
No alpendre dos fundos de uma casa, num desolado amanhecer ocor-
rido cerca de dezenovc séculos ó/cpo/.J que os romanos haviam reduzido a
cinzas o templo de Hcrodes, foram o co/2fz'##o sacerdócio celestial de
Cristo e as gloriosas pa]avras de Seu novo concerto que confortaram o
meu amigo Eduardo,

IV. 0 Ministério de Cristo é Obscurecido

Em algum ponto anterior (pág. 161), perguntamo-nos se de alguma


forina Roma Cr7.íÁá intcrferiu no ministério contínuo -o Í4773z'/-de Jesus
Cris[o no santuário celestial.
Visando obter um resposta a essa questão, reportemo-nos às decisões
doutrinárias do memorável Concílio de Trento. 0 Concílio de Trento

ffiffifi:
(1545 a 1563) foi convocado para tratar especificamente do problcma da
por Martinho Lu[ero. Esse concílio resultou numa con-
siderável variedade de reformas eclesiásticas e é considerado como elemen-
to decisivo da Contra-reforma católica. Todavia, após €xaiistivos debates,
173
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
foi votado pelo concílio manter intatos 7#úzr€ Joó/oí oí c#j`z.7?#77zé'72fc}í Íxzzc/z.-
ciondi5 dft cri§tdndÁide medieudl.
As decisões doutrínárjas do Concílio de Trento acham-se incorporadas

:eo£E:|?=l::,ç#:idEo,:omac::z.íT,uoede:tir:ant,eoc,lse=:oanctt
mos nele uma forma conveniente de acesso aos ensinos tradicionais da
lgreja Católica. 0 estudo do referido catecjsmo pode, pois, ajudar-nos a
encontrar a resposta à pcrgunta que formulamos acima.
Os protestantes que [omarem em suas mãos um Catecismo de Baltimo-
re pela primeira vez, sentirão surpresa ao cons[atar inicialmente a existên-
cia de parágrafos importantes, nos quais são dcscritas doutrinas cristãs que
seus vizinhos católicos vêcm com os mesmos olhos que eles, os protestan-
tes. Eles também poderão descobrir doutrinas em r,elação às quais alguns
cris[ãos têm levantado objeções desde muito antes da própria Reforma.
Aos cristãos do décimo quinto século (por exemplo), era ensinado que,
se desejassem obter perdão de pecados mortais - e exemplos de pecados
mortaís poderiam ser o assassinato ou o ato dc ficar em casa no horário da
missa - tais pecados dcveriam ser confessados a um sacerdote autorizado,
normalmcnte junto ao confessionário, e que os pecadores teriam de cum-
prír todos os atos de penitência que lhes fossem dcsignados após a confis-
úçLO. -cateci§mo dc Bal_tirpore, 84 e 408.
urante a Ceia do Senhor

â:;n:::%::Í::i:';.dpoopcã::o£riuemdae%:i:::l,ç:Çeãà,u:u.:`t-i:Êã:::Ê::ã::iÊÊ£;'s,.,t:i-
bebf.r o vinho assim como comem o pão, uma vez que o corpo c o sangue

::ocsrjs:oe;`#:Ê?Ê=::ÊÍ:::Í:ãE:::::i:-c=a±*âp€a±.Ê-¥¥i±:
;[ʱlÉzadQ_n±ÊL£=±±z:', ajnda que nâ míssa nào exista dor e -Eíffia 0 San8ue
ã±F=ohtre preéente - o sacrifício é ``sem sangue". - C¢£ccz.íu77m
r _ _ _ --
d_e_._B!±±Í_more,i±s!€±es_.3_5_O,35_5!L33§Qslfi2+
iiEiETÉii érá ensinado quc, por ocasião da morte de
pecadores impenitentes, Deus os manda para o jEÉELo, onde deveráo ar-
der para todo o sempre em companhia dos demônios. Até mesmo os pe-
cadores arrependidos são mandados por Deus para um lugar chamado
a fm de ali sofrerem durante períodos não conhecidos - em-
ora por vezes bastantc extensos - naquilo que seria iima prcparação para
oL£Í!Lu.àfí£s:,asjgíí±ÍͱɱspÊ12S!ÍÍ:Íg±ggíÊimiÊro±IÊÊiɱ:J::glf±::2j±Ê±L-
=Ê:S±±±±:É=°n=9,E±±±8a±9±±9}99±+±±Ê.
tõç.=Caíí=m:TJé-Bó!:£jÉmÉje,-sc
sÉmEÊÊEEÍÊE±
184 e 18
EE==eu==-
Aessiêriíiê5TTmõ3--cfist-ãós-êr-á que o papa é a "cabeça
suprem" da igreja, investido - na qualidade de vigário de Cristo e suces-
sor de Pedro -de plena autoridade para governar sobre a igreja à semelhan-
174
Daniel 8

Ça de um rei. -.C4fcü.J7m7 c/£4g±/.fz.¢_?#p §_e_c_ões 137, 14§j|62


cs-sas doütrinas, ago-
rsistiram na lgreja Católica
até anos bem recentes. Desde o Concílio Vatjcano 11 1962 a 1 entre-
tanto, milharcs de católicos o se essas crenças
sãoverdadeiras.Ocontrovcrtido£4€±_m:zgj±o±4z__#=4iéJconcluiuquepelomc-
nos algumas delas não eram verdadeiras. Em suas páginas, o purgatório apa-
rece ma;s como uma experiência do que um lugar específico, e o [empo que
supostamente uma alma devc passar no purgatório é em alguns casos redu-
zido a não mais que "meses".]4 0 jnfemo, nesse mesmo livro, não mais arde
com chamas litcrais, mas apenas com o `:éʧmaiQ" ante o reconhccimento
da "total perversão" da pessoa, e com o "!ÊLmgLrsg__íntimLg." experimentado
por um rebelde obstinado em presença doiErioTilaTõ-r--dãTamo'rdeDeus".'5
Ao ]er€m a Bíblia -conforme a lgreja agora os estimula a faz€r - muitos
católicos estão constatando que cm partc alguma a Bíblia afirma que a mis-
sa pode oferecer beneflcio para as almas que se acham no purgatório; na
verdade, cstão descobrindo que a Bíblia em parte alguma sequer mcnciona

3í£#ag:tfáieoriá=pco.u::eJ:iadçg;f;ffl(±é:=;i:`sa:::8)uema"ÍÊ::iã:i£riâ
a]go a ser comido, e não oferecido; além do mais, a eucaristia deve ser re-
partida à "mesa do Senhor" (I_CQríntios lQ:+|), e nunca sobre o altar.
Os católicos estão descobrindo que em parte alguma a Bíblia nos` diz
que devemos confessar nossos pecados a um sacerdote. Ela diz apenas que

#::í;s.sta:ri:n:::dsÉ;:p:::ã:oj:es:a:bnfao:r;::Éefis;t,í#!:
g;ÊÊíiti„::a:ap:eu,cdoadr:qnu.esraqduvee.rteeci:::,:::g:tr:;:`#.ss5:Ê
mos em orações repetitivas. S. Mateus 6:
Os católicos também es[: queaBíbliaafirmaque`:CL±is±g

áagr,C#aÉa#:(±g:Í#ÊÊ:'.E;ea;:oééaa:aebneaçsaudmaaigr:,ac,á:¥m¥
mo a sua cabeça visível.
0 Prof. MCKenzie, nosso amigo jesuíta da Univcrsidade de Notre Dame
(veja a pág. 128), impassivelmente reconhece que ao justíficar os seus ensi-
"não. . . diz
namentos oficiais accrca da autoridade do papa, a lgreja Católica
#mpQdãáencontrare_m <(
ocier em outros termos OuLqiue EmH"mHEFEEEErimEmüEHriHEÍ"E#mEm[EmHÍEüÍ
E§§_±±±pL_s_tqncTalmenteidênricos[aoofíçipp±p£±|L ou até mesmo que se pos-
sa provar, historicamente, que o papa r€almente é o sucessor de Pedro."
Tendo em vista que o "Novo Testamento é tão explícito acerca do pão
e do vinho", c em virtude do fato de que o uso de ambos -pão e vinho -
175
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
por parte dos leigos "foi certamente a prática antigamente efetuada", o
Prof. MCKenzie diz também que "é uma questão óbvia. . . por que os cató-
licos romanos não rccebem a comunhão sob ambas as modalidades". Ele
admite obliquamente quc, se o uso do vinho fosse rcstaurado no ato de
adoração dos católicos, "nenhum católico romano que conhecc algo da
história da igreja poderia scntir-se intciramentc confortável se a lgreja Ro-
mana adotasse uma prática litúrgica em virtude da qual João Huss foi
queimado em Constança»; mas ele prossegue observando que no presente

¥gns;Éej#ÉTÍo¥ig¥gã#adãoaa,#eh¥o.'a:j
em várias maneiras, tais como ao impedir o uso do vinho e ao queimar
João Huss, torna-se especialmente perturbadora para os católicos romanos,
pois a sua igreja ensina que:

É inimaginável quc uma instituição estabelecida por Deus para a salvação


das almas, possa conduzir os homens ao erro e afastá-los de Dcus. Se a lgreja
pudessc crrar - c o fizessc - cm assuntos de fé ou moral, ela não seria um en-
sinador verdadeiro; cla fracassaria no minis[ério dc santificação que lhe é ou-
torgado, c não conduziria os homens à salvação, antes seria rcsponsável pcla sua
conde"¢ao.`-Ççg±±±j±P±P±±g:±±±±±±£±!±Ír!2=±±±ff±:±lí%

Os católicos crêem em muitas coisas quc não se acham baseadas na Bíblia,


sob a simples suposição de que a igreja lhes está ensinando, e a igreja não pode
errar. Mas. . . suponhamos que a igreja possa estar errada -o que acontecerá?
Virtua]mente todos os cristãos não-católicos do mundo oferecem o vi-
nho aos leigos. A própria lgreja Católica também o fez, até aproximada-
mente a altura do décimo segundo século, e agora está cogitando fazê-1o

::=::::;aun=a:vfi=:=e|:::sddais,sgc;e`,`ap:Ê;jf:!:::ÍÊ:"a(íj#ÊEÊ::EÊã:ÊZAé
pessoas durante tanto tempo? Não foi um erro da igreja queimar João
Huss pelo fato dc ele haver servido o vinho a seus seguidores?
Uma vez que a lgreja Católica pode haver errado no tocante à questão
do vinho, é possível imaginarmos que durantc a missa o pão não se trans-
forma no corpo de Cristo? Não [cria a igreja crrado ao efetivamen[e quei-
mar os scguidores dc Wycliffe pelo fato de eles insistirem em que o pão não
sofria uma tal transformação? Ainda nos dias dc hoje, estariam os católicos
em erro ao orarcm e erguercm hinos à "hóstia reservada" (o pão consagra-
do que é deixado à parte) em seu tabernáculo dourado, pendentc no in[e-
rior da igrcja? Será que eles estão adorando, dc modo não premeditado,
um pedaço de pão consagrado.?
Se a igreja é capaz de errar, não teria sido o caso de cla haver cometido
erro grave ao ma[ar.os luteranos que insistiam -entrc outras coisas -que não
176
Daniel s
era necessário confessar os pecados a um sacerdote ou praticar penitências?
Achava-se a igreja cm erro ao proibir ao povo a guarda do sétimo dia da
semana -o verdadeiro sábado dos Dez Mandamentos - dizendo que €m seu
lugar as pessoas deveriam observar o domingo, o primeiro dia da semana?
Pode alguém admirar-sc dc que os católicos estejam hoje enfrentando
decisões dolorosas? Podcria alguém admirar-se de que muitos deles se es-
tão afastando dc toda e qualquer religião ou que não poucos dentre as suas
fileiras se estejam tornando protcstantcs?
Quando os católicos se tornam protestantcs sob estas circunstâncias de in-
tensa pesquisa, não é dc admirar quc elcs freqüentemente se tornem protestan-
[es muito majs dedicados do que aqueles que nasceram cm lares protes[an[es.
-- 5 protestantcs não necessitam ima-
g,-#ãd#,-= TOS Por Vczes Se mancomunavam
com os demônios a fim dc cstabcleccr deliberadamente doutrinas que não
encon[ravam apoio nas Sagradas Escrituras. As tradições da igreja cris[ã
medieval podem antes ser vistas como tendo evolui'do de um punhado de
motivos pcrfeitamente defensáveis.
Já observamos em ponto an[crior (págs.135 e 139) que muitos cristãos
do segundo século abandonaram o sábado bíblico pelo fato de os judcus o

feacveerr:=oÍ:emNoarç:dmca:odde:e;£vue,,Và:aioo'r:cP:rr::seu:r:ioçFoindgeocprai::.ã:aofe-
.4±Í±Éiíão±e4Iiegs±±=Ê!ÉgíLç5££SÍ::ÊTpgíÊr±:±la±Ê!É=±:±Êʱ!g:d_í-
se`n=voi=en=o[ércerro`s?clHÕ;E-é rúiriodêiiiliEihbfõTs
aó-ú'ftãriãã-ftiõÉiêE§êjíüiçãõprcj=
riõ-V-idái5eToiffii)elãdõf-Ümgrupodcbisposextreriame-nte-est;itos
(os novatianistas) insistiam em que os apóstatas haviam pecado de modo
tão mortal, que jamais podcriam ser pcrdoados. Outros bispos, entretanto,
ofereceram o perdão a qualquer apóstata que se confessassc a cles, pretcn-
dendo com isto demonstrar que Deus perdoa a todo pecador contrito.

coágÊ3Í;Ê:iâ"da€m£bí:í:i:n:ruoed:zi::ssn::snoãuoToe:s:àepr::s::e,:::::-,
mente os seus pecados mortais. A princípio, a peni[ência consistia cm se
permanecer visivelmente em pé do lado de fora da igreja nos horários de
reunião durante certo número de anos, e depois mais algum número de
anos no interior da igreja, e assim por diante. Quando penitências tão
drásticas Se demonstraram contraproducentes e as pessoas comcçaram a
arrazoar que elas cstavam rccebendo igual condcnação por crros de dife-
rcntes proporções, opções menos on€rosas passaram a ser oferecidas, tais
amento
__ _
em dínheiro
_ =_ _-_ _ _
ou participação militar a serviço das cruza-
iê=teiH:FOTmmotivoadicionalseencontravaemopera-
esse
ção.9S±LPEQ¥ÊR±_P¥S_da±!ÊndLadeLP±o_eí±d±±±gê±£iasjj2ggT£riasff
usadõ.nã ç D_o_pitas igrejas para a gior]a cie i/eu_s.`
177
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
Quando o vinho da Comunhão passou a ser visto como o "sangue de Deus",
por volta do décimo segundo sécu]o, os sacerdotes deixaram de servi-lo aos lei-
gos com base no cxcelente motivo de não desejanem contemplar cventualmen-
te o sacrilégio de alguém que acidentalmente viessc a derramar Deus no piso.
No décimo terceiro século os oficiais da lnauisicão DaD±, ao entregar os
hereges às mãos do Estado a fim de serem qiEiíriãaõÉTiBHprocediam sob
a alegação de que praticavam um ato de misericórdia, pois Se os pecadores
sofressem durantc curto espaço de tempo nas chamas, aqui nesta vida, se-
riam poupados dc soffimentos muito piores nas chamas do infemo.
Tradições duvidosas pocZ#7z desenvolver-se a partir dc motivos dcfensá-
veis. Jesus reconheceu plenamente a possibilidade de se praticar o mal a
partir dc bons motivos, ao dizcr: "|]Ép a hEgp C_m q!)eJQég P_g±±ç |:QS jE|±
.t±r, J±aEl çQLm i§P tributar cu_ltóDÇuiTTSÊEEfp_quÊmsÉna=
igiosos, Jesus tam m s ientou certa vez, de
modo assustador e com certo [raço de ironia na voz: "Jeitosamente rejei-

:àiss;:;.reé:iioá:ffT=u#aaLguflTtí,mLd:isaa:Lri:ap:óá:i:.trÊ#fdoe.à,i#Ê:
a=Ção que é baseada apenas na autoridade humana, como sendo "vã"
ou sem qualquer utilidade. S. Marcos 7:7.
ão no níuel mdis Ií5ÉÜEi que sejam as qualidades dos en-
sinamentos o e uma igre/a, cxiste habitualmente uma considerável
distância entre aquilo que os teólogos escrevem e aquilo que os pastores c
o povo crêem e praticam. Existe porven[ura evidência de que Roma Cris-
tã, durante a ldade Média, efctivamente separou os mcmbros da igreja do
contínuo ministério sacerdotal, do fzzmz./de Jcsus Cristo no santuário ce-
lestial? Porventura a igrcja rcalmente obscureceu a verdade acerca de Seu
perdão e acerca dc Seu desejo -por intcrmédio do Espírito Santo -de ha-
bitar vitoriosamente em nosso coração por meio da fé?
0 fato triste a destacar é que em muitos púlpitos medievais o evange-
lho de Jesus Cristo dificilmente era pregado; de fato, parece que raramen-
t.e havia sermões sobre qualquer assunto. Foi considerada uma medida re-

¥É_E±
£2im_ató±i± .o ajio io A=çÊbispo Peckham, e_mJ2iL±o£=±±PÊ4Êir_gLuC_L£Ê±±S
mLEoS:qg±±a±±P]!Êzç;zesi2pr±pg!"Equandoossa-
cTEfaatêremalgumaolã5Tão-pr-eg`aT7ãri;su-à;-mÉnsalEriTstendiamaconsis-
tir de histórias de milagrcs fantásticos e de chocantcs ilustrações dos sete
pecados mortais. A conseqüência mtural de scmelhante procedimento era
que o povo preferia ficar do lado externo da igreja durante o scrmão, re-
tornâ'ndo ao interior apenas a tempo de participar da consagração do pão
durante a cerimônia da missa. Se porventura permaneciam no interior da
igreja durante o sermáo, com muita freqüência agiam indiferentemente ou
gracejavam uns com os outros. Por vezes jogavam xadrez.]9
Com o povo sendo privado, em larga extcnsão, da verdade acerca de Je-
178
Daniel 8
sus Cristo, não é de admirar que durante a ldade Média os Í2s±'
itinerantes desfrutassem de grande sucesso - e es-
cândalos. 0 "perdoador" era uma espécie dc monge oú frade que recebera
autorização especial do papa a fim de ouvir confissão e perdoar, em troca
de uma taxa financeira. Efetivamente, os perdoadores andavam à caça de
confissão;2° e pelo fato de terem a permissão de mant€r consigo partc da

ia=oa:::r:fa|aav|t::`:r:cep::,T|`á:ã:,c:eu|:`aa=e::::a8%:froõaerspeesasdouT,eqr::g
apreciavam mui[íss;mo, mas as pessoas mais compenetradas viam as coisas
sob oii[ro ângulo. Mais de um século antes do nascimen[o dc Lutero,
Geoffrey Chaucer, William Langland e João Wycliffc denunciaram estes
perdoadores itinerantes como sendo o oposto da verdadeira religião. Lan-
gland, em P/.c# f}/oww4Í#, descreve-os como "grandes vadios" que enxa-

-#Íít:i:d:u::_#
meavam sobre a terra, com seus ventres e mochilas cheios, ouvindo confis-
sões e perdoando qualquer pecador em troca de certo preço.2[

pito deste último. Perdendo a disputa, o perdoador, poderia de qualquer


maneira, dirigir-se aos fiindos da igreja e "pregar", anunciando suas indul-
gências a baixo preço, e destruindo assim os serviços de adoração.
Mas, se o povo era deixado sein alimento espiritual pela pregação do sa-
cerdote local, e cnganado pelo vcndedor de indulgências que com€rcializa-
va a graça, era igualmente levado a erro pela prática da missa.

AJ,omsuarc:rudroatveadirgig,á-:cpaâafvur:sd:mdoid::aáóaridoésyooàvhi:cfdo:oÊtãu::dpoov£::

F:j'd`ú`z#
zia soar seu pequeno sino e pronunciava a frase mís[Íca: "Hoc cst cor
/(<tl , t , ', T . \
o povo cria quel5i
quanto a virgem Maria 0 trou-
xera à luz cm Belém da Judéia. Para as almas cristãs excepcionalmcnte pie-
dosas, a Comunhão constituía um momento d€ doce consolação e compa-
nheirismo com o Crucificado; mas para a maioria, a freqüência à missa çra
uma espécie de salvação pela mágica, um meio fácil embora cansativo de
evitar incontávejs anos de agonia nas chamas piffificadoras do purgatório.

.=O_£g±±Q_¢;e.gL¥eT.°#
0 li`.l.ll:,i ,- "-" iT,J
santuario
.,--t.,
DZisio Sç aLs±±±£a #±ZJo, JÉP±rffdQ
vitoriosamente - atra-
çêffiêu a?J?_çSLP?_S_,_ê5Fa~viêídà-aê-`fõi-é=cf-ía=
------.-,-,-.------.- r

o era mau, €ntretanto. Pense em São Francisco e seu amor pe-


los pobres. Pense em João Colet pregando sobre as epístolas de Paulo em
Oxford e Londres. I'ense nos [úmulos dos missionários católicos, numero-
sos antes mesmo do décimo sexto século.
179
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daníel
Mais ou menos no final da ldade Média, foram publicados tratados
quc ensinavam às pessoas cornuns o que dizer a alguém que estivessc
morrendo. Seu tí[ulo cra ,4# mo/j'c#é/z. ("Sobre a Ar[e de Morrcr"). EJ£s
ensinavam
fia¥m¥Éaaf#ae_áeÉãÊ¥a±¥egs:
ÍÉÊLÉF=-ji-[TaT=nf,sÉjçji=ãiLa¥e-ri±mdi-rLÊ!i=tir:-iT-Fj-õ:-
=5iTmai.sTãíãLíãÉriãa=ãã:7Íãã5;-ã ões ou dcmônios. Até mesmo
ecidisse falar acerca de íra e julgamento, o mori-
bund-o d-everia repetir incessantemente: "Ó Deus, infcrponho entre Ti
ç o mcu pecado a morte de Jesus Cristo.»
`. Nem tudo era mau. Mas as coisas se achavam [ragicamente afastadas da-

quilo que deveriam ter sido. A profecia destacou propositalmente o lado


`cscuro da atuação da igreja, a fim dc revelar-nos a preocupação de Deus

pclas pcssoas e pelo relacionamento destas com o ministério de nosso Se-


nhor nos Céus.
0 professor jesuí[a Robert E. MCNally, da Universidade Fordham, re-
conhece que "a prática das indulgências [vendidas pelos perdoadores itine-
rantes] constituiu um abuso que poderia e deveria ter sido corrigído pela
autoridade eclesiástica".22 Mais que isso, ele enfàtiza que "a velha lgreja efe-
tivamentc nccessitava de renovação e reforma em todos os níveis - moral,
tcológico, espiritual, li[úrgico e cs[ru[ural".
: Tanto os protestantes quanto os católicos mod€mos podem sentir-se
contentes ao entender que vozes sinceras, dentro da igreja medieval, de-
mandavam mudanças nessc es[ado de coisas. "A questão da reforma da
:igreja era uma questão efervescente cerca de um século antes de Lutero»,
p=âgàeMhcoNmd:1nys";A.fs',stáerlâigcoerpneirioedno,oa,ctffiaás=h:i:,ge:eff|ia:':ãàí:::
:rió-sentido de efemar a reforma da lgreja." Lutero, um monge devoto e
_ú,éntoso, providenciou par,e da resposta, acrescenta MCNally, mas refor-
Lrias adicionais - tanto do catolicismo quanto do protestantismo - são ne-
-`&jas ainda hoje.
-±éffi#:.de:n'gi¥Íele¥.3:?:`Í:f:p:rrí`i:.:#,:
+gdo, subverteu o "santuário" e fez cessar o "con[ínuo" (/zz77?/.¢. Ela ope-
:rou essas ações ao crucificar Jesus, perseguir os cristãos, ao demolir o tem-
i}Io de Herodes c ao fazer cessar os rituais do An[igo Testamento.
•± ;.`.A igreja medieval assumiu várias das prerrogativas dc Cristo, o Príncipe
do cxército, e obscureceu Seu minis[ério sumo sacerdo[al ]evado a efeito
S.o santuário celestial. Ela é responsável por esses passos em virtude das se-
tes razões:
Por insistir quanto à absoluta soberania do papa como cabeça visível
Daniel 8
da igr€ja, perseguindo em contrapartida os cristãos quc afirmavam que a
•'mópcá.rb:i:c::ni,gar.ejaa,áeçar,àtoo!:snuhs;Efésios 4: 1
que es[imulava a
supcrs.[iç:~io, perscguindo as pessoas (como o fez em relaçáo aos seguidores
de João Wyclí(`fc) quc se recusaram a ensinar que o pão se converte no ver-
da4Êiro corpo de Cristo.
® Por privar a ceia da comunhão da presença do vinho, perseguindo as
pessToas (a exemplo do que fez com os seguidores de João Huss) quc reque-
riam a presença do vinho como símbolo do novo concerto efetuado me-
dianteosanguedecristo.SL=±T!/±teus_2_6i2Z=_e___2_8_,_

© Por fracassar na ministiãíã-oTdã-gEh-uTna Í'alavra de Deus, e queimar


na€s[aca (como o fez com Tyndale) as pessoas que lutaram por tornar a
BÍÉ|ia acessível às pessoas comuns.

© Por autorizar a comcrcialização do perdão, excomungando as pessoas


(colfio Mar[inho Lutero) que a.firmavam que a justificação ocorre por gra-
Çaômoe:
çajgmente, mediante a fé em Jesus Cristo. R_o_mancB 3:24i Efé_S_io|2L5.
requerer confissão a um sacerdote e exlglr a ã--aãpe-
niEEffcias, perseguindo as pessoas (como os luteranos) que diziam que todas
as pessoas cristãs são sacerdotcs quc podem dirigir-se diretamente a Deus por
mõdoer um Mediador, Jesus Cristo S. Pedro óteo 2:
exigir que o primeiro dia t TtH Tügar do
séHTmo, embora em o novo concerto Deus houvcsse prometido escrcver
su±::sneorrcoosrraefi:tedàsoe:upeoovcoóí:ÊÊ3Í%£±:ÉÉ:E;%±=Í:£;ͣʥi;em
[empos novos. Graças a Deus, a promessa deLE2±e`!_ _§~ é quc em nossos dias
o ministério sumo sacerdotal de Cristo, Seu £Lgz2zÍ4 §Ê]£Ê£á +±gia V_ezEais
±±±±±±±±±±±É±±£interpç_pte_dispg±É±:Sl£±9±±Ê±±±£SSÉÊ.

V. 0 Triunfante Ministério de Cristo

Tudo aquilo que até agora estivemos vendo neste capítulo, ajudou-nos

:aod:r::=::a:|aíà£s:=sfãoocodedEÍÊ£ÍãíííÉÍood:ebsomq:|:tcmsidoidentif,-
Em respos[a a uma ansiosa pergunta sobre a ex[ensão do [empo duran-
te o qua] o ministério sacerdotal (o Í4w/.óD deveria ser calcado a pés, o an/.o
uas
--=_ mil
Çabrie!expl.ifou:.`#d±as±- _ie trezentas
-_ ±s__e±ãs;=e=ojʱá-
±_íoÍÊÉpurificadol
Eiris p-aTav-i-ãi são um tanto enigmáticas - e quão intrigantes!
Devemos relembrar, com absoluta necessidade, que esse verso se cncontra
localizado na porção Simbólica dc Daniel 8. 0 "santuário" e as "tardes e ma-
nhãs" não são li[erais em maioi-gfãüilõ-Tue o são as bestas e os chifies!
Depois que Daniel observou as bes[as e os chifres, e escutou a predição
181
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
relacionada com as tardes e manhãs e com o santuário, é natural que ele
tenha desejado uma explicação. Gabriel elaborou o início da explicação,
mas aquilo que e]e disse a respeito das bestas e chifres, e o efeito da ação
destcs sobre o minjstério sacerdotal de Cristo no Céu e sobre o povo de
Deus, subjugou de tal modo as emoções do profeta que este desmaiou an-
[cs quc Gabriel pudesse tratar especificamente do verso 14.
Gabrjcl havja sído comissiona[do a fazer "entendaí=e
-,,
Sao Demonstrando-se fiel ao encargo
-
rece5IãõTFaÃjoTetoTfiõü
\J', HHHEi
±:u:â:dous::ee:,peo:àç:3eagcacrr:amdoaiteanrfoesaác:uaandho:sMa:s:uoalassse|s=::
sistente celestial antecipou alguns pontos em Daniel 8. Ele disse que a vi-
são, como um todo, estender-se-ia até o
`± déterminado
(Danjel8:19)equee|asere_feri.a`-áiÊ?.±ip±=.g!!!+`djÊÍÊgíÊLS
„izz)
do flm„

PoltãÃtõTaê dirigiu a atenção de -DãriclFnó5ãTá) pTãFãTrestáüiaçãó cio


santuário que deveria ocorrer z2o ÍÊzzpf7 áo:JÊ;m.
4í "/zzMt/cí c 7#4#Áá" xcprt'Jc#Í#777 é/z.4Íí. Adicionalmente, podemos inferir

íoeftreó2:;ooóeã::s.d(eE¥rãpÊ:Í::i::i4"qmu;o,;,?„2,,.3noa:ut.aádme:neteTã:?iã:s.á.omroe::
bestas representam impérios e o .£¢z22Lz'J,.sjrpbp_l_iza Q pi.njs.çé£rio celLʧç.ial de
Cristo, os 2.300 dias de Dapjel 8: 14_ constituem símbolos que representam

ffiosc.o:íe:àt¥ríEíãs=¥:E:¥;6r.e,tadoas2.3ootardesemanhã„omo
sendo apcnas 1.150 dias (literais). Eles cxplicam que assim procederam
tendo eri` vista harmonizar este período, tanto quanto possível, com os três
anos e dez dias durante os quais o tcmplo de Jerusalém foi profanado por
Antíoco Epifânio, e eles assumem que a frase "tardes e manhãs" seja uma
expressão idiomática abreviada que se refere aos sacrificios matutinos e ves-
pertinos, interrompidos por deteminação dc Antíoco Epifânio.
Por diversas razões, contudo, 2.300 são melhores que 1.150. Estas ra-
zõÊiincluem o seguinte:
® Mesmo 1.150 dias 7z4~o poc/cm ser significativamente vinculados à ex-
periência do povo judeu sob o reinado de Antíoco Epifânio (veja as págs.
a 196).
A expressão "tardcs e manhás" (em hebraico, literalmente "tardes-
`ãs") 7zÃoPoc/c ser aplicada aos sacrifícios queimados oferecidos diaria-
mente. No rituaJ do santuário os sacrifícios especiais eram efetivamcnte
oferecidos duas vezes ao dia, conforme vimos (pág. 167), mas jamais foi

;à.':tsa::í:s;:q:u;:o:.ta::;eiie:r::a..:ie:t:u::,iã::é#riÊ##ia:.::ã::::à::|;::
de, oferecem holocaustos e queimam incenso aromático." 11 Crônicas
tL--
13: 11. "A contribuição que fa.zia o rei da sua própria fazenda Er~ãire-s€iiiã=
182
Daniel 8
da para os holocaustos, para os da manhã e cx5 da tarde." 11 Crônicas 31:3.
"Ofereceramsobreeleholocaustosaosenhor,ü*mnhã'Éiíi=iíiããÉFíffas

igm.pr:Jiet::bnéá:t¥ríamoçcr3:r,2#o:Éa-#:-â:-!-gfi-?áíàgs-sa::itfríã.sE
coõbsoernodu: cventos de "tarde e manhã"
QJPor outro lado, a seqüência "tardc, manhã" ocorre na Bíblia -não cm
conexão com os holocaus[os diariamente oferecidos, mas vinculada aos dias
da Criação. "Houve tarde e o dia primeiro", diz r±Êpç§_ɧ±É``.\ "Hou-
•,,

ve tardc e _"anJiã, oã=nd acresceÀta Çênç§is]:B..H5iiHFor dian-


la'
te.TÍ5=dEí jàÉcos eíam vístos como comeF==ó_=pôr_do_soí e conti.
nuando até o pôr-do-sol seguinte. Assim, pois, entendemos por que o sába-

¥Íó::¥á|iioi:%:aôd;;rtá-áod:e!;::TãTÍ:#
go?"Ç:Í=nç;t,?4Sejfe:ie*Smqeune,ep::P,:ni|e::amü*m2t:5iffováõge¥anhd*oàiti:
sendo 2.300 dias. Ambas as traduções anrigas apresentam o texto (em gre-
go, naturalmcnte) como: "dias de tarde e manhã, dois mil e trezcntos".
Carl F. K€íl, que edtou há mais de um século o largamente utilizado comen-
tário Keil-Delitzsch, pisam em solo firme ao expressar-se nos seguritcs temos.#

Quando os hebreus desejavam expressar scparadamcn[e da e noite, as por-


çõ€s componentes de um dia da semana, cntão exprcssavam o número de ambos.
Eles diziam, por exemplo: quarenta dias c quarcn[a noites ¢J¥rLesls_ 7_:íÊ_12;
±Lffi-a-irus±3"
Êffigtot:Sc:sl)ffid:::ã-nnooiittã, esejavam referir-se a
quarenta ou três dias complecos. Possivelmente um leitor hcbreu não conseguiria
entender o.período de'2.300 tardes e manhãs como sendo 2.300 meios-dias ou
1.150 dias complc[os, iima vez que na Criação tardes e manhãs constitufram djas
completos, e não meios-dias .... Portanto, devemos tomar as palavras tajs quais
elas se encontram, ou seja, compreendê-lascomo 2.300

Os escritores cristãos captaram as "2.300 tardes e manhãs" como séndo


2.300 dias, em época tão precoce como o décimo terceiro século, se não
antcs. Comentaristas recentes que chegaram à mesma conclusão, inclucm,
por exemplo, Edward j. Young,26 ]ohn F. Wálvoord,27 I+eon Wood,28 e S. ].
Schwantes.29
B±f±:tíruradQ,i!j£grjg±go_u_D_i±rjfi_cg4!44 Deixemos a análise adicional da
questão do tempo para quando chegarmos Retornemos agora
à ques[ão da "purificação do santuário" - t Para dcscobrir que
Gabriel não providenciou qualquer explicação específica sobre a mesma,
em qualquer ponto do livro.
183
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel

.h±Í:à:.:zu¥,:aan!:f:,v.isaãroe::tí:áí:;t:uá:o.::rad:`£ra;i::::ã:rmaág
•'geral suficiente na Bíblia como um todo, a partir da qual o tcrmo possa ser

compreendido sem cxplicações adicionais ou interpretação específica.


Quando examinamos a cxpressão: "e o santuário será purificado", po-
demos perceber que as traduções da mesma variam amplamente. A roóz¢y}
E#g/j.íÁ Vf/íJ.o# diz: "Então o Templo será restaurado'', o que constitui uma

::fsrãeossãroú,b#;a"ntí„sé/:;laé,.à/:adi:í?.,É'n„tãs:¢:i4u"ía%;,:t„o::re:git.ráovlia,g:i,o:
so." A tradução de Monscnhor Knox diz: "E o santuário será purificado",
o que é praticamente a mesma expressão apresentada pela Kz.72g/4mcf Vcr-
f;.o# e de nossa Vcrsão Almeida Revista e Atualizada.
As difcrenças ocorrem em parte pelo fato de Gabriel haver fàlado a Da-
niel em hebraico, e não em inglês, por[uguês, ou qualquer outro idioma.
~ , ' , . , «,1 ~ ,.,.,, '
um termo que
âp:::cr:s:;:nd::setbar:1:Czoeeí"t¥:3o#r£áa lia.

per:o:sa,seu#;:::oe:¥ra:s:Éa##Íos:;:zÍ;a:bla:s:;:,:::c:om:o:r:rda:p":?,?:c,:::
duzida para o nosso termo `:j±±§iiçá". Também é traduzida como "éÊLiufim"
c "j±±§±Éf±£a±" (e, neste caso, apresenta o sentido de ".!g£Í±ar ±oj±o" ou

:#:=:as¥Íãã:tteã¥nffkt:rondaedr:a,ucsot:"bastanteprobablll-
Mas o santuário é uma construção, e nem em hebraico, nem em portu-
guês são as edificaçõcs ordinariamente tornadas justas! Portanto, alguns
tradutores têm-se dcbatido com palavras alternativas, e quando cstas não
se têm demonstrado muito úteis, eles têm tentado utilizar sinônimos, tais
como "vindicar" e até mesmo "emergir vitorioso".
Os editores da rocá¢y} E#g/j.íÁ Vfrí!.o# achavam-se mais ou menos segu-

;o.à£d=:;c.DÉâ:ÍÊ!Ííáá4.sÉprie£ie::.:ii::a,ur:adçí:,.:omt::fp#:odi:o"raeps::us,::
do", dc modo a fazer o texto coincidir com suas idéias. Mas nós já verifi-
camos que o restante do capítulo não pode ser cntendido como se aplican-
do a Antíoco Epifânio; portanto, nada se lucrará ao traduzir a passagem da
forma como o fcz essa versão.
Gabricl sabia que Danicl era capaz de comprccnder a passagcm sem

Í¥:.:::c:¥¥pq¥4:fi¥,:#e;;Jr;fet:esTeà|a::::Í,sae?,:=¥:om¥Í::-
antigos por judeus, a palavra %/.ÍJ4Í47 é traduzida por um termo comum
quc significa "purificado", o mesmo sentido que encontramos nas ver-
184
Daniel s
sões do Monsenhor Knox, na Kíng James Version e na Almeida. Mais
quc isso: quando o celebrado crudito cristão, Jerônimo, traduziu a pas-
sagem para o Latim por volta do ano 400 d.C., depois de manter lon-
gas palestras com um rabino judeu a respeiro de problemas idiomáticos
do Antigo Testamento, a palavra por ele utilizada em Latim também
possuía o significado de "p[±irifi£aííLQ".
.4 _24¥;££i4Ézfóe_ 4? Ji4#Aí¢¢'rz.o. Tendo diante de nós essas informaçõcs prove-
nientes de autoridades judaicas, comcçamos a caminhar sobre terreno sólido,
pois o ponto destacado dq ritual do santuário do Antigo Testamento cra uma
solene cerimônia anual em que o santuário era simbolicamentc p#rz#c4Á7./
0 dia no qual o san[uário era purificado, tornoii-se conhecido como o
"dia da ex
Ele é bastante conhecido até mesmo pelos não-leitores
crB ase em seu nome hebraico, Yom Ki
Yom Kippur era e até hojc ainda é eclmo dia do sétimo
mês no ano judaico tradicioml, uma data que coincide grosseiramen[e
com o mês de outubro. Nos tempos bíblicos o "dia da €xpiação" constituía
o mais portentoso dia do calcndário religjoso. Esse era o único dia duran-
te o qual, ao longo do ano, era pcrmitido ao sumo sacerdotc adentrar o
compartim€nto mais ín[imo do santuário, ou seja, o lugar san[íssi`po.

seuç:ancfir:;|Ti:sv;=s:àá:,pdáiãs;pló6s7dfa,le7,%cqou,::fvoa=:e::::so.fiÊ::ciac:b:
Ça do animal e transferiam Simbolicamente suas culpas ao mesmo; cm sc-
guida, sacrificavam-no, pois ele represen[ava simbolicamen[e o substituto

j:ugc;cca:ii,;sdt;a[ffi[;eo:::i:c::o::o::i:rí:;s,t:al::ae:d:a|:;::e:netcc:.:;c.síã
va à volta, diante do véu quc sep`arava os dois compartimcntos internos.
0 pecado é tão odioso quc até mesmo o regis[ro de pecados confessa-
dos contam;nava o santuário. Dessa forma, no Dia da Expiação era reaJí-
zada uma cerimônia de caráter único, a fim de purificar o san[uário. Em

=-i,._`ii=:`-i;:-i:-:--::±:._;±:-`--::j:-.`_:;i=i=Éi:
#J.ámJ:Éá±Pâ_=¥üE= Lc+ítico 16:16.
PeiãTatTde-es3=ririônTÉ de purificação possuir caráter único, não re-
presentando uma providência rotineira de "arrumação da casa" e sim um
limpeza do pecado -ou scja, da injustiça - a purificação rcprcsentava, na
verdade, uma restauraçáo da justiça. 0 uso do termo #f.Ífcz¢q, por parte de
Gabriel -uma forma particular do vcrbo "fazer justiça" -parece, pois, al-
tamente apropriado. Vista sob este ângulo, parece bastante corre[a a ex-
pressão utilizada pela Bz'G/z.4 é/c/crzM/é77z: "En[ão será feita justiça ao San-
tuário. " BÊE±.
185
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
De acordo com Levítico 16, no Dia da Expiação o sumo sacerdote lan-
çava sortes sobre dois bodes cuidadosamente. escolhidos, a fim de determi-

Baerp:rsddeds:laffd:Ê,rá:Ç:.`,`#a:=o|fi¥"b:dqeuã.SS:,Lah:r"EiL:ã#:'é
do sangue deste - passando pelo lugar santo - até o interior do lugar san-

:í:ài.:ro,,.::ds:be::ea::âFr:as::.gaTe(±:pfiã±|n.o±:iài:e.jÉÊÊÉÊ
ffca_o lEr santíssimo a enas
_ _ _ como
_- !!-\lllc`_l„.t`n-

-fioia5=u,offiinã, ui=lufifhfiá=Íe +é sHaT=ral


tifica o santuário como um to o como sen -mais taráe
ÊLÇQÉffiga_ç_ajL..

|c.o#epc:gac:ÇçaTâeoD#"a-psáeg.irí:d61,:Vê;P::,:àbí;euaim=;:Oe:,o.S#ubi::
solene quando o sumo sac€rdote afàstava o véu interior e caminhava em
direção à própria prcsença de Deus!

ev£g,#.oã,#¥#e#ioEamm;::ha:=vo&utdr:sdr`iatud:sa::::am:
plo. 0 Dia da Expiação começava, como todos os demais dias, com o
sacriflcio do cordeiro que simbolizava o Cordeiro de Deus. Tti como

tes rcprcsentavam a Cristo em Seu ministériõlêlê5Ilãrl4as, em adição


a esses a\uadros que eram vivenciados rotíneiramente, no Dia da Expia-
Ção aquclc sangue que representava o sangue de Cristo era aplicado di-
retamente, na presença de Deus, à arca que continha os Dez Manda-
mentos. Esse sangue servia como símbolo imprcssionante do preço que
nossos pecados levaram o Senhor Jesus a pagar voluntariamente. Espe-
«.

#e„;tii#ap:r:ae::er;soa:.i;oc:a:d:oepn:cr.tâí:o:.,duegaor:reomdsu::;óopr#
0 fàto de que no Dia da Expiação o sumo sacerdote penetrava à presen-

#edoD:T::efiri=idnea;#:a:dpoeged:La:s:nia£:sa.:àt:::Eepus:::ãti:
do buscamos o perdão, nós o buscamos através de Seu Filho. Pela fé entra-
mos juntamente com o Fímo até a prescnça do Pai. E quando assim pro-
cedemos, descobrimos que o Pai esteve durante todo o tempo a esperar-
nos. Na verdade, Ele já preparou previamente um "propiciatório", ou tro-
no de graça.
0 Dia da Expiação provia evidências persuasivas de que Deus não é um
tirano. Ele odeia o pecado, mas ama os pecadores, e almeja ardentemente
conduzir-nos ao arrependimento, de modo quc possa perdoar-nos. Segun-
doescreveuoapóstolopauloem__[±içp===±}g±Ég±ig±L±igÊj=jÊ="Deusestavac7#
186
Daniet s
"recóncilia
Crz.rfo, reconciliando consigo o mundo". A palavra ão" é sinô-
nimo dç íieLxPLaçLã_Q". No Dia da Expiação, Deus a Si próprío
como uma Pcssoa quc estava buscando ativamente reconciliar as pessoas
consigo mesmo.
Tcndo aplicado o sanguc ao lugar santíssimo, o sumo sacerdote retorna~
va para o lado cxterno do santuário, sendo que no trajcto passava pelo al-
tar dc incenso, ainda no interior, ao qual também aplicava o sangue. Logo

-a-
após, aplicava o sangue ao altar de holocaustos, situado no pátio. Durante
o ano, ambos os altares haviam sido aspergidos com oj±pg±±Ê£±Le £ÊE|C-

r' ,
confessados.
Portanto, diz a Bi'blja que o sumo sacerdote faz,ia `:Ê2EPɱçÉLLo PÊt!o Santuá-
' , ' 1 1 ' 1
rlo [isto é, o lugar san_tís_sim_o] ,_ p_çl~a t_ep~da da ÇQ4gÉg. [O.u._SriÊiHeJÊ
`-
~ r ` 1

santuário como um e pelo altar". Levítico 16:20±


=l-1Éue¥Ís-àɱLiiviuei:ic:ov„u;i;;,`-oá:l;e=i;1os'iÊÊÊÊÊãfãFtodoosantuário'
o sumo sacerdote colocava siias mãos sobre o bode vivo, o qual era então
conduzido para um local desabitado, no deserto, onde cra abandonado.
_i4_P4r£z.c_;i4i#~ojzojz2£±g.Édamaisdestacadaimportânciasalientarquese
esperava que o povo de lsrael se envolvesse profundamente no significado
rchgioso do Dia da Expiação.
A fim de alertar o povo dc qiic o grande dia se achava bastante próxí-

zà,;k:cd::ds±onm::sctKL:haH::Í[:i=r,:FaTe:â:osnot::::g::Ê:olnog¥':-
FastFãTmb_eta¥s¥raTa.3o Levítico 23:23 a 25; NúmerQs 10:1 a 10. Pare-
ce que essas trombetas eram sempre usadas em F=;.__ÃiHã-à-ueseus
suaves tons se €rguiam, claros como os raios do sol, acima dos ruídos co-
muns do dia-a-dia, sem dúvida as crianças corrjam para dcntro de casa,
gritando: "Eles estão fazendo soar as trombetas. Escutem, todos!"
Scguiam-se nove dias de preparação. 0 Dia da Expiação, o décimo dia
do sétimo mês, poderia - à s€me]hança do nosso Natal - recair em qual-
quer dia da semana. Entretanto, fosse qual fosse esse día, ele cra conside-
rado tão sagrado quanto o sábado semanaJ. Levj'tico 23:26 a 32. Contudo,
ao passo quc o sábado semanal deveria co rmTãõ5aTãíãõ de al€gria
uma

ív::Ê:;ÊÍ::Í£:ÉÊÉÉÊ!oopB;a.Ç.:flTã'pri:sãsouadseavle:í:,ç:rDceov::iig=a,tod.Cso:n:

::!::ráseedeemasp;::::Ío,e::aaTeemesnpcisrsi:udlaf*-ipróprios.Desenvolveu-s-
0 propósito do Dia da Expiação era a remoção do pecado -cerimonial-

*A cxigência qiianto a "aflig;r" as almas, constituía inicialmentc algo de natureza complctamentc

;:â:::a::q:.drTo!::":s:c:i|afmuDeac:u:sg,:.::Sá#SÊN:?o:i:ne!o:`d;a!acs!a:Ez::i:ó:.iÉoo.nTm::u:?:a:o:o?áàd?o::::séa:gáa:
mentc eram sjnceras em sua profissão religiosa.

187
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Danie[
mentc do san[uário, e efetivamen[c da vida das pessoas. Através de Moi-
sés, Dcus disse aos israelitas que o sumo sacerdote adentraría o lugar san-

•t``£síeT:xnpái:çà:eg.ffr32:,aj£:::#ãà::,i:`doei:::::á::;i:,.T=am;àí±g
4f±ggdgosg!su!!p±±!oSÊfffldp§_P£raiiíeQSSs]i!±pr" Levítico 16:30 a 33

doEã:Í:is:ÍÉ;Ê£:Éàd:c;=:o=àccivfie=me:iieigq,:-escesas:ir:Tósg:.dE91:e;i:
veriam afligir-sc por causa -pelo fato -de um expiação que estava scndo
cmprecndida em s€u favor.
Era ensinado claramente ao povo que a expiação não iria bencficiá-los
caso cles não sc afligissem a si próprios. 0 Dia da Expiação nada tinha a
ver com a mágica e não estimulava a superstição. 0 povo de lsrael foi avi-

á":;iíc:#:-gí¥:.ge:m¥?:±aíÊeaí;.egErgá:t:#ia;:,g.i:
aquel€ que se recusar a conservar esse día sagrado, como sábado solene], a
esse Eu destruirei do mcio do seu povo." VLÉsto.
Tratava-se de um dia dc expiação. Deusl=fiíEãí=cãr=a essc dia; Ele havia de-
signado o propiciatório, consagrara o sumo sacerdote e providenciara o
sanguc cxpiatório. Qualquer que reciisasse a reconcjliação, evidentemente
escolhia a separação, e Dcus atenderia a decisão da pessoa.
Did de Exi)iação/Dia de Julgamento. A d€++heríyçÁo dNina. de Tue aL pes-
soa que recusasse levar a sério o dia da cxpiação, deveria ser "elíminada do

gz:v&àimq:lcírQisemTe|Ttuaeqoupisaedraec¥:í::ã:Íizng#éíúíígr|i#"a-
promcssa religiosa daquele dia, dcvcria ser inquirida pelos anciãos, julga-
da, sentenciada e punida.
Há muíto tempo os rabinos judaicos têm descrito esse dja como sendo
urh dia de julgamento. Efetivamente, a [radição judaica ampliou o concei-
to de julgamento a fim de nele incluir [ambém o primeiro dia do mês (|Bg§b

:#tccnaáéfi:ggfon':::|saâ:Í;*d,:udeefií#£npt;:r?j:`qAo`,Sd:ra`rdeemuoi
dia univcrsal de juízo", diz 7;4c C/#;'z¢#4//czw.í// É'#Çyc/o/€é/;.4 [Enciclopédia
ed¥Cdnec#=S=£e#
UniversalJudaica],dominavaoperi'ododcdezdiaspenitenciaise`LéeLHes-
Sa articularment aj2±C Unethanneh Tokef do
ia da Expiação sendo visto como um dia de julgamn[o, pef-
cebemos imediatamente que a purifícação do sanruário em ,Daniel 8:]4

:cahoa-as:i::ii==teontdear;leadc::n=g:c:oaTuradcà:aDdaenJi:íg2a.nÀecnht=i¥Ê,;_
sobre terreno ftrme. A descoberta de paralefiã=uma das prjncjpaís
úavcs para a compreensão do livro de Daniel.
O julgamento dc B±gíÊ!j podc ser pron[amente compamdo com a entra-
188
Daniel s
dadcCristo-naqualidadedeSumoSaccrdote-nolugarsantíssimodosanL
'uárioce|estia|,noiníciodo§tʱ:j:::gj±ÍͱfÊgÉPífjpí±±Ê]::!ggg:gfg±:!:Ê:iÊ!i

ForamposRosiiii:stiorros[rei]re5entado§i)ehai.canolugar§mtissimÀ]
e o Ainic:L~aio d€D.rais [Deu§ Pai]
S:d+#ad#;+#::te##q";u:e:::Üa:LÍu[:5md::`;5r'er%#"

a;ssermou-se o riihun:ri [o ce/e§tiiil D;a da Expiação], e se a;br:Tiam


os livros.
Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha
c;om a;s myens do Cén [pa5§diido pdra o interior do "lugar Santí§ji-
7no", tal como o Sumo §ac-erdote no Dia da Exi]iaçáo]
u:rn como o FI)ho do biomf3m Ue§us, nosso Súmo Sacerdote celesti4[],
e dírígiu-5e._gg Ancião de Dias ....
Foi-Lhe dado domínio, e glória, e o reino. /IVo/7zÁz/ éáfíc c.c4fri¢/
julgamento, Cristo receberá um reino que Será pouoado inteiramen-
t;upe°rh;:ãe:;°oS';S:ouiehít%ã%ít!d°rp:e:%%n%ti:#or'£oC#d3edu%euc#Í:'o:

oí oz£ÍroJ./ Daniel 7:9 a 14.

Aqui se encontra a purificação do san[uário vista não apenas na tela da


"TV portátil" do tabernáculo do An[igo Testamento, mas ao longo de
imensa tela do infinj[o e da eternidade. A purificação do tabernáculo cons-

à'::::.aÊe.n:s.Tumg:r`,`s:Tabnr,a:'áí¥ÊÊÍÊ::ÊÍ:Ê)sfâc::g:e=:àt,oeg:'rsiotsr:ncs::n;
para servir de trono à Divind.ade, suficien[emente vasto para ser ocupado
por milhões de anjos. Ele é purificado, não pelo sangue de touros e bodes,

:aàpíe`lae:á:„:f`:oÉ:#:;á:!:,:tsoúp,odemos.rea|menteconcebc-
de umTlãílfúãEio- no Céu? Poder-se-ia imaginar que haja ne-
'.

algo ser purificado no Céu?

rüE=£piànáeo:s„á:u`:Esr;a;::|Ís.:#oe,mpo.::nt,oásq:aec#gs:
mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios a eles superíores." J. 8. Phil-
lips traduz a passagem de modo bem mais claro: "Era necessário que as rc-
produções terrestres das realidades ccles[iajs fossem purificadas por tais mé-
todos, mas as verdadeiras coisas celestiais somen[e poderiam ser tomadas
puras à vista de Deus por melhores sacrifícios que estes."33 (Tradução livre:)
Em nosso estudo deJ2ÊBiÊlj) (e de 4±2gçalipsÊ_J4L tentaremos apren-
der muito mais acerca do significado preciso daj;gí!ÍÍʱÊsãg ±o S;Êgí||á=ig;?
existente no Céu.
189
l/ma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
A esta al[ura já aprendemos o suficiente para saber que a linguagem sim-
bólica de Daniel 8: 14 não se refere ao cstranho comportamento de Antío-
co Epifânio veja a seção "Respostas às Suas Perguntas", págs.194 a 196).
Alingua,gcmde.Dpmi4£43±É Simbólicd. Fla nos transporta para a sala do
tr,bRuc:£:"C„:ã;i;:ig:_arsF"s:z;c:ê!FlsaEa::tàedàE#ve-sco|h|doa

palavra específica `„jítíáz¢ forneceu-nos mui apropriadamente o Conceito

L#:'nefi:`rr:::::::Ê::ioàdioá#%,éae*fz:#„g#'s#;
apresenta uma tradução diferent€, onde diz que o santuário "ɱÉ=£giiá vj-
[orioso". Pois bem, há um sentido distinto na qucsrão, em que a expressão
iiiiiiiiiiii
emergirá vitorioso" também é. apropriada.
Durante séculos o ftz77z/.J de Cristo, Seu ministério sacerdotal no Céu,

:::i:j`Í;i:ÊÊ=Ê3i:ãroa':tgemc::,t:sTéo.::.:eang:r;#':e*eJ,::uà.e5e:upsr:efi:
sído difamada. Sua liberdade em ajudar as pessoas tem sido limitada por
filsas teorías do paganismo e do secularismo, e até mesmo pelas ênfas€s
equivocadas sobre certos aspec[os das doutrinas cristãs. Sem chegar a men-
cionar pessoas más, vemos que homens bem-intcncionados representaram
de forma táo errada o caráter paterml de Deus e a maravilhosa graça de
Cristo, que mílhões de pessoas têm preferido depender de sacerdotes [er-
restres, aç.¥mular suas próprias boas obras e suas próprias chances com
Dona Sorte, em vez de confiar em Jesus para o perdão dos pecados e per-
mitir que.o Santo Espírito lhes transforme a vida.
Colocando a questão em termos um tanto abruptos, diríamos que

:L+L-=+=-+=
TLuií±TTm±L\TTTLíEu±àl±leçasob£s±±
j± e_ u_m_ faJ5_Q±é±Qd_Çt de sa±±:açãgL
ministério éeÉoaJEʱ_deLLm

No julgamento Deus estabelece um ponto final a esse estado de coisas


e restabelece tudo àquilo que é correto. Trata-se, pois, de um dia de vitó-
ria para Ele e pa.ra o Seu modo de fazer as coisas.
o=ÉgíÉÍígzíjíÊ4ÊtíÉ¢/. o sa?tuárrio ço_n.stit'ui _a c?rte~ q,e justiç~a de Deus. „
~
em que Ele
` Ocaslao
vindica e purifica [odo aquele que ese)a sinccramente estar em paz com
Deus, c em que, Ele remove a [odo aquele que a si próprio se exclui da pre-
sença de Deus.
Quando Deus houver concluído esse trabalho, um grito de júbilo ecoa-
rá de galáxia a galáxia, através do Céu cheio de estrclas. A paciência de
Deus com os maus terá sido um ato de misericórdia para com estes, mas
tem sido simultaneamente uma provação para os santos. Em sua amarga
tristeza, muitas vezes os santos terão exclamado: "Atc' quando, ó Soberano
Senhor?" Êg±±±f._6±±£=Quando, por fim, Deus levar os i'mpios ao ex-
190
Daniel s
termínio, o Universo justo €xclamará, com grande júbilo: -"Graças Te da-
mos, Scnhor Deus todo-poderoso ,... porque assumiste õ Teu grande po-
derocb:e=::eo:áej:,m:.iâÊ::S!ÍÊ:gí;faidaExpia¢ocomeç-e®mso-

Le:,#ÊcÍ:làáâi#:::cfiap::Tv:tcigia.drbor::.:oáaí:#dg#eaqí::
gria da renovada inocência.34
Deus tomou providências para que houvesse uma fonte adicjonal de re-
gozijo, além da renovada inocência. Ao entardec€r do Dia da Expiação, a
cada qüinquagésimo ano, na conclusão de sete ciclos dc scte anos, a trom-
beta do "shofar" anunciava o início do Ano Jubileu. Levítico 25.
Os arautos devcriam proclamar "liberdade na terráfiãaõ= seus mo-.

àaude:rà"r.ãfâ:í:Ís3É:;;Lg.,?:::vs:àoh:::;.add?:rui=nsdeirdlaiàeu:=dtoes..sQ=::
anteriores ao jubileu, dcveria retornar aos dcscendentes de scus proprictá-
rios originais. Esse plano visava corrigir as dcsigualdades sociais. Ensinava,
ao mcsmo tcmpo, qiie é Deus - e não o homem - o verdadeiro proprietá-
rio da Terra.
Quão preciosa é esta ilustração para o livro de Daniel! Finalízando-se o

Êi:udsad¥|piafffáoí:jasí:JFiiE:TécRte?â:sçíi:,easff:?n.hTobretdaog:esnehtro"r,s::á:
dra sobrenatural esmigalhará a estátua e a Terra será tomada daqueles que
a destróem (ADocalíDse 11 : 18), scnd6 concedida aos santos do Altissimo.
Os mansos h-erdarão a Terra. S. A4Ê!Ê!±Ê£É.

"MÂs d€po.Ls se, asseri:caLiá o ti:Lbunri [no Dia dd Exi]idçáo celestidl]

píuíLrhe [do chífte pequeno]


{i": o dom:ín;ro Bud autoridfld£ duto-promouída, no §entido de cal-
"rdppé==%dzeísdtt£„Cer"ot°=osn%£.rrddüS=oseBump.°::!'

simo?„;e;on%ooíoAm„íoni£.,"#"Ocç%if:.:,;.?,PDOLoi:,o,:s2:1:oâ7qoAJu

se,ao„?,,é7Efeç#í¢í¢:e,tí"Íoâomqe::asgeeT.sdpcõcffipéarqaujeupt:uàed
a qualquer cus[o. "0 próprio Pai vos ama." SLJQio_.1_6i2Z. E Ele deseja quc
você faça um profiJndo cxame de si mesmo, a im e vcri icar se algum pe-
cado o está scparando dEle ou de outras pessoas, às quais Ele também re-
parte Seu amor.
Um Deus que identifica o Dia de Julgamento como sendo um Dia de
Expiação, deve ser realmente maravilhoso.
Assím, desejamos saber qzmó/o o santuário celestial triunfará, g#¢#cZo
191
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel

DANIEL 8:9 a 12: PREDIÇÕES SIMBÓLICAS


9íu:c,n?LÊ;',:;4];;,;,:;?p=ic:aÁÊJeuío:fí,e:':íüffl:,o,s,%o"14?##`#as::rTe=t#g:c,:,:;

10. Cresceu até atingir o exército dos Céus [o pow 4Íc.Dc% /.!fc/cw f 47-j.JÍzz~oJ] ; a alguns
do cxército e das esuelas [pozÜ dí DczÁf'] lançou por terra e os pisou [pc»fg7«.zmf].
11. Sim, engrandcccu-sc até ao Príncipe do exército VcJw Cn.JÍo, 4 7#c7# j?ow4 P4gtz~
crucif icou c Roma cri§tã f icqücnícmcntc rci]rc5cntou crroncamentcA., dELe tiiiou o síicri-
Háio cost`irmido Fo taLm:íid, mini§tÉrio con[ínuo de Cri§to no Céu e o Síml)olo do me§-
mo .que fira c§tabekcido no rítu4l do Aiit;go T;c§tamcntoh e o lug3ii do Seu saii:mário
Çd. déria!do íhaii£o |parcialmcntc atrauó5 d4 dc§truição do temi)lo de Herodes pelos
cxércitos d€ Roma i)agã. c de modo muito mai5 plcno atrau᧠da repre§entaçáo errôneã
de Cri§to por intcrmédio de Roma cri§taA.
12. 0 exército [opoc® dc Dc#j] lhe foi entreguc [Ár J?om4, o cÁjff pc7wf#o], cpm o sa-
crifi'cio costumado [o [amid] , por causa das transgressões [Dc7#pG"/.//.# qz# #/or-
Ças .do erro se rcuehs§em a Si me5maJ, dc modo qtie o crro i]udexe 5er ui§to em Sua ina-
ligriidad€ e o pouo i)uda5c 5er per5uadido a abandoná-lo^., e déi`ou por tem. ía verdar
de [accrca do5 Dez Mand4mentos, do §anttúrio celesiial e d4 mini§tTação de Cri§to no
me5mo, c dd justificação peh ft|., e. o cT"e [Roma, o clJifie PequenoÀ £cL, piosperou.

DANIEL 8:23 a 25: AS PREDIÇÓES INTERPRETATIVAS DE GABRIEL


2.3. M:aLs, aio H:rrL do seu [ejimido, [ao final do5 reino5 helenístíco5 §imbolizados i)elo5 qua-
tro chif ie§, i)or uolta d€ 65 a.C.), cruando os prcvariiczLdores íLcst.aLiem |quando a mal-
dade humãna houi)er aringido o clímax|, le:vaLn:.ai-se-á um ie.i de £eroz caL:taLàura.
[J?owM] e cntendido em intrigas.
24. Grande é o seu podcr, mas não por sua própria força; causará estupendas destrui-
ções, prospcrará c fàrá o que lhe aprouver; destruirá os poderosos [z.7#.m;.goí po/!'-
tico§h e o porvo san:+o [o i)cncguido pouo dc Dett5d.
25. Por sua astúcia nos seus empreendimentos fará prosperar o engano [pcm+Áíd/.#do
milhõcs a scguirem as tmdiçõe§ i]agãs e medicuai]h, no seu coraçãio se engrai\àeceFá [o
imiierador como um 5er diuino, o papa mcdicvãl como "outTo Dew na T;erra|, e d€s-
truirá a mritos que vivem desprcocupadamente [pw cxcmp/o, #o m4JJ4crf ¢€ S4~o
84rfo4mc#]; lcvantar-se-á contra o Príncipe dos príncipcs Ucí#J Cr;.JÍo, £zz#/o #4
cmz como cm Sua qualidade de real §accrdote no Céuh, mas seÁ q:u€hrí+do sem
es£o.çp dc, máaJos LNiiriainíis |ou Sda, inla prouidência dc Deu§ no§ afizme§ humanoJ.
por uma pcrccpção mais chra da ucrdadc, i}clo Dia de Julgamcnto no Céu, c fimlmen-
tc pch 5cgimdÁi uinda de Cri§[oh.

cle será purificado e restaurado a seu estado de justiça.


Gabriel retornará no ca ítulo 9 e nos "fará comprecnder" muitas coisas, in-
clusive o mistério das é trezentas [ardes e manhãs''. ou 2.300 dias.

Lcitura Adicional lnteressante:


£4j 6cÁ&f fJj.j.Jo'rz.4J Á¢ 6/'6//.4, Casa Publicadora Brasileira, de Arthur S.
Maxwell, pág. 66: "0 Segredo de Gabriel».

192
Respostas às
Suas Perguntas
Quem foi Antíoco Epifânio?

reqüentemen[e fizemos referência a Antíoco Epifânio


(veja, por exemplo, as págs.159 e 160). Muito mais pode
ser dito, entretanto, a quem €s[iver interessado.
PZ¢7i¢ 7.#j'c/.o ó/c é/j.jc%íf4~o: Provavelmente a razão de tantos
cristãos terem imaginado que Antíoco Epifânio é a figura
que cumpre Daniel_8, é o fato de cssas pessoas havcrem obtido um conhe-
cimen[o, a r:êãÊFãtõ-desse rei, que não ultrapassou algumas poucas linhas
em ljvros de profecia e algumas notas em estudos bíblicos. Se elas conhe-
cessem mais a respeito dessa figura, .por cerro reconheceriam que elc não
pode ser o chífre pequeno dc, Daniel 8.
Anti'oco Epifânio foi o oitàv± 175 a 164 a.C.) da dinastia selêu-
cida, dirigente do reino helenístico que veio a ser -con ecido coni.ô Síria
Ele é mencionado pelo historiador romano Lívio (Hj.jfo'rz`4 ó/c j?om4, lIFos
44 e 45), pelo historiador grego Políbio (fJj.ffórz.4'j, livros 26 € 27), c pelo
historiador judeu anônimo que escreveu 1 e 11 Macabeus, quc faz parte dos
Livros Apócrifos. 0 rei não aparecc nas páginas desses escritores como um
notáve! an[icris[o. Na verdadc, emerge como um perdedor na[o, um ho.-
mem tragicamen[e pequeno.
Seu pai, An[i'oco 111, o Grande, fez com que os domínios originais do
reino selêucida fossem rcstaurados. Mas, na Batalha de Magnésia, cm 190
a.C., até mesmo ele pcrdeu grande parte dí. s€u rcrritório -toda a Ásia Me-
nor - diante dos romanos, que representavam um novo poder que se er-
guia no ocídente.
Os romanos liberaram a área que haviam confiscado a Antíoco 111, não
assumindo control€ dire[o da mesma. Roma era ainda um "chiffe peque-
1 ' . 1 ' {( 1 ,, ,+ . I n n
no", que sG desenvolvia lentamente de "um dos quatro ventos" Danjel 8:8
£JL Os embaixadores romanos, entretan[o, viajando para o lesteãiãEiififé
"I:ha, domínavam claramcn[e a política intemacional do Oriente-Médio.
A fim dc garantir que Antíoço 111 cumpriria o tratado que lh€ foj jm-
posto após a fragorosa derrota de Magnésia, os romanos tomaram como
refém um dos j.ovens filhos do rei, justamen[e aquele quc mais tarde viria
a se[. An[íoco Epifânio. Em Roma, e mais [arde durante uma visjta à Gré-
cia, o jovem Antíoco tornou-se saturado da espécie de cultura helenística
que os romanos estavam adotando naquela oportunidade. Com a morte
193
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daníel
do pai, os romanos concordaram em que o jovem assumjsse o trono, e ele
retornou a Antioquia decidido a fazer-sc um grande nome mediante (1) a
difusão do h€lcnismo - o pensamento e os costumes grcgos - a qualquer
custo e (2) pela ampliação de seus domíníos, num imitação das realiza-
ções de seu pai.
Vímos anter;ormentc (à pág. 159) que os seus sonhos militares se des-
fizeram quando um enérgico embaixador romano traçou um ci'rculo à sua
volta. Seus sonhos culturais prosperaram iim pouco mais, porém, em últi-
ma análise, foram os responsáveis por sua queda. Elc tentou difundir o h€-
1cnismo ao garantir suficiente dinheiro a várias cidades, dc taJ forma que
estas pudcssem construir templos e ginásios grcgos. Através dcssas medi-
das, reduziu siia nação à bancarro[a. Ele morrcu num campanha quc vi-
sava recuperar as finanças nacionais, e essa campanha consistiu em roubar
o tesouro de um an[igo templo orjen[aJ, tal como antes cle fizera com os
tesouros do templo judeu (veja mais abaixo).
Tanto os seus sonhos culturais quanto os militares o levaram ao notório
relacionamento que manteve com os judeus. Conforme revela I Macabeus
1:11 a 15 c 2:43 a 52 um gruijo de judeus liberais e helenízan{FÉis; -rILáe€fãaÃõ
pe-o sumo sacer ote /udaico, Jasom, fo772¢#zz77ç ¢ f'7#.dfl¢#'#¢ de solicitar a An-
tíoco o apoio necessário para construír em Jerusalém um ginásio grego.
Nos ginás;os gregos os atletas (todos do sexo masculino) competiam uns
com os outros completamente despidos. (A pa]avra "gínásio" significa "J±±-

fÊ:f:£::ãÊÉ";!d£dre¥iuoas:àn.s`avtaés:báaíeonàes:st=:dpor,o":,e!;g::::i::E
seu sumo sacerdote, começaram a negligcnciar seus dcveres no templo de

rii,í;os:,o::ir::m:pai::sd:i:bà:Ín¥:hnsã:jn:ríinÉstq&áne¥ão#í
gado. Por exemplo, ele apreciava vestir-sc como pessoa comum e realizar cor-
ridas. Não e5tá claro se a oposição dos judcus conservadores teria levado a
um conftonto com Antíoco, náo houvcsse ele sido expulso do Egito pelo
embaixador romano. A organização da expedição que invadiu o Egito havia-
lhe custado muito dinheiro, e de repente toda a emprcitada fiacassara! Ele se
encontrava no caminho de volta para casa quando ficou sabendo que o sa-
cerdote Jasom (outra vez!) havia-se envolvido num ataque contra seus pró-
prios companheiros judeus. Confiiso e magoado pelo tratamento quc rece-

frÉen_àíEg:3,e.gig"i:¥:_uJ.eÊ;;::;:::::Íi;:Ê+±i;:ʱi:::=:::Lgígf::L=
erar os custos da cam anha do E Ainda assim, é possível que el€ não
ouvesse saqueado o templo, não tivesse ele sido instigado por Mcnelau, um
judeu helenizante, que prometeu a Antíoco uma polpuda recompcnsa em
troca da oportunjdade de recolocar Jasom no posto de sumo sacerdo[e.
194
Daniel 8
Foi depois dessa série de eventos desafortunados, nos quais judeus rene-
gados desempenharam um papel muito proeminente; que Antíoco deslo-
cou sua ação da uniformidade cultural voluntária para a uniformidade re-
lígiosa obrigatória.
Como parte do novo estado de coisas, no de Chi
£±C., uma estátua do deus grego Zeus foi erigida sobre o altar de hol

àoospi#àldii::i=a,çut:,rdueTâovãiaT2fl;S,dJ:uáehi:|e:#ScpomLti:c#-a
sacrificar anjmais "imundos" sobre o altar, o que muito Provavelmentc jn-
cluiu suínos. 11 Macabeus €i5._
Os judeus conservadores reuniram-se agora cm torno de Judas Maca-
beu, sob cuja liderança intrépida obtiveram uma série de vitórias contra as
tropas que Antíoco enviou para dar-1hes combate. A campanha judajca de
Antíoco representou fricasso tão completo quanto o restante de sua deplo-
rável carreira.
Libertos finalmente da hostilidade do rci demente e das maquinações
dos judeus liberais, os judeus devotos removeram o velho altar e dedicaram
um novo, tiês_.a.nos d£Í2QÉsdQ dia em ciue sobrc o an_tÉgQ.__h.a±±iam. sido... dí±
dicados sacrifícios impuiqs ue sobre o altar
_h±a±£i±+i_dg erigid_aL±jiitátua deLLZʱ. 0 dia 25 de Chislev ocorre no c
dário judaico em época bem próxima ao Natal do calendário gregoriano.
Nos dias atuais esse dia é honrado como "Hanukkah", e destina-se a cele-
brar a dedicação do novo altar em 165 a.C. Em o Novo Testamcnto, S.
ão 10:22 e 23 relaciona um episódio da vida de Cristo com essa festa
anual: "Celebrava-se em Jerusalém a festa da dedicação. Era ínverno."
Não existe qua]quer dúvida de que Antíoco interrompeu os serviços do
templo, mas todas as tentativas de vincular tal interrupção com as 2.300
tardes e manhãs" de Daniel 8: 14 têm fracassado redondamente. Simples-
mente não existe forma de se fazer caber esse períódo dentro de três anos,
ou três anos € dez dias!
Dever-se-ia destacar também que a desolação do templo deveu-sc em
tão abrangente extensão à deslealdade de judeus quanto à demência de An-
tíoco. Mais cedo ou mais tarde os judeus liberais tcrjam desolado por si.
próprios o templo, mesmo que Antíoco não houvesse cxigido quc isso
ocorresse. Eles já víviam a realidade de negligenciar os rituais para pode-
rem praticar nus no ginásio, e também já haviam obtido o apoio do rei no
processo de helenizar Jerusalém.
Em data tão precoce quanto 1753, S;.r lsaac Newton, o memorável cien-
tista quc em primeiro lugar expôs a teoria gravitacional, escrcveu o seguin-
te acerca de Daniel 9 e Antíoco Epífânio:

Este último chifre é por alguns considerado como Antíoco Epifânio, mas

195
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daníel
não de forma judiciosa. Q_ chifrc de uma bes[a nunç|É si'm_bo|o de up±aÉica
cle s€m nifica um novo reino` c o reino de Antíoco era velho. An-
tíoco reinou sobre um dos qua[ro chifres, e o chifre pequ€no era um quin[o
chifre, com seus próprios reis. Esse chifre era pequcno a princípio e veio a tor-
nar-se cxcessivamcn[e grandc, mas isto náo acon[€ceu com Antíoco. 0 chifre
pequeno é descrito como elevando-se muito acima dos chjfrcs anteriores, mas
não foi ísso quc acon[eccu com Antíoco. Pelo contrário, scu reino foi fraco, c
subordinado aos romanos`, e [ampouco foi essc reíno ampliado por Antíoco. 0
chifre era um rei de feições duras, e destruiu de forma exrraordinária, c prospe-
rou em suas iniciativas; ou seja, cle prospcrou cm suas atividadcs contra o povo
santo; mas Antíoco foi aftigentado do Egi[o por uma simples mensagem dos
romanos, c pos[eriormen[e despachado e confundido pclos judeus. 0 chifre
tornou-se for[e em vir[ude do podcr de outros, Antíoco agiu em seu próprio
poder. 0 chifrc ergueu-sc contra o Príncipc dos exércitos celestiais, o Príncipe
dos príncipes; e es[e não é o caráter de An[i'oco, e sim do anticristo. 0 chifre
arrasou o santuário até o solo, e não foi isso o que ocorreu sob Antíoco, pois
este deixou o santuário de pé. 0 santuário e o exérci[o foram pisados durante

áà3ii:::oí:oH:fçd£id:ío?omÁ:`odá:r::p=!::=::::,:nüú::::£d=adq:
litcrais. Estc es[ado de coisas deveria prosscguir até o tempo do fim, a[é o fim
último da indignação contra os /.udcus; e es[a indígnação aínda hoje não che-
gou ao fim. A situação deveria prosseguir até que o san[uário que foi calcado a
pés viesse a ser purificado, e o san[uário ainda não foi purificado.35

As observações de 5:/.r lsaac Newton contrastam fortemente com a nota


sobre Daniel 8: 1 na edição de 1967 da Sco/€/dJ?c/#f#cc 6z`G/f, a qual se re-
fere às "predições noravelmente precisas dos capítulos s e 11 a respeito do
reinado, caráter c antecedentcs de Antíoco Epifânjo".

REFERÊNCIAS:
T=
1. Werner Socdcl and Vemard Foley, "Ancient Ca[apults", Sf/.c#//#Í .4i77cr/.c4Íj, March 1979,
ágs.150-160.
2. ]. 8. BUTy, A Hi§iory of Greeü [o thc Death of A/exander tln Greín, Thc Modcrn L.ib[a.N (Ne:w
rork Random House, n.d.), págs. 769 e 770.
3. Áúm, págs. 761 c. 762.
4. Sic:wom C. EÂstor\, .1`l)c Wíe!icrii llcriiüge fioni il)c E{irl;c]i 'l`iín(5 iu ihe lJTt5cnt (Nc:w Yo[k.. Ho\t`
ünchar[, and Winston,1961), pág. 8 I .
5. Ver Polybius, '/./w f7f.j/orj.cí, 26.1.
6. A narrativa clássica csrá ¢m Lvy, f//.j/ory o/Á}oÍ#c, 45.12.
7 . HÍNw A. D8.we, Amcicni Greecc arid Romc Wíorld Cii/iiirci in Per§iMci;uc (Co\umbus, OLriio.. Ch3Li-
5E-.%:íiríj:tmp*!:;:`cn[8af,°;oÍL9:,:!'rs?á#;;c8/78mfúcof#/o,#%/Ow#Í^rwm6#3(Chicago:The

odeheaver Hall-Mack Co.,1938), no.131.


9. Hcbrcus 9:3 c 4 e I Rcis 6;22 idcn[ificam o altar de ouro com o lugar santíssimo, não pelo fato
e ele estar localiza o no ug?r san[íssimo, pois em verdadc acha\'a-se imedia[amen[e fora deste, mas
orque o inccnso que sc erguía do almr dc ouro era ofeíccido i Dcus, cuja presença se manifes[ava mais
o[oriamcn[e acim da arca, no lugar sanri'ssimo, de [al modo que o altar de ouro por vczes cra ima-

96
`\ Daníel s

g;-:,:::ccroan:oo`í:agz:rnfaon:oar(t::s:eopl:g:::à::í:ísá:aod..Êctooá:4:c,:gadí;x:.c:;::g:::o:,;:kc.á;m3ç6?|fís,,Cô
inanifesta a exis[ência de iima relação mui[o íntim entre o altar de ouro e a arca, mas ao exigir que
Arão queimass'c inc.`nso duas vezes ao dia no altar de ouro, csta passagcm também mostra que elc se
t:ncon[rava no luga[ san(o, pois Arão somcntc poderia pen€trar no lugar san(íssimo uma vcz ao ano.
\0. Tln Jewi5h Encf (lop€dia, ç+it., "A.+onerr\eT\i, Dà:y o[" .
11. L M. Hollingwor[h, "rhe Cross Was His Own".
12. As Scleçõcs do Catccismo de Bd[imore foram cx[raídis dc 7lúu WÍc Bc//.c4Jc, P/ 7l//Á Wrc £J.t;c..
Rcui5tcl Fdi[;on of [/)e Biiltirnore Cd[cchi5m. No. 3 (n.p... Coi`.F[a.tcrr;\cy oF C;h[.is+ia.r\ Doct[`irLe,1957) .
13. De modo a ÍT)an[€r-se ficl ao Qudr(o Concílio di-La[rão, a Tomás dc Aquino c ao Concílio dc
Tren{o, o Ca[ccismo de Ba][imore afirma quc a fwófí4;/f# do [)ão é [rinsf`ormada na í#óijÁÁ/jcJ'4 do cor-
po c do sanguc dc Cristo. 0 significado dt. ..w6Í/Á#f/4, iiesti-iiso, iião é aqiii.le quc comumen[e atri-
l)iiíinos ao [crmo, mm é dc n£i[urc/Á Í`ilosófica, aplicaiido-sc à nd[urezi csscnciil de algo que cxiste por
`çi inc`siiio. Uma rornia basmn[c. ú[il de ver es[a miidanç.i dc "substância" seria dízer que a "qualidade
ilc pão" se coiiverte r`a qu[J;dadc de "corpo" c de "sangiic.» dc Cristo. 0 Prof. MCKcnzie, em C,`4ÍÁo//.c
Cy/!Írc/, página 147, diz quc "a rclação entre o pão e o \'inho c o corpo de Cris[o Jesus é uma das pro-
i]osiçõcs teológicas mais complcxas do sis[em Ca[ólico Rom.ino, e i(é mcsmo um teólogo cxpcricn-
[c tem dificuldade cln expor corre[amen[e o assunto".
14. i4 ivcw CÍ/ÍfcÁj.í//j (New York: Herder and H€rder,1967), págs.176 c 177.
15. /Jcm, págs. 480 i. 481.
16. MCKenzie, CÁÍÍ/7o/Íc C4!/rfÁ, págs.10, 4. 0 que os católicos crêcm sobrc as reívindicações pa-
pais, diz.cle, é que clcs são um `.cxtensão legi`tima" da doutrina do Novo Tes[amento.
17. /Jcz#, págs.150 e 151.
18. Thomas Frederick Simmons e Henry Edward Nollo[h, i.ds., 714c Z.z/ Fo/4} C.4Ífc/?z...m, com notas
introdutór;as e gl()ssário, série original, ng 118 (London. Early English Tex[ Sociev,1901), ;Íirrodução.
19. Quanto aos ;[cns nestc parágrafo e abaixo, \'cr, en[Íe ou[ras fon(cs, Gordon Hall Gcrould, cd.,
The North England Homily Collection (publicação pamcular,1902); c G. R. Owst, Prc%Áj.#g J.# A4lc-
Í//`cÍJ4/ E#g4z#J (Cambridge: Cambridge Universiry Press, 1 tJ26).
20` "No períodt) rn`ijs [ardio da ldade Média, o direi(o de compartilhar de um indulgência foí d;s-
tribuído pela Europa a[ravés dos `Perdoadorcs.' . . . A venda de pc.rdões cons[i[uía grandc fon[c de lu-
cro para as autoridddcs eclesiás[icas, c era frcqücntcmente utilizada para o propósi[o de lcvan[ar cdifi'-
cíos, tajs como a Catedral de São Pedro em Roma e o complcxo moms[érico de York." -Ox/onJ D;.f-
[ionary of the Chri3itdn C;httrch, no vcrbe:+e "PíLidor:' .
21. YX/ti+€[ \Xl. S)Ái=Çri, eÀ. , Tln Vi§ion of w'illíam Conccrnii}g Píer§ the Plowman in Three I'aralbl T;cxts
roóafí4~ U7l/Í4 J?/t`/74rc/ //% Rc4t'/cJJ, 2 vols. (Oxford: Clarcndon I'ress, 1886), [cx[o 8. prólogo e seção kk.
22. Robcrt E. MCNally, S. J., `The Reformation: A Ci[holic` Reai)praisil", in Lu[her, Erasmus and
[he Reformaiion: i4 C4//7o/j.t`-/+oícjízg#/ ipéwf!?m/'f4/, ed. John C. 0lin, Jamcs D. Srm[[, and Rober[
MCNally, S. J. (New York: Fordham Universiry Press, 1969), pág. 39.
23. [dem, pL8. 32.
24. As duas principais [raduções antigas do An[igo Tcs[amcnto para o grego, são a Septuagin[a
(I.X) e a tradução dc Teodósio, que é de melhor quaJjdade. Existe concordância generalizada dc quc
a l.XX foi comple[ada por vol[a do ano 150 a.C. A tradução de T€odósjo, scgundo o que geralmente
se supõe, foi comple[ada po[ vol[a de 180 d.C., em respos[a ao surgimcnto do cristianismo. Rcccn[e-
mente, contudo, o cstudo dos manuscr;ros do Mar Morto sugeriu forTenicnte que a tradução de Teo-
dósjo também ocoricu por volta dc 150 a.C. Vcji documi.Ímç.ão c. drgumcntos cm Gc.rhard F. Hasel,
" Dãnicl Suruiue5 tln Criii[§' Dcii'', Min;§try, .)mc.iro clc 1`)7`), pígs. 9-11.

25. Kcil, DÁííií.f/, págs. 303 c 304.


26. Edwaíd J. Yoiing, 'r4c Pmp4cçy o/04m;.c/.. Á Ccwinicw/47 (Grand Rapids, Mich.: Wm. 8. Eeíd-
rnans Publishing Co.,1949), págs.174 e 175.
27. John F. Wa]yoord, Daniel: 714€ Krçy Ío Prop/w//.c RCL.fÁí/7.o#, A Comww!JÍíT (Chicago: Moody
Press,1971), págs.189 c 190.
28. Lcon Wood, Á Cow77mízz7 on 04#/c/ (Grand Rap;ds, Mich.: Zondervan Publishing House,
1973), pág. 218.
2`J. S. J . Schwantes, "Ereb Boqer of Daniel 8: 14 Re-cxamined", AÜc/#t4Ü U#/.wf/'y Sc7m.mz7 5:Í#-
ú/J.4J /ó-(1978):375-385. Um artigo muito ú[íl.
30. A despeito d.iç instruçõcs cxistentes cm Ni'imeros 10, de qiic dev€riam ser usada`s [rombc[as dc
prata no primcm tiia do mês, os ri[ualis[as judeus em ilgum ponto da história decidiram fazcr soar

197
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
cm ]ugar destas, as [rombc(as de "shofar". Estas eram trombctas adaptadas de chifres de animais. Em
lugar dos tons claros das trombetas de metaJ, estas últimas rcproduziam sons guturajs dc cornetas e ba-
lido5. Ainda ho/.e clas são utilizadas nos rituais judaicos (vcr, por exemplo, a E#cycÁ7Pcc/z.4/f<d¢Í'c4, ver-
bctc "Shofar").
3+ . Ve[ The Jcwish Encyclop(did, vctbe`e "Da:y o[ ]udgm€rir , c. Encyclopcdia Judaicd, verbe;fi£ "Da:y
ofAtoncment».

33.pro#e|::r:::/ocí;JfÁoÍ„e?É`eogrcedú:,e?::Jbaei:,;`nDdaoyaoqfuJiuáagTcednitàçãodotabcrnácu|o;m*s-r-
na claro que a,s coisas celestiais podcm necessitar de purificação.
34. Ver E#Çyc4pcc/z.4/íÁ/.cw, mrbe[c "Day ofAtoncment"; c Mishmh Ta'anith 4.8, [rad. in 7lúc 844-
4#ri# r4/"#¢ Soncino cd., 35 vols. (I.ondon: The Soncino Prcss,1935-1952), Ta'anith 26b, pág.139.
35. SÍ.r /J#c jvc'wJo#} D##/.c/ 4#J //w Apoc4/ypjí, ed„ Sir Willjam Whitla (London: John Murray,
1922), pág. 222.

198
Deus Marca a
Data da ExpÉação
lntrodução
aniel 9 constitui um dos mais notáveis capítulos cristo-
EE=Iios do Antigo Testamento. 0 cumprimento de suas
precisas predições relativas à primeira vinda de Cristo,
tem fascinado os cristãos desde os primeiros anos da exjs-
E ° tência da igreja. Adicionalmente, `vislumbres do assunto
desenvolvidos ao longo dos dois últimos séculos, conduziram alguns estu-
diosos da Bíblia à conclusão de que este capítulo, uma vcz vinculado a.Qa-
piç±_7;P-14. ç ao capítulo 8: 13 .e |4, Situa no tempo o julgamento que pre-

àeedà:isi:rmn:sa.rv£dâu:e,áç::ià.Esl:|vees:àoocneartf:,rapà:jou-
fiã==Tc€-r-se o capírulo s de Daniel, vimos que o profeta se achava em

ã:ã:igefi#olimáaed:íeAaàiã.oe£:.cE:f5:i:edqeu:ni:ierdriag:on:tdT"indae?::àLd:,sE:
niel retornou a suas atividades governamentais. Explica, porém, o profeta:
"Espa.ntava-mc com a visão, e não havia quem a entendesse." Qanicl fi:27.

emo..fiàafl=o.od:Er:fi:stsaã:Te::bTgare;:.deéaab:ii:í,odíoÉ::Í!::i:ÍÉÊá:::::;::
a visão". Daniel 8:16. Portanto, em Daniel 9 o anjo retorna a fim d€ dar
prosseguímen[o à cxplicação interrompida.
Na verdade' treze anos de atividade (ãÉjjL5-3-8-LÊfl decorreram entre
os capítulos s e 9. Você por certo está lembrado de que cz.#gÁíc77Áz anos dc-
correram €ntre os caDímlos 2 c 7 (veja a pág. 107).
Nesse ínterim o córrupto reinado de Belsazar chegara ao fim, Babilônia
caíra diante de um exército medo-persa comandado por Dario o Medo
(provavclmen[c Gubaru ou Gobrias, conformc estudamos às págs. 104 c
105), e o rei Gro entrara triunfantemente na cidadc. Dario exercia agora
a fiinção de rei vassalo de Babilônia, sob o comando maior de Ciro o
199
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
Grandc, c dcveria p€rmanecer no trono pouco mais de um ano, ou seja, de
outubro de 539 até sua morte em novcmbro de 538. Durante este ano de
reinado Daniel foi apontado como chcfe dos presiden[cs das províncias,
tendo sido também condenado a passar uma noite na cova dos leões, se-
gundo o relato do çapí±i±!QÁ

apeT:sauv:za::cd:sÉ::,Potoos#e#moocso:rí:auTardqu::nateexop::::;g|:g:
Daniel com o anjo que o protegeu na cova dos lcõcs, ocorreu bem pouco
tempo antes ou bcm pouco tempo depois da visita que o profeta recebeu
de partc do anjo Gabriel.
Enquanto você cstiver lendo Daniel 9, perceberá que o capí[ulo se en-
contra dividido em três porções bastante distintas: (1) 0 "diário» de Da-
niel, cm que o profeta rela[a seu estudo das profecias de Jeremias; (2) a sin-
c€ra e angustiosa oração de Daniel e (3) as prediçõcs adicionais de Gabricl
aoàx!,oÁr„#.."NoorimerioanodeDario„,começaoprofeta'"...

e;;:E;:Í;:±Ê;;ÊÍÉÉÊ!g;Éi;;Ê:f;:i;:-nÉâÉÍ::mi::£:É;;sÊ!Ê::
a anos. ersos 1e2.
ãíi=sãFÉíêõHpa
F¥todocaDítulo8:14.sçg!+nd.o„?
1

qual "até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o san[uario sera

Làe:p#grii;ãàã:2cÉe:ooqii:::t;xeio:s:aní::(`vasàa:ã#a::o8,?E;:i
achava-se em ruínas. Uma "tarde e manhã" representa um ó/Z¢ de acordo com
çÊEÉs 1 (veja a pág.183)T==por certo Da.niel estava informado que ao seu

"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo."

7semanasy~62semanas

408 a.C.
`r uma seman

457 a.C. 27d.C. 31 d.C.


0 Decreto de Restauração Batismo de Crucifixão i
F]estauração de Jerusalém Jesus cristo Jesus cris
de Jerusalém

200
Daniel 9

contemporâneo, o profeta Ezcquiel, Deus dissera que - nas visões de longo

gràjà::n,`e"aJàmí:Íj¥m",Tpo'á#íí¥ív#:gTon=q:#=,be:::
salém não conhecerá a restauração antes dc decorridos 2.300 anos?
Durante sua jnfância, em Jerusalém, Daniel conhecera o profcta Jere~
mias. Certamente guardava com carinho iima cópia dos escritos do velho
homem. Nestes escritos Jeremias dissera algo sobre o tempo durante o qual
Jerusalém dcveria pcrmanecer desolada. Daniel decidu rever, uma vez
mais, aquilo quc Jeremias dissera.
Desenrolando o livro dc Jeremias, Daniel leu que c¢oJ.í dg j€Íc77ftz 4#oí
Deus iria castigar "a iniqüidade do rei de Babilônia ,... como também a ter-

;mííi:,e:E:!a:::;:#:TmíT#iü;gsT:(;o:;::c;ns3#:n;fm:n:dJ:¥:
contagem os anos das duas extremidades). Os setenta anos achavam-se quase
no fim! Mas Jerusalém e seu templo encontravam-se em ruínas; c nada fora
feita, aparentemente, no senrido de reconstrui'-los. Seria possível, depois de
tudo o que sucedera, que Jeremias estivesse equivocado? Seria possível que o
san[uário teria de permanecer em ruínas duran[e 2.300 anos?
Danicl desenrolou mais um pedaço do rolo e prosseguiu a leituiã atenta:

Assim diz o Senhor:


Logo que se cumprirem para Babilônia j.cf€#f# 47zoí
atentarei para vÓs outros
e cumprirei para convosco a Minha boa palavra,
[omando a [razer-vos para. este lugar Uerusalém].

A Profeciã dos 2.300 Dias-Anos

.i
de Estêvão
1.810 anos a{é a puriíjcação do san{uário

Apedrejamento

Evangelho Levado
aos Gentjos
1844 d.
lnício da
Purificação do
Santuário
Celestial
201
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daníel
Eu é que §ei que pensamentos tenho a uoSso re§.peito,_diz. o Sc.rhor..
pemíimentos cle ijdz, e náo de mal, i]am voS ddr o fim que desejais.
Então Me invocareis, passareis a orar a Mim, e Eu vos ouvirei.
Busc;ai-Mc-érs, e Mf: &chaLiéLs, quando Me buscardes de todo o uo§So
coHjzfzz~o. Scrcz. 4c44óúg c/c zJóí, diz o Senhor, e farci mudar a vossa sor-
tc; congregar-vos-ei de rodas as nações, e cle todos os lugares para
i>iiJc` \.i)s liinci`i, djz o 5cnhor, e tomaTei a [razer-\'os ao lugar don-
de vos mandei para o cxi'lio.
|eremias 29: 10 a 14.

Que palavras extraordinárias!. Quão confortadoras promessas! Este é um


maravilhoso quadro de Deus.
Mas a passagem também representava um convite à oração - profiinda,
solene e penetrantc oração. "Quando Me buscardes de todo o vosso cora-
ção, serei achado de vós."

m|Í;"ffcõ.oní|:?zící.Erí:ia=riamti:.uÊ:u=i:iao;goT.cA.:fi;iro:epadTzei:¥
P5EEous: "Se esta era a forma como oravam os homens daquele tempo, en-

àãé:saecitar:::?:àee=actor:#=sffdeto=mmeEft=nedã;stqae#=„T#,u«i,gos
4 c"//.czzcõo c# G46rz.cÁ Enquanto o profe[a ainda orava, Deus fez um
ee bondoso anjo veio um vez mais a fim de ex-
plicar.a visão. Ele chegou "à ɱgra do sacrificio da tarde". Daniel 9:21. Ne-
nhum cordeiro fóra ofereci urante quase cinquenta anos,
mas Deus honrou a porção do dia em que um cord€iro teria sido sacrifi-
cado se o santuário estivesse em funcionamento. Gabriel apareceu no mo-
mcnto mais apropriado possível, tendo-se em mente que ele veio para ex-
plicar uma profecia relativa ao santuário.

202
A Mensagem de
DanieT 9 `<

1. Uma Oração que Deus Pôde Responder

aniel deve ter-se sentido muito content€ ao ver que Ga-


briel se aproximava cnquanto elc próprio ainda cstava em
Oração.

EEEEEEEEEEE-L#ff?sd:ó:sxi«,:jmTmoosst:rq::st#ireel%sta:eangdm:à*:::
mos o que nos é possível aprender acerca do tipo de oração quc Deus pode
atender dc modo tão marcante. Sem dúvida os Céus preservaram esta ora-
Ção para nós, de modo quc pudéssemos cstudá-la tendo cm mente as suas
características.
Já estudamos bastante sobre a vidà de oração que Daniel vivia (veja as
págs.101 a 103). Na presentc oração, Daniel pra[icou pelo mcnos seis coi-
sas quc merecem a nossa atençáo.
- 1. Ele orou com muita intensidadc e fervor.
- 2. Ele repousou sobre a justiça de Deus, não sobrc a sua própria justiça.
`- 3. Ele utilizou a Bíblia.
-d` 4. Ele confessou seus próprios pecados c os pecados do grupo ao qual

pertencia.
~5. Ele buscou a glória de Deus e de Seu santuário.
-i6. Ele reclamou o cumprimento das promessas dívinas.
À scmelhança de todas as comunicações humanas, a oração envolve tan-
to palavras quanto atitudes. "Tcnde convosco palavras dc arrcpendimentó,
c convertei-vos ao Senhor", diz Oséias 14:2. "Buscar-Me-eis c Me achareis,
quando Me buscardes de todo o vosso acresceJ?fa±eremias_22±3.
Em harmonia com o costume preva]ecente em seus dia=sTDãn-iêTiHi-
zou a proftmdidade dos desejos de sua alma não apenas mediante a esco-
lha dc palavras apropriadas, mas também com `j£j±Lm" e com o uso de
"_p_a±io de saçp _e cinza". Daniel 9:3.
Pano de saco era constituído dÊ]im te-
0 era utl
dc grandc agita-
ção espiritual (veja, por 11 Samuel 3:31 e 11 Reis 19:1 e 2 De
cor parda e aparência desagradávéí, o panõlã-5ãêõTFxpicssava sincera e
profinda humildade por parte da pessoa. 0 fa[o dç alguém sujar a própria
face com cinza, intensificava o sentimento de autodegradação.
0 jcjum de Daniel sugcre que sua oração, tal como cncontrada no ca-
203
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Dani.el

pode ter sido na verdade o resumo de uma série de orações ergui-


asa Deus durantc um período mais ou menos extenso de tempo. PÊpjÊj
10:2 e 3 descreve outro jcjum que Daniel observou cc.rca de dois ariõffi-aii€-
t-aiiTeT--e-4ue durou três semanas.
Coisa alguma indica haver Daniel imaginado quc seu jejum, os vestidos
de saco e a cinza sobre. a cabeça pudessem granjear-lhe qualquer méri[o.
Estes clementos contribuíram para expressar sua sinceridadc, e sem dúvi-
da auxiliaram no sentido dc aprofundá-la. Mas ele não chamou a atenção
de Deus para aquilo que pra[icava. Ele disse: "Não lançamos as nossas sú-
plica,s perante a Tua face fiados em nossas justiças, mas em Tuas muitas
misericórdias." Daniel 9: 18.
íõiÉ=qüê`-iiiüifo pode, por sua eficácia, a oração de um jus-
opa ulo, porém, nos faz lembrar que "não há justo, ncm se
quer um". Romanos 3:10. Assim, pois, o quc d€vemos crer? 0 que fazer?
Exatamentê€Daniel fez! Devemos ir à presença de Deus em
toda a nossa pecaminosidade. Aliás, é a zí#z.c4 forma como podemos ir. Ao
confessarmos que somos pecadores, peçamos a Deus que nos atenda com
base em Sua misericórdia e plena justiça. Jesus nos convida a irmos a Deus
em S#¢ nomc. S_.J__gão 14: i3__~ç`.lé.
Em sua oraçao, anie uti izou a Bíblia. Suas palavras demonstram que
ele devc ter estado a ler três passagens escritas especia]mente para exilados:
mE o conselhQ de Moisés a fiituros exilados (no ítulo 26 de
(2) a oração de Salomão em favor dos fii[uros
rante a dedicação do templo quc agora jazia em ruínas (ILRçis_.S.;46 a. 53)
e (3) a carta de Jeremias a seus contemporâneos exilados em Babilônia (±=
tiELEiI= EEE gÊ]_r

=Eq¥ê:%e¥d_.,L=:ÉÍÊ=j::eT:qd=±:::Êfâ==ÍÍ:ÊÍ=±Lç:
`LEFrometera cónced-er esse território perpetuamente aos hebreus. Se es-

tes persistissem em manter-se em pecado, Deus permitiria que eles fossem


levados ao exílio; se, porém, eles confessassem seus erros enquanto escra-
vos na terra estrangeira, Deus lhes perdoaria o mal e os traria de volta a sua

ã:t::au.sL#eí:::Í:is£Íf"#:c`sfi:To::ji:asdeoxsi]'a.d.onsfedst:::er:n:S:aní:Tqa:,àapdee:af:
:%Í#ufi%Jaf=J,.noan`,:í`r:fkdeand[:S::ac.o.mn:|`ge::m.c:ns:moTcium.'ocr:;:
incircunciso se humilhar, e [omarcm eles por bem o cas[igo de sua iniqüi-
dadc, então Me lembrarei da Minha aliança com Jacó. . . c da terra Me lem~
brarci." yersos _4Q-422
AtendenTo às--i=nT;ruções aqui presentes, Daniel orou: " 7Z»zos pecado e
cometido iniqüidade, procedemos perversamente, e fomos rebeldes,
apartando-nos dos-Teus mandamehtos c dos Teus juízos; e não demos
204
Daniel 9
ouvídos aos Teus servos, os profetas .... Todo o lsrael transgrediu a Tua
lei, desviando-se, para não obedecer à Tua voz." Daniel 9:5-11.
É absolutamente surpreendent€ que Danjc] [cTEHãlFÉEÉcla=o um [al
oração. A[é mesmo os seus inimigos, ao prócurarem uma razão para bus-
car a sua mor[e, reconheceram que nada de impróprio havia m conduta
do profeta. Daniel 6 Contudo> agora ele ora, dizendo: "7GTw2oJ pecado e
cometido iniFaffiJrocedemos perversamente, fomos rebeldes."
Daníel não mentia ao assim orar. Tampouco fazia jogo de palavras. Elc
se identificava, nesse momento, com o grupo do qual fazia parte, com a

::.`..`..:t`---.:-:..`-:....`-.`-..`,::-..`;..-```....,:.-.r`:::=:``=i=.=`-=-`:[.Ti:`.`..-..`.`-..
Parece haver-se tornado moda em certos círculos, atualmente, dizer que
a nossa igreja - ou a nossa nação, ou a nossa escola, ou s€ja lá o que for -
não está preenchendo o papel que lhe cabe em virtudc de nossos bispos,
ou os líderes políticos, ou os admjnis[radores terem-se tornado corruptos
e descuidados. Desta forma acusamos os líderes, em lugar de a nós pró-
P rios. Daniel, entretanto, disse: "Ó Scnhor, a nós
pe_I£ence_o__Cpr_ar_d--

í°o==Ê==Í==::Ê=:::=Ê==::Ê:±±í±£ipÊS|£±J±gÊses±a±sLPLOL£:q±:u:ʱs~
Cónta-se que um fàmoso evangelista, ao ver iim bêbado qüé passava
cambaleante, disse: "Aquele, não fora a graça d€ Deus, seria eu.» Quando
admi[imos, em oração, que 7}óJpecamos, achamo-nos em posição dc rcco
nhecer que somos consrimídos da mesma matéria que os nossos líderes, €
que sc estivéssemos no lugar dos mesmos, provavelmente cometeríamos os
mesmos erros que estes, ou ainda erros mais graves. Efetivamente, no am-
bien[e familiar e entre os nossos conhecidos, cometemos erros similares.
"Portanto, és indesculpávcl quando julg`as. ó homem, qiiem quer quc se-

jas", adverte Romanos 2:1, "porque no que julgas a outro, a ti mesmo te


condenas; as coisas que condcnas."
Se tivéssemos vivido ceica de quinhen[os anos an[es, ou mesmo mil
anos atrás, quem poderia garantir que procederíamos melhor que os nos-
sos ancestrais?
"Ó Deus, perdoa a minha família. /Vo'J discutimos muito. Nós dedica-

mos tanto [empo para as trivialidades da telcvisão, e [ão pouco espaço para
aqtlào que é ,realmente importante."
Deus, perdoa a minha empresa. JVóf desenvolvemos tanta tensão in-
felicitadora entre a administração e o operariado, e consideramos tão pou-
cotgóesÊoer::,ep:rg::[íd:í;hdaosn:çuãt:osÁ;ó„omostãomatem[ístasepratíca.

mos tanta imoralidadc."


"Ó Deus, perdoa o meu clube. /Vóí somos tão exclusivistas e ímperti-
\,

nentes.

205
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daníel
"Ó Deus, perdoa a minha igreja, a igreja cristã. Duran[c os séc`ilos es-

tivemos a perseguír-nos uns aos outros, obrigamos as pessoas a crer de uma


determinada forma, desrespeítamos os Teus profetas e calcamos a pés os
Teus mandamentos. Como cristáos fracassamos em permitir que Tu nos
concedesses a vítóría sobre o orgulho, inveja e concupiscência. Muitas ve-
zes deixamos para os não-cristãos a impressão dc que o próprio Deus é in-
capaz de ajudar as pessoas. A nós pertence a confusão de rosto quando ve-
mos os islami[as e os astrólogos e os cultos oricntais conseguircm maior
número de conversos do que a ígreja de Cris[o.
"Ó Deus, faze raiar um novo dia. Permitc que eíe vcnha logo. Que a Tua
igreja possa ser modificada, transformada à Tua semelhança. Torna-nos pu-
ros, generosos, amáveis. Remove de nós o adultério, o racismo e a trans-
gressão do sábado. Usando as palavras de Daniel, nós te suplicamos: `Ó Se-
nhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atendc-nos e age; não Te retar
des, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu; porque a Tua cidade e o Teu
povo são chamados pelo Teu nome.' Daniel 9:19."
Estas últimas paJavras da oração apontam para outra prioridade da oração
vitoriosa. Daniel procurou a glória de Deus e a glória do Seu santuário. Se
todos os cristãos - cerca de um bilhão de cristáos de todas as denominações -
se cncontrassem a pleitea.r com Deus nos dias de hoje, assim como o fez Da-
niel, pedindo perdão a Ele pclos nossos pccados coletivos, implorando-Lhe
que conceda à Sua igrcja o privilégio de ser digna de Seu nome, quanto Deus
nos abençoaria! Quão profiinda seria a impressão sobre os não-cristãos!

qu#p:v::T:d:,:¥`Í:mffüuj;;dode¥mdde.ç:=oaãgo.oamse£n.%dde=a¥ií
pria rm? As mulheres que ficam em casa com seus filhos e que raramente vêem
outros adultos -exc€to seus próprios maridos -necessitam e certamente apre-
ciam semelhante companhcirismo com outras mulheres. Homens e casais po-
derão iguaJmente cnvolver-se proveitosamente em tais grupos de estudo. Fa-
zendo pa.rte de um grupo de estudo e oração, ou até mesmo em sua fimília,
você pode ser o fator decisivo paLra o êxito do estudo. Ao final desta seção você
cncontrará uma lista de orações selecionadas e um rol de assuntos pelos quaís
a Bíblia diz que devemos orar. Vjcê poderá analisá-los, localizar os princípios
envolvidos e aplicá-los a sua própria vida de oração. Tódas as orações bíblicas
sáo diferentes. Jamajs encontraremos nela um "pacote" de expressões v€rbajs
que devamos utffizar ao nos aproximarmos de Dciis. Assim, você pode pedir a
Deus que utilize a í¢4cz pessoa ou o jc# grupo como irna bênção a outros.
Uma coisínha mais. A partir de seu conhecimento da Bíblia, Daníel sa-
bia que Deus é fiel em guardar "a aliança" ou conccrto - é um Deus que
cumpre as Suas promessas. No início de sua oraçã`o, o profeta dirige-se a
Deus como Aquele que guarda "a aliança e a misericórdia para com os
ue Te amam e ardam os Teus amentos
Daniel 9
A expressão de Salomão, por ocasião da prcce dedicatória do templo, fàz

::í:crân2C;a,=Dbeéu:ç:Te:e#r.é=nqc::,gud:dÉeaufÉTmieíEã:i:ÍÍÊÊk:¥
miliarizado com estas passagens. Ele também lera a respeito do concerto
de Deus emJeremias 31.
William yn a e, que perdeu a vida na tarefa de traduzir a Bíblia no dé-
cimo sexto século, forneceu uma esplêndida definição de oração em seu
comcntário acerca da oração de Ja có em Gênesis 32 :9-12. Este comentá-
rio nos faz lembrar das promessas de enquanto oramos:

Oração é o apegar-se às promcssas de Deus


mediante uma firme fé,
E suplicar a Deus
com ferventc desejo
Que Ele nos atenda baseado
tão-somente em Sua verdadc e misericórdia.

Trata-se de uma boa definição. 0 fato de lembrarmos que Deus cum-


pre as Suas promessas, sempre que iniciarmos nossas preces, ajudar-nos-á
a desenvolver o tipo de fé que Ele poderá honrar.
Agora que examinamos a notável oração de Daniel, examinemos, a par-
tir da próxima página, a resposta que Deus lhe concedeu.

207
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel

Outras referências notáveis à oração

É-`
Aiitigo Tlestamento Noiio Testamento
£±_M_4|c±íLi4±4é, Romanos 10:1

J-T
S. Mateus 6:5 a s 11 Coríntios 12:7-10
I Reis 18: 1-46 S. Lu_cas 1:13; 6:12 Efésios 1 : ±_6_
H€-as-33i3 Atos 1:14
Atos 16:25 ¥:ni#11§9,
Princípios da oração eficaz

Fé em Deus e em Suas promessas. S. Mateus 21:21 e 22; Hebrcus 11:6.

3ie::::,?á=::jÊr:á:à*-2-;:3:#;.l-8-:-1-£.
Espírito perdo`ãaTOT.~ST.-"é'us 6?14 e 15.
CorretasrclaçõesdomlHEã;:lTiFd-rà-3:7.
Humildade. S. Lucas l8:10-14 .----

Â¥tiàcciadgeoÊiãLEffi3-;érbios|5:29"
Submissão à vontade de Dcus. S. Matcusú?iõ;|Õ;55.
_4r_. _ _
Dependência de Jesus Cristo. _§|gLã.9J4: 13 e 1
An;eio por ver o-avaLnço do rc-iiiHé--7Í5-Màteus 6,9 e_ 1 Q.

Epécies de oração

Orações que expressam louvor, gratidão, queixa, submissão e pedidos.

11. É Revelada a Data da Cruz

Quando o Senhor Jesus Cristo irrompeu pelas vilas da Galiléia, ele[ri-


zou as pessoas com Sua dramática proclamação: "0 [empo está cumprido
e o reino de Deus está próxímo." S. Marcos 1:15
Desejamos saber exatamente o--É-úê-j-êsü.s-q-úis -dizer com a expressão: "0

ff,;dízeraoexpressar_se:«v]ndo,porém,ap]cn„u=
doÉeqmupdo;eE::;:nvsl::esnetuoFdi:hpoáuTo*:àdfoa||ea:eF:eà,;.'Ê£::::::Í::í-ída

que Deus "prometeu antes dos [cmpos eternos e, c_m tempos devidos, ma-
nifestou a Sua palavra"? Tito 1 :2 e 3.
Jcsus e Paulo estavam€Õhs-cicrites de que Deus estabelecera um tempo,
uma ocasião, e sabiam que a mesma havia chegado. 0 anjo Gabriel havia
aiiunciado este marco do tempo por ocasião da ex[raordinariamente pre-
rramento
cisa predição que ele havia fei[o a Daniel, no encerramento do capítulo 9.
do=çq±2ɱ±±±Q2.
Mais de meio milênio an[es, a ousada profecia dc Gabriel havia anteci-
pado o próprio ano no quaJ Jesus seria batizado e também a ocasião em
208
Daniel

que Ele seria crucificado! Muito mais que isto, porém, a profecia djsser
pcw 42#Jesus viria. Ele viria a fim dc obter sucesso no concerto com mui
tos de Seu povo. Ele morreria a fim de colocar um ponto fiml ao pccado
trazcndo sempiterna justiça. Até m€smo a Sua rcssiirreição achava-se im
plicada na profecia, uma vez que d€pois de determinar o fim do pecadt
Elc haveria de "ungir o Santo dos Santos".
Mas não podemos avançar por nós mesmos. Façamo-lo com bastanti
cuidado, um passo por vez.
0 uínculo entre Daniel s e Daniel 9. É. de importância básica conserva
em men[e quc êl 8:14, e que os dois capítulos cons
[j[uemiuna`unid~adT-
Quando Gabríel apareceu, Danie] reconheceu que o anjo era a mesm
pessoa "que eu tinha presenciado na minha vísão ao princípio".
A primeira frase de Gabricl ao profe[a foi: "Daniel, agora saí para fa
zer-te entender o sentido."
Depois de a[ribuir a Danicl a. honra de chamá-lo de homem "mui ama
do", Gabriel acrescentou: "Considera, pois, a coisa, e entende a visão.
Gabríel recebera a íncumbência de fazer "entender a este a visão". do;±Êgí
tulo 8. No âmbito daquele capítulo, cle havia explicado todas as coisas, coi
¥o do.]íÊiÊg|4, com suas referências à purificação do santuárj`o e às du
miletrezenTaffis=iãFaesema.nhãs,oudias.Dani€laindanãopossuíaumaexpli
cação da purificação do santuário, mas o que mais o perturbava eram o
2.300 dias. Tratar-se-ia de dias literajs (e ele rinha esperança de que assim fos
se), ou seríam dias simbólicos, [ais como ou[ros i[ens deDaniel 8:3-14, e

i:Foeóh4=o:eds:i,ti3ed:iffi+:,n:osàupcooTcs:t::?o:i#:em
plo de Jerusalém não seríam res[aurados antes de 2.300 anos? Neste caso, (
que seria da profecia de Jeremias, que mencionava apenas setcn[a .inos?
Daniel achava-se muito preocupado com o cálculo do tempo.
Gabriel iniciou sua exposição com uma frase acerca do ti]mpo.
Setenta §emana§ e§ fc.7.4/.j.. Disse Gabriel: "Setenta seinanas estáo d€t€r.
mina as so re o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a
transgressão, para dar fim aos pccados, para expiar a iniqüidade, par
trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecía, e pam ungir o Santo
dossantos."Diʱp_j±2:2_4.
Setenta íc7774#Ázf eT anos. Daniel estivera examinando a profecia de Jeremias
que mencionava se[cm anos. Agora, porém, Gabriel fàlava acerca de uLin pe
ríodo sete vezes mais longo. Os comentaristas concordam de forma praticamcn-
teuEneftleTe4;%1aqnuoesç:E:i;|àe-rseefi:`ráactae=i::rá::,gdAeÉã3É:ÊSíZ:uxsa|ém:oà,i.z2

que as se[en[a semanas foram "fi=a as .


0 termo hebraico subjacente `a7#Á/7^¢Á. Trata-se de majs uma palavra da-
209
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
quelas que aparecem uma única vcz, à semelhança de #¢`Írczzq (veja a pág. 184).

cE.mnE:::d:tá:T:fü#daepv:àe.çaa:s::uú:is%e.zanda.sBl::ii,a:selbeíj|ibc:st.ag
conhccido Dicionário Hebraico-Inglês de Genésio diz que o significado

:paroppdriavdr:g:Ídoa:irganí#óaà'c:`:Íii::iíi::';Antigosrabi-savamames-
Os tradutores sabem que chatl)dh significa cortar, dividir, e amputar,
mas clcs nem sempre conseguiram entender de que forma a palavra pode-
ria fàzcr scntido literal no texto, dc modo que propuseram ampla varicda-
dc de altcrnativas, incluindo não apenas "fixadas" e "dcterminadas" € "de-
cretadas", como também "seDaradas orcviamente"` c outras mais.
É melhor deixar a palavra-cm paz: Gabriel viera para explicar os 2.300
dias. Elc iniciou sua explanação ao anunciar que 490 anos haviam sido
"jQr±adgs" ou :\:am.p±±±aéQs" do período maior. Na verdade, o assunto é ex-

tremamente simples.
Aqui sc cncontra a resposta à prévia pergunta de Daniel no tocante à ex-
tensão dos 2.300 dias. Uma vez que 490 anos não podem ser "cortados"

:rcan2#iiíii:::ies,.Eis.%t;ff2:e3Poroüà::=|:£en£isd:::eeiee:|,:S;iamsboórií.:
e representavam2£QQ apQ±_icai5.
Evidcntcmcnte Daniel ainda scntia desejo dc saber quando iniciariam
os 2.300 anos, de modo a poder calcular quando eles chegariam ao fim.
Parcce çlaro que todos nós desejamos conhecer a mesm informação.
Dentro de poucos momcntos Gabricl proveria a resposta.
Á f€g77Íc#Í#fõó cdzf Jcff#f4' fc7#¢7z4ir. Antcs, porém, temos dc observar que
nos versos 25 a 27 Gabriel dividiu as setenta semanas de anos em três seg-
mento-s de diiãr-crités tamanhos, consistindo respectivamente de setc sema-
nas (49 anos), sessenta e duas semanas (434 anos) e uma semana (sete
anos). Depois disto cle tornou a dividir a última semana em duas metades
(3 anos c meio para cada porção). 0 diagrama abaixo pode scr útil:

As 70 Semanas

2io |_e 5`€ü6.íflé-;V7J f>€,6m€fv1


2.-_ Séc`i(i€!vT C
Daniel t
0 início dín f etenta Semanas. T}rz o veiso 2:5.. "SaLhe, e entendó' - é siíru
aparece mais uma vez o crucial verbo c7zf€#c/cr-"e`entende: desde a. saíd
da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, a(
Príncipe, sete semana.s`"
Daniel deve ter-se sentido encorajado ao sabcr que realmente haveri:
um dccre[o, algum dia, o qual iria autorizar a restauração de Jerusalém! Po
deríamos descobrir mais aJguma coisa accrca desse decreto?
Sim; na verdade, devemos examina.r três decretos, os quais foram [odo
ervados pelo escriba Esdras.
0 primeiro desses decrctos, emitido em:±Ê± (ou, possivelment
537) a.C. por Ciro, o Grande, permitia o reasT5EHITamento dos exilado
judeus em sua terra natal, permítíndo-lhes também que rcconstruíssem

àepreeu,:,aérra."|Tbscar::::r:,sed;#i";.#Eamb::.náãã:sc.ormha#
transportado para Jerusalém - e nos quais o- rei Belsazar havía, de for-
ma blasfema, bebido vinho na própria noitc cm que Ciro o derrotou
apenas um ou dois anos antes deste decreto. 0 número de utensílios
checgearváàe5;íÍ:uetetJ;am#in-màpdestimnoperíodod-n
ano. Encontraram a feroz oposição dos habitantes não-judeus daquela rc-
gião. 0 relato dos livros de Esdras e Neemias é parecido com o moderno
noticiário do Oricnte Médio!
Face à ferrenha oposição acima mcncionada, os trabalhos de reconstru-
Çãg£lo templo cessaram (veja Esdras, capítulos 2 a 5).
® segundo dos três decretos foi emitido por volta dc 519 por Da-

:i.oáeE;si:¥oe:n(íqc::â:orgienvaedsoerd:oETr?.d,ií?ecroe:ebDe:iuomoaMüerd,:);.P,:c
tando confirmação do decre[o orígjnal cmitido por Ciro. Dario orde-
nou uma ampla pesquisa dos arquivos persas em Babilônia € Ecbátana,

ceiro decreto (Esdras 7: 11-26) era superior aos dois primeiros, pois ele atri-
buiu a Esdras ãíÉ5ÉlõE5ã5ilidade de indicar magistrados e juízes pqra tra-
tar com autoridade plena todos os casos políticos e religiosos que se encon-
trassem tanto sob a lei judaica quanto sob a lei persa, podendo até mesmo
impor a pena capital. Disse Artaxerxes:

Tu, Esdras, segundo a sabedoria do tcu Deus, que possuis, nomeia magi
trados e juízcs, que julguem a todo o povo que está d'além do Euhtes, a todos Qs
211
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
quc sabcm as lcis de teu Deus, e ao que não as sabe, que lhas façam saber. Tod
aquele que não observar a lei do [eu Dcus e a lci do rci, seja condenado ou à mor
re, ou ao desterro, ou à confiscação de bens, ou à prisão. Esdras 7:25 e 26.

Em seu relatório Esdras afirma que reuniu um grupo de lídcres cm po


tencial, viajou com cles de Babilônia para JerusaJém, chegou à Pales[ina n
quin[o mês do sétimo ano do reinado de Artaxerxes e, em algum momen
to posterior não especificado, fez chegar aos sátrapas e aos governadore
"deste lado do Eufrates" as ordens emitidas pelo rei Artaxerxes.ɱ4±±§Ê:3É
Ele também diz que o templo foi fina]mente completado, de acordo com
"dccreto de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, rei da Pérsia
". Esdras 6:14. Su

referência aos três documentos, valendo-se da pa]avra "decreto" no singular


indica a unidade dos frês decretos. 0 fato também chama a atenção ao ter.
ceiro documento, sem o qual os dois primeiros seriam incompletos.

conFcoeid::cat;::::ra?édm„orest€ou-reonÉseccir:teon:oo|se:t;rÊ.a,n.o,É:.¥r'o"dee:rees,;,
[orizando a indicação de mag;strados e juízes c, em par[icular, restabele
cendo as leis judaicas como base do governo lóca.l, que tornou possível €
rcstauração de Jerusalém como capital.
Portanto, era esse terceiro decreto que Gabriel tinha em men[e quandc
fflou da "ordem para restaurar e para edificar Jerusalém». /W
Pois bem: pode esse decre[o ser datado?
Sem qualquer sombra de dúvida.
Conforme citamos antes, Esdras implemen[ou o decreto em dgum mo-
mento posterior à sua chegada à Palestina, no quinto mês do sétimo ano dc
Artaxerxes. Um vez que os anos judajcos eram ord€nados de primavera a pri-
mavera (veja as págs. 47 a 50), oj±m, recai'a em
algum ponto entre meados de julho e meados de setembro em nosso calen-
dário (e esta variação devia-se ao momento do início do Ano Novo em deter-
minado ano; veja as págs. 265 a 277). 0 quinto mês do sétimo ano do reina-
do de Artaxerxes recaju na par[e fina] do verão ou no início do outono do ano
457 a.C. e o decreto foi pos[o em fiincionamento p.ouco tempo depois.
Dispomos agora, portanto, da data de início das setenta semanas:j2£u
tono de 457 a.C.
Tendo-nos asségurado es[e pon[o basjlar, torna-se uma simples questão
de cálculo encontrar todas as outras dams de nosso qmdro. Sete semanas
(49 anos), a de 457 i.C„ trazeni-iios a 408 a.C.. Se[en[a semanas
(490 anos) a partir do outono de 457 a.C., conduzem-nos a 34 d.C. Se
*Para majores de[alhes quanto ao cálculo do a[io 31 d.C. (i. pâra o posiciommen[o de oii[ras da-

tas como ini'cio do pcri'odo, [ais coiTio os anos 445 ou 444), vcjÀ a seção "Respos[as às Suas Pergun
tas", págs. 261 a 264. Se os seus cálculos par[iculares o condiizircm Jc 457 a`C. ao ano 33 d.C., ve)a
[ainbém a mesJT`a scçáo, à pág. 265.

212
Daniel 9

As 70 Semanas - 490 Anos


Daniel 9538/537a.C.' 7 semanas - 1semana -
49 anos 62 semanas -434 anos 7anos
'/2 '/2

457 408 a.C.~ -d.C. 27 31 34

contarmos uma semana (7 anos), retrospec[ivamente em relaçáo a 34 d.C.,


chegaremos ao ano 27 d.C. Avançando novamente meia semana (três anos
e meio), chegaremos ao ano 31 d.C.*
Em breve retornaremos a essas datas, examinando as evidências do cum-
primento da profecia em cada caso. Antes, contudo, necessj[arcmos com-
preender algo mais sobre o propósj[o das seten[a semanas e accrca dos
eventos que ocorreriam nas diferentes datas.
Em vista de sua oraçáo proftindamente espiri[ua], Daniel tinha razões para
csperar uma respos[a de contcúdo espiritual igualmentc profiindo. Ele não foi
desapontado. Conforme vercmos, a resposta de Gabricl em Daniel 9:24-27
atingiu um Donto aue suDerou as melhores exD€ctativas de Daniel.
Daniel 9:24-27 constitui uma passagem inspiradora, a qual r€vela táo
gràriTaêÀffiãlidàdé-de densidade de informação, quc desejaremos analisá-la
de forma bas[antc detalhada.
Daniel 9:24 como inçrodu Daniel 9:24 separa-se naturalmente do
e Verso Cons[i[Ul uma introduçáo aos versos 25
Êi7. Ele declara, cm linguagem extremamentc concisa, aquilo qú-êT-D=é-ü§
ilãHEjou realízar durante as setenta semanas. Diz o texto: "Setenta sema-
nas estão determinadas [amputadas, cortadas] sobre o teu e sobre
a tua santa cidade, parafazer£Ê±§Ê£±±±;a_pig±e_s:sãg,para dar fim aos pe-
£±4Los,pa€riÉriaripj±qÉidadç,p±ra__±razçrajustiça._etʱna,±±±±£Ê!±
a]£iâ;ão__e`=a prpfeçia, e para un£ir o Santo dos Santos."
Nós já salien[amos repetidas vezes que o texto de Daniel 9:24-27 foi
dado tendo em vista explicar a profecia de Daniel 8:
santuário, ao final dos 2.300 días, devcriaScr
que0
à sua situa
Í--dl2_que
:#asosuc,:nu,ríç':ffiid£*T#qéTuzJ:.Fr:n.c`poenr#d:sd:::mop.pàr::g?3gó
dias. Agora, no_vj=r;§Q24, percebemos que as exprcssões "dar fm aos pe-
ç±oS"j "lÊ2EPÉq±.± iniqüid±Lde" eL=í!±ngir o Sqn[o dos SantQ£:' constituem
a mais clássíca-1inguagcm do santuário. Gabriel cJtóvcrdadeiramente aju-
dando-nos a compreendermos a profecía acerca do santuário,` encontra-
da em Daniel 8:14!
obra de arie. Se você puc{cssc ler em hebraico (c
talvez seja rea mente este o caso senrjr-sc-ia profundamente enlevado
213
Uma Nova Era Segundo as PTofecías de` Daniel
ao observar a maestria com que foi construído o texto de Daniel 9:24.4
0 texto acha-se subdividido em dois grupos paralelos, uri--C-Ófi3iHo
de unidades de duas palavras, e o Cíutro consistindo de unidades com
três palavras. Mais que isto, entre os dois grupos existe um notável jogo
de palavras, de conteúdo sério. Permita-me P#zz;fiitzíc# o verso, numa
tentativa de apresentá-lo sob sua forma literária cm português.

Unidadcs de Duas palavrajs Unidades de Três palavras


Setenta semanas [de anos] estão determinadas [separadas]
sobre o Sobre a
teu POUO tim §dntã cídãde
Para - Para -
Á cessar a transgressão 8 trazcr ajustiçaeterna
A' findar os pecados 8' selaJ avisão e aprofecia
j4" expiar a iniqüidade 8" ungiro santo dos santos

Bem, vamos tomar um fôlego. Desejamos estudar profecias, e de repen-


te achamo-nos envolvidos em problemas de lingüística!
Em Daniel s estudamos a palavra Ígzzi4 dc modo a podermos com-
preender o contínuo ministério de Cristo quc foi obscurecido pela igreja
medieval. Também estudamos o tcrmojz££§ÍÉgg de modo a podermos com-
preender de qiie forma o santuário poderia ser rcstaurado, tornado justo
ou purificado. Sem haverem tido a preocupação de cmpreender estudo de
palavras como estas, muitas pessoas, ao longo dos séculos, chcgaram a su-
por que o capítulo s de Daniel focaliza o rci pagão Antíoco Epifânio, em
vez de focalizar o nosso grande Sumo Sacerdote, Jesus Cristo!
E é por não estudar a estrutura literária dc Daniel 9:24 a 27, que algumas
pessoas da atualidade ensinam que algo muito importante será ftito ®"7i¢ os
santos de Deus no|ʱZz±Lro, pelo í#.ririç7, qua.ndo em realidade o verso mosm
dgocTu€fiifiitocmça:Noidoss:an:+osc/eicÂde,dp_is_p2Í!4Eg±Je§uscristd.
Se alguns poucos momentos de estudo de palavras e estrutura literária
são capazes de ajudar-nos a evitar comprcensões errôneas semclhantes a es-
sas, por certo o esforço é mais que compensador!

mo¥:"ncí?;'o:.6¥'':JdídceJ".7n:'á"Í?:oct:í'â#£:sá:má,f|:i|q,:rcá:i:shde#en;
que envolvem a compreensão da profecia das setenta semanas. Lcmbre-se
que o povo judeu amava seu idioma. 0 povo encontrava grande beleza nos
ritmos internos da linguagcm. Quanto mais sinccros e fervorosos eram,
tanto maior atenção prestavam ao estilo. Scus maiores profetas foram
igualmente grandes poetas. Eles até mesmo corktruíam trocadilhos sérios.
Um das formas mais agradáveis pelas quais você poderia empre€nder
uma incursão introdutória às fórmas da literatura hcbraica - a título de
214
Daniel 9

preparação para uma análise profunda de Daniel 9:24 - seria reunir um


grupo de pessoas - uma excelente idéia scria fazê-lo com sua própria famí-
lia - com a finalidade de ler iins poucos sdmos cm voz alta, assim como o
faziam os israelitas há muitos anos. Como sugcstão inicial, o Salmo
107:23-32 e 4_iacha-se impresso logo abaixo, sob um arranjo que você po-
ã=ri-ã -:t,TizãTr--ÉTm aulas de r`eligião oü em seu ,lar.
Se você puder arranjar um grupo para ler a poesia bíblica com você, aju-
de-os a visualizarem a si próprios como estando cm pé, divididos cm dois
grupos, iim dc frente para o outro sob o sol da Palcstina, com o lídcr es-
tando igualmente dc pé em um das extremidades, no espaço entre os dois
grupos; por detrás do líder, um grupo de músicos com suas trombetas e
címbalos. A leitura de um texto em que um grupo fàla e outro rcsponde,
é chamada de "antífona", termo originado de uma palavra grega cujo sig-
nificado é "voz con[ra ondo-se a voz"
0 grupamcnto antifonaJ não Éillél:Éum preparativo para mágica! o CO-
ração da música hebraica acha-se reprcsentado por idéias paralelas, que cor-

SALMO 107:23-32 c 43
ÁLzp4zcf; Os que, tomando navios, desccm aos marcs,
Mof4f.. os que fizem tráfico na imensidadc das águas,
R¢pÁzÍ;éT.. Esscs vêem as obras do Senhor,
il4lofzzí.. e as Suas maravilhas nas profimdezas do abismo.
jL{p4;zcf.. Pois Ele ffiou, e fez levantar o vento tempestuoso,
i441ofm.. que elcvou as ondas do mar.

Z;z:Í:,â:sbci:=a::éaaooss¥bTssLos,
il41ofm.. no meio destas angústias, desfiJccia-lhcs a alma.
JLzp4z; 4.. Andaram e cambaJearam
Rapa2; 8: como €hr.ios,
iwof4J.. e perderam todo tino.

#opf=.íré.E,nctá:,I,T=os:ad=g:rs:i:'ricbl=ç==aosenhor,
A4lof4 Á.. Fez cessar a tormcnta,
Mof4 J}.. e as ondas se acalmaram.

##:::nJ:Íomscosd|e£roa:=oà::ej:dboo;omn=.,

%ozffÍ=i:à:uõgrt:Íba:u;ms:ein:ü¥Eo:r=si:o:d!E:n;:ao!eo,shomcns.
JZ4j)4z". e 0 glorifiquem no conselho dos anciãos.
£z,á..?:::siéd:íebiaosa:::ct:icpóaá:ssda;à:iiaso,r.

215
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
rem em duas ou mais linha adjaccntes. Quando dois grupos de pessoas pra-
ricam a lcitura, o primeiro grupo lê a idéia inicial, ao passo que o segundo

:?E#ajoa:Éa:iíraíi?:Í:ií;i:j:a:pã:Íii:Í?,e:r£::\
A' Fez cessar a tormen[a, j f#.flAt€ES. -PAR€CID{
A' e as ondas-se acalmara.m.

-2ãT##Í::::Ííá¥'#r.#eE=umi:gpío¥=pn=snà=.#ri
A Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, C°W7l{ASTA -
A' mas o caminho dos ímpios perec€rá. J)J-F€ K€WCJ-A -

ou:c#ã£?nàt;ÍeTTã|i:qau:âí¥êdj.!:i#pren:dí;gp?Í:ê"n:
cia n`a explõr-ação dessc tipõ=ae idéias, perceberá fteqüentcmente a presen-
Ça de duas idéjas 4/fi##4ÍÍ.z"; e que se esténdem por vários versículos. 0
Salmo 37:3-5 provê uina boa ilustração desta espécje dc paralelismo:

í, h:b:a[fià:n::t:r:r:sh:onà;,e.::¥üo-tfdma'verdade A; í::#: ;
B' e Elc satisfará os dcsejos do rcu coração. j)f 4Z^/#A.
A" Entrega o [eu caminho ao Scnhor, confia nEle,
8" e o mais Ele fará.

Tdvez você descje ler novamente o [recho qiie selecionamos no Salmo


107, a fim de descobrir quão apto se encontra no sentido de descobrir os
difcrentes tipos de paralelismos. Se você ainda não conscguiu dominar os
scus nomes técnicos, procure parcs ou outros grupos de linhas que sejam
( 1 ) similares, (2) _çép±±iasL±an!Ês,_ _(3_) com_pleme_n_ça±çs e_ (4) _a|!e_±n_a[_iv_o,s.

"Dfeo¥jsa:u|:v::cÊehsodu:e.rs#.u;:vdcimc::,ae:ã:es:i,êán;i,a.veeT,o=m':aerá::
£izer o mesmo com livros proféticos, tais como lsaías e Jercmias. Percebe-
rá que vastas porções dos mcsmos acham-se escritas no mesmo estílo que
) livro dos Salmos. Isaías 53, que de todos os modos consti[ui uma precio-

:jãemT::cs:Íi=md,m=,uamaes:eamffu:Tu:uE:o;fio:,d|:a::addei|Cai.oÃm;sÍ.unTg2v£Í
!16
Daniel 9
lisamos o fáto de que Nabucodonosor utilizou estilo poético em Daniel 4
c em alguns de seus escritos cuneiformes oficíais.
5. .Qz±Íggzgg±Uma vez envolvendo-se majs proftindamente no assunto, ao ler
a Bíbriãdi;õlc-ê~dcscobrirá -com a alegria dc uma criancinha que descobre pela
primeíra vez ser capaz de andar - que se encontra às voltas com um quiasma.
0 "qiiiasma" consiste de um par de idéias contrastantes que repentinamente in-
vertem a direçáo, tais como os pares que dançam. Exis[em dois preciosos quias-

:dffàe=mD-#p7.;ó=iàví,sE:crí:,s:=ei::Tan=Tr::e::siod:sãáo-|:sffasqeun,
e sim na questão "Rcspostas às Suas Perguntas'', págs. 267 e 269.
_0 _Pro_Po'J/.JQ ó/4J J.c/f#Í4 Jc_7z24+LÁZJí__ Mantendo como pano de fiindo esta
uçao, examinemos novamen te o texto de Daniel I,amfia-
íép4ó/o do modo como o fizemos há alguns momentos, quan o noà erripe-
nhamos em examinar a estrumra literária do texto:

Set€nta sernanas [de anos] estão determinadas [separadas]


sobre o sobre a
teu povo tu samta cidad€
para - paLra -
4 cessar a transgressão 8 trazerajustiça ctema
L4' findaros pecados 8' selaravisão c aproftcia
Á" expiar a iriqüídade 8" ungir o santo dos santos

Ao examinarmos novamcnte estes vcrsos, surpreendemo-nos com as re-


lações existentes entrc as várias linhas. Por exemplo, a linha 8 responde à
linha A tanto por "contraste" quanto por "complementação». 0 propósito
das setenta semanas é demonstrado cm A como o fizer cessar a transgres-
são, enquanto em 8 ele aparcce como o ato de trazer a justiça etema; A'
fla em dar fim aos pecados, ao passo que 8' sela a visão e a profecja; A"
menciona a cxpiação da iniqüidade, ficando com 8» a unçáo do santuário.
Observamos também um paralelismo sinonímíco (de sinônimos) entre as
linhas A e 8. As três ftases paralelas da seção A formam um único parágrafo
repetitivo. Elas dizem que todas as fórmas de pecado (transgressão, pecado e
iniqüidade -veia Levítico 16:21) devem scr terminadas, extin[as, seladas por
meiodaexpiaçiaia€:HeqüênciaonossocompassivoDeusrcpetiu
Sua promcssa de afastar os pecados do mundo (SLhégp9) , remover nos-
sos pecados [ão 1onge quanto o oriente dista d
tornar nossos pecados de cor escarlata tão brancos quan[o a neveJ!§ÊÉaʱ±É)!
0 propósito básico de Deus, manifestado nas seten[a semanas, é a
A seção 8 de 12aQÉÊ|£_:24_parece, à primeira vista, sermais comp
que a scção A, mas ain a assi-m ela se a[ém a um conceito unificado. Ela
não [rata mcramente do templo judaico em favor do qual Daniel estivera
217
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Danfel
a orar! Ela se ocupa igualmente da santa cidade, a Nova Jerusalém LApÍ2=
a"nossamãe"LG_áiaia.sLÉi2J€)
texto certamcnte óúgc;c tra.tar o santuário celestial e do £zzmí.J(ministé
rio saccrdotal) que Jesus desempenha naquele lugar! 0 ministério celestial d
Cristo, ao lado de Sua morte na cruz, é esscncial à ",i_T¥_iça Çtern__a" do ]!磧
24. 0 santuário cclestial é o foco central da visão d€ Daniel 8, o qual é ex
plicado pela passagem de Daniel 9:24-27. E é o santuário celestial, e não
tcmplo de Jerusalém, que Jesus purjfica com Seu sangue. Hebreus 9: 11 -26.
+ O livro de Hebreus representa grande auxílio na compreensão deJ2ÊEÉ£!

i#gf"|#:Tà::iEc:.Aâ:esl.:iuffc;:.mp¥ã.t,9.uE¥sTE¥
mação corresponde obviamcnte à parte A de DaLniel gr24` "para fàzer ces
sar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade"
Hebreus também nos incentiva a olhar a Jesus Cristo como o "Au[or da sal
vação eterna" (H_ebreus 5:9) - consemo que corresponde à promessa d
- . ' ^ ^, I . ü, . »
Deus em Daniel de que o Messias traria "justiça eterna
0 livro de Hebreus também ensina que Jesus, após Sua ressurreição, sii
bju ao Céu para servir como nosso Sumo Sacerdote no santuário celcstial.
Antes que os sacerdotes começassem os scus scrviços no santuário terres-
tre, estc mesmo santuário foi "ungjdo" numa cerimônia especial. L=ʱ=ɱico
8:10 e 11. Similarmente, podemos entendcr, a partir de Qaniel
j€áçíF C0meçar Seu riinistério no santuário' celestial-=-piTmTEiíõlê:vê
2ii2Éi
preocupação de ir o San o dos Santos"
A expressão que aparece ao fin 0 wrsídho 24, não prctende significar
T . , / .
que Jesus ungiu apenas a área mais intema do santuário celestial (veja as págs.
181 a 184), Nos textos bíblicos-, muitas coisas assocíadas ao santuário são

ig==io=+fi£=2gj:ÊZ;í::i:Ê[üi":euoi:::ig::g::ã"ó:ilnot,uolfi=tdpTeT.d±hd:-
`.`ê:`:`l-:`:-`_-±::::=-T=-`--
--=;i::-.."`:`l-:`:-__-i-É-
(LúcLco__6=_É5ráTFiTnjéhso(Êxodo3o:36) csus un ós Sua as-

tisfàzcr nossa curiosidade quanto ao íntcressante jogo de palavras que apare-

Fffn"#=í;se[B|¥iffon#àadp®*Lgíoé#an=T::eue£#
=i-i;.:.i,:--:i-?-_-.;;-.-----:-::--:::.:--.:---:-i:.-:--.;.:--::-:i:::::-:;.-.::::.-::--:-::-;Í..:-,::-..:i:------:`:.-;.::.--:.Í::,.--:--:::=:
terminam junto com csta. NL±±±Ê±2±±Dalavra "selo" é usada no sentido de
sclar um documcnto a fim de gaJ-antir a sua autenticidade. 0 cLmprimento
da profecia das setenta semanas, esboçada nos versos 25 a 27, deveria ter táo
devado sentido espiritual e ser tão precisa no tocante ao tempo de seu cum-
primento, quc ela serviria para confirmar, ou garantir, ou "selar" o cumpri
mento da profecia dos 2.300 dias, da qual a primeira fàzia parte.
218
Daniel 9
Daniel buscou uma resposta espiritual à sua oração, e obteve uma res-
posta espiritual qu€ ultrapassou suas melhores expcctativas. Ele solicitou o
perdão dos pecados dos judeus, os quais haviam causado a demolição do
tcmplo dc Salomão. Deus prometeu o perdão e remoção dos pccados dc
foé/o o Scu povo. Daniel orou pela rcstauração do templo dos judcus. Deus

greis::ar:doium:iaa:e:Çcã:ngxa:::o:n:ãcoxpdi:çâàn;:Íri3eceeie;tjedc'nâidqaTCJ®us
Reduzindo todo o versículo a uma única frasc, podemos dizcr que a partc

=±:j=¥E:¥tc:=
cumDrir~se. assim também Tesus ungiria .um nov_o santuário e Drovjdenciaria
um ministério sumo sacerdotal cu o resultado seria `a

n.sTot::à::eg£e::#:;sl:-áobr=:;so:!Í:spàsTgeed#q::effippr:;:¥:mdoesi:
±Él_.2_2±J pertenccm aos nossos dias. Em Cristo podemos morrer para o pcca-
do que habitualmente praticamos, e podemos provar exatamente agora a jus-
tiça cterna. Cristo faz morrer o cgoísmo e ofercce a todos nós uma vida nova.
"Ou, porventura, ignorajs que todos os quc fomos batizados em Cris`to Je-
sus; fomos batizados na Sua morte? Fomos, pois, sepultados com Elc na morte
pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dcntre os mortos pela gló-
ria do Pai' assim também andemos em novidade de vida." omanos 6:
Porventura você se sen[e "seqüestrado" por algum ito contrárío à

S:É:ae_soeu,,1=eo:de'eJn¥:gov:coês::i;::gà€:"nà::#:úaí±i£Ê::gííÉ
promessas de Cristo irá aumentar, e você obterá vitórias mais consistentes.

::lEn:cá:¥Í,::=:te:a;;àL+¥:pnào:e:T:;uq!:ic;;pa:rã:dfsr;f,,:Íp:Í:eúg=iáÊE
do você nEle confiar quanto à resposta às suas orações, Ele lhe concederá
nova habilidade para amar e perdoar. Em Cristo, não necessitamos ter a
preocupação de procurar novos cônjuges. Ele pode transformar-nos em
cônj uges renovados.
"Se alguém está em Cristo, é nova criatura." J|çgríntios 5±17=. +
0§ euentos df ls §etentd Se7'i'idna5. Fs+Ne:rn!os a examinar o verso
apresenta o prop eus para as setenta semanas. Queremos ana]jsar
os versos 25 a os quais esboçam os €v€ntos relacionados com, as
setent`aT3êHãfiã5=ãõ-Edo de outros quc não se acham confinados às seten-
ta semanas mas se encontram relacionados com estas.
Dentre as várias traduções da Bíblia, uma das mais úteis na aprcsénta-
Ção do texto de Daniel quc ora estamos focalizando é a ^Ícw j4merz'c4%
SÍzz#cZ¢#J BÍ.6/c (N.A.S.B.), que a seguir traduziremos de forma livre:
219
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daníel
25. Assim você deve saber e discemir que dcsde a emissão do decreto para
restaurar e reconstruir J¢rusalém, até o Messias - o Príncipc - existirão sete
semanas e sessenta e duas semanas; ela será construída novamente, com pra-
ças públicas e vaJados, e até mesmo cm tcmpos de angústia.
26. Então, depois das sessenta e duas scmanas, o Messias será cortado c
não mais será, e o povo do Príncipc que cstá por vir destruirá a cidadc e o
sa.ntuário. E o fim deste sobrevirá com um dilúvio; haverá guerra mesmo a[é
ao fim; desolações estão determinadas.
27. E Ele fará um firmc concerto com muitos durantc uma scmana, mas
no meio da semana Ele porá um fim nos sacrifi'cios e na oferta de cercais;* c
sobre a asa das abominaçõcs virá alguém quc trará desolações, até quc um
complcta destruiçáo, a qual sc.acha decrctada, se abata sobre aquele que opc-
ra a desolação. Daniel 9:25-27, N.A.S.B.

Agora, vamos examinar csta passagem mediante a colocação de títulos


apropriados, de forma a salien[ar sua organização literária. De todos os
modos, é proveitoso tornar a ler o [cxto. As linhas que aparecem sob o tí-
tulo A, constituem a primeira metade de cada um dos três versos; as linhas
8 constituem a segunda metade. Você perceberá rapidamente que o texto,
mesmo não scndo poesia hebraica, faz uso extenso de paralelismos al[erna-
tivos, jogos de palavras e outras carac[erísticas estilísticas do idioma hebrai-
co. Este procedimcnto será dc considerável utilidade ao longo de nossa
tentativa em descobrir o significado da passagem.

A 0 Vindouro Me§5ias ou Príncipe


[1] Assim você deve saber e discernir quc desde a emissão do de-
creto para restaurar e recons[ruir Jerusalém até o Messias -
o Príncipe
[2] cxistirão se[e semanas"
e sessenta e duas semanas;
8 A cidade a §er reconstruída
[1] ela será cons[ruída novamente, com praças públicas e
valados," e até mesmo ein [empos de angústia.
A; 0 Messias a ser cortado
[2] Então, depois de sessenta e duas semanas"
[1] o Messias scrá cortado e não mais será.

*Ccreajs, ou oftrtas dc grãos, eram fteqüentcmcn[c requcridos, can[o no momcnto cm que um ani-
ml cra ofcrccido, como na ocasião de ial ofcr[a. Estas ofcrtas consisüam por vezcs de iim pão assado,
ou de ingrcdicntcs que são utilizados m fabricação dc pão. Vcja, por excmplo, Lcvítico 2.1 -] 1 : 6.1í-
Ji,#rocadi,hoemh:brrico

220
Daniel 9
P; Príncipe de§olddor destruirá a cidade
[1] c o povo do príncipe que cstá por vir
destruirá a cidade e o santuário.
[2] E o fim deste sobrevirá como um dilúvio;
haverá guerra mesmo até ao fim;
desolações estão determinadas.*
A:' Me§sias f;ará cessar o§ Sdcriflcios
[1] E Ele fará um firme concerto com muitos
[2] durante uma scmana*
[2'] mas no meio da semana*
[1'] Ele porá um fim nos sacrifícios
e na ofcrta de cereais;
P;' 0 i]ríncipe defohdor Será destruído
[2] e sobrc a asa das abominações
virá alguém que trará dcsolações,
[1] até que uma completa destruição,
a qual se acha decretada,*
se abata sobre aquele que opcra a desolação.

Você consegue perceber quc as seções sob os rítulos 8 se alterham e con-


trastam com as seções sob os títulos A? Você percebe também que cada
uma da seç_õçs A se encontra subdividida em afirmações [1] acerca do Mes-

::ans,:!2;r::::s:g:s`;s|eaT:rn=':E,:.::e:ai::Êi::àF.::essu[a|í::Êr:::n::rr::
Ção e destruição e [2] sobre angústia e desolação?
A__.upjjia_de ±±±£çãgLA é garantida pelo uso - sob forma de trocadi-
Iho~dapalavra"SÊLEE±Í'`'queapareceemcadaumadasfrases,eque

:::;,,,spea:qieegreaTcoc,la:ae:taat:a:nufi:iioz.m¥.a,Paaá:;ra:ec.ta::oéc`i::
mente na tradução. Creia-o você ou não, as palavras "valados", "deter-
minadas" e "decretada" são, todas elas, traduçõcs do mesmo radical
hebraico sujo significado é "cortar".
Porvcntura você observou álEãTüência [1], [2], [2'] e [1 '] na scção A do
verso 27? Aí se acha escondido um complcxo quiasma. Se você desejar ler
mais a respeito do mesmo, consulte a seção "Respostas às Suas Perguntas»,
págs. 267 e 268.
Vimos, até cs[e ponto, suficiente evidência para concluir que as duas co-
lunas, A c 8, embora intimamente relacionadas iima com a outra, são tam-
bém j.# -icientement;e endentes como a,fa 5erem con5ideradas à uma
cZ¢ o#/Mjz. A coluna A diz que ao tempo pre eterminado, durante a scptiia-

*Trocadi]ho cm hebraico

221
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel

gésima semana, o Príncipe e Messias apareceria em cena, estabelecería um


concerto com muitas pessoas, seria morto e faria cessar os sacrificios. A co-
luna 8 diz que a história de Jerusajém estaria chcia dc percalços. Sua re-
construção scrja plena de dificuldades. Um príncipe desolador tornaria a
destruir a cidade, após o que o próprio príncipe dcsolador seria morto,
numa destruição previamente de[crminada.
Os cventos da coluna A encontram-se íntima e inconfúndivelmente as-
sociados às setenta semanás. Suas datas mantêm vínculo díreto com as se-
tenta semanas, e preenchem o propósíto cíp;.#.f#úz/ das setenta semanas
conform€ anunciado no verso 24. Os cventos da coluna 8 entretanto, não

::::i::Êrepsr:::T:anieevincqu::daosja::asecnitàg£e:e,Trpu::ré,mc,os:r,aasrsee:::
truída den[ro do período de tempo designado2 permitindo espaço para o
aparecimento do Messias; mas estes acontecimentos não são expressamen-
te datados.* Tampouco preenchem eles diretamente os propósitos espiri-
tuais das set€nta semanas, anunciados no verso 24.
Uma vez que as seções 8 dos versos 25 a 27 acham-se tão marcadamen-
te em contraste com as seções A e com o verso 24, será bastante útil que
organiz€mos os quatro versos da profecia de Gabriel medíante uma estru-
tura simplificada, como a que aparece no quadro da página ao lado.
Oori pr/"Z7cJ cm co#/f.fo. Uma das principais vantagens que podemos
obter de nosso estudo literário do texto de 9:24 a 27, e' a correta identifi-
caçãó..da pessoa à qual` o verso 27 se dirige através do pronome ;:Ê|i" - pes-
soa que faz :firme aliança" e faz cessar os sacrificios.
0 verso 25 promete o aparecimento do Messias e Príncipe, ao passo
que0 fala de um príncipe cujo povo destruiria a cidade e o san-
tuário. Não é de surpreender que algumas pessoas estudiosas da Bíb[ia
tenham confundido os dois príncipes, entendendo que representam uma
só pessoa. Entretanto, a partir do momen[o em que organizamos o tex-
to de acordo com as leis do esti]o literário hebraico, podemos imediata-
mente scparar -ou diferenciar -os dois príncipes. A.s£çÉgLA_dos versos
25 a 27 promete a vinda do Messias € Príncipe, ao passo que adsÊçãQEB
dos mesmos versos adverte quanto à vinda do príncipe desolador. As se-
Ções A c 8 sáo paralelas, Porém ffz4ÉZ±J.
No verso 27 Gabriel diz que "cÁ' fàrá fime alíança com muitos por uma
semana", e que no mcio da semana ele "fàrá cessar o sacrifício e a oferta
de manjares". Um vez mais, não é dc surpreender que ao longo dos sécu-
*Algur" comentários sustentam que o ano 408, ao final das prime;ras "sctc" scmanas, marca o tér-

mino da restauração de JerusâJém. Infelizmeme os registros históricos relacionados com a Palestim, re-
lativos ao período por voka dc 408, são demasiadamente escassos para confirmar estc conceito. De
qualquer modo, o anj.o não d;s`sc que a construção da cidadc seria concluída no final das sete semanas.
D~e fatQ] ele ii±ãQjErin_Qu_qu+alq±er ara indicaT o
semanas.

222
Daníel 9
ANÁLISE DAS SETENTA SEMANAS DE DANIEL 9:24 a 27

0 Propósito d2 Deu§ (9:24)

A Tcrm;nação do pccado por intcrmédio da cxpiação


8 lntrodução da justiça eterna [amvés da miz cm Jcnisalém e do santuário no Céu]

A EVENTOS REIACIONADOS 8 EVENTOS REIACIONADOS COM


COM 0 MESSIAS DURANTE AS AS SETENTA SEMANAS MAS NÃO
SETENTA SEMANAS (9:25-27) LIMIT;ADOS A EIAS (9:25-27)

Ao final da$ 7 + 62 §emaruis Jerusalém seria restaurada cm tempos


Aparccimcnto do Messias djflcc;s
Depois dAs 7 + 62 seríunas Jerusalém scria dcstruída por um príncipc
Messias seria cortado desolador
Dttrante a septuagé§irm sermm 0 príncípe desolador seria destruído, por
Messias firia concerto sua vcz
Nd#££üdtiatisaq#á::mma£E%üm

los alguns estudiosos da Bíblia tenham mantido a errônca suposição de que


o "ele" desta porção do texto seja o príncipe desolador, c não o Messias
PríEape. Até mcsmo o conhecido comentarista romano Hipólito cometeu
um fiituro anticristo - c
:Sãs:Teersr:snc°rítsetroc:írq°useé£:`í:'cC6°snaç[:insg:riqfluc:oSs:í]Ê lamentável quc o crro de
Hipólito seja ainda hoje por vezcs citado, como se fosse verdade.
Você cstá pisando em melhor tcrreno! Você sabe que o ::Ê£Ê;" que man-

:e;=aasdrieafi:%ne.if*ü*c::,aern:::::£ci:si|éeennãcoo:t::Í:n::aà:`::acâ|,uLuani:
Portanto, Ele é o Messias e Príncipe, o nosso Salvador; Ele não é o prínci-
pe dcsolador. Ele e' Jesus Cristo, e não um fiituro anticristo.

te±::::=::=+:=ã=::;##n¢íp„=¥]¥cét:¥*:onmücnTdücã::
. monstramos que Ele realmente o foí.
Na Bíblia, um "príncipe" é uma pessoa, ou líder, d€ destaque. Jcsus é
"Deus" c "Filho de Deus"; portanto, Ele é um príncipc preemincnte. 0

príncipe Jesus tornou-Se tecnicamente o Mcssias por ocJZJÍ.áo dp Sc# 6Áítir-

gmao,Íâíá,atvaràg:ir:i:ani`LffiLÊffffi;.íb4igo*::g:::
tume que pessoas chamadas a exerccr uma lidcrança dc dcstaque, fossem

;.r|q::ãfdü.g.srusüamfiu:f:easram,:ii=::ca,:,p(fgioume|ó|'à?i:o,r3¥effãp!of,.Pua:
gjdo porMoisés paratornar-se júzctyidofc r o o : ; cEüscufoi ungi-
do por Elias a fim de tornar-se Pro/íf4 ti__RÊi§_L19i-1a.-
223
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
Jesus, que foi tanto um rei, quanto um sacerdo[e ou profeta, foi ungido p
Deus, por ocasião de Seu batismo, junto ao rio Jordão, quando o Espírito San
dàg%um:odborsedTse.íspoÊoasfià:T:ã:eBua:sa.ap:mmebdai¥
".SLJQã
ETo, compar[ihai;do com cs[e de suas convicções: o Messias.
1 :41 c 42. Pouco mais [arde, ao estar pregando m sinagoga de Nazaré, num s
bado,Jesusaphcouasimesmoaproftciamessjánicadc=±=±Í±±:=ɱ±=L£jl_.

0 Espírito do Senhor Deus está sobre Mim,


o Senhor
para evange
enviou-Me para proclamar libcrtação aos cativos,
e rcstauração da vista aos cegos,
para pôr em liberdade os oprimidos,
e apregoar o ano aceitável do Senhor. S. Lucas 4:18 e 19.

Uma vez que Deus ungiu Jesus para proclamar liberdade, restaurar a vista

gL¥1tbÉÊte;=ffii:u;,;níl;;ã#Í";;oÍÍÍ!fíf:te
Qualquer pessoa que estivessc sofrendo de alguma enfermidade ou de
feito físíco, regozjjava-se ao toque de Sua mão. Pranteadores regozijavam
se quando Ele ressuscitava os seus mortos. Pessoas que se achavam sob a
maldições do pecado, respiravam aliviadas mediante o Seu perdão. E
todos os lugares Jesus [ornava felizes as pessoas. Ele havia sido ungido co
o óleo da alegria. Ele era o Messias da felicidade!
\Quando a mulher, junto ao poÇo de Jacó, disse: "Eu sei que o Messias h
dex;rs"i,ÍF,T::sp:nsdueau`p"rE:.:ampuàaEv:aq:c.íTpoeic,:nàigoiiiíÊíiáíÊf:É

Messias prometido no Antígo Tes[amen[o. E, uma vez que o termo "Cristo


possui o mesmo significado que "Messias", todo aquele que 0 iden[ificí
como "Jesus Cristo", reconhece por cste fato que Ele é o Messias.

:.:-±
Jesus (omo Alguém que f;az ce5Sm oS Sacriflcios. V.imos a:rneriormerLie cru{
Gabriel predisse que o Messias faria
"cessar o sacrífí.
". Em outras p.ilavras, E]e poria um término a(

sistema de sacrificios e ofertas corr€la[as.


Você podcrá p€rgun[ar-se de que modo esta profecia se terá cumprido
uma vez quc os sacerdotes judaicos prosseguiram oferecendo sacrifícios (
outros tipos dc ofertas, até que os romanos destruíram o templo no ano 7(
d.C., quase quarérita anos após a crucifixão de Jesus Cristo.
0 livro de Hebreus provê a resposta. Ele descreve a Jesus como o verda
224
Daniel 9
deiro interruptor dos sacrifícios. Diz o Jivro qu€ através de Sua cncarnação
e morte Jesus "aboliu" os antigos sacrifícios. A tradução de Weymouth diz
que Ele "afastou"
"anulou", aplicadoosaosacriftcios. A versão
caso. 0 texto /Vcw E#g/Í.JÁ
dc Hebreus 6/.6Á
10:4 a 9, nãousa o termo
deixa qual-

quer dúvida a respeito do que ocorreu:

Porque é impossível que sangue de touros e de bodes remova pccados.


Por isso, ao entrar no mundo, diz:
"Sacrifício e ofcr[a não quiseste,

antes corpo Me formaste;


náo Te deleitaste com holocaustos
e ofertas pelo pecado.
Então Eu disse:
`Eis aqui estou (no rolo do livro es[á escrito a Meu respeito),

para fazer, ó Deus, a Tua vontade."


Depois de dizer, como acima:
"Sacrifícios e ofertas não quiseste,

nem holocaustos e oblaçõcs pelo pecado,


nem com isto Te deleitaste"
(coisas que se oferecem segundo a lci);
então acrcsccntou:
"Eis aqui cstou para fazc.r, ó Deus,
a Tua vontadc."
Remoue oi2ij]]i£j±p Para e§tabelecer o2jf g±.
firTU A| *rTt/AI
0 autor do livro aos hebreus diz aqui que Jesus Cristo "removeu o pri-
meiro [ri[ual] para estabelecer o segundo".

ase¥:fi::eréiã:see":e,:%:::uá:::Lã,:sábuiia,oqsuàooss::àisfi:Í:socÍ:tá:i:#!
Claro que sim! A bcm da verdade, diga-se que ele escreveu a epístola aos he-
breus enquanto o templo ainda se encontrava em pleno fimcionamento. Na
passagem que acabamos`d€ ler ele declara que os sacrificios e ofertas "se o/mf-

á#:eu:%dpor=:i].g"::maJei''(.i#:Ê::!Í:É£Í&.p*.*É::#ií%;+J:â!:
a exercer o serviço sagrado e a oferecer mui[as vczes os mesmos sacrificios".
Torna-sc absolutamentc claro, assim, quc os sacerdotes prosseguiam
oferecendo o antigo e ultrapassando ritual, e o autor de Hebrcus conhecia
muito bcm este fato. Ma5 _ele tamL2Ém±a;bÉa±n.!±i±p b.epi._ Qa.g[±aliç+Ede_ de

[ao:-ÉÊãg#
PprtaTVP_Z__deJ2ʱ±âLg±eLjátçs__Sa_C±í_ficíQíj4Z£#.m4_z+zípr_€íÇzz£zz#+zzz?..Elesna
1 ' , ' ' 1 ' ~ ' ' '
verdade ão espiritual,
destitui'da iritual.
Sem querer deter-nos demasiadamente no assiinto, podemos entretan-
225
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daníel
to lembrar qu€ várias religiões não-cristãs continuaram -e continuam -a
oferecer sacrifícios animais até a presente data. Através de Sua morte Cristo
não tornou impossíveis as ofertas sacrificais. Deus não obriga a quem quer
que seja a parar dc oferecer sacrifícios religiosos. Mas à vista dos Céus a
cruz de Cristo representou o sacrifi'cio que pôs termo a todos os demais.
ós a morte de nenhu #C_qQu±qLu;u±_q#.ç_r
1-
outra na[ureza -
Um estupendo milagre deverja tcr ensimdo esta lição aos sacerdotes ju-
daicos, mesmo quando os ensinamentos dos profetas haviam falhado em
conseguí-lo. No exato momento em que Jesus cxpirou, "o véu do santuá-
r,oArtaeggaoquu-:|eeep=e!|usàs|Pn::;ens:e:eoa|tcoesasobaal:o,,:gÊE¥â:S::ÉãíÊ%.santuário

havia sido restrito ao sumo sacerdote, uma vez ao ano. Agora, simbolica-
mente, ele se achava aberto a qualquer pessoa, a todo tempo.
Através de um simbolismo [ão dramático quanto este, os Céus disseram
a todo o mundo: "Não mais é necessário o sacerdócio judaico. Embora os
rabis e saccrdotes cristãos possam ser úteis de incontáveis formas, você não
mais deles neccssita a fim de comparecer à presença de Deus. Existe agora
apenas um Mediador entre Deus e o homem, Jcsus Cristo homem» (veja
Hçb±ç±±LS_2±íil_Timó[eo2:SL
DüfãTnTe-ãsef)tü-àgésimaSETmnade`_D_ajiiÊD.JesusCristocumpriuda
mais ampla forma possível a profecia: "Eʱá±ç§§Ê±J±__Sia_Cjifiçig£±±E=!La
d_ç__m_anjÉs."
qu o que estamos cstudando lança luz sobre o possível fiituro dos sa-
crifícios judaicos. Muitas pessoas se estão intcrrogando sc é provável que
dúrante um curto período de tempo, imediatamcntc antcs da segunda vin-
dadecristo,Deusvenhaapediraosjudcusque,em_±Tpçmóriada£ruiz±±zLrcs-
taurem os sacrificios animais.
A resposta, a partir de nosso estudo de.Daniel 9:24-27` é de que muito
provavelmentc Deus não irá solicitar isto. jê5ús=ãEriõúTsignificado dc sa-
crificios animais. Ele os anulou. Ele os aboliu. Ele fez "cessar o sacrificio c
a oftrta de manjares".
Ante_c_i_Daf lãg d4_ dd£_a do bdtismo__de Cri£ip. Um dos rm:is ."r.iga.nt€s aspec-
tos da profecia das Setenta semanas é o preciso cumprimento, dentro do

;e£.p:|P3:e:isrio:s;|ic*scdu£:ííraioasp=::::o::Dan]Êâ#É?:doe:co.:ào£:f=:£sd:
os sacrificios e ofertas ccrca de [rês anos e meio mais tarde, no ano£|£!£ç.
Assim, o que agora desejamos saber é se Jesus realmente foi batizado/un-
gido em 27 d.C. e se a Sua crucifixão efetivamente ocorreu em áJdí£
Deveríamos observar, incidentalmente, que ç±k±iel nãQ. ÊspecificounÊ=
gihurn±±±enço especial para marcar o fim das sctçnta §emanqs _çm_.3.4_ .d.Ç;
Analisaremos essa data na próxima seção, "Jcsus Cumpriu Sua Promessa".
226
Daniel 9
No exato momento em que examinamos as datas 27 c 31, começamos a
debater-nos com algo que ocorr€ com bas[ante freqüência entre os estudio-
sos da Bíblia. Constatamos uma vjgorosa disputa a respeito das precisas da-
tas envolvidas, ao m€smo tempo que ocorre um vigoroso e pcrsistentc con~
senso com respeito a um curto período dentro do qual as datas sugestivas
devem ser situadas. Um rccente pesquísador do Dajlas Theological Semi-
nary [SL£pÍ_n=é[igELQ1-égic-Q-de- Da-l-[a-§] relacionou mais de vinte escritores,
que represcntam esco]as dc pcnsamento vastamente difercntes. A despeito
de suas diferenças, [odos eles - com uma única exceção -situaram a data
da crucifixão dentro do período compreendido pelos ános 27 a 36 d.C.6 os
estudiosos na verdade não dispõem de opções, senão situãr--a cru-c-ir-ri-ão de
Jesus dentro deste período, uma vez qii€ ela ocorreu, indiscutivelmente, so

:,ôznecios:lL:tÃ:"?stá.m|e#|oohk:`irí:á?r|3ízã?qduoes,cÍTmi.ois"é"icoj,Tá:iào
reinado de Tibério, pelo governador da Judéia, Pôncio Pilatos". A Bíblia
wi:|:::=á:teeLfig::icoeuaamfiffLçàaoià:oardm:Í=ÊÍ:::gííííí3f2ÊÉbémre-
ferida como "procurador") da Judéia entre os ano£2±6, e esta é a razão
óbvia por que os eruditos estão de acordo com o período maís amplo em
ciue Tesu_s foi crucificado.
Ocoi-re que o ano 31 situa-se exatamente no meio do mandato de Pila-
tos como procurador, Se náo tivéssemos nenhuma outra informção a res-
pei[o da data da cruz, a não ser quc ela se situou mais ou menos na meta-
de do mandato d€ Pilatos, podcríamos dizer que a profecia de Gabriel, fei-
ta mais de quinhentos anos antes, foi muito, muito precisa.
Mas nós dispomos de mais informações a respeito. Antes de prosscguir-
mos pesquisando a data da cruz, porém, examinemos com mais vagar a
data do batismo/unção dé Cristo.
Jesus foi batizado por João Batista e, de acordo com São Lucas 3: 1, João
Batista iniciou o seu breve e brilhante ministério `iiQdécirpo quinto anoL
de Tiíbério César".
Tibério César foi o sucessor do fàmoso imp€rador romano Augusto, que

::ár£ue:ma####torim:=:±:±=rta:à::e6€:e:Êfreo¥o::táaéh¥óarpü:
a pessoa é capaz de ca]cular que o décimo quinto ano de Tibe'rio, o ano em que
João Batista começou seu ministério, dcve ter começado não mais tarde que em
28 d.C. E o ano de 28 d.C. acha-se muito próxjmo de 27 d.C., o ano que po-
sicionamos anteriormente como sendo o do batismo/unção de Cristo.
Mas os especialistas em cronología histórica nos informam que há boas
razões para concluir que o décimo quinto ano de Tibério iriciou em_2Z_
d££. Você deve lembrar-se ainda, com base em nossa análise das págs. 47
a 50, que em tempos antigos o reinado dos monarcas era usualmente con-
227
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
tado de modo diferente do que o quc usamos hoje, e que os diferentes paí-
ses utilizavam diferen[es estações (tanto primavera quanto outono) para
assinalar o início do reinado de dcterminado soberano. Quanto aos judeus,
cmbora cies começassem o scu ano rf//Éz.oJo no primeiro dia do mês de
Nisã, na primavera (às vezes cm março, às vezes em abril), na ocasião quc
estamos focalizando eles posicionavam o início do reinado de reis não-ju-
deus de acordo com o ano cz.#z./ judaico, no qual o Dia de Ano Novo
(Tishri 1, ou Rosh Hashanah) ocorria no outono, em seguida à lua nova
de setembro ou ou[ubro. Elc.s também haviam ado[ado o costumc de con-
siderar o "primeiro ano" dc um rei como sendo o intervalo entre o dia do
início de seu reinado e a chegada do Dia de Ano Novo que ocorria no pró-
ximo outono. Os tabeliães judeus, à semelhança dos tabeliães de vários ou-
tros países ao redor do Mcditerrâneo, comcçavam a datar os documentos
se`gundo o "primeiro ano" do novo imperador tão logo eles ouviam a no-
tícia de que este começara a reinar.
Tibério começou a reinar logo após a morte de Augusto, a qual ocorreu

:cou:iàifíÊÍ?:::%f:::::ã4#à.ã?e,períái.::#e:dTçoà:!:::ibc.o..o5::-
dúvida houve sot)ra de tempo para que corressem as notícias acerca da ins-
talação de um novo imperador, de modo que na Pales[ina o seu "primeiro
ano" fosse marcado antes do Ano Novo judaico. E assim ocorreu, de acor-
do com a tradição registrada na Mishnah judaica, de modo que o "segun-
do ano" de Tibério começou na Palestina no Ano Novo em setembro ou
outubro do ano 14 d.C., embora na realidade Tibério cstivesse ocupando
o trono há não mais que dois meses!*
Embora um fenômeno desse tipo possa aparecer coino fantástico aos
olhos da cultura ocidenta], até hoje em alguns países orientais existe o cos-
tumc de considerar as crianças como tendo um. ano de idade por ocasião
dc seu nascimen[o, e ó/o/.J anos de idade por ocasião do subseqüente Dia de
Ano Novo. Este cos[ume é observado até mesmo quando o Novo Ano co-
mcça apenas um dia ou dois depois de a criança haver nascido. Os turistas
ocidentais [êm-se surprccndido ao descobrir que crianças com aparência
dc três anos, por exemp]o, dizem ter cinco anos de idade.
Com basc nesse tipo de considcrações, o "décimo quinto ano. . . de Ti-
bério" (S. Lucas 3:1) não começou em agosto do ano 28 d.C., segundo
concluiríamos com basc em nossa forma ociden[al de calcular. Fazendo a
con[agem dc acordo com o "modclo judaico", conforme o /#fcp#f#} D;.c-
ff.o#47 o/Áúc B/.G4 descreve o processo que aqui seguimos,7 o décimo quin-
to ano dc Tibério começou em se[emb±QLou outubro de 27 d.C:__
*Os arqueólogos encontraram várias mocdas m m]cstina, refcrcntcs a vários anos do reinado de

Tibério, mas não encon[raram a[é hoje moedas do "primeiro ano". Esta ausência de mocdas emi[idas
no primeiro ano pode ser cxplicada em virtude de este mesmo Uano" ter sido ex[rcmamentc cur[o.

228
Daniel 9

Correlações Entre Eventos da Vida

Uma vez que Jesus foi batizado pouco tempo depois quc João iniciou
sua pregação, e uma vez que cntre o Seu batismo e Sua primcjra Páscoa
(ocorrida na primavera seguinte) Ele gastou ccrca de seis scmanas no
deser[o da ten[ação, reunindo discípulos aqui e ali, e comparecendo à fcs[a
de casamento em Caná da Galiléia, torna-se perfeitamen[e scguro concluír
que Eiiíria[iz_ad_o den[ro do ançi 27 d._Ç. A predição de Gabriel accrca
das 69 semanas até a unção do Messias - Seu batismo em 27 d.C. -
cumpriu-se com espantosa exa[idão.
229
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daníel
A±!i±!eci_D_a_c_ão___dd_ddtad4cru_c_ifi_±áodeCristo.Fstamosretomímdoa:gora.à
data da crucifixão de Cristo. Existe alguma evidência dc que a morte de
Cristo ocorreu no ano que es[abelccemos previamente em nossos cálculos,
ou se/.a, 31 d.C.?

:o.so:::ã::ope:i:;sÍ:déoudÉrl:s;;éI::p:r,:í:o-uai::dâ.Êe:s;::i[ohf:eÁínái,:.siàde:#:e:ci¥:
notocanteaoseubatismo,o`:ÉiíLírioLq±iu_injQ__a.no...__±Ê±ib__2é±ig::2masnão
;dcntifica expressamcnte a data as razões pelas
quais os comentarístas não se acham em pleno acordo quanto à data da
morte de Cristo.
Mas nós já observamos antes que as diftrenças não representam mais que
um ou dois anos. Tódos os comentaristas levam em conta que a crucifixão

£To:ã:TutdeéTêÉÊ¥íÉiTeisp=ik-=n:n¥tíEnt:o-maatã#±¥
de Páscoa que ocorreu nao mais que [rês ou quatro anos após Seu batismo.
Is[o nos conduz, certamente, a algo muito próxjmo ao ano 31 d.C. A
margem de erro -se é que alguém poderia rcferir-se a isto como um erro
- de apenas um ano, aplicada a uma profecia ocorrida mais de meio milê-
nio an[es, certamente impressiona pela exatidão. Tàl "ɱ=g:; represcntaria
menos de um quarto (0,25) por cen[o!
Mas não é necessário aceitar nem mesmo csta pcquena discrepância,
confoíme v€remos à medida que prosscguirmos.
Aqueles eruditos que fKam a data da morte de Cristo em 30 d.C., e não
em 31, fazem-no parcialmente por apelarem à astronomia. Eles assumem
que a Páscoa sempre recaía na primeira lua cheia depois do equinócio da
primavera, e eles sabem que os astrônomos são capazes de calcular qual-
quer lua cheia da história scm muita dificuldadc.
Mas os próprios astrônomos insjstem em que não são capazes de proveí
a informação necessária para se equacionar a questão do ano da crucifixáo
de Cristo! Dizem eles qt±çj±n±gQj±pQ 30 quan±Qp±po 31 são .pQS§ívçiLçt
ciue deDende de uma série de fatores. Para uma análise da astronomia e sua
r-elação com o ano da crucifixão, veja a seção "Respostas às Suas Pergun-
tas", págs. 269 a 277.
Se é verdade que não podemos depender da astronomia, a própria Bí-
blia provê va]iosa evidência, que certamente não pode ser desprezada, e o
ano 31 d.C. se harmoniza com es[a evidência. Por excmplo, Daniel 9 in-
dica que o intervalo entre a unção do Messias (Seu batismo) e a ocasião de
Sua morte, deveria ser de "meia semana", ou três anos e meio. 0 Evange-
lho dc João, ao registrar as festividades anuajs da Páscoa assistidas por Je-
sus, provê evidências de que realmente três anos e meio decorreram entre
o batismo e a morte de Cristo.
230
Daniel 9
São Toão 2 e 3 fàlam acerca da Páscoa durantc a qual Jesus convcrsou à
noite com Nicodemos, oca.siáo em que disse àquele homem que ele ncces-
sitava nascer de novo.

nexsá:!:ã:Éiáufaia,áeüu=ar:eust:=T::::ràrevà'umr=n:::n?níacoea.|,eomm=
havia sofrido de paralisia.
SãQLJQãQúífàJa de uma Páscoa durante a qual Jesus alimentou uma gran-
dcs*ÊÊÉ;fE,arad:rlgá:cfií::iudamdepFüuànodLE=+::a¥;:âL®imoi£|.
Vimos anteriormcnte que o batismo de Jesus ocorreu próximo ao final do
ano 27 d.C. Assim a Sua rimeira Páscoa (a de "Nicodemos") ocorreu na pri-
de 28 d.C. A Sua segunda Páscoa (a do correu na prima-
vera de 29 d.C. Conseqüentemente a tcrceira Páscoa de Jesus (a da "gEʱdÊ;
ceia") sucedeu no anoÉ9jíç:, de modo que Sua ú][ima Páscoa (a._=da±E±çifi-
2Eãg) ocorrcu três anos e meio após Seu batismo, isto é, z£¢j2=#.7%4t7tz_4b_4_#_¢j£
cZ£exatamentedeacordo uc Gabriel havia
Se Gabrid fosse um atleta, e não um anjo, ccrtamente nos poríamos de
pé e aplaudiríamos!
A plena confiabilidade de Gabriel nos faz lembrar que um dos propósi-
tos das setenta scmanas era "_sel= a vís_ão e apj.Qͱ£ia;" dos 2.300 dias. Uma
ve7, qiie a profecia de pcríodo mais curto foi tão plcna e surpreendcnte-
mente cumprida, temos sobejas razões para crer que a de período mais lon-
go será igualmente cumprida.
Evidentemente aquí]o que Jcsus realizou durante a septuagésima sema-
na, significou muito mais no tocante ao selamento da visão c da profecia,

::ó:|uíías::àsess,efiaarpeo:s:';eal.:rp.eandü.à:eÊ|:Çfeoz,dea.:rí:oj:g;afe|T.:s:ur:
lacionam com os 2.300 djas.

111. Jesus Cumpriu Sua Promessa

Quando eu era adolescente, durante vários períodos dediquei-me a ler


e memorizar a Bíblia. Encontrava-me lendo os Salmos, quando em ccrta
ocasião ajgo excepcional impressionou minha mente. Fui à procura de
meu pai, que se achava cm sua sala de es[udo, à hora de ir para a cama, e
mostrei-lhe o Salmo 15.

Quem, Senhor, habitará no Teu tabernáculo?


Quem há de morar no Teu santo monte?
0 quc vive com integridade, e pratica a justiça,
e, de coração, fala verdadc .... i
o_Tg_ue|ura com dano pró_p_rio, e não se retr_a_t_a.
231
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daníel
Apontei à última linha; "0 que jura com dano próprio, e náo se retrata».
Pcrguntei então a papai: "Porventura significa isto que ao promet€rmos
algo a outra pessoa, devemos cumprir o promctido 4Íc q#¢/7#/om4?"
Papai rcspondcu apenas: "Parcce-me qiie é isto que o tcxto quer dizcr."
Senti-mc profiindamente impressionado.
. "0 que jura com dano próprio, e não sc retrata."
A versão ^/w /#fcr#4Íj.o#4/ V#J;.o# apresenta assim o texto: "Aquele que
mantém o juramento ainda que sob prejuízo." "J_,u[a`cQpi dano próprio
Se__mL3ʱS±i±qEzi~i" , d]z a. Bíblia de Jerusalém` A pa.ráf [a.se da Bíblid Viua Ür2:.
aquelc que "mantém a promessa mesmo quc is[o o arruínc".
Existem algumas coisas a respeito das quais tenho bastante certcza..
Quando, pela graça de Deus,"monte
você - santo"
que está
dclendo estas linhas - estivcr
tendo o privilégio de viver no Deus, sentirá o prazer de
possuir v-izinhos que nesta vida-viveram de acordo com o çxpostà no Sal-
mo 15. Pcssoas que compraram o seu carro usado e pagaram todas as pres-
iãÉÕE3, mesmo que o motor tenha fundido logo depois da compra. Pessoas
que encomendaram cem caixas dc determinada mercadoria que você ven-
de, e não cancclaram a cncomenda mesmo depois que um concorrente dc
sua empresa ofereceu ao clientc condições bem melhores. Pessoas que pro-
meteram auxiliar na educação de scus filhos c não mudaram a sua condu-
ta mesmo quando as condições econômicas se tornaram mui[o mais difí-
ceis. Pessoas que se casaram para as horas boas c para as horas más, jamais
se afastando do compromisso quc assumiram perante a lei e perante Deus.
Se, ao longo de toda a história, alguém jurou à custa de prejuízo pessoal
c mantevc a promessa, esta pessoa foí Jesus. No Gc[sêmani, estendido ao
s::ounaaDmc:sS,'pnetâfnsà.aguo=í:iá::f.temaa|:o£;t.e||qauÊ,iràceefi:aar:rruaz;aEÍ:Í::

na. Ele não dcsejava ser crucificado.


A crucifixão cra uma forma exccssivamente brutal de se executar aJ-
guém. Os romanos reservavam a crucifixão para os traidores e ladrões, e
sobretudo para os escravos. As exccuções eram públicas, a fim de produzir
cftitos mais duradouros. Eles despiam o condenado e açoitavam-no até
que seu peito e cos[as se [ransformassem em re[alhos. Depois arranjavam
as pernas numa posição cxtrcmamentc incômoda e cravavam enormes pre-
gQLS_n~Q£__t_Q,r_ng_z_çlgç çp±±!§gLs* do condenado, fixando-o sobre uma estrutu-
ra de madeira.8
Mujto mais amarga que as terri'veis [or[uras físicas da cruz, cntretanto,
foi para Jesus a antecipação de Sua separação do Pai. Em inexprimível an-
*A majoría dos crjs[ãos crê que os romanos c[avararn os prcgos nas mãos de Jesus, c não nos pii-

nhos. Se cstc foi o caso, os exccutorcs ccr[amcri[e amarraram faixas cm vol[a de Seus punhos. a fim dc
pcrmj[ir quc es[es ajudass-em a supor[ar o pcso dc Seu corpo. Os pequenos ossos da palma da mão tc-
riam sido incapazcs dc supor[ar o peso do corpo.

232
Daniel 9

gústia, Ele pronunciou sobre a cruz a pungen[e oração: "Deus Meu, Dcus
Meu, por que Me desamparastc?" §LMateus 27J4í Deus na verdade não
poderia abandoná-Lo (![Êj?_S_.JQãgJÉ;Ê2). Mas para quc Ele pudesse servir
como nosso Substiuto e Salvador, o nosso Senhor Jesus, de uma forma mis-
teriosa, teria dc suportar a cxperiência de pavorosa angústia que sentirão os
pecadores impenitentes quando tiverem de enfrentar o juízo. Ou seja, a p€-
nalidade final dos ímpios, quando eles perceberem que, por siia própria es-
colha, tornaram-se abandonados dc Deus e perdidos para sempre.
Com o fito de salvar-nos, Jesus conosco Se identificou. Aquele que "não
conheceupecado"foifeito"pecadopornós»!.ILÇQÉ[igs5.:2J.0pecado
nos separa de Deus. Isaías 59:2. Sendo quc a responsabilidade pelos nos-
sos pecados foi lançada sobre Jesus no Gc[sêmani, Ele passou a cxperimen-
tar a separação de Seu Pai, como se E]e próprio fosse pecador. Essc distan-
ciamento, esta horrível scparação, era-Lhe completamente estranha e abor-
reci'vel. Sendo Ele o nosso lntcrcessor, almejou possuir um intercessor em
favor de Si próprio. '
Jesus sentiu-Se também oprimido com o pensamento apreensivo de que
- em virtude do rompimento da união existente entre Ele € o Pal - não
Lhe fosse possível suportar com paciência e compaixão os maJignos insul-
tos e as indizíveis agonias de Seu julgamcnto e crucifixão. Para Poder ocu-
par o lugar de nosso Expiador e Portador dos pccados, era neccssário que
Ele próprio permanecesse absolutam€nte iscnto de pecado. Se de algum
modo Ele ccdesse às insinuantes tentaçõcs de Satanás, bem sabia que a raça
humana - a qual Ele amava dc todo coração - estaria perdida para sempre.
Não é de admirar que Jcsus orasse no Getsêmani: "Mcu Pai, se possív_el
) \ ,. ,1. 1„ r` \ , -, 4,\
Mim csre cál ice!" S. Mateus 26:39.
Contudo, ao jazer lm, agarrando firmemente as pe-
qucnas €rvas que ali cresciam, contendendo férvorosamentc com Deus en-
quanto o sangue se espremia por entre os poros, indo juntar-se ao frio suor

:auá#uem:::b:#:yaaetr:stLüeíÊ:Í:::Ê:ÍÍÍÊÍ!a,i:L„:sc;:epi::n.genu.oq.àe":
sc e`m morrer.
Agora, Sua oração transpirava apenas submissão: "Todavia, não scja
como Eu quero, e, sim, como Tu qucres."
Ele cumpriria a Sua promessa. Ele havcria de morrer pela humanidadc,
mesmo que Scus meHiores amigos não fossem capazes de preocupar-se can[o
por Ele a pon[o dc pcrmanecerem despertos, a Scu lado, durante a cscura e
longa noite. S. Mateiis 26:40JÍ6. Ele deporia a vida em favor dos judcLis,
mcsmo que seus corruptos í eres fossem os primciros a exjgir Sua mor[c.
Jesus foi um Salvador que cumpriu a promessa, um Deus qLic "guar-
dou a aliança". '
D=±giÊ!£±2Zhavia antecipado que Elc se conduzjria desta forma. 0 [cxto
233
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
distórá:,uf:-oo&M_'ffi*ff"íuri:=Ê=-?i=::::+:-mffi=f=F=c:-igo:F=-p„;e-
gando. "Fazer firme alia.nça" não é um termo jnteiramente usual em nos-
so idioma. Trata-se de uma tentativa de traduzir uma expressão absoluta-
men[c incomum quc Gabriel utilizou no idioma hebraico.
Sempre quc o Antigo Testamento £ila apenas de alguém que "faz um
<C . Í\ ,.,,. 1 ,
concerto (ou que ratífica uma aliança" -o sentido é o mesmo), a cxpres-
são hebraica empregada é "çQ_r_t_ar um concerto".* Mas a frase "fazer firme
aliança" é traduzida dc um conjiinto bastante difercnte de palavras.
Pois bem, Jesus certamente estabeleceu ou ratificou um concerto en-
quanto viveu sobre a Terra. Por ocasião da Última Ceia, Ele ergueu um
copo de vinho e disse aos discípulos: "Isto é o Meu sangue, o sangue da
derramado em favor dc muitos, ara remissão de ecados. "
S=i±ajiúTs-2_Í2i2-±. 0 uso feito por Cristo, da
slãõ€inuitos", mos£ra que durante-a últim ceia Ele estava -pen-
sandTô-ʱ-"Ele
mana." A referência ao Seu :a£n#isriFnel#"u:oom.o::e,':::?ooi:nTeaps::
deria tornar-se efetivo se Ele ofertasse o Seu próprio corpo na cruz." "Sem
derà=o=eernt:oodueá:anngçuaeqnuãeo,:sáu:erTtiisf,::.ú,#ÊÊ:::::áíÊ?i-e|a,er

#,--Ê
Í;i::iÉ::Íi:;iÊ:±::;gí:i:_::__Í_g_iço_:|",:oá:edíâ:açl::aíE:::Í::i!áf:fí;Êf:
ção no corpo de membros,
e amor.
ViverÉ~h.fià~ríri-ónià`-é-ó-niá§--Sú-ú-ã3lEi5
mente Jesus
erdão dc todos os
que e 0 POVO

cstc concerto no Calvá-


ecados, (2)

rio, mas Daniel 9:27 não diz meramentc que Ele "faria um concerto" ou
aliança. 0 Prof. Edward Young observou, com bastante propriedade:9

0 au[or [do livro de Daniel] não está quercndo dizer que ele fará um concer-
to. A expressão usual para tal signifmdo seria "cortar um concerto", e não é csta
ã expressão que aparece aqui. Ora, se o autor tivesse d€sejado diz€r que um con-

*A expressão parecc estar bascada no antigo costumc de cortar em pedaços diversos animais sacri-
ficais, colocando suas paJ.tes em diferen[es altares. Depois desta providência, as partes qiie cstavam es-
tabelecendo o concerto caminhavam cntre os altares (vcja Gêncsis 15). 0 significado parecia ser: "f2£
algu*Tá:annódsor:::e;e:sao`ig:i::3:::séttáãsainü-dmg:à=;:!àcjáaí#ã'fri;::!-aíiocig:e-:--::;=â:i=áam,-

go sabe que o testador lhe está garantinclo alguma p4rte nos bcns quc serão distribui'dos,.mas que isto
Lçó ocorrerá após a mortc de qiicm faz o tcstamento álatas 3:15-Is e
novo concerto com a ú]tim manifestação dc vontadeT, ou testamcnto, de uma pcssoa. :--b7!:vm.p:aof::cr:
0 'novo conccr-
to era digno de confiança desde o momento cm quc Deus o outorgou, uma vez que Deus não podc

:::.i:ã':p!¥Í:ÍÍ#cf:osrtqd:iJÊií:É:aÉ_:dodoen::e:c:gi::::ur:,:Er:::mÉp#::vu::::s:j:lã::cÍ:sds::
234
Daniel 9
ccnoscriafí.Ü,porquenãousouacxprcssãohebricaordinariament;cmprega-
da para expressar semelha.n[e pensamento? Por quc utilizqu elc csta estranha cx-
pressão, "fàrá prcvaJccer", que aparece no Antigo Testamento em apcnas majs um
lugar; cm SaJmo 12:4 [ondc ela sc reftre à perçuasiva fórça da bajulação]?

A expressão que aparece na versão básjca poi nós utilizada -Almeida Rcvis-

#EeeA#idae-ahç£uá"?eT6¥on.dqe-#ff£ú`.S##.Éí"úrffTq¥#,.é;
dois significados, mas na vcrdade acaba obliterando o ponto central. 0 hcbrai-

qmuedàí:bmri:liá#dcT±#qoucn:|:#±kdrm*##o=;
§¥#É:#',#jrozá;É*ÊÊ*-Í#Í
inglesa Á37zg/m7zcT V€7':rí.o% oferece o termo "confirmará uma aliança".
Tdvez a forma mais simples de expressar o significado da expressão é di-
zer que Jesus haveria de decididdmente o Seu com romlsso sg=bg:ft4i,-
fl±er__c_ír_g4má2flgl_ds=
• Uma aliança, ou concc'rto, é uma promessa. A "nova aliança" represen-
ta supremamente a "nova promessa". Repctidamente no Antigo Testamen-
to Deus prometeu fazer ou manter csta nova promessa. Portanto, acha-se
envolvida na questão uma dupla promessa, ou seja, a promessa de cumprir
uma promessa. Quando Jcsus, na qualidade de reprcsentante de Deus, veio

¥::ã:oíidáijI:-:s.oení:ud:e:!#*e|r::s;:::so:qau:.:et:eupp.=
sa dos Céus, a despeito de todas as circunstâncias advcrsas. Sem levar em
conta a combinação de zombarias, ameaças, torturas. pavor e morte - as
lutas externas e os temores internos - que diantc dEle sc crgueram, Cristo
determinou-Se a fazer prevalecer o Seu concerto. Ele fez com que Sua pro-
messa triunfàsse sobrc tudo c todos.
Tendo jurado em Seu próprio prejuízo, Ele recusou-Se a voltar atrás.
Ratificou a promessa a infinito custo para Si próprio, e €ntão colocou-a à
disposição até mesmo do mais vil pecador que dela se apropriasse, alme-
jando os seus benefícios.
Míintendo d alidn or #w4 Jcm4#Á!. Daniel 9:27 diz que o Messias
_semanà'. A sema-
manteria a Sua promessa, viessc o que vicsse, PgLr TT_a_S_e.mL2ʱa-
na aqui citada refere-sc à última semana dcn[fê-ã5°3elenta que foram esta-
belccidas especialmente em relação ao povo judeu. Ela deveria ocorrer de-
pois das sessenta c nove semanas. "Na metade da semam" Jesus ocasiona-
ria o fim dos sacrificios -ou seja, três
anos e meio da última semana, Jesus dcveria morrcr - e mesmo dcpois dis-
235
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
iiiiiilH
to Ele ainda conrinuaria a mantcr Sua promessa. A profecia implica na Sua
rcssurreição. Isto mostra que Elc pretendia manter Sua promessa para com
os judeus até mesmo dcpois de cstes 0 haverem crucificado!
0 registro bíblico mos[ra que Ele realmen[e procedeu assim. Poucas ho-
ras antcs de Sua crucifixão, uma turba desordeira gritou ftiriosamente:
"Caia sobre nós o Seu sangue, e sobre nossos filhos." S. Matcus 27:25. Seis

semanas 4(poÁ da crucifixão, o apóstolo Pedro, no ãEãffiEEÉãõÉ~ci-


tou a promessa de Deus que oferecia perdão a es[e mesmo povo e a seus fi-
lhos! Disse o apóstolo: "Arrependci-vos, e cada um de vós seja batizado em
nom€ de Jesus Cris[o para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom
do Espírito Santo." E Pedro concluiu: "Pois para vós outros é a promessa,
para vossos filhos, e para todos os que ainda estão longe, is[o é, para quan-
tos o Senhor nosso Deus chamar." A[os 2:38 e 39.
Três mil judeus aceitaram naquela-ocasiáo as provisões da promessa. Atos
2:41. Pouco mais tarde, cinco mil homens, além d-e mulheres e crianças,``ããã=
Eã a Jesus quando Pédro lhcs disse: "Vós sois os filhos dos profetas e da
ahança qiie Dcus cstabeleceu com vossos pajs .... Tendo Deus ressuscitado ao
Seu Servo, enviou-O primciramente a vós ou[ros para vos abençoar, no sen-
tido de quc cada um de vós se apar[e das suas perversidades." Atos 3:25 e 26.
Tão persuasiva foi esta espécie superlativa de amor, tão atriÉRÕHÉ5¥
de um Dcus que manteve a Sua promessa a despeito da rejeição e da crucifi-
xão, que "crescia a pdavra de Deus e, em Jerusalém, se mihtipticava o número
dos discípulos; também muitíssimos sacerdo[es obedeciam à fé».A±g§É;J7.
Os saccrdotes havíam liderado o povo na oposição a Cristo. `Ríãffieter-
minação do Mcstre em perdoar e sa]var, foi tão in[ensa e carinhosa, que Ele
fcz o Seu concerto prevaJecer até mesmo naqucles corações indóccis e maus.
Portanto, nos anos que succderam imediatamente a cruz, milharcs de

sos filhos", disse o apóstolo Pedro no dia de Pentecos[cs.


Certamente todos nós temos a esperança de um dja " ltar no taber-
náculo" de Dcus, e "morar no [Seu] 5`anto nome". Salmo 15. Sabemos, po-
rém, que somos completamente indignos. Nem seiHFTrEHmos a vcrdade,
ou procedeinos de modo reto, ou mantemos a nossa palavra. Nem sempre
tratamos as pessoas -e is[o inclui os membros de nossa família -com ind-
terável bondade. I'or vezes somos terrivelmcnte mesquinhos.
A nova alíança é para nós. Dcvemos crer que ela nos pertence, devemos
confiar em suas promessas e dcvemos permitír que ela opere em nosso íntimo.
Quer estejamoLs`sozinhos, quer em companhia de nossos familiares nos
atos dc adoração ~doméstica, filemos acerca do sacrifi'cio e pacjência de Je-
236
Daniel 9

L=|aatíqudeec:Zs?Á"mid?âJaqquueeT:nt[eemm5i=fionsdaor:#q:oeá:t;:=i#r:

::Íâ,=Ís.:o£e=oesí:ae:,s.e¥u%:j;'n,:n:grefóse.d6ftsr:Í::,h::,ràa.ba::oos
perdoa a nossos filhos. A Tcu modo maravilhoso e mis[crioso, mantém a
Tua promessa para conosco e enche-nos com o Teu podcr, a fim de que
possamos guardar os Tcus mandamentos, ser amáveis e dignos de confian-
Ça, c tão bons quanto Tu o és. Acei[a-nos, por Tua graça, como membros
do Teu povo escolhido."
Certamente Ele responderá a rz# oração. Ele realmen[e mantém as Suas
promessas.

IV. 0 Novo lsrael de Deus

4 ó#To4zfõo cb 4#7zpÁ}. Em nossa análise empreendida às páginas 21 a 24,


fizemos ver que nos primeiros dias da história do povo de lsrael, Deus se-
lecionou cste povo como uma nação especial, a quem cabia a responsabi-
lidade central de revelar a outras nações do mundo a generosa bondade di-

:::#t:dpmda[:#"G#:l.e„m:£â£í£i3ÍÊík";s::àn;ü.;:TTm:ri=oqdue:
Deus, que é capaz de antecipar toda a humam atividade, com muita tris-

:#;e::a|:;ãd:;Í?;á±ã;ávtâ:Éeoi:usí:a:ãfoí:ff::ãcàpniíãsínm:fm:#:
de da terça-feira quc antecedeu a Sua crucifixão, Jesus indicou que o

_i.;L-
tempo para tal mudança de povo achava-se muito próximo. Com amarga
dor a embargar-Lhe a voz, Jesus declarou aos judcus: "Eis aue a vossa casa

"Desolado" é uma das palavras-chaves de Daniel 9:24-27. Jesus sabia

que em 70 d.C., coisa de uns quarenta anos para o fiituro, o general roma-
no Tito, filho do imp€rador romano Vespasiano, atacaria e destruiria vio-
lentamente os muros de Jcrusalém. Os soldados de Tito* -o "povo de um
príncipe que há de vií" (Pgpiç| 2;2£.}.-ateariam fogo ao templo. Os sol-
*0 historiador judeu, Flávio Josefo, que se encon[rava presentc por ocasião do cerco de JerusaJém,

insiste em quc, dcpois de manter um encon[ro com seus gcnerais, Tito de[erminou-se a saJvar o tem-
plo, por clc considcrado como um inapreciávcl ornamcnto do lmpério Romano. 0 rela[o dc Josefor
quc não é contraditado pelos historiadores modcrnos, diz que a dcspeito da decisão de Tito, duran[e
a cxcitação do amquc "um dos soldados, scm aguardÀr ordens e scm horror ante ato tão pavoroso...
apanhou uma tocha. `. e, erguido por um de scus camradas, lançou o incandescente projétil através
dc uma pequena porta dourada .... Quando as chams sc elevaram, um clamor, tão pungentc qiian[o
a pÍópria [ragédia, ergueu-sc cntrc os judcus, que afluíram em bandos ao rcsgate, perdcndo quajqucT
noção dc au[opreservação ,... pois viam qiie agora se cxtingiiia o objcto de toda a sua vigilância pas-
sçidi' . -Jewish Wídr, 612.36 a 2.53.

237
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel

:d#f;¥aE¥:rã#j::i:Íiyne:ãgà:dredst;Éfía:É:àa:q:;:
gindo o clímax de Sua entrada triunfl, quase quarcnta anos antes que ot
exércjtos romanos destruíssem a cidade, Jesus anunciou aq_ovQ_iu_d_çi#
SeutemplQjis_ç_`çncontrav?_de±sL§g|aLdLQ!
Um tcmplo constitui o símbolo da prescnça de Deus. Ou Deus, em cer-
to sentido profúndamente espiritual, acha-Se prtiente num determinado
templo, ou cste é apenas uma estrutura vazia.
Ao Jesus dizcr que o templo se encontrava desolado, não foram as Sua{
palavras que ocasionaram o esvazjamento. Ele deixara o Céu para trazer ao
templo o incomparável privilégio de desftutar da Sua presença pessoal. Su-
ponha que o sumo sacerdote 0 houvesse reconhecido como o Fílho d€
Deus. Suponha que este homcm houvcsse aceitado a Jesus, em vez de acu-
sá-Lo - e 0 houvesse coroado em vez de crucificá-Lo!

|hasduop:|n::eqà:,J:ff:xseem|E`,oerd:d?da:`ee|ofasv=àost=:doo,t:dheou?vdtiensdeo?j%
Senhor, ouve; ó Scnhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age."

oqE:gf:geduTee::eéc':::à.c%.sɱãÊ3ÉÍ!Í,ôc#|,f,:1;t,o;,`;V;;;.pdT
"Ele veio para o Seu próprio povo, mas a Sua gente não 0 recebeu." Á j?f-
c;ÁfG/ S#77cZ¢~d VcÜ/.o# apresenta assim o texto: "E±Êj£ÊioLj2ʱri9
!a5cmT#oC:cph°aL=:#:ue]6mcristo,oFimodeDeueFi-

que era isso realmente o que Jesus estava pensando quando assim Se ex-
pressou. Duran[e a Sua entrada triunfil em Jerusalém, apenas dois dias an-
tes de anunciar que o templo se achava desolado, não Lhe haviam os ju-
1 , - ,1, , ' "Bendito
((- ', é o,
deus prestado uma calorosa saudaçáo, utilizando as palavras:
ue vem em nome do Scnhor!"? S. Lucas 19:38.
eitamente correto. Mas na
tarde, muitos dentre a mesma multidão exclamavam, sob instigação satâ-
nica: "Crucificaío! Crucifica-O!"
A explicação para este paradoxo é que os judeus reaJmentc queriam que
Jesus Se tornasse o rei da nação - mas queriam que Ele fosse o tipo ou espé-
cie de rei que c4r esperavam! Queriam um rei que dirigisse o povo na revol-
ta contra o domínio romano e que tornasse Jerusalém - e não Roma - a ca-
pital do mundo. Eles não qucriam sabcr de um rei que falaria a Pilatos, na
noite de Seu julgamento: " QMÊ~"1=njQ mundo.„
Em Suas cxp-osições púbTiEã5Teiz
e Partlcu esus com £t;##êlçsüi3ri6=
238
Daniel 9
cia Se referira ao "reino de Deus" e ao "reino dos (veja, por exem-
lo` S. Mateus ®uD/ugaclos aos romanos, oS
ouviam atentamente. CSua pul`çação aumcntava cnquan-
to eles sonhavam com o glorioso dia cm que reviveriam o esplcndor dos
reinados de Davi e Salomão. Elcs recapitulavam as assim-chamadas "pro-
fecias do reino",* as quais prediziam a liderança mundial do povo judeu.
Intcrpretavam estas profecias num sentido plenamente matcrialista, e al-
mejavam por um líder quc ]hes pudessc garantir prestígio internacional e
prospcridade econômica. Anelavam or iim Salvador ue os libertassc de
Roma` mas não necessaria`meiitElié 3êü5iEêã:
~ÜbTêíEÇE¥fiüãiiãõEã5IãõHEfHTq-üc--u-ri|õ7ETm--ericolíderperguntoua

Jesus de que modo poderia assegurar-se a vida eterna, o Mestre não respon-
deu: "Ajudc-Me a restabelecer o reino de lsrael." A orientação de Cristo foi

Í:sqeu`çs:gJuoiY,ç=giLeará:r:::rETtos,vendersuasproprieda-
Quando Nicodemos se EFFõffiõüTnTõltêTae Jesus, perguntando-Lhe
de que modo podcria entrar no reino, a respos[a que obteve foi de que de-
veria "na.scer de nóvo". SJL|gãg 3L:J±.
A maioria das pessoá5 não eseja seguir a Jcsus" ou ``nascer de novo".
0 jovem e rico líder afastou-se pesaroso. Mesmo Nicodcmos só veio a ren-
der-sc complctamente à vontade divina dcpois que Jesus foi morto na cruz.
Muitos judeus reclamavam as promessas do reino, sem tercm a preocu-
pação de preenchcr as qualificações necessárias. Eles esqueciam que em
Daniel 7_=Peus prometera o reino apenas aos "santos". Esqueciam-sc tam-
bém do Salmo 15:1-4:

Quem, Senhor, habitará no Teu tabernáculo?


Quem há d€ morar no Teu santo mont€?
0 que vive com integrídade,
e pratica a justiça,
e, de coração, fàla verdade;
o que não difam com a sua língua,
não faz mal ao próximo,
nem lança injúria contra o scu vizinho;
o que, aos seus olhos, tem por desprezível ao réprobo,
mas honra aos que temem ao Senhor;
o que jura com dano próprio,
e não se retrata.
*Algumas das "Drofécias do reino" são encontradas em 11 Samuel
mias 23 Zacarias 12 c 14. A na[ureza condicional,
0 promctido "filho dc Davi", quc deveria ocupar o "trono", cra
= naturalmenteÊ Cristo. Ao rejeitar o promc[ido Rei, o povo de lsracl dcsqualificou-sc também
para a prometida lidcrança mundial.
239
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daníel
Muitos dos judeus dos dias de Cristo esqueciam-se de que a maioria das
"profecias do reino" carregava consigo um aspec[o condicional; "E no mo-
mcnto em qiie Eu falar acerca de uma nação ou de iim rejno, para o edi-
ficar c o plantar", dísse o Senhor em|ʱLe_mJʱJÊ;2£jQ, "se ela fizer o que
é mal perante Mim, e não der ouvi Mc arrepende-
rci do bcm que houvcra dito lhc faria".
Muitos judeus csqueceram quc sob o novo concerto Deus oferecera po-
der para modificar as cxpcriêncías pessoajs, de modo a qualificar a pessoa
a tornar-se membro do Seu povo especíal. Achando-se oprimidos sob o
jugo romano, estes judeus desejavam poder para conquistar seus inimigos.
Portanto, não demonstraram in[eresse quando Jesus lhes ofereceu poder
para conqüistarcm a si próprios.
Mesmo dias atuais milhões de cristãos arecem rcferir o exercício
ÕHniõ`5óEr¥ como os ju-
dãH-ã'h~ti3üid-ade,e-leétámBãfiaE-sãj=a=-riTÍ-ü-é-`õfíá=[:ã=LãI'aaespécicde'rei
quc preencha suas próprias expectatívas.
4 y/.#Á4 c' #zz"/#7.Á¢. Na própria manhã que sucedeu a entrada. triunfal
cm Jerusalém, Jesus colocou-Se em pé no templo e, sob a forma de histó-
ria, advertiu os judeus de que, em virtudc de sua recusa em permitir que
Dcus os ajudasse a viver segundo a Sua von[ade, o "reino" estava por ser
transferído a outras pessoas.
Em Sua história, Jesus contou a respei[o de um homem de negócios que
plantou uma vinha a ccrta distância de sua casa, arrendando-a a um grupo de

a¥fat:àeos;#camr:.oeÉcarcooslhfiei:;';ã:oest|ig:,i:]:=,."fnovsi|:v::ds:ru:,segwf:
rando os servos, espancaram a um, mataram outro, e a outro apedrejaram. En-
viou ainda outros servos em major número; e trataram-nos da mesma forma.
"E por último", acrescentou Cristo, "enviou-lhes o scu próprio filho, di-
zendo: `A meu filho respeitarão.'
"Mas os lavradores, vendo o filho, dísseram entre si: `Este é o herdeiro;

ora, vamos, ma[emo-lo, e apodercmo-nos da sua hcrança.' E, agarrando-o,


la.nçaram-no fora da vinha e o ma[aram.
"Quando, pois, vier o senhor da vinha", perguntou Jcsus aos Seus inter-

locutores, ``que fará àquelcs lavradorcs?"


A multidão havia-sc cnvolvido emocionalmente na história, passando a
demonstrar um sentimento de justa indignação contra os lavradores maus.
Iradamente, respondcram a Cris[o: "[0 dono] fará perecer horrivelmente
a cstes malvados, e arrendará a vinha a outros lavradQres que lhe remetam
os frutos nos seus devidos tempos."
Imediatamente Jesus fez ressaltar o ponto em questão. Mostrando que
D "filho" da história era Elc próprio -a quem os sacerdotes planejavam de-
=ididamente matar - o Mestre dissc aos judeus: "Portan[o vos dígo que o
Z40
Daniel 9
reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produzÃ

:sorsesdpeef:::oàefmmt:iss."ÍS#:::::Ê::ÊÊ;Ê£;Ae,?aov.:=aif:,.coo:fiàr,::dvecrde:
verdad€iros cris[ãos, selecionados dentre todas as raças fisicas do mundo.
0 fim daf Setenta §emanas. Em Daniel Gabriel não cspccificou
qualquer cvento especial parãíffiEEãEiiih-iiãFTsctenta semanas: Gabriel
não mcncionou o ato ou transação particular -se é que devesse existir al-
gum - que haveria de marcar o encerramento do período profé[ico de 490
anos] destinados a conservar o privilégio dos judeus, enquanto nação.
Sabcmos, entretanto, que uns poucos anos depois da crucifixão -e
vários comentai.istas" têm situado o cvento em torno do ano 34 d.C.
- aJÉdʱa±£ajig£j±±±£±±s.Çgrifirrr±eu s+±a±Ê!Ê!Éãg±gLnt_ra Deus àí±
p£Lm+ej[q._pár±ir.crisEão,.Q£Éaíd±igíé±gãQ±é2£imQ±çgg!£ÊrnLo.€.a±iEri-
f,-
cialmentc a Estêvão.
No a[o de matar a Cristo, os líderes judeus haviam convencido os ro-
manos a cometer o assassinato em lugar deles próprios. Entretanto, na exe-
cução de Estêvão, foram as próprias mãos judaicas que apanharam as pc-
dras, e ali foi aplicada a forma judaíca usual de 0 simbolismo aí
resente foi devastador. ``.
D€sde o batismo/unção dc Cristo, cm 27 d.C., Deus fizera com que o
concerto com lsrael fosse virorioso arravés do ministério público d€ Cristo
-o quc representou iima demonstração única de amor paciente e perdoa-

!noar;ãAoç,oá:fe:conr:cT,avinhadeveriasertomadadelsraeleoferecidaauma
Mas, da mcsm forma como não fora Deus que tornara desolado o t€m-
plo, assim tampouco agiu Elc arbitrariamentc no sen[ido de privar a nação
judajca
1.,,,.
de seus privilégios, repassando-os aos gcn[ios. Foram os líderes ju-
daicos anti-cristãos quc promoveram uma tra OS
crentes judeus, compelindo-os a fugir de Jerusalém. Atos 8:1 e 2
"iam por
Acossados pela perseguíçáo, os` cristãos de a par-
i`,`.,';i`.

te'
g:d:.:dd::;:';.mÊ:3±Íííe::i'!:,aapbr.eisuen:o:o:,Sr'átooeevTnj:|T:r;:
militar romano, Cornélio, em Cesaréia. Atos 10. 0 mais extraordj-
nário foi quc um dos líderes judeus da persegu-íçãõT¥ulo de Tarso (mais
tarde conhecido como o Apóstolo Paulo), veio a convencer-se da bondad€
de Dcus ao observar o espírito perdoador de suas próprias vi'[imas. Tendo
experimentado o novo nascimento pela graça de Dcus, Paulo ouviu a voz
de Deus adverti-1o de que .ele deveria tornar-se "um instrumento escolhi-
do para levar o Meu nome perante os gentios e rcis, bem como perante os
filhos de lsrael". Atos 9: 15. Aqucla mesma voz dissera ao ex-perseguidor:
"Vai, porque
te enviar€i para longe aos gentios." Atos 22:21
241
Uma Nova Era Segundo as Profeci-as de Daníel
t`iwtí`oii`` n rriri``ão ilr riim` por parte dos judeus -a qual foi simbo-
li/ti`l.t iirlti Ai`c\lit.jAincmn ilc l.l`(é\.at7 -|`onduzju dirctamente à proclama-
Ção do evangclho ao mundo não-judeu.
0 mo4brm±" óáf Dc". Muito em brevc congregações de cristãos
gentios espalhiEãEse por todo o tc.rritório cntre Jcrusalém e Roma. Os
nomes de algumas dcstas congregações foram `preservados nos títulos dos
livros do Novo Testamcnto: Romanos, Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipe
ses, Colossenses, Téssalonicenses.
Ao contemplar cstas novas congregações, Paulo pôde perceber o cum-

::'í:c:n::íiüeáer%fiíã;pg,:offiL#:;:..";ac=f;'.:;v=T;:
Dcus, encontrada em Êxodo 19:5 e 6. Ela constituía uma espécie de pai-
ncl nacion`al: "Agora, pois, se diligentcmente ouvirdes a Minha voz, e guar
dardes a Minha aliança, então sercis a Minha propriedadc peculiar dcntre
todos os povos; . . . vós Me sercis reino dc sacerdotcs e mção santa." Mas
em I S. Pcdro 2:9, Deus informou à nova comunidade dc cristãos que cÁz
corrifti€iiíà-àgora a-"raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de pro
priedadc exclusiva de Deus".
A vinha havia sido arrendada a novos agricultores.
Mas os novos arrendatários não eram exclusivamente gentios! Os fiin-

#ed:rbeksd:e;::aenntaaí:túst:í:tseduesj:pdóesutso[eo:,e:rti¥.tÉotgàsjuqduccu,S;á=
esqueçamos este fato.

c"P]'%eúpvac*oaso:egne,::isiss:=Eã:iÊ;ÍÍÍÊÍÉf="à|aq®u::::ã;refF.ts#
e estranhos às alianças da promessa, não tcndo cspcrança, e sem Deus no
mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antcs cstáveis longe, fóstc
aproximados pelo sangue de Cristo. Porque Ele é a nossa paz, o qual dc
ambos [judeus e gentios] fez #% e tendo dcrrubado a paredc de separação
qiic cstava no meio, a inimizadc."
Em Cris[o, os "gentios" não mais precisam ser distinguidos dos "ju-
deus". "Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus.

;ri?:::tJea|#::sh.ai:eájucd::,:,e:amE#£,s.ji.spdoá:::á:Í,o:vdóesÃàirsú"
e herdeiros segundo a promcssa." Gálatas 3:26-29.
As promessas da aliança aplicm é-à todos. Todos são ins-
tados a receber (1) perdão de todo e qualqucr pecado, (2) poder para viver
vidas transformadas e (3) a qualidade dc membros do povo escolhido de
Dcus.rod9Jos"|§±p±gs_doT4L±mfl:'(Qanicl7:18)recebemacertezadc
poderemcntrar'eH reino sempitemo.
0 sucesso da pregação do Evangelho entre os não-judeus, conduz,iu al-
242
Daniel 9

suns cristãos dos dias de Paulo a perguntar-sc se o reino nunca mais seria

:ffdtianu::faodaeosd:vdi:T|.SDàmJe?àv,?8Er|o6Tàüáouee=t=:::srtz::*:erc#ro-
guntavam, é se ljeu§iõiiré-ritü[a teria filhado.
Eles não precisariam ter-se preocupado. Sempre podemos confiar em
Deus! Uma coisa era certa: Jesus, o siipremo "flu2gjkJ2avi" (SíJ14a[Êiis.
•ÊÊÍíâ)Ljá Se 1encontrava assentado no trono do Univ,f.rs? JgE=
-=- \ , . r . , P '
Por outro lado, necessário se fazia cá/#;'r o ffrmo `J.#c/c#':~-`~~-- -
rqiie não é judcu quem o é apenas extcriormcntc", explica Paulo

ÀTs,aRg=n::Í;ÊʱZog;j`dpeourénTjue::uapée:qa:eúem:uqeu:sé,ãi:tá:i:::ec.ní:;':
dado alguns genes de Pai Abraão! "Estes filhos de Dcus não são propria-

rme:s„deovseíasecra::ens,idperr:sds:g:ioum:a:::.::álêi::radfdeexbiffi;
da promessa." Aos olhos de Dcus, "não há distinção entre judeu e gre-
go .... Porque `todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo"
B#nodeDeusnãopodemfflhar!Defato,cmcristoo
valor das mesmas é aumcn[ado. Os profetas do Antigo Testamento não
eram capazes de esperar que mais que um "remanescente" (uma pequena
minoria) do lsrael literal aceitassem o concerto e recebesse a salvação no
reino de Deus. Romanos 9:27; 11 : 14. Mas, à medida que o Evangelho al-
cançava tanto glãããTó~;-à~ü-ari-tó-7Heu5-, à medida que o novo "Isracl" de
Deus passava a ser constituído por todo genuíno crente em todas as partes
do mundo, Paulo pôde chegar à triunfante conclusão: "E assim todo o ls-
rael será salvo"! Romanos 11:26.
"o reino e o ãomínjo, e a -iestade dos reinos debaixo de todo o Céu,
serão dados ao povo dos santos do Altíssimo" -incliisive você c seu cônjuge,
seus pais e seus filhos, e todos aqucles que verdadeiramentc aceitam as promes-
sas do novo concerto - e "o seu reino será reino etemo." Daniel 7:27.

V. 0 Julgamento Já Começou

Durante um momento ele dcve ter-se sentido o homem mais feliz sobre
a face da Terra.
Mas apenas por um momento.
Ele era um importante servo dc um rico senhor. Ao fàlar a respcito des-
ta pessoa em S. Mateus 18:23-35, esus identificou-a como um servo que
tomara empresta entos - uma soma verdadeiramente grande
-e que chegara a uma sjtuação de total impossibilidade dc liquidar o em-
préstimo. Talvez ele tenha investido a ímportância num carregamento de
cerâmicas da ltália e o navio tcnha ido a pique, ou então numa caravana
243
Uma Nova Era Segundo as Pro¥ecias de Daniel

que transportava especiarias orientais, a qua] teria sjdo a[acada e despoja-


da por um daqueles famosos grupos dc. bandidos.
Fosse qual fosse a razão da inadimplência, quando o seu senhor perce-
beu que o scrvo seria incapaz de efetuar o pagamen[o, ordenou que ele e
sua famílja fossem vcndidos como escravos, e a receita assim obtida fosse
crcdicada à grande di'vida.
Horrorizado, aquele servo caíu aos pés de s€u senhor, suplicando-lhc:
"-s-Êf::i:::Ê::ã:g%Ê:::Í%::£Êã;::àecendo-se".disseJesus'"mandou-o
',,

embora, e perdoou-lhe a dívida." Foi cer[amente uma ati[ud€ mui genero-


sa de seu senhor.
Foi por certo neste mc>men[o que aquele servo se sen[iu muito feliz. Mal
acabara de sair do cscri[ório de seu senhor, contudo, encontrou-se com um
dc seus colegas de trabalho (servo, [ambém es[e, daquele mesmo senhor
generoso), o qual lhe devia cerca de "cem denários" (o que poderia equiva-
ler a aproximadamenre vin[e dólares americanos). Por incrível que pareça,
o primeiro servo agarrou o ou[ro pelo pescoço e exigiu, no tom mais duro
possívcl, que o ou[ro lhe pagasse a con[a.
0 conservo conseguiu desvencilhar-se das mãos do prim€iro e, caindo
aos pés deste, implorou, [al como o outro fizera an[es: "Sê paciente comi-
go, e tc pagarei."
Mas o primeiro servo, irri[ado por ter de esperar para recebcr de vo|-
ta o seu dinheiro, mandou que lançassem na prisão aquele que lhe de-
vía cem denários.
Quando ps demajs empregados ouviram o que aconteccra, dirigiram-se
ao senhor de todos eles - o qual mandou chamar imediatamen[e aquele
servo impaciente e dirigiu-lhe palavras nada elogiosas. "Servo malvado,
perdoei-te aquela di`vida toda porque me suplicaste; não devias [u, igual-
mente, compadecer-te do teu conservo, como [ambém eu me compadeci
de ti?" Agora, foi a vez do patrão lançar na cadeia o servo malvado!
Jesus concluiu Sua his[ória com es[a mensagem singela, porém solene:
"Assim também Meu Pai celes[e vos fará, se do ín[imo não perdoardes cada

um a seu irmão." S2n4iatçus__ iÊi2á.


Conservemos éri--ri-éri[e esta história enquan[o prosseguirmos no es[udo
de Daniel s e 9. Re[ornaremos especificamente à mesma quando chegarmos
à página 254. Ela possui uma apljcação direta à profecia dos 2.300 das.

amí::f:i:¥n#Í:ÊÍ#á.opeos:u::isaía,ssc.,lnaad,àt:se:{se,,gà:fj::.ovsa;eqmuber;::
nos que Gabriel as mencionou como uma forma de fazcr incidir luz sobre
o período mais amplo, de 2.300 dias,mencionado em Daniel 8:14

*Ve/.a a5 págs.181 € 182.

244
Danie' 9
"Até duas mil e trezentas tardes e manhãs [ou seja, 2.300 dias"*, disse
o anjo emJ2ÊflÉLfiÉ] "e o santuário será puríficado."
Daniel a visão"` foi a ordem que o anjo
momentos mais tar tentou cumprir imediatamcntc a
incumbência recebida. Mas dcpois de haver explicado acerca das bestas e
chifres que também compunha o quadro da visão, o m€nsagciro celestial
teve de int€rromper a exposição, uma vez que Daniel dcsmaiou; dcsta for-
ma, os 2.300 dias ficaram sem explicação naquele ponto.
Cerca de treze anos mais tardc Gabriel retornou e convidou Danicl a
"compreender a visão''. Uma vez que interrompera a explicação no assun-
to referente ao tempo, retomou a explicação exatamente com a ques[ão do
tempo. "Setenta semanas estão dcterminadas [decretadas, amputadas ou
cortadas] sobre o teu povo", começou Gabriel (veja DÊniÊl".
Já mencionamos antes que o exa[o cumprimcnto a pro ecia das seten-
ta semanas, apresentada por Gabriel, e realizado na primeira vinda de
Cristo, contribui parcialmcntc para nossa compreensão dos 2.300 dias, no
scntido dc mos[rar que cles na verda.de representam 2.300 Á7#of ! Por exem-
plo, seria jmpossível separar [ou amputar] 490 anos de 2.300 dias litcrais!
Fomos conduzidos a csta conclusão acerca dos 2.300 47zof, ao reconhe-
cermos também os scguin[es pontos:
+®Os 2.300 dias fi;ram in;roduzidos na porção JJ.m6ó/;.c# de Danie
o que por certo deve ser entendido que eles também represcntam

#a:n:t:e:r:tar::?eaf?|,:e:sàüq:u;;|hc::;:reoifi:fi:orsac:ffn:t:.ifi:ârieeno,ed,:fipr=:ed,ocqsuce:
no simbolismo profético, um dia reprcsen[a um ano literal.
Podcríamos ainda havcr dito que nos primeiros anos d
enquanto os israelitas ainda sc deslocavam do Egito para a Palestina, Deus
- por intermédio de Moisés - relacionara quarenta dias de desobediência a
quarenta anos de punição. Números 14:34. Dcste modo Deus estabelcccra
o%ne=:'do|,:eji¥|utirifi;e#,ffdc:edvee:ánríecsi;:i:oadmo:?`Í;doaod:„hoe,!rn";ié-
culo nono d.C.11 Arnold de Villanova, brilhante médico que tratou de pa-
pas e reis, e que combateu os teólogos de Paris, argumentou €m 1292 que
quando Daniel "fàla em 2.300 dias, deve-se entender que em lugar de dias
ele cstá fflando de jzzzg±"Não é incomum, m Escrituras de Deus", pros-
segue Villanova, "que a expressão dias equivalha a anos .... Em Ezequiel,
o Espírito testifica: `Um dia por um ano." 12
Dʱ:Ç_l&1_7 assegura que a visão dos 2.300 dias teria aplicação `jzg_
£ÍÊ#-odassagmdasEscriturm`"eftezadcqueos2.300d*re-

presen[am 2.300 anos, achamo-nos ainda diante do problema de saber


245
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
quando eles tiveram início, de modo a poder calcular quando ocorreria o seu
cérmjno. Uma vez mais, a chavc da solução deve repousar na profecia das se-
tenta semanas. De que ou[ro modo poderiam as setenta s€manas servir para

%ríS#e%#:Ê?_':odue`âr#rrefT*2os2Zo%_âi#odnrsaeEeus%n=rEre#
~e:í!jfi£g:_rJqg!{!§±g!4!iLÃ;g9ég4g._U~nrido±4_o_Príncip_e",posicioncniníciodo$2.30l
dias, táo certamente como Po5íciond o começo dds 5eterita SerrMrm.
Constatamos anteriormente que as setenta scmanas se iniciaram no
ano 457 d.C. Scguc-sc, pois, que os 2.300 d.ias também começaram no
ano 457 d.C.
Neste caso, quando ocorreu o seu término?
Os 490 anos terminaram no ano 34 d.C. Quando nós cortamos, ou
amputamos 490 anos de 2.300 anos, restam 1.810 anos. Assim, os 2.300
anos deveriam estender-se 1.810 anos em adição ao ano 34 d.C. Isto sig-
nifica que os 2.300 anos deveriam terminar em 1844 d.C.

1844 d.E:
0 ¢£# #o#zccc# cm /84Í.?Sentimo-nos curiosos e maravilhados sobre o
que [erá acontecido em 1844. Ccrtamente você não recorda haver lido
qualqucr coisa notável, relacionada com essa data, em seus livros de His
[ória Geral.
0 anjo disse, efetivamente, que em 1844 o santuário seria rcstaurado a
seu estado de justiça. Conforme vimos antcriormente, o santuário que aí
ejtá sendo foca.lizado, é o "santuário... que o Senhor crigiu, não o ho
mem". Aquele que está loca.lizado no Céu, c onde Jcsus minisua em nos-
so fàvor como fiel Sumo Sacerdote. Hebreus 8:1 e 2.
O processo que dcterminou o encEÍÊÉiÉÉro ãã---2-.-300 diasLjmmeçou ?o
Cí# em 1844. Es ta é a razão por que você jamais leu ajgo a respeito nos lí-
vros de História!*
Às páginas 184 a 192, vimos que as palavras: ``Então o santuário será
í _ 1 1. _. á -' ' T _-.1 __1.__ -.--
restaurado a seu estado de quarido estudaaã;iria-a-aósament-e em`
seu contex[o, e à luz dos termos hcbraicos subjacentes, trazem consigo a
conotação de pelo menos qiiatro processos correlacionados, ou eventos:
+1. A cxoneração do ftzwz.J de Cristo, Seu ministério sumo sacerdo[al,
após um longo período em que elc seria "calcado a pés".

1 2. A purificação final do santuário -e das pessoas que adoravam segun-


o santuário - de todos os pecados.
+ 3. Em conexão com esta purificação, um ato de julgamento.
-P 4. Em seguida a esta purificação e ao ato de julgamento, ouvir-se-á
soar a trombeta do jubileu, ocorrerá a destruição das nações por inter-
:QbiLrv_amos tambLÉg±Là±]2ág§+±L22_ c 241, que Gabricl não cspccificou qua]qucr cvento terrestre
estando a ocorrcr no final ±a±s;±jÊ!Ê;ie_mLÊEri~d±±+±srenta.sériãriã5íúriã5::
_ ____ _ _ ----- _ _ ---
Ab°r:°d':':;;;=±::::=±::í:::;:%9-á*:Í;;;;;;;::;;!=:,:,°oficff,[d°`23°°d'a-ano!-Jc]"diriüws~

médio da pedra sobrenatural, e a outorgação da herança do reino de


Cristo aos Seus santos.
Exonem 4~o c/o tamid ó/c' Cr/.ífo. 0 ministério sumo sacerdotal de Cristo
por ministros que negligenciaram o
correto ensino e pregação do evangelho, e quc impuseram às pessoas a con-
fissão e as penitências, ameaçando com excomunhão ou até mesmo execu-
ção a todos aqueles que não se submetessem (veja as págs.172-179). 0 re-
descobrimcnto da verdade acerca do ministério sacerdotal de Cristo no
Céu começou por volta de 1517, quando Martinho Lutcro. constatou
achar-se ainda viva a obscurecida verdadc de que a salvação é um é/om de
Deus, que podemos desfrutar através da /g' cm Jesus. ``Porque pela graça
sois salvos, mcdiante a fé; e isto náo vem de vós, é dom de Deus; não de
obras, para que ninguém se glorie." Efésios 2:8 e 9. "0 salário do pecado
éamorte,msodomgratuitodeDe.u=i=i--aa~={eifiTaLTemcristoJesusnos-
" àer::â:."a# na compreensão do m|nistério ce|estia| de
Cris[o ocorreu por volta de 1844. Neste exato momento, você está lendo
algo a esse respeito! Muito mais será dito em nossa análise do livro de Apo-
247
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
calipsc, que constitui uma obra relacionada com esta.
TÉ4gs_L9±=££isÉãQS.~ç±êÊmugFÇ£isÉgJ±Í±+±Í±£é±içgLPÊndçnted.a__cruz...M±iEQs
~ ^ /1 . I r , 1 1 , , 1
crístãos crêem no Cristo do fut`uro uando deverá voltar sobre as nuvens.
ML4asjjg2£ESʱaiQ±i±T±+=s£±is±ãgsuLãQ çEêLÊmm±±i±a±gria.±±ÊspÊɱQda
Cj±_utaruma__obra__q±±j±g_£sPÊçi±£.
iniciadaeml844.T04o£pé§_dçveEí_apo_s,apr_epd_eLQff__aB_í_blia=dÉzffif-
ãi±]e:s-u.s=e=tãe-ri_r_ç=ã±éendà_ɱ-fa-y~oTd=±±;;-_=Ó=sLn=;Í\
mpnt^ t`rpcpnrfl
m_ep_to_prçscnte.
•amerlto. Ào longo das páginas 113 a 118, vi-
0 santuário e o Dia de
ase inicial do julgamento final. 0 traba-
lho especrãr'q-üe-Jesus -fÉTaliza atualmente cm favor de todos nós, envolve a
Sua participação nesta fasc inicial do julgamento, em adição aos Scus ser-
viços normais, executados na qualidade de nosso Sumo Sacerdote.
oAnciãodeDiastomaassentoe".±±p£Q=QmQnFi-
|hoNdaovisoã:::# aproxima, vindo
"com as nuvens do Céu". 0 An-
cião de Dias é Deus Pai, enquanto o Filho do homem é Jesus, mas a vin-
da de Cristo `:çggʱstp±±±rens_ dp_.Çé±i", emQ±±is|Z13, não é aquilo que
os cristãos mcncionam como a Sua segundãTv-í-nda. Na segunda vinda Je-
sus virá "cntre nuvcns" íl.=TÉs£±QÉLiç`çpses 4: 17) para resgatar os Seus san-
[os. Em Daniel 7, Ele aparece diante do Ahcião de Dias com a finalidade
de apreseiltãi-o -S-éu "rol de santos", antes dc vir à Terra para resgatá-los.
Esta viagem de Jesus, de um lugar para outro por ocasião do julga-
mento, não é algo único. Ele deslocou-Se dos Céu ara a Terra, quando
chcgou a ocasião apontada as seten[a semanas, e fê-lo com

;:o::;e:e:z:gd:egfiffi¥i;,àâ:nesá;:.c;feg:r:a:;sía:?ã:o:àncat,::i:F!|:8ní'Íj-aí;
final dos 2.300 dias-anos, Ele é retratado como €stando a passar de uma
parte do Céu para outra par[c, e fê-lo ao chegar a ocasião em que deve-
ria ocorrer uma significativa transição em Seus scrviços como nosso
Sumo Sacerdo[c.
Em linguagem sirnbólica - linguagem de santuário - podemos dizer
]ue em 1844 Jesus passou do san_tíssimo do san-
uário celestial (veja as págs. 18
À página 188 úmos-qrie o julgamento de Daniel 7 é o mesmo evento
*Hcbreus 6: 19 c, dc ccr[a forma, também Hcb[eus 9:8, podem dar a impressão dc quc Jesus já cs-

:#::|í;:gaácsaE:`bs::Ts?é:ns:uná:ía'oexc;i:ií#rucrgaan::bo,aE:'n|:':oHS::::0"d6a:|e;:á:is;ãjc:::nqdu:í:j
is cn[rou "para dcntro do véu". Existiam dois véus ou cor[inas no santuário (Hebrcus 9:3), e Hcbreus
19 -tanto quanto Hebreus 8:2; 9:12, 24 c 25; 10:] 9 e 13:11 -diz apcnas quc Elc en[rou no "lu-
u santo" ou "santuário'í. 0 livro de Hebrcus cs[á preocupado cm ensjmr-nos qiic J¢sus S€ acha em
ividadc no san[uário-celestia]. sem [er, con[udo, a preocupação de mostrar-nos em quc lugar, ou área
} santuário Ele Sc ericontra.

48
Daniel 9

quc a restauração/purificação do santuário, mcncionada em Daniel 8:14.


Esta purificação/res[auação/julgamento pwcfc/c 4 fcg##Á¢ yj.#d¢. Em Apo-
calipse 14:6 e 7, o apóstolo João diz: "Vi outro anjo voando pelo meio do
Céu, [endo um %#gp/úo eterno para pregar aos que se asscntam sobrc a
Terra. . .; dizendo em grandc voz: `Temci a Deus e dai-Lhe glória,LÊÊÉg€
' 'ada' a lJora
' do Seu
' r .,,,,, T \1
Uma vez que o evangelho continua a seiiITe--
i a hora do juízo, torna-se evidente quc o juí-
zo deve começar antes quc se cncerre a pregação do evangelho. Ele come-
Ça, portanto, antes da segunda vinda.

caçToatàusric::sns:à!a3esevhaunieali:,tedTsâ:t:d,on?c?oreá:njcu,|agras::nToal::Tsa4a4:l*l-

com#:ÉÍÉffi#;Ají1;ideen::iF1:::àbcodpv¥sã:,Í=::::
Por vezcs ela parece estar ffiando de um único ato divino. "Porque Deus há de
trazer a ju'zo todas ás obras, até as que estão escondidas." Eclesiastes 12:14.
Deus "estabeleceu um dia cm que há de julgar o mundo" AÍZIS__-o,s
coE::te:àroe'meo::à:::eí::ifbe:eTndc,düeaDoe,:;:oRffioi:=Ê:Ê:ÉÉii?imemtermos

;::,esi,aoBfiíài::ammabímim,eç:jã:.aapdeú:a=,:?:sdquuffia#:sd:ess::u:,àsamv:njà;:
1. Julqímento antes dd §c 0 Filho do homem vem ao An-

::;Íe:díâ::.f:â#:v#e(É¥I¥;-à-:a:Ívfoud;:::v:`à:¥:#
do2n.o#gâ-í~:€pd„¢„J4'8Í"o#à=[f#s°b:à[:s?sd.°±;£g;±±r,s;_.¥:
:..É:#:Ê::2s#|oía4nJo?s?o„s¥a:`t=fs..entam-s-mtronos,-juízo|hesé
atribuído, no sentido de examinarem os registros do mundo e dos anjos
caídos. A se 20:4; I Coríntios 6:2 e 3
b. Encerran O-Se õ;` ãi`iT~-ahó-§;--e7LÉ-£õriEc=iada a sentença c executado o
juízo con[ra todos os perdidos. Estes, bem como a própria morte, são lan-
çadEoàg:r`aa::sedset:orgmoo:rg::t:eL#É¥±g:::Íig::áÉ£ÍÉÊ:ÍfÉíb|,a,porquestãode
conveniência nós nos refcrimos a estas diferentes fases do julgamento final
como sendo o juízo "±nyçstigativo", "ç!Ê£çp__ai.açjã_o", "de exame" e dc "çx:sç:
iu£ão". A fase que iniciou em 1844 -a primeira das quatro fases do juízo

*Em sua famosa obra frÁfío7 o/C»rriíf.m.? [História do Cristianismo], pág.1.345, Kcnncth Sco[t

h[ourctte idcntifica o décimo nono século como "o grande século" do cvangelho. Ao findar-sc o sé-
culo, obscrva o autor, o cristianismo "achava-se em seu apogeu, ou momcn[o máximo, achando-sc
majs vastamen[c cspalhado -do ponto de vista gcográfico ~ do quc cm qualquer oQsião antcrior ,..,
c. . . exercendo suas imprcssõcs sobrc a major parcela da humanidade, em [odos os [empos.

249
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daníel

Ênodju-!áaamf:àetodçjíí!ÍÍ£v:ennvteos.t';g*ativo"u-tdvezemtermosmalssimples
A Bíblia também menciona outros momentos de julgamento, além do
J;:àzoonf,anbdria:::net:càoaá:ieBílsf:í,aa?:,dni:-âioas|o2rà'eat.ou::gbrra.dâeq;;gelae.ào.l(`;Pe;:

as págs. 86-88). Israel foi julgado ao final das setenta semanas, quando os
seus privilégios especiais como a mais favorecida nação de Deus, foram
;itrih`iítlos no novo I`smel, o qml deveria ser constituído pelos verdadeiros
"judeus" dc todas as raças {ÇLálata_:__29~), ou scja, a dcscendência espiritual

de Abraão.
Dia de amento/Dia de Ex longo das páginas 186 a 189, vi-
mos que a puri o santuário do Antigo Testamento (Le
vítico 16 e 23) ocorria no simbólico Dia da Expiação, que também cons-
tituía um simbólico Dia de Julgamento. Se raciocinarmos na direção in-
versa, aprendemos que o a±,±±a|dia,dçj±rigamcnto (que está ocorrendo des-
de l844), é também um g.
Este é um precioso pensamento.
0 propósito principal de Deus nesta primeir.a fase do juízo não é con-
denar, e sim absolver. Ao "p±±ÉÉfiçaçpQ±açiqiçuárir o", Deus procura remover
tão amplamente o pccado, que até mesmo o registro dos pecados confes-
sados possa ser eliminado. 0 pecado causa separação. `,Isaías 59:2. A remo-

Íoopto£eF`á::ger:sd;:áeá:sn,cáiaífso#|t:vmabf"reeiT:ͱ!:Eíá::oil
duz reconciliação absoluta e permanente.
Deus está pesquisando os "livros", não para expor as pessoas que fracassa-
ram, mas para expor aquelas que Lhe permaneceram fiéis. 0 terrível juízo
no final dos 1.000 anos termina mediante a condenação daqueles que não
se salvaram, e o rccebimento, por parte destes, da pemlidade representada
pela mortc eterna. Mas a fase pré-advento do juízo - aquela que começou
em 1844, e que representa o grande Dia da Expiaçáo que preenche o Dia da

E;xà`aoçÊoms.icT.bnóàctoe,parp.r:suennct,aadmoc:T.,#Í,ceavág:ndteeT.edn.tse.csuj:s`s::
pecados perante o Senhor." .LriçQ_lff_0. Encerrando-se esta fase do julga-
mento, Jesus parte do Céu em direçáo à Terra, com a finalidade de reunir os
Seus santos e coroá-los com a recompensa da vida eterna.
Um paralelismo adicional com o Antigo Testamento parece ser bastan-
te significativó neste ponto. A±j±pÉSLa§j2ʧ;s_oã£.ujas vidas eram revistas no
Dia da Ex ão do Anti
de Deus. Assim ocorria p€lo fato de =J=n:s;ãdíoÉcffi:
ida:`:Addcvebnctboê".s;ã:i:.ecà`;vá:dv:'"n£:àmnej::nasdà:ntoé:e®ç:i.sátomopc,o::cnutacnT.s:asvei:ç:gàuTàr.raaà:cqn:::
Aqui, a cxpressão ``pré-advcnto" rcftre-sc a algo quc antcccdc o segundo advcnto.

250
Daniel 9
te dia, serem os pecados das pessoas quc haviam ofereéido sacrifícios du-

:::rtae:eaTsorape[:ceerdaemnt:;fi:iàre`rbaodsmpacg.*m:uses.ed:ã:sa,vÉe;fiàroafcoi`iqmu.áeqsut:
cxamc - pelo menos do ponto de vista humano.
Assim ocorre hoje. Deus prociira desenvolver Seu povo fiel cntre os
"verdadeiros judcus" que, ao longo dos séculos, têm-se unido ao Seu lsrael

cspiritual. Jesus Cristo é a "verdadeira luz, quc, vinda a/] mundo. itiimiíia
a todo homem. SJQ2áQLH. As pessoas que estão sendo examinadas na pre-
sente fase investigativa - ou fase pré-advento - do juízo, ÉÊjHu=±e,
de uma ou outra num ou noutro
mente à Luz. "E não há salvação em nenhum out:ro; porque abaixo do Céu
não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual imporL
ta que sejamos sa]vos.„_4±e±É±±2.
Eo_á#4 Thvez você esteja habituado a pen-
sar na cxpiação como h`d-ó a-p-énas a cruz, sem lcvar em conta o
julgamcnto pré-advento,
Certamente a cruz foi suprema, pois representou um ato único de epia-
Ção, realizada em nosso favor. Nosso gracioso, amorável, etemo e sànto Deus
softeu a horrível punição rcservada ao traidor, ao ladrão e ao escravo. Na
qualidade de nosso Substituto, Ele derramou Seu sangue em nosso fivor.

:o¥eonsdiirpteer#:io:sts*eDqe::;=q=emtgn:.t==osá=:,Somí==is
E Ele nos responde: "Sim, tenho tanto desvelo por vocês -e muito maís

:eu.¥:à,'Tvaala6pi|àpçr::*.SóÇ,ua:,eicfin:.t=::àos:r,rme#J:duff:

:e::e:irts?::a:àsoâ¥:n`;Íà:às:a:Íe.?âooq:::=e:ngo:Êft:ei::##o=!o:¥áEig;
Podcrá representar para muitos uma surpresa o fàto de que as versões mais

ã:r|st:::dÉaÉ:#:,::r|e==¥I|qà=|aq|::«£iaíi:ni::;ft:|à-hst:)àom=ft:düe
atividades do santuário que w.#4m 4póÍ a morte do animd sacrifical.
A expiaçáo envolve mais do que a própria cruz!
Jesus nosso Sacrificio, morreu uma vez em nosso favor; pense, porém,

:lo#e:ev:q:u|=:t:pi#T¥:rl:àÁo¥#ol.sprsà:#;;?e|6:3o,#Áge;ds,:ofíg.a:d:edm:af:á::

=iíio#?.àâ¥ud?o:#;a±fííii!i£!;ãáT#ÍQ:Í?5c:!Í##¥i###|:
co#ÍÍ.#íwv4 disposto a conservar a comunhão quc mantinha com o I'ai.

251
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
de anos "Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e as nossas dores le-
vou sobre Si". _Is_aías 53Li4_L_
Jcsus morrcu por n s, mas Elc foi MfJJ#Jc`z.fzzc/o para a nossa justificação.
Romanos 4:25. E Elc vive ".§Êg2p_r_ç_tí2Ta,rj±_iD!Êic_ed€r" por Seus filhQSHÊr
bffiEú25-
Fará muito bem relembrarmos sempre que Jesus está a todo o tcmpo
procurando fazer com que o "concerto prevaleça" em nossa vida, ainda que
a infinito custo pessoal para Ele.
ão'' é o programa completo de Deiis, no sentido de preencher
nossas necessi 5 e reconciliar-nos consigo mesmo. A cruz e o julgamen-
to/expiação pós-1844 -cada um deles muito diferente do outro e igual-
mente essencial - constituem dois eventos da maior importância - even-
tos únicos -no palco do grande drama do plano da redenção (veja as págs.
169 c 170.

emA#4g'.J#g:éÉ°ffi£,Z''.«;::: ::::adees ttáo à: Cíênjaucs°t:::,T ;i :zadpaeB:::


messa divina em I S. oão 1:9?
Efetivamente, cssamos os nossos pecados, nós fo772oí per-
doados - exatamente da mesma forma como os judeus do Antigo Testa-
mento eram perdoados tão logo o sangue do animal por elcs sacrificado ti-
nhasidoaplicadoaoaltar.Lcvítico4:3_5.EH+±S_.=^_|QãQ±j2J2çusnosasse-
«

ã::::epàã?o:fe-L:smp:sriofis=ioã:st:â:a#s::ea,f.f,elejustopmanosper-
Mas Dcus náo é arbitrário. Exemplifiqucmos is[o da seguinte forma: Se
umia adolescente aceita a Jesus Cristo como o seu Salvador pessoal duran-
te uma reunião de reavivamcnto, porém mais tarde decide não mais viver

á:ff::ncfr;riftfáJ:es=i:ãpoaàoí„'g::¢lLviv:àps?t:asçeã:,prejuntocomEle.Quão
Também é impossível conceber o pensamento dc que Deus irá salvar to-
das as pessoas que meramcnte pensar bem a Seu respeito durante uma hora
por semana - enquanto estão dentro de uma igreja - mas que se recusam
a viver como cristãs durante o restantc da semana. Que espécie de vizinhos
seriam estas pessoas, uma vez cstando no rcino eterno?
"Ag±±ç!ÊPQ±Ém, .q.uç pç±Sç)[;erar até Q fiiq±±}se sçrá.súv.q", esclareceu Je-

sus cm S. M teus 24: 1 Hebrcus 3: 1 no.s advcrte .que `,`nos temos torna-
do participantes rlsto' Se de fato guàrdarmos firhe a[é ao fim a con-
fiança que desde o princípio tivemos.7' Paulo adverte os' famos "gentios"
que foram enxertados na "oliveira" do verdadeiro lsrael de Deus, de que
podcrão tornar a scr quebrados. "Porque se Deus não poupou os ramos na-
turais [a nacionalidadc judaica], também não te poupará", diz o apóstolo.
Deus continuará a ser bondoso conosco, desde que pcrmaneçamos em Sua
bondade. Romanos 11 :20-22.
252
Daniel 9
Para que possamos ser declarados limpos no final, necessário é que "per-
maneçamos" nEle até o final (veja S. João 15: 1-11).
QLuando reconhecemos
"exatam€n[c nossa pecaminosidade
como nos encontramos", e nos dirigimos
ocorre que somos a Deus
(1) imediatamen-

te pcrdoados e (2) aceitos na família celestiaj, o verdadeiro lsrael de Deus.


Esta é a promessa do novo concerto. Não há necessidade de esperar na fila,
nem de pagar qualquer preço.
Mas o novo concerto também nos prometc (3) poder para ajudar-nos a
viver em novidade de vida -podcr para obedccermos aos Seus mandamen-
tos e para dcsenvolvermos um tipo de caráter reto e amável, de boas ma-
neiras. "Na mente lhes imprimirei as Minhas leis, também no coraçáo lhas
lnscrevel.el. Deus almeja realmente qualificar-nos para o
julgamen,o.
Uma das__ fm_alidades primárias do iulga_p_e_p_[_çJ __q_t±e o_r_a ocQÉEà|mLLʱ±a.
ré~advento, é identificar as aceltaram
pçs_so_as_9.t!_ç_í£ o poder
Deus, '#„,o uanto 0
pode suportar o egoísmo. Ele
o interesse por nós, como para pemitir que Sua Nova Terra
seja povoada por pecadores empedemidos.
Tome, como exemplo, apenas um de Seus critérios de julgam`é-nto: em
Scu Sermáo da Montanha, após haver proferido a Oração do Senhor, Je-
sus cstabelcceu claramente o seguinte princípio: "Porque sc perdoardes aos
homens as suas ofensas, também vosso Pai celestc vos perdoará; se, porém,
não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos per-
doará as vossas ofensas." S. Mateus 6:14 e 15.
p se esta regra for co,ocãã=_ã:;la-d; dá promessa de I S. |oLão|9-' emer-
ge o quadro de um Dcus qiie nos perdoa plenamenie-~à-bartir do mo-
men[o em que sentimos tristeza pelos pecados que contra Ele comete-
mos; mas se náo sentirmos suficiente [ris`teza para perdoar as pessoas
que pecaram contra nós, ocorre que após algum tempo o perdão divi-
no, a nós aplicado, náo mais representa coisa alguma. Em outras pala-
vras, para que possamos permanecer na posjção de pessoas perdoadas,
devcmos ser perdoávcjs c perdoadores.
Mas é difícil perdoar as pessoas que foram más conosco!

tamcel::::à,:cs,laTi#r:c:à:::mpe:saia.soan:su.eoTE:fÊ=àpoeurtdr:apr::sãooae:::
ccssi[a de nosso perdão!
Encontra-se aqui uma aplicação prática do novo concerto. Dcus prome-
te escrever Suas leis de amor em nosso coração. Ele deseja descnvolver em
nós a capacidade de perdoar. Efctivamente, Ele promete conceder-nos o
Seu espírito de amor. Ele nos pertcncerá se pedirmos e se crermos. Tam-
bém nos pertenc€rá se ~#Jfmp/Ázrmoj. Quando contemplamos, somos
253
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daníel

:ro=tsef:rpT£:ss.ÉÍÍ:::Í:::::É:Égoçun=stq:;ppeeàoào:T::vánad,omn=#::
te para a nossa salvação, adquirimos maior capacidade de perdoar as pes-
soas que nos feriram. Constatamos, talvez com surpresa, quc podemos rc-
petir com Cristo as palavras por Ele pronunciadas: "Pai, perdoa-lhes, por-
que não sabem o que fazem." S. Lucas 23:34.
Na história contada por Crisiõ, com a qu=ài iniciamos esta seção, o ser-
vo pcrdoado - mas indisposto a perdoar - necessitava sentir o amor de
Dcus em seu coração.
Duvido muito que o problema deste homem fosse a ffita de gratidão.
Na verdade, creio que ele se sentia muitíssimo agradecido por haver sido
perdoado da dívida de dez mil talcntos. Mas ele entendeu de forma com-
pletamente errada aquilo que o seu senhor me fiz€ra. Ele parece haver chc-
gado à conclusão dc que era um servo táo importante, que seu senhor não
seria capaz de "virar~se" sem ele. Creio que ele saíu do escri[ório do patrão,
mostrando ares de superioridade.
E quando cle encontrou, passos adiante, o pobre conservo que se mos-
trou incapaz de pagar imediatamente os vinte dólares, o "servo superior"
mostrou-se muito irritado - um vez qu€ a negativa do outro em pagar-
lhe, pareceu um insulto à sua dignidade pessoal.
Ele sentia-se agradecido porque o seu senhor lhe perdoara. Deveria ter-
se sent.ido agradecido porque o seu senhor perdoara 4Áé 77z#77m a ele.
E quem é este servo não-perdoador? Você e eu, talvez; só náo o seremos
se rcconhecermos que somos indignos até mesmo do m€nor dos favores di-
vinos, se nos sentirmos tão humildes diante de Sua bondade e de nossa pe-
caminosidade, que dcsejaremos scr bondosos para com todos, assim como
Elc foi conosco.
De que modo poderão os cristãos'cantar "Preciosa Graça que Salvou" na
igreja, e então lutar contra o ex-cônjuge nos tribunais de divórcío, para ver
quem ficará com o forno de microondas e quem ficará com o televisor? Je-
sus Cristo morreu e vive outra vez com o propósito de efetuar expiação -

:rissáj.a;ffi#;iiDreanq.u.crí:rem£,.pv:is,a%#do,:
ciais uns contra os outros? De qu€ mancira podemos nós envolver-nos em
coisas como estas, e aínda assim esperar que no final seja pronunciada, em
relação a nossa pessoa, a solene declaração de que estamos "limpos de
todos os nossos pecados perante o Senhor"?
Possa Deus ajudar-nos!
É exatamente isto que Deus deseja fàzer conosco c por nós; deseja auxi-
liar-nos nestes dias em que está ocorrendo o Dia da Expiação dos tempos
finais. 0 Dia do amento/Dia da Ex encontra-se
=é em O(1,ç&uO[.#fif
finalmente serã
o novo concerto, aque
Daniel 9
cados de todo pecado perantc o Senhor, e que serão também|(2)brivile-
giados com a permissão de vivcr ovo de Deus-num
pecado, serão €xatamente aqueles qu terão não apenas confessado os
seus pecados, mas também aceitado o lvlno poder, que capacita a pessoa
a viver de modo útil e conciliadora nestc murido chei-o de i-niqüidaae.

velgÊ£#Êã:Íg#::::=Í:Í::gà-ç:1fàtt:ndeBh=v:;:àsi:ã:?utà=i
durante a Scgunda Gucm Mundial, c que veio a tornar-se muito conhe-
cida cm virtude de seu livro e filme, O,jiç#kjo 5úc#ftJ, testifica que o Se-
nhor provê a graça quc nos habilita a pgfaõãfTõ5±gos.
"Ocorreu durante os serviços rcligiosos dc um igreja em Munique", diz
Corrie. "Foi rii quc eu vi o antigo oficial nazista quc havia montado guar-
da junto à porta do banheiro do campo de concentração dc Ravensbruck.
Aquele era o primeiro dentre os nossos carccreiros que cu via desde os tcm-

feoà:=iq:c-üat'àé:¥:,sandoeç=mpeo;sDi:ici:á;cr,at:g=mc::,3=ffl;:r*ÍT:
fac€odeh3É*d:ítg#seen:eí[6mc:rnaqd#;;aín;effT:£odr:ria_aígreja,m.

sdí;::ie,e;#;r,e"n„::;"£t:qcT:.o"ã::d.ecà:omméc;'cnntàíim..váFourdmced:.s££â::
qüe"Sua
`Elemão
lavou totalmente
achava-se todos os
estendida meus
para pcados'!"
estreitar a minha. E cu, quc tão fte-

ã:á:táemsee::ohsa;:ardpor:g:f:'*nãpoesti;Üm:ezBá:::Ft:#-,âcee;ümt#:ft=iài.-
"No cxato momento em que estes pensamentos revoltosos e vingativos
ferviam dentro de mim, pude ver a pecaminosidade deles. Jesus Cristo
morrera por cstc homem; poderia eu exigir mais que isto? Orci então: `Se-
nhor Jcsus, perdoa-me e ajuda-mc a perdoar.'
"Tentei sorrir e csforcei-me por erguer a mão. Não pudc fàzê-lo. Eu não

::dnauàae.cobs:,#:Tmai,neermguT==so|=:#:#eç:.foemcdaoÉ:mT:`<rüomo,unT:
sou capaz de perdoar este homem. Concede-mc o Tcu perdão.'

tec:rop#:j:tâee=equueo::*íodç:à:¥;:rdt#a.£ç.rieffãi:i®dn:
até minha mão, uma como que correntc elétrica passou dc mim para ele, ao
mesmo tempo que em meu coração brotou verdadeiro amor por essc estranho
- um sentimento tão fórtc que quase me subjugou por completo.
"E assim descobri
ue não é com base em nosso erdão, como tam
co o e Dasea o em nossa bondadc, quc as do mundo Dodem scr
*Irmã dc Corrie, quc sucumbiu sob as atrocidadcs sofridas no campo dc conccntração. -Nota do
tradutor.
"asenhorita", em alcmão. -Nota do tradutor.

255
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
curadas. Isto ocorre com Ê~.±ç)_Pda±e_.__Qu.ar}dQ_E±c_nos
ue amemos os nossos inimi os, também concede, com o man-
d±ÊLPLg±r."`3
VI. A Visão é Compreendida e Selada

Deus instruiu Gabriel a conceder compreensão da visão dos 2.300 dias ao


proftta Daniel. Depois de nosso demorado estudo de.P_a±}Íel 9: 13__e 14 e_ de
-LÊÍ:Í:Íáí3Ê:É3,=¥:::h:ã:=pnr[e¥::::=nrt:¥¥:id:r:
dado até aqui. Em primciro lugar; vejamos o texto de Daniel 9:24 a 27:

24. Setcnta semanais [70 x 7 = Í90 Áz»oJ]


esúa[o d€term}inaidas [separadas ou cortadds do5 2.300 d;as-ano$|
sohre o t¢" poNo Lo§ judeus, que continuaram a ser o pouo escollJido de Deus
até o ano 34 d.C|
e sohie a tuaL sairi:n cj+dÂde Uenisalém, ond€ Cristo deueria morrer, e a Noua
Jemalém com o §cu santuário cele5tial onde, dentro do período díü §etenia
sernanas, Je§u5 deveria `ungir o Santo do§ Santo§']
para fi2er cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a
iniqüidadc, paLra trazer a justiça eterna [Joéágf cíífT cÁf7#míof fc /or%rjzm
po5Síuei§ iieh morte de Cri§to na cruz, tornando-Se ef;etiuo§ atraués do minis-
térío §urno Sacerdotal de Cri5to no Céuà
pím se,1aLi aL viúaio e sL pto£ec;+íL [tendo em uistd garílmir o cum|]rimento d4
prof;ecia do§ 2.300 d;as: (a) atraué5 do cumi]rimento tão acurado dos ele'men-
to§ de tempo, de modo quc po§5amos também confiar na clata de 1844 e (b)
ao prouer na cruz o§ elementos e§Sericia.i§ ijara o mini5tério celestial de Cristo>
o qual culmina no Dia díi E¢i)iação/Dia de Julgamento i)ré-advento (pré-se-
gundd uinda),
c iiara ungir o Santo dos Santos [i]ara dedicar o santuário celestid4.

25. Sabe e entcnde: dcsdc a saída da ordem para restaurar e para edi-
Gic.ar ]erusalérn |desde o dccreto de Artaxerxe§ em 457 d.C., o qual resiau-
rou a situcição legal de Jerusalém como cai)itãl, determinando também 5ua
„co„,"f„-o]
até ao Ungido, ao Príncipc Ucm Cr;'fm, 4#zzpéJ Áf Sczf G4ri»7m/##f#~o]
sete sema.nas e sessenta e duas semí\nas [69 Semands = 483 anos, desde o
dccreto de 457 a.C., até o bati5mo de Cristo em 27 d.C|.,
as praças e as circunvalações se reedificarão, ms em tempos angustiosos
Lds naç-oe§ circunvizinhaJ 5e oijuseram f;or[emente do rea$5entarnento dos ju-
deu5 n`a pa|e`tinaà.
26:. Depois das sessenta e duas semanas [o# íç7.¢, c#¢ Áz/g;í/w joo#Ío PoJ-

256
Daniel 9
terior ao Seu bati§mo em 27 d.C|
será morto o Untido, e .]á nãiLo estaLiá Uesus f ii crucif icado u;rtualmcnte So-
zjnho e desfJojddo até mesmo de Suas ueste§Ji.,
e o povo de um príncipc, que há de vir [j?omÁz, rfp#Jf#/#c/4 pc/o mc#oí
por Tito e §eus solÀÁido§, que lutaram contra Jerusalém em §ua primeira gtier-
rfl; juddica, nos cinos 66 a 73 d.C|
destrriiiá aL cjidade e o saiLiuário [o§ f oHados de Tito iricendiaram o templo
de Ílerode§ e demolirdm a cidade de Jerusdlémh,
e o seu fim scrá num dilúvio, e até ao fim havcrá guerras; desolações
*aLo dete;im:+mudas Lna Guerrd Judaica, em 66 d 73 d.C., diz-Se que morre-
ram mais de quinhentos mil judeu§> prati(amente de§pouoando d Pale§íimh.

2] . E1€ Ue§us, o Ungido e PríncipeA


fará firme aliança com muitos por uma semm Ulcú-#Í %#.4 p7"/#cr
Seu concerto" com muitos judeu§ durante todíi a 5eptuagésima §emdiid, ou
5eja, durante oS ano§ 27 a 34 d.C., me5mo dei)oi§ que oS lídere5 judaico§ 0
tiuessem executdc!í) na cruzÁ.,
na metade da semam [Páco4 c/o 4#o j/ d. C.]
fará cessar o sacrifi'cio e a oferta de manjares [por j.#Ícrm€'#/.o é/c Scz/ w
premo 5acriflcio, Ele aboliu todo e qualquer 5ignificado antef exi§`tente em re-
líição ao§ 5acrif lcios do temploh.,
sobre a asa das abominações vírá o assolador [44#z. jc c#co#J#jz 4'prgc/J.f#~o
de Cristo, reldtiua ao "íibomináuel díi de5olaçáo"* c!e que trdia S. Mateu§
24:15]
até que a destruiçáo, que está determinada, sc derrame sobre ele [D4-
7iiel 7: 11 já dntecipam a completíz de5truição, Ían[o de Ron]a pfl;gã quanto
de Romd cristãÃ.

Tendo revisado vividamen[e estes conceitos fundamentais, passe-


mos agora ao texto de Daniel 8:13 e 14.

\3 . "ASé Tuaindo duiaià a v.is~a.o [isto é, a uisão cujo Signif icado Gabr;cl

'0 chifre pcqucno dc Danicl s represen[a Roma €Ín suas duas fascs: (1) 0 lmpério Romano pa-

gão i` (2) a lgrL.ja Romana Cris[ã (veja as págs. 158-161 ). Ncci'ssirjamci][c a "mnsgrcssão assohd()rJ"
(Danii.18: ] 3) também é cumprida a[ravés dc duas Ííiscs: ( 1 ) o araqtic mjli[ar dos soldados roín&nos Í)J~
gãos a JcriLsalém em 70 d.C„ o que ]cvou à comple[a dcsrruiçáo do [emplo, c (2) os ensinamenios cs-
piri[ii:`is da lgreja Romana, quc por longos sél-ulos fi£c.rm com qiie Cris[o dcixassc dc scr corrc[anicíi-
[c adorado, e o saci`rdócio celcstial dc C[is[o f`ossc obsciirccido por um saccrdócio tcrreno ins[;[iu'do
pela igrej.a. A frasc "[ransgressão assoladora" cnconm si`us paralelos nas frascs "sobre a asa das abomi-
mções virá o assolador" (Danje] 9;27), "abominação dc`solad`)ra" (Daniel 11:31 e 12: 11) e "abominÁ-
vel da deso!ação" (S. Mateus 24: 15). Todos estcs [ermos: Ínjz#Jg7.fJí4-o, 4úom/.#4fÁo ou j"rí.4éJ.o (scgun-
do aparcce cm algumas vcrsões bíblicas), referem-se, nes[c ca>o. a um crrôneo sistem de adoração. quc
na presenrc condição foi ins[ituído pela igreja cris[ã romana. I'ara exemplos paralclos nas SagrddJs Es-
crituras. \'cja I Reis 11:5-7; 11 Rejs 23:13.

257
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
dei/er;a f izer Ddii;el (orripreenderA
do costumado sacrifício [o co7}fz'#zM mz.#/.Jfc'rz.o do tamid óá7 C7.z.JÍci, /74 7//4-
lidn;de de no55o Sumo Sacerdote no Sdntuário cele§tialJ ,
e da transgressão assoladora [oípc"óá9#í q#c jc op#fGmm úro pozw c À €;cr-
d4de de Deu§, especidlinente Rom i}cigã e cri§tã, ou 5eja, o "fl.bominável dA
desoliição" de qiie Je§u5 f i/oiid,
visão m quaJ era entregue o santuário e o cxército, a fim de serem pi-
sí+dos [o ob§cureclmento do niinistério de Cristo como Sumo `Sflcerdote, n'qiii
retmtado como estendendo-5e de form notável até 1844|?,"

14. Ele me disse: "Até duas mil c trezentas tardes e manhã,s [2.300
cz,zoJ];

e [em ] 844, o que rei]re5entaud 2.300 dnos a Pdrtir de 457 a.C., ocdsião em

qite inicidram a$ 5etentíi Semanash


o sí+ntHái.io [celestial, onde Cristo mini§trad
sc:iá pu{r£iczwào [i.e5taumdo a Seu estcido de justiça, e uindicddo do longo do
Did dd Expiação/Dia de Julgamento i)ré-dduentoh."

0 quadro da página 260 apresenta a natureza paralela das profecias de


Daniel, provendo igualmente uma adequada revisão das mesmas.
amento está ocorrendo a o#ú!. A Bíblia tem muitas outras verdades
a apresentar, no tocante ao ão/Dia de amento que está
sendo processado no Céu, e acerca do papel que Jesus está desempenhan-
do no tocante a nossa salvação. Teremos oportunidade dc mencionar estas
verdades quando estivermos ana]isando o livro de Apocalipse, na outra
obra que faz parte desta série.
Deus vela por nós. Para Ele, foi importante in mar-nos antecipada-
mente a ocasião cm que Jesus iria cumprir a expia m cruz (±.1_ d.C.), e

i:as::pe;:-eaq:ur:€s::;L:n::t;C:e:ee(çvlaeá:4:á[v?Í:|sÍ::EJ;a|Paànaj:eã:c:o:Éa\=d:e:|:e!g=:d;:
vaçÉoei:r:iovr,áiunaál;|osaberqu-mbreveoshvrost€rãos|dorev,Sadoseque

Deus irá declarar perante todo o Universo quem são os Seus redjmidos -
a relação de todas a§ pessoas que foram cncontradas sem qualquer pecado
não-confessado diante do Senhor. Leví[ico 16:30.
Contudo, creio que é um solene pensamento, o e que o juízo tem es-
tado a processar-sÇ por mais de um século. Encontra-se em plena operação
exatamen[e czgoMúÍ.
Quão importante é que nós "aflijamos as nossas almas", [al como o fa-
ziam os israelitas no antigo Dia da Expiação (Levítico 23:27) -ou seja, que
examinemos a nós me`smos, à procura das bases de nossa fé (11 Coríntios
258
Danie' 9
13:5), e que através dc sincera oração e profundo estudo da Bíblia, procu-
remos conhecer a vontade de Deus para nós, dispostõs` a obedecê-la.
"Teme [£.ífo c', rp#crc#cz.cz] a Deus, e guarda os Seus mandamentos", diz
"porque isto é o dcver de todo homem. Porquc
Eclesiastes 12:13 c
e trazer a /uizo todas as obras, até as que estão escondidas."
Deus deseja ardentemente cscrever os Seus mandamentos, a Sua lei de
amor, em nosso coração. T€mos nós permitido quc Ele o fàça? São os nossos
pensamentos um tcstemunho de vitória sobrc a imoralidade? Quanto às nos-
sas práticas comerciajs, acham-sc elas acima de qua]quer suspeita de desones-

:ei:t£'m":;%:e#:;sHoC.i£iSoÍ?w;ÉdT=deent,¥:hj*#rE:=à
a Deus com sinceridade, mantendo em santidade o Seu dia de sábado? Auxi-
liamos efetivamente as pessoas que se encontram cm necessidade? Temos nós
perdoado com a mesma disposição com que temos recebido o perdão?
Amamos nós o Senhor? Estamos permanecendo nEle (S. Toão 15: 1-11)?
Ou será que pensamos mais nos apresentadores de TV-dõ-que em riõ5€ó
Salvador e Senhor?
"Eu é qiie sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor;

pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então
Me invocareis, passareis a orar a Mim, e Eu vos ouvirei. Buscar-Me-eis, c
Me achareis, quando Me buscardcs de todo o vosso coração."JÊ|m±as
Hzm n =H

Leitura Adicional lnteressante:


0 Cnjz#c/€ Co#/z.fo, Casa Publicadora Brasileira, de Ellen G. White.
Capítulo 23: "0 Santuário Celestial, Centro de Nossa Esperança."
caE{;:Lo„2£;,;;go:,ancda:acpouT]eíç:dooí:lg:::]::roa,D[í;;n5:.;ág.[7o:..A

Mensagem da Hora do Juízo."

259
PARALELISMOS NAS VISÕES DE DANIEL -11

DANIEL 2 DANIEL 7 DANIEL 8 DANIEL 9

BABILÔNIA
a cabeça de ouro

pÉF]SIA* pÉRSIA*
urso com um
o peito de prala ombro majs alto

GF]ECIA**
GRÉclA" GFtECIA"
bode: o chifre
ventre e coxas lS%tarrod8acb°e#s
de bronze -se em quatro
giande transforma-

IMPERlo ROMANO lMPERlo ROMAN0 lMPEF}10 ROMANO

pemas de ferro monstro indefini`vel Cohor':#§neapndÊo§Udeo" gamtjs2F°d/.Uc?ção


Crucifixão
EmopA NA
em 31 d.C.
EUROPA NA
Novo "Israel"
smjAÇÃo DE F!oMA SITUAÇÃO DE
lGF}EJA FloMANA
em 34 d.C.
DIVIDIDA FloMA DIVIDIDA

ferro e barro dez ch.ifres na cpf!f:Âelaeqoueexnéorcito


TRANSGRESSÃO
constituindo
os pés e dedos %33§tarod°538d.c. e o {amid celestial ASSOLADORA
°depsrt''rnu;#oerarrasa
A extensão da lGREJA ROMANA
Roma férrea, oJÉerumsg||3meem7o
Cqh:feresupr#edno°
d.C. Abominável
monstro
da Desolação
;:c:g!!,;;í:?f,íj,za Persegue os
característjcos santos
°depsrt''rnu;#oer
de F?oma na
Fala contra Deus
Eoucr%antd desola os santos
1798 e o santuário

NOVO REINO ESTABELECE-SE SANTUÁRIO TRANSGF}ESSÃO


"RESIAUF}ADO'
0 JULGAMENTO ASSOLADORA
frapnes%arma-se Filho do homem
em montanha Completamente
d#r#gÊãosedeaoDías g;.â83EXP/'ação
qauTeeRrnachetoda Jpurâ%EveenntRo destruída

NOVO F]EINO
Filho do homem
en#grâgssoadn%T,'-

260
Respostas às
Suas Perguntas
1. Um bom número de estudiosos da Bíblia posiciona o
início das setenta semanas no ano 444 a.C., e não no
a.no 457 a.C., conforme advogado às páginas 200 e 213.

7A Porventura exístem boas razõ€s para dar preferência de


uma data sobre a outra?
s datas 457 a.C. e 444 a.C.* represen[am duas autori-
iações se-paradas para a re;tauráçã; de Jerus;lém, am-
bas emitidas pclo imperador persa Artaxerxes (465 a 423 a.C.). A pri-
meira autorização, que foi muito abrangente e geral, foi emitida no sé-
timo ano de seu reinado, ou seja, 457.a.C. A segunda, relativaiT}ente li-
mitada, foi cmitida no seu vigésimo ano de reinado, 444 a.C. (veja Es-
dras 7 e Ncemias 2).
Receberemos considerávcl. auxílio na de[erminação de qual dessas datas
é melhor, se começarmos rcconhecendo que, de certa forma, Artaxé.ries era
um homcm inconstante. Por exemplo, quando em certa ocasião um ami-
go de percepção rápida conseguiu livrá-lo do a[aqiie de um leão fúrioso, o
imperador "recompensou" o amigo com o banimento!!4 Noutra ocasião, o
seu representante e cunhado, Megabyzus, assegurou solenemente a um re-
belde egípcio chamado lnarus,' que se es[e se rendesse, sua vida seria pou-
pada. I)oucos anos mais tarde, porém, Artaxerxcs ordenou de qualquer for-
ma a execução de lnarus.[5
0s decretos persas eram formalmente consid€rados como irreversíveis
(veja Daniel 6:8 e Ester 8:8). A volubilidadc e imprevisibilidade de Arta-
xerxes 1 embaraçou profiindamente Megabyzus, levando-o - junto com
muitos ou[ros companheiros persas -a uma revol[a aberta contra Artaxcr-
xes, a qual quase causou a derrocada do império.
0 fato de Artaxerxes havcr tido qiie cmirir iim jfgzmJo decreto para a
rcstauraçãc) de Jerusalém, quando -sob a lci persa -apenas um [eria sido
suficiente, foi uma conseqüência tanto da ins[abilidade do próprio monar-
ca quanto da rebclião de MegabyÉus. Adiciona]men[e -o que é muito im-
portante no contexto de nosso estudo - devemos saber que Megabyzus, à
época de sua revolta em larga escala con[ra Ar[axerxes, ocupava o cargo de
'Os comcntaristas bíblicos por vc.zcs si[uam estas duas autorízações nos anos 458 e 445 a.C., rcs-

pcctivamcnte. 0 descobrimento de papíros datados, naquilo que foj uma cidade-guarnição judaica na
ilha de Elefantine, no rio Nilo, e espcc;ajmente um papiro duplamentc datado - conhccido como
"Krae`ing ó" -es{abeleceu a corrcção indiscutív€l das di[as 457 e 444 a.C. (para majorcs iíiformaçõcs,

vcja Hgrn e Wood, cm 714c CúrowoÁ)g)Í o/Ezm 7 [A Cronologi.a dc Esdras 7).

261
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
governador de "Além do Rio" -a província quc ;ncluía a Síria e a Palesti-
na, território no qual Jerusalém estava localizada.
Pois bem, os livros de Esdras e Neemias revelam quc os judeus experi-
mentaram consideráveis dificuldades no processo de reconstrução de seu
templo e na restauração de Jerusalém. Esdras 4:4-6 e 24 relata várjas difi-
culdades que os judeus encontraram durante os reinados de Ciro (539 a
530 a.C.), Dario (522 a 486 a.C.) e Assuero (486 a 465 a.C.). Esdras 4:7-
23 rela[a - um tanto fora da seqüência cronológica - o modo como um
grupo de samaritanos levan[ou querelas junto a Artaxerxes (465 a 423
a.C.) no tocante à reconstrução de Jerusalém e como, em resposta a essa
intervenção, o vacilante Artaxerxes contrariou seu próprio decreto de 457
a.C. e ordenou a suspensão dos trabalhos de reconstrução.
A queixa dos samaritanos foi dirigida diretamente ao rei Artaxerxes, par-
tindo de oficiais locais, sendo que a resposta do rei foi também dírigída di-
retamente aos oficiais locaís (veja Esdras 4:7, 8 e 17). Tanto os oficiais lo-
cais quanto o rei pareccm ter esquecido neste episódio que a prática co-
mum era de que estas comunicações fossem feitas através do governador
da província. Mas, por outro lado, torna-se mais ou menos fácil compreen-
der o procedimento não usual ncstc caso, se se considerar que o governa-
dor, Megabyzus, se encontrava em franca revolta contra o rei!
Tentcmos projetar um quadro da realidade daqueles dias na tela de nos-
sa mente.
•`Em 538 ou 537 o rei Ciro emitiu um decreto para a reconstrução do
templo e para o reassentamento dos jüdeus na Palestina, Esdras 1.
Por volta de 520 a.C., um governador de "Além do Rjo", chamado Ta-
tenai (e seu nome foi encontrado num tabletc cuneiforme), foí verificar o
progresso da construção do templo, que já estava se desenvolvendo há
aproximadamente dezesseis anos. Tatenai escreveu ao rei Dario, pedindo-
lhe que verificasse nos arquivos reais, se efetivamente existía uma autóriza-
Ção, por parte de Ciro, no sentido de se permitir aos judeus a reconstru-
ção do templo. Esdras 3:3-17.
Por volta de 519 a.C. Dario emitiu graciosamente um novo decreto,
confirmando aquele que fora emitido prcviamente por Ciro. Esdras 4: 1-
12. Nenhuma menção foi feita por Ciro,-Dario ou Tatenai no tocante à re-
construção da cidade propriamente dita, e sim apenas ao templo.
Em 457 a.C. Artaxcrxcs 1 emitiu o terceiro decreto, aquele quc autori-
zava a restauração, à cidade de Jerusalém, do j}zzf#í de capital. Ou seja, o
rei au[orizou a indicação, por parte de Esdras, de magistrado; e ju]'zes com
autoridade para aplícar localmente tanto as leis persas quanto as judaicas.
Esdras 7: 12-26. Esse decreto presumia, evjd€ntemcnte, a autorização de
reconstrução de casas para os oficiais, bem como edifícios públicos para o
funcionamento das repartiçõ€s governamentais; presumia também a ne-
262
Daniel 9
cessidade da c()nstrução de muros ao redor da cidach:, a fm de proteger os
novos oficiais, escritóricw governamentais e cortes`judiciais, assim como a
cons[rução d€ fortalezas e alojamentos para os soldados, que seriam neccs-
sários para garantir o cumprimento das decisões dos magistradostús-vc~
redictos dos jui'zes. Sem tai`s €djficações, muros e fortcilezas, a indicação de
"gjs[rados c jui'zes teria sido mais ou mcnos sem sentido.
Esdras viajou imedi`itam€nte para a Palcstina, onde conduziu o povo no
imenso tr,ibalho de resraur<ir a antjga cidade. Esdras 7:] -10.
Foi aparentemcntc. um década mais tarde -por volta de 448 a.C. -que
Megabyzus, na qualidade dc governador de "Além dc) Rio", liderou a in-
tensa revol[a à qual fizemos referência €m págims anteriores. Os samarita-
nos aprovei[amm-se da situação, tentando fazer com que Artaxcrxes cresse
que os judeus estavam fortificando sua cidade com a finalidade de também
revoltar-se. Mantendo-se no ri[mo do contexto daqueles dias, o Í.#J£óz/c/Ár-
tflxer.xei re5Pondeii diretameiií( do§ Snmaritano§, flutoi.iztindo-oS a tomdr dj
prouidêncíds nece5Sária5 Íjdrd que o§ jii,deus ce5SdJíem imedi¢tcmente o§ esfior-
fof é/€ rfco#Jfrz/f#~o. Esdr{is 4:7-23. Os samaritanos extravasaram sua alegria
por terem conseguido persuadir o rei, e cm seu zelo ultrapassaram até mes-
mo o alcance da ordem que haviam recebido. Eles não apenas fizeram pa-
raLi a. rec;orLst"Éao.. m verdadc, quebrardm algun§ dos muros e Pusera:m f;ogo
às portdS de madeird do temi]lo e aos portõe§, iguíilmente de madeírd, que pro-
tegiam a ciddde.
Voltando a Susã, uma das capitais do lmpério Persa (e aparentemcnte o
lugar em que se €ncontrava Daniel ao receber a visão do capítulo 8, mais
de um século antes),-Neemias achava-sc tão aborrecido quanto qualquer
outro judeu. Neem;as era o "copeiro" do rei. Neemias 1:11. Certamente
ele cstava a par da revolta violenta quc ocorria na Palestina. Provavelmen-
te conhecia também a ordem do rei, no scn[ido de fazer parar a reconstru-
ção da cidade de J€rus.ilém. Ele t€mia o pior.
Neemias tinha um irmão que vivia na Palestina (veja Ne€mias 7:2), Se
táo-somente Hanani r€tornasse à Pérsia, Necmias poderia saber dele o que
realmente estava aconteccndo em sua tem de origem.

susFã°`Nqeueamnida:'inctecrrtr°og::'.oHaanns:::a;:nítremqãu?andteorse:omníâ;ç;c:Ppar:evcí:c:nT
tes em Jerusalém. 0 re]ato de Hanani encheu Necmias de amarga tristeza
€ dcsalento.
Disse Hanani: "Os resrantes, qiie não foram levados para o exílio, e se
acham lá na província, estão cm grande miséria e desprczo; os muros de Jc-
rusaJém estão derribados, e as suas portas queimadas a fogo." Neemias 1:3.
"Tendo eu ouvido estas palavras", rclata Ncemias, "asscntei-me e chorei,

e lamentei por alguns djas." Neemias 1:4.


Neemias foi afetado de forma tão negativa pelo relato aprcsentado por scu
263
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
irmão, que lhe foi impossível livrar-se da melancolia que lhe sobreveio, du-
rante uns três ou quatro meses (compare Neemias 1:1 com 2:1). Durante
este período o rei Artaxcrxes devia es[ar viajando para alguma outra parte do
império. Quando o rei retornou, Neemias - o copeiro do rei - ainda não se
achava cm condições de aparecer alegremcnte na prcsença do monarca.
Artaxerxes, quc nesse dia sc achava providencialmente de bom humor,
perguntou a Neemias qual o problema que o afligia. Diante da exposição
dc Neemias, o rei emitiu imediatamentc uma série de memorandos execu-
tivos de grande valor, instruindo Neemias a que os levasse ao novo gover-
nador que geria os negócios da província dc "Além do Rio". 0 nome des-
te era Sambalatc. Ncemias deveria ainda supcrvisionar pessoalmcntc a re-
paração dos muros de Jerusalém, sendo que a despesa correspondente dc-
veria ser feíta às custas dos cofres públicos.
Alguns comentaristas têm imaginado que Ncemias foi lançado ao pro-
fundo desespero que dcle se apossou, em virtude do relato apresentado por
seu irmão Hanani, no sentido de que praticamcnte toda a cidade - exceto
o tcmplo recen[ementc rccons[ruído ~ ajnda jazia em ruínas, da forma
como Nabucodonosor a deixara cerca de 142 anos antes, ou seja, em 586
a.C. É muito diflcil crer em semelhante versão. Quando menino e jovem,
certamente Neemias fora informado a respeito da destruição causada por
Nabucodonos`or. Portanto, as novas trazidas por seu irmão em 444 a.C.,
de que "os muros de Jerusalém cstão derribados, e as suas portas queima-
das a fogo", dificilmente tcriam surpreendido Necmias, 4 mG#of qc# €/G
§oubesse-que, ante5 deste relatório, ury;a substancial taref;a de Àeconstr;Çáo da
ciddde e dos muros havia ocorrido.
Os cstudiosos da Bíblia que afirmam ter a primeira autorização para a
reconstrução dos muros de Jcrusalém ocorrido somente em 444 a.C., pas-
sam por alto ou simplesmentc desconhecem muitos dos dados que estive-
mos a examinar. 0 decreto de 457 a..C., que autorizou a restauração de Jc-
rusalém à condição de cidade-capital -e a inevi[ável restauração dos me-
canismos de defesa e compulsão, essenciajs à manutenção do f£#fz# read-
quirido - representa por certo o vcrdadciro ponto inicial dos 490 anos, e
o faz com muito melhores credcnciais quc o ano de 444 a.C.

2. De que modo podemos explicar que os 490 anos se estendem de


457 a.C. até 34 d.C., e não até 33 d.C.?
Se a siia calculadora de bolso informar que os 490 anos se estenderam
de 457 a.C. até o ano 33 d.C. -em vez de até 34 d.C. -haverá duas ra-
zões para is[o.
a. Sua calculadora não sabc que os 490 anos comcçaram no outono de
457 a.C., e dcs[e modo devem estcnder-se pelo menos até o outono do ano
que marca o fim dos 490 anos.
264
Daniel 9
b. Sua calculadora está programada para lidar com números ccz"J;.Íz4ri
(como "um", "dois", "três", e assim sucessivamen[c), e não com números or-
ó//.#Á#.f (tais como "primeiro", "segundo", "[ercciro", etc.). Os anos 4#fcr c/f
Cristo e`. De ois dc Cri±são números t7#j7/.#áíz'j`. Eles nos ajudam a situar even-
tos que ocorreram ao longo do "primeiro" ano, do "segundo" ano, e assim
por diante -sempre em referência (an[es ou após) ao nascimento de Jesus.
Na escola somos ensinados quase exclusivamen[e a somar e subtrair nú-
meros cardinais, uma vez que a cul[ura con[emporânea utiliza quase exclu-
sivamente números cardinais. Ng± !çmpos_a`ntigos, era muito mais ap2plo
o uso de números ordinais.
Observe, agora, que entre o número cardinal +1 e o número cardinal
-1, existe o número zero. As calculadoras de bolso são programadas -e as
crianças, na escola, são ensinadas - no sentido de assumir a existência des-
te zero. Entretanto, entre o "primeiro ano após" o nascimento de Jesus, e
o "primeiro ano antes" do mesmo evento, não existe um ano de doze me-
ses, chamado "ano-zero". 0 mesmo pode ser observado em relaçáo ao j`cz/
Pro'Prf.o #4j.c;.mc#fo: entre os doze meses quc 4#J€cf/c'#4772 o seu nascimen-
to, e os doze meses quc o f#c.cc/cnjzm, não existiu um tal "ano-zero"!
0 diagrama que segue auxiliará você a ca]cular os dez anos decorridos
entre 7 a.C. e 4 d.C. Um cálculo análogo permitirá quc você loc`alize com
êxito os 490 anos dentro do peri'odo que vai de 457 a.C. a[é 34 d.C.

7 a.C. 4 d.C.
10 anos

457 a.C. 490 anos 34 d.C.

3. Por que algumas versões bíblicas adotam pontuação difercnte de


outras para a expressão "sete semanas c sessenta e duas semanas"?
Algumíis ve[sõcs -.inc;1ustNe a. Reuised Standard Ver§ion, í± Tin New En-
gli§h Bible e a. Bíblia de Jer`u§além -£a:z,em urna. cl,18[ia. dN.\*í+o erLiie a:s setc
semanas e as sessenta e duas semanas. Vejamos como aparece o texto na 8;'-
6/z.4 c/c/"J4/€'m: "Desde a promulgação do decreto `sobre o retorno e a
reconstrução de Jerusalém' até um Príncipe Ungido, haverá sete sema-
nas. Durante sessenta e duas semanas serão novamente construídas pra-
ças e muralhas... Depois das sessenta e duas semanas um Ungido será
eliminado." Daniel 7:25 e 26. A inferência é que existem c/#4j pessoas un-
265
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel

gidas, uma delas aparecendo depois das sete prímeiras semanas, e a outra
aparecendo depois das sessenta e duas semanas adicionais.
As versõ€s supramcncionadas diferem fortemente dc outras, como a
/Vcw Ámcrz.c47c Sfzz#c2Í4Í/.Z B/.6/c (que serve de base para as págs. 220 e 221,
no original) e a Vcríóo Á/77zcz.c/4 R€#Ç.j/4 €,4f#Áz/z.zczcZ¢, que nos serve dc base.
Nestas, aparece cjaramente o vínculo entre as sete seni_anas e as sessenta e
duas semanas. Muitas outras versões bíblicas estão dc acordo com as duaus
últimas que mencionamos.
Devemos lembrar a cssa altura que, à semelhança dc todos os demais au-
tógrafos* que constitucm o Antigo Testamcnto, o manuscrito original de
Daniel não continha pontuação. Em algum ponto precoce da história -
que não sabemos localizar adequadamente - os escribas introduziram nas
traduções conhecidas como Septuaginta e de Teodósio. A famosa versão
Vulgata, preparada em latim por vol[a do ano 400 d.C., também utilizou
pontuação. Mais tarde, entre os anos 600 c 1400, a pontuação foi intro-
duzida nos manuscritos hebreus por intcrmédio de escribas judaicos co-
nhecidos como /#4íj`orfftzí. "
Os tia;du+o[es das vcrs-oes Neu) Americdn Standmd Bible, King Jame§ Ver-
íÍ.o#, A/772cz.cZ¢ e outras, escolheram seguir a pontuação mais precoce, utili-
zada por Teodósio, Septuaginta e Vulgata Latina. A J?cz/z.ícc/ Sf4#é/ózrJ Vcr-
§ion aL Bíblia de Jerusalém e a. Neu) English Bible d€c:id+içrm ç+cornpaha:i a
pontuação que foi inti-odu7,ida mais tarde pelos massorci-as.
0 sinal gráfico que causa toda essa diferença é conhecido como 4fÁ-
mzc.Ã. Possui aspecto semelhan[e a um acento circunflexo (^). Em mui-
tos casos, possui a força de dois pontos ou ponto e vírgula em portu-
guês. A seguir, encontram`os uma tradução praticamente literal da por-
ção pertinente de Daniel 9:25, com a preocupação dc mostrar a locali-
zação do 4//7/2ÁzcÁ massorético, ao mesmo tempo em que se suprime
qualquer outra pontuaçáo..

... até a vinda do Messjas Príncipe haverá sete scmanas ^ sessenta e


duas semanas ela será restaurada e construída com praças e valados mas cm
tempos difíceís.

Pois bem: embora, por vezes, o 4fÁ7zÁ!cÁ tenha a força de dois pon[os ou
ponto e vi'rgula em português, noutras oportunjdades não possuí mais va-
lor que uma vírgula, e outras vczes parece não ter qualquer valor. A seguir,
aparecem três exemplos do próprio livro de Daniel. No primciro, o czÁÁ-
#4cÁ parece ter valor de vi'rgula, mas no segundo e terceíro exemplos pare-
ce não ter qualquer valor.
*0 "autógmfo" represcnta o ma[erial origimJmentc escrito. à mão. Um "manuscri[o" podc scr uma

cópia posteriormcn[e cscrita à mão, quer com base no au[ógrafo, quer com basc em outro manuscrito.

266
DaníeL .9
Então o mesmo Daniel sc distínguiu destes presidentes e sátrapas ^
porque nele havia um espi'rito excelente. Daniel 6:3.- `
Então aqueles homens foram juntos, e, tcndo achado a Daniel ^ a orar
e a suplicar. Daniel 6: 11.
Eu, Daniel, entcndi pelos livros que ^ o número dos anos. Daniel 9:2.

Uma vez quc pontuação massorética foi suprida mais de mil anos de-
pois que Daniel havia escrito, e uma vez que o 4ÍÁ#4c.Á - mesmo quando
presente - nem sempre significa uma pausa importante, cremos estar ple-
namente justificados ao aceitar a tradução da Nct4 Ámcrí.c4# SÍzz#czznJ 6/.-
ble, King Jame§ Versíon, Almeid4 e ouiras, e riíio a+ ciç+duçã;o daL Reuised Stan-
ddrd Bible ou dA Bíblia de Jeru§dlém.

4. Onde se encontram os quiasmas em Daniel 9:24 a 27? 0 "quiasma"


representa um mecanismo literário sofisticado, no qual dois pares de linhas
paralelas são arranjados na ordem Y Z, Z' Y'. Como auxílio visual, as li-
nhas podem scr impressas sob a forma de um "X". 0 "quiasma" obtém seu
nomeida letra grega "X", freqüentementc pronunciada como "qui". A fim
de preparar-nos para Daniel 9:24 a 27, examincmos estc outro quiasma
obtido do livro de Daniel, do capítulo 12:10:

Y Muitos serão purifiéados, embranquecidos e provados;


Z mas os perversos procederão perversamente,
Z' e nenhum deles entenderá,
Y' mas os sábios entenderão.

Nas duas primeiras linhas do quiasma, a linha Y fàla a respeito dos justos,
ao passo que a linha Z menciona os ímpios. No segundo par de linhas, ocor-
re o invcrso, em termos de ordem: os ímpios são mencionados primeiro na li-
nha Z', enquanto os sábios aparecem depois, na linha Y'. Não somos infor-
mados espccificamente que as pessoas sábias dos últimos das são as mesmas
pcssoas consideradas como "puras" na primeira linha, mas qualquer leitor, em
português, vincula intuitivamente estes dois grupos como sendo o mesmo. 0
leitor hebrcu dps tempos antigos sabia, sem qualquer sombra de dúvida, que
os í4'6/.oJ eram os mesmos P#roJ, uma vez qúe cle sc achava perfeitamentc fa-
miliarizado com a seqüência Y Z, Z' Y'. Tão logo o leitor percebia a revcrsão
da ordcm nas linhas centrais, cra ele conduzido à conclusão correta.
Existe uma jóia de quiasma na primeira scção de Daniel 9:27. Exa-
minemo-lo:

y Ele [o Messias] fará flrmc a,iança com muitos


Z por uma semma;
267
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
Z' na metade da semana
Y' fará cessar o sacrifício e a oferta de manjarcs.

As linhas Y Y' falam a respeito das atividades do Messias, enquanto


as linhas Z Z' falam a respei[o da scmana e mctade da semana. Uma vez
mais, face às lcis do quiasma, sabemos que existe uma relação definida
entre a quarta e a primcira linhas. No prcscnte caso, sabcmos que o
Mcssias pôs fim aos sacrifícios, em conexão com os seus êxitos rclacio-
nados com o concerto. Através dc Sua morte como Sacrifício definitivo,
Ele fez com que todos os sacrificios animais e de cereais se tornassem
scm significado.
Daniel 9:26 e 27 apresenta um refinado e complexo quiasma. Simplifi-
cando-o um pouco, ob[eremos o-seguinte quadro:

Y 0 Ungido será morto, e já não estará;


Z 0 santuário será destruído pelo príncipe desolador.
Z' Os sacrifícios serão encerrados pelo Messias.
Y' 0 príncipe desolador será dcstruído.

Nas linhas Z Z', faz-se referência ao santuário e seus sacrifícios. Nas li-
nhas Y Y', menção é feita aos dois príncipes, e a implicação presente é que
o príncipe desolador será destruído porquc em primeiro lugar ele se envol-
veu na morte do Messias.
Observe com mais cuidado, e perceberá a presença de um trocadilho. 0
verbo "destruir" - ainda que através de sinônimos, como "morrcr" e "en-
cerrar" - €stá prcsentc em todas as quatro linhas. E as referências aos prín-
cipcs se altcrnam - Messias, príncipe desolador, Messias, príncipe desola-
dor - tal como a bola durante um jogo de tênis.
A análise destes quiasmas contribui para a confirmação de nossa con-
fiança na análise literária de Daniel 9:24 a 27, a qual levamos a efeito ao
longo das páginas 215 a 222.

5. Por que os astrônomos não conseguem determinar a data da


crucifixão?
Antes que examincmos algumas das razões que impedem aos astrôno-
mos a detcrminação da data em que Cristo foi crucificado, necessi[amos
conhcccr alguns detalhes relativos à Páscoa, e temos também que pensar a
respeito da lua.
4 oGícr#t3#cj.4 éᢠP#'íco4. Em Êxodo 12, Moisés estipulou que o cordei-
ro pascal deveria ser sacrificado no décimo quarto dia do primeiro mês do

::.oArcÉificoos::::.a:cmo;roa:aseaJai?r:cdu'is:9fi#:;í,oqduoeso,::ar:,liata:adp:'gaarY:
268Í
Daníel 9
da escravidão egípcia, pór ocasião do Êxodo. Para a celebração do even[o
nos días de Cristo, cada família de grande porte - ou grupo de famílias
menores - utilizava um cordeiro morto no templo durante a tarde, e dc-
pois assado em casa. Após o escurecer, naquele mesmó dia, as famílias co-
miam o cordeiro, junto com ervas amargas e pães ázimos.
Uma vez que os djas judaicos iniciavam ao pôr-de-sol, a tarde em quc o
cordeiro pascal era imolado, representava as últimas horas do dia 14 de Ni-
sã; a noite em que o cordeiro cra comido, na verdade represcntava as pri-
meiras horas do día 15 de Nisã.
Em Levítico 23:6, Moisés cstipulou que nenhum pão fermentado
deverja ser comido durante uma semana. Portanto, o dia 15 de Nisã era
conhecido como o Primeiro Dia dos Pães Ázimos. (Com o transcorrer
do tempo, todo o perío,do compreendjdo entre a morte do cordeiro e
o úl[imo dia dos Pães Azimos, veio a tornar-se conhecido vagamentc

:eo:od:`apásac::iea::T:`;Au:ersetcaafs::3ãÊ:.âze,.T.osà.i'at::`3:::Ã::mf:::
ele cra [ratado como sábado, o sábado anual da Páscoa (veja Leví[ico
2.3..] e aL Enciclopédid JudaicaD .
No dia que vinha após o Primeiro Dia dos Pães Ázimos - ou seja, o dia
que succdia o sábado anual da páscoa - de acordo com as jnstruçõcs de
Moisés em Levítíco 23:9-15, um molho de cereais novos, recentemente
colhidos, deveria ser agitado na presenç.a do Senhor, por um sac€rdote do
[emplo. A movimentação destc molho ou "primciros fru[os" ou "primí-
cias" represen[ava um gesto de louvor a Deus, face a toda a colheita que es-
[ava por começar. 0 a[o marcava o momento em que se poderia iniciar a
colheita da ccvada. Paulo utiliza esta figura como um símbolo da ressurrei-
ção de Cristo, sendo Ele considerado como as "primícias dos que dor-
mem". I Coríntios 15:20.

DIAS ESPECIAIS NA SEMANA DA CRUCIFIXÃO

Meia-noite meia-noite meja-noite meia-noite


1 Coídeiro 1Cordeiío '

Feixe era
® ® ®

eía moíto eía comk]o Íemovido

pôídosoi 14deNisã pô,do-soi 15deNisã pôÍ|]8soi 16deNisã pôr-do-soÍ

269
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daníel
J4/g#m4f o6Jcrz/4Ífo~cí cz rgípc/.fo cZ¢ £iz4. Para os habitantes urbanos do sécu-
lo vinte, o cdebrado luminar noturno representa um agradável mas plcna-
mente dispensável "objeto" de luxo. Se ocorr€, por vezes, de o observarmos
-surgindo no horízonte oríental, alaranjado e de tamanho maior que o nor-
mal, por ocasião da lua cheia; ou €ntão quando o percebemos no poent€, sob
a forma de frágil crescente suspcnso na avermelhada incandescência do pôr-
de-sol ~ podemos sentir-nos encantados por um momento, mas isso é tudo.
Não scntimos qualquer necessidade da Lua. Para uso noturno, dispo-
mos de lâmpadas elétricas; dispomos de calendários que nos posicionam
quanto ao dia em que estamos, e rclógios digitais regulados por cristais dc
quartzo para informar-nos as horas.
Contudo, volte ao passado não mais que dois séculos, c perceberá que é
a Lua que provê a maior parte da luz noturna disponível para a maior par-
te das p€ssQas. Retroceda dois mil anos, e verá que a maíor parte dos ca-
lendários é conscientemente regulada pelo aparccjmcnto da Lua.
A palavra `tmês" encontra sua origem na palavra "lua". Q£igiÉElm£n±g
Q_mês_±€i2E:i±£±±±±:a££±P±çg±Ê±±i±±Êɱe±±Ê±±±±±i±±±±!±±s±uetranscorria
entre o aparecimento da lua crescente por ocasião do pôr-de-sol, e o pró-
ximo aparecimento da lua cresccnte.
Vinte e nove ou trinta dias! Doz€ meses de vinte e nove ou trinta dias cada,
representavam apenas 354 dias, o que represem onze ou doze dias a menos
que os 365 dias (e um quarto) que compõem o ano solar. Em virtude de ser
tão curto o assim chamado "ano lunar", bascado apenas na Lua, era necessá-
rio - nos tempos antigos - inserir um décimo terceíro mês a cada segundo ou
terceiro ano. 0 resultado cra a cxjstêncja de um calendário luni-solar, no qual
alguns anos possuíam apenas 354 dias, e outros anos possuíam ÊÊi±_as`
Embora o processo nos pareça hoje um tanto anacrônico, as pessoas da
época davam-se bastante bem com ele. Em época pelo menos tão precoce
quanto o quarto século antes de Cristo, os astrônomos babilônicos hav;am
desenvolvido um "ciclo de dczenove anos", o qual mostrava antecipada-
mente em que ocasiões eram requeridos os meses extraordinários (isto
ocorria sete vezes dentro do período de dezcnove anos), de modo qiie os
meses pudesscm ser mantidos mais ou mcnos no compasso das estações,
obtendo-se assim uma sincronjzação ótima com o Sol. Depois que os ro-
manos proibiram aos judeus continuar vivendo em Jerusalém (cerca de
135 d.C.), tornaram-se impossíveis as observações judaicas a partir de Je-
rusalém, pclo que os judeus desenvolveram um ciclo similar - mas não
idêntico -ao ciclo babilônico.
Porventura você já observou que a lua cheia se c'rgue no oriente pratica-
mente no mesmo momen[o em que o Sol desaparec€ no poente? Uma vez
que a lua cheia se encontra do lado oPoJfo da Terra, em comparação com o
Sol, diz,-se que ela se acha em "oposição" ao Sol.
270
Daniel 9
0 oposto da lua cheia é a /!# #cJuúz. Enquanto a lua ch€ia se €ncontra
cm oposição ao Sol, a lua nova - localizada do mesmo-lado da Terra que o
Sol -é descrita como estando em "conjunção" com`o` Sol. Muitas pessoas
pensam que a lua crescentc é o mcsmo quc a lua nova, mas isto não é ver-
dadc. A lua cheía aparece como um corpo cheio de luz, ao passo quc a lua
nova náo apresenta qualqucr luz (exceto um pequcno traço obtido a par-
tir do reflexo da Terra). Em virtude dc a lua nova estar localizada do mes-
mo lado da Terra cm qu€ o Sol está, a luz solar incide totalmente sobre a
face da Liia que não podcmos ver, de modo qiie a lua nova é para nós #/.r-
tu4lmente inui§íuel.
Ocorre que a Lua se acha em permanente modificação no que diz respei-
to a suas relações com o Sol e com a Tcrra. É por esta razão que até mesmo
umas poucas horas depois da lua nova -ou dentro de um ou dois dias, ou no
máximo dentro de quatro dias (veja a pág. 272) -a Lua modifica de tal for-
ma sua posição no céu, que somos capazes d€ ver aquele delgado crescente
pendurado, outra vez, sobre o horizonte do poente, logo após o pôr-de-sol.
Entre os judcus, a Páscoa era datada de modo a ocorrer durante (ou pró-
ximo a) um lua cheia, no começo da colheíta da cevada; ou seja, logo de-
pois do equinócio da primavera. Os Evan elhos nos informam ue Cristo
morreu num dia de Páscç!?_(|4_._Ç!.ç_ Nisã_), dia este quc recaiu numa sexta-
Z=iiãTriTOTTn-o5 Tn-iciais do mà=n-dã`tó `aé=-PÕTncio Pilatos. Imagina-se muitas
vezes que os astrônomos possuem capacidade ilimitada no tocante ao cál-
culo dos movimentos dos corpos celest€s. Para alguns estudiosos da Bí-
blia,]8 portanto, a questão parece resumir-se a perguntar aos astrônomos
qual foi a data da pr;mejra lua cheia ocorrida após o equinócio de prima-
vera dos anos 29 a 33, para concluir em scguida qual destas luas cheias
ocorreu numa sexta-feira; esta teria sj|o_apás£QadaJrucifixãcL
Naturalmente, os astrônomos são capazes de nos fornecer prontamen[e
todas as luas novas de que necessitarmos e, para o assunto em questão, todas
as luas cheias que desejarmo9: Efetivamente, embora os cálculos necessários

;:[ag.:corní:p::hi|:ieí:¥Ô:Zs'6|a£o:á:i:91:g;;;:heÍr?ai:fT:s:Çooíodfsui;É:|il£:o::
lou [odas elas -cerca de 65.600 luas nóvas -em apenas 132 segundos.]9.
Entretanto... quão valiosos sáo estes deslumbrantes cálculos para os
nossos propósitos? Eles auxiliam um pouco; mas o problema é que temos
de levar em conta uma série de outros dados vitais, cada um dos quais -
infelizmente - é imponderável e desconhecido no presente estágio da as-
tronomia c da arqueologia.
a.. A lei dd colheita dd cevada. Se a.os sa:cerdotes era. requerido que mo-
vessem um feixe de ccvada recém-colhida (os primeiros grãos a ser€m co-
lhidos na Palcstina), no ambiente do templo, no dia que vinha após o sá-
271
Uma Nova Era Segundo as Profecias de DaTiiel
bado pascal -como um sinal indicador de que a colheita da cevada pode-
ria começar - necessário cra quc a temperatura ambiente, nas poucas se-
manas que antecediam a l'áscoa, fosse suficientemente alta como para per-
mi[ir o amadurecimen[o da cevada.
0 clima em Jerusalém pode ser tão frio a ponto de enregelar os ossos,

â:sse;pa:.cautí:tvaerzdlqau:u.anatnooo|f`n:rddeemdàrzçeohc::enshee,çaob':tno.pmoar,sexcpuer:'ocnqcJ:
o ano solar de 365 dias e um quarto, frçqüenten:en~te\f Páscoa achava-se
'',',
sob o risco de ser comcmorada muito cedo, cm relaçã amadurecimen-
;Íno: era necessária
to da cevada. Conseqüentemente, com bas[ante freqüéncia
a introdução de um décimo terceiro mês dentro do (ou após o) mês de
março, de modo a alongar o velho ano e postergar a,Páscoa e o dia do Mo-
lho Movido. Mediante a inserção deste mês extra, a`Páscoa poderia vir bem
próximo à Jfg##é/41ua cheia após o,equinócio, em vez da habitual proxi-
riidade em relação àpr;.mcz.ntz lua cheia. Uma vez que nos encontramos tão
longe dos dias de Cristo, nenhum astrônomo ou arqueólogo sabc quais os
anos que possuiram o décimo tcrcciro mês extraordinário.
b. Q]4al cíclo: o babilônico, ou o dd colheitd da ceuada?M:cnc:Lona.rnos LLÁ
alguns parágrafos que os babilônios possui'am um ciclo de dezenove anos,
sob o qual o décimo terceiro mês era calculado com bastante antecipação.
Os arqueólogos já aprenderam o que era este ciclo e sabem como relacioná-
lo com o calendário juliaiio-gregoriano que utilizamos nos dias atuais. Se [i-
véssemos certeza de que os judeus, em Jerusalém, seguiam o ciclo babilôni-
co nos dias de Cristo, poderíamos mais facilmente transferir os dados babi-
lônicos para Jerusalém, sabendo assim com toda certeza quais os anos que
possuíam o décimo terceiro mês adicional. Contudo, não sabemos se nesta
ocasião os judeus estavam acompanhando, lá em Jerusalém, o ciclo babilô~
nico; na verdade, existem evidências de que não o es[avam fazendo.2° 0 ci-
clo babilônico teria posicionado a Páscoa, em alguns anos, cerca de //w méT
m4;.r ccdo que a época apropriada para a colheita da ccvada.
0 comentário 714f /#/cp#/#} Bz.G/c, analisando o texto de S. Mateus
26:17, mostra-se adequadamente cauteloso ao dizer que o ano 30 d.C. po-
dcria ser considerado como o ano da crucifixão "se» os judeus da Palestina
estivesscm seguindo, nesta ocasião, o ciclo babilônico - o que provavel-
mente #Áo estivessem fazendo. Por outro lado, o ano 31 d.C. é tão viável
quanto o ano 30 d.C., caso as condições a[mosféricas e astronômicas, com-
binadas, tivcssem contribuído para situar o dia 19 de Nisã daquele ano a
um intcrvalo máximo Ázpo'f a lua nova.
c. V;.fz'6z`//.4Í4ró/c é/o crGícc#/f. Dc acordo com um an[igo cost:ume, antes
que se pudesse considerar a presença da lua crescente, e assim determinar
o início de um novo mês, necessário cra que o crescen[e fosse visto e o fato
comunicado a um comitê de sacerdo[es. Observadores oficiais colocavam-
272
Daniel 9
s€ em pos(os avan[ajados por ocasião do pôi--de-sol do vigésimo nono dia,
e pc.rscrutavam ansiosa e atentamen[e o céu do poen[e` 0 primeiro crcs-
cen[c freqüen[emente não pode ser obscrvado até que o crepúsculo [enha
avançado bastante, e muitas v€zes €le s€ encontra tão próximo ao horizon-

:eosn:|:no|,enn€[I:)tsodec:oçsuà::fressirovàs:::cçduáoel;odre:Ê£::e[creeidneaá,;::unspou-
Se houvesse no horizonte uma nuvem persis[cn[c, ou s`e apcnas a nebli-
na sc iipi.esen[asse um pouco mais densa que o normal, poluindo o hori-
r;.on[e jun[o à cidade de Jerusalém, o crescen[c aguardado não poderia ser
vis[o. 0 més c`m curso prosseguiria por mais um día, o qiie faria com quc
cle [ivesse [rinta dias. E a lua nova começaria na noite seguinte, mesmo
que o crescente ainda permanecesse obscurecido. (Lembre-se, uma vez
mais, de que os dias judaicos -c, conseqüen[emente, seus meses e anos -
comcçavam ao pôr~de-sol.)
0 dia 14 de Nisã começava ao pôr-de-sol do décimo quarto dia, conta-
do de forma inclusiva, após o anúncio oficial do crescente.
Mesmo que os astrônomos modernos fossem capazes de detectar para
nós as precisas ocasiões de pôr-de-sol em que mais provavelmente os cres-
cenres teriam sido observados em Jcrusalém nos anos 30 a 33 d.C., ainda
assim eles não poderiam afirmar com segurança que de fa[o os.crcscen[es
foram vis[os ncs[as noites, uma vez que não lhes é possível conhecer as
condições a[mosféricas prevalecentes duran[e os dias em pauta. Consl'-
qüentemente, mesmo que eles pudessem nos informar a respeito das noi-
tes em que os crescentes teriam sido vjstos, seriam incapazes de dizer se es-
tas noites foram contadas como o dia lQ de Nisã ou como o [rigésimo dia
do mês precedente. E esta dificuldade é crucial, uma vez que -para loca-
lizar a sexta-fcira da crucifixão, que era um dia 14 de Nisã -o primeiro dia
do mês deveria necessa.riamente ser determinado com precisão.
Es[amos à procura de um dia de Páscoa -ou seja, um dia 14 de Nisã
ocorrido numa sexta-feira, ao longo dos anos 30 a 33 d.C.; a pMrir da r`ro-
fccia quanro à "metade da semana", esperamos que esia Páscoa teiih{i ()i`r~w
rido no ano 31 d.C. 0 ponto que estamos esclarecendo é quc., a par[ir dos
dados providos pela astronomia, torna-se impossível pro\Íar qual des[cs
an()s aprcsentou uma sexta-fcira no dia ]4 de Nisã.
Foi a sex[a-feira, 7 de abril do .ino 30 J.C., o dii` da Páscoa cm que ocor-
reu a ci-ucifixão de Cristo, segundo afirmam alguns comentaristas? Pode ter
sido. c/€fJc gz# o crescente tenha aparecido após o pôr-de-sol da sexta-feira,
24 de março, catorze noites antes. Mas se o crescen[e se achava obscureci-
do em 24 de março, e o mês começou um dia mais tarcle, então o dia 14 de
Nisã - dia da Páscoa - não recaiu numa sexta-feira` 7 de abril, e sim num
sábado, 8 de abril - e isto eliminaria o ano 30 d.C. Outra possibilidade é
que nes[e ano, em particular, a temperatura se achava um tan[o baixa, a ma-
273
Uma Nova Era Segijndo as Profecías de Daniel
turação da cevada atrasou, e s€ i.equereu que Nisã começasse na noite do
a.parecimento do crescentc, um mês mais tarde. Isto faria com que o dia 14
de Nisã recaísse no domingo ou na segunda-feira, o que mais uma vez eli-
mínaria o ano 30 d.C. como o ano da crucifixão.
d. 0 f.72fc7.z/Íz/o €/jJr€ /#4 #c)zJ# c cr€ícc#Íc. Mencionamos à página 271 que
o interv.do cntre a lua nova e o aparecimento do crescente pode ser táo
curto qiianto poucas horas, ou tão longo quanto quatro dias. Aqui se en-

:eonndt::nuLicdn::f.nclaarisad::í:te:.`s:::ab-lfee::Siâicgr:::f|dx:S.,C?|:s.,:nm'::Stá:eq:ecE:::
ccnte sempre aparecia, ou no mesmo dia que a lua nova, ou iio dia seguin-
te. Eles imaginam poder identificar a tarde do primeiro crcscente simples-
mente ao examinar a lista de luas novas elaborada por Go]dstine. Eles ig-
noram a #z7rz'cz6/./z.cZ¢c/c do intervalo que ocorria entre a lua nova (conjun-
ç.ão) e o crescente visi'vel.
Aquiles Tatiano, no sexto século depois de Cristo, obscrvou que a lua
crescentc aparece "três ou quatro dias depois [do] nascimento [da Lua] . . .
e não no mesmo dia em que esta nasce".2'
Joannes Hevelius, no décimo sétimo século, advertiu que "o primeiro
surgimento da Lua em geral não ocorre no primeiro dia após a conjunção,
mas ao longo do segundo, ou até mesmo do terceiro e quarto dias".22
Em relação a um antigo astrônomo chamado Geminus, diz-se ter ele
afirmado que "quando a Lua está em perigeu* e seu movimento é mais rá-
pid.Q, ela usualmente não aparece até o segundo dia; quando em apogeu*,
com movimento mais lento, náo aparece normalmente até o quarto dia. A
€xceção aos casos acima citados, ocorre em virtude de ela poder, às vezes,
ser observada no primeiro dia".23
Em plena harmonia com esta afirmação, exjstem razões para crer que no
ano 30 d.C. o crcscente não apar.eceu em 24 de março (veja a análise a.nte-
rior), mesmo se o tempo houvesse estado bom, pois o intewalo entre a lua
nova em 22 de março e seu subseqüente crcscente pode ter sido de majs de
tlois dias; nestc. caso, o dja 14 de Nisá não terá ocorrido numa sexta-feira. De
qual(iuer modo, um mês de Nisá começando em 25 de março representa uma
época muito precoce para a colheita de cevada; assim, é provável que o mês
iniciou vinte e nove ou trihta dias mais tarde, tornando praticamente impos-
si'vel a ocorrência do dia 14 de Nisã numa sexta-feira, em 30 d.C.
e. D//w7fízJ c'#fr€ 4f Jcz.fzzj`. 0 quinto problema a considerar no estabele-
cimento da data da crucifixão a partir do ciclo lunar, é evidenciado pelas in-
formaçõcs encontradas nos Evangelhos, de quc nos dias de Cristo os pró-
prios judcus -den[ro da cidade de Jerusalém -não concordavam entre si so-
*Os [ermos pcrí.gw e 4pogí,.{ rcferem-sc, rcspectivamentc, aos pontos cm quc a órbita de iin\ corpo

ccleste -mâi`ç comiimente a Lu{i ou iim satélite artificial -é "/#/.7#4 c. wá~Í.#z4 em relação ao ccn[ro
da Tcrra. - Nota do (Taduior.

274
Daniel 9
bre o modo como calcular a Páscoa! É até mesmo pgssível que os sacerdotes
tenÉ;ioerfaet::g:Ísat::Íc:l::t:ed:oà:,:t::::::-ei:É|:?#:nctocrá:i:ou:ü-
cal tenha ocorrido na tarde de sexta-feira, e a respectiva festa na sexta-fei-
ra à noitc, Jesus e Seus disci'pulos prepararam seu próprio cordeiro na tar
de de quinta-feira, comendo-o à noite, naquele mçsmo dia. E o relato dos
Evangelhos produz a impressão de que aquilo que Jesus e os discípulos fi-
zeram, era mais ou menos o que outras pessoas também faziam, uma vez
que sua ação não parece ter provocado qualquer surpresa.
Além disso, exist€m evidências providas pelos Manuscritos do Mar
Morto,24 de que a comunidade dos essênios pregava que a Páscoa deveria
s€r sempre celebrada num quarta-feira, sem consideração, quer para com
aLÉuajoqs:í:rc|?::r::n|o,:àaelo4sá:feT:snãt!esgruposdamestínacstívess€ma

observar a Páscoa na terça-feira, quinta-feira e sexta-feira à noite no ano


em que Jesus morreu! S€ os judeus não eram capazes de entrar em acordo
quanto à forma de caJcular a Páscoa, no tocante à Lua, torna-se absoluta-
mente impossível encontrar alguma forma positiva dc determinarmos a
data da morte de Cristo mediante o "pinçamento" de uma sexta-feira, 14
de Nisã, por parte dos as[rônomos`
Os astrônomos profissionais nos advertem honestamentc de que não
são capazes de determinar a data da crucifixão. Por excmplo, D. H. Sa-
dler, superintendente do jv4#fí.c4!/ Á/m4#4!c [Calendário Náutico], ór-
gão do OGJfrü¢fo'rz.o J?c4r/ c/c Grcc#wÍ.cÁ, na lnglaterra, declara que `:çg±-
ões €stri[amente locais scriam ca azes de invalidar até mesmo o
mais cuida gsg+±ab±1±g±mJ2±Êʱ4i±e±±±s±±£ãg±±b±,ÊEyí£ãÉLd_c_.q_m
€ÍÉ=te íunar em ar[icuiar".25
eias ao ramo impressionam-se com a facilidade com a qual
os astrônomos predizem eclips€.s. Contudo, em contraste com a viabilidade

::(:,gacnu:oudn::eer::àpasÊ:,BO..P;on:.d?:qNuceu`?eexba:ui:r::::`.c`:ti:::fie|:,:nt::e:=::
re com o problema da primeira visibilidade [do crescente lunar]. Todas
belas modernas fazcm suposições arbitrárias quanto às condições de vi-
:--:-;:::,---:-:

i;e:`,!rí¢iíí:ii:;;;fo:siaç::.teís;iíi::,ei:cffcí:Íio:uj!cÉ:a:v;a:zl,.;e;i#rc;.Í:;Íaci:Íri::e::
das tabelas envolvem grau de incerteza de um dia inteiro".26
Tratando especificamente do assunto que presentemente nos ocupa, G.
M. Clemence, do Observatório Naval dos Estados Unidos, escreveu que `;Q
i_n_rf:r¥al_o_ _eE!_re_ a luÊ nova e o aparecimento do cresccnte nãoj2Qdç_±çical-
culado aDenas a Dartir da teoria. Faz-se necessário estabelecer cri[érios ém-
275
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel

píricos para cada localidade geográfica específica. Diferentes autores nem


sempre [êm concordado completamente quanto a estes critérios; mais que
isto, a]guma provisão certamcntc deve scr feita pam se levar em conta as
práticas
' 1,.
locais
'
e as. circunstâncias
. , '
ao tcmpo
'
da obscrvaçã{]
.,.,
.... Áj Á¢fm czf /_4
de Ni§an do rimeiro 5éculo díi em cri§tã

Assim, depois que a astronomia disse tudo a ãTaT£er, é me-


lhor quc aceitemos a declaração bi'blica de que Jesus faria "cessar o sacrifí-
cio c a oferta de manjares" "na me[ade da semana".
Não existe ra7,ão ue /74~o tomemos o ano 31 d.C. como sendo o
ano da crucifixão.

6. Teria sido possível a ocorrência de uma sexta-feira de Páscoa no ano


31 d.C.?
Com a mente cheia de precauções face ao que foi dito na questão ante-
rior, leitores curiosos poderiam ainda insis[ir com os as[rônomos no senti-
do de saber s`e é/f 4/á7"4/or#z4 [eria sido possível a ocorrência da sexta-fei-
ra da crucifixão no ano 31 d.C.
A respos[a é: f/.772, uma sexta-feira da crucifixão teria sido perfeitamente
"possível" no ano 31 d.C., de acordo com os cálculos astronômicos (qual-

quer que fosse a fidedigiiidade dos mesmos), dcsde que se pudesse assegu-
rar o cumprimento de algumas pressuposições improváveis, ainda que ra-
zoáveis.
Comecemos por assumir que a lua nova de 12 de março (conjunção)
representasse uma época demasiadamen[e precoce para preencher o requi-
sito da colheita da ccvada. (Papiros judaicos datados, quc foram localiza-
dos cm Elefantine, não mencjonam qualqucr im'cio de Nisã em da[a tão
precoce quanto 14 de março, e tampouco o faz o ciclo babilônico.) As-
sim, se a data de 12 de março deve ser considerada como demasiadamen-
te precoce, a lua nova anterior a ] 9 de Nisã, no ano 31, scrá aquela men~
cionada sob o número 12.755, à página 86 da listagcm impressa por com-
putador, preparada por Goldstine, e corresponderia à [arde de terça-feira,
10 de abril. 0 horário dc. Golds`tinc para cs[a lua nova é 14:45, em Babi-
lônia. Em Jerusalém, ccrca de 850 quilômetros a oes[e, a lm nova teria
ocorrido [rin[a e se[e minutos mais cedo, em termos de horário local.
Se o interva]o entre es[a liia nova de 10 de abril € a primcira visibilida-
de da lua crescente em Jeriisalém tivcr atingido um espaço tão longo quan-
to 3,19 dias -e isto cerrarnente serja possível -ou se o período de inter-
valo foi mais curto, mas a vjsibilidade foi obsciirecida na primeira noite,
então o crescente.foi observado ao pôr-de-sol de sexta-feira,13 de abril.
Com a observação do crc.scente, o mês de Nisã [eria começado ime-
276
Daniel 9
diatamente, c o dia 19 de Nisã -de acordo com nosso calendário julia-
no-gregoríano ~ seria datado como sábado, 14 de abril, começando à
meia-noi[e. A décima quarta noite a partir de entáo, levando-se em con-

:aoitqa:Íeeáo,::::::eFieo(odias:J4a,d:fi'saãn::=::::sgee:o`;lgrc-là::::'|')áofaáí:
26 dc abril, uma quinta-feira. 4isririiJ 2Z dier,=L±±É+mdiri±Páscaa
esus morreu, teria sido uma sexta-feira - sexta-feira,14 de Ni-
o ano 31 d.C.

CÁLCuLo Do Dm DA pÁSCoA EM 3i D.c.


#:#-Domingo àíj:. ¥nda-¥- Tfiça-#:i:-QFe¥-¥oi*-QÊínnu-Moir.- %r:-*!i:- Sáb.d° ,t;
1 8deABFllL' 1 9deABRIL' 1 to de ABF`lL®Luam"' 1 11 de ABF`lL' 1 12 de ABRÍL 1 13 de ÀBF\IL J 14deABFULGcrescen'eiQdoMsà

1 15deABF`lL2doNisà 1 t6deABRIL3d®Nisã 117deABRii•doNÍsã I 18deABFllL5doNjsá 1 19 de ABF]lL6deNisã I 20 de ABRll7d®Msã 1 21 de ABFllL8dsNisá 11

| 22deABRIL.9d®Nisâ | 23deABf]lL,10dsNisá | 24 de ABRIL.11cÉNw5á | 25 de ABRiL12deNisã | 26 de ABRIL | 27 do ASFllL | 26 do ABf}ll


cda Cordolí®n pascaJcomk)O
o.m± np0t4deNisá
13 de Msã t5 do Msá 1

1 29deABF`lLFcin [ pôrd.!sol pôr-dc!iol póídc-lol póT 1''1


dcLí pó+i rir-,dc-!
movldo® DIA DEpÁscOA 1 '1 1'

; 3rrRO
1)I`r-dcsol'1
JESUS ÉCRUCIFICADO i, DOSPAES,ÁzlMOSiSábadopascal
1 6 de Msá

pó'-dc-"l##.Es i

MOVIDO

EiJ#ÉO
Jc`uJ R-um

REFERÊNcms:

1. Por[cous, D##j.c4 pág.134.


2. Gcrhard F. Hascl, "The Sevcnty Weeks of Danjel 9:24-27", Mj.#j'j;p/, maio de 1976, cncarte.
Hascl afirma conhcccr apenas dois comentaristas que sugerem in[erpre[ação difcrente.
3. Jacques Doukhan, "The Scventy Wceks of Daniel 9: An Exegc(ica! S[udy", .4#Jrcwj Í/w/.ymf ?
"4".4%,%[C::7[,(g]o9::!;êí-ÍÍ;üccicnüan*cdaatruturaherámdcDanie"-27.

5. Hippolytus, Commc7]J47 o# D4ni'cÁ frag. 2.3`), 40; ANF, 5:184.


6. Harold W. Hoehncr, Cúro»oÁ?g!."/AÍpcc/j o//Ác £j/c o/CúH.J/ (Grand Rapids, Mi`ch.: Zoíidcr-
van Publishing House, 1975), págs. 95~98.

277
Uma Nova Era Segundo as Profecías de Daniel
11

•7i.GiÀ.:|{|:*::gf##oon[tTnh;h:À:;;#offaln%%e%;,,yDo;fhoen#!5Sodfgteh:f8%bérosi(ph|-

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from Giv'at ha'Mivtar", /Jn4c/ &p/w4ÍJ.o# /o#/7"/ 20 (1970):38 e 39; Anthony F. Sava, M.D., "Thc
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9. Young, D4#/.c4 pág. 209.
10. Vcr c.g., W. R. Thompson, "Chronology of the Ncw Testamcnt", 77% Z?#4brü4# P;.cíorÀí/
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Ícr Oíffí.omz7 o/Á4f 6;44., cd. rcv., art. "Paul", o qua] sugcrc o ano 35 d.C. 0 apcdrejamento dc Estê-
vão 'ocorrcu cm ocasião anterior à convcrsão de Paulo.
11. Vc[ F[oom, Proi)hctic Faith. 2..196.
12. //cm,1:750.
13. Corric ten Boom e John and Elizabcth Shcrrill, 71úc frí.dí.#g PÁm (Washington Dcpot, Conn.:
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14. A. T. 0lmstead, fJÍ.Jfwy o/fÁc PfrJf.4# Empj.w (Chicago: University of Chicago I'ress,
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16. I'ara investigar a obra dos massoretas, ver F. F. Brucé, 7lúc BooÁJ 4#J Í4f Pz!rcÁmc#/f, 3a ed. rev.
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tion,1978), pág. 229.
18. Vcr e.g., Caird, "Chronology", Roger Rusk, "T1`c Day Hc Dicd," C»rriri¢ni.9 7acú¢j/, março dc
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19. Herman H. Goldstinc, ^ÍcÍu 4wJF#//Moo",1001 a.C. a 1651 d.C. (Philadclphia: Amcrican
Philosophical Society,1973).

Rffi?;#ee:?ETt,:TÍ!:,:p|:sna:gyo¥n::?,,au¥oào,:i::7;#|Z;::iímgG3ÍcEníí;áe:Í'r:`L`cT:th;::,;:'cDdccn-
dation", /o#m4/ o/Bj.6//.m/£/.Íc"m# 61 (1942): 260. (0 artigo dc Amadon prccisa scr lido com cui-
dado, pois mistura pesquisa confiável com espcctilaçõcs insuportáveis.)

.ehd2a:,oJn°,:npná:.¥6Wo:[í"'SC4"°87#PÁ"(Gedani"47).,Pág.274,cmA"don,"Ancient]cwishca_

dayíéb;e;aT:l;l,;:s"c:ar:Í;,r:"?:;,d:a#;r=Í;E£n#;!;j,,;eiÊ53:kelngzandthcor,g,nofsun-
25. D. H. Sadler to Francis D. Nichol, January 24,1956, cm Sct;cüfÁ-d¢yAJw#frií Bf.6¢ Commc#-
ÍzÍT, cd. Francis D. Nichol, 7 vols. (Washington, D.C.: Rciricw and Herald Publishing Association,
1953-1957), 5:263.
26. 0 Neugcbaucr to Francis D. Nichol, January 15i, 1956, cm Scw#f4-cázy i4JÍ/c#fr.jf BÍ.44 Com-
mc#f47, ed. Francis D. Nichol, 7 vols. (Washington, D.C.: Rcvicw and Herald Publishing Associa-
tion,1953-1957), 5:263, 264.

m,„2,Z;F;dM.F:a`:cTscnDC.eioi.Fhr::c;svD..,sr*#ffu.¥3itl.#e,v:£,sacn,á"àú:#|#u„í|:s"Í:n:,%sÇ:::
tion,1953-1957), 5:262. Grifo nosso.

278
Os Anjos de Deus
Velam por NÓs
lntrodução
e você pensa que Daniel já nos ensinou tanto, que pouco
resta por ser aprcndido, prepare-se para uma surpresa.
Os capítulos 10,11 e 12 formam uma nova unidade. 0
capítulo 10 constitui a introdução a esta unidade; ao mes-
mà tempo que oferece uma dàs mais faséinantés revela-
ções do que vai "por de[rás das cortinas", de todos os tempos.
Danicl e seus acompanhantes estavam caminhando ao lóngo do rio Ti-
gre (ou Hidequcl), qu€ r!este f)onto corria a apcnas 55 quilômetros de Ba-
bilônia. Era a primavera do "terceiro ano do rei Ciro", provavelmente` 535
a.C.* Setenta anos haviam decorrido desde que Daniel fora compelido a
acompanhar os exércitos de Nabucodonosor, €m sua marcha de Jerusalém
para Babilônia. Naquela época, ele era um jovem de seus 'dezessete anos.`
Agora, aproximava-se dos noventa.
Deus havia sido muito bom. Cuidara de Daniel em todas as crises cn-
frentadas pelo profeta, respond€ra suas orações, mantivera-o em boas con-
dições fi'sicas (Daniel 10:8) e utilizara-o para abençoar toda a sua geração.
Mas agora desehvolvera-se uma nova crise. Os trabdhos de reconstrução do

ã:o:l:n::nJter;:siéTe,;i:àean:ep:seiná:ànici,arfbo:sec:.=:i::àà.aE:oà¥g;iÊ:
djca qiie os hostis samaritanos haviam até mesmo "dugado consclheiros" con-
tra os judeus, o que provavclmente significava quc eles haviam subornado ofi-
ciajs governamentais para que estcs influenciassem o rei Ciro no sentido dc res-
cindir o decreto. Sendo que até csse momento apenas o dtar havia sido com-
pletado, o único tcmplo do Deus verdadeiro em toda a face da Tem achava-
se ameaçado. Caracteris[icamente, Daniel confiou o assunto a seus joelhos.
*I'resumindo-se que Daniel estivesse contando os anos de acordo com o calendário civil judaico,

que iniciava no outono.


279
` Uma Nova Era Segundo as Profecjas de Daníel
`Í Que pessoa dc oração era Daniel!
Ao invés de queixar-se, Danicl fora levado `a orar, quando sob ameaça
dc cxccução, segundo vimos em Daniel 2. Ele havia dado graças a Deus
três vczes ao dia, no cxato momento em que se defrontava com leões fa-
mintos. Enquanto estudava a profecia dos setenta anos dc Jeremias, ele ha-
via confessado scus pecados e os dc seu povo. Agora, eis que o encontra-
mos outra vcz em oração.
Em sua profiinda sinceridade, dcsta vez ele jejuou por ``três semanas",
desde o quarto até o vigésimo quarto dia do ``primeiro mês" do ano (veja
Daniel 10:2-4). Seu jejum ocupou a maior parte do mês de Nisã, tendo
incluído os scte dias de pães ázimos quc vinham após a Páscoa (14 de Ni-
sã). A Páscoa lhe fizera recordar o extraordinário poder de Deus manifes-
[ado na libertação de lsrael do cativeiro egípcio, quasc mil anos no passa-
do. Desta forma Daniel procurou um lugar apartado, junto ao rio Tigre,
onde pudessc implorar que Deus manifestasse novamente o Seu poder ma-
ravilhoso em favor de lsrael. Durante [rês scmanas ele utilizou apenas ali-
mentos simples, rejeitando os pratos mais claborados e as sobrcmesas, de
modo que sua mente pudcsse cncontrar-se tão livre quanto possível, nesta
busca de comunhão com o Pai celestial.
Agora, em avançada idade, Danicl obteve de Dcus uma resposta tão ma-
ravilhosa quanto a que obtivera quando ainda era jovem. De fa[o, Deus fói
além. Em Danicl 2, Ele respondcra ao concedcr-lhe uma repetiçáo do sonho
da estátua de Nabucodonosor. Em Daniel 6, Deus crwiara um anjo para li-
vrá-lo dos leões. Em Daniel 9, Ele enviara a mais exaltada de Suas criaturas,
omJ:4G#ol;"#,:;:,;cm/c?"aJri&uleo;::oursioesnov,;euroq:e"a?rá:::ouE:/4É.anie|
nesta sua quinta visão*, ocorrida junto ao rio Tigre, era realmente Jesus, o
Filho de Deus, é algo que pode ser comprovado ao se comparar o relato de
Danicl accrca do que ele contemplou, com aquilo que o apóstolo João des-
crcveu a respeito do glorificado Jesus que lhe apareceu em visão na ilha de
Patmos. Apocalipse 1 :13-16.
Tanto João quanto Daniel contemplaram um Ser de transcendente
beleza e inefável fulgor, yestido com vcstes sacerdotais. As complcxas me-
táforas por eles utilizadas para descrever o fulgurante Ser, cstavam bcm
ao gosto do pensamento poético hebraico. (Compare, por exemplo, a
descrição de uma mulher bela, feita em Cantares de Salomão, capítulo
4:1-8, com aquele quc os dois profetas fazem.) 0 mesmo Cristo é des-
crito em linguagem mais simples a partir do quadro glorioso em que Ele
*São as seguin[cs as cinco visõcs dc Danicl: (1) A repe[ição do sonho de Nabucodonosor (Daniel
2: 19); (2) A visão das qua[ro bcstas, do chifre pequcno e da cena de julgamcn[o (Daniel 7); (3) A vi-
são das duas bes[as, dó diifrc pequeno c dos 2.300 dias-anos (Daniel 8); (4) a visão das se[en[a sema-
nas (Daníel 9); c (5) a~hisrória do povo de Deus, descri[a desdc os dias de Daniel a[é o tcmpo do fim,
e que aparece nos [rês últimos capí[ulos do livro.

280
Daniel 10
apareceu cheio de sublimc majes[ade diante de Pedro, Tiago e João, no
Monte da Transfiguração:

E [Ele] foi transfigurado diante dcles;


o Seu rosto resplandecía como o sol,
c as Suas vestes tornaram-se brancas como a luz. . .
sobremodo brancas,
como nenhum lavandeiro na Terra as poderia tornar.
S. Mateus 17:2; S, Marcos 9:3.

Quando os três discípulos viram Jesus naquele estado de glória, "caíram


dc bruços, [omados de grandc medo". Em brevc Jesus tocou neles tranqüi-
lizando-os: "Erguei-vos, e não temais." S. Mateus 17:6 e 7. Quando João
contemplou a Jesus em visão, caiu "a Seus pés como morto", mas - uma
vez mais -Jesus repousou a mão sobre o apóstolo e dissc: "Não temas."
Apocalipse 1:17. Quando Daniel contemplou a Jesus, tambe`m ele caiu ao
solo, até que uma mão repousou sobre ele e uma voz foi ouvida: "Não tc-
mas." Daniel 10:10-12.
Em #ér ocÁzj`z.o~€J Danicl quasc sucumbiu ante a glória divina. Por alguns
momentos ele até mesmo deixou de respirar. Três vezes foi encorajado. Por
fim, ele foi significa[ivamcnte "fortalecido" (versos ls e 19), de modo a
poder observar a visão que prosscguia.
Quando Paulo, nas proximidadcs de Damasco, teve a J#4 visão de
Cristo, ele e seus companheiros caíram ao solo, mas apenas ele pôde dis-
cernir todo o impac[o da visão (vcja Atos 9:1-19; 22:4-16; 26:9-18). No
caso de Daniel, "grande tcn}or" tomou conta dc todos os que o acom-
panhavam; à semclhança` dc Paulo, Daniel teve sozinho aquela visão.
Daniel 10:7.
Por ocasíão de Sua segunda vinda, uma vez mais Jesus aparecerá em ple-
nitude de glória, e "todos os povos da Terra se lamentarão". S. Mateus
25:31; 24:30. Seus santos, contudo, regozijar-se-ão e erguerão brados de
louvor: "Este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultare-
mos e nos alegraremos." Isaías 25:9.
"Bem-aven[urados os limpos de coração, porque verão a Deus." S.

Ma[eus 5:8.
i4 o#jzfóo é/€ D4#z.c/ €' #jpo#ó/J.d¢. Depois de contcmplar a visão dc Jesus
em Sua glória, e depois de ter sido reanimado, Daniel a,prendeu do anjo
assistente - que mui[os imaginam ter sido mais uma vez o anjo Gabriel,
que lhe aparecera em visão nos capi'tulos s e 9 - que as suas orações feitas
ao longo de três semanas, haviam com€Çado a ser rcspondidas dcsde o dia
em que as orações iniciaram! Disse o anjo: "Não temas, Daniel, porque
desde o p#`mcz.ro J!.4 em que aplicaste o coração a compreender e a hu-
281
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daníel
milhar-te perante o teu Deus, foram ouvídas as tuas palavras; e por cau-
sa das tuas palavras é que eu vím." Danjel il 0: 12.
A#/.cu cm co#/;.fo ccwz é/pmo^#z.oJ. 0 anjõ acrescentou depois: "Mas o
príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Mi-
gu`el, um dos primeiros príncipes, veio para` ajudar-me." Verso 13.
Quem era cstc "príncipe do reino da Pérsia" que ousou resis[ir diante
de um anjo de Deus durante vince e um dias?
Não se tratava do rej Ciro, cujos títulos incluíam: Grande Rci, Rei de
Babilônia, e Rei das Nações. A pessoa.em'referência era o "príncipe" da
Pérsia, c cle nos é apresentado como estandó a ocupar um posição € pos-
suir capacidade similar àquela de outros "príhcipes" qiie são mencionados
neste capítulo - o "príncipe da Grécia", no verso 20, e Miguel, o "nosso

giroí:àipde:',":roanvàres;r2á;i::oDâ:i:Lslo2r:1doTlg|uhe:sràcoe::uapdoe;;gTaçãoad,-
0 príncipe da Pérsia era evidentemente o anjo-pri'ncipe qiie sc iden-
tificava com o lmpério Persa. Pelo fato dc el€ haver-se oposto a um anjo
de Deus durante três semanas, devemos concluir que se tratava de um
anjo mau. 11 S. Pedro 2:4 fala dos anjos que pecaram e foram expulsos
do Céu. Paulo dissc que os deuses adorados pelas nações de seu tempo,
na realidade cram dcmônios. I Coríntios 10:20. Paulo também revelou
que nossos verdadeiros inimigos não são pcssoas comuns, feitas de "car-
•?fe.ieç:sa::;ieri;u:i:sdqouem:F:e.rsdç`g:íãi::`f:i:sciã:sd,:si:á`ã:t::àacdbers:'s,o?,:
Efésios 6: 12. Por três vczes Jesus identificou a Satanás como "príncipe".
sJÉo:osiL2:q3ul:á:i3Íàslv6:rls:.esbíb|icas(como7%cJV-E„g-„e7h

óZ¢y} E#g/z.íÁ Vcrfz.o# apresentam o t,exto de Daniel 10: 13 fazendo referên-


cia ao "anjo príncipe do reíno da Pérsia". 0 comentário 714c /#£crpr€fcrà
Bf'6Á` refere-se ao "anjo patrono da Pérsia", ao passo que 774c Á#cÁcv Bz.-
6ÁÍ2 fàla acerca do "espírito tutelar do anjo guardião do reino da Pérsia,
conforme os rabinos e a maioria dos comentaristas cristãos corrctamente
concluíram". John F. Wàlvoord-' conclui: "Este `príncipe' não é o rei do im-
pério persa, e sim um li'der angélico da Pérsia, um anjo caído sob a dire-
Çáo de Satanás, em contraste com o angelical príncipe Miguel, que dirige
e protege o povo de lsrael."
Repentinamente a estaçáo de TV das Escrituras focalizou uma cena to-
talmente inesperada. Para além dos fatos visíveis, durante três semanas -
de dia e de noite - um anjo d€ Deus esteve a contender com um demônio
poderoso e decidido, numa tentativa de' contrabalançar sua influência,
procurando evitar que Ciro rescindisse o seu importante decreto anterior. !
Pelo menos Miguel - que em certa oportunidade derro[ou todo o exérci- !
to de demônios (Apocalipse 12:7) -veio €m reforço à ação de Gabriel. 0 \
282,

L
Daniel. il 0
demônio foi derrotado, e o rei da Pérsia tomou a decisão correta. Ciro rcr

:eucs::sisreu:ãcooT.p:e#aor.dEomes::;hmuamdo::=â:iota#r:uéiE:c:;:,:rt`Tvt
cilar no tocante a estc assunto. ..!.i.i
Sentimos verdadeira curiosidade ante esta batalha sobrenatural. E|i
cclipsa qualquer luta de supcr-homem no planeta Tcrra. 0 assunto xm
jogo é, na verdade, todo o fiNuro da humanidade. .i`
Após essa introdução - uma visão do glorificado Jesus e uma revela-Ção
do grandc conflito quc transcorrc por detrás do palco dos acontecimcnto§

áiasííieiisstó-ri::tnéJooE:=;eogài:áf|nmo.scapítulos11e12'alinhandooseventó§

11,,,
A Mensagem de
I)aníel 10
Miguel Advoga a Causa do Povo de Dcus

ocê gostaria de conhccer majs a respcito daquilo que a


Bíblia fàla sobre Migucl, o "grande príncipc" quc conse-
guiu com tanta facilidade derro[ar o príncipe-demônio
da Pérsia? Quem é es[a pcssoa formidável, e ao mesmo
!![E!!=E±[!ii! t_e-m-p_ó_áLigt?_---_ vv`-r---_--_ ----- _-' _-, _ -_ -------- _
Daniel 10:13 o identifica como "um dos primeiros príncipes"; mas, de
acordo com o que a Bíblia diz em outras partcs, csta identificação subesti-
ma bastante a estatura de Migucl.
Judas 9 identifica-O como "arcanjo», expressão que significa "chefe dos
anjos". Miguel é, portanto, o "arcanjo", o chcfc dos anjos. As histórias po-
pulares invcntaram uma porção de "arcanjos»; mas a Bíblia apresenta ape-
mÁZ,mÉ#|C#'s:::e„éoMri%U:ioma hebrtico, o nome Miguel signifir+

uma pergunta: "Quem é igual a Deus?" Dc acordo com Apocalipse 12:7,


na invisível guerra celestial que há muito tempo comcçou a ser travada cn-
tre o bcm e o mal, Miguel comandou os anjos de Deus durante o proccs-
so em que Satanás e seus anjos foram desalojados do Céu.
Josué encontrou este mesmo Comandante dos exércitos celestiais antes
da decisiva batalha de Jericó, e descobriu que Ele era uma Pessoa profiin-
damente santa„ Enquanto buscava auxílio através da oração, antes do as-

:à`opélj:ic,ê,dJeo|:Té"r:pean*=aeàt:e=g:bí:dTn|asoidãa.:o"Êu:msàoasc:ao¥
sos, ou dos nossos inimigos?" desafiou Josué. E o soldado rcspondeu: "Sou
príncipe do exército do S€nhor, c acabo de chegar .... Descalça as sandá-
lias de teus pés, porque o /#gzzr c77z 4¢# cJfá é JÁz#/o." Josué 5: 13-15.
Você já sabe que em certa oportunidad€ Moisés também recebeu a ins-
trução de descalçar os pés, uma vcz que sc encontrava pisando em solo san-
[o. Moisés achava-se em pé dian[e dc um arbusto que queimava e não sc
consumia. Do meio dó fogo, uma voz lhe ordenou: "nra as sandálias dos
teus pés, porque o lugar em que cstás é terra santa." Êxodo 3:5.
il4f:g7#4 o Sc#Áor Íy4Áz4ÜÁJ. Durante a conversa que a pqrtir daqucle mo-
mento transcorreu jTnto ao arbusto, a Pessoa envolta em chamas identifi-
cou-Se perante Moisés como "o Deus dc [eu pai, o Deus dc Abraão, o
Deus de lsaque, e o Deus de Jacó". Êxodo 3:6. Ele também identificou-Se
284
Daniel 10
como EU SOU 0 QUE SOU -ou seja, como o Senhor, Yahweh, ou Jco-
vá. Êxodo 3: 14 e 16. Mas o texto de Êxodo 3:2, ao aprcscntar o relato des-
te grande evento, diz que foi "o Anjo di) Senhor" que apar€ceu a Moisés
"numa chama cle fógo, do meio duma sarça".

Pode um anjo ser Deus? I)ode Deus scr um anjo?


0 que é um anjo? A palavra ``anjo» significíi literalmentc "mcnsageit.o".
Dcus tein mui[os mensageiros. Você iJ c", f`iilíveis seres humanos, pódemos
-neste sentido ~ ser anjos de Deus! Os cspias quc Josiié enviou para exa-
minar a cidade de Jericó, como medida prcpara[ória para o ataque contra
a cidade, são identificados como "emissáríos" em português, e como "an-
jos" em grego. S. Tiago 2:25.
0 supremo Mensageiro, a suprcm Pessoa enviada à Terra com uma
mensagem, é Jesus Cristo. Em Sua prece intercessória, realizada na trilha
da cruz (S. João 17), ele referiu-Se a Si próprio como "Jesus Cristo, a
quem [Tu, Deus Pai] c#yz.Ázífc". S. João 17:3. Ncs[a mesma oração Ele
djssc que Ele e o Pai eram ``um''. Verso 11. No âmbíto da Trindade divi-
na, Jesus, o Filho de Deus, é táo verdadeiramen[e Deus quanto o próprio
Pai. Ambos são eternos e osten[am o mesmo "nomc de família", qual
seja: Yahweh, Jeová, EU SOU. Mas Jcsus é o Mensageiro, o "Anjo" mui-
to especial enviado à Terra pelo l'aj.
Jesus é o Anjo da Sua Prescnça (Isaías 63:`J) € o Anjo que nos redime
(Gênesis 48:16).
Por ocasião da segunda vinda, é a z% c/o Á7.ctz#/.o que assinala a ressur-
reição dos mortos, de acordo com I Tessal()nicenses 4: 16. E de acordo com
S. João 5:28 e 29, é a "voz do Filho de Deus" quc provoca a ressurreição
dos mor[os. Daniel 12: 1-4 diz que quando Mig.uel Se erguer no tempo do
fim, "muítos dos que dormem no pó da tem ressuscitarão".
Miguel, o Arcanjo cuja voz irá dcspertar os mor[os, é Jesus, o Filho de
Deus e nosso Salvador. Pelo fato de ser [anto Deus quan[o um Anjo (no
sentido muito espccial que an[es expuscmos), Ele é inevitavelmente o Che-
fe cx-o#c;.o dos anjos -o Arcanjo.
Jlf/lzÉZJ€/, o C//.JZo g/o##%é/o. Pois bcm, se o Senhor Jesus é Mjguel, en[ão
o ser magnificente cuja glórja quase liquidou com Daniel na abertura da
visão do capítulo 10, também era Migul+
0 fato de que o Ser glorioso era Miguel, é de cer[a f`orma obscureci-
do pela maneira como aparece o [ex[o ilc Daniel 10:13 em nossas Bí-
blias; obtém-se a impressão de que, a fim de Gabriel podcr vjr até a pre-
sença de Daniel, foí neccssário que Miguel ficasse lutando duran[e al-
gum tempo com o príncipe da Pérsia. A implicação a.parente desse tex-
to é que Gabriel vcio ver Daniel por sua própria con[a. Uma impljca-
Ção adicional desafortunada é quc o Ser glorioso coniemplado em visão
era Gabriel, e não Miguel.
285
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
0 comentário 777€ /#fgp#Ífr} j}j.GÁ;Á assinda corretamente que a tradução
mais símples do hcbraico é {`vendo que eu ficara sozinho lá", o que faz com
que o verso não diga coisa alguma quanto a Gabriel deixar Miguel sozinho, e
sim que Gabriel estivera a trabalhar sozínho até que Miguel vcio em seu so-
corro. Em nossa vcrsão Ajmeida Revista e Atualizada permite que s€ capte o
significado correto do texto, pois ela diz que "Miguel. „ veio para ajudar-
me". Expressões semclhantes sáo encontradas em várias outras versões.
0 J/:p##ctzdg d? co#Áfcc##oJ Áf£o. Qual é o valor de sabermos que Mjguel não
é um ser criado mas, efetivamente, nosso divíno Senhor c Salvador, Jesus Cristo?
Um primeiro aspecto é que este conhecimcnto nos ajuda a manter a vi-
são de Daniel 10 a 12 em sua corrcta perspectiva. A visão começa com
uma revelação de Jesus Cristo em Sua glória. Ela finaliza com uma reve-
lação d€ Jesus Cristo em Sua segunda vinda. A história (do mundo) aqui
apresentada começa e finda com o Senhor da História. Uma vez mais so-
mos lembrados de que Deus vela por Seus filhos, e que Ele mantém o
controle de todas as coisas.
0 fato de sabermos quc Miguel é Jesus, também nos faz relembrar quc
o foco principal das profccias de Daniel não é Antíoco Epifânio e nem o
anticrjsto. Jamais devemos esquecer tal fato, pois do contrário correremos
o risco de incorrer em asneiras estranhas e desnecessárias. 0 foco repousa
sempre sobre Jesus Cris£o. Jcsus é a pedra sobremtural de Daniel 2. Ele é
o Fi[ho do homem que v€m sobre as nuvens em Daniel 7. Ele é o Messias
e`Pri'ncipe que foi cortado na profecia das setem semanas, e que não obs-
tante faz com que Seu concerto prevaleça.
E náo é igualmente muito bom saber que o anjo de Daniel 10:21 identifi-
ca Miguel como o "vosso príncipe", o que significa que Jesus é o 7zojw Prínci-
r;e? E quando o mesmo anjo, em Daniel 12:1, identifica Miguel como "o
grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo", ela nos está relembrando
queÉomp::tpor,:oF:meostda:Poei:á:mdaoev:nscueão:ãfsboosmffisr:fet=sbç:rsà::g:eJ;a;s-
so Líder não é meramente um campeão humano; Ele é o Campeáo uni-
versal! Ele é também um General que jamais perdeu ~ e jamais perderá -
uma única batalha!
Mas isso não é tudo. Se Jesus é o Anjo cÁ€/€, o General dos exércitos ce-
lestiais, Ele Se encontra no comando de incontávcis anjos, dos quais Da-
niel observou alguns milhões r€unídos no santuário celestial, no começo
do julgamento pré-adven[o. Daniel 7:9 e 10. Hebreus 1 : 14 nos fala que os
anjos bons são "espíritos ministradores c#tü.czc/oJ p4M¢ Jfryz.fo, a favor dos
que hão de herdar a salvação".
Estas sáo notícias muito boas. Pensar que anjos poderosos e amigos são
enviados em resposta às nossas orações, da mesma forma como foram en-
viados para responder às orações de Daniel, há tantos séculos!
286
Daniel 10
As noti'cias ruins são que Satanás também dirige o scu exército de anjos
(Apocalipse 12:7) -e trata-se de anjos caídos e niaus -e qiie ele está à frcn-
te de seu exército e "anda em derredor, como leão quc ruge procurando al-
guém para d€vorar". I S. Pedro 5:8.
Vimos anteriormente que espíritos de demônios tentam dominar os
assuntos das naçõcs. Não constitui qualquer miragcm imaginar que Sa-
tanás também designa príncipcs dcmônios para o govcrno das cidadcs.
ls.ii'as 14 fala do "rei", ou seja, do pri'ncipc demônio que governava sobre
a cidade de Babilônia. Ezequiel 28 nos aprcsenta o "rei" -ou príncipe
demônio - da c.jdade de Tiro.
Não é de admirar que Paulo insista em que oremos em favor daqueles
que se acham em posjção dc liderahça na sociedade, e que nos ocupemos
disto como sendo assunto d€ maior importância. I Timóteo 2:1-4. Cada
cristáo deveria ser um Daniel, pdo fato de orar regular, sistemática e sin-
ceramente pafa que Jesus Cristo (isto é, Miguel) envie anjos comissiona-
dos para con[ender com os dcmônios que diariamente tentam manter o
controle das nações e cidades em quc vivemos.
E da mesma forma os lares em que vivemos.
Alguma vez você já se perguntou, perplexo, por qu€ fala iradam€nte
com as pessoas a quem ama d€ modo mais íntimo? Ou por que os seus
filhos são por vezes insuportavelmen[e rudes? Prirvcn[ura você não colocou
alguma vez diante de si a pergunta, sobrc se os livros que você lê, ou os
programas de TV que sua familia assiste, não seriam portas de entrada para
a penetração dos demônios em seu lar?
Uma vez que as "hostes espirituais da maldade" tentam controlar-nos, o
apóstolo I'aulo insiste em quc todos os cristãos se revistam da armadura de
Deus (veja Efésios 6:12-18). Ele acrescenta, no verso 18: "Orando em todo
tempo no Espírito, com toda oração e súplica. . . vigiando com toda pcrse-
verança e súplica por todos os santos."
"Vigiando com toda perseverança." Os anjos dc Satanás certamente são
decididos e teimosos. Um deles resistiu a Gabriel durante três semanas. Foi
muito bom que Daniel se mantcvc em oração durante todo esse tempo.
Nos tempos bíblicos um exército inimigo cercou a cidade de Dotã du-
rante a noíte, esperando em poucos dias romper os muros, arrasar o ]ugar
e escravizar a população. 0 Profeta Eliseu vivia em Dotã e, à semelhança
dc Daniel, era um homem de oração.
Quando o jovem servidor de Eliseu se ergueu da cama pela manhã, viu
as tendas e as carruagens dos exércitos inimigos e correu de volta para den-
tro dc casa. "Ai! meu senhor!" exclamou o moço. "Que farcmos?"
"Não [€mas", respondeu o profeta. "Po7-4z# m4rz.J j.õo oí q#c cíízz~o ct7mj~

do que oS que estáo com eles."


Era a hora da prcce matutina de Eliseu. Compadecido do moço, o pro-
287
[ ` `.' ` :,;`:,;,,`,,?;

Deus e a HostíIídade
Humana
Introdução
entre as mais ú[eis passageps do livro de Daniel, encontra-
se o texto de Daniel 1 1 :6. À primeira vista, o Versículo soa
mais como u-riiêlxiôlfiTnteligível de história. an[jga. Na
verdade, ele contém iim hjstóiia dos opressivos int:resses
humanos, a qual rcve]a grandes lampejos acerca de Deus.

Mas, ao cabo de anos,


eles ,sÊpͱ!ia±ãLg um com o outrp.;
aLʱaL±dQ_sd ,
casará com o rei do noL±|e,
para estabelecer a concórdía;
ela, porém, não conscrvará a força do seu braço,
ele não permaLnecerá, nem o seu braço,
porque ela será entregue,
e bem assim os que a trouxeram,
e seu pai, e o que a tornou por sua naqueles tcmpos.

0 que significa tudo isto?


Veremos à página 301 que por volta dc 250 a.C. os reis Ptolomcu_ Eíla-
+1_-

i#É'ecnot=aB:.e¥c=t:rf.ampa¥ecÉ::
JgÉEÊu.
Antíoco já possuía uma esposa, chamada Laodice. Uma parte do tratado
entre os dois reis, previa que Antícm se divorciaria de sua prímeira csposa.
Desta forma o divórcio foi arranjado, celebrado o novo casamento, e no
devidQ tempo nasceu um garoto do casamento de Antíoco com 8 erenlce,
191
Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel
o qual viria fu[uramen[c a tornar-se rei. Infelizmente, cm brevc Antíoco
descobriu que não apreciava muito Berenice. Fazia freqüemes compara-
Çõcs entre ela c ,LLÊg±c. Quando fàli Ptolomeu, o ai de Bcrenice` An-
tíoco divorciou-se-dcla e fez de Laodice ou[ra vez a sua espo,sa.
Mas Laodicc tornara-se amargurada. Ela temia, igualmen[e, os próxi-
mos passos que seu esposo poderia dar. Portanto, utilizando os seus pode-
res reais de uma forma que era muito comum naqueles dias, ela [omou

:err°vV±di:sCsíeaipa:::sgíupeaÊ::É9£9LBʱʱÉSS.ÊÊEiEhg£±o±gi.ai£±is
Não é uma história muito bonita, por certo! Pense nas lágrimas que es-
tas mulheres derramaram. Pense na rejeiçáo, insegurança e hostilidade que
[iveram de enfrentar.
Lembre-sc, então, que o anjo apresentou toda esta situaçáo ao profe[a
DSLriieÀ .g_uase trezentos anos af lte§ a.ue oS fatos o€orre_sRTn.

g:uuss.çrjsht:.:n,t:dmoeahr:J:ep:,:omde::aoáae:oS,earçáã:a;aa::iT:ree.:ifíãÊ:Í:Éâ:*
feito. Ele conhece a excruciante dor que a hostilidade humana pode pro-
duzir. E em.Daniel 10 a 1 Jesus aparece tanto no início quanto no fim
da profecia, ``ãi:-m---ae-dlFe-r-hos que, í€ #o`J £4cpcr".fz.r77wf, Ele nos confor-
•,.,, ' ' ,1.
tará, cncorajará e guiará a[ravés de to iias pessoais.
A ho5tilidade da raça humand. Daniel 11 trata de outros assuntos,
além da tragédia pessoal. 0 capítulo dá co ra à História, como se o
anjo que está falando fosse um dos nossos grandes apresen[adores jornali's
ticos da TV, qiie analisa os prjncipais fatos do período, e depois dissesse
``Assim foram os fa[os ocorrjdos ho
e." Melhor que isto, na verdade, o nos-
so anjo-apresen[ador apresen[a os fatos sob a forma profética, como que
concluindo: "Assim serão os acontccimcntos do futuro.
E tal como ocorrc com as manche[es do jornal v€spertino, quase todos
os fatos antecipados neste noticiárío do futuro, constituem também rela-
tos de hostilidades. Todos os atores aparecem sob o pior aspec[o, lutando
ou preparando-se para fazê-lo. Com a exceção de que, próximo ao fim da
História, aparece um pequeno grupo de pessoas "sábias", que se man[êm
firmemente apegadas a Deus, mcsmo sob as mais pesadas provocações.
Deus conhece tudo a nosso respeito; e aquilo que Ele conhece, em sua
maior paTte não rcpresenta cois boas, "porque todos pecaram e carecem da
glória de Deus" Romanos \`:0 pecado é scmpre cometido con[ra alguém
quer seja ,o nossó próximo ou o' próprio Senhor. Neste capítulo, seres huma-
nos hostis são retra[ados como estando a fraudar, a enganar e a matar outras
pcssoas, volvendo depois scu orgulho ativo e sua ira contra o próprio Deus.
No contexto dc [an[a hostilidade humana, a quinta visão de Daniel
nos en'sina qiie Deus Se encon[ra presente para restaurar-nos sempre
que 0 prócurarmos.
292
Daniel 11
Ela também nos cnsina que Deus Se acha presente para fazer soar o api-
to duran[e nossas mais acirradas díspu[as. Os ¥ersos 27` 29 e 35 fazem re-
ferência ao "çÊmpg determipado". 0 apóstolo Pàuló-Éerccbia TBlràlmente a

zereJ-`
disposição dívina em interromper o "jogo" no momen[o oportuno, ao di-

[Ele, Deus] de um só fcz [oda raça humana


para habitar sobre a face da Terra,
lJÍwendo fixado o5 temi)o§ prei)iamente estabelecidos
e os limi[es da sua habitação;
para buscarem a Deus se, porvcn[ura,
tateando 0 possam achar;
bem que náo e5tá longe de cada um de nós.

em de Daniel 11. A linguagem de Daniel 11 é considerada "li-


•__

e não se