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SAÚDE MENTAL E TRABALHO

I. Introdução

II. Saúde Mental e Trabalho.

1. Trata-se de uma interface complexa envolvendo duas dimensões centrais e


essenciais para o sujeito e a coletividade.

1.1. Os conceitos de saúde: paz, equilíbrio, silêncio dos órgaõs, harmonia,


bem-estar biopsicosocial etc;

1.2. A saúde como uma pré-condição importante para a realização das


diversas formas de trabalho;

1.3. A percepção do grau de saúde geralmente torna-se patente no momento da


falta ou da disfunção (padecimento);

1.4. É um estado a ser mantido, procurado ou melhorado. É sempre uma


Meta. O grau de aproximação das expectativas individuais e culturais;

1.5. A falsa percepção da saúde: saúde como realidade imposta pela mídia,
carência de subjetividade.

1.6. O trabalho é uma dimensão essencial da vida. . O papel do trabalho como


fator chave na formação/atualização da identidade do sujeito, do fomento da
autoestima, da vinculação interpessoal e social (sentimento de pertencimento
familiar/social) e na mobilização do desejo humano. A concepção religiosa do
trabalho. A realização do trabalho com outra leitura, como ato um de
responsabilização do sujeito consigo mesmo e sua prole ou dependentes;

1.7. Conforme Déjours há basicamente 2 tipos de trabalho nos quais


predominam: atividades manuais/braçais ou cognitivas/afetivas. O primeiro
potencialmente gerador de sensações de fadiga, cansaço, sonolência, tédio. O
segundo que pode ser um grande mobilizador do autocontrole, da empatia
com limitações/sofrimento de terceiros, do zelo com relações pessoais
hierarquizadas ou horizontalizadas.
III. Aspectos Históricos:

1.1. Registro de primeiro contrato de trabalho em fábrica na


Inglaterra: Dr. Robert Baker (1830);

1.2. Medicina do Trabalho: Bernardino Ramazzini (1700) -


estudo do trabalho em associação com as queixas clínicas.

1.3. Reflexos da II Guerra Mundial com mudanças importantes


nos modos de produção na indústria, apoiado em planos de
prevenção de criminalidade, violência, dependência de drogas etc. A
Higiene Mental. A Psiquiatria Social.

1.4. Paul Sivadon na França (1951) lança a Psicopatologia do


Trabalho - primeira referência. Outros autores: Bonnafé, Follan, le
Guillante ... O ambiente de trabalho como potencialmente nocivo à
saúde e o destaque para as formas de organização desse labor.
Importância de fatores psicossociais. Multidisciplinaridade.

1.5. Christopher Déjours, na França (1980), lança a


denominação de Psicodinâmica do Trabalho. O livro "A Loucura do
Trabalho (1986 no Brasil). Aportes oriundos da Psicanálise -
mecanismos de defesa, estratégias coletivas de proteção contra o
sofrimento. Enfoque mais voltado para "a questão do sofrimento
mental", da normalidade e de ações coletivas. (Caso do dentista).

1.6. Nos últimos anos vinha prevalecendo o termo


Psicopatologia do (no) Trabalho para designar um setor específico
dentro da Psiquiatria Geral. Mais recentemente, um novo enfoque:
"Saúde Mental relacionada ao Trabalho" nas áreas da prevenção
primária, secundária e terciária. Surgiram novas áreas de estudo e
pesquisa como: Psicopatologia relacionada ao Desemprego, ao
Trabalho Intermitente e ao Não-emprego. A imperiosa necessidade
de um trabalho multiprofissional. Pesquisa Epidemiológica em fase
de expansão.

IV - Alguns dados epidemiológicos atuais:

1. 1. Transtornos mentais como a 3a. causa de morbidade,


seguindo doenças cardiovasculares e lesões osteoarticulares;
1.2. 15 a 20% da população geral apresenta sintomatologia
psicopatológica (prevalência total - em tratamento e sem
tratamento);
1.3. 5% da população apresenta sintomatologia significativa
ou grave;
1.4. Estudos de tendência epidemiológica mostram uma
elevação progressiva;

V - Consolidação do reconhecimento através da Portaria do


Ministério da Saúde no. 1.339/GM de 18.09.1999, combinado com
MPAS Decreto 3.048/99.

Transtornos mentais e de comportamento relacionados ao


Trabalho:

1. Demências em outras doenças específicas F 02.8


2. Delirium não sobreposto à Demência F 05.0
3. Transtorno cognitivo leve F 06.7
4. Transtorno orgânico de personalidade F 07.0
5. Trans. mental org. ou sintomático não especificado F 09
6. Síndrome de dependência de álcool F 10.2
7. Episódio depressivo F 32
8. Transtorno de estresse pós-traumático F 43.1
9. Neurastenia F 48
10. Outros transtornos neuróticos especificados F 48.8
11. Transtornos não orgânicos do ciclo sono-vigília F 51.2
12. Burnout (CID 10 - Z )
Demências e outras doenças específicas - (CID 10 - F 02)

1. A demência é caracterizada por sintomatologia deficitária


dos processos mnêmicos e outros prejuízos cognitivos;
2. São corticais e subcorticais. As primeiras são mais graves.
A sintomatologia implica em afasia, apraxia, agnosia, O grupo das
segundas apresenta influência externa (sugestão) e além do referido,
labilidade afetiva, depressão, desinibição, alterações de
personalidade;
3. Doenças associadas ou deflagradoras: hepatopatias, HIV,
traumatismos cranianos, intoxicações por metais, gases;
4. Incapacidade para os atos da vida diária e para a vida civil;

Delirium - (CID 10 - 05.0)

1. Transtorno cerebral agudo com sintomatologia psiquiátrica


do tipo: obnubilação da consciência, agitação psicomotora,
desorientação temporoespacial, delírios, alucinações abundantes,
insônia severa dentre outros;
2. Risco de morte imediata;
3. Pode ocorrer resolução de modo gradual ou completo, ou
evoluir para um transtorno cognitivo permanente;
4. Pode ser decorrente de doença cerebral primária ou
secundária: encefalite, HIV, traumatismos, intoxicações etc

Transtorno cognitivo leve - (CID 10 - F 06.7)

1. Declínio cognitivo maior que o esperado na faixa etária e


nível de escolaridade do sujeito;
2. Não interfere de modo sério no funcionamento do dia a dia
das pessoas;
3. Epidemiologicamente varia entre 3 a 19% dos adultos com
mais de 65 anos.
4. Pode haver estabilização ou reversão, mas na maioria dos
casos evolui para a demência em prazo médio de 5 anos;
5. Agentes nocivos: desidratação, trabalho extenuante,
intoxicação por metais;

Transtorno orgânico de personalidade (CID 10 - F 07.0)

1. Mudanças/perturbações duradouras do modo de ser do


sujeito: irritabilidade, impulsividade, prejuízos importantes da
capacidade de discernimento, falta de controle sobre as ações,
desinibição social exagerada, erotização episódica ou duradoura,
mudanças do humor, episódio de apatia, imprevisibilidade, ideação
paranoide, tenacidade afetiva;
2. Patologias associadas: epilepsia, traumatismos cranianos,
HIV, intoxicações

Síndrome da dependência ao álcool (CID 10 - F 10.2)

1. Forte desejo para consumir destilados em momentos de


tensão no trabalho;
2. Incapacidade de controlar o uso: começou...
3. Evidências de abstinência de graus variáveis;
4. Estreitamento dos horizontes sociais;
5. Consumo repetitivo apesar da consciência esclarecida

Síndromes depressivas: episódios, transtornos recorrentes,


transtornos persistentes (CID 10 - F 32, F 33 e F 22)

1. Rebaixamento do humor
2. Rebaixamento da autoestima e das funções cognitivas
3. Ideação de culpa
4. Condutas autolesivas
5. Alterações do sono e alimentação dentre outros
Transtorno de estresse pós-traumático (CID 10 - F 43.1)

1. Reação tardia a uma situação aguda e crítica de estresse


(acidentes de trânsito, sequestros, assaltos, incêndios). Medos e
pensamentos recorrentes e intrusivos. Hipervigilância. Conduta de
evitação. Prejuízos em todas as áreas. Embotamento afetivo.

Neurastenia (Síndrome de Fadiga) - (CID 10 - F 48)

1. Síndrome de fadiga após atividade exaustiva e demorada


2. Síndrome de fadiga crônica

Transtorno não orgânicos do ciclo sono-vigília (CID 10 - F 51.2)

1. Insônia e hipersonia;
2. Qualidade do sono insatisfatória;
3. Irritabilidade, perturbações cognitivas
4. Relação com trabalhos realizados em turnos alternados e/ou
noturnos, escalas variáveis, plantões com padrão antifisiológico.

A Síndrome do Burnout (CID 10 - Z 73.0)

1. Fredenberger, Herbert. (N.Y. 1973) - autodiagnóstico a


partir de um quadro sintomatológico formado por sentimento de
total exaustão, fenômenos de despersonalização e isolamento social;
2. Quadro insidioso e progressivo que o sujeito tem
dificuldade de reconhecer em virtude de sua íntima relação com o
próprio sentimento de identidade (autorealização, prestígio
profissional e social);
3. Pode evoluir para transtornos mais sérios. Exige grande
mudança no estilo de vida. Psicoterapia e Psicofarmacoterapia.