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Aquecimento global é o aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da sup

erfície da Terra ocorrido desde meados do século XX e que deverá continuar no século XXI
. Segundo o Quarto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Cl
imáticas (2007), a temperatura na superfície terrestre aumentou 0,74 ± 0,18 °C durante o
século XX.[1]

Efeito de Estufa
Destruição da Camada de Ozono
Poluição Atmosférica
Fontes Poluidoras

Soluções para diminuir o Aquecimento Global


- Diminuir o uso de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, querosene) e aumentar o
uso de biocombustíveis (exemplo: biodíesel) e etanol.
- Os automóveis devem ser regulados constantemente para evitar a queima de combustív
eis de forma desregulada. O uso obrigatório de catalisador em escapamentos de auto
móveis, motos e caminhões.
- Instalação de sistemas de controle de emissão de gases poluentes nas indústrias.
- Ampliar a geração de energia através de fontes limpas e renováveis: hidrelétrica, eólica,
solar, nuclear e maremotriz. Evitar ao máximo a geração de energia através de termoelétric
as, que usam combustíveis fósseis.
- Sempre que possível, deixar o carro em casa e usar o sistema de transporte colet
ivo (ônibus, metrô, trens) ou bicicleta.
- Colaborar para o sistema de coleta seletiva de lixo e de reciclagem.
- Recuperação do gás metano nos aterros sanitários.
- Usar ao máximo a iluminação natural dentro dos ambientes domésticos.
- Não praticar desmatamento e queimadas em florestas. Pelo contrário, deve-se efetua
r o plantio de mais árvores como forma de diminuir o aquecimento global.
- Uso de técnicas limpas e avançadas na agricultura para evitar a emissão de carbono.
- Construção de prédios com implantação de sistemas que visem economizar energia (uso da e
nergia solar para aquecimento da água e refrigeração).

Governo divulga plano contra aquecimento global, mas evita metas


Reuters
BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro divulgou na quinta-feira um plano nacion
al de combate às mudanças climáticas, mas evitou se comprometer com metas para a redução d
e emissões de gases que provocam o efeito estufa.
O programa, que reúne iniciativas de diversos ministérios, será colocado em consulta púb
lica durante outubro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará o texto defini
tivo em até quatro meses.
"São objetivos setoriais voluntários", declarou a jornalistas o ministro do Meio Amb
iente, Carlos Minc, para quem a resistência do Itamaraty em adotar compromissos a
fim de evitar o enfraquecimento do país nas negociações internacionais sobre o tema im
pediu a inclusão de metas no documento.
"O plano tem objetivos. Um plano sem objetivos é um saco vazio", ponderou o Minc,
quando perguntado sobre a capacidade do governo em garantir a eficácia do programa
.
O Protocolo de Kyoto só estabelece metas para os países desenvolvidos, mas a Organiz
ação das Nações Unidas (ONU) recomendou aos países em desenvolvimento a diminuição de 20 po
ento das emissões até 2050.
Atualmente, o desmatamento representa cerca de 80 por cento do total das emissões
brasileiras. O Plano de Nacional de Mudança Climática busca atacar esse problema.
O governo quer reduzir o desmatamento ilegal e aumentar a área de florestas planta
das de 5,5 milhões de hectares para 11 milhões de hectares. Desse total, 2 milhões de
hectares devem ser de espécie nativa. O restante será de florestas para uso comercia
l.
Assim, destacou o ministro do Meio Ambiente, o Brasil eliminará a perda líquida das ár
eas com cobertura florestal até 2015.
"Seremos credores em termos de emissão", complementou.
Por meio de nota, o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambi
ente e o Desenvolvimento (FBOMS) criticou o plano pelo fato de não incluir instrum
entos para verificar as ações.
"Temos um governo deslumbrado com o petróleo do pré-sal, com o crescimento econômico e
insensível, imaturo, em face ao cataclisma climático que se anuncia", destacou o co
municado.
BIOCOMBUSTÍVEIS
O governo continuará a aumentar a participação dos biocombustíveis na matriz de transpor
tes nacional. Manterá também os esforços para estruturar um mercado internacional para
os produtos.
Segundo o plano, a substituição da gasolina pelo etanol reduzirá o lançamento de aproxim
adamente 508 milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera até 2017. Já a troca de di
esel por biodiesel evitará a emissão de 62 milhões de toneladas do mesmo gás nesse período
.
O plano estima que a produção nacional de álcool passará de 25,6 bilhões de litros neste a
no para 53,2 bilhões de litros em 2017. "Não há a menor possibilidade de o nosso etano
l não ser verde, porque senão vão bloquear ele lá fora", afirmou Minc, em referência a pos
síveis barreiras comerciais ao produto.
Já a produção de biodiesel deve subir de 10,5 bilhões de litros para 14,3 bilhões de litro
s até 2017.
O plano também cita a intenção do governo de elevar a participação de energia renovável na
atriz energética elétrica. Até 2010, descreve o documento, 7 mil MW de potência em energ
ias renováveis entrarão no mercado nacional.
O governo também planeja fomentar um parque industrial de sistemas fotovoltaicos,
incentivar o aquecimento da água por meio da energia solar e a geração de energia por
meio do lixo. Segundo o documento, o Ministério de Minas e Energia estuda realizar
um leilão específico para a contratação de energia eólica no primeiro semestre de 2009.
O plano incluiu também medidas a serem tomadas pela sociedade. A substituição do carvão
mineral pelo carvão vegetal de reflorestamento na siderurgia pode gerar uma redução de
3 toneladas de gás carbônico por tonelada de ferro processado, previu o plano.
O governo manterá seus programas de eficiência energética e de redução de CFC. De acordo c
om o plano, a troca de 1 milhão de geladeiras velhas evitará a emissão de 3 milhões de t
oneladas de gás carbônico por ano. Estima-se que haja no Brasil 11 milhões de geladeir
as com mais de dez anos de uso. O governo estuda inclusive, segundo Minc, oferec
er incentivos fiscais para acelerar as trocas.
(Reportagem de Fernando Exman)