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1.

Estudo radiológico do membro superior

• Estudo radiológico da mão

Face PA
Chassi:
18x24cm
DFf: 1m
Posto sem
potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir na articulação
Projecção: PA MCF do 3º dedo.
Posicionamento:
- Doente sentado lateralmente à mesa. Membros inferiores
afastados do feixe de radiação. Antebraço apoiado na mesa.
Mão em pronação com os dedos em extensão. Face palmar da
mão apoiada no chassi. Dedos ligeiramente afastados.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização


- Não rotação da mão;
- Visualização do 1/3 distal do antebraço, articulação do punho e falanges
distais;
- Valores de exposição adequados.

Oblíqua anterior medial


Chassi: 18x24cm ou
24X30cm
DFf: 1m
Posto sem potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir na articulação
Projecção: oblíqua MCF do 3ºdedo.

Posicionamento:
- Doente sentado lateralmente à mesa.
Membros inferiores afastados do feixe de radiação.
Antebraço apoiado na mesa. Mão em posição
oblíqua de modo a que todos os dedos fiquem livre
de sobreposição de perfil. Face interna da mão
apoiada no chassi a formar um ângulo de 45º com
o mesmo.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


- Visualização do 1/3 distal do antebraço, articulação do punho e falanges
distais;
- Valores de exposição adequados;
- Sobreposição ligeira das bases e cabeças dos metacarpos (2º ao 5º);
- Espaços entre os 3º, 4º e 5º metacarpos reduzidos;
- Abertura das articulações interfalângica e metacarpofalângica.

1
Perfil (interno ou externo)
Chassi: 18x24cm ou
24X30cm
DFf: 1m
Posto sem potter RC: perpendicular a incidir na articulação MCF do
Foco: fino 2ºdedo (perfil interno); na MCF do 5º dedo (perfil
Projecção: lateral externo)
Posicionamento:
- Doente sentado lateralmente à mesa.
Membros inferiores afastados do feixe de
radiação. Apoio do antebraço e braço. Mão em
perfil estrito e dedos em extensão.
- Colimar à região de interesse.

Finalidade: pesquisa de corpos estranhos e desvios (fracturas) com


deslocamento AP.

Nota: Quando se pretende estudar as articulações


metacarpofalângicas e quando o doente não consegue fazer a
extensão dos dedos devem realizar-se as incidências de face e
oblíquas em AP. No caso de artrite reumatóide deve
radiografar-se as 2 mãos em AP e em simultâneo para estudo
comparativo.

Estudo radiológico do punho

Face PA
Chassi:
18x24cm
DFf: 1m
Posto sem
potter RC: perpendicular a incidir a meia distância entre
Foco: fino as apófises estilóides do rádio e do cúbito.
Projecção: PA
Posicionamento:
- Doente sentado lateralmente à mesa. Membros inferiores
afastados do feixe de radiação. Antebraço apoiado na mesa. Mão
em pronação com os dedos ligeiramente flectidos.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:

2
- Não rotação do punho (apófises bem visíveis, visualização das
articulações)
- Visualização do terço distal do antebraço, articulação do punho e apófises
estilóides e bases do metacarpianos.
- Valores de exposição adequados (visualização de todo o trabéculado
ósseo)

3
Perfil (interno ou medial)
Chassi:
18x24cm
DFf: 1m
Posto sem
potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir na apófise
Projecção: estilóide do rádio.
lateral
Posicionamento:
- Doente sentado lateralmente à mesa. Membros inferiores
afastados do feixe de radiação. Apoio do antebraço e braço a
formar um ângulo de 90º. Mão em perfil estrito e dedos em
extensão a formar um ângulo de 90º com o chassi.
- Colimar à região de interesse

Critérios de boa realização:


- Mão em perfil estrito
- Sobreposição do rádio e do cúbito
- Apófises estilóides quase sobrepostas e alinhadas
- Valores de exposição adequados (visualização de todo o trabéculado
ósseo e partes moles)

Oblíquas (as mediais são as mais usadas)


Chassi:
18x24cm
DFf: 1m
Posto sem
potter RC: perpendicular a incidir a meia distância entre
Foco: fino as apófises estilóides do rádio e do cúbito
Projecção:
oblíqua
Posicionamento:
- Mão a formar um ângulo de 45º com chassi.
- Oblíqua medial anterior (OMA): lado medial e anterior do punho
encostado ao chassi.
- Oblíqua medial posterior (OMP): lado medial e posterior do punho encostado
ao chassi.
- Colimar à região de interesse.

• Estudo da idade óssea

Chassi: 18x24cm
Face da mão e punho.
Radiografa-se a mão não dominante.
Marca-se a mão com os dedos voltados para cima.

Critérios de boa realização


- Não rotação da mão;
- Visualização do 1/3 distal do antebraço, articulação do punho e falanges
distais;
- Valores de exposição adequados.

4
• Estudo do escafóide

4 incidências

Chassi: 1. Face com desvio cubital


18x24cm(:4) 1 2
2. Oblíqua anterior medial
DFf: 1m 3. Perfil
Posto sem 4. Macrorradiografia 4 3
potter

1. Face com desvio cubital

Posicionamento:
- Doente sentado lateralmente à mesa. Antebraço apoiado
na mesa. Mão em pronação com a face palmar apoiada no
chassi e mão com desvio cubital.
- Colimar à região de interesse.

RC: perpendicular a incidir na apófise estilóide do rádio.

2. Oblíqua anterior medial

Posicionamento:
- Doente sentado lateralmente à mesa. Antebraço apoiado na mesa. Mão em
pronação com a face medial apoiada no chassi. Face palmar a formar um ângulo
de 60º com o chassi.
- Colimar à região de interesse.

RC: perpendicular a incidir na apófise estilóide do rádio.

3.Perfil

Posicionamento:
- Doente sentado lateralmente à mesa. Antebraço e mão
em perfil estreito com os dedos em extensão.
- Colimar à região de interesse.

RC: perpendicular a incidir na apófise estilóide do rádio.

4. Macrorradiografia

Posicionamento:
- Idêntico para a face PA, contudo o foco encontra-se a uma distância de 50
cm da mesa onde está apoiado o antebraço e o chassi encontra-se por baixo da
mesa sob um banco a uma distância de 50 cm da mesa e de 1m do foco.
- Colimar à região de interesse.

RC: perpendicular a incidir na apófise estilóide do rádio.

Critérios de boa realização


5
- Escafoide no centro de colimação;
- Face do escafoide ligeiramente afastada com desvio cubital;
- Escafoide estritamente de perfil no perfil;
- Valores de exposição adequados.

• Estudo do pisiforme

Oblíqua medial posterior


Chassi:
18x24cm
DFf: 1m
Posto sem
potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir na apófise
Projecção: estilóide do cúbito.
oblíqua
Posicionamento:
- Mão em supinação com a face medial apoiada no chassi. Face dorsal da mão
a formar um ângulo de 30º a partir da posição de perfil.
- Colimar à região de interesse.

• Estudo do túnel cárpico


Chassi: Axiais
18x24cm
DFf: 1m
RC: a incidir a meia distância entre as apófises estilóides
Posto sem
do rádio e do cúbito:
potter
- Angulado 5º crânio-caudal na incidência axial supero-
Foco: fino
inferior
Projecção:
- Angulado 25º caudo-cranianos na incidência axial
axial
infero-superior

Posicionamento:
- Axial supero-inferior: doente em ortostatismo de costas para a
mesa. Apoio da mão de modo a diminuir o ângulo da mão com o
antebraço.

- Axial infero-superior – membro superior em extensão e mão


em pronação. Braço e antebraço ao mesmo nível (plano
horizontal). Mão em extensão máxima de modo a que a face
palmar forme um ângulo de 70º com o chassi.

- Colimar à região de interesse.

6
O Túnel Cápico é constituído pela superfície palmar dos ossos do carpo e
retináculos dos flexores.

7
• Estudo radiológico do antebraço

Face AP
Chassi:
18x43cm
DFf: 1m
Posto sem
potter
RC: perpendicular a incidir a meia distância
Foco: fino
entre as articulações do punho e do cotovelo.
Projecção: AP

Posicionamento:
- Doente sentado lateralmente à mesa (ou de frente).
Antebraço totalmente apoiado na mesa com a mão em
supinação.
- Colimar à região de interesse.

Nota: Só em caso de extrema necessidade é que se faz em PA, pois nesta


posição os ossos do antebraço sobrepõe-se.

Critérios de boa realização:


- Visualização das articulações do punho e do cotovelo;
- Rádio e cúbito livres de sobreposição;
- Cotovelo de face;
- Valores de exposição adequados.

Perfil interno
Chassi:
18x43cm
DFf: 1m
Posto sem
potter
RC: perpendicular a incidir a meia distância entre
Foco: fino
as articulações do punho e do cotovelo.
Projecção:
lateral
Posicionamento:
- Doente sentado lateralmente à mesa. Braço e antebraço no
mesmo plano. Cotovelo flectido a 90º. Mão de perfil.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


- Visualização das articulações do punho e do cotovelo;
- Rádio e cúbito sobrepostos;
- Cotovelo de perfil;
- Valores de exposição adequados.

8
• Estudo radiológico do cotovelo

Face AP
Chassi: 18x24cm ou
24x30 (:2)
DFf: 1m
Posto sem potter RC: perpendicular a incidir a meia distância da linha
Foco: fino que une o epicôndilo medial e lateral do úmero.
Projecção: AP

Posicionamento:
- Doente sentado e virado para a mesa. Membro superior em extensão e com
apoio do antebraço e braço. Mão em supinação ligeiramente elevada.
- Colimar à região de interesse

Critérios de boa realização:


- Cabeça, colo e tuberosidade radial ligeiramente sobrepostos ao cúbito
proximal;
- Articulação do cotovelo aberta;
- Não rotação dos epicôndilos;
- Valores de exposição adequados.

Variantes da incidência da face


Caso o doente não consiga fazer a
extensão do membro superior
existem 3 variantes:
- Apoiando o cotovelo;
- Apoiando o cotovelo e o
antebraço;
- Apoiando o cotovelo e o braço.

Perfil interno
Chassi: 18x24cm ou
24x30(:2)
DFf: 1m
Posto sem potter
Foco: fino
RC: perpendicular a incidir no epicôndilo
Projecção: lateral
lateral do úmero.
Posicionamento:
- Doente sentado lateralmente à mesa. Braço de perfil,
90º em abdução, braço e antebraço a 90º. Mão em perfil
estrito. Colocar um apoio por baixo do punho para que o
antebraço fique paralelo ao filme.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


- Cotovelo flectido a 90º;
- Articulação do cotovelo aberta;
- Sobreposição dos epicôndilos umerais;
- Cabeça radial parcialmente sobreposta à apófise coronóide;
- Olecrânio de perfil;
- Tuberosidade radial projectada anteriormente;
9
- Valores de exposição adequados.

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Oblíquas posteriores
Chassi: 18x24cm ou
24x30 (:2)
DFf: 1m
Posto sem potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir a nível do
Projecção: oblíqua cotovelo.

Posicionamento:
- Medial (OPM): membro superior em extensão e mão em pronação.
- Lateral (OPL): membro superior em extensão e mão em supinação.
Antebraço e mão a 45º com o chassi. Apoio do dorsal.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


OPM (aproxima-se do perfil)
- Apófise coronóide de perfil;
- Epicôndilo medial alongado;
- Sobreposição do cúbito sobre a cabeça e colo do rádio;
- Visualização do olecrânio e fossa olecraneana;
- Valores de exposição adequados.
OPL (aproxima-se da face)
- Cabeça, colo e tuberosidade radial desprojectados do cúbito;
- Abertura da articulação do cotovelo;
- Valores de exposição adequados.

• Estudo da cabeça do rádio


Chassi: 18x24cm ou
24x30cm (:2)
DFf: 1m
Posto sem potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir no epicôndilo
Projecção: lateral lateral do úmero.

4 incidências

Mão em supinação Mão de perfil Mão em pronação Mão em


pronação máxima

Nota: Em todas estas incidências o cotovelo está flectido a 90º.

Observações: Imobilização; não é necessária grelha uma vez que se trata de


uma articulação.

Critérios de boa realização:


- Cotovelo flectido a 90º;
- Cabeça do rádio em diferentes perspectivas
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- Valores de exposição adequados (visualização de trabéculado ósseo e
partes moles)

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• Estudo do olecrâneo

Chassi: 18x24cm
(:2)
DFf: 1m
Posto sem potter
Foco: fino

Posicionamento:

- Axial supero-inferior: apoio do antebraço e mão em supinação.


- Colimar à região de interesse.
RC: perpendicular ao antebraço a incidir ao nível do olecrâneo.

- Axial infero-superior: apoio da face posterior do braço.


- Colimar à região de interesse.
RC: angulado 25º caudo-craniano a incidir a nível do olecrâneo.

- Semi-axial supero-inferior: apoio do antebraço e mão em supinação.


- Colimar à região de interesse.
RC: angulado 25º crânio-caudal a incidir a nível do olecrâneo.

- Semi-axial infero-superior – apoio da face posterior do braço.


- Colimar à região de interesse.
RC: perpendicular ao antebraço a incidir ao nível do olecrâneo.

Critérios de boa realização:


- Visualização do olecrâneo desprojectado dos ossos do braço e antebraço;
- Valores de exposição adequados.

• Estudo radiológico do úmero

Face AP
Chassi:
18x43cm l.
DFf: 1m
Posto com
potter RC: perpendicular a incidir a meia distância
Foco: fino entre a articulação do ombro e articulação do
Projecção: AP cotovelo.
Posicionamento:
- Doente sentado ou em ortostatismo. Membro superior em
extensão e em ligeira abdução. Mão em supinação. (na prática é comum pedir-se
ao doente para inclinar o ombro de forma a que o úmero fique direito)
- Colimar à região de interesse.

Observações: apneia respiratória e imobilização.

Critérios de boa realização:


- Visualização das articulações do ombro e do cotovelo;
- Cotovelo de face;
- Cabeça do úmero e grande tuberosidade de perfil;
- Pequena tuberosidade situada entre a cabeça umeral e grande
tuberosidade;
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- Valores de exposição adequados (visualização de todo o trabéculado
ósseo e partes moles).

Perfil
Chassi:
18x43cm
DFf: 1m
Posto com
potter RC: perpendicular a incidir a meia distância
Foco: fino entre a articulação do ombro e articulação do
Projecção: cotovelo.
lateral
Posicionamento:
- Doente sentado ou em ortostatismo.
- Perfil interno: braço em ligeira abdução e flexão a 90º com o antebraço. Mão
apoiada no abdómen. Mais indicado em doente imobilizado com gerdi.
- Perfil externo (mais usado): posição de sinaleiro. Braço em abdução a 90º
com o corpo. Palma da mão voltada para fora. Chassi na transversal.
- Colimar à região de interesse.

Observações: apneia respiratória e imobilização

Critérios de boa realização:


- Visualização da articulação do ombro e cotovelo;
- Cotovelo de perfil;
- Pequena tuberosidade de perfil;
- Sobreposição dos epicôndilos;
- Grande tuberosidade sobreposta com a cabeça umeral;
- Valores de exposição adequados.

• Estudo do úmero – 1/3 proximal (transtorácica)

Projecção lateral
Chassi: 24x30
l.
DFf: 1m
Posto com
potter
RC: perpendicular a nível do bordo inferior da axila
Foco: fino
(a emergir no colo cirúrgico do úmero).
Projecção:
lateral
Posicionamento:
- Lateral erecta: o braço que se pretende estudar encostada ao potter e ao
doente. Flexão a 90º do cotovelo com a mão no abdómen. Membro superior
contralateral elevado com o antebraço flectido por cima da cabeça.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória ou Técnica per-respiratória (consiste na


emissão de raio X durante a respiração para esbater as costelas)

Nota: Para ver a cabeça do úmero angulamos de 5 a 10º no sentido caudo-


craniano. Janela radiológica – utilização de uma estrutura de densidade menos
para se ver outra. Por exemplo: usamos o pulmão para ver o úmero.

Critérios de boa realização:


- Visualização do 1/3 proximal do úmero
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- Grande tuberosidade de perfil
- Não sobreposição das vértebras torácicas à região de interesse
- Valores de exposição adequados

• Cabeça do úmero

Face AP
Chassi: 24x30
(:3) t.
DFf: 1m
Posto sem
potter RC: perpendicular a incidir a nível do colo
Foco: fino cirúrgico do úmero.
Projecção: AP
Posicionamento:
- Face com a mão em rotação externa (supinação): Grande tuberosidade e
cabeça de perfil. Pequena tuberosidade no meio.
- Face com a mão em rotação neutra (perfil): Grande tuberosidade quase em
face em posição central.
- Face com mão em rotação interna (pronação máxima): Grande tuberosidade
totalmente no centro do colo do úmero e a pequena tuberosidade de perfil.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

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2. Estudo radiológico da cintura escapular

• Estudo do ombro

Face AP
Chassi: 18x24cm ou
24x30cm (se queremos
as 3 art.) na transversal.
DFf: 1m
Posto com potter RC: perpendicular a incidir na apófise
Foco: fino coracóide.
Projecção: AP
Posicionamento:
- Doente em ortostatismo ou decúbito dorsal. Obliquar
ligeiramente o doente (15º) no seu lado contralateral. Mão em
supinação.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Critérios de boa realização:


- Visualização da articulação do ombro, região sub-acromial, úmero
proximal
- Cabeça do úmero de perfil
- Valores de exposição adequados (visualização de todo o trabéculado
ósseo e partes moles).

Falso perfil
Chassi: 18x24cm na
transversal.
DFf: 1m
Posto com potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir na apófise
Projecção: lateral coracóide.

Posicionamento:
- Idêntico ao perfil externo do úmero (posição de sinaleiro).
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Critérios de boa realização:


- Visualização da articulação do ombro, região sub-acromial, úmero
proximal
- Pequena tuberosidade de perfil e grande tuberosidade sobreposta com a
cabeça umeral;
- Valores de exposição adequados (visualização de todo o trabéculado
ósseo e partes moles).

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Dupla obliquidade
Chassi:
18x24cm na t.
DFf: 1m
Posto com
potter
RC: angulado 15º (no mínimo) crânio-caudais, a incidir
Foco: fino
na apófise coracóide
Projecção: AP
Posicionamento
- Doente em ortostatismo ou decúbito. Obliquar ligeiramente o doente (30-
40º, varia consoante o tamanho do tórax) no seu lado contralateral. Membro
superior em posição neutra.
- Colimar à região de interesse

Observações: apneia respiratória

Critérios de boa realização


- Cavidade glenóide de perfil
- Espaço articular entre o úmero e a cavidade glenóide bem aberto
- Espaço sub-acromial aberto
- Valores de exposição adequados

Axiais
Chassi: 18x24cm
t.
DFf: 1m
Posto sem
potter
Foco: fino
Posicionamento:
- Infero-superior: braço em abdução a 90º com o chassi
encostado ao ombro.
- Colimar à região de interesse.
RC: perpendicular e horizontal a
incidir na axila.
- Supero-inferior:
doente sentado. Cara voltada para o lado contrário, proteger o
cristalino. Braço em abdução a 90º. Chassi curvo por baixo da
axila.
- Colimar à região de interesse.
RC: perpendicular a incidir na articulação
acrómio-clavicular.
Observações: Apneia respiratória

Incidência alternativa da face (em acamados ou doentes em cadeira de


rodas)
Chassi:
18x24cm t.
DFf: 1m
Posto sem
potter RC: perpendicular angulado 45º
Foco: fino médio-lateralmente
Projecção: AP
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Posicionamento:
- Sentado em decúbito dorsal ou ortostatismo
- Colocar o chassi na face posterior do ombro
- Colimar à região de interesse com posicionamento similar à face.
Incidências alternativas às axiais

• Perfil de Bernageau
Chassi: 18x24cm
DFf: 1m
Posto com
potter
Foco: fino RC: angulado 30º crâneo-caudais a
Projecção: Axial incidir no acrómio
Posicionamento:
- Doente sentado ou em ortostatismo. Parte-se da posição de perfil, obliquar o
lado contralateral 40º a 50º, levando o membro ipsilateral e apoiando-o ao nível
da cabeça, encostando a região axilar do lado ipsilateral ao potter. O membro
superior contra lateral fica em extensão ao longo do corpo.
- Colimar à região de interesse

Finalidade: perfil da glenóide

Critérios de boa realização


- Úmero na vertical;
- Art. gleno-umeral no centro de colimação;
- Ombro de perfil;
- Valores de exposição adequados

• Incidência de Bloom-obata
Chassi: 24x30cm
DFf: 1m
Posto sem potter,
com grelha
Foco: fino RC: perpendicular a tangenciar a
Projecção: Axial articulação do ombro

Posicionamento:
- Doente sentado de costas para a mesa de exames. Apoio do chassi na mesa.
Inclinação do corpo para trás, de modo a projectar a sombra do ombro no chassi.
Assegurar que o doente fica estável.
- Colimar à região de interesse.

Finalidade: ver a posição e o grau de luxação do ombro; doentes com gerdy

Critérios de boa realização


- Ombro desprojectado relativamente ao corpo;
- Cavidade glenoide e cabeça do úmero de perfil;
- Art. gleno-umeral no centro de colimação;
- Valores de exposição adequados

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• Estudo radiológico da clavícula

Face
Chassi: 18x24cm ou
18x43cm t.
DFf: 1m
Posto com potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir a meio da
Projecção: AP ou PA clavícula.
Posicionamento:
- AP: doente em ortostatismo ou decúbito dorsal.
Braços ao longo do corpo.
- PA: doente em ortostatismo ou em decúbito
ventral. Braços ao longo do corpo. Elevação do
mento de modo a encostar o tórax do doente ao potter.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia expiratória

Critérios de boa realização


- Clavícula no centro de colimação;
- Visualização de toda a clavícula;
- Clavícula horizontalizada;
- Sobreposição do 1/3 medial à grade costal;
- Valores de exposição adequados

Face desdobrada (desprojectar a clavícula em relação às costelas)

Chassi: 18x24cm ou
24x30cm t.
DFf: 1m
Posto com potter
Foco: fino

Posicionamento:
- AP: doente em posição lordótica ou decúbito dorsal.
RC: a incidir a meio da clavícula angulado
caudo-claniano:
- 0º a 15º se paciente em posição

- PA: doente em decúbito ventral. Braços ao longo do corpo.


RC: angulado 20 a 30º crânio-caudal e emergir a meio
da clavícula.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia expiratória

Critérios de boa realização


- Clavícula no centro de colimação;
- Visualização de toda a clavícula e das 2 articulações;
- Clavícula horizontalizada e desprojectada da grade costal;
19
- Valores de exposição adequados
Chassi: Axial/Tangencial (para doentes acamados)
24x30cm t.
DFf: 1m
Posto sem
RC: angulado 45º ascendentes em relação a
potter
vertical a incidir a meio da clavícula.
Foco: fino
Projecção: AP
Posicionamento:
- Decúbito dorsal com os membros superiores em extensão ao longo do corpo.
Chassi no vertical encostado ao ombro.
- Colimar à região de interesse

Critérios de boa realização


- Clavícula no centro de colimação;
- Visualização de toda a clavícula, horizontalizada e desprojectada da grade
costal;
- Valores de exposição adequados

• Estudo radiológico da articulação acrómio-clavicular

Face AP
Chassi: 18x24cm ou
18x43cm t.
DFf: 1m
Posto com potter RC: perpendicular a incidir na articulação
Foco: fino acrómio-clavicular (uni); perpendicular a incidir
Projecção: AP na incisura jugular (bi).
Posicionamento:
- Doente em ortostatismo com os membros superiores ao longo do corpo.
- Colimar à região central.

Observações: Apneia respiratória

Nota: Deve fazer-se o exame sem e com esforço dinâmico amarrando pesos
de 3Kg em cada punho.

• Estudo radiológico da omoplata

Face AP
Chassi:
18x24cm l.
DFf: 1m
Posto com Posicionamento:
potter RC: perpendicular a incidir ligeiramente abaixo -
Foco: fino da cabeça do úmero. Doente
Projecção: AP em
ortostatismo ou decúbito dorsal. Obliquar 20-25º o lado contralateral. Abdução do
braço (90 ou 120º), de modo a afastar a omoplata da grade costal.
- Colimar à região de interesse.
Observções: Apneia respiratória

Critérios de boa realização:


20
- Visualização da articulação escapulo-umeral, úmero proximal
- Clavícula projectada acima do ângulo superior da omoplata
- Valores de exposição adequada (visualização de todo o trabéculado ósseo
e partes moles).
Perfil
Chassi: 18x24cm
na l.
DFf: 1m
Posto com
RC: perpendicular a incidir a meia distância entre
potter
o ângulo superior e inferior do bordo interno da
Foco: fino
omoplata.
Projecção: PA
Posicionamento:
- Doente em ortostatismo para uma projecção PA.
Flexão do cotovelo a 90º com o antebraço. Mão apoiada no
abdómen para desprojectar a clavícula. Avançar ou recuar o ombro para
desprojectar o úmero. Obliquar o lado contralateral 70º-75º.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Critérios de boa realização:


- Sobreposição dos bordos lateral e medial da omoplata
- Não sobreposição do corpo da omoplata sobre as costelas
- Omoplata de perfil
- Valores de exposição adequada (visualização de todo o trabéculado ósseo
e partes moles).

Perfil de Lamy ou em Y
Chassi:
18x24cm na l.
DFf: 1m
Posto com
potter RC: angulado 15º (no mínimo) carnio-caudais a
Foco: fino incidir no ângulo supero-interno da omoplata.
Projecção: PA
Posicionamento:
- Doente em ortostatismo para uma projecção PA.
Flexão do cotovelo a 90º com o antebraço. Mão apoiada no
abdómen para desprojectar a clavícula. Avançar ou recuar
o ombro para desprojectar o úmero. Obliquar o lado
contralateral 70º-75º.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

21
3. Estudo radiológico do Esqueleto Torácico

• Estudo radiológico do esterno

Oblíqua anterior direita (OAD)


Chassi: 24x30cm
na long.
DFf: 1m
Posto com potter
RC: perpendicular a incidir a meia distância
Foco: fino
entre a incisura jugular e o apêndice xifóide.
Projecção: PA
Posicionamento:
- Ortostatismo: rodar o doente 15-20º
(quanto maior a espessura do tórax menor a
necessidade de rodar o doente) para OAD.
- Decúbito ventral: rodar o doente 15-20º para OAD, braço ipsilateral em
extensão ao longo do corpo, e o contralateral em flexão a 90º e mão apoiada na
mesa.
- Colimar à região de interesse

Observações: Apneia expiratória ou técnica per-respiratória

Critérios de boa realização:


- Esterno projectado lateralmente à coluna livre da sua sobreposição;
- Visualização do esterno em toda a sua totalidade, desde o manúbrio ao
apêndice xifóide.
- Esterno visualizado sobre a silhueta cardíaca
- Valores de exposição adequada (visualização de todo o trabéculado ósseo
e partes moles).

Perfil
Chassi: 24x30cm
na long.
DFf: 1m
Posto com potter
RC: perpendicular a incidir a meia distância
Foco: fino
entre a incisura jugular e apêndice xifóide.
Projecção: lateral
Posicionamento:
- Lateral em ortostatismo: colocar os ombros e os
braços o mais para trás possível.
- Decúbito lateral esquerdo e direito: colocar os braços acima da cabeça
mantendo os ombros para trás. Alinhar o eixo longitudinal do esterno com a linha
média da mesa.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia inspiratória

Perfil nos politraumatizados


- Chassi na vertical com os membros elevados ou a prender o chassi.

Critérios de boa realização:


- Visualização de todo o esterno estritamente de perfil;
- Esterno no centro da colimação;
22
- Valores de exposição adequada (visualização de todo o trabéculado ósseo
e partes moles).
• Estudo radiológico das articulações esterno-claviculares

Face PA
Chassi: 18x24cm
na t.
DFf: 1m
Posto com
potter RC: perpendicular a emergir na
Foco: fino incisura jugular.
Projecção: PA
Posicionamento:
- Doente em ortostatismo ou decúbito ventral com os membros superiores ao
longo do corpo.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória, câmara de ionização central

Critérios de boa realização:


- Art. esterno-claviculares no centro de colimação;
- Não rotação do corpo (equidistância das esterno-claviculares à apófise
spinhosa);
- Valores de exposição adequada (visualização de todo o trabéculado ósseo
e partes moles).

Plesiorradiografia ou radiografia de contacto


Chassi: 18x24cm
na trans.
DFf: 0,5m
Posto com potter
RC: perpendicular a incidir na apófise
Foco: fino
espinhosa da terceira vértebra dorsal.
Projecção: PA
Posicionamento:
- Ortostatismo, os membros superiores ao longo do corpo para uma projecção
PA.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Nota: O esterno fica mais próximo do filme e a coluna com ampliação fica
desfocada.

Oblíquas
Chassi: 18x24cm na
trans.
DFf: 1m
Posto com potter RC: AO: perpendicular a incidir a 2cm lateralmente à
Foco: fino apófise espinhosa D3;
Projecção: AP ou RC: OP: perpendicular a incidir na articulação em
PA estudo

23
Posicionamento:
- OA: Ortostatismo PA ou decúbito ventral. Aproximar o lado a radiografar 25º.
- OP: Ortostatismo AP ou decúbito dorsal. Afastar o lado a radiografar 25º.
- Colimar à região de
interesse. OPE = OAD – vemos a
articulação direita
Observações: Apneia
respiratória

Incidência de Kurzbauer (incidência axial as esterno-claviculares para


pesquisa de luxações)
Chassi: 18x24cm na
long.
DFf: 1m
Posto com potter
RC: angulado 15º caudais a incidir na
Foco: fino
articulação esterno-clavicular em estudo.
Projecção: lateral
Posicionamento:
- Doente de decúbito lateral para o lado afectado. Membro superior ipisilateral
flectido e elevado para cima da cabeça e membro contralateral em extensão para
baixo.
- Colimar de acordo com a região

Critérios de boa realização:


- Art. esterno-clavicular em estudo aberta e vista de forma axial no centro
de colimação;
- Valores de exposição adequada (visualização de todo o trabéculado ósseo
e partes moles).

• Estudo radiológico da grade costal

Face AP ou PA
Chassi: 30x40 (uni)
35x43 (bi)
DFf: 1m RC: uni: perpendicular a incidir a meia distância
Posto com potter ente a coluna e a margem lateral do tórax;
Foco: fino RC: bi: perpendicular a incidir ao nível de D6-
Projecção: AP ou PA D7
Posicionamento:
- AP: ortostatismo ou decúbito dorsal. Alinhar o plano médio-sagital.
Afastamento dos ombros e braços acima da cabeça para as costelas superiores,
braços ao longo do corpo para as costelas inferiores.
- PA: ortostatismo ou decúbito ventral. Alinhar o plano médio-sagital. Apoio
dos antebraços dos ombros e afastamento dos braços.

24
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia expiratória para as costelas inferiores e inspiratória


para as superiores

Critérios de boa realização:


- Visualização de todas as costelas
- Ausência de rotação da coluna (equidistância das clavículas às apófises
espinhosas das vértebras)
- Costelas livres de sobreposição
- Valores de exposição adequados (visualização de o trabéculado ósseo e
partes moles)

Oblíquas
Chassi: 30x40 (uni)
35x43 (bi)
DFf: 1m RC: uni: perpendicular a incidir a meia distância
Posto com potter ente a coluna e a margem lateral do tórax;
Foco: fino RC: bi-perpendicular a incidir 2 cm lateralmente a
Projecção: AP ou PA partir do PSM.

Posicionamento:
- OP: ortostatismo ou decúbito dorsal. Obliquar o doente a 45º. Braço
ipsilateral acima da cabeça e antebraço contra lateral ao longo do corpo.
- OA: ortostatismo ou decúbito ventral. Obliquar o doente a 45º. Braço
ipsilateral acima da cabeça e antebraço contra lateral ao longo do corpo.
- Colimar à região de interesse

Observações: Apneia expiratória para as costelas inferiores e inspiratória


para as superiores

Critérios de boa realização:


- OPE=OAD – visualização dos arcos costais posteriores direitos e dos arcos
costais anteriores e mediais esquerdos.
- OPD=OAE – visualização dos arcos costais posteriores esquerdos e dos
arcos costais anteriores e mediais direitos.

25
4.Estudo radiológico do Sistema Cardio-Respiratório

• Estudo radiológico do tórax

Face PA
Chassi: 35x35 (f)
35x43 (m)
DFf: 1,80m
Posto com potter RC: perpendicular a incidir ao nível de D6-D7 no
Foco: grosso plano médio-sagital, ângulo inferior das
Projecção: PA omoplatas.

Posicionamento:
- Ortostatismo em PA. Face anterior do tórax encostada
ao potter. Braços flectidos e dorsos das mãos apoiados na
cinta. Encostar os ombros ao potter de modo a desprojectar
as omoplatas dos campos pulmonares.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia inspiratória

Critérios de boa realização:


- Clavículas simétricas relativamente às apófises espinhosas, e
horizontalizadas
- Omoplatas afastadas dos campos pulmonares
- Boa visualização de toda a trama bronco-vascular (os vasos de topo dão
um exemplo de efeito de canto) até à periferia
- Coluna centrada na película
- Deve-se incluir desde os vértices pulmonares até aos ângulos
costofrénicos (estes ângulos devem ser agudos, senão é patológico)
- Ausência de rotação: articulações esterno-claviculares equidistantes das
apófises espinhosas
- Visualização de forma individualizada pelo menos as três primeiras
vértebras dorsais, e as outras vão-se apagando progressivamente
- Inspiração correcta (8-10 espaços intercostais posteriores e 6-8 espaços
intercostais anteriores).

Perfil Esquerdo
Chassi: 35x35
DFf: 1,80m
Posto com
potter RC: perpendicular a incidir a nível de D6-D7 no
Foco: grosso plano coronal (rebordo inferior da axila).
Projecção: PA

Posicionamento:
- Lateral em ortostatismo. Braços levantados e queixo levantado.
Pernas ligeiramente afastadas. Normalmente faz-se o perfil esquerdo.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia inspiratória

Critérios de boa realização:


- Ausência de rotação e de movimento,
26
- Ângulos costofrénicos alinhados e sobrepostos.

Áreas potenciais de patologia:


Face: ângulos costofrénicos, mediastino, ápices pulmonares
Perfil: não vemos, considerada zona cega, vértices ou ápices pulmonares
Face nos politraumatizados (tem a desvantagem de haver uma maior
ampliação da silhueta cardíaca e maior exposição do cristalino)
Chassi: 35x43
DFf: 1,80m
Posto com
potter
Foco: grosso RC: perpendicular a incidir a nível do
Projecção: AP manúbrio do esterno

Posicionamento:
- Sempre que possível realizar o exame com o doente sentado. Doente
sentado ou em decúbito dorsal com afastamento dos braços e de objectos
susceptíveis de produzir artefactos
- Colimar à região de interesse

Observações: apneia inspiratória

Oblíquas anteriores
Chassi: 35x43
DFf: 1,80m
Posto com
potter
Foco: grosso RC: perpendicular a incidir a nível do ângulo
Projecção: PA inferior da omoplata

Posicionamento:
- Ortostatismo em PA. Afastar o lado contralateral 45º. Braço ipsilateral
afastado e braço contralateral elevado.
- Colimar à região de interesse

Observações: apneia inspiratória

Decúbito Lateral (alternativa à face)


Chassi: 35x43
DFf: 1,80m
Posto com
potter
Foco: grosso RC: perpendicular ao PMS a meio do
Projecção: PA ou tórax
AP
Posicionamento:
- Decúbito lateral direito ou esquerdo. Elevar o doente com um lençol ou
cobertor, chassi encostado ao tórax (PA) ou dorso encostado ao potter. Braços
elevados.
- Colimar à região de interesse.

Observações: apneia inspiratória

27
• Estudo da silhueta cardíaca

- Face PA + oblíqua + perfil


- Colimação do Rx de tórax
- Utilização de contraste baritado com a finalidade de preencher o esófago
para ver se existe compressão do mesmo
- Valores de exposição mais elevados que para o tórax, pois o coração é mais
denso.
- OAE – 55 a 65º para desprojectar o esófago da coluna.
- OAD – 45º + contraste baritado.
- As exposições fazem-se sequencialmente (face, OAD, OAE) e só se realiza a
ultima quando tivermos a certeza da qualidade das duas primeiras.
DFf: 2m (para obter uma imagem do tamanho do coração o mais próximo do
real possível)

• Estudo dos ápices pulmonares


Chassi: 24x30cm ou
18x43cm
DFf: 1,80m
Posto com potter
Foco: grosso
Projecção: AP ou PA
Incidência AP: /
Lordótica: RC perpendicular a incidir na incisura jugular.
Ortostatismo: RC angulado 15-20º cefálicos a incidir na incisura jugular.

Incidência em PA
RC: angulado 15-20º caudais a incidir na incisura jugular para desprojectar os
ápices das clavículas.

Observações: apneia inspiratória

• Estudo das cisuras pulmonares


Chassi:
35x43cm
DFf: 1,80m
Posto com
potter RC: perpendicular a incidir a meio
Foco: grosso do tórax
Projecção: PA

Posicionamento:
- Doente em posição lordótica
28
- Colimar à região de interesse

• Estudo do pneumotórax

- Incidência em inspiração e expiração (a expiração mostra melhor o ar entre


as pleuras devido ao colapso do pulmão)
- Preferencialmente posição ortostática - PA
- Caso seja impossível a posição ortostática, efectuar o decúbito lateral
(apoiando o lado oposto ao afectado, para que o ar suba e fique encostado ao
arco costal)

• Estudo do derrame pleural

- Incidência em inspiração
- Preferencialmente posição ortostática
- Efectuar o perfil do lado afectado
- Caso seja impossível, efectuar o decúbito lateral (apoiando o lado afectado
para que o líquido desça)

• Broncografia

- Exame de risco
- Opacificação de produto de contraste positivo (iodo lipossolúvel, introduzido
por intubação) para observação da árvore brônquica
- Indicações:
* Pesquisa de hemoptises e hepistaxis (sangue que sai pelo nariz)
* Pesquisa de bronquiectasias
* Pesquisa de pneumonia de tórax, tumores pulmonares, quistos, cavernas
tuberculosas, fistulas, etc.
- Incidências: Face + perfil + oblíquas

• Estudo da traqueia

Face AP
Chassi:
24x30cm
RC: perpendicular a incidir na
DFf: 1m
incisura jugular
Posto com
potter
Foco: grosso
Projecção: AP
Posicionamento:
- Doente em ortostatismo ou em decúbito dorsal, com os membros em
extensão ao longo do corpo. Ligeira elevação do mento. Pedir ao doente para não
deglutir.
- Colimar à região de interesse

Observações: técnica per-respiratória


29
Critérios de boa realização:
- Ar na traqueia,
- Visualização de toda a traqueia;
- Ausência de rotação;
- Valores de exposição adequados.

Perfil
Chassi:
24x30cm
DFf: 1,50m
Posto com
potter RC: perpendicular a incidir a meia distância entre o
Foco: grosso plano coronal médio e a incisura jugular.
Projecção: AP
Posicionamento:
- Doente em ortostatismo ou sentado em posição
lateral com os membros superiores atrás das costas e
descontraídos desprojectando as omoplatas. Elevação
ligeira do mento.
- Colimar à região de interesse

Observações: Técnica per-inspiratória

Cavum faríngeo
- Incidência realizada em crianças;
- Incidência pedida para o estudo da faringe;
- Radiografia de perfil da região cervical alta,
- Paciente em ortostatismo e de perfil, garantindo a deflexão da coluna;
- Apneia inspiratória ou per-inspiratória;
- RC a incidir ao nível do osso hioide.

30
5. ESTUDO RADIOLÓGICO DO MEMBRO INFERIOR

• Estudo radiológico do pé

Chassi: 24x30cm Face AP


(:2)
DFf: 1m
Posto sem
potter RC: angulado 10 a 15º de forma a abordar
Foco: fino perpendicularmente a região tarso-metatarsiana, a
Projecção: incidir na base do 3º metatarsiano.
dorsoplantar

Posicionamento:
- Doente sentado na mesa. Membro inferior ipsilateral
flectido a nível do joelho com a face plantar do pé em apoio
no chassi. Dedos em extensão. Pé centrado com o centro de
colimação.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


- Não rotação do pé;
- Visualização das falanges e fileira distal do tarso até ao astrálago e dos
metatarsianos;
- Espaço entre os metatarsos (2º ao 4º) aberto e à mesma distância;
- Valores de exposição adequados.

Oblíqua medial
Chassi: 24x30cm
DFf: 1m
Posto sem potter
Foco: fino
Projecção: RC: perpendicular a incidir na base do 3º
dorsoplantar metatarsiano

Posicionamento:
- Doente sentado na mesma posição que para a face. Face
medial do pé apoiada no chassi a formar um ângulo de 30 a
45º com o mesmo.
- Colimar à região de interesse.

Chassi: 24x30cm Oblíqua lateral


(:2)
DFf: 1m
Posto sem potter
Foco: fino
Projecção: RC: perpendicular a incidir na base do 3º
dorsoplantar metatarsiano

Posicionamento:

31
- Doente na mesma posição que para a face. Face lateral do pé apoiada no
chassi, de modo a formar um ângulo de 30º com o mesmo.
- Colimar à região de interesse

Critérios de boa realização:


- Visualização do seio társico;
- Visualização dos 5 metatarsos livres de sobreposição;
- Visualização da tuberosidade do 5º metatarso (local frequente de fractura
associada a entorse)
- Valores de exposição adequados.
Chassi: Perfil (interno ou externo)
24x30cm
DFf: 1m
Posto sem
potter
RC: perpendicular a incidir no cuneiforme medial
Foco: fino
(perfil externo) ou lateral (perfil interno).
Projecção:
lateral
Posicionamento:
- Doente em decúbito lateral.
- Perfil externo: face lateral apoiada no chassi.
Pé em dorsiflexão a 90º.
- Perfil interno (alternativa, por exemplo para acamados): face medial do pé
apoiada no chassi. Pé em dorsiflexão a 90º.
- Colimar à região de interesse.

Finalidade: estudo o pé diabético (faz-se face+perfil com uso de valores de


exposição para partes moles para visualização de úlceras e gangrenas)

Face bilateral em carga


Chassi: 24x30cm
DFf: 1m
Posto sem
potter
Foco: fino RC: angulado 10 a 15º a incidir no meio da linha
Projecção: que une a base dos dois primeiros metatarsos.
dorsoplantar
Posicionamento:
- Doente em ortostatismo com os pés juntos mas
ligeiramente afastados. Pés em apoio no chassi.
- Colimar à região de interesse.

Chassi: Perfil interno em carga


24x30cm
DFf: 1m
Posto sem
potter
Foco: fino RC: perpendicular e horizontal a incidir na base do
Projecção: 5 metatarso.
lateral

32
Posicionamento:
- Doente em ortostatismo com o chassi entre os dois
pés. Face medial do pé a radiografar encostada ao chassi.
- Colimar à região de interesse.

Finalidade: estudo das arcadas dos pés.

• Chassi: Axiais para estudo dos sesamóides


18x24cm
DFf: 1m
Posto sem
potter
Foco: fino RC: perpendicular a tangenciar os ossos
Projecção: sesamóides.
axial

Axial em decúbito ventral

Posicionamento:
- Decúbito ventral. Ligeira flexão dos joelhos e apoio dos
dedos no chassi. Extensão dos tornozelos.
- Colimar à região de interesse.

Incidência de Guntz (posição ortostática)

Posicionamento:
- Ortostatismo. Extensão máxima do tornozelo, de modo a ficar apoiado no
metatarso. Apoio radiotransparente nos dedos dos pés. Chassi colocado
verticalmente (pode-se usar o apoio usado em perfil interno em carga).
- Colimar à região e interesse

Axial em decúbito dorsal

Posicionamento:
- Doente em decúbito dorsal. Membro inferior em
extensão. Extensão do tornozelo e flexão forçada dos dedos
com uma ligadura. Chassi na região posterior do tornozelo.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização


- Boa visualização dos ossos sesamóides, livres de sobreposição de
qualquer porção do 1º metatarso;
- Valores de exposição adequados.

33
• Estudo radiológico da articulação astrágalo-calcaneana

Incidência de Broden (4 incidências)


Chassi: 18x24cm
DFf: 1m
Posto sem potter
Foco: fino RC: angulado a 10º, 20º, 30º e 40º cefálicos em
Projecção: direcção à articulação, a incidir no maléolo
plantodorsal lateral.

Posicionamento:
- Doente em decúbito dorsal. Membro inferior em
extensão. Pé apoiado sobre o chassi. Dorsiflexão a 90º. Rotação interna da perna
e do pé a 45º com o chassi.
- Colimar à região de interesse.

Nota:
- Dorsiflexão a 90º: perna e pé a formarem um ângulo de 90º
- Quando a dorsiflexão a 90º e a rotação do pé a 45º estão comprimidos, na
incidência com angulação de 10º a articulação do tornozelo e a articulação tíbio-
peronial distal, respectivamente, devem estar aberta.

Critérios de boa realização:


- Visualização da art. astrágalo-calcaneana em diferentes posições;
- Dorsiflexão do pé a 90º;
- Visualização de 1/3 distal do tornozelo até ao calcaneo;
- Valores de exposição adequados.

Pé morto ou decepado (visualização de todo o pé, sem sobreposição da tíbia e


do peróneo)

Chassi: 24x30cm
DFf: 1m
Posto sem potter
Foco: fino
Projecção: AP

Posicionamento:

34
- Doente em ortostatismo com o chassi debaixo do pé a examinar. Com a
ampola na frente do doente centra-se o raio central na base do 3º metatarsiano
com uma angulação de 15º posteriores para a primeira exposição.
- Sem modificar a posição do pé, faz-se avançar o membro inferior
contralateral.
- Coloca-se a ampola para trás e dirige-se o raio central para a face superior
do calcaneo com uma angulação 25º anterior.

Critérios de boa realização:


- Visualização de todo o pé desde as falanges distais até ao calcaceo, sem
sobreposição da tíbia e do peróneo
- Valores de exposição adequados.

• Estudo do calcâneo (pesquisa de fracturas e esporões)

Perfil externo
Chassi: 18x24cm
(:2) t.
DFf: 1m
Posto sem potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir no
Projecção: lateral calcâneo.

Posicionamento:
- Decúbito lateral. Face lateral do pé encostada ao
chassi. Perna contralateral avançada em relação à outra.
- Colimar à região de interesse.

Finalidade: pesquisa de osteófitos e estudo de fracturas

Axiais
Chassi:
18x24cm
DFf: 1m RC: angulado 30º a 40º cefálicos, em direcção à parte
Posto sem posterior do calcâneo, a incidir no calcâneo.
potter Alternativos: (1) angulado 45º a incidir na parte posterior
Foco: fino do calcaneo; (2) 40º a 45º caudais a incidir no calcâneo.
Projecção: axial

Posicionamento:
- Mais usada em decúbito dorsal. Membro inferior em
extensão. Dorsiflexão forçada do pé com uma ligadura.
Chassi na face posterior do tornozelo.
- Colimar à região de interesse.

Posicionamento alternativo:
35
1.Doente em ortostatismo. Face plantar do pé apoiada no chassi. Membro
inferior contralateral avançado em relação ao membro em estudo. Ampola na
parte posterior do doente.
2.Doente em decúbito ventral. Membros inferiores em extensão. Colocar
sacos de areia sob a articulação tibiotársica. Chassi apoiado na face plantar do
pé, na longitudinal e na vertical.

Critérios de boa realização:


- Calcaneo desprojectado e visto de forma axial;
- Calcaneo no centro de colimação;
- Visualização de todo o calcaneo desde a sua faceta posterior ate a faceta
articular;
- Valores de exposição adequados (visualização de todo o trabéculado
ósseo e partes moles).

• Estudo radiológico do tornozelo

Face AP

Chassi: 18x24cm
(:2) t.
DFf: 1m
Posto sem potter RC: perpendicular a incidir a meia distância entre
Foco: fino a linha que une os dois maléolos.
Projecção: AP
Posicionamento:
- Doente em decúbito dorsal. Membro inferior a radiografar
em extensão. Pé em dorsiflexão a 90º para abrir a articulação
e em ligeira rotação interna (15º) para colocar os maléolos
equidistantes do chassi.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


- Tornozelo alinhado e centrado com o centro de colimação;
- Boa visualização da articulação tíbio-társica e do seu espaço articular;
- Visualização dos dois maléolos;
- Sobreposição ligeira da articulação tíbio-peroneal distal;
- Valores de exposição adequados (visualização de todo o trabéculado
ósseo e partes moles).

Chassi: 18x24cm
Perfil externo
(:2) t.
DFf: 1m
Posto sem potter 36
Foco: fino RC: perpendicular a incidir no
Projecção: lateral maléolo medial.
Posicionamento:
- Decúbito lateral. Perna em extensão. Face lateral do pé
encostada ao chassi. Dorsiflexão do pé a 90º. Apoio sob o
joelho de forma a que o calcanhar fique apoiado. Perna
contralateral avançada em relação à outra.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


- Sobreposição dos 2 maléolos;
- Peróneo sobreposto à porção posterior da tíbia;
- Valores de exposição adequados.

Oblíquas posteriores (interna e externa)


Chassi: 18x24cm
(:2) t.
DFf: 1m
Posto sem potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir no maléolo lateral
Projecção: AP (OPI) ou medial (OPE).

Posicionamento:
- OP interna: decúbito dorsal e membro
inferior a radiografar em extensão. Pé em
rotação interna (45º)
- OP externa: decúbito dorsal e membro
inferior a radiografar em extensão. Pé em
rotação externa (45º)
- Colimar à região de interesse.

Nota:
- OP interna: articulação tíbio-peroneal e traso-peronial abertas.
- OP externa: articulação subtalar (astrálago- calcaneana) e sulco calcaneal
(só depressão do seio társico) abertos.

Estudo em stress
Ligamento da face lateral
37
- Talo-fibular anterior
- Talo-fibular posterior
- Calcâneo-fibular (calcâneo-peroneal)

Locais de lesão: região maleolar (6cm); região do médio pé (5º metartarsiano


e navicular)

Varo: stress com inversão do pé


Valgo: stress com eversão do pé

• Estudo radiológico da perna

Face AP
Chassi: 18x43m l. ou
35x43(:2) l.
DFf: 1m
Posto sem potter RC: perpendicular a incidir a meia distância
Foco: fino entre a articulação do joelho e articulação do
Projecção: AP tornozelo.
Posicionamento:
- Doente em decúbito dorsal. Membro inferior a
radiografar em extensão. Pé em dorsiflexão (90º) e em ligeira rotação interna
(15º).
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


- Visualização da art. do joelho até a art. tibio-tarsica;
- Tornozelo de face;
- Perna alinhada;
- Valores de exposição adequados (visualização de todo o trabéculado
ósseo e partes moles).

Perfil externo
Chassi: 18x43m l. ou
35x43(:2) l.
DFf: 1m
Posto sem potter RC: perpendicular a incidir a meia distância
Foco: fino entre a articulação do joelho e articulação do
Projecção: lateral tornozelo.

Posicionamento:
- Decúbito lateral. Perna em extensão. Face lateral da
perna encostada ao chassi. Dorsiflexão do pé a 90º. Ligeira
rotação interna de modo a que os maléolos fiquem
sobrepostos. Perna contralateral avançada em relação à
outra.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


- Visualização da art. do joelho até a art. tibio-tarsica;
38
- Sobreposição do perónio no 1/3 posterior da tíbia no 1/3 distal da perna;
- Perna alinhada;
- Valores de exposição adequados (visualização de todo o trabéculado
ósseo e partes moles).

• Estudo radiológico do joelho

Face AP
Chassi: 18x24cm l.
DFf: 1m
Posto com/sem
potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir 2cm abaixo do
Projecção: AP ápice da rótula.

Posicionamento:
- Doente em decúbito dorsal. Membro inferior a
radiografar em extensão e em ligeira rotação interna a 15º.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


- Visualização do espaço articular do joelho;
- Ligeira sobreposição da tíbia e do perónio proximalmente;
- Rótula de face e sobreposta ao fémur;
- Não rotação do joelho (equidistância da espinha intercondiliana até à
margem);
- Valores de exposição adequados.

39
Perfil externo RC: angulado 5 a 10º caudo-craniano a incidir
Chassi: 18x24cm l. 2cm posteriormente ao ápice de rótula.
DFf: 1m
Posto com/sem
potter
Foco: fino
Projecção: lateral

Posicionamento:
- Decúbito lateral. Perna contralateral em flexão e avançada em relação à
outra. Alinhar o eixo longitudinal do fémur de forma a ficar perpendicular. Flexão
do joelho a 30º.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


- Sobreposição dos côndilos femurais; (caso contrário a angulação foi
insuficiente)
- Ligeira sobreposição da tíbia e do peróneo proximal; (caso haja
dessobreposição horizontal é sinal de má rotação do joelho)
- Rótula de perfil;
- Espaço articular aberto;
- Joelho flectido;
- Valores de exposição adequados.

Oblíquas (pesquisa de corpos livres intra-articulares e lesões de osteocondrite


Chassi: 18x24cm dissecante)
(:2) l.
DFf: 1m
Posto com/sem
potter RC: AO: perpendicular a incidir no centro da zona
Foco: fino póplítea,
Projecção: AP ou RC: OP: perpendicular a incidir 2cm abaixo do ápice
PA da rótula
Posicionamento:
- OA: decúbito ventral, rotação
interna do membro inferior 45º (OAL) ou externa (OAM)
- OP: decúbito dorsal, rotação interna do membro (OPM) ou rotação externa
(OPL) de 45º.
- Colimar à região de interesse.

Nota:
- OPM: assemelha-se a uma face exagerada.
Articulação tíbio-peroneal aberta e rotula desviada medialmente.
- OPL: assemelha-se ao perfil.
Tíbia e perónio subrepostos medialmente e rotula desviada lateralmente.

Estudo em stress - gavetos

Ligamentos: Colaterais – medial e lateral – rotação interna e externa


Cruzados – anterior (LCA) e posterior (LCP) – flexão e extensão

Face (pressão):

40
- Ligamento colateral medial: aspecto lateral do joelho para dentro, e no
aspecto medial da perna para fora
- Ligamento colateral lateral: aspecto lateral do joelho para fora, e no aspecto
medial da perna para dentro.
Perfil (pressão):
- LCA: aspecto anterior do joelho para dentro, e no aspecto posterior da perna
para fora
- LCP: aspecto posterior do joelho para fora, e no aspecto anterior da perna
para dentro.
Joelhos em carga

Finalidade: estudo da interlinha articular dos pratos tibiais; patologias


articulares

• Face em carga
Chassi: 35x35 ou
maior
DFf: 1m
Posto com
RC: perpendicular a incidir a meia distância
potter
da linha que une os ápices da rótula ou
Foco: fino
ligeiramente abaixo.
Projecção: AP
Posicionamento:
- Doente em ortostatismo e descalço. Pés com rotação
interna de 5º a 10º, simétricos a apontar em frente e
ligeiramente afastados. Estudo bilateral.
- Colimar à região de interesse.

• Perfil em carga
Chassi: 24x30 l.
DFf: 1m
Posto com
potter RC: perpendicular a incidir ao nível do ápice da
Foco: fino rótula e a meia distância da espessura do
Projecção: AP joelho.
Posicionamento:
- Rotação externa ligeira e membro inferior em extensão ou flexão
- Colimar à região de interesse.

• Incidência de SCHUSS (posição de esquiador)


Chassi: 35x35 ou
maior
DFf: 1m
Posto com potter RC: angulado 10º caudais a incidir a meia
Foco: fino distância da linha que passa pelo cavado
Projecção: PA poplíteo.
Posicionamento:
- Doente em ortostatismo para uma projecção PA. Flexão dos joelhos a 45º
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


41
- Joelhos alinhados;
- Arts. no centro de colimação;
- Espaço articular aberto;
- Valores de exposição adequados.

42
• Estudo da rótula

Chassi: 18x24 ou Face PA


18x43 l.
DFf: 1m
Posto com/sem
potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir no centro da
Projecção: PA zona poplítea.

Posicionamento:
- Doente em decúbito ventral, membro inferior em
extensão, com dorsiflexão do pé a 90º. Condilos
alinhados.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


- Rótula de face no centro de colimação;
- Valores de exposição adequados.

Perfil
Chassi: 18x24 na
trans.
DFf: 1m
Posto com/sem
potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir 2cm posteriores
Projecção: lateral ao ápice rótula.
Posicionamento:
- Doente em decúbito lateral com a face externa apoiada na mesa. Membro
contralateral avançado, fémur alinhado e ligeira flexão do joelho a 30º.
- Colimar à região de interesse.

Axiais

Chassi: 18x24 ou
24x30 t. Finalidade: Desvios do alinhamento da rótula
DFf: 1m relativamente ao fémur ou diferenças da rótula
Posto com/sem (longitudinais) ou diferenças transversais (face e perfil)
potter
Foco: fino
• Axiais de Ficat 30, 60 e 90º (mais usadas)

Posicionamento:
- Doente sentado com o joelho flectido de modo a que a
perna forme um ângulo de 30, 60 ou 90º com o eixo
longitudinal do fémur. Chassi apoiado verticalmente na
coxa.
- Colimar à região de interesse.
RC: angulado caudo-craniano a tangenciar a
rótula:
- 15º se o ângulo da perna for 30º;
- 20º se o ângulo da perna for 60º;
43
- 25º se o ângulo da perna for 90º.
Quanto maior a angulação maior é abertura
• Axial em decúbito ventral ou Sette Gard

Posicionamento:
- Decúbito ventral. Membros inferiores flectidos ao
máximo.
- Colimar à região de interesse.

RC: perpendicular ou angulado 5º a


tangenciar as rótulas.

• Axiais de Merchant

Posicionamento:
- Doente em decúbito dorsal. Pernas pendentes fora da mesa de exames.
Perna a 45º com o eixo longitudinal do fémur. Estudo bilateral.
- Colimar à região de interesse.

Nota: Se o chassi estiver nos pés aumentar a distância foco-filme para 2m


para compensar a dintância foco-objecto; se o chassi estiver nas pernas
aumentar a distãncia foco-filme para 1.50m.

RC: angulado 60º crânio-caudal a incidir no


ápice da rótula.

Critérios de boa realização:


- Rótula vista de forma axial e no centro de colimação;
- Visualizarão do espaço retropatelar e dos condilos femurais;
- Valores de exposição adequados.

• Estudo da fossa intercondiliana

Face PA
Chassi: 18x24 l.
DFf: 1m
Posto com/sem
potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir no centro da
Projecção: PA zona poplítea.

Posicionamento:
- Parte-se da posição de decúbito ventral. Joelhos apoiados e
flectidos. Eixo longitudinal do fémur a formar um ângulo de 70º
com o plano do exame e de 20º com o raio central.
- Colimar à região de interesse.

Alternativas à “posição de gatas”:


- Com um banco e perna flectida;
- Com o joelho encostado ao potter.

44
Face PA (alternativa)
Chassi: 18x24 l.
DFf: 1m
Posto com/sem
potter
Foco: fino RC: angulado 40º caudais a incidir no centro
Projecção: PA da região poplitea.

Posicionamento:
- Decúbito ventral. Coxas apoiadas na mesa, elevar a perna
de forma a formar um ângulo de 40º com o plano de exame
(elevar a perna e apoiada num suporte).
- Colimar à região de interesse.

Face AP (alternativa)
Chassi: curvo
DFf: 1m
Posto sem potter
Foco: fino RC: perpendicular à tíbia e a incidir na
Projecção: AP ápice da rótula.

Posicionamento:
- Decúbito dorsal. Fémur a formar um ângulo de 60º
com o prolongamento do eixo da tíbia. Ligeira flexão do
joelho. Chassi curvo por baixo do joelho.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


- Joelho de face;
- Não rotação do joelho;
- Fémur alinhado;
- Fossa intercondiliana aberta;
- Valores de exposição adequados.

• Estudo do fémur (1/3 médio e distal)

Face AP
Chassi: 18x43
l.
DFf: 1m
Posto com
potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir na junção do 1/3 inferior
Projecção: AP médio com 1/3 distal.

Posicionamento:
- Decúbito dorsal. Membro inferior em extensão. Ligeira
rotação interna do membro inferior (5º).
- Colimar à região de interesse.

(Colocar a extremidade inferior do chassi ligeiramente abaixo da art. do


joelho)
45
Perfil externo
Chassi: 18x43 l.
DFf: 1m
Posto com
potter
Foco: fino
Projecção: RC: perpendicular a incidir na junção do 1/3 inferior
lateral médio com 1/3 distal.

Posicionamento:
- Decúbito lateral. Perna contralateral em flexão e
avançada em relação à outra. Alinhar o eixo longitudinal do
fémur de forma a ficar perpendicular. Flexão do joelho de 30
a 45º.
- Colimar à região de interesse.

(Colocar a extremidade inferior do chassi ligeiramente abaixo da art. do


joelho)

• Estudo radiológico do fémur (1/3 proximal e médio)

Face AP
Chassi: 18x43
l.
DFf: 1m
Posto com
potter RC: perpendicular a incidir na junção de 1/3
Foco: fino proximal com 1/3 médio.
Projecção: AP
Posicionamento:
- Decúbito dorsal. Membro inferior em extensão. Ligeira rotação interna do
membro inferior (15º)
- Colimar à região de interesse.

(Colocar a extremidade superir do chassi a incluir a art. coxo-femural)

Chassi: 18x43 Perfil externo


l.
DFf: 1m
Posto com
potter Posicionamento:
Foco: fino RC: perpendicular a incidir na junção de 1/3
Projecção: proximal com 1/3 médio.
lateral
- Decúbito lateral. Perna do lado a radiografar flectida.
Rotação ligeira do corpo de 5º para trás.
- Colimar à região de interesse.

(Colocar a extremidade superir do chassi a incluir a art. coxo-femural)

Critérios de boa realização:


46
- Visualização do fémur alinhado e de forma a incluir o joelho no estudo do
1/3 médio e distal e a incluir a art. coxo-femural no estudo do 1/3 proximal e
médio,
- Fémur de face nas incidências de face;
- Fémur de perfil nas incidências de perfil;
- Valores de exposição adequados.

• Estudo métrico dos membros inferiores

Particularidades:
- Distância foco-filme de 2m
- Protecção gonadal (até 16anos)
- Grelha anti-difusora
- Filtros de compensação/ écrans graduais/ ou digitalização de imagem
- Apneia respiratória
- Só se realiza a face

Finalidade:
- Determinação de desajustes em varismo ou valgismo (chassi extralongo)
- Avaliação de situações de encurtamento dos membros (chassi extralongo
ou 35x43cm*)

Nota: * o chassi 35x43cm (:3) é utilizado em estudos gonométricos do


membro inferior, em que na mesma película se visualizam as art. coxo-femurais,
joelho e tornozelo. Neta caso a DFf volta a ser de 1m. este estudos podem ser
feitos caso os 2 membros inferiores não caibam no extralongo ou por protocolo
da instituição.

Posicionamento:
Ortostatismo. Membros superiores ao longo do corpo. Ligeira abdução dos
membros inferiores e apoio simétrico dos mesmos. Pés em posição anatómica.

Raio central: perpendicular a incidir a meio do chassi.

Estudo monopedálico: estudo unilateral, em que há apoio da perna a


radiografar suportando o peso do corpo, uma vez que a perna contralateral é
ligeiramente elevada.

47
6. Estudo radiológico da cintura pélvica

• Estudo radiológico da articulação coxo-femural

Face AP
Chassi: 18x24 (uni)
ou 18x43 (bilat)
DFf: 1m
RC: perpendicular a incidir 2,5cm a meio e
Posto com potter
abaixo da linha que une as EIAS à sínfise
Foco: fino
púbica.

Posicionamento:
- Decúbito dorsal. Membro inferior em rotação interna
(15º). Membros superiores ao longo do corpo.
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


- Grande trocanter de perfil;
- Visualização do 1/3 proximal do fémur;
- Colo do fémur desdobrado;
- Valores de exposição adequados;
- Pequeno trocanter projectado de forma a triangular no bordo medial do
fémur.

Falso perfil
Chassi: 18x24 (uni) ou
18x43 (bi)
DFf: 1m RC: uni: perpendicular a incidir a nível do colo
Posto com potter do fémur;
Foco: fino RC: bi: perpendicular a incidir a 1/2 distância da
Projecção: lateral linha que une os dois colos femurais no PMS.

Posicionamento:
- Estudo unilateral: decúbito lateral. Membro ipsilateral flectido a 90º e o
contralateral em extensão. Obliquar o doente a 45º de modo afastar o lado
oposto ao lado a radiografar.

- Estudo bilateral (em crianças): decúbito dorsal. Com os


joelhos flectidos. Plantas dos pés em contacto (posição de rã).
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


- 1/3 proximal do fémur de perfil;
- Sobreposição do grande trocanter ao colo do fémur;
- Pequeno trocanter desprojectado do bordo medial do fémur;
- Art. coxo-femural no centro de colimação;
- Valores de exposição adequados.

48
Chassi: 18x24 Axiais
(uni)
DFf: 1m
Posto com
potter RC: IS: perpendicular a incidir na região
Foco: fino inguinal.
Projecção: SI: a incidir no colo do fémur.
axial
Posicionamento:
- Infero-superior (IS): decúbito dorsal. Flexão e elevação do membro inferior
contralateral. Coxa a 90º como corpo. Chassi colocado verticalmente e apoiado
na crista ilíaca.
- Supero-inferior (SI): decúbito dorsal. Chassi colocado entre as pernas (pode
recorrer-se a chassi curvo)
- Colimar à região de interesse.

Finalidade: serve como complemento à incidência de face em bloco, onde


não se faz o falso perfil.

Critérios de boa realização:


- Colo do fémur no centro de colimação visto de forma axial;
- Valores de exposição adequados.

• Estudo radiológico da bacia

Face AP
Chassi: 35x43
t.
DFf: 1m
Posto com
potter RC: perpendicular a incidir a meia distância da
Foco: fino linha que una as EIAS e a sínfise púbica, no PMS.
Projecção: AP
Posicionamento:
- Decúbito dorsal. Membros inferiores em extensão. Ligeira abdução dos
membros e rotação interna de 15º dos membros para corrigir a anteversão
fisiológica do colo do fémur (desdobrar o colo do fémur).
- Colimar à região de interesse.

Nota: Em caso de visualização de prótese da anca, o RC deve incidir na


síntese púbica e cortam-se as cristas ilíacas.

Critérios de boa realização:


- Grande trocanter de perfil;
- Simetria dos buracos obturadores e dos ilíacos;
- Alinhamento da apófise espinhosa de L5 com o centro do sacro e da
sínfise púbica;
- Visualização de toda a pelve óssea;
- Colo do fémur desdobrado;

49
- Pequeno trocanter no bordo medial do fémur, projectado de forma
triangular;
- Visualização do “U” radiológico de Calot (formado pelo sobreposição do
acetábulo; a cavidade forma uma espécie de lágrima);
- Valores de exposição adequados.

Face em carga
Chassi: 35x43
t.
DFf: 1m
Posto com
potter RC: perpendicular a incidir a meia distância da linha
Foco: fino que una as EIAS e a sínfise púbica, no PMS.
Projecção: AP

Posicionamento:
- Ortostatismo. Membros superiores ao longo do corpo e ligeiramente
abduzidos. Membros inferiores em extensão com rotação interna de 15 a 20º.
- Colimar à região de interesse.

Finalidade: Estudo da báscula pélvica ou da articulação coxo-femural.

• Estudo da sínfise púbica e ramos isquiopúbicos

Face
Chassi: 35x43 t. ou
24x30 (trauma da
sínfise púbica)
DFf: 1m
Posto com potter
RC: angulado a incidir a meia distância da linha
Foco: fino
que una as EIAS e a sínfise púbica, no PMS.
Projecção: AP
Posicionamento:
- Decúbito dorsal. Membros inferiores em extensão.
Ligeira abdução dos membros e rotação interna de 15º dos
membros.
- Inlet: raio central angulado 45º crânio-caudal
- Outlet: raio central angulado 45º caudo-craniana
- Colimar à região de interesse.

Critérios de boa realização:


* Intet:
- Asas do ilíaco abertas;
- Boa visualização do estreito pélvico;
- Sínfise púbica vista de forma axial;
- Valores de exposição adequados.
* Outlet:
50
- Ramos isquio-púbicos desdobrados;
- Sínfise púbica de face;
- Valores de exposição adequados.

• Estudo radiológico do acetábulo e buraco obturador


(Hemiface da bacia)

Incidência Alar e Obturadora


Chassi: 24x30(uni) ou
18x43(bi)
DFf: 1m
Posto com potter RC: perpendicular a incidir a meia distância da
Foco: fino linha que una as EIAS e a sínfise púbica do lado
Projecção: AP a radiografar.

Posicionamento:
- Incidência Alar: decúbito dorsal. Rodar o doente 45º (para desdobrar a asa
do ilíaco) para o lado a radiografar.
- Incidência Obturadora: decúbito dorsal. Rodar o doente 45º (para abrir o
obturador e a asa do ilíaco) para o lado oposto a radiografar.
- Colimar à região de interesse.

Nota: ao fazer o estudo bilateral ao fazer a incidência alar direita, obtemos a


imagem relativa a uma obturadora esquerda, tal como ao fazer a incidência
obturadora direita, na imagem obtemos a alar esquerda. Estudo simultâneo.

Critérios de boa realização:


* Alar:
- Asa do ilíaco desdobrada;
- Buraco obturador obliquado;
- Visualização da hemiface da bacia na totalidade desde as cristas ilíacas até
ao ramo isquio-púbico inferior;
- Valores de exposição adequados.
* Obturadora:
- Buraco obturador bem aberto e arredondado;
- Asa do ilíaco quase de perfil;
- Visualização da hemiface da bacia na totalidade desde as cristas ilíacas até
ao ramo isquio-púbico inferior;
- Valores de exposição adequados.

• Luxação congénita da anca

- Mais frequente das luxações;


- Ocorre frequentemente no sexo feminino;
51
- A anca esquerda mais atingida (3:2);
- Raça branca mais atingida do que a raça negra.

Luxação: separação total ou parcial de 2 estruturas que deveriam estar em


contacto.

Diagnóstico: manifestações clínicas que apresenta e achados radiológicos


característicos.

- Incidência Face AP da bacia:


- Incidência Lowestein (posição rã)
- Incidência Van Rosen

Incidência de Lowestein (posição de rã)


Chassi: 24x30
t.
DFf: 1m
Posto com
potter RC: perpendicular a incidir a meia distância da
Foco: fino linha que una as EIAS e a sínfise púbica, no PMS.
Projecção: AP
Posicionamento:
- Parte-se da posição de face da bacia. Flexão e abdução
dos membros inferiores, de modo a que as plantas dos pés estejam em contacto.
- Colimar à região de interesse e protecção radiológica da criança.

Critérios de boa realização:


- Visualização de toda a cintura pélvica óssea;
- Alinhamento da apófise espinhosa L5 com o centro do sacro e sinfise
púbica;
- Pequeno trocanter ligeiramente desprojectado medialmente e grande
trocanter sobreposto ao colo do fémur;
- 1/3 proximal do fémur de perfil;
- Valores de exposição adequados.

Incidência de Van Rosen


Chassi: 24x30
t.
DFf: 1m
Posto com
potter RC: perpendicular a incidir a meia distância da
Foco: fino linha que una as EIAS e a sínfise púbica, no PMS.
Projecção: AP

Posicionamento:
- Parte-se da posição de face da bacia. Abdução a 45º e extensão dos
membros inferiores. Rotação interna dos mesmos.
52
- Colimar à região de interesse e protecção radiológica da criança.

53
• Estudo radiológico das articulações sacro-ilíacas

Face bilateral
Chassi: 24x30 t.
DFf: 1m
Posto com
potter RC: angulado 30 a 35º caudo-craniano a incidir a
Foco: fino meia distância entre as EIAS e a sínfise púbica no
Projecção: AP PMS.
Posicionamento:
- Decúbito dorsal. Membros inferiores em extensão. Membros superiores em
extensão ao longo do corpo, ou ao nível do tórax.
- Colimar à região de interesse.

Finalidade: a angulação faz com que abordemos tangencialmente a


articulação

Observações: Apneia respiratória

Critérios de boa realização:


- Ausência de rotação (equidistância das apófises sacrais);
- Espaços articulares sacro-ilíacos e L5-S1 bem visíveis;
- Articulações sacro-ilíacas centradas e alinhadas com o centro de
colimação;
- Valores de exposição adequados.

Oblíquas (as posteriores são as mais realizadas)


Chassi:
18x24cm
DFf: 1m
Posto com
RC: perpendicular a incidir ao nível das EIAS, 2,5cm
potter
medial, pode manter-se a angulação da face para ver
Foco: fino
a articulação em toda a extensão.
Projecção: AP
Posicionamento:
- Decúbito dorsal. Elevar o lado a radiografar 25 a 30º para
oblíqua posterior. Alinhar a articulação com o centro de colimação.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

OPD – articulação sacro-ilíaca esquerda


OPE – articulação sacro-ilíaca direita

54
7. Estudo radiológico da coluna vertebral

• Estudo radiológico da coluna cervical

Face AP (C3-C7)
Chassi:
18x24cm l.
DFf: 1m
Posto com
RC: angulado 15 a 20º caudo-craniano a incidir ao
potter
nível do ponto mais proeminente da cartilagem
Foco: fino
tiroideia.
Projecção: AP

Posicionamento:
- Ortostatismo ou decúbito dorsal. Ligeira deflexão da
cabeça. Mastóides equidistantes do filme. Plano médio
sagital perpendicular ao filme.
- Colimar à região de interesse.

Observações: apneia respiratória, não deglutir

Nota: a angulação pretende tangenciar os discos e os espaços intervertebrais

Critérios de boa realização:


- Visualização de C3 a D1
- Ausência de rotação (apófises espinhosas alinhadas)
- Espaços intervertebrais abertos
- Sobreposição da mandíbula e do occipital sobre C1 e C2
- Valores de exposição adequados

Chassi: Perfil
18x24cm l.
DFf: 1,5m
Posto com RC: perpendicular e horizontal a incidir ao nível do bordo
potter superior da cartilagem tiroideia, 2cm à frente das
Foco: fino apófises espinhosas (o feixe longitudinal deve passar no
Projecção: ouvido externo)
lateral
Posicionamento:
- Lateral em ortostatismo. Ombro encostado ao potter. Ligeira
deflexão da cabeça. Ombros descaídos. Plano médio sagital paralelo ao filme.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia expiratória

Critérios de boa realização:


- Visualização de C1 a C7 e se possível C7-D1
- Ausência de rotação
- Não desdobramento do muro vertebral posterior
- Não sobreposição da mandíbula às vértebras cervicais superiores
- Valores de exposição adequados

55
Oblíquas (incidência em dupla obliquidade)
Chassi:
18x24cm l.
DFf: 1m
Posto com
RC: angulado 15 a 20º caudo-craniano a incidir ao
potter
nível do ponto mais proeminente da cartilagem
Foco: fino
tiroideia.
Projecção: AP
Posicionamento:
- Ortostatismo ou decúbito dorsal. Rotação do corpo e cabeça de 45º. Ligeira
deflexão da cabeça.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Finalidade: Estudo dos buracos de conjugação, delimitados pelas apófises


transversas e articulações interapofisárias, pelos quais emergem as raízes
nervosas.

Critérios de boa realização:


- Visualização de C1 a C7
- Boa visualização dos buracos de conjugação (circulares)
- Não sobreposição das mandíbulas às vértebras cervicais superiores
- Não sobreposição da base do crânio a C1
- Valores de exposição adequados

OPD – buracos de conjugação esquerdos


OPE – buracos de conjugação direitos

Face AP (C1-C2) transoral ou transbucal ou incidência de boca aberta


Chassi: 18x24cm l.
DFf: 1m
Posto com potter
Foco: fino
Projecção: AP com a boca RC: perpendicular a incidir no centro da
aberta boca aberta.

Posicionamento:
- Ortostatismo ou decúbito dorsal. Linha que une a
margem inferior das incisivas superiores sobreposta à base do
crânio, perpendicular ao filme. Mastóides equidistantes do
filme. Plano médio sagital perpendicular ao filme.
- Fixar os dentes superiores com o occipital, ajustar a rotação da cabeça e
pedir ao doente para abrir a boca.
- Colimar à região de interesse.

Nota: instrução do paciente para manter a boca aberta pronunciando o som


“A”, porque assim a língua repousa no chão da boca.

Critérios de boa realização:


56
- Visualização de C1 a C2 e respectiva articulação, assim como a apófise
odontóide ou dente do áxis
- Ausência de rotação
- Sobreposição dos incisivos superiores com base do crânio
- Valores de exposição adequados

57
Estudos dinâmicos

• Perfil em Hiperflexão e em hiperextensão


Chassi:
18x24cm l.
DFf: 1,5 m
Posto com
Posicionamento:
potter
RC: perpendicular e horizontal a incidir ao nível de C4
Foco: fino
(cartilagem tiroideia).
Projecção: AP
- Lateral em ortostatismo.
Ombro encostado ao potter. Ombros descaídos.
Plano médio sagital paralelo ao filme.
- Hiperflexão: queixo deprimido a tocar no
tórax.
- Hiperextensão: queixo levantado e cabeça inclinada para trás ao máximo.
- Colimar à região de interesse.

Finalidade: estudo relação corpos-discos, alinhamento da coluna,


flexibilidade da coluna.

Observações: Apneia respiratória

Critérios de boa realização:


- Visualização de C1 a C7
- Ausência de rotação
- Não desdobramento do muro vertebral posterior
- Hiperflexão: apófises espinhosas devem estar afastadas
- Hiperextensão: apófises espinhosas devem estar próximas
- Valores de exposição adequados

• Transição cervico-dorsal

Chassi: Perfil (posição de nadador)


18x24cm l.
DFf: 1m
Posto com
potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir ao nível de D1 (ao nível da
Projecção: apófise espinhosa C7).
lateral

Posicionamento:
- Lateral ou em ortostatismo ou decúbito lateral. Braço e
ombro ipsilateral colocados para cima e ligeiramente para a
frente. Mão apoiada na cabeça. Braço e ombro contralaterais
colocados para baixo e ligeiramente para trás. Plano médio
sagital paralelo ao filme.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia expiratória

Critérios de boa realização:


- Visualização de C4 a D3
- Cabeças dos úmeros separadas verticalmente
58
- Valores de exposição adequados

• Estudo radiológico da coluna dorsal

Face AP
Chassi:
18x43cm l.
DFf: 1m
Posto com
RC: perpendicular a incidir ao nível de D6-D7 (8 a
potter
10cm abaixo da incisura jugular) (meio da linha
Foco: fino
intermamilar).
Projecção: AP
Posicionamento:
- Ortostatismo ou decúbito dorsal. Alinhar o plano médio
sagital (tracção). Braços ao longo do corpo.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia expiratória (para obter uma


melhor uniformização em termos de densidade e valores de
exposição)

Nota: coluna mais próxima, raio aborda a curvatura pela sua concavidade
então o raio é perpendicular; podemos usar um ecrã gradual com o + para cima
e o – para baixo e/ou tirar partido do efeito anódico, para combater a
sobrexposição das vértebras dorsais superiores e a subexposição das vertebral
dorsais inferiores.

Critérios de boa realização:


- Visualização de C7 a L1
- Ausência de rotação (articulações esterno-claviculares equidistantes da
coluna)
- Apófises espinhosas alinhadas e centradas
- Valores de exposição adequados

Chassi: Perfil
18x43cm l.
DFf: 1m
Posto com
potter RC: perpendicular a incidir a nível de D6-D7 (2 dedos
Foco: fino abaixo da axila no plano coronal), 4cm para a frente
Projecção: do plano dorsal posterior.
lateral
Posicionamento:
- Ortostatismo ou decúbito lateral. Plano
médio sagital paralelo ao filme.
- Ortostatismo: Braços para a frente com as
mãos em pronação forçada
- DL: braços levantados a formarem ângulos
rectos com o corpo e cotovelos flectidos.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia expiratória ou técnica per-respiratória

Critérios de boa realização:


59
- Visualização dos 2/3 inferiores da coluna dorsal;
- Ausência de rotação;
- Espaços intervertebrais abertos;
- Não desdobramento do muro vertebral posterior;
- Valores de exposição adequados.

60
• Estudo radiológico da coluna lombar

Chassi: Face AP ou PA (AP é mais comudo)


24x30cm l.
DFf: 1m
Posto com
potter
RC: perpendicular a incidir a meio do rebordo costal
Foco: fino
inferior e das cristas ilíacas.
Projecção:
AP/PA
Posicionamento:
- Ortostática ou decúbito dorsal. Alinhar o plano médio sagital
(tracção). Braços ao longo do corpo.
- Ortostatismo: Apoio simétrico dos membros inferiores para evitar inflexões
laterais
- DD: Flexão dos joelhos e ancas para reduzir a lordose lombar.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia expiratória

Critérios de boa realização:


- Visualização de D12 a S1
- Bom alinhamento das apófises espinhosas em relação aos corpos
vertebrais – se não houver esclerose
- Articulações sacro-ilíacas equidistantes da coluna
- Valores de exposição adequados

Chassi: Perfil
24x30cm l.
DFf: 1m
Posto com
potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir a meio do rebordo
Projecção: costal inferior e das cristas ilíacas.
lateral Posicionamento:
- Lateral em ortostatismo ou decúbito lateral. PMS paralelo ao
filme. Braços afastados do corpo. Flexão dos joelhos e ancas para
reduzir a lordose lombar (decúbito lateral). Colocar um apoio por baixo do corpo p
diminuir a curvatura provocada pela anca.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Nota: A apneia pode ser expiratória, pois assim o diafragma sobe,


optimizando a visualização das primeiras vértebras lombares, permitido também
uma imagem mais homogénea.
No perfil pode recorrer-se ao foco grosso, devido à necessidade de
aumentar os mA.

Critérios de boa realização:


- Boa visualização de todas as vértebras lombares
- Ausência de rotação
- Sobreposição das apófises articulares direitas e esquerdas
- Não desdobramento do muro vertebral posterior
61
- Espaços intervertebrais abertos
- Valores de exposição adequados

Chassi: Oblíquas anteriores ou posteriores


18x43cm l.
DFf: 1m
Posto com
potter
Foco: fino RC: centrado ao nível de L3; 5cm lateralmente ao PMS
Projecção: (para o lado levantado)
AP/PA

Posicionamento:
- Ortostática (AP ou PA) ou decúbito dorsal ou
decúbito ventral. Rotação do corpo de 45º.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia expiratória


Finalidade: estudo de lise ístmica

Nota: Espondilartrose – Face+Perfil; patologia discal ou lombalgia –


ortostatismo; espondilolitesis (deslizamento de uma vértebra sobre a outra);
espondilolise (pode surgir associado à espondilolistesis; fractura no istmo
lombar).
OA – art. + afastadas
OP – art. + proximas

Critérios de boa realização:


- Boa visualização de D12 a S1
- Boa visualização dos “scotty dog”
- Boa visualização dos istmos lombares (zona entre a lâmina e o pedículo)
- Articulações zigoapofisárias abertas
- Valores de exposição adequados

Estudos dinâmicos

Chassi: • Perfil em Hiperflexão e hiperextensão


35x43cm l.
DFf: 1m
Posto com
potter
Foco: fino RC: centrado ao nível de L3.
Projecção:
lateral
Posicionamento:
- Lateral em ortostatismo ou decúbito lateral. Plano coronal alinhado com a
linha média do potter. Plano médio sagital
paralelo ao filme.
- Hiperflexão: articulando a pelve,
flectir o corpo ao máximo. Em decúbito
lateral colocar em posição fetal.
- Hiperextensão: articulando a pelve,
extensão do tronco ao máximo.
- Colimar à região de interesse.

62
Observações: apneia respiratória
Finalidade: avaliar a flexibilidade da coluna em esforço; permite também ver
se há cedências (espondilolitesis)

Critérios de boa realização:


- Ausência de rotação do tórax ou pelve
- Coluna centrada no centro de colimação
- Não desdobramento do muro vertebral posterior
Chassi: • Face com desvios laterais (direito e esquerdo)
35x43cm l.
DFf: 1m
Posto com RC: centrado ao nível de L3
potter
Foco: fino
Projecção:
AP/PA
Posicionamento:
- Ortostática ou decúbito. Braços ao longo do corpo.
Articulando a pelve, fazer o paciente inclinar o ombro e corpo
mantendo o apoio simétrico dos membros inferiores. Repetir
o procedimento do lado oposto.
- Colimar à região de interesse.

Observações: apneia respiratória

Critérios de boa realização:


- Visualização de D12 a S1;
-Alinhamento das apófises espinhosas em relação ao corpo vertebral;
- Arts. sacro-iliacas equidistantes da coluna;
- Art. da coluna inclinadas para a direita/esquerda;
- Valores de exposição adequados

• Transição lombo-sagrada (L5-S1)

Chassi: Perfil
18x24cm l.
DFf: 1m
Posto com
potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir ligeiramente (2cm)
Projecção: abaixo das cristas ilíacas.
lateral
Posicionamento:
- Lateral em ortostatismo ou decúbito lateral. PMS paralelo ao
filme. Braços afastados do corpo. Apoio simétrico dos membros
inferiores (ortostatismo). Flexão dos joelhos e ancas para reduzir a lordose
lombar (decúbito lateral).
- Colimar à região de interesse

Observações: Apneia respiratória

63
Nota: Faz-se primeiro que a face para determinar o ângulo lombo-sagrado.
Linha paralela ao promontório sagrado mais linha perpendicular à margem
supero-posterior ao sacro.

Critérios de boa realização:


- Art. L5-S1 centrada;
- Espaço intervertebral aberto;
- Visualização desde L5 até ao promuntório sagrado;
- Não rotação e não desdobramento do muro vertebral posterior;
- Valores de exposição adequados

Chassi: Face para L5-S1


18x24cm l.
DFf: 1m
Posto com RC: ângulo lombo-sagrado (determinado no perfil) ou
potter 30 a 35º (padrão); AP – caudo-craniano a meio da linha
Foco: fino que une as EIAS;
Projecção: PA – crânio-caudal a meio da linha que une as EIAS.
AP/PA
Posicionamento:
- Ortostatismo ou decúbito. Braços ao longo do corpo. Apoio simétrico dos
membros inferiores (ortostatismo). Flexão dos joelhos e ancas para reduzir a
lordose lombar (decúbito).
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Critérios de boa realização:


- Espaço intervertebral aberto e no centro de colimação;
- Arts. sacro-iliacas equidistantes do centro da coluna;
- Valores de exposição adequados.

• Estudo radiológico do sacro

Face
Chassi:
24x30cm l.
DFf: 1m
Posto com
potter RC: angulado 15 a 20º caudo-craniano (AP)
Foco: fino centrado no PMS a incidir a meia distância da linha
Projecção: que une as EIAS e a SP.
AP/PA
Posicionamento:
- Decúbito dorsal ou decúbito ventral. Braços ao longo do corpo.
Extensão dos membros inferiores.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Critérios de boa realização:


64
- Visualização de todo o sacro;
- Apófise espinhosa de L5 alinhada e centrada com o sacro;
- Valores de exposição adequados.

Chassi: Perfil
24x30cm l.
DFf: 1m
Posto com
potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir a nível das EIAS, 5cm
Projecção: anterior à superfície posterior do sacro.
lateral Posicionamento:
- Decúbito lateral. Alinhar o sacro com a linha média da mesa.
Flexão das ancas e dos joelhos.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Critérios de boa realização:


- Sacro de perfil;
- Visualização de todo o sacro e no centro de colimação;
- Valores de exposição adequados.

• Estudo radiológico do cóccix

Chassi: Face
18x24cm l.
DFf: 1m
Posto com
potter
RC: angulado 10 a 15º crânio-caudal centrado no
Foco: fino
PMS a incidir 5cm acima da sinfíse púbica.
Projecção:
AP/PA
Posicionamento:
- Decúbito dorsal ou decúbito ventral. Braços ao longo do
corpo. Extensão dos membros inferiores.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Critérios de boa realização:


- Cóccix alinhado e no centro de colimação;
- Valores de exposição adequados.
65
Chassi: Perfil
18x24cm l.
DFf: 1m
Posto com
potter
Foco: fino RC: perpendicular a incidir 3 a 4cm acima do
Projecção: grande trocanter.
lateral
Posicionamento:
- Decúbito lateral. Alinhar o cóccix com a linha média da mesa.
Flexão das ancas e dos joelhos.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Critérios de boa realização:


- Cóccix de perfil, alinhado e no centro de colimação;
- Valores de exposição adequados.

• Incidência de SEZE (incidência panorâmica da região lombar e pélvica,


para estudo ósseo em situação de carga)

Face
Chassi:
35x43cm l.
DFf: 1m
Posto com
potter RC: perpendicular e horizontal a incidir a meio da
Foco: fino linha que une as cristas ilíacas.
Projecção: PA Posicionamento:
- Ortostatismo. Braços ao longo do corpo. Descalço, apoio simétrico dos
membros inferiores e rotação interna dos pés de 15º aproximadamente (para
desdobrar os colos do fémur).
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Finalidade:
- Estudo estático da região lombo-pélvica
66
- Estudo dos corpos vertebrais e discos
- Análise simultânea das articulações sacro-ilíacas, coxo-femurais, charneira
lombo-sagrada e colo do fémur

67
• Estudo métrico da coluna

Particularidades:
- Distância foco-filme de 2m
- Protecção gonadal (até 16anos)
- Grelha anti-difusora
- Filtros de compensação/ écrans graduais/ ou digitalização de imagem
- Apneia respiratória
- Face + Perfil

Telerradiografia de face (estudo de escleoses)


Chassi:
extralongo
DFf: 2m
Com grelha
Foco: fino RC: perpendicular a incidir a meio do chassi.
Projecção: AP

Posicionamento:
- Ortostatismo. Braços ao longo do corpo. Extensão dos membros inferiores
(apoio simétrico).
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Critérios de boa realização:


- Boa visualização de toda a coluna de face e centrada com o centro de
colimação
- Ausência de rotação
- Não sobre-exposição e nem sub-exposição de nenhum dos segmentos
- Incluir na colimação parte das cristas íliacas

Telerradiografia de perfil (estudo de cifoses e hiperlordoses)


Chassi:
extralongo
DFf: 2m
Com grelha
Foco: fino
Projecção: RC: perpendicular a incidir a meio do chassi.
lateral
Posicionamento:
- Lateral em ortostatismo. Braços elevados a formar um ângulo de 90º com o
corpo. Extensão dos membros inferiores (apoio simétrico).
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Critérios de boa realização:


- Boa visualização de toda a coluna de perfil e centrada no centro da
colimação
- Ausência de rotação
- Não sobre-exposição e nem sub-exposição de nenhum dos segmentos
68
8. Estudo radiológico do crânio e do maciço facial

• Estudo radiológico do crânio

Face AP (Schuller II ou rochedos nas órbitas)


Chassi: 24x30cm l.
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino
Projecção: AP RC: perpendicular a incidir no nasion

Posicionamento:
- Paciente sentado para uma projecção AP. Apoio do
occipital. Flexão da cabeça de modo a que o POM fique
perpendicular à mesa e paralelo ao raio central. PMS
perpendicular ao filme de forma a garantir a simetria do crânio.
- Colimar de acordo com a região.

Observações: Apneia respiratória


Ângulos: OM = 0º; S= 0º

Finalidade: Incidência de recurso quando o paciente não consegue fazer


uma face PA para traumatizados ou acamados

Janela radiológica: Órbitas para projectar os rochedos

Nota: se o doente estiver instável, devemos recorrer a apoios para imobilizar


a cabeça.

Face PA (Steenhuis)
Chassi: 24x30cm l.
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino RC: perpendicular a emergir no
Projecção: PA nasion

Posicionamento:
- Paciente sentado para uma projecção PA. Apoio fronto-
nasal. POM perpendicular à mesa e paralelo ao raio central.
Palmas das mãos apoiadas no potter. PMS perpendicular ao
filme.
- Colimar de acordo com a região

Observações: Apneia respiratória


Ângulos: OM = 0º; S = 0º

Finalidade: estudo standard; tumor na cabeça; estudo da abobada craniana

69
Nota: se cortarmos a mandíbula na faz mal; há patologias e que há aumento
dos ossos (ex:acromegalia)

Critérios de boa realização:


- Posição simétrica do crânio (linhas inominadas equidistantes da linha
média)
- Rochedos (ouvidos; porção petrosa do temporal) no centro das órbitas
- Boa visualização das linhas inominadas (resultam de um tangenciamento
do raio relativamente à asa do esfenoide)
- Visualização de todo o crânio desde o vertéx até à mandíbula.
Perfil
Chassi: 24x30cm
t.
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino RC: perpendicular a incidir 4cm acima do
Projecção: PA tragus contralateral.

Posicionamento:
- Paciente sentado para uma projecção PA, lateral em
ortostatismo ou decúbito lateral. PMS paralelo ao filme e
perpendicular ao RC. POM paralelo ao chão. Apoio do plano
auricular direito ou esquerdo consoante a informação clínica.
Membro superior contralateral em extensão e ipsilateral
encostado ao potter com o ombro relaxado.
- Colimar de acordo com a região.

Observações: Apneia respiratória

Ângulos: OM = 0º; S = 90º

Nota: incidência muito informativa

Critérios de boa realização:


- Crânio de perfil
*Tectos das órbitas sobrepostos
*Apófises clinóides da sela turca sobrepostos
*CAE sobrepostos
- Boa visualização dos seios perinasais
- Bom estudo da sela turca

Incidência de perfil nos traumatizados

Chassi: 24x30cm
DFf: 1m
Posto: potter h.
Foco: fino RC: perpendicular horizontal a incidir no
Projecção: PA meio do chassi.

Posicionamento:
- Doente em decúbito dorsal. Alinhar o PMS. Flectir a
cabeça e elevar o crânio com um apoio para não cortar a parte
mais posterior do occipital.
70
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Ângulos: OM = 0º; S = 90º

Caldwell
Chassi: 18x24cm l.
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino RC: a formar um ângulo de -25º com o POM,
Projecção: PA angulado 25º crânio-caudal a emergir no nasion.

Posicionamento:
- Paciente sentado para uma projecção PA. Apoio fronto-
nasal. POM perpendicular ao filme.
- Colimar de acordo com a região.

Observações: Apneia respiratória

Ângulos: OM = -25º; S = 0º

Finalidade: estudo do osso frontal

Nota: usa-se em caso de lesão nos seios

Critérios de boa realização:


- Bordo superior dos rochedos sobreposto ao bordo inferior das órbitas
- Simetria do crânio
- Visualização do chão da sela turca
- Boa visualização dos seios frontais e osso frontal

Caldwell invertido (incidência para politraumatizados)


Chassi: 18x24cm l.
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino RC: angulado 25º caudo-craniano a
Projecção: AP incidir no nasion.

Posicionamento:
- Paciente posicionado para uma projecção AP. Apoio do occipital. POM
perpendicular ao filme.
- Colimar de acordo com a região

71
Observações: Apneia respiratória

Towne (ou semi-axial)


Chassi: 24x30 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter h/v.
RC: angulado 25º crânio-caudal a incidir no centro
Foco: fino
da linha bi-auricular, +/- 7 cm acima do nasion.
Projecção: AP

Posicionamento:
- Paciente sentado para uma projecção AP. Apoio do
occipital. Flexão máxima da cabeça de forma a que o mento
fique encostado ao tórax (se possível). Raio central a formar
um ângulo de 25º com o POM. POM perpendicular ao filme.
- Colimar de acordo com a região

Observações: Apneia respiratória

Ângulos: OM = 25º;S = 0º

Finalidade: estudo da região occipital; pesquisa de fracturas.

Critérios de boa realização:


- Simetria do crânio e não rotação
- Todo o maciço facial é projectado para baixo para visualização do occipital
e abóbada craniana
- Côndilos da mandíbula de face
- Visualização do dorso da sela turca
- Estudo das mastóides, ATM
- Projecção da sela turca no buraco magno (só em alguns pacientes,
noutros é necessário dar mais angulação à ampola)

Towne invertido
Na impossibilidade de fazer flexão da cabeça. Parte-se da
incidência de Caldwell com RC angulado 25º cranianos a incidir
na base do occipital a emergir +/- 7cm acima do nasion.
72
Nota: podemos colocar um apoio para a flexão da cabeça, na falha de Towne
e Towne invertido, é uma incidência de último recurso pois causa muita
disturção.

Water
Chassi: 18x24 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino RC: perpendicular a emergir no
Projecção: PA acantion.
Posicionamento:
- Paciente sentado para uma projecção PA. Apoio do
mento. Raio central a formar um ângulo de -50º com o POM
- Colimar de acordo com a região

Observações: Apneia respiratória

Ângulos: OM = -50º;S = 0º

Finalidade: estudo dos ossos da face e dos seios, desvio do septo nasal e
pirâmide dos septos.

Critérios de boa realização:


- Simetria do crânio e não rotação
- Estudo dos ossos da face
- Estudo dos malares (trauma)
- Estudo da região nasal (trauma)
- Seios maxilares totalmente livres da sobreposição dos rochedos

Water modificado
Em caso de pesquisa de fractura dos malares realizar duas incidências:
* -40º Apoio mentonasal e raio central angulado 5º descendentes
* -60º Apoio mentoniano e raio central angulado 10º descendentes
73
Raio central: sempre a emergir no acantion.

Blondeau
Chassi: 18x24 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino RC: perpendicular a emergir no
Projecção: PA acantion.

Posicionamento:
- Paciente sentado para uma projecção PA. Apoio do
mento com abertura da boca. Raio central a formar um
ângulo de -50º com o POM.
- Colimar de acordo com a região

Observações: Apneia respiratória

Ângulos: OM = -50º;S = 0º

Nota: usa-se a boca como janela radiológica para visualizar os seios


esfenoidais

Critérios de boa realização:


- Simetria do crânio e não rotação
- Seios esfenoidais projectados na boca
- Seios maxilares livres de sobreposição
- Visualização de toda a pirâmide nasal.

Incidências axiais
Axiais – estudo da base do crânio
Chassi: 18x24 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter v. 74
Foco: fino RC: perpendicular a incidir a meio da linha
Projecção: AP que une os tragus
Posicionamento:
- Paciente sentado para uma projecção AP.
Hiperextensão (contra-indicado em suspeita de traumatismo
da cervical) da cabeça de modo a que o raio central faça um
ângulo de 90º (hiperaxial); 75º (Hirtz) ou 60º (subaxial) com
o POM. Apoio do vértex.
- Colimar de acordo com a região

Observações: apneia respiratória


Nota: desaconselhado a pacientes que não conseguem fazer hiperextensão

Distinção:
* Subaxial: o arco da mandíbula fica abaixo dos seios frontais
* Hirtz: o arco da mandíbula fica sobreposto aos seios frontais
* Hiperaxial: O arco da mandíbula fica acima dos seios frontais

Critérios de boa realização:


- Estudo dos seios esfenoidais e etmoidais
- Estudo das ATM, arco da mandíbula e apófises zigomáticas (malares)
- Projecção do arco da mandíbula:
- Axial – sobre os seios frontais
- Hiperaxial – à frente dos seios frontais
- Subaxial – sobre as células etmoidais anteriores
Mahoney ou chão das órbitas
Chassi: 18x24 cm
t.
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino RC: perpendicular a emergir no meio da
Projecção: PA linha interpupilar.

Posicionamento:
- Paciente sentado para uma projecção PA. Apoio mento-
nasal. Raio central a formar um ângulo de -35º com o POM.
- Colimar de acordo com a região

Observações: Apneia respiratória

Ângulos: OM = -35º;S = 0º

Indicações: pesquisa de corpos estranhos

Artefactos: lentes de contacto

Variantes no tipo de apoio:


Fractura do mento – fazer apoio fronto-nasal com raio central angulado 35º
crânio-caudal
Apoio nasal (ângulo OM de -25º) – raio central angulado 10º crânio-caudal
Apoio mentoniano (ângulo OM de -50º) – raio central angulado 15º caudo-
craniano

Critérios de boa realização:


- Rochedos na metade inferior dos seios maxilares
75
- Simetria do crânio e não rotação
- Visualização do chão das órbitas

Perfil da órbita
Chassi: 18x24 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino RC: perpendicular a incidir no rebordo externo da
Projecção: PA órbita contralateral.
Posicionamento:
- Paciente sentado para uma projecção PA, lateral em ortostatismo ou
decúbito lateral (em extrema urgência quando não há mais alternativa). PMS
paralelo ao filme e perpendicular ao raio central. POM paralelo ao raio central.
Apoio do plano auricular direito ou esquerdo consoante a informação clínica.
- Colimar de acordo com a região

Observações: Apneia respiratória


Ângulos: OM = 0º;S = 90º

Finalidade: pesquisa de corpos estranhos na órbita ou diferença do chão da


órbita

Critérios de boa realização:


- Sobreposição dos tectos das órbitas
- Sobreposição das apófises clinóides anteriores e posteriores
- Sobreposição dos CAEs
- Órbita no centro de colimação
- Crânio estritamente de perfil
Método de Comberg (em desuso)

Técnica:
1. Anestesia local
2. Colocação da lente de contacto de Comberg que contem uma agulha no
centro para ter certeza que o paciente está bem posicionado
3. Radiografia de face e perfil estrito da órbita
4. Cálculo exacto da localização do corpo estranho e factor de ampliação

Finalidade: Pesquisa de corpos estranhos intra-oculares

• Estudo radiológico do canal óptico

Hartmann
Chassi: 18x24 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino RC: perpendicular a emergir na
Projecção: PA órbita ipsilateral.

Posicionamento:
- Paciente sentado para uma projecção
PA. Cabeça deflectida. Apoio mento-nasal de
forma a colocar o POM a -35º. Rotação da
76
cabeça para o lado ipsilateral (plano médio sagital a 35º). Apoio do nariz, mento,
malar.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Finalidade: Visualizar o canal óptico através da órbita (janela radiológica).

Estruturas visualizadas: Canal óptico (forma circular) de bordos bem


definidos, projectado centro do quadrante infero-externo da órbita.

Rheze
Chassi: 18x24 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino RC: perpendicular a emergir na
Projecção: PA órbita

Posicionamento:
- Paciente sentado para uma projecção PA. Apoio fronto-
nasal de forma a colocar o POM a 0º. Rotação da cabeça para
o lado ipsilateral (plano médio sagital a 35º). Apoio do frontal,
nariz e malar.
- Colimar à região de interesse.

Observações: Apneia respiratória

Finalidade: Visualizar o canal óptico através da órbita (janela radiológica).

Estruturas visualizadas: Canal óptico (forma oval) de bordos bem


definidos, projectado no centro do quadrante infero-externo da órbita. Canal
óptico alongado.
• Estudo radiológico da fenda esfenoidal

Caldwell modificado
Chassi: 18x24 cm
t.
DFf: 1m
Posto: potter v.
RC: angulado 20º descendentes a emergir a
Foco: fino
meio da linha que une as 2 orbitas.
Projecção: PA
Posicionamento:
- Paciente sentado para uma projecção PA. Apoio fronto-nasal. POM= -20º e
PMS = 0º.
- Colimar à região de interesse.

Finalidade: Estudo da fenda esfenoidal.

Estruturas visualizadas: Estudo bilateral das fendas esfenoidais.

Critérios de boa realização:


- Visualização simétrica da fenda esfenoidal
77
- Projecção da porção petrosa debaixo do sulco supra-orbital

Incidência de Brunetti (em desuso)


Chassi: 18x24 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino RC: perpendicular a emergir no
Projecção: PA centro da órbita

Posicionamento:
- Doente sentado para uma projecção PA.
Rotação da cabeça para o lado oposto de forma a
que o PMS fique a 15º. Apoio nasal de forma a
que o POM fique a -20º.
- Colimar à região de interesse.

Finalidade: Estudo da fenda esfenoidal.

Estruturas visualizadas: Visualização da fenda esfenoidal ao centro da


órbita, entre o canal óptico e a fissura orbital superior.

78
• Estudo radiológico do ouvido

Incidência transorbitária de Guillén

Chassi: 18x24 cm
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino RC: perpendicular a incidir no ângulo supero-
Projecção: AP interno da órbita homolateral.

Posicionamento:
- Doente em decúbito dorsal. Cabeça flectida de modo
a que o POM fique perpendicular ao filme. Colocar o feixe
luminoso longitudinal na junção do 1/3 médio e do 1/3
externo da órbita. Rotação da cabeça para o lado a
radiografar de modo a colocar o raio central no ângulo
supero-interno da órbita.
- Colimar à região de interesse.

Observações: apneia respiratória

Ângulos: OM = 0º;S = -15º

Finalidade: Estudo do ouvido médio através da órbita (janela radiológica).


Visualizam-se os ossículos do ouvido, a caixa do tímpano, o labirinto com o
vestíbulo, os canais semi-circulares superior e externo e canal auditivo interno.

Critérios de boa realização:


- Ouvido médio projectado na órbita
- Canal semi-circular externo visto de face

Incidência de Chaussé III


Chassi: 18x24 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino RC: perpendicular a incidir no ângulo
Projecção: AP externo da órbita.

Posicionamento:
- Doente em decúbito dorsal. Cabeça flectida de
modo a que o POM fique perpendicular ao filme. Colocar
o feixe luminoso longitudinal na junção do 1/3 médio e do
1/3 externo da órbita. Rotação da cabeça para o lado
oposto ao lado a radiografar.
- Colimar à região de interesse.

Observações: apneia respiratória

Ângulos: OM = 0º;S = 15º

Objectivo: Desfiladeiro (ouvido) antro-aticotimpânico projectado para fora da


órbita, constituído pelo vestíbulo, canal auditivo externo, canal semi-circular
superior, caixa timpânico e assiculo.
79
80
Incidência de Stenvers
Chassi: 18x24 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter v. RC: perpendicular a incidir a meio da
Foco: fino linha orbitomeatal do lado ipsilateral.
Projecção: AP

Posicionamento:
- Decúbito dorsal. POM perpendicular ao filme.
Rotação da cabeça para o lado oposto a radiografar de modo a colocar o raio
central a meio da linha orbitomeatal.

Observações: apneia respiratória

Ângulos: OM = 0º;S = 35º

Finalidade: estudo do ouvido interno e células mastoideias.

Critérios de boa realização:


- Visualização do fundo do canal auditivo interno ligeiramente encurtado
- Projecção de face dos canais semi-circulares superiores e externos
- Visualização da cóclea e do vestibulo

• Estudo radiológico das ATM

Schuller I
Chassi: 18x24 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino RC: angulado 25º crânio-caudal a emergir na
Projecção: PA ATM em estudo.

Posicionamento:
- Paciente sentado para uma projecção PA, lateral em ortostatismo ou
decúbito lateral. Cabeça de perfil de modo que o plano médio sagital
fique paralelo ao filme. Flexão da cabeça de modo a que o POM fique
paralelo ao chão. Deve ser feito o estudo bilateral com a boca aberta e
fechada.
- Colimar de acordo com a região

Observações: Apneia respiratória

Ângulos: OM = -25º;S = 90º

Finalidade: estudo das ATM

Critérios de boa realização:


- ATM no centro de colimação
- Colimação adequada

81
• Estudo radiológico dos seios paranasais

- Seios frontais, seios etmoidais, seios esfenoidais, seios maxilares

Particularidades:
- Ponderação na escolha dos valores de exposição – densidade radiográfica
dos seios perinasais;
- Sempre que possível realizar em ortostatismo ou sentado;
- Incidências em número suficiente para demonstrar todos os seios
perinasais livres de sobreposição;
- Rigor no posicionamento;
- Patologia mais frequente é sinosite, formação de pólipos.

Objectivo: Ver seios livres de sobreposição.

- Chassi: 18x24 cm

82
Incidências Objectivo
Perfil (raio central Visualização de todos os seios

perpendicular a incidir a meio da perinasais


linha OM)

Caldwell Visualização dos seios frontais


de face e células etmoidais
anteriores

Water Visualização dos seios

maxilares e frontais

Visualização do seio
Blondeau
esfenoidal
Visualização dos seios
Hiperaxial frontais, etmoidais e seio
esfenoidal

83
Nota: em algumas instituições podemos prescindir das incidências de
Caldwell e Blondeau.

Incidência de Water – sinusite ou pólipo?


Procede-se à modificação do Water – faz-se a incidência de Water e inclina-
se a cabeça para um lado ou para outro; ou ambos para distinguir se é nível
hidroaéreo ou pólipo.

• Estudo radiológico da sela turca


- Faz parte do osso esfenoidal
- Aloja a hipófise (se a hipófise estiver aumentada pode levar a erosão da sela
- É limitada pelas apófises clinóides anterior e posteriormente
- Constituída por: chão da sela e dorso
- O melhor estudo é o perfil
- Chassi: 18x24 cm

84
Incidências Objectivo
Perfil (raio central 2,5cm Visualização da sela turca
acima e anteriormente ao CAE)

Visualização do chão da sela


Caldwell
turca
Towne (raio central 30 a 35º Visualização do dorso da sela
ou mais, janela radiológica – turca
buraco

magno)

• Estudo radiológico dos ossos próprios do nariz

- Chassi: 18x23 cm
- Sem potter

85
Incidências Características
Perfil dos ossos próprios Idêntico à incidência com o
do nariz raio central a incidir na raiz do
nariz

Crosserez (não se usa) Posição como a incidência de


Hirtz com o raio central
tangente à raiz do
nariz

Visualização da pirâmide
Water
nasal. Desvio do septo

• Estudo radiológico da mandíbula

Face PA
Chassi: 18x24 cm
DFf: 1m
Posto: potter v.
Foco: fino RC: perpendicular a emergir a meia
Projecção: PA distância entre o mento e as ATM’s no PMS.

Posicionamento:
- Paciente sentado para uma projecção PA. Apoio fronto-nasal.
POM deve ficar perpendicular à mesa e paralelo ao raio central. Boca
fechada e em repouso. Palmas das mãos apoiadas no potter.
86
- Colimar de acordo com a região

Observações: Apneia respiratória

Ângulos: OM = 0º;S = 0º

Critérios de boa realização:


- Visualização de toda a mandíbula, desde os condilos até ao mento
- Mandíbula no centro de colimação
- Ausência de rotação – gonions ao mesmo nível e equidistantes do PMS

Ortopantomografia
- Radiografia panorâmica de toda a região maxilo-facial
- Permite a visualização de toda a arcada desntária
- Permite o estudo de toda a mandibyla, ATM’s e condilos

Aparelho especializado: Cefalostato

Posicionamento:
- Doente em ortostatismo ou sentado com a coluna
cervical rectilinizada. Pedir ao doente para morder o
objecto do aparelho para que não haja sobreposição dos
dentes. PMS alinhado e centrado com a linha luminosa
longitudinal. Feixe luminoso transversal a coincidir com a
linha infraorbitomeatal.

Critérios de boa realização:


- Visualização do trabeculado ósseo
- Visualização da arcada dentária desde a parte cortical à parte medular
- Visualização dos espaços articulares
- Boa visualização da arcada dentária e da inserção dos dentes na
mandíbula
- Simetria das ATM’s
- Simetria da arcada dentária
- Ramos e dentes superiores igualmente ampliados de cada lado
- Imagem no centro da película
- Porção da cervical igual de cada lado e desobrepostos das ATM’s
- Mandíbula com formato ovalado e com a sinfise mandibular projectada
ligeiramente abaixo dos ângulos mandibulares
- Visualização desde as ATM’s até ao mento

Oblíqua (Défillé)
Chassi: 18x24 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter v. RC: angulado 25º caudo-craniano, a
Foco: fino emergir no gonion homolateral.
Projecção: PA

87
Posicionamento:
- Cabeça de perfil com apoio do plano auricular. Plano
médio sagital paralelo ao filme. Sobreposição dos ramos
direito e esquerdo da mandíbula.
- Colimar de acordo com a região

Observações: Apneia respiratória

Ângulos: OM = 25º;S = 90º

Nota: em vez de angular a ampola, podemos rodar a cabeça.

Critérios de boa realização:


- Porção mandibular em estudo horizontalizada, no centro de colimação e
livre da sobreposição da porção mandibular contralateral.

88
89
Incidência OM S RC Finalidade
Schuller II
Estudo standard
Rochedos nas Perpendicular a
0º 0º da abobada
órbitas incidir no nasion
craniana
Face AP do crânio
Estudo standard
Steenhuis Perpendicular a
0º 0º da abobada
Face PA do crânio emergir no nasion
craniana
Perpendicular, 4 Todas as
Perfil do crânio 0º 90º cm acima do tragus estruturas de
contralateral perfil
Angulado 25º
Caldwell 25º 0º caudais, a emergir Estudo do frontal
no nasion
Angulado 25º
caudais, a incidir Estudo do
Towne (AP) 25º 0º
no meio da linha bi- occipital
auricular
Estudo dos ossos
Perpendicular a da face e dos
Water 50º 0º emergir no seios, desvio do
Crânio
acantion septo nasal e
pirâmide nasal
Ver os seios
Perpendicular a esfenoidais
Blondeau -50º 0º emergir no usando a boca
acantion como janela
radiológica
Arco da
mandíbula
Subaxial -60º 0º
abaixo dos seios
A
frontais
x
Perpendicular a Arco da
i
meio da linha que mandíbula
a Hirtz -75º 0º
une os tragus sobreposto aos
i
seios frontais
s
Arco da
Hiperaxial -90º 0º mandíbula acima
dos seios frontais
Perpendicular a
Mahoney Pesquisa de
-35º 0º meio da linha inter-
Chão das orbitas corpos estranhos
pupilar
Perpendicular no
Corpos estranhos
Órbita Perfil da orbita 0º 90º rebordo externo da
ou chão da orbita
orbita contralateral
Canal óptico
projectado no
Perpendicular na
Hartman -35º 35º quadrante infero
orbita ipsilateral
externo da órbita
Canal (redondo)
óptico Canal óptico
projectado no
Perpendicular a
Rheze 0º 35º quadrante infero
emergir na orbita
externo da órbita
(oval)
Angulado 20º Estudo da fenda
Caldwell descendentes a esfenoidal
-20º 0ç
Fenda modificado emergir no canto
esfenoid da orbita
al Perpendicular a Estudo da fenda90
Brunetti -20º 15º emergir no centro esfenoidal
da orbita
91
Incidência OM S RC Finalidade
Estudo do ouvido
Perpendicular a
médio tendo a
Transorbitária incidir no ângulo
0º -15º orbita como
de Guillén supero-inferior da
janela
orbita ipsilateral
radiológica
Desfiladeiro
Ouvido
Perpendicualr a antro.aticutimpâ
Chausse III 0º 15º incidis no ângulo nico projectado
externo da orbita para fora da
orbita
Perpendicular a
Estudo do ouvido
Stenvers 0º 35º meio da linha
médio
orbito-meatal
Estudo dinâmico
Angulado 25º a
das ATMs com a
ATM Sculler I -25º 0º emergir na ATM em
boca aberta e
estudo
fechada
Perfil Todos
Fontais e
Caldwell
esfenoidal
Seios Maxilares e
Water
Perinasai frontais
s Blondeau Esfenoidal
Frontais,
Hiperaxial etmoidais e
esfenoidal
Perpendicular,
Perfil 2,5cm acima do Toda a sela
CAE
Sela 25º caudais, no
Caldwell Chão da sela
turca nasion
30/35º caudais,
Towne 7 cm acima do Dorso da sela
nasion
Ossos Perfil
próprios Pirâmide e septo
Water
do nariz nasal
Perpendicular a
emergira a meia
Face PA 0º 0º distancia entre o
mento e as
Mandíbul
ATMs no PMS
a
Angulado 25º
craniano, a
Oblíqua (defillé) 25º 90º
emergir no
gónion

92
9. Estudo radiológico do aparelho urinário
Renovesical
Chassi: 35x43 cm
l.
RC: perpendicular a incidir:
DFf: 1m
Homens: a meio da linha que une as duas
Posto: potter h.
cristas ilíacas;
Foco: fino
Mulheres: ligeiramente abaixo dessa linha
Projecção: AP
(2cm)
Posicionamento:
- Decúbito dorsal. Membros superiores ao longo do
corpo e membros inferiores em extensão. Alinhamento do
plano médio sagital (tracção).
- Colimar de acordo com a região

Observações: Apneia respiratória

Critérios de boa realização:


- Bom enquadramento:
* Superior: visualização dos pólos superiores dos rins
* Inferior (mulher): bordo inferior da sínfise púbica
* Inferior (homem): bordo superior da sínfise púbica
- Não rotação
- Alinhamento do PMS
- Identificação da lateralidade
- Valores de exposição adequados, de modo a que seja possivel visualizar os
bordos laterais do músculo psoas e as apófises transversas da coluna lombar.

Finalidade:
- Ponto de referência de estudos contrastados posteriores
- Ver se a preparação intestinal está adequada
- Verificar a centragem
- Verificar os valores de exposição
- Para ver se existem densidades de cálcio susceptíveis de prever cálculos.
(exame prévio para certificar todos os critérios para exames específicos)

• Exames contrastados
Exames Finalidade
Estudo dinâmico no sistema
UIV – Urografia intravenosa urinário (rim-bexiga), por via
endovenosa
Ureteropielografia retrógada Estudo retrógado da árvore
endoscópica pielocalicial e ureteres
Estudo da bexiga (via
Cistografia
anterógrada ou via retrógada)
Pielografia anterógrada Punção percutânea para
percutânea estudo da árvore pielocalicial
Uretrocistografia miccional Estudo da bexiga e uretra
Indicação: situação de refluxo.
Cistoureterografia miccional
Estudo contrastado dos ureteres e
seriada (CUMS)
bexiga
93
Urografia Intravenosa – UIV
- Exame dinâmico e personalizado.

Indicações:
- Pesquisa de cálculos renais
- Traumatismo renal
- Hipertensão renal
- Infecções do aparelho urinário

Contra-indicações:
- Absolutas: não existem
- Relativas: gravidez, história alérgica, insuficiência renal

Preparação do paciente:
- Administração de clisteres de limpeza intestinal;
- Recomendação de refeições leves nos dois dias anteriores ao exame;
- Dieta rica em fibras e pobres em gorduras
- Suspensão de líquidos gaseificados
- Jejum, de pelo menos, 6 horas
- Pacientes com história alérgica: administrar anti-histamínicos nos três dias
antecedentes ao exame
- Pacientes intolerantes ao iodo (alérgico ao marisco ou morangos):
administrar corticóides.

Antes da execução do exame, fazer um questionário prévio:


- Já fez alguma UIV? (informar o paciente, diminuindo assim a ansiedade o
que vai diminuir o risco de reacção alérgica)
- Tem asma ou bronquite? (boa forma de perceber se há historia alérgica)
- É diabético? Que medicação está a fazer?
- É alérgico a algum medicamento ou alimento?
- Tem problemas cardíacos? (aumenta o risco de reacção; só se realiza caso
o paciente esteja medicado e com o consentimento do medico radiologista)
- É insuficiente renal?
- Está grávida?
- Já urinou? (tem que urinar antes da realização do exame)
- Está em jejum? (o máximo é um chá ou água, 3 horas antes do exame)

Produto de contraste usado:


94
- Tri-iodado hidrossolúvel
- Temperatura: 37ºC (temperatura corporal e diminuição da viscosidade;
normalmente o contraste está armazenado numa estufa)
- Quantidade: 60 a 90ml (adultos) e 1,5ml/Kg (crianças)
- Injecção em bólus (com a mesma força e pressão) e em menos de meio
minuto (para manter a homogeneidade)

Material de consumo clínico:


- Fármacos: corticóides e anti-histamínicos
- Agulha e butterfly (18 e 19G)

Questões ético-profissionais

Material de consumo radiológico:


- Chassis: 35x43cm; 35x35cm
- Écrans: universais
- Marcadores de lateralidade e tempo (tempo radiológico – tempo de
aquisição da imagem dentro do exame)

Procedimento geral:
1º Renovesical simples – 35x43cm (avalia parametos de exposição,
centragem e preparação intestinal)
2º Injecção do produto de contraste
3º Realizar uma radiografia após o término da injecção – nefrografia (fase
nefrográfica); logo após a administração do produto de contraste, mais ou menos
aos 30 segundos (visualizam-se os rins com maior densidade)
4º Radiografia aos 3 minutos (rins iluminados – contraste nos cálices, a
chegar aos ureteres)
5º Radiografia aos 5 minutos (35x43cm) – contraste na bexiga
A partir daqui os protocolos variam:
- 10,20,40 minutos (normalmente usa-se quando há atrasos9
- 15 e 30 minutos – mais informação; menos dose de radiação

Material: 3º e 4º - 35x35cm ou 24x30cm (só rins); Raio central no rebordo


costal inferior; ligeiramente mais penetrada (mais 2 ou 3 kV)

Observações: Apneia respiratória

Nota: em caso de insuficiência renal, o paciente pode regressar no dia


seguinte para realizar uma renovesical simples de forma a verificar se ainda
existem vestígios de contraste.

Per-miccional (normalmente só nos homens para estudo da uretra).


- Refluxo (sob controlo radioscópico)
- Realiza-se com o paciente quase em ortostatismo; de estiver algaliado
não se faz.

Pós-miccional
- Resíduo vesical (principalmente por hiperplasia da próstata e infecções
urinárias na mulher)
- Esvaziamento da bexiga

Cuidado:

95
- Transplante renal – o rim está na pelve (normalmente na fossa ilíaca
direita)
- Doentes em hemodiálise – a injecção do produto de contraste deve ser
feita no dia da diálise

Manobras para visualização das cavidades pielocaliciais:


Entre os 5 e os 10 minutos de uma UIV se não conseguirmos visualizar as
cavidades pielocaliciais fazer:
- Compressão ureteral:
*Tempo de compressão: 5 minutos (8 minutos no máximo)
*Se o doente referir dor – aliviar compressão
- Trendelemburg a 15º no mínimo (se a compressão estiver contra-
indicada).

Contra indicações da compressão uretral:


- Aneurisma da aorta
- Gravidez
- Cirurgia recente
- Massas abdominais
- Traumatismo abdominal
- Cólica aguda
- Litíase ureteral

Manobras para visualização dos ureteres:


Caso não se consiga visualizar, durante uma UIV, todas as porções dos
ureteres:
- Manobra de Valsava ou, em recurso, tossir
- Incidência em DV
- Incidência em ortostatismo
- Pós – trendlembrug a 15º
- Pós – compressão ureteral
- Pós – miccional (só resulta se ainda houver contraste nos bacinetes)
UIV com técnica de distensão gasosa

- É mais usado em crianças;


- Administra-se um refrigerante com gás ou outros, para distender o
estômago
- Este vai servir de janela radiológica para os rins
- Realiza-se após a injecção de contraste

Nefrotomografia

Chassi: 24x30cm
RC: no rebordo costal inferior
Finalidade: Ver contornos renais e detecção de quistos renais (hipertensão);
Faz-se logo após a nefrografia em caso de imagem suspeita de quistos

Nota: rins em bolacha: 2 sistemas excretores; os rins podem estar


parcialmente unidos; má formação congénita; os ureteres podem unir-se ou não
e esta união pode surgir a vários níveis (pelve renal ou uréter, normalmente);
pode ser uni ou bilateral, no caso de ser unilateral pode levar a insuficiência renal
no lado contralateral; no caso de não se visualizar a união e para certificar se
existe ou não, realizam-se incidências obliquas.

96
*Bifidez do sistema excretor: Quando existem dois sistemas excretores que se
unem a certo ponto (exemplo: quatro rins).
* Duplicidade do sistema excretor: Quando os dois sistemas excretores não se
unem (exemplo: 4 ureteres).

• Estudo do rim
Incidência para estudo do rim (neoplasias)

Incidência de face AP
Chassi: 24x30 cm
t.
DFf: 1m
Posto: potter h. RC: perpendicular a meia distância entre
Foco: fino o rebordo costal inferior e o apêndice
Projecção: AP xifoide, no plano médio sagital.
Ph/
Posicionamento:
- Doente em decúbito dorsal. Membros superiores ao longo do corpo. Tracção
para alinhar o plano médio sagital.

Observações: Apneia respiratória

Incidência oblíqua
Chassi: 24x30 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter h.
Foco: fino RC: perpendicular a incidir no lado a
Projecção: AP radiografar

Posicionamento:
- Doente em decúbito dorsal. Membros superiores ao longo do corpo. Tracção
para alinhar o plano médio sagital. Elevar o lado contralateral 45º.

Finalidade: serve para desprojectar o gás do cólon dos rins; vemos o rim
obliquado

Incidência de face verdadeira do rim


Chassi: 24x30 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter h.
Foco: fino RC: perpendicular a incidir no hipocôndrio do
Projecção: AP lado levantado

Posicionamento:
- Doente em decúbito dorsal. Membros superiores ao longo do corpo. Tracção
para alinhar o plano médio sagital. Elevar o lado ipsilateral 20º.

Nota: OPD – rim esquerdo de face;


OPE – rim direito de face;
Fazemos estudo dos dois. Um vê-se de face, outro vê-se obliquado.

97
• Estudo radiológico da bexiga (neoplasias, divertículos)
Cistografia
Pode ser realizada no decorrer de uma UIV ou por via retrógada.
Chassi: 24x30cm (trans.) ou 35x43cm no sentido long. (refluxos)
Distância foco-filme: 1m
Posto: com potter
Foco: fino
Apneia: respiratória

Face em repleção
Posicionamento:
- Paciente em decúbito dorsal. Membros superiores ao longo do corpo e
membros inferiores em extensão. Tracção para alinhar o plano médio sagital.
Raio central perpendicular a incidir ao 4cm acima do bordo superior da
sínfise púbica, no PMS.

Oblíquas posteriores direita e esquerda


Posicionamento:
- Paciente em decúbito dorsal. Membros superiores ao longo
do corpo. Elevação de 45º do lado dir. ou esq.
Raio central perpendicular a incidir ao 4cm acima no bordo
superior da sínfise púbica, 2 a 3cm para o lado levantado.

Perfil (direita ou esquerda)


Posicionamento:
- Paciente em posição lateral com flexão dos membros para
conferir estabilidade
Raio central perpendicular a incidir 4cm acima do bordo
superior da sínfise púbica, no plano médio coronal

Per-miccional: Depende da situação clínica

Pós-miccional: Realizada frequentemente, permite ver resíduo mixional

Nota:
- A face, as obliquas e a pós-miccional são sempre realizadas
- O perfil só em realizado em situações pontuais, principalmente nas mulheres
pela sobreposição do útero
- A per-miccional é realizada principalmente nos homens para estudos da
uretra
- Tipos de refluxo:
*Activo: na fase miccional
*Passivo: na fase de repleção
Uretrografia
Pode ser realizada no recurso de uma UIV ou por via retrógada

Incidências preferenciais:
- OPD e OPE nos homens (raio central na sínfise púbica)
- Perfil nas mulheres (raio central no plano médio coronal mais ou menos ao
nível do grande trocanter)

Dinâmica do exame:
Preenchimento directo total da uretra e per-miccional.

98
Ureteropielografia Retrógada Endoscópica (UPRE)

- Realizada mais frequentemente nas mulheres.


- Exame não funcional do sistema urinário.
- Indicações: Insuficiência renal e na pesquisa de interrupções do uréter ( via
anterógrada; no sentido do fluxo normal).

Chassi: 35x43cm
Distância foco-filme: 1m
Foco: fino

- Técnica:
A doente vai urinar e veste uma bata hospitalar.
A doente é colocada em posição ginecológica para introdução do citoscópio
com fonte de luz.
Cateterização do uréter e injecção do produto de contraste (tri-iodado
hidrossolúvel a 50% em soro fisiológico).
Primeira radiografia simples e depois em várias fases de repleção.
Pode ser feito uni ou bilateral.
- Raio central perpendicular a incidir a meia distancia entre as cristas ilíacas
e o rebordo costal inferior

Uretrocistografia miccional
Exame não funcional da uretra e bexiga.
Indicações clínicas: traumatismo da uretra (comum no homem)

- Técnica:
Radiografia simples
Algaliação da uretra e injecção de contraste (diluído a 50%)
Homens: Face AP em decúbito dorsal e OPE ou OPD
Mulheres: Face AP em decúbito dorsal e de perfil
Repleção máxima da bexiga
Radiografia per-miccional (preferencial/) ou com esforço micccional
Radiografia pós-miccional

Chassi: 24x30cm ou 35x43cm (refluxo)


Raio central perpendicular a incidir no bordo inferior da sínfise púbica.

99
CUMS (cistoureterografia miccional seriada)
- Com controlo radioscópico seriado.
- Pesquisa de refluxo vesico-ureteral.

- Técnica:
1º Radiografia simples
2º Algaliação da uretra
3º Face AP em decúbito dorsal com diferentes graus de repleção e oblíquas
posteriores direita ou esquerda.
4º Radiografia per-miccional (para avaliar refluxo activo) e pós-miccional

Chassi: 24x30cm no sentido longitudinal nas crianças; 35x43cm no sentido


longitudinal nos adultos se houver repleção
Raio central na sínfise púbica inicialmente, depois vai subindo.

- Nota: usado para estudo de refluxo passivo nas crianças (refluxo aquando
da distensão da bexiga)

- Graus de refluxo:
I – apenas refluxo no uréter
II – refluxo no ureter, bacinete e cálices
III – igual a II com ligeira dilatação
IV e V – refluxo até à arvore pielocalicial com hidronefrose (dilatação
exagerada e compensatória de todo o sistema excretor)

Outros métodos de imagem:


Ecografia – distinguir massas sólidas de liquidas, litíase; normalmente
complementado com renovesical-simples
TC – estudo global do aparelho urinário com introdução intravenosa de
contraste; uroTC
RM – mais caro, não usa radiação; por vezes sem introdução de contraste;
uroRM
Angiografia – fim terapêutico; estudo contrastado da vascularização renal
Medicina nuclear – estudo funcional (fisiologia renal); cintigrafia renal

Nefrostomia (-tomia, comunicação com o exterior)


- Descompressão renal por obstrução a jusante.
- A colocação do cateter pode ser guiada por Eco ou Radioscopia.
- Doente em decúbito dorsal.
- Pielografia anterógrada:
Estudo por via anterógrada da árvore pielocalicial. Serve para ver o cateter
foi introduzido no local correcto. Cateter por via percutânea.; cateteriza-se a
arvore pielocalicial, introduz-se o contraste e vê-se por radioscopia.

Nota: tubo em J – forma usada para recanalizar os ureteres; é introduzido


cirurgicamente.

100
10. Estudo radiológico do aparelho reprodutor
Aparelho reprodutor masculino

Deferento-vesiculografia
Chassi:18x24/24x3
0 l.
DFf: 1m
Posto: potter h.
Foco: fino RC: perpendicular a incidir na raiz do
Projecção: AP pénis (SP)

Procedimento:
- Exame feito em condições assépticas
- Doente em decúbito dorsal
- Radiografia simples
- Incisão no escroto e punção do canal deferente.
- Introdução do produto de contraste iodado hidrossolúvel.
- Radiografias de face e oblíquas posteriores (seguindo o
trajecto do produto de contraste)
- Colimar de acordo com a região

Indicações:
- Diagnóstico de tuberculose
- Tumores da via seminal
- Diagnóstico etiológico (qual a causa) da esterilidade masculina

Nota: estudo contrastado do canal deferente (deferentografia) e das


vesículas (vesiculografia). Pode ser feito em conjunto ou separadamente

Cavernosografia
Chassi: 24x30 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter h.
Foco: fino RC: perpendicular a incidir na raiz do
Projecção: AP pénis (SP)

Procedimento:
- Radiografia simples em decúbito dorsal, membros em extensão e plano
médio sagital alinhado.
- Introdução do caverject – vai provocar a erecção do pénis.
- Injecção por agulha ou butterfly de produto de contraste diluído ou não.
- Tempos radiográficos: pós-injecção, 1minuto, 3minutos, 5minutos e
10minutos.
- Pode haver necessidade de fazer incidências oblíquas posteriores.
- Colimar de acordo com a região

Indicações:
- Priapismo (erecção constante)
- Traumatismo do pénis
- Impotência funcional do pénis

101
- Doença de Peyronie – deformação do pénis por calcificação dos corpos
cavernosos

Aparelho reprodutor feminino

Histerosalpingografia

Material:
- Radiológico
- Consumo clínico (produto de contraste, compressas, pinças…)
- Histeroscópio

Equipamento:
- Mesa telecomandada com fluoroscopia
Chassi: 24x30 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter h.
Foco: fino RC: perpendicular a incidir na SP
Projecção: AP
Procedimento:
- Radiografia simples (já com a paciente em posição ginecológica)
- Cateterismo e pequena introdução de contraste sob
controlo radioscópico (o contraste é introduzido através do
histeroscópio)
- Aquisição de várias radiografias em diferentes graus de
repleção uterina, com opacificação das trompas e passagem
ao peritoneu (os ovários não estão em contacto directo com
as trompas
- Incidências de face AP e oblíquas posteriores, direita e esquerda
- Radiografia de “esvaziamento” (depois de tirar o histeroscópio)
- Pode haver necessidade de radiografia tardia, para ver a reabsorção
peritoneal (é indicativo da permeabilidade das trompas)
- Colimar de acordo com a região

Indicações:
- Anomalias congénitas
- Massas pélvicas
- Tumores, quistos
- Obstruções tubárias
- DIU (dispositivo intra-uterino)
- Infertilidade

Contra-indicações:
- Gravidez
- Infecções actuais ou recentes
- Hemorragias graves

102
11. Estudo radiológico do aparelho digestivo
Estudos não contrastados

Incidência abdominal de face em decúbito dorsal


Chassi: 35x43 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter h. RC: perpendicular a incidir a meia distância
Foco: grosso entre as cristas ilíacas e o rebordo costal
Projecção: AP inferior, no PMS.
Procedimento:
- Decúbito dorsal. Membros superiores ao longo do corpo e
membros inferiores em extensão. Alinhamento do plano médio
sagital.
- Colimar de acordo com a região

Observações: Apneia respiratória

Nota:
- Permite um melhor detalhe anatómico
- Deve incluir as hemicúpulas diafragmáticas
- Queremos ver ar e calcificações
- Não é obrigatório incluir a SP, mas as hemicúpulas é.

Incidência abdominal simples de face em pé


Finalidade:
- Ver distribuição aérea e calcificações; níveis aéreos são normais no
estômago e intestino grosso.
- Ruptura de víscera oca (sinal de foice gasosa; mais facilmente identificado
do lado direito)
- Oclusões e sub-oclusãoes
Chassi: 35x43 cm
l.
DFf: 1m
Posto: potter v. RC: perpendicular a incidir a meia distância
Foco: grosso entre as cristas ilíacas e o rebordo costal
Projecção: AP/PA inferior, no PMS.

Posicionamento:
- Paciente em ortostatismo para uma
projecção PA (preferencialmente). Plano
médio sagital perpendicular ao chassi e
plano coronal paralelo ao mesmo. Afastamento dos membros superiores. Pés
ligeiramente afastados para dar maior estabilidade.
- Colimar de acordo com a região

Observações: Apneia respiratória (em alternativa para ver as hemicúpulas


diafragmáticas em doentes muito altos – apneia inspiratória)

Critérios de boa realização:

103
- Bom enquadramento – visualização desde as cúpulas diafragmáticas até à
sínfise púbica
- Não rotação do corpo

Incidência de decúbito lateral


(Alternativa à abdominal simples em pé caso o paciente não consiga levantar-
se ou o ortostatismo)
Chassi: 35x43 cm
t.
DFf: 1m
Posto: depende da
ampola
Foco: grosso RC: perpendicular e horizontal a incidir ao
Projecção: PA nível do rebordo costal inferior no PMS.

Procedimento:
- Paciente em decúbito lateral esquerdo ou direito. Elevar o corpo. Chassi
encostado ao abdómen. Membros inferiores flectidos (maior estabilidade).
Membros superiores: o do lado encostado a apoiar a cabeça, e o oposto a segurar
o chassi.
- Colimar de acordo com a região.

Observações: Apneia inspiratória

Tempos de espera: 5minutos

Dependendo do objectivo:
Ruptura – decúbito lateral esquerdo para não se confundir com a bolha
gástrica
Oclusão – é indiferente, decúbito lateral esquerdo ou direito

Incidência tangencial
(Incidência de necessidade)
Chassi: 35x43 cm
t.
DFf: 1m
RC: perpendicular e horizontal a incidir a
Posto: potter v.
meia distância entre o bordo anterior e o
Foco: grosso
bordo posterior do abdómen, ao nível do
Projecção:
rebordo costal inferior.
tangencial

Procedimento:
- Paciente em decúbito dorsal e encostado ao potter.
Corpo elevado com um apoio rígido. Membros inferiores em extensão. Membros
superiores o mais para cima possível.
- Colimar de acordo com a região

Observações: Apneia respiratória

Nota: só identifica a presença, ou não, de níveis hidroaéreos.

104
Tempo de trânsito cólico
Utilização de marcadores radiopacos
Objectivos: ver se existe inércia cólica e visualização de todo o cólon; casos
de obstipação

Chassi: 35x43cm no sentido longitudinal

Preparação:
- Paciente ingere 20 marcadores por dia durante 6 dias, sempre à mesma
hora. O paciente deve manter a sua rotina normal e sem dietas.
- No sétimo dia faz-se uma renovesical a abranger desde as cúpulas até à
sínfise púbica.

RC: perpendicular a inicidir a meio da linha que une as cristas ilíacas.


Estudos contrastados

Estudo contrastado do esófago


Normalmente encontra-se colapsado;
Pode ser dividido em 3 porções em radiologia:
1/3 proximal (superior) – cervical
1/3 médio – torácico
1/3 distal (inferior) – abdominal

Produto de contraste:
- BaSO4 – pasta baritada para estudo da mucosa, ou em suspensão
- Gastrografina (iodado hidrossolúvel) – suspeita de perfuração ou fístula
(excepto fístula traqueo-esofágica, porque o bário vai ter saída, devido ao reflexo
de tosse ao nível da traqueia não tendo assim tendência para impactar; numa
fistula para os brônquios, como o calibre é menor, e os brônquios não possuem
mecanismos de refluxo, o bário não sai, logo vai impactar)

1. Estudo baritado standard

Contraste: suspensão de bário

A radiografia é fundamental para estudar o peristaltismo para verificar a


distensibilidade esofágica.
As incidências vão variar, desde o perfil, face e oblíquas. No entanto, todas
devem ser realizadas em ortostatismo e decúbito dorsal.
Perfil: mais útil na porção cervical do esófago. Permite detectar desvios
antero-posteriores do esófago.
Face: finalidade de evidenciar desvios laterais do esófago.
Oblíquas posteriores: permitem o estudo de lesões esofágicas. O grau de
rotação do corpo varia (aproximadamente 45º).

RC perpendicular a incidir:
- ao nível da cartilagem tiroideia – porção cervical
- na incisura jugular – porção cervical e média
- a meio do esterno – porção média e distal

Notas:
- Na porção cervical, pedimos ao doente para manter o contraste na boca
até ao momento em que se vai realizar a aquisição, altura em que engole.

105
- O perfil, regra geral, só tem interesse quando o estudo é feito em
ortostatismo
- O esófago começa mais ou menos ao nível da cartilagem tiroideia
- Ampola epifrénica: surge como uma acumulação de contraste devido à
contracção do diafragma (hiato esofágico).

2. Estudo em camada fina


Produto de contraste: BaSO4 – pasta baritada para estudo da mucosa, ou
em suspensão; aumenta a aderência à parede.

Após a mastigação da pasta, deglute-se fraccionadamente de forma a obter


uma boa aderência da mucosa esofágica, e são obtidas as mesmas incidências
do estudo em repleção (face, perfil e obliquas).
Permite um estudo das pregas esofágicas com detecção precoce de varizes,
erosões e neoplasias. Realizam-se as mesmas incidências que na anterior.

Nota: pedimos para o paciente mastigar, pois vai activar a produção de


saliva, que se vai misturar com o contraste ajudando a sua progressão.

3. Estudo em duplo contraste


Finalidade: Pesquisa de tumores.

Técnicas:
A) Ingestão de contraste baritado de elevada densidade seguindo-se a
ingestão de um produto de contraste negativo de característica efervescente.
B) Em situações difíceis, o ar é introduzido por sonda. Tem a vantagem de
não formar bolhas e de fornecer melhores imagens. É o mais desconfortável para
o doente.
Têm particular interesse pois permitem uma maior distensibilidade do
esófago e um melhor estudo da mucosa (útil na pesquisa de tumores).

Manobra de Valsalva
- Utilizada na pesquisa de lesões vasculares.
- Permite a distensão entre o espessamento das pregas por varizes e o
causado por lesão da mucosa.
- Varizes esofágicas: esta manobra provoca ingurgitação das pregas
(pregas ficam mais enrugadas)
- Lesões da mucosa: não se verifica variação das pregas

Pesquisa de fístula traqueo-esofágica


Não basta verificar a presença de contraste para diagnosticar uma fístula, é
necessário também:
- Demonstrar o trajecto fistuloso
- Assegurar que a presença de contraste na árvore respiratória não foi
causada por aspiração (disfunção da glote)
Em caso de dúvida, introduz-se a sonda até ao esófago terminal, e, à medida
que esta é retirada, administra-se contraste até que se evidencia o trajecto
fistuloso.

Estudo contrastado do estômago e duodeno

106
1. Estudo gastro-duodenal standard
Preparação:
Jejum, no mínimo, de 6 horas.
Se houver estase gástrica, há que proceder à aspiração nasogástrica.
Abstenção de fumar, no período de jejum (para evitar secreção gástrica).
A realização deste exame inclui uma avaliação funcional, através de
controlo radioscópico:

1.1 Estudo em camada fina com reduzida quantidade de contraste (muito


demorado).
- Radiografias em ortostatismo, decúbito ventral e decúbito dorsal com
compressão doseada (para ajudar progressão).
Finalidade: estudo das pregas gástricas.

1.2 Estudo em repleção – pode ser útil a técnica de alta quilovoltagem para
evidenciar lesão.
- Quantidade de contraste: a necessária para encher o estômago (300 a
500ml)
- Consoante a porção do estômago a estudar, a incidência vai ser diferente, e
por vezes, será necessária compressão doseada.
- Junção esófago-gástrica: Face e OPE ou OPD
- Fundo, corpo e antro: Face com e sem compressão, perfil e oblíquas
- Bolbo e arco duodenal: Face, perfil ou OPD em repleção e em esvaziamento
No fim do exame, deve-se fazer uma imagem de conjunto de face do
estômago e duodeno em repleção, e imagens de conjunto de perfil e oblíquas
(posterior e anterior) do estômago.

Interesse da compressão:
- Evidencia com maior facilidade imagens subtractivas e sua extensão
- Nichos ulcerosos e respectivas características
- Úlceras no interior de defeitos de repleção
- Distinção entre úlcera e uma acumulação de bário nas pregas da mucosa

Interesse da rotação do doente:


- Desdobras estruturas
- Colocar de perfil imagens de adição ou subtracção que se encontrem nas
faces anterior e posterior e, assim, poder caracteriza-las

Pesquisa de hérnia do hiato


Deve determinar:
- Presença de erosões e úlceras no estômago ou na porção herniada do
estômago
- O grau da eventual estenose no 1/3 inferior do esófago
- Extensão da herniação gástrica
- Aspecto do padrão mucoso da porção gástrica herniada

Este estudo é efectuado em:


- Ortostatismo: pede-se ao doente que proceda a uma inspiração profunda,
mantida quando o contraste atinge a porção inferior do esófago
- Decúbito ventral: para que o fundo gástrico fique distendido e se possa
demonstrar a totalidade da hérnia

Diagnóstico diferencial entre ampola epifrénica e hérnia do hiato:


- Manter expiração profunda
Com a expiração:
107
- Ampola epifrénica desaparece (normal)
- Hérnia mantém-se ou até aumenta (hérnia hiatal)

Pesquisa de refluxo gastro-esofágico


Deve determinar:
- Existência de refluxo gastro-esofágico e a facilidade com que se produz.

Este estudo é efectuado em:


- Decúbito dorsal: para ver se há refluxo. Dá-se o contraste ao doente e
depois água para limpar o esófago. Posteriormente, manda-se o doente tossir, se
houver refluxo este evidencia-se.

2. Estudo em duplo contraste


Contraste positivo: sulfato de bário, com alta densidade e alta viscosidade
Contraste negativo: ar administrado por sonda ou produtos efervescentes
(menos incómodo para o doente) que libertam dióxido de carbono no estômago.
Quantidade de bário: apenas o suficiente para barrar a mucosa gástrica,
pois as acumulações de contraste podem encobrir lesões.

Técnica:
Ingestão de pequena quantidade de contraste positivo.
Decúbito dorsal, seguem-se manobras para barrar o estômago – decúbito
dorsal  decúbito lateral esquerdo  decúbito ventral (e vice versa). Nunca para
o lado direito porque o contraste passa para o duodeno.
Introduz-se o contraste negativo, passando-se de seguida à obtenção de
radiografias nas diversas incidências.
Estas são para variar consoante a região a estudar.
Incidências de face AP, PA, OP em decúbito, perfis e ortostatismo de face.

Vantagens do duplo contraste:


- Mais preciso no diagnóstico de pequenas lesões (pólipos, erosões)
- Melhor caracterização de alterações da mucosa na vizinhança de lesões
orgânicas (diagnóstico diferencial de úlcera benigna e neoplasia ulcerada)
- Estimativa mais fidedigna quanto à extensão das lesões neoplásicas,
sobretudo nas formas infiltrantes
- Maior acuidade no diagnóstico precoce de Ca do estômago.

Desvantagens do duplo contraste:


- Maior dificuldade de execução técnica e de obtenção de boas imagens
(estase gástrica, má aderência do bário, formação de bolhas intra-gástricas)
- Menor eficácia no diagnóstico de fístulas
- Menos bem tolerado por alguns doentes, face à presença de ar e ao
desconforto da distensão

Fístulas:
- Mal visualizadas
- Por pouca quantidade de contraste para cobrir o trajecto da fístula
- Porque o ar distende muito as estruturas, empurrando o contraste para a
mucosa, ficando só uma fina camada

Estudo contrastado esófago-gaastroduodenal


Contraste: suspensão baritada
108
Estudos possíveis:
- Repleção (300 a 500ml)
- Em duplo contraste (contraste mais viscoso e em menor quantidade) – o
esófago é estudado no fim

Estudo contrastado do intestino delgado

Preparação:
Jejum, no mínimo, de 6 horas.

1. Trânsito intestinal
Pode ser feito com pequena e grande quantidade de contraste.

Indicações: Doentes que não toleram a intubação naso-gástrica e estudo


morfológico e da motilidade.

Só termina com a chegada de contraste à válvula ileo-cecal.

1.1. Trânsito intestinal com grande quantidade de contraste:


Quantidade: 350 a 500ml. Ingestão do sulfato de bário (suspensão). O
paciente espera (de preferência sempre a andar) até que o contraste atinja a
última ansa do intestino delgado. Vão-se obtendo radiografias até ao
preenchimento do cego.

Chassi: 35x43cm no sentido longitudinal apenas para a radiografia final de


conjunto.

É um exame dinâmico e morfológico.


Devem-se adquirir imagens faseadas com controlo radioscópico e com
compressão, se necessário.
A compressão abdominal é aconselhável na individualização das ansas e para
esclarecimento de imagens duvidosas.
Os radiogramas em trendelemburg são indicados quando se verifica
acentuada sobreposição das ansas na escavação pélvica.
No fim executa-se um estudo do íleo terminal e válvula íleo-cecal: face e
rodar o paciente para OPE, com e sem compressão para conseguir a sua
demonstração em repleção e em esvaziamento.

Modificadores do trânsito intestinal:


Exemplos: medicamentos que aceleram o trânsito, medicamentos que
retardam o trânsito, produtos hiperosmolares (gastrografina) misturados com
bário.

- Vantagens:
- Impregnação mais rápida
- Maior distensão
- Maior extensão de ansas
109
- Melhor imagem
- Menor probabilidade de diluição e floculação do contraste

- Indicações:
- Estudo da função intestinal
- Pesquisa de estenoses
- Follow-up da doença de Crohn

- Desvantagens:
- Sobreposição de ansas
- Contra-indicado em caso de oclusão intestinal

2. Enteroclise com duplo contraste


Introdução por meio de uma sonda naso-jejunal a jusante do ângulo de Treitz
de:
- 150 a 300ml de contraste baritado
- cerca de 1,5ml de metilcelulose (vantagem de ter um efeito laxante)
A metilcelulose lava o contraste positivo, deixando apenas uma fina camada
de bário aderente à mucosa intestinal e originando assim o duplo contraste.

Técnica:
Após a administração de metilcelulose obter imagens com e sem repleção.
Estudo do íleo terminal:
- Com ampliações
- Estudo de pregas
- Em repleção
Final – imagem de conjunto em decúbito ventral

Vantagens:
- Estudo da mucosa intestinal com maior eficácia na detecção de pequenas
lesões (pólipos, carcinomas)
- Sobreposição de ansas dificulta menos a apreciação de imagens.

Desvantagens:
- Má aderência do bário com lavagens do intestino pela metilcelulose.
- A metilcelulose pode ultrapassar a coluna baritada, impedindo a cobertura
da mucosa.

Contra-indicações da enteroclise:
- Processo oclusivo, ou perfuração intestinal (neste caso, podem-se usar
pequenas quantidades de gastrografina, mas tem fraco poder opacificante).

3. Enteroclise simples
Preparação:
Jejum

110
Estudo do intestino delgado por meio de uma sonda naso-jejunal, colocada 2
a 3cm a jusante do ângulo de Treitz (flexura duodeno-jejunal).

Finalidade: estudo exclusivamente morfológico do intestino delgado.

Técnica:
Analgesia da glote. Entubar com ou sem controlo radioscópico (decisão
médica).
Abertura do piloro – em OPE.
Administração de contraste – sulfato de bário de alta densidade.
Aquisição de várias imagens.
No final, estudo do íleo.

Vantagens:
- Administração do contraste com o débito desejado
- Maior distensão das ansas
- Aumento da acuidade diagnostica de lesões orgânicas

Estudo contrastado do cólon

1. Clister opaco
Estudo retrógrado do cólon, utilizado em casos de extrema urgência.
Contraste: suspensão de bário muito diluída (até 2 litros da água)
Quantidade: a necessária para completa repleção do cólon
Indicações para uso do contraste iodado hidrossolúvel:
- Suspeita de perfuração intestinal
- Fístula vesíco-cólica ou outras
- Invaginação cólica na criança

Técnica:
- Paciente em decúbito ventral ou decúbito lateral esquerdo.
- É introduzido o produto de contraste positivo através de uma cânula.
- Seguidamente o doente é colocado em Trendelemburg.
- Roda-se para OPD ou decúbito lateral direito até que atinja o ângulo
hepático e, depois novamente Trendelemburg.
- Coloca-se posteriormente o doente em ortostatismo (a papa atinge o cólon
ascendente e finalmente o cego).
- Sob controlo radioscópico segue-se a coluna baritada e obtêm-se
radiografias individualizando os vários segmentos cólicos, evitando-se a
sobreposição das haustras.
É indispensável o desdobramento dos vários segmentos cólicos mediante
criteriosa escolha de posições e incidências, tendo sempre em conta possíveis
excepções ao procedimento habitual.
- No fim faz-se uma imagem de conjunto do cólon, face em decúbito ventral
- Opcional: conjunto do cólon após esvaziamento: face em decúbito ventral.

Estudo da mucosa e avaliação da capacidade funcional.

111
2. Clister com duplo contraste
É o exame standard para estudo do cólon.
Contraste:
Positivo – suspensão de bário (400 a 600ml) e negativo – ar
A água da suspensão deve estar morna para reduzir os espasmos.

Preparação:
Dieta e limpeza intestinal rigorosa. Administração de laxantes. Jejum (6
horas).

Técnica:
Executado sob controlo radioscópico.
Introdução do contraste positivo através de uma cânula, com o doente em
decúbito ventral ou perfil (esquerdo) com flexão dos joelhos.
Seguidamente, o doente é colocado em Trendelemburg. Quando a papa
atinge o ângulo esplénico, cessa-se a introdução de bário.
Roda-se para OPD ou decúbito lateral direito até que atinja o ângulo hepático
e, depois novamente Trendelemburg.
Coloca-se posteriormente o doente em ortostatismo (a papa atinge o cólon
ascendente e finalmente o cego).
Retira-se o excesso de contraste.
Insufla-se o contraste negativo até se conseguir uma adequada distensão
cólica, com o doente em decúbito ventral.
Aquisição de várias imagens.

Incidências habituais:
- Ampola rectal: face, perfil (ver distância entre ampola rectal e o sacro –
espaço pré-sagrado), oblíquas em decúbito ventral
- Cólon sigmóide: face AP com angulação ascendente (ou PA com angulação
descendente) ou oblíquas anteriores
- Cólon descendente: face com inclinação da mesa a 45º (para o ar subir),
em ortostatismo e OPD (30 a 45º sempre)
- Ângulo esplénico: ortostatismo (por causa do ar) em OPD (afastar a
estrutura) em chassi 24x30cm
- Cólon transverso: face com inclinação da mesa a 45º ou decúbito ventral
em chassi 35x43cm
- Ângulo hepático: OPE em ortostatismo em chassi 24x30cm
- Cólon ascendente: Trendelemburg (ar desce para o cego) ou decúbito
ventral ou OPE ou OAD
- Cego: Trendelemburg
- Conjunto do cólon: face em decúbito ventral
Pode ser feita ou não a prova de esvaziamento (defecografia).

Podem ser usadas medicações anti-espasmódicas por via endovenosa, pois:


- Diminuem a sensação de desconforto abdominal
- Reduz os espasmos
- Permite uma maior distensão cólica
- Facilita o diagnóstico diferencial de estenoses (sua distensabilidade)

Vantagens:
Estudo da mucosa:
- Pólipos inferiores a 1cm
- Características de benignidade ou malignidade dos pólipos
- Doença inflamatória (erosões, ulcerações, granulações da mucosa) –
diagnóstico diferencial
112
- Diagnóstico diferencial de estenoses
- Extensão das lesões (maior precisão do que o clister opaco)

3. Defecografia
Técnica de estudo morfológico – dinâmico do ânus e recto. Pode-se fazer no
seguimento de um estudo retrógrado. Exame incómodo.

O paciente é sentado num dispositivo próprio, em posição de perfil. Obtêm-se


radiografias em três fases: repouso, com aumento da pressão abdominal sem
defecar e durante a defecação.

Finalidade:
- Estudo de lesões funcionais da ampola rectal ou alterações da
musculatura perineal, que possam interferir na defecação.
- Diagnóstico de prolapso, incontinência, rectocelo e discinésias (dificuldade
na motilidade) do músculo puborectal.

113
12. Estudo radiológico do tracto biliar
Estudos não contrastados

Radiografia abdominal simples


Finalidade:
- Verificar a existência de densidades cálcicas – cálculos radiopacos
- Calcificações da vesícula biliar (“vesícula de porcelana”)
- Aerobilia

Face PA
- Pode ser localizada no hipocôndrio direito (raio central perpendicular a
incidir na linha médio-clavicular ao nível da décima primeira costela; chassi:
24x30cm no sentido transversal) ou à globalidade do abdómen (raio central
perpendicular e horizontal a incidir ao nível do rebordo costal inferior no plano
médio sagital; chassi: 35x43cm).

Obliqua Anterior Esquerda


- Decúbito ventral, rodar 20 a 40º. Esta incidência serve para desprojectar a
vesícula do gás presente no cólon e/ou da sombra renal; chassi: 24x30cm.

Estudos contrastados

Colecistocolangiografia endovenosa (desuso)


- Método de opacificação indirecto de toda a árvore biliar mediante a injecção
endovenosa, muito lenta de contraste iodado hidrossólúvel.
- Actualmente foi substituída pela ECO, CPT e CPRE.

Preparação:
- Limpeza intestinal prévia e jejum.
- Radiografias em decúbito em OPD, após a radiografia simples localizada
ao hipocôndrio direito.

Tempos radiográficos:
- Radiografia simples aos 10 minutos, depois de 10 em 10 minutos até à
opacificação máxima da árvore biliar (30 a 40 minutos).
- Por fim realizam-se cortes tomográficos.

Colangiografia per-operatória
- Método de opacificação directo das vias biliares por punção directa.

Contraste: tri-iodado hidrossolúvel não-iónico diluído a 50% (dependendo do


equipamento de radioscopia).

Preparação: Limpeza intestinal prévia e jejum

Objectivo: Estudo da permeabilidade das vias biliares para verificar a


existência de cálculos.

Dinâmica do exame:
- Realizado no bloco operatório com equipamento de arco em “C”.
- Radiograma simples seguindo-se de vários radiogramas em decúbito
dorsal com diferentes graus de repleção (decisão médica). Eventualmente,
114
podem ser realizadas oblíquas e perfil. (radiograma: imagem adquirida por
radioscopia)

115
Colangiografia pós-operatória ou por dreno de Kehr (tubo em T)
- Método de opacificação directo das vias biliares através da introdução de
produto de contraste por dreno. A colocação deste dreno surge sempre que se
verifique ou suspeite de cálculos na árvore biliar e que não é possível a sua
remoção cirúrgica.
- Permite a demonstração do calibre e permeabilidade das vias biliares e a
presença de cálculos.

Contraste: Tri-iodado hidrossolúvel não iónico diluído a 50% em soro


fisiológico.
Dinâmica do exame:
- Radiografia simples
- Radiogramas com diferentes graus de repleção
- Poderão ser realizadas incidências OP e mesmo em Trendelemburg e anti-
trendelemburg

Colangiografia percutânea trans-hepática (CPT)


- Método de opacificação directo das vias biliares através da punção dos
ductos biliares (guiada por ECO ou radioscopia – ductos dilatados).
- Permite o estudo morfológico e a realização de procedimentos de
intervenção, como a extracção de cálculos, a colocação de prótese e a drenagem
biliar.

Contraste: Tri-iodado hidrossolúvel, diluído a 50% em soro fisiológico


Dinâmica do exame:
- Após a radiografia simples e punção dos ductos, são realizadas exposições
radiográficas em decúbito dorsal, demonstrando diferentes graus de repleção.
- Poderão ser realizadas incidências OP e mesmo Trendelemburg e anti-
trendelemburg.

Nota: centragem ao nível do hipocôndrio direito (linha médio-clavicular –


divide a clavícula a meio – ao nível do rebordo costal inferior.

Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE)


- Método de opacificação das vias biliares e do sistema exócrino pancreático,
através da caracterização da ampola de Vater, via endoscópica (o endoscópio é
introduzido pela boa)
- Técnica diagnostica e terapêutica.

Contraste: Tri-iodado hidrossolúvel, diluído a 50% em soro fisiológico.


Preparação: Jejum
Tempos radioscópicos:
- Face em decúbito ventral.
- Radiografia simples centrada no hipocôndrio direito (fígado) ou região
epigástrica (pâncreas) –consoante a informação clínica
- Radiografia em semi-repleção e repleção.
- Radiografia final de controlo sem o endoscópio
- Poderão ser realizadas incidências OP e mesmo em Trendelemburg e anti-
trendelemburg.

Breve referência à colecistostomia

116
- Método de opacificação da vesícula biliar, por punção directa guiada por
ECO.
- Este procedimento permite a drenagem da bílis da vesícula biliar
provocando uma descompressão da mesma e consequentemente uma melhoria
do estado geral.
- O controlo é feito passado alguns dias por ECO e/ ou radioscopia.

117
13. Estudo das Glândulas salivares
Sialografia
Estudo contrastado.

Indicações:
- Massas palpáveis
- Calcificações
- Paralisia facial sem causa aparente
- Secura da boca com etiologia desconhecida

Contra-indicações:
- Processos inflamatórios em estado agudo. Exemplo: parotidite (porque o
contraste provoca chamada de líquidos, o que pode agravar a inflamação)

Localização:
Relacionadas com a mandíbula.
Submandibular – ao nível dos gónions, abre ao nível do freio da língua
Parótidas – abrem ao nível do segundo molar superior
Sublinguais – abrem em locais diferentes, são muitos canais

Produtos de contraste:
Iodados hidrossolúveis:
- Vantagens: fácil introdução e esvaziamento
- Não são muito utilizados; pior imagem
Iodados lipossolúveis:
- Desvantagem: muito viscosos
- Conseguem-se maiores graus de repleção porque aderem melhor às
paredes, logo fornecem melhores imagens
- Permanecem mais tempo na glândula
- São os mais usados
- Sialografia
- Broncografia

Cateterização:
- Directa no canal

Produtos de contraste – a cateterização


- Quantidade – no máximo 2ml
- Introdução do produto de contraste por cateterização (directa) dos canais
principais das glândulas em estudo:
- Parótida: canal de Stenon (nível do segundo molar superior)
- Submandibular: canal de Wharton (nível do freio lingual)

Fases primordiais da sialografia:


- Realização de radiografias simples: duas incidências por glândula a
estudar
- Fase de preenchimento ou repleção: cinco minutos após a administração
do ácido cítrico
- Fase de esvaziamento

Para cada fase deverão realizar-se duas incidências, de preferência com


controlo radioscópico.
Importante: Anotar em cada imagem a fase em que se radiografou e a
quantidade de produto de contraste utilizado.

118
Material utilizado:
Material de consumo clínico:
- Seringa de 2ml, cateter em polietileno, luvas esterilizadas, gazes
pequenas, dilatadores, limão e foco de luz para que o médico faça a
cateterização.
- Realizam-se duas incidências por glândula
Chassi: 18x24cm
Écrans de reforço: universais
Foco: fino
Ampola de contraste lipossolúvel
Posto: potter horizontal

Glândula parótida

Incidência de face tangencial


Posicionamento:
Paciente em decúbito dorsal. Membros inferiores e
superiores em extensão. Puxar ombros para baixo. Alinhar
o plano médio sagital.
Extensão da cabeça de modo a que o corpo da
mandíbula fique perpendicular à mesa de exames.

Colimar à região de interesse.

Apneia respiratória

Raio central perpendicular a tangenciar a glândula parótida.

Critérios de boa realização:


- Glândula no centro de colimação
- Enquadramento supero-inferior desde a ATM até ao gonion e lateralmente
abrangendo toda a glândula
- Valores de exposição adequados

Incidência oblíqua ou Défillé


Posicionamento:
Paciente em decúbito dorsal com rotação do corpo para o lado ipsilateral.
Membros superiores em extensão. Plano médio sagital paralelo ao filme.
Cabeça ajustada de forma a que haja sobreposição dos gónions. Extensão da
cabeça para afastas dos ombros.

Colimar à região de interesse.

Apneia respiratória

Raio central angulado 25 a 30º caudo-craniano a incidir abaixo do gónion


contralateral (3cm) de maneira a emergir no gónion ipsilateral.

Glândula submandibular

Incidência da face tangencial


Posicionamento:

119
Paciente em decúbito dorsal. Membros inferiores e superiores em extensão.
Alinhar o plano médio sagital.
Extensão da cabeça de modo a que o corpo da mandíbula fique perpendicular
à mesa.
Inclinação da cabeça para o lado a radiografar de 15 a 20º.

Colimar à região de interesse.

Apneia respiratória

Raio central perpendicular a emergir a meia distância entre o gónion e o


mento do lado ipsilateral.
Incidência oblíqua ou Défillé
Posicionamento:
Paciente em decúbito dorsal com rotação do corpo para o
lado ipsilateral. Membros superiores em extensão. Plano
médio sagital paralelo ao filme.
Cabeça ajustada de forma a que haja sobreposição dos
gónions. Extensão da cabeça para afastar dos ombros.

Colimar à região de interesse.

Apneia respiratória

Raio central perpendicular a incidir a meia distância entre o gónion e o


mento do lado contralateral e ligeiramente abaixo.

Outras incidências complementares:


Hirtz, perfil estrito, Schuller II (em alternativa para o estudo de face da
glândula parótida).

120
14. Estudo radiológico da mama - Senologia

Incidências fundamentais de um exame de rotina

1- Incidência crânio-caudal

Chassi: 18x24cm ou 24x30cm


Posicionamento:
Doente em pé ou sentada. Depois de realizada a elevação
do seio, de modo a fazer um ângulo de 90º com a parede
torácica, o limite superior do bucky é colocado ao nível do
sulco infra mamário ou um pouco mais acima. O seio é
“puxado” para a frente na direcção do centro do bucky,
ficando o mamilo posicionado de perfil. O braço do lado a
radiografar deve ser relaxado e o ombro afastado de zona a
estudar. A cabeça roda para o lado contrário a radiografar.
As pregas cutâneas do seio são suavizadas e a
compressão é aplicada progressivamente até se atingir a compressão ideal. A
marcação da película é colocada do lado axilar do seio.

Protecção: avental de chumbo na cinta

Apneia respiratória

Raio central perpendicular ao chassi.

As zonas cegas (não exploradas) na incidência de face crânio-caudal:


quadrantes superior do seio, prolongamento axilar, região externa.

Critérios de boa realização:


- Compressão óptima do seio, alto contraste dos diversos tipos de tecidos e
óptima resolução de imagem;
- Adequada penetração das áreas densas;
- Ausência de artefactos;
- Identificação da película com o nome do paciente, a data de execução do
exame, o nome da incidência realizado e o lado radiografado.

121
2- Incidência oblíqua médio lateral
Esta incidência tem a vantagem em relação ao perfil de englobar uma maior
quantidade de tecido mamário, sobretudo a nível posterior do prolongamento
axilar mamário.

Chassi: 18x24cm ou 24x30cm


Posicionamento:
Doente em ortostatismo ou sentada. A paciente deve
estar virada para a frente como na incidência crânio-caudal
embora rode levemente o tórax para que o seio
contralateral não interfira com o feixe. O braço ipsilateral é
colocado para a frente e a mão é apoiado na barra de
suporte desse lado.
A ampola e o bucky são simultaneamente angulados a
45º (30º a 60º).
A compressão é aplicada progressivamente até se atingir a compressão ideal,
ficando limite superior com o compressor abaixo da clavícula, e o seu limite
inferior deve incluir o sulco intramamário.

Raio central entra no seio médio-lateralmente, ou seja, perpendicular ao


músculo peitoral do paciente;

Cabe ao técnico escolher o valor do ângulo mais adequado palpando o


peitoral e determinando a sua orientação, antes do posicionamento.
Uma paciente longilínea, com o peitoral próximo da vertical, poderá ser
melhor examinada com um ângulo de 60º com a vertical, enquanto que uma
paciente brevilínea, com o tórax largo e o peitoral horizontal, terá como indicação
uma inclinação de 30 a 45º com a vertical.
O músculo peitoral, juntamente com a face lateral da mama adjacente é
amplamente mobilizável no sentido medial, devendo o técnico posicionar-se no
lado oposto ao que está a radiografar. A margem cubital da sua mão deve fazer
deslizar o músculo peitoral, juntamente com a mama em sentido medial e mantê-
lo nessa posição em contacto com o bucky, de tal forma que o cavado axilar fique
apoiado no ângulo superior do bucky.

Protecção: avental de chumbo na cinta

Apneia respiratória

Raio central perpendicular ao chassi.

As zonas cegas na incidência oblíqua médio lateral: parte alta do


quadrante supra-interno.

Critérios de boa realização:


- Visualização do sulco inframamário;
- Mamilo de perfil e fora do tecido mamário;
- Músculo grande peitoral projectado oblíqua e posteriormente ao campo
mamário;
- O fim do músculo grande peitoral deve ser ao nível do mamilo;
- Bom contraste;
- Ausência de artefactos;
- Ausencia de pregas cutâneas;
- Boa exposição

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Músculo grande peitoral:
Triangular de base superior e vértice inferior projectado ao nível do mamilo
posteriormente. Densidade muito superior ao tecido mamário
independentemente do tipo de tecido mamário.

Em determinadas patologias poderá haver aumento dos gânglios axilares.

Incidências complementares

1- Perfil a 90º (médiolateral);


2- Perfil invertido (lateromedial);
3- Túnel;
4- Localizadas;
5- Macrorradiografia;
6- Prolongamento axilar

1. Perfil a 90º
Chassi: 18x24cm ou 24x30cm
Posicionamento:
A paciente deve estar virada para a frente do aparelho. O
braço do lado a radiografar é colocado para a frente e a mão é
apoiada na barra de suporte desse lado.
Pode ser realizado se 2 formas, consoante a localização de
lesão a estudar:
- Encostando o musculo peitoral ao bucky, se a lesão se
encontra nos quadrantes externos (perfil ML)
- Encostando a zona medial do seio ao bucky, se a lesão se
encontra nos quadrantes internos
As pregas cutâneas do seio são suavizadas e a compressão é aplicada
progressivamente até se atingir a compressão ideal.

Protecção: avental de chumbo na cintura

Raio central perpendicular ao chassi.

2. Incidência em túnel
Permite observar os quadrantes internos de ambas as
mamas em simultâneo.

3. Incidência localizada
Utiliza-se um dispositivo de compressão pequeno.
Podem ser executadas em qualquer incidência.
Objectivo:
• Dissocia melhor os tecidos e reduza ainda mais a espessura da porção a
estudar;
• Diminui a área de exposição;
• Aumenta o contraste e a resolução espacial.

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4. Macrorradiografia
• Foco ultra-fino (0.1 mm)
• Dispositivo que permite aumentar a DOF e diminuir a DFO
• Utiliza-se em qualquer incidência
• Não se utiliza grelha anti-difusora
• Ar funciona como um filtro

Objectivo:
• Melhor visualização de microcalcificações agrupadas
• Melhor definição de nódulos (contornos, conteúdo)
• Melhor visualização de condensações mal definidas
• Demonstração de uma lesão que apenas é observada numa incidência
• Melhor visualização na galactografia, quando existem lesões que ocupam
espaços intra-ductais

Mamografia masculina/pós-mastectomia
- Incidência obliqua médio-lateral
A angulação depende do tipo de paciente (= à das mulheres)

Exame mamográfico a mamas com próteses


Localização das próteses:
- Retro glandulares
- Submusculares

Incidências
• Crânio-caudal e OML com a prótese luxada;
• Crânio-caudal com perfil estrito com a prótese local

A prótese terá de ser luxada porque devido à sua elevada densidade pode
ocultar lesões malignas. Apenas serão luxadas as próteses retroglandulares.

Técnica de Eklund
Ligeira compressão sobre o seio e prótese, de seguida a prótese é luxada
para trás durante a restante compressão.
A compressão correcta à atingida, excluindo totalmente a prótese.

124
- Galactografia

Existem situações em que a radiografia convencional, entendida em termos


de simples mamografia é insuficiente para assegurar o diagnóstico.
Para o diagnóstico correcto de lesões quisticas, intraquisticas ou de
corrimento mamilar para além dos exames de rotina (exame clínico e
mamografia) é necessário lançar mão de outros métodos complementares.
Quando existe escorrência mamilar o radiologista tenta a visualização
retrógrada dos canais que determinam esse corrimento, injectando uma
substância radiopaca no ducto atingido. Este exame designa-se por galactografia.
O produto de contraste é administrado por via retrógrada.
Para a realização deste exame é indispensável uma boa iluminação localizada
à mama e mamilo em estudo, e ainda a preparação de todo o material a utilizar,
de preferência sem a observação directa da doente.

Material
- Kit com dilatadores, uma agulha sem bisel, uma seringa.
Os dilatadores usados são de menor para maior calibre, são rombos e
não bicudos (para não perfurar o canal).
- Contraste iodado hidrossolúvel (o lipossolúvel não pode ser utilizado porque
se este entra em circulação pode causar embolia.).
- Compressas, fixador e agua oxigenada.

Neste exame não é possível muita compressão porque o contraste poderá sair
com a compressão.

Técnica
• Assépsia da pele e do bucky
• Marcação do poro a dilatar o poro
• Cateterismo e injecção do contraste (1 a 3 cm3)
A agulha da injecção de contraste é romba e ligada a um extensor que está
ligado à seringa para ganhar espaço (aumenta a margem de manobra)
Cuidado: ao injectar não entra bolha de ar pois vais prejudicar a imagem
• Realizar 2 incidências (crânio-caudal e perfil estrito ou oblíqua, por vezes
podemos ter de realizar as 3) com compressão moderada (para não sair
contraste), aumentar 1 a 2 kV relativamente a mamografia simples;
• Evacuação do contraste (tirar tamponamento e comprimir a mama)

Antes da injecção de contraste realizar uma imagem de base.

Indicações
Corrimento de um canal galactofilo e quando não se sabem as causas.
Contra-indicações
Quando não há escorrência mamilar (porque não se sabe qual é o canal)
Corrimento bilateral ou pluricanal (porque as imagens sobrepõem-se)
Invaginação mamilar( perigo de perfuração)
Existência em exame rádio-clinico de sinais bem evidentes de lesão
maligna na mama onde se verifica o corrimento;
Mama com sinais inflamatórias aparentes (mastites)

125
- Quistografia gasosa

Método útil para diagnostico de lesões do tipo quisticas e intraquisticas.


A doença quistica é mais frequente lesão da mama (principalmente no
período pré-menopausico).
Traduz-se radiologicamente pelo aparecimento de opacidades nódulas
(devido a alterações hormonais, que levam a uma alteração do tamanho da
mama e podem provocar quistos).
Imagem hipotransparente - opacidade mais elevada que o resto do tecido
com forma de nódulo.
Os quistos podem ser: sólidos, líquidos, semi-sólidos, semi-líquidos.

Objectivo:
• Definir paredes quisticas;
• Fazer o exame citológico para pesquisa de células neoplásicas;
• Mesmo efectuando um exame correcto rádio-clinico da mama, é muitas
vezes impossível o diagnóstico de lesões intraquisticas, isto porque à
palpação só se pode distinguir o nódulo quistico, não se podendo detectar a
formação intracavitária. Actualmente este aspecto é ultrapassado com
recurso à ECO;
• As lesões malignas podem ser ocultadas por um quisto (anterior ou
posteriormente).

Técnica:
• Esvaziamento completo do quisto com compressão localizada da mama. Se o
liquido não for todo extraído, está criada uma das condições para se vir a
verificar a recidiva do quisto (para ter a certeza que o liquido for extraído, o
esvaziamento deveria ter controlo ecográfico);
• Após aspiração do líquido, faz-se a repleção do quisto com ar (através de
uma seringa, o ar aparece como uma imagem hipertransparente);
• Duas incidências (crânio-caudal e perfil correcto);
• Tem um fim diagnóstico e também terapêutico porque o ar ao ser
introduzido no fármaco intracavitária, pois vai secar as paredes e
geralmente não torna a ficar preenchido por liquido.

- Estereotaxia

Esta técnica permite localizar lesões intramamárias não palpáveis, que baseia
em 2 incidências anguladas (15º para cada lado), e a partir de um cálculo de
coordenadas obtido de forma computorizada que permite guiar a agulha até à
lesão (com grande certeza).

A grande vantagem é sobretudo em lesões muito pequenas, nomeadamente


pequenos agregados de microcalcificações.

Pode ser feita de 2 formas:


• Com um equipamento especifico que se liga ao mamográfo (mais utilizado);
• Com uma mesa estereotaxica especial, onde a paciente fica em DV;

126
- Citologia aspirativa

Exame complementar ligado a área da anatomia patológica, e que consiste na


obtenção de um aspirado de lesões mamárias, com a finalidade de se proceder a
estudo patológico.

Se a lesão palpável, a aspiração é feita directamente pelo patologista,


mediante uma agulha o mais fina possível, uma seringa e um adaptador (punho
de aspiração).

Se a lesão não for palpável - realizada com auxilio de esterotaxia.


- Core-Biopsy

É uma alternativa à biopsia por excisão cirúrgica tradicional, segura e precisa


na recolha de amostras de tecido mamário e com menor custo.
Pode ser realizada com a orientação da ECO ou por estereotaxia (quando as
lesões não são palpáveis).

Indicações:
Categorias 4 e 5 BI-RADS, como por exemplo, calcificações, massas sólidas e
densidades assimétricas.

Pode ser realizada por 2 formas:


• Com uma pistola automática (microbiópsia)
Munida de uma agulha chanfrada e inclinada que é impulsionada para
penetrar numa lesão, e é seguida por uma cânula cortante que corta uma
amostra de tecido.
Desvantagem: Para cada colheita de amostra tecidular é necessário uma
nova inserção de agulha.
• Biópsia por aspiração (sistema ABBI)
Agulha com duplo lúmen que é inserida na mama apenas uma vez e permite
a recolha de varias amostras. É um exame rápido e muito preciso, para além de
permitir uma rotação e sucção simultâneas.

- Localização pré-operatória

Através da visualização dos mamogramas na incidência crânio-caudal e perfil,


referencia-se a lesão em relação ao mamilo e em relação à pele, ou seja adquire-
se uma noção bidimensional da localização da lesão.

A incidência:
• Crânio-caudal – lesão anterior ou posterior
• Perfil - profundidade que a lesão está da superfície da pele
• Quadrantes - se a lesão é inferior, superior, interior ou exterior

Em função da localização é introduzida uma agulha que contem no seu


interior o arpão. Faz-se então um radiograma num plano para verificar se agulha
se encontra na lesão. Se estiver no local, larga-se a referência metálica que se
fixa aos tecidos, retirando-se a agulha. Seguidamente, fixa-se à pele o arpão com
adesivo e a doente segue para o bloco operatório.
O cirurgião para localizar a lesão, guia-se pelo trajecto do arpão até a mesma,
retirando o tecido circundante e a lesão.

127
- Radiografia da peça operatória

Por razões de segurança manda-se a área de tecido mamário retirado para


controlo radiográfico, e informa-se o cirurgião se a lesão foi extraída na
totalidade.
A imagem obtida e a peça operatória com o arpão são enviadas para o
laboratório de anatomia patológica para análise histológica especialmente na
zona referencial ao arpão.

Se a cirurgia optar pela mastectomia total, a localização de lesões são feitas à


posteriori da cirurgia. Nesta situação, a mama vem para a radiologia e o
radiologista coloca as referências metálicas através da observação das imagens.
Desta forma a anatomia patológica saberá exactamente o local das lesões (o
que irá dizer que tipo de carcinoma que depois terá um diferente tipo de
tratamento).

128
14. Densitometria óssea
Exames por DEXA
1. Coluna lombar AP/PA
Posicionamento:
- Paciente em DD centrado com o eixo longitudinal da mesa
- Suporte sob as pernas (ângulo de 60-90º)
- FL (feixe luminoso) centrado na linha média ao nível das cristas ilíacas
- Scan desde o meio de L5 a D12 (no entanto só faz a avaliação de L1-L4,
podendo L1 ser excluída por ser uma vértebra de transição)

Critérios de boa realização:


- 5 a 10 linhas das cristas ilíacas
- Elementos posteriores da coluna
- 2,5cm de tecido mole para cada lado da coluna
- Scan abrangendo todo de L2 (situação em que L1 é excluída da região de
interesse pelo próprio equipamento)

2. Extremidade proximal do fémur


Posicionamento:
- Paciente em DD
- Membro inferior em estudo em rotação interna (15-30º), paralelo ao eixo
longitudinal da mesa)
- Lado a analisar é o esquerdo (não dominante)
- FL perpendicular ai nível do grande trocanter
- Isquion n área de scan entre as 15 e as 40 linhas

Analisam-se diferentes localizações nesta região


- Colo do fémur
- Triangulo de Ward’s (região rica em osso trabecular; normalmente quando
há alterações ao nível da coluna vertebral também há aqui)
- Região trocantérica
- Região intertrocantérica
- Medida combinada (fémur total)

Critérios de boa realização


- A linha média do corpo femural está paralela à margem lateral do scan
- As margens proximal, distal e lateral da área de scan devem estar bem
localizadas
- O espaço entre o isquion e colo do fémur deve ser adequado
- A área de scan sem presença de ar

3. Antebraço (punho – frequentemente pedido principalmente quando há


artefactos nas outras regiões)
Posicionamento.
- Paciente sentado lateralmente a mesa, com o cotovelo flectido a 90º
- O lado esquerdo é o lado que é normalmente avaliado (não dominante)
- O antebraço deve estar rectilinizado e centrado com o campo de exame,
estando sobre o centro do suporte e fixo
- FL perpendicular, centrado entre as duas apófises estiloídes do punho

Critérios de boa realização


- O antebraço está direito e centrado com o eixo longitudinal da mesa
129
- Inicio do scan desde o fim do carpo
- Inclui ambas as apófises espinhosas
- Fim do scan cerca de 10 linhas abaixo de 33% do antebraço
- Não podem existir artefactos na área de exame
4. Coluna lombar de perfil
Posicionamento:
- Paciente em DL (se a mesa tiver arco em “C” o paciente fica em DD)
- Braços e mãos sobrepostos à frente da cabeça
- Joelhos flectidos e sobrepostos
- Coluna lombar centrada na área a examinar e paralela à mesma
- FL perpendicular, centrado ao nível da crista ilíaca

Desvantagens
- L4 e L5 podem surgir sobrepostas ao osso ilíaco
- L1 e L2 podem surgir sobrepostas às costelas
- L3 é a única vértebra que pode ser analisada correctamente, podemos
excluir da avaliação a parte do arco posterior da vértebra, ficando só com o corpo
vertebral (rico em osso trabecular)
- A avaliação de um só corpo vertebral não faz um diagnóstico correcto, não
é significativo (a densidade das vértebras lombares não é igual)
- O exame só efeito quando é expressamente pedido

5. Corpo inteiro
Posicionamento:
- Paciente em DD centrado com o eixo longitudinal da mesa
- Braços ao longo do corpo com as mãos em pronação
- Todo o corpo deve ficar dentro da área de scan
- Inicio do scan 5 a 8 linhas acima da cabeça e terminar 5 a 8 linhas abaixo dos
pés
- Feixe luminoso perpendicular

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