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Vila de

e s p e c i a l

Abrantes

r e v i s t a

ponto
movel
cidade do
saber

7
LÁ VEM
Sumário HISTÓRIA 26

AÇÃO
28

1 ano
GOVERNAMENTAL

SABERES E 14
FAZERES

DICAS
CULTURAIS
espaço verde 16
30

SABOR DA TERRA 18
MOVIMENTO
ARTÍSTICO 32
VILA DE
ABRANTES 06
gente
Para consolidar as práticas de democratização do acesso a bens culturais e esportivos, a Cidade que faz 20 PAINEL
do Saber agora tem o seu Ponto Móvel, que prioriza o atendimento às localidades da orla e zona CRIATIVO 36
rural de Camaçari, por estarem mais distantes, geograficamente, da sede da instituição, no centro
da cidade. Assim, desde julho de 2009, mais de 4.000 pessoas, de 12 diferentes localidades, já
foram beneficiadas por este projeto, nos espaços próprios do caminhão adaptado (biblioteca,
www.cidadedosaber.org.br
brinquedoteca e mini-lan house) ou nas oficinas que ocorrem nas dependências de Associações NOSSA GENTE 12 QUEM CONTA
UM CONTO
24 LAZER 38
71 3644.1631
Comunitárias, grandes parcerias deste trabalho!

3
Editorial
vila de
abrantes
Distrito de
Monte Gordo
Sejamdos
bem vin

Camaçari
1 Barra do Pojuca

Um pouquinho da história, das tradições às populações mais distantes do projeto, Conheça aqui um pouco mais da arte,
2 Monte Gordo
e do dia a dia de quem vive na localidade na sede de Camaçari. dos atrativos turísticos, da culinária e das
que originou o município de Camaçari. pessoas que fazem de Vila de Abrantes
Isso está retratado aqui, em mais uma A partir de uma estrutura montada sobre um lugar especial.
edição desta série especial de publicações um caminhão-baú adaptado, o Ponto
da Cidade do Saber – Instituto Professor Móvel contribui para a inclusão social de Em exemplares já publicados, é possível 3
Raimundo Pinheiro. crianças, jovens, adultos e idosos. Além viajar pelas letras e imagens, e saber mais
Barra do Jacuípe
de garantir acesso aos direitos essenciais, sobre Barra do Pojuca, Monte Gordo, Barra
A revista, como as seis anteriores, é como educação, cultura e lazer, nossa do Jacuípe, Arembepe, Areias e Jauá.
fruto do trabalho do Ponto Móvel, que, proposta é também ajudar a registrar a Nossas próximas visitas contemplarão
seguindo as premissas da Cidade do diversidade cultural de cada comunidade o povoado de Cordoaria (remanescente
Saber, busca levar cultura, esporte e lazer visitada. quilombola), Parafuso e a sede de
Cidade do Saber
Camaçari. Nos vemos em breve. Sede Camaçari

Boa leitura! 4 Arembepe


Parafuso
9 Cordoaria
8 5 Areias

Distrito de
Abrantes 6 Jauá

7
Esta publicação segue as normas do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em 1990, em vigor desde janeiro de 2009. Vila de Abrantes

4 5
especial

vila de
abrantes

Um tesouro em Camaçari
Um dos principais tesouros de Camaçari. configura como um cenário de Patrimônio um cordão de dunas entre as praias de
Assim pode ser considerada Vila de Histórico Nacional a ser preservado, um Busca Vida e Jauá, o que deu origem ao Dona Maria
Abrantes. Fundada às margens do Rio Sítio Arqueológico Histórico Ambiental. Parque das Dunas de Abrantes. No final Elza e sua
Joanes, em 1558, por padres jesuítas que A moradora Ana Nery Souza ressalta a do bairro Fonte da Caixa está o Mirante filha Ana
tinham como missão catequizar índios importância desse patrimônio para o do Cruzeiro, de onde se descortina a Nery
tupinambás, foi inicialmente denominada município de Camaçari. paisagem predominante em toda a Costa
Aldeia do Divino Espírito Santo. Esse dos Coqueiros: lagoas, praias, rios, riachos,
aldeamento foi um dos primeiros núcleos “Nós somos herdeiros dessas riquezas áreas alagadas e as imponentes dunas.
do Brasil, sendo também palco de patrimoniais, a igreja e o convento”, destaca.
importantes fatos históricos. Segundo ela, dizem que o traçado da praça Um passeio por Abrantes pode revelar
onde estão localizados tem formato de experiências preciosas. A beleza da
Vila de Abrantes abriga uma das mais uma taba (aldeia) . “Quando a igreja foi Cachoeira da Sucupira encanta moradores
antigas igrejas do período colonial, reformada, em 1976, do lado de fora foram e visitantes. Outro recanto singular,
construída entre 1580 e 1600, e encontradas urnas funerárias indígenas Buraquinho é uma fonte de água mineral
considerada um marco na história do país. feitas em cerâmica. Peças em ouro, como usada desde os tempos dos primeiros
Tanto a preservação da Igreja do Divino um turíbulo (pequeno incensário), também habitantes, os índios. Muitas mulheres
Espírito Santo quanto o traçado original da foram achadas durante a reforma”, conta. de Vila de Abrantes ganharam o pão de
praça em que está localizada são motivos cada dia lavando roupa nessa fonte. Outras
de orgulho para seu povo. Além da importância histórica, Vila de ganhavam o seu sustento carregando água
Abrantes encanta por suas belezas naturais da fonte do Buraquinho para abastecer
Por tudo isso, Vila de Abrantes também se e pela cultura da sua gente. A primeira sede as casas da localidade, quando não havia
do município de Camaçari é cercada por encanamento.

6 7
especial

vila de
abrantes

João Ribeiro dos Santos, conhecido como Seu acompanhamento da Filarmônica. Ao meio-dia,
Jonga, lembra dos tempos em que não existia havia distribuição de pão e carne para os menos
água encanada: “Antigamente a gente pegava favorecidos da região.
água ou no chafariz ou na fonte, que é usada
desde os tempos dos tupinambás”. À tarde aconteciam corridas de velas e ovos,
com participação de crianças. No cair do sol uma
Festa do Divino gincana de burros era a atração, com grande
número cômico.
A riqueza cultural de Vila de Abrantes é o bem
construído e valorizado por sua comunidade. No segundo dia havia missa, sermão e procissão.
Se manifesta de forma singular, por exemplo, No começo da tarde, era tradição a venda de
durante as principais festas populares e fogaças e um arraial. Ao entardecer começava
religiosas. uma cavalhada, como era conhecida a corrida
de cavalos. À noite tinha a corrida da bandeira e,
Apesar de ter sido modificada ao longo dos em seguida, uma queima de fogos sinalizava o
anos, a Festa do Divino Espírito Santo continua encerramento dos festejos.
mobilizando quem mora e quem vem de fora.
Em tempos áureos os festejos começavam com Dona Maria Elza, moradora de Vila de Abrantes Religiosidade
uma alvorada, seguida de caminhada com o há mais 27 anos, lembra com saudade dos bons presente em
Abrantes

Seu Cesmel
é brincante do
Otitaratatá

8 9
especial

vila de
abrantes CURIOSIDADES

A origem do nome Abrantes vem de aurantes,


no português antigo significava áureo, dourado, ouro,
da cor dourada das lagoas e águas da região que os
portugueses encontraram quando aqui chegaram.

A primeira peça teatral do Brasil foi encenada em Abrantes,


Igreja de São por índios catequizados e jesuítas. O teatro foi a primeira
tempos da Festa do Divino. “A festa, saudar o Ano Novo. Enquanto colocamos Bento em Buris ferramenta utilizada na conversão dos índios, segundo o
no dia 23 de maio, já foi muito bonita. esse presente nas águas do rio, cantamos de Abrantes historiador baiano Cid Teixeira.
Havia a lavagem com as baianas, havia para nos despedir do ano que passou e
os cavaleiros que vinham participar pedimos bênçãos para o ano que se inicia”, A bandeira de Vila de Abrantes tem uma pomba que
também, tinha corrida de jegue e samba explica. simboliza o Divino Espírito Santo.
de roda”, diz ela, destacando que a festa
do padroeiro também era muito animada. Os grupos de quadrilhas também fazem
“Durante os festejos de São Sebastião a parte da história cultural de Vila de
comunidade acompanhava a procissão Abrantes. Durante os festejos juninos,
descalça”. muitas pessoas se apresentavam
dançando na localidade e adjacências.
Em se tratando de tradição, outro Diversificando coreografias e cantigas,
morador, João Nazaré da Silva, 50 grupos representavam o casamento
anos, tem orgulho de manter uma caipira. No passado havia os Bailes Pastoris Fontes:
manifestação que conheceu ainda rapaz. e as Comédias, uma espécie de teatro Léa Ester Sandes-Sobral. Complexidade
Mais conhecido na localidade como apresentado por jovens caracterizados Territorial e Desenvolvimento: Tendências e
Perspectivas da Urbanização no Litoral de
Cesmel, ele participa todo final de ano do geralmente de animais.
Camaçari / Bahia / Brasil. Universidade de
Otitaratatá, uma brincadeira que reúne Barcelona. Barcelona, 2008.
um grupo que deseja se despedir do Ano Ainda existem em Vila de Abrantes
Velho e saudar o Ano Novo. grupos de cultura popular de grande Mirante do Sandra Parente. Histórias que não contei.
valor. A Associação de Capoeira Engenho Cruzeiro Salvador, 2007.
Cesmel conta que o grupo sai de Vila (comandada por Mestre Grandão), o grupo
de Abrantes e vai até um rio em Areias. Raízes de Abrantes e o Terno da Burrinha Sandra Parente. Camaçari. Sua história, sua
“Enfeitamos um barquinho de madeira são algumas das manifestações que se gente. Salvador, 2ª edição, 2008.
e nele colocamos várias coisas para destacam no lugar.

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vila de Nossa mais ou menos umas 30 pessoas. Há pouco Revista Ponto Móvel: E o trançado de

Gente
abrantes tempo eu dei na cabeça de fazer um terno palha? Tinha muito por aqui?
pra gente sair. Ensaiamos e saímos. Hoje em
dia tá difícil, não tem quem toque a viola, Dona Temite: Tinha, todo mundo
o pessoal não quer ensaiar. Mas a gente fazia esteira e chapéu. Muitos teciam
conheceu um violeiro em Camaçari (sede) redondo, outros teciam comprido,
que quer tocar com a gente. pra colocar no meio da casa. Eu tenho
saudades dessas coisas, mas dava muito
Revista Ponto Móvel: E a família da senhora, trabalho. Uma hora dessas eu estava
também participa do terno? na roça com a meninas, capinando,
plantando. Eu gostava muito da minha

“Desde moça eu participo


Dona Temite: A minha filha, Maria, dança o roça, era tão bom.
Véio e a Véia. Tem outra filha, Valdenice, que
é porta-estandarte, que vem na entrada do Revista Ponto Móvel: E do que mais a

das brincadeiras daqui”


terno. E tem um filho, Valtenio, que é o Véio. senhora sente saudades?
Entrevista: E ele também é o caboclo, que antes era
representado pelo pai dele. O meu marido, Dona Temite: Aqui tinha uma flor,
Dona Antonio, era o Caboclo e dançava com o chamada Flor de São João. Tinha época
Valdemira Santana de Assis, conhecida em Buris de Abrantes
(uma das comunidades de Vila de Abrantes) como Dona
de 30 anos e criou seus filhos fazendo um pouco de tudo: plantava
na roça, fazia trançado de palha e vendia acarajé. Tudo isso sem
Temite Boi. Outra coisa muito bonita que tinha aqui
era a quadrilha, no São João. A gente se
que enfeitava o campo todo. Tinha cor
de rosa e tinha roxa. Elas cobriam tudo
Temite, é matriarca de uma família que sempre foi chegada perder o fôlego para continuar participando do Terno do Boi e do apresentava em Camaçari, Arembepe, Areias até aonde seus olhos iam. A gente tirava
às brincadeiras de terno. Tornou-se viúva com pouco mais Barambiá, como nos contou em entrevista. e Jauá. Todo mundo contribuía pra comprar pra colocar dentro de casa. Mas essa
os tecidos e eu me sentava na máquina pra flor sumiu. Na época do São João, ficava
fazer as roupas de todo mundo. Tinha uns tudo florido por aqui. O pé do morro,
Revista Ponto Móvel: Dona Temite, onde e Revista Ponto Móvel: E como eram esses Revista Ponto Móvel: Em que época os vestidos que eu fazia que davam gosto. Cada de fora a fora, ele coberto por ela, fazia
quando a senhora nasceu? ternos? ternos saiam aqui em Abrantes? ano eu mudava o modelo. gosto!

Dona Temite: Nasci aqui mesmo em Buris Dona Temite: O terno do Barambiá era Dona Temite: Começava no Natal e só
há 76 anos. Casei e criei os meus filhos, bem bonito. O do Boi tinha várias partes, acabava no Dia de Reis, 6 de janeiro. A gente
sempre aqui. em que a gente cantava a cantiga das saia de porta em porta cantando para as
Borboletas, do Véio e a Véia, da Maria das pessoas abrirem as casas e receberem o
Revista Ponto Móvel: A senhora Flores, da Padeira e das Espadas. Tinha terno.
participou de alguma manifestação de várias pessoas que se vestiam pra dançar
cultura popular em Vila de Abrantes? essas cantigas, por exemplo, de borboleta, Revista Ponto Móvel: Tinha instrumentos
de padeira (que vinha com um balaio na acompanhando?
Dona Temite: Desde moça eu participo cabeça). Aqui também tinha o Terno do Zé
das brincadeiras daqui. Fui do Terno do do Vale. Dona Temite: Tinha sim, viola e pandeiro.
Barambiá e do Terno do Boi. Os ternos eram muito bonitos e reuniam

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vila de Saberes
e Fazeres
abrantes

Grupo Raízes
Seu Jonas já de Abrantes :
dançou por apresentações

A malemolência do Mestre Sardinha quatro horas


sem parar
em várias
localidades

Jonas da Conceição é o mestre que leva Já foi convidado para apresentar-se em pandeiros de couro, triângulo, atabaques
a frente o grupo Raízes de Abrantes, que várias localidades da orla, onde também e tambores, Mestre Sardinha sai com o
tem como grandes atrações o Boi Bonito ficou conhecido como o “Furacão Sardinha Raízes de Abrantes em apresentações
e o Samba de Roda. Conhecido em todo o de Abrantes”. Aos 69 anos, é uma liderança pelas ruas da localidade. “Fazemos
município como Mestre Sardinha, exerce cultural importante em Vila de Abrantes. questão de tocar com o pandeiro de
o ofício de sapateiro há mais de 30 anos Sob sua coordenação o grupo Raízes de couro, como era nos tempos mais
em seu ateliê, que fica na Rua do Barro Abrantes dá continuidade a tradições como antigos, para manter a tradição”.
Vermelho. Nos fins de semana se realiza o bumba-meu-boi, tido como uma das mais
na dança, ao se apresentar em desafios ricas manifestações populares no Brasil. O grupo, que tem 20 integrantes entre
que ocorrem na região de Camaçari. homens e mulheres, ensaia todas
“Já cheguei a ficar mais de quatro horas A música, que é um elemento fundamental as segundas-feiras, pois são sempre
dançando sem parar”, conta, orgulhoso, para o Boi Bonito, é garantida com o samba solicitados para eventos em escolas e
Seu Jonas. de roda do grupo. Acompanhado de viola, festividades.

Apresentações:

Mestre Sardinha:
(71) 9626-9464

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vila de Espaço Parque Municipal das
Verde
abrantes
Dunas de Abrantes
Um fato que muito entristece a
Palestras: comunidade de Vila de Abrantes é
a destruição das dunas do Parque
Paulo Serra
Municipal, local onde se faziam trilhas
(71) 8663-6039
e passeios ecológicos. A poluição,
o desmatamento e a degradação
pela retirada indevida de areia para
construção de casas e condomínios
são grandes ameaças.

Mero na luta pela ecologia As cotas mais altas do Parque


Municipal das Dunas de Areias (criado
em 1977, numa área de 700 hectares)
Paulo Roberto Meireles Serra, 56 anos, a família desde 1997, Paulo faz questão começar em nossas casas. Nas palestras, se concentram nos chamados Morro
nascido em Salvador, sempre gostou de de se envolver em causas que considera ensino a fazer uma cartilha sobre a casa do Ponto e Morro da Bacia, de onde
arte. Foi estudar Publicidade em São Paulo, importantes. “Eu participei ativamente da ecológica que tem tudo reaproveitado. A se descortina todo o litoral de Itapuã
onde começou a trabalhar com a criação luta contra o pedágio para moradores. Dei maioria dos móveis da minha própria casa a Arembepe, com um complexo
do personagem Mero, que quer dizer puro, palestras para mais de 10 mil alunos das foi doada e recuperada. Tem móvel aqui de coqueirais, lagos, praias, áreas
simples, genuíno, mesmo nome também escolas da região. Além disso, já tive a ideia da fazenda de meu avô que tem mais de alagadas e grandes dunas, que
de um peixe dócil, encontrado no litoral de fazer um galpão de reciclagem”, conta. 100 anos”. chegam a 48 metros de altura.
brasileiro e que está em extinção. Paulo
conta que do personagem nasceu um Morador do Loteamento Las Palmas, Como fonte de inspiração, ele confessa O parque abriga ainda exuberantes
lutador pelas causas ambientais. ele afirma que é um apaixonado pelo que um dos seus maiores mentores é exemplares de flora e fauna. A criação
lugar que elegeu como sua morada. Monteiro Lobato. “Eu sou aficcionado por desse parque teve como objetivo
O Mero tornou-se muito conhecido por “Gosto muito de passear pelas dunas de Monteiro Lobato, que conseguia falar de principal promover a preservação de
conta da sua “tirinha”, que foi publicada Abrantes”. política para crianças, educava através de uma das mais importantes paisagens
por 14 anos no jornal A Tarde, até 1995, suas histórias. É uma pessoa em que eu me naturais de toda a faixa da orla
mandando seu recado sobre os problemas Paulo dá palestras sobre diversos espelho muito, sou fã dele de carteirinha, marítima de Camaçari, que abriga um
ambientais da Bahia, do Brasil e do planeta. temas ligados à educação ambiental, dou palestra sobre ele, ensino as crianças Paulo, criador ecossistema singular.
principalmente voltadas para jovens e a desenharem os personagens dele. Foi o do Mero
Grande apreciador das belezas naturais crianças. “Temos que educar nossos filhos cara que descobriu que o petróleo era o publicado em
de Vila de Abrantes, onde mora com para respeitarem o planeta e isso pode caminho para o Brasil”. tirinha do
A Tarde

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vila de Sabor Moqueca de Jaca na
da Terra
abrantes
Folha da Bananeira
Por Dona Anatália Soares Barreto

Ingredientes: Modo de preparo:


Desfie os bagos da jaca, cortando
• 01 cebola como se fosse um marisco.
• 02 dentes de alho Acrescente os temperos cortados,
camarão seco, o sumo de limão e

Delícias com
• 02 tomates sal a gosto. Se desejar, ponha uma
• 01 pimentão pimenta. Coloque o chuchu ou

frutos da terra
• ½ molho de coentro mamão verde cortado em cubos e,
• Sumo de 01 limão por fim, o azeite de dendê. Quando
• Bagos de uma jaca verde estiver cozido, retire do fogo. Passe
as folhas de bananeira no fogo. Em
Dona Anatália nasceu em Nazaré das Farinhas, mas mora em • Chuchu ou mamão verde
seguida, forre um recipiente com as
Vila de Abrantes há mais de 20 anos. Após tomar um curso de
• Azeite de dendê, camarão seco e folhas e despeje a moqueca. Sirva
aproveitamento de alimentos, oferecido pela Concessionária
Litoral Norte (CLN) à comunidade local, ela se especializou em sal a gosto com arroz e farofa de azeite de
receitas com frutos da terra. À sombra de uma imensa parreira, • Folhas de bananeira dendê ou oliva.
Dona Anatália recebe suas visitas em casa com pratos e sucos
especiais.

18 19
vila de Gente
que Faz
abrantes

Doações e
voluntariado:
(71) 3623-1301

Centro de Ação
Comunitária Zilda Aranha
Fundado por um grupo de evangélicos lanche. “O sucesso do projeto é tanto que Mas, para a manutenção das suas ações,
que identificou na comunidade a temos um gráfico de notas dos alunos, o CEZA está em contínua mobilização
necessidade de um reforço para crianças o qual está sempre em crescimento. As de recursos, utilizados para a compra
de 5 a 10 anos, o Centro de Ação crianças que fazem reforço aqui acabam se de alimentos, pagamento de pessoal e
Comunitária Zilda Aranha (CEZA) tem sido destacando na escola”, reforça Sue May. estruturação organizacional.
importante para as famílias de Estiva de
Buris (comunidade de Vila de Abrantes). As ações do centro vêm minimizando Os voluntários são muito bem vindos à
Isso porque, há quase dois anos, atende a as carências da comunidade, tirando as instituição, como afirma a coordenadora. “A Crianças
mais de 90 crianças. crianças da ociosidade no período em que nossa equipe é composta por 11 pessoas e desenvolvem
não estão na escola, oferecendo atividades temos um grupo de 20 jovens voluntários, atividades no
No turno oposto ao da escola são que contribuem para o aprendizado. Além o que é muito importante para nós”. Ceza
realizadas aulas de reforço escolar e disso, as crianças têm acompanhamento
oficinas de informática, artes, esporte, de nutricionistas, médicos, dentistas, Recentemente o CEZA passou a ofertar
dança, inglês e coral. “A ideia é acompanhar pedagogos, psicólogos e assistentes sociais, cursos para as mães dos alunos, a
toda a formação dessas crianças até o que atuam como voluntários. exemplo do curso de cabeleireiro. Entre
primeiro emprego”, explica Sue May Ache os planos para um futuro próximo esta
Onu, coordenadora geral do CEZA. A estrutura, construída em um galpão, a inauguração de um novo prédio já em
tem dois pavimentos e é fruto da doação construção.
Durante as atividades as crianças recebem do terreno, contribuições financeiras e
duas refeições diárias, um almoço e um materiais de empresas e pessoas físicas. www.ceza.org.br

20 21
vila de Gente
que Faz
abrantes

Professor
Jorge Oliveira,
coordenador do
projeto

Anos Dourados
O projeto Anos Dourados nasceu no final responsabilidade e a inclusão social. O do Centro Cultural vai abrigar as
de 2007 para ofertar cursos gratuitos objetivo é levar, criar, ensinar e apresentar- manifestações artísticas da comunidade e
à população de Vila de Abrantes. Foi de forma específica e voluntária e com ensaios de grupos locais”.
idealizado pelo professor José Jorge Oliveira. qualidade - a arte, o esporte, a cultura e a
Em seu quarto ano, já atendeu a mais de formação profissional”, explica. Sempre que possível, reforça o
5.800 alunos em atividades como iniciação coordenador, “envolvemos os alunos
musical, modelagem, pintura em tela, dança “Desenvolvemos cursos conforme em manifestações artísticas para dar
de salão, capoeira, yoga e muito mais. a demanda e a disponibilidade de continuidade às nossas tradições. Já Pintura,
voluntários comprometidos com nossos apresentamos quadrilha no Camaforró música e
Segundo Jorge, que é o coordenador, a objetivos”, diz José Jorge , acrescentando (festa de maior visibilidade do calendário informática Doações e
iniciativa surgiu pela carência da localidade que comunidades adjacentes também são cultural de Camaçari), com o apoio da no Anos voluntariado:
de ações voltadas para a juventude. “O beneficiadas. Secretaria de Cultura Municipal”. Dourados (71) 3623-3851
projeto tem características especiais e (71) 8764-3623
inovadoras, o que vem assegurando o seu A sede do projeto foi uma grande Além dos cursos, o projeto oferece (71) 9629-4141
êxito e o reconhecimento popular”. conquista. No início as aulas aconteciam assistências jurídica e psicológica. Para
em espaços públicos ociosos, como praças manter a estrutura, o Anos Dourados conta
São oferecidos cursos profissionalizantes e igrejas. “Mesmo com a sede própria, ainda com doações e contribuição voluntária dos
de eletricidade básica predial, informática, contamos com a parceria de um clube local alunos, entre R$5 e R$10. “Temos também
manutenção de micro, web design, para oferecer natação e hidroginástica. uma pequena verba obtida com anúncios
computação gráfica, entre outros. Os As aulas de informática acontecem em em nosso material gráfico e no blog, um
alunos são encaminhados ao mercado de laboratórios de escolas públicas”. dos meios de comunicação mais lidos em
trabalho e os professores são voluntários. Abrantes”, garante Jorge Oliveira.
A cultura da região é outro ponto
“Temos como critérios básicos a trabalhado pelo projeto. “A construção www.projetoanosdourados.blogspot.com

22 23
vila de Quem conta
um conto
abrantes

Mula de Padre
Por João Ribeiro dos Santos Filho

“Segundo contam os mais velhos, as


mulheres que namoravam com padres
viravam mulas. Se não fossem ferradas com a
O Fogo Fato chave da igreja se transformavam em mulas
Por Ana Nery da Rocha Passos Souza sem cabeça, que urinavam fogo. Dizem que
eram tão valentes que até o lobisomem
“O fogo fato é uma energia que tinha medo. Tinha uma história que meu
se acumula dentro do cemitério, avô contava de um cidadão que foi comprar
proveniente da decomposição dos peixe e o lobisomem veio atrás dele. Ele viu
corpos que lá são enterrados. Em os cachorros latindo e se escondeu dentro do
uma determinada época do ano, não forno de uma casa de farinha. O lobisomem
se sabe porque, essa energia forma entrou também, com medo da mula do
uma bola de fogo e sai pelas ruas. padre. Dizem que a mula do padre chegou
Aqui já apareceu várias vezes. Minha na boca do forno e urinou fogo. O medo do
avó falava muito e eu acabei vendo lobisomem foi tanto que ele se ‘borrou’. Foi
mesmo”. uma confusão dos diabos, lobisomem pra
um lado, mula pra outro e o cidadão todo
borrado.”

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vila de Lá vem
abrantes
História

Domínio Tupinambá
Resolução nº 310, de 3 de junho, tendo o
A história da ocupação do território de de Iguape, pertencente a Cachoeira) e território desmembrado de Mata de São
Camaçari nos remete aos primeiros anos mais tarde, já entre 1624 – 1640, os índios João.
da colonização, quando, em 1558, foi da Aldeia do Espírito Santo participaram
criada a Aldeia do Divino Espírito Santo da luta contra a invasão holandesa, Entre os séculos XVIII e XIX tem-se a
pelos padres jesuítas, reunindo índios juntamente com o pessoal da Casa da Torre administração da Marquesa de Niza, através
tupinambás ao redor de uma capela de (hoje pertencente ao município de Mata de seu representante legal em terras
taipa, às margens do Rio Joanes, sob o de São João), o que fez crescer o índice de brasileiras, Tomaz da Silva Paranhos, que
comando do padre João Gonçalves e o mortalidade por sucessivas epidemias e enviava juros e rendas, até o momento em
Irmão Antônio Rodrigues. fome. que, ele próprio, adquiriu a propriedade.
Este latifundiário deixou nove herdeiros,
A consolidação do domínio tupinambá Após a expulsão dos jesuítas, a aldeia entre eles Maria Joaquina da Silva Paranhos,
nos oito mil anos de história indígena, passou à categoria de vila por provisão do casada com José Garcez Montenegro,
sua dispersão no litoral e os constantes conselho Ultramarino, Alvará Régio de 27 de quem descende o desembargador
conflitos com os denominados tapuias, de setembro de 1758, denominando-se Vila Tomáz Garcez Paranhos Montenegro, cujo
além da posterior relação com as Nova do Espírito Santo de Abrantes - Vila sobrenome, por certo período, designou o
populações marginalizadas do processo de Abrantes - com a Inauguração da Casa Município de Camaçari.
produtivo (quilombolas) ainda estão por da Câmara e Cadeia Municipal (Senado da
ser estudados. Câmara e Pelourinho).

Há indícios de que esses índios tenham A vila foi extinta em 1846, pela Resolução Fontes:
participado da Guerra do Paraguaçu, assim Provincial nº 241, de 16 de abril, sendo Parente, Sandra. Histórias que não contei.
como os índios do Vale do Paraguaçu (região integrada ao município de Mata de São Salvador: Fast Design, 2007.
onde é hoje o povoado de São Francisco João. Em 1848, foi restabelecida pela http://pt.wikipedia.org/wiki/Camaçari

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vila de Ação
Governamental
abrantes

Equipamentos
públicos

Integração entre orla e sede de Camaçari


favorecem
o lazer e a
cidadania

Camaçari é o município de maior área principal de ligação sede-orla), passou Ainda no âmbito do empreendedorismo
territorial da Região Metropolitana de a abrigar, por exemplo, um núcleo da e para beneficiar toda a orla, a Associação
Salvador. São 760 km divididos em zonas Secretaria de Serviços Públicos (Sesp) para Comercial de Camaçari (Acec) e a Câmara
urbanas, litorâneas e rurais. Só de orla são atendimentos nas áreas de iluminação de Dirigentes Lojistas (CDL), em parceria
42km. Tamanha abrangência de território pública, licenciamento e fiscalização de com o governo, inauguraram um espaço
e características sociogeográficas - que atividades, serviços públicos e Transporte de Atendimento em Abrantes. Lá é possível
implicam, também, numa diversidade Social Técnico Universitário. Também realizar consultas ao SPC e Serasa, receber
cultural - se apresentam como um funciona um posto da Superintendência orientações sobre a abertura de empresas,
desafio nas ações de desenvolvimento de Trânsito e Transportes. agendar apoio jurídico, realizar consultas
implementadas pelo governo. à Juceb (Junta Comercial do Estado
Através da Sesp também foi viabilizada, da Bahia), emitir certidão simplificada,
Soluções para a integração dos núcleos em parceria com a comunidade, a consultar nome de empresa, entre outros.
populacionais vêm sendo adotadas pela implantação de uma feira popular, às
administração municipal. A dinamização sextas-feiras, no estacionamento da Promover a acessibilidade aos serviços
de serviços essenciais à praticidade no Prefeitura Avançada. Numa área de mais públicos não é só disponibilizá-los,
cotidiano de moradores da orla integram as de 500 metros são instaladas barracas mas proporcionar o efetivo alcance da
políticas públicas desde 2005. de confecções, hortifrutigranjeiros, sociedade, com o entendimento das
plantas, flores, artesanatos e especiarias, complexidades e particularidades e
A Prefeitura Avançada de Camaçari, em o que fortalece o comércio e hábitos de mantendo foco no cidadão. Assim tem
Vila de Abrantes (no entreposto da via produção local. acontecido em Camaçari.

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vila de Dicas
Culturais
abrantes

Festa do Padroeiro
São Sebastião São Sebastião é
reverenciado no
A Festa de São Sebastião, padroeiro de Vila de Ambrósio de Milão, Sebastião era um soldado que mês de janeiro
Abrantes, acontece na primeira quinzena de teria se alistado no exército romano por volta de
janeiro, no Largo da Igreja. No primeiro dia a festa 283 d.C. com a única intenção de afirmar o coração
começa às 18h, com desfile de trios elétricos e a dos cristãos, enfraquecido diante das torturas. Era
homenagem ao santo. As comemorações profanas querido dos imperadores Diocleciano e Maximiliano,
atraem pessoas de várias localidades, que curtem que o queriam sempre próximo, ignorando tratar-se
atrações musicais diversas. Trios elétricos e um de um cristão e, por isso, o designaram capitão da
palco montado animam os foliões de blocos sua guarda pessoal - a Guarda Pretoriana.
independentes.
Por volta de 286, a sua conduta branda para com
São Sebastião (França, 256 d.C. — 286 d.C.) - os prisioneiros cristãos levou o imperador a julgá-
Originário de Narbonne e cidadão de Milão, foi um lo sumariamente como traidor, tendo ordenado a
mártir e santo cristão, morto durante a perseguição sua execução por meio de flechas (que se tornaram
levada a cabo pelo imperador romano Diocleciano. símbolo constante na sua iconografia). Foi dado
O seu nome deriva do grego sebastós e significa como morto e atirado no rio, mas Sebastião não havia
divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade falecido. Encontrado e socorrido por Irene (Santa
suprema e da glória altíssima). Irene), foi levado diante de Diocleciano, que ordenou
novamente a sua morte, mais uma vez sem êxito.
De acordo com atos apócrifos atribuídos a Santo Acabou sendo morto, depois, atingido por uma lança.

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vila de Movimento
Artístico
abrantes

Arte circense em Buris de Abrantes


O jovem Luiz Paulo Conceição da Silva arame quando estava no Giovanini.
é um exemplo de como a arte circense Enquanto ensaiava, caía muito”. Luiz Paulo Silva:
pode mudar a vida de uma pessoa. arte na corda
Nascido em Buris de Abrantes há 23 anos, Atualmente ensaiando sozinho, ele faz bamba e ensaios
Luiz Paulo já percorreu cidades da Bahia e do quintal de casa seu local de treino. no quintal de
de Sergipe viajando com circos. “Comecei “Quando não estou treinando em casa
aos 17 anos, viajando com o circo casa, treino na praça. Fico feliz quando
Marcopolo para Barra do Pojuca. Depois algumas pessoas param pra assistir”.
fui para Aracaju, com um circo chamado Entre as técnicas que aprendeu estão
Giovanini”. o arame bambo e equilíbrio no tubo
rolante. Além de equilíbrio em arame,
Como todo aprendiz, ele conta que fazia Luiz Paulo se arrisca a fazer alguns
um pouco de tudo para ajudar no circo, truques de mágica, que também
enquanto aprendia a arte do picadeiro. aprendeu enquanto viajava com os
“Comecei como ajudante, depois que circos.
passei a ensaiar as apresentações”,
lembra. Sobre o número que faz
equilibrando-se no arame, Luiz Paulo
recorda: “Comecei aprender a andar no apresentações:

Luiz Paulo
(71) 8145-4800

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vila de Movimento Palco da Cidade:
Artístico
abrantes
oportunidade
para revelar os
talentos locais

Palco da Cidade
Com tanta história e referências culturais, e jurados na etapa seletiva e, com
revelar talentos em Vila de Abrantes não isso, chegou à semifinal. Ele destaca a
Coral Vozes de
é tarefa difícil. Durante a realização do importância do projeto na divulgação da
Abrantes em
primeiro ano do Palco da Cidade (2009), arte das pessoas que vivem no Município.
participação no
representantes locais tiveram destaque
Palco da Cidade
neste festival que envolveu toda orla “E essa é uma forma da Cidade do
e bairros da sede de Camaçari, numa Saber chegar até nós, que vivemos na
promoção do Núcleo de Produção do orla. Graças ao Palco da Cidade tive
Teatro Cidade do Saber. oportunidade de ter contato com outros
tipos de arte, como música e dança. Me
Entre os talentos artísticos de Abrantes, deu novas perspectivas e ampliou meus
o poeta Moisés Souza encantou a plateia conhecimentos”, avalia.

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vila de
abrantes Painel
Criativo

Oficinas do

Ponto Móvel
Ponto Móvel
mudam rotina
dos moradores
de Abrantes
O Ponto Móvel Cidade do Saber chegou além de dança, futebol e criação literária.
com serviços culturais e esportivos em duas
comunidades de Vila de Abrantes. A troca de experiências entre o Projeto Ponto
Móvel e as comunidades visitadas estreitou
De novembro de 2009 a fevereiro de 2010, em a relação entre as práticas do complexo e os
Buris de Abrantes, cerca de 500 educandos moradores de Abrantes. Isto pôde ser visto quando
foram beneficiados com atividades de criação o projeto proporcionou a primeira visita de alguns
literária, pintura em tecido, musicalização, alunos à sede da instituição, no dia da mostra de
futebol, futsal e dança. encerramento desses ciclos de três meses. Além
disso, a importância deste intercâmbio é revelada
Já em Cajazeiras de Abrantes, entre março e quando o projeto serve de inspiração para o
julho de 2010, 150 crianças, jovens e adultos aprofundamento em temas de interesse à cidade,
participaram de oficinas de arte e percussão, estimulando, por exemplo, o trabalho desta Revista.

36 37
vila de
abrantes
Lazer Expediente
CIDADE DO SABER

Diretora geral: Ana Lúcia Silveira


Diretor de infraestrutura: Utilan Coroa
Diretor do saber: Arnoldo Valente
Diretora do teatro: Osvalda Moura

COORDENAÇÃO DO PROJETO
REVISTA PONTO MÓVEL CIDADE DO SABER
Assessoria de Comunicação da Cidade do Saber
(Ascom)
Responsável: Carolina Dantas
Pesquisa: Bárbara Falcón
Textos: Carolina Dantas e Bárbara Falcón
Fotos Ascom: Daniel Quirino, Clemente Júnior e
Elba Coelho
Equipe Ascom: Carolina Dantas, Bárbara Falcón,
Clemente Júnior, Daniel Quirino, Elba Coelho,
Bruno Macedo e Camila Mandarino

REALIZAÇÃO

AG Editora
Diretora executiva: Ana Lúcia Martins
Executiva de Projetos: Júlia Spínola
Edição: Ana Cristina Barreto
Fotos: Paulo Macedo
Revisão: José Egídio
Endereço: Rua Coronel Almerindo Rehem, 82, sala
1207, Ed. Bahia Executive Center, Caminho das
Árvores. CEP 41.820-768 - Salvador-BA Tel: (71)
3014-4999

Projeto gráfico: Metta Comunicação


Editoração: João Soares
Ilustrações e arte: Jean Ribeiro e Pablo Antonio

Tiragem: 2.000 exemplares - distribuição gratuita

Agradecimento: Prefeitura Municipal de Camaçari


Fotos: Agnaldo Silva e Carol Garcia

38
e s p e c i a l

Vila de
Abrantes

Executor do Projeto

Parceiros Cidade do Saber: Mantenedor: