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ICEB - Instituto de Cultura Espírita do Brasil / Rio de Janeiro Ano III - no 30 - Setembro / 2011

HERDEIROS DE DAVI A PENA DA ABOLIÇÃO HUMILDADE E APARÊNCIA


Fabiano Nunes E BEZERRA DE MENEZES Deolindo Amorim
Jorge Damas Martins
Editorial
E m meados dos anos 20 do século passado, os
cientistas pesquisavam as partículas de maté-
ria. A natureza da luz era um mistério, às vezes onda, às
Cada espírito tem o seu padrão, de acordo com o que
pensa, sente, faz. Sabemos que nosso cérebro é parte da
nossa maravilhosa máquina de viver, nosso corpo, que é
vezes partícula. Por que a matéria deveria ser diferente? “pilotado” pelo espírito, a nossa essência. Quando encar-
Poderiam as partículas de matéria, como o elétron, ser nado, o espírito que nós somos efetiva-se através do seu
consideradas como ondas de matéria? A famosa equação campo mental, dado pelo conjunto das ondas cerebrais
de Einstein E = MC² mostrou que a massa é uma forma que projeta. Esse modelo do ser humano nos coloca ime-
de energia e que a matéria pode ser convertida em ener- diatamente perante o fato de que viver é pensar, sentir,
gia livre. Essa possibilidade parecia sugerir certa natu- fazer, produzindo ondas mentais que se irradiam do espí-
reza ondulatória da matéria. Pouco depois, um acidente rito e que se projetam de nós graças à ação elétrica das
no laboratório da Bell Telephone, em Nova York, ofereceu estruturas cerebrais. Como vivemos em grupos, chega-
a oportunidade de se comprovar que os elétrons eram mos aos domínios da comunicação e às possibilidades
ondas. Só que há muitas provas de que eles são partícu- dos padrões de interferência.
las. A matéria, portanto, estava agora na mesma condição Nossa revista deste mês é rica em informações que
da luz. Em 1926, Schröedinger caracterizou a essência da passam por tais padrões, quando mergulha nas questões
partícula como um pacote de ondas. No entanto, ondas da dependência química, na medicina das vibrações, nas
de quê? Qual era a matéria que vibrava e constituía as expressões de afeto que têm reflexos até na área jurí-
ondas materiais? O genial físico austríaco, então com 23 dica e em várias questões que podem ser luz ou sombra,
anos, usou a letra grega psi para representar a matéria da ondas ou partículas, interferências positivas ou negativas.
qual as ondas eram feitas. Mais do que nunca os processos de renovação interior
Aprendemos com André Luis, em Mecanismos da deixam de ser palavras de místicos ou de filósofos. São
Mediunidade, página 86, que, até certo ponto, o pen- afirmações que, a cada dia, encontram respaldo no que
samento a reformular-se em ondas, age de cérebro a há de mais avançado na pesquisa científica. A visão espí-
cérebro, quanto a corrente de elétrons, de transmissor rita da integração ciência-filosofia-religião é generosa
a receptor, em televisão. O conceito lembra os chama- oferta para nossas reflexões. Boa leitura e muita paz!
dos padrões de interferência que podem ser criados por
qualquer tipo de movimento ondulatório. No caso do
espírito, sua substância parece consistir no pensamento
ou na radiação mental, a partir de ondas de variadas
frequências.
Nosso cérebro é formado de bilhões de células cha-
madas neurônios, que usam eletricidade para se comuni-
car uns com os outros, produzindo enorme quantidade de
atividade elétrica, como se comprova com os aparelhos
de eletroencefalograma. A combinação da atividade elé-
trica do cérebro é chamada padrão de ondas cerebrais.
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setembro 2011 / Cultura Espírita – 3


No 30 – ANO III
SETEMBRO 2011

Diretor
Cesar Reis
Coordenação Geral
Nadja do Couto Valle
ÍNDICE
Editorial
Cesar Reis ................................................................................................................................................................................. 03
Revisão
Teresa Costa Pelos Caminhos da Educação
Nadja do Couto Valle ................................................................................................................................................................. 05

Jornalista Responsável Entrevista


Vilson Disposti. .......................................................................................................................................................................... 06
Marcelo José Gonçalves Sosinho
Reg. RJ 22746 JP Lar Fabiano de Cristo
Conhecendo as Unidades de Promoção Integral – Casa de Alimiro / Belo Horizonte / MG ..................................................... 08

Diagramação e capa Memória do ICEB


Acervo do ICEB ......................................................................................................................................................................... 09
Rogério Mota
Rogério Mota Crônicas de Família
Ana Guimarães.......................................................................................................................................................................... 10
Colaboradoras
Glória Magalhães Relações entre Pais e Filhos
Afetividade como Valor Jurídico e Atributo Espiritual
Joalina Alcântara Paulo Cesar Gentile ...................................................................................................................................................................11

Redação Medicina das Vibrações


Manoel Messias ........................................................................................................................................................................ 12
Rua dos Inválidos, 182 Medicino de la Vibracioj
Centro - Rio de Janeiro/RJ ESPERANTO – Versão: Saulo Wanderley ............................................................................................................................... 14

Brasil Encontro com Jesus


Fabiano Nunes .......................................................................................................................................................................... 15
E-mail: revistaculturaespirita@gmail.com
Site: www.portaliceb.org.br Espiritismo e Ciência – “Uma Questão de Ponto de Vista”
Isabela Spränger ....................................................................................................................................................................... 16

Juventude Espírita / Certas Palavras


Marcos Leite / Cesar Reis ......................................................................................................................................................... 17

A Pena da Abolição e Bezerra de Menezes


Discurso do professor Luis Pedro Drago................................................................................................................................... 18
Distribuição
Clube de Arte
www.clubedearte.org.br

Tiragem: 20 000 exemplares


Segunda — 12:00h - Despertar Espírita - Yasmin Madeira
Terça — 12:00h - Crônicas de Família - Ana Guimarães
Quarta — 12:00h - Encontro com Jesus - Yasmin Madeira
Quinta — 12:00h - Cultura Espírita - Assaruhy Franco e Cesar Reis
RÁDIO RIO DE JANEIRO — 1400 Khz - A emissora da fraternidade
sintonize
Reprodução: www.radioriodejaneiro.am.br
Gráfica e Editora Stamppa Ltda.
Nadja do Couto Valle

U ma das mais populares histórias no


mundo das descobertas da ciência
é a que envolve a investigação sobre a gra-
condições requeridas para agir. Nessa possi-
bilidade radical de decidir por si mesmo é que
consiste a essência da liberdade psicológica.
Doutrina Espírita, ao postular que o homem
é livre6: “A vontade é atributo essencial do
Espírito”7, “faculdade mater, cuja utilização
vitação universal: uma maçã caiu na cabeça Então, concluindo, uma maçã cai da constante e esclarecida tão alto pode elevar
de Isaac Newton1, quando este se encontrava macieira, mas uma bomba não cai sobre um o homem (...) arma por excelência que ele
num jardim, sentado embaixo de uma maciei- alvo em uma cidade, ela é lançada, de forma precisa aprender a utilizar e incessantemente
ra, e o impacto fez com que, de algum modo, premeditada, como consequência do uso da exercitar”8. Enfim: “Todos temos a vontade
ele ficasse ciente da força da gravidade. razão e da vontade, da liberdade psicológica por alavanca de luz, e toda criatura, sem
Frequentemente somos informados de de algum agente4, liberdade que pode ser in- exceção, demonstrará a quantidade e o teor
que uma bomba caiu no centro de tal ou qual fluenciada por “determinismos sociais” e por da luz que entesoura em si própria, toda vez
cidade, o que nos reporta ao episódio mais paixões, estas funcionariam como limites que chamada a exame, na hora da crise”9,
dramático desse tipo: as bombas sobre Na- àquela, posto que a afetividade conota as dádiva de Deus para que decidamos, por nós,
gasaki e Hiroshima, triste aniversário de 66 várias posições que o homem assume dian- quanto à direção de nossos destinos.
anos em 2011. te das coisas, dos outros e de si mesmo. Os
Referências:
Do ponto de vista linguístico tem-se a Espíritos Superiores informaram a Kardec 1
O escritor francês Voltaire (1694-1778) está entre muitas persona-
mesma estrutura frasal, mas sob a perspec- o que impele o homem à guerra: “predomi- lidades do mundo intelectual que citaram o fato em seus textos,
tiva da análise do discurso2, somos compeli- nância da natureza animal sobre a natureza ligado à circunstância que colocou o matemático, físico, astrônomo
e filósofo inglês na pista das leis de atração universal: a história
dos a indagar: o que está por trás disso? espiritual e transbordamento das paixões”5. de uma maçã que cai na cabeça de Newton (1642-1727). Com a
Como observou Spinoza, cada coisa é Mas por que se usa o mesmo termo queda dessa fruta sob a influência de seu próprio peso, ele pen-
sou que o movimento da Lua pudesse explicar-se por uma força
dotada de um conatus essendi, também cha- para designar eventos de natureza, origem da mesma natureza; estendeu essa teoria aos planetas do sistema
mado apetitus naturalis ou inclinação natural, diferente? É certo que tal uso, tão corrente, solar e seus cálculos permitiram-lhe confirmar as leis de Kepler.
No Jardim Botânico de Cambridge há uma macieira plantada em
porque é ínsito na própria natureza da coisa, produz um certo entorpecimento, de oblitera- homenagem a Newton.
ou seja: a pedra, a maçã, por exemplo, têm ção, no fenômeno da percepção do receptor 2
Análise do discurso ou análise de discurso é uma prática e um
campo da linguística e da comunicação, especializado em analisar
um conatus, um apetitus naturalis para cair, da mensagem: é o fenômeno da naturaliza- construções ideológicas presentes em um texto, frequentemente
a planta para crescer e estender-se, a mola ção, com sérias implicações do ponto de vista usada para analisar textos da mídia e as ideologias que os en-
gendram, para chegar ao aspecto considerado mais importante: o
para expandir-se. Seres possuidores de co- moral e educacional. sentido que, no entanto, não é fixo, pois sua forma de construção
nhecimento, além de apetite natural, têm Um momento especial para se pergun- deixa-o aberto para a possibilidade de interpretação pelo receptor
da mensagem; este é o alvo do tal discurso, que tem um objetivo
inclinações originadas pelos objetos que lhe tar, na linha da análise do discurso: a quem premeditado.
são conhecidos, como o gato que vê a carne interessa isso? Afinal, uma maçã e uma bom- 3
Os animais não possuem tal tipo de conhecimento, atingem ape-
nas o sensitivo, circunscrito a coisas particulares e materiais, e,
sobre a mesa e inclina-se em direção a ela, ba não podem ser percebidas como tendo a portanto, suas inclinações têm igualmente tal característica: o cão,
posto que os animais têm conhecimento sen- mesma origem em sua queda. O fato de se por exemplo, não sente atração pela carne em geral, mas por um
sitivo. Já o homem, além do sensitivo, possui usar o verbo cair, relativamente à bomba, pedaço de carne que, em especial, esteja diante dele. O homem
conhece coisas abstratas e espirituais como a glória, a virtude, a
também o conhecimento intelectivo, univer- pode ser uma espece de amortecedor de bondade, a coragem, a felicidade e tem aspirações a elas.
4
sal, abstrato3. E por isso é dotado igualmente consciência, o que se revela extremamente Sabemos que muitos atos decorrem de impulsos, não racionais, e
também de outros fatores, posto que a questão abarca múltiplas su-
de apetite intelectivo, chamado também de perigoso, e trabalha na contramão do proje- tilezas humanas. O ato livre é complexo, consequência do diálogo
vontade, o que nos remete à formulação de to de educação de seres conscientes, livres, entre o intelecto e a vontade: da potência cognitiva requer-se o con-
selho, para julgar-se o que se vai preferir; da aperitiva solicita-se que
Sócrates, Platão e Leibniz ou determinismo cidadãos. Esse uso, que pode passar a ins- seja aceito mediante o desejo. Aristóteles e Tomás de Aquino tratam
psicológico, de que a ação da vontade é in- crever-se na esfera não-consciente, no plano da questão, que não nos é possível alongar nesta oportunidade.
5
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribei-
teiramente determinada pelo intelecto e pelos do automatismo, pela comunidade linguística, ro. 71.ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1991. q. 742.
seus conhecimentos. revela uma solução determinista, que nega 6
A demonstrabilidade do postulado da liberdade do homem, em
algumas de suas interpretações, às vezes tem sido questionada,
Voltando à história da maçã, ima- que o homem seja livre, liberando-o, portanto, embora, no corpus doutrinário do Espiritismo, esteja plenamente
ginemos uma cena em que um menino tenha de sua responsabilidade para com seus atos comprovada. Para Kant, por exemplo, não é possível elaborar uma
demonstração teorética dessa verdade, enquanto que Aristóteles,
subido na macieira, não arrancado uma fruta, – o que é nefando para sua educação moral. Orígenes, Agostinho, Anselmo, Tomás de Aquino, Locke e outros
não mirado um objetivo, um alvo – a cabeça Como todo comportamento é motivado, advogam que a verdade de que o homem é livre por si só já aduz
de uma pessoa: essa maçã terá caído? Abso- é fundamental que cada um saiba exata- muitas provas decisivas.
7
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Guillon
lutamente, ela foi jogada, lançada com inten- mente o que faz, por que o faz, com que Ribeiro. 45.ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1982.
cionalidade, no uso da liberdade de quem a intenção o faz e as consequências do que Segunda Parte, cap. 8, item 131. p. 164.
8
DENIS, Léon. Cristianismo e Espiritismo: provas experimentais
lançou: sob esse aspecto, mais exatamente faz – ou pretenda fazer; isto nos remete a da sobrevivência. Tradução de Leopoldo Cirne. 10.ed. Rio de Janei-
de sua liberdade psicológica, ou a capaci- Ricoeur, que distingue conhecer, querer e ro: Federação Espírita Brasileira, 1994. cap. 8. p. 143.
9
XAVIER, Francisco Cândido. Justiça divina. Pelo Espírito
dade que o homem possui de fazer ou não sentir como as três atividades principais no Emmanuel. 6.ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira,
determinada coisa, de cumprir ou não deter- homem. Esta é a solução indeterminista, 1987. cap. “Exames”. p. 50.
minada ação, quando já subsistem todas as filosófica, para a questão, que é também a da

ICEB - Aulas e Palestras Sábado - 13h30min às 17h15min.


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setembro 2011 / Cultura Espírita – 5


Entrevista
VGTCRÙWVKEC"GUR¯TKVC"RCTC"FGRGPFÙPEKC"SW¯OKEC

Vilson Disposti é delegado de polícia no Estado de São Paulo, professor de direito penal e expositor espírita.

RCE – A dependência química são, é importante, para o êxito do


é, nos dias atuais, assunto de gran- tratamento, que se identifique a
de importância no plano individual e causa motivadora do problema, para
social. Que visão sobre o tema sua se aplicar o tratamento que melhor
formação profissional lhe proporcio- se ajuste à necessidade do paciente.
nou? Por isso, a metodologia terapêu-
VD – O exercício da função de tica desenvolvida pela Ave Cristo,
delegado de polícia aliada à educa- se inicia por uma entrevista com o
ção espírita, levou-me a constatar paciente e seus familiares. Para a
que a gênese dos delitos costuma maioria dos casos, as experiências
estar relacionada com os distúrbios têm ajudado a apresentar, desde
psíquicos do infrator e obsessões logo, seguras propostas para o trata-
pertinazes, agravados pela ausên- mento que poderá ser domiciliar ou
cia do culto aos valores espirituais em regime de internação.
que nos são ensinados na família. Os fatores que definem estas
Porquanto o dependente de drogas anos de existência da entidade. São escolhas são: a) análise do nível de
é alguém que adoeceu por alguma relatos permeados de histórias pes- adesão do paciente para submeter-
razão, cujo motivo necessita ser soais, com destaque para os confli- -se ao tratamento; b) frequência do
investigado para se poder ajudá-lo tos emocionais, obsessões, trans- consumo; c) riscos para a integri-
com alguma eficiência. Dentre as tornos de ansiedade e depressão. dade corporal; d) análise dos víncu-
pessoas que buscam o tratamento, No livro, cuidamos de evidenciar a los familiares e sociais.
não vi ninguém consumir drogas por efetividade da aplicação dos recur- Quando o paciente apresenta
prazer. A maioria exibe causas isola- sos que o Espiritismo oferece para níveis de ansiedade ou depres-
das ou cumulativas de conflitos psi- o equilíbrio da saúde física e espi- são preocupantes – posto que 61%
cológicos, transtornos de ansiedade ritual, em interface com Psicologia, padecem de transtornos neuropsí-
e depressão. Por isso, aprendi a ter Psiquiatria e Neurologia. quicos – e o inevitável processo
uma visão humanista e fraterna da RCE – Qual a metodologia apli- obsessivo em curso, recomenda-se
pessoa vitimada pela drogadição. cada nesse projeto? Ela está sendo uma avaliação psiquiátrica, visando
RCE – Seu livro Filhos da dor usada em outras propostas de traba- à estabilização do humor, com a
traz casos verídicos, fruto de sua lho? Onde? conjugação imediata das ativida-
experiência no trato dessa questão. VD – Considerando-se que o des de Educação Espírita e aplica-
Fale-nos sobre esse projeto. ser humano representa a soma de ção das Terapias desobsessivas e
VD – Filhos da Dor é um livro suas experiências e que a depen- passes.
que apresenta uma seleção dos dência de drogas tem origem nos Finalmente, a metodologia da
casos de jovens que foram tratados conflitos psicológicos, disfunções Ave Cristo será apresentada nos
pela Ave Cristo, durante os vinte cerebrais e no fenômeno da obses- EUA entre os dias 06 e 15 de setem-

Despertar Espírita na WEB - Sábado, 19h, na tvcei.com


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Cultura Espírita – 6 / setembro 2011


bro, durante um ciclo de palestras dos conflitos íntimos entre consci- res éticos que devem ser ensinados
e seminários, com o lançamento do ência, inconsciente e superego; a no curso da convivência a ser per-
livro Filhos da Dor. Neurologia, para avaliação e even- meada de afeto e atenção para com
RCE – Quais as interfaces tual restabelecimento do equilíbrio os filhos, contribuindo, assim, para
com a psicologia, a psiquiatria e a da produção da bioquímica cerebral; a construção psicológica do “Deus
neurociência? a Psiquiatria, na análise e estabili- interno”, cuja expressão fora empre-
VD – Esta é uma pergunta zação dos estados de ansiedade e gada sabiamente por Jung. Com
muito importante, porque a integra- depressão. isto, o educando se equipa de condi-
ção do saber espiritual, revelado As atribuições da Neurologia e ções para compreender a si mesmo,
pela Doutrina Espírita, com o saber da Psiquiatria foram assim relacio- os outros e o Deus que lhe é externo.
das ciências humanas reúne compe- nadas apenas para evidenciar que a
tências com reais possibilidades de primeira é organicista e a segunda é
se atender às necessidades huma- psíquica, porém, ambas, de grande Observação:
nas que se polarizam entre o corpo importância para a saúde humana. Em razão da multiplicidade
e o espírito. Cumpre recordar que, das causas da dependência, o tra-
se a estrutura do ser humano reve- “... o dependente de drogas tamento padronizado ou conven-
lada pelos Espíritos da codificação a cional não atende às necessidades
Allan Kardec é espírito, períspirito e é alguém que adoeceu por individuais, sendo muitas vezes
corpo, as ciências acima pesquisam
a estrutura corporal, a qual repre- alguma razão, cujo motivo ineficaz, quando não agrava o pro-
blema; porque o histórico de vida
senta as percussões do espírito que
a dirige.
necessita ser investigado do paciente costuma não ser levado
em conta. Por exemplo, aos pacien-
Assim, o Espiritismo, pelas vias para se poder ajudá-lo com tes depressivos, não se deve confiar
da “revelação” demonstra e explica
a “causa” (o Espírito), enquanto alguma eficiência.” a posse direta de medicamentos,
as ciências humanas se demoram ante o risco de suicídio, fomentado
na pesquisa dos “efeitos” (a mente pelo pensamento de autodestrui-
e o cérebro). Porém todos inves- RCE – Qual a interface com a ção ou influência obsessiva, espe-
tigam o “indivíduo”; portanto, não psicologia espírita, com a Doutrina cialmente se a pessoa for bipolar
comporta divisões a não ser para Espírita de maneira geral e, particu- ou ouvir vozes, o que a psiquiatria
fins didáticos. No entanto, cabe larmente, com a educação no âmbito classifica de esquizofrenia. Porém,
ao Espiritismo fazer esta interface da família espírita? o Espiritismo, sem desconsiderar os
que representa a completude dos VD – A análise do problema gravames funcionais ou orgânicos
conhecimentos que Deus faculta da dependência de drogas sob o do cérebro, reconhece a ingerência
à Humanidade para suavizar as enfoque da Psicologia Transpessoal
de mentes obsessivas nesse dolo-
angústias e as dores humanas. e da Psicologia Espírita contribui
roso processo elucidado por Allan
Em razão disso, no trato da muito para se compreender o ser
dependência química, com as humano em sua integralidade, cuja Kardec, em O Livro dos Espíritos,
suas variadas causas, a infundir no essência é o espírito, sendo este a que somente poderá ser debelado
paciente níveis diversos de ansie- base das ciências acima, conforme pela transformação moral e compor-
dade ou depressão, é importante se demonstra o Espiritismo, em inume- tamental do enfermo.
recorrer ao Espiritismo para atender ráveis experiências mediúnicas. É
à questão fundamental do Espírito. o que ensina o Espírito Joanna de
Referência:
Mas, quando a gravidade Ângelis1. 1
FRANCO, Divaldo. O ser consciente. Pelo
do caso exigir, deve-se buscar a A educação no âmbito da família Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA:
Psicologia, para auxiliar na redução espírita favorece a aquisição de valo- Liv. Espírita Alvorada, 1995. p. 33.

Clube de Arte no Ar – Segunda-feira, 12h, na Rádio Rio de Janeiro 1400 AM


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setembro 2011 / Cultura Espírita – 7


Lar Fabiano de Cristo
Conhecendo as Unidades de Promoção Integral (06)

Casa de Alimiro – Belo Horizonte / MG


UPI ALIMIRO Paralisada a obra, ele buscou insisten-
Na década de 60, em Belo Hori- temente uma entidade filantrópica ou
zonte/MG, o Centro Espírita religiosa à qual pudesse confiar
Divino Amigo mantinha uma seu término, através de doação.
pequena escola e realizava Foi quando percebeu passar,
a chamada Campanha do diariamente naquele bairro,
Quilo, em benefício de veículo que, em horários
famílias carentes custe- regulares, levava e tra-
adas por Durvalina Rosa zia crianças de aparência
Pereira Matos e seus her- sadia, que sempre canta-
deiros. vam e acenavam, risonhas.
O número de neces- Anotou o endereço da sede
sitados da Campanha do Lar Fabiano de Cristo,
crescia a tal ponto que Hélio que estava escrito na viatura.
Coelho de Oliveira, funcioná- Esteve no Rio de Janeiro
rio da CAPEMI (atual Capemisa) conhecendo a sede do Lar
naquela Capital, decidiu pedir ajuda Fabiano de Cristo e foi encami-
através do Lar Fabiano de Cristo. nhado à Casa de Durvalina, onde pas-
A parceria com o Lar Fabiano de Cristo, sou diversas horas conversando. Percebeu a
em 1969, permitiu a compra de três lotes de terrenos seriedade da Instituição, preocupada com o próximo e
vizinhos, o que possibilitou ampliar a Unidade. efetuou, então, a doação daquela sua propriedade ao
Terminada a obra e inaugurada em 14/12/1970, Lar Fabiano de Cristo. Pouco depois desse nobre gesto,
recebeu a nova Unidade o nome de Casa de Durvalina. em 19/10/77, Mário Pellizari retorna à Itália, onde veio a
Em 1976, a Unidade foi desapropriada em favor do desencarnar.
DER/MG. O risco de ter o trabalho encerrado foi minimi- As novas instalações receberam o nome de Casa
zado a partir da doação generosa de Mário Pellizari. de Alimiro, em homenagem ao grande benemérito.
Mário Pellizari, italiano, veio para o Brasil depois da Hoje*, noventa e oito famílias e trinta e um idosos,
2ª Guerra Mundial, quando adotou o apelido de Alimiro. totalizando quinhentas e trinta e sete pessoas, parti-
Conseguiu amealhar recursos para comprar vários lotes cipam do Programa de Orientação Sociofamiliar, com
de terreno no Bairro dos Milionários. Era projetista e, destaque para a capacitação profissional (Costura In-
como tal, idealizou um prédio, que passou a construir dustrial, Artesanato (Decoupagem, Confecção de Emba-
com o objetivo de abrigar crianças carentes da comuni- lagens, Biscuit e Envelhecimento de peças) e geração
dade local. de trabalho e renda com a Confecção de Bonecas, Ma-
A obra já ia adiantada, quando, repentinamente, telassê e Artesanato.
o Sr. Mário se viu adoentado e descobriu que lhe res- CASA DE ALIMIRO
tava pouco tempo de vida. Assim, ficou na contingência Rua Caetano Pirri, 930 - Barreiro de Cima/Milionários
de dar outro uso aos recursos até então reservados à 30620-070 - Belo Horizonte / MG
construção. Tel.: (31) 3383-8248 Telefax: (31) 3383-6799
* dados de julho de 2011

Crônicas de Família, com Ana Guimarães – Terça-feira, 12h, na Rádio Rio de Janeiro 1400 AM
r e v i s t a

Cultura Espírita – 8 / setembro 2011


Acervo do ICEB

Humildade e Aparência

T odas as palavras, princi-


palmente as de aplicação
muito variada, estão sujeitas a inter-
esse exemplo. Jesus foi humilde,
mas nunca subserviente.
Toda a doutrina do Cristo é
pretações errôneas ou falsas. A pa- cheia de franqueza e desassombro,
lavra humildade, por exemplo, nem de afirmação e firmeza. Quem pre-
sempre é empregada com acerto, ga e exemplifica o “SIM, SIM; NÃO,
embora seja uma das palavras mais NÃO”, tal como se lê no Evangelho,
na a respeito de seu valor pessoal,
bonitas e mais profundas de nosso não advoga as atitudes vacilantes. O
isto é, sabe até onde vão os seus
vocabulário. Deturpou-se, entre nós, espírita, portanto, para ser fiel à dou-
recursos. Mas o ignorante, via de
lamentavelmente, o conceito de hu- trina e ao exemplo de Jesus, deve
regra, está mais predisposto à vai-
mildade, chegando-se ao extremo; cultivar a humildade, esforçando-se
dade, justamente porque se supõe
e doloroso extremo, o de confundir para ser modesto, simples, mas nun-
muito acima do que ele realmente é.
ca um indivíduo bifronte, isto é, de
Logo, o indivíduo pode ter diplomas,
duas fisionomias, uma para a vida
títulos, dinheiro, posição, etc., e ser
“O indivíduo que tem pública e outra para a vida particular.
humilde, porque a humildade é con-
Humildade é sentimento.
cultura, que estuda, que dição do espírito. Há indivíduos que
Justamente por isso, é muito di-
estão na sarjeta, há outros, ainda,
fícil saber quem é e quem não é ver-
sabe pensar e meditar, dadeiramente humilde. Precisamos,
que não sabem o que dizem, mas
não têm a menor dose de humilda-
porém, sair da aparência para a rea-
sabe também fazer lidade. Há muita humildade simulada
de, porque são arrogantes, presun-
çosos, julgam-se muito importantes,
autocrítica, conhece as e há muita virtude encoberta.
enquanto há outros que, tendo valor
Falsa humildade é farisaísmo.
real, sendo capazes de fazer muita
suas possibilidades, não Precisamos compreender que a hu-
coisa, não deixam de ser humildes.
mildade está no espírito, na substân-
se engana a respeito de O Espiritismo é uma doutri-
cia da vida e não, como parece, nos
na realista. O estudo desta doutri-
atos exteriores, nas atitudes conven-
seu valor pessoal, isto é, cionais, de efeitos puramente transi-
na, que é clara, lógica, segura, nos
leva cada vez mais a ver o homem
sabe até onde vão os seus tórios. Falseou-se tanto a noção de
pelo que ele é e não pelo que pare-
humildade, por falta de doutrina, por
ce. Não estamos mais no tempo de
recursos.” falta de estudo, que se chegou a for-
“condenar” os títulos oficiais, as dis-
mar uma espécie de ojeriza com os
tinções acadêmicas, etc., em nome
títulos, com dinheiro, etc. Para mui-
dessa humildade mal compreendida,
tas pessoas, o indivíduo que tem um
porque o que nos cumpre fazer, isto
humildade com subserviência. Para diploma oficial ou pertence a uma
sim, é criar a humildade dentro de
muita gente, ter humildade é viver de sociedade acadêmica não pode ser
cada um de nós. Quando cada um
cabeça baixa, é cotejar os falsos va- humilde! ... Mas a humildade não é
for humilde conscientemente, natu-
lores, é render homenagem à medio- privilégio da ignorância. O indivíduo
ralmente desaparecerão de nosso
cridade ou viver na simulação para que tem cultura, que estuda, que
meio muitos equívocos de conse-
não ser franco. Mas o Cristo, que foi sabe pensar e meditar, sabe tam-
quências bem perigosas.
a humildade viva, que personificou a bém fazer autocrítica, conhece as
verdadeira humildade, não nos deu suas possibilidades, não se enga- Deolindo Amorim

Encontro com Jesus, com Yasmin Madeira – Quarta-feira, 12h, na Rádio Rio de Janeiro 1400 AM
r e v i s t a

setembro 2011 / Cultura Espírita – 9


Ana Guimarães

Q
uando setembro vier... Há
sempre a expectativa de
uma coisa diferente, como se o ar
Ela sorriu um sorriso triste que
me fez brotar lágrimas solidárias.
— Agirei como penitente, cor-
— Mãe — gritou ele —, é isso
que deseja? Pois seja feita a sua
vontade.
ficasse mais leve ou as pessoas rendo o risco de que não mais me Retirou a mão escondida nas
mais receptivas e felizes. Aqui no queiras bem. costas e expôs a arma que trazia.
Brasil, as diferenças entre as esta- — Impossível, nona — Sorri, Alucinada, o vi levar o revólver à
ções do ano são muito poucas, toda- com vontade de chorar. têmpora e disparar. Todos ficaram
via as plantas percebem as ligeiras Camponesa forte, decidida, criou paralisados de terror, e eu corri e
nuances e se alegram, e os pássa- um clã em torno de si, que governava me joguei no poço. Durante muito
ros lhes fazem companhia. com mãos de ferro.
Foi na primavera que conheci tempo, fiquei inconsciente, depois
Eis resumida sua narrativa:
a senhora L., uma doce velhinha a que me tiraram de lá.
— Fiquei viúva muito cedo,
quem eu chamava nona. Sua bon- Mais tarde, tomei conhecimento
com filhos para educar. Possuía,
dade, carinho e ternura encantavam da extensão do drama que provo-
no entanto, uma fraqueza dentro
a solidão da jovem estudante de de mim: o meu filho caçula a quem quei, induzida pelo egoísmo: meu
dezoito anos, cujos sonhos permea- amava com um egoísmo atroz. Os filho morreu, em consequência,
vam entre quadras poéticas aliadas filhos se foram casando e eu os con- minha nora perdeu o bebê e nunca
a páginas literárias e a realidade servava ao meu lado, trabalhando mais engravidou, e a menina desa-
da frieza dos números do curso de na fazenda. Era autoritária e todos pareceu, jamais soubemos de seu
Contabilidade. me temiam. paradeiro.”
Ela descansava na cadeira de “Quando minha nora engravi- A noite estendia, no empíreo, seu
balanço, banhada pelo brilho opalino dou, teve necessidade do auxílio manto de estrelas; a lua, muda tes-
de um luar de setembro. Sentada de uma serviçal para o trabalho temunha dos dramas do mundo, rea-
no tapete, os livros esquecidos ao doméstico. Contratou uma jovenzi- lizava seu périplo pela noite calma; e
meu lado, eu a ouvia, presa à sua nha de uns treze a quatorze anos. o vento, em brando rocio, trazia até
voz cantada com forte sotaque ita- Aí começou o drama: meu caçula nós o perfume bom de terra molhada
liano. As palavras escorriam-lhe dos encantou-se pela garota e me pediu e de rosas recém-abertas.
lábios, secundadas por lágrimas que permissão para namorá-la. Claro
refletiam a luz das estrelas. Ergui-me, tomei-lhe as mãos
que não permiti. encarquilhadas e beijei-as com ter-
— Ah! filha, nem sempre o sor- Acreditei que tudo havia pas-
riso reflete o que nos vai à alma nura. Jamais deixaria de amá-la,
sado, quando, certa noite, ao retor- como sabia, igualmente, o quanto
— dizia ela —, trago no coração
nar do campo, encontrei a família aquela dor a iria acicatar, até que o
um espinho que fere, sem, todavia,
reunida. Já havia dito ao meu filho tempo, doce mensageiro de Deus,
consumir.
que preferia vê-lo morto a casado a viesse abençoar com o esque-
— Se lhe apraz contar, nona,
com aquela criatura.
porém, não a quero constranger; cimento e a chance de ressarcir,
— Mãe — disse meu filho —
fique em paz. em outras reencarnações, o débito
— Sim — ela respondeu com autoriza-me a casar, ela está grávida
e eu sou o responsável. contraído.
voz neutra —, trago guardada comigo Oh! Gentil primavera, que borda
essa dor e preciso me libertar dela — Nunca! Nunca! — redargui,
enquanto avançava para a menina, de flores os jardins, os campos, as
antes de morrer. florestas, enfloresça também o cora-
— Ninguém morre, nona, a agredindo-a violentamente.
— Prefiro vê-lo morto, morto, ção humano para que o perfume do
senhora vai continuar a viver e a ser bem nos torne melhores.
feliz. está ouvindo?

Cultura Espírita, com Assaruhy Franco e Cesar Reis – Quinta-feira, 12h, na Rádio Rio de Janeiro 1400 AM
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Cultura Espírita – 10 / setembro 2011


Paulo Cesar Gentile

Relações entre Pais e Filhos

Afetividade como Valor Jurídico e Atributo Espiritual"


C onvidado a falar sobre o tema que dá o título a
este artigo, em congresso espírita, voltei meus
olhos para inúmeros casos que presenciei no exercício da
tes como ambiente propício para assembleia de desafetos
em necessária luta de superação de conflitos.
O Direito, cumprindo a função de instrumento de orga-
jurisdição de proteção à infância, juventude e idosos. nização social, desde cedo cuidou de disciplinar as relações
O afeto, que por excelência deveria estar presente nas familiares e o fez tendo por foco principal a formação da fa-
relações familiares, sobretudo nas relações entre pais e mília, a proteção de seu patrimônio e as relações de direitos
filhos, parece mesmo artigo raro nas demandas judiciais. e obrigações entre seus membros.
Com muita frequência crianças são abandonadas pelas A legislação evoluiu, e as relações de parentesco co-
mães ainda na maternidade, quando não são por elas re- meçaram a despir-se de sua roupagem formal, ora para en-
jeitadas de forma ainda mais hostil. Outras, por sorte ainda focar a “convivência em ambiente saudável”, como no artigo
mais cruel, vão conhecendo o abandono ao longo dos pri- 19 do Estatuto da Criança e do Adolescente, ora para esta-
meiros anos da infância e ele se revela na forma medonha belecer a “afetividade” como um valor jurídico a ser conside-
do descaso, da omissão, da violência física e moral. rado por ocasião do estabelecimento de vínculos entre uma
É indescritível o sofrimento moral da criança abando- criança e uma família substituta, como preconiza o artigo 28
nada, que se revela pelo seu olhar de pavor e tristeza, mar- do mesmo diploma legal.
cando de forma indelével a sua vida. Já mais recentemente, a Lei de Alienação Parental veio
Quantos são os pais, ainda, que embora não aban- trazer para o mundo do Direito o conceito ético e moral de
donem seus filhos, não devotam afeto a eles. Dão-lhes a que, em respeito aos filhos, os pais devem ter sua dignida-
atenção formal e o conforto material, mas são incapazes de e imagem preservadas para que não sejam prejudicadas
de lhes dar carinho. Em muitas famílias, sobram babás e as relações de afetividade entre pais e filhos.
faltam mães. Assim, conceitos como o respeito, a dignidade e o
Os idosos, por seu turno, vivem situação semelhante afeto tornam-se paradigmas para a formação de relações
aos infantes. Limitados pelo peso dos anos, inconvenientes jurídicas, e a legislação humana avança como reflexo da Lei
por suas necessidades são desprezados pelos filhos, rele- Divina, cumprindo o papel de fomentar a evolução moral da
gados à solidão de seus lares ou abandonados em asilos. humanidade.
O afeto nem sempre preside as relações entre pais e
filhos, e o Espiritismo nos explica que isso ocorre porque Paulo Cesar Gentile é Juiz da Vara da Infância, Juventude
nem sempre a família reúne almas afins, justificando-se an- e Idoso de Ribeirão Preto e expositor espírita.

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setembro 2011 / Cultura Espírita – 11


e Barbosa8 utilizaram 5 voluntários
O
grande avanço tecnológico
do mundo externo ao ho-
mem não foi suficiente para debelar
natureza particular permite que seja
sensibilizado pelo estado mental que
emana do ser inteligente – o espírito,
acostumados à prática do “passe”
para que emitissem, por 3 minutos,
as enfermidades que parecem brotar embora em si, não expresse pensa- a sua bioenergia sobre recipientes
do seu mundo interno. Gleber1 infor- mentos. Fortemente neguentrópico com 50ml de água destilada e mi-
ma que aquelas “são o resultado da (organizador), exerce ampla interação neral. Obtiveram resultados de al-
desarmonia entre o espírito e o cor- com as estruturas do corpo etérico e terações da temperatura da água
po, a vida e a forma”. Para Iandoli2, do físico, do qual é matriz ou Modelo e do doador, bem como do valor
o afastamento do sentimento do Organizador Biológico – MOB5. da Tensão Superficial (TS) – fenô-
amor desorganiza, promove dese- As práticas de Medicina Vibra- meno de superfície de grande im-
quilíbrio e dor, manifestando doen- cional utilizam propriedades irradian- portância nos estudos de cultura
ças no corpo material. tes do Perispírito, com técnicas que de tecidos, contração de células,
A Medicina avança lentamente denominamos de Passes, outros de aparelho circulatório, etc. Após tra-
na direção da aceitação tácita da Johrei, outros de Healing6. tamento de 100 amostras, conclu-
existência e influência de um campo As conquistas da eletro-medi- íram que tanto o aumento quanto
estruturador, à semelhança de um cina ainda não se baseiam nas va- a redução da TS eram produzidos
campo coerente nos processos bio- riáveis do amor ou do espírito, mas com frequência equivalente, porém
lógicos desde a embriogênese3. seus sofisticados equipamentos com resultados muito significativos
Kardec4 denominou-o Perispírito. permitem a produção de belas ima- (p.< .01) para a redução – queda de
Este corpo, também denominado gens dos campos biofísicos huma- 17,8 dinas/cm ou o equivalente ao
de Psicossoma pelo autor espiritual nos – ressonâncias magnéticas, to- aquecimento a 104ºC. Vale sa-
André Luiz, responderia pela coe- mografias por emissão de pósitrons; lientar que nos meios orgânicos
são molecular, pela manutenção assim como os fotomultiplicadores as substâncias que reduzem a TS
da forma, tanto quanto pela con- aplicados na magnetobiologia e no (Batótonas) são mais numerosas e
tinuidade das funções vitais, con- biomagnetismo permitindo estudar de ação mais intensa do que aque-
tando para isso com o concurso do os órgãos moles7. las que elevam a TS.
Fluido Vital, que ao mesmo tempo Experimentando em laborató- Utilizando-se de Termografias,
impregnaria a matéria organizada rio a influência da transmissão bio- os estudiosos do Johrei identifica-
desde que o óvulo é fecundado. Sua energética sobre humanos, Oliveira ram aumento significativo de fluxo

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Cultura Espírita – 12 / setembro 2011


Manoel Messias

etc.), biofotônica (biofótons UV pelo Referências:


1
DNA) –, mas também aquelas co- GLEBER, Joseph; PINHEIRO, Robson.
existentes nos organismos, e por Além da matéria. Uma ponte entre ciência
sanguíneo enquanto os indivíduos
e espiritualidade. Contagem, MG: Casa dos
recebiam a aplicação da bioenergia, ele denominadas de Bioenergias
Espíritos, 2003, p. 37.
se comparados com seu estado an- Sutis. Incluem-se aí a variedade 2
IANDOLI JUNIOR, Décio. Fisiologia
terior à aplicação, o que pode ser de energias vitais – Ch’i e Prana transcendental. Aspectos da fisiologia hu-
um indicativo da ação da redução da dos Hindus, as energias etéri- mana sob uma visão espírita. S. Paulo: Fé
T. Superficial. cas, astrais, mentais e espirituais, Editora Jornalística Ltda., 2001. p. 10
Convicto da existência do du- bem como as magnéticas sutis 3
ROCHA, Alberto de Souza. Além da ma-
plo etérico interagindo com o cor- emitidas pelas mãos, olhos, etc. téria densa. S. Bernardo do Campo, SP:
e largamente praticadas, como o Correio Fraterno do ABC, 1997. p. 97-100.
po biológico, o biofísico Konstantin
4
Mesmerismo (medidas de campos KARDEC, Allan. A gênese. 22. ed. S.
Korotkov9 denominou-o Campo de
Paulo: LAKE, 2005. p. 181.
Energia Biológica – BEF. Após aper- magnéticos fracos por Zimmerman),
5
TINÔCO, Carlos Alberto. O modelo orga-
feiçoar a técnica GDV – Visualização Justa Smith (atividade de enzi-
nizador biológico. Curitiba: Gráfica Veja,
por Descarga de Gás (ionização do mas), Dolores Krieger (aumento 1982.
ar em volta do organismo por des- de hemoglobina), e aplicadores 6
WEIL, Andrew. Cura espontânea: como
carga elétrica de alta tensão e baixade Johrei (temperatura, taxa de descobrir e intensificar sua capacidade
amperagem), criou equipamento que hemoglobina). natural de manter saúde e o bem-estar.
permite registrar por filmagem as ir- Concluindo, entendemos que Tradução de Alyda C. Sauer. Rio de Janeiro:
radiações das pontas dos 10 dedos a ampliação de ações para uma Rocco, 1996. p. 10.
7
das mãos e integra as imagens num Medicina que desperte os sentimen- ARAÚJO, D. Barros et al. Biomagnetis-
tos do Amor ao próximo, a alegria mo. Nova interface entre a física e a biolo-
processo que se baseia na localiza-
gia. Ciência Hoje, São Paulo: SBPC, v. 26,
ção de órgãos e sistemas por dedo sincera, a gratidão à vida, a com-
set. 1999, p. 24-33.
na visão da acupuntura. São produ- paixão pelo drama alheio, para o 8
OLIVEIRA, Manoel M. C.; BARBOSA
zidas imagens completas, bem como exercício físico saudável, a respira- FILHO, José. Influência bioenergética an-
resultados tabelados, indicando grau ção ritmada, o carinho que acalma, trópica na tensão superficial da água –
de harmonia vibracional do duplo que leve, enfim, à Conscientização Aplicações nos ecossistemas orgânicos. In:
etérico do indivíduo. do belo papel de todos na obra da I Congresso Nacional de Meio Ambiente na
Criação, resultará no cultivo de ima- Bahia. Feira de Santana. UEFS, out. 1998.
Segundo o médico Dr. Richard
p. 308-311. Il.
Gerber10, podem-se estudar as di- gens e vibrações mentais harmôni- 9
KOROTKOV, Konstantin. Human ener-
versas emissões bioenergéticas cas, as quais estarão em ressonân-
gy field: Study with GDV Bioeletrography.
considerando-se não só aquelas cia direta com o Perispírito e este, Backbone Publishing Co. : Fair Lawn, NJ,
catalogadas e previstas pela ciên- pelos Chakras, transferindo mais USA, 2002. 360p. Il.
cia biomédica tradicional – meta- saúde ao corpo biológico. 10
GERBER, Richard. Um guia prático de
bólica (açúcares, etc.), bioelétrica Manoel Messias é engenheiro civil e medicina vibracional. São Paulo: Cultrix,
(fluxo de íons pelas membranas, expositor espírita 2000. 448p. Il.
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setembro 2011 / Cultura Espírita – 13


ESPERANTO Traduko: Saulo Wanderley

OGFKEKPQ"FG"NC"XKDTCEKQL
L
a granda antaŭeniro teknologia,
okazanta ekster la homa eno, ne
estas sufiĉa por venki la malsanojn kiuj
frekvencoj de magnetika kampo , celante
la analizon aŭ ekzamenon de tiu
fizika korpo), tomografio per eligado
kreis aparaton kiu permesas filmregistron
de disradion okazanta tra la pintoj de la
dek fingroj kaj integraligas la imagojn,
ŝajne naskiĝas en la sama homeno. de pozitronoj (partikolo kies maso kaj en procedo kiu surbaziĝas en lokigo de
Gleber* informas ke “tiaj malsanoj rezultas elektra ŝargo egalas tiujn de la elektrono, organoj per la fingroj, laŭ la vidmaniero de
el la malharmonio inter spirito kaj korpo, sed estas elektre pozitiva), ktp; same la akupunturo. Estas produktataj imagoj
inter formo kaj vivo”. Laŭ Iandole*, la kiel la fotomultobligantoj uzataj en la kompletaj, kaj la rezultoj estas entabeligataj,
malĉeesto de amosento malorganizas magnetika biologio kaj biomagnetismo, indikante la vibracian harmonigradon de la
la individuecon, kreas malekvilibron permesante studi la molajn organojn*. homa duobla etera korpo sub analizo.
kaj doloron, aperigante malsanojn en la Provante, laboratorie, la influon Laŭ la kuracisto Dro. Richard Ger-
materia korpo. de transsendo bioenergia sur homojn, ber* eblas studi la diversajn eligojn bioe-
Medicino malrapide antaŭeniras cele Oliveira kaj Barbosa* uzadis kvin nergiajn, konsiderante ne nur tiujn enka-
al neesprimita akcepto de la ekzistado kaj volontulojn alkutimigitaj al la praktiko talogitajn kaj antaŭviditajn de la scienco
influado de speciala strukturiga kampo, nomata manmovo, ĉisupre menciita; biomedicina tradicia – metabola (sukeroj,
simila al kohera kampo kiu ekzistas en la ili eligis bioenergion dum 3 minutoj ktp.), bioelektra(fluado de jonoj tra mem-
biologiaj procedoj, ekde la embriogenezo*; sur vazojn kiuj enhavis 50 ml da akvo branoj, ktp.), biofotona(biofotonoj – eligo
Allan Kardec*, la Kodiginto de la Spiritisma minerala, distilita. Okazis modifoj de de transviolaj radioj, eble per la acido DNA
Doktrino, nomis tiun kampon Perispirito. temperaturo, kaj de la akvo kaj de la – malvualigita de la Dro. Fritz Popp), sed
Tiu korpo, ankaŭ nomata – de la spirito energidonacanto, kaj ankaŭ de la surfaca ankaŭ tiujn, kiuj kunekzistas en la organis-
André Luiz – psikosomato, respondecus tensio (ST) – surfaca fenomeno tre grava moj, kaj de li nomataj Subtilaj Bioenergioj.
pri la ligforto, la kohera forto inter la mo- en la studado de histokulturo, kontrahiĝo Inkluzivita estas la varieco de energioj vi-
lekuloj korpaj, pri la formokonservado, tiel de ĉeloj, cirkula sistemo, ktp. Post la vesencaj – Ch´i kaj Prana de la hinda po-
kiel respondecus pri la vivesencaj funkcioj, analizo de cent specimenoj, ili konkludis polo, la eteraj energioj, astraj, mensaj, spi-
kun la helpo de la tiel nomata Vivesenca ke pligrandigo kaj malpligrandigo de la ritaj, tiel kiel la magnetikaj subtilaj energioj,
Fluidaĵo, kiu samtempe impregnus la orga- ST estis produktataj kun ekvivalenta eligataj el la manoj, okuloj, ktp. kaj vaste
nizatan materion, ekde la fekundigo de la frekvenco, sed montrante rezultojn tre praktikataj, kiel la Mesmerismo (mezurado
ovolo. Ĝia speciala naturo permesas al ĝi signifaj (p.<0,01) por la malprigrandigo de malfortaj magnetikaj fortoj, farataj de
esti sentebligata de la mensa kondiĉo de je 17,8 dyn/cm aŭ la ekvivalenta varmigo Zimmerman), Justa Smith (enzimaj aktive-
la inteligenta ulo – la spirito –, spite al ne al 104 oC. Estas reliefiginde ke, en la coj), Dolores Krieger(pligrandigo de hemo-
esprimi proprajn pensojn. Peze malentro- organismaj medioj, substancoj kiuj globino) kaj aplikantoj de Johrei (tempera-
pia – tiel estas, posedante absolutan orga- reduktas la ST estas plikvantaj kaj agas pli turo, hemoglobina kvanto).
nizpovon – ekzercus larĝan interagon kun intense ol tiuj, kiuj altigas la ST. Konkludante, ni komprenas ke la
la strukturoj de la etera kaj fizika korpoj, de Uzante termografiojn, serĉantoj pri pliampleksigo de agoj celante disvolvigi
tiu lasta estante la Biologia Organizanta la energitransdona praktiko nomata Jo- medicinon kiu kapablos vekigi amsentojn
Modelo – BOM*. hrei, detektis signifan pligrandigon de san- al niaj proksimuloj, sinceran ĝojon, danke-
La komunagoj en la Vibracia gfluado en homoj, dum ili ricevadis tiun mon al la vivo, kompaton antaŭ la aliul-
Medicino uzas proprecojn disradiajn de la energion, kompare al ilia antaŭa kondiĉo sufero, favore al la sana fizika ekzerco, la
perispirito, per teknikoj nomataj manmovo – antaŭ la komenco de La energitransdo- ritmigata spiro, la trankviliga kareso, kiuj
(passe, en la portugala lingvo, signifante no –, fakto kiu povas indiki malpligrandigon kondukos ĉiujn, finfine, al la konsciiĝo pri
energia disradiado tra la manoj), kaj aliaj, de la ST. la bela rolo ĉies en la Dia Kreadverko, re-
kiel Johrei, Healing*. Plene konvinkiĝita pri la la ekzisto de zultos en la kultivo de imagoj kaj harmoniaj
La konkeroj de la elektro-medicino la Duobla Etera Korpo(subtila korpformo) mensaj vibracioj, kiuj estos en rekta reso-
ankoraŭ ne baziĝas sur la amvariabloj aŭ kiu interagas kun la biologia korpo, la nado kun la perispirito, kaj tiu lasta, tra siaj
sur la spiritaj variabloj, sed ĝiaj sofistikaj Biofizikisto Konstantin Korotkov* nomis ĝin energicentroj (Chacras, en la portugala lin-
ekipoj permesas la formadon de belaj Kampo de Biologia Energio – KBE. Post la gvo), donacante pli da sano al la biologia
imagoj priskribantaj la homajn biofizikajn perfektigo de la tekniko DMG – Detektado korpo.
kampojn; ekzemploj estas magnetika per Malŝargo en Gaso(aerjonigo ĉirkaŭ
resonado(reago de elektronoj, atomoj organismo per elektra malŝargo sub alta Manoel Messias estas spiritisma prelegisto kaj civila
kaj molekuloj de fizika korpo al diskretaj tensio kaj kun malalta kurento), Konstantin inĝeniero.

ICEB – Aulas de Esperanto – Sábado, 10h30min às 12h


r e v i s t a

Cultura Espírita – 14 / setembro 2011


Fabiano Nunes

mossomos sexuais XY. Isso porque dentre te, a figura de José da Galileia se nos desta-
E m conformidade com a tradição
das Escrituras Sagradas, o Mes-
sias esperado pelo povo judaico deveria
os 46 pares cromossômicos que compõem
o genoma humano, aquele que determina
ca com inigualável sublimidade e relevância.
Conquanto fosse Jesus o espírito puro que
provir da Casa de Davi, isto é, da linhagem o desenvolvimento dos órgãos sexuais do presidia toda a evolução da Terra, a Humani-
ancestral do poderoso rei Davi, monarca bebê é denominado X/Y, e é sabido que o dade deve a José a existência do cristianis-
do reino hebreu unificado entre os anos espermatozoide pode carregar cromos- mo, uma vez que foram dele as responsabili-
1011/1010 e 971/9701 AEC2. Porquanto, O somos X ou Y, contudo, o óvulo carrega dades de arrimo e sobrevivência da Criança
Ungido também seria alcunhado de Filho de exclusivamente cromossomos X, visto que a Divina, que na condição de recém-nato co-
Davi. Encontraremos no Evangelho diversas mãe só possui cromossomos XX em todas mum estivera frágil e vulnerável. Nas mãos
assertivas que proclamam a condição de as células do seu corpo. Quando as células de José, Jesus encontrara segurança e cui-
Jesus enquanto o esperado descendente do do espermatozoide e do óvulo se combinam dados, não apenas em relação à condução
rei Davi, através da paternidade de José da para formar o zigoto (que se desenvolverá de um parto sob condições adversas, mas
Galileia: em embrião, e futuro bebê) pode ele agre- também nos difíceis primeiros anos da vida
[...] “No sexto mês, o anjo Gabriel foi gar um cromossomo X e um Y, ou então do Menino, especialmente perigosos em vir-
enviado por Deus a uma cidade da Galileia, dois cromossomos X. Se o zigoto apresentar tude da perseguição cruel pelo rei Herodes
chamada Nazaré, a uma virgem desposada dois cromossomos X, a criança será meni- Magno (37 AEC a 4 EC), e de seu sucessor
com um varão chamado José, da casa de na (XX); se tiver um X e um Y, será menino Arquelau.
Davi” 3 [...]; [...] “e o Senhor Deus lhe dará (XY). Por conseguinte, para o homem-Jesus Porquanto, a transcendente relação
o trono de Davi, seu pai” 4 [...]; [...] “Também ser pertencente ao gênero masculino, faz-se pai e filho – rica em intimidade, devotamen-
José subiu da cidade de Nazaré, na Galileia, condição sine qua non não só possuir o par to, confiança, provisão e, sobretudo, em
para a Judeia, na cidade de Davi, chamada XY, como também ter sua metade cromos- amor sacrificial pela família – levaram Jesus
Belém, por ser da casa e da família de Davi” sômica Y originária de seu pai biológico. a usar da expressão Abba para ensinar ao
5
. [...] Não seria por razão diferente que o povo sobre como invocar o Nome de Deus,
De igual modo, o autor do livro neotes- espiritismo – em aliança com a ciência ge- plasmando no imaginário humano a amplitu-
tamentário Apocalipse, atribuído por vários nética – assevera não ser concebível que de do Amor Divino numa analogia com sua
articulistas ao evangelista João, profetiza a as Leis Naturais, Divinas e imutáveis, sejam própria relação com José, posto que Abba
autodesignação do próprio Cristo no que diz derrogadas sob qualquer pretexto9, portanto, seria a expressão que as criancinhas da
respeito à Sua descendência davídica: [...] a hereditariedade Davídica teria procedên- Galileia usavam para chamar seus pais, um
“Eu, Jesus, enviei meu Anjo para vos atestar cia, obrigatoriamente, de seu pai biológico, nome informal, que equivaleria às expres-
estas coisas a respeito das Igrejas. Eu sou o conforme elucida Allan Kardec em A gênese: sões em português “paizinho” ou “querido
rebento da estirpe de Davi” 6. [...] [...] “Como homem, tinha [Jesus] a or- pai”12.
Outrossim, observaremos que Paulo ganização dos seres carnais,” 10 [...]; [...] “A Boníssimo e humílimo, José é pouco
de Tarso, em sua Epístola aos Romanos, estada de Jesus na Terra apresenta dois pe- lembrado pela história, malgrado, dezenove
afirma que Jesus era descendente carnal do ríodos: o que precedeu e o que se seguiu séculos depois da epopeia da manjedoura,
poderoso rei judeu: [...]“Paulo, servo de Cris- à sua morte. No primeiro período, desde o encontraremos novas informações sobre o
to Jesus, chamado para ser apóstolo, esco- momento da concepção até o nascimento, pai de Jesus em A Revista Espírita, dando-
lhido para o evangelho de Deus, que ele já tudo se passa, em relação à sua mãe, como -nos notícias de sua participação nas ativi-
tinha prometido por meio dos seus profetas nas condições normais da vida.” 11 dades espirituais lideradas por Allan Kardec,
nas Sagradas Escrituras, e que diz respeito Nada obstante, mais importante que em caridosa ação junto aos espíritos sofre-
a Seu Filho, nascido da estirpe de Davi se- a herança ancestral de Davi, transmitida de dores13, e na divulgação do Espiritismo14.
gundo a carne,” 7.[...] José para Jesus, que possibilitou fosse Ele Gratidão, honra e glória, pois, a José:
No entanto, a maioria dos teólogos designado com o epíteto de Filho de Davi, herdeiro de Davi, pai de Jesus e coautor da
acredita pertencer exclusivamente a Maria emerge do Novo Testamento a beleza do Doutrina Consoladora.
toda a ancestralidade biológica de Jesus, amor paternal do carpinteiro esposo de Ma-
assim, sem sopesar as questões dogmáti- ria. Sua dimensão espiritual é tão grande Referências:
cas das diversas denominações religiosas que, em poucas linhas a seu respeito, apre- 1
DOUGLAS, J. D. O novo dicionário da Bíblia. 3. ed. São
Paulo: Vida Nova, 2006. p. 320.
– as quais respeitamos profundamente e ende-se a grandeza de seu devotamento, de 2
AEC, Antes da Era Comum, termo que tem sido usado pelos
sem contradita – devemos ponderar que a sua fé e de sua espiritualidade. pesquisadores em substituição ao A.C., anno Domini, ou ano
do Senhor.
genética8 ajuíza inverossímil a possibilidade A história do Cristianismo é pródiga em 3
BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e
de o Jesus-histórico pertencer ao gênero heróis silenciosos e anônimos, que deram ampl. São Paulo: Paulus, 2002. 3a. impressão, 2004. O Evange-
masculino sem a existência do par de cro- suas vidas a serviço da Causa, não obstan- lho segundo Lucas 1:26-7 p. 1787
4
Ibidem. O Evangelho segundo Lucas, 1:32. p. 1787.
Continua na página 18.

ICEB – Curso sobre Doutrina Espírita – Sábado, 10h30min às 12h


r e v i s t a

setembro 2011 / Cultura Espírita – 15


Isabela Spränger

T
endo como base o trabalho
pioneiro de Aaron Beck, a
abordagem cognitivo-comportamen-
Interessante salientar que já
no século XIX, em O Evangelho
segundo o Espiritismo, capítulo II,
mento de quem sabe que alcançará
o Infinito”.
Assim, menos distraídos e
tal baseia-se na ideia de que emo- item cinco, intitulado “O Ponto de ousando modificar nossos pontos
ções e sentimentos são, em grande Vista”1, encontramos uma aproxima- de vista, deixaremos aos poucos os
parte, fruto de processos cognitivos ção, sem as mesmas nomenclatu- automatismos psicológicos, pois que
(pensamentos e percepções). A ras, deste pensar: a fumaça se dissipa, e a visão torna-
interpretação de determinado acon- “Pelo simples fato de duvidar da -se mais abrangente. Velhos modos
tecimento ou evento afeta nossas vida futura, o homem dirige todos os milenares de pensar, agir e sentir
respostas emocionais, comporta- seus pensamentos para a vida terres- serão rompidos. A tão sonhada matu-
mentais e até fisiológicas, visto que tre. Sem nenhuma certeza quanto ao ridade espiritual, ausente de confli-
estão atreladas ao nosso particu- porvir, dá tudo ao presente. Nenhum tos e perturbações será alcançada.
lar sistema de crenças e valores, bem divisando mais precioso do que Certos de que realmente Deus habita
formados durante a infância pelos os da Terra, torna-se qual a criança em nós, tiraremos as amarras e bus-
conhecimentos adquiridos e cui- espiritual que nada mais vê além de caremos sem temores Ele, o Pai!
dados parentais. Postula-se que seus brinquedos (...)”. Com esta nova perspectiva, o
as experiências desta fase da vida A crença na imortalidade da amanhã será rico de esperanças e
provocam formas de pensar fixadas alma facilita ao homem encontrar infinitas possibilidades de progresso
e inflexíveis, pois que crenças pri- um sentido existencial para a vida pessoal. Tudo é uma questão de
márias e arraigadas influenciarão terrena. Percebendo-se como alma ponto de vista!
as novas informações, mantendo imortal, sua perspectiva frente à vida
o sujeito prisioneiro a estados de futura amplia-se, visto que atrela sua Isabela Spränger é psicóloga clínica,
humor, comportamentos ou relações marcha evolutiva não apenas sob especialista em saúde mental e médium.
interpessoais disfuncionais e limitan- o ponto de vista material, mas tam-
Referências:
tes. Se alguém se acostumou a pen- bém espiritual. Identificado com sua 1
KARDEC, Allan, O Evangelho segundo o
sar: ‘tudo é muito difícil para mim!’, real condição de alma imortal, não Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro.
fica fácil imaginar como esta pessoa mais apresenta uma visão atrofiada 102. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1990. Cap. II,
sente-se ou comporta-se diante de da realidade. Capaz de vislumbrar item 5, p.66.
2
situações que exijam esforço inte- o infinito e não mais o nada pertur- FRANCO, Divaldo. Vitória sobre a depres-
são. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 1.
lectual ou evidência. Esta crença bador, suas angústias se desfazem.
ed. Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada
limitante e irracional, tal qual uma Sua sede de apenas ter cede lugar Editora, 2010. p. 46.
verdade absoluta e inquestionável, à busca de aprimoramento interior, GREENBERGER, Dennis; PADESKY, Christine
a impedirá de observar saudavel- marchando feliz e incansável para o A. A mente vencendo o humor: mude
mente o mundo ao seu redor. Como tudo e não para o nada, em direção como você se sente, mudando o modo
como você pensa. Tradução de Andrea
uma criança, neste padrão mental à eterna viagem evolutiva. Caleffi. Porto Alegre: Editora Artes Médicas
enraizado, enxergará apenas o que Joanna de Ângelis2 em Vitória Sul ltda., 1999.
os seus olhos são capazes de alcan- sobre a depressão afirma que: STALLARD, Paulo. Bons pensamentos-
çar. Logo, é com a interrupção des- “Pensando na imortalidade, estí- -bons sentimentos: manual de terapia
ses padrões mentais distorcidos que mulos saudáveis inundam o ser, cognitivo-comportamental para crianças e
adolescentes. Tradução de Carlos Alberto
mudanças favoráveis à vida do ser emulando-o ao incessante prosse- Silveira Netto Soares. Porto Alegre: Artmed
poderão ocorrer! guir, com o consequente deslumbra- Editora S.A., 2004.

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r e v i s t a

Cultura Espírita – 16 / setembro 2011


Marcos Leite

•• • • • • • Recomeçar •••••••
N ão importa onde você parou...
em que momento da vida você
se cansou... o que importa é que sem-
nosso fígado, até a boca ficar amar-
ga. Se você está se sentindo assim,
com a sensação de derrota, é hora de
filme, para alimentar sua mente com
ideias positivas e otimistas. Aproxime-se
dos amigos, dos familiares, das pessoas
pre é possível e necessário recomeçar. recomeçar... alegres que ajudarão você a sustentar o
Recomeçar é dar uma nova chance a si E hoje é um bom dia para enfrentar bom ânimo e a coragem.
mesmo... É renovar as esperanças na novos desafios. Defina aonde você quer Evite, enquanto se restabelece,
vida e, o mais importante: acreditar em chegar e dê o primeiro passo. Comece a presença de pessoas pessimistas e
você novamente. por fazer uma faxina mental, jogando desanimadas. Só as busque quando
Sofreu muito nesse período? Foi fora todos esses pensamentos e senti- estiver forte o bastante e puder ajudá-
aprendizado... Chorou muito? Foi limpe- mentos pessimistas que se acumularam -las. Busque um lugar calmo e eleve a
za da alma... Ficou com raiva das pesso- ao longo do tempo. Atire para longe os Deus uma prece. Mas comece agrade-
as? Foi para perdoá-las um dia... Sentiu- ressentimentos, as mágoas, os melin- cendo pela vida, pelas oportunidades
se só por diversas vezes? É porque dres que impedem a felicidade de entrar. renovadas, pelos obstáculos e desafios
fechou a porta até para os anjos... Está Desfaça-se desse sentimento de inferio- que surgem no caminho. Eles nos fazem
se sentindo sozinho? Talvez você tenha ridade, de incapacidade, e valorize-se. mais fortes quando os superamos.
afastado as pessoas no seu “período de Você é o que fizer de você. Lembre-se: o dia de hoje é uma
isolamento”. Acreditou que tudo estava Em seguida, faça uma faxina no página em branco que o Criador lhe
perdido? Era o início da sua melhora... seu quarto. Jogue fora todo aquele lixo oferece para que você escreva um novo
Pois bem, agora é hora de reiniciar, que você acumula há tempos, só como capítulo da sua história.
de pensar na luz... de encontrar prazer recordação do passado. Papéis velhos Recomeçar é só uma questão de
nas coisas simples de novo. Tem tanta dos quais você nunca precisou. CDs querer. Se você quer, Deus quer. É
gente esperando apenas um sorriso seu que você não irá mais ouvir, ingressos por isso que Ele acena sempre com
para se aproximar. Que tal dar um jeito de cinema, bilhetes de viagens, e tudo essa nova chance chamada presente.
no visual, fazer um novo curso ou reali- aquilo que só traz recordações tristes. Pense nisso e não perca nem mais um
zar aquele velho desejo de aprender a Abra seu guarda-roupa e retire tudo o minuto!
pintar, desenhar, dominar o computador, que não usa mais. Doe para alguém
ou qualquer outra coisa? que precisa. Doe os calçados que aper-
Observe quantos desafios a vida tam seus pés ou que não servem por-
está a lhe oferecer! Quanta coisa nova que seu número não é mais o mesmo. Marcos Leite é jornalista,
está esperando para ser descoberta! Para recomeçar é preciso abrir espaços publicitário e coordenador do programa
Quando nos trancamos na tristeza, nem mentais e físicos... “Espaço Jovem”, veiculado pela
nós mesmos nos suportamos, ficamos Depois que tomar essas providên- Rádio Rio de Janeiro
horríveis. O mau humor vai minando cias, leia um bom livro, assista a um bom (1400 KHz AM / www.radioriodejaneiro.am.br)

Certas Palavras
ALTERIDADE – Capacidade de conviver com o diferente. Reconhecer o outro como um legítimo outro.
Sinônimo: relação interpessoal. Antônimo: preconceito .

Fonte: MAIA, Merlanio. Alteridade, a diferença que soma. 1. ed. Belo Horizonte: INEDE; ABRADE, 2005. p.133.

ICEB – Tels.: 0XX(21) 2224-1060 / 2224-0736 – culturaespirita@oi.com.br / institutodeculturaespirita@gmail.com


r e v i s t a

setembro 2011 / Cultura Espírita – 17


A Pena da Abolição e Bezerra de Menezes**
Q uando se preparava a Lei Áurea, surgiu uma subscrição
popular para a confecção da pena – de ouro de 18 quilates
e cravejada de 27 diamantes –, que assinaria o magno documento,
Enquanto, Senhora, o Brasil considerasse o homem como o ob-
jeto explorativo do homem ou como o vil instrumento de sua mais tor-
pe especulação, falecer-lhe-iam todos os mananciais precisos, quer
e que representa a cátedra da maioridade da nação brasileira. É divinos, quer humanos, para assentar os melhores fundamentos de
assim que políticos, empresários, populares e até escravos fugitivos sua independência, que deveria descansar nas mais eficazes leis,
e alforriados do Quilombo do Leblon colaboraram financeiramente que pudessem garantir a todos os seus direitos, como prescrever
para a materialização da pena que representa o início de um sonho também a todos os seus deveres sem exceções vocatórias, humi-
de cidadania e de igualdade e se encontra no Museu Imperial de lhantes e condenáveis!
Petrópolis (RJ). O que é surpreendente, é que foi dado a um espírita, Hoje, porém, que o Brasil considera o homem unicamente
amigo muito próximo de Bezerra de Menezes, o professor de como irmão do homem, hoje que o Brasil conhece a sua pujança
matemática do Colégio Pedro II, Luis Pedro Drago1, fazer a oferta da pela homogeneidade de sua massa, hoje que a nação reconhece o
pena à Princesa Isabel, acompanhado de um discurso que retratasse homem vinculado ao homem pelos mais estreitos laços da liberdade,
todo o sentimento da pátria brasileira. Esse documento, dada a sua hoje finalmente que a nação contempla em jubiloso êxtase a justa
beleza e grandeza, foi gravado em uma placa de prata brasonada que igualdade dos direitos e deveres de seus filhos, pela grandiosa e
se encontra no Museu do Outeiro da Glória, e sintetiza a mensagem imortal obra da recensão, é hoje também que terá o Brasil completado
fraterna do Espiritismo e o seu divino dever de patrocinar a libertação a sua independência.
espiritual do Coração do Mundo, da Pátria do Evangelho – Brasil! Portanto, Senhora, devemos considerar o dia 13 de Maio como
verdadeiro dia de festa nacional.
O Orador Luis Pedro Drago:
Esse monumento histórico, para cuja realização tomaram
Senhora!
incansável parte os augustos progenitores de Vossa Alteza Imperial, foi
13 de Maio de 1888
tarefa que recordará sempre com saudade e viva admiração da pátria
À Vossa Alteza Imperial manda-me o povo agradecido impetrar
os nomes de José Bonifácio, Euzébio de Queiroz Coutinho Mattoso
a graça de aceitar esta pena, como glorioso instrumento histórico e
da Câmara – leis de 1850 [4 de Setembro], Visconde de Rio Branco
troféu inteiramente popular, a qual deve assinar a lei nº 3.353 de 13
– lei de 28 de Setembro de 1871 e finalmente João Alfredo Correia de
de Maio de 1888, que elimina o nome escravo da nação brasileira!
Oliveira – lei de 13 de Maio de 1888.
E com ela, Senhora, algumas palavras, que devem recordar
E vós, Senhora, a quem a pátria deve o maior cometimento,
sempre a mais brilhante data, que será inscrita entre os
porque foi ele firmado não só por um princípio altamente religioso,
acontecimentos de maior vulto da vida política, social e moral de um
mas ainda eminentemente humanitário, consentireis que o vosso
povo na história da pátria!
povo vos aclame: D. Isabel a Redentora.
O mais humilde dos súditos de Vossa Alteza Imperial espera
E assim, Senhora, vivereis na história com essa coroa radiante
ser fiel intérprete dos sentimentos generosos do coração da pátria,
das flores da redenção transpondo desde agora o vestíbulo da glória
porque suas palavras exprimirão ainda os últimos lampejos das vozes
que vos conduzirá ao templo da Imortalidade.
dos cativos oprimidos, neste momento faustoso da promulgação da
O Orador,
lei redentora.
Luis Pedro Drago
Senhora! – Quando rebentou a aurora do dia 7 de Setembro de
1822, trazendo em signos indeléveis as palavras: – Independência Referência:
ou morte –, afigurou-se-nos ficar gravado na pátria, história do mais 1
O professor Luis Pedro Drago foi o padrinho de casamento da segunda filha de
proeminente acontecimento das conquistas de um povo altivo, nos Bezerra de Menezes, de nome Ernestina (Zizinha) com o Sr. João Mendes, na Igrejinha
de São Cristóvão, em 11 de janeiro de 1890, juntamente com o sobrinho do Dr.
grandiosos cometimentos da vida das nações.
Bezerra, o engenheiro João Batista de Maia Lacerda, Vice-presidente da Federação
Quando, porém, pelo telescópio frio da história estudamos Espírita Brasileira, após a desencarnação do Kardec Brasileiro. Aliás, Pedro Drago
refletidamente os fatos que constituem a vida deste império, e e Maia Lacerda estiveram presentes no velório de Bezerra de Menezes (ver O Paiz,
reconhecemos que, por quase um século, sob nossa responsabilidade 14 de abril de 1900) e eram, também, tesoureiro e secretário, respectivamente, da
Comissão Central de Patrimônio, presidida por Quintino Bocaiúva, que visava angariar
imediata mantivemos agrilhoada ao poste nefando da escravidão
recursos para a aquisição de um imóvel para a família Bezerra e meios de sustentação
uma raça condenada ao desespero, por todas as condições de financeira para os muitos filhos e agregados do grande Apóstolo do Evangelho em
desigualdade, que o cérebro humano pudesse cogitar e aplicar, não Espírito e Verdade (ver O Paiz, 26 de abril de 1900).
era de acreditar que fossemos um povo livre e por consequência um * Complemento ao artigo “Princesa Isabel e Bezerra de Menezes: Os Arquivos Espiritu-
povo independente, porquanto ainda se achavam conspurcadas as ais da Abolição da Escravatura no Brasil”, de Jorge Damas Martins, psicólogo, escritor e
públicas liberdades. expositor espírita, publicado na Revista Cultura Espírita de agosto de 2011, p. 12-13.

Continuação da página 15

5
Ibidem. O Evangelho segundo Lucas, 2:4. P. 1790. 10
Idem. A gênese: Os milagres e as predições segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina
6
Ibidem. Apocalipse, 22: 16. p. 2167. Escudeiro Sêco. 2. ed. Rio de Janeiro: Edições Léon Denis, 2008. Cap. XV, item 2, p. 229.
7
Ibidem. Epístola aos Romanos, 1:1-3. P. 1965. 11
Idem. Ibdem. Cap. XV, item 65, p.257.
8
Genética. In: Britannica Escola Online. Enciclopédia Escolar Britannica, 2011. Web, 2011. Dis- 12
DRANE, John. Enciclopédia da Bíblia. São Paulo: Edições Paulinas, 2009. p.175.
ponível em: <http://escola.britannica.com.br/article-481354>. Acesso em: 26 de junho de 2011. 13
KARDEC, Allan. A Revista Espírita: Jornal de estudos psicológicos. Tradução de Evandro No-
9
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 1. ed. Rio de leto Bezerra. 2. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2004. Ano VII, dez.1864. p. 491.
Janeiro: Edições Léon Denis, 2008. Parte Terceira, capítulo I, Q. 614-618, Caracteres da Lei Na- 14
Idem. Ibidem. Ano VI, Dezembro de 1863. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 3. ed. Rio de
tural, p.213-214. Janeiro: FEB, 2006. p. 489-490.
r e v i s t a

Cultura Espírita – 18 / setembro 2011