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Introdução à Estatística Estatística Descritiva 1

1. Estatística Descritiva

Suponhamos que dispomos de um conjunto de dados (sem nos preocuparmos como foram
obtidos) e pretendemos desenvolver processos de análise que nos permitam responder a
algumas questões, tais como:

• Serão os dados todos iguais?

• Serão muito diferentes, uns dos outros?

• De que modo são diferentes?

• Existe alguma estrutura subjacente ou alguma tendência?

• Existem alguns agrupamentos especiais?

• Existem alguns dados muito diferentes da maior parte?

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Tipos de escala de medida

Definição
A uma característica comum a todos os indivíduos de uma população que pode assumir
valores diferentes de indivíduo para indivíduo chamamos variável estatística.

As variáveis podem ser de dois tipos:

Qualitativas - são aquelas que estão relacionadas com uma qualidade e apresentam-se
com várias modalidades. Estas subdividem-se em dois grupos:
Nominais
Ordinais

Quantitativas - são aquelas a que é possível atribuir um valor numérico e apresentam-se


com diferentes intensidades ou valores. Podemos dividir estas variáveis
dividem-se em dois grupos:

Discreta – se só pode tomar um número finito ou infinito numerável de


valores distintos.
Contínua – se esta pode tomar todos os valores de um intervalo real.

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Exemplo 1.1
Cada aluno da Universidade dos Açores tem muitas características:
- cor dos olhos
- a altura
- número de irmãos
- o sexo
- a profissão dos pais

Obs.

• Ao resultado da observação de uma variável qualitativa ou quantitativa chama-se dado


estatístico.

• Para os dados também se usa a mesma terminologia.

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Dados Qualitativos

Como organizar os dados qualitativos?

Os dados são organizados na forma de uma tabela de frequências, onde se:


• apresenta o número de elementos de cada uma das categorias ou classe – frequência
absoluta.
• apresenta a frequência relativa de cada uma das categorias ou classe.

Observação
A frequência relativa é dada pelo quociente entre a frequência absoluta e a dimensão da
amostra, ou seja:
frequência absoluta
Frequência relativa =
dimensão da amostra

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Exemplo 1.2
Perguntou-se a cada um dos 25 funcionários de uma loja qual o tipo de música de fundo que
preferiam ouvir durante o expediente.

Os resultados foram:

R C J P C P J J P R P O R J R R P
R O P O C N P P

onde C- Clássica, P- Pop, R- Rock, J- Jazz, O- Outro tipo de música e N – Nenhum tipo

Tabela de Frequências da distribuição de preferências musicais dos funcionários

Preferência Frequência Frequência


Musical Absoluta relativa
Clássica (C) 3 0,12
Pop (P) 8 0,32
Rock (R) 6 0,24
Jazz (J) 4 0,16
Outro (O) 3 0,12
Nenhum (N) 1 0,04
Total 25 1

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Para confirmar que as frequências estão bem calculadas, basta verificar que

A soma das frequências absolutas é igual à dimensão da amostra


e

A soma das frequências relativas é igual a1

Podemos também apresentar na tabela de frequências a frequência absoluta acumulada e


a frequência relativa acumulada, que obtêm-se adicionando as frequências absolutas e
relativas, respectivamente.

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Considerando o exemplo anterior temos:

Tabela de Frequências da distribuição de preferências musicais dos funcionários

Preferência Frequência Frequência Frequência Frequência


Musical Absoluta Absoluta relativa Relativa
acumulada acumulada
Clássica (C) 3 3 0,12 0,12
Pop (P) 8 11 0,32 0,44
Rock (R) 6 17 0,24 0,68
Jazz (J) 4 21 0,16 0,84
Outro (O) 3 24 0,12 0,96
Nenhum (N) 1 25 0,04 1
Total 25 1

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Dados Quantitativos

Como organizar os dados quantitativos?

Os dados são organizados na forma de uma tabela de frequência, no entanto convém


efectuar distinção entre dados discretos e contínuos.

Dados discretos

A construção da tabela de frequências é análoga à que foi feita para os dados qualitativos,
mas em vez de categorias consideram-se os valores distintos que surgem na amostra, os
quais vão constituir classes.

Exemplo 1.3
Numa turma do 10º ano da Escola Secundária Domingos Rebelo, os alunos registaram o nº
de irmãos, tendo-se obtido a seguinte amostra:

1 2 2 1 3 0 0 1 1 2 1 1 1 0 0 3
4 3 1 2

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A correspondente tabela de frequências é

Nº de irmãos Frequência Frequência


Absoluta relativa
0 4 0,20
1 8 0,40
2 4 0,20
3 3 0,15
4 1 0,05
Total 20 1

Obs.
Para o caso de termos dados discretos com valores muito distintos e termos dados
contínuos é usual proceder-se ao agrupamento dos dados em intervalos de classes.

As questões que se colocam são:

Qual o número de classes a considerar?

Qual a amplitude de classe a considerar?

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Existem algumas regras que nos podem ajudar.

a) Tabela de Truman L. Kelley

n 5 10 25 50 100 200 500 1000


K 2 4 6 8 10 12 15 15

b) k=5 para n≤25 e k ≅ n para n>25

c) Regra de Sturges
Para uma amostra de dimensão n, o nº de classes k é dado por k ≅ 1 + 3,22 log n .

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Etapas para a construção de tabelas de frequência (dados contínuos ou discretos com


valores muito distintos):

1) Definição das classes

a) Determinar a amplitude da amostra (máximo - mínimo)


b) Dividir esta amplitude pelo número de classes, k.
c) Tomar para amplitude de classe, h, um valor aproximado por excesso do valor obtido
em b).
d) Construir as classes de modo que tenham todas a mesma amplitude e cuja união
contenha todos os elementos da amostra.
2) Contagem do número de elementos de cada classe.

Exemplo 1.4
Consideremos a amostra constituída pelas notas obtidas num ponto de Geografia, de uma
determinada turma:

12,1 8,9 16,2 8,2 15,1 14,5 13,4 14,7


7,5 8,8 12,4 16,1 15,2 13,5 13,8 14,6
15,5 7,8 12,5 13,2 11,0 10,5 9,8

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Tabela de frequências da distribuição das notas de Geografia

Classes Frequência Frequência


Absoluta relativa
[7,5 9,3[ 5 0,218
[9,3 , 11,1[ 3 0,130
[11,1 , 12,9[ 3 0,130
[12,9 , 14,7[ 6 0,261
[14,7 , 16,5[ 6 0,261
Total 23 1

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Representação Gráfica dos Dados

Diagrama de barras

A metodologia a seguir na construção do diagrama de barras é:

1) Ordenar a amostra e considerar para classes os diferentes valores aí considerados.


Marcar essas classes no eixo xx num sistema de eixos coordenados.

2) Nos pontos onde se consideram as classes, marcar barras de altura igual à frequência
absoluta ou relativa da classe.

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Exemplo 1.3 (cont.)


O diagrama de barras que representa a distribuição do número de irmãos dos alunos da
turma considerada tem o seguinte aspecto:

0,4
0,35
0,3
0,25
0,2
0,15
0,1
0,05
0
0 1 2 3 4

Obs.
• A linha poligonal que une os extremos das barras chama-se polígono de frequência.
• Este tipo de gráfico é adequado para dados qualitativos e para dados quantitativos do
tipo discreto.

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Diagrama circular – é constituído por um circulo, em que se apresentam vários sectores


circulares, tantos quantas as classes ou categorias consideradas na
tabela de frequência.
Os ângulos dos sectores são proporcionais às frequências das
classes ou categorias.

Exemplo 1.3 (cont.)


O diagrama circular que representa a distribuição do número de irmãos dos alunos da turma
considerada tem o seguinte aspecto:

4
0
3
0
1
2
2 3
4
1

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Histograma - é formado por rectângulos adjacentes, tendo por base um intervalo de classe
e por área a frequência relativa (ou absoluta), por forma que a área total
coberta pelo histograma seja igual a 1, ou seja, a altura do rectângulo
fi F
correspondente à classe i será (ou i ), onde hi representa a amplitude da
hi hi
classe i.

Obs.
Se todas as classes tiverem a mesma amplitude, a construção do histograma é facilitado
considerando-se para alturas dos rectângulos as frequências relativas (ou absolutas).
Não se pode esquecer que a área total ocupada será igual h e não igual a 1.

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Exemplo 1.4 (cont.)


O histograma que representa a distribuição da classificação das notas de Geografia da turma
considerada tem o seguinte aspecto:

0,3
Histograma
0,27

0,24

0,21

0,18
Freq. Rel.

0,15

0,12

0,09

0,06

0,03

7,5 9,3 11,1 12,9 14,7 16,5

Observação
O aspecto do histograma reflecte a forma da população subjacente aos dados observados.

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Alguns histogramas apresentam formas, que merecem referência especial:

simétrica assimetria positiva assimetria negativa

vários “picos” ou modas


caudas longas

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Como representar Dados Bivariados?

Diagrama de Dispersão – é uma representação gráfica para os dados bivariados, em que


cada par de dados (x,y) é representado por um ponto de
coordenadas (x,y), num sistema de eixos coordenados.

Exemplo 1.5
Considere os seguintes dados, que representam o número de faltas não autorizadas por ano
e a distância (em km) a que os empregados de determinado armazém estão de casa.
Construa o diagrama de dispersão e comente-o.

Distância Nº faltas 10

X y 8
1 8
6
3 5
4 8 4

6 7 2

8 6 0
10 3 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20

12 5
14 2
16 4
18 2

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Exemplo 1.6
Considere os seguintes dados, que representam as notas obtidas por 10 alunos nas
disciplinas de História e Educação Física. Construa o diagrama de dispersão e comente-o.

História Ed. Física


18
X y
16
12 14
14
13 15 12
10 10 10
11 17 8
18 16 6
16 12 4

12 15 2

14 12 0
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20
18 14
18 12

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Tabela de Contingência – é uma tabela de frequências para dados bivariados. É uma


tabela com linhas correspondentes a um dos critérios, e colunas
correspondente a outro critério.

Obs.
Serve para representar dados qualitativos e quantitativos

Exemplo 1.7
Num inquérito realizado a 150 indivíduos, estes tiveram de assinalar o sexo – M ou F, e
estado civil – Solteiro, Casado, Viúvo ou Divorciado. Para resumir a informação contida na
amostra, construi-se a seguinte tabela de contingência:

Est. Civil
Solteiro Casado Viúvo Divorciado Total
Sexo
F 38 36 1 7 82

M 40 14 4 10 68
Total 78 50 5 17 150

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