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ESCOLA UP

EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL


Rua: Dr Rosalvo de Melo Leitão, 1400
Goioerê – PR

DISCIPLINA: História. SERIE: 7º Ano. ANO: 2020.


PROFESSORA: Drº. Felipe Fontana.
DIRETRIZES DO ENSINO DE HISTÓRIA NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Todo conhecimento sobre o passado é também um conhecimento do presente elaborado por distintos sujeitos. O historiador indaga
com vistas a identificar, analisar e compreender os significados de diferentes objetos, lugares, circunstâncias, temporalidades, movimentos de
pessoas, coisas e saberes. As perguntas e as elaborações de hipóteses variadas fundam não apenas os marcos de memória, mas também as
diversas formas narrativas, ambos expressão do tempo, do caráter social e da prática da produção do conhecimento histórico. As questões que
nos levam a pensar a História como um saber necessário para a formação das crianças e jovens na escola são as originárias do tempo presente.
O passado que deve impulsionar a dinâmica do ensinoaprendizagem no Ensino Fundamental é aquele que dialoga com o tempo atual. A relação
passado/presente não se processa de forma automática, pois exige o conhecimento de referências teóricas capazes de trazer inteligibilidade aos
objetos históricos selecionados. Um objeto só se torna documento quando apropriado por um narrador que a ele confere sentido, tornando-o capaz
de expressar a dinâmica da vida das sociedades. Portanto, o que nos interessa no conhecimento histórico é perceber a forma como os indivíduos
construíram, com diferentes linguagens, suas narrações sobre o mundo em que viveram e vivem, suas instituições e organizações sociais. Nesse
sentido, “O historiador não faz o documento falar: é o historiador quem fala e a explicitação de seus critérios e procedimentos é fundamental para
definir o alcance de sua fala”. Toda operação com documentos, portanto, é de natureza retórica. Depois, alarga-se ainda mais em direção a outros
povos, com seus usos e costumes específicos. Por fim, parte-se para o mundo, sempre em movimento e transformação. Em meio a inúmeras
combinações dessas variáveis – do Eu, do Outro e do Nós –, inseridas em tempos e espaços específicos, indivíduos produzem saberes que os
tornam mais aptos para enfrentar situações marcadas pelo conflito ou pela conciliação.
Entre os saberes produzidos, destaca-se a capacidade de comunicação e diálogo, instrumento necessário para o respeito à pluralidade
cultural, social e política, bem como para o enfrentamento de circunstâncias marcadas pela tensão e pelo conflito. A lógica da palavra, da
argumentação, é aquela que permite ao sujeito enfrentar os problemas e propor soluções com vistas à superação das contradições políticas,
econômicas e sociais do mundo em que vivemos. Para se pensar o ensino de História, é fundamental considerar a utilização de diferentes fontes e
tipos de documento (escritos, iconográficos, materiais, imateriais) capazes de facilitar a compreensão da relação tempo e espaço e das relações
sociais que os geraram. Os registros e vestígios das mais diversas naturezas (mobiliário, instrumentos de trabalho, música etc.) deixados pelos
indivíduos carregam em si mesmos a experiência humana, as formas específicas de produção, consumo e circulação, tanto de objetos quanto de
saberes. Nessa dimensão, o objeto histórico transforma-se em exercício, em laboratório da memória voltado para a produção de um saber próprio
da história. A utilização de objetos materiais pode auxiliar o professor e os alunos a colocar em questão o significado das coisas do mundo,
estimulando a produção do conhecimento histórico em âmbito escolar. Por meio dessa prática, docentes e discentes poderão desempenhar o
papel de agentes do processo de ensino e aprendizagem, assumindo, ambos, uma “atitude historiadora” diante dos conteúdos propostos, no
âmbito de um processo adequado ao Ensino Fundamental.
Os processos de identificação, comparação, contextualização, interpretação e análise de um objeto estimulam o pensamento .
De que material é feito o objeto em questão? Como é produzido? Para que serve? Quem o consome? Seu significado se alterou no tempo e no
espaço? Como cada indivíduo descreve o mesmo objeto? Os procedimentos de análise utilizados são sempre semelhantes ou não? Por quê?
Essas perguntas auxiliam a identificação de uma questão ou objeto a ser estudado. Diferentes formas de percepção e interação com um mesmo
objeto podem favorecer uma melhor compreensão da história, das mudanças ocorridas no tempo, no espaço e, especialmente, nas relações
sociais. O pilão, por exemplo, serviu para preparar a comida e, posteriormente, transformou-se em objeto de decoração. Que significados o pilão
carrega? Que sociedade o produziu? Quem o utilizava e o utiliza? Qual era a sua utilidade na cozinha? Que novos significados lhe são atribuídos?
Por quê? Um dos importantes objetivos de História no Ensino Fundamental é estimular a autonomia de pensamento e a capacidade de
reconhecer que os indivíduos agem de acordo com a época e o lugar nos quais vivem, de forma a preservar ou transformar seus hábitos e
condutas. A percepção de que existe uma grande diversidade de sujeitos e histórias estimula o pensamento crítico, a autonomia e a formação para
a cidadania. A busca de autonomia também exige reconhecimento das bases da epistemologia da História, a saber: a natureza compartilhada
do sujeito e do objeto de conhecimento, o conceito de tempo histórico em seus diferentes ritmos e durações, a concepção de documento como
suporte das relações sociais, as várias linguagens por meio das quais o ser humano se apropria do mundo. Enfim, percepções capazes de
responder aos desafios da prática historiadora presente dentro e fora da sala de aula. Todas essas considerações de ordem teórica devem
considerar a experiência dos alunos e professores, tendo em vista a realidade social e o universo da comunidade escolar, bem como seus
referenciais históricos, sociais e culturais.
Por todas as razões apresentadas, espera-se que o conhecimento histórico seja tratado como uma forma de pensar, entre várias;
uma forma de indagar sobre as coisas do passado e do presente, de construir explicações, desvendar significados, compor e decompor
interpretações, em movimento contínuo ao longo do tempo e do espaço. Enfim, trata-se de transformar a história em ferramenta a serviço de um
discernimento maior sobre as experiências humanas e as sociedades em que se vive. Retornando ao ambiente escolar, a BNCC pretende
estimular ações nas quais professores e alunos sejam sujeitos do processo de ensino e aprendizagem. Nesse sentido, eles próprios devem
assumir uma atitude historiadora diante dos conteúdos propostos no âmbito do Ensino Fundamental.

OBJETIVOS

1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas
sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo
contemporâneo.
2. Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de transformação e manutenção das
estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica.
3. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos
específicos, recorrendo a diferentes linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o
respeito.
4. Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e
posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
5. Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, levando em conta
o respeito e a solidariedade com as diferentes populações.
6. Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos norteadores da produção historiográfica.
7. Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus
significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.

O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DA HISTÓRIA NO ENSINO FUNDAMENTAL- ANOS FINAIS ESTÁ PAUTADO POR TRÊS
PROCEDIMENTOS BÁSICOS:
1) Pela identificação dos eventos considerados importantes na história do Ocidente (África, Europa e América, especialmente o Brasil),
ordenando-os de forma cronológica e localizando-os no espaço geográfico.
2) Pelo desenvolvimento das condições necessárias para que os alunos selecionem, compreendam e reflitam sobre os significados da
produção, circulação e utilização de documentos (materiais ou imateriais), elaborando críticas sobre formas já consolidadas de registro e de
memória, por meio de uma ou várias linguagens.
3) Pelo reconhecimento e pela interpretação de diferentes versões de um mesmo fenômeno, reconhecendo as hipóteses e avaliando os
argumentos apresentados com vistas ao desenvolvimento de habilidades necessárias para a elaboração de proposições próprias.

PLANEJAMENTO

As temáticas enunciadas na BNCC, do 7º ano, são, resumidamente, as seguintes:


No 7º ano, as conexões entre Europa, América e África são ampliadas. São debatidos aspectos políticos, sociais, econômicos e culturais ocorridos
a partir do final do século XV até o final do século XVIII.
Plano de Ensino 7º ano – Ensino Fundamental. (1o Bimestre)
UNIDADES OBJETOS DE
HABILIDADES CONTEÚDO ATIVIDADES
TEMÁTICAS CONHECIMENTO
A construção da ideia
de modernidade e
- Velho Mundo
seus impactos na (EF07HI01) Explicar o
O mundo moderno - Idade moderna.
concepção de História significado de - Discutir o significado das palavras “moderno” e
e a conexão entre - Conceito de “modernidade” para
A ideia de “Novo “modernidade” e suas “modernidade”, a partir de questões como : quem
sociedades interpretá-lo como uma construção
Mundo” ante o Mundo lógicas de inclusão e determina o que é moderno? A quem ou a qual grupo
africanas, intelectual de uma determinada época
Antigo: permanências exclusão, com base em interessa isso? É preciso destruir o antigo para dar
americanas e e estritamente vinculado às
e rupturas de saberes uma concepção lugar ao moderno? É possível ambos coexistirem?
europeias sociedades europeias e que, portanto,
e práticas na europeia.
excluía os demais povos.
emergência do mundo
moderno
- Tecnologias que facilitaram as
grandes navegações. - Trabalhar com mapas antigos (planisférios,
- Grandes Navegações – Expansão portulanos, globos), de diferentes datas, para
Europeia. averiguar como as viagens oceânicas foram pouco a
- Conexões entre Europa e os povos pouco revelando os contornos dos continentes. –
A construção da ideia (EF07HI02) Identificar da América, África e Ásia à época das Compreender as ilustrações dos mapas antigos,
de modernidade e conexões e interações grandes navegações, bem como a com suas figuras de monstros-marinhos, natureza,
seus impactos na entre as sociedades do complexa rede estabelecida de trocas animais e povos exóticos, mostram o imaginário
O mundo moderno
concepção de História Novo Mundo, da econômicas, políticas e culturais. europeu sobre as novas terras – imaginário ainda
e a conexão entre
A ideia de “Novo Europa, da África e da - A expansão europeia permitiu, pela preso à mentalidade cristã medieval e que aos
sociedades
Mundo” ante o Mundo Ásia no contexto das primeira vez, um contato entre os povos poucos se rompeu para dar lugar ao racionalismo. –
africanas, de todos os continentes do planeta,
Antigo: permanências navegações e indicar a Compreender que a interações dos navegadores
americanas e ampliou os objetivos da nova economia
e rupturas de saberes complexidade e as com os povos limitavam-se, em grande parte, às
europeias mundial, ao mesmo tempo em que
e práticas na interações que ocorrem áreas litorâneas, o que manteve o interior dos
desencadeou competições e alianças
emergência do mundo nos Oceanos Atlântico, continentes desconhecido e distante das influências
comerciais no Atlântico, Índico e Pacífico.
moderno Índico e Pacífico. – Compreender que a interações dos e do domínio europeu.
navegadores com os povos limitavam-se, - Trabalho interdisciplinar com Língua Portuguesa
em grande parte, às áreas litorâneas, o para a análise do poema “Os Lusíadas”, de Camões,
que manteve o interior dos continentes destacando os trechos que descrevem o encontro
desconhecido e distante das influências e com os novos mundos.
do domínio europeu.
- Identifique os grupos africanos e
indígenas nativos que mais atuaram
na formação da sociedade brasileira.
- Sociedades africanas e americanas
antes da chegada dos europeus.
- Reconhecer a importância dos
grandes reinos e impérios africanos
(Gana, Mali, Songai e Congo), das
(EF07HI03) Identificar sociedades iorubás de Benin e Ifé, à
aspectos e processos primeira universidade, Tombuctu, às Interpretar texto sobre abordagem dos grandes
específicos das rotas transaarianas e ao comércio do reinos e impérios africanos (Gana, Mali, Songai e
O mundo moderno
Saberes dos povos sociedades africanas e sal. Congo), das sociedades iorubás de Benin e Ifé, à
e a conexão entre
africanos e pré- americanas antes da - Perceber que, antes da chegada dos primeira universidade, Tombuctu, às rotas
sociedades
colombianos chegada dos europeus, europeus, as Américas e a África transaarianas e ao comércio do sal.
africanas,
expressos na cultura com destaque para as possuíam Estados organizados, com - Identifique os grupos africanos e indígenas nativos
americanas e
material e imaterial formas de organização sociedades hierarquizadas, economias que mais atuaram na formação da sociedade
europeias
social e o dinâmicas, religiões estruturadas e brasileira.
desenvolvimento de uma cultura sofisticada. Esses mundos
saberes e técnicas. tinham uma dinâmica própria e, em
muitos sentidos, eram mais
desenvolvidos cientificamente que os
europeus.
- Grandes culturas americanas
(astecas, maias e incas), destacando
seus conhecimentos e técnicas na
astronomia, cantaria, construção,
agricultura e comércio.
Plano de Ensino 7º ano – Ensino Fundamental. (2o Bimestre)
UNIDADES OBJETOS DE
HABILIDADES CONTEÚDO ATIVIDADES
TEMÁTICAS CONHECIMENTO
- - Mentalidade cristã medieval e que
aos poucos se rompeu para dar lugar
ao racionalismo. - Significado do Renascimento e do Humanismo. Incluir a
(EF07HI04) Identificar discussão sobre a denominação Idade das Trevas, que os
- Reconhecer o Humanismo e o
Humanismos: uma as principais próprios renascentistas deram à Idade Média em
Renascimento como movimentos que
Humanismos, nova visão de ser características dos contraponto às mudanças de mentalidade e de formas de
romperam com a mentalidade
Renascimentos e humano e de mundo Humanismos e dos expressão artística anunciadas pelo Renascimento e
medieval, difundindo uma nova visão Humanismo.
o Novo Mundo Renascimentos Renascimentos e
de ser humano e de mundo que - Trabalho interdisciplinar com Arte, Ciências e Língua
artísticos e culturais analisar seus
influenciou todos os setores da vida do Portuguesa, explorando a produção artística, intelectual e
significados.
Ocidente. científica dos grandes humanistas e renascentistas.
- Reconhecer esses movimentos como
fundadores da própria modernidade.
- Movimento das reformas religiosas
(incluindo a Contra Reforma) aos seus
(EF07HI05) Identificar e
desdobramentos nas sociedades
relacionar as - Debater e confrontar pontos de vista diferentes
europeias e na colonização da
vinculações entre as relativos a questões religiosas que ainda hoje
Humanismos, Reformas religiosas: a América. - Destacar o papel dos
reformas religiosas e os dividem a sociedade. Refletir sobre o fanatismo
Renascimentos e cristandade jesuítas na catequese dos indígenas e
processos culturais e religioso e as perseguições de fiéis de outros credos,
o Novo Mundo fragmentada os processos da Inquisição,
sociais do período exercitando a argumentação fundamentada e o
especialmente a espanhola, na
moderno na Europa e respeito à diversidade de ideias e sentimentos.
perseguição aos judeus e cristãos
na América.
novos na península Ibérica e nas
Américas.
Humanismos, As descobertas (EF07HI06) Comparar Relacionar as descobertas científicas - Trabalho interdisciplinar com Geografia em que o aluno
Renascimentos e científicas e a as navegações no ao expansionismo marítimo do início exercite noções espaciais, investigando as rotas marítimas
o Novo Mundo expansão marítima Atlântico e no Pacífico dos tempos modernos, diferenciar as realizadas pelos navegadores europeus. Privilegiar rotas
entre os séculos XIV e navegações portuguesas e e caminhos mais antigos da África percorridos por árabes,
indonésios, chineses (rota transaariana, rota da seda, rota
XVI. espanholas (rotas, objetivos, áreas
do marfim, rota da noz-de-cola e do sal, rota das
atingidas e conquistadas) e especiarias etc.). Que distâncias percorriam? Que
reconhecer as disputas e tensões paisagens atravessavam? Que mercadorias trocavam?
entre as monarquias ibéricas pelo - Discutir o eurocentrismo do termo “descobrimento”,
domínio de rotas e acessos. tradicionalmente empregado para designar o “achamento”
- Discutir o eurocentrismo do termo da América, Oceania, Ásia e África, e que desconsidera
“descobrimento”, tradicionalmente por completo a existência de povos nativos nesses
empregado para designar o territórios.
“achamento” da América, Oceania, - Discutir os termos “povoamento” e “ocupação”, que dão a
Ásia e África, e que desconsidera por ideia de terras vazias que teriam sido ocupadas pela
completo a existência de povos nativos
primeira vez pelos europeus.
nesses territórios.
Plano de Ensino 7º ano – Ensino Fundamental. (3o Bimestre)
UNIDADES OBJETOS DE
HABILIDADES CONTEÚDO ATIVIDADES
TEMÁTICAS CONHECIMENTO
- Formação e consolidação das monarquias
(EF07HI07) Descrever os
Nacionais
A formação e o processos de formação e
A organização do - Absolutismo.
funcionamento das consolidação das
poder e as - Centralização do poder nas mãos dos soberanos Destacar qual que foi no contexto desses movimentos
monarquias europeias: monarquias e suas
dinâmicas do que levaram à formação das monarquias que ocorreu a centralização e consolidação das
a lógica da principais características
mundo colonial europeias. monarquias europeias.
centralização política e com vistas à compreensão
americano - Confrontar processos históricos diferentes, como,
os conflitos na Europa das razões da
por exemplo, as monarquias francesa, inglesa e
centralização política.
portuguesa.
- Formas de organização das sociedades
americanas (Pré-colombianas) no tempo da - Destacar as tensões e disputas internas das
conquista. sociedades americanas pré-coloniais como fatores que
- Compreender e relatar como as sociedades fragilizaram o poder central e contribuíram para sua
americanas estavam organizadas à época das derrocada. No México, foram os povos submetidos
(EF07HI08) Descrever as conquistas e em que medida essa organização pelos astecas que se aliaram aos espanhóis por
A conquista da América
formas de organização acabou servindo aos conquistadores para impor considerá-los seus libertadores. No Peru, a guerra
A organização do e as formas de
das sociedades seu domínio e explorar o trabalho desses povos. entre dois herdeiros rivais do Império Inca favoreceu a
poder e as organização política
americanas no tempo da - Destacar as tensões e disputas internas das conquista espanhola. Desmantelada a estrutura política
dinâmicas do dos indígenas e
conquista com vistas à sociedades americanas pré-coloniais como fatores dessas sociedades, os espanhóis escravizaram os
mundo colonial europeus: conflitos,
compreensão dos que fragilizaram o poder central e contribuíram indígenas, transformando costumes e tradições desses
americano dominação e
mecanismos de alianças, para sua derrocada. povos em trabalho compulsório, como foi o caso da
conciliação
confrontos e resistências. - Na América portuguesa, identificar as rivalidades “mita” inca.
entre grupos indígenas que também serviram aos - Na América portuguesa, identificar as rivalidades
colonizadores para cooptar aliados e dominar entre grupos indígenas que também serviram aos
territórios. colonizadores para cooptar aliados e dominar
- Economia açucareira - - Invasão holandesa territórios.
- Invasão Francesa
- Avaliar as consequências da conquista europeia
para os povos nativos da América.
Reconhecer a forte resistência das populações
A conquista da América (EF07HI09) Analisar os ameríndias ao domínio europeu.
- Debates sobre os impactos da conquista europeia da
A organização do e as formas de diferentes impactos da - Compreender que a enorme diferença
América e as formas de resistência das populações
poder e as organização política conquista europeia da populacional entre conquistadores (algumas
indígenas.
dinâmicas do dos indígenas e América para as dezenas) e indígenas (contados aos milhares)
- Pesquisa sobre populações indígenas no Brasil de
mundo colonial europeus: conflitos, populações ameríndias e tornava desvantajosas as armas de fogo dos
hoje, buscando informações em sites oficiais, como Pib
americano dominação e identificar as formas de espanhóis que, a cada disparo, precisavam ser
Socioambiental, Portal Brasil e IBGE.
conciliação resistência. recarregadas. Além disso, que o extermínio
indígena deveu-se, em grande parte, às epidemias
e doenças trazidas pelos europeus, para além da
propalada superioridade tecnológica,
A organização do A estruturação dos (EF07HI10) Analisar, com - Conceituar civilização - Identificar semelhanças entre a América Espanhola e
a América Portuguesa. Identificar aspectos variados da
colonização na América: a administração colonial, a
exploração econômica das colônias, o papel da Igreja,
as formas de tributação, a distribuição da população, o
desenvolvimento urbano, a exploração da mão de obra
base em documentos indígena e africana, o comércio atlântico etc. -
vice-reinos nas
poder e as históricos, diferentes - Economia açucareira Interpretar gravuras e aquarelas que representam
Américas
dinâmicas do interpretações sobre as - Avaliar diferentes pontos de vista sobre a costumes dos povos nativos americanos sob o traço e
Resistências indígenas,
mundo colonial dinâmicas das sociedades organização e o funcionamento das sociedades a visão europeia.
invasões e expansão
americano americanas no período coloniais da América espanhola e/ou portuguesa. - Conceituar “civilização”, uma construção intelectual
na América portuguesa
colonial. europeia que serviu aos colonizadores para qualificar
os índios como selvagens, preguiçosos, canibais,
violentos etc.
- Trabalho interdisciplinar com a habilidade
(EF07GE01), da Geografia, associada ao estudo da
formação territorial do Brasil.
- Priorizar os aspectos da formação histórico-geográfica
do país que dizem respeito à região em que se vive e
- Formação do território brasileiro que podem estar relacionados a motivações
- Bandeirantismo econômicas (busca e exploração do ouro, exploração
A estruturação dos
A organização do (EF07HI11) Analisar a - Missões das drogas do sertão, criação de gado, escravização
vice-reinos nas
poder e as formação histórico- - Economia mineradora indígena e africana, extração do látex etc.), à defesa do
Américas
dinâmicas do geográfica do território da - Investigar e compreender como a colonização território, aos tratados de limites, à fundação de
Resistências indígenas,
mundo colonial América portuguesa por portuguesa, iniciada na área costeira, foi missões, fortes e cidades, a disputas políticas (a posse
invasões e expansão
americano meio de mapas históricos. avançando para o interior, conquistando territórios da Colônia de Sacramento, a guerra do Acre, por
na América portuguesa
dos indígenas e dando ao Brasil sua atual exemplo) ou à formação de quilombos.
configuração geográfica. - Trabalho interdisciplinar com a habilidade
(EF07GE01), da Geografia, associada ao estudo da
formação territorial do Brasil.

- Identificar quais foram os grupos étnico-raciais


(EF07HI12) Identificar a preponderantes na composição da população do Brasil
distribuição territorial da e da sua região, houve mudança na composição
A estruturação dos - Diversidade étnico-racial e étnico-cultural
A organização do população brasileira em populacional, quando isso ocorreu e que fatores
vice-reinos nas (indígena, africana, europeia e asiática.
poder e as diferentes épocas, explicam essa mudança.
Américas - Compreender como se distribuiu a população
dinâmicas do considerando a - Trabalho interdisciplinar com as habilidades
Resistências indígenas, brasileira no território nacional ao longo da história,
mundo colonial diversidade étnico-racial e (EF07GE03) e (EF07GE04), da Geografia, no que se
invasões e expansão identificando, nessa trajetória, sua composição
americano étnico-cultural (indígena, refere ao estudo da formação territorial do Brasil; e
na América portuguesa étnico-racial em diferentes épocas.
africana, europeia e (EF07GE02), do mesmo componente, associada à
asiática). análise da influência de diferentes fluxos econômicos e
populacionais na formação territorial do Brasil.

Plano de Ensino 7º ano – Ensino Fundamental. (4o Bimestre)


UNIDADES OBJETOS DE
HABILIDADES CONTEÚDO ATIVIDADES
TEMÁTICAS CONHECIMENTO
- Entender dimensão do comércio atlântico onde
circulavam pessoas, bens materiais e culturais,
- Mercantilismo plantas e também doenças. Os europeus, ao
- Comércio Triangular chegarem na África, tiveram que estabelecer
- Examinar o comércio atlântico realizado pelos europeus alianças com os reinos africanos. Ademais,
(EF07HI13) Caracterizar a (portugueses, espanhóis, ingleses, holandeses e aqueles que foram submetidos à travessia
Lógicas As lógicas mercantis e o
ação dos europeus e suas franceses) com a América e a África, identificando os oceânica e tornados escravos reorganizaram
comerciais e domínio europeu sobre
lógicas mercantis visando objetivos mercantis, o papel do Estado no controle do suas crenças e interpretações do mundo a partir
mercantis da os mares e o contraponto
ao domínio no mundo comércio e da colonização, a circulação de mercadorias, das condições que possuíam. Não foram
modernidade Oriental
Atlântico. o comércio escravo, a exploração das colônias e as aculturados no sentido literal da palavra.
disputas entre nações europeias decorrentes do domínio - Trabalho interdisciplinar com a habilidade
do comércio atlântico. (EF07GE02), da Geografia, no que se refere à
análise da influência de diferentes fluxos
econômicos e populacionais na formação
territorial do Brasil.
Entender o comércio escravo no Atlântico, o
comércio interno no continente africano e seus
contatos com redes mediterrâneas e índicas.

- Compreender que as práticas mercantis no


Atlântico foram chamadas de “a chamada
primeira globalização da história” pelas
(EF07HI14) Descrever as
mudanças que gerou ao aproximar e integrar
dinâmicas comerciais das - Reconhecer o papel da América e da África no
Lógicas As lógicas mercantis e o economias e sociedades de diferentes lugares
sociedades americanas e comércio atlântico, o que coloca em evidência o
comerciais e domínio europeu sobre do mundo.
africanas e analisar suas comércio de escravos, e reconhecer e relatar as
mercantis da os mares e o contraponto
interações com outras interações desse comércio com outras sociedades,
modernidade Oriental - Trabalho interdisciplinar com Geografia,
sociedades do Ocidente e incluindo o Oriente.
estabelecendo relações entre a globalização do
do Oriente.
passado e dos tempos atuais no que diz respeito
aos meios de transporte, comunicação,
abrangência geográfica, concentração de capital,
mercado consumidor e fornecedor, formas de
consumo e degradação ambiental gerada pela
plantação e pecuária intensiva, pelo
desmatamento e atividade mineradora.
Entender que a escravidão teve traços comuns
ao longo da história, mas seus significados e
formas variaram para cada sociedade e época.
No caso do escravismo praticado entre os
séculos XVI e XIX, é importante destacar três
aspectos: o volume de escravizados arrancados
- Conceituar escravidão e escravismo de sua terra e levados para além-mar (o que
As lógicas internas das - Conceituar servidão medieval tornava praticamente impossível o retorno), a
(EF07HI15) Discutir o
sociedades africanas - Escravidão na idade moderna unicidade racial que associou a cor negra à
Lógicas conceito de escravidão
As formas de - Escravidão moderna condição de escravo e os interesses mercantis
comerciais e moderna e suas distinções
organização das - Compreender a forma e o significado que a escravidão dos Estados europeus escravistas e dos chefes
mercantis da em relação ao escravismo
sociedades ameríndias assumiu na Idade Moderna, isto é, reconhecer as africanos com quem negociavam.
modernidade antigo e à servidão
A escravidão moderna e características que a diferenciam do escravismo antigo e - Entender que as manifestações culturais de
medieval.
o tráfico de escravizados da servidão medieval. origem africana – cirandas, maracatu, jongo,
congada etc. – cujas raízes históricas se
assentam na resistência ao escravismo.
- Trabalho interdisciplinar com a habilidade
(EF07GE02), da Geografia, no que se refere à
análise da influência de diferentes fluxos
econômicos e populacionais na formação
territorial do Brasil.
- Explicar o funcionamento do comércio escravo: como - Debates sobre o comércio escravo em seus
era feito, por quem, de onde e para onde. múltiplos aspectos: interesses mercantis
(EF07HI16) Analisar os - Identificar as rotas do tráfico negreiro, os agentes, as europeus e africanos, entrepostos nas costas
mecanismos e as negociações, os locais de procedência e a venda final. africanas, o navio negreiro. resistência dos
As lógicas internas das
dinâmicas de comércio de - Comércio transatlântico de escravos: ciclo da Guiné escravizados, desequilíbrio político e social nas
sociedades africanas
Lógicas escravizados em suas (século XVI) e de Angola (século XVII), ambos sob a sociedades africanas causado pelas capturas de
As formas de
comerciais e diferentes fases, supremacia portuguesa, da Costa da Mina (Benin e escravos, fluxo de escravos para as Américas
organização das
mercantis da identificando os agentes Daomé, século XVIII) praticado por diversas nações etc.
sociedades ameríndias
modernidade responsáveis pelo tráfico e europeias e o período de tráfico ilegal reprimido pela
A escravidão moderna e
as regiões e zonas Inglaterra (século XIX). Trabalho interdisciplinar com a habilidade
o tráfico de escravizados
africanas de procedência - Tratamento e resistência dos escravizados, (EF07GE02), da Geografia, no que se refere à
dos escravizados. desequilíbrio político e social nas sociedades africanas análise da influência de diferentes fluxos
causado pelas capturas de escravos, fluxo de escravos econômicos e populacionais na formação
para as Américas etc. territorial do Brasil.
Compreender os conceitos de mercantilismo e
capitalismo e estabelecer contraponto com o feudalismo.
- Trabalho com painéis – criar representações
- Compreender que o capitalismo é um fenômeno
gráficas do feudalismo, mercantilismo e
Lógicas (EF07HI17) Discutir as histórico originado na Europa no contexto das
capitalismo.
comerciais e A emergência do razões da passagem do monarquias absolutistas, da exploração colonial e do
- Trabalho interdisciplinar com a habilidade
mercantis da capitalismo mercantilismo para o desenvolvimento mercantil, e que ele separou o mundo
(EF07GE05), da Geografia, associada ao estudo
modernidade capitalismo. antigo e medieval do mundo moderno, impondo formas
da passagem do mercantilismo para o
de viver e de pensar baseadas no acúmulo de bens
capitalismo.
materiais, no trabalho livre e assalariado e na
organização racional do trabalho e da produção.
METODOLOGIA, RECURSOS DIDÁTICOS E AVALIAÇÃO

Ensinar História é muito mais do que consultar e reproduzir aquilo que está descrito nos livros didáticos. É necessário que o professor
explicite sempre o modo do fazer histórico, o qual é fruto das paixões do historiador e da corrente historiográfica com a qual se afina.
A metodologia deve permitir que os alunos adquiram autonomia em busca do conhecimento, problematizando todos os documentos que forem
estudados, e após essa análise, deverão argumentar e defender os pontos que acreditam ter relevância dentro das dimensões estudadas. A
análise crítica dos processos históricos dar-se-á através de:
1) estudo e debate de textos históricos;
2) leitura de mapas, elaboração e análise do espaço histórico;
3) dramatização de narrativas históricas (jornal falado, mímica, pequenas cenas);
4) interpretação de ilustrações históricas, discussões e confecção de painéis;
5) pesquisa de outras fontes históricas para construção do saber histórico;
6) produção de textos reflexivos sobre fatos e contextos históricos.
Os recursos didáticos serão compostos por livros, jornais, revistas, vídeos, músicas, mapas, poemas, quadro de giz, giz, cartazes, charges,
cartum, slides, dentre outros. A avaliação deverá ser formativa, processual, contínua e diagnóstica, uma vez que objetiva a politização do aluno.
Serão avaliados a apropriação de conceitos históricos e o aprendizado de conteúdos estruturantes e conteúdos específicos. Para tanto, serão
utilizadas atividades como: leitura, interpretação e análise de documentos históricos, produção de narrativas históricas, pesquisas bibliográficas,
apresentação de seminários, produção de charges e painéis, trabalho em grupo, questões discursivas, recursos audiovisuais entre outras.
A média bimestral será dada por meio da soma dos resultados das provas e trabalhos realizados pelo educando (duas avaliações por bimestre
no valor de 4,0 pontos cada mais 2,0 pontos de trabalhos realizados durante o bimestre). Ao educando que não atingir a nota integral para sua
aprovação bimestral (7,0) poderá realizar uma recuperação paralela de estudos.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Diretrizes curriculares nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC/SEB, 2013.

________ Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. (Versão final).

________ Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: História/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília:
MEC/SEF, 2001.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação. Departamento de Ensino Fundamental. Cadernos temáticos:
inserção dos conteúdos de história e cultura afro-brasileira e africana nos currículos escolares. Curitiba: SEED, 2005.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação. Diretrizes curriculares de História para a educação básica.
Curitiba: SEED, 2007.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de História para a Educação Básica. Curitiba – PR, 2008.
ESCOLA UP
EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL
Rua: Dr Rosalvo de Melo Leitão, 1400
Goioerê – PR

DISCIPLINA: História. SERIE: 8º Ano. ANO: 2020.


PROFESSORA: Drº. Felipe Fontana.
DIRETRIZES DO ENSINO DE HISTÓRIA NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Todo conhecimento sobre o passado é também um conhecimento do presente elaborado por distintos sujeitos. O historiador indaga
com vistas a identificar, analisar e compreender os significados de diferentes objetos, lugares, circunstâncias, temporalidades, movimentos de
pessoas, coisas e saberes. As perguntas e as elaborações de hipóteses variadas fundam não apenas os marcos de memória, mas também as
diversas formas narrativas, ambos expressão do tempo, do caráter social e da prática da produção do conhecimento histórico. As questões que
nos levam a pensar a História como um saber necessário para a formação das crianças e jovens na escola são as originárias do tempo presente.
O passado que deve impulsionar a dinâmica do ensinoaprendizagem no Ensino Fundamental é aquele que dialoga com o tempo atual. A relação
passado/presente não se processa de forma automática, pois exige o conhecimento de referências teóricas capazes de trazer inteligibilidade aos
objetos históricos selecionados. Um objeto só se torna documento quando apropriado por um narrador que a ele confere sentido, tornando-o capaz
de expressar a dinâmica da vida das sociedades. Portanto, o que nos interessa no conhecimento histórico é perceber a forma como os indivíduos
construíram, com diferentes linguagens, suas narrações sobre o mundo em que viveram e vivem, suas instituições e organizações sociais. Nesse
sentido, “O historiador não faz o documento falar: é o historiador quem fala e a explicitação de seus critérios e procedimentos é fundamental para
definir o alcance de sua fala”. Toda operação com documentos, portanto, é de natureza retórica. Depois, alarga-se ainda mais em direção a outros
povos, com seus usos e costumes específicos. Por fim, parte-se para o mundo, sempre em movimento e transformação. Em meio a inúmeras
combinações dessas variáveis – do Eu, do Outro e do Nós –, inseridas em tempos e espaços específicos, indivíduos produzem saberes que os
tornam mais aptos para enfrentar situações marcadas pelo conflito ou pela conciliação.
Entre os saberes produzidos, destaca-se a capacidade de comunicação e diálogo, instrumento necessário para o respeito à pluralidade
cultural, social e política, bem como para o enfrentamento de circunstâncias marcadas pela tensão e pelo conflito. A lógica da palavra, da
argumentação, é aquela que permite ao sujeito enfrentar os problemas e propor soluções com vistas à superação das contradições políticas,
econômicas e sociais do mundo em que vivemos. Para se pensar o ensino de História, é fundamental considerar a utilização de diferentes fontes e
tipos de documento (escritos, iconográficos, materiais, imateriais) capazes de facilitar a compreensão da relação tempo e espaço e das relações
sociais que os geraram. Os registros e vestígios das mais diversas naturezas (mobiliário, instrumentos de trabalho, música etc.) deixados pelos
indivíduos carregam em si mesmos a experiência humana, as formas específicas de produção, consumo e circulação, tanto de objetos quanto de
saberes. Nessa dimensão, o objeto histórico transforma-se em exercício, em laboratório da memória voltado para a produção de um saber próprio
da história. A utilização de objetos materiais pode auxiliar o professor e os alunos a colocar em questão o significado das coisas do mundo,
estimulando a produção do conhecimento histórico em âmbito escolar. Por meio dessa prática, docentes e discentes poderão desempenhar o
papel de agentes do processo de ensino e aprendizagem, assumindo, ambos, uma “atitude historiadora” diante dos conteúdos propostos, no
âmbito de um processo adequado ao Ensino Fundamental.
Os processos de identificação, comparação, contextualização, interpretação e análise de um objeto estimulam o pensamento .
De que material é feito o objeto em questão? Como é produzido? Para que serve? Quem o consome? Seu significado se alterou no tempo e no
espaço? Como cada indivíduo descreve o mesmo objeto? Os procedimentos de análise utilizados são sempre semelhantes ou não? Por quê?
Essas perguntas auxiliam a identificação de uma questão ou objeto a ser estudado. Diferentes formas de percepção e interação com um mesmo
objeto podem favorecer uma melhor compreensão da história, das mudanças ocorridas no tempo, no espaço e, especialmente, nas relações
sociais. O pilão, por exemplo, serviu para preparar a comida e, posteriormente, transformou-se em objeto de decoração. Que significados o pilão
carrega? Que sociedade o produziu? Quem o utilizava e o utiliza? Qual era a sua utilidade na cozinha? Que novos significados lhe são atribuídos?
Por quê? Um dos importantes objetivos de História no Ensino Fundamental é estimular a autonomia de pensamento e a capacidade de
reconhecer que os indivíduos agem de acordo com a época e o lugar nos quais vivem, de forma a preservar ou transformar seus hábitos e
condutas. A percepção de que existe uma grande diversidade de sujeitos e histórias estimula o pensamento crítico, a autonomia e a formação para
a cidadania. A busca de autonomia também exige reconhecimento das bases da epistemologia da História, a saber: a natureza compartilhada
do sujeito e do objeto de conhecimento, o conceito de tempo histórico em seus diferentes ritmos e durações, a concepção de documento como
suporte das relações sociais, as várias linguagens por meio das quais o ser humano se apropria do mundo. Enfim, percepções capazes de
responder aos desafios da prática historiadora presente dentro e fora da sala de aula. Todas essas considerações de ordem teórica devem
considerar a experiência dos alunos e professores, tendo em vista a realidade social e o universo da comunidade escolar, bem como seus
referenciais históricos, sociais e culturais.
Por todas as razões apresentadas, espera-se que o conhecimento histórico seja tratado como uma forma de pensar, entre várias;
uma forma de indagar sobre as coisas do passado e do presente, de construir explicações, desvendar significados, compor e decompor
interpretações, em movimento contínuo ao longo do tempo e do espaço. Enfim, trata-se de transformar a história em ferramenta a serviço de um
discernimento maior sobre as experiências humanas e as sociedades em que se vive. Retornando ao ambiente escolar, a BNCC pretende
estimular ações nas quais professores e alunos sejam sujeitos do processo de ensino e aprendizagem. Nesse sentido, eles próprios devem
assumir uma atitude historiadora diante dos conteúdos propostos no âmbito do Ensino Fundamental.

OBJETIVOS

1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder e processos e mecanismos de transformação e manutenção das estruturas
sociais, políticas, econômicas e culturais ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar, posicionar-se e intervir no mundo
contemporâneo.
2. Compreender a historicidade no tempo e no espaço, relacionando acontecimentos e processos de transformação e manutenção das
estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais, bem como problematizar os significados das lógicas de organização cronológica.
3. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e proposições em relação a documentos, interpretações e contextos históricos
específicos, recorrendo a diferentes linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, a cooperação e o
respeito.
4. Identificar interpretações que expressem visões de diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um mesmo contexto histórico, e
posicionar-se criticamente com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.
5. Analisar e compreender o movimento de populações e mercadorias no tempo e no espaço e seus significados históricos, levando em conta
o respeito e a solidariedade com as diferentes populações.
6. Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos norteadores da produção historiográfica.
7. Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus
significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.

O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DA HISTÓRIA NO ENSINO FUNDAMENTAL- ANOS FINAIS ESTÁ PAUTADO POR TRÊS
PROCEDIMENTOS BÁSICOS:

1) Pela identificação dos eventos considerados importantes na história do Ocidente (África, Europa e América, especialmente o Brasil),
ordenando-os de forma cronológica e localizando-os no espaço geográfico.
2) Pelo desenvolvimento das condições necessárias para que os alunos selecionem, compreendam e reflitam sobre os significados da
produção, circulação e utilização de documentos (materiais ou imateriais), elaborando críticas sobre formas já consolidadas de registro e de
memória, por meio de uma ou várias linguagens.
3) Pelo reconhecimento e pela interpretação de diferentes versões de um mesmo fenômeno, reconhecendo as hipóteses e avaliando os
argumentos apresentados com vistas ao desenvolvimento de habilidades necessárias para a elaboração de proposições próprias.

PLANEJAMENTO

As temáticas enunciadas na BNCC, do 7º ano, são, resumidamente, as seguintes:


No 7º ano, as conexões entre Europa, América e África são ampliadas. São debatidos aspectos políticos, sociais, econômicos e culturais ocorridos
a partir do final do século XV até o final do século XVIII.
METODOLOGIA, RECURSOS DIDÁTICOS E AVALIAÇÃO

Ensinar História é muito mais do que consultar e reproduzir aquilo que está descrito nos livros didáticos. É necessário que o professor
explicite sempre o modo do fazer histórico, o qual é fruto das paixões do historiador e da corrente historiográfica com a qual se afina.
A metodologia deve permitir que os alunos adquiram autonomia em busca do conhecimento, problematizando todos os documentos que forem
estudados, e após essa análise, deverão argumentar e defender os pontos que acreditam ter relevância dentro das dimensões estudadas. A
análise crítica dos processos históricos dar-se-á através de:
1) estudo e debate de textos históricos;
2) leitura de mapas, elaboração e análise do espaço histórico;
3) dramatização de narrativas históricas (jornal falado, mímica, pequenas cenas);
4) interpretação de ilustrações históricas, discussões e confecção de painéis;
5) pesquisa de outras fontes históricas para construção do saber histórico;
6) produção de textos reflexivos sobre fatos e contextos históricos.
Os recursos didáticos serão compostos por livros, jornais, revistas, vídeos, músicas, mapas, poemas, quadro de giz, giz, cartazes, charges,
cartum, slides, dentre outros. A avaliação deverá ser formativa, processual, contínua e diagnóstica, uma vez que objetiva a politização do aluno.
Serão avaliados a apropriação de conceitos históricos e o aprendizado de conteúdos estruturantes e conteúdos específicos. Para tanto, serão
utilizadas atividades como: leitura, interpretação e análise de documentos históricos, produção de narrativas históricas, pesquisas bibliográficas,
apresentação de seminários, produção de charges e painéis, trabalho em grupo, questões discursivas, recursos audiovisuais entre outras.
A média bimestral será dada por meio da soma dos resultados das provas e trabalhos realizados pelo educando (duas avaliações por bimestre
no valor de 4,0 pontos cada mais 2,0 pontos de trabalhos realizados durante o bimestre). Ao educando que não atingir a nota integral para sua
aprovação bimestral (7,0) poderá realizar uma recuperação paralela de estudos.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Diretrizes curriculares nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC/SEB, 2013.

________ Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017. (Versão final).

________ Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: História/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília:
MEC/SEF, 2001.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação. Departamento de Ensino Fundamental. Cadernos temáticos:
inserção dos conteúdos de história e cultura afro-brasileira e africana nos currículos escolares. Curitiba: SEED, 2005.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação. Diretrizes curriculares de História para a educação básica.
Curitiba: SEED, 2007.

PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de História para a Educação Básica. Curitiba – PR, 2008.