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Tipo de Documento: Especificação Técnica

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Título do Documento:
Cruzetas de Madeira Preservada e não Preservada para
Redes Aéreas de Distribuição de Energia

ÍNDICE
1- Objetivo
2- Âmbito de Aplicação
3- Meio Ambiente
4- Normas e Documentos de Referência
5- Definições
6- Condições Gerais
6.1- Apresentação de Propostas e Aprovação de Documentos
6.2- Informações Sobre o Tratamento
6.3- Características e Espécies
6.4- Preparação e Exigência de Fabricação
6.4.1- Preservativo
6.4.2- Fabricação
6.4.3- Corte
6.4.4- Sazonamento
6.4.5- Pré-tratamento
6.4.6- Separação
6.4.7- Furos e entalhes
6.4.8- Forma e Acabamento
6.4.9- Defeitos
6.4.10- Tratamento Preservativo
6.4.10.1- Processo de Preservação
6.4.10.2- Tipos de Preservativo
6.4.11- Maturação
6.4.12- Fechamento de orifício
6.5- Certificado
6.6- Identificação
6.7- Armazenamento
6.8- Acondicionamento
7- Condições Específicas
7.1- Teor de Umidade

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7.2- Penetração e Retenção


7.3- Resistência a Flexão
8- Garantia
9- Retratamento
10- Inspeção
10.1- Generalidades
10.2- Inspeção na Preparação para Cruzeta Preservada
10.3- Ensaios
10.4- Execução dos Ensaios
10.4.1- Inspeção na preparação
10.4.2- Inspeção Visual
10.4.3- Verificação Dimensional
10.4.4- Identificação das espécies
10.6.5- Verificação da densidade
10.4.6- Verificação do teor de umidade
10.4.7- Penetração e Retenção
10.4.8- Resistência a flexão
10.4.9- Condições de Recebimento
10.4.10- Relatório dos ensaios
10.5- Plano de Amostragem para Ensaios de Recebimento.
11- Aceitação e Rejeição
11.1- Aceitação ou Rejeição nos Ensaios de Recebimento
11.2- Responsabilidades do Fornecedor
12- Registro de Revisão

Anexo A – Espécies de madeiras


Anexo B – Verificação da densidade (g/cm3)
Anexo C – Características e Dados Técnicos
Anexo D – Identificação das cruzetas

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1. FINALIDADE
Esta Especificação estabelece os requisitos mínimos exigíveis para o fornecimento de
cruzetas de madeira, preservadas e não preservadas (puro cerne), destinadas às redes
de distribuição de energia elétrica das distribuidoras CPFL Paulista, CPFL Piratininga,
RGE – Rio Grande Energia e CPFL Jaguariúna (CPFL Jaguari, CPFL Mococa, CPFL
Leste Paulista e CPFL Sul Paulista).

2. AMBITO DE APLICAÇÃO
Departamento de Engenharia e Planejamento;
Departamento de Serviços de Rede das regiões;
Departamento de Gestão de Ativos das regiões;
Departamento de Planejamento de Suprimentos;
Departamento de Qualificação de Materiais e Fornecedores
Departamento de Compras

3. MEIO AMBIENTE
Em todas as etapas da fabricação das cruzetas, deve ser rigorosamente cumprida a
legislação ambiental, especialmente os instrumentos legais listados no item 4, e as
demais legislações estaduais e municipais aplicáveis.

4. NORMAS E DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA


A presente Especificação está de acordo com o estabelecido no Decreto nº 58.016 de
18.03.66, que regulamenta a Lei nº 4797, de 22.10.65, sendo ainda necessário
consultar as seguintes Especificações:
NBR 5426 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos –
Procedimentos.
NBR 5427 - Guia de utilização da NBR 5426.
NBR 5429 - Plano de amostragem e procedimentos na inspeção – Procedimentos.
NBR 6232 - Poste de madeira - Penetração e retenção de preservativo em Postes de
Madeira – Método de ensaio.
NBR 8458 - Cruzetas de Madeira para Rede de Distribuição de Energia Elétrica –
Especificação.
ASTM D 2017/81 - Accelerated laboratory test of natural decay resistence of woods.
AWPA P5 - Standards for water-borne preservatives.
AWPA-C-25 - Sawn crossarms-preservatives treatment by pressure processes.
Relatório RTD CODI – 3.1.18.01.0 - Parte 2 de 30.11.90
Relatório RTD CODI – 3.1.18.01.0 - Parte 3 de 30.11.90

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Portarias IBAMA nº 83-N de 26.009.91 e nº 6-N de 15.01.92

5. DEFINIÇÕES
Agentes Biológicos: são organismos (fungos e insetos) xilófagos que atacam a
madeira, comprometendo a sua durabilidade.
Alburno: parte externa do tronco de uma árvore que geralmente se distingue da parte
interna, pela sua cor mais clara. Normalmente, o alburno contém substâncias de
reserva (como, por exemplo, o amido) e é permeável a passagem de líquidos.
Apodrecimento: é a decomposição da matéria que forma a madeira, causada pela ação
destruidora de alguns fungos, reconhecida pela deterioração da madeira que se
apresenta fraca, esponjosa, filamentosa, gretada e descorada.
Chanfro ou Bisel: arredondamento das quatro arestas, no sentido longitudinal da
cruzeta.
Casca: todos os tecidos que ficam por fora do cilindro do lenho das árvores.
Carga de Ruptura: carga que provoca a ruptura da peça em uma seção transversal. A
ruptura é definida pela carga máxima indicada no aparelho de medida dos esforços,
carregando-se a peça de modo contínuo e crescente.
Cerne: parte do lenho constituída por camadas internas que, na árvore em
crescimento, cessaram de conter células vivas e cujas substâncias de reserva (como,
por exemplo, o amido) foram consumidas ou transformadas em outras peculiares do
cerne.
Cruzeta: peça de madeira de eixo sensivelmente retilíneo, sem emendas, destinada a
suportar condutores e equipamentos de redes aéreas de distribuição de energia
elétrica.
Cruzeta Preservada: aquela cujo alburno contém preservativo em quantidade suficiente
para protegê-la dos agentes biológicos.
Curvatura: desvio de direção do eixo da cruzeta.
Durabilidade: propriedade da madeira em resistir, em maior ou menor grau, ao ataque
de agentes biológicos, sob condição normal de uso.
Empilhamento: operação de dispor as cruzetas em determinadas formas, para
secagem ou armazenamento.
Entalhe: corte de superfície plana localizado na face da cruzeta e normal aos furos.
Fenda: separação do tecido lenhoso, ao longo das fibras longitudinais da madeira,
nitidamente visível em uma face ou ambas as faces opostas, e nesse caso denominada
fenda diametral.
Furos: abertura cilíndrica e perpendicular ao eixo longitudinal da cruzeta, passando
pelo eixo e destinada à fixação de materiais, equipamentos e cabos.

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Greta: separação da madeira no sentido radial, cujo desenvolvimento não chega a


afetar a superfície da cruzeta.
Ingrediente Ativo: padrão em cujos termos se define usualmente a composição
ponderal, em porcentagem das formulações preservativas. Esses padrões podem ser
elementos como flúor e boro, óxidos como o Cu0, Cr03 e As2O5. Não serão expressos
em ingredientes ativo os compostos cuja finalidade é a de omitir a corrosão ou acertar
o ph da solução preservativa.
Madeira sã: madeira cuja estrutura não foi afetada por agentes biológicos.
Madeira Preservada; a que contém preservativo em quantidade suficiente, de maneira
a aumentar significativamente a sua resistência aos agentes biológicos.
Nó: parte inicial de um galho, remanescente da cruzeta, de cor mais escura, mais duro
e quebradiço do que a madeira circundante, apresentando em relação a esta, uma
aderência relativamente fraca.
Orifício: defeito que se manifesta como abertura da seção aproximadamente circular,
originada especialmente pelo desprendimento de um nó.
Preservativo de Madeira: substância ou formulação química de composição e
características definidas, que deve apresentar as seguintes propriedades:
- Alta toxidez para os agentes biológicos;
- Alta penetrabilidade através dos tecidos lenhosos permeáveis;
- Alto grau de fixidez nos tecidos lenhosos;
- Incorrosividade para os metais;
- Inocuidade para as características físicas e mecânicas da madeira;
- Segurança para manipulação;
- Ser inofensivo à saúde do ser humano;
- Alta estabilidade química.
Processo de Preservação: conjunto de operações destinadas a aplicar o preservativo
na madeira, resultando numa impregnação adequada dos tecidos lenhosos, sem
ocasionar lesões prejudiciais à estrutura das peças ou alterações sensíveis em suas
características físico-mecânicas.
Racha: separação dos tecidos lenhosos, ao longo das fibras entre dois anéis de
crescimento.
Retenção: quantidade de preservativo, contida de maneira uniforme num volume de
madeira, expressa em kg de ingrediente ativo de preservativo por m3 de madeira
tratável.
Ruptura de cruzeta: rompimento da peça em uma seção transversal. É definida quando
se atinge a carga máxima do ensaio, denominada “carga de ruptura”.
Secagem ao ar: processo natural de eliminação da umidade da madeira, unicamente
pela livre circulação do ar em torno das peças.

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Tratamento Preservativo: tratamento a que se submete a cruzeta com substâncias


letais aos agentes biológicos, visando a proteção da peça.
Veio: disposição em direção longitudinal, dos elementos constitutivos da madeira. Pode
ser expresso como veio direto, inclinado, entrelaçado, etc.
Veio inclinado: veio que se desvia da direção longitudinal da cruzeta.
Resistência Nominal (RN = 400 daN): valor da resistência indicada e garantida pelo
fornecedor, que a peça deve suportar continuamente, na direção e sentido indicados,
no plano de aplicação e passando pelo eixo da peça, de grandeza tal que não produza,
em nenhum plano transversal, momento fletor que prejudique a qualidade dos
materiais, trincas, exceto as capilares.
Limite de Carregamento Excepcional (1,4 . RN): corresponde a uma sobrecarga de
40% sobre a resistência nominal.
Flecha: distância retilínea entre duas posições do mesmo ponto de referencia, situado
no plano de aplicação dos esforços, devido à deformação provocada por esses
esforços.
Flecha Residual: flecha que permanece após a remoção dos esforços, determinada por
condições especificadas.
Miolo ou Medula: é o núcleo do lenho, formado por tecido primário de natureza
paraquimantosa e circundado pelas camadas de crescimento.

6. CONDIÇÕES GERAIS
6.1- Apresentação de propostas e aprovação de documentos
O fornecedor deverá enviar, juntamente com a proposta, ao dados técnicos
relacionados no Anexo C.
As propostas devem conter claramente as seguintes informações mínimas, conforme
modelo do Anexo C:
a) Referência a esta Especificação;
b) Espécie de madeira a ser fornecida;
c) Tipo de tratamento e preservativo utilizados (quando aplicável);
d) Relação de subfornecedores de qualquer natureza e comprovação de que atendem
à legislação ambiental;
e) Cópia dos documentos comprovatórios do cumprimento da legislação;
f ) Métodos de descarte recomendados, para as cruzetas inutilizadas, em
conformidade com a legislação ambiental brasileira;
g) Disponibilidade do proponente e as condições para receber de volta as cruzetas de
sua fabricação (e de outros fabricantes), quando inutilizadas ou com a vida útil
terminada.

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6.2- Informações sobre o tratamento


No caso de cruzetas preservadas, o fornecedor deve manter um registro de cada lote,
constando as medições efetuadas no tratamento (pressão, temperatura, duração e
consumo de preservativo). Os registros devem ser apresentados a concessionária ou
ao(s) inspetor(es), quando solicitado.

6.3- Características e espécies


As cruzetas devem ser confeccionadas de puro cerne ou cerne alburno com tratamento
preservativo conforme item 6.4.10.
6.3.1- As árvores abatidas para confecção das cruzetas devem ser de espécies
botânicas permitidas pela legislação.
6.3.2- As espécies para cruzeta não preservada devem ser de puro cerne e estar de
acordo com o Anexo A. Quando solicitado, o fornecedor deve apresentar a
“comprovação da espécie” da madeira utilizada.
6.3.3- As espécies para cruzeta preservada devem estar de acordo com o Anexo A;
6.3.4- Outras espécies podem ser aceitas desde que previamente aprovadas e
atendidas as características mecânicas, densidade igual ou superior a 0,81
g/cm3 e alta resistência aos agentes apodrecedores quando submetidas aos
ensaios previstos na Especificação ASTM D 2017/81. Os ensaios deverão ser
realizados em órgãos competentes para tal, sendo que os custos correrão
integralmente por conta do fornecedor.
6.3.5- Na retirada das cruzetas das toras, não devem ser aproveitados os miolos ou
medulas.
6.3.6- As cruzetas preservadas devem ser confeccionadas de madeira com tratamento
preservativo, conforme item 6.4.10.

6.4- Preparação e exigência de fabricação


6.4.1- Preservativo
6.4.1.1- O preservativo para tratamento deve apresentar:
a.)Alta toxidez ao organismo xilófago;
b.)Alta penetrabilidade através do tecido lenhoso;
c.) Alto grau de fixidez no tecido lenhoso;
d.)Não corrosividade ao metal;
e.)Imprejudicabilidade as características físicas e mecânicas da madeira.
6.4.1.2- Para tratamento das cruzetas deve ser utilizado um dos seguintes
preservativos:
- Hidrossolúvel a base de cobre, cromo e arsênio (CCA, tipos A, B e C);
- Hidrossolúvel a base de cobre, cromo e boro (CCB);
- Hidrossolúvel a base de cobre, cromo, arsênio em solução amoniacal (ACA);

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6.4.1.3- O preservativo para pré-tratamento deve conter fungicida e inseticida de ação


temporária e não pode, de forma alguma, afetar ou interferir no processo de
preservação.

6.4.2- Fabricação
6.4.2.1- Preparação para o Tratamento Preservativo
6.4.2.1.1- Toda cruzeta colocada na usina de preservação de madeiras, que provenha
de órgão de recebimento do comprador ou diretamente do fornecedor, deve ser
inspecionada no pátio de recebimento de acordo com esta Especificação e com
a Norma NBR 8458, no que não estiver em conflito com esta, sendo separadas
nos seguintes grupos:
a.) Em perfeitas condições;
b.) Rejeitadas para o uso em redes de distribuição.
6.4.2.1.2- O grupo considerado em perfeitas condições deve ser logo separado, e em
seguida passado à secagem.
6.4.3- Corte
As cruzetas devem ser obtidas através do corte de árvores vivas, retas e sãs.

6.4.4- Sazonamento
As cruzetas devem, antes da aplicação do preservativo, ser submetidas ao
processo de sazonamento de acordo com a NBR-8456 ou outro processo que
comprove a sua eficácia.

6.4.5- Pré-tratamento
6.4.5.1- Quando a agressividade biológica exigir, a cruzeta de madeira deve receber
preservação profilítica (pré-tratamento), em todas as faces, que contenham
alburno, imediatamente após sua obtenção e periodicamente, em função do
regime de chuvas, tipo de pilhas e período de estocagem, até, que atinjam o teor
de umidade previsto no item 7.1 em torno do ponto de saturação das fibras.
6.4.5.2- O pré-tratamento é particularmente recomendável quando as condições do
pátio de secagem forem favoráveis ao ataque de insetos e fungos.

6.4.6- Separação
As cruzetas devem ser separadas, sempre que possível, em grupos de mesma
espécie, ou de espécies com permeabilidades semelhantes ao tratamento
preservativo, mesma forma, dimensões, teor de umidade e estar adequadamente
reunidas de modo a propiciar uniformidade dos índices de retenção.

6.4.7- Furos e entalhes

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Os furos e entalhes devem ser feitos antes do tratamento preservativo.


Os furos para parafusos devem ser perpendicularmente às faces dos entalhes.

6.4.8- Forma e Acabamento


As cruzetas devem ter a forma e dimensão conforme Padronização específica,
serem isentas de defeitos e devidamente aparelhadas.

6.4.9- Defeitos
As cruzetas devem ser isentas dos seguintes defeitos:
a.)Sinais de ataque de agentes biológicos;
b.)Avarias provenientes do corte ou transporte;
c.) Fraturas transversais;
d.)Orifícios, pregos, cavilhas ou quaisquer peças metálicas não especificamente
autorizadas;
e.)Sinuosidade em qualquer trecho;
f.) Rachas;
g.)Fibras reversas.
h.)Curvaturas;
i.) Depressões acentuadas;
j.) Fendas;
k.) Veios inclinados ou espiralados;
l.) Bolsa de Resina;
m.) Nós ou orifícios de nós em qualquer trecho;

6.4.10- Tratamento Preservativo


6.4.10.1- Processo de Preservação
6.4.10.1.1- As cruzetas fabricadas com as espécies de madeira do Anexo A, com
presença de alburno, devem ser submetidas a tratamento preservativo.
6.4.10.1.2- O tratamento preservativo coberto por esta Especificação compreende a
impregnação sob pressão em autoclave das cruzeta e deve ser realizado pelo
processo de célula cheia, usualmente conhecido como Burnett para preservativos
hidrossolúveis e realizado à temperatura ambiente.
6.4.10.1.3- Na impossibilidade de agrupar as cruzetas em lotes com permeabilidades
semelhantes, a programação do tratamento, bem como a concentração da
solução, deve ser ajustada para a espécie botânica menos permeável ao
tratamento.
6.4.10.1.4- O controle da retenção, durante o processo de preservação, deve ser
baseado nas variações dos níveis de solução no tanque de serviço e medido até
a obtenção da retenção desejada, conforme item 7.2.c).
6.4.10.1.5- O fornecedor, plenamente responsável pela integral eficiência do processo
de preservação adotado, garantindo a penetração e a retenção, conforme item

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7.2, sem a aplicação de pressões que possam comprometer a resistência


mecânica da cruzeta de madeira.
6.4.10.2- Tipos de Preservativo
Poderão ser utilizados os preservativos hidrossolúveis CCB, CCA e ACA.
6.4.10.2.1- Preservativo hidrossolúvel à base de cobre, cromo e boro (CCB)
Os ingredientes ativos do CCB devem entrar na seguinte composição:
Cromo hexavalente, calculado como CrO3 – 63,5 %;
Boro, calculado como B – 10,5 %;
Cobre, calculado como Cu – 26,0 %.
O sal seco (ou a solução preservativa), deve ser formulado com produtos de
pureza acima de 95 %, base anidra, que possam fornecer os elementos Cu, Cr e
B acima citados.
O preservativo comercial deve trazer especificado o conteúdo total dos
ingredientes ativos acima mencionados. As porcentagens indicadas nesse item
podem sofrer uma variação de até 1/20 do valor, para mais ou para menos.
6.4.10.2.2- Preservativo hidrossolúvel à base de cobre, cromo e arsênio (CCA)
a.) Os ingredientes ativos do CCA tipo A devem entrar na seguinte composição:
- Cromo hexavalente, calculado como CrO3 – 65,6 %;
- Cobre, calculado como CuO – 18,1 %;
- Arsênio, calculado como As2O5 – 16,4 %.
b.) Os ingredientes ativos do CCA tipo B devem entrar na seguinte composição:
- Cromo hexavalente, calculado como CrO3 – 35,3 %;
- Cobre, calculado como CuO – 19,6 %;
- Arsênio, calculado como As2O5 – 45,1 %.
c.) Os ingredientes ativos do CCA tipo C devem entrar na seguinte composição:
- Cromo hexavalente, calculado como CrO3 – 47,5 %;
- Cobre, calculado como CuO – 18,5 %;
- Arsênio, calculado como As2O5 – 34,0 %.
O sal seco (ou a solução preservativa), deve ser formulado com produtos de
pureza acima de 95 %, base anidra, que possam fornecer os elementos Cr, Cu e
As citados.
O preservativo comercial deve trazer especificado o conteúdo total dos
ingredientes ativos acima mencionados. As porcentagens indicadas nesse item
podem sofrer uma variação de até 1/20 do valor, para mais ou para menos.
6.4.10.2.3- Preservativo hidrossolúvel à base de arsênio e cobre em solução amoniacal
(ACA)
Os ingredientes ativos de preservativos ACA devem entrar na seguinte
composição:

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Cobre, calculado como CuO – 49,8 %;


Arsênio, calculado como As2O5 - 50,2 %.
O aparecimento, acima especificado, deve ser dissolvido em uma solução
amoniacal contendo NH3 em peso de 1,5 a 2,0 vezes a quantidade de CuO.
O sal seco (ou a solução preservativa), deve ser formulado com produtos de
pureza acima de 95 %, base anidra, que possam fornecer os elementos Cu e As
citados.
O preservativo comercial deve especificar a quantidade total dos ingredientes
ativos nele presentes. As porcentagens indicadas neste item , quando se
referirem à composição do preservativo presente na solução de tratamento,
podem sofrer uma variação até os limites mínimos de 47,7 % e 47,6 %
respectivamente, para CuO e o As2O5.
6.4.11- Maturação
Após a preservação, a cruzeta de madeira preservada deve ser armazenada para que
ocorram as reações de fixação, por um período de 15 (quinze) dias.

6.4.12- Fechamento de orifício


Qualquer orifício desnecessário presente na cruzeta de madeira preservada,
especialmente aqueles remanescentes da retirada de amostra para o controle da
qualidade, devem ser obstruídos com tarugo de madeira de comprovada resistência
natural.

6.5- Certificado
A usina de preservação de madeiras deve fornecer certificado que indique:
a.) Espécie botânica da cruzeta de madeira preservada;
b.) Resultados obtidos nos ensaios previstos no item 10.3.

6.6- Identificação
As cruzetas devem apresentar em uma de suas extremidades laterais a seguinte
identificação de forma legível e indelével, a ser gravada em baixo relevo em placa de
alumínio anodizado ou por gravação à fogo direto na cruzeta, conforme Anexo D:
a.) Nome ou marca do fornecedor;
b.) Mês e ano de fabricação;
c.) Espécie da madeira (abreviatura conforme Anexo A);
d.) Tipo de preservativo utilizado, quando aplicável.

Nota: Quando em placa de alumínio anodizado, a fixação da mesma deverá ser feita
com pregos galvanizados.

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6.7- Armazenamento
As cruzetas devem ser empilhadas a pelo menos 400 mm acima do solo, sobre apoios
de metal, concreto ou madeira preservada, de maneira que as mesmas não
apresentem flechas devido ao seu peso próprio. A estocagem deve ser feita de
maneira que permita ventilação entre as peças, à sombra e em local livre de vegetação
e detritos, por um período de 15 dias para melhor retenção e acomodação do
preservativo, após o que devem ser liberadas para serem submetidas aos ensaios de
penetração e retenção.

6.8- Acondicionamento
A cruzeta deverá ser embalada conforme orientação e acondicionada conforme NBR
8458.

7. CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
7.1- Teor de umidade
7.1.1- Cruzetas de madeira não preservada: o teor de umidade médio de um lote não
deve ser superior a 20%.
7.1.2- Cruzeta de madeira preservada: o teor de umidade médio de um lote a ser
submetido ao tratamento preservativo não deve ser superior a 25%.
7.1.3- Para qualquer cruzeta de madeira, individualmente, admite-se um acréscimo de
2% no índice estabelecido.

7.2- Penetração e retenção


Para as cruzetas preservadas, fabricadas com as madeiras relacionadas no Anexo A,
são aplicáveis os seguintes requisitos, referentes ao tratamento preservativo:
a.) Os ingredientes ativos dos preservativos utilizados (CCA, CCB e ACA) e demais
características devem estar de acordo com item 6.4.10.2.;
b.) A penetração do preservativo deve atingir integralmente todo o alburno, em
qualquer ponto da cruzeta de madeira preservada;
c.) O índice de retenção de preservativo de cada cruzeta deve ser, no mínimo, 6,4 kg
de ingredientes ativos na base óxida por m3 de alburno preservado;
d.) As cruzetas não devem apresentar excesso de preservativo para que sejam
recebidas e utilizadas.

7.3- Resistência a flexão


7.3.1- Resistência Nominal (RNom)
Quando aplicada a Resistência Nominal deverão ser atendidos os valores
estabelecidos na tabela abaixo, não devendo, ainda, apresentar trincas, exceto as
capilares.

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Carregamentos x flechas admissíveis


Comprimento Ensaio Descrição do Carregamento Resistência Flecha (mm)
“L“ (mm) (daN) Máxima Residual Máxima
Nominal (RNom) 400 20 3
2000 Figura 1 Máximo excepcional (1,4 x R ) 560 28 5
Nom

Mínimo de Ruptura (2 x RNom) 800 - -

7.3.2- Limite de Carregamento Excepcional (1,4 x RNom)


Quando submetidas a uma carga excepcional correspondente ao limite de
carregamento excepcional, aplicada conforme figura 1, as cruzetas não devem
apresentar flechas superiores aos valores constantes na tabela acima. Após a retirada
desta carga, deve-se verificar o fechamento das trincas.
7.3.3- Carga de Ruptura (2RNom)
As cruzetas devem apresentar uma carga de ruptura mínima, conforme tabela acima.

8. GARANTIA
8.1- A aceitação do pedido pelo fornecedor implica na aceitação incondicional de todos
os requisitos desta Especificação.
8.2- A cruzeta de madeira não preservada (puro cerne) deve ter garantia contra
qualquer falha das unidades do lote fornecido, independente dos resultados da
inspeção realizada pela concessionária no recebimento, por um período de 36
(trinta e seis) meses a partir da data de fabricação ou 24 (vinte e quatro) meses a
partir da data de entrega, sendo sempre o que ocorrer por último.
8.3- A cruzeta de madeira preservada deve ter garantida contra qualquer falha das
unidades do lote fornecido, independente dos resultados da inspeção realizada
pela concessionária no recebimento, por um período de 15 (quinze) anos,
contados a partir da data de preservação, observando-se as seguintes condições:
a.)Admite-se, no decorrer, dos primeiros cinco anos de garantia, uma falha total
de 1%;
b.)Do 6º ao 10º ano, admite-se 1% de falhas para cada período de 1 (um) ano,
acumulando-se, no máximo, 6% de falhas no fim do 10º ano;
c.) Do 11º ao 15 º ano, admite-se 2% de falhas para cada período de 1 (um) ano,
acumulando-se, no máximo, 16% de falhas permitidas no fim do período de
garantia (15 anos).
8.3.1- Considera-se falha, para efeito dessa garantia, o ataque de fungos
(apodrecimento), térmitas ou qualquer outro organismo xilófago, no alburno ou
cerne, exigindo-se, nesse caso, a troca da cruzeta. Para constatar as falhas, são
aplicáveis as diretrizes da Norma AWPA M13.

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8.3.2- Durante as inspeções e/ou manutenções das cruzetas ou em épocas


posteriores, o fornecedor pode constatar o estado das peças substituídas.
8.4- Se o total acumulado de unidades que apresentarem falhas, dentro do período de
garantia, ultrapassar os valores especificados no item 8.3, a concessionária terá o
direito de exigir a indenização de todo o lote fornecido.
8.5- O fornecedor compromete-se a indenizar a concessionária por toda a substituição
por falha de cruzetas além dos limites estabelecidos anteriormente.
8.5.1- A indenização independe do motivo da falha (preservação inadequada ou defeito
do material) ou do local de estocagem e aplicação, salvo no caso de
armazenamento impróprio pela concessionária que não atenda ao item 6.7 ou uso
inadequado.
8.5.2- A indenização consiste na reposição das cruzetas substituídas por material
idêntico e novo, no custo do seu transporte e da mão-de-obra de retirada e
instalação de todos os equipamentos da estrutura.

9. RETRATAMENTO
As cruzetas de madeira preservada que não atendam as exigências de penetração e
retenção requeridas nesta Especificação podem ser submetidas a um novo tratamento,
desde que não seja tratada por mais de três vezes.

10. INSPEÇÃO
10.1- Generalidades
10.1.1- Todos os ensaios devem, obrigatoriamente, ser realizados nas instalações do
fornecedor, na presença de inspetor(es) da concessionária.
10.1.2- A concessionária se reserva o direito de enviar inspetor(es) devidamente
credenciado(s) para assistir(em) as inspeções e a quaisquer das fases de
preparação, especialmente a inspeção geral e os ensaio.
10.1.3- O fornecedor deve dispor, para execução dos ensaios, de pessoal e
aparelhagem, próprios ou contratados (desde que aprovados pela
concessionária). Fica assegurada ao(s) inspetor(es) da concessionária, o direito
de familiarizar-se em detalhes com as instruções ou equipamentos usados,
estudar sua instruções e desenhos e verificar as aferições dos aparelhos. É
assegurado também, o direito de acompanhar as inspeções e os ensaios, conferir
resultados e, em caso de dúvida, efetuar novas inspeções e exigir a repetição de
qualquer ensaio.
10.1.4- O fornecedor deve comunicar a concessionária, com 15 (quinze) dias de
antecedência, a data em que as cruzetas estiverem prontas para inspeção.
10.1.5- O fornecedor deve apresentar ao(s) inspetor(es) da concessionária certificados
de aferição dos instrumentos de seu laboratório, ou do laboratório contratado, a

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serem utilizados na inspeção, em medições e ensaios do material ofertado. Os


certificados devem ser emitidos por órgão homologado pelo INMETRO – Instituto
Brasileiro de Normalização, Metrologia e Qualidade Industrial, ou por organização
oficial similar em outros países, devendo os mesmos estarem de acordo com o
prazo de validade da aferição. O não cumprimento dessa exigência poderá
acarretar a desqualificação do laboratório.
10.1.6- Todas as normas, especificações e desenhos citados como referência devem
estar à disposição do(s) inspetor(es) da concessionária, no local da inspeção.
10.1.7- Os subfornecedores devem ser cadastrados pelo fornecedor sendo este o único
responsável pelo controle daqueles, devendo ser assegurado a concessionária o
acesso à documentação de avaliação técnica constante desse cadastro.
10.1.8- Cada lote apresentado para inspeção de recebimento, quando constituído de
mais de uma espécie, as mesmas deverão ser agrupadas por espécies botânicas
e de mesmo período de tratamento.
10.1.9- A critério da concessionária, o fornecedor pode substituir a execução de
qualquer ensaio de tipo pela substituição do certificado de ensaio executado em
cruzetas idênticas.
10.1.10- As repetições, quando solicitadas pela concessionária, correm por conta
destas somente se as peças forem aprovadas. Caso contrário, serão por conta do
fornecedor.
10.1.11- Antes dos ensaio de recebimento devem ser feitos em cada lote uma inspeção
visual para que sejam verificados o acabamento e a conformidade geral com esta
Especificação.
10.1.12- A concessionária se reserva o direito de exigir a repetição de ensaios em lotes
já aprovados. Nesse caso, as despesas serão de responsabilidade:
a.) Da concessionária, se as unidades ensaiadas forem aprovadas na segunda
inspeção;
b.) do fornecedor, em caso contrário.

10.2- Inspeção na preparação para cruzeta preservada


A inspeção na preparação compreende:
a.) Identificação das espécies de madeira;
b.) Verificação do sazonamento, da separação e do armazenamento;
c.) Verificação do teor de umidade.
d.) Seleção e identificação de todas as amostras que deverão ser submetidas ao
ensaio de retenção após o tratamento preservativo.

10.3- Ensaios
Ensaios de Recebimento

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Os ensaios de recebimento devem ser efetuados na presença do(s) inspetor(es) da


concessionária.
Os ensaios de recebimento são os seguintes:
a.) Inspeção visual;
b.) Verificação dimensional;
c.) Verificação da densidade mínima (g/cm3);
d.) Identificação da espécie botânica;
e.) Verificação do teor de umidade;
f.) Penetração, quando aplicável;
g.) Retenção, quando aplicável;
h.) Resistência à flexão.

Os ensaios de recebimento efetuados antes do tratamento preservativo são os ensaios


das alíneas a.), b.), c.), d.), e e.).
Os ensaios de recebimento efetuados após o tratamento preservativo são os ensaios
das alíneas a.), f.), g.) e h.).

10.4- EXECUÇÃO DOS ENSAIOS


10.4.1- Inspeção na preparação
A inspeção na preparação compreende a verificação das espécies de madeira, do
sazonamento, da separação, do armazenamento, do teor de umidade e a seleção
e identificação de todas as amostras que deverão ser submetidas ao ensaio de
retenção após o tratamento preservativo.
10.4.2- Inspeção Visual
Antes de ser efetuado o ensaio para verificação do teor de umidade, deve-se
fazer uma inspeção visual para comprovação de que as cruzetas estão em
conformidade com a classificação requerida e para verificação das seguintes
características:
a.) Forma e acabamento, conforme item 6.4.8;
b.) Defeitos, conforme item 6.4.9;
c.) Identificação, conforme item 6.6.
10.4.3- Verificação Dimensional
Na verificação dimensional deve-se verificar se as cruzetas possuem dimensões e
furações de acordo com os desenho do Anexo E.

10.4.4- Identificação das espécies


Deve-se verificar se as espécies botânicas empregadas na confecção das
cruzetas estão de acordo com aquelas previstas no Anexo A. O procedimento de
identificação das espécies consiste em retirar um corpo-de-prova com espessura

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de 10 mm e enviar para ABPM – Associação Brasileira de Preservadores de


Madeira ou outro órgão competente para realização do laudo técnico.

10.6.5- Verificação da densidade


O(s) inspetor(es) deverá(ão) selecionar as amostras conforme o plano de amostragem
do item 10.5.1.2, pesar e medir o teor de umidade das cruzetas segundo o item 7.1. e
verificar, através do Anexo B, se a densidade mínima correspondente é maior ou igual
à 0,81 g/cm3.
Sendo:
A fórmula utilizada para o cálculo é: PC = peso da cruzeta verificado, em g;
L = comprimento da cruzeta, em cm;
b = largura da seção transversal da cruzeta,
Pc
D ≥ em cm;
⎛ ⎞ h = altura da seção transversal da cruzeta,
⎜ 1 + U ⎟ em cm;
⎜ 100 ⎟
[( L × b × h ) − k ] × ⎜ ⎟ U = teor de umidade medido, em porcentual;
1 ,15 3
⎜ ⎟ D = densidade da cruzeta, em g/cm ;
⎜ ⎟
⎝ ⎠ k = volume de madeira equivalente aos furos
3 3
e biséis, em cm (850cm para cruzeta de
2,00 m)
10.4.6- Verificação do teor de umidade
10.4.6.1- As cruzetas devem apresentar, após o período de sazonamento, teor de
umidade conforme item 7.1.
10.4.6.2- O teor de umidade de uma cruzeta, quando determinado por medidor do tipo
resistência ou processo com retirada de amostras de cruzeta, deve ser a média
de três medições, efetuadas em pontos distanciados de pelo menos 0,5 (meio )
metro e a uma profundidade de 1/5 (um quinto) da menor dimensão da seção
transversal da cruzeta.
10.4.7- Penetração e Retenção (quando aplicável)
As cruzetas devem satisfazer as exigências de penetração e retenção de
preservativo especificadas em 5.2.
Para o ensaio de retenção devem ser adotados os seguintes critérios:
a.) A execução do ensaio deve ser conforme a NBR 6232;
b.) As análises devem ser efetuadas individualmente para cada cruzeta da
amostra;
c.) Para a formação dos corpos-de-prova, devem se retiradas baquetas de 5 mm
de diâmetro, totalizando 3,50 g de alburno;
d.) As baquetas devem ser retiradas de regiões da cruzeta com presença
somente de alburno, tomando-se o cuidado para não atingir o cerne da
madeira;
e.) Os orifícios oriundos da retirada de baquetas para análise devem ser
firmemente fechados com tarugos de cerne de madeira das espécies
relacionadas no Anexo A..
10.4.8- Resistência a flexão

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As cruzetas devem satisfazer as exigências de flechas e carga de ruptura


prevista em 5.3.

Figura 1: Arranjo para o Ensaio de Resistência à Flexão para cruzetas de 2.000.

Nota:
Os dois esforços (P) devem ser iguais e aplicados simultaneamente em cada face da
cruzeta com velocidade máxima de aplicação de 2 cm/min. Deverão ser ensaiadas as
quatro faces da cruzeta não simultaneamente e as flechas medidas em ambos os topos
da cruzeta.
10.4.9- Condições de Recebimento
Os ensaios previstos em 8.3.4 devem ser realizados 15 dias após o tratamento
preservativo para cruzetas de madeira preservada.

10.4.10- Relatório dos ensaios


10.4.10.1- Os relatórios dos ensaios, a serem preparados pelo fornecedor, devem
conter no mínimo, as seguintes informações:
a) Nome ou marca comercial do fornecedor;
b) Número da Autorização de Fornecimento de Material;
c) Data (mês e ano) da preservação das cruzetas;
d) Indicação do preservativo usado, mencionando a composição e a procedência,
confirmadas por certificado;
e) Tamanho do lote, número e identificação das unidades amostradas e
ensaiadas;
f) Nomes legíveis e assinaturas do(s) inspetor(es) da concessionária e do
responsável pelos ensaios.
10.4.10.2- Devem ser fornecidos relatórios separados para cruzetas com
características diferentes, mesmo quando pertencentes ao mesmo Pedido de
Compra.
10.4.10.3- O material não será liberado pela concessionária, enquanto não lhe forem
entregues os relatórios dos ensaios de retenção e identificação das espécies
botânicas.

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10.5- Plano de amostragem para ensaios de recebimento.

10.5.1- Amostragem para os Ensaios de Recebimento


Para cada ensaio realizado nas cruzetas deve ser utilizado um plano de
amostragem como segue:
10.5.1.1- A inspeção visual deve ser processada em todas as cruzetas (inspeção
100%).
10.5.1.2- O tamanho da amostra ou séries de tamanho de amostras (número de
cruzetas de cada lote a ser inspecionado) e o critério de aceitação do
lote(número de aceitações e rejeições) para controle dimensional, identificação
das espécies e verificação do teor de umidade e densidade devem estar de
acordo com a tabela a seguir:
Plano de Amostragem
Identificação da espécie botânica,
Verificação Dimensional verificação do teor de umidade,
densidade, retenção e penetração
Tamanho
Amostra Amostra
do lote Ac Rc Ac Rc
Seqüência Tamanho Seqüência Tamanho
Até 25 - 3 0 1
1º 8 0 2 - 3 0 1
26 à 90
2º 8 1 2
1º 13 0 3
91 à 150 1º 8 0 2
2º 13 3 4
1º 20 1 4
151 à 280 2º 8 1 2
2º 20 4 5
1º 32 2 5 1º 13 0 3
281 à 500
2º 32 6 7 2º 13 3 4
1º 50 3 7 1º 20 1 4
501 à 1200
2º 50 8 9 2º 20 4 5
1201 à 1º 80 5 9 1º 32 2 5
3200 2º 80 12 13 2º 32 6 7
3201 à 1º 125 7 11 1º 50 3 7
10000 2º 125 18 19 2º 50 8 9
Sendo: Ac – Número de peças defeituosas que ainda permite aceitar o lote;
Rc – Número de peças defeituosas que implica na rejeição do lote.
Nota:
Para a amostragem dupla o procedimento deve ser o seguinte:
- Ensaiar um número inicial de unidades igual ao da primeira amostra obtida da tabela
acima.
- Se o número de unidades defeituosas estiver compreendido entre Ac e Rc (excluindo

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estes valores), deve ser ensaiado a Segunda amostra. O total de unidades


defeituosas encontradas após ensaiadas as duas amostras, deve ser igual ou
inferior ao maior Ac especificado.

10.5.2- A especificação para formação dos planos de amostragem é a seguinte:


a.) Verificação Dimensional:
- Nível de Inspeção II;
- Plano de amostragem dupla;
- Regime de inspeção normal;
- Nível de Qualidade Aceitável, NQA = 4%
b.) Identificação da espécie botânica, verificação do teor de umidade, densidade,
retenção e penetração:
- Nível de Inspeção I;
- Plano de amostragem dupla;
- Regime de inspeção normal;
- Nível de Qualidade Aceitável, NQA = 4%
10.5.3- Amostragem para Ensaio de Resistência à Flexão
O tamanho da amostra para efetuar o ensaio de Resistência à Flexão (resistência
nominal, limite de carregamento excepcional e carga de ruptura) deve ser de 1 (uma)
cruzeta para cada tipo de cruzeta e espécie de madeira, para cada sub-lote de 200
unidades, convenientemente agrupadas. Caso o ensaio realizado não seja satisfatório,
o fornecedor deve repetir o ensaio em uma amostra equivalente ao dobro da primeira,
sem qualquer ônus para o usuário, e no caso de ocorrer qualquer falha, a espécie de
madeira será considerada reprovada e todo o lote sob inspeção deve ser rejeitado.

11. ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO


11.1- Aceitação ou rejeição nos ensaios de recebimento
11.1.1- Somente serão aceitas as cruzetas que estiverem em conformidade com os
itens 8.2 e 8.3 (inspeção na preparação, inspeção visual, verificação dimensional,
verificação da densidade, identificação da espécie botânica, verificação do teor de
umidade, penetração e retenção).
11.1.2- Serão aceitas as cruzetas que satisfizerem a tabela acima do plano de
amostragem e item 10.4.8. (resistência à flexão).
11.1.3- Todas as cruzetas de lotes aceitos, rejeitados pelos ensaios de recebimento ou
destruídos em ensaio, devem ser substituídas pelo fornecedor por unidades
novas e perfeitas, sem ônus para a concessionária.

11.2- Responsabilidades do fornecedor


11.2.1- A aceitação de um determinado lote pela concessionária não exime o

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fornecedor da responsabilidade de fornecer as peças em conformidade com as


exigências desta Especificação e nem invalida as reclamações que o comprador
possa fazer a respeito da qualidade do material empregado e/ou fabricação das
peças.

11.2.2- A utilização das espécies constantes nesta Especificação, deve atender ao


determinado pelas Portarias nº 83-N de 26.05.91 e nº 6-N de 15.01.92 do Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) da
Secretaria do Meio Ambiente e outras que porventura venham a ser baixadas pelo
mesmo órgão.
Mesmo após a sua retirada da fábrica, o lote pode ser novamente inspecionado e
submetido aos ensaios, com conhecimento prévio, e presença eventual do
fornecedor. Se constatada qualquer divergência com o estipulado nesta
Especificação, o lote pode ser recusado, sendo que as despesas de reposição
correm por conta do fornecedor.

12. REGISTRO DE REVISÃO


Este documento foi revisado com a colaboração dos seguintes profissionais das
empresas da CPFL Energia.

Empresa Colaborador
CPFL Paulista Marcelo de Moraes
CPFL Piratininga Carlos Alberto Andrade Cavalcante
RGE Olavo Arndt
CPFL Jaguariúna Carlos Eduardo Pansiera Persinoti

Alterações efetuadas:
Versão Data da versão
Alterações em relação à versão anterior
anterior anterior
Unificação da especificação para a CPFL Paulista, CPFL
1.2 24/09/2003
Piratininga, CPFL Santa Cruz e RGE.
2.0 09/08/2007 Retiradas as espécies PIQUIÁ, PIQUIARANA e PIQUI-
VINAGREIRO.
- Inclusão do nome científico das espécies;
2.1 17/10/2008 - Exclusão das espécies ACHUARANA, ANGELIM AMARGOSO,
ARAÇA-DA-MATA, COBI, FAIA, IMBIRIBA, INHUÍBA-DO-REGO,
ITAUVA, MAÇARANDUBA-DE-LEI e ÓLEO-PARDO.

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ANEXO A – ESPÉCIES DE MADEIRAS


Espécies de madeiras para cruzetas não preservadas (Puro Cerne).
ITEM NOME VULGAR SIGLA NOME CIENTÍFICO
1 ABIU-PITOMBA APB Pouteria sp
2 ACARIQUARA ACR Minquartia guianensis
3 ANGELIM-ROSA OU PAU-PEREIRA ANR Platycyamus regnellii
4 ANGELIM-VERMELHO ANV Dinizia excelsa
5 ANGICO PRETO AGP Piptadenia macrocarpa
6 ANGICO VERMELHO AGV Piptadenia rígida
7 ARAÇÁ ARA Psidium sp
8 CABRIÚVA-PARDA CAB Myrocarpus sp
9 CABRIÚVA-VERMELHA CAV Myroxylon sp
10 CARNE-DE-VACA CAN Roupala sp
11 CORAÇÃO-DE-NEGRO COR Poecilanthe parviflora
12 CUIARANA OU TANIBUCA CUI Buchenavia sp
13 CUMARU CUM Dipteryx odorata ou Dipteryx sp
14 CUMBARU OU BARU CUB Dipteryx alata
15 FAVEIRO FAV Pterodon pubescens
16 GARAPA OU GRAPIAPUNHA GAR Apuleia leiocarpa
17 CHIBATÃO OU GUARICÁ GIB Astronium graveolens
18 GUARAJUBA GRA Terminalia brasiliensis
19 GUARANTÃ GUA Esenbeckia leiocarpa
20 GUARIBU-AMARELO OU ITAPICURU-AMARELO GAR Goniorrhachis marginata
21 IPÊ-PARDO IPP Tabebuia ochracea
22 IPÊ-AMARELO OU IPÊ-PRETO OU IPÊ-PRETO IPE Tabebuia sp
23 ITAÚBA-PRETA ITA Mezilaurus itauba
24 JARANA JAR Holopyxidium jarana ou Holopyxidium sp
25 JATOBÁ JAT Hymenaea stilbocarpa ou Hymenaea sp
26 MAÇARANDUBA OU PARAJU MAC Manilkara longifólia ou Manilkara sp
27 MANDIGAÚ MAN Tetrastylidium engleri ou Tetrastylidium sp
28 MATÁ-MATÁ-SAPOEIRO MAM Eschweilera sp
29 PAU-ROXO PAR Peltogyne recifensis ou Peltogyne sp
30 PITOMBA-PRETA PIP Zollernia falcata
31 SAPUCAIA-VERMELHA SAP Lecythis pisonis ou Lecythis sp
32 SUCUPIRA SUC Bowdichia nítida ou Bowdichia sp
33 TATAJUBA TAT Bagassa guianensis
34 TAIÚVA OU AMOREIRA AMO Chlorophora tinctoria
35 SUCUPIRA-AMARELA OU GUAIÇARA SUA Ferreirea spectabilis

Espécies de madeiras para cruzetas preservadas.


As cruzetas com alburno devem ser fornecidas em madeira de lei preservadas, nas
mesmas espécies da lista acima, incluindo ainda as espécies abaixo:

ITEM NOME VULGAR SIGLA NOME CIENTÍFICO


36 CUPIUBA CUP Goupia glabra
37 GONÇALO-ALVES OU MUIRACATIARA GON Astronium sp ou Astronium lecointei
38 TANIBUCA TAN Buchenavia sp

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ANEXO B – VERIFICAÇÃO DA DENSIDADE (G/CM3)


Densidade mínima para cruzetas de 2000mm.
Umidade (%)
Peso (g)
10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25
12000 0,82 0,81 0,80 0,80 0,79 0,78 0,78 0,77 0,76 0,76 0,75 0,74 0,74 0,73 0,73 0,72
12200 0,83 0,82 0,82 0,81 0,80 0,79 0,79 0,78 0,77 0,77 0,76 0,76 0,75 0,74 0,74 0,73
12400 0,84 0,84 0,83 0,82 0,81 0,81 0,80 0,79 0,79 0,78 0,77 0,77 0,76 0,76 0,75 0,74
12600 0,86 0,85 0,84 0,84 0,83 0,82 0,81 0,81 0,80 0,79 0,79 0,78 0,77 0,77 0,76 0,76
12800 0,87 0,86 0,86 0,85 0,84 0,83 0,83 0,82 0,81 0,81 0,80 0,79 0,79 0,78 0,77 0,77
13000 0,89 0,88 0,87 0,86 0,85 0,85 0,84 0,83 0,83 0,82 0,81 0,80 0,80 0,79 0,79 0,78
13200 0,90 0,89 0,88 0,88 0,87 0,86 0,85 0,85 0,84 0,83 0,82 0,82 0,81 0,80 0,80 0,79
13400 0,91 0,90 0,90 0,89 0,88 0,87 0,87 0,86 0,85 0,84 0,84 0,83 0,82 0,82 0,81 0,80
13600 0,93 0,92 0,91 0,90 0,89 0,89 0,88 0,87 0,86 0,86 0,85 0,84 0,84 0,83 0,82 0,82
13800 0,94 0,93 0,92 0,91 0,91 0,90 0,89 0,88 0,88 0,87 0,86 0,85 0,85 0,84 0,83 0,83
14000 0,95 0,94 0,94 0,93 0,92 0,91 0,90 0,90 0,89 0,88 0,87 0,87 0,86 0,85 0,85 0,84
14200 0,97 0,96 0,95 0,94 0,93 0,93 0,92 0,91 0,90 0,89 0,89 0,88 0,87 0,86 0,86 0,85
14400 0,98 0,97 0,96 0,95 0,95 0,94 0,93 0,92 0,91 0,91 0,90 0,89 0,88 0,88 0,87 0,86
14600 0,99 0,99 0,98 0,97 0,96 0,95 0,94 0,93 0,93 0,92 0,91 0,90 0,90 0,89 0,88 0,88
14800 1,01 1,00 0,99 0,98 0,97 0,96 0,96 0,95 0,94 0,93 0,92 0,92 0,91 0,90 0,89 0,89
15000 1,02 1,01 1,00 0,99 0,99 0,98 0,97 0,96 0,95 0,94 0,94 0,93 0,92 0,91 0,91 0,90
15200 1,04 1,03 1,02 1,01 1,00 0,99 0,98 0,97 0,97 0,96 0,95 0,94 0,93 0,93 0,92 0,91
15400 1,05 1,04 1,03 1,02 1,01 1,00 0,99 0,99 0,98 0,97 0,96 0,95 0,95 0,94 0,93 0,92
15600 1,06 1,05 1,04 1,03 1,03 1,02 1,01 1,00 0,99 0,98 0,97 0,97 0,96 0,95 0,94 0,93
15800 1,08 1,07 1,06 1,05 1,04 1,03 1,02 1,01 1,00 0,99 0,99 0,98 0,97 0,96 0,95 0,95
16000 1,09 1,08 1,07 1,06 1,05 1,04 1,03 1,02 1,02 1,01 1,00 0,99 0,98 0,97 0,97 0,96
16200 1,10 1,09 1,08 1,07 1,06 1,06 1,05 1,04 1,03 1,02 1,01 1,00 0,99 0,99 0,98 0,97
16400 1,12 1,11 1,10 1,09 1,08 1,07 1,06 1,05 1,04 1,03 1,02 1,02 1,01 1,00 0,99 0,98
16600 1,13 1,12 1,11 1,10 1,09 1,08 1,07 1,06 1,05 1,05 1,04 1,03 1,02 1,01 1,00 0,99
16800 1,14 1,13 1,12 1,11 1,10 1,09 1,09 1,08 1,07 1,06 1,05 1,04 1,03 1,02 1,02 1,01
17000 1,16 1,15 1,14 1,13 1,12 1,11 1,10 1,09 1,08 1,07 1,06 1,05 1,04 1,04 1,03 1,02
17200 1,17 1,16 1,15 1,14 1,13 1,12 1,11 1,10 1,09 1,08 1,07 1,06 1,06 1,05 1,04 1,03
17400 1,19 1,17 1,16 1,15 1,14 1,13 1,12 1,11 1,10 1,10 1,09 1,08 1,07 1,06 1,05 1,04
17600 1,20 1,19 1,18 1,17 1,16 1,15 1,14 1,13 1,12 1,11 1,10 1,09 1,08 1,07 1,06 1,05
17800 1,21 1,20 1,19 1,18 1,17 1,16 1,15 1,14 1,13 1,12 1,11 1,10 1,09 1,08 1,08 1,07
18000 1,23 1,21 1,20 1,19 1,18 1,17 1,16 1,15 1,14 1,13 1,12 1,11 1,11 1,10 1,09 1,08
18200 1,24 1,23 1,22 1,21 1,20 1,19 1,18 1,17 1,16 1,15 1,14 1,13 1,12 1,11 1,10 1,09
18400 1,25 1,24 1,23 1,22 1,21 1,20 1,19 1,18 1,17 1,16 1,15 1,14 1,13 1,12 1,11 1,10
18600 1,27 1,26 1,24 1,23 1,22 1,21 1,20 1,19 1,18 1,17 1,16 1,15 1,14 1,13 1,12 1,11
18800 1,28 1,27 1,26 1,25 1,24 1,22 1,21 1,20 1,19 1,18 1,17 1,16 1,15 1,15 1,14 1,13
19000 1,29 1,28 1,27 1,26 1,25 1,24 1,23 1,22 1,21 1,20 1,19 1,18 1,17 1,16 1,15 1,14

N.Documento: Categoria: Versão: Aprovado por: Data Publicação: Página:


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IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA


Tipo de Documento: Especificação Técnica
Área de Aplicação: Distribuição
Título do Documento:
Cruzetas de Madeira Preservada e não Preservada para
Redes Aéreas de Distribuição de Energia

ANEXO C – CARACTERÍSTICAS E DADOS TÉCNICOS

1. Cruzetas de madeira – Informações anexas as propostas

Especificação aplicável: Cruzetas de Madeira Preservada e não Preservada 90x90x2000mm e


90x112,5x2440mm
Nome do Fornecedor:
Número da proposta:
Número da Concorrência:
Número de unidades: Data: _____ / _____ / ______

Item Descrição Característica


Nome comum e nome botânico da espécie de madeira. Anexar cópia dos
1 documentos disponíveis de comprovação da espécie botânica da madeira
utilizada na fabricação das cruzetas ofertadas.
2 Código da espécie da madeira
3 Período de secagem antes do tratamento dias
4 Preservativos utilizados (quando aplicável)
5 Retenção média de preservativos (quando aplicável) kg/cm 3
6 Dimensões padronizadas, conforme Anexo E da especificação acima citada.

2. Subfornecedor

Relacionar todos os subfornecedores e seus respectivos produtos e anexar a declaração de que


cumprem a legislação ambiental, conforme estabelecido em 4.3.

Subfornecedor Endereço Produto

3. Legislação Ambiental

Anexar cópia dos documentos comprovatórios do cumprimento da legislação pelo proponente no


exercício de suas atividades, quais sejam, registros nos órgãos federais e estaduais, licenças para
exploração e transporte de produtos florestais, autorizações para desmatamento, aprovação do Plano de
Corte pelo IBAMA e Licenças de Operação da unidade de fabricação ou da unidade de distribuição,
expedidas pelos órgãos ambientais competentes, e outros documentos comprovatórios do cumprimento
da legislação ambiental.

4. Reciclagem

Declarar se há a disponibilidade do proponente e as condições para receber de volta as cruzetas


preservadas de sua fabricação e de outros fabricantes, quando inutilizadas ou com a vida útil terminada.

Disponibilidade: SIM NÃO


Condições:

N.Documento: Categoria: Versão: Aprovado por: Data Publicação: Página:


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IMPRESSÃO NÃO CONTROLADA


Tipo de Documento: Especificação Técnica
Área de Aplicação: Distribuição
Título do Documento:
Cruzetas de Madeira Preservada e não Preservada para
Redes Aéreas de Distribuição de Energia

ANEXO D – IDENTIFICAÇÃO DAS CRUZETAS

IDENTIFICAÇÃO PARA CRUZETAS NÃO PRESERVADAS (PURO CERNE)

60±5

C.P.S.A. Nome ou marca comercial


do fornecedor
60±5 04/00
Ano e mês de preparação
ANG
Espécie de madeira

IDENTIFICAÇÃO PARA CRUZETAS PRESERVADAS

60±5

Nome ou marca comercial


C.P.S.A. do fornecedor
04/00
60±5
ANG Ano e mês de preparação
CCB-A
Espécie de madeira
Tipo de preservativo utilizado

N.Documento: Categoria: Versão: Aprovado por: Data Publicação: Página:


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